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HIDROLOGIA 4. Infiltração Prof. Dr. Sávio de Brito Fontenele Processo pelo qual a água penetra nas camadas superficiais do solo, se move move para baixo através dos vazios pela ação da gravidade, até atingir uma uma camada impermeável, formando um lençol d’água. Depende fundamentalmente de: Água disponível para infiltrar Natureza do solo Estado da superfície do solo Quantidades de água e ar, inicialmente presentes em seu interior. 4. Infiltração Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele 4. Infiltração Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele Camadas superiores do solo vão se umedecendo de cima para baixo, alterando o perfil de umidade. Enquanto há aporte de água, o perfil de umidade tende à saturação. A infiltração decorrente de precipitações naturais não é capaz de saturar todo o solo, restringindo-se somente a conformar um perfil onde o teor de umidade decresce com a profundidade. 4. Infiltração Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele Quando o aporte de água a superfície cessa, a umidade se redistribui no interior do solo, evoluindo para um perfil de umidade inverso, com menores teores de água próximo superfície e maiores nas camadas mais profundas. Nem toda água infiltrada é drenada para as camadas mais profundas do solo, já que parte é transferida para a atmosfera por evapotranspiração. A parte superior da crosta terrestre é normalmente porosa até uma maior ou menor profundidade. Os poros podem, nesta porção da litosfera, estar parcialmente ou completamente cheios de água. A camada superior onde os poros estão parcialmente cheios de água é designada zona de aeração. Imediatamente abaixo onde os interstícios estão repletos d’água tem-se a zona de saturação. 4.1 Distribuição Vertical da Água Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele ZONA DE AERAÇÃO Faixa de água no solo: fornece água para o crescimento das plantas. A água permanece nessa faixa pela ação da capilaridade e pela atração molecular, agindo contra a força da gravidade. Somente quando a água penetra suficientemente nesta faixa, saturando a capilaridade, é que a mesma começa a se deslocar verticalmente para baixo. Faixa intermediária: retém água como a faixa anterior. Esta água retida é um armazenamento morto, visto que não pode ser aproveitada para qualquer uso. Faixa de capilaridade: retém água acima da zona de saturação por capilaridade, opondo-se a ação da gravidade. 4.1 Distribuição Vertical da Água Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele ZONA DE SATURAÇÃO É a única que constitui propriamente a água subterrânea, cujo movimento se deve também a ação da gravidade, obedecendo as leis do escoamento subterrâneo. 4.1 Distribuição Vertical da Água Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele VELOCIDADE DE INFILTRAÇÃO Velocidade média com que a água atravessa o solo, ou seja, é a vazão dividida pela seção de escoamento. A área inclui a projeção dos poros por onde escoa a água. Velocidade de Darcy Não é um bom parâmetro, pois depende somente da permeabilidade (k) e do gradiente hidráulico (dh/dt). 4.2 Grandezas Características Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele 𝑣 = 𝑘 𝑑ℎ 𝑑𝑡 CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO Taxa máxima que um solo é capaz de absorver de água, sob uma dada condição. Expressa em mm/h. O conceito da Capacidade de Infiltração é aplicado para diferenciar o potencial que o solo tem de absorver água pela sua superfície, em termos de lâmina por tempo, da taxa real de infiltração que acontece quando há disponibilidade de água para penetrar no solo. A Capacidade de Infiltração só é atingida durante uma chuva se houver excesso de precipitação. Caso contrário, a razão de absorção da água no solo não é máxima, e por conseguinte a razão de absorção não é a capacidade de infiltração. 4.2 Grandezas Características Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO Uma curva de taxas reais de infiltração no tempo somente coincide com a curva das capacidades de infiltração de um solo, quando o aporte superficial de água tem intensidade superior ou igual à capacidade de infiltração. 4.2 Grandezas Características Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele FATORES QUE INFLUENCIAM A CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO TIPO DE SOLO: varia diretamente com a porosidade e com o tamanho das partículas do solo. As características presentes em pequena camada superficial tem grande influencia sobre a capacidade de infiltração. 4.2 Grandezas Características Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele FATORES QUE INFLUENCIAM A CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO UMIDADE DO SOLO: quando a água é aplicada em um solo seco, não há movimento descendente dessa água até que as partículas do solo estejam envolvidas por uma fina película d’água. Forças de atração molecular e capilar fazem com que a capacidade de infiltração inicial de um solo seco seja muito alta. A medida que a água percola, essas forças diminuem, reduzindo a capacidade de infiltração, que tende a um valor constante após algumas horas. 4.2 Grandezas Características Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele FATORES QUE INFLUENCIAM A CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO 4.2 Grandezas Características Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele FATORES QUE INFLUENCIAM A CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO VEGETAÇÃO: uma cobertura vegetal densa tende a promover maiores valores de capacidade de infiltração, devido ao sistema radicular que proporciona a formação de pequenos túneis e que retira umidade do solo através da transpiração, e a cobertura vegetal que previne a compactação do solo. 4.2 Grandezas Características Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele INFILTRÔMETROS 4.2 Métodos de Medição Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele PERMEÂMETRO DE GUELPH 4.2 Métodos de Medição Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Infiltração – Prof. Dr. Sávio Fontenele REFERÊNCIAS • TUCCI, C.E.M. HIDROLOGIA: CIÊNCIA E APLICAÇÃO. 4ª ED. PORTO ALEGRE: EDITORA DA UFRGS/ABRH, 2009, 943 p. • CHOW, V. T. HANDBOOK OF APLLYED HYDROLOGY. NEW YORK: MCGRAW HILL. 1964. • EAGLESON, P. OPPORTUNITIES IN HYDROLOGICAL SCIENCES. NEWSLETTERS. IAHS, n. 40, SET. • RIGHETTO, A.M. HIDROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS. SÃO CARLOS: EESC/USP, 1998. 840 p. Engenharia Civil – Hidrologia – 4. Modelos Hidrológicos – Prof. Dr. Sávio Fontenele