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Prévia do material em texto

Capa 
 
 
Professora 
 
 
Sumario 
 
 
 
Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, 
descritivo e argumentativo) ........................................................................................................................ 1 
Interpretação e organização interna ...................................................................................................... 5 
Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos .................................................... 17 
Emprego de tempos e modos dos verbos em português. Morfologia: reconhecimento, emprego e 
sentido das classes gramaticais ............................................................................................................... 26 
Processos de formação de palavras .................................................................................................... 93 
Mecanismos de flexão dos nomes e verbos ........................................................................................ 98 
Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação ....... 99 
Concordância nominal e verbal ......................................................................................................... 136 
Transitividade e regência de nomes e verbos .................................................................................... 154 
Padrões gerais de colocação pronominal no português ..................................................................... 165 
Mecanismos de coesão textual .......................................................................................................... 173 
Ortografia .......................................................................................................................................... 179 
Acentuação gráfica ............................................................................................................................ 188 
Emprego do sinal indicativo de crase ................................................................................................ 194 
Pontuação ......................................................................................................................................... 204 
Estilística: figuras de linguagem......................................................................................................... 213 
Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo ........................................................... 215 
Variação linguística: norma culta ....................................................................................................... 222 
 
 
 
Candidatos ao Concurso Público, 
 
O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas 
relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom desempenho 
na prova. 
 
As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar em 
contato, informe: 
 
- Apostila (concurso e cargo); 
 
- Disciplina (matéria); 
 
- Número da página onde se encontra a dúvida; e 
 
- Qual a dúvida. 
 
 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O 
professor terá até cinco dias úteis para respondê-la. 
 
 
Bons estudos! 
 
. 1 
 
Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a capacidade que temos de pensar. Por meio do 
pensamento, elaboramos todas as informações que recebemos e orientamos as ações que interferem 
na realidade e organização de nossos escritos. O que lemos é produto de um pensamento transformado 
em texto. 
Logo, como cada um de nós tem seu modo de pensar, quando escrevemos sempre procuramos uma 
maneira organizada do leitor compreender as nossas ideias. A finalidade da escrita é direcionar 
totalmente o que você quer dizer, por meio da comunicação. 
Para isso, os elementos que compõem o texto se subdividem em: introdução, desenvolvimento e 
conclusão. Todos eles devem ser organizados de maneira equilibrada. 
 
Introdução 
 
Caracterizada pela entrada no assunto e a argumentação inicial. A ideia central do texto é 
apresentada nessa etapa. Essa apresentação deve ser direta, sem rodeios. O seu tamanho raramente 
excede a 1/5 de todo o texto. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é equivalente. Neles, a 
introdução pode ser o próprio título. Já nos textos mais longos, em que o assunto é exposto em várias 
páginas, ela pode ter o tamanho de um capítulo ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa 
situação, pode ter vários parágrafos. Em redações mais comuns, que em média têm de 25 a 80 linhas, 
a introdução será o primeiro parágrafo. 
 
Desenvolvimento 
 
A maior parte do texto está inserida no desenvolvimento, que é responsável por estabelecer uma 
ligação entre a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são elaboradas as ideias, os dados e os 
argumentos que sustentam e dão base às explicações e posições do autor. É caracterizado por uma 
“ponte” formada pela organização das ideias em uma sequência que permite formar uma relação 
equilibrada entre os dois lados. 
O autor do texto revela sua capacidade de discutir um determinado tema no desenvolvimento, e é 
através desse que o autor mostra sua capacidade de defender seus pontos de vista, além de dirigir a 
atenção do leitor para a conclusão. As conclusões são fundamentadas a partir daqui. 
Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o escritor já deve ter uma ideia clara de como será 
a conclusão. Daí a importância em planejar o texto. 
Em média, o desenvolvimento ocupa 3/5 do texto, no mínimo. Já nos textos mais longos, pode estar 
inserido em capítulos ou trechos destacados por subtítulos. Apresentar-se-á no formato de parágrafos 
medianos e curtos. 
Os principais erros cometidos no desenvolvimento são o desvio e a desconexão da argumentação. O 
primeiro está relacionado ao autor tomar um argumento secundário que se distancia da discussão 
inicial, ou quando se concentra em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O segundo caso 
acontece quando quem redige tem muitas ideias ou informações sobre o que está sendo discutido, não 
conseguindo estruturá-las. Surge também a dificuldade de organizar seus pensamentos e definir uma 
linha lógica de raciocínio. 
 
 
Elementos de construção do texto e seu sentido: 
Gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e 
argumentativo) 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
. 2 
Conclusão 
 
Considerada como a parte mais importante do texto, é o ponto de chegada de todas as 
argumentações elaboradas. As ideias e os dados utilizados convergem para essa parte, em que a 
exposição ou discussão se fecha. 
Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma brecha para uma possível continuidade do 
assunto; ou seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser encerrada com argumentos 
repetitivos, como por exemplo: “Portanto, como já dissemos antes...”, “Concluindo...”, “Em conclusão...”. 
Sua proporção em relação à totalidade do texto deve ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa 
é uma das características de textos bem redigidos. 
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões ficam muito longas: 
 
→ O problema aparece quando não ocorre uma exploração devida do desenvolvimento, o que gera 
uma invasão das ideias de desenvolvimento na conclusão. 
→ Outro fator consequente da insuficiência de fundamentação do desenvolvimento está na 
conclusão precisar de maiores explicações, ficando bastante vazia. 
→ Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no texto em que o autor fica girando em torno de 
ideias redundantes ou paralelas. 
→ Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeitamentedispensáveis. 
→ Quando não tem clareza de qual é a melhor conclusão, o autor acaba se perdendo na 
argumentação final. 
 
Em relação à abertura para novas discussões, a conclusão não pode ter esse formato, exceto pelos 
seguintes fatores: 
 
→ Para não influenciar a conclusão do leitor sobre temas polêmicos, o autor deixa a conclusão em 
aberto. 
→ Para estimular o leitor a ler uma possível continuidade do texto, o autor não fecha a discussão de 
propósito. 
→ Por apenas apresentar dados e informações sobre o tema a ser desenvolvido, o autor não deseja 
concluir o assunto. 
→ Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o autor enumera algumas perguntas no final do 
texto. 
 
A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o autor fizer um esboço de todas as suas ideias. 
Essa técnica é um roteiro, em que estão presentes os planejamentos. Naquele devem estar indicadas 
as melhores sequências a serem utilizadas na redação; ele deve ser o mais enxuto possível. 
 
Fonte de pesquisa: 
http://producao-de-textos.info/mos/view/Caracter%C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/ 
 
A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles verbais ou não verbais. Em todos 
há a presença do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido 
entre os interlocutores. Estes interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um texto 
escrito. 
É de fundamental importância sabermos classificar os textos com os quais travamos convivência no 
nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais e gêneros textuais. 
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos 
nossa opinião sobre determinado assunto, descrevemos algum lugar que visitamos, fazemos um retrato 
verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente nessas situações corriqueiras 
que classificamos os nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dissertação. 
 
As tipologias textuais caracterizam-se pelos aspectos de ordem linguística 
 
Os tipos textuais designam uma sequência definida pela natureza linguística de sua composição. 
São observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações logicas. Os tipos textuais são o 
narrativo, descritivo, argumentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo. 
 
 
. 3 
- Textos narrativos – constituem-se de verbos de ação demarcados no tempo do universo narrado, 
como também de advérbios, como é o caso de antes, agora, depois, entre outros: 
Ela entrava em seu carro quando ele apareceu. Depois de muita conversa, resolveram... 
 
- Textos descritivos – como o próprio nome indica, descrevem características tanto físicas quanto 
psicológicas acerca de um determinado indivíduo ou objeto. Os tempos verbais aparecem demarcados 
no presente ou no pretérito imperfeito: 
―Tinha os cabelos mais negros como a asa da graúna...‖ 
 
- Textos expositivos – Têm por finalidade explicar um assunto ou uma determinada situação que se 
almeje desenvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela acontecer, como em: 
O cadastramento irá se prorrogar até o dia 02 de dezembro, portanto, não se esqueça de fazê-lo, sob 
pena de perder o benefício. 
- Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de uma modalidade na qual as ações são prescritas de 
forma sequencial, utilizando-se de verbos expressos no imperativo, infinitivo ou futuro do presente. 
Misture todos os ingrediente e bata no liquidificador até criar uma massa homogênea. 
 
- Textos argumentativos (dissertativo) – Demarcam-se pelo predomínio de operadores 
argumentativos, revelados por uma carga ideológica constituída de argumentos e contra-argumentos 
que justificam a posição assumida acerca de um determinado assunto. 
A mulher do mundo contemporâneo luta cada vez mais para conquistar seu espaço no mercado de 
trabalho, o que significa que os gêneros estão em complementação, não em disputa. 
 
Gêneros Textuais 
 
São os textos materializados que encontramos em nosso cotidiano; tais textos apresentam 
características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo e canal. 
Como exemplos, temos: receita culinária, e-mail, reportagem, monografia, poema, editorial, piada, 
debate, agenda, inquérito policial, fórum, blog, etc. 
A escolha de um determinado gênero discursivo depende, em grande parte, da situação de 
produção, ou seja, a finalidade do texto a ser produzido, quem são os locutores e os interlocutores, o 
meio disponível para veicular o texto, etc. 
Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a esferas de circulação. Assim, na esfera 
jornalística, por exemplo, são comuns gêneros como notícias, reportagens, editoriais, entrevistas e 
outros; na esfera de divulgação científica são comuns gêneros como verbete de dicionário ou de 
enciclopédia, artigo ou ensaio científico, seminário, conferência. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.brasilescola.com/redacao/tipologia-textual.htm 
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática – volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa 
Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. 
 
A “matéria-prima” da literatura são as palavras. No entanto, é necessário fazer uma distinção entre a 
linguagem literária e a linguagem não literária, isto é, aquela que não caracteriza a literatura. 
Embora um médico faça suas prescrições em determinado idioma, as palavras utilizadas por ele não 
podem ser consideradas literárias porque se tratam de um vocabulário especializado e de um contexto 
de uso específico. Agora, ao analisarmos a literatura, vemos que o escritor dispensa um cuidado 
diferente com a linguagem escrita, e que os leitores dispensam uma atenção diferenciada ao que foi 
produzido. 
Outra diferença importante é com relação ao tratamento do conteúdo: ao passo que, nos textos não 
literários (jornalísticos, científicos, históricos, etc.) as palavras servem para veicular uma série de 
informações, o texto literário funciona de maneira a chamar a atenção para a própria língua (FARACO & 
MOURA, 1999) no sentido de explorar vários aspectos como a sonoridade, a estrutura sintática e o 
sentido das palavras. 
Veja abaixo alguns exemplos de expressões na linguagem não literária ou “corriqueira” e um 
exemplo de uso da mesma expressão, porém, de acordo com alguns escritores, na linguagem literária: 
 
 
 
. 4 
Linguagem não literária: 
- Anoitece. 
- Teus cabelos loiros brilham. 
- Uma nuvem cobriu parte do céu. 
 
 Linguagem literária: 
- A mão da noite embrulha os horizontes. (Alvarenga Peixoto) 
- Os clarins de ouro dos teus cabelos cantam na luz! (Mário Quintana) 
- Um sujo de nuvem emporcalhou o luar em sua nascença. (José Cândido de Carvalho) 
 
Como distinguir, na prática, a linguagem literária da não literária? 
 
A linguagem literária: 
- é conotativa, utiliza figuras (palavras de sentido figurado) em que as palavras adquirem sentidos 
mais amplos do que geralmente possuem; 
- há uma preocupação com a escolha e a disposição das palavras, que acabam dando vida e beleza 
a um texto; 
- é muito importante a maneira original de apresentar o tema escolhido. 
 
A linguagem não literária é objetiva, denotativa, preocupa-se em transmitir o conteúdo, utiliza a 
palavra em seu sentido próprio, utilitário, sem preocupação artística. Geralmente, recorre à ordem direta 
(sujeito, verbo, complementos). 
 
Leia com atenção os textos a seguir e compare as linguagens utilizadas neles. 
 
Texto A 
Amor (ô). [Do lat. amore.] S. m. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou 
de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de sua terra. 2. Sentimentode 
dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção, culto; adoração: amor à Pátria; 
amor a uma causa. 3. Inclinação ditada por laços de família: amor filial; amor conjugal. 4. Inclinação 
forte por pessoa de outro sexo, geralmente de caráter sexual, mas que apresenta grande variedade e 
comportamentos e reações. 
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Nova Fronteira. 
 
Texto B 
Amor é fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
é dor que desatina sem doer. 
 Luís de Camões. Lírica, Cultrix. 
 
Você deve ter notado que os textos tratam do mesmo assunto, porém os autores utilizam linguagens 
diferentes. 
No texto A, o autor preocupou-se em definir “amor”, usando uma linguagem objetiva, científica, sem 
preocupação artística. 
No texto B, o autor trata do mesmo assunto, mas com preocupação literária, artística. De fato, o 
poeta entra no campo subjetivo, com sua maneira própria de se expressar, utiliza comparações 
(compara amor com fogo, ferida, contentamento e dor) e serve-se ainda de contrastes que acabam 
dando graça e força expressiva ao poema (contentamento descontente, dor sem doer, ferida que não se 
sente, fogo que não se vê). 
 
 
Os textos podem ser divididos conforme a linguagem escolhida para a construção do discurso. São 
dois grandes grupos, que privilegiam a linguagem literária e a linguagem não literária. Apesar de os 
textos literários e não literários apresentarem pontos convergentes em sua elaboração, existem alguns 
aspectos que tornam possível a diferenciação entre eles. Saber identificá-los e reconhecê-los conforme 
o tipo de linguagem adotado é fundamental para a compreensão dos diversos gêneros textuais aos 
quais estamos expostos no nosso dia a dia. 
 
. 5 
Nessa questão, não existe uma linguagem que seja superior à outra: ambas são importantes e estão 
representadas pelos incontáveis gêneros textuais. As diferenças nos tipos de linguagem estão 
ancoradas pela necessidade de adequação do discurso, pois para cada situação escolhemos a maneira 
mais apropriada para elaborar um texto. Se a intenção é comunicar ou informar, certamente adotaremos 
recursos de linguagem que privilegiem o perfeito entendimento da mensagem, evitando entraves 
linguísticos que possam dificultar o acesso às informações. Se a intenção é privilegiar a arte, através da 
escrita de poemas, contos ou crônicas, estarão à nossa disposição recursos linguísticos adequados 
para esse fim, tais como o uso da conotação, das figuras de linguagem, entre outros elementos que 
confiram ao texto um valor estético. 
 
RESUMO 
 
→ Linguagem literária: encontrada na prosa, em narrativas de ficção, na crônica, no conto, na 
novela, no romance e também em verso, no caso dos poemas. Apresenta características como a 
variabilidade, a complexidade, a conotação, a multissignificação e a liberdade de criação. A Literatura 
deve ser compreendida como arte e, como tal, não possui compromisso com a objetividade e com a 
transparência na emissão de ideias. A linguagem literária faz da linguagem um objeto estético, e não 
meramente linguístico, ao qual podemos inferir significados de acordo com nossas singularidades e 
perspectivas. É comum na linguagem literária o emprego da conotação, de figuras de linguagem e 
figuras de construção, além da subversão à gramática normativa. 
 
→ Linguagem não literária: encontrada em notícias, artigos jornalísticos, textos didáticos, verbetes 
de dicionários e enciclopédias, propagandas publicitárias, textos científicos, receitas culinárias, 
manuais, entre outros gêneros textuais que privilegiem o emprego de uma linguagem objetiva, clara e 
concisa. Considerados esses aspectos, a informação será repassada de maneira a evitar a 
incompreensão da mensagem. No discurso não literário, as convenções prescritas na gramática 
normativa são adotadas. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soliteratura.com.br/texto_literario/ 
http://www.brasilescola.com/literatura/linguagem-literaria-naoliteraria.htm 
 
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo 
capaz de produzir interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar). 
 
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma informação que 
se liga com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser 
transmitido. A essa interligação dá-se o nome de contexto. O relacionamento entre as frases é tão 
grande que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter 
um significado diferente daquele inicial. 
 
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores 
através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. 
 
Interpretação e organização interna 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
. 6 
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação de um texto é a identificação de sua ideia 
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias - ou fundamentações -, as argumentações - ou 
explicações -, que levam ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. 
 
Normalmente, numa prova, o candidato deve: 
 
1- Identificar os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época 
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo). 
2- Comparar as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto. 
3- Comentar/relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade. 
4- Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. 
5- Parafrasear = reescrever o texto com outras palavras. 
 
Condições básicas para interpretar 
 
Fazem-se necessários: 
- Conhecimento histórico-literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática; 
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; 
 
Observação – na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, 
denotação e conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. 
 
- Capacidade de observação e de síntese; 
- Capacidade de raciocínio. 
 
Interpretar / Compreender 
 
Interpretar significa: 
- Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. 
- Através do texto, infere-se que... 
- É possível deduzir que... 
- O autor permite concluir que... 
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que... 
 
Compreender significa 
- entendimento, atenção ao que realmente está escrito. 
- o texto diz que... 
- é sugerido pelo autor que... 
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação... 
- o narrador afirma... 
 
Erros de interpretação 
 
- Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai do contexto, acrescentando ideias que não estão 
no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. 
 
- Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto (esquecendo que um 
texto é um conjunto de ideias), o que pode ser insuficiente para o entendimento do tema desenvolvido . 
 
- Contradição = às vezes o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar 
conclusões equivocadas e, consequentemente, errar a questão. 
 
Observação - Muitos pensam que existem a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, 
mas numa prova de concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor diz e nada mais. 
 
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relaciona palavras, orações, frases e/ou 
parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma 
conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o 
que já foi dito.. 7 
Observação – São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre eles, está o mau uso do pronome 
relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele, do seu antecedente. 
Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso 
a necessidade de adequação ao antecedente. 
 
Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz 
erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo 
adequado a cada circunstância, a saber: 
 
- que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas depende das condições da frase. 
- qual (neutro) idem ao anterior. 
- quem (pessoa) 
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o objeto possuído. 
- como (modo) 
- onde (lugar) 
- quando (tempo) 
- quanto (montante) 
 
Exemplo: 
Falou tudo QUANTO queria (correto) 
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o demonstrativo O ). 
 
Dicas para melhorar a interpretação de textos 
 
- Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto. Se ele for longo, não desista! Há 
muitos candidatos na disputa, portanto, quanto mais informação você absorver com a leitura, mais 
chances terá de resolver as questões. 
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura. 
- Leia, leia bem, leia profundamente, ou seja, leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas 
forem necessárias. 
- Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma conclusão). 
- Volte ao texto quantas vezes precisar. 
 
 - Não permita que prevaleçam suas ideias sobre as do autor. 
 
- Fragmente o texto (parágrafos, partes) para melhor compreensão. 
 
 - Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão. 
 
- O autor defende ideias e você deve percebê-las. 
- Observe as relações interparágrafos. Um parágrafo geralmente mantém com outro uma relação de 
continuação, conclusão ou falsa oposição. Identifique muito bem essas relações. 
- Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou seja, a ideia mais importante. 
 
- Nos enunciados, grife palavras como “correto” ou “incorreto”, evitando, assim, uma 
confusão na hora da resposta – o que vale não somente para Interpretação de Texto, mas para todas 
as demais questões! 
 
- Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia principal, leia com atenção a introdução e/ou a 
conclusão. 
- Olhe com especial atenção os pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, 
etc., chamados vocábulos relatores, porque remetem a outros vocábulos do texto. 
 
Observe uma questão aplicada pelo ENEM. 
 
 
 
. 8 
NEM SEMPRE É O CRIMINOSO 
QUEM VAI PARAR ATRÁS DAS GRADES 
 
 (Com Ciência Ambiental, nº 10, abr./2007.) 
 
(ENEM/2007) Essa campanha publicitária relaciona-se diretamente com a seguinte afirmativa: 
(A) O comércio ilícito da fauna silvestre, atividade de grande impacto, é uma ameaça para a 
biodiversidade nacional. 
(B) A manutenção do mico-leão-dourado em jaula é a medida que garante a preservação dessa 
espécie animal. 
(C) O Brasil, primeiro país a eliminar o tráfico do mico-leão-dourado, garantiu a preservação dessa 
espécie. 
(D) O aumento da biodiversidade em outros países depende do comércio ilegal da fauna silvestre 
brasileira. 
(E) O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das espécies, pois garante-lhes a 
sobrevivência. 
 
Para realizar a interpretação textual da figura acima, que apresenta linguagem verbal e não verbal, é 
necessário observar informações internas e externas ao texto, as quais contribuirão para a 
compreensão do seu sentido e de sua função. Em primeiro lugar, o enunciado da questão afirma que o 
texto “faz parte de uma campanha publicitária‖, informação esta que nos possibilita saber que o texto 
cumpre uma finalidade própria das campanhas: conscientizar as pessoas e estimulá-las a aderir a uma 
causa (no caso, combater o tráfico de animais silvestres). Em segundo lugar, a fonte indica o veículo em 
que o texto foi divulgado. O fato de saber que a publicação foi em uma revista com o nome Com Ciência 
(soa: “consciência) é uma dica de que se trata de uma revista lida por pessoas relacionadas com 
ciência e meio ambiente (público-alvo). 
Questões como esta requerem uma leitura, também, da imagem (linguagem não verbal), não só do 
texto. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portugues/como-interpretar-textos 
http://portuguesemfoco.com/pf/09-dicas-para-melhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas 
http://www.portuguesnarede.com/2014/03/dicas-para-voce-interpretar-melhor-um.html 
http://vestibular.uol.com.br/cursinho/questoes/questao-117-portugues.htm 
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. 
Reform. – São Paulo: Saraiva, 2010. 
QUESTÕES 
 
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO 
– VUNESP/2013 - ADAPTADO) Leia o texto, para responder à questão 1. 
Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico ―pas de deux‖ (*): sentado, ao fundo do restaurante, o 
cliente paulista acena, assovia, agita os braços num agônico polichinelo; encostado à parede, 
marmóreo e impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada atenção. O paulista estrebucha: 
―Amigô?!‖, ―Chefê?!‖, ―Parceirô?!‖; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha pro lustre. 
Eu disse ―cliente paulista‖, percebo a redundância: o paulista é sempre cliente. Sem querer 
estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das 
vezes, diante da pergunta ―débito ou crédito?‖.[...] Como pode ele entender que o fato de estar pagando 
 
. 9 
não garantirá a atenção do garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido e criado na crua 
batalha entre burgueses e proletários, compreender o discreto charme da aristocracia? 
Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que 
esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso e da gravata borboleta, saudades do imperador. 
[...] Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e rainhas do 20: 
levou gim tônicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para Tom e leites para Nelson, 
recebeu gordas gorjetas de Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje fala de futebol com 
Roberto Carlos e ouve conselhos de João Gilberto. Continua tão nobre quanto sempre foi, seu orgulho 
permanece intacto. 
Até que chega esse paulista, esse homem bidimensional e sem poesia, de camisa polo, meia 
soquete e sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é um crachá universal, capaz de abrir 
todas as portas. Ah, paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o vazio que carregas no peito 
- pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do banheiro, e ali 
esquecê-lo para todo o sempre. 
Veja, veja como ele se debate, como se debaterá amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira 
de Cinzas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas do Tietê, onde a desigualdade é tão mais 
organizada: ―Ô, companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava pra ver um cardápio?!‖. Acalme-se, 
conterrâneo. 
Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom carioca não está aí para servi-lo, você é que foi 
ao restaurante para homenageá-lo. 
(Antonio Prata, Cliente paulista, garçom carioca. Folha de S.Paulo, 06.02.2013) 
(*) Um tipo de coreografia, de dança. 
 
1. O contexto em que se encontra a passagem – Se deixou de bajular os príncipes e princesas do 
século 19, passou a servir reis e rainhas do 20 (2.º parágrafo) – leva a concluir, corretamente, que a 
menção a 
(A) príncipes e princesas constitui uma referência em sentido não literal. 
(B)reis e rainhas constitui uma referência em sentido não literal. 
(C) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma referência em sentido não literal. 
(D) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma referência em sentido literal. 
(E) reis e rainhas constitui uma referência em sentido literal. 
 
2. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ – ADMINISTRADOR - UFPR/2013) 
Assinale a alternativa que apresenta um dito popular que parafraseia o conteúdo expresso no excerto: 
“Se você está em casa, não pode sair. Se você está na rua, não pode entrar‖. 
(A) “Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come”. 
(B) “Quando o gato sai, os ratos fazem a festa”. 
(C) “Um dia da caça, o outro do caçador”. 
(D) “Manda quem pode, obedece quem precisa”. 
 
(TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014 - ADAPTADO) Atenção: Para responder à questão 
3, considere o texto abaixo. 
O MAQUINISTA empurra a manopla do acelerador. O trem cargueiro começa a avançar pelos vastos 
e desertos prados do Cazaquistão, deixando para trás a fronteira com a China. 
O trem segue mais ou menos o mesmo percurso da lendária Rota da Seda, antigo caminho que 
ligava a China à Europa e era usado para o transporte de especiarias, pedras preciosas e, 
evidentemente, seda, até cair em desuso, seis séculos atrás. 
Hoje, a rota está sendo retomada para transportar uma carga igualmente preciosa: laptops e 
acessórios de informática fabricados na China e enviados por trem expresso para Londres, Paris, Berlim 
e Roma. 
A Rota da Seda nunca foi uma rota única, mas sim uma teia de caminhos trilhados por caravanas de 
camelos e cavalos a partir de 120 a.C., quando Xi'an − cidade do centro-oeste chinês, mais conhecida 
por seus guerreiros de terracota − era a capital da China. 
As caravanas começavam cruzando os desertos do oeste da China, viajavam por cordilheiras que 
acompanham as fronteiras ocidentais chinesas e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia 
Central até o mar Cáspio e além. 
Esses caminhos floresceram durante os primórdios da Idade Média. Mas, à medida que a navegação 
marítima se expandiu e que o centro político da China se deslocou para Pequim, a atividade econômica 
do país migrou na direção da costa. 
 
. 10 
Hoje, a geografia econômica está mudando outra vez. Os custos trabalhistas nas cidades do leste da 
China dispararam na última década. Por isso as indústrias estão transferindo sua produção para o 
interior do país. 
O envio de produtos por caminhão das fábricas do interior para os portos de Shenzhen ou Xangai − e 
de lá por navios que contornam a Índia e cruzam o canal de Suez – é algo que leva cinco semanas. O 
trem da Rota da Seda reduz esse tempo para três semanas. A rota marítima ainda é mais barata do que 
o trem, mas o custo do tempo agregado por mar é considerável. 
Inicialmente, a experiência foi realizada nos meses de verão, mas agora algumas empresas 
planejam usar o frete ferroviário no próximo inverno boreal. Para isso adotam complexas providências 
para proteger a carga das temperaturas que podem atingir 40 °C negativos. 
(Adaptado de: www1.folhauol.com.br/FSP/newyorktimes/122473) 
 
3. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014) Depreende-se corretamente do texto: 
(A) A lendária Rota da Seda foi abandonada porque as caravanas de camelos e cavalos tinham 
dificuldade de enfrentar o frio extremo da região. 
(B) A expansão da navegação marítima colaborou para que, no passado, a atividade comercial da 
China migrasse na direção da costa. 
(C) O frete ferroviário deve ser substituído pelo transporte marítimo no inverno, já que a carga a ser 
transportada pode ser danificada pelas baixas temperaturas. 
(D) A partir da retomada da Rota da Seda, as fábricas chinesas voltaram a exportar quantidades 
significativas de especiarias. 
(E) A navegação chinesa se expandiu e o transporte marítimo atingiu o seu auge durante a época em 
que Xi‟an era a capital da China. 
 
(PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) Leia 
o poema para responder à questão 4. 
 
DA DISCRIÇÃO 
 Mário Quintana 
Não te abras com teu amigo 
Que ele um outro amigo tem. 
E o amigo do teu amigo 
Possui amigos também... 
 
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade) 
 
4. De acordo com o poema, é correto afirmar que 
(A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade é algo ruim. 
(B) amigo que não guarda segredos não merece respeito. 
(C) o melhor amigo é aquele que não possui outros amigos. 
(D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado. 
(E) entre amigos, não devem existir segredos. 
 
(GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SECRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – 
AGENTE PENITENCIÁRIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder às questões de números 5 
e 6. 
 
Casamento 
 
Há mulheres que dizem: 
Meu marido, se quiser pescar, pesque, 
mas que limpe os peixes. 
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, 
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar. 
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, 
de vez em quando os cotovelos se esbarram, 
ele fala coisas como ―este foi difícil‖ 
―prateou no ar dando rabanadas‖ 
e faz o gesto com a mão. 
 
. 11 
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez 
atravessa a cozinha como um rio profundo. 
Por fim, os peixes na travessa, 
vamos dormir. 
Coisas prateadas espocam: 
somos noivo e noiva. 
(Adélia Prado, Poesia Reunida) 
 
5. A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que 
(A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não gostam que os maridos frequentem 
pescarias, pois acham difícil limpar os peixes. 
(B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulheres que não gostam de limpar os peixes, 
embora valorizem os esbarrões de cotovelos na cozinha. 
(C) há mulheres casadas que não gostam de ficar sozinhas com seus maridos na cozinha, enquanto 
limpam os peixes. 
(D) as mulheres que amam valorizam os momentos mais simples do cotidiano vividos com a pessoa 
amada. 
(E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noite, para limpar, abrir e salgar o peixe. 
 
6. As aspas empregadas nos versos 8.º e 9.º servem para 
(A) indicar uma citação do autor. 
(B) explicar uma expressão. 
(C) salientar expressão de outra língua. 
(D) isolar falas de personagem do restante do texto. 
(E) intercalar ideia complementar ao texto. 
 
(SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder 
à questão 7, considere o texto abaixo. 
 
A marca da solidão 
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de paralelepípedos, o menino espia. Tem os 
braços dobrados e a testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de penumbra na tarde 
quente. 
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro de cada uma delas, um diminuto caminho 
de terra, com pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas plantas, ínfimos bonsais só 
visíveis aos olhos de quem é capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca da 
solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. 
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) 
 
7. No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo reduzido no qual o menino detém sua 
atenção é 
(A) fresta. 
(B) marca. 
(C) alma. 
(D) solidão. 
(E) penumbra. 
 
(PREFEITURA DE SÃO CARLOS/SP – ENGENHEIRO – ÁREA CIVIL – VUNESP/2011 - 
ADAPTADA) Leia o texto para responder à questão 8. 
Bolsa rosa, contas no vermelho 
Não fosse por um detalhe crucial – de onde tirar o dinheiro –, a criação de um regime de 
aposentadoria para milhões de donas de casa brasileiras de baixa renda até poderia fazer sentido. Há 
diversos projetos de lei em tramitação na Câmara para reconhecer os direitos das mulheres dedicadas 
integralmente às tarefas domésticas. Mas eles ignoram o impacto econômico que isso teria nascontas 
públicas. A deputada Alice Portugal (PT-SC), defensora da criação dessa espécie de bolsa-cor-de-rosa, 
afirma que ―muitas vezes, após 35 anos de casamento, o marido vai embora, e ela (a mulher), que 
prestou serviços a vida inteira, não tem amparo‖. 
Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional de 5,4 bilhões de reais por ano. 
(Exame, edição 988, ano 45, n.º 5, 23.03.2011) 
 
. 12 
 
8. O tema desse texto é 
(A) o uso de bolsas cor-de-rosa pelas donas de casa brasileiras. 
(B) o desamparo das mulheres abandonadas pelos maridos. 
(C) a falta de dinheiro para pagar salários a mulheres de baixa renda no Brasil. 
(D) o alto custo das contas públicas brasileiras. 
(E) o impacto econômico da aposentadoria de donas de casa nas contas públicas. 
 
(PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP – GUARDA MUNICIPAL – VUNESP/2011 - 
ADAPTADA) Leia o texto para responder à questão 9. 
Desde o dia do ataque, agentes da guarda municipal fazem vigília na porta do colégio. Como o 
matador Wellington de Oliveira era ex-aluno, passou à vontade pelo portão. Mas o debate sobre como 
garantir a segurança nas escolas públicas permanece aceso. Nas escolas da rede municipal do Rio, 
funcionários encarregados da merenda e de outras funções eram também incumbidos de zelar pela 
portaria. A ideia agora é dotar as escolas de porteiros responsáveis pela entrada e saída de visitantes 
devidamente identificados. Também haverá mais inspetores, de modo que cada colégio conte com um 
deles por andar. O mais difícil será amenizar a sensação de insegurança que restou. Recentemente, ao 
ouvirem a movimentação de estudantes no corredor, os alunos de uma das turmas da Tasso de Oliveira 
saíram correndo, no meio da aula, aos berros. ―Aquele dia marcou nossa vida para sempre‖, afirma Luís 
Marduk, diretor da escola. 
(Veja, 25.05.2011) 
 
9. De acordo com o texto, o ataque de Wellington de Oliveira 
(A) foi rapidamente esquecido pelos alunos da escola. 
(B) foi facilitado pelos funcionários da escola. 
(C) se deu mesmo com vigília da guarda municipal. 
(D) alterou a rotina da escola Tasso da Silveira. 
(E) tem reforçado a sensação de segurança. 
 
(CREFITO/SP – OPERADOR DE VÍDEO – VUNESP/2012 - ADAPTADA) Leia o poema de Carlos 
Drummond de Andrade para responder à questão 10. 
 
Quero me casar 
Quero me casar 
na noite na rua 
no mar ou no céu 
quero me casar. 
Procuro uma noiva 
loura morena 
preta ou azul 
uma noiva verde 
uma noiva no ar 
como um passarinho. 
Depressa, que o amor 
não pode esperar. 
 
10. No poema, revelam-se os seguintes sentidos: 
(A) solidão, irritação e angústia. 
(B) vontade, medo e tranquilidade. 
(C) descaso, imprudência e agitação. 
(D) autoridade, investigação e impaciência. 
(E) desejo, busca e pressa. 
 
11. (TRF – 4ª REGIÃO – TAQUIGRAFIA – FCC/2010) Considere: 
Chama-se "situação de discurso" o conjunto das circunstâncias no meio das quais se desenrola um 
ato de enunciação (seja ele escrito ou oral). É preciso entender com isso ao mesmo tempo o ambiente 
físico e social em que este ato se dá, a imagem que dele têm os interlocutores, a identidade desses, a 
ideia que cada um faz do outro (inclusive a representação que cada um possui daquilo que o outro 
pensa sobre ele), os acontecimentos que precederam o ato de enunciação (especialmente as relações 
 
. 13 
que tiveram antes os interlocutores, e principalmente as trocas de palavras em que se insere a 
enunciação em questão). 
(Ducrot, O.; Todorov, T. Dicionário enciclopédico das ciências da linguagem. São Paulo: Perspectiva, 
2001, p. 297-8) 
 
Segundo o texto, é correto afirmar: 
(A) A análise discursiva deve se ater ao estudo dos enunciados. 
(B) Os enunciados produzem a enunciação. 
(C) A descrição da enunciação é determinada pela identidade dos interlocutores. 
(D) Dados exteriores aos enunciados são apendiculares à compreensão. 
(E) O conceito de situação de discurso engloba a enunciação e seu entorno. 
 
(MPE/AM – AGENTE TÉCNICO COMUNICÓLOGO – FCC/2013 - ADAPTADA) Atenção: Considere 
o poema abaixo para responder à questão 12. 
 
O rio 
Ser como o rio que deflui 
Silencioso dentro da noite. 
Não temer as trevas da noite. 
Se há estrelas nos céus, refleti-las. 
E se os céus se pejam de nuvens, 
Como o rio as nuvens são água, 
Refleti-las também sem mágoa 
Nas profundidades tranquilas. 
(Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro. Nova Aguilar: 1993. p. 285) 
 
12. O poeta 
(A) considera a participação dos seres humanos na natureza, por estarem submetidos a uma série 
ininterrupta de acontecimentos rotineiros. 
(B) se volta para o necessário respeito aos elementos da natureza, como garantia de uma vida 
tranquila, sem sobressaltos inesperados. 
(C) demonstra desencanto em relação aos problemas cotidianos, por sua habitual ocorrência a 
exemplo da natureza, sem qualquer solução possível. 
(D) alude à fatalidade do destino humano sujeito a contínuas alterações, semelhantes às impostas 
pela natureza a um rio, que flui incessantemente. 
(E) propõe adaptação às circunstâncias da vida, sejam elas favoráveis ou não, as quais devem ser 
analisadas e, principalmente, aceitas. 
 
13. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) 
Um carteiro chega ao portão do hospício e grita: 
— Carta para o 9.326!! 
Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está em branco, e um outro pergunta: 
— Quem te mandou essa carta? 
— Minha irmã. 
 
— Mas por que não está escrito nada? 
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando! 
Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com adaptações). 
 
O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto acima decorre 
A) da identificação numérica atribuída ao louco. 
B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a carta no hospício. 
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou a carta. 
D) da explicação dada pelo louco para a carta em branco. 
E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele. 
 
14. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) 
Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica: 
— Por favor, quero falar com o dr. Pedro. 
 
. 14 
— O senhor tem hora? 
O sujeito olha para o relógio e diz: 
— Sim. São duas e meia. 
— Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente. 
— O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me paga o aluguel do consultório... 
Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com adaptações). 
 
No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao homem para saber se ele 
(A) verificou o horário de chegada e está sob os cuidados do dr. Pedro. 
(B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o pagamento do aluguel. 
(C) tem relógio e sabe esperar. 
(D) marcou consulta e está calmo. 
(E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cuidados do dr. Pedro. 
 
15. (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR – FGV PROJETOS/2010) 
 
Painel do leitor (Carta do leitor) 
Resgate no Chile 
Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de salvamento de vidas, após 69 dias de 
permanência no fundo de uma mina de cobre e ouro no Chile. 
Um a um os mineiros soterrados foram içados com sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo 
e cumprimentando seus companheiros de trabalho. Não se pode esquecer a ajuda técnica e material 
que os Estados Unidos, Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamento, num gesto 
humanitário que só enobrece esses países. E, também, dos dois médicos e dois ―socorristas‖ que, 
demonstrando coragem e desprendimento, desceram na mina para ajudar no salvamento. 
 (Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – painel do leitor – 17/10/2010) 
 
Considerando o tipo textual apresentado, algumas expressões demonstram o posicionamento 
pessoal do leitor diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem ser encontradas nos 
trechos a seguir, EXCETO: 
(A) “Assisti ao maior espetáculoda Terra...” 
(B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma mina de cobre e ouro no Chile.” 
(C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...” 
(D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.” 
(E) “... demonstrando coragem e desprendimento, desceram na mina...” 
 
