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1
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
ECONOMIA
02
ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul 
do Estado do Espírito Santo, com unidades em 
Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, 
destacando-se pela oferta de cursos de 
graduação, técnico, pós-graduação e 
extensão, com qualidade nas quatro áreas 
do conhecimento: Agrárias, Exatas, 
Humanas e Saúde, sempre primando pela 
qualidade de seu ensino e pela formação 
de profissionais com consciência cidadã 
para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto 
grupo de Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institu-
ições avaliadas no Brasil, apenas 15% conquis-
taram notas 4 e 5, que são consideradas 
conceitos de excelência em ensino.
Estes resultados acadêmicos colocam 
todas as unidades da Multivix entre as 
melhores do Estado do Espírito Santo e 
entre as 50 melhores do país.
 
MISSÃO
Formar profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho, com elevado 
padrão de qualidade, sempre mantendo a credibil-
idade, segurança e modernidade, visando à satis-
fação dos clientes e colaboradores.
 
VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci-
da nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
R E I TO R
GRUPO
MULTIVIX
R E I
03
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com
F676e Fonseca, Géssica Germana.
 Economia/Géssica Germana Fonseca; Priscila Alves de Freitas (revisora). – Serra: Multivix, 2017.
123 f.: il.; 30 cm
 
Inclui referências.
 
1. Economia. 2. Microeconomia 3. Macroeconomia I. Freitas, Priscila Alves de (revisora) 
II. Faculdade Multivix – NeaD. II. Título.
 
 CDD: 330.1
EDITORIAL
Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix Serra
2017 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA • MULTIVIX
Diretor Executivo
Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretora Acadêmica
Eliene Maria Gava Ferrão Penina
Diretor Administrativo Financeiro
Fernando Bom Costalonga
Diretor Geral
Helber Barcellos da Costa
Diretor da Educação a Distância
Pedro Cunha
Conselho Editorial
Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente do
Conselho Editorial)
Kessya Penitente Fabiano Costalonga
Carina Sabadim Veloso
Patrícia de Oliveira Penina
Roberta Caldas Simões
Revisão de Língua Portuguesa
Leandro Siqueira Lima
Revisão Técnica
Alexandra Oliveira
Alessandro Ventorin
Graziela Vieira Carneiro
Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo
Carina Sabadim Veloso
Maico Pagani Roncatto
Ednilson José Roncatto
Aline Ximenes Fragoso
Genivaldo Felix Soares
Multivix Educação à Distância
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial
Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia
Direção EaD
Coordenação Acadêmica EAD
04
ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
-
R E I TO R
APRESENTAÇÃO
DA DIREÇÃO
EXECUTIVA
Aluno (a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte do 
maior grupo educacional de Ensino Superior do 
Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a 
Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoeiro 
de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São 
Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, no 
mercado capixaba, destaca-se pela oferta de cursos 
de graduação, pós-graduação e extensão de 
qualidade nas quatro áreas do conhecimento: 
Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na 
modalidade presencial quanto a distância.
Além da qualidade de ensino já comprovada 
pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência 
no Brasil, contando com sete unidades do 
Grupo entre as 100 melhores do País, a Multivix 
preocupa-se bastante com o contexto da 
realidade local e com o desenvolvimento do 
país. E para isso, procura fazer a sua parte, 
investindo em projetos sociais, ambientais e na 
promoção de oportunidades para os que 
sonham em fazer uma faculdade de qualidade 
mas que precisam superar alguns obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: 
“Formar profissionais com consciência cidadã para 
o mercado de trabalho, com elevado padrão de 
qualidade, sempre mantendo a credibilidade, segu-
rança e modernidade, visando à satisfação dos 
clientes e colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade sempre 
foi a melhor resposta para um país crescer. Para a 
Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o 
mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretor Executivo do Grupo Multivix
05
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
Você está prestes a iniciar o estudo da disciplina 
Economia. Economia é uma matéria fascinante e o 
estudo dessa disciplina certamente mudará a sua 
forma de ver o mundo e de se relacionar no am-
biente na qual está inserido.
Se pararmos um minuto para observar ao nosso re-
dor, é possível compreender os conceitos de econo-
mia no nosso dia a dia. Muitas vezes estamos tão 
apressados com as nossas obrigações diárias e nem 
percebemos que podemos usar as noções de eco-
nomia para resolver vários problemas.
Dizemos que a economia existe devido à escassez, 
ou seja, a falta de recursos. Caso os recursos exis-
tissem na sociedade de forma abundante não seria 
necessário pensar na melhor forma de distribuir tais 
recursos. Pense, por exemplo, se você possuísse di-
nheiro e tempo de forma infinita, e tudo que você 
pensasse em fazer ou em utilizar também não tives-
se limite. Nesse caso não seria necessário pensar em 
economia.
Devido a existência de recursos finitos surge a ne-
cessidade de pensar em Economia. Independente 
da sua profissão, classe social, ou ideologia política, 
são necessárias noções de economia para resolver 
problemas diários. Nesse sentido desenvolvemos 
essa apostila com muito carinho pensando nos alu-
nos do curso Ead da Faculdade Multivix.
Desejamos a todos bons estudos!!!
APRESENTAÇÃO 
GERAL DA 
DISCIPLINA
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ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
LISTA DE GRÁFICOS
>
>
>
>
>
Gráfico 1: Curva de Demanda 36
Gráfico 2: Curva de Demanda 40
Gráfico 3: Deslocamentos da Curva de Demanda 41
Gráfico 4: Curva de Oferta 42
Gráfico 5: Equilíbrio de Mercado 43
07
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
SUMÁRIO
2UNIDADE
1UNIDADE 1 EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO 12
1.1 INTRODUÇÃO A ECONOMIA 12
1.1.1 A CIÊNCIA ECONOMIA12
1.1.2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO PENSAMENTO ECONÔMICO 17
1.1.2.1 ANTIGUIDADE CLÁSSICA (1ª. FASE) 18
1.1.2.2 ANTIGUIDADE CLÁSSICA (2ª. FASE) 19
1.1.2.3 IDADE MÉDIA (500 A 1500) 20
1.1.2.4 MERCANTILISMO (SÉCULOS XVI A XVIII) 21
1.1.2.5 MERCANTILISMO ESPANHOL 22
1.1.2.6 MERCANTILISMO INGLÊS 22
1.1.2.7 MERCANTILISMO FRANCÊS 22
1.1.2.8 REVOLUÇÃO FILOSÓFICA E INDUSTRIAL (1750 A 1850) 23
1.1.2.9 REVOLUÇÃO/TEORIA NEOCLÁSSICA 25
1.1.3 REVOLUÇÃO KEYNESIANA E GRANDE DEPRESSÃO DE 1929. 25
1.1.3.1 REVOLUÇÃO/TEORIA NEOLIBERAL: 26
1.1.4 MODELOS ECONÔMICOS 27
1.1.4.1 PRIMEIRO MODELO: DIAGRAMA DE FLUXO CIRCULAR DA RENDA SIMPLIFICADO 27
1.1.4.2 SEGUNDO MODELO: FRONTEIRA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO (FPP) 29
1.1.4.3 SETORES DA ECONOMIA 31
1.1.4.4 ORGANIZAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA 31
1.1.4.5 CARACTERÍSTICAS DAS ECONOMIAS LIBERAIS DE MERCADO 32
1.1.4.6 AS ECONOMIAS CENTRALMENTE PLANIFICADAS 33
1.1.4.7 ECONOMIAS SOCIAIS DE MERCADO (MISTAS) 34
2 OFERTA, DEMANDA E EQUILÍBRIO DE MERCADO 36
2.1 MICROECONOMIA 36
2.1.1 INTRODUÇÃO À MICROECONOMIA 36
2.1.1.1 TEORIA ELEMENTAR DA DEMANDA 36
2.1.1.1.1 CONCEITO 36
2.1.1.1.2 LEI GERAL DA DEMANDA 37
2.1.1.2 FUNÇÃO DA DEMANDA 38
2.1.1.3 TIPOS DE BENS X PREÇO DO BEM 39
2.1.1.4 DISTINÇÃO ENTRE DEMANDA E QUANTIDADE DEMANDADA 40
2.1.2 A TEORIA DA FIRMA / TEORIA DA PRODUÇÃO 45
08
ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
2.1.3 TEORIA DOS CUSTOS ECONÔMICOS 49
2.1.4 TEORIA DOS RENDIMENTOS 53
3 ESTRUTURAS DE MERCADO 55
3.1 ESTRUTURAS DE MERCADO 55
3.1.1.1 CONCORRÊNCIA PURA OU PERFEITA 55
3.1.1.2 MONOPÓLIO 56
3.1.1.3 OLIGOPÓLIO 56
3.1.1.4 CONCORRÊNCIA MONOPOLISTA 57
3.1.2 ESTRUTURA DO MERCADO DE FATORES DE PRODUÇÃO 58
3.1.2.1 CONCORRÊNCIA PERFEITA NO MERCADO DE FATORES 58
3.1.2.2 MONOPSÔNIO 58
3.1.2.3 OLIGOPSÔNIO 58
3.1.2.4 MONOPÓLIO BILATERAL 59
3.1.3 AS EMPRESAS E O MERCADO 59
3.1.3.1 CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA NO BRASIL - O CADE 59
3.1.3.2 O QUE FAZ O CADE 61
4 O PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) 66
4.1 MACROECONOMIA 66
4.1.1 MENSURAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA 66
4.1.2 FLUXO CIRCULAR DE RENDA E PRODUTO 67
4.1.3 PRODUTO NACIONAL 67
4.1.4 DESPESA NACIONAL 70
4.1.5 POUPANÇA E INVESTIMENTOS AGREGADOS 72
4.1.6 ANÁLISE DE CENÁRIOS DA ATIVIDADE ECONÔMICA 72
4.1.7 RENDA NACIONAL 73
4.1.8 PIB PER CAPITA 74
4.1.9 PIB NOMINAL E PIB REAL 76
5 SISTEMA MONETÁRIO E POLÍTICAS MACROECONÔMICAS 79
5.1 O SISTEMA MONETÁRIO 79
SUMÁRIO
4UNIDADE
5UNIDADE
3UNIDADE
09
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
SUMÁRIO
6UNIDADE
5.1.1 FUNÇÕES DA MOEDA 80
5.1.2 TIPOS DE MOEDA 81
5.1.3 A MOEDA NA ECONOMIA 81
5.1.4 O BANCO CENTRAL 83
5.1.4.1 O BANCO CENTRAL E A POLÍTICA MONETÁRIA 84
5.1.5 POLÍTICA FISCAL COMO INSTRUMENTO DE MACROECONOMIA 87
5.1.6 POLÍTICA COMERCIAL COMO INSTRUMENTO DE MACROECONOMIA 88
5.1.7 POLÍTICA CAMBIAL COMO INSTRUMENTO DE MACROECONOMIA 88
5.1.8 POLÍTICA BRASILEIRA DE COMBATE À INFLAÇÃO 89
5.1.9 O QUE DETERMINA O VALOR DA MOEDA? 90
5.1.10 FATO HISTÓRICO 92
5.1.11 O IMPOSTO INFLACIONÁRIO 92
5.1.12 CUSTOS DA INFLAÇÃO 94
5.1.13 O PLANO REAL 95
6 O SETOR EXTERNO 102
6.1 OS FLUXOS INTERNACIONAIS DE BENS E CAPITAIS 102
6.2 RISCO PAÍS 104
6.3 POUPANÇA, INVESTIMENTO E SUA RELAÇÃO COM OS FLUXOS INTERNACIONAIS 106
6.4 TAXA DE CÂMBIO REAL E TAXA DE CÂMBIO NOMINAL 107
6.5 A INFLAÇÃO E AS TAXAS DE CÂMBIO NOMINAIS 109
6.6 COMO AS FORÇAS ATUAM NO MERCADO DE CÂMBIO 110
6.7 REGIMES CAMBIAIS 111
6.7.1 REGIME DE CÂMBIO FIXO 111
6.7.2 O REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE 112
6.7.3 REGIME DE CÂMBIO BRASILEIRO: FLUTUAÇÃO SUJA (DIRTY FLOATING) 113
6.7.4 O PADRÃO OURO 113
6.7.5 ABERTURA COMERCIAL 114
6.7.6 FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL – FMI 116
CONCLUSÃO 121
REFERÊNCIAS 122
10
ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
 ICONOGRAFIA
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
11
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
UNIDADE 1
• Diferenciar os vários 
entendimentos possíveis da 
palavra economia.
• Diferenciar aspectos 
de microeconomia de 
macroeconomia;
• Entender os conceitos 
de tradoff e custo de 
oportunidade e aplicar em 
seu dia a dia;
• Compreender os modelos 
econômicos de Fluxo Circular 
de Renda e Fronteira de 
Possibilidade de Produção;
• Analisar o sistema econômico 
de um país e saber classificar 
em economia de mercado, 
economia centralizada, ou 
economia mista;
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos:
12
ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
1 EVOLUÇÃO DO 
PENSAMENTO ECONÔMICO
1.1 INTRODUÇÃO A ECONOMIA
1.1.1 A CIÊNCIA ECONOMIA
A palavra economia vem do termo grego oikonomía, onde oikos significa lar e nomos 
significa lei, de tal modo a palavra economia pode ser compreendida como admi-
nistração do lar.
No contexto de uma casa (um lar) a família precisa tomar diversas decisões em seu 
dia a dia, como por exemplo:
Quem preparará 
as refeições?
Quem cuidará da 
limpeza do 
ambiente?
Qual tarefa cada 
membro da 
família 
desempenhará?
Qual aparelho 
de TV deverá ser 
adquirido?
Essas decisões precisam ser tomadas pois há necessidade de gerenciar a alocação 
de recursos tendo em vista que eles são escassos. Caso os recursos fossem abundan-
tes uma família não precisaria se preocupar com qual aparelho de TV seria adquiri-
do, era só comprar o melhor disponível no mercado e o problema estaria resolvido. 
No entanto, várias questões são levadas em consideração no momento de efetuar 
a compra, questões como preço, qualidade, marcar, recursos disponíveis, formas de 
pagamento, garantia, são importantes no momento da decisão, a fim de chegar à 
conclusão de qual aparelho possui melhor custo-benefício. 
13
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
Assim como uma família sempre tem diversas decisões a tomar sobre como admi-
nistrar seus recursos e quem vai realizar as várias tarefas, a sociedade, como um todo, 
também se depara com inúmeras decisões:
O que e quanto produzir? Como produzir?
Para quem 
produzir?
Podem comprar comida, 
roupas, viagens etc.
Podem poupar parte da renda para a 
aposentadoria ou para pagar os estudos dos filhos. 
O que e quanto produzir? Como produzir? Para quem produzir? São os problemas 
econômicos fundamentais que a sociedade precisa resolver, tendo em vista que 
os recursos são limitados e as necessidades humanas ilimitadas, ou seja, há escas-
sez de recursos.
Escassez significa que a sociedade tem menos a oferecer do que aquilo que as pes-
soas desejam ter. E Economia é o estudo da forma pela qual a sociedade administra 
seus recursos escassos. De tal modo a economia só existe, pois há escassez de recursos.
Na maioria das sociedades, os recursos são alocados pelas ações combinadas de 
milhões de famílias e empresas. O comportamento de uma economia reflete o com-
portamento das pessoas que formam esta economia.
A escassez de recursos implica que os agentes econômicos 
enfrentam “tradeoffs”, ou seja, escolhas.
No fundo isto tem a ver com as expressões "nada é de graça", ou "there is no free lun-
ch". Para se obter algo que desejamos, em geral temos de abrir mão de algo de que 
gostamos => Deve-secomparar objetivos.
Pense num casal decidindo como alocar a renda da família:
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ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
No momento em que eles resolvem gastar um real num item, é menos um real dis-
ponível para as outras despesas. Isto é, existe um tradeoff entre as diversas possibili-
dades de alocação da renda familiar.
Assim como uma família, uma sociedade também se depara com tradeoffs. Um 
tradeoff clássico seria "armas e manteiga". Quanto mais é gasto na defesa nacional 
(armas), menos se pode gastar com bens para aumentar o padrão de vida desta so-
ciedade (manteiga). 
Uma empresa de capital aberto pode enfrentar um tradeoff entre uma distribuição 
de lucros através de dividendos para seus acionistas ou reter parte dos lucros para 
financiar uma expansão de atividades.
A tomada de decisões exige a comparação dos custos e benefícios de vários cursos 
de ação, que nem sempre são óbvios. Além de definir exatamente o que são custos 
deve-se estar atento para o custo oportunidade.
O custo de oportunidade é um custo associado a uma oportunidade perdida, ou 
seja, há uma oportunidade que desistimos. No estudo do conceito do custo de opor-
tunidade partimos do princípio que o ser humano é racional e sempre fará a melhor 
escolha possível. A cada tradeoff “abrimos mão” de algo para selecionar uma alterna-
tiva melhor, e o que não escolhemos representa o nosso custo de oportunidade. Ou 
seja, toda nova oportunidade tem um custo, e esse custo é o que deixamos para traz.
Nesse sentido, imagine um proprietário de um ponto comercial que rende um alu-
guel mensal de R$5.000,00 (cinco mil reais). Caso o proprietário decida não alugar o 
ponto comercial e resolva abrir uma empresa neste endereço, qual seria o custo de 
oportunidade? O custo de oportunidade está associado a uma oportunidade per-
dida, e nesse caso poderia ser expressado pelo valor monetário de R$5.000,00. Cer-
tamente o proprietário do ponto comercial tomaria essa decisão com a pretensão 
de auferir lucros superiores a R$5.000,00. Partimos do princípio que o proprietário 
é racional e tomou a melhor decisão possível dentro do leque de possibilidades. O 
que o proprietário do ponto comercial precisa abrir mão devido a nova escolha é o 
custo de oportunidade.
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FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ECONOMIA
SUMÁRIO
Nem sempre o custo de oportunidade será expresso de forma quantitativa como no 
exemplo acima. Algumas vezes ele aparecerá de forma qualitativa.
Suponha um estudante do curso de Administração presencial e matutino que em uma 
determinada manhã quarta feira tenha decidido ir à praia. Qual é o custo de oportunida-
de do estudante diante da situação? Ou seja, qual oportunidade o estudante abriu mão 
para ir à praia? Nesse caso o custo de oportunidade é participar da aula na faculdade.
EXEMPLO
Como o custo de oportunidade supõe que os indivíduos sejam racionais, considera-
mos que a melhor escolha que o estudante poderia realizar nessa manhã de quarta 
feira específica seria ir à praia. No entanto essa escolha possui um custo de oportu-
nidade imediato, e que pode gerar consequências negativas em um futuro próximo.
Suponha agora um estudante que iniciou o curso de Ciências Contábeis. Ao resolver 
cursar uma universidade, uma pessoa tem claramente um benefício intelectual e 
melhores oportunidades de emprego ao longo da vida. E os custos? Anuidades, li-
vros e em alguns casos moradia e alimentação. Além desses custos diretos, a pessoa 
tem um custo oportunidade: ao invés de estudar, ela poderia estar trabalhando e 
ganhando um salário. O dinheiro dos livros e anuidades poderia estar aplicado, ren-
dendo juros.
Imagine que um jogador de futebol muito bem pago, (um jogador de seleção) es-
tivesse pensando abandonar sua carreira para estudar medicina. Certamente o seu 
custo oportunidade é muito alto. Pois o salário que ele deixaria de ganhar como 
jogador é muito alto. Se um outro jogador da terceira divisão resolvesse a mesma 
coisa, certamente não estaria abrindo mão de um salário tão alto, logo seu custo 
oportunidade é menor.
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ECONOMIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
A ciência que estuda a escassez é a Economia. Podemos aprofundar o estudo sobre 
a Economia a partir de dois grandes ramos a saber:
MICROECONOMIA: 
os microeconomistas são economis-
tas que buscam estudar as unidades 
econômicas individuais como por ex-
emplo consumidores, empresas, tra-
balhadores, buscando estudar o funcio-
namento do mercado (oferta e demanda) 
para a determinação de preço;
MACROECONOMIA: 
os macroeconomistas são economistas 
que estudam o comportamento dos 
agregados econômicos tais como: renda, 
produto nacional, nível de emprego, taxa 
de juros, taxa de câmbio, entre outros;
Os economistas tentam tratar seu campo de estudo com a objetividade de um cien-
tista. Eles formulam teorias, coletam dados e depois analisam esses dados para con-
firmar ou refutar suas teorias. A essência da ciência é o método científico - a formu-
lação e o teste desapaixonado de teorias sobre o funcionamento do mundo. 
Contudo, os economistas enfrentam um empecilho que torna sua tarefa mais desa-
fiadora: com frequência os experimentos no campo da economia são difíceis. Um fí-
sico que estudasse a lei da gravidade poderia deixar cair uma bolinha quantas vezes 
achasse necessário para gerar os dados para sua pesquisa. Já um economista que 
estudasse a correlação da política monetária de países com a inflação, não poderia 
simplesmente controlar a expansão monetária para obter dados.
Assim como os astrônomos, o economista tem que se contentar com os dados que 
o mundo lhe fornece e prestam bastante atenção aos experimentos naturais que a 
história lhe oferece: a guerra no oriente médio e a interrupção do fluxo de petróleo 
para a economia mundial, a grande depressão, a revolução industrial inglesa, a hiper 
inflação alemã, a recente crise na Ásia etc. Esses episódios são valiosos, pois nos per-
mitem ver como a economia funcionou no passado e principalmente avaliar teorias 
no presente.
O papel das hipóteses: A razão pela qual os economistas elaboram hipóteses é basi-
camente a mesma que surge em outra ciência. As hipóteses facilitam a compreen-
são do mundo.
Um físico, ao estudar a queda de uma bolinha de três metros de altura formula a hi-
pótese que ela estaria caindo no vácuo (para não levar em consideração o atrito com 
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SUMÁRIO
o ar). Se a bolinha estivesse caindo de um edifício de cinquenta andares, esta já não 
seria uma hipótese razoável. 
