Artrogripose Múltipla Congênita
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Artrogripose Múltipla Congênita


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ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO 
DE HEMIPELVECTOMIA INTERNA UNILATERAL NO 
TRATAMENTO DE TUMORES ONCOLÓGICOS 
Guio J. M
Instituto Nacional de Câncer - Hospital do Câncer I - Fisioterapia - Oncologia Clinica 
Rio de Janeiro - RJ - Brasil 
fisiomarques@hotmail.com
INTRODUÇÃO
CONCLUSÃO
DISCUSSÃO
REFERÊNCIAS
MATERIAL E MÉTODOS
Os tumores ósseos malignos da região pélvica correspondem a 5% de 
todos os tumores ósseos, assim constituindo um capítulo a parte em seu 
tratamento, devido a complexidade anatômica de região. Os mais 
encontrados são o condrossarcoma, sarcoma de Ewing e o osteossarcoma. O 
grande objetivo da realização desta cirurgia é a ressecção do tumor com 
margem oncológica, mesmo com taxa de recidiva em torno de 27 %, sendo 
possível ressecção, sem amputação mantendo resultados funcionais, apesar 
da incidência de complicações como infecção, lesão nervosa, etc. permitindo 
assim que o paciente fuja da mutilação e através da reabilitação 
fisioterapêutica consiga resultados funcionais gratificantes como caminhar 
sem auxílio de muletas ou bengala e até mesmo, apoio monopodálico com 
carga.
Amputação interilioabdominal (AIIA) e as outras formas de amputações e 
desarticulações foram os procedimentos clássicos para o tratamento do 
osteossarcoma até a década de setenta. Cerca de 90% dos pacientes 
submetidos a esses procedimentos faleciam entre o primeiro e segundo anos 
de vida após o diagnóstico devido às metástases pulmonares. Como 
conclusão podemos demonstrar através do estudo destes artigos, o resultado 
funcional e de sobrevida nos casos de tumores oncológicos localmente 
avançados tratados por quimioterapia, hemipelvectomia interna auxiliado por 
reabilitação fisioterapêutica conseguindo resultados funcionais. Mostrando 
assim mais uma das alternativas para o tratamento dos tumores malignos que 
acometem a região pélvica.
A fisioterapia cresceu muito nos últimos anos no âmbito da oncologia, 
participando da equipe multidisciplinar, principalmente no que diz respeito à 
conduta em oncologia. Os estágios em reabilitação segundo Dietz se 
baseiam em: preventiva, restauradora, suporte e paliativa. Nesse caso 
especificamente nos focalizaremos no segundo estágio, combinando esforços 
para alcançar o potencial funcional do paciente pré-doença. A Fisioterapia pré-
operatória se inicia na avaliação funcional do paciente com orientação para 
exercícios isométricos de membros inferiores, exercícios ativos e ativo-
resistidos dos mesmos, adicionando membros superiores para fortalecimento, 
além do treino de marcha com muletas e/ou andadores sem carga no membro 
acometido inicialmente. Não se esquecendo de exercícios respiratórios 
diafragmáticos para reexpansão e desobstrução a fim de se evitar 
complicações pós-operatórias mantendo volumes e capacidades pulmonares 
em níveis ideais.
1. Ademar Lopes et al. Hemipelvectomia total interna no tratamento dos tumores malignos da região pélvica. 
Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Vol. 29, N° 11-12, Dezembro 1994.
2. Ayala, A., Machay, B. & Jaffe, N.: Osteosarcoma: the pathological study of specimen from on bloc resection 
in patients receiving preoperative chemotherapy, in Van Eys, J. & Sullivan, M. P.: Status of curability of 
childhood cancers, New York, Raven Press, 1980. p. 127-143.
3. Boccolini, F. Reabilitação: Amputados, Amputações, Prótese. Robe, 1ª ed., 1990.
4. Carvalho, José André. Amputações de Membros Inferiores: em busca da plena reabilitação. Editora Manole. 
1ª ed., 1999.
5. Hoppenfeld. Propedêutica Ortopédica. Atheneu, 1980.
6. Maurício Romano et al. Hemipelvectomia interna alargada no tratamento de condrossarcoma de pélvico 
avançado: relato de caso. Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Março 2004.
7. Myers, R s. Saunders Manual of Physical Therapy Practice. W. B. Saunders Company, 1ª ed., 1995.
8. Palmer, M.L.; Toms, J. E. Manual de Treinamento Funcional. Editora Manole, 1ª ed., 1997.
9. Raven, R. W. A Practical Guide to Rehabilitation Oncology. The Parthenon Publishing Group Inc., 1992.
Foi realizada uma revisão de literatura, utilizando banco de dados das 
renomadas fontes de pesquisa como Medline, Bireme com seguintes temas: 
amputações de membros inferiores, tumores malignos de partes moles, 
tumores malignos ósseos, hemipelvectomia, complicações, fisioterapia. 
Foram selecionados artigos e livros de 1980 a 2005. 
Figura 1 - Hemipelvectomia interna no tratamento dos tumores 
malignos da região pélvica
Quadro 1 - Classificaçao de ENNEKING modificada para 
ressecção de tumores pélivicos.
Figura 2 - Paciente 
com sarcoma de 
E w i n g d o i l í a c o 
s u b m e t i d o a 
h e m i p e l v e c t o m i a 
in terna . Aspecto 
radiológico pré e 
pós-operatór io e 
aspecto estético e 
funcional com apoio 
m o n o p o d á l i c o o 
sobre o membro 
operado, no pós-
operatório tardio.
 
 
 
Projeto Gráfico: Seção de Multimeios / DDC / CEDC / INCA
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