(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO – VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto 
para responder às questões de números 16 a 18. 
Férias na Ilha do Nanja 
Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as malas nos seus carros, olhando o céu para 
verem que tempo faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas, fissuras* – sem falar em 
bandidos, milhões de bandidos entre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras... 
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de tanto trabalho; de tanta luta com os 
motoristas da contramão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver numa grande cidade, 
isto que já está sendo a negação da própria vida. 
E eu vou para a Ilha do Nanja. 
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e 
azuis, o silêncio cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já estou vendo os pescadores 
com suas barcas de sardinha, e a moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra ilha. 
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adaptado) 
*fissuras: fendas, rachaduras 
 
16. No primeiro parágrafo, ao descrever a maneira como se preparam para suas férias, a autora 
mostra que seus amigos estão 
(A) serenos. 
(B) descuidados. 
(C) apreensivos. 
(D) indiferentes. 
(E) relaxados. 
 
. 15 
 
17. De acordo com o texto, pode-se afirmar que, assim como seus amigos, a autora viaja para 
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido. 
(B) escapar do lugar em que está. 
(C) reencontrar familiares queridos. 
(D) praticar esportes radicais. 
(E) dedicar-se ao trabalho. 
 
18. Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde, “à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio 
cresce como um bosque‖ (último parágrafo), a autora sugere que viajará para um lugar 
(A) repulsivo e populoso. 
(B) sombrio e desabitado. 
(C) comercial e movimentado. 
(D) bucólico e sossegado. 
(E) opressivo e agitado. 
 
19. (GOVERNO DO MARANHÃO – DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – FGV PROJETOS/2012) 
Observe a charge a seguir. 
 
 
 
Assinale a alternativa inadequada em relação aos elementos da charge acima. 
(A) A noção de insegurança é dada, entre outras coisas, pelo arame farpado sobre os muros. 
(B) A fala do personagem indica, também, a falta de coleta normal de lixo. 
(C) O tamanho das casas indica local de poucas possibilidades econômicas. 
(D) As reticências após “segurança pública” indicam reflexão sobre o tema. 
(E) Os termos do personagem indicam vocabulário militar. 
 
20. (DECEA – CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO – CESGRANRIO/2012 
 
Disponível em: <http://aviadordobrasil.blogspot.com.br/> Acesso em: 3 ago. 2012. 
 
Nos dois primeiros quadros do Texto III, as respostas do piloto produzem humor na tirinha. Esse 
humor é baseado em uma atitude repetida pelo piloto, o qual 
 
 
. 16 
(A) simula desconfiar de orientações externas. 
(B) mostra ignorar procedimentos de aviação. 
(C) revela negligenciar a segurança do voo. 
(D) busca compreender linguagem técnica. 
(E) finge desconhecer o objetivo do pedido. 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA: “B”. 
Pela leitura do texto infere-se que os “reis e rainhas” do século 20 são as personalidades da mídia, 
os “famosos” e “famosas”. Quanto a príncipes e princesas do século 19, esses eram da corte, 
literalmente. 
 
2. RESPOSTA: “A”. 
Dentre as alternativas apresentadas, a que reafirma a ideia do excerto (não há muita saída, não há 
escolhas) é: “Se você está em casa, não pode sair. Se você está na rua, não pode entrar”. 
 
3. RESPOSTA: “B”. 
Interpretação que requer, apenas, uma leitura atenciosa do texto para que se chegue à resposta 
correta: A expansão da navegação marítima colaborou para que, no passado, a atividade comercial da 
China migrasse na direção da costa. 
 
4. RESPOSTA: “D”. 
Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informação contida na alternativa: revelar segredos 
para o amigo pode ser arriscado. 
 
5. RESPOSTA: “D”. 
Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a autora narra um momento simples, mas que é 
prazeroso ao casal. 
 
6. RESPOSTA: “D”. 
Através da leitura do poema percebemos o porquê das aspas: servem para indicar as falas da 
personagem. 
 
7. RESPOSTA: “A”. 
Com palavras do próprio texto responderemos: o mundo cabe numa fresta. 
 
8. RESPOSTA: “E”. 
Pela leitura do texto, fica evidente que ele aponta o impacto econômico que o pagamento de 
aposentadoria às donas de casa causará às contas públicas. 
 
9. RESPOSTA: “D”. 
Utilizando trechos do texto: Desde o dia do ataque, agentes da guarda municipal fazem vigília na 
porta do colégio... “Aquele dia marcou nossa vida para sempre”... 
 
10. RESPOSTA: “E”. 
Quero = desejo / Procuro = busca / Depressa = pressa 
 
11. RESPOSTA: “E”. 
Utilizemos trechos do texto para que consigamos responder à questão (não se esqueça: você pode – 
deve – fazer isso em seu concurso também!): ...conjunto das circunstâncias no meio das quais se 
desenrola um ato de enunciação (...). É preciso entender com isso ao mesmo tempo o ambiente físico e 
social em que este ato se dá. = enunciação e seu contexto, ambiente no qual a situação de discurso 
ocorre. 
 
12. RESPOSTA: “E”. 
Com palavras do texto podemos responder à questão: Ser como o rio... Não temer as trevas da noite 
... Refleti-las também sem mágoa. 
 
 
. 17 
13. RESPOSTA: “D”. 
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais aparece no desfecho da história, ao final, 
como nesse: “Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando”. 
 
14. RESPOSTA: “E”. 
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente” = a recepcionista quer 
saber se ele marcou horário e se é paciente do Dr. Pedro. 
 
15. RESPOSTA: “B”. 
Em todas as alternativas há expressões que representam a opinião do autor: Assisti ao maior 
espetáculo da Terra / Não se pode esquecer / gesto humanitário que só enobrece / demonstrando 
coragem e desprendimento. 
 
16. RESPOSTA: “C”. 
“pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas, fissuras – sem falar em bandidos, milhões 
de bandidos entre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar nessas coisas, certamente, 
deixa-os apreensivos. 
 
17. RESPOSTA: “B”. 
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta da própria autora! 
 
18. RESPOSTA: “D”. 
Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim. 
 
19. RESPOSTA: “B”. 
Dentre as alternativas apresentadas, a única que está inadequada quanto ao tema abordado pela 
charge é “a falta de coleta de lixo”. 
 
20. RESPOSTA: “E”. 
O humor é produzido através da fala do piloto, que leva os pedidos ao pé da letra: “Diga: sua altitude” 
(como ele a interpreta). 
 
Semântica é o estudo da significação das palavras e das suas mudanças de significação através do 
tempo ou em determinada época. A maior importância está em distinguir sinônimos e antônimos 
(sinonímia / antonímia) e homônimos e parônimos (homonímia / paronímia). 
 
Sinônimos 
 
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto - abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, 
apagar - abolir. 
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são substituíveis, uma pela outra, em qualquer 
contexto (cara e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quando, ocasionalmente, podem ser 
substituídas, uma pela outra, em deteminado enunciado (aguadar e esperar). 
 
 
Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; 
Campos semânticos 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
. 18Observação: A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de 
sinônimos: adversário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; contraveneno e 
antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo; transformação e metamorfose; oposição e antítese. 
 
Antônimos 
 
São palavras que se opõem através de seu significado: ordem - anarquia; soberba - humildade; 
louvar - censurar; mal - bem. 
 
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e 
maldizer; simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo e inativo; esperar e 
desesperar; comunista e anticomunista; simétrico e assimétrico. 
 
Homônimos e Parônimos 
 
- Homônimos = palavras que possuem a mesma grafia ou a mesma pronúncia, mas significados 
diferentes. Podem ser 
 
a) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia: 
rego (subst.) e rego (verbo); 
colher (verbo) e colher (subst.); 
jogo (subst.) e jogo (verbo); 
denúncia (subst.) e denuncia (verbo); 
providência (subst.) e providencia (verbo). 
 
b) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita: 
acender (atear) e ascender (subir); 
concertar (harmonizar) e consertar (reparar); 
cela (compartimento) e sela (arreio); 
censo (recenseamento) e senso (juízo); 
paço (palácio) e passo (andar). 
 
c) Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou perfeitas): São palavras iguais na escrita e na 
pronúncia: 
caminho (subst.) e caminho (verbo); 
cedo (verbo) e cedo (adv.); 
livre (adj.) e livre (verbo). 
 
- Parônimos = palavras com sentidos diferentes, porém de formas relativamente próximas. São 
palavras parecidas na escrita e na pronúncia: cesta (receptáculo de vime; cesta de basquete/esporte) e 
sesta (descanso após o almoço), eminente (ilustre) e iminente (que está para ocorrer), osso 
(substantivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/ou verbo “ser” no imperativo) e cede (verbo), 
comprimento (medida) e cumprimento (saudação), autuar (processar) e atuar (agir), infligir (aplicar 
pena) e infringir (violar), deferir (atender a) e diferir (divergir), suar (transpirar) e soar (emitir som), 
aprender (conhecer) e apreender (assimilar; apropriar-se de), tráfico (comércio ilegal) e tráfego (relativo 
a movimento, trânsito), mandato (procuração) e mandado (ordem), emergir (subir à superfície) e imergir 
(mergulhar, afundar). 
 
Hiperonímia e Hiponímia 
 
Hipônimos e hiperônimos são palavras que pertencem a um mesmo campo semântico (de sentido), 
sendo o hipônimo uma palavra de sentido mais específico; o hiperônimo, mais abrangente. 
 
O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipônimo, criando, assim, uma relação de dependência 
semântica. Por exemplo: Veículos está numa relação de hiperonímia com carros, já que veículos é 
uma palavra de significado genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões. Veículos é um hiperônimo de 
carros. 
 
. 19 
Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em quaisquer contextos, mas o oposto não é 
possível. A utilização correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita a repetição desnecessária de 
termos. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-antonimos,-homonimos-e-paronimos 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua Portuguesa – 2ªed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000. 
 
QUESTÕES 
 
1. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO 
JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão de 
mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões com sentidos equivalentes, respectivamente, 
aos das palavras ígneo e pétreo. 
(A) De corda; de plástico. 
(B) De fogo; de madeira. 
(C) De madeira; de pedra. 
(D) De fogo; de pedra. 
(E) De plástico; de cinza. 
 
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO 
– VUNESP/2013 - ADAPTADO) Para responder à questão 2, considere a seguinte passagem: Sem 
querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% 
das vezes, diante da pergunta ―débito ou crédito?‖. 
 
2. Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de 
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. 
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. 
(C) adotar como referência de qualidade. 
(D) julgar de acordo com normas legais. 
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. 
 
3. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ANALISTA EM COMUNICAÇÃO E 
PROCESSAMENTO DE DADOS JUDICIÁRIO – VUNESP/2012) Em – os procedimentos se tornaram 
muito mais céleres e fáceis – o termo destacado apresenta como antônimo: 
(A) ágeis. 
(B) modernos. 
(C) desenvoltos. 
(D) arcaicos. 
(E) morosos. 
 
4. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014) 
Para isso adotam complexas providências para proteger a carga das temperaturas que podem atingir 
40°C negativos. (último parágrafo). 
Sem que se faça nenhuma outra alteração no segmento acima, mantêm-se a correção e, em linhas 
gerais, o sentido original, substituindo-se 
(A) atingir por cair à. 
(B) adotam por recorrem. 
(C) para proteger por afim de proteger. 
(D) complexas por amplas. 
(E) isso por tanto. 
 
5. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) A importância de Rodolfo Coelho 
Cavalcante para o movimento cordelista pode ser comparada à de outros dois grandes nomes... 
Sem qualquer outra alteração da frase acima e sem prejuízo da correção, o elemento grifado pode 
ser substituído por: 
 
. 20 
(A) contrastada. 
(B) confrontada. 
(C) ombreada. 
(D) rivalizada. 
(E) equiparada. 
 
(UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para 
responder à questão 6. 
 
RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a Operação Lixo Zero, que vai multar quem 
emporcalhar a cidade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equipes da Companhia 
Municipal de Limpeza Urbana estão percorrendo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas 
onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve, com guardas municipais, policiais 
militares e 600 fiscais em ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via pública como a 
casa da sogra. 
Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os recordistas de multas serão os cerca de 300 
jovens golpistas que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas, pichar monumentos, 
vandalizar prédios públicos, quebrar orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar bancos, 
saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas 
de fogo com ele. 
É verdade que, no seu ―bullying‖ político, eles não estão nem aí para a cidade, que é de todos – e 
que, por algum motivo, parecem querer levar ao colapso. 
Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalismo, saque, formação de quadrilha, desacato à 
autoridade, resistência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos públicos, talvez seja possível 
enquadrá-los por sujar a rua. 
(Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013. Adaptado) 
 
6. Na oração – ... parecem querer levar ao colapso. – (3.º parágrafo), o termo em destaque é 
sinônimo de 
(A) progresso. 
(B) descaso. 
(C) vitória. 
(D) tédio. 
(E) ruína. 
 
7. (TRT/SC - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2010) 
Mas a novela não é um retrato do Brasil, ou melhor, é sim... 
O emprego da expressão grifada acima assinala uma 
(A) contradição involuntária. 
(B) repetição pararealçar a ideia. 
(C) retificação do que havia sido dito. 
(D) conclusão decorrente da afirmativa inicial. 
(E) condição básica de um fato evidente. 
 
8. (INSS – CIÊNCIAS CONTÁBEIS – FUNRIO/2013) Conforme a posição que as palavras ocupem 
na frase, sua significação e seu papel gramatical podem mudar. É isso que pode ocorrer com um dos 
adjetivos grifados nas alternativas abaixo: ele mudará de significado e classe se for antecipado ao 
substantivo com o qual se relaciona. Assinale-o. 
(A) A fábrica fica perto de uma praça antiga, hoje bem pouco arborizada. 
(B) Amanhã cedo sairemos em comitiva para inaugurar uma fábrica nova. 
(C) Nessa fábrica, bem provavelmente conheceremos equipamentos modernos. 
(D) Os operários dedicados dessa fábrica moram em bairros próximos e bem localizados. 
(E) Os produtos dessa fábrica demandam vigilância forte na sua fase de armazenamento. 
 
9. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BNDES/2012) Considere o emprego do verbo levar no 
trecho: “Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva anos”. A frase em que esse verbo está 
usado com o mesmo sentido é: 
(A) O menino leva o material adequado para a escola. 
(B) João levou uma surra da mãe. 
 
. 21 
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. 
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. 
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a prova. 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA: “D”. 
Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou associação de palavras! Veja: a ignição do carro 
lembra-nos fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a resposta? 
 
2. RESPOSTA: “E”. 
Classificar conforme regras conhecidas, mas não confirmadas se verdadeiras. 
 
3. RESPOSTA: “E”. 
Ao estudarmos conteúdo de Direito, percebemos que um dos princípios da Justiça é o da celeridade, 
da rapidez no julgamento/andamento do processo, o que nos facilita responder à questão: antônimo de 
célere, rápido = moroso. 
 
4. RESPOSTA: “E”. 
Já podemos descartar a alternativa “C” de imediato, já que a ortografia correta seria “a fim” (com a 
intenção de), não “afim” (= afinidade); quanto à alternativa “A”, não teria acento grave (crase) no “a”, 
pois “graus” é palavra masculina; “complexas” e “amplas” não são palavras sinônimas, já que “as 
providências” podem ser “restritas”, mas complexas. 
 
5. RESPOSTA: “E”. 
Ao participar de um concurso, não temos acesso a dicionários para que verifiquemos o significado 
das palavras, por isso, caso não saibamos o que significam, devemos analisá-las dentro do contexto em 
que se encontram. No exercício acima, a que se “encaixa” é “equiparada”. 
 
6. RESPOSTA: “E”. 
Pela leitura do texto, compreende-se que a intenção do autor ao utilizar a expressão” levar ao 
colapso” refere-se à queda, ao fim, à ruína da cidade. 
 
7. RESPOSTA: “C”. 
A expressão em destaque é usada para consertar, retificar uma informação dada anteriormente. É 
utilizada comumente, por isso, a resposta à questão torna-se mais fácil, desde que saibamos em qual 
contexto tal expressão é empregada. 
 
8. RESPOSTA: “B”. 
A única alternativa que sofrerá alteração caso coloquemos o adjetivo anteposto ao substantivo é a 
“B”, pois ao “inaugurar uma fábrica nova” = abriremos uma filial da mesma; mas, ao “inaugurar uma 
nova fábrica” = não se refere, necessariamente, à mesma fábrica. 
 
9. RESPOSTA: “E”. 
No enunciado, o verbo “levar” está empregado com o sentido de “duração/tempo” 
(A) O menino leva o material adequado para a escola. = carrega 
(B) João levou uma surra da mãe. = apanhou 
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. = arrasta 
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. = direciona 
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a prova = duração/tempo 
 
Semantica 
 
Semântica é a parte da gramática que estuda os aspetos relacionados ao sentido das palavras e dos 
enunciados. As palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas uma variedade 
de significados, mediante o contexto em que ocorrem e as vivências e conhecimentos das pessoas que 
as utilizam. 
 
 
 
. 22 
Exemplos de variação no significado das palavras: 
 
Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido literal) 
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido figurado) 
Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado) 
 
As variações nos significados das palavras ocasionam o sentido denotativo (denotação) e o sentido 
conotativo (conotação) das palavras. 
 
Denotação 
 
Uma palavra é usada no sentido denotativo quando apresenta seu significado original, 
independentemente do contexto em que aparece. Refere-se ao seu significado mais objetivo e comum, 
aquele imediatamente reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado que aparece nos 
dicionários, sendo o significado mais literal da palavra. 
A denotação tem como finalidade informar o receptor da mensagem de forma clara e objetiva, 
assumindo um caráter prático. É utilizada em textos informativos, como jornais, regulamentos, manuais 
de instrução, bulas de medicamentos, textos científicos, entre outros. A palavra “pau”, por exemplo, em 
seu sentido denotativo é apenas um pedaço de madeira. Outros exemplos: 
O elefante é um mamífero. 
As estrelas deixam o céu mais bonito! 
 
Conotação 
 
Uma palavra é usada no sentido conotativo quando apresenta diferentes significados, sujeitos a 
diferentes interpretações, dependendo do contexto em que esteja inserida, referindo-se a sentidos, 
associações e ideias que vão além do sentido original da palavra, ampliando sua significação mediante 
a circunstância em que a mesma é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbólico. Como no 
exemplo da palavra “pau”: em seu sentido conotativo ela pode significar castigo (dar-lhe um pau), 
reprovação (tomei pau no concurso). 
A conotação tem como finalidade provocar sentimentos no receptor da mensagem, através da 
expressividade e afetividade que transmite. É utilizada principalmente numa linguagem poética e na 
literatura, mas também ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitários, 
entre outros. Exemplos: 
Você é o meu sol! 
Minha vida é um mar de tristezas. 
Você tem um coração de pedra! 
 
 
 
Procure associar Denotação com Dicionário: trata-se de definição literal, quando 
o termo é utilizado com o sentido que consta no dicionário. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denotacao/ 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
 
QUESTÕES 
 
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013 - 
ADAPTADA) Leia o texto para responder à questão 1. 
Outro dia, meu pai veio me visitar e trouxe uma caixa de caquis, lá de Sorocaba. Eu os lavei, botei 
numa tigela na varanda e comemos um por um, num silêncio reverencial, nos olhando de vez em 
 
. 23 
quando. Enquanto comia, eu pensava: Deus do céu, como caqui é bom! Caqui é maravilhoso! O que 
tenho feito eu desta curta vida, tão afastado dos caquis?! 
Meus amigos e amigas e parentes queridos são como os caquis: nunca os encontro. Quando os 
encontro, relembro como é prazeroso vê-los, mas depois que vão embora me esqueço da revelação. 
Por que não os vejo sempre, toda semana, todos os dias desta curta vida? 
Já sei: devem ficar escondidos de mim, guardados numa caixa, lá em Sorocaba. 
(Antônio Prata, Apolpando. Folha de S.Paulo, 29.05.2013) 
 
1. Considerando o contexto, assinale a alternativa em que há termos empregados em sentido 
figurado. 
(A) Outro dia, meu pai veio me visitar… (1.º parágrafo) 
(B) … e trouxe uma caixa de caquis, lá de Sorocaba. (1.º parágrafo) 
(C) … devemficar escondidos de mim, guardados numa caixa… (último parágrafo) 
(D) Enquanto comia, eu pensava… (1.º parágrafo) 
(E) … botei numa tigela na varanda e comemos um por um… (1.º parágrafo) 
 
2. (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) No 
verso – Não te abras com teu amigo – o verbo em destaque foi empregado em sentido figurado. 
Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir” continua sendo empregado em sentido 
figurado. 
(A) Ao abrir a porta, não havia ninguém. 
(B) Ele não pôde abrir a lata porque não tinha um abridor. 
(C) Para aprender, é preciso abrir a mente. 
(D) Pela manhã, quando abri os olhos, já estava em casa. 
(E) Os ladrões abriram o cofre com um maçarico. 
 
(CREFITO/SP – ANALISTA FINANCEIRO – VUNESP/2012 - ADAPTADA) Para responder à 
questão 3, considere o trecho a seguir. 
Uma lei que, por todo esse empenho do governo estadual, ―pegou‖. E justamente no Rio, dos tantos 
jeitinhos e esquemas e da vista grossa. 
 
3. No contexto em que está empregada, a expressão “pegou” assume um sentido que também está 
presente em: 
(A) Já não há dúvidas de que essa moda pegou. 
(B) O carro a álcool não pegou por causa do frio. 
(C) O trem pegou o ônibus no cruzamento. 
(D) Ele, sem emprego, pegou o serviço temporário. 
(E) Ele correu atrás do ladrão e o pegou. 
 
(SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder 
à questão 4, considere o texto abaixo. 
 
A marca da solidão 
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de paralelepípedos, o menino espia. Tem os 
braços dobrados e a testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de penumbra na tarde 
quente. 
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro de cada uma delas, um diminuto caminho 
de terra, com pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas plantas, ínfimos bonsais só 
visíveis aos olhos de quem é capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca da 
solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. 
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) 
 
4. No primeiro parágrafo, a palavra utilizada em sentido figurado é 
(A) menino. 
(B) chão. 
(C) testa. 
(D) penumbra. 
(E) tenda. 
 
 
. 24 
5. (TRF – 4ª REGIÃO – TAQUIGRAFIA – FCC/2010) Constitui exemplo de uso de linguagem 
figurada o elemento sublinhado na frase: 
I. Foi acusado de ser o cabeça do movimento. 
II. Ele emprega sempre a palavra literalmente atribuindo-lhe um sentido inteiramente inadequado. 
III. Ignoro o porquê de você se aborrecer comigo. 
IV. Seus pensamentos são fantasmagorias que não o deixam em paz. 
 
Atende ao enunciado APENAS o que está em 
(A) I e II. 
(B) I e IV. 
(C) II e III. 
(D) III e IV. 
(E) I e III. 
 
6. (INSS – CIÊNCIAS CONTÁBEIS – FUNRIO/2013) Conhecido comercial da tevê fala de uma 
“cerveja que desce redondo”. O sentido atribuído à palavra “redondo” refere-se 
(A) à mesa do bar que aparece no cenário dos comerciais de cerveja. 
(B) à própria cerveja que pode ser assim considerada em sentido denotativo. 
(C) ao ato de descer facilmente, que, nesse caso, significa escorrer pela garganta. 
(D) ao líquido da bebida, que toma o formato arredondado da garrafa que o contém. 
(E) ao pronome relativo empregado na frase, para substituir o termo cerveja. 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA: “C”. 
Sublinhei os termos que estão relacionados (os pronomes e verbos retomam os seguintes 
substantivos abaixo): 
Meus amigos e amigas e parentes queridos são como os caquis... 
Quando os encontro, relembro como é prazeroso vê-los... 
devem ficar escondidos de mim, guardados numa caixa, lá em Sorocaba... 
Através da leitura acima, percebemos que o autor refere-se aos amigos, amigas e parentes. Ao dizer 
que ficam guardados em caixas, obviamente, está utilizando uma linguagem conotativa, figurada. 
 
2. RESPOSTA: “C”. 
Em todas as alternativas o verbo “abrir” está empregado em seu sentido denotativo. No item C, 
conotativo (“abrir a mente” = aberto a mudanças, novas ideias). 
 
3. RESPOSTA: “A”. 
A alternativa que apresenta o verbo “pegou” em seu sentido conotativo é a letra “A”. 
 
4. RESPOSTA: “E”. 
Novamente, responderemos com frase do texto: seu rosto formando uma tenda. 
 
5. RESPOSTA: “B”. 
I. Foi acusado de ser o cabeça do movimento. = o líder, o mentor (figurado) 
II. Ele emprega sempre a palavra literalmente atribuindo-lhe um sentido inteiramente inadequado. 
(linguagem denotativa) 
III. Ignoro o porquê de você se aborrecer comigo. (= o motivo; denotação) 
IV. Seus pensamentos são fantasmagorias que não o deixam em paz. (perturbações; figurado). 
 
6. RESPOSTA: “C”. 
Questão de interpretação da linguagem publicitária: “descer redondo” significa que a cerveja desce 
facilmente, de maneira agradável. 
 
Polissemia 
 
Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir multiplicidade de sentidos, que só se explicam 
dentro de um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra, mas que abarca um grande número 
de significados dentro de seu próprio campo semântico. 
 
. 25 
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo percebemos que o prefixo “poli” significa 
multiplicidade de algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em consideração as 
situações de aplicabilidade. Há uma infinidade de exemplos em que podemos verificar a ocorrência da 
polissemia: 
O rapaz é um tremendo gato. 
O gato do vizinho é peralta. 
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse. 
Pedro costuma fazer alguns ―bicos‖ para garantir sua sobrevivência 
O passarinho foi atingido no bico. 
 
Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de computadores e rede elétrica, por exemplo, 
temos em comum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido de “entrelaçamento”. Outro exemplo 
é a palavra “xadrez”, que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão” ou “jogo” – o sentido 
comum entre todas as expressões é o formato quadriculado que têm. 
 
Polissemia e homonímia 
 
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante comum. Quando a mesma palavra apresenta 
vários significados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado, quando duas ou mais palavras 
com origens e significados distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma homonímia. 
A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode significar uma fruta ou uma parte de uma 
camisa. Não é polissemia porque os diferentes significados para a palavra “manga” têm origens 
diferentes. “Letra” é uma palavra polissêmica: pode significar o elemento básico do alfabeto, o texto de 
uma canção ou a caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes significados estão 
interligados porque remetem para o mesmo conceito, o da escrita. 
 
Polissemia e ambiguidade 
 
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na interpretação. Na língua portuguesa, um 
enunciado pode ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma interpretação. Esta ambiguidade pode 
ocorrer devido à colocação específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em uma frase. 
Vejamos a seguinte frase: 
Pessoas que têm uma alimentação equilibrada frequentemente são felizes. 
Neste caso podem existir duas interpretações diferentes: 
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são felizes ou são felizes porque têm uma 
alimentação equilibrada. 
 
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela pode induzir uma pessoa a fazer mais do 
que uma interpretação. Para fazer a interpretação correta é muito importante saber qual o contexto em 
que a frase é proferida. 
Muitas vezes, a disposição das palavras na construção do enunciado pode gerar ambiguidade ou, 
até mesmo, comicidade. Repare na figura abaixo: 
 
 
 
(http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto-cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014).. 26 
 
 
Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras, mas duas seriam: 
 
Corte e coloração capilar 
 ou 
Faço corte e pintura capilar 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia.htm 
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
 
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se relaciona com o 
substantivo, concordando com este em gênero e número. 
As praias brasileiras estão poluídas. 
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos (plural e feminino, pois concordam com 
―praias‖). 
 
Locução adjetiva 
 
Locução = reunião de palavras. Sempre que são necessárias duas ou mais palavras para falar sobre 
a mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo tem o mesmo valor de um 
adjetivo: é a Locução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo). Por exemplo: aves da noite 
(aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada). 
Observe outros exemplos: 
 
de águia aquilino 
de aluno discente 
de anjo angelical 
de ano anual 
de aranha aracnídeo 
de boi bovino 
de cabelo capilar 
de cabra caprino 
de campo campestre ou rural 
de chuva pluvial 
de criança pueril 
de dedo digital 
de estômago estomacal ou gástrico 
de falcão falconídeo 
de farinha farináceo 
de fera ferino 
de ferro férreo 
Emprego de tempos e modos dos verbos em português. 
Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
. 27 
de fogo ígneo 
de garganta gutural 
de gelo glacial 
de guerra bélico 
de homem viril ou humano 
de ilha insular 
de inverno hibernal ou invernal 
de lago lacustre 
de leão leonino 
de lebre leporino 
de lua lunar ou selênico 
de madeira lígneo 
de mestre magistral 
de ouro áureo 
de paixão passional 
de pâncreas pancreático 
de porco suíno ou porcino 
dos quadris ciático 
de rio fluvial 
de sonho onírico 
de velho senil 
de vento eólico 
de vidro vítreo ou hialino 
de virilha inguinal 
de visão óptico ou ótico 
 
Observação: nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo significado. 
Por exemplo: Vi as alunas da 5ª série. / O muro de tijolos caiu. 
 
Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática): 
 
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro de uma oração) relativas aos 
substantivos, atuando como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). 
 
Adjetivo Pátrio (ou gentílico) 
 
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles: 
 
Estados e cidades brasileiras: 
 
Alagoas alagoano 
Amapá amapaense 
Aracaju aracajuano ou aracajuense 
Amazonas amazonense ou baré 
Belo Horizonte belo-horizontino 
Brasília brasiliense 
Cabo Frio cabo-friense 
Campinas campineiro ou campinense 
 
Adjetivo Pátrio Composto 
 
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, 
normalmente, erudita. Observe alguns exemplos: 
 
África afro- / Cultura afro-americana 
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas 
América américo- / Companhia américo-africana 
 
. 28 
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses 
China sino- / Acordos sino-japoneses 
Espanha hispano- / Mercado hispano-português 
Europa euro- / Negociações euro-americanas 
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas 
Grécia greco- / Filmes greco-romanos 
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas 
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa 
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras 
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros 
 
Flexão dos adjetivos 
 
O adjetivo varia em gênero, número e grau. 
 
Gênero dos Adjetivos 
 
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma 
semelhante aos substantivos, classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino. Por exemplo: 
ativo e ativa, mau e má. 
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último elemento. Por 
exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-americana. 
 
 Exceção: surdo-mudo e surda-muda. 
 
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino. Por exemplo: homem 
feliz e mulher feliz. 
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino. Por exemplo: 
conflito político-social e desavença político-social. 
 
Número dos Adjetivos 
 
Plural dos adjetivos simples 
 
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as regras estabelecidas para a flexão 
numérica dos substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas. 
 
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função de substantivo, ficará invariável, ou 
seja, se a palavra que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela manterá 
sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se estiver 
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, 
ternos cinza. 
Veja outros exemplos: 
Motos vinho (mas: motos verdes) 
Paredes musgo (mas: paredes brancas). 
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). 
 
Adjetivo Composto 
 
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, esses elementos são ligados por hífen. 
Apenas o último elemento concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam na forma 
masculina, singular. Caso um dos elementos que formam o adjetivo composto seja um substantivo 
adjetivado, todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra “rosa” é originalmente um 
substantivo, porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a 
outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o adjetivo 
composto inteiro ficará invariável. Por exemplo: 
Camisas rosa-claro. 
 
. 29 
Ternos rosa-claro. 
Olhos verde-claros. 
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. 
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. 
 
Observação: 
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo composto iniciado por “cor-de-...” são 
sempre invariáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste, vestidos cor-de-rosa. 
- O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois elementos flexionados: crianças surdas-mudas. 
 
Grau do Adjetivo 
 
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade da qualidade do ser. São dois os graus 
do adjetivo: o comparativo e o superlativo. 
 
Comparativo 
 
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais 
características atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, de superioridade ou de 
inferioridade. Observe os exemplos abaixo: 
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade 
No comparativo de igualdade, o segundo termo da comparação é introduzido pelas palavras como, 
quanto ou quão. 
 
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Superioridade Analítico 
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois substantivos comparados, um tem 
qualidade superior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. 
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Superioridade Sintético 
 
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superioridade, formas sintéticas, herdadas do 
latim. São eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, grande/maior, baixo/inferior. 
 
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois equivalema mais pequeno e 
mais mau, respectivamente. 
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, pior, maior e menor), porém, em 
comparações feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar as formas analíticas 
mais bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. Por exemplo: 
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois elementos. 
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas qualidades de um mesmo elemento. 
 
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Inferioridade 
Sou menos passivo (do) que tolerante. 
 
Superlativo 
 
O superlativo expressa qualidades num grau muito elevado ou em grau máximo. O grau superlativo 
pode ser absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: 
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada, sem relação com 
outros seres. Apresenta-se nas formas: 
1-) Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de palavras que dão ideia de intensidade 
(advérbios). Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado. 
2-) Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo. 
 
 
 
. 30 
Observe alguns superlativos sintéticos: 
 
benéfico - beneficentíssimo 
bom - boníssimo ou ótimo 
comum - comuníssimo 
cruel - crudelíssimo 
difícil - dificílimo 
doce - dulcíssimo 
fácil - facílimo 
fiel - fidelíssimo 
 
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a um 
conjunto de seres. Essa relação pode ser: 
1-) De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de todas. 
2-) De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de todas. 
 
 Note bem: 
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos advérbios muito, extremamente, 
excepcionalmente, antepostos ao adjetivo. 
 
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas formas: uma erudita, de origem latina, 
outra popular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo latino + um 
dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A forma popular é 
constituída do radical do adjetivo português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. 
 
3-) Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo com dois “ii”: 
frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os terminados em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo, cheio – 
cheíssimo. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf32.php 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
 
QUESTÕES 
 
01. (AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA – VUNESP – 2013-ADAP.) Em – 
características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas corresponde a – características de epidemias. 
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo em destaque corresponde, corretamente, 
à expressão indicada. 
(A) água fluvial – água da chuva. 
(B) produção aurífera – produção de ouro. 
(C) vida rupestre – vida do campo. 
(D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. 
(E) costela bovina – costela de porco. 
 
02. Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: 
(A) azul-celeste 
(B) azul-pavão 
(C) surda-muda 
(D) branco-gelo 
 
03. Assinale a única alternativa em que os adjetivos não estão no grau superlativo absoluto sintético: 
(A) Arquimilionário/ ultraconservador; 
(B) Supremo/ ínfimo; 
(C) Superamigo/ paupérrimo; 
(D) Muito amigo/ Bastante pobre 
 
 
. 31 
04. Na frase: “Trata-se de um artista originalíssimo‖, o adjetivo grifado encontra-se no grau: 
(A) comparativo de superioridade. 
(B) superlativo absoluto sintético. 
(C) superlativo relativo de superioridade. 
(D) comparativo de igualdade. 
(E) superlativo absoluto analítico. 
 
05. Indique nas alternativas a seguir o adjetivo incorreto da locução adjetiva em negrito: 
(A) mulher muito magra = macérrima 
(B) pessoa muito amiga = amicíssima 
(C) pessoa muito inimiga = inimicíssimo 
(D) atitude muito benéfica = beneficientíssima 
 
06. “Ele era tão pequeno que recebeu o apelido de miúdo”. A palavra miúdo possui, no grau 
superlativo absoluto sintético, duas formas. Uma delas é miudíssimo (regular) e a outra, irregular, é: 
(A) minutíssimo 
(B) miudinitíssimo 
(C) midunitíssimo 
(D) miduníssimo 
 
07. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO 
JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão de 
mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões com sentidos equivalentes, respectivamente, 
aos das palavras ígneo e pétreo. 
(A) De corda; de plástico. 
(B) De fogo; de madeira. 
(C) De madeira; de pedra. 
(D) De fogo; de pedra. 
(E) De plástico; de cinza. 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA “B” 
(A) fluvial – do rio 
(B) correta 
(C) brasileiras – do Brasil 
(D) vida campestre 
(E) suína 
 
2. RESPOSTA “C” 
Surdas-mudas 
 
3. RESPOSTA “D” 
d. estão no superlativo absoluto analítico 
 
4. RESPOSTA “B” 
originalíssimo – grau superlativo absoluto sintético 
 
5. RESPOSTA “D” 
D)atitude muito benéfica = beneficientíssima 
O correto é beneficentíssima (sem o “i” em cien) 
 
6. RESPOSTA “A” 
minutíssimo é a forma correta. 
 
7. RESPOSTA: “D”. 
Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou associação de palavras! Veja: a ignição do carro 
lembra-nos fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a resposta? 
 
 
. 32 
Advérbio 
 
Compare estes exemplos: 
 
O ônibus chegou. 
O ônibus chegou ontem. 
 
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo (acrescentando-lhe 
circunstâncias de tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e do próprio advérbio. 
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei 
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio (bem) 
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um adjetivo (claros) 
 
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar ideia de: 
Tempo: Ela chegou tarde. 
Lugar: Ele mora aqui. 
Modo: Eles agiram mal. 
Negação: Ela não saiu de casa. 
Dúvida: Talvez ele volte. 
 
Flexão do Advérbio 
 
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apresentam variação em gênero e número. Alguns 
advérbios, porém, admitem a variação em grau. Observe: 
 
Grau Comparativo 
 
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo que o comparativo do adjetivo: 
- de igualdade: tão + advérbio + quanto (como). Por exemplo: Renato fala tão alto quanto João. 
- de inferioridade: menos + advérbio + que (do que). Por exemplo: Renato fala menos alto do que 
João. 
- de superioridade: 
1-) Analítico: mais + advérbio + que (do que). Por exemplo: Renato fala mais alto do que João. 
2-) Sintético: melhor ou pior que (do que). Por exemplo: Renato fala melhor que João. 
 
Grau Superlativo 
 
O superlativo pode ser analítico ou sintético: 
- Analítico: acompanhado de outro advérbio. Por exemplo: Renato fala muito alto. 
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio de modo 
 
- Sintético: formado com sufixos. Por exemplo: Renato fala altíssimo. 
 