Um economista, para estudar o comércio internacional, por exemplo, supõe que o 
mundo é constituído de dois países que produzem dois bens. O mundo real é forma-
do por diversos países e cada um deles produz milhares de bens. A hipótese permite 
a concentração do pensamento. Uma vez compreendido o comércio internacional 
num mundo imaginário, o economista estará em melhor posição para entender o 
mundo real. A arte do pensamento científico quer seja na física ou na economia, está 
em decidir quais as hipóteses formular. 
1.1.2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO PENSAMENTO 
ECONÔMICO
A Economia se apresenta sob uma evolução que acompanha a história da huma-
nidade, empreendendo uma apresentação de aspectos relevantes, proporcionando 
assim o que chamamos de Evolução Histórica do Pensamento Econômico. 
Essa evolução se apresenta nas seguintes fases:
• Antiguidade Clássica (1ª. Fase);
• Antiguidade Clássica (2ª. Fase);
• IdadeMédia (500 a 1500 d.C.);
• Mercantilismo (do Século XVI a XVIII);
• Revolução Filosófica e Industrial (1750 a 1850).
Devemos considerar também, as Escolas Hedonistas – Psicológicas e Matemática ou 
de Lousanne; e a Corrente do Pensamento Econômico Moderno – Keynesianismo);
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1.1.2.1 ANTIGUIDADE CLÁSSICA (1ª. FASE)
Podemos entendê-la sob os seguintes pontos importantes:
• Período: do ano 4000 ao ano 1000 a.C.
• Verificamos nesse período, os chamados “Tempos Bíblicos”, com os ensinamen-
tos e procedimentos relatados no Antigo Testamento (do ano 2500 ao ano 100 
a.C.) e no Novo Testamento.
• Características: Atividades de subsistência e autoconsumo.
• Nota-se o aparecimento de conceitos de: propriedade, herança, salário, tributos, 
moeda e práticas comerciais.
• Propriedade: Os homens deixam de ser nômades, dedicando-se às atividades 
agropecuárias.
• Herança: Primazia do primogênito na distribuição. A seguir, irmãos, irmãs, ir-
mãos dos pais, filhos, filhas e demais parentes.
• Salário: Exemplos, como o do pagamento de Labão a Jacó (Gn. 29:15-20 e 
30:32).
• Tributos: Corvéia (obrigação de trabalho, instituído pelo Rei Salomão), Dízimo 
(em espécie), Captação (para o sustento do templo).
• Moeda: usavam-se as trocas; posteriormente, quantidades de ouro e prata; além 
de moedas estrangeiras até 141 a.C.
• Práticas comerciais: Mais voltadas à agricultura, prática de descanso do solo 
no 7º. ano.
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1.1.2.2 ANTIGUIDADE CLÁSSICA (2ª. FASE)
Podemos entendê-la sob os seguintes pontos importantes:
• Período: do ano 1000 a.C. ao ano 476 d.C.
• Este período trouxe importantes contribuições no estudo de ideias sobre rique-
za, valor econômico e moeda. Vemos pela primeira vez as expressões: econo-
mia, econômico, valor e utilidade.
• Personagens importantes: Xenofonte, Platão e Aristóteles (gregos), além dos 
romanos.
• Xenofonte: Com sua obra “Os Econômicos” fala sobre a utilidade e as riquezas 
econômicas, a agricultura e sua importância. A riqueza estava intimamente li-
gada às necessidades humanas. É o primeiro a utilizar as expressões economia 
e econômico.
• Platão: Com sua obra “A República” e seus escritos sobre produção e riqueza e 
seus limites.
• Aristóteles: Analisou a sociedade privada, foi o primeiro a formular uma teoria 
sobre o dinheiro, trocas e valor, além das funções da moeda.
• De Roma: procedimentos jurídicos foram sua mais importante contribuição. 
Podemos dizer que, fatos negativos de sua história foram a mola propulsora de 
seu desenvolvimento. Trazendo, com sua queda, o aparecimento do Cristianis-
mo, após decreto do imperador Constantino, no ano 311.
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1.1.2.3 IDADE MÉDIA (500 A 1500)
Tem início em 476, com a queda do Império Romano do Ocidente (também conhe-
cida como era Medieval ou Feudalismo).
Fatos Marcantes: 
• Aumento do poder da Igreja, aumento do caos social, e, desenvolvimento deter-
minado pelo retorno às atividades rurais.
• Moedas e preços substituem as trocas diretas, consolidando o sistema salarial e 
servindo de começo para o capitalismo.
• A terra torna-se riqueza, transformando os proprietários num poder paralelo aos 
dos soberanos.
• Grande ebulição, do ano 500 ao ano 1000 (migrações, guerras, fusões de povos 
e culturas).
• Com o aumento das necessidades econômicas e políticas, começam a ser cria-
dos os países da Europa Ocidental.
• O Cristianismo se impõe, opondo-se aos pensamentos gregos e romanos (favo-
ráveis à escravidão e contrário à dignidade do trabalho).
• A Igreja passou a exercer uma influência civilizadora, disseminando as artes, o 
saber e exaltando as virtudes. 
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• Devido às dificuldades de transporte, se exercitava uma economia de autossu-
ficiência, não havendo uma preocupação com a riqueza, pois a moral religiosa 
do Cristianismo continha os excessos de bens e ostentação.
• As Cruzadas são organizadas para levar os costumes e o pensamento cristão 
europeu aos muçulmanos do norte da África.
1.1.2.4 MERCANTILISMO (SÉCULOS XVI A XVIII)
Fase da Renascença, onde o capitalismo começa a se configurar nas formas comer-
cial e financeira.
- Caracteriza-se como um regime de nacionalismo econômico, fazendo da acu-
mulação de riquezas o principal fim do Estado; com isso, os Estados evoluíram, 
trazendo modernização e novas concepções sobre a economia e a riqueza.
Consequências importantes: 
Modernização 
da agricultura;
Surgimento 
da figura do 
empresário, ou do 
grande mercador, 
para determinar 
os processos 
produtivos;
Aumento do 
capital comercial 
pelo incremen-
to do comércio 
internacional;
Comércio passa 
a ser o centro da 
vida econômica e 
a riqueza da vida 
social.
- Vem da palavra mercator porque considerava o comércio como base funda-
mental para aumento das riquezas.
- Apresenta uma preocupação com a apresentação de uma Balança Comercial 
sempre favorável (daí os governos buscarem um grande acúmulo de ouro e 
prata), o que fortalecia o Estado (podemos entender como sendo uma forma 
inicial da prática de protecionismo).
- Se desenvolveu inicialmente na Espanha, Inglaterra e França, com impactos 
que duram até os dias atuais. Podem ser entendidos assim:
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1.1.2.5 MERCANTILISMO ESPANHOL
- Crescimento interno pela não exportação do ouro e prata, com uma preocupa-
ção em acumular esses metais em ligotes (Bulionismo);
- Exploração das colônias, visando principalmente extrair o máximo de metais 
preciosos desses locais para envio à coroa.
1.1.2.6 MERCANTILISMO INGLÊS 
- Incentivo às exportações de seus produtos;
- Importações por meio de contratos, que obrigavam os países que vendiam, a 
comprar produtos ingleses (forma de protecionismo).
1.1.2.7 MERCANTILISMO FRANCÊS
- Semelhante ao inglês, mas incentivava quase que exclusivamente o crescimen-
to industrial (tapetes Gobelin e porcelana de Sèvres);
- O Brasil, na época, era obrigado a comercializar com os outros países através 
da coroa portuguesa, situação que foi mudada, com a vinda da família real 
portuguesa (fugindo dos ataques de Napoleão Bonaparte, que naquele mo-
mento conquistava os países da Europa), o que então promoveu instalações de 
indústrias, e o comércio passou a ser feito de forma direta, sem a interferência 
de Portugal.
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1.1.2.8 REVOLUÇÃO FILOSÓFICA E INDUSTRIAL (1750 A 
1850)
Característica marcante: Transformação radical nas ideias, onde, no início, se buscava 
a liberdade total.
À partir daí, vemos as seguintes características:
• Melhor aproveitamento das forças naturais;
• Inovações mecânicas (como importante característica da Revolução Industrial);
• Capitalismo industrial;
• Liberdade econômica;
• Direito absoluto de propriedade;
• Racionalismo filosófico e econômico.
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Com essas características, as escolas filosóficas passaram então a ter as seguintes 
configurações:
ESCOLAFisiocrata
Clássica
Pessimista
Socialista
PRINCIPAIS IDEIAS
O Estado não deve interferir na prática econômica, pois a 
economia deve funcionar livremente, tal como a natureza. 
Para essa corrente de pensamento a lei da natureza é suprema 
e qualquer intervenção do Estado nos assuntos econômicos é 
prejudicial.
Acredita que o Estado não deve interferir nos assuntos econômicos, 
deixando o mercado atuar livremente conforme as forças de 
oferta e demanda. Para essa teoria o Estado deve interferir nos 
assuntos econômicos apenas quando o mercado não existir, ou 
quando não existir livre concorrência.
Para Escola Clássica é de fundamental importância que exista 
a livre concorrência, pois ela é capaz de garantir a alocação de 
recursos mais eficientes para a produção.
Representa o realismo, como uma reação aos pensamentos e às 
leis da Escolas Fisiocrata e Clássica, de que as leis econômicas, 
embora naturais, não traziam benefícios às populações, porque 
deixava um largo campo desassistido.
Substituição de liberdades (individual, da propriedade individual 
e contratual) por uma ordem, baseada num primado social em 
que, a propriedade e o controle dos meios de produção, devem 
estar em poder do Estado; essa visão se constitui uma reação 
contra os abusos do liberalismo; na luta contra a dissociação entre 
trabalho e capital, os socialistas pretendiam uma ordem social 
mais justa, com igual repartição das riquezas e das oportunidades 
entre todos os participantes da produção, notadamente para os 
trabalhadores, já despojados de seus instrumentos produtivos. “O 
Capital”, de Marx é a mais importante obra produzida.
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1.1.2.9 REVOLUÇÃO/TEORIA NEOCLÁSSICA
IDEIA CENTRAL: A economia deveria partir da análise das necessidades humanas e 
das leis que determinam a utilização dos recursos disponíveis, para satisfazê-las.
A Teoria Neoclássica teve início por volta de 1870 e se desenvolve até as primeiras 
décadas do século XX. Essa teoria compreende a maioria dos paradigmas clássicos e 
aprimora outros. Em relação a papel do Estado na regulação dos mercados as duas 
teorias afirmam que é importante a não intervenção do Estado na economia (exceto 
em casos especiais), a fim de se alcançar eficiência econômica.
No entanto a Teoria Neoclássica nega a Teria do valor de David Ricardo, que afirma 
que o valor de troca das mercadorias é determinado pela quantidade de trabalho ne-
cessário à sua produção. Para a Teoria Neoclássica o valor do produto é algo totalmen-
te subjetivo e relaciona-se com a utilidade que o produto tem para casa indivíduo.
A Teoria neoclássica se desdobra em várias correntes (grupos) de pensamentos. Den-
tre alguns autores importantes podemos citar: Carl Menger, William Stanley Jevons, 
Léon Walras, Alfred Marshall, Knut Wicksell, o Vilfredo Pareto e Irving Fisher.
1.1.3 REVOLUÇÃO KEYNESIANA E GRANDE 
DEPRESSÃO DE 1929.
IDEIA CENTRAL: “A vitória de Keynes sobre os clássicos, traduz o triunfo do interven-
cionismo moderado sobre o liberalismo radical. A política econômica do Estado deve 
complementar e não substituir por completo a iniciativa privada”.
John Maynard Keynes, defensor da economia neoclássica até a década de 1930, ana-
lisou a Grande Depressão em sua obra The General Theory of Employment, Interest 
and Money (1936; Teoria geral do emprego, do juro e da moeda), em que formulou 
as bases da teoria que, mais tarde, seria chamada de keynesiana ou keynesianismo.) 
Keynes defendeu o papel regulatório do Estado na economia, através de medidas 
de política monetária e fiscal, para mitigar os efeitos adversos dos ciclos econômicos 
- recessão, depressão e booms econômicos. Keynes é considerado um dos pais da 
moderna teoria macroeconômica.
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Discordou da lei de Say (que Keynes resumiu como: "a oferta cria sua própria demanda".
A escola keynesiana se fundamenta no princípio de que o ciclo econômico não é 
autorregulador como pensavam os neoclássicos, uma vez que é determinado pelo 
"espírito animal" dos empresários. É por esse motivo, e pela ineficiência do sistema 
capitalista em empregar todos que querem trabalhar que Keynes defende a inter-
venção do Estado na economia.
O objetivo de Keynes, ao defender a intervenção do Estado na economia não é, de 
modo algum, destruir o sistema capitalista de produção. Muito pelo contrário, segun-
do o autor, o capitalismo é o sistema mais eficiente que a humanidade já conheceu 
(incluindo aí o socialismo). O objetivo é o aperfeiçoamento do sistema, de modo que 
se una o altruísmo social (através do Estado) com os instintos do ganho individual 
(através da livre iniciativa privada). Segundo o autor, a intervenção estatal na econo-
mia é necessária porque essa união não ocorre por vias naturais, graças a problemas 
do livre mercado.
1.1.3.1 REVOLUÇÃO/TEORIA NEOLIBERAL:
IDEIA CENTRAL: Na política, neoliberalismo é um conjunto de ideias políticas e eco-
nômicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia, onde 
deve haver total liberdade de comércio, para garantir o crescimento econômico e 
o desenvolvimento social de um país. A realidade do final do século XIX, marcada 
entre outras, pela concentração de uma industrial crescente e atuação de sindicatos, 
impediam a existência de uma ordem natural.
A economia deveria partir da análise das necessidades humanas e das leis que deter-
minam a utilização dos recursos disponíveis, para satisfazê-las. Se, para os Clássicos, o 
valor era expressão do trabalho, para os marginalistas, o valor das coisas era atribuído 
de acordo com a sua utilidade, subjetivamente.
- Novas concepções sobre a produção, escassez, formação dos custos e dos preços;
- Ao Estado era atribuído o papel de orientador e disciplinador da atividade 
econômica;
- Acreditava-se na eficiência econômica baseada na livre iniciativa.
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1.1.4 MODELOS ECONÔMICOS
Os professores de biologia normalmente ensinam anatomia plástica usando réplicas 
plásticas do corpo humano. Esses modelos têm todos os órgãos principais e permi-
tem ao professor mostrar aos alunos, de uma maneira simples, como se encaixam as 
partes importantes do corpo. 
Os economistas também usam modelos para apreender o funcionamento do mun-
do. Esses modelos ao invés de serem de plásticos são compostos de diagramas e 
equações matemáticas. Como os modelos de anatomia, os modelos econômicos 
também omitem muitos detalhes para permitir que se visualize o que é realmente 
importante. Esses modelos são construídos encima das hipóteses que simplificam a 
realidade para melhorar sua compreensão.
1.1.4.1 PRIMEIRO MODELO: DIAGRAMA DE FLUXO 
CIRCULAR DA RENDA SIMPLIFICADO
A economia é constituída de milhões de pessoas envolvidas em muitas atividades 
compra, venda, trabalho locação, produção etc. O modelo de fluxo circular de renda 
simplifica tais atividades e explica em termos gerais como a economia se organiza.
Hipóteses do modelo:
- Esta economia é fechada (não há comunicação com o resto do mundo) e sem 
governo;
Existem nesta economia dois tipos de tomadores de decisões: famílias e empresas;
- As empresas produzem bens e serviços usando vários insumos, tais como tra-
balho, terra e capital (prédios e máquinas), esses insumos são chamados de 
fatores de produção;
- As famílias são as proprietárias de fatores de produção e consomem todos os 
bens e serviços produzidos pelas empresas;
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Famílias e empresas interagem em dois tipos de mercado:
- No mercado de bens e serviços, as famílias são compradoras e as empresas 
vendedoras. 
- No mercado de fatores de produção, as famílias são vendedoras e as empresas 
compradoras.
O diagrama de fluxo circular da renda oferece uma forma simples de organizar todas 
as transações econômicas que ocorrem entorno das famílias e empresas. 
EMPRESAS VENDEM BENS 
E SERVIÇOS COMPRAM 
FATORES DE PRODUÇÃO
FAMÍLIAS
COMPRAM BENS 
E SERVIÇOS
MERCADO DE 
BENS E SERVIÇOS
MERCADO DE 
FATORES DE 
PRODUÇÃO
Receita
Salários, 
aluguéis, juros e 
dividendos
Bens e 
Serviços
Insumos
Bens e 
Serviços
Terra, 
Trabalho 
Capital
Despesa
Renda
No circuito interno do diagrama, as empresas usam os fatores de produção para pro-
duzir bens e serviços que por sua vez são vendidos às famílias no mercado de bens 
e serviços. Portanto os fatores de produção fluem das famílias para as empresas e os 
bens e serviços fluem das empresas para as famílias.
O circuito externo mostra o círculo de reais. As famílias gastam reais para comprar 
bens e serviços oferecidos pelas empresas. As empresas usam parte da receita de suas 
vendas para pagar os fatores de produção, como por exemplo, os salários dos funcio-
nários. O que sobra é lucro dos donos das empresas, que por sua vez são membros das 
famílias. Portanto, a despesa com bens e serviços flui das famílias para as empresas e 
a renda, em forma de salários, aluguel e de lucros flui das empresas para as famílias.
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Em um fluxo circular de renda, assumindo uma economia de mercado de forma 
completa, é necessário incluir os seguintes agentes econômicos: famílias, empresas, 
governo (setor público), e setor externo. Todos esses agentes relacionam entre si ofe-
recendo bens, serviços, e/ou fatores de produção, compondo assim o fluxo real da 
economia. A relação entre os agentes econômicos se torna possível devido a existên-
cia da moeda (fluxo monetário), que realiza o pagamento dos itens comercializados 
no fluxo real.
1.1.4.2 SEGUNDO MODELO: FRONTEIRA DE 
POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO (FPP)
A Fronteira de Possibilidades de Produção também e conhecida como Curva de Pos-
sibilidades de Produção (CPP), e como Curva de Transformação.
Hipóteses do modelo: 
- Uma economia produz somente dois bens;
- Essas indústrias utilizam em conjunto todos os recursos desta economia;
- Existe uma tecnologia dada (uma para cada produto) que transforma esses in-
sumos nesses bens.
A fronteira de possibilidade de produção é um gráfico que mostra as várias combi-
nações de produto, neste caso computadores e automóveis, que a economia pode 
produzir potencialmente, dados os fatores de produção e a tecnologia disponível 
para as empresas que transformam estes insumos em bens. 
Quantidade produzida 
de computadores
3.000
2.200
2.000 
 
1.000
Quantidade produzida
de automóveis
Fronteira de
possibilidades
de produção
0 300 600 700 1000
B
C
A
D
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Podemos observar que nesta economia, se todos os recursos forem utilizados pela 
indústria automobilística são fabricados 1000 carros e nenhum computador. Isto sig-
nifica que o custo oportunidade de você fabricar 1000 carros são 3000 computado-
res. A Fronteira de Possibilidade de Produção possui o formato côncavo, e qualquer 
ponto em cima da linha apresenta uma situação de pleno emprego. Na figura acima 
podemos concluir que o ponto A e o ponto C encontram-se em uma situação de 
pleno emprego, utilizando ao máximo todos os recursos disponíveis. 
No ponto C, a economia divide totalmente seus recursos, fabricando 2200 compu-
tadores e 600 carros. Para passar do ponto C para o ponto A isto é, para aumentar a 
produção de carros em 100 unidades, é necessário abrir mão de fabricar 200 compu-
tadores. Este fato é inerente à questão central da economia que é lidar com escassez. 
Esta economia deve decidir como alocará seus recursos (sempre escassos no sentido 
de limitados) cada unidade de recurso que ela decidir alocar para computadores é 
menos uma unidade de recurso disponível para automóveis. 
No ponto B está economia não está utilizando todos os seus recursos. Isso indica 
uma situação de capacidade de produção ociosa, ou seja, os fatores produtivos não 
estão sendo utilizados ao máximo. De tal modo, não está sendo produzido o má-
ximo de bens possíveis nessa sociedade, ou seja, há uma situação de desemprego. 
Quanto mais próximo o ponto está da curva de possibilidade de produção, mais pró-
ximo de uma situação de pleno emprego a economia se encontra. Qualquer outro 
ponto acima da Fronteira de Possibilidade de Produção é conhecido como ponto 
intangível ou ponto de ineficiência. A FPP apresenta o máximo de produção possível, 
não havendo possibilidade com os recursos disponíveis de produzir além. Ou seja, o 
ponto D ultrapassa a situação de pleno emprego, sendo impossível de ser alcançado.
A linha da fronteira de possibilidade de produção representa a plena utilização dos 
recursos desta economia, dado o nível tecnológico que ela possui. Para se deslocar 
sobre a linha, a economia sempre enfrentará um “trade off” (terá que abrir mão de 
produzir algumas unidades de um produto para ampliar a produção do outro). A 
estratégia de crescimento de longo prazo visará a expansão da fronteira de possibi-
lidade de produção.
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1.1.4.3 SETORES DA ECONOMIA
O produto do trabalho ou a riqueza gerada nos modelos econômicos estudados aci-
ma não é totalmente aplicado no consumo. Uma das características fundamentais 
da evolução do sistema econômico é a crescente distância que separa a produção 
do consumo. Na antiguidade o produto e o consumo eram bem próximos. Hoje há 
uma distância enorme entre o início da produção e o consumo de bens e serviços.
As atividades produtivas da sociedade contemporânea são articuladas em inúmeras 
unidades produtivas que processam os fatores de produção. A organização e distri-
buição dos fatores de produção é dirigida pelos organizadores de produção. 
O conjunto do sistema e suas unidades produtivas estão divididas em três grandes 
setores: 
• Setor Primário: engloba as atividades próximas aos recursos naturais; 
• Setor Secundário: é constituído pelas atividades industriais;
• Setor Terciário: é integrado pelos serviços em geral.
As unidades produtivas buscam satisfazer as necessidades dos consumidores atra-
vés dos seguintes bens: 
• Bens de consumo: destinam-se a satisfazer as necessidades dos consumidores;
• Bens de capital: destinam-se a multiplicar a eficiência do trabalho; 
• Bens intermediários: São bens que sofrem transformações antes de se transfor-
marem em bens finais. 
1.1.4.4 ORGANIZAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA
As formas alternativas de organização da atividade econômica fundamentam-se em 
dois pontos físicos: a concepção da propriedade e as formas de mobilização dos fa-
tores de produção. As economias liberais de mercado já confiam à iniciativa privada 
a maior parte da mobilização dos recursos e tem no mercado o seu eixo básico de 
regulação. Nas economias centralmente planificadas ao governo é proprietário dos 
meios de produção e centraliza as decisões sobre alocação dos recursos e a produção.
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1.1.4.5 CARACTERÍSTICAS DAS ECONOMIAS LIBERAIS 
DE MERCADO
Automatismo das forças de mercado: segundo essa corrente econômica a economia 
desenvolve-se melhor de acordo com a liberdade econômica de produtores e con-
sumidores.
- Como consumidores: os cidadãos têm liberdade para adquirir os bens e servi-
ços que mais lhe ajudam;
- Como produtores, os empresários têm liberdade de produzir aquilo que me-
lhor satisfaça as necessidades dos consumidores, desde que lhe traga uma re-
compensa econômica.
Os mecanismos reguladores do mercado: 
- O ponto de equilíbrio entre produtores e consumidores é regulado pelo mercado.
Se há produção maior que as necessidades dos consumidores deverá haver baixa de 
preço.
- Se há produção menor que as necessidades dos consumidores deverá haver 
alta de preços.
- A concorrência: A disputa entre os vários agentes econômicos pelo mercado 
impede que os empresários conspirem contra a ordem social e a força a colocar 
no mercado produtos melhores e mais baratos.
- No processo de concorrência, alguns produtores prosperam e outros vão à ruína.
Nas economias mistas já se confirma a gestão empresarial 
com a regulação estatal na mobilização dos recursos e na 
produção.
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Fundamentados nesses princípios, os liberais propõem as seguintes práticas na 
ordem econômica: 
• Governo mínimo e mínima interferência do Estado na economia;
• Livre iniciativa empresarial.
Para o Estado, deverá haver apenas três funções básicas:
• Proteger o país de agressão e invasão;
• Explicar e manter certas obras públicas de interesse geral;
• Zelar pela observação dos contratos privados.
1.1.4.6 AS ECONOMIAS CENTRALMENTE 
PLANIFICADAS
Características fundamentais: 
• Os estados controlam os meios de produção, as diretrizes estratégicas da eco-
nomia e a política geral do estado;
• As fábricas, os barcos, o comércio e as terras são de propriedade estatal.
O planejamento como estratégia de direção da economia. Com o plano, o estado 
procura desenvolver a melhor racionalidade com a locação de recursos, planeja-se 
melhor investimento e distribui-se melhor a venda.
O estado centraliza o poder político e a direção geral da economia. Estabelece 
diretriz estratégica para a economia. O plano substitui o mercado. Problemas e 
imperfeições:
• Burocratização excessiva imposta pela centralização;
• Pouca sensibilidade a demanda global;
• Perda da eficiência produtiva.
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1.1.4.7 ECONOMIAS SOCIAIS DE MERCADO (MISTAS)
Combinam o mercado, a propriedade privada com a relação do Estado.
• Nas economias mistas prevalecem as forças de mercado, porém tem-se uma 
grande interferência do Estado.
ANOTAÇÕES
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ECONOMIA
SUMÁRIO
UNIDADE 2
> Compreender aspectos 
microeconômicos tais 
como: Equilíbrio de 
Mercado, Teoria da 
Produção, Teoria dos 
Custos Econômicos, e 
Teoria dos rendimentos; 
bem como aplicar esses 
conceitos no contexto 
empresarial.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos:
36
ECONOMIA
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2 OFERTA, DEMANDA E 
EQUILÍBRIO DE MERCADO
2.1 MICROECONOMIA
2.1.1 INTRODUÇÃO À MICROECONOMIA
É o ramo da Ciência Econômica voltada ao estudo do comportamento das unidades 
de consumo representadas pelos indivíduos e/ou famílias, do estudo das empresas, 
suas respectivas produções e custos e ao estudo da geração de preços dos diversos 
bens, serviços e fatores produtivos. Trata-se de uma análise parcial e estática do mer-
cado. Analisa como a empresa e o consumidor interagem e decidem qual o melhor 
preço e a quantidade de um determinado bem ou serviço em mercados específicos, 
portanto o funcionamento da oferta e demanda na formação de preços.
2.1.1.1 TEORIA ELEMENTAR DA DEMANDA 
A Teoria da Demanda é derivada da hipótese sobre a escolha do consumidor entre 
diversos bens que seu orçamento permite adquirir. Essa procura individual seria de-
terminada pelo preço do bem, pelo preço de outros bens, pela renda do consumidor 
e por seu gosto ou preferência.
2.1.1.1.1 CONCEITO
Demanda: é a quantidade de um determinado bem que os consumidores estão 
aptos e dispostos a adquirir, em determinado período de tempo, aos diversos preços 
alternativos.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
2.1.1.1.2 LEI GERAL DA DEMANDA
A quantidade demandada de um determinado bem é inversamente proporcional ao 
seu preço, tudo o mais permanecendo constante (coeteris paribus). O que quer dizer 
que: quanto mais se elevam os preços de um produto qualquer menores serão as 
quantidades desejadas a serem adquiridas e vice-versa (Preço Alto – Demanda Baixa)
Representação da relação quantidade demanda/preço:
1) Escala de demanda
ALTERNATIVA DE PREÇO ($)
10,00
20,00
30,00
QUANTIDADE DEMANDADA
200
100
50
2) Curva de Demanda
Gráfico 1: Curva de Demanda
Curva de Demanda
Quantidade Demandada
35 
30 
25 
20 
15 
10 
5 
0
0 50 100 150 200 250
Pr
eç
o
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ECONOMIA
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2.1.1.2 FUNÇÃO DA DEMANDA
QD = F (P)
Qd = quantidade demandada de um determinado bem ou serviço, num dado 
período de tempo.
P = preço do bem ou serviço.
A expressão significa que a quantidade demandada, Qd, é uma função f do preço P, 
isto é, depende do preço P.U.
A curva de demanda é negativamente inclinada devido a relação inversa entre pre-
ço e quantidade demanda, que resultam em dois efeitos: efeito substituição e efeito 
renda.
Efeito substituição: quando há o preço de um determinado bem ou serviço e existe 
no mercado um outro produto ou serviço similar há o consumidor substitui aquele 
que teve o preço aumentado (diminuição da quantidade demanda), passando a 
consumir o produto similar que teve o preço mantido.
Efeito renda: quando o preço de um bem aumenta e a renda do consumidor per-
manece a mesma, a demanda pelo produto diminui porque o poder de compra 
(renda real) do consumidor diminui. De forma análoga, uma diminuição do preço do 
produto causa um aumento na renda real do consumidor.
Fatores ou aspectos determinantes da demanda
• Tipos de bens X Preço do bem;
• Preço dos outros bens (substitutos e complementares);
• Renda do consumidor;
• Gosto ou preferência do indivíduo.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
2.1.1.3 TIPOS DE BENS X PREÇO DO BEM
Preço do Bem: quando o preço do bem “x” aumenta, a quantidade demandada des-
te mesmo bem diminui (Lei Geral da Demanda).
a) Bem normal: é aquele cuja quantidade demandada aumenta quando aumenta-
-se a renda. Exemplo: carne de primeira.
b) Bem de luxo: ao se aumentar a renda, a quantidade demandada aumenta em 
maior proporção.
c) Bem de primeira necessidade: ao se aumentar a renda, a quantidade demandada 
se mantém inalterada pois, ao se tratar de algo de primeira necessidade já fazia parte 
das antigas aquisições do indivíduo. Exemplo: sal.
d) Bem inferior: são aqueles cuja quantidade demandada diminui quando a renda 
aumenta.Geralmente são bens para os quais há alternativas de melhor qualidade. 
Exemplo: carne de segunda.
e) Bens substitutos: São aqueles bens que atendem a necessidade do consumidor 
no mesmo nível de satisfação. Ex.: bem “x” e “y”; manteiga e margarina; calça jeans e 
calça de sarja; entre outros. Assim, quando aumenta o preço do bem “y”, ocorre um 
aumento na quantidade procurada de bem “x” e vice-versa. Lembre-se que aumenta 
o preço de um dos bens e o preço do outro permanece constante.
f) Bens Complementares: São aqueles bens que dependem um do outro para satis-
fazer a necessidade do consumidor, são demandados em conjunto, necessariamen-
te. Ex.: bem “x” e bem “y”; arroz e feijão; jeans e camiseta; tênis e meia; entre outros. 
Assim, aumenta o preço do bem “y” e a quantidade procurada do bem “x” diminui 
e vice-versa. Lembre-se que aumenta o preço de um dos bens e o preço do outro 
permanece constante.
g) Bens Independentes: aumenta o preço do bem “y” e a quantidade procurada do 
bem “x” não se altera e vice-versa.
Renda do Consumidor: Em geral quando a renda do consumidor aumenta a de-
manda de um bem ou serviço também aumenta. Esta regra serve apenas para bens 
normais ou superiores.
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Gosto ou preferência do indivíduo: A propaganda e a publicidade têm como objeti-
vo aumentar a demanda de bens e serviços influenciando as preferências dos consu-
midores, causando assim um deslocamento da curva de demanda para a direita ou 
para a esquerda de acordo com a mudança no gosto ou preferência do consumidor. 
Seguindo-se esse conceito, as mercadorias podem ser classificadas em bens de de-
manda elástica ou inelástica.
Os bens de demanda inelástica são os de primeira necessidade, indispensáveis à 
subsistência do consumidor. Os bens de demanda elástica são aqueles que não são 
indispensáveis à subsistência do consumidor. Assim são, geralmente, os bens de luxo. 
Alguns fatores que influenciam a elasticidade da demanda seriam a existência de 
substitutos ao bem, a variedade de usos desse bem, o seu preço em relação ao uso 
global dos consumidores e o preço do bem em relação à renda dos consumidores.
Para um vendedor faz realmente muita diferença o fato de ser elástica ou não, a de-
manda com a qual ele se defronta. Se a demanda for elástica e ele reduzir o preço, 
obterá mais receita. Por outro lado, se a demanda for inelástica e ele reduzir o preço, 
obterá menos receita.
2.1.1.4 DISTINÇÃO ENTRE DEMANDA E QUANTIDADE 
DEMANDADA
Demanda: toda a escala ou curva que relaciona os possíveis preços a determinadas 
quantidades demandadas de um bem ou serviço. A demanda de um bem é altera-
da, provocando um deslocamento da reta de demanda para a direita (aumento de 
demanda) ou para a esquerda (redução da demanda), quando uma das variáveis 
coeteris paribus (preço do produto substituto ou complementar, renda ou gosto 
e preferência do consumidor) sofre alteração. Porém, o preço do bem em estudo 
permanece constante. Este deslocamento é explicado pelo efeito substituição. Alte-
ração na demanda.
Quantidade demandada: é um ponto específico na curva relacionando um preço 
a uma quantidade demandada de um bem ou serviço. Sofre alterações somente 
quando é modificado o preço do produto que está sendo estudado. A Demanda é 
uma relação que demonstra a quantidade de um bem ou serviço que os comprado-
res estariam dispostos a adquirir, a diferentes preços de mercado. Assim, a Função 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Procura representa a relação entre o preço de um bem e a quantidade procurada, 
mantendo-se todos os outros fatores constantes.
Quase todas as mercadorias obedecem à lei da procura decrescente, segundo a qual 
a quantidade procurada diminui quando o preço aumenta. Isto se deve ao fato de os 
indivíduos estarem, geralmente, mais dispostos a comprar quando os preços estão 
mais baixos.
Relação de demanda para maçãs:
CONSUMIDOR
A
B
C
D
PREÇO (R$ POR UNIDADE) QUANTIDADE DEMANDADA (MILHÕES/SEMANA)
10,00 50
8,00 100
6,00
4,00
200
400
Podemos representar a tabela acima graficamente, facilitando a compreensão. Fon
Gráfico 2: Curva de Demanda
Curva de Demanda
Quantidade Demandada
12 
10 
8 
6 
4 
2 
0
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450
Pr
eç
o
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ECONOMIA
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O deslocamento para a esquerda apresenta 
uma retração da curva de demanda ocasio-
nada, por exemplo, por uma mudança de 
gosto, como algo que saiu da moda. Nesse 
caso, temos uma diminuição da demanda 
(curva de demanda). O deslocamento para 
a direita apresenta uma expansão da curva 
de demanda ocasionada, por exemplo, por 
um aumento na renda. Enquanto a relação 
da demanda descreve o comportamento 
dos compradores, a relação da oferta des-
creve o comportamento dos vendedores, 
evidenciando o quanto estariam dispostos 
a vender, a um determinado preço. Os ven-
dedores possuem uma atitude diferente dos compradores, frente aos preços altos. 
Se estes desalentam os consumidores, estimulam os vendedores a produzirem e 
venderem mais. Portanto, quanto maior o preço maior a quantidade ofertada. A 
Função Oferta nos dá a relação entre a quantidade de um bem que os produtores 
desejam vender e o preço desse bem, mantendo-se o restante constante.
Relação de oferta de maçãs:
A curva de demanda, em seu modelo simplificado, pode ser representada grafica-
mente por meio de retas. Já discutimos que quando a curva de demanda se desloca 
em virtude variações, que não o preço do bem, temos uma mudança na demanda 
(e não na quantidade demandada) conforme o gráfico abaixo.
FORNECEDOR
A
B
C
D
PREÇO (R$ POR UNIDADE) QUANTIDADE DEMANDADA (MILHÕES/SEMANA)
10,00 260
8,00 240
6,00
4,00
200
150
Gráfico 3: Deslocamentos da Curva de Demanda
Deslocamentos da Curva 
de Demanda
Quantidade Demandada
Pr
eç
o 
R
$
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Podemos representar a tabela graficamente, facilitando a compreensão.
Gráfico 4: Curva de Oferta
Curva de Oferta
Quantidade Ofertada
12 
10 
8 
6 
4 
2 
0
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450
Pr
eç
o
É possível perceber que as quantidades ofertadas aumentam à medida que os pre-
ços aumentam. São diretas as relações preço - quantidade. Assim como a curva de 
demanda pode sofrer uma expansão ou uma retração, a curva de oferta também 
pode sofrer uma expansão ou uma retração. Uma expansão da curva de oferta faz 
com que ela se desloque para a direita. Um exemplo de expansão da curva de oferta 
é o surgimento de uma nova tecnologia que permite maior produção. 
Uma retração da curva de oferta faz com que ela se desloque para esquerda. Um 
exemplo de retração da curva de oferta é a instabilidade climática provocando muita 
chuva e destruindo parte da produção. O equilíbrio da oferta e da procura (deman-
da) num mercado concorrencial é atingido com um preço que faz igualar as forças 
da oferta e procura (demanda). O preço de equilíbrio é aquele com o qual a quanti-
dade procurada é precisamente igual à quantidade oferecida. Observando o gráfico 
abaixo podemos concluir que o preço de equilíbrio é R$6, e, portanto, quantidade 
de equilíbrio é de 200 milhões por semana. 
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O ponto de encontro entre a curva de oferta e a curva de demanda chamamos de 
equilíbrio de mercado. Nesse ponto o preço de demanda e de oferta, bem como a 
quantidade demandada e a quantidade ofertada se igualam. Como se disse, a quan-
tidade de um produto que os compradores desejam adquirir depende do preço. 
Porém a quantidade que as pessoas desejam comprar depende também de outros 
fatores.
Relação entre as quantidades demandadas e o preço dos bens: levando-se em conta 
apenas o preço do bem, observa-se que a demanda aumenta quando ocorre uma 
diminuição no preço; quando ela diminui isso é um resultado de um aumento do 
preço.
Relação entre a procura de um bem e o preço de outros bens:
Gráfico 5: Equilíbrio de Mercado
Equilíbrio de Mercado
Quantidade Ofertada e Quantidade Demandada
12 
10 
8 
6 
4 
2 
0
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450
Pr
eç
o
 Aumento no preço do bem Y acarreta 
em aumento na demanda do bem X: 
isso significa que os bens X e Y são sub-
stitutos ou concorrentes. Um exemplo é 
a relação entre o chá e o café.
Aumento no preço do bem Y ocasiona 
a queda da demanda do bem X: 
os bens em questão, nesse caso, são 
complementares. São bens consum-
idos conjuntamente, como o café e o 
açúcar.
Até agora se viu como os deslocamentos da demanda e oferta afetam os preços. O 
conceito de elasticidade - preço nos permite uma maior compreensão do sistema 
de preços e das reações observadas no mercado. A elasticidade é a relação entre as 
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SUMÁRIO
diferentes quantidades de oferta e procura de certas mercadorias em função das 
alterações verificadas em seus respectivos preços.
2.1.2 A TEORIA DA FIRMA / TEORIA DA PRODUÇÃO
A Teoria da Firma (TF) procura explicar o comportamento da firma quando esta de-
senvolve atividade produtiva.
Importância da Teoria da Firma:
• Serve de base para a análise das relações existentes entre produção e custos de 
produção;
• Serve de apoio para analisar a demanda da firma em relação aos insumos de 
que se utiliza (fatores de produção).
Conceitos básicos:
Firma ou empresa: unidade de produção que atua racionalmente, procurando ma-
ximizar seus resultados relativos à produção e lucro;
Fator de produção: bens ou serviços transformáveis em produção (mão de obra, ma-
téria prima e equipamentos).
Produção é o processo pelo qual uma firma transforma os 
fatores de produção adquiridos em produtos ou serviços para 
a venda no mercado. A firma compra fatores de produção 
(matérias primas e insumos), combina-os segundo um 
processo de produção escolhido, e vende o produto final no 
mercado. Empresa é uma unidade econômica que organiza 
e administra a produção de bens e serviços.
46
ECONOMIA
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A escolha do processo de produção depende de sua eficiência. A eficiência pode ser:
- Eficiência técnica: Entre dois ou mais processos de produção, é aquele que 
permite produzir uma mesma quantidade de produto, utilizando menor quan-
tidade física de fatores de produção.
- Eficiência econômica: Entre dois ou mais processos de produção, é aquele que 
permite produzir uma mesma quantidade de produto, com menor custo de 
produção.
Em economia o prazo não está ligado diretamente ao tempo cronológico, ou seja, 
operacionaliza no curto prazo e planeja o longo prazo.
Análises:
a) Curto Prazo: é o período de tempo na qual existe pelo menos um fator de pro-
dução fixo (ex.: edifício industrial e maquinaria) e um fator variável (ex.: trabalho e 
matéria-prima). 
Conceitos:
Fatores fixos: são aqueles cuja quantidade utilizada não varia com a realização do 
processo produtivo.
Fatores variáveis: são aqueles cuja quantidade utilizada varia, de acordo com a rea-
lização do processo produtivo.
q = f (x1, x2)
onde q = quantidade de produto
x1 = fator variável
x2 = fator fixo
Produto Total (PT) = Quantidade total produzida utilizando-se uma quantidade de 
fatores de produção.
Produtividade Média (PMe) = é a relação entre o nível de produto (PT) e a quantida-
de do fator de produção variável(X), ou seja: PMe = PT / X.
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SUMÁRIO
Produtividade marginal (PMg) = é a variação absoluta do produto (∆PT), dada uma 
variação absoluta na quantidade do fator de produção variável (∆X), ou seja, PMg = 
∆PT / ∆X.
O formato das curvas de PMg e PMe é devido a Lei dos Rendimentos Decrescentes.
Lei dos Rendimentos Decrescentes: Aumentando-se a quantidade de um fator variá-
vel, permanecendo a quantidade dos demais fatores fixos, a produção, inicialmente, 
crescerá a taxas crescentes; a seguir, depois de certa quantidade utilizada do fator 
variável, passará a crescer a taxas decrescentes; continuando o incremento da utiliza-
ção do fator variável, a produção decrescerá até tornar-se negativa.
Ex.: produção de arroz (Terra e Mão de Obra) variando a Mão de Obra
TERRA 
(FATOR 
FIXO)
10
10
10
10
10
10
10
10
10
MÃO DE OBRA 
(FATOR 
VARIÁVEL)
1
5
2
6
3
7
4
8
9
PRODUTIVIDADE 
MÉDIA DO FATOR 
VARIÁVEL
6,0
7,6
7,0
7,0
8,0
6,2
8,0
5,4
4,6
PRODUÇÃO 
TOTAL DO FATOR 
VARIÁVEL
6
38
14
42
24
44
32
44
42
PRODUTIVIDADE 
MARGINAL DO 
FATOR VARIÁVEL 
6
6
8
4
10
2
8
0
-2
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Isoquantas: é uma linha (curva) onde todos os pontos representam combinação de 
fatores de produção que indicam a mesma quantidade produzida.
FATOR A
10
10
10
10
10
FATOR B
10
2
8
6
4
PRODUÇÃO TOTAL
100
100
100
100
100
Taxa Marginal de Substituição Técnica: revela qual o acréscimo de quantidade a ser 
utilizada de um dos fatores, para compensar a diminuição na quantidade de outro 
fator. Escala de produção: ritmo de variação da produção, respeitada certa proporção 
de combinação entre os fatores.
b) Longo Prazo: Todos os fatores de produção variam. A longo prazo, interessa anali-
sar as vantagens e desvantagens de a empresa aumentar sua dimensão (tamanho), 
o que implica demandar mais fatores de produção. Isto introduz os seguintes con-
ceitos:
- Rendimento de Escala: é o resultado final relativo a produtos finais obtidos por 
meio da variação da utilização dos fatores de produção. Pode ser classificado da 
seguinte forma:
• Rendimento Crescente de Escala: é quando todos os fatores de produção cres-
cem numa mesma proporção e a produção cresce numa proporção maior;
• Rendimento Decrescente de Escala: é quando todos os fatores de produção 
crescem numa mesma proporção e a produção cresce numa proporção menor;
• Rendimento Constantes de Escala: é quando todos os fatores de produção 
crescem numa mesma proporção e a produção cresce na mesma proporção.