Observação: as formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são comuns na língua popular. Observe: 
Maria mora pertinho daqui. (muito perto) 
A criança levantou cedinho. (muito cedo) 
 
Classificação dos Advérbios 
 
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de: 
 
Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, 
perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, 
aquém,embaixo, externamente, a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à 
esquerda, ao lado, em volta. 
 
Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, 
antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, 
breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, 
 
. 33 
às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer 
momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia. 
 
Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às 
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, 
em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em "-
mente": calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, 
escandalosamente, bondosamente, generosamente. 
 
Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, deveras, 
indubitavelmente. 
 
Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum. 
 
Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, 
quem sabe. 
 
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto, 
quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, 
extremamente, intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a propriedades graduáveis). 
 
Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente. Por 
exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das árvores. 
 
Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. Por exemplo: O indivíduo também 
amadurece durante a adolescência. 
 
Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer 
aos meus amigos por comparecerem à festa. 
 
 Saiba que: 
- Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por 
exemplo: Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde possível. 
- Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral sufixamos apenas o último: Por 
exemplo: O aluno respondeu calma e respeitosamente. 
 
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido 
 
Há palavras como muito, bastante, que podem aparecer como advérbio e como pronome indefinido. 
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu 
corri muito. 
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos 
quilômetros. 
 
 
Como saber se a palavra bastante é advérbio (não varia, não se flexiona) ou 
pronome indefinido (varia, sofre flexão)? Se der, na frase, para substituir o 
“bastante” por “muito”, estamos diante de um advérbio; se der para substituir por 
“muitos” (ou muitas), é um pronome. Veja: 
1. Estudei bastante para o concurso. (estudei muito, pois “muitos” não dá!). = 
advérbio 
2. Estudei bastantes capítulos para o concurso. (estudei muitos capítulos) = 
pronome indefinido 
 
Advérbios Interrogativos 
 
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por quê? nas interrogações diretas ou 
indiretas, referentes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja: 
 
 
. 34 
Interrogação Direta Interrogação Indireta 
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu 
Onde mora? Indaguei onde morava 
Por que choras? Não sei por que choras 
Aonde vai? Perguntei aonde ia 
Donde vens? Pergunto donde vens 
Quando voltas? Pergunto quando voltas 
 
Locução Adverbial 
 
Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução adverbial, que 
pode expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja: 
lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc. 
 
afirmação: por certo, sem dúvida, etc. 
 
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc. 
 
tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc. 
 
Observação: tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro 
advérbio. Observe os exemplos: 
Chegou muito cedo. (advérbio) 
Joana é muito bela. (adjetivo) 
De repente correram para a rua. (verbo) 
 
 Observação Importante: 
1-) Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais mal antes de adjetivos ou de verbos no 
particípio: 
Essa matéria é mais bem interessante que aquela. 
Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso! 
2-) O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advérbio: Cheguei primeiro. 
 
3-) Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução adverbial desempenham na oração a 
função de adjunto adverbial, classificando-se de acordo com as circunstâncias que acrescentam ao 
verbo, ao adjetivo ou ao advérbio. Exemplo: 
Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto adverbial de intensidade (ligado ao adjetivo 
“cansada”) 
Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de intensidade e de tempo, respectivamente. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf75.php 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
 
QUESTÕES 
 
01. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-adap.) Assinale a alternativa cuja 
expressão em destaque apresenta circunstância adverbial de modo. 
(A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda uma série de repercussões. 
(B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em plena balada… 
(C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem sucesso, de duas amigas… 
(D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou de um engano... 
(E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se quebrando por aí… 
 
 
 
 
. 35 
02. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Releia os trechos apresentados a seguir. 
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas 
quais os números não encontravam muito espaço... 
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma ponta de desprezo, torna-se cada vez 
mais fundamental... 
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de 
(A) afirmação e de intensidade. 
(B) modo e de tempo. 
(C) modo e de lugar. 
(D) lugar e de tempo. 
(E) intensidade e de negação. 
 
03. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.) Em – … mas é importante também 
considerar e estudar em profundidade o planejamento urbano. –, a expressão em destaque é 
empregada na oração para indicar circunstância de 
(A) lugar. 
(B) causa. 
(C) origem. 
(D) modo. 
(E) finalidade. 
 
04. Indique a alternativa que completa a frase a seguir, respectivamente, com as circunstâncias de 
intensidade e de modo. Após o telefonema, o motorista partiu... 
(A) às 81 h com o veículo. 
(B) rapidamente ao meio-dia. 
(C) bastante alerta. 
(D) apressadamente com o caminhão. 
(E) agora calmamente. 
 
05. Assinale a alternativa em que o elemento destacado NÃO é um adjunto adverbial. 
(A)“...ameaçou até se acorrentar à porta da embaixada brasileira em Roma.” 
(B)“...decidida na semana passada por Tarso Genro...”. 
(C)“Hoje Mutti vive com identidade trocada e em lugar não sabido.” 
(D)“A concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti, decidida...”.(E)“...decida se é o caso de reabrir o processo e julgá-lo novamente?” 
 
06. Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em: 
(A) Ele permaneceu muito calado. 
(B) Amanhã, não iremos ao cinema. 
(C) O menino, ontem, cantou desafinadamente. 
(D) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo. 
(E) Ela falou calma e sabiamente. 
 
07. Assinale a frase em que “meio” funciona como advérbio: 
(A) Só quero meio quilo. 
(B) Achei-o meio triste. 
(C) Descobri o meio de acertar. 
(D) Parou no meio da rua. 
(E) Comprou um metro e meio de tecido. 
 
08. (POLÍCIA CIVIL/SP – PERITO CRIMINAL – VUNESP/2013) Observe os enunciados: 
• A Guerra do Vietnã se faz presente até hoje. 
• A probabilidade de um veterano branco ser preso por um crime violento é significativamente mais 
alta do que... 
 
Os advérbios em destaque expressam, respectivamente, circunstâncias de 
(A) lugar e modo. 
(B) tempo e intensidade. 
(C) modo e intensidade. 
 
. 36 
(D) tempo e causa. 
(E) tempo e modo. 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA “C” 
(A). ainda = tempo 
(B) em plena balada = lugar 
(C) sem sucesso = modo 
(D) não = negação . 
(E) por aí = lugar 
 
2. RESPOSTA “B” 
Simplesmente = modo / ainda = tempo 
 
3. RESPOSTA “D” 
em profundidade = profundamente = advérbio de modo 
 
4. RESPOSTA “C” 
A alternativa deve começar com advérbio que expresse INTENSIDADE. Vá por eliminação: 
(A) às 18h = tempo 
(B) rapidamente = modo 
(C) bastante= intensidade 
(D) apressadamente = modo 
(E) agora = tempo 
 
5. RESPOSTA “D” 
“A concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti, decidida...” = complemento nominal 
 
6. RESPOSTA “A” 
(A) Ele permaneceu muito calado. 
(B) Amanhã, não iremos ao cinema. 
(C) O menino, ontem, cantou desafinadamente. 
(D) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo. 
(E) Ela falou calma e sabiamente. ( Nesse caso, subentende-se calmamente. É a maneira correta de 
se escrever quando utilizarmos dois advérbios de modo: o primeiro é escrito sem o sufixo “mente”, 
deixando este apenas no segundo elemento. Por exemplo: “Apresentou-se breve e pausadamente.”) 
 
7. RESPOSTA “B” 
(A) Só quero meio quilo. = numeral 
(B) Achei-o meio triste. = um pouco (advérbio) 
(C) Descobri o meio de acertar. = substantivo 
(D) Parou no meio da rua. = numeral 
(E) Comprou um metro e meio de tecido. = numeral 
 
8. RESPOSTA “E” 
“Hoje” = tempo; geralmente os advérbios terminados em “-mente” são de modo (= com significância). 
 
Artigo 
 
O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo-se como o termo variável que serve para 
individualizar ou generalizar o substantivo, indicando, também, o gênero (masculino/feminino) e o 
número (singular/plural). 
Os artigos subdividem-se em definidos (“o” e as variações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as 
variações “uma”[s] e “uns]). 
 
Artigos definidos – São aqueles usados para indicar seres determinados, expressos de forma 
individual: 
O concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam muito. 
 
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Artigos indefinidos – São aqueles usados para indicar seres de modo vago, impreciso: 
Uma candidata foi aprovada! Umas candidatas foram aprovadas! 
 
Circunstâncias em que os artigos se manifestam: 
 
* Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral “ambos”: 
Ambos os concursos cobrarão tal conteúdo. 
 
* Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do artigo, outros não: 
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... 
 
* Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar toda uma espécie: 
O trabalho dignifica o homem. 
 
* No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia de familiaridade ou afetividade, é 
facultativo o uso do artigo: 
Marcela é a mais extrovertida das irmãs. 
O Pedro é o xodó da família. 
 
* No caso de os nomes próprios personativos estarem no plural, são determinados pelo uso do 
artigo: 
Os Maias, os Incas, Os Astecas... 
 
* Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem o 
uso dele (o artigo), o pronome assume a noção de qualquer. 
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) 
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. (qualquer classe) 
 
* Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: 
Preparei o meu curso. Preparei meu curso. 
 
* A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de aproximação numérica: 
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. 
 
* O artigo também é usado para substantivar palavras pertencentes a outras classes gramaticais: 
Não sei o porquê de tudo isso. 
 
* Há casos em que o artigo definido não pode ser usado: 
 
- antes de nomes de cidade e de pessoas conhecidas: 
O professor visitará Roma. 
 
Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a presença do artigo será obrigatória: O professor 
visitará a bela Roma. 
 
- antes de pronomes de tratamento: 
Vossa Senhoria sairá agora? 
Exceção: O senhor vai à festa? 
 
- após o pronome relativo “cujo” e suas variações: 
Esse é o concurso cujas provas foram anuladas? 
Este é o candidato cuja nota foi a mais alta. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.brasilescola.com/gramatica/artigo.htm 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.SACCONI, Luiz 
Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
 
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Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
 
Conjunção 
 
Além da preposição, há outra palavra também invariável que, na frase, é usada como elemento de 
ligação: a conjunção. Ela serve para ligar duas orações ou duas palavras de mesma função em uma 
oração. Por exemplo: 
O concurso será realizado nas cidades de Campinas e São Paulo. 
A prova não será fácil, por isso estou estudando muito. 
 
Morfossintaxe da Conjunção 
 
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem propriamente uma função sintática: são 
conectivos. 
 
Classificação da Conjunção 
 
De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as conjunções podem ser classificadas em 
coordenativas e subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados pela conjunção podem ser 
isolados um do outro. Esse isolamento, no entanto, não acarreta perda da unidade de sentido que cada 
um dos elementos possui. Já no segundo caso, cada um dos elementos ligados pela conjunção 
depende da existência do outro. Veja: 
 
Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo. 
Podemos separá-las por ponto: 
Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo. 
 
Temos acima um exemplo de conjunção (e, consequentemente, orações coordenadas) coordenativa 
– “mas”. Já em: 
Espero que eu seja aprovada no concurso! 
Não conseguimos separar uma oração da outra, pois a segunda “completa” o sentido da primeira (da 
oração principal): 
Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período temos uma oração subordinada substantiva objetiva 
direta (ela exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal). 
 
Conjunções Coordenativas 
 
São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou termos da oração que têm a 
mesma função gramatical. Subdividem-se em: 
 
1) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem 
(= e não), não só... mas também, não só... como também, bem como, não só... mas ainda. 
A sua pesquisa é clara e objetiva. 
Não só dança, mas também canta. 
 
2) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensação. 
São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto,no entanto, não obstante. 
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. 
 
3) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando 
fatos que se realizam separadamente. São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, 
talvez... talvez. 
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário. 
 
4) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou 
consequência. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim. 
Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou nervosa. 
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão. 
 
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5) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela 
contida. São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. 
Não demore, que o filme já vai começar. 
Falei muito, pois não gosto do silêncio! 
 
Conjunções Subordinativas 
 
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas dependente da outra. A oração dependente, 
introduzida pelas conjunções subordinativas, recebe o nome de oração subordinada. Veja o exemplo: O 
baile já tinha começado quando ela chegou. 
O baile já tinha começado: oração principal 
quando: conjunção subordinativa (adverbial temporal) 
ela chegou: oração subordinada 
 
As conjunções subordinativas subdividem-se em integrantes e adverbiais: 
 
1. Integrantes - Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou integra o 
sentido da principal. Introduzem orações que equivalem a substantivos, ou seja, as orações 
subordinadas substantivas. São elas: que, se. 
Quero que você volte. (Quero sua volta) 
 
2. Adverbiais - Indicam que a oração subordinada exerce a função de adjunto adverbial da principal. 
De acordo com a circunstância que expressam, classificam-se em: 
a) Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência da oração principal. São elas: 
porque, que, como (= porque, no início da frase), pois que, visto que, uma vez que, porquanto, já que, 
desde que, etc. 
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios. 
Como não se interessa por arte, desistiu do curso. 
 
 Diferença entre “porque” conjunção explicativa e a causal: 
 
- a causal indica a causa de um efeito, de um ato exposto na oração principal: 
Faltei à aula porque estava doente. 
Parece explicação, não? Mas repare: o fato de estar doente impediu-me de ir à aula, foi a CAUSA de 
minha falta. 
 
- a explicativa explica! A menina apanhou, porque seus olhos estão vermelhos. O fato de “os olhos 
estarem vermelhos” não foi a causa do choro, mas uma possível explicação do porquê de estarem 
vermelhos. 
 
- as orações iniciadas por “que” e “porque” sempre serão explicativas se o verbo da oração anterior 
estive no modo imperativo: 
Não chore, que tudo passará! 
 
b) Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no 
entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, 
por mais que, posto que, conquanto, etc. 
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. 
Eu não desistirei desse concurso mesmo que seja muito concorrido.. 
Mesmo que chova, irei à aula. 
 
c) Condicionais: introduzem uma oração que indica a hipótese ou a condição para ocorrência da 
principal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que, 
etc. 
Se precisar de minha ajuda, telefone-me. 
Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja algum negócio muito urgente. 
 
 
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Atenção: você deve ter percebido que a conjunção condicional “se” também é 
conjunção integrante. A diferença é clara ao ler as orações que são introduzidas 
por ela. Acima, ela nos dá a ideia da condição para que recebamos um 
telefonema (se for preciso ajuda). Já na oração: 
Não sei se farei o concurso... 
Não há ideia de condição alguma, há? Outra coisa: o verbo da oração principal 
(sei) pede complemento (objeto direto, já que “quem não sabe, não sabe algo”). 
Portanto, a oração em destaque exerce a função de objeto direto da oração 
principal, sendo classificada como oração subordinada substantiva objetiva 
direta. 
 
d) Conformativas: introduzem uma oração que exprime a conformidade de um fato com outro. São 
elas: conforme, como (= conforme), segundo, consoante, etc. 
O passeio ocorreu como havíamos planejado. 
Arrume a exposição segundo as ordens do professor. 
 
e) Finais: introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se realiza a 
oração principal. São elas: para que, a fim de que, que, porque (= para que), que, etc. 
Toque o sinal para que todos entrem no salão. 
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor. 
 
f) Proporcionais: introduzem uma oração que expressa um fato relacionado proporcionalmente à 
ocorrência do expresso na principal. São elas: à medida que, à proporção que, ao passo que e as 
combinações quanto mais... (mais), quanto menos... (menos), quanto menos... (mais), quanto menos... 
(menos), etc. 
O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam. 
Quanto mais reclamava menos atenção recebia. 
 
Observação: são incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida que e na medida 
em que. 
 
g) Temporais: introduzem uma oração que acrescenta uma circunstância de tempo ao fato expresso 
na oração principal. São elas: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, todas as vezes que, 
desde que, sempre que, assim que, agora que, mal (= assim que), etc. 
A briga começou assim que saímos da festa. 
A cidade ficou mais triste depois que ele partiu. 
 
h) Comparativas: introduzem uma oração que expressa ideia de comparação com referência à 
oração principal. São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, tanto como, tanto 
quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), etc. 
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. 
Ele é inteligente tal como o irmão. 
 
i) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa a consequência da principal. São elas: de 
sorte que, de modo que, sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que (tendo como 
antecedente na oração principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc. 
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do exame. 
A dor era tanta que a moça desmaiou. 
 
Locução Conjuntiva 
 
Recebem o nome de locução conjuntiva os conjuntos de palavras que atuam como conjunção. Essas 
locuções geralmente terminam em "que": visto que, desde que, ainda que, por mais que, à medida que, 
à proporção que, logo que, a fim de que. 
 
 
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Atenção: Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, 
portanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no 
contexto (grifo da Zê!). 
 
 
O bom relacionamento entre as conjunções de um texto garante a perfeita estruturação de suas 
frases e parágrafos, bem como a compreensão eficaz de seu conteúdo. Interagindo com palavras de 
outras classes gramaticais essenciais ao inter-relacionamento das partes de frases e textos - como os 
pronomes, preposições, alguns advérbios e numerais -, as conjunções fazem parte daquilo a que se 
pode chamar de "a arquitetura textual", isto é, o conjunto das relações que garantem a coesão do 
enunciado. O sucesso desse conjunto de relações depende do conhecimento do valor relacional das 
conjunções, uma vez que estas interferem semanticamente no enunciado. 
Dessa forma, deve-se dedicar atenção especial às conjunções tanto na leitura como na produção de 
textos. Nos textos narrativos, elas estão muitas vezes ligadas à expressão de circunstâncias 
fundamentais à condução da história, como as noções de tempo, finalidade, causa e consequência. Nos 
textos dissertativos,evidenciam muitas vezes a linha expositiva ou argumentativa adotada - é o caso 
das exposições e argumentações construídas por meio de contrastes e oposições, que implicam o uso 
das adversativas e concessivas. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf84.php 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
 
QUESTÕES 
 
1. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO 
JUDICIÁRIO – VUNESP/2011) Em – A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, 
mas o príncipe Edward dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora 
americana. 
A conjunção destacada pode ser substituída por 
(A) portanto. 
(B) como. 
(C) no entanto. 
(D) porque. 
(E) ou. 
 
2. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ANALISTA EM COMUNICAÇÃO E 
PROCESSAMENTO DE DADOS JUDICIÁRIO – VUNESP/2012) Considere o trecho. 
Em audiência pública realizada na última sexta-feira (24), o ministro Marco Aurélio se mostrou 
preocupado e afirmou que tem receio de que o julgamento do mensalão não termine até o final do ano . 
Nesse trecho, a relação estabelecida entre as orações ligadas pela conjunção “e” é de 
(A) contraposição. 
(B) exclusão. 
(C) tempo. 
(D) adição. 
(E) alternância. 
 
3. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO 
JUDICIÁRIO – VUNESP/2011- ADAPTADA) Em – Tudo indica que 250 mil documentos secretos foram 
copiados por um jovem soldado num CD enquanto fingia ouvir Lady Gaga. – a palavra destacada 
exprime ideia de 
(A) Hipótese 
(B) Condição 
 
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(C) Concessão 
(D) Causa 
(E) Tempo 
 
(GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SECRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – 
AGENTE PENITENCIÁRIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à questão 4. 
 
Casamento 
 
Há mulheres que dizem: 
Meu marido, se quiser pescar, pesque, 
mas que limpe os peixes. 
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, 
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar. 
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, 
de vez em quando os cotovelos se esbarram, 
ele fala coisas como ―este foi difícil‖ 
―prateou no ar dando rabanadas‖ 
e faz o gesto com a mão. 
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez 
atravessa a cozinha como um rio profundo. 
Por fim, os peixes na travessa, 
vamos dormir. 
Coisas prateadas espocam: 
somos noivo e noiva. 
(Adélia Prado, Poesia Reunida) 
 
4. Considere o trecho a seguir. 
Meu marido, se quiser pescar, pesque, (2.º verso) 
[...] 
ele fala coisas como ―este foi difícil” 
[...] 
e faz o gesto com a mão (10.º verso) 
 
As conjunções em destaque – se e e – estabelecem, correta e respectivamente, relações de 
(A) causa e adição. 
(B) conclusão e explicação. 
(C) tempo e oposição. 
(D) oposição e condição. 
(E) condição e adição. 
 
5. (CEAGESP/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO - VUNESP/2010) Em – Podemos escolher o 
futuro que queremos para nós e nossos filhos ou podemos deixar que escolham um futuro menos 
positivo e mais sombrio. – a conjunção “ou” estabelece entre as orações uma relação de 
(A) adição, indicando os dois tipos de futuro com os quais as pessoas deverão se defrontar em 
breve. 
(B) adversidade, indicando as duas informações que se opõem conforme o tipo de futuro descrito. 
(C) alternância, indicando as duas informações que compõem as opções sobre o futuro desejado. 
(D) causa, indicando os motivos que levarão as pessoas a terem de escolher um dos futuros 
possíveis. 
(E) consequência, indicando os desastres que advirão ao mundo, no futuro, pela ignorância das 
pessoas. 
 
6. (PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP - AGENTE OPERACIONAL – VUNESP/2012 - 
adaptada) Assinale a alternativa que apresenta o termo em destaque no trecho – Se tão contrário a si é 
o mesmo amor? – com a mesma função que aparece no poema. 
(A) Vendem-se casas. 
(B) Ela se arrependeu do que fez. 
(C) Você sairá só se for possível. 
 
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(D) Vá-se para bem longe de seus inimigos. 
 
7. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PROCON – AGENTE ADMINISTRATIVO – 
CEPERJ/2012) “àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido.‖ 
O trecho acima poderia ser reescrito, unindo-se as orações por meio de um conectivo. A reescritura 
que preservaria o sentido original do trecho seria: 
(A) contudo o infortúnio tinha nos unido 
(B) porque o infortúnio tinha nos unido 
(C) embora o infortúnio tinha nos unido 
(D) portanto o infortúnio tinha nos unido 
(E) enquanto o infortúnio tinha nos unido 
 
8. (MAPA – ANALISTA DE SISTEMAS – FUNDAÇÃO DOM CINTRA/2010) O conectivo inicial do 
trecho “Se bem sucedida, essa tática poderia, por exemplo (tomando uma cidade pequena), fazer 
aparecer os mesmos dez eleitores em 30 urnas” introduz no período o sentido de: 
(A) causa; 
(B) condição; 
(C) oposição; 
(D) consequência; 
(E) finalidade. 
 
9. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – TÉCNICO SUPERIOR 
ESPECIALIZADO EM BIBLIOTECONOMIA – FGV PROJETOS /2014) “se você quiser ir mais longe”; a 
única forma dessa frase que NÃO apresenta um equivalente semântico corretamente expresso é 
(A) caso você queira ir mais longe. 
(B) na hipótese de você querer ir mais longe. 
(C) no caso de você querer ir mais longe. 
(D) desde que você queira ir mais longe. 
(E) conquanto você queira ir mais longe. 
 
10. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FUJB/2011) 
 
TEXTO 
Samba do Arnesto – Adoniran Barbosa 
 
O Arnesto nos convidou prum samba, ele mora no Brás 
Nós fumo não encontremo ninguém 
Nós voltermo com uma baita de uma reiva 
Da outra vez nós num vai mais 
Nós num semo tatu! 
No outro dia encontremo com o Arnesto 
Que pediu discurpa mas nós num aceitemo 
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa 
Mas você devia ter ponhado um recado na porta 
 
Embora não haja conector ligando as orações do trecho “Nós fumo não encontremo ninguém”, 
podemos afirmar que a coesão é estabelecida por uma relação semântica de: 
(A) adversidade; 
(B) consequência; 
(C) finalidade; 
(D) concessão; 
(E) alternância. 
 
11. (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR – FGV PROJETOS/2010) No período: 
“Demorará, mas não importa o quanto demore para termos um final feliz,” “mas” e “para” estabelecem 
relações de sentido que indicam, respectivamente: 
(A) Conclusão, explicação. 
(B) Explicação, consequência. 
(C) Oposição, finalidade. 
 
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(D) Causa, consequência. 
(E) Causa, explicação. 
 
12. (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSULPLAN/2013) Em “O criminoso encontra uma 
forma de entrar, mas precisa de um ambiente favorável.” há uma relação estabelecida no período de 
(A) restrição. 
(B) conclusão. 
(C) acréscimo. 
(D) explicação. 
 
13. (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSULPLAN/2013) No trecho “Mas para alcançar seu 
objetivo, [...]” a palavra em destaque introduz uma ideia de 
(A) modo. 
(B) oposição. 
(C) finalidade. 
(D) explicação. 
 
14. (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSULPLAN/2013) Acerca das estruturas linguísticas 
do trecho “O agressor afastou-se por uns instantes, mas voltou em seguida, apunhalando-a de novo, 
enquanto ela gritava por socorro.‖ é correto afirmar que 
(A) o termo “mas” indica uma explicação em relação à atitude do agressor. 
(B) as expressões “uns instantes”, “em seguida” e “enquanto” indicam tempo. 
(C) o “mas” pode ser substituído por “pois” não provocando alteração de sentido. 
(D) a forma verbal “gritava” pode ser substituída por “gritou” sem alteração de sentido. 
 
15. (GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ – ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – 
SEAD/2013) No trecho:Quantas vezes ao acordar pela manhã e bater o dedo na beira da cama já não 
saiu esbravejando e dizendo que o dia começou ruim? A repetição do conectivo “e” tem efeito de 
marcar uma: 
(A) sequência cronológica dos fatos. 
(B) repetição dos acontecimentos. 
(C) descontinuidade de fatos. 
(D) implicação natural de consequência dos fatos. 
(E) coordenação entre as ideias do período. 
 
16. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BNDES/2012) As orações abaixo, separadas por 
vírgula, podem ter a relação entre elas explicitada por meio de uma expressão. 
“Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico.” 
A expressão que mantém o sentido original está empregada em: 
(A) Algumas precisam beber mais água, a fim de que outras precisem de isotônico. 
(B) Algumas precisam beber mais água, ao passo que outras precisam de isotônico. 
(C) Já que algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico. 
(D) Por mais que algumas precisem beber mais água, outras precisam de isotônico. 
(E) Contanto que algumas precisem beber mais água, outras precisam de isotônico. 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA: “C”. 
O “mas” é uma conjunção adversativa, dando a ideia de oposição entre as informações apresentadas 
pelas orações, o que acontece no enunciado da questão. Em “A”, temos uma conclusiva; “B”, 
comparativa; “C”, adversativa; “D”, explicativa; “E”, alternativa. 
 
2. RESPOSTA: “D”. 
A ideia apresentada pela conjunção “e”, nesse texto, é de adição. 
 
3. RESPOSTA: “E”. 
A conjunção destacada dá-nos a informação com relação ao momento, ao “tempo” em que a ação foi 
praticada. 
 
 
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4. RESPOSTA: “E”. 
“Se” = conjunção condicional / “e” = conjunção aditiva 
 
5. RESPOSTA: “C”. 
A conjunção “ou” é alternativa, ou seja, expressa escolhas, alternativas entre as ações citadas nas 
orações ligadas por ela. 
 
6. RESPOSTA: “C”. 
Se tão contrário a si é o mesmo amor? = conjunção condicional 
(A) Vendem-se casas.= pronome apassivador (casa são vendidas) 
(B) Ela se arrependeu do que fez.= pronome reflexivo 
(C) Você sairá só se for possível. = conjunção condicional 
(D) Vá-se para bem longe de seus inimigos. = partícula de realce 
 
*Observação: 
partícula de realce - o SE servirá neste caso para realçar aquilo que está sendo dito, e portanto 
poderá ser retirado da frase sem prejudicar a sua estrutura sintática e coesão. 
(fonte: http://www.infoescola.com/portugues/funcoes-do-se/) 
 
7. RESPOSTA: “B”. 
Àquela altura já éramos amigas, porque (= pois) o infortúnio... (conjunção explicativa). 
 
8. RESPOSTA: “B”. 
O “se” exerce várias funções (pronome reflexivo, partícula apassivadora, índice de indeterminação o 
sujeito, conjunção). Cabe a nós analisarmos a sua função dentro do contexto do enunciado da questão: 
a ideia transmitida é de uma hipótese, uma condição para que tal fato aconteça (a tática sendo bem 
sucedida aparecerão os eleitores). Conjunção condicional. 
 
9. RESPOSTA: “E”. 
Conquanto = conjunção utilizada para relacionar duas orações, sendo que a oração subordinada 
contém um fato contrário ao que foi afirmado na oração principal; embora, se bem que: Continuou 
trabalhando, conquanto exausto. Aparenta riqueza, conquanto seja pobre. 
 (fonte: http://www.dicio.com.br/conquanto/) 
 
10. RESPOSTA: “A”. 
Nós fumo (mas, porém, entretanto) não encontremo ninguém = usaríamos conjunções adversativas, 
que expressam contrariedade, adversidade. 
 
11. RESPOSTA: “C”. 
Mas = conjunção adversativa (ideia contrária à exposta anteriormente) / para = conjunção final. 
 
12. RESPOSTA: “A”. 
O criminoso encontra uma forma de entrar, mas precisa de um ambiente favorável = a palavra 
destacada é uma conjunção adversativa, estabelecendo entre as orações ligadas por ela uma ideia de 
oposição, adversidade. 
 
13. RESPOSTA: “C”. 
A conjunção em destaque “final”. Independente de classificação, pela leitura também é possível 
chegar à resposta: a intenção, a finalidade será “alcançar o objetivo”. 
 
14. RESPOSTA: “B”. 
(A) o termo “mas” indica uma explicação em relação à atitude do agressor. = incorreta (oposição, 
adversidade) 
(B) as expressões “uns instantes”, “em seguida” e “enquanto” indicam tempo. 
(C) o “mas” pode ser substituído por “pois” não provocando alteração de sentido. = incorreta (“pois” é 
conjunção conclusiva e explicativa, e ambas não teriam coerência no contexto)
 
(D) a forma verbal “gritava” pode ser substituída por “gritou” sem alteração de sentido. = incorreta 
(“gritava” – pretérito imperfeito do Indicativo - indica ação não concluída; “gritou” – pretérito perfeito – 
ação concluída). 
 
. 46 
 
15. RESPOSTA: “E”. 
Se retirarmos o conectivo “e” (conjunção aditiva), o período não perderá o sentido, ou seja, as 
orações são independentes entre si. Coordenadas. 
 
16. RESPOSTA: “B”. 
O sentido exposto no período é de que, enquanto umas algumas precisam beber água, outras 
precisam de isotônico. Analisando as opções apresentadas, a única coerente com o que foi relatado é a 
“ao passo que”. 
 
Interjeição 
 
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito. É um 
recurso da linguagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as 
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma decorrente de uma 
situação particular, um momento ou um contexto específico. Exemplos: 
Ah, como eu queria voltar a ser criança! 
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição 
 
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! 
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição 
 
O significado das interjeições está vinculado à maneira como elas são proferidas. O tom da fala é 
que dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto em que for utilizada. Exemplos: 
Psiu! 
contexto: alguém pronunciando esta expressão na rua ; significado da interjeição (sugestão): "Estou 
te chamando! Ei, espere!" 
 
Psiu! 
contexto: alguém pronunciando em um hospital; significado da interjeição (sugestão): "Por favor, faça 
silêncio!" 
 
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! 
puxa: interjeição; tom da fala: euforia 
 
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! 
puxa: interjeição; tom da fala: decepção 
 
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: 
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tristeza, dor, etc. 
Ah, deve ser muito interessante! 
 
b) Sintetizar uma frase apelativa. 
Cuidado! Saia da minha frente. 
 
As interjeições podem ser formadas por: 
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô 
b) palavras: Oba! Olá! Claro! 
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus! Ora bolas! 
 
Classificação das Interjeições 
 
Comumente, as interjeições expressam sentido de: 
 
Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido! Atenção! Olha! Alerta! 
 
Afugentamento: Fora! Passa! Rua! 
 
Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva! 
 
. 47 
 
Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah! 
 
Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem! Ânimo! Adiante! 
 
Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva! 
 
Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá! 
 
Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamente! Essa não! Chega! Basta! 
 
Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Queira Deus! 
 
Desculpa: Perdão! 
 
Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena! 
 
Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê! 
 
Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus! Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz! 
 
Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! Puxa! Pô! Ora! 
 
Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade! 
 
Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve! Viva! Adeus! Olá! Alô! Ei! Tchau! Psiu! Socorro! 
Valha-me, Deus! 
 
Silêncio: Psiu! Silêncio! 
 
Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa!Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não sofrem variação em gênero, número e 
grau como os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No 
entanto, em uso específico, algumas interjeições sofrem variação em grau. Não se trata de um 
processo natural desta classe de palavra, mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. 
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho. 
 
Locução Interjetiva 
 
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, 
Virgem Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus! 
Toda frase mais ou menos breve dita em tom exclamativo torna-se uma locução interjetiva, 
dispensando análise dos termos que a compõem: Macacos me mordam!, Valha-me Deus!, Quem me 
dera! 
 
 Observações: 
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por exemplo: 
Ué! (= Eu não esperava por essa!) 
Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe.) 
 
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu tom exclamativo; por isso, palavras de 
outras classes gramaticais podem aparecer como interjeições. Por exemplo: 
Viva! Basta! (Verbos) 
Fora! Francamente! (Advérbios) 
 
3) A interjeição pode ser considerada uma "palavra-frase" porque sozinha pode constituir uma 
mensagem. Por exemplo: 
Socorro! Ajudem-me! Silêncio! Fique quieto! 
 
. 48 
 
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, que exprimem ruídos e vozes. Por 
exemplo: Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. 
 
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo "ó" com a sua homônima "oh!", que exprime 
admiração, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do "oh!" exclamativo e não a fazemos depois 
do "ó" vocativo. Por exemplo: 
"Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!" (Olavo Bilac) 
Oh! a jornada negra!" (Olavo Bilac) 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.php 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática – volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa 
Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. 
 
Numeral 
 
Numeral é a palavra variável que indica quantidade numérica ou ordem; expressa a quantidade 
exata de pessoas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa determinada sequência. 
 
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números indicam em relação aos seres. 
Assim, quando a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim 
de algarismos. 
 
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia expressa pelos números, existem mais 
algumas palavras consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção ou ordenação. São 
alguns exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena. 
 
Classificação dos Numerais 
 
- Cardinais: indicam quantidade exata ou determinada de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns 
cardinais têm sentido coletivo, como por exemplo: século, par, dúzia, década, bimestre. 
 
- Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém ou alguma coisa ocupa numa determinada 
sequência: primeiro, segundo, centésimo, etc. 
 
 
Observação importante: 
As palavras anterior, posterior, último, antepenúltimo, final e penúltimo também 
indicam posição dos seres, mas são classificadas como adjetivos, não ordinais. 
 
- Fracionários: indicam parte de uma quantidade, ou seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois 
quintos, etc. 
 
- Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a 
quantidade foi aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc. 
 
Flexão dos numerais 
 
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de 
duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como 
milhão, bilhão, trilhão, variam em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são 
invariáveis. 
 
Os numerais ordinais variam em gênero e número: 
 
. 49 
 
primeiro segundo milésimo 
primeira segunda milésima 
primeiros segundos milésimos 
primeiras segundas milésimas 
 
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro 
do esforço e conseguiram o triplo de produção. 
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de 
tomar doses triplas do medicamento. 
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma 
terça parte/duas terças partes 
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros. 
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou 
especialização de sentido .É o que ocorre em frases como: 
 
―Me empresta duzentinho...‖ 
É artigo de primeiríssima qualidade! 
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol) 
 
Emprego e Leitura dos Numerais 
 
- Os numerais são escritos em conjunto de três algarismos, contados da direita para a esquerda, em 
forma de centenas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma separação através de ponto ou 
espaço correspondente a um ponto: 8.234.456 ou 8 234 456. 
 
- Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar exagero intencional, constituindo a figura de 
linguagem conhecida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes. 
 
- No português contemporâneo, não se usa a conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: 
Nasci em mil novecentos e noventa e dois. 
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais. 
 
 * Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por dois zeros, usa-se o “e”: 
Seu salário será de mil e quinhentos reais. (R$1.500,00) 
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00) 
 
- Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os 
ordinais até décimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo; 
 
Ordinais Cardinais 
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze) 
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis) 
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte) 
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte) 
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três) 
 
- Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido como ordinal: 
XXX Feira do Bordado. (trigésima) 
 
 
. 50 
 
Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por associação. Ficará mais 
fácil! 
 
 
- Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante: 
 
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez) 
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um) 
 
- Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os 
dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos 
quais já se fez referência. Sua utilização exige a presença do artigo posposto: Ambos os concursos 
realizarão suas provas no mesmo dia. O artigo só é dispensado caso haja um pronome demonstrativo: 
Ambos esse ministros falarão à imprensa. 
 
Função sintática do Numeral 
 
O numeral tem mais de uma função sintática: 
- se na oração analisada seu papel é de adjetivo, o numeral assumirá a função de adjunto adnominal; 
se fizer papel de substantivo, pode ter a função de sujeito, objeto direto ou indireto. 
Visitamos cinco casas, mas só gostamos de duas. 
Objeto direto = cinco casas 
Núcleo do objeto direto = casas 
Adjunto adnominal = cinco 
Objeto indireto = de duas 
Núcleo do objeto indireto = duas 
 
Quadro de alguns numerais 
 
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários 
um primeiro - - 
dois segundo dobro,duplo meio 
três terceiro triplo, tríplice terço 
quatro quarto quádruplo quarto 
cinco quinto quíntuplo quinto 
seis sexto sêxtuplo sexto 
sete sétimo sétuplo sétimo 
oito oitavo óctuplo oitavo 
nove nono nônuplo nono 
dez décimo décuplo décimo 
onze décimo primeiro - onze avos 
doze décimo segundo - doze avos 
treze décimo terceiro - treze avos 
catorze décimo quarto - catorze avos 
quinze décimo quinto - quinze avos 
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos 
dezessete décimo sétimo - dezessete avos 
dezoito décimo oitavo - dezoito avos 
dezenove décimo nono - dezenove avos 
vinte vigésimo - vinte avos 
trinta trigésimo - trinta avos 
 
. 51 
quarenta quadragésimo - quarenta avos 
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos 
sessenta sexagésimo - sessenta avos 
setenta septuagésimo - setenta avos 
oitenta octogésimo - oitenta avos 
noventa nonagésimo - noventa avos 
cem centésimo cêntuplo centésimo 
duzentos ducentésimo - ducentésimo 
trezentos trecentésimo - trecentésimo 
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo 
quinhentos quingentésimo - quingentésimo 
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo 
setecentos septingentésimo - septingentésimo 
oitocentos octingentésimo - octingentésimo 
novecentos nongentésimo 
ou noningentésimo 
- nongentésimo 
mil milésimo - milésimo 
milhão milionésimo - milionésimo 
bilhão bilionésimo - bilionésimo 
 
fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf40.php 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
 
Preposição 
 
Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação 
acontece, normalmente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As 
preposições são muito importantes na estrutura da língua, pois estabelecem a coesão textual e 
possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto. 
 