Equilíbrio da Firma, é a situação em que a firma maximiza sua produção, para 
determinado custo total.
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SUMÁRIO
2.1.3 TEORIA DOS CUSTOS ECONÔMICOS 
O objetivo básico de uma firma é a maximização de seus resultados para a realização 
e continuidade de sua atividade produtiva. Assim sendo, procurarásempre obter a 
máxima produção possível em face da utilização de certa combinação de fatores. A 
otimização dos resultados da firma poderá ser obtida quando for possível alcançar 
um dos dois objetivos seguintes:
Maximizar a produção 
para um dado custo total.
Minimizar o custo total para
um dado nível de produção. 
Em qualquer uma das situações, a firma estará maximizando ou otimizando seus 
resultados.
Conceitos:
Custo Econômico = Custos Privados + Custos Externos, sendo:
Custos Privados: são todos os custos necessários para se produzir uma mercadoria, 
ou seja, são os fatores internos que alteram os custos das empresas. 
Matéria-prima e trabalho.
Custos Externos: são os custos que surgem por necessidade externa à produção, pe-
las interferências exógenas e que devem ser pagas devido ao processo social. 
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Custos Contábeis: Valores que a empresa desembolsa na aquisição dos fatores de 
produção (matérias-primas e insumos).
Custo Econômico = Custos Contábeis (explícitos) + Custos de Oportunidade 
(implícitos).
Fábrica de papel no reflorestamento e curtumes no 
tratamento dos resíduos.
Capital em caixa na empresa e o custo de oportunidade é o que a 
empresa poderia estar ganhando, se estivesse aplicado no mercado 
financeiro; O custo de oportunidade de investimento na ampliação 
da empresa é o dinheiro que seria empregado no mercado financei-
ro; Quando a empresa tem prédio próprio, deve imputar um custo 
de oportunidade, se tivesse que alugar o prédio.
Matéria-prima e tratamento de resíduos.
Custos de Oportunidade (alternativo): Valores que se perdem com os recursos em 
seu melhor uso alternativo. Por outro lado, custo de oportunidade de um fator de 
produção corresponde ao melhor ganho que se poderia obter empregando-se esse 
fator em outra atividade que não a produção da firma. Portanto, esses valores são 
estimados a partir do que poderia ser ganho, no melhor uso alternativo. 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Externalidades (economias externas): As externalidades podem ser definidas como 
as alterações de custos e benefícios para a sociedade derivadas da produção de em-
presas, ou também como as alterações de custos e receitas da empresa devidas a 
fatores externos. Uma externalidade positiva, e quando uma unidade econômica cria 
benefícios para outras, sem receber pagamentos por isso. Por exemplo: uma empre-
sa treina a mão de obra, que acaba, após o treinamento, transferindo-se para outra 
empresa; beleza do jardim do vizinho, que valoriza sua casa; uma nova estrada; os 
comerciantes de um mesmo ramo que se localizam na mesma região.
Temos externalidades negativas (ou deseconomia externa), quando uma unidade 
econômica cria custos para outras, sem pagar por isso. Por exemplo, poluição e con-
gestionamento causados por automóveis, caminhões e ônibus; uma indústria que 
polui um rio e impõe custos a atividades pesqueiras.
a) Curto Prazo: é período de tempo em que existem custos fixos e custos variáveis.
Conceitos:
Custo Total (CT) = Custos Fixos (CF) + Custos Variáveis (CV).
CMe = CT / Q.
Custo Fixo Médio = CF / Q.
Custo Variável Médio = CV / Q.
Custos Fixos (CF): custos que independem da quantidade produzida. 
Ex: Aluguéis, máquinas.
Custos Variáveis (CV): custos que dependem da quantidade produzida. 
Ex: salários, matérias-primas.
Custo Médio (CMe): é o quociente entre o custo total e a quantidade produzida, ou seja: 
52
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Custo Marginal (CMg): é a relação existente entre a variação absoluta do custo total 
decorrente da variação absoluta da quantidade produzida, ou seja: 
CMg = ∆CT / ∆Q.
b) Longo Prazo: é o período de tempo em que todos os custos são variáveis.
Custo Total: Custo variável de longo prazo.
Objetivo da empresa: é atingir o Tamanho Ótimo de Firma, ou seja, Custo médio 
mínimo de longo prazo.
A longo prazo, não existem fatores fixos e a forma da curva de custo médio de lon-
go prazo é determinada pelas economias ou deseconomias de escala. No início, à 
medida que a produção se expande, a partir de níveis muito baixos, os rendimentos 
crescentes de escala causam o declínio da curva de custo médio de longo prazo. 
Mas, à medida que a produção se torna maior, as deseconomias de escala passam a 
prevalecer, provocando o crescimento da curva. 
A produção do Tamanho ótimo não é apenas uma produção ótima para uma dada 
dimensão de planta escolhida, mas revela também a melhor dimensão de planta es-
colhida, isto é, aquela que iguala nos respectivos pontos de mínimos o custo médio 
de curto e longo prazo. As empresas vão tentar manter rendimentos constantes de 
escala no Tamanho ótimo de Firma.
Economias de Escala: é devido a indivisibilidade de equipamentos e da própria 
planta (tamanho mínimo de plantas), a indivisibilidade de financiamentos, indivi-
sibilidade de pesquisa e operações mercadológicas, preços reduzidos dos fatores 
(aquisições de matérias-primas em grandes quantidades), eficiência crescente da 
gerência e especialização do trabalho. Economias de Escala ocorrem quando pode-
-se dobrar o produto e o custo não chega a dobrar.
Deseconomias de Escala: é devido a perda de eficiência da gerência em assumir 
crescentes atividades complexas, custos crescentes dos fatores não produtivos (aper-
feiçoamento da mão de obra) e desenvolvimento de funções subsidiárias. Desecono-
mias de Escala ocorrem quando para obter o dobro da produção é necessário que 
os custos mais do que dobrem.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
2.1.4 TEORIA DOS RENDIMENTOS
Os rendimentos auferidos por uma firma constituem o resultado da multiplicação da 
quantidade (Q) vendida do produto pelo seu respectivo preço (P) de venda, ou seja:
RT = P x Q.
RMe = RT / Q. 
RMg = ∆RT / ∆Q.
LT = RT – CT.
Receita total de vendas ou rendimento total, é o resultado da multiplicação da quan-
tidade vendida pelo seu preço de venda.
Receita Média (RMe): é o quociente entre a receita total e a quantidade vendida, ou seja: 
RMe = preço
Receita Marginal (RMg): é a relação existente entre a variação absoluta da receita 
total decorrente da variação absoluta da quantidade vendida, ou seja: 
Lucro Total (LT): é a diferença entre a receita total e o custo total, ou seja: 
ANOTAÇÕES
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ECONOMIA
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UNIDADE 3
> Diferenciar os tipos 
de estrutura de 
mercado existentes, e 
compreender o papel 
do CADE no Sistema 
Brasileiro de Defesa da 
Concorrência.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos:
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ECONOMIA
SUMÁRIO
3 ESTRUTURAS DE MERCADO
3.1 ESTRUTURAS DE MERCADO
Nas aulas anteriores vimos, quais variáveis afetam a demanda e a oferta de bens e 
serviços, e como são determinados os preços, supondo sem interferências, o merca-
do automaticamente encontra seu equilíbrio. Implicitamente, estava sendo suposta 
uma estrutura específica de mercado, qual seja, a de concorrência perfeita.
As várias formas ou estruturas de mercados dependem fundamentalmente de três 
características:
- número de empresas que compõe esse mercado;
- tipo do produto ( se as firmas fabricam produtos idênticos ou diferenciados);
- se existem ou nãobarreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado.
A maior parte dos modelos existentes pressupõe que as empresas maximizam o 
lucro total, especificamente para o caso de estruturas oligopolistas de mercado, ve-
remos que existe uma teoria alternativa, que pressupõe que a empresa maximiza o 
mark-up, que é margem entre a receita e os custos diretos (ou variáveis) de produção.
3.1.1.1 CONCORRÊNCIA PURA OU PERFEITA
É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas), 
de tal sorte uma empresa, isoladamente, por ser insignificante, não afeta os níveis de 
oferta do mercado e, consequentemente, o preço de equilíbrio.
Nesse tipo de mercado devem prevalecer ainda as seguintes premissas:
- Produtos homogêneos: Não existe diferenciação entre os produtos ofertados 
pelas empresas concorrentes. Exemplos: produtos agrícolas, petróleo e cobre;
- Não existem barreiras para o ingresso de empresas no mercado, ou seja, é fácil 
sair e entrar nesse mercado;
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ECONOMIA
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- Transparência do mercado: Todas as informações sobre lucros, preços etc. são 
conhecidas por todos os participantes do mercado.
3.1.1.2 MONOPÓLIO 
O mercado monopolista se caracteriza por apresentar condições diametralmente 
opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, um único empresário 
(empresa) dominando inteiramente a oferta e, de outro, todos os consumidores. Não 
há, portanto concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou 
os consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou simples-
mente deixaram de consumir o produto. Nessa estrutura de mercado, a curva de 
demanda da empresa é a própria curva de demanda do mercado como um todo. 
Ao ser exclusiva no mercado, a empresa não estará sujeita aos preços vigentes. Mas 
isso não significa que poderá aumentar os preços indefinidamente.
Para a existência de monopólios, deve haver barreiras que praticamente impeçam a 
entrada de novas firmas no mercado. Essas barreiras podem advir das seguintes con-
dições: Monopólio puro, elevado volume de capital, patente e controle de matérias-pri-
mas básicas, existem ainda, os monopólios institucionais ou estatais em setores con-
siderados estratégicos ou de segurança nacional (petróleo, *energia, *comunicação).
3.1.1.3 OLIGOPÓLIO
É um tipo de estrutura normalmente caracterizada por um pequeno número de em-
presas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um mercado 
em que há um pequeno número de empresas, como a indústria automobilística, ou 
então onde há um grande número de empresas, mas poucas dominam o mercado, 
como a indústria de bebidas.
O setor produtivo no Brasil é altamente oligopolizado, sendo possível encontrar inú-
meros exemplos: montadoras de veículos, setor de cosméticos, indústria de papel, 
indústria farmacêutica etc.
Nos oligopólios, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são fixados entre 
as empresas por meio de cartéis. O cartel é uma organização formal ou informal de 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
produtores dentro de um setor que determina a política de preços para todas as em-
presas que a ele pertencem. Podemos caracterizar também tanto oligopólios com 
produtos diferenciados (como a indústria automobilística) como oligopólios com 
produtos homogêneos (alumínio). 
3.1.1.4 CONCORRÊNCIA MONOPOLISTA
Trata-se de uma estrutura de mercado intermediária entre a concorrência perfeita e 
o monopólio, mas que não se confunde com o oligopólio, pelas seguintes caracte-
rísticas:
- Número relativamente grande de empresas com certo poder concorrencial, po-
rém com segmentos de mercados e produtos diferenciados, seja por caracterís-
ticas físicas, embalagem ou prestação de serviços complementares (pós-venda);
- Margem de manobra para fixação dos preços não muito ampla, uma vez que 
existem produtos substitutos no mercado.
Essas características acabam dando um pequeno poder monopolista sobre o preço 
de seu produto, embora o mercado seja competitivo (daí o nome concorrência mo-
nopolista). O monopólio, oligopólio, e concorrência monopolista são estruturas de 
mercados diferente da Concorrência Perfeita, e por isso conhecido como Concorrên-
cia Imperfeita.
CARACTERÍSTICAS DAS ESTRUTURAS DE MERCADOS BÁSICAS
ESTRUTURA EXEMPLO
Concorrência 
Perfeita Feira livre
Concorrência 
Monopolística Hotéis
Monopólio Correios 
Oligopólio Automóveis
DIFERENCIAÇÃO 
DO PRODUTO
Produtos 
Padronizados
Produto 
Diferenciado
Produto único
Diferenciado 
Padronizado
NÚMERO DE 
EMPRESAS
Muitos
Considerável
Um
Poucas
CONDIÇÕES 
DE ENTRADA 
E SAÍDA
CONTROLE 
SOBRE 
O PREÇO
Fácil Nenhum
Relativamente 
Fácil Leve
Bloqueada Forte
Difícil Considerável
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3.1.2 ESTRUTURA DO MERCADO DE FATORES DE 
PRODUÇÃO
Até aqui identificamos as estruturas de mercados de bens e serviços. O mercado de 
fatores de produção – mão de obra, capital, terra e tecnologia – também apresenta 
diferentes estruturas. 
As estruturas no mercado de fatores de produção são resumidas a seguir:
3.1.2.1 CONCORRÊNCIA PERFEITA NO MERCADO DE 
FATORES
É um mercado onde existe oferta abundante do fator de produção (por exemplo), 
(Mão de obra não especializada), o que torna o preço desse fator constante. Os ofer-
tantes ou fornecedores, como são em grande número, não têm condições de obter 
preços mais elevados por seus serviços.
3.1.2.2 MONOPSÔNIO
Trata-se de uma forma de mercado na qual há somente um comprador para muitos 
vendedores dos serviços dos insumos. É o caso da empresa que se instala em uma 
determinada cidade do interior e, por ser a única, torna-se demandante exclusiva da 
mão de obra local e das cidades próximas, tendo para si a totalidade da oferta de 
mão de obra.
3.1.2.3 OLIGOPSÔNIO
É um mercado onde existem poucos compradores que dominam o mercado para 
muitos vendedores. Exemplo: indústria de laticínios. Em cada cidade existem dois ou 
três laticínios que adquirem a maior parte do leite dos inúmeros produtores rurais 
locais. A indústria automobilística, além de oligopolista no mercado de bens e servi-
ços, também é oligopsonista na compra de autopeças.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
3.1.2.4 MONOPÓLIO BILATERAL 
O monopólio bilateral ocorre quando um monopsonista, na compra de um fator de 
produção, defronta-se com um monopolista na venda deste fator. Por exemplo, só 
a empresa A compra um tipo de aço que é produzido apenas pela siderúrgica B. A 
empresa A é monopsonista, porque só ela compra esse tipo de aço, e a siderúrgica B 
é monopolista, porque só ela vende este tipo de aço. 
Nesses casos, a determinação dos preços de mercado dependerá não só de fatores 
econômicos, mas do poder de barganha de ambos: o monopsonista tentando pagar 
o preço mais baixo (usando a força de ser o único comprador), e o monopolista ten-
tando vender por um preço mais elevado (usando o poder de ser o único fornecedor).
3.1.3 AS EMPRESAS E O MERCADO
Muitas vezes as empresas buscam uma postura agressiva no mercado a fim de elimi-
nar a concorrência e obter maiores lucros. No entanto, sabemos da importância da 
concorrência para melhorar a qualidade dos produtos bem como para causar uma 
diminuição do preço. 
De tal modo buscamos estudar o caso brasileiro evidenciando o papel do Conselho 
Administrativo de Defesa Econômica (CADE), frente a algumasposturas adotadas 
pelas empresas no mercado competitivo.
3.1.3.1 CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA NO BRASIL - O CADE
O conceito de consolidação empresarial teve 
início no Ocidente, no início do séc. XVII, na 
época da dominação colonial do império 
britânico. A coroa inglesa incentivou a for-
mação de um empreendimento que conso-
lidasse fatores financeiros, habilidade mer-
cantil, transporte marítimo e transformação 
industrial das riquezas naturais das colônias. 
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ECONOMIA
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Surgiu então a primeira empresa holding do Ocidente, a “East India Trade Company”, 
em 1604, que operou até o começo do século XIX, dominando o comércio entre as 
ilhas britânicas e parte do continente asiático.
A holding pode ser definida como uma empresa que opera em vários setores da 
economia. Um exemplo de holding são os zaibatsus japoneses. O zaibatsu do conde 
Mitsui Bussam Kaisha, por exemplo, controlava um império econômico: finanças, se-
guros, atacado e varejo, construção civil, indústrias de mineração, alimentícia, têxtil, 
química, de papel, de vidro, automobilística ótica e negócios imobiliários.
Desde o fim do século XIX, a disputa entre as empresas tomou a forma de guerra 
entre Estados. Cada governo passou a aplicar barreiras tarifárias para proteger “suas 
empresas” contra as estrangeiras. Dentro de cada país eram promovidos acordos de 
cartéis, pelos quais várias empresas fixavam preços e dividiam mercados, com a cum-
plicidade do próprio governo. Cada país passou a cobiçar colônias, para dar às “suas 
empresas” acesso privilegiado a matérias-primas e a um mercado consumidor maior.
Em 1937, foi introduzido no Congresso norte-americano um anteprojeto de lei para 
controlar a formação de trustes e conglomerados monopolísticos, que com seu po-
der econômico poderiam eventualmente estrangular o livre desenvolvimento de 
empresas da iniciativa privada nos Estados Unidos. Hoje ainda existe um controle 
minucioso das fusões de empresas. Em alguns setores, já se permite que as com-
panhias engulam concorrentes até se tornarem gigantescas. Nesses setores, como o 
das telecomunicações e o do entretenimento, chegou-se à conclusão de que com-
panhias enormes podem trabalhar com mais eficiência. Em outros setores, como o 
das autopeças, a lei é mais conservadora. A Federal Trade Comission (FTC) é a insti-
tuição que zela pelo bom comportamento das companhias no mercado americano.
A grande empresa americana cresceu em regime de competição total, quase selva-
gem, e pouca ou nenhuma proteção do Estado. Nos EUA, a extensão territorial levou 
ao desenvolvimento de uma nova estrutura gerencial, que permite vencer grandes 
distâncias, sem prejuízo da flexibilidade tática regional. A empresa surgida a partir 
daí, com comando estratégico centralizado e uma estrutura multidivisional, confe-
rindo liberdade tática a cada divisão, - as subsidiárias espalhadas pelo mundo como 
extensão natural do mercado norte-americano - era a multinacional típica do início 
do século até o final dos anos 60. Atualmente, oportunidades e pressões para o cres-
cimento de empreendimentos, combinadas com o alto custo de capital de terceiros, 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
substituem a política de controle absoluto ou de estabelecimento de subsidiárias ou 
filiais pelas técnicas de fusão, participação acionária e joint ventures.
A joint venture pode ser definida como uma fusão de interesses entre uma empresa 
com um grupo econômico, pessoas jurídicas ou pessoas físicas que desejam expan-
dir sua base econômica com estratégias de expansão e diversificação, com propósito 
explícito de lucros ou benefícios, com duração permanente ou a prazos determina-
dos. Um modelo típico de joint venture seria a transação entre o proprietário de um 
terreno de excelente localização e uma empresa de construção civil, interessada em 
levantar um prédio sobre o local. Ou ainda, um inventor de um novo processo, pro-
duto ou tecnologia associado a um capitalista para formar infraestrutura adequada 
para a fabricação ou realização da tecnologia por meio de joint venture. Outro exem-
plo de joint venture seria um fabricante de conservas de alimentos que oferecesse 
uma fusão de interesses para um fazendeiro, que controlasse a matéria-prima em 
quantidade e qualidade adequadas para transformação em alimentos conservados. 
Existe ainda uma certa inibição entre executivos perante a fusão empresarial por 
joint venture, em caso de transferência de tecnologia ou qualquer outro ativo intan-
gível que não possui proteção legal, patentes e marcas registradas, que poderiam 
ficar no domínio público, uma vez utilizado como aporte de capital para uma tran-
sação de joint venture.
3.1.3.2 O QUE FAZ O CADE
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) funciona no Ministério da 
Justiça. Negócios que implicam no controle, por uma única companhia, de mais de 
20% do mercado, ou em que qualquer um dos participantes tenha faturamento 
bruto anual equivalente a 100 milhões de Ufirs (R$ 88,47 milhões) ou mais, incluindo 
os ocorridos no setor de serviços, têm de passar pelo crivo do Cade. Isto é o que está 
previsto em lei. Os conselheiros do Cade devem autorizar ou não as fusões.
Uma das atividades do Cade envolve exames de atos de concentração econômica tais 
como fusões, aquisições, joint ventures ou incorporações. Este controle no Brasil foi insti-
tuído pela Lei Federal 8.884 de junho de 1994, a lei de Defesa da Concorrência. De acor-
do com essa Lei Federal as operações como fusões, aquisições, joint ventures ou incorpo-
rações podiam ser comunicadas ao Cade depois de serem consumadas, o que fazia do 
Brasil um dos únicos países do mundo a adotar um controle de estruturas a posteriori.
62
ECONOMIA
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A Lei Federal 12.529 de 30 de novembro de 2011 reestruturou o Sistema Brasileiro de 
Defesa a Concorrência (SBDC). A partir dessa lei há exigência de submissão prévia ao 
Cade de fusões e aquisições de empresas que possam ter efeitos anticompetitivos.
O caso GERDAU
Há um ano o Cade vetou a compra da Siderúrgica Pain pelo grupo Gerdau, realizada 
em fevereiro de 1994, mas ainda não encontrou um caminho para executar esta deci-
são que mandou desfazer uma compra avaliada em R$ 50 milhões.
O Cade já proibiu a operação por duas vezes, em março e outubro do ano passado, 
quando apreciou um pedido de reconsideração da decisão formulado pelo grupo Ger-
dau. Os conselheiros concluíram que a incorporação da Pains pelo grupo Gerdau cons-
tituiria uma nova barreira à livre concorrência no mercado de aços longos comuns (bar-
ras, fios de máquinas...). A compra da Pains aumentou a participação nesse mercado de 
39,6% para 46,2%.
Em outubro, o caso Gerdau-Pains provocou uma crise no Cade: a procuradora geral do 
órgão, Marusa Freire entrou na Justiça Federal com uma ação pedindo a dissolução da 
compra da Siderúrgica Pains pelo grupo Gerdau.
O presidente do Cade desautorizou publicamente a procuradora, afirmando que a ini-
ciativa procuradora feria a lei de defesa da concorrência à medida que a determinação 
da execução é do plenário. O advogado do grupo Gerdau disse que a decisão que 
determinou a desconstituição da incorporação da Pains não é passível de execução 
imediata na Justiça. “É impossível fazer as partes voltarem ao estado anterior. O ato foi 
realizado no exterior, em 25 de fevereiro de 1994, entre empresas estrangeiras. O ne-
gócio nunca poderia ser anulado no Brasil. O que a lei brasileira determina é que o ato 
esteja de acordo com as normas da Lei de Defesa da Concorrência."EXEMPLOS DE ATUAÇÃO DO CADE:
Fonte: Conselho Administrativo de Defesa Econômica
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ECONOMIA
SUMÁRIO
O caso KOLYNOS
A compra da Kolynos do Brasil pela Colgate-Palmolive norte-americana envolveu um 
montante de US$ 1,040 bilhão, dos quais US$ 760 milhões relativos ao mercado brasi-
leiro. Esta aquisição provocou protestos da Procter & Gamble (P&G), também interessa-
da na compra. Em sua queixa antitruste, a P & G afirma que a combinação da Kolynos, 
detendo 52% do mercado, e a Colgate, com 27% de participação, iria criar uma força 
avassaladora no setor de higiene bucal (detendo 79% mercado), capaz de esmagar as 
concorrentes.
No caso da Kolynos havia quatro hipóteses de pareceres: a aprovação total do negócio, 
a aprovação com termo de compromisso (do tipo, durante um período de tempo a 
Colgate se comprometeria a fazer investimentos preestabelecidos, a manter unidades 
de produção, o que garantiria a defesa da concorrência), a reprovação parcial (o Cade 
poderia determinar a venda de parte das ações da Kolynos ou a formação de “joint ven-
tures”) ou ainda a rejeição completa (quando a Colgate teria de se desfazer totalmente 
das ações adquiridas). Se a Colgate não concordasse com a decisão do Cade, ela teria 
três saídas: recorrer ao Cade, abrir o capital da Kolynos, ou ainda recorrer à Justiça.
Em 18 de setembro, o Cade aprovou a compra da Kolynos do Brasil pela norte-ame-
ricana Colgate-Palmolive. Depois de quase dois anos da conclusão da operação, seis 
dos sete conselheiros do Cade aprovaram a compra com a condição de que a Colgate 
suspenda a fabricação e a venda de cremes dentais com a marca Kolynos pelo prazo 
de quatro anos.
O Cade deu ainda outras duas alternativas para a Colgate. Em vez de suspender o uso 
da marca Kolynos nos cremes dentais, a companhia poderá licenciar exclusivamente 
a marca para outro fabricante, pelo prazo de 20 anos (neste caso, a Colgate deve fazer 
uma oferta pública, seja por meio de leilão ou publicação em jornal), ou simplesmente 
vendê-la para um concorrente que não detenha mais de 1% do mercado.
Caso a Colgate aceite suspender a marca pelo prazo de 4 anos, ela está autorizada a 
licenciar a marca durante este período na forma de licença para a formação de marca 
dupla, com cláusula de desaparecimento gradual. Neste caso, um potencial concorren-
EXEMPLOS DE ATUAÇÃO DO CADE:
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ECONOMIA
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te pode associar uma marca desconhecida à marca Kolynos, durante o prazo de quatro 
anos. Neste período, de forma gradual, a marca Kolynos iria desaparecendo da emba-
lagem, até ser restituída à Colgate. Esta saída permitiria à Colgate utilizar economica-
mente a marca durante o prazo de suspensão, e também ao licenciado introduzir uma 
nova marca no mercado, reduzindo os efeitos que o Cade entendeu como maléficos da 
posição dominante que a Colgate obteve com a compra da Kolynos.
O Cade proibiu ainda a Colgate de vender no Brasil cremes dentais Kolynos fabrica-
dos em outros países da América Latina (a companhia poderia driblar a suspensão 
de comercialização importando os próprios produtos fabricados fora do país). O Cade 
não impôs restrições à utilização da marca Kolynos nos mercados de escova dental, 
fio dental e enxaguante bucal. Também não fez restrição à aquisição das instalações 
industriais da Kolynos em São Bernardo do Campo.
A Colgate tinha um prazo de 60 dias, a contar da data de divulgação do parecer, para 
optar por uma das 3 alternativas dadas para o caso. Se ultrapassasse este prazo, teria 
de arcar com uma multa diária de R$ 80 mil. A conselheira do Cade, Lucia Helena Sal-
gado e Silva recebeu no dia 25 de outubro a resposta da Colgate sobre qual o destino 
que a fabricante de cremes dentais vai dar para a Kolynos. A empresa escolheu entre 
as 3 alternativas dadas pelo Cade e pediu sigilo à relatora do processo sobre a opção. A 
procuradora atendeu ao pedido de manutenção do sigilo a fim de se evitar a prejuízos 
aos interesses comerciais da Colgate.
Fonte: Conselho Administrativo de Defesa Econômica
ANOTAÇÕES
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ECONOMIA
SUMÁRIO
UNIDADE 4
> Compreender o PIB, suas 
diferentes fórmulas de 
cálculo, e impacto na 
economia.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos:
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4 O PRODUTO INTERNO 
BRUTO (PIB)
4.1 MACROECONOMIA
Os macroeconomistas são cientistas que procuram explicar o funcionamento da 
economia como um todo, reúnem dados sobre rendas, preços, desemprego e outras 
variáveis em diferentes épocas e diferentes países. Procuram então elaborar teorias 
gerais que ajudem a explicar esses dados. 
A macroeconomia é, sem dúvida, uma ciência jovem e imperfeita. Contudo, atual-
mente já sabemos uma grande quantidade de coisas a respeito do funcionamento 
da economia. Não estudamos macroeconomia apenas para explicar os fatos econô-
micos; também queremos aperfeiçoar a política econômica. Os instrumentos fiscais 
e monetários do governo podem exercer uma influência poderosa - para o bem ou 
para o mal – sobre a economia. O conhecimento da macroeconomia ajuda as auto-
ridades públicas a avaliarem políticas alternativas. Os economistas são chamados a 
explicar o mundo econômico como ele é e refletir sobre como poderia ser. 
4.1.1 MENSURAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA 
Um dos termos mais conhecidos em economia é o PIB (Produto Interno Bruto) que 
é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país em determinado pe-
ríodo. Ele é utilizado para medir o desempenho econômico de um país, ou seja, o 
nível de atividade econômica (produção ou consumo). Para entender a metodologia 
do PIB e sua importância faz-se necessário o entendimento de alguns mecanismos 
da ciência econômica. No Brasil, o PIB é calculado através da Contabilidade Social ou 
Contabilidade Nacional sendo que o órgão oficial responsável pelo cálculo é o IBGE 
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A análise macroeconômica trata da formação e distribuição do produto e da renda 
gerados pela atividade econômica, a partir do fluxo contínuo estabelecidos entre os 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Agentes econômicos (Famílias, Empresas, Governo e Setor Externo).
4.1.2 FLUXO CIRCULAR DE RENDA E PRODUTO
O Fluxo Circular de Renda e do Produto permite compreender como as Famílias e as 
Empresas participam do processo produtivo no mercado de bens e serviços (merca-
do do produto) e no mercado dos fatores de produção. As famílias fornecem Capital, 
Terra (Recursos Naturais) e Trabalho representados pelos Fatores de Produção às 
Empresas. As Empresas produzem os bens e serviços que são fornecidos às Famílias. 
O Fluxo Monetário e o Fluxo Real formam juntos o Fluxo Circular de Renda. As Em-
presas remuneram as Famílias com salários, aluguéis, juros e lucros pelo fornecimen-
to dos fatores de produção. Esta remuneração torna-se a Renda das Famílias. De 
posse da Renda as Famílias gastam (pagam) pelos bens e serviços fornecidos pelas 
empresas que geram as receitas das empresas.
Existem 3 formas de mensurar a atividade econômica (PIB):
Produto RendaDespesa
Para mensurar o PIB são considerados apenas os bens e serviços finais produzidos 
em um país. 
4.1.3 PRODUTO NACIONAL
A mensuração do PIB pela ótica do PRODUTO NACIONAL (PN) é o valor de todos os 
bens e serviços finais,medidos a preços de mercado, produzidos em um período sendo:
∑
=
=
n
i
piqiPN
1
*
68
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Sendo:
PN = Produto Nacional.
 q = Quantidade produzida dos bens e serviços finais.
 p = Preço unitário dos bens e serviços finais.
Exemplo: Em um período um País apresentou os seguintes dados de produção e 
preços:
BENS/SERVIÇOS
Feijão (tonelada)
Automóveis 
(unidades)
Tarifa de ônibus 
(unidades)
TOTAL
QUANTIDADE
500
8100
20.000,0
PREÇO UNITÁRIO
R$ 600,00
R$ 30.000,00
R$ 2,50
PRODUTO TOTAL 
(q*p)
R$ 300.000,00
R$ 3.000.000,00
R$ 50.000,00
R$ 3.350.000,00
O PIB total pela ótica do Produto Nacional é R$ 3.350.000,00 sendo:
PN = q Feijão * p Feijão + q Automóveis * p Automóveis + q Tarifa ônibus * p Tarifa 
ônibus.
Ao medirmos a Produção Nacional do país pela ótica do produto surge o problema 
de computarmos mais de uma vez um bem no PN e superestimá-lo. De tal modo, 
devemos excluir os bens que são utilizados na produção de outros bens, e computar 
apenas os bens e serviços finais. Por exemplo, o automóvel é um bem final, e nesse 
caso, devemos desconsiderar para o cálculo do PN os componentes utilizados em 
sua montagem tais como pneus e vidros, pois isso já está incluso no preço do veícu-
lo. Se incluirmos esses itens nos cálculos, podemos está cometendo o problema da 
dupla contagem.
Uma solução para o problema da dupla contagem é o cálculo do Valor Adicionado 
ou Valor Agregado que consiste no valor que se adiciona ao produto em cada está-
gio de produção, ou seja, é a renda adicionada por cada setor produtivo. Somando o 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
valor adicionado em cada estágio de produção, chega-se ao produto final da econo-
mia. O valor adicionado é calculado pela diferença entre a receita de vendas, menos 
o custo dos bens intermediários.
Exemplo: A Tabela abaixo apresenta o valor adicionado em cada um dos setores da 
cadeia de produção do setor automobilístico em um período. Calcule o PIB pela óti-
ca do Valor Adicionado:
ETAPA/SETOR
VENDAS EM 
MILHÕES (R$)
COMPRAS 
INTERMEDIÁRIAS 
(MATÉRIA-PRIMA) 
EM MILHÕES (R$)
VALOR 
ADICIONADO EM 
MILHÕES (R$)
MINERADORA
200
0
200
SIDERÚRGICA
500
200
300
MONTADORA TOTAL
900
500
400 =900,0
Na etapa inicial o setor de mineração faz a extração direta do minério de ferro da 
natureza e vende seu produto por R$ 200,0 milhões. Nota-se que em função de ser 
o primeiro estágio da cadeia de produção, neste caso não houve compras interme-
diárias de matéria-prima. 
Na segunda etapa, o setor siderúrgico compra o minério de ferro por R$ 200,0 mi-
lhões para produção de aço. Sua produção é vendida por R$ 500,0 milhões, sendo 
que nesta etapa o valor adicionado foi de R$ 300,0 milhões. Finalizando na terceira 
etapa, a montadora de veículos compra o aço por R$ 500,0 milhões para produzir os 
veículos. Os veículos são vendidos ao consumidor final por R$ 900,0 milhões, sendo 
que nesta etapa o valor adicionado foi de R$ 400,0 milhões.
O PIB medido pelo valor adicionado é obtido por: 
Valor adicionado = ∑ 200 + 300 + 400 = 900,0
70
ECONOMIA
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Assim, o PIB pela ótica do valor adicionado foi de 900,0. Pode-se notar que é o mes-
mo valor das vendas finais dos veículos pelas montadoras.
4.1.4 DESPESA NACIONAL
Na mensuração do PIB pela ótica da DESPESA NACIONAL (DN) pode-se determinar 
como os agentes econômicos gastam o produto Nacional. São revelados quais são 
os setores compradores do Produto Nacional. Isso significa que o produto nacional 
é vendido para os quatro agentes de despesas: (Consumidores, empresas, governo e 
setor externo).
DN = C + I + G + (X – M)
Sendo:
DN = Despesa Nacional = PIB
C = Consumo das Famílias (Despesas das Famílias com bens e serviços finais). Ex.: 
Consumo das famílias com automóveis, geladeira, TV, Educação, Transporte público 
e alimentos.
I = Investimento das Empresas (Parcela do PIB destinada ao investimento em ati-
vos que ampliam a capacidade de produção da economia). Ex.: Construção de uma 
nova fábrica, Construção de um aeroporto, estradas, rodovias além de máquinas e 
equipamentos para produção.
G = Gastos do Governo (Setor Público). Representa os gastos do Governo Federal, 
Estadual e Municipal. Ex.: Serviços do Governo: Justiça, Educação e Saneamento. 
As despesas do Governo concentram-se em Despesa de Custeio (Salários e mate-
riais para manutenção e funcionamento da máquina pública) e Despesa de Capital 
(Construção de hospitais e escolas).
X = Exportação. Representa os bens e serviços produzidos dentro do País e exportados 
(enviados) para fora do País. Ex.: Brasil produz minério de ferro e exporta para a China.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
M= Importação. Representa os bens e serviços consumidos no País mas que são im-
portados (comprados) em outros países. Ex.: Um consumidor no Brasil adquiriu um 
computador comprado (importado) da China.
Algumas considerações sobre Exportações e Importações:
Saldo na Balança comercial = Exportações – Importações. Representa o saldo do 
comércio de produtos do País com o resto do mundo.
Quando as Exportações são maiores que as Importações temos o Superávit Comer-
cial. Neste caso o País exportou mais do que importou.
Quando as Importações são maiores que as Exportações temos o Déficit Comercial. 
Neste caso as importações são maiores que as exportações. Para ver resultados sobre 
o Brasil consultar tabela abaixo.
CONTA
Consumo das famílias
Gastos do Governo
Investimentos
Exportações
Importações
VALOR (BILHÕES DE R$)
250
50
55
80
60
Calcule:
1) O PIB pela ótica da Despesa Nacional.
PIB = 250 + 55 + 50 + (80-60)
PIB = 375
72
ECONOMIA
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2) O saldo na Balança comercial indicando se houve superávit ou déficit.
(X – M) = 80 – 60 = 20
Superávit de 20.
4.1.5 POUPANÇA E INVESTIMENTOS AGREGADOS
Sabe-se que o nível de investimentos é determinante para a consolidação do cres-
cimento econômico sustentado de um país. Em economias com baixa capacidade 
de investimento observa-se problemas de infraestrutura como baixa capacidade de 
escoamento da produção, atraso tecnológico e baixa capacidade das empresas em 
ampliar a produção principalmente em cenários de aquecimento da demanda.
O que determina o nível de INVESTIMENTOS em uma economia é sua capacidade 
de gerar POUPANÇA, ou seja, quanto maior a poupança, maior a capacidade de in-
vestimento, ampliando assim a capacidade produtiva e promovendo crescimento 
econômico. De forma análoga, uma menor poupança proporciona uma menor ca-
pacidade de investimento, diminuição da capacidade produtiva e do crescimento 
econômico. 
A Poupança Agregada é formada por:
Poupança Privada 
(Sp);
Poupança Externa 
(Se).
Poupança do 
Governo ou Setor 
Público (Sg);
4.1.6 ANÁLISE DE CENÁRIOS DA ATIVIDADE 
ECONÔMICA 
A) Expansão da atividade econômica (também chamado de crescimento econômi-
co ou crescimento do PIB). Este cenário é mais atrativo para novos investimentos nas 
atividades produtivas, pois sinaliza um aumento do nível de emprego, do consumo 
em geral, ou seja, a empresa pode obter maior êxito ao desejar ampliar sua produção 
e seu faturamento.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
B) Retração da atividade econômica (ou queda do PIB). Este cenário já não é tão 
atrativo para novos investimentos, pois sinaliza uma retração (queda) do consumo 
em geral, gerando problemas como dificuldade na obtenção de crédito, aumento 
de desemprego e outros fatores. Um novo investimento por parte da empresa neste 
cenário pode não corresponder às expectativas de aumento de seu faturamento. 
4.1.7 RENDA NACIONAL
Outra forma utilizada pelo IBGE para identificar o PIB é através da Renda Nacional. 
Por esta forma são contabilizados os rendimentos (Salários, Juros, Aluguéis e Lucros) 
pagos aos fatores de produção: Recursos Naturais, Trabalho e Capital.
Salários
Juros
Aluguéis
Lucros 
Recursos Naturais
Trabalho
Capital
FATORES DE 
PRODUÇÃO 
REMUNERAÇÃO (pagamento)
Exemplo: no ano 2009 foram contabilizados os seguintes rendimentos pagos aos 
fatores de produção em um determinado país:
CONTA
Salários
Aluguéis
Juros
Lucros
VALOR (BILHÕES DE R$)
413,0
244,0
180,0
158,0
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O PIB pela ótica da Renda Nacional é obtido por: 
RN = ∑ Salários + Juros + Aluguéis + Lucros RN = 413,0 + 180,0 + 244,0 + 158,0 = 995
4.1.8 PIB PER CAPITA
Para identificar a diferença do nível de riqueza da população de vários Países, Esta-
dos ou Municípios pode-se utilizar o conceito de PIB Per capita que é encontrado 
através da divisão do PIB pelo número de habitantes.
PIB Per capita do Brasil em 2009: 
PIB Per capta = PIB = R$ 3.142.969.134,00 = 
 Número de habitantes 191.481
R$ 16.414,00
Isto quer dizer que a renda média do PIB Brasileiro no ano 2009 foi de R$ 16.414,00. 
Quanto mais desenvolvido é o País, maior é a renda per capita. 
Como já determinamos anteriormente, o PIB é a soma de todos os bens e serviços 
finais produzidos no País em um determinado momento. É importante destacar que 
para produzir o PIB dentro do País, podem ser utilizados fatores de produção perten-
centes aos residentes e aos não residentes no país. 
A matriz de uma empresa automobilística situada na França envia o 
fator de produção capital (recursos financeiros) para sua filial no Brasil 
para aumentar a produção de automóveis. Isto quer dizer que o ca-
pital pertence aos não residentes no Brasil. Após a produção e venda 
dos veículos no Brasil, o lucro é enviado para a matriz na França, ou 
seja, foi enviada renda produzida no Brasil para fora do País, neste 
caso para a França. 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Da mesma forma o Brasil pode manter uma filial de uma construtora em um País 
Africano e o lucro da construtora ser enviado para o Brasil. Desta forma o Brasil está 
recebendo renda do exterior. Somando ao PIB a renda recebida do exterior e sub-
traindo a renda enviada ao exterior, tem-se o Produto Nacional Bruto (PNB), que é a 
renda efetivamente pertencente aos residentes do país.
PNB = PIB + Renda recebida do exterior – Renda enviada ao exterior.
PNB = PIB + RLE.
PNB = PIB + RLE.
A diferença entre a renda recebida e a renda enviada ao exterior é chamada de Ren-
da Líquida do Exterior (RLE).
No Brasil em 2010, o resultado do PIB foi de R$ 3.675.000.000.000,00 sendo que o 
saldo da renda líquida enviada ao exterior foi de R$ (68.100.000.000,00), neste caso 
um valor negativo, pois o Brasil enviou mais renda do que recebeu. Desta forma o 
PNB é dado por: 
Logo, PNB < PIB no caso do Brasil, em países mais avançados o PNB é maior que 
o PIB, pois estes países possuem muitas empresas multinacionais produzindo em 
vários países. 
PNB = R$ 3.675.000.000.000,00 + R$ (68.100.000.000,00) = 3.606.900.000.000,00. 
76
ECONOMIA
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4.1.9 PIB NOMINAL E PIB REAL
O PIB Nominal é o PIB medido a preços correntes do próprio ano analisado.
Ex.: PIB 2010= q2010 x p2010.
O indicador mais importante de mensuração do PIB é o PIB REAL, pois este apresen-
ta essencialmente o crescimento físico da produção desconsiderando os aumentos 
de preços, ou seja, desconta a inflação no período.
Para determinar o crescimento real da economia em 2010 é necessário utilizar os 
preços constantes do ano 2009.
Ex.: PIB 2010 = = q2010 x p2009. 
Vamos supor uma economia simplificada que existem apenas dois bens, laranjas e 
maçãs. Observe o cálculo do PIB nominal do ano de 2015.
Laranjas (quilo)
PIB
Maçãs (quilo)
PREÇO R$
3,00
4,00
QUANTIDADE 
(UNIDADE)
200
300
PRODUTO
600
1800
1200
Laranjas (quilo)
PIB
Maçãs (quilo)
PREÇO R$
3,50
4,50
QUANTIDADE 
(UNIDADE)
220
340
PRODUTO
770
2300
1530
Agora observe o cálculo nominal do PIB de 2016, nessa mesma economia.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Dizemos que o PIB é nominal, porque ele foi medido a preços do ano corrente. Uma 
grande parte da elevação do PIB de 2015 para 2016 da economia acima é devido ao 
aumento de preços, ou seja, a inflação, e não devido ao crescimento da produção.
Para contornar esse problema, os economistas elegem um ano como ano base, e uti-
lizam os preços desse ano para medir o PIB. Assim, é possível medir o aumento real 
da produção. A tabela abaixo mostra o PIB de 2016 medido a preços de 2015. De tal 
modo, é possível saber a real situação do PIB, por esse motivo chamamos de PIB Real.
Na suposta economia simplificada, em 2015 o PIB foi de R$1800,00, já em 2016 foi 
de R$1020,00, ou seja, houve um crescimento real de 12,22%.