Tipos de Preposição 
 
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, 
perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro 
de, para com. 
 
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como 
preposições, ou seja, formadas por uma derivação imprópria: como, durante, exceto, fora, mediante, 
salvo, segundo, senão, visto. 
 
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a 
última palavra é uma (preposição): abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo 
com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, 
por cima de, por trás de. 
 
A preposição é invariável, no entanto pode unir-se a outras palavras e, assim, estabelecer 
concordância em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela. 
 
* Essa concordância não é característica da preposição, mas das palavras às quais ela se une. 
Esse processo de junção de uma preposição com outra palavra pode se dar a partir dos processos 
de: 
 
1. Combinação: união da preposição “a” com o artigo “o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, 
aos. Os vocábulos não sofrem alteração. 
 
. 52 
2. Contração: união de uma preposição com outra palavra, ocorrendo perda ou transformação de 
fonema: de + o = do, em + a = na, per + os = pelos, de + aquele = daquele, em + isso = nisso. 
3. Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposição + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1ª 
vogal do pronome “aquilo”). 
 
Dicas sobre preposição 
 
- O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso 
o “a” seja um artigo, virá precedendo um substantivo, servindo para determiná-lo como um substantivo 
singular e feminino. 
A matéria que estudei é fácil! 
 
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois termos e estabelece relação de 
subordinação entre eles. 
Irei à festa sozinha. 
Entregamos a flor à professora! 
*o primeiro “a” é artigo; o segundo, preposição. 
 
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ou a função de um substantivo. 
Nós trouxemos a apostila. = Nós a trouxemos. 
 
Relações semânticas (= de sentido) estabelecidas por meio das preposições: 
 
Destino = Irei a Salvador. 
Modo = Saiu aos prantos. 
Lugar = Sempre a seu lado. 
Assunto = Falemos sobre futebol. 
Tempo = Chegarei em instantes. 
Causa = Chorei de saudade. 
Fim ou finalidade = Vim para ficar. 
Instrumento = Escreveu a lápis. 
Posse = Vi as roupas da mamãe. 
Autoria = livro de Machado de Assis 
Companhia = Estarei com ele amanhã. 
Matéria = copo de cristal. 
Meio = passeio de barco. 
Origem = Nós somos do Nordeste. 
Conteúdo = frascos de perfume. 
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso. 
Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais. 
 
* Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas locuções adverbiais (para trás ou por trás) e na 
locução prepositiva por trás de. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/ 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
 
Pronome 
 
Pronome é a palavra variável que substitui ou acompanha um substantivo (nome), qualificando-o de 
alguma forma. 
 
O homem julga que é superior à natureza, por isso o homem destrói a natureza... 
Utilizando pronomes, teremos: 
O homem julga que é superior à natureza, por isso ele a destrói... 
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de termos (homem e natureza). 
 
. 53 
 
Grande parte dos pronomes não possuem significados fixos, isto é, essas palavras só adquirem 
significação dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata daquilo que está 
sendo colocado por meio dos pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pronomes 
interrogativos e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal apontar para as pessoas do 
discurso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude dessa 
característica, os pronomes apresentam uma forma específica para cada pessoa do discurso. 
 
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. 
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] 
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? 
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala] 
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. 
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala] 
 
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras variáveis em gênero (masculino ou feminino) e 
em número (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através do pronome seja coerente 
em termos de gênero e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando este se 
apresenta ausente no enunciado. 
 
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nossa escola neste ano. 
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância adequada] 
[neste: pronome que determina “ano” = concordância adequada] 
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância inadequada] 
 
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos e 
interrogativos. 
 
Pronomes Pessoais 
 
São aqueles que substituem os substantivos, indicandodiretamente as pessoas do discurso. Quem 
fala ou escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” 
para designar a quem se dirige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às 
pessoas de quem se fala. 
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções que exercem nas orações, podendo ser do 
caso reto ou do caso oblíquo. 
 
Pronome Reto 
 
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença, exerce a função de sujeito: Nós lhe 
ofertamos flores. 
 
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo 
essa última a principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o quadro dos 
pronomes retos é assim configurado: 
 
- 1ª pessoa do singular: eu 
- 2ª pessoa do singular: tu 
- 3ª pessoa do singular: ele, ela 
- 1ª pessoa do plural: nós 
- 2ª pessoa do plural: vós 
- 3ª pessoa do plural: eles, elas 
 
 
. 54 
 
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como complementos 
verbais na língua-padrão. Frases como ―Vi ele na rua‖, ―Encontrei ela na praça‖, 
―Trouxeram eu até aqui‖, comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na 
língua formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os pronomes 
oblíquos correspondentes: ―Vi-o na rua‖, ―Encontrei-a na praça‖, ―Trouxeram-me 
até aqui‖. 
 
Observação: frequentemente observamos a omissão do pronome reto em Língua Portuguesa. Isso se 
dá porque as próprias formas verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do verbo 
indicadas pelo pronome reto: Fizemos boa viagem. (Nós) 
 
Pronome Oblíquo 
 
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, exerce a função de complemento 
verbal (objeto direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) 
 
 Observação: o pronome oblíquo é uma forma variante do pronome pessoal do caso reto. Essa 
variação indica a função diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca o sujeito da 
oração; pronome oblíquo marca o complemento da oração. 
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com a acentuação tônica que possuem, podendo ser 
átonos ou tônicos. 
 
Pronome Oblíquo Átono 
 
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são precedidos de preposição. Possuem 
acentuação tônica fraca: Ele me deu um presente. 
Tabela dos pronomes oblíquos átonos 
 - 1ª pessoa do singular (eu): me 
- 2ª pessoa do singular (tu): te 
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe 
- 1ª pessoa do plural (nós): nos 
- 2ª pessoa do plural (vós): vos 
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes 
 
 Observações: 
 
* O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se apresenta na forma contraída, ou seja, houve a 
união entre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar diretamente uma 
preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração. 
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos diretos como objetos indiretos. 
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como objetos diretos. 
 
*Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se com os pronomes o, os, a, as, dando 
origem a formas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, 
vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem: 
- Trouxeste o pacote? 
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. 
- Não contaram a novidade a vocês? 
- Não, no-la contaram. 
**No Brasil, essas combinações não são usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego é 
muito raro. 
 
 
. 55 
 
 Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois de 
certas terminações verbais. 
 
- Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou 
las, ao mesmo tempo que a terminação verbal é suprimida. Por exemplo: 
fiz + o = fi-lo 
fazeis + o = fazei-lo 
dizer + a = dizê-la 
 
- Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as formas no, nos, 
na, nas. Por exemplo: 
viram + o: viram-no 
repõe + os = repõe-nos 
retém + a: retém-na 
tem + as = tem-nas 
 
Pronome Oblíquo Tônico 
 
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos por preposições, em geral as preposições a, 
para, de e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de objeto indireto da oração. 
Possuem acentuação tônica forte. 
Quadro dos pronomes oblíquos tônicos: 
 - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo 
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo 
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela 
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco 
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco 
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas 
 
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda 
pessoa (ti). As demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. 
 
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca 
pronome do caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os pronomes 
costumam ser usados desta forma: 
Não há mais nada entre mim e ti. 
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. 
Não há nenhuma acusação contra mim. 
Não vá sem mim. 
 
 
Atenção: Há construções em que a preposição, apesar de surgir anteposta a um 
pronome, serve para introduzir uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses 
casos, o verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá 
ser do caso reto. 
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. 
Não vá sem eu mandar. 
 
* A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!‖ está correta, já que “para mim” é 
complemento de “fácil”. A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil para mim! 
 
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes originou as formas especiais comigo, 
contigo, consigo, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente exercem a 
função de adjunto adverbial de companhia. 
Ele carregava o documento consigo. 
 
- A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas: Ela veio até mim, mas nada falou. 
Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de) inclusão, usaremos as formas retas: 
 
. 56 
Todos foram bem na prova, até eu! (=inclusive eu) 
 
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com nós” e “com vós” quando os pronomes 
pessoais são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum numeral. 
Você terá de viajar com nós todos. 
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias. 
Ele disse que iria com nós três. 
 
Pronome Reflexivo 
 
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como objetos direto ou indireto, referem-se 
ao sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo. 
Quadro dos pronomes reflexivos: 
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. 
Eu não me lembro disso. 
 
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. 
Conhece a ti mesmo. 
 
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. 
Guilherme já se preparou. 
Ela deu a si um presente. 
Antônio conversou consigo mesmo. 
 
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. 
Lavamo-nos no rio. 
 
- 2ª pessoa do plural (vós): vos. 
Vós vos beneficiastes com esta conquista. 
 
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. 
Eles se conheceram. 
Elas deram a si um dia de folga. 
 
* O pronome é reflexivo quando se refere à mesma pessoa do pronome subjetivo (sujeito): Eu me 
arrumei e saí. 
** É pronome recíproco quando indica reciprocidade de ação: 
Nós nos amamos. 
Olhamo-nos calados. 
Pronomes de Tratamento 
 
São pronomes utilizados no tratamento formal, cerimonioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor 
(portanto,a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. Alguns exemplos: 
 
- Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques 
- Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais 
- Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e religiosos em geral 
- Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior à de coronel, senadores, deputados, 
embaixadores, professores de curso superior, ministros de Estado e de Tribunais, governadores, 
secretários de Estado, presidente da República (sempre por extenso) 
- Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universidades 
- Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores 
- Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais até a patente de coronel, chefes de seção 
e funcionários de igual categoria 
- Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes de direito 
- Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento cerimonioso 
- Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus 
 
 
. 57 
Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” 
são empregados no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são 
largamente empregados no português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em 
outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. 
 
 Observações: 
 
* Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de tratamento que possuem “Vossa(s)” são 
empregados em relação à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça 
a este encontro. 
 
** Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa: Todos os membros da C.P.I. 
afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. 
 
- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos 
interlocutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos 
endereçando à excelência que esse deputado supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. 
 
- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve 
ser feita com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos 
empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa. 
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem 
reconhecidos. 
 
- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido 
mudar, ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se 
começamos a chamar alguém de “você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, 
verbo na terceira pessoa. 
 
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado) 
 
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do 
singular 
ou 
 
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do 
singular 
 
Pronomes Possessivos 
 
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse 
de algo (coisa possuída). 
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular) 
 
NÚMERO PESSOA PRONOME 
Singular primeira meu(s), minha(s) 
Singular segunda teu(s), tua(s) 
Singular terceira seu(s), sua(s) 
Plural primeira nosso(s), nossa(s) 
Plural segunda vosso(s), vossa(s) 
plural terceira seu(s), sua(s) 
 
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número 
concordam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil. 
 
 Observações: 
- A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da alteração fonética da palavra senhor: Muito 
obrigado, seu José. 
 
. 58 
 
- Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Podem ter outros empregos, como: 
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. 
 
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 anos. 
 
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. 
 
- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa 
Excelência trouxe sua mensagem? 
 
- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxe-me 
seus livros e anotações. 
 
- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos átonos assumem valor de possessivo: 
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos) 
 
- O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, próprio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá- 
-lo, para que não ocorra redundância: Coloque tudo nos respectivos lugares. 
 
Pronomes Demonstrativos 
 
São utilizados para explicitar a posição de certa palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa 
relação pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao discurso. 
 
*Em relação ao espaço: 
- Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da pessoa que fala: 
Este material é meu. 
 
- Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da pessoa com quem se fala: 
Esse material em sua carteira é seu? 
 
- Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está distante tanto da pessoa que fala como da 
pessoa com quem se fala: 
Aquele material não é nosso. 
Vejam aquele prédio! 
 
*Em relação ao tempo: 
- Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em relação à pessoa que fala: 
Esta manhã farei a prova do concurso! 
 
- Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, porém relativamente próximo à época em que 
se situa a pessoa que fala: 
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso! 
 
- Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afastamento no tempo, referido de modo vago ou como 
tempo remoto: 
Naquele tempo, os professores eram valorizados. 
 
*Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se falará ou escreverá): 
- Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer fazer referência a alguma coisa sobre a qual 
ainda se falará: 
Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, ortografia, concordância. 
 
- Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende fazer referência a algua coisa sobre a qual 
já se falou: 
Sua aprovação no concurso, isso é o que mais desejamos! 
 
 
. 59 
 - Este e aquele são empregados quando se quer fazer referência a termos já mencionados; aquele 
se refere ao termo referido em primeiro lugar e este para o referido por último: 
 
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo; este está mais bem colocado que aquele. 
(= este [São Paulo], aquele [Palmeiras]) 
ou 
 
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo; aquele está mais bem colocado que este. 
(= este [São Paulo], aquele [Palmeiras]) 
 
 
Observação: nos exemplos acima, a alteração na colocação dos pronomes 
demonstrativos é o que está em questão, não a classificação dos referidos times, 
por isso não realizei a alteração no período “está mais bem colocado”! 
 
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou invariáveis, observe: 
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). 
Invariáveis: isto, isso, aquilo. 
 
* Também aparecem como pronomes demonstrativos: 
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem ser substituídos por aquele(s), 
aquela(s), aquilo. 
 
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) 
Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te indiquei.) 
 
- mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): variam em gênero quando têm caráter reforçativo: 
 
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem. 
Eu mesma refiz os exercícios. 
Elas mesmas fizeram isso. 
Eles próprios cozinharam. 
Os próprios alunos resolveram o problema.- semelhante(s): Não tenha semelhante atitude. 
 
- tal, tais: Tal absurdo eu não comenteria. 
 
 Note que: 
 
- Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro 
este. (ou então: este solteiro, aquele casado) - este se refere à pessoa mencionada em último lugar; 
aquele, à mencionada em primeiro lugar. 
 
- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica: A menina foi a tal que ameaçou o 
professor? 
 
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com pronome demonstrativo: àquele, àquela, 
deste, desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) 
 
Pronomes Indefinidos 
 
São palavras que se referem à 3ª pessoa do discurso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou 
expressando quantidade indeterminada. 
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas. 
 
. 60 
 
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa de quem se fala (uma terceira pessoa, 
portanto) de forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano que seguramente 
existe, mas cuja identidade é desconhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: 
 
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada de 
seres na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo. 
Algo o incomoda? 
Quem avisa amigo é. 
 
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de 
quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). 
Cada povo tem seus costumes. 
Certas pessoas exercem várias profissões. 
 
 
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pronomes indefinidos 
adjetivos: 
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), demais, mais, menos, 
muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), 
pouca(s), qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), 
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. 
Menos palavras e mais ações. 
Alguns se contentam pouco. 
 
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e invariáveis. Observe: 
 
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, 
muita, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, 
vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, 
quantas. 
 
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, cada. 
 
* Qualquer é composto de qual + quer (do verbo querer), por isso seu plural é quaisquer (única 
palavra cujo plural é feito em seu interior).
 
 
- Todo e toda no singular e junto de artigo significa inteiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas 
as: 
Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira) 
Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades) 
Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro) 
Trabalho todo dia. (= todos os dias) 
 
São locuções pronominais indefinidas: 
 
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, seja qual for, 
todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc. 
Cada um escolheu o vinho desejado. 
 
Indefinidos Sistemáticos 
 
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, percebemos que existem alguns grupos que 
criam oposição de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido afirmativo, e 
nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e 
nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e 
algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza. 
Essas oposições de sentido são muito importantes na construção de frases e textos coerentes, pois 
delas muitas vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos expostos. Observe nas frases 
 
. 61 
seguintes a força que os pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem 
parte: 
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prático. 
Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são pessoas quaisquer. 
 
*Nenhum é contração de nem um, forma mais enfática, que se refere à unidade. Repare: 
Nenhum candidato foi aprovado. 
Nem um candidato foi aprovado. (um, nesse caso, é numeral) 
 
Pronomes Relativos 
 
São aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. 
Introduzem as orações subordinadas adjetivas. 
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros. 
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva). 
 
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se 
que a palavra “sistema” é antecedente do pronome relativo que. 
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as. 
Não sei o que você está querendo dizer. 
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso. 
Quem casa, quer casa. 
 
Observe: 
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as 
quais, cujas, quantas. 
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. 
 
Note que: 
- O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. 
Pode ser substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um substantivo. 
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) 
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) 
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) 
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) 
 
- O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos, por isso são utilizados 
didaticamente para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter várias 
classificações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por 
motivo de clareza ou depois de determinadas preposições: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de 
minha tia, o qual me deixou encantado. O uso de “que”, neste caso, geraria ambiguidade. Veja: 
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que me deixou encantado (quem me deixou 
encantado: o sítio ou minha tia?). 
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (com preposições de duas ou mais 
sílabas utiliza-se o qual / a qual) 
 
- O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração: Não chegou a ser 
padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural. 
 
- O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com o seu antecedente (o ser possuidor), mas 
com o consequente (o ser possuído, com o qual concorda em gênero e número); não se usa artigo 
depois deste pronome; “cujo” equivale a do qual, da qual, dos quais, das quais. 
Existem pessoas cujas ações são nobres. 
 (antecedente) (consequente) 
 
*interpretação do pronome “cujo” na frase acima: ações das pessoas. É como se lêssemos “de trás 
para frente”. Outro exemplo: 
Comprei o livro cujo autor é famoso. (= autor do livro) 
 
 
. 62 
** se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pronome: 
O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (referiu-se a) 
 
- “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou 
variações) e tudo: 
Emprestei tantos quantos foram necessários. 
 (antecedente) 
 
Ele fez tudo quanto havia falado. 
 (antecedente) 
 
- O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre precedido de preposição. 
É um professor a quem muito devemos.(preposição) 
 
- “Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de 
lugar: A casa onde morava foi assaltada. 
 
- Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que. 
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior. 
 
- Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: 
- como (= pelo qual) – desde que precedida das palavras modo, maneira ou forma: 
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada. 
 
- quando (= em que) – desde que tenha como antecedente um nome que dê ideia de tempo: 
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. 
 
- Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase. 
O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste esporte. 
= O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. 
 
- Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala 
estava cheia de gente que conversava, (que) ria, observava. 
 
Pronomes Interrogativos 
 
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes 
indefinidos, referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos: que, 
quem, qual (e variações), quanto (e variações). 
Com quem andas? 
Qual seu nome? 
Diz-me com quem andas, que te direi quem és. 
Sobre os pronomes: 
 
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do 
caso oblíquo quando desempenha função de complemento. 
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. 
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia lhe ajudar. 
 
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito, logo, são 
pertencentes ao caso reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce função de complemento 
(objeto), ou seja, caso oblíquo. 
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda 
oração, aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar... Ajudar 
quem? Você (lhe). 
 
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de 
preposição, diferentemente dos segundos, que são sempre precedidos de preposição. 
 
. 63 
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu estava fazendo. 
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estava fazendo. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
 
QUESTÕES 
 
1. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO 
JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 - ADAPTADO) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se 
de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta ―débito ou crédito?‖. 
Nessa passagem, a palavra cujas tem sentido de 
(A) lugar, referindo-se ao ambiente em que ocorre a pergunta mencionada. 
(B) posse, referindo-se às interações sociais do paulista. 
(C) dúvida, pois a decisão entre débito ou crédito ainda não foi tomada. 
(D) tempo, referindo-se ao momento em que terminam as interações sociais. 
(E) condição em que se deve dar a transação financeira mencionada. 
 
(SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder 
à questão de número 2, considere o texto abaixo. 
 
A marca da solidão 
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de paralelepípedos, o menino espia. Tem os 
braços dobrados e a testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de penumbra na tarde 
quente. 
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro de cada uma delas, um diminuto caminho 
de terra, com pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas plantas, ínfimos bonsais só 
visíveis aos olhos de quem é capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca da 
solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. 
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) 
 
2. No primeiro parágrafo, o pronome “eles” substitui a palavra 
(A) bruços. 
(B) quentes. 
(C) paralelepípedos. 
(D) braços. 
(E) tufos. 
 
3. (IAMSPE/SP – ATENDENTE [PAJEM – CCI] – VUNESP/2011) 
Eu e meu vizinho ______ encontramos na casa de Joel quando fui buscar este livro para ________ 
ler. 
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas. 
(A) se … eu 
(B) si … mim 
(C) nos … mim 
(D) se … mim 
(E) nos … eu 
 
(UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para 
responder à questão de número 4. 
RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a Operação Lixo Zero, que vai multar quem 
emporcalhar a cidade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equipes da Companhia 
Municipal de Limpeza Urbana estão percorrendo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas 
onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve, com guardas municipais, policiais 
militares e 600 fiscais em ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via pública como a 
casa da sogra. 
 
. 64 
Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os recordistas de multas serão os cerca de 300 
jovens golpistas que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas, pichar monumentos, 
vandalizar prédios públicos, quebrar orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar bancos, 
saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas 
de fogo com ele. 
É verdade que, no seu ―bullying‖ político, eles não estão nem aí para a cidade, que é de todos – e 
que, por algum motivo, parecem querer levar ao colapso. 
Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalismo, saque, formação de quadrilha, desacato à 
autoridade, resistência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos públicos, talvez seja possível 
enquadrá-los por sujar a rua. 
(Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013. Adaptado) 
 
4. Na frase – ... eles não estão nem aí para a cidade... – (3.º parágrafo), o pronome em destaque 
refere-se aos 
(A) fiscais. 
(B) policiais. 
(C) políticos. 
(D) jovens golpistas. 
(E) maus cidadãos. 
 
5. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2012) 
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a totalidade do universo, toda a sociedade, a 
história, a concepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo, que se estende a todas as 
coisas e à qual nada escapa. É, de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em todos os 
seus níveis, uma espécie de segunda revelação do mundo. 
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o Renascimento: o contexto de François 
Rabelais. São Paulo: Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações). 
 
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual “O riso”. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
6. (CÂMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA/MG – ASSISTENTE LEGISLATIVO – 
FUMARC/2012) Em “Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas 
observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”, o é 
(A) artigo definido. 
(B) artigo indefinido. 
(C) pronome demonstrativo. 
(D) pronome pessoal do caso oblíquo. 
 
(METRÔ/SP – TÉCNICO SEGURANÇA DO TRABALHO – FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Leia 
o texto abaixo para responder à questão número 7. 
O criador da mais conhecida e celebrada canção sertaneja, Tristeza do Jeca (1918), não era, como 
se poderia esperar, um sofredor habitante do campo, mas o dentista, escrivãode polícia e dono de loja 
Angelino Oliveira. Gravada por ―caipiras‖ e ―sertanejos‖, nos ―bons tempos do cururu autêntico‖, assim 
como nos ―tempos modernos da música ‗americanizada‘ dos rodeios‖, Tristeza do Jeca é o grande 
exemplo da notável, embora pouco conhecida, fluidez que marca a transição entre os meios rural e 
urbano, pelo menos em termos de música brasileira. 
Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz grave, o Jeca surge humilde e sem 
vergonha alguma da sua ―falta de masculinidade‖, choroso, melancólico, lamentando não poder voltar 
ao passado e, assim, ―cada toada representa uma saudade‖. O Jeca de Oliveira não se interessa pelo 
meio rural da miséria, das catástrofes naturais, mas pelo íntimo e sentimental, e foi nesse seu tom que a 
música, caipira ou sertaneja, ganhou forma. 
―A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. Moderna, sofisticada e citadina, essa música 
foi e é igualmente roceira, matuta, acanhada, rústica e sem trato com a área urbana, de tal forma que, 
em todas essas composições, haja sempre a voz exemplar do migrante, a qual se faz ouvir para 
registrar uma situação de desenraizamento, de dependência e falta‖, analisa a cientista política Heloísa 
Starling. 
Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira: ―foi entre 1902 e 1960 que a música sertaneja 
surgiu como um campo específico no interior da MPB. Mas, se num período inicial, até 1930, ‗sertanejo‘ 
 
. 65 
indicava indistintamente as músicas produzidas no interior do país, tendo como referência o Nordeste, a 
partir dos anos de 1930, 'sertanejo' passou a significar o caipira do Centro-Sul. E, pouco mais tarde, de 
São Paulo. Assim, se Jararaca e Ratinho, ícones da passagem do sertanejo nordestino para o ‗caipira‘, 
trabalhavam no Rio, as duplas dos anos 1940, como Tonico e Tinoco, trabalhariam em São Paulo‖. 
(Adaptado de: HAAG, Carlos. “Saudades do Jeca no século XXI”. In: Revista Fapesp, outubro de 
2009, p. 80-5.) 
 
7. (METRÔ/SP – TÉCNICO SEGURANÇA DO TRABALHO – FCC/2014) Os pronomes “que” (1º 
parágrafo), “sua” (2º parágrafo) e “a qual” (3º parágrafo), referem-se, respectivamente, a: 
(A) exemplo − Jeca − composições 
(B) fluidez − Jeca − voz exemplar do migrante 
(C) Tristeza do Jeca − homem − canção popular 
(D) exemplo − homem − voz exemplar do migrante 
(E) fluidez − homem − canção popular 
 
8. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PROCON – AGENTE ADMINISTRATIVO – 
CEPERJ/2012) 
“a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses‖ 
No exemplo acima, o vocábulo “que” substitui um termo antecedente (“boneca”) e é classificado, por 
isso, como pronome relativo. Outro exemplo no qual o vocábulo “que” funciona como pronome relativo 
está em: 
(A) “Sei que você sente muitas saudades” 
(B) “Aposto que você nem sabia” 
(C) “eletrodomésticos que não funcionavam” 
(D) “ninguém mais fraco do que nós” 
(E) “Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem” 
 
9. (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA DE 
CLASSE I – VUNESP/2013 - adaptada) Leia a passagem: 
Cheguei à conclusão, então, de que não é o dinheiro o vilão da história. O problema está em nós 
mesmos, que, insatisfeitos com aquilo que já temos, criamos novas necessidades a todo o tempo e, a 
fim de supri-las, consumimos de forma desenfreada e irresponsável. Movidos por desejos que parecem 
não ter fim, compramos coisas das quais não precisamos, com o dinheiro que muitas vezes não temos. 
O pronome las, em supri-las, refere-se a 
(A) história. 
(B) coisas. 
(C) nós mesmos. 
(D) conclusão. 
(E) novas necessidades. 
 
10. (ANAC – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2012 - ADAPTADA) 
A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros cresceu 7,65% em setembro deste ano 
em relação ao mês de setembro de 2011. Trata-se do maior nível de demanda para o mês de setembro 
desde o início da série de medições, em 2000. De janeiro a setembro de 2012, a demanda acumulada 
apresentou crescimento de 7,30% e a oferta ampliou-se em 5,52% em relação ao mesmo período de 
2011. Entretanto, a oferta (assentos-quilômetros oferecidos – ASK), no mês de setembro, apresentou 
queda de 2,13%, após oito anos consecutivos de crescimento, sendo essa a primeira redução de oferta 
para o mês de setembro desde 2003. (...) 
O pronome “essa” está empregado em referência à informação “queda de 2,13%”. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA: “B”. 
O pronome “cujo” geralmente nos dá o sentido de posse: Os livros cujas folhas (lê-se: as folhas dos 
livros). 
 
 
 
 
. 66 
2. RESPOSTA: “D”. 
*Lembre-se: durante a realização de sua prova, use o caderno de questões! Grife-o, faça flechas, 
sublinhe, enfim, destaque o que for necessário para facilitar a compreensão! 
Retomando o texto: Tem os braços dobrados e a testa pousada sobre eles. 
 
3. RESPOSTA: “E”. 
Eu + meu vizinho = nós; nós nos... / antes de verbo no infinitivo devemos usar “eu”, não “mim” 
(cuidado com a pegadinha: “Para mim, ler é um prazer!” Nesse caso, além da presença da vírgula, nota-
se que é uma “opinião”, não a prática de uma ação.) 
 
4. RESPOSTA: “D”. 
Para responder à questão, retomemos o texto: 
Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os recordistas de multas serão os cerca de 300 
jovens golpistas que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas, pichar monumentos, 
vandalizar prédios públicos, quebrar orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar bancos, 
saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas 
de fogo com ele. 
É verdade que, no seu “bullying” político, eles não estão nem aí para a cidade, que é de todos – e 
que, por algum motivo, parecem querer levar ao colapso. 
Identifiquei os termos que se relacionam (faça esse esquema ao realizar seu concurso, o que facilita 
muito a compreensão textual). Através disso chegamos à conclusão de que o termo “eles” relaciona-se 
a “jovens golpistas”. 
 
5. RESPOSTA: “CERTO”. 
Vamos ao texto: O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os 
termos relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”. 
 
6. RESPOSTA: “D”. 
O “o” é artigo definido em uma análise morfológica, mas o enunciado pede dentro de um contexto 
(“Em”), então analisaremos sintaticamente. Para que entendamos, façamos a transformação: “como 
vocês assediavam „ele‟”. Assediavam quem? Ele = objeto direto (pronome pessoal do caso oblíquo). 
*Dica: pronome oBlíquo funciona como oBjeto da oração; o reto, como sujeito. 
 
7. RESPOSTA: “B”. 
Recorramos ao texto: 
“que” (1º parágrafo) = fluidez que marca / “sua” (2º parágrafo) = o Jeca surge humilde e sem 
vergonha alguma da sua “falta de masculinidade” / “a qual” (3º parágrafo) = haja sempre a voz 
exemplar do migrante, a qual se faz ouvir. 
Obtivemos: fluidez / Jeca / a voz exemplar do migrante. 
 
8. RESPOSTA: “C”. 
A) “Sei que você sente muitas saudades” = conjunção integrante (oração subordinada substantiva 
objetiva direta) 
B) “Aposto que você nem sabia” = conjunção integrante (oração subordinada substantiva objetiva 
direta) 
C) “eletrodomésticos que não funcionavam” = os quais não funcionavam (pronome relativo) 
D) “ninguém mais fraco do que nós”= conjunção comparativa 
E) “Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem” = conjunção integrante (oração 
subordinada substantiva objetiva direta) 
 
9. RESPOSTA: “E”. 
Recorramos ao texto: criamos novas necessidades a todo o tempo e, a fim de supri-las = suprir as 
novas necessidades. 
 
10. RESPOSTA: “CERTO”. 
Novamente, recorramos ao texto: “no mês de setembro, apresentou queda de 2,13%, após oito anos 
consecutivos de crescimento, sendo essa a primeira redução de oferta para o mês de setembro desde 
2003”= retoma o termo “queda de 2,13%”. 
 
 
. 67 
Substantivo 
 
Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam todos os seres que 
existem, sejam reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos também 
nomeiam: 
-lugares: Alemanha, Portugal 
-sentimentos: amor, saudade 
-estados: alegria, tristeza 
-qualidades: honestidade, sinceridade... 
-ações: corrida, pescaria... 
 
Morfossintaxe do substantivo 
 
Nas orações, geralmente o substantivo exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua 
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva, 
podendo, ainda, funcionar como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como núcleo do 
predicativo do sujeito, do objeto ou como núcleo do vocativo. Também encontramos substantivos como 
núcleos de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas funções são desempenhadas 
por grupos de palavras. 
 
Classificação dos Substantivos 
 
Substantivos Comuns e Próprios 
 
Observe a definição: 
 
Cidade: s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas 
(no Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros). 
 
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” 
será chamada cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. 
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma genérica: 
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. 
Estamos voando para Barcelona. 
 
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie cidade. Barcelona é um substantivo 
próprio – aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma particular: Londres, Paulinho, 
Pedro, Tietê, Brasil. 
 
Substantivos Concretos e Abstratos 
 
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, independentemente de outros seres. 
 
Observação: os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário. 
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília. 
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d‘água, fantasma. 
 
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que dependem de outros para se manifestarem 
ou existirem. 
Por exemplo: a beleza não existe por si só, não pode ser observada. Só podemos observar a beleza 
numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto, a 
palavra beleza é um substantivo abstrato. 
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações e sentimentos dos seres, dos quais 
podem ser abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), rapidez (qualidade), viagem 
(ação), saudade (sentimento). 
 
 
 
. 68 
Substantivos Coletivos 
 
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra abelha, mais outra abelha. 
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. 
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. 
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, 
outra abelha, mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. No terceiro, 
empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma 
espécie (abelhas). 
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. 
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto 
de seres da mesma espécie. 
 
 
Substantivo coletivo Conjunto de: 
assembleia pessoas reunidas 
alcateia lobos 
acervo livros 
antologia trechos literários selecionados 
arquipélago ilhas 
banda músicos 
bando desordeiros ou malfeitores 
banca examinadores 
batalhão soldados 
cardume peixes 
caravana viajantes peregrinos 
cacho frutas 
cancioneiro canções, poesias líricas 
colmeia abelhas 
concílio bispos 
congresso parlamentares, cientistas 
elenco atores de uma peça ou filme 
esquadra navios de guerra 
enxoval roupas 
falange soldados, anjos 
fauna animais de uma região 
feixe lenha, capim 
flora vegetais de uma região 
frota navios mercantes, ônibus 
girândola fogos de artifício 
horda bandidos, invasores 
junta médicos, bois, credores, examinadores 
júri jurados 
legião soldados, anjos, demônios 
leva presos, recrutas 
malta malfeitores ou desordeiros 
manada búfalos, bois, elefantes, 
matilha cães de raça 
molho chaves, verduras 
multidão pessoas em geral 
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.) 
penca bananas, chaves 
pinacoteca pinturas, quadros 
quadrilha ladrões, bandidos 
ramalhete flores 
rebanho ovelhas 
repertório peças teatrais, obras musicais 
 
. 69 
réstia alhos ou cebolas 
romanceiro poesias narrativas 
revoada pássaros 
sínodo párocos 
talha lenha 
tropa muares, soldados 
turma estudantes, trabalhadores 
vara porcos 
 
Formação dos Substantivos 
 
Substantivos Simples e Compostos 
 
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. 
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou radical. É um substantivo simples. 
 
Substantivo Simples: é aquele formado por um único elemento. 
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: O substantivo guarda-chuva é 
formado por dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. 
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, 
passatempo. 
 
Substantivos Primitivos e Derivados 
 
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria língua 
portuguesa. O substantivo limoeiro, por exemplo, é derivado, pois se originou a partir da palavra limão. 
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra palavra. 
 
Flexão dos substantivos 
 
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão (variação). A palavra 
menino, por exemplo, pode sofrer variações para indicar: 
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo: meninão / Diminutivo: menininho 
 
Flexão de Gênero 
 
Gênero é um princípio puramente linguístico, não devendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz 
respeito a todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram a seres animais providos de sexo, 
quer designem apenas “coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa. 
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero masculino os 
substantivos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: 
O velho e o mar 
Um Natal inesquecível 
Os reis da praia 
 
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, 
umas: 
A história sem fim 
Uma cidade sem passado 
As tartarugas ninjas 
 
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes 
 
Substantivos Biformes (= duas formas): apresentam uma forma para cada gênero: gato – gata, 
homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita 
Substantivos Uniformes: apresentam uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto para 
o feminino. Classificam-se em: 
 
 
. 70 
- Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo se faz mediante a utilização das palavras 
“macho” e “fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea. 
- Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes a pessoas de ambos os sexos: a criança, a 
testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo. 
- Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o 
colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista. 
 
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma são masculinos: o fonema, o 
poema, o sistema, o sintoma, o teorema. 
 
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,variam em seu significado: 
 
o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz) 
o cabeça (líder) e a cabeça (parte do corpo) 
o capital (dinheiro) e a capital (cidade) 
o coma (sono mórbido) e a coma (cabeleira, juba) 
o lente (professor) e a lente (vidro de aumento) 
o moral (estado de espírito) e a moral (ética; conclusão) 
o praça (soldado raso) e a praça (área pública) 
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) 
 
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes 
 
- Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno - aluna. 
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao masculino: freguês - freguesa 
- Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três formas: 
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa 
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã 
-troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona 
 
 Exceções: barão – baronesa, ladrão- ladra, sultão - sultana 
 
- Substantivos terminados em -or: 
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora 
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz 
 
- Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: cônsul - consulesa / abade - abadessa / poeta - 
poetisa / duque - duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa 
 
- Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a: elefante - elefanta 
 
- Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca 
 
- Substantivos que formam o feminino de maneira especial, isto é, não seguem nenhuma das regras 
anteriores: czar – czarina, réu - ré 
 
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes 
 
Epicenos: 
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. 
 
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem 
apenas uma forma para indicar o masculino e o feminino. 
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para designar os dois sexos. Esses 
substantivos são chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade de 
especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. 
A cobra macho picou o marinheiro. 
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. 
 
 
. 71 
Sobrecomuns: 
Entregue as crianças à natureza. 
 
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, quanto a seres do sexo feminino. 
Nesse caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que se 
refere a palavra. Veja: 
A criança chorona chamava-se João. 
A criança chorona chamava-se Maria. 
 
Outros substantivos sobrecomuns: 
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa criatura. 
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de Marcela faleceu 
 
Comuns de Dois Gêneros: 
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. 
 
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? 
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez que a palavra motorista é um substantivo 
uniforme . 
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do artigo ou adjetivo, quando acompanharem 
o substantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem - uma jovem; artista famoso - 
artista famosa; repórter francês - repórter francesa 
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois gêneros. 
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada preferência pelo masculino: O menino descobriu 
nas nuvens os personagens dos contos de carochinha. 
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: O problema está nas mulheres de mais 
idade, que não aceitam a personagem. 
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fotográfico Ana Belmonte. 
 
 
 
Observe o gênero dos substantivos seguintes: 
 
 
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó ( pena ,)o sanduíche, o clarinete, o champanha, 
o sósia ,o maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o proclama, o pernoite, o púbis. 
 
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice ,a omoplata, a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese ,a 
entorse, a libido, a cal, a faringe, a cólera (doença ,)a ubá (canoa). 
 
- São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em -ma: o grama (peso), 
o quilograma, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o telefonema, o estratagema, o dilema, o 
teorema, o trema, o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tracoma, o hematoma. 
 
 Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. 
 
Gênero dos Nomes de Cidades: Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. 
A histórica Ouro Preto. 
A dinâmica São Paulo. 
A acolhedora Porto Alegre. 
Uma Londres imensa e triste. 
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. 
 