Laranjas (quilo)
PIB
Maçãs (quilo)
PREÇO R$
3,00
4,00
QUANTIDADE 
(UNIDADE)
220
340
PRODUTO
660
2020
1360
ANOTAÇÕES
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ECONOMIA
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UNIDADE 5
> Ao final desta unidade 
esperamos que o aluno 
seja capaz de:
> Compreender o 
funcionamento do 
Sistema Monetário 
brasileiro, especificando 
as funções da moeda e o 
papel do Banco Central;
> Compreender as políticas 
macroeconômicas e o 
processo inflacionário; 
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos:
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ECONOMIA
SUMÁRIO
5 SISTEMA MONETÁRIO 
E POLÍTICAS 
MACROECONÔMICAS
5.1 O SISTEMA MONETÁRIO 
Quando você vai ao barbeiro ou cabeleireiro a fim de cortar o cabelo, você pode efe-
tuar o pagamento por meio de um papel que nós conhecemos como dinheiro, ou 
um papel com o nome do banco e sua assinatura na qual conhecemos como cheque.
O cabeleireiro fica feliz por receber esses papéis em troca de seu trabalho. A acei-
tação da parte dele provém da confiança de que, futuramente uma terceira pessoa 
aceite os papéis em troca de algo que tem valor para ele. Para as pessoas em nossa 
sociedade, o seu dinheiro ou cheque representa um direito futuro a bens e serviços.
O uso social da moeda nas transações é extremamente útil em sociedades grandes e 
complexas. Imagine, por um instante, que não existisse qualquer item na economia 
que não fosse amplamente aceito em troca de bens e serviços. Para cuidar do seu 
cabelo, você deveria oferecer ao seu cabeleireiro algo de valor imediato. Por exem-
plo, você poderiase oferecer para varrer o chão do salão, ou ensinar economia para 
ele. Em uma economia assim diz que o comércio exige uma dupla coincidência de 
desejos, a difícil situação em que duas pessoas têm, cada uma delas, o bem ou ser-
viço que a outra deseja. Esta seria uma economia que depende do escambo e terá 
dificuldades para alocar eficientemente seus recursos escassos.
Moeda é o conjunto de ativos de uma economia que as 
pessoas usam regularmente para comprar bens e serviços 
de outras pessoas.
80
ECONOMIA
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5.1.1 FUNÇÕES DA MOEDA
Na economia, a moeda tem três funções:
Meio de troca => é aquilo que os compradores dão aos vendedores em troca de bens 
e serviço.
Unidade de conta => instrumentos que as pessoas usam para anunciar preços e 
registrar débito. Quando você vai às compras, você pode observar que uma camisa 
custa R$20 e um hambúrguer custa R$ 2. Mesmo se é exato dizer que uma camisa 
custa 10 hambúrgueres e um hambúrguer custa 1/10 camisas, os preços nunca são 
cotados desta forma. Da mesma forma, quando você toma um empréstimo no ban-
co, o montante de suas prestações futuras será medido em reais, e não em quanti-
dade de bens e serviços.
Reserva de valor => é aquilo que as pessoas podem usar para transferir poder aquisi-
tivo do presente para o futuro. Quando um vendedor aceita moeda hoje em troca de 
um bem ou serviço, este vendedor pode guardar o dinheiro e tornar-se comprador 
de um bem ou serviço mais adiante. Obviamente, a moeda não é a única reserva 
de valor da economia. Uma pessoa pose transferir poder aquisitivo do presente para 
o futuro guardando títulos, ações, objetos de arte ou até selos de correio. O termo 
riqueza se refere ao total de todas as reservas de valor, incluindo tanta moeda como 
ativos não monetários.
Os economistas usam o termo liquidez para descrever a facilidade com que um ati-
vo pode ser convertido no meio de troca da economia. Como a moeda é o meio de 
troca da economia, ela é o mais líquido dos ativos disponíveis. Outros ativos variam 
amplamente quanto à liquidez. Muitos títulos e ações podem ser vendidos rapida-
mente, com pequeno custo, de modo que são ativos relativamente líquidos. Já a 
venda de uma casa, um quadro ou um selo antigo exige mais tempo e esforço. 
A moeda é o ativo mais líquido, mas é uma reserva de valor imperfeita. Quando os 
preços sobem, o valor da moeda cai. Esta relação entre o nível de preços e o valor da 
moeda é importante para entender como a moeda afeta a economia.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
5.1.2 TIPOS DE MOEDA
Quando a moeda toma forma de um bem com valor intrínseco, ela é chamada de 
moeda-mercadoria. A expressão valor intrínseco quer dizer que o item teria valor 
mesmo se não fosse utilizado como moeda. Um exemplo de moeda mercadoria é 
o ouro. O ouro tem valor intrínseco porque é utilizado na indústria e em joalheria. 
Embora atualmente o ouro não seja mais usado como moeda, historicamente ele 
foi, pois é relativamente fácil de transportar, de medir e de ser avaliado quanto a im-
purezas. Quando uma economia usa o ouro como moeda (ou usa papel moeda que 
pode ser convertido em ouro), diz-se que opera no padrão-ouro. 
Outro exemplo de moeda – mercadoria do passado era o sal. Antes de existirem ge-
ladeiras, o sal era uma mercadoria de alto valor devido sua capacidade de conservar 
alimentos. O seu fácil transporte contribui para que fosse adotado como meio de 
troca. A palavra salário vem de sal. Um terceiro exemplo de moeda – mercadoria são 
os cigarros. Nos campos de prisioneiros durante a segunda guerra mundial, os prisio-
neiros negociavam bens e serviços usando o cigarro como reserva de valor, unidade 
de conta e meio de troca.
Da mesma forma, quando a União Soviética estava se desintegrando no final da dé-
cada de 1980, os cigarros começaram a substituir os rublos como meio de troca em 
Moscou. Em ambos os casos, mesmo os não – fumantes ficavam contentes em acei-
tar cigarro em troca, sabendo que poderiam utilizá-los para comprar bens e serviços. 
A moeda sem valor intrínseco é denominada moeda de curso forçado ou moeda 
Fiat. Isto quer dizer que o objeto que serve como moeda é moeda por decreto do 
governo. 
5.1.3 A MOEDA NA ECONOMIA
Como veremos, a quantidade de moeda em circulação, o chamado estoque de mo-
eda, tem grande influência sobre muitas variáveis econômicas.
Como se define a quantidade de moeda? 
O ativo mais óbvio a se considerar na definição da quantidade de moeda é a moe-
da corrente - as notas de papel e moeda em poder do público. Contudo, a moeda 
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corrente não é o único ativo que pode ser utilizado para comprar bens e serviços. 
Muitas lojas aceitam cheques e cartões. A riqueza que você mantém na sua conta 
corrente é quase tão prática como aquela que está na sua carteira. Podemos consi-
derar também a grande variedade de outros tipos de contas que as pessoas mantêm 
nas instituições financeiras, como por exemplo, as poupanças e fundos de aplicação. 
Em uma economia complexa é difícil traçar uma linha divisória entre os ativos que 
podem ser chamados de “moeda” e os que não podem.
Chama-se de M1 a quantidade de papel moeda e moedas metálicas + depósitos à 
vista (que podem ser movimentados por cheques). M2 seria tudo o que está incluído 
em M1 mais depósitos de poupança, depósitos a curto prazo, fundos de aplicação 
do mercado monetário e alguns outros itens. A classificação em “Ms” cresce quando 
vão sendo incluídos ativos com menor liquidez.
Obs.: Poderia parecer natural incluir os cartões de crédito como parte do estoque de 
moeda da economia. Afinal, as pessoas usam o cartão de crédito em muitas das suas 
compras. Portanto, os cartões de crédito não seriam um meio de troca?
Embora a primeira vista o argumento seja persuasivo, os cartões de crédito estão 
excluídos de todos os conceitos de moeda. A razão é que os cartões de crédito não 
são uma forma de pagamento, mas uma forma de deferir pagamento. Quando você 
paga uma refeição com cartão de crédito, o banco, que emitiu o cartão, paga ao res-
taurante o que lhe é devido. Mais tarde você terá que reembolsar o banco (talvez até 
pagando um juro). Quando chega o vencimento da sua conta, você provavelmente 
paga mediante um cheque a ser descontado na sua conta corrente ou via débito 
automático. O saldo desta conta é parte do estoque de moeda da economia.
Mesmo que os cartões de crédito não sejam uma forma de moeda, eles são impor-
tantes na análise do sistema monetário. Pessoas que possuem cartão de crédito 
podem pagar muitas de suas contas de uma vez na data de vencimento do cartão. 
Em consequências, as pessoas que têm cartão mantêm em média menos dinheiro 
em mãos do que aquelas que não possuem cartão de crédito.
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5.1.4 O BANCO CENTRAL
Sempre que uma economia depende de um sistema de moeda de curso forçado, 
como é o caso da economia brasileira ou a americana, é necessário de um órgão 
responsável pela regulação do sistema. No Brasil este órgão é o Banco Central e nos 
EUA é o Federal Reserve, muitas vezes chamado de FED. Se você examinar uma nota 
de um dólar, verificará que é denominada “nota do Federal Reserve”. O FED foi criado 
em 1914, após uma série de quebradeiras dos bancos nos EUA que convenceram o 
Senado da necessidade de um Banco Central para garantir a saúde do sistema ban-
cário da nação. 
Duas das principais funções doBanco Central são supervisionar o sistema bancário e 
regular a quantidade de moeda na economia. 
Supervisão do sistema bancário => O Bacen (Banco Central) monitora as condições 
financeiras das instituições financeiras e ajuda a facilitar transações bancárias com-
pensando cheques. Também age como banco dos bancos. Isto é, o Bacen faz em-
préstimos, quando os bancos precisam, eles próprios, de empréstimos, agindo como 
emprestador de última instância, a fim de assegurar a estabilidade do sistema ban-
cário como um todo. 
Regulação da quantidade de moeda na economia => As decisões dos formuladores 
de políticas quanto à oferta de moeda constituem a política monetária. 
Segundo as decisões da Comissão de Mercado Aberto do Bacen, este tem o poder 
de aumentar ou diminuir a quantidade de reais na nossa economia. Além de ter o 
monopólio da emissão da moeda, o principal instrumento que o Bacen possui para 
alterar a oferta de moeda são operações de Mercado Aberto (de Open Market) – a 
aquisição ou venda de títulos do tesouro (um título do governo é um certificado de 
dívida deste). 
Se a política monetária visa aumentar a liquidez do mercado, o Bacen compra títulos 
que estão em poder de instituições financeiras, entregando reais a estas instituições. 
Estes reais, após a aquisição, vão acabar nas mãos do público. Assim, uma operação 
de compra de títulos pelo Bacen aumenta a oferta de moeda. Para reduzir a oferta, o 
Bacen realiza uma operação de venda de títulos do tesouro, “enxugando” o mercado. 
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As variações na oferta de moeda podem afetar profundamente a economia. As deci-
sões do Bacen exercem uma influência importante sobre a taxa de inflação de longo 
prazo e sobre o emprego e a produção no curto prazo. Não é à toa que o presidente 
do Banco Central Americano tem sido considerado como o homem mais poderoso 
do planeta.
5.1.4.1 O BANCO CENTRAL E A POLÍTICA MONETÁRIA 
Os objetivos de política macroeconômica tais como: alto nível de emprego; estabili-
dade de preços; distribuição equitativa de renda e crescimento econômico podem 
ser alcançados por meio dos instrumentos de política macroeconômica. 
Os principais instrumentos de política macroeconômica são: 
Esses instrumentos são a forma que o governo utiliza para atuar sobre a capacidade 
produtiva do país, a fim de alcançar os objetivos almejados. O Banco Central é res-
ponsável por executar a política monetária brasileira. Política monetária é controle 
do governo, referente a quantidade de moedas e títulos públicos disponíveis na eco-
nomia. 
Os principais instrumentos de política macroeconomica são: 
Política 
monetária;
Política 
cambial e 
comercial;
Política fiscal; Política de rendas.
O instrumento de política monetária emissões refere-se a emissões de moedas, au-
mentando assim o estoque monetário em circulação na economia. Caso o objetivo 
de política macroeconômica seja o crescimento econômico pode-se aumentar a 
quantidade de emissões. No entanto, caso o objetivo da política macroeconômica 
seja combater a inflação, deve-se diminuir a quantidade de moedas em circulação 
na economia. 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Os principais instrumentos de política monetária são:
Emissões; 
Redescontos;
Open Market;
Regulamentação 
sobre taxa de juro.
Reservas 
compulsórias;
Regulamentação 
sobre crédito; 
O instrumento reservas compulsórias também é conhecido como depósito compul-
sório, e como taxa do compulsório. Tal instrumento diz respeito ao percentual sobre 
os depósitos, que os bancos comerciais precisam deixar à disposição do BACEN. 
Quanto maior o percentual do compulsório, menor a quantidade de dinheiro em 
circulação na economia, o que ajuda a combater a inflação. Quanto menor o percen-
tual do compulsório, maior a quantidade de dinheiro em circulação na economia, o 
que ajuda a promover o crescimento econômico. 
Open Market refere-se a compra e vendas de títulos públicos. Títulos públicos são do-
cumentos (títulos da dívida púbica) emitidos pelo governo federal e comercializados 
no mercado financeiro. De acordo com Tesouro Direto 2015 “os títulos públicos são 
ativos de renda fixa, ou seja, seu rendimento pode ser dimensionado no momento 
do investimento, ao contrário dos ativos de renda variável (como ações), cujo retorno 
não pode ser estimado no instante da aplicação”.
Quando o governo vende títulos públicos ele retira dinheiro da economia, (os agen-
tes econômicos ficam com os títulos e o governo com o dinheiro), o que contribui 
para combater a inflação. Quando o governo compra títulos públicos, ele coloca 
dinheiro na economia (governo fica com os títulos e agentes econômicos com o 
dinheiro), aumentando assim o estoque de moedas em circulação, e contribuindo 
para o crescimento econômico. Redescontos são os empréstimos do Banco Central 
concedidos aos bancos comerciais. Caso o governo necessite retirar dinheiro de cir-
culação na economia, ele pode aumentar as taxas de juro desses empréstimos. Caso 
haja de necessidade injetar dinheiro no mercado, o governo pode diminuir a taxa de 
juro do redesconto. 
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O governo também pode criar linhas de crédito especiais com o objetivo de esti-
mular o crescimento econômico. Um exemplo prático foi a criação do programa do 
governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, na qual foi criada uma linha de crédito 
especial para compra de imóveis de pessoas que enquadram no perfil socioeconô-
mico estipulado. 
A taxa de juros básica da economia e que baliza as demais taxas de juros é conhe-
cida como taxa Selic, ou seja, taxa do sistema especial de liquidação e custódia. O 
Conselho de Política Monetária (Copom) é responsável por diminuir, manter, e/ou 
aumentar o valor da taxa Selic. Se o governo possuir o objetivo de promover cres-
cimento econômico, é necessário diminuir a taxa de juros para aumentar a quan-
tidade de moeda em circulação na economia. No entanto, se o governo possuir o 
objetivo de combater a inflação, é necessário aumentar a taxa de juros como forma 
de inibir o consumo. 
Para alcançar os objetivos de política ma-
croeconômica pode-se utilizar a combina-
ção de instrumentos de política fiscal ou 
a combinação de instrumentos de política 
monetária ou ainda a combinação de ins-
trumentos de diferentes tipos de políticas. 
Segundo Vasconcellos e Garcia 2008 pági-
na 113, “pode-se dizer que a política fiscal 
tem mais eficácia quando o objetivo é uma 
melhoria na distribuição de renda, tanto 
na taxação às rendas mais altas, como pelo 
aumento dos gastos do governo com desti-
nação aos setores menos favorecido”. Para 
os autores, a política monetária não gera 
efeitos tão positivos, no que diz respeito 
ao objetivo macroeconômico de busca por 
uma distribuição equitativa de renda. 
IMPORTANTE LEMBRAR:
Lembramos que para utilizar 
os instrumentos de política 
fiscal é necessária aprovação 
do Congresso Nacional. Já 
os instrumentos de política 
monetária não precisam 
de aprovação do Congresso 
Nacional, podendo ser 
utilizados assim que a decisão 
for tomada.
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SUMÁRIO
5.1.5 POLÍTICA FISCAL COMO INSTRUMENTO DE 
MACROECONOMIA 
Política fiscal é o conjunto de medidas adotadas pelo governo, de modo a arrecadar 
receitas e pagar despesas. 
Os principais instrumentos de política fiscal são: 
Gastos públicos; Tributos (taxas, contribuiçõese impostos). 
Em economia dividimos os tributos em taxas, contribuições e impostos. As taxas são 
decorrentes do exercício do poder de polícia, ou pela utilização efetiva e/ou poten-
cial de determinado serviço público. As contribuições são cobranças decorrente, a 
determinada obra pública aumentar o valor patrimonial de imóveis, localizados pró-
ximos a obra. Os impostos não possuem um fato gerador específico. 
Para melhor compreensão do assunto, vamos supor que o objetivo de política eco-
nômica seja reduzir a taxa de inflação (estabilidade de preços), via política fiscal. 
Quais medidas o governo deve adotar? 
Sabemos que política fiscal utiliza os instrumentos gastos públicos e tributos. Caso 
o governo precise combater a inflação será necessário aumentar os tributos, (pois 
forçará as pessoas a gastarem menos fazendo com que os preços diminuam), e/ou 
diminuir os gastos públicos (pois diminuirá a quantidade de dinheiro em circulação, 
diminuindo assim a inflação). Em uma situação que o objetivo do governo seja pro-
mover crescimento econômico via política fiscal, quais medidas o governo precisa 
adotar para alcançar esse objetivo? 
Se o objetivo do governo for promover crescimento econômico via política fiscal, será 
necessário aumentar os gastos públicos (maior quantidade de dinheiro em circula-
ção), e/ou diminuir tributos (incentivo ao consumo, gerando crescimento econômico). 
As medidas adotadas pela política fiscal são importantes para alcançar objetivos de 
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política macroeconômica. No entanto, apenas podem ser adotados após aprovação 
do Congresso Nacional. Podemos citar como exemplo prático de política fiscal a 
diminuição do imposto sobre produtos industrializados (IPI) dos carros zero-quilô-
metro, bem como, dos eletrodomésticos pertencentes a linha branca. O objetivo do 
governo em adotar essas medidas foi promover crescimento econômico. Ou seja, 
com a diminuição de tributos, há incentivo ao consumo, promovendo crescimento 
econômico. 
5.1.6 POLÍTICA COMERCIAL COMO INSTRUMENTO DE 
MACROECONOMIA 
A política comercial também conhecida como política de comércio internacional, 
refere-se a atuação do governo sobre estímulo e desestímulo as importações e ex-
portações. Quando o objetivo de política macroeconômica é contrair o comércio, 
podem ser utilizados os instrumentos de aumento da tarifa/taxa de e/ou cota de 
exportação (restrição voluntária a exportação). 
Quando o objetivo de política macroeconômica for expandir o comércio, poderá ser 
utilizado os instrumentos de subsidio a importação, subsidio a exportação, expansão 
voluntária das exportações. O governo também pode utilizar instrumentos como 
barreiras burocráticas (obstáculos baseados em procedimentos sanitários, de segu-
rança, alfandegários), e aquisição apenas de bens nacionais por parte do governo. 
5.1.7 POLÍTICA CAMBIAL COMO INSTRUMENTO DE 
MACROECONOMIA 
Taxa de câmbio é o preço da moeda estrangeira expresso em moeda nacional. A 
expressão taxa de câmbio é utilizada para se referir a qualquer moeda estrangeira 
e não apenas ao dólar, apesar de transações com dólares serem mais comuns em 
nosso país. A política cambial refere-se a atuação do governo sobre a taxa de câmbio. 
O Conselho Monetário Nacional define a política cambial a ser executada pelo Banco 
Central. As autoridades monetárias podem fixar a taxa de câmbio ou permitir que a 
taxa de câmbio flutue livremente no mercado ou ainda utilizar combinações de taxa 
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de câmbio fixa e taxa de câmbio flutuante. No regime de câmbio fixo é estipulado o 
preço da moeda pelo Banco Central, e essas são compradas e vendidas a um preço 
previamente definido. Já no regime de câmbio flutuante, o preço da moeda é esta-
belecido pelo mercado, decorrente da oferta e demanda por moeda. 
5.1.8 POLÍTICA BRASILEIRA DE COMBATE À INFLAÇÃO
A inflação é o aumento contínuo e generalizado no nível de preços. Em cenários in-
flacionários a moeda perde poder de compra e sofre desvalorização, ou seja, com a 
mesma quantidade de dinheiro compramos uma quantidade menor de produtos. 
Com a moeda desvalorizada o dólar fica mais caro, causando aumento do preço dos 
produtos importados. Além disso, países com alto nível de inflação são vistos de for-
ma negativa no mercado internacional, e os investidores evitam aplicar dinheiro em 
investimentos a longo prazo. 
A deflação é a diminuição contínua e generalizada no nível de preços. Não devemos 
confundir inflação negativa com deflação, pois a deflação ocorre quando os preços 
caem durante um longo período de tempo, e não apenas durante um curto perío-
do como no caso de inflação negativa. Assim como a inflação, a deflação também 
possui efeitos negativos. Em um cenário de deflação os contratos de pagamentos 
continuam vigente, enquanto os preços caem, o que na pratica significa uma dimi-
nuição de renda. 
Além disso, como os preços estão caindo de forma contínua, os agentes econô-
micos costumam adiar as compras, acreditando que os preços diminuirão ainda 
mais. O adiamento do consumo causa queda nas vendas a curto prazo podendo 
gerar consequências danosas para a economia. Além dos objetivos de alto nível 
de emprego e estabilidade de preços, a política macroeconomia também possui 
os objetivos de crescimento econômico e distribuição de renda socialmente justa. 
Apesar de vários instrumentos de política macroeconômica poderem ser utilizados 
para o combate inflacionário, no Brasil, o principal instrumento utilizado para essa 
finalidade é a política monetária por meio da taxa de juros. 