 
 
 
. 72 
Gênero e Significação 
 
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino. Observe: 
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; 
o que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que 
marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do corpo), o cisma 
(separação religiosa, dissidência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), a 
cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a 
coma (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro), a coral (cobra venenosa), o crisma 
(óleo sagrado, usado na administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma (sacramento da 
confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta 
planície de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (documento, pena grande das asas das 
aves), o grama (unidade de peso), a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa (recipiente, 
setor de pagamentos), o lente (professor), a lente (vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral 
(honestidade, bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a nascente (a fonte), o maria- 
-fumaça (trem como locomotiva a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala (poncho), a 
pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo), o rádio (aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga 
(remador), a voga (moda). 
 
Flexão de Número do Substantivo 
 
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que indica um ser ou um grupo de seres, e 
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica do plural é o “s” final. 
 
Plural dos Substantivos Simples 
 
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – 
pais; ímã – ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon - cânones. 
 
- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em “ns”: homem - homens. 
 
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural pelo acréscimo de “es”: revólver – 
revólveres; raiz - raízes. 
 
 
Atenção: O plural de caráter é caracteres. 
 Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se no plural, trocando o “l” 
por “is”: quintal - quintais; caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e 
males, cônsul e cônsules. 
 
 
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas maneiras: 
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis 
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. 
 
Observação: a palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). 
 
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas maneiras: 
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses 
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. 
 
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o pluralde três maneiras. 
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações 
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães 
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos 
 
- Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o látex - os látex. 
 
. 73 
 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
-A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados, do tipo de 
palavras que formam o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são grafados 
sem hífen comportam-se como os substantivos simples: aguardente/aguardentes, girassol/girassóis, 
pontapé/pontapés, malmequer/malmequeres. 
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma provocar muitas 
dúvidas e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: 
 
- Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: 
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores 
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos 
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens 
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras 
 
- Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de: 
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas 
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes 
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos 
 
- Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de: 
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-colônia 
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor 
substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a função 
ou o tipo do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba-relógio - bombas-relógio, homem-rã 
- homens-rã, peixe-espada - peixes-espada. 
 
- Permanecem invariáveis, quando formados de: 
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora 
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas 
 
 Casos Especiais 
 
o louva-a-deus e os louva-a-deus 
o bem-te-vi e os bem-te-vis 
o bem-me-quer e os bem-me-queres 
o joão-ninguém e os joões-ninguém. 
 
Plural das Palavras Substantivadas 
 
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo, 
apresentam, no plural, as flexões próprias dos substantivos. 
Pese bem os prós e os contras. 
O aluno errou na prova dos noves. 
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. 
 
 Observação: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não variam no plural: Nas provas 
mensais consegui muitos seis e alguns dez. 
 
Plural dos Diminutivos 
 
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e acrescenta-se o sufixo diminutivo. 
 
pãe(s) + zinhos = pãezinhos 
animai(s) + zinhos = animaizinhos 
botõe(s) + zinhos = botõezinhos 
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos 
 
. 74 
farói(s) + zinhos = faroizinhos 
tren(s) + zinhos = trenzinhos 
colhere(s) + zinhas = colherezinhas 
flore(s) + zinhas = florezinhas 
mão(s) + zinhas = mãozinhas 
papéi(s) + zinhos = papeizinhos 
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas 
funi(s) + zinhos = funizinhos 
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos 
pai(s) + zinhos = paizinhos 
pé(s) + zinhos = pezinhos 
pé(s) + zitos = pezitos 
 
Plural dos Nomes Próprios Personativos 
 
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre que a terminação preste-se à flexão. 
 
Os Napoleões também são derrotados. 
As Raquéis e Esteres. 
 
Plural dos Substantivos Estrangeiros 
 
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos como na língua original, acrescentando- 
-se “s” (exceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os jazz. 
 
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com as regras de nossa língua: os clubes, 
os chopes, os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os réquiens. 
Observe o exemplo: 
 
Este jogador faz gols toda vez que joga. 
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. 
 
Plural com Mudança de Timbre 
 
Certos substantivos formam o plural com mudança de timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É 
um fato fonético chamado metafonia (plural metafônico). 
 
Singular Plural 
Corpo (ô) corpos (ó) 
esforço esforços 
fogo fogos 
forno fornos 
fosso fossos 
imposto impostos 
olho olhos 
osso (ô) ossos (ó) 
ovo ovos 
poço poços 
porto portos 
posto postos 
tijolo tijolos 
 
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, 
rolos, soros, etc. 
 
Observação: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de molho (ó) = feixe (molho de lenha). 
 
 
 
. 75 
Particularidades sobre o Número dos Substantivos 
 
- Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc. 
- Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus (naipes de baralho), 
as fezes. 
- Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra 
(probidade, bom nome) e honras (homenagem, títulos). 
- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com sentido de plural: 
Aqui morreu muito negro. 
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas improvisadas. 
 
Flexão de Grau do Substantivo 
 
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as variações de tamanho dos seres. 
Classifica-se em: 
 
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado normal. Por exemplo: casa 
 
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Classifica-se em: 
 
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa 
grande. 
 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de aumento. Por exemplo: casarão. 
 
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Pode ser: 
 
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que indica pequenez. Por exemplo: casa 
pequena. 
 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de diminuição. Por exemplo: casinha. 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
 
Verbo 
 
Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, número, tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal 
dá-se o nome de conjugação (por isso também se diz que verbo é a palavra que pode ser conjugada). 
Pode indicar, entre outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenômeno (choverá); ocorrência 
(nascer); desejo (querer). 
 
Estrutura das Formas Verbais 
 
Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar os seguintes elementos: 
- Radical: é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-
ava; fal-am. (radical fal-) 
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo. Por 
exemplo: fala-r. São três as conjugações: 
1ª - Vogal Temática - A - (falar), 2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática - I - (partir). 
- Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: 
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo) / falasse ( indica o pretérito imperfeito do 
subjuntivo) 
- Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso (1ª, 2ª ou 3ª) e o 
número (singular ou plural): 
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) / falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) 
 
 
. 76 
 Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados (compor, repor, depor), pertencem à 2ª 
conjugação, pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar dehaver desaparecido do 
infinitivo, revela-se em algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. 
 
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas 
 
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos verbos com o conceito de acentuação 
tônica, percebemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento tônico cai no radical do verbo: 
opino, aprendam, amo, por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas 
sim na terminação verbal (fora do radical): opinei, aprenderão, amaríamos. 
 
Classificação dos Verbos 
 
Classificam-se em: 
 
- Regulares: são aqueles que apresentam o radical inalterado durante a conjugação e desinências 
idênticas às de todos os verbos regulares da mesma conjugação. Por exemplo: comparemos os verbos 
“cantar” e “falar”, conjugados no presente do Modo Indicativo: 
 
Canto falo 
Cantas falas 
Canta falas 
Cantamos falamos 
Cantais falais 
Cantam falam 
 
Observe que, retirando os radicais, as desinências modo-temporal e número-pessoal mantiveram- 
-se idênticas. Tente fazer com outro verbo e perceberá que se repetirá o fato (desde que o verbo seja 
da primeira conjugação e regular!). Faça com o verbo “andar”, por exemplo. Substitua o radical “cant” e 
coloque o “and” (radical do verbo andar). Viu? Fácil! 
 
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências: faço, fiz, 
farei, fizesse. 
 
Observação: alguns verbos sofrem alteração no radical apenas para que seja mantida a sonoridade. É 
o caso de: corrigir/corrijo, fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais alterações não caracterizam 
irregularidade, porque o fonema permanece inalterado. 
 
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Os principais são adequar, 
precaver, computar, reaver, abolir, falir. 
 
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito e, normalmente, são usados na terceira pessoa do 
singular. Os principais verbos impessoais são: 
 
* haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais). 
Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia = Existiam) 
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) 
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão) 
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz) 
 
* fazer, ser e estar (quando indicam tempo) 
Faz invernos rigorosos na Europa. 
Era primavera quando o conheci. 
Estava frio naquele dia. 
 
* Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, 
trovejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo 
 
. 77 
“amanhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de 
ser impessoal para ser pessoal, ou seja, terá conjugação completa. 
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu) 
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) 
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) 
 
* São impessoais, ainda: 
- o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo: Já passa das seis. 
 
- os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição “de”, indicando suficiência: 
Basta de tolices. 
Chega de promessas. 
 
- os verbos estar e ficar em orações como “Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica 
mal‖, sem referência a sujeito expresso anteriormente (por exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse 
caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, pessoais. 
 
- o verbo dar + para da língua popular, equivalente de “ser possível”. Por exemplo: 
Não deu para chegar mais cedo. 
Dá para me arrumar uma apostila? 
 
- Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do 
singular e do plural. São unipessoais os verbos constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os 
que indicam vozes de animais (cacarejar, cricrilar, miar, latir, piar). 
 
 Observação: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem 
figurada: 
Teu irmão amadureceu bastante. 
O que é que aquela garota está cacarejando? 
 
Principais verbos unipessoais: 
 
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário): 
Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos bastante) 
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover) 
É preciso que chova. (Sujeito: que chova) 
 
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que. 
Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei à Europa) 
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a vejo. (Sujeito: que não a vejo) 
 
Observação: todos os sujeitos apontados são oracionais. 
 
- Abundantes: são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no 
particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas 
curtas (particípio irregular). 
 
O particípio regular (terminado em “–do‖) é utilizado na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; 
o irregular é empregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser, ficar e estar. Observe: 
 
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular 
Aceitar Aceitado Aceito 
Acender Acendido Aceso 
Anexar Anexado Anexo 
Benzer Benzido Bento 
Corrigir Corrigido Correto 
Dispersar Dispersado Disperso 
Eleger Elegido Eleito 
 
. 78 
Envolver Envolvido Envolto 
Imprimir Imprimido Impresso 
Inserir Inserido Inserto 
Limpar Limpado Limpo 
Matar Matado Morto 
Misturar Misturado Misto 
Morrer Morrido Morto 
Murchar Murchado Murcho 
Pegar Pegado Pego 
Romper Rompido Roto 
Soltar Soltado Solto 
Suspender Suspendido Suspenso 
Tingir Tingido Tinto 
Vagar Vagado Vago 
 
 Importante: 
 
- estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, 
dizer/dito, escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo. 
 
- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: 
ser (sou, sois, fui) e ir (fui, ia, vades). 
 
- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O 
verbo principal (aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de 
verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. 
 
 Vou espantar todos! 
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo) 
 
 Está chegando a hora! 
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio) 
 
Observação: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver. 
 
Conjugação dos Verbos Auxiliares 
 
SER - Modo Indicativo 
 
Presente Pret. Perfeito Pret. Imp. Pret.mais-que-perf. Fut.do Pres. 
Fut. Do 
Pretérito 
sou fui era fora serei seria 
és foste eras foras serás serias 
é foi era fora será seria 
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos 
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis 
são foram eram foram serão seriam 
 
SER - Modo Subjuntivo 
 
Presente Pretérito Imperfeito Futuro 
que eu seja se eu fosse quando eu for 
que tu sejas se tu fosses quando tu fores 
que ele seja se ele fosse quando ele for 
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos 
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes 
que eles sejam se eles fossem quando eles forem 
 
. 79 
 
SER - Modo Imperativo 
 
Afirmativo Negativo 
sê tu não sejas tu 
seja você não seja você 
sejamos nós não sejamos nós 
sede vós não sejais vós 
sejam vocês não sejam vocês 
 
SER - Formas Nominais 
 
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio 
ser ser eu sendo sido 
 seres tu 
 ser ele 
 sermos nósserdes vós 
 serem eles 
 
ESTAR - Modo Indicativo 
 
Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-
q-perf. 
Fut.doPres. Fut.do 
Preté. 
estou estive estava estivera estarei estaria 
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias 
está esteve estava estivera estará estaria 
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos 
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis 
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam 
 
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo 
 
Presente Pretérito 
Imperfeito 
Futuro Afirmativo Negativo 
esteja estivesse estiver 
estejas estivesses estiveres está estejas 
esteja estivesse estiver esteja esteja 
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos 
estejais estivésseis estiverdes estai estejais 
estejam estivessem estiverem estejam estejam 
 
ESTAR - Formas Nominais 
 
Infinitivo 
Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio 
estar estar estando estado 
 estares 
 estar 
 estarmos 
 estardes 
 estarem 
 
 
 
. 80 
HAVER - Modo Indicativo 
 
Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-
Q-Perf. 
Fut.do 
Pres. 
Fut.doPreté. 
hei houve havia houvera haverei haveria 
hás houveste havias houveras haverás haverias 
há houve havia houvera haverá haveria 
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos 
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis 
hão houveram haviam houveram haverão haveriam 
 
 
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo 
 
Presente Pretérito 
Imperfeito 
Futuro Afirmativo Negativo 
ja houvesse houver 
hajas houvesses houveres há hajas 
haja houvesse houver haja haja 
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos 
hajais houvésseis houverdes havei hajais 
hajam houvessem houverem hajam hajam 
 
HAVER - Formas Nominais 
 
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio 
haver haver havendo havido 
 haveres 
 haver 
 havermos 
 haverdes 
 haverem 
 
TER - Modo Indicativo 
 
Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Preté.mais-q-
perf. 
Fut. Do Pres. Fut. Do Preté. 
tenho tive tinha tivera terei teria 
tens tiveste tinhas tiveras terás terias 
tem teve tinha tivera terá teria 
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos 
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis 
têm tiveram tinham tiveram terão teriam 
 
 
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo 
 
Presente Pretérito 
Imperfeito 
Futuro Afirmativo Negativo 
tenha tivesse tiver 
tenhas tivesses tiveres tem tenhas 
tenha tivesse tiver tenha tenha 
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos 
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais 
tenham tivessem tiverem tenham tenham 
 
 
. 81 
- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, 
nos, vos, se, na mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou 
apenas reforçando a ideia já implícita no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja: 
 
1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, 
se. São poucos: abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos 
pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me 
de ter estado lá. 
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que 
recai sobre ela mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo 
átono é apenas uma partícula integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. 
Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. 
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes): 
 
Eu me arrependo 
Tu te arrependes 
Ele se arrepende 
Nós nos arrependemos 
Vós vos arrependeis 
Eles se arrependem 
 
2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre 
o objeto representado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação 
que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos 
podem ser conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por 
exemplo: A garota se penteava. 
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por 
exemplo: A garota penteou-me. 
 
 Observações: 
 
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não 
possuem função sintática. 
- Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são 
essencialmente pronominais - são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar 
de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo: 
Eu me feri. = Eu (sujeito) - 1ª pessoa do singular; me (objeto direto) - 1ª pessoa do singular 
 
Modos Verbais 
 
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato certo, real, 
verdadeiro. Existem três modos: 
 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu estudo para o concurso. 
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu estude amanhã. 
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, colega! 
 
Formas Nominais 
 
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes 
(substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe: 
 
1-) Infinitivo 
1.1-) Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e 
função de substantivo. Por exemplo: 
Viver é lutar. (= vida é luta) 
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) 
 
 
. 82 
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma 
composta). Por exemplo: 
É preciso ler este livro. 
Era preciso ter lido este livro. 
 
1.2-) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do 
singular, não apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se 
da seguinte maneira: 
2ª pessoa do singular: Radical + ES = teres(tu) 
1ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós) 
2ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós) 
3ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles) 
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. 
 
2-) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo: 
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio) 
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo) 
 
Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta (2), uma ação 
concluída: 
Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro. 
Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro. 
 
* Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do 
gerúndio: 
1- Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando futebol. 
2 – Sim, senhora! Vou estar verificando! 
 
Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada, pois transmite a ideia de uma ação que ocorre 
no momento da outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que a locução verbal “vou estar verificando” 
refere-se a um futuro em andamento, exigindo, no caso, a construção “verificarei” ou “vou verificar”. 
 
3-) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica, 
geralmente, o resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por 
exemplo: 
Terminados os exames, os candidatos saíram. 
 
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume 
verdadeiramentea função de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida pela turma. 
 
 
 (Ziraldo) 
 
Tempos Verbais 
 
Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer 
em diversos tempos. 
 
1. Tempos do Modo Indicativo 
 
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio. 
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi 
completamente terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido. 
 
. 83 
- Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente 
terminado: Ele estudou as lições ontem à noite. 
- Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já 
estudara as lições quando os amigos chegaram. (forma simples). 
- Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao 
momento atual: Ele estudará as lições amanhã. 
- Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato 
passado: Se ele pudesse, estudaria um pouco mais. 
 
2. Tempos do Modo Subjuntivo 
 
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o 
exame. 
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava 
que ele vencesse o jogo. 
 
Observação: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de 
condição ou desejo. Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato. 
 
- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: 
Quando ele vier à loja, levará as encomendas. 
 
Observação: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. 
Por exemplo: Se ele vier à loja, levará as encomendas. 
 
* Observação: Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas 
para indicar outro. Exemplos: 
 
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil. 
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu) 
 
No próximo final de semana, faço a prova! 
faço = forma do presente indicando futuro ( = farei) 
 
Modo Indicativo 
 
Presente do Indicativo 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantO vendO partO O 
cantaS vendeS parteS S 
canta vende parte - 
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS 
cantaIS vendeIS partIS IS 
cantaM vendeM parteM M 
 
Pretérito Perfeito do Indicativo 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal 
CANTAR VENDER PARTIR 
canteI vendI partI I 
cantaSTE vendeSTE partISTE STE 
cantoU vendeU partiU U 
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS 
cantaSTES vendeSTES partISTES STES 
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM 
 
 
. 84 
Pretérito mais-que-perfeito 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. Temporal 
1ª/2ª e 3ª conj. 
Desinência pessoal 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø 
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S 
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø 
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS 
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS 
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M 
 
Pretérito Imperfeito do Indicativo 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantAVA vendIA partIA 
cantAVAS vendIAS partAS 
CantAVA vendIA partIA 
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS 
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS 
cantAVAM vendIAM partIAM 
 
Futuro do Presente do Indicativo 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantar ei vender ei partir ei 
cantar ás vender ás partir ás 
cantar á vender á partir á 
cantar emos vender emos partir emos 
cantar eis vender eis partir eis 
cantar ão vender ão partir ão 
 
Futuro do Pretérito do Indicativo 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantarIA venderIA partirIA 
cantarIAS venderIAS partirIAS 
cantarIA venderIA partirIA 
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS 
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS 
cantarIAM venderIAM partirIAM 
 
Presente do Subjuntivo 
 
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular 
do presente do indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos 
verbos de 2ª e 3ª conjugação). 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 1ª conj. Desinên. pessoal 2ª/3ª conj. Desinência pessoal Des.temporal CANTAR VENDER PARTIR 
cantE vendA partA E A Ø 
cantES vendAS partAS E A S 
cantE vendA partA E A Ø 
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS 
cantEIS vendAIS partAIS E A IS 
cantEM vendAM partAM E A M 
 
 
 
. 85 
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do 
pretérito perfeito, obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência 
temporal -SSE mais a desinência de número e pessoa correspondente. 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. Temporal 
1ª/2ª e 3ª conj. Desinência pessoal CANTAR VENDER PARTIR 
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø 
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S 
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø 
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS 
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS 
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M 
 
Futuro do Subjuntivo 
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito 
perfeito, obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R 
mais a desinência de número e pessoa correspondente. 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 1ª/2ª e 3ª conj. Des. Temporal Desinência pessoal 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantaR vendeR partiR Ø 
cantaRES vendeRES partiRES R ES 
cantaR vendeR partiR R Ø 
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS 
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES 
cantaREM vendeREM partiREM R EM 
 
Modo Imperativo 
 
Imperativo Afirmativo 
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) 
e a segunda pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, 
do presente do subjuntivo. Veja: 
 
Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo 
Eu canto --- Que eu cante 
Tu cantas CantA tu Que tu cantes 
Ele canta Cante você Que ele cante 
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos 
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis 
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem 
 
Imperativo Negativo 
 
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do 
subjuntivo. 
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo 
 
Que eu cante --- 
Que tu cantes Não cantes tu 
Que ele cante Não cante você 
Que nós cantemos Não cantemos nós 
Que vós canteis Não canteis vós 
Que eles cantem Não cantem eles 
 
 
. 86 
 Observações: 
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois 
uma ordem, pedido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, 
utiliza-se você/vocês. 
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós). 
 
Infinitivo Pessoal 
 
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 
CANTAR VENDER PARTIR 
cantar vender partir 
cantarES venderES partirES 
cantar vender partir 
cantarMOS venderMOS partirMOS 
cantarDES venderDES partirDES 
cantarEM venderEM partirEM 
 
 Observações: 
- o verbo parecer admite duas construções: 
Elas parecem gostar de você. (forma uma locução verbal) 
Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito oracional, correspondendo à construção: parece 
gostarem de você). 
 
- o verbo pegar possui dois particípios (regulare irregular): 
Elvis tinha pegado minhas apostilas. 
Minhas apostilas foram pegas. 
fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
 
QUESTÕES 
 
1. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ASSISTENTE SOCIAL JUDICIÁRIO - 
VUNESP/2012) Assinale a alternativa em que todos os verbos estão conjugados segundo a norma-
padrão. 
(A) Absteu-se do álcool durante anos; agora, voltou ao vício. 
(B) Perderam seus documentos durante a viagem, mas já os reaveram. 
(C) Avisem-me, se vocês verem que estão ocorrendo conflitos. 
(D) Só haverá acordo se nós propormos uma boa indenização. 
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos eletrônicos. 
 
2. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Está corretamente empregada a palavra 
destacada na frase 
(A) Constitue uma grande tarefa transportar todo aquele material. 
(B) As pessoas mais conscientes requereram anulação daquele privilégio. 
(C) Os fiscais reteram o material dos artistas. 
(D) Quando ele vir até aqui, trataremos do assunto. 
(E) Se eles porem as pastas na caixa ainda hoje, pode despachá-la imediatamente. 
 
3. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014) 
... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio e além. 
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em: 
(A) ... e de lá por navios que contornam a Índia... 
(B) ... era a capital da China. 
(C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única... 
(D) ... dispararam na última década. 
(E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas... 
 
. 87 
4. (TRF - 2ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2012) O emprego, a grafia e a flexão dos 
verbos estão corretos em: 
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty não prescindiram e não requiseram mais do 
que o esquecimento e a passagem do tempo. 
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para sempre renegada a um segundo plano, eis que 
ela imerge do esquecimento, em 1974. 
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a importância estratégica de Paraty, até que, a partir 
de 1855, sobreviram longos anos de esquecimento. 
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando as ações predatórias, para que a cidade não 
sucumba aos atropelos do turismo selvagem. 
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para que obtesse, agora em definitivo, o prestígio 
de um polo turístico de inegável valor histórico. 
 
5. (TRF - 3ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014) 
Tinham seus prediletos ... (4º parágrafo). 
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em: 
(A) Dumas consentiu. 
(B) ... levaram com eles a instituição do “lector”. 
(C) ... enquanto uma fileira de trabalhadores enrolam charutos... 
(D) Despontava a nova capital mundial do Havana. 
(E) ... que cedesse o nome de seu herói... 
 
6. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) Os verbos empregados nos mesmos 
tempo e modo estão agrupados em: 
(A) foi - estava - adquiriu 
(B) viviam - estava - torna 
(C) pode - vivem - torna 
(D) adquiriu - foi - pode 
(E) apareceu - pode – eram 
 
7. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012) 
Ou pretendia. 
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em: 
(A) ... ao que der ... 
(B) ... virava a palavra pelo avesso ... 
(C) Não teria graça ... 
(D) ... um conto que sai de um palíndromo ... 
(E) ... como decidiu o seu destino de escritor. 
 
8. (COPERGÁS - TÉCNICO OPERACIONAL MECÂNICO - FCC/2011 - ADAPTADA) 
... para desovar e criar seus filhotes até que sejam capazes de seguir para o oceano. 
O verbo que se encontra conjugado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima está 
em: 
(A) ... espaços que misturam água do mar e de rios em meio a árvores de raízes expostas. 
(B) ... que ela prejudique ainda mais a vida dos peixes e das pessoas. 
(C) ... Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre os estuários da América do Sul. 
(D) ... que várias espécies de peixes precisam de redutos distintos no mangue ... 
(E) ... uma equipe da Universidade Federal de Pernambuco verificou que várias espécies de peixes 
... 
 
9. (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) É importante que a inserção da perspectiva da 
sustentabilidade na cultura empresarial, por meio das ações e projetos de Educação Ambiental, esteja 
alinhada a esses conceitos. 
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o verbo grifado na frase acima está em: 
(A) ... a Empresa desenvolve todas as suas ações, políticas... 
(B) ... as definições de Educação Ambiental são abrangentes... 
(C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentável... 
(D) ... e incorporou [...] também aspectos de desenvolvimento humano. 
(E)... e reforce a identidade das comunidades. 
 
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10. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) 
... o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar ... 
 
A frase cujo verbo está flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima é: 
(A) ... adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência ... 
(B) ... com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. 
(C) ... que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. 
(D) ... a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores... 
(E) O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época... 
 
11. (TRF - 4ª REGIÃO – ENFERMAGEM – FCC/2010) Não é raro que a escola esteja 
completamente desvinculada das atividades culturais .... 
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está na frase: 
(A) Mas raramente há referência ao analfabetismo funcional daquela larga parcela da população... 
(B) ...porque está aquém do manejo minimamente competente da informação cultural ... 
(C) ...ainda que saiba ler e escrever ... 
(D) ... que se esmeram em falar o "computacionês" incompreensível. 
(E) ... e permitem a qualquer semialfabetizado ... 
 
12. (METRÔ/SP – AGENTE DE ESTAÇÃO – FCC/2010 - ADAPTADA) 
... estima-se que sejam 20 línguas. 
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está na frase: 
(A) ... cada um dos homens começou a falar uma língua diferente... 
(B) Se na Bíblia a pluralidade linguística era uma condenação... 
(C) ... guardam a alma de um povo, sua história, seus costumes e conhecimentos... 
(D) Por isso, caíram em desuso. 
(E) ... que um idioma mais forte (...) sufoque um mais fraco. 
 
 
13. (PREFEITURA DE SÃO CARLOS/SP – ENGENHEIRO – ÁREA CIVIL – VUNESP/2011) 
Considere as frases: 
I. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara. 
II. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional de 5,4 bilhões de reais por ano. 
Assinale a alternativa que, respectivamente, substitui o verbo haver pelo verbo existir, conservando o 
tempo e o modo. 
(A) Existe – existe 
(B) Existem – existirão 
(C) Existirão – existirá 
(D) Existem – existirá 
(E) Existiriam – existiria 
 
14. (COREN/SP – TELEFONISTA – VUNESP/2013) A forma verbal está de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa em: 
(A) Ambientalistas interviram para defender seu ponto de vista perante o Conama. 
(B) Se os órgãos ambientais detessem os projetos poluentes, a qualidade de vida da população 
melhoraria. 
(C) Se o abaixo-assinado online obtiver o alcance desejado, os ambientalistas ficarão satisfeitos. 
(D) Quando o governo propor multas pesadas aos poluidores, diminuirão as infrações. 
(E) Se o Conama ver a proposta do Proam, talvez a aceite. 
 
15. (DCTA – TECNOLOGISTA JÚNIOR [AERONÁUTICA]– VUNESP/2013) Considerando-se o 
emprego do pronome você, as formas verbais em – Vai, meu irmão/Pega esse avião – estariam em 
conformidade com a modalidade-padrão em 
(A) Vá/Pegue 
(B) Vão/Peguem 
(C) Vá/Pegam 
(D) Vão/Pegue 
(E) Vão/Pegam 
 
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16. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) Que forma verbal está 
empregada no mesmo tempo e modo que pudemos? 
 
(A) Forem 
(B) Cresceu 
(C) Será 
(D) Deixem 
(E) Indicam 
 
17. (CÂMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA/MG – ASSISTENTE LEGISLATIVO – 
FUMARC/2012) Os verbos destacados estão flexionados no pretérito imperfeito do indicativo, exceto 
em 
 
(A) “Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...” 
(B) Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo [...]” 
(C) “Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral [...]” 
(D) “[...] mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.” 
 
18. (MPE/AM – MOTORISTA SEGURANÇA – FCC/2013) Leia o texto a seguir. 
Para a próxima década, os Estados Unidos... um excelente orçamento de exportações. Para os 
otimistas, 10%... uma meta possível. Por outro lado, cerca de 20 milhões de norte-americanos não... 
que essa realidade seja possível. 
 
Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, na ordem dada: 
(A) prometem – parecem – acreditam 
(B) promete – parecem – acredita 
(C) prometem – parece – acreditam 
(D) promete – parece – acredita 
(E) prometem – parece – acredita 
 
19. (BNDES – PROFISSIONAL BÁSICO (FORMAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO) – 
CESGRANRIO/2011 - ADAPTADA) A transformação da oração “[...] e quando veio a noite [...]” de 
afirmativa para hipótese faz com que o verbo destacado se escreva como 
 
(A) vir 
(B) vier 
(C) vem 
(D) vêm 
(E) vim 
 
20. (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS – FUMARC/2014) Em “Talvez seja 
necessário que famílias e escolas revejam a parte que lhes cabe nesse processo.”, os verbos 
destacados estão flexionados no 
 
(A) imperativo afirmativo – imperativo afirmativo 
(B) presente do indicativo – presente do subjuntivo 
(C) presente do subjuntivo – imperativo afirmativo 
(D) presente do subjuntivo – presente do subjuntivo 
 
21. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – TÉCNICO SUPERIOR 
ESPECIALIZADO EM BIBLIOTECONOMIA – FGV PROJETOS /2014) Na frase ―se você quiser ir mais 
longe‖, a forma verbal empregada tem sua forma corretamente conjugada. A frase abaixo em que a 
forma verbal está ERRADA é 
(A) se você se opuser a esse desejo. 
(B) se você requerer este documento. 
(C) se você ver esse quadro. 
(D) se você provier da China. 
(E) se você se entretiver com o jogo. 
 
. 90 
 
22. (DETRAN/SE – VISTORIADOR DE TRÂNSITO – FUNCAB/2010) Nos trechos abaixo, as duas 
ocorrências do verbo encontram-se flexionadas, respectivamente, nos modos: 
―Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores...‖ 
―Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe...‖ 
(A) indicativo e subjuntivo. 
(B) subjuntivo e imperativo. 
(C) indicativo e imperativo. 
(D) imperativo e subjuntivo. 
(E) imperativo e indicativo. 
 
23. (PREFEITURA DE BELO HORIZONTE/MG – TÉCNICO NÍVEL SUPERIOR – INFORMÁTICA – 
FUMARC/2014) Na frase ―Pelo menos 4,7 milhões de aposentados e pensionistas têm pouco mais de 
um mês para recadastrar a senha bancária”, o acento gráfico do verbo “ter” se justifica pela seguinte 
regra: 
(A) Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo “ter”. 
(B) O verbo "ter", no presente do subjuntivo, assume a forma "têm" (com acento) na terceira pessoa 
do plural. 
(C) O acento circunflexo é empregado para marcar a oposição entre a 3ª pessoa do singular e a 2ª 
pessoa do plural. 
(D) Todas as palavras oxítonas são acentuadas quando empregadas na terceira pessoa do plural. 
 
24. (DECEA – CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO – CESGRANRIO/2012 - ADAPTADA) O 
trecho ―Atenção, passageiro: voe tranquilo.” realiza uma paródia das chamadas, comuns em aeroportos, 
feitas para orientar os passageiros. Por se tratar de uma orientação ou pedido, o verbo voar encontra-se 
flexionado no 
(A) modo indicativo 
(B) modo imperativo 
(C) modo subjuntivo 
(D) infinitivo impessoal 
(E) particípio passado 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA: “E”. 
Correção à frente: 
(A) Absteu-se = absteve-se 
(B) mas já os reaveram = reouveram 
(C) se vocês verem = virem 
(D) Só haverá acordo se nós propormos = propusermos 
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos eletrônicos. 
 
2. RESPOSTA: “B”. 
(A) Constitue (constitui) uma grande tarefa transportar todo aquele material. 
(B) As pessoas mais conscientes requereram anulação daquele privilégio. 
(C) Os fiscais reteram (retiveram) o material dos artistas. 
(D) Quando ele vir (vier) até aqui, trataremos do assunto. 
(E) Se eles porem (puserem) as pastas na caixa ainda hoje, pode despachá-la imediatamente. 
 
3. RESPOSTA: “B”. 
Percorriam = Pretérito Imperfeito do Indicativo 
A = contornam – presente do Indicativo 
B = era = pretérito imperfeito do Indicativo 
C = foi = pretérito perfeito do Indicativo 
D = dispararam = pretérito mais-que-perfeito do Indicativo 
E = acompanham = presente do Indicativo 
 
 
 
 
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4. RESPOSTA: “D”. 
Acrescentei as formas verbais adequadas nas orações analisadas: 
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty não prescindiram e não requiseram 
(requereram) mais do que o esquecimento e a passagem do tempo. 
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para sempre renegada a um segundo plano, eis que 
ela imerge (emerge) do esquecimento, em 1974. 
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a importância estratégica de Paraty, até que, a partir 
de 1855, sobreviram (sobrevieram) longos anos de esquecimento. 
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando as ações predatórias, para que a cidade não 
sucumba aos atropelos do turismo selvagem. 
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para que obtesse, (obtivesse) agora em definitivo, o 
prestígio de um polo turístico de inegável valor histórico. 
 
5. RESPOSTA: “D”. 
Tinham = pretérito imperfeito do Indicativo. Vamos às alternativas: 
Consentiu = pretérito perfeito / levaram = pretérito perfeito (e mais-que-perfeito) do Indicativo 
Despontava = pretérito imperfeito do Indicativo 
Cedesse = pretérito do Subjuntivo 
 
6. RESPOSTA: “C”. 
A = foi – pretérito perfeito do Indicativo / estava – pretérito imperfeito do Indicativo / adquiriu – 
pretérito perfeito do Indicativo; 
B = viviam e estava – pretérito imperfeito do Indicativo / torna – presente do Indicativo; 
C = os três estão no presente do Indicativo; 
D = adquiriu e foi – pretérito perfeito do Indicativo / pode – presente do Indicativo; 
E = apareceu – pretérito perfeito do Indicativo / pode – presente do Indicativo / eram – pretérito 
imperfeito do Indicativo. (lembrando que “pôde” é o verbo “poder” no pretérito perfeito do Indicativo). 
 
7. RESPOSTA: “B”. 
Pretendia = pretérito imperfeito do Indicativo 
(A) ... ao que der ... = futuro do Subjuntivo 
(B) ... virava = pretérito imperfeito do Indicativo 
(C) Não teria = futuro do pretérito do Indicativo 
(D) ... um conto que sai = presente do Indicativo 
(E) ... como decidiu = pretérito perfeito do Indicativo 
 
8. RESPOSTA: “B”. 
“Sejam” está no presente do Subjuntivo. 
(A) ... espaços que misturam = presente do Indicativo 
(B) ... que ela prejudique = presente do Subjuntivo 
(C) ... Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre = presente do Indicativo 
(D) ... que várias espécies de peixes precisam = presente do Indicativo 
(E) ... uma equipe da Universidade Federal de Pernambuco verificou = pretérito perfeito do Indicativo 
 
9. RESPOSTA: “E”. 
O verbo “esteja” estáno presente do Subjuntivo. 
(A) ... a Empresa desenvolve = presente do Indicativo 
(B) ... as definições de Educação Ambiental são = presente do Indicativo 
(C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentável... = presente do Indicativo 
(D) ... e incorporou [...] = pretérito perfeito do Indicativo 
(E)... e reforce a identidade das comunidades. = presente do Subjuntivo. 
 
10. RESPOSTA: “C”. 
Era = pretérito imperfeito do Indicativo 
(A) ... adultos que passaram = pretérito mais-que-perfeito do Indicativo 
(B) ... com que aumentasse = pretérito do Subjuntivo 
(C) ... que não roubavam pretérito imperfeito do Indicativo 
(D) ... a tevê ganhou = pretérito perfeito do Indicativo 
(E) O leitor com 50 anos talvez resgate = presente do Subjuntivo 
 
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11. RESPOSTA: “C”. 
Esteja = presente do Subjuntivo 
(A) Mas raramente há = presente do Indicativo 
(B) ... porque está = presente do Indicativo 
(C) ... ainda que saiba = presente do Subjuntivo 
(D) ... que se esmeram = presente do Indicativo 
(E) ... e permitem = presente do Indicativo 
 
12. RESPOSTA: “E”. 
“Sejam” – presente do Subjuntivo. 
(A) ... cada um dos homens começou = pretérito perfeito do Indicativo 
(B) Se na Bíblia a pluralidade linguística era = pretérito imperfeito do Indicativo 
(C) ... guardam a alma = presente do Indicativo 
(D) Por isso, caíram em desuso. = pretérito mais-que-perfeito do Indicativo 
(E) ... que um idioma mais forte (...) sufoque um mais fraco. = presente do Subjuntivo 
 
13. RESPOSTA: “D”. 
Há = presente do Indicativo / haverá = futuro do presente do indicativo. 
Ao substituirmos pelo verbo “existir”, lembremo-nos de que esse sofrerá flexão de número (irá para o 
plural, caso seja necessário): 
I. Existem diversos projetos de lei em tramitação na Câmara. 
II. Caso a bondade seja aprovada, existirá custo adicional de 5,4 bilhões de reais por ano. 
Existem / existirá. 
 
14. RESPOSTA: “C”. 
(A) Ambientalistas interviram (intervieram) para defender seu ponto de vista perante o Conama. 
(B) Se os órgãos ambientais detessem (detivessem) os projetos poluentes, a qualidade de vida da 
população melhoraria. 
(C) Se o abaixo-assinado online obtiver o alcance desejado, os ambientalistas ficarão satisfeitos. 
(D) Quando o governo propor (propuser) multas pesadas aos poluidores, diminuirão as infrações. 
(E) Se o Conama ver (vir) a proposta do Proam, talvez a aceite. 
 
15. RESPOSTA: “A”. 
O pronome de tratamento “você” corresponde, para conjugarmos os verbos, à terceira pessoa do 
singular. Para conjugar no Modo Imperativo Afirmativo, basta “copiarmos”, literalmente, do presente do 
Subjuntivo. Veja: Que eu vá, que tu vás, que ele vá = Vá (você). 
Já para o verbo “pegar”, temos: que eu pegue, que tu pegues, que ele pegue = Pegue (você) 
Vá / pegue. 
 
16. RESPOSTA: “B”. 
Pudemos = pretérito perfeito do Indicativo 
(A) Forem = futuro do Subjuntivo 
(B) Cresceu = pretérito perfeito do Indicativo 
(C) Será = futuro do presente do Indicativo 
(D) Deixem = presente do Subjuntivo (e Imperativo Afirmativo) 
(E) Indicam = presente do Indicativo 
 
17. RESPOSTA: “A”. 
“Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...” = “se sentirá” - futuro do presente 
do Indicativo. 
 
18. RESPOSTA: “A”. 
Para a próxima década, os Estados Unidos prometem um excelente orçamento de exportações. Para 
os otimistas, 10% parecem uma meta possível. Por outro lado, cerca de 20 milhões de norte-
americanos não acreditam que essa realidade seja possível. 
*Dica: como não há determinante na porcentagem para que façamos a concordância verbal (por 
exemplo: 40% das pessoas acreditam, 15% da renda foi encaminhada), devemos considerar o numeral, 
no caso, 10 = que é plural. Por isso o verbo será “parecem”. Se fosse 1%, a forma verbal seria “parece”. 
Prometem / parecem / acreditam. 
 
. 93 
 
19. RESPOSTA: “B”. 
Os verbos que representam hipótese pertencem ao Modo Subjuntivo. “e quando vier a noite...”. 
 
20. RESPOSTA: “D”. 
Se você começar a conjugar o verbo “ser” no presente do Subjuntivo, verificará que se trata da 
alternativa apresentada: “que eu seja, que tu sejas...” 
 Observação: lembre-se de que não existe a forma “seje”. 
Agora conjuguemos o verbo “rever” – “que eu reveja, que tu revejas...”. 
 
21. RESPOSTA: “C”. 
(A) se você se opuser a esse desejo. 
(B) se você requerer este documento. 
(C) se você ver esse quadro.= se você vir 
(D) se você provier da China. 
(E) se você se entretiver com o jogo. 
 
22. RESPOSTA: “D”. 
No primeiro período há um conselho (ou uma ordem), portanto, modo Imperativo; no segundo, há 
uma hipótese = modo Subjuntivo (que eu seja, que tu sejas, que ele seja...). 
 
23. RESPOSTA: “A”. 
(A) Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo “ter”. 
(B) O verbo "ter", no presente do subjuntivo, assume a forma "têm" (com acento) na terceira pessoa 
do plural. (que eles tenham) 
(C) O acento circunflexo é empregado para marcar a oposição entre a 3ª pessoa do singular e a 2ª 
pessoa do plural. 
3ª pessoa do singular = ele tem / 2ª pessoa do plural = vós tendes 
(D) Todas as palavras oxítonas são acentuadas quando empregadas na terceira pessoa do plural. 
“Tem” não é oxítona, mas sim, monossílaba. As palavras oxítonas recebem acento apenas quando 
terminadas em “a”, “e” ou “o”, seguidas ou não de “s”. 
 
24. RESPOSTA: “B”. 
O modo verbal utilizado em conselhos, pedidos, ordens é o Imperativo. 
 
Estrutura das Palavras 
 
As palavras podem ser analisadas sob o ponto de vista de sua estrutura significativa. Para isso, nós 
as dividimos em seus menores elementos (partes) possuidores de sentido. A palavra inexplicável, por 
exemplo, é constituída por três elementos significativos: 
 
In = elemento indicador de negação 
Explic – elemento que contém o significado básico da palavra 
Ável = elemento indicador de possibilidade 
 
Processos de formação de palavras 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
. 94 
Estes elementos formadores da palavra recebem o nome de morfemas. Através da união das 
informações contidas nos três morfemas de inexplicável, pode-se entender o significado pleno dessa 
palavra: ―aquilo que não tem possibilidade de ser explicado, que não é possível tornar claro‖. 
 
MORFEMAS = são as menores unidades significativas que, reunidas, formam as palavras, dando- 
-lhes sentido. 
 
Classificação dos morfemas: 
 
Radical, lexema ou semantema – é o elemento portador de significado. É através do radical que 
podemos formar outras palavras comuns a um grupo de palavras da mesma família. Exemplo: pequeno, 
pequenininho, pequenez. O conjunto de palavras que se agrupam em torno de um mesmo radical 
denomina-se família de palavras. 
 
Afixos – elementos que se juntam ao radical antes (os prefixos) ou depois (sufixos) dele. Exemplo: 
beleza (sufixo), prever (prefixo), infiel. 
 
Desinências - Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como amava, amavas, amava, 
amávamos, amáveis, amavam. Estas modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado 
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se 
modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo). 
Assim, podemos concluir que existem morfemas que indicam as flexões das palavras. Estes 
morfemas sempre surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há 
desinências nominais e desinências verbais. 
 
• Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos nomes. Para a indicação de gênero, o 
português costuma opor as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. Para a indicação de 
número, costuma-se utilizar o morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de morfema, que 
indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; menino/meninos;menina/meninas. No caso dos 
nomes terminados em –r e –z, a desinência de plural assume a forma -es: mar/mares; 
revólver/revólveres; cruz/cruzes. 
 
• Desinências verbais: em nossa língua, as desinências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há 
desinências que indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e outras que indicam o 
número e a pessoa dos verbos (desinência número-pessoais): 
 
cant-á-va-mos: 
cant: radical / -á-: vogal temática / -va-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do 
indicativo) / -mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira pessoa do plural) 
 
cant-á-sse-is: 
cant: radical / -á-: vogal temática / -sse-:desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do 
subjuntivo) / -is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda pessoa do plural) 
 
Vogal temática 
 
Entre o radical cant- e as desinências verbais surge sempre o morfema –a. Este morfema, que liga o 
radical às desinências, é chamado de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo o 
chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os 
verbos como os nomes apresentam vogais temáticas. No caso dos verbos, a vogal temática indica as 
conjugações: -a (da 1ª conjugação = cantar), -e (da 2ª conjugação = escrever) e –i (3ªconjugação = 
partir). 
 
• Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas finais, como em mesa, artista, perda, 
escola, base, combate. Nestes casos, não poderíamos pensar que essas terminações são desinências 
indicadoras de gênero, pois mesa, escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a estas 
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes 
terminados em vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam vogal temática. 
 
 
. 95 
• Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam três grupos de verbos a que se dá o 
nome de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira conjugação; 
aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à segunda conjugação e os que têm vogal temática -i 
pertencem à terceira conjugação. 
 
Interfixos 
 
São os elementos (vogais ou consoantes) que se intercalam entre o radical e o sufixo, para facilitar 
ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Por exemplo: 
Vogais: frutífero, gasômetro, carnívoro. 
Consoantes: cafezal, sonolento, friorento. 
 
Formação das Palavras 
 
Há em Português palavras primitivas, palavras derivadas, palavras simples, palavras compostas. 
 
Palavras primitivas: aquelas que, na língua portuguesa, não provêm de outra palavra: pedra, flor. 
 
Palavras derivadas: aquelas que, na língua portuguesa, provêm de outra palavra: pedreiro, 
floricultura. 
 
Palavras simples: aquelas que possuem um só radical: azeite, cavalo. 
 
Palavras compostas: aquelas que possuem mais de um radical: couve-flor, planalto. 
As palavras compostas podem ou não ter seus elementos ligados por hífen. 
 
Processos de Formação de Palavras 
 
Na Língua Portuguesa há muitos processos de formação de palavras. Entre eles, os mais comuns 
são a derivação, a composição, a onomatopeia, a abreviação e o hibridismo. 
 
 
Derivação por Acréscimo de Afixos 
 
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas) pela anexação de afixos à palavra 
primitiva. A derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética. 
 
• Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por acréscimo de prefixo. 
 
In feliz des leal 
Prefixo radical prefixo radical 
 
• Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por acréscimo de sufixo. 
 
Feliz mente leal dade 
Radical sufixo radical sufixo 
 
• Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. Por 
parassíntese formam-se principalmente verbos. 
 
En trist ecer 
Prefixo radical sufixo 
 
Em tard ecer 
prefixo radical sufixo 
 
 
 
. 96 
Outros Tipos de Derivação 
 
Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que haja a presença de afixos. São eles: a 
derivação regressiva e a derivação imprópria. 
 
• Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por redução da palavra primitiva. Ocorre, 
sobretudo, na formação de substantivos derivados de verbos. 
janta (substantivo) - deriva de jantar (verbo) / pesca (substantivo) – deriva de pescar (verbo) 
 
• Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é obtida pela mudança de categoria gramatical da 
palavra primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente na classe gramatical. 
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo “porquê” deriva da conjunção porque) 
Seu olhar me fascina! (olhar aqui é substantivo, deriva do verbo olhar). 
 
 
-Dica da Zê: 
A derivação regressiva “mexe” na estrutura da palavra, geralmente transforma 
verbos em substantivos: caça = deriva de caçar / saque = deriva de sacar 
A derivação imprópria não “mexe” com a palavra, apenas faz com que ela 
pertença a uma classe gramatical “imprópria” da qual ela realmente, ou melhor, 
costumeiramente faz parte. Essa alteração acontece devido à presença de 
outros termos, como artigos, por exemplo: 
O verde das matas! (o adjetivo “verde” passou a funcionar como substantivo) 
 
Composição 
 
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais radicais para formar uma nova palavra. Há 
dois tipos de composição: justaposição e aglutinação. 
 
• Justaposição: ocorre quando os elementos que formam o composto são postos lado a lado, ou 
seja, justapostos: para-raios, corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol. 
 
• Composição por aglutinação: ocorre quando os elementos que formam o composto aglutinam-se 
e pelo menos um deles perde sua integridade sonora: aguardente (água + ardente), planalto (plano + 
alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre). 
 
Outros processos de formação de palavras: 
 
- Onomatopeia – é a palavra que procura reproduzir certos sons ou ruídos: reco-reco, tique-taque, 
fom-fom. 
 
- Abreviação – é a redução de palavras até o limite permitido pela compreensão. Ex.: moto (de 
motocicleta), pneu (de pneumático), metrô (de metropolitano), foto (de fotografia). 
 
 Observação: 
- abreviatura: é a redução na grafia de certas palavras, limitando-as quase sempre à letra inicial ou 
às letras iniciais. Ex.: p. ou pág. (para página), sr. (para senhor). 
- Sigla: é um caso especial de abreviatura, na qual se reduzem locuções substantivas próprias às 
suas letras iniciais (são as siglas puras) ou sílabas iniciais (siglas impuras), que se grafam de duas 
formas: IBGE, MEC – siglas puras -; DETRAN ou Detran, PETROBRAS ou Petrobras – siglas impuras. 
 
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos de línguas diferentes. 
automóvel (auto: grego; móvel: latim) 
sociologia (socio: latim; logia: grego) 
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) 
 
fontes de pesquisa: 
http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-formacao-de-palavras-i.htm 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
 
. 97 
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. 
 
QUESTÕES 
 
1. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO 
JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) Assinale a alternativa contendo palavra formada por prefixo.(A) Máquina. 
(B) Brilhantismo. 
(C) Hipertexto. 
(D) Textualidade. 
(E) Arquivamento. 
 
2. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PROCON – ADVOGADO – CEPERJ/2012) As 
palavras “consumismo” e “consumista” são exemplos do seguinte tipo de derivação: 
(A) prefixal 
(B) sufixal 
(C) regressiva 
(D) parassintética 
(E) reduplicativa 
 
3. (CREFITO/RJ-ES – TERAPEUTA OCUPACIONAL – CEPUERJ/2013) Dos verbos apresentados 
abaixo, aquele que forma substantivo utilizando sufixo diferente dos demais é: 
(A) desenvolver 
(B) restaurar 
(C) ampliar 
(D) liberar 
 
4. (CREFITO/RJ-ES – TERAPEUTA OCUPACIONAL – CEPUERJ/2013) Levando em conta o 
processo de formação, a palavra “musculoesquelética” constitui exemplo de: 
(A) derivação prefixal 
(B) derivação regressiva 
(C) composição por justaposição 
(D) composição por aglutinação 
 
5. (RIOPREVIDÊNCIA – ESPECIALISTA EM PREVIDÊNCIA SOCIAL – CEPERJ/2014) A palavra 
“infraestrutura” é formada pelo seguinte processo: 
(A) sufixação 
(B) prefixação 
(C) parassíntese 
(D) justaposição 
(E) aglutinação 
 
6. (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PROCESSO DE 
SELEÇÃO PARA CURSO INTERNO – BIORIO CONCURSOS/2013) Na palavra INSEGURANÇA, o 
prefixo IN- significa “negação”; a palavra abaixo em que esse mesmo prefixo apresenta outro significado 
é: 
(A) incompetência; 
(B) incapacidade; 
(C) intranquilidade; 
(D) inalação; 
(E) inexatidão. 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA “C”. 
A – Máquina = sem acréscimo de afixos (prefixo ou sufixo) 
B - Brilhantismo. = acréscimo de sufixo (ismo) 
 
. 98 
C – Hipertexto = acréscimo de prefixo (hiper) 
D – Textualidade = acréscimo de sufixo (idade) 
E – Arquivamento = acréscimo de sufixo (mento) 
 
2. RESPOSTA “B” 
Ambas as palavras derivam de “consumo”, acrescentando-se o sufixo “ismo” e “ista”, 
respectivamente. Portanto: derivação sufixal. 
 
*Observação: Reduplicativa = a reduplicação da parte inicial do lexema. Ex.: papá, mamã (linguagem 
infantil); Lulu, Zezé (denotação de carinho em nomes de parentesco) 
(fonte: http://www.filologia.org.br/abf/volume2/numero1/02.htm) 
 
3. RESPOSTA “A”. 
a) desenvolver = desenvolvimento 
b) restaurar = restauração 
c) ampliar = ampliação 
d) liberar = liberação 
 
4. RESPOSTA “C”. 
musculoesquelética = músculo + esquelética (justaposição; não houve alteração nas palavras, foram 
apenas colocadas uma ao lado da outra). 
 
5. RESPOSTA “B”. 
Infra = prefixo + estrutura – temos a junção de um prefixo com um radical, portanto: derivação 
prefixal (ou prefixação). 
 
6. RESPOSTA “D”. 
Em todas as alternativa o IN- é prefixo de negação, com exceção de “inalar”, na qual o IN faz parte 
do radical do verbo (aspirar). 
 
Observação: Este conteúdo já foi abordado anteriormente no tópico Emprego de tempos e modos 
dos verbos em português. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais. 
Mecanismos de flexão dos nomes e verbos 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
 
. 99 
 
Frase, oração e período 
 
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para estabelecer comunicação. Normalmente é 
composta por dois termos – o sujeito e o predicado – mas não obrigatoriamente, pois há orações ou 
frases sem sujeito: Trovejou muito ontem à noite. 
 
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em verbais (possuem verbos, ou seja, são 
orações) e nominais (sem a presença de verbos), feita a partir de seus elementos constituintes, elas 
podem ser classificadas a partir de seu sentido global: 
- frases interrogativas = o emissor da mensagem formula uma pergunta: Que dia é hoje? 
- frases imperativas = o emissor dá uma ordem ou faz um pedido: Dê-me uma luz! 
- frases exclamativas = o emissor exterioriza um estado afetivo: Que dia abençoado! 
- frases declarativas = o emissor constata um fato: A prova será amanhã. 
 
Quanto à estrutura da frase, as que possuem verbo (oração) são estruturadas por dois elementos 
essenciais: sujeito e predicado. 
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. É o “ser de quem se 
declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”; o predicado é a parte da frase que contém “a 
informação nova para o ouvinte”, é o que “se fala do sujeito”. Ele se refere ao tema, constituindo a 
declaração do que se atribui ao sujeito. 
Quando o núcleo da declaração está no verbo (que indique ação ou fenômeno da natureza, seja um 
verbo significativo), temos o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver em um nome (geralmente um 
adjetivo), teremos um predicado nominal (os verbos deste tipo de predicado são os que indicam 
estado, conhecidos como verbos de ligação): 
O menino limpou a sala. = ―limpou” é verbo de ação (predicado verbal) 
A prova foi fácil. – “foi” é verbo de ligação (ser); o núcleo é “fácil” (predicado nominal) 
 
Quanto ao período, ele denomina a frase constituída por uma ou mais orações, formando um todo, 
com sentido completo. O período pode ser simples ou composto. 
 
Período simples é aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração 
absoluta. 
Chove. 
A existência é frágil. 
Amanhã, à tarde, faremos a prova do concurso. 
 
Período composto é aquele constituído por duas ou mais orações: 
Cantei, dancei e depois dormi. 
Quero que você estude mais. 
 
Termos essenciais da oração 
 
O sujeito e o predicado são considerados termos essenciais da oração, ou seja, são termos 
indispensáveis para a formação das orações. No entanto, existem orações formadas exclusivamente 
Sintaxe: frase, oração e período; 
Termos da oração; 
Processos de coordenação e subordinação; 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
. 100 
pelo predicado. O que define a oração é a presença do verbo .O sujeito é o termo que estabelece 
concordância com o verbo. 
O candidato está preparado. 
Os candidatos estão preparados. 
 
Na primeira frase, o sujeito é “o candidato”. “Candidato” é a principal palavra do sujeito, sendo, por 
isso, denominada núcleo do sujeito. Este se relaciona com o verbo, estabelecendo a concordância 
(núcleo no singular, verbo no singular: candidato = está). 
A função do sujeito é basicamente desempenhada por substantivos, o que a torna uma função 
substantiva da oração. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer outras palavras substantivadas 
(derivação imprópria) também podem exercer a função de sujeito. 
Os dois sumiram. (dois é numeral; no exemplo, substantivo) 
Um sim é suave e sugestivo. (sim é advérbio; no exemplo: substantivo) 
 
Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos: o de determinação ou indeterminação e o de 
núcleo do sujeito. 
Um sujeito é determinado quando é facilmente identificado pela concordância verbal. O sujeito 
determinado pode ser simples ou composto. 
A indeterminação do sujeito ocorre quando não é possível identificar claramente a que se refere a 
concordância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não interessa indicar precisamente o sujeito 
de uma oração. 
Estão gritando seu nome lá fora. 
Trabalha-se demais neste lugar. 
 
O sujeito simples é o sujeito determinado que apresenta um único núcleo, que pode estar no 
singular ou no plural; pode também ser um pronome indefinido. Abaixo, sublinhei os núcleos dos 
sujeitos: 
Nós estudaremso juntos. 
A humanidade é frágil. 
Ninguém se move. 
O amar faz bem. (“amar” é verbo, mas aqui houve uma derivação imprópria, tranformando-o em 
substantivo) 
As crianças precisam de alimentos saudáveis. 
 
O sujeito composto é o sujeito determinado que apresenta mais de um núcleo. 
Alimentos e roupas custam caro. 
Ela e eu sabemos o conteúdo. 
O amar e o odiar são duas faces da mesma moeda. 
 
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a referência ao sujeito implícito na desinência 
verbal (o “antigo” sujeito oculto [ou elíptico]),isto é, ao núcleo do sujeito que está implícito e que 
pode ser reconhecido pela desinência verbal ou pelo contexto. 
Abolimos todas as regras. = (nós) 
Falaste o recado à sala? = (tu) 
 
* Os verbos deste tipo de sujeito estão sempre na primeira pessoa do singular (eu) ou plural (nós) ou 
na segunda do singular (tu) ou do plural (vós), desde que os pronomes não estejam explícitos. Veja: 
Iremos à feira juntos? (= nós iremos) – sujeito implícito na desinência verbal ―-mos‖ 
Cantais bem! (= vós cantais) - sujeito implícito na desinência verbal ―-ais‖ 
 
 
Mas: 
Nós iremos à festa juntos? = sujeito simples: nós 
Vós cantais bem! = sujeito simples: vós 
 
 
. 101 
O sujeito indeterminado surge quando não se quer - ou não se pode - identificar a que o predicado 
da oração refere-se. Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso contrário, teríamos uma oração 
sem sujeito. 
Na língua portuguesa, o sujeito pode ser indeterminado de duas maneiras: 
 
1-) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o sujeito não tenha sido identificado 
anteriormente: 
Bateram à porta; 
Andam espalhando boatos a respeito da queda do ministro. 
 
* Se o sujeito estiver identificado, poderá ser simples ou composto: 
Os meninos bateram à porta. (simples) 
Os meninos e as meninas bateram à porta. (composto) 
 
2-) com o verbo na terceira pessoa do singular, acrescido do pronome “se”. Esta é uma construção 
típica dos verbos que não apresentam complemento direto: 
Precisa-se de mentes criativas. 
Vivia-se bem naqueles tempos. 
Trata-se de casos delicados. 
Sempre se está sujeito a erros. 
 
O pronome “se‖, nestes casos, funciona como índice de indeterminação do sujeito. 
 
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predicado, articulam-se a partir de um verbo 
impessoal. A mensagem está centrada no processo verbal. Os principais casos de orações sem sujeito 
com: 
 
1-) os verbos que indicam fenômenos da natureza: 
Amanheceu. 
Está trovejando. 
 
2-) os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam fenômenos meteorológicos ou se relacionam 
ao tempo em geral: 
Está tarde. 
Ainda é cedo. 
Já são dez horas. 
Faz frio nesta época do ano. 
Há muitos concursos com inscrições abertas. 
Faz anos que não nos vemos. 
 
Predicado é o conjunto de enunciados que contém a informação sobre o sujeito – ou nova para o 
ouvinte. Nas orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia um fato qualquer. Nas orações 
com sujeito, o predicado é aquilo que se declara a respeito deste sujeito. Com exceção do vocativo, que 
é um termo à parte, tudo o que difere do sujeito numa oração é o seu predicado. 
Chove muito nesta época do ano. 
Houve problemas na reunião. 
 
* Em ambas as orações não há sujeito, apenas predicado. 
 
As questões estavam fáceis! 
Sujeito simples = as questões 
Predicado = estavam fáceis 
 
Passou-me uma ideia estranha pelo pensamento. 
Sujeito = uma ideia estranha 
Predicado = passou-me pelo pensamento 
Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu núcleo é um nome (então teremos um 
predicado nominal) ou um verbo (predicado verbal). Deve-se considerar também se as palavras que 
formam o predicado referem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração. 
 
. 102 
 
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres de opinião. 
 Predicado 
 
O predicado acima apresenta apenas uma palavra que se refere ao sujeito: pedem. As demais 
palavras ligam-se direta ou indiretamente ao verbo. 
A cidade está deserta. 
 
O nome “deserta”, por intermédio do verbo, refere-se ao sujeito da oração (cidade). O verbo atua 
como elemento de ligação (por isso verbo de ligação) entre o sujeito e a palavra a ele relacionada (no 
caso: deserta = predicativo do sujeito). 
 
O predicado verbal é aquele que tem como núcleo significativo um verbo: 
Chove muito nesta época do ano. 
Estudei muito hoje! 
Compraste a apostila? 
 
Os verbos acima são significativos, isto é, não servem apenas para indicar o estado do sujeito, mas 
indicam processos. 
 
O predicado nominal é aquele que tem como núcleo significativo um nome; este atribui uma 
qualidade ou estado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo do sujeito. O predicativo é um 
nome que se liga a outro nome da oração por meio de um verbo (o verbo de ligação). 
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, isto é, não indica um processo. O verbo une o 
sujeito ao predicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado do sujeito: 
Os dados parecem corretos. 
 
Na frase acima o verbo parecer poderia ser substituído por estar, andar, ficar, ser, permanecer ou 
continuar, atuando como elemento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele relacionadas. 
A função de predicativo é exercida, normalmente, por um adjetivo ou substantivo. 
 
O predicado verbo-nominal é aquele que apresenta dois núcleos significativos: um verbo e um 
nome. No predicado verbo-nominal, o predicativo pode referir-se ao sujeito ou ao complemento verbal 
(objeto). 
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre significativo, indicando processos. É também sempre 
por intermédio do verbo que o predicativo se relaciona com o termo a que se refere. 
1- O dia amanheceu ensolarado; 
2- As mulheres julgam os homens inconstantes. 
 
No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta duas funções: a de verbo significativo e a de 
verbo de ligação. Este predicado poderia ser desdobrado em dois: um verbal e outro nominal. 
O dia amanheceu. / O dia estava ensolarado. 
 
No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona o complemento homens com o predicativo 
“inconstantes”. 
 
Termos integrantes da oração 
 
Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o complemento nominal são chamados termos 
integrantes da oração. 
Os complementos verbais integram o sentido dos verbos transitivos, com eles formando unidades 
significativas. Estes verbos podem se relacionar com seus complementos diretamente, sem a presença 
de preposição, ou indiretamente, por intermédio de preposição. 
 
O objeto direto é o complemento que se liga diretamente ao verbo. 
Houve muita confusão na partida final. 
Queremos sua ajuda. 
 
 
 
. 103 
O objeto direto preposicionado ocorre principalmente: 
- com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns referentes a pessoas: 
Amar a Deus; Adorar a Xangô; Estimar aos pais. 
(o objeto é direto, mas como há preposição, denomina-se: objeto direto preposicionado) 
 
- com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de tratamento: 
Não excluo a ninguém; Não quero cansar a Vossa Senhoria. 
 
- para evitar ambiguidade: 
Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, o sentido seria outro: O povo prejudica a crise) 
 
O objeto indireto é o complemento que se liga indiretamente ao verbo, ou seja, através de uma 
preposição. 
Gosto de música popular brasileira. 
Necessito de ajuda. 
O termo que integra o sentido de um nome chama-se complemento nominal, que se liga ao nome 
que completa por intermédio de preposição: 
A arte é necessária à vida. = relaciona-se com a palavra “necessária” 
Temos medo de barata. = ligada à palavra “medo” 
 
Termos acessórios da oração e vocativo 
 
Os termos acessórios recebem este nome por serem explicativos, circunstanciais. São termos 
acessórios o adjunto adverbial, o adjunto adnominal, o aposto e o vocativo – este, sem relação sintática 
com outros temos da oração. 
 
O adjunto adverbial é o termo da oração que indica uma circunstância do processo verbal ou 
intensifica o sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função adverbial, pois cabe ao advérbio e 
às locuções adverbiais exercerem o papel de adjunto adverbial. 
Amanhã voltarei a pé àquela velha praça. 
 
As circunstâncias comumente expressaspelo adjunto adverbial são: 
- assunto: Falavam sobre futebol. 
- causa: As folhas caíram com o vento. 
- companhia: Ficarei com meus pais. 
- concessão: Apesar de você, serei feliz. 
- conformidade: Fez tudo conforme o combinado. 
- dúvida: Talvez ainda chova. 
- fim: Estudou para o exame. 
- instrumento: Fez o corte com a faca. 
- intensidade: Falava bastante. 
- lugar: Vou à cidade. 
- matéria: Este prato é feito de porcelana. 
- meio: Viajarei de trem. 
- modo: Foram recrutados a dedo. 
- negação: Não há ninguém que mereça. 
- tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo. 
 
O adjunto adnominal é o termo acessório que determina, especifica ou explica um substantivo. É 
uma função adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que exercem o papel de adjunto 
adnominal na oração. Também atuam como adjuntos adnominais os artigos, os numerais e os 
pronomes adjetivos. 
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância. 
 
O adjunto adnominal liga-se diretamente ao substantivo a que se refere, sem participação do verbo. 
Já o predicativo do objeto liga-se ao objeto por meio de um verbo. 
O poeta português deixou uma obra originalíssima. 
O poeta deixou-a. 
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: adjunto adnominal) 
 
. 104 
O poeta português deixou uma obra inacabada. 
O poeta deixou-a inacabada. 
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do objeto) 
 
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a um substantivo, adjetivo ou advérbio, o adjunto 
nominal relaciona-se apenas ao substantivo. 
 
O aposto é um termo acessório que permite ampliar, explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida 
em um termo que exerça qualquer função sintática. 
Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-humorado. 
 
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo “ontem”. O aposto é sintaticamente 
equivalente ao termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: Segunda-feira passei o dia mal- 
-humorado. 
 
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu valor na oração, em: 
a) explicativo: A linguística, ciência das línguas humanas, permite-nos interpretar melhor nossa 
relação com o mundo. 
b) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas coisas: amor, arte, ação. 
c) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho, tudo forma o carnaval. 
d) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida. 
 
O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético, 
não mantendo relação sintática com outro termo da oração. A função de vocativo é substantiva, 
cabendo a substantivos, pronomes substantivos, numerais e palavras substantivadas esse papel na 
linguagem. 
João, venha comigo! 
Traga-me doces, minha menina! 
 
Período Composto por Coordenação 
 
O período composto caracteriza-se por possuir mais de uma oração em sua composição. Sendo 
assim: 
- Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma oração) 
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto =locução verbal + 
verbo, duas orações) 
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto = três 
verbos, três orações). 
 
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre as orações de um período composto: uma 
relação de coordenação ou uma relação de subordinação. 
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um 
mesmo bloco de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas individuais, 
como é o exemplo de: 
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto) 
Podemos dizer: 
1. Estou comprando um protetor solar. 
2. Irei à praia. 
Separando as duas, vemos que elas são independentes. Tal período é classificado como Período 
Composto por Coordenação. 
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e 
Coordenadas Sindéticas. 
 
Coordenadas Assindéticas 
 
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão 
apenas justapostas. 
Entrei na sala, deitei-me no sofá, adormeci. 
 
 
. 105 
Coordenadas Sindéticas 
 
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma 
conjunção coordenativa, que dará à oração uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são 
classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas. 
 
 
Memorize SINdética = SIM, tem conjunção! 
 
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas principais conjunções são: e, nem, não só... mas 
também, não só... como, assim... como. 
Não só cantei como também dancei. 
Nem comprei o protetor solar nem fui à praia. 
Comprei o protetor solar e fui à praia. 
 
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas principais conjunções são: mas, contudo, 
todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão. 
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante. 
Li tudo, porém não entendi! 
 
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; 
quer...quer; seja...seja. 
Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. 
Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes. 
 
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas principais conjunções são: logo, portanto, 
por fim, por conseguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo). 
Passei no concurso, portanto comemorarei! 
Conclui o meu projeto, logo, posso descansar. 
Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada. 
A situação é delicada; devemos, pois, agir. 
 
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas principais conjunções são: isto é, ou seja, a 
saber, na verdade, pois (anteposto ao verbo). 
Não fui à praia, pois queria descansar durante o Domingo. 
Maria chorou porque seus olhos estão vermelhos. 
 
Período Composto Por Subordinação 
 
Quero que você seja aprovado! 
Oração principal oração subordinada 
 
Observe que na oração subordinada temos o verbo “seja”, que está conjugado na terceira pessoa do 
singular do presente do subjuntivo, além de ser introduzida por conjunção. As orações subordinadas 
que apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do indicativo, subjuntivo e 
imperativo) e são iniciadas por conjunção, chamam-se orações desenvolvidas ou explícitas. 
Podemos modificar o período acima. Veja: 
 
 Quero ser aprovado. 
Oração Principal Oração Subordinada 
 
 
. 106 
A análise das orações continua sendo a mesma: “Quero” é a oração principal, cujo objeto direto é a 
oração subordinada “ser aprovado”. Observe que a oração subordinada apresenta agora verbo no 
infinitivo (ser). Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas orações, desapareceu. As 
orações subordinadas cujo verbo surge numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) 
chamamos orações reduzidas ou implícitas. 
 
Observação: as orações reduzidas não são introduzidas por conjunções nem pronomes relativos. 
Podem ser, eventualmente, introduzidas por preposição. 
 
1-) Orações Subordinadas Substantivas 
 
A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por 
conjunção integrante (que, se). 
 
Não sei se sairemos hoje. 
 Oração Subordinada Substantiva 
 
Temos medo de que não sejamos aprovados. 
 Oração Subordinada Substantiva 
 
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas 
substantivas, bem como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde, como). Vejaos exemplos: 
 
O garoto perguntou qual seu nome. 
 Oração Subordinada Substantiva 
 
Não sabemos quando ele virá. 
 Oração Subordinada Substantiva 
 
Classificação das Orações Subordinadas Substantivas 
 
Conforme a função que exerce no período, a oração subordinada substantiva pode ser: 
 
a) Subjetiva - exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal: 
 
É fundamental o seu comparecimento à reunião. 
 Sujeito 
 
É fundamental que você compareça à reunião. 
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 
 
Atenção: Observe que a oração subordinada substantiva pode ser substituída 
pelo pronome “isso”. Assim, temos um período simples: 
É fundamental isso ou Isso é fundamental. 
 
Desta forma, a oração correspondente a “isso” exercerá a função de sujeito. 
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração principal: 
 
- Verbos de ligação + predicativo, em construções do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - 
Parece certo - É claro - Está evidente - Está comprovado 
É bom que você compareça à minha festa. 
 
- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se, Soube-se, Conta-se, Diz-se, Comenta-se, É sabido, 
Foi anunciado, Ficou provado. 
 
. 107 
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. 
 
- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer - acontecer 
Convém que não se atrase na entrevista. 
 
Observação: quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal está 
sempre na 3ª pessoa do singular. 
 
b) Objetiva Direta = exerce função de objeto direto do verbo da oração principal: 
 
Todos querem sua aprovação no concurso. 
 Objeto Direto 
 
Todos querem que você seja aprovado. (Todos querem isso) 
Oração Principal oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta 
 
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas (desenvolvidas) são iniciadas por: 
- Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”: A professora verificou se os alunos estavam 
presentes. 
 
- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes regidos de preposição), nas interrogações 
indiretas: O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado. 
 
- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes regidos de preposição), nas interrogações 
indiretas: Eu não sei por que ela fez isso. 
 
c) Objetiva Indireta = atua como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida de 
preposição. 
 
Meu pai insiste em meu estudo. 
 Objeto Indireto 
 
Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste nisso) 
 Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta 
 
Observação: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na oração. 
 
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora. 
 Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta 
 
d) Completiva Nominal = completa um nome que pertence à oração principal e também vem 
marcada por preposição. 
 
Sentimos orgulho de seu comportamento. 
 Complemento Nominal 
 
Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sentimos orgulho disso.) 
 Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal 
 
 
Lembre-se: as orações subordinadas substantivas objetivas indiretas integram o 
sentido de um verbo, enquanto que orações subordinadas substantivas 
completivas nominais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma da 
outra, é necessário levar em conta o termo complementado. Esta é a diferença 
entre o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro complementa um 
verbo; o segundo, um nome. 
 
 
. 108 
e) Predicativa = exerce papel de predicativo do sujeito do verbo da oração principal e vem sempre 
depois do verbo ser. 
 
Nosso desejo era sua desistência. 
 Predicativo do Sujeito 
 
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo era isso) 
 Oração Subordinada Substantiva Predicativa 
 
Observação: em certos casos, usa-se a preposição expletiva “de” para realce. Veja o exemplo: A 
impressão é de que não fui bem na prova. 
 
f) Apositiva = exerce função de aposto de algum termo da oração principal. 
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade! 
 Aposto 
 
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz! 
 Oração subordinada substantiva apositiva reduzida de infinitivo 
 
(Fernanda tinha um grande sonho: isso) 
 
 
Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! (:) 
 
2-) Orações Subordinadas Adjetivas 
 
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele 
equivale. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal 
do antecedente. Observe o exemplo: 
 
Esta foi uma redação bem-sucedida. 
 Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal) 
 
O substantivo “redação” foi caracterizado pelo adjetivo “bem-sucedida”. Neste caso, é possível 
formarmos outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja: 
 
Esta foi uma redação que fez sucesso. 
 Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva 
 
Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela 
modifica é feita pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome 
relativo desempenha uma função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que seria exercido 
pelo termo que o antecede (no caso, “redação” é sujeito, então o “que” também funciona como sujeito). 
 
Observação: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se o modo verbal da 
segunda oração. 
 
 
. 109 
 
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o pronome relativo 
“que”: ele sempre pode ser substituído por: o qual - a qual - os quais - as quais 
Refiro-me ao aluno que é estudioso. = Esta oração é equivalente a: Refiro-me ao 
aluno o qual estuda. 
 
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas 
 
Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou 
subjuntivo, as orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem as 
orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo (podem ser 
introduzidas por preposição) e apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou 
particípio). 
 
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou. 
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar. 
 
No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo 
pronome relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há 
uma oração subordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo e seu verbo está no 
infinitivo. 
 
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas 
 
Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam, as orações subordinadas adjetivas 
podem atuar de duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do 
termo a que se referem, individualizando-o. Nestas orações não há marcaçãode pausa, sendo 
chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem também orações que realçam um detalhe ou 
amplificam dados sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido. Estas orações 
denominam-se subordinadas adjetivas explicativas. 
 
Exemplo 1: 
Jamais teria chegado aqui, não fosse um homem que passava naquele momento. 
 Oração Subordinada Adjetiva Restritiva 
 
No período acima, observe que a oração em destaque restringe e particulariza o sentido da palavra 
“homem”: trata-se de um homem específico, único. A oração limita o universo de homens, isto é, não se 
refere a todos os homens, mas sim àquele que estava passando naquele momento. 
 
Exemplo 2: 
O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente. 
 Oração Subordinada Adjetiva Explicativa 
 
Agora, a oração em destaque não tem sentido restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, 
apenas explicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de “homem”. 
 
Saiba que: A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da oração principal por uma pausa 
que, na escrita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada como 
forma de diferenciar as orações explicativas das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre 
isoladas por vírgulas; as restritivas, não. 
 
3-) Orações Subordinadas Adverbiais 
 
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a função de adjunto adverbial do verbo da 
oração principal. Assim, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim, causa, condição, hipótese, 
etc. Quando desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções subordinativas (com exclusão das 
 
. 110 
integrantes, que introduzem orações subordinadas substantivas). Classifica-se de acordo com a 
conjunção ou locução conjuntiva que a introduz (assim como acontece com as coordenadas sindéticas). 
 
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. 
Oração Subordinada Adverbial 
 
A oração em destaque agrega uma circunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração 
subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios que indicam uma 
circunstância referente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende da exata 
compreensão da circunstância que exprime. 
 
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de minha vida. 
Quando vi o mar, senti uma das maiores emoções de minha vida. 
 
No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto adverbial de tempo, que modifica a forma 
verbal “senti”. No segundo período, este papel é exercido pela oração “Quando vi o mar”, que é, 
portanto, uma oração subordinada adverbial temporal. Esta oração é desenvolvida, pois é introduzida 
por uma conjunção subordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo (“vi”, do 
pretérito perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la, obtendo-se: 
 
Ao ver o mar, senti uma das maiores emoções de minha vida. 
 