O Sistema de Metas de Inflação é adotado no Brasil desde 1999. Nesse sistema, o 
Banco Central fixa a meta de inflação e essa pode variar pontos percentuais para 
baixo ou para cima. Sempre que a inflação ameaça passar da meta, aumenta-se a 
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taxa de juros para diminuir a circulação monetária e consequentemente diminuir a 
inflação. Caso a inflação fique abaixo do estipulado, é necessário diminuir a taxa de 
juros para estimular a circulação monetária e a inflação ficar dentro da meta. 
De acordo com o Banco Central do Brasil, a meta de inflação do país para o ano de 
2017 é de 4,5%, podendo variar 1,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. 
Espera-se que a inflação brasileira no ano de 2017 fique entre 3,0% e 6,0%. Caso a 
inflação em 2017 esteja perto do teto da meta que é 6,0%, o principal instrumento 
utilizado para o controle inflacionário será o aumento na taxa de juros. O inverso 
também é verdadeiro, ou seja, caso a inflação em 2017 fique perto de 1,5% e com 
tendências a diminuir ainda mais, será necessário diminuir a taxa de juros para au-
mentar a circulação de moeda e consequentemente a inflação. 
5.1.9 O QUE DETERMINA O VALOR DA MOEDA?
Sabemos que a inflação provoca a diminuição do poder de 
compra, mas o que determina o valor da moeda?
Sabemos que a inflação provoca a diminuição do poder de compra, mas o que de-
termina o valor da moeda?
A resposta desta questão como muitas outras na economia está na oferta e deman-
da por moeda. 
Vejamos primeiro o lado da oferta: 
Vimos anteriormente que o Banco Central, junto com o sistema bancário determina 
a oferta de moeda. Para o objetivo deste capítulo podemos ignorar as complicações 
introduzidas pelo sistema bancário e consideraremos a oferta de moeda uma variá-
vel controlada diretamente pelo Bacen. 
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Examinando agora a demanda: 
Há muitos determinantes para a quantidade demandada de moeda. O montante 
de moeda que as pessoas mantêm em sua carteira, depende do uso que fazem de 
cartões de crédito ou da facilidade de encontrar caixas automáticos. A quantidade 
de moeda certamente também depende da taxa de juros que vai indicar o custo 
oportunidade de manter dinheiro parado. Contudo, ao contrário de outros bens, a 
moeda é mantida porque é um meio de troca. 
Assim, quanto mais altos os preços dos outros bens da economia, maior a demanda 
de moeda. Pense bem, você sai pela manhã para o trabalho e faz uma rápida conta 
do que você vai precisar pagar naquele dia (estacionamento, almoço etc.). Depen-
dendo dos preços destes itens, você calcula o que precisa ter na carteira. Quanto 
mais altos os preços, maior a demanda por moeda. O que garante que a demanda 
de moeda seja igual à oferta de moeda do Banco Central? Mais adiante veremos que 
no curto prazo, a taxa de juros desempenha um papel importante para garantir o 
equilíbrio entre a oferta e demanda (a taxa de juros é o preço do dinheiro!).
No longo prazo, contudo a resposta é simples: Os preços se ajustam de modo a 
equilibrar a oferta e demanda de moeda na economia. 
Um exemplo: Efeitos de uma Injeção Monetária. Imagine que a economia esteja em 
equilíbrio (oferta de moeda = demanda por moeda.). Vamos supor que o Bacen du-
plique a oferta de moeda jogando reais de helicóptero, sobre a população (ou de um 
modo mais realista poderia injetar moeda através de operações de mercado aberto, 
aonde ele comprasse títulos que estavam nas mãos do público). 
O que aconteceria? 
O consumo em geral cresceria, fazendo com que houvesse uma pressão nos preços 
=> com o tempo os preços se ajustariam e a moeda perderia valor (como qualquer 
produto que inunda o seu mercado!) 
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5.1.10 FATO HISTÓRICO
Na Alemanha, em janeiro de 1921, um jornal custava 0,30 marcos. Menos de dois anos 
depois, em novembro de 1922, o mesmo jornal custava 70 milhões de marcos. Todos 
os preços da economia tinham aumentado da mesma forma. Este episódio retrata 
um dos exemplos históricos mais espetaculares de hiperinflação. A origem da hiperin-
flação alemã está na sua derrota na primeira guerra e na obrigação de pagar pesadas 
reparações aos vencedores, impostas pelo tratado de Versalhes. Ao invés de promover 
um ajuste em sua economia, com austeridade, a elite alemã optou por emitir moedas 
(as reparações nunca chegaram a ser totalmente quitadas). Não é uma coincidência 
que o Banco Central Alemão (incorporado ao Banco Central Europeu) atualmente é 
considerado o Banco Central mais conservador em matéria de política monetária.
5.1.11 O IMPOSTO INFLACIONÁRIO
Se a inflação é tão fácil de se explicar, porque os países sofrem hiperinflação? Isto é, 
porque os Bancos Centrais desses países, optam por emitir tanta moeda, sabendo 
que esta se desvalorizará rapidamente ao longo do tempo?
A resposta é que os governos destes países usam a criação de moeda para pagar suas 
despesas. Quando o governo deseja construir estradas, pagar salários aos policiais ou fa-
zer transferências aos pobres ou idosos, precisa levantar os recursos. Em geral, o governo 
o faz por meio de impostos, como os de renda ou ainda tomando emprestado do pú-
blico mediante venda de títulos. Mas, o governo pode simplesmente emitir moeda para 
financiar seus gastos. Quando o governo aumenta sua receita emitindo moeda, diz-se 
que está arrecadando um imposto inflacionário. Este não é um imposto como os outros, 
porque não é cobrado diretamente do contribuinte. O imposto inflacionário é mais sutil. 
Quando o governo emite moeda, o nível de preços da economia sobe e os reais que 
estão na sua carteira ou numa conta corrente que não renda juros perdem valor. 
Então, o imposto inflacionário incide sobre todos aqueles 
que detêm moeda.
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Raciocinando sobre este imposto, percebemos que ele é bastante perverso, justa-
mente as faixas mais pobres da população é que têm mais dificuldade para comba-
tê-lo, pois não têm acesso tão fácil a depósitos remunerados ou a cartões de crédito. 
A defesa mais fácil para estas classes é imediatamente consumir, como o faziam os 
operários alemães depois da primeira guerra, cujas esposas esperavam na porta das 
fábricas para receber o salário e correr para os mercados para transformá-los em 
comida. Pergunta: Se o governo emitir mais, ele vai progressivamente arrecadando 
mais imposto inflacionário, na medida que uma inflação maior significa uma maior 
perda de valor da moeda? 
Um segundo motivo para o governo emitir, seria um princípio da economia:
• Existe um trade off de curto prazo entre inflação e desemprego.
A explicação que os economistas dão é que este tradeoff surge porque alguns preços 
demoram a se ajustar. Caso o governo diminua a quantidade de moeda na econo-
mia, sabemos que a longo prazo o resultado será uma queda no nível de preços. 
Pode demorar algum tempo para que os comerciantes ajustem seus preços ou que 
os sindicatos renegociem salários. Enquanto isto, a diminuição de dinheiro em circu-
lação, causará uma retração nas vendas que implicará em demissões no curto prazo. 
Então, no curto prazo temos um desemprego temporário, até que os preços se ajus-
tem totalmente às mudanças. 
Podemos imaginar uma situação inversa se o governo resolve aumentar a quanti-
dade de moeda em circulação. Haverá um aumento de consumo, levando a uma 
queda da taxa de desemprego temporária, até que os preços se ajustem e a inflação 
apareça. 
Você pode imaginar como é bastante atraente para um governo, que esteja tentando 
se reeleger, promover um aumento da quantidade de moeda que causará um au-
mento de bem-estar temporário da população. Quando a inflação chegar, ele já estará 
reeleito. A partir desta teoria, pode-se avaliar a importância de um Banco Central inde-
pendente. O Bacen é responsável pela moeda e é ele que decide a política monetária 
do país. O governo pode resolver aumentar a quantidade de moeda, mas cabe ao 
presidente do Bacen negar se não achar conveniente para a economia do país. 
Promover a queda de inflação não é politicamente fácil, pois implica necessaria-
mente num temporário crescimento da taxa de desemprego. O Banco Central tem 
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a importante tarefa de zelar pelo valor da moeda, tomando as medidas necessárias 
independentemente da vontade política do governo.
5.1.12 CUSTOS DA INFLAÇÃO 
- O Custo da Inflação Esperada
Suponha-se que a cada mês o nível de preços aumente em 2%. Qual seria o custo de 
uma tal inflação constante e previsível? 
- O Custo Sola de Sapato
Para “pagar” menos imposto inflacionário, os agentes econômicos retêm em média 
saldos monetários baixos e por isso terão que se dirigir com mais frequência aos ban-
cos para fazer retiradas. Eles podem, por exemplo, retirar duas vezes 50 reais no lugar 
de uma vez 100 reais. Este custo se refere ao desperdício do recurso escasso tempo. 
Menos tempo é menos recurso para a produção e afeta de um modo negativo o PIB. 
- O Custo de Menu 
Refere-se ao custo das empresas terem que alterar suas listas de preços com mais 
frequência. As empresas que tiverem menus de alto custo, tendem a modificar os 
preços com menos frequência, resultando numa defasagem.
- O Custo Tributário 
Muitas vezes, as leis tributárias são redigidas sem se levar em conta o efeito da infla-
ção. Suponhaque você compre ações hoje e vendas daqui a um ano pelo mesmo 
preço real (isto é, se descontar a inflação você está vendendo pelo mesmo preço que 
comprou). A questão é que o governo avalia o ganho nominal e taxa a diferença, 
mesmo se não há ganho real.
- O Custo Do Planejamento Financeiro de Famílias e Empresas
Uma decisão importante, por exemplo, é a parcela da renda familiar que será des-
tinada para poupança, isso é, o que deixaremos de consumir hoje para consumir 
na aposentadoria. A inflação distorce este valor no futuro, dificultando a decisão de 
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poupança no presente. Seria muito mais simples decidir quanto poupa, se os preços 
daqui a 30 anos fossem os mesmos de hoje.
- O Custo da Inflação Não Esperada 
A inflação não esperada tem um efeito talvez ainda mais maléfico que a inflação 
esperada: ela redistribui aleatoriamente a renda das pessoas. Os contratos de em-
préstimos especificam uma taxa de juros nominal, com base na inflação esperada. 
Se a inflação registrada for diferente da esperada, o retorno real ex-post (significa 
depois do tempo corrido) que o devedor paga ao credor, difere daquilo que ambas 
as partes anteciparam. Se a inflação ficar acima da esperada, o devedor sai lucrando, 
caso contrário o credor sai lucrando. A proteção para estes casos é firmar contratos 
pós fixados, que estipulam um juro real mais a inflação que tiver ocorrido, ou que 
incluam alguma forma de indexação.
- Os Custos da Hiperinflação 
É comum definir hiperinflação quando a inflação supera a casa de 50% ao mês, o 
que seria algo acima de 1% ao dia. Uma taxa de 50% ao mês resulta num aumento 
superior a 100 vezes em 1 ano e mais de dois milhões de vezes em três anos. Em 
vista disto pode se imaginar os custos de um caso extremo de inflação:
Os custos da hiperinflação são qualitativamente os mesmos descritos acima, mas, 
em crises hiper inflacionárias, estes custos ficam mais evidentes pela sua gravidade.
Quando o dinheiro perde rapidamente o seu valor, os executivos acabam dedicando 
muito tempo e esforço à administração do caixa de empresa, em detrimento de ati-
vidades mais importantes como decisões de produção e investimento. Isto é: o custo 
sola de sapato fica altíssimo. Os custos de menu também são bem mais altos em 
regimes de hiperinflação, a empresa tem que reajustar os preços tão rapidamente 
que fica impossível imprimir e distribuir catálogos com preços fixos.
5.1.13 O PLANO REAL
No início da década de 1990, a estabilização permanecia um desafio resistente às 
várias tentativas de eliminação da inflação. Em 1993, o então ministro da econo-
mia do governo Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, implementou um plano 
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econômico de estabilização conhecido como Plano Real, apoiado por uma equipe 
de economistas, em sua maioria oriundos da PUC – RJ.
O programa de estabilização econômica, ou Plano Real, foi concebido e implemen-
tado em três etapas: 
a) Estabelecimento do equilíbrio das contas do governo, objetivando eliminar a 
principal causa da inflação.
b) Criação de um padrão estável de valor, a Unidade Real de Valor.
c) Emissão de uma nova moeda nacional com poder aquisitivo estável, o Real.
Distinguindo-se de maneira significativa dos planos econômicos que o precederam, 
o Real não incluiu o congelamento de preços.
FASE 1: O PAI (PROGRAMA DE AÇÃO IMEDIATA) VISANDO O EQUILÍBRIO DAS 
CONTAS PÚBLICAS 
O PAI foi implantado em 14 de junho de 1993, durante a gestão de Itamar Franco. 
Para que as finanças públicas pudessem ser equilibradas, o governo reconhecia que 
seria preciso efetuar uma ampla organização do setor público e de suas relações com 
a economia privada. Para tanto, o governo diagnosticava as seguintes necessidades:
- Redução dos gastos da União e aumento da eficiência no ano de 1993;
- Recuperação da receita tributária;
- Equacionamento das dívidas de estados e municípios com a União;
- Controle mais rígido dos bancos estaduais; 
- Saneamento dos bancos federais;
- Aperfeiçoamento do programa de privatização, ou seja, redução da participa-
ção do governo na economia através da privatização das estatais.
O governo tomava como correto, o diagnóstico de que o desequilíbrio era decorrente 
de problemas fiscais. Apontava o setor financeiro como o maior beneficiário desse 
desajuste, pelo efeito das taxas de juros e inflação nas suas receitas. A partir dessas 
constatações, previa-se que, quando a inflação caísse, diversas instituições financei-
ras teriam que recorrer ao Banco Central para sobreviver. Seria necessário promover 
um processo de saneamento de bancos públicos e privados, de maneira a garantir a 
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sobrevivência de um sistema bancário saudável.
As medidas do PAI foram: 
- Corte orçamentário de US$6 bilhões em 1993, com prioridades definidas pelo 
Executivo, a serem aprovadas pelo Legislativo.
- A proposta orçamentária de 1994 deveria ser baseada em uma estimativa rea-
lista de receita, ao invés de ser baseada no desejo de quanto o governo preten-
desse gastar. 
- Encaminhamento de projeto de lei, que limitasse as despesas com os servidores 
civis em 60 % da receita corrente da união, assim como estados e municípios, 
o que permitiria exercer maior controle sobre os gastos com funcionalismo.
- Elaboração de projeto de lei, que definisse claramente as normas de coope-
ração da União com Estados e Municípios. Esta lei também estabeleceria a 
obrigatoriedade dos estados e municípios, de se manterem em dia com seus 
débitos com a União. Esta rigidez legal foi imposta, por ser um elemento essen-
cial para outras etapas do Plano Real. 
Com essas medidas, o governo pretendia efetuar um ajuste fiscal nas contas públi-
cas. O aprofundamento do ajuste foi viabilizado a partir da criação do Fundo Social 
de Emergência, cujo objetivo era equilibrar o orçamento e atenuar a excessiva rigidez 
dos gastos da União, determinada pela constituição de 1988. Para auxiliar o governo 
federal a equilibrar suas contas no biênio 1993/94, foi aprovado o Imposto Provisório 
sobre Movimentação Financeira (IPMF). Este imposto seria precursor da CPMF, contri-
buição provisória sobre movimentação financeira, implantada posteriormente.
- Combate à sonegação
A evasão fiscal inviabilizava o ajuste das contas públicas. Dados da secretaria da receita 
federal indicavam que, para cada cruzeiro arrecadado, outro era sonegado. Como par-
te do PAI, o governo federal iniciou uma campanha massiva de conscientização contra 
sonegação, aumentou a fiscalização sobre as maiores empresas do país e passou a 
atuar de um modo mais contundente na cobrança de impostos das pessoas físicas. 
O objetivo expresso pelo governo para a realização desse ajuste tributário era o de fa-
zer justiça, procurando criar condições para uma futura redução das alíquotas e uma 
simplificação do sistema tributário, de modo a melhorar a eficiência e a competitivi-
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dade da economia brasileira. Boa parte dessas medidas, no entanto, não foi levada a 
cabo por diversas razões, entre as quais a inviabilidade de alguns projetos, a falta de 
“vontade política” de realizá-los e o fato da reforma tributária ter sido preterida por 
sucessivos “pacotes” de medidas emergenciais. 
- Relacionamento com estados e municípios
O passo seguinte do programa era reestabelecer as relações financeirasentre o gover-
no federal e os outros níveis de governo. Foram definidas condições globais para o en-
dividamento público, e criadas restrições de acesso a crédito e retenções de repasses 
de recursos federais para os estados e municípios em débito com instituições federais.
- Bancos estaduais
O Banco Central passaria a exercer um controle mais rígido sobre os bancos estadu-
ais, com estreito cumprimento das normas relativas ao montante mínimo de capital 
dessas instituições, bem como limitação na concessão de empréstimos para entida-
des do setor público.
- Privatizações
Apesar de reconhecer a importância das empresas públicas no desenvolvimento in-
dustrial do país durante décadas, o governo considerava que sua atuação deveria ser 
centralizada apenas nas áreas essenciais como saúde, educação, justiça segurança 
ciência e tecnologia. Adicionalmente, a privatização das estatais revelava-se neces-
sária para se atingir o equilíbrio financeiro, uma vez que consumiam importantes 
recursos. De 1982 a 1992, o Tesouro Nacional aportou recursos equivalentes a US$21 
bilhões nas empresas incluídas no programa de privatização. 
Com a privatização, o governo esperava transferir para o setor privado o custo da ne-
cessária modernização da infraestrutura, pré-requisito para o desenvolvimento do país.
- Medidas adicionais ao PAI
Além de procurar atingir o equilíbrio fiscal com o PAI e para que este se tornasse 
duradouro, o governo reconhecia que: 
(...) eram necessárias mudanças adicionais no arcabouço administrativo e financeiro 
do Estado (...) envolvendo alterações na Constituição no que respeita a organização 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
federativa, sistema tributário, elaboração do orçamento, funcionalismo, previdência 
social e intervenção no domínio econômico (Ministério da Fazenda, 1994).
Para tanto, o governo encaminhou ao congresso diversas sugestões, mas, logo ficou pa-
tente a falta de entusiasmo da classe política e demais esferas do governo para com a 
agenda ambiciosa de reconstrução gradual da capacidade de financiamento público. 
- Transparência
O governo procurou tornar todas as ações governamentais, fossem elas federais, es-
taduais ou municipais, mais transparentes. O objetivo era procurar elevar a confiança 
da população no setor público, aumentando a credibilidade do governo, o que per-
mitiria a implementação da segunda fase do Plano Real, a implementação de um 
índice monetário ou unidade de conta, a URV.
FASE 2: A URV
A URV foi implementada em 27 de maio de 1994 e serviu como transição para a in-
trodução da nova moeda. O Cruzeiro Real, introduzido em 1993 por Collor, estava se 
desvalorizando a taxas crescentemente elevadas. A URV foi utilizada para restaurar 
a função de unidade de conta da moeda, destruída pela inflação, bem como para 
referenciar preços e salários. O Banco Central emitia, diariamente, relatórios sobre 
a desvalorização do Cruzeiro Real e a cotação da URV. Assim, a URV serviu para o 
comércio determinar seus preços, efetuar contratos e determinar salários, indepen-
dentemente das desvalorizações provocadas pela inflação, isto é, provocou uma in-
dexação generalizada da economia. 
Por motivos jurídicos e também devido à preocupação do governo com o desequi-
líbrio social, os salários e os benefícios previdenciários foram os primeiros valores 
a serem convertidos a URV, seguidos por contratos e preços. Este foi um processo 
cauteloso com duração de três meses e que culminou com a conversão dos preços 
e tarifas do setor público.
FASE 3: A NOVA MOEDA – O REAL
Uma vez que grande parte dos valores havia sido convertida a URV, a nova moeda – o 
Real - foi introduzida sem que houvesse um consenso na sociedade de que a tran-
sição já estava completada. Em 1 de julho de 1994, o governo decretou a medida 
provisória do Real, acusado de render-se a objetivos eleitorais.
100
ECONOMIA
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Para manter o valor da moeda, o governo alterou radicalmente os métodos empre-
gados para definição da política monetária. Anteriormente, o Conselho Monetário 
Nacional (CMN) autorizava as emissões monetárias, que deveriam ser homologadas, 
em seguida pelo Congresso. A nova política implicava que o Congresso deveria es-
tabelecer regulamentos e diretrizes na forma de limites quantitativos rígidos para 
emissão de moeda, que poderiam ser alterados pelo CMN em até 20%, somente em 
ocasiões extraordinárias. 
Adicionalmente, um teto máximo na taxa de câmbio foi introduzido; um real equi-
valia a um dólar. Nessa época, o Banco Central detinha US$40 bilhões em reservas. 
É importante salientar que a taxa de câmbio não era fixa, mas as autoridades mone-
tárias tinham instruções bem rígidas quanto à manutenção do teto máximo. A va-
lorização do real frente ao dólar, ocorrida na fase inicial do plano, foi posteriormente 
muito criticada, mas certamente ajudou no controle inflacionário. 
A transparência e o gradualismo da implementação do Plano Real permitiu a aco-
modação dos preços relativos (não houve pacotes repentinos). A abertura da econo-
mia, iniciada em 1990, ajudou no controle de preços, na medida que introduziu a 
competição externa. O ambiente de abundância de capitais internacionais também 
contribui para o êxito do Real.
ANOTAÇÕES
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ECONOMIA
SUMÁRIO
UNIDADE 6
> Compreender a política 
externa, abordando o 
risco país, o papel do 
FMI e diferenciando os 
regimes cambiais.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos:
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6 O SETOR EXTERNO 
Atualmente, se alguém decide comprar um carro novo no Brasil, pode escolher entre 
um carro nacional ou importado. Se você decide tirar férias pode ir para Porto Segu-
ro ou para Disney, por exemplo. 
Em cada caso a pessoa estaria participando não somente da economia brasileira, 
como da economia mundial. A abertura do comércio internacional traz claros bene-
fícios: permite que pessoas se dediquem ao que produzem melhor e que possam 
consumir grande variedade de bens e serviços, provenientes de todo o mundo. 
6.1 OS FLUXOS INTERNACIONAIS DE BENS E 
CAPITAIS
Uma economia interage de duas maneiras com as demais economias:
- Compra e venda de bens e serviços nos mercados mundiais de bens e serviços. 
- Compra e venda de ativos de capital nos mercados financeiros mundiais. 
Fluxo de bens e serviços:
Exportações: são constituídas por bens e serviços produzidos internamente e vendi-
dos no exterior.
Importações: são constituídas por bens e serviços produzidos no exterior e vendidos 
internamente. 
As exportações líquidas de um país são definidas como o valor de suas exportações, 
menos o valor de suas importações (note que este valor pode ser negativo, se as im-
portações ultrapassarem as exportações). 
A venda de um avião da Embraer para o exterior, aumenta o valor das exportações líqui-
das. A importação de petróleo da Venezuela, diminui o valor das exportações líquidas.
EXPORTAÇÕES LÍQUIDAS = EXPORTAÇÕES – IMPORTAÇÕES
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ECONOMIA
SUMÁRIO
As exportações líquidas também são chamadas de Balança Comercial. 
- Se, num período as exportações líquidas são positivas => O país teve um supe-
rávit comercial neste período.
- Se as exportações líquidas são negativas => O país teve um déficit comercial.
- Se as exportaçõeslíquidas são iguais a zero => O país teve neste período uma 
Balança Comercial equilibrada.
Podemos listar alguns fatores que podem influir nas exportações e importações e 
consequentemente na balança comercial de um país: 
- Preferência do consumidor por bens produzidos internamente ou externamente;
- Preços dos bens no país e no exterior;
- Políticas do governo para o comércio internacional;
- Taxa de câmbio à qual as pessoas trocam moeda interna por moeda de outros 
países.
Na medida que estas variáveis são alteradas ao longo do tempo, o comércio mundial 
também se altera.
Fluxo de Capitais. 
Os residentes de uma economia também participam do mercado financeiro mun-
dial. Um residente dos EUA poderia utilizar US$30.000 para comprar um carro fa-
bricado no Japão => esta transação representa um fluxo de bens. Mas, ao invés de 
comprar um carro, este residente nos EUA poderia utilizar os US$30.000 para com-
prar ações da empresa japonesa que fabrica o carro => esta transação representa um 
fluxo de capital. Investimento Externo Líquido: aquisição de ativos estrangeiros, por 
residentes internos de um país, menos aquisição de ativos internos por residentes no 
estrangeiro. 
O investimento externo toma duas formas:
Se o Mc Donalds abre uma lanchonete na Rússia, isto representa um Investimento 
Externo Direto. Já, se o residente nos EUA compra ações de uma empresa na Rús-
sia, isto representa um Investimento de Portfólio. A diferença está que no caso da 
lanchonete, o proprietário residente nos EUA administra ativamente o investimento, 
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ECONOMIA
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enquanto que no caso da compra de ações o papel do residente nos EUA é mais 
passivo. Em ambos os casos, contudo, os residentes nos EUA compraram ativos no 
exterior e o investimento externo líquido aumentou. 
As principais variáveis que influenciam o investimento externo líquido são:
- Taxa de juros real paga sobre os ativos externos (já descontada a inflação);
- Taxa de juros real paga sobre os ativos internos; 
- Riscos econômicos e políticos percebidos da manutenção de ativos no exterior; 
- Políticas de governo que afetam a propriedade de ativos internos por estrangeiros.
Vamos imaginar um investidor estrangeiro (por exemplo, um americano), que este-
ja decidindo entre comprar títulos do governo brasileiro ou do governo americano 
(lembre-se que um título é na verdade um documento de dívida de um emitente). 
Para tomar esta decisão, ele compara as taxas de juros reais (já descontada a proje-
ção de inflação em cada país) dos dois títulos. Quanto mais alta a taxa de juros real, 
mais atrativo será o título. Entretanto, é importante igualmente para o investidor le-
var em conta o risco do governo que está emitindo o título de se tornar inadimplente 
(Isto é, deixe de pagar no tempo devido, o principal e o juro). Também é relevante 
para o americano levar em consideração qualquer restrição de movimentação im-
posta, no caso pelo governo brasileiro ou o risco de que estas restrições sejam criadas 
no futuro. 
6.2 RISCO PAÍS
Os títulos do tesouro americano (as T-Bills), são considerados ativos livre de risco. O 
risco país é medido pela diferença em pontos percentuais que os títulos externos de 
um determinado país têm que pagar, em relação as T-Bills, para conseguir captar 
recursos no mercado internacional. 
Naturalmente, quanto mais provável um futuro calote na dívida de um país, mais 
o mercado exigirá de retorno para aplicar nos títulos deste país (maior risco, maior 
retorno). Isto é, o risco país sobe.
- A Igualdade entre Exportações Líquidas e Investimento Externo Líquido.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
As exportações líquidas (balança comercial) e o investimento externo líquido me-
dem, cada um, um tipo de desequilíbrio:
Exportações líquidas (EL) => mede o desequilíbrio entre exportações e importações.
Investimento externo líquido (IEL) => mede o desequilíbrio entre os ativos estrangei-
ros comprados por residentes internos e os ativos internos comprados por residentes 
no exterior.
Um fato contábil sutil, mas bastante importante explica que num dado período, para 
uma economia como um todo, esses dois desequilíbrios devem se compensar => O 
investimento externo líquido deve ser igual às exportações.
IEL = EL
Imagine que a Boeing (fábrica de aviões americana) venda alguns aviões para a Ja-
pan Air Lines (cia aérea japonesa). Nesta transação uma empresa americana entrega 
aviões a uma empresa japonesa e, simultaneamente, a empresa japonesa paga ienes 
à empresa americana.
Os EUA venderam a um estrangeiro, no caso o Japão, parte de sua produção => au-
menta as exportações líquidas (lembre-se que EL = exportações – importações). Além 
disso, os EUA adquiram ativos estrangeiros (os Ienes pagos pelos aviões) => isto au-
menta o investimento externo líquido americano (IEL = compra de ativos estrangei-
ros por residentes internos - aquisição de ativos internos por residentes no exterior). 
Sempre que houver uma ação modificando a balança comercial (EL), esta ação im-
plicará numa ação do mesmo montante no IEL, preservando a identidade. Esta pre-
servação da identidade IEL = EL acontece pelo fato que toda transação internacional 
é uma troca. Quando um vendedor de um país transfere um bem ou serviço a um 
comprador em outro país, este comprador lhe entrega algum ativo em pagamento. 
O valor deste ativo é igual ao valor do bem ou serviço vendido.
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6.3 POUPANÇA, INVESTIMENTO E SUA RELAÇÃO 
COM OS FLUXOS INTERNACIONAIS
Já foi visto como a poupança e o investimento são cruciais para o crescimento eco-
nômico de longo prazo de uma economia. Até agora, foi analisado o comporta-
mento dessas variáveis numa economia hipotética, que não se comunicava com o 
exterior (uma economia fechada). Agora será visto como Poupança e Investimento se 
relacionam com os Fluxos Internacionais de Bens e Capital, medidos em termos de 
Exportações Líquidas (saldo da Balança Comercial) e Investimento externo líquido. 
A expressão do Pib, agora que a economia é aberta é:
Aonde: Y= Pib; C = Consumo das famílias; I = Investimentos; G = Gastos do governo; EL 
= Exportações Líquidas (Exportações (X) –Importações (M)). 
A Poupança Nacional (S) é o que resta do Pib (Y), após se retirar o consumo das fa-
mílias (C) e os gastos do governo (G). 
S = Y - C - G
Y-C-G = I + EL => S = I+EL 
S = I+IEL
Poupança = Investimento Interno + Investimento Externo Líquido. 
Da expressão do Pib:
Como, para uma economia EL = IEL
Esta expressão diz que:
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Isto significa que, tomando um país como referência (por exemplo, o Brasil) => quan-
do um residente no Brasil poupa um Real, este Real é necessariamente utilizado 
para financiar a acumulação de capital internamente (no próprio Brasil) ou para 
financiar a aquisição de capital no exterior.
Lembrando que capital significa, máquinas, casas, fábricas, 
conhecimento humano etc.
Assim, chegamos à conclusão que quando o IEL (Investimento Externo Líquido) de 
um país é negativo, isto é, quando os residentes no exterior investem neste país 
mais do que os residentes deste país investem lá fora, o crescimento deste país está 
sendo financiado não só com a poupança interna, mas com a poupança de outras 
economias. 
Juros mundial se mantenha constante, levando o país a financiar seus investimen-
tos no exterior) significaque a redução da poupança interna será financiada por 
poupança externa (empréstimos externos). Como EL = S-I, a queda de S implica no 
aparecimento de um déficit na Balança Comercial. 
6.4 TAXA DE CÂMBIO REAL E TAXA DE CÂMBIO 
NOMINAL
Taxa de Câmbio Nominal é taxa a qual se pode trocar a moeda de um país pela 
moeda de outro país. Os jornais publicam diariamente a cotação da véspera do Real, 
em relação as principais moedas no mundo. 
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Você abre a Gazeta Mercantil e lê que, no câmbio comercial, 1 Dólar = 3,15 Reais. Esta 
é taxa de câmbio nominal. Se, no dia seguinte 1 Dólar = 3,18 Reais, dizemos que o Real 
se desvalorizou em frente ao Dólar ou que o Dólar se apreciou em relação ao Real. Se a 
taxa do dia seguinte for de 1 dólar = 3,10 Reais, dizemos que o Real se valorizou ou que 
o dólar se depreciou frente ao Real. 
• Taxa de câmbio real é a taxa que se pode trocar os bens e serviços de um país, 
pelos bens e serviços de outro país.
Exemplo: Imagine que você vai às compras e vê uma caixa de cerveja alemã que custa 
o dobro de uma caixa de cerveja, da mesma qualidade, americana. Você poderia dizer 
que a taxa de câmbio real é de ½ caixa de cerveja americana. Note que como no caso, 
a taxa de câmbio real é expressa em termos de produtos e não de moeda. Obviamente, 
ao se estudar a economia como um todo, são comparadas cestas de produtos e não 
um produto individual. 
Qual a importância da taxa de câmbio real?
Ela é um dos principais determinantes de quanto um país exporta.
Imagine o beneficiador do arroz Uncle Ben,s nos EUA. Ele compra sacos de arroz, tanto 
no mercado interno quanto no exterior e o beneficia (com vitaminas) para se tornar o 
produto, vende no mercado. Ao comprar suas sacas de arroz, ele levará em considera-
ção, entre outras coisas, a taxa de câmbio real, para ver qual o mais barato. 
Uma depreciação da taxa de câmbio real do Brasil, significa que os produtos brasileiros 
se tornam mais baratos que os estrangeiros. Em consequência disso, as exportações 
brasileiras crescem e as importações caem, ambos os fatos contribuindo para o cresci-
mento da Balança Comercial.
EXEMPLO
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6.5 A INFLAÇÃO E AS TAXAS DE CÂMBIO 
NOMINAIS 
Se observarmos os dados relativos às taxas de câmbio e os níveis de preço em diver-
sos países, verificaremos com facilidade, a importância da inflação na explicação das 
taxas de câmbio mundiais. Os exemplos mais dramáticos aparecem em períodos de 
hiperinflações. O nível de preço no México subiu 2.300% entre 1983 e 1988. Em con-
sequência, a quantidade de pesos com que uma pessoa comprava 1 dólar passou de 
144, em 1983 para 2281 em 1988. 
A mesma relação acontece com países com inflação mais moderada. Países com 
inflação mais alta tendem a ter sua moeda mais desvalorizada. Lembrando que a 
inflação é um fenômeno que ocorre com causas monetárias (excesso de emissão), 
pode-se concluir que a desvalorização acontece por um desequilíbrio entre oferta e 
demanda, causado pelo aumento de emissão.
1 dólar americano comprava em:
EXEMPLO
Marcos Alemães
liras Italianas
1970
1970
1970
1995
1995
1995
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6.6 COMO AS FORÇAS ATUAM NO MERCADO DE 
CÂMBIO
Tomando como referência o mercado de reais por dólar: Se há uma demanda por 
dólares (pessoas oferecendo reais para comprar dólares) maior do que a oferta (pes-
soas oferecendo dólares para comprar reais) => o dólar se aprecia em relação ao real. 
A demanda de dólares é pressionada quando: 
- Residentes do país compram dólares para viajar ao exterior;
- Quando um comerciante ou indústria brasileira importa produtos do exterior;
- Quando um investidor estrangeiro que aplicou no mercado de capitais no Bra-
sil decide retirar sua aplicação (que está em reais) e repatriar seu capital (em 
dólares); 
- Quando empresas estrangeiras atuando no Brasil remetem lucros e dividendos 
para o exterior (esses lucros são obtidos em reais e são convertidos em dólares 
para serem remetidos ao exterior);
- A demanda de dólar é pressionada, principalmente, quando os agentes econô-
micos têm uma perspectiva de desvalorização da moeda nacional. 
A oferta de dólares é pressionada: 
- Quando o fluxo de turistas estrangeiros aumenta, trazendo consigo dólares que 
são trocados por reais para seus gastos no Brasil;
- Quando aumentam as exportações; 
- Quando empresas estrangeiras resolvem realizar investimentos diretos no Bra-
sil. Estas empresas trazem dólares que serão trocados por Reais para o investi-
mento;
- Quando um investidor estrangeiro de portfólio (ações, títulos etc.) resolve inves-
tir no mercado de capitais brasileiro;
- Quando firmas brasileiras no exterior mandam lucros e dividendos para o Brasil;
- A oferta de dólar é pressionada, principalmente, quando os agentes têm uma 
perspectiva de valorização da moeda nacional. 
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6.7 REGIMES CAMBIAIS
O Banco Central, além das funções já descritas anteriormente, é o guardião das di-
visas do país. Quando um importador brasileiro paga suas aquisições no exterior, ele 
fornece reais ao Banco Central que os converte em dólares, fazendo a remessa destes 
para o credor no exterior. Na situação inversa, quando um exportador brasileiro tem 
crédito a receber, o importador no exterior envia dólares que são trocados por reais 
pelo Bacen que paga a empresa brasileira. As reservas mantidas no Banco Central 
têm um papel central nos regimes cambiais.
6.7.1 REGIME DE CÂMBIO FIXO
Neste regime, o Banco Central se compromete em manter uma certa taxa de câm-
bio, ou seja, há uma garantia que haverá compra e venda divisas (moedas estrangei-
ras) a um preço fixado pelo Bacen. No entanto, caso o país enfrente desequilíbrios 
em sua balança comercial, essa taxa pode ser alterada.
O regime de câmbio fixo facilita a tomada de decisões pelos agentes econômicos. 
No entanto, há necessidade do Banco Central estar preparado para situações de 
excesso de demanda ou de oferta por moeda estrangeira para taxa estabelecida, 
aceitando assim perda de graus de liberdade na condução da política monetária.
O Banco Central brasileiro pode comprar dólares à vontade, pois ele tem o poder de 
decidir a oferta de reais, inclusive emitindo. Contudo, para vender dólares ele é limi-
tado pelas reservas de divisas estrangeiras que ele mantém (que depende dos fluxos 
de capitais para o país). Assim, ele só conseguirá manter a paridade se o país tiver 
reservas de divisas estrangeiras. Neste contexto é que pode acontecer um ataque 
especulativo à moeda. 
Vamos supor que o Bacen estivesse sob o regime de câmbio fixo e estivesse havendo 
uma pressão compradora de dólares no país. O Bacen entraria vendendo dólares 
para manter o câmbio. Ao fazer isto, suas reservas cairiam. Se a pressão continuasse, 
ele teria que prosseguir, se desfazendo das reservas de dólares. Em dado instante, o 
mercado adquire a percepção de que as reservas estão diminuindo e que o Bacen 
em breve não conseguirá mais intervir no mercado, para impedir a desvalorização. 
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Os agentes econômicos vão querer manter sua riqueza comprando dólares, antes 
que o real se desvalorize. Esta atitude generalizada do mercado, aumenta em muitoa pressão de demanda por dólares, obrigando o Bacen a abandonar o regime de 
taxa cambial fixa. Isto que acabou de ser descrito é o que se chama de um ataque 
especulativo à moeda. 
- Fato Histórico.
A desvalorização do real
O Brasil viveu uma situação como esta em fevereiro de 1999. Crises internacionais 
tinham feito com que o fluxo de divisas, do para o país fosse fortemente negativo. A 
percepção do mercado, apesar de empréstimos do FMI (Fundo Monetário Interna-
cional) para reforço de divisas, foi que o Banco Central não teria reservas para susten-
tar a paridade. O Brasil abandonou o sistema de taxa de câmbio fixa. 
Obs.: O sistema de câmbio brasileiro em fevereiro não era exatamente o de câmbio 
fixo real, mas um sistema de bandas, no qual o Bacen se comprometia a sustentar 
o câmbio nominal inferior e superior, podendo o câmbio variar neste intervalo. Para 
raciocinar se este regime pode ser sustentado, pode-se usar a mesma lógica vista no 
caso do câmbio fixo.
6.7.2 O REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE
No regime de câmbio flutuante o Banco Central não interfere no mercado e a taxa 
de câmbio nominal é ajustada naturalmente para equilibrar a oferta e demanda. 
Aqui não existe a necessidade da manutenção por parte do Bacen de reservas altas. 
Contudo, na prática, o regime de taxa flutuante puro é muito difícil de ocorrer.
- Fato Histórico.
Podemos considerar que nos EUA o regime é de flutuação pura. O FED raríssimas 
vezes interfere no mercado de câmbio. Contudo, em 1999, durante a crise asiática, o 
FED comprou Ienes para segurar a cotação da moeda japonesa, cuja queda acentu-
ada estava prejudicando as exportações americanas e traziam mais instabilidade ao 
cenário já difícil.
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6.7.3 REGIME DE CÂMBIO BRASILEIRO: FLUTUAÇÃO 
SUJA (DIRTY FLOATING)
O regime cambial brasileiro é conhecido como flutuação suja. Nesse sistema a taxa 
de câmbio é flutuante, ou seja, determinada pela oferta e pela demanda de divisas, 
no entanto, quando há necessidade o Banco Central interfere comprando ou ven-
dendo divisas. Vamos supor que o Banco Central Brasileiro se comprometesse com 
uma taxa de câmbio nominal de:
1 Dólar = 3,2 Reais.
Isto significa que, se houvesse uma pressão na demanda por dólares, o Bacen deveria 
entrar no mercado de câmbio vendendo dólares para equilibrar oferta e demanda. 
Se, caso o contrário, houvesse uma pressão na oferta, o Bacen deveria entrar no mer-
cado de câmbio comprando dólares, novamente para equilibrar o mercado e manter 
a taxa de câmbio nominal.
6.7.4 O PADRÃO OURO
Hoje, o padrão ouro não existe mais. Entretanto, convém fazer uma referência a ele 
a título de conhecimento. Antes da primeira guerra mundial (1914), a economia do 
mundo funcionava de acordo com o padrão ouro, o que significava que a moeda da 
maior parte dos países podia ser convertida diretamente em ouro. As notas de dólar 
americano, por exemplo, poderiam ser apresentadas ao tesouro americano e troca-
das aproximadamente por 1/20 onças de ouro. Da mesma forma, o tesouro britânico 
poderia trocar uma libra por ¼ de onça de ouro.
Bretton Woods: em 1944, os países aliados reuniram-se em Bretton Woods para 
discutir medidas econômicas, fundamentais para a paz. As resoluções, em resumo, 
foram: 
- Auxiliar a reconstrução das economias devastadas pela guerra;
- Volta ao padrão ouro;
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- Paridades monetárias estáveis;
- Eliminação dos controles cambiais.
Para atingir esses objetivos, idealizou-se a criação de dois órgãos:
- FMI - Fundo Monetário Internacional; 
- Bird – Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento. 
A moeda de reserva mundial agora era o dólar, já que, a economia americana após 
as duas guerras tinha se tornado, definitivamente, a economia mais forte do mundo. 
Até a primeira guerra a moeda reserva era a libra esterlina. 
Atualmente o dólar não possui lastro em ouro, pois em 1971 o presidente america-
no Richard Nixon decidiu que não era mais necessário possuir uma reserva em ouro 
para dólares emitidos. A partir de então, o dólar passou a ter sustentabilidade apenas 
pela credibilidade internacional.
6.7.5 ABERTURA COMERCIAL
Nos anos 1980, a política econômica brasileira caracterizava-se pelo ajuste determi-
nado pela crise de endividamento externo. Deste modo, a política de comércio exte-
rior estivera fortemente voltada para a obtenção de superávits comerciais, por meio 
de contenção de importações às exportações. 
O principal instrumento de contenção das importações durante os anos 80 foram 
medidas não tarifárias, dentre as quais se destacava a Lei do Similar Nacional, que 
listava alguns produtos cuja importação era proibida. Além disso, havia programas 
especiais de importação e licenças de importação. Todo o processo de importação 
era conduzido pela carteira de comércio exterior, do Banco do Brasil, no que se refe-
ria aos aspectos regulatórios e operacionais. 
A partir da segunda metade dos anos 1980, ocorreu uma generalizada abertura co-
mercial nos países latinos americanos. Em 1988, o Brasil iniciava sua reforma co-
mercial com a eliminação dos controles quantitativos e administrativos sobre suas 
importações e uma proposta de redução tarifária. 
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ECONOMIA
SUMÁRIO
A abertura da economia brasileira intensificou-se a partir de 1990. O esgotamento 
do modelo de substituição de importações e a crescente desregulamentação dos 
mercados internacionais contribuíram para uma reestruturação da economia brasi-
leira, influenciada pela redução de tarifas de importação, que era de cerca de 40%, 
em 1990, foi reduzida gradualmente