A oração em destaque é reduzida, apresentando uma das formas nominais do verbo (“ver” no 
infinitivo) e não é introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma preposição (“a”, combinada 
com o artigo “o”). 
 
Observação: a classificação das orações subordinadas adverbiais é feita do mesmo modo que a 
classificação dos adjuntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais 
 
a) Causal = A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca um determinado fato, ao 
motivo do que se declara na oração principal. Principal conjunção subordinativa causal: porque. Outras 
conjunções e locuções causais: como (sempre introduzido na oração anteposta à oração principal), 
pois, pois que, já que, uma vez que, visto que. 
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. 
Como ninguém se interessou pelo projeto, ele foi cancelado. 
Já que você não vai, eu também não vou. 
 
 
A diferença entre a subordinada adverbial causal e a sindética explicativa é que 
esta “explica” o fato que aconteceu na oração com a qual ela se relaciona; aquela 
apresenta a “causa” do acontecimento expresso na oração à qual ela se subordina. 
Repare: 
1. Faltei à aula porque estava doente. 
2. Melissa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. 
 
Em 1, a oração destacada aconteceu primeiro que o fato expresso na oração 
anterior, ou seja, o fato de estar doente impediu-me de ir à aula. No exemplo 2, a 
oração sublinhada relata um fato que aconteceu depois, já que primeiro ela chorou, 
depois seus olhos ficaram vermelhos. 
 
b) Consecutiva = exprime um fato que é consequência, é efeito do que se declara na oração 
principal. São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto que, 
etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que. 
Principal conjunção subordinativa consecutiva: que (precedido de tal, tanto, tão, tamanho) 
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa dor.) 
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou concretizando-os. 
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida de Infinitivo) 
 
 
. 111 
c) Condicional = Condição é aquilo que se impõe como necessário para a realização ou não de um 
fato. As orações subordinadas adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se 
realize - ou deixe de se realizar - o fato expresso na oração principal. 
Principal conjunção subordinativa condicional: se. Outras conjunções condicionais: caso, contanto 
que, desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, uma vez que (seguida de 
verbo no subjuntivo). 
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, certamente o melhor time será campeão. 
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o contrato. 
Caso você saia, convide-me. 
 
d) Concessiva = indica concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, admitem uma 
contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à 
quebra de expectativa. Principal conjunção subordinativa concessiva: embora. Utiliza-se também a 
conjunção: conquanto e as locuções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, posto que, 
apesar de que. 
 
Só irei se ele for. 
A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” ir só se realizará caso essa condição seja 
satisfeita. 
Compare agora com: 
Irei mesmo que ele não vá. 
 
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei de qualquer maneira, independentemente de 
sua ida. A oração destacada é, portanto, subordinada adverbial concessiva. 
Observe outros exemplos: 
Embora fizesse calor, levei agasalho. 
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embora não estudasse). (reduzida de infinitivo) 
 
e) Comparativa= As orações subordinadas adverbiais comparativas estabelecem uma comparação 
com a ação indicada pelo verbo da oração principal. Principal conjunção subordinativa comparativa: 
como. 
Ele dorme como um urso. (como um urso dorme) 
Você age como criança. (age como uma criança age) 
 
*geralmente há omissão do verbo. 
 
f) Conformativa = indica ideia de conformidade, ou seja, apresenta uma regra, um modelo adotado 
para a execução do que se declara na oração principal. Principal conjunção subordinativa conformativa: 
conforme. Outras conjunções conformativas: como, consoante e segundo (todas com o mesmo valor 
de conforme). 
Fiz o bolo conforme ensina a receita. 
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm direitos iguais. 
 
g) Final = indica a intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração principal. Principal 
conjunção subordinativa final: a fim de. Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a locução 
conjuntiva para que. 
Aproximei-me dela a fim deque ficássemos amigas. 
Estudarei muito para que eu me saia bem na prova. 
 
h) Proporcional = exprime ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao expresso na oração 
principal. Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: à proporção que. Outras locuções 
conjuntivas proporcionais: à medida que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...(maior), 
quanto maior...(menor), quanto menor...(maior), quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto 
mais...(menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos). 
À proporção que estudávamos mais questões acertávamos. 
À medida que lia mais culto ficava. 
Quanto maior for a altura maior será o tombo. 
 
 
. 112 
i) Temporal = acrescenta uma ideia de tempo ao fato expresso na oração principal, podendo 
exprimir noções de simultaneidade, anterioridade ou posterioridade. Principal conjunção subordinativa 
temporal: quando. Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto, mal e locuções conjuntivas: 
assim que, logo que, todas as vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc. 
Quando você foi embora, chegaram outros convidados. 
Sempre que ele vem, ocorrem problemas. 
Assim que Paulo chegou, a reunião acabou. 
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando terminou a festa) (Oração Reduzida de Particípio) 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/frase-periodo-e-oracao 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
 
Enquanto a Morfologia estuda as classes gramaticais, isto é, o campo da seleção, a Sintaxe estuda o 
campo da combinação de palavras, ou seja, a análise sintática tem como objetivo conhecer como se 
estruturam e se articulam as frases, examinando a estrutura de um período e das orações que o 
compõem. 
Ao escolher os termos, o falante – ou escritor – leva em conta não só o sentido, mas também a forma 
das palavras (artigo, verbo, advérbio, etc.) e sua função (sujeito, adjunto, complemento, etc.). 
 
Estrutura de um Período 
 
Observe: 
Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando. 
 
Ao analisarmos a estrutura do período acima, é possível identificar duas orações: 
1-) Conhecemos mais pessoas / 2-) quando estamos viajando. 
 
Termos da Oração 
 
No período "Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando", existem seis palavras. Cada 
uma exerce uma determinada função nas orações. Em análise sintática, cada palavra da oração é 
chamada de termo da oração. Termo é a palavra considerada de acordo com a função sintática que 
exerce na oração. 
Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser: 
 
1) Essenciais: Também conhecidos como termos "fundamentais" - são representados pelo sujeito e 
predicado nas orações. 
 
2) Integrantes: Completam o sentido dos verbos e dos nomes; são representados por: complemento 
verbal - objeto direto e indireto; complemento nominal; agente da passiva. 
 
3) Acessórios: Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam 
circunstância). São representados por: adjunto adnominal; adjunto adverbial; aposto. 
 
Observação: O vocativo, em análise sintática, é um termo à parte: não pertence à estrutura da oração. 
 
Termos Essenciais da Oração 
 
Sujeito e Predicado 
 
Para que a oração tenha significado, são necessários alguns termos básicos: os termos essenciais. 
A oração possui dois termos essenciais: o sujeito e o predicado. 
 
Sujeito: termo (palavra ou conjunto de palavras) sobre o qual se diz algo: 
As praias estão cada vez mais poluídas. 
Sujeito 
 
 
 
. 113 
Predicado: termo que contém o que se declara a respeito do sujeito: 
As praias estão cada vez mais poluídas. 
 Predicado 
Posição do Sujeito na Oração 
 
Dependendo da posição de seus termos, a oração pode estar: 
 
- Na Ordem Direta: o sujeito aparece antes do predicado. 
As crianças brincavam despreocupadas. 
Sujeito Predicado 
 
- Na Ordem Inversa: o sujeito aparece depois do predicado. 
Brincavam despreocupadas as crianças. 
Predicado Sujeito 
 
- Sujeito no Meio do Predicado: 
Despreocupadas, as crianças brincavam. 
Predicado Sujeito Predicado 
 
Classificação do Sujeito 
 
O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado ou indeterminado. Existem ainda 
as orações sem sujeito. 
 
1 - Sujeito Determinado: é aquele que se pode identificar a partir da concordância verbal. Pode ser: 
 
a) Simples: Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao verbo. Por Exemplo: A rua estava 
deserta. 
 
 Observação: não se deve confundir sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o sujeito 
é simples quando o verbo da oração refere-se a apenas um elemento, seja ele um substantivo (singular 
ou plural), um pronome, um numeral ou uma oração subjetiva. Por Exemplo: 
Os meninos estão gripados. 
Todos cantaram durante o passeio. 
 
b) Composto: Apresenta dois ou mais núcleos ligados diretamente ao verbo. 
Tênis e natação são ótimos exercícios físicos. 
 
c) Implícito: Ocorre quando o sujeito não está explicitamente representado na oração, mas pode ser 
identificado através da desinência (“terminação”) verbal. Por Exemplo: 
Dispensamos todos os funcionários. 
 
Nesta oração, o sujeito é implícito e determinado, pois está indicado pela desinência verbal -mos. 
Sabemos que a pessoa com a qual o verbo está concordando é “nós”, devido à terminação “-mos”. 
 
2 - Sujeito Indeterminado: é aquele que, embora existindo, não se pode determinar nem pelo 
contexto, nem pela terminação do verbo. Há três maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma 
oração: 
 
1) Com verbo na 3ª pessoa do plural: O verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se 
refira a nenhum termo identificado anteriormente (nem em outra oração): Por Exemplo: 
Procuraram você por todos os lugares. 
Estão pedindo seu documento na entrada da festa. 
 
2) Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular, seguido do pronome “se”: O verbo vem 
acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito. Esta construção 
ocorre com verbos que não apresentam complemento direto (verbos intransitivos, transitivos indiretos e 
de ligação). O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular. Exemplos: 
Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo) 
 
. 114 
Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto) 
No concurso, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação) 
 
Entendendo a Partícula Se 
 
As construções em que ocorre a partícula “se‖ podem apresentar algumas dificuldades quanto à 
classificação do sujeito. Veja: 
a) Aprovou-se o novo candidato. 
 Sujeito 
 
 Aprovaram-se os novos candidatos. 
 Sujeito 
 
b) Precisa-se de professor. (Sujeito Indeterminado) 
 Precisa-se de professores. (Sujeito Indeterminado) 
 
No caso a, o se é uma partícula apassivadora e o verbo está na voz passiva sintética, concordando 
com o sujeito. Observe a transformação das frases para a voz passiva analítica: 
O novo candidato foi aprovado. 
 Sujeito 
 
Os novos candidatos foram aprovados. 
 Sujeito 
 
No caso b, se é índice de indeterminação do sujeito e o verbo está na voz ativa. Nestas construções, 
o sujeito é indeterminado e o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular. 
 
3) Com o verbo no infinitivo impessoal. Por Exemplo: 
Era penoso estudar todo aquele conteúdo. 
É triste assistir a estas cenas tão trágicas. 
 
3 - Oração Sem Sujeito: é formada apenas pelo predicado e articula-se a partir de um verbo 
impessoal. Observea estrutura destas orações: 
 
Sujeito Predicado 
- Havia formigas na casa. 
- Nevou muito este ano em Nova Iorque. 
 
É possível constatar que essas orações não têm sujeito. Constituem a enunciação absoluta de um 
fato, através do predicado. O conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser, a mensagem centra-se no 
processo verbal. Os casos mais comuns de oração sem sujeito ocorrem com: 
 
a) Verbos que exprimem fenômenos da natureza: Nevar, chover, ventar, gear, trovejar, 
relampejar, amanhecer, anoitecer, etc. Por Exemplo: 
Choveu muito no inverno passado. 
Amanheceu antes do horário previsto. 
Observação: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a elementos 
explícitos em orações anteriores ou posteriores, o sujeito é determinado. Por Exemplo: 
Felipe e Marcos foram à feira. Compraram muitas verduras. 
 
Neste caso, o sujeito de compraram é “eles‖ (Felipe e Marcos). 
 
. 115 
 
Observação: quando usados na forma figurada, esses verbos podem ter sujeito determinado. Por 
Exemplo: 
Choviam crianças na distribuição de brindes. (crianças=sujeito) 
Já amanheci cansado. (eu=sujeito) 
 
b) Verbos ser, estar, fazer e haver, quando usados para indicar uma ideia de tempo ou fenômenos 
meteorológicos: 
 
Ser: 
É noite. (Período do dia) 
Eram duas horas da manhã. (Hora) 
 
Observações: 
- ao indicar tempo, o verbo ser varia de acordo com a expressão numérica que o acompanha. (É uma 
hora/ São nove horas) 
Hoje é (ou são) 15 de março. (Data) 
 
- ao indicar data, o verbo ser poderá ficar no singular, subentendendo-se a palavra dia, ou então irá 
para o plural, concordando com o número de dias. 
 
Estar: 
Está tarde. (Tempo) 
Está muito quente. (Temperatura) 
 
Fazer: 
Faz dois anos que não vejo meu pai. (Tempo decorrido) 
Fez 39° C ontem. (Temperatura) 
 
 
Haver: 
Não a vejo há anos. (Tempo decorrido) 
Havia muitos alunos naquela aula. (Verbo Haver significando existir) 
 
 
Atenção! 
Com exceção do verbo ser, os verbos impessoais devem ser usados SEMPRE 
NA TERCEIRA PESSOA DO SINGULAR. Devemos ter cuidado com os verbos 
fazer e haver usados impessoalmente: não é possível usá-los no plural. Por 
Exemplo: 
Faz muitos anos que nos conhecemos. 
Deve fazer dias quentes na Bahia. 
Há muitas pessoas interessadas na reunião. 
Houve muitas pessoas (...) 
Havia muitas pessoas (...) 
Haverá muitas pessoas (...) 
Deve ter havido muitas pessoas interessadas na reunião. 
Pode ter havido muitas pessoas (...) 
 
 
Predicado 
 
Predicado é aquilo que se declara a respeito do sujeito. Nele é obrigatória a presença de um verbo 
ou locução verbal. Quando se identifica o sujeito de uma oração, identifica-se também o predicado. 
Teoricamente, tudo o que difere do sujeito (e do vocativo, quando ocorrer) numa oração é o seu 
predicado. Veja alguns exemplos: 
 
Os candidatos foram convocados para a realização da prova. 
 Predicado 
 
 
. 116 
Durante o ano, muitos concursos serão abertos. 
Predicado Predicado 
 
O estudo é compensador. 
 Predicado 
 
Os Verbos no Predicado 
 
Em todo predicado existe, necessariamente, um verbo ou uma locução verbal. Para analisar a 
importância do verbo no predicado, devemos considerar dois grupos distintos: os verbos nocionais 
(que indicam ação, acontecimento, fenômeno natural, desejo, atividade mental): Acontecer – considerar 
– desejar – julgar – pensar – querer – chover – correr - fazer – raciocinar. Estes verbos são sempre 
núcleos dos predicados em que aparecem (os predicados verbais). Há os verbos não nocionais 
(exprimem estado de um ser), que são mais conhecidos como verbos de ligação. Fazem parte desse 
grupo, entre outros: Ser – estar – permanecer – continuar – ficar – parecer. Estes verbos fazem parte do 
predicado (nominal), mas não atuam como núcleos. Para distingui-los, é necessário considerar o 
contexto em que são utilizados. Assim, na oração: Ela anda muito rápido. O verbo andar exprime uma 
ação, atuando como um verbo nocional. Já na oração: Ela anda triste. O verbo exprime um estado, 
atuando como verbo não nocional. 
 
Predicação Verbal 
 
Chama-se predicação verbal o resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e 
entre os verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, 
transitivos ou de ligação. 
 
1) Verbo Intransitivo 
 
É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar de um outro termo para completar 
o seu sentido. Sua ação não transita. Por Exemplo: O avião caiu. 
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode 
acrescentar outras informações, como: 
local: O avião caiu sobre as casas da periferia. 
modo: O avião caiu lentamente. 
tempo: O avião caiu no mês passado. 
 
Tais informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda 
a informação básica. 
 
2) Verbo Transitivo 
 
É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela 
algo a alguém. O sentido deste verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, 
adquirindo um sentido completo. Veja: 
 
S. Simples Predicado 
 
As crianças precisam de carinho. 
 1 2 
 
1= Verbo Transitivo 
2= Complemento Verbal (Objeto) 
 
O verbo transitivo pode ser: 
 
a) Transitivo Direto: o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição obrigatória. 
Por Exemplo: 
 
 
. 117 
Nós escutamos nossa música favorita. 
 1 
 
1= Verbo Transitivo Direto 
Escutamos o quê? Resposta: a música (objeto direto) 
 
b) Transitivo Indireto: o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição 
obrigatória. Por Exemplo: 
Eu gosto de sorvete. 
 2 
2 = Verbo Transitivo Indireto 
Gosto do quê? De sorvete (objeto indireto) 
de= preposição 
 
c) Transitivo Direto e Indireto: a ação contida no verbo transita para o complemento direta e 
indiretamente, ao mesmo tempo. Por Exemplo: 
 
Ela contou tudo ao namorado. 
 3 
 
3= Verbo Transitivo Direto e Indireto / a= preposição 
 
 
*Para verbos que fazem as perguntas: o quê? / quem? – eles serão transitivos 
diretos e suas respostas, obviamente, objetos diretos. Repare que não há 
preposição na regência do verbo: 
Encontrei minha apostila. 
Encontrei o quê? Quem encontra, encontra algo ou alguém. Verbo transitivo 
direto. Resposta: a apostila (objeto direto). 
 
*Para verbos que fazem as perguntas: 
de quê? / de quem? / para quê?(m)? /com quem? Enfim, com preposições em 
sua regência, serão transitivos indiretos e suas respostas, consequentemente, 
objetos indiretos. Há preposição na regência do verbo: 
Confie em sua aprovação! 
Confie em quê? Quem confia, confia em algo ou em alguém. Verbo Transitivo 
Indireto. 
Em sua aprovação = objeto indireto. 
 
3) Verbo de Ligação 
 
É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo relação entre eles 
(sujeito e características). O verbo de ligação pode expressar: 
a) estado permanente: ser, viver. Por Exemplo: Sandra é alegre. Sandra vive alegre. 
b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se. Por Exemplo: Mamãe está bem. Mamãe 
encontra-se bem. 
c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se. Por Exemplo: Júlia ficou brava. Júlia fez-se 
brava. 
d) continuidade de estado: continuar, permanecer. Por Exemplo: Renato continua mal. Renato 
permanece mal. 
e) estado aparente: parecer. Por Exemplo: Marta parece melhor. 
 
 
. 118 
 
Dica da Zê! 
A classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o 
contextoe não isoladamente. Em determinada frase, um verbo pode aparecer 
como intransitivo; já em outra, como de ligação. Veja: 
 
1 - O jovem anda devagar. 
anda = verbo intransitivo, expressa uma ação. 
 
2 - O jovem anda preocupado. 
anda= verbo de ligação, expressa um estado. 
 
Predicado Nominal 
 
Apresenta as seguintes características: a) Possui um nome (substantivo ou adjetivo) como núcleo; b) 
É formado por um verbo de ligação + o predicativo do sujeito; c) Indica estado ou qualidade. Por 
Exemplo: 
 
Leonardo é competente. 
 Predicado Nominal 
 
No predicado nominal, o núcleo é sempre um nome, o qual desempenha a função de predicativo do 
sujeito. O predicativo do sujeito é um termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um 
verbo de ligação. Este verbo exprime diferentes circunstâncias relativas ao estado do sujeito, ao mesmo 
tempo em que o liga ao predicativo. Veja: 
Ele está triste. (triste = predicativo do sujeito, está = verbo de ligação) 
A prova será fácil. (fácil = predicativo do sujeito, será = verbo de ligação) 
O candidato parecia nervoso. (nervoso = predicativo do sujeito, parecia = verbo de ligação) 
Nosso herói acabou derrotado. (derrotado = predicativo do sujeito, acabou = verbo de ligação) 
Uma simples funcionária virou diretora da empresa. (diretora = predicativo do sujeito, virou = verbo 
de ligação – neste caso) 
 
Predicativo do Sujeito 
 
É o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído 
com verbo de ligação necessita de predicativo do sujeito. Pode ser representado por: 
a) Adjetivo ou locução adjetiva: 
O seu telefonema foi especial. (especial = adjetivo) 
Este bolo está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva) 
 
b) Substantivo ou palavra substantivada: 
Esta figura parece um peixe. (peixe = substantivo) 
Amar é um eterno recomeçar. (recomeçar = verbo substantivado) 
 
c) Pronome Substantivo: Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo) 
 
d) Numeral: Nós somos dez. (dez = numeral) 
 
Predicado Verbo-Nominal 
 
Apresenta as seguintes características: a) Possui dois núcleos: um verbo e um nome; b) Possui 
predicativo do sujeito ou do objeto; c) Indica ação ou atividade do sujeito e uma qualidade. Por 
Exemplo: 
Os alunos saíram da aula alegres. 
 Predicado Verbo-Nominal 
 
Saíram = verbo intransitivo (indica ação; é núcleo do predicado verbal) 
Alegres = predicativo do sujeito (indica estado; núcleo do predicado nominal) 
 
 
. 119 
O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos são um verbo (saíram) e um predicativo do sujeito 
(alegres). Para facilitar a compreensão, o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em dois: um 
verbal e um nominal. Veja: Os alunos saíram da aula. Eles estavam alegres. 
 
Estrutura do Predicado Verbo-Nominal 
 
O predicado verbo-nominal pode ser formado de: 
1 - Verbo Intransitivo + Predicativo do Sujeito 
Joana partiu contente. 
Sujeito Verbo Intransitivo Predicativo do Sujeito 
 
2 - Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto 
 
A despedida deixou a mãe aflita. 
Sujeito Verbo Transitivo Objeto Direto Predicativo do Objeto 
 
3 - Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Sujeito 
Os alunos cantaram emocionados aquela canção. 
Sujeito Verbo Transitivo Predicativo do Sujeito Objeto Direto 
 
 Saiba que: Para perceber como os verbos participam da relação entre o objeto direto e seu 
predicativo, basta passar a oração para voz passiva. Veja: 
 
Voz Ativa: 
 
As mulheres julgam os homens insensíveis. 
Sujeito Verbo Significativo Objeto Direto Predicativo do Objeto 
 
Voz Passiva: 
 
Os homens são julgados insensíveis pelas mulheres. 
 Verbo Significativo Predicativo do Objeto 
 
O verbo julgar relaciona o complemento (os homens) com o predicativo (insensíveis). Tal relação se 
evidencia quando passamos a oração para a voz passiva. 
 
Observação: o predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Ocorre predicativo do 
objeto indireto com o verbo chamar. Assim, vem precedido de preposição. Por Exemplo: 
Todos o chamam de irresponsável. 
Chamou-lhe ingrato. (Chamou a ele ingrato) 
 
 
Outra maneira de identificarmos o predicativo do objeto é transformando o 
objeto direto em pronome oblíquo. Se houver necessidade da repetição do 
adjetivo (predicativo) na oração construída, estaremos diante de um caso de 
predicativo do objeto. Façamos com o exemplo dado acima: 
As mulheres julgam os homens insensíveis. 
As mulheres julgam-nos insensíveis. (julgam “eles” como insensíveis). 
Portanto, predicativo do objeto. 
 
Termos Integrantes da Oração 
 
Certos verbos ou nomes em uma oração não possuem sentido completo em si mesmos. Sua 
significação só se completa com a presença de outros termos, chamados integrantes. Exercem essa 
função os complementos verbais (objeto direto e objeto indireto), o complemento nominal e o agente da 
passiva. 
 
 
 
. 120 
Complementos Verbais 
 
Completam o sentido de verbos transitivos diretos e transitivos indiretos. São eles: 
 
1) Objeto Direto = É o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto, ligando-se a ele sem 
a presença da preposição. 
Abri os braços ao vê-lo. 
 Objeto Direto 
 
O objeto direto pode ser constituído: 
a) Por um substantivo ou expressão substantivada. Exemplos: O agricultor cultiva a terra./ Unimos o 
útil ao agradável. 
b) Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos. Exemplos: Espero-o na minha festa. / 
Ela me ama. 
c) Por qualquer pronome substantivo. Por Exemplo: O menino que conheci está lá fora. 
 
 
Atenção: Em alguns casos, o objeto direto pode vir acompanhado de preposição 
facultativa. Isso pode ocorrer: 
- quando o objeto é um substantivo próprio: Adoremos a Deus. 
- quando o objeto é representado por um pronome pessoal oblíquo tônico: 
Ofenderam a mim, não a ele. 
- quando o objeto é representado por um pronome substantivo indefinido: O 
diretor elogiou a todos. 
- para evitar ambiguidade: Venceu ao inimigo o nosso colega. = neste caso, se o 
objeto direto não viesse preposicionado, o sentido da oração ficaria ambíguo, 
pois não poderíamos apontar com precisão o sujeito (o nosso colega). 
 
 
2) Objeto Indireto = É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Vem sempre 
regido de preposição (clara ou subentendida). Atuam como objeto indireto os pronomes: lhe, lhes, me 
te, se, nos, vos. 
 
Não desobedeço a meus pais. 
 Objeto Indireto 
 
Preciso de ajuda. (Preposição clara "de") 
 Objeto Indireto 
 
Enviei-lhe um recado. (Enviei a ele - a preposição a está subentendida) 
 Objeto Indireto 
 
Observação: muitas vezes o objeto indireto inicia-se com crase (à, àquele, àquela, àquilo). Isso ocorre 
quando o verbo exige a preposição "a", que acaba se contraindo com a palavra seguinte. 
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo definido) 
 
 Observações Gerais: 
a) Pode ocorrer ainda o objeto (direto ou indireto) pleonástico, que consiste na retomada do objeto 
por um pronome pessoal, geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque. 
As mulheres, eu as vi na cozinha. (Objeto Direto) 
A todas vocês, eu já lhes forneci o material. (Objeto Indireto) 
 
b) Os pronomes oblíquos o, a, os, as (e as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas) são sempre 
objeto direto. Os pronomes lhe, lhessão sempre objeto indireto. 
Eu a encontrei no quarto. (OD) 
Vou avisá-lo. (OD) 
Eu lhe pagarei um sorvete. (OI) 
 
 
. 121 
c) Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto. Para determinar 
sua função sintática, podemos substituir estes pronomes por um substantivo: se o uso da preposição for 
obrigatório, então se trata de um objeto indireto; caso contrário, de objeto direto. 
Roberto me viu na escola. (OD) 
Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "Roberto viu o 
amigo na escola." Veja que a preposição não foi usada. Portanto, "me" é objeto direto. 
 
Observe o próximo exemplo: 
João me telefonou. (OI) 
Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "João telefonou ao 
amigo". A preposição foi usada. Portanto, "me" é objeto indireto. 
 
3) Complemento Nominal = É o termo que completa o sentido de uma palavra - que não seja verbo. 
Pode referir-se a substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição. 
Cecília tem orgulho da filha. 
 substantivo complemento nominal 
 
Ricardo estava consciente de tudo. 
 adjetivo complemento nominal 
 
A professora agiu favoravelmente aos alunos. 
 advérbio complemento nominal 
 
O complemento nominal representa o paciente, o alvo da declaração expressa por um nome. É 
regido pelas mesmas preposições do objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de 
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, adjetivos) e alguns advérbios terminados em 
-mente. 
 
4) Agente da Passiva = É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se 
apresenta na voz passiva. Vem regido comumente da preposição "por" e eventualmente da preposição 
"de". 
 A vencedora foi escolhida pelos jurados. 
Sujeito Paciente Verbo voz passiva Agente da Passiva 
 
Ao passar a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito. 
Veja: 
Os jurados escolheram a vencedora. 
 Sujeito Verbo Objeto Direto 
 
 Joana é amada de muitos. 
Sujeito Paciente Agente da Passiva 
 
 
Essa situação já era conhecida de todos. 
Sujeito Paciente Agente da Passiva 
 
. 122 
 
Termos Acessórios da Oração 
 
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes para a 
compreensão do enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos: 
- caracterizam o ser; - determinam os substantivos; - exprimem circunstância. 
São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial, o adjunto adnominal e o aposto. O vocativo é 
o termo que serve para pôr em evidência o ser a quem nos dirigimos, mas sem manter relação sintática 
com outro termo da oração. 
 
Observemos o exemplo: Anoiteceu. 
 
No exemplo acima, temos uma oração de predicado verbal formado por um verbo impessoal. Trata-
se de uma oração sem sujeito. O verbo anoiteceu é suficiente para transmitir a mensagem enunciada. 
Poderíamos, no entanto, ampliar as informações contidas nessa frase: Suavemente anoiteceu na 
cidade. 
A ideia central continua contida no verbo da oração. Temos, agora, duas noções acessórias, 
circunstanciais, ligadas ao processo verbal: o modo como anoiteceu (suavemente) e o lugar onde 
anoiteceu (na cidade). A esses termos acessórios que indicam circunstâncias relativas ao processo 
verbal damos o nome de adjuntos adverbiais. 
Observe o que ocorre ao ampliarmos um pouco mais a oração acima: Suavemente anoiteceu na 
deserta cidade do planalto. 
Surgiram termos que se referem ao substantivo cidade, caracterizando-o. São termos acessórios que 
se ligam a um nome, determinando-lhe o sentido. São chamados adjuntos adnominais. 
Por último, analise a frase abaixo: 
Fernando Pessoa era português. 
 
Nesta oração, o sujeito é determinado e simples: Fernando Pessoa. Há ainda um predicativo do 
sujeito (português) relacionado ao sujeito pelo verbo de ligação (era). Trata-se, pois, de uma oração 
com predicado nominal. A frase é capaz de comunicar eficientemente uma informação. Nada nos 
impede, no entanto, de enriquecer mais um pouco o conteúdo informativo: Fernando Pessoa, o criador 
de poetas, era português. 
Agora, além do núcleo do sujeito (Fernando Pessoa) há um termo que explica, enfatiza esse núcleo: 
o criador de poetas. Este termo é chamado de aposto. 
 
Adjunto Adverbial 
 
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, 
finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou 
de um advérbio. 
 
Observações: 
a) O agente da passiva pode ser expresso por substantivos ou pronomes. 
O solo foi umedecido pela chuva. (substantivo) 
Este livro foi escrito por mim. (pronome) 
 
b) Embora o agente da passiva seja considerado um termo integrante, pode muitas vezes ser 
omitido. 
O público não foi bem recebido. (pelos anfitriões) 
 
. 123 
Eles se respeitam muito. 
Seu projeto é muito interessante. 
O time jogou muito mal. 
 
Nestas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica a forma 
verbal “respeitam‖, que é núcleo do predicado verbal; no segundo, intensifica o adjetivo “interessante‖, 
que é o núcleo do predicativo do sujeito; na terceira oração, muito intensifica o advérbio “mal‖, que é 
adjunto adverbial de modo. 
 
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça. 
 
Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias: amanhã indica tempo; de 
bicicleta indica meio; àquela velha praça indica lugar. 
Sabendo que a classificação do adjunto adverbial relaciona-se com a circunstância por ele expressa, 
os termos acima podem ser classificados, respectivamente em: adjunto adverbial de tempo, adjunto 
adverbial de meio e adjunto adverbial de lugar. 
O adjunto adverbial pode ser expresso por: 
1) Advérbio: O balão caiu longe. 
2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar. 
3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me. 
 
Observação: nem sempre é possível apontar com precisão a circunstância expressa por um adjunto 
adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação dão origem a orações 
sugestivas. Por Exemplo: Entreguei-me calorosamente àquela causa. 
É difícil precisar se calorosamente é um adjunto adverbial de modo ou de intensidade. Na verdade, 
parece ser uma fórmula de expressar ao mesmo tempo as duas circunstâncias. Por isso, é 
fundamental levar em conta o contexto em que surgem os adjuntos adverbiais. 
 
Adjunto Adnominal 
 
É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo (um nome). O adjunto adnominal 
possui função adjetiva na oração, função esta que pode ser desempenhada por adjetivos, locuções 
adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos. 
O bom aluno enviou seus trabalhos ao seu amigo. 
Sujeito Núcleo do Predicado Verbal Objeto Direto Objeto Indireto 
 
Na oração acima, os substantivos aluno, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do sujeito 
determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. A esses substantivos agrupam-se os 
adjuntos adnominais: o artigo "o" e o adjetivo bom referem-se a aluno; o pronome seus refere-se ao 
substantivo trabalhos; o artigo "o" (em ao) e o pronome adjetivo seu são adjuntosadnominais de amigo. 
Observe como os adjuntos adnominais prendem-se diretamente ao substantivo a que se referem, 
sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por 
um pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo 
nessa substituição. Por Exemplo: O notável poeta português deixou uma obra originalíssima. Ao 
substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos: Ele deixou uma obra originalíssima. As palavras "o", 
notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de adjuntos adnominais. 
O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo pronome a. Veja: O notável poeta 
português deixou-a. 
 
. 124 
 
Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal 
 
É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento nominal. 
Para evitar que isso ocorra, considere o seguinte: 
a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os complementos 
nominais podem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim, o termo ligado por preposição a 
um adjetivo ou a um advérbio só pode ser complemento nominal. Quando não houver preposição 
ligando os termos, será um adjunto adnominal. 
b) O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a 
substantivos cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a ação. O 
adjunto adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos: 
 
Exemplo 1: Camila tem muito amor à mãe. 
A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar, recebe 
a ação de amar. 
 
Exemplo 2: Vera é um amor de mãe. 
A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, pratica a 
ação de amar. 
 
Aposto 
 
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou 
especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou 
travessão. 
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça. 
 
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos que o aposto é 
sintaticamente equivalente ao termo a que se relaciona porque poderia substituí-lo. Veja: 
Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça. 
 
 Observações: 
- após a eliminação de “ontem”, o substantivo segunda-feira assume a função de adjunto adverbial 
de tempo. Veja outro exemplo: 
Aprecio todos os tipos de música: MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc. 
 Objeto Direto Aposto do Objeto Direto 
 
 
Saiba que: A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo 
sintático que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do 
objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao objeto por intermédio de um verbo. 
Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo permanecerá na 
oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte dele. Observe: 
Sua atitude deixou os amigos perplexos. 
 
Nesta oração, perplexos é predicativo do objeto direto (seus amigos). Se substituíssemos 
esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos: Sua atitude deixou-os perplexos. 
Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele. 
 
. 125 
- se retirarmos o objeto da oração, seu aposto passa a exercer essa função: 
Aprecio MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc. 
 Objeto Direto 
 
- o termo a que o aposto se refere pode desempenhar qualquer função sintática (inclusive a de 
aposto). Por Exemplo: Dona Eva conhecia Lucas, pai de Marina, menina levada. 
Analisando a oração, temos: 
pai de Marina = aposto do objeto direto Lucas. 
menina levada = aposto de Marina. 
 
Vocativo 
 
Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração. Não pertence, 
portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um 
ouvinte real ou hipotético. Exemplos: 
 
Não fale tão alto, Rita! 
 Vocativo 
 
Senhor presidente, queremos nossos direitos! 
 Vocativo 
 
A vida, minha amada, é feita de escolhas. 
 Vocativo 
 
Nestas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e nomeiam o interlocutor a quem se 
está dirigindo a palavra. 
 
Observação: o vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó, olá, etc. 
Ó Cristo, iluminai-me em minhas decisões. 
Eh! Gente, temos que estudar mais. 
 
Distinção entre Vocativo e Aposto 
 
- O vocativo não mantém relação sintática com outro termo da oração. 
Crianças, vamos entrar. 
 Vocativo 
 
- O aposto mantém relação sintática com outro termo da oração. 
A vida de Moisés, grande profeta, foi filmada. 
 Sujeito Aposto 
 
Fontes de pesquisa: 
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint5.php 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
 
QUESTÕES SOBRE ANÁLISE SINTÁTICA 
 
1. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ANALISTA DE SISTEMAS - 
FCC/2012) Os verbos que exigem o mesmo tipo de complemento estão empregados nos segmentos 
transcritos em: 
(A) A vida é triste e complicada. // ... mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. 
(B) ... alguém dará o nosso recado sem endereço. // A vida é triste e complicada. 
(C) Tinha razão o rapaz... // Depois de esperar duas ou três horas... 
(D) Para quem espera nervosamente... // Depois de esperar duas ou três horas... 
(E) Tinha razão o rapaz... // ... mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. 
 
 
 
. 126 
2. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014) 
... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas... 
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de complemento que o da frase acima está em: 
(A) A Rota da Seda nunca foi uma rota única... 
(B) Esses caminhos floresceram durante os primórdios da Idade Média. 
(C) ... viajavam por cordilheiras... 
(D) ... até cair em desuso, seis séculos atrás. 
(E) O maquinista empurra a manopla do acelerador. 
 
3. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012) 
... o recurso à coerção atenta contra os princípios do direito internacional ... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em: 
(A) Se nossos objetivos maiores incluem a decidida defesa dos direitos humanos ... 
(B) ... o Brasil incorpora plenamente esses valores a sua ação externa ... 
(C) A ONU constitui o foro privilegiado para ... 
(D) Em meados da década de 90 surgiram vozes que ... 
(E) ... a relação [...] passou por várias etapas. 
 
4. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) ... o tema das mudanças climáticas 
pressiona os esforços mundiais para reduzir a queima de combustíveis. 
A mesma relação entre o verbo grifado e o complemento se reproduz em: 
(A) ... a Idade da Pedra não acabou por falta de pedras... 
(B) ... o estilo de vida e o modo da produção (...) são os principais responsáveis... 
(C) ... que ameaçam a nossa própria existência. 
(D) ... e a da China triplicou. 
(E) Mas o homem moderno estaria preparado... 
 
5. (MPE/AM – AGENTE TÉCNICO JURÍDICO – FCC/2013) Não existe neles beleza específica. 
A mesma função sintática do termo grifado acima está no segmento também grifado em: 
(A) ... ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes... 
(B) A comparação pode parecer orgulhosa... 
(C) ... insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas... 
(D) ... a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informede sensações, sentimentos e 
pressentimentos dos outros... 
(E) Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. 
 
6. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) 
Cronistas de reinos passados, gênios das navegações [...] não falam de discos, pratos ou charutos 
voadores ... 
O verbo que NÃO foi empregado com o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está 
em: 
(A) ... sequer pensarmos em outros mundos ... 
(B) Enjoaram de nós? 
(C) Venceu a hipótese de naves ... 
(D) Começou com um piloto norte-americano de caças ... 
(E) ... que simplesmente desistimos deles? 
 
7. (TJ/RJ – TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA SEM ESPECIALIDADE – FCC/2012) ... das 
varandas pendiam colchas, toalhas bordadas e outros adereços. 
O segmento grifado exerce na frase acima a função de 
(A) sujeito. 
(B) objeto direto. 
(C) objeto indireto. 
(D) adjunto adverbial. 
(E) adjunto adnominal. 
 
 
 
. 127 
8. (ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO – AGENTE TÉCNICO 
LEGISLATIVO – FCC/2010) A chancela da representatividade, que legitima os legisladores, não os 
autoriza em hipótese alguma a duplicar os vícios sociais (...). 
Nessa frase, são exemplos de uma mesma função sintática os termos 
(A) os legisladores e os vícios sociais. 
(B) A chancela e os legisladores. 
(C) da representatividade e autoriza. 
(D) em hipótese alguma e da representatividade. 
(E) A chancela e os vícios sociais. 
 
9. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Segundo os 
pesquisadores, há brechas na fiscalização por parte da PF.”, o sujeito é 
(A) inexistente. 
(B) simples. 
(C) composto. 
(D) paciente. 
(E) indeterminado. 
 
10. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Os dados 
foram divulgados ontem pelo Instituto Sou da Paz.”, a expressão destacada é 
(A) adjunto adnominal. 
(B) sujeito paciente. 
(C) objeto indireto. 
(D) complemento nominal. 
(E) agente da passiva. 
 
11. (MPE/AM - MOTORISTA SEGURANÇA – FCC/2013) Os trabalhadores passaram mais tempo na 
escola... 
O segmento grifado acima possui a mesma função sintática que o destacado em: 
(A) ... o que reduz a média de ganho da categoria. 
(B) ... houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. 
(C) O crescimento da escolaridade também foi impulsionado... 
 
12. (CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) ... muita 
gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. 
O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o destacado acima está empregado em: 
(A) E Adoniran estava tão estabelecido como ator... 
(B) Primeiro surgiu o cantor-compositor... 
(C) Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico... 
(D) Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil... 
(E) ... a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução... 
 
13. (MPE/RO – ANALISTA – AUDITORIA – FUNCAB/2012) O termo destacado em: “(...) termos 
gasto tanto dinheiro na construção DE HOSPITAIS (...)” exerce função sintática de: 
(A) complemento nominal. 
(B) adjunto adverbial. 
(C) objeto indireto. 
(D) objeto direto. 
(E) predicativo. 
 
14. (POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – OFICIAL DE CARTÓRIO – IBFC/2013) 
Nos versos “A esperança vem do sul” e “Vem de mansinho”, um mesmo verbo relaciona-se com termos 
distintos. Sobre a análise sintático-semântica desses dois termos destacados, é correto afirmar que: 
(A) o primeiro é objeto indireto e expressa a ideia de lugar. 
(B) o segundo é complemento nominal e indica modo. 
(C) ambos são objetos indiretos de mesmo valor semântico. 
(D) ambos são adjuntos adverbiais com valores semânticos distintos. 
(E) o segundo é objeto indireto e indica modo. 
 
 
. 128 
15. (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – POLÍCIA CIVIL – ASSISTENTE SOCIAL – 
FUNCAB/2013) A função sintática do segmento destacado em “[...] Romeu deu voz AO SUBLIME 
BARDO[...]‖ é: 
(A) adjunto adverbial. 
(B) complemento nominal. 
(C) agente da passiva. 
(D) objeto indireto. 
(E) objeto direto. 
 
16. (TRT/PE – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) 
... e favoreça os seus amores por ela... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em: 
(A) A jovem é irmã de Hersé... 
(B) ... este espetáculo a corrói... 
(C) ... Palas Atena vai à morada da Inveja... 
(D) ... e ordena-lhe que... 
(E) Assiste com despeito aos sucessos dos homens... 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA “C”. 
Análise abaixo: 
(A) A vida é = verbo de ligação // ... mergulhemos = intransitivo 
(B) ... alguém dará = transitivo direto e indireto (no contexto, apenas direto) // A vida é = verbo de 
ligação 
(C) Tinha = transitivo direto // Depois de esperar = transitivo direto 
(D) Para quem espera = pode ser considerado intransitivo – (NESTE CONTEXTO) // Depois de 
esperar = transitivo direto 
(E) Tinha = transitivo direto // ... mergulhemos = intransitivo 
 
2. RESPOSTA “E”. 
Acompanhar é transitivo direto (acompanhar quem ou o quê - não há preposição): 
A = foi = verbo de ligação (ser) – não há complemento, mas sim, predicativo do sujeito (rota única); 
B = floresceram = intransitivo (durante os primórdios = adjunto adverbial); 
C = viajavam = intransitivo (por cordilheiras = adjunto adverbial); 
D = cair = intransitivo; 
E = empurra = transitivo direto (empurrar quem ou o quê?) 
 
3. RESPOSTA “E”. 
Atenta = verbo transitivo indireto (pede objeto indireto) 
(A) Se nossos objetivos maiores incluem a decidida = verbo transitivo direto / objeto direto 
(B) ... o Brasil incorpora plenamente esses valores a sua ação externa = verbo transitivo direto e 
indireto – objeto direto e indireto 
(C) A ONU constitui o foro privilegiado para = verbo transitivo direto / objeto direto ... 
(D) Em meados da década de 90 surgiram vozes = verbo transitivo direto / objeto direto ... 
(E) ... a relação [...] passou por várias etapas = verbo transitivo indireto (pede objeto indireto) 
 
4. RESPOSTA “C”. 
O verbo grifado é transitivo direto (pressiona quem? o quê?): 
A – acabou – intransitivo 
B – são – verbo de ligação 
C – ameaçam quem? – transitivo direto 
D – triplicou = no contexto: intransitivo 
E – estaria – verbo de ligação 
 
5. RESPOSTA “C”. 
Beleza não existe neles = sujeito 
(A) ... ela me parece colocar a poesia = objeto direto 
(B) A comparação pode parecer orgulhosa...= predicativo 
 
. 129 
(C) ... insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas... = sujeito 
(D) ... a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e 
pressentimentos dos outros... = adjunto adverbial 
(E) Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. = adjunto adverbial 
 
6. RESPOSTA “C”. 
O verbo “falar” exige objeto direto, mas no enunciado ele apresenta preposição (indireto). 
(A) ... sequer pensarmos em = indireto 
(B) Enjoaram de nós?= indireto 
(C) Venceu a = objeto direto (“a” é artigo) 
(D) Começou com= indireto 
(E) ... que simplesmente desistimos deles (de + eles)= indireto 
 
7. RESPOSTA „A”. 
A oração está na ordem inversa: o sujeito está no final; é das colchas, toalhas bordadas e outros 
adereços que o “verbo está falando”, ou seja, os termos grifados são o sujeito da oração. 
 
8. RESPOSTA “A”. 
(A) os legisladores e os vícios sociais. = ambos exercem a função de objeto direto 
(B) A chancela = sujeito / os legisladores = objeto direto 
(C) da representatividade = complemento nominal / autoriza = verbo transitivo direto e indireto 
(D) em hipótese alguma = adjunto adverbial / da representatividade = complemento nominal 
(E) A chancela = sujeito / os vícios sociais = objeto direto 
 
9. RESPOSTA “A”. 
“Segundo os pesquisadores, há brechas na fiscalização por parte da PF” = o verbo “haver”, no 
sentido de “existir”/”ocorrer”, é impessoal, permanece na terceira pessoa dosingular, pois não há 
sujeito. O termo grifado tem a função de objeto direto. 
 
10. RESPOSTA “E”. 
No enunciado temos uma oração com a voz passiva do verbo. Transformando-a em ativa, teremos: 
“O Instituto Sou da Paz divulgou dados”. Nessa, “Instituto Sou da Paz” funciona como sujeito da oração, 
ou seja, na passiva sua função é a de agente da passiva. O sujeito paciente é “os dados”. 
 
11. RESPOSTA “C”. 
“Os trabalhadores” = sujeito 
(A) ... o que reduz a média de ganho da categoria. = objeto direto 
(B) ... houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. = objeto direto 
(C) O crescimento da escolaridade também foi impulsionado... = sujeito paciente 
(D) ... elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio... = objeto direto 
(E) ... impulsionado pelo aumento do número de universidades...= agente da passiva 
 
12. RESPOSTA “E”. 
Descobrir = exige objeto direto 
(A) E Adoniran estava = verbo de ligação 
(B) Primeiro surgiu o cantor-compositor. = intransitivo 
(C) Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico = verbo de ligação 
(D) Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil = verbo de ligação 
(E) ... a Revista do Rádio noticiava = exige objeto direto 
 
13. RESPOSTA “A”. 
Em “construção DE HOSPITAIS” temos um termo que completa um nome. *Dica: se ele funciona 
como “alvo” da ação, é complemento nominal; se é “agente”, adjunto adnominal. Os hospitais serão 
construídos, sofrerão a ação, então: complemento nominal. 
 
14. RESPOSTA “D”. 
“A esperança vem do sul” e “Vem de mansinho” = o verbo “vir” é intransitivo, não exige complemento. 
Portanto, os termos que o seguem são adjuntos adverbiais. No primeiro caso, dá-nos sentido de lugar; 
no segundo, de modo. 
 
. 130 
 
15. RESPOSTA „D”. 
Romeu deu voz (objeto direto) ao sublime bardo (objeto indireto). 
 
16. RESPOSTA “B”. 
Favorecer = transitivo direto (objeto direto) 
(A) A jovem é = verbo de ligação 
(B) ... este espetáculo a corrói...= (“corrói ela” – construção feita para facilitar a compreensão!) = 
transitivo direto (objeto direto) 
(C) ... Palas Atena vai à morada da Inveja...= intransitivo 
(D) ... e ordena-lhe que...= transitivo direto e indireto 
(E) Assiste com despeito aos sucessos dos homens...= transitivo indireto 
 
QUESTÕES SOBRE ORAÇÕES COORDENADAS 
 
01. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. A oração em destaque é: 
(A) coordenada explicativa 
(B) coordenada adversativa 
(C) coordenada aditiva 
(D) coordenada conclusiva 
(E) coordenada assindética 
 
02. (AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP – 2013-ADAP.) Releia o seguinte trecho: 
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância 
para nossa vida prática. 
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, ao se 
substituir o termo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito em: 
(A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. 
(B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. 
(C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. 
(D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. 
(E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. 
 
03. (ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP – 2013-ADAP.) Em – ...fruto não só do novo acesso 
da população ao automóvel mas também da necessidade de maior número de viagens... –, os termos 
em destaque estabelecem relação de 
(A) explicação. 
(B) oposição. 
(C) alternância. 
(D) conclusão. 
(E) adição. 
 
04. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor adversativo é: 
(A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. 
(B)“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”. 
(C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa de pedir esmola”. 
(D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manutenção da miséria E prejudica o 
desenvolvimento da sociedade”. 
(E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de dinheiro, de moradia digna, emprego, segurança, 
lazer, cultura, acesso à saúde E à educação”. 
 
 
 
. 131 
05. Analise sintaticamente as duas orações destacadas no texto “O assaltante pulou o muro, mas 
não penetrou na casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, classifique-as, respectivamente, 
como coordenadas: 
(A) adversativa e aditiva. 
(B) explicativa e aditiva. 
(C) adversativa e alternativa. 
(D) aditiva e alternativa. 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA “E” 
Estudamos, logo deveremos passar nos exames = a oração em destaque não é introduzida por 
conjunção, então: coordenada assindética 
 
2. RESPOSTA “D” 
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção (e ideia) adversativa 
a) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. = conclusiva 
b) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. = conformativa 
c) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. = conclusiva 
e) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase toda a cultura humanística, têm pouca 
relevância para nossa vida prática. = explicativa 
 
Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu substituir por porque; como conclusiva: substituo 
por portanto. 
 
3. RESPOSTA “E” 
fruto não só do novo acesso da população ao automóvel mas também da necessidade de maior 
número de viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos 
 
4. RESPOSTA “A” 
a) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não ajuda (ideia contrária) 
B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”. = adição 
c) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa de pedir esmola”. = adição 
d) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manutenção da miséria E prejudica o desenvolvimento 
da sociedade”. = adição 
e) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de dinheiro, de moradia digna, emprego, segurança, 
lazer, cultura, acesso à saúde E à educação”. = adição 
 
5. RESPOSTA “A” 
- mas não penetrou na casa = conjunção adversativa 
- nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva 
 
QUESTÕES SOBRE ORAÇÕES SUBORDINADAS 
 
1. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO 
JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) Assinale a alternativa em que a oração destacada expressa finalidade, 
em relação à outra que compõe o período. 
(A) Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e rainhas do 20... 
(B) Pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante... 
(C) Você é que foi ao restaurante para homenageá-lo. 
(D) ... nenhum emblema preencherá o vazio que carregas no peito ... 
(E) O garçom boceja, tira um fiapo do ombro... 
 
2. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO SOLDADO COMBATENTE – 
FUNCAB/2012 - ADAPTADA) “É justo RECONHECER que medidas vêm sendo tomadas no sentido de 
reverter o quadro atual.‖ 
A oração destacada exerce, em relação à primeira, a função de: 
 
. 132 
(A) sujeito. 
(B) objeto direto. 
(C) objeto indireto. 
(D) aposto. 
(E) predicativo. 
 
3. (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010) 
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 
estados do país, surge uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e generalizado de 
energia no final de 2009. 
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL),a responsabilidade recai sobre 
a empresa estatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de 900 km que separam Itaipu 
de São Paulo. 
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de investimentos e também erros operacionais 
conspiraram para produzir a mais séria falha do sistema de geração e distribuição de energia do país 
desde o traumático racionamento de 2001. 
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações). 
 
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima apresentado, julgue os 
próximos itens. 
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país” tem, nesse contexto, valor 
restritivo. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
4. (CÂMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA/MG – ASSISTENTE LEGISLATIVO – 
FUMARC/2012) Em “É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais 
estilizadas [...]”, a oração destacada tem a função de 
(A) sujeito da 1ª oração. 
(B) aposto da 1ª oração. 
(C) predicativo da 1ª oração. 
(E) objeto direto da 1ª oração. 
 
5. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Outra 
sugere que os seguranças podem estar sendo procurados...”, a oração destacada é 
(A) subordinada substantiva objetiva indireta. 
(B) subordinada substantiva subjetiva. 
(C) subordinada substantiva objetiva direta. 
(D) subordinada substantiva predicativa. 
(E) subordinada substantiva completiva nominal. 
 
6. (METRÔ/SP – ENGENHEIRO JÚNIOR CIVIL – FCC/2012) Sobre a frase “As minhocas, que não 
conhecem civilização, queixam-se quando as arrancamos da terra‖ é correto afirmar que 
(A) a supressão das vírgulas alteraria o sentido do que se diz, restringindo o alcance do termo 
minhocas. 
(B) o pronome “as” deverá ser substituído por lhes, caso venhamos a empregar desenterramos, em 
vez de arrancamos da terra. 
(C) o segmento que não conhecem civilização expressa um efeito da ação indicada em quando as 
arrancamos da terra. 
(D) a construção quando as arrancamos resultará, na transposição para a voz passiva, em quando 
as temos arrancado. 
(E) As minhocas (...) queixam-se é construção que exemplifica um caso de voz passiva, equivalente 
a Vendem-se casas. 
 
7. (MPE/SP – ANALISTA DE PROMOTORIA – IBFC/2013) Considere os períodos abaixo e assinale 
a alternativa correta. 
I. Os manifestantes, que praticaram atos de vandalismo, foram detidos. 
II. Os manifestantes que praticaram atos de vandalismo foram detidos. 
 
(A) A pontuação está correta apenas em I. 
 
. 133 
(B) A pontuação está correta apenas em II, pois não se pode separar o sujeito do verbo. 
(C) A pontuação está correta em I e II, que têm o mesmo sentido, sendo o uso das vírgulas uma 
questão estilística. 
(D) A pontuação está correta em I e II, mas, no segundo, indica-se que todos os manifestantes 
praticaram atos de vandalismo. 
(E) A pontuação está correta em I e II, mas, no primeiro, indica-se que todos os manifestantes 
praticaram atos de vandalismo. 
 
8. (MPE/SP – ANALISTA DE PROMOTORIA – IBFC/2013) Considere o período e as afirmações 
abaixo. 
Os jovens, que são contestadores, não acham válido, muitas vezes, a opinião dos mais velhos. 
I. Se as vírgulas que intercalam a oração adjetiva (“que são contestadores”) fossem retiradas, não 
haveria qualquer alteração de sentido. 
II. Há um problema de concordância nominal. 
III. A pontuação não está correta. 
 
Está correto o que se afirma somente em: 
(A) Apenas I 
(B) Apenas II 
(C) Apenas III 
(D) Apenas I e III 
(E) Apenas II e III 
 
9. (MPE/RO – ANALISTA – AUDITORIA – FUNCAB/2012) Em “(...) Garanto: naquela região se 
operam, de fato, milagres QUE SALVAM VIDAS DIARIAMENTE.(...)”, a oração em destaque classifica-
se como: 
(A) subordinada substantiva subjetiva. 
(B) subordinada substantiva predicativa. 
(C) coordenada sindética explicativa. 
(D) subordinada adjetiva restritiva. 
(E) subordinada adjetiva explicativa. 
 
10. (POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – OFICIAL DE CARTÓRIO – IBFC/2013) 
 
Fé - Esperança - Caridade 
 (Sérgio Milliet) 
É preciso ter fé nesse Brasil 
nesse pau-brasil 
nessas matas despovoadas 
nessas praias sem pescadores 
É preciso ter fé 
Nesse norte de secas 
e de literatura 
A esperança vem do sul 
Vem de mansinho 
contagiosa e sutil 
vem no café que produzimos 
vem nas indústrias que criamos 
A esperança vem do sul 
do coração calmo de São Paulo 
É preciso ter caridade 
e ter carinho 
perdoar o ódio que nos cerca 
que nos veste 
e trabalhar para os irmãos pobres... 
(Poetas do Modernismo. INL-MEC, Rio de Janeiro, 1972) 
 
É recorrente, no poema, a construção “É preciso”, sempre relacionada a uma outra oração. Sobre 
essa outra oração, é correto afirmar que se trata de: 
 
. 134 
(A) uma oração subordinada adverbial. 
(B) uma oração coordenada assindética. 
(C) uma oração subordinada substantiva. 
(D) uma oração coordenada sindética. 
(E) uma oração subordinada adjetiva. 
 
11. (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – POLÍCIA CIVIL – ASSISTENTE SOCIAL – 
FUNCAB/2013) A oração destacada em “Ela quer QUE EU A ESCUTE!” está corretamente classificada 
em: 
(A) subordinada adverbial consecutiva. 
(B) subordinada substantiva predicativa. 
(C) subordinada substantiva objetiva direta. 
(D) coordenada sindética explicativa. 
(E) subordinada adjetiva restritiva. 
 
12. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAPTADA) Jogadores de futebol de diversos 
times entraram em campo em prol do programa ―Pai Presente‖, nos jogos do Campeonato Nacional em 
apoio à campanha que visa 4 reduzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai em sua 
certidão de nascimento. (...) 
A oração subordinada “que não possuem o nome do pai em sua certidão de nascimento” não é 
antecedida por vírgula porque tem natureza restritiva. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
RESPOSTAS 
 
1. RESPOSTA: “C”. 
Vamos às análises: 
A - Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19 = a conjunção inicial é condicional. 
B - antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante = conjunção temporal (dá-nos noção de tempo) 
C - para homenageá-lo = nessa oração temos a noção do motivo (qual a finalidade) da ação de “ter 
ido ao restaurante”, segundo o texto 
D - que carregas no peito – o “que” funciona como pronome relativo (podemos substituí-lo por “o 
qual” carregas no peito) 
E - tira um fiapo do ombro – temos aqui uma oração assindética (sem conjunção “final”) 
 
2. RESPOSTA: “A”. 
Se substituirmos a oração “reconhecer” pelo pronome “isso” teremos: É justo isso, ou, ISSO é justo. 
Temos um exemplo de oração subordinada substantiva subjetiva - reduzida de infinitivo (função de 
sujeito da oração principal). 
 
3. RESPOSTA: “CERTO‟. 
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser 
substituído por “o qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (oração subordinada adjetiva). 
Quando há presença de vírgula, temos uma adjetiva explicativa (generaliza a informação da oração 
principal. A construção seria: “do apagão, que atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados do 
país”); quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe, delimita a informação – como no caso do 
exercício). 
 
4. RESPOSTA: “B”. 
“É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas. A 
oração destacada pode ser substituída pelo pronome “isso”, portanto temos uma oração subordinada 
substantiva. Se não tivéssemos a presença dos dois-pontos, a classificação seria “subjetiva”, já que 
funcionaria como sujeito da oração principal (Isso é curioso). Como temos os dois-pontos, sua função é 
de “aposto” = apositiva. 
 
5. RESPOSTA: “C”. 
Outra sugere que os seguranças podem estar sendo procurados = a oração destacadacompleta o 
verbo “sugere” – presente na oração principal. “Sugere” o quê? = pede objeto direto. Portanto, a função 
da oração destacada é de objeto direto da principal (subordinada substantiva objetiva direta). 
 
. 135 
 
6. RESPOSTA: “A”. 
“As minhocas, que não conhecem civilização, queixam-se quando as arrancamos da terra 
A oração destacada é adjetiva explicativa, ou seja, generaliza, explica que TODAS as minhocas não 
conhecem a civilização. Se retirarmos a vírgula, a oração passará a ser classificada como adjetiva 
restritiva, alterando, também, seu sentido, já que restringirá o “quadro” de minhocas que se queixam 
quando arrancadas da terra: “somente as que não conhecem a civilização”. 
 
7. RESPOSTA: “E”. 
A questão envolve oração subordinada adjetiva. Quanto à classificação, basta encontrarmos a que 
tem vírgula para sabermos que se trata de uma adjetiva explicativa (generaliza a informação da oração 
principal); a que não tem vírgula é a restritiva (restringe a informação, especifica). Bem, o exercício 
requer uma análise além de simples classificação. Vamos a elas: quanto à pontuação, ambos os 
períodos estão corretos, já que apresentam informações “diferentes”. Descartamos os itens “A” e “B”. 
Na “C” diz que elas têm o mesmo sentido. Já vimos que não. Na “D” houve uma inversão, pois o 
período que generaliza (indica que “todos os manifestantes praticaram atos de vandalismo”) é o que 
possui vírgula (I). 
 
8. RESPOSTA: “B”. 
Os jovens, que são contestadores, não acham válido, muitas vezes, a opinião dos mais velhos. 
I. Se as vírgulas que intercalam a oração adjetiva (“que são contestadores”) fossem retiradas, não 
haveria qualquer alteração de sentido. 
Haveria alteração, pois teríamos uma oração subordinada adjetiva restritiva, o que mudaria o sentido 
da frase, indicando que somente os jovens contestadores não acham válida a opinião dos mais velhos. 
Segundo o enunciado, todos os jovens pensam assim. 
II. Há um problema de concordância nominal. 
... não acham válido (válida), muitas vezes, a opinião dos mais velhos. 
III. A pontuação não está correta. = está adequada à ideia que se quer transmitir. 
 
9. RESPOSTA: “D”. 
... milagres QUE SALVAM VIDAS DIARIAMENTE = o “que” pode ser substituído por “os quais”, 
portanto temos uma oração subordinada adjetiva. Como não há vírgula (que generalizaria), sobrou-nos 
a que especifica, delimita, restringe: restritiva. 
 
10. RESPOSTA: “C”. 
É preciso ter fé nesse Brasil; É preciso ter fé; É preciso ter caridade. Se substituirmos as orações 
grifadas pelo pronome “isso”, veremos que não perderão o sentido, ou seja, estamos trabalhando com 
subordinadas substantivas. Geralmente quando a oração principal inicia-se com verbo de ligação é sinal 
de que a subordinada exercerá a função de sujeito da oração principal: Isso é preciso. Portanto, as 
orações que completam a construção “É preciso” funcionam como “sujeito” = subjetivas. 
 
11. RESPOSTA: “C”. 
Ela quer “isso”. Se dá para substituirmos a oração subordinada pelo pronome “isso”, “disso”, teremos 
uma subordinada substantiva. Agora analisemos qual tipo: O verbo “querer” pede objeto direto (quer o 
quê? quer quem?). Então, a função da oração destacada é de objeto direto: oração subordinada 
substantiva objetiva direta. 
 
12. RESPOSTA: “CERTO”. 
A oração restringe o grupo que participará da campanha (apenas os que não têm o nome do pai na 
certidão de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tornar-se-á “explicativa”, generalizando a 
informação, o que dará a entender que TODAS as pessoas não têm o nome do pai na certidão. 
 
. 136 
 
Os concurseiros estão apreensivos. 
Concurseiros apreensivos. 
 
No primeiro exemplo, o verbo estar encontra-se na terceira pessoa do plural, concordando com o seu 
sujeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo “apreensivos” está concordando em gênero 
(masculino) e número (plural) com o substantivo a que se refere: concurseiros. Nesses dois exemplos, 
as flexões de pessoa, número e gênero correspondem-se. 
A correspondência de flexão entre dois termos é a concordância, que pode ser verbal ou nominal. 
 
Concordância Verbal 
 
É a flexão que se faz para que o verbo concorde com seu sujeito. 
 
a) Sujeito Simples - Regra Geral 
 
O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos: 
 
A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h. 
3ª p. Singular 3ª p. Singular 
 
Os candidatos à vaga chegarão às 12h. 
3ª p. Plural 3ª p. Plural 
 
Casos Particulares 
 
1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, 
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome 
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural. Por Exemplo: 
 
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. 
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram proposta. 
 
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando especificados: Um bando 
de vândalos destruiu / destruíram o monumento. 
 
Observação: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma 
plural confere destaque aos elementos que formam esse conjunto. 
 
2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de, 
menos de, perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe: 
Cerca de mil pessoas participaram do concurso. 
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade. 
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas. 
 
Concordância nominal e verbal 
Prof.ª Zenaide Branco 
 
. 137 
Observação: quando a expressão "mais de um" associar-se a verbos que exprimem reciprocidade, o 
plural é obrigatório: Mais de um colega se ofenderam na discussão. (ofenderam um ao outro) 
 
3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando- -
se em conta a ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo 
no plural, o verbo deve ficar o plural. 
Os Estados Unidos possuem grandes universidades. 
Estados Unidos possui grandes universidades. 
Alagoas impressiona pela beleza das praias. 
As Minas Gerais são inesquecíveis. 
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. 
 
4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, 
muitos, quaisquer, vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo pode concordar com o primeiro 
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal. Veja: 
Quais de nós são / somos capazes? 
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? 
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras. 
 
Observação: veja que a opção por uma ou outra forma indica a inclusão ou a exclusão do emissor. 
Quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos", ele está se 
incluindo no grupo dos omissos. Isso não ocorre ao dizer ou escrever "Alguns de nós sabiam de tudo e 
nada fizeram", frase que soa como uma denúncia. 
 
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular. 
Qual de nós é capaz? 
Algum de vós fez isso. 
 
5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o 
verbo deve concordar com o substantivo. 
25% do orçamento do país será destinado à Educação. 
85% dos entrevistados não aprovam a administração do prefeito. 
1% do eleitorado aceita a mudança. 
1% dos alunos faltaram à prova. 
 
Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve concordar 
com o número. 
25% querem a mudança. 
1% conheceo assunto. 
 
Se o número percentual estiver determinado por artigo ou pronome adjetivo, a concordância far- -
se-á com eles: 
Os 30% da produção de soja serão exportados. 
Esses 2% da prova serão questionados. 
 
6) O pronome “que” não interfere na concordância; já o “quem” exige que o verbo fique na 3ª pessoa 
do singular. 
Fui eu que paguei a conta. 
Fomos nós que pintamos o muro. 
És tu que me fazes ver o sentido da vida. 
Sou eu quem faz a prova. 
Não serão eles quem será aprovado. 
 
7) Com a expressão "um dos que", o verbo deve assumir a forma plural. 
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas. 
Este candidato é um dos que mais estudaram! 
 
Se a expressão for de sentido contrário – nenhum dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no 
singular: 
 
. 138 
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga. 
Nem uma das que me escreveram mora aqui. 
 
*Quando “um dos que” vem entremeada de substantivo, o verbo pode: 
a) ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atravessa o Estado de São Paulo. (já que não há 
outro rio que faça o mesmo). 
 
b) ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão poluídos (noção de que existem outros rios na 
mesma condição). 
 
8) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural. 
Vossa Excelência está cansado? 
Vossas Excelências renunciarão? 
 
9) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se de acordo com o numeral. 
Deu uma hora no relógio da sala. 
Deram cinco horas no relógio da sala. 
Soam dezenove horas no relógio da praça. 
Baterão doze horas daqui a pouco. 
 
Observação: caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com 
esse sujeito. 
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. 
Soa quinze horas o relógio da matriz. 
 
10) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum sujeito, são usados sempre na 3ª pessoa do 
singular. São verbos impessoais: Haver no sentido de existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que 
indicam fenômenos da natureza. Exemplos: 
Havia muitas garotas na festa. 
Faz dois meses que não vejo meu pai. 
Chovia ontem à tarde. 
 
b) Sujeito Composto 
 
1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a concordância se faz no plural: 
Pai e filho conversavam longamente. 
 Sujeito 
Pais e filhos devem conversar com frequência. 
 Sujeito 
 
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância ocorre da 
seguinte maneira: a primeira pessoa do plural (nós) prevalece sobre a segunda pessoa (vós) que, por 
sua vez, prevalece sobre a terceira (eles). Veja: 
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão. 
Primeira Pessoa do Plural (Nós) 
 
Tu e teus irmãos tomareis a decisão. 
Segunda Pessoa do Plural (Vós) 
 
Pais e filhos precisam respeitar-se. 
Terceira Pessoa do Plural (Eles) 
 
Observação: quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa (tu) e um da 
terceira (ele), é possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural (eles): "Tu e teus irmãos 
tomarão a decisão." – no lugar de “tomaríeis”. 
 
3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de 
concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer 
concordância com o núcleo do sujeito mais próximo. 
 
. 139 
Faltaram coragem e competência. 
Faltou coragem e competência. 
Compareceram todos os candidatos e o banca. 
Compareceu o banca e todos os candidatos. 
 
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concordância é feita no plural. Observe: 
 
Abraçaram-se vencedor e vencido. 
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. 
 
Casos Particulares 
 
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no 
singular. 
Descaso e desprezo marca seu comportamento. 
A coragem e o destemor fez dele um herói. 
 
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, verbo no singular: 
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfaz. 
 
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no 
plural, de acordo com o valor semântico das conjunções: 
Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira. 
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta. 
 
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de “adição”. Já em: 
Juca ou Pedro será contratado. 
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada. 
 
* Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam no singular. 
 
4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância costuma ser feita no 
singular. 
Um ou outro compareceu à festa. 
Nem um nem outro saiu do colégio. 
 
Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou no singular: Um e outro farão/fará a prova. 
 
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos 
recebem um mesmo grau de importância e a palavra "com" tem sentido muito próximo ao de "e". 
O pai com o filho montaram o brinquedo. 
O governador com o secretariado traçaram os planos para o próximo semestre. 
O professor com o aluno questionaram as regras. 
 
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o primeiro elemento. 
O pai com o filho montou o brinquedo. 
O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre. 
O professor com o aluno questionou as regras. 
 
Observação: com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito composto. O sujeito é simples, 
uma vez que as expressões "com o filho" e "com o secretariado" são adjuntos adverbiais de 
companhia. Na verdade, é como se houvesse uma inversão da ordem. Veja: 
"O pai montou o brinquedo com o filho." 
"O governador traçou os planos para o próximo semestre com o secretariado." 
―O professor questionou as regras com o aluno.‖ 
 
*Casos em que se usa o verbo no singular: 
Café com leite é uma delícia! 
O frango com quiabo foi receita da vovó. 
 
. 140 
 
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como: "não só...mas ainda", 
"não somente"..., "não apenas...mas também", "tanto...quanto", o verbo ficará no plural. 
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste. 
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia. 
 
7) Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por um aposto recapitulativo, a 
concordância é feita com esse termo resumidor. 
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia. 
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante na vida das pessoas. 
 
Outros Casos 
 
1) O Verbo e a Palavra "SE" 
Dentre as diversas funções exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a concordância 
verbal: 
a) quando é índice de indeterminação do sujeito; 
b) quando é partícula apassivadora. 
Quando índice de indeterminação do sujeito, o "se" acompanha os verbos intransitivos, transitivos 
indiretos e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular. Exemplos: 
Precisa-se de funcionários. 
Confia-se em teses absurdas. 
 
Quando pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos 
diretos e indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar 
com o sujeito da oração. Exemplos: 
Construiu-se um posto de saúde. 
Construíram-se novos postos de saúde. 
Aqui não se cometem equívocos 
Alugam-se casas. 
 
 
Para saber se o “se” é partícula apassivadora ou índice de indeterminação do 
sujeito, tente transformar a frase para a voz passiva. Se a frase construída for 
“compreensível”, estaremos diante de uma partícula apassivadora; se não, o “se” 
será índice de indeterminação.Veja: 
Precisa-se de funcionários qualificados. 
Tentemos a voz passiva: 
Funcionários qualificados são precisados (ou precisos)? Não há lógica. 
Portanto, o “se” destacado é índice de indeterminação do sujeito. 
 
Agora: 
Vendem-se casas. 
Voz passiva: Casas são vendidas. Construção correta! Então, aqui, o “se” é 
partícula apassivadora. (Dá para eu passar para a voz passiva. Repare em meu 
destaque. Percebeu semelhança? Agora é só memorizar!). 
 
2) O Verbo "Ser" 
 
A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa 
concordância pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do sujeito. 
 
Quando o sujeito ou o predicativo for: 
 
a)Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo SER concorda com a pessoa gramatical: 
Ele é forte, mas não é dois. 
Fernando Pessoa era vários poetas. 
A esperança dos pais são eles, os filhos. 
 
 
. 141 
b)nome de coisa e um estiver no singular e o outro no plural, o verbo SER concordará, 
preferencialmente, com o que estiver no plural: 
Os livros são minha paixão! 
Minha paixão são os livros! 
Quando o verbo SER indicar 
 
a)horas e distâncias, concordará com a expressão numérica: 
É uma hora. 
São quatro horas. 
Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilômetros. 
 
b)datas, concordará com a palavra dia(s), que pode estar expressa ou subentendida: 
Hoje é dia 26 de agosto. 
Hoje são 26 de agosto. 
 
c) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for seguido de palavras ou expressões como 
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER fica no singular: 
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso. 
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. 
Duas semanas de férias é muito para mim. 
 
d) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal do caso reto, com este 
concordará o verbo. 
No meu setor, eu sou a única mulher. 
Aqui os adultos somos nós. 
 
Observação: sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) representados por pronomes pessoais, o 
verbo concorda com o pronome sujeito. 
Eu não sou ela. 
Ela não é eu. 
 
e) Quando o sujeito for uma expressão de sentido partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no 
plural, o verbo SER concordará com o predicativo. 
A grande maioria no protesto eram jovens. 
O resto foram atitudes imaturas. 
 
3) O Verbo "Parecer" 
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução verbal (é seguido de infinitivo), admite duas 
concordâncias: 
a) Ocorre variação do verbo PARECER e não se flexiona o infinitivo. Por Exemplo: 
As crianças parecem gostar do desenho. 
 
b) A variação do verbo parecer não ocorre e o infinitivo sofre flexão: 
As crianças parece gostarem do desenho. 
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho aas crianças) 
 
 
Atenção: Com orações desenvolvidas, o verbo PARECER fica no singular. 
Por Exemplo: As paredes parece que têm ouvidos. (Parece que as paredes têm 
ouvidos = oração subordinada substantiva subjetiva). 
 
Concordância Nominal 
 
A concordância nominal baseia-se na relação entre nomes (substantivo, pronome) e as palavras que 
a eles se ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e 
 
. 142 
particípios). Lembre-se: normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um termo da oração, e o 
adjetivo, como adjunto adnominal. 
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as seguintes regras gerais: 
1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único substantivo. Por Exemplo: 
As mãos trêmulas denunciavam o que sentia. 
 
2) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos, a concordância pode variar. Podemos 
sistematizar essa flexão nos seguintes casos: 
a) Adjetivo anteposto aos substantivos: 
- O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo. 
Encontramos caídas as roupas e os prendedores. 
Encontramos caída a roupa e os prendedores. 
Encontramos caído o prendedor e a roupa. 
 
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre concordar 
no plural. 
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar. 
Encontrei os divertidos primos e primas na festa. 
 
b) Adjetivo posposto aos substantivos: 
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (assumindo a forma 
masculina plural se houver substantivo feminino e masculino). 
A indústria oferece localização e atendimento perfeito. 
A indústria oferece atendimento e localização perfeita. 
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos. 
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos. 
 
Observação: os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o adjetivo 
efetivamente se refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no plural 
masculino, que é o gênero predominante quando há substantivos de gêneros diferentes. 
 
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adjetivo fica no singular ou plural. 
A beleza e a inteligência feminina(s). 
O carro e o iate novo(s). 
 
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: 
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum 
modificador. Por Exemplo: Água é bom para saúde. 
 
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou qualquer outro 
determinativo. Por Exemplo: Esta água é boa para saúde. 
 
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere. Por 
Exemplo: Juliana encontrou-as muito felizes. 
 
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + 
preposição DE + adjetivo, este último geralmente é usado no masculino singular. Por Exemplo: Os 
jovens tinham algo de misterioso. 
 
6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda normalmente com o 
nome a que se refere: 
Cristina saiu só. 
Cristina e Débora saíram sós. 
 
Observação: quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função adverbial, ficando, 
portanto, invariável. Por Exemplo: Eles só desejam ganhar presentes. 
 
 
. 143 
 
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. Se a frase ficar coerente com o 
primeiro, trata-se de advérbio, portanto, invariável; se houver coerência com o 
segundo, função de adjetivo, então varia: 
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo 
Ele está só descansando. (apenas descansando) - advérbio 
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula depois de “só”, haverá, novamente, um 
adjetivo: 
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e descansando) 
 
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser 
usadas as construções: 
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo. Por Exemplo: 
Admiro a cultura espanhola e a portuguesa. 
 
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo. Por Exemplo: Admiro as 
culturas espanhola e portuguesa. 
 
 
Casos Particulares 
 
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permitido 
 
a) Estas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a 
que se referem possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo). 
É proibido entrada de crianças. 
Em certos momentos, é necessário atenção. 
No verão, melancia é bom. 
É preciso cidadania. 
Não é permitido saída pelas portas laterais. 
 
b) Quando o sujeito destas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto 
o verbo como o adjetivo concordam com ele. 
É proibida a entrada de crianças. 
Esta salada é ótima. 
A educação é necessária. 
São precisas várias medidas na educação. 
 
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite 
 
Estas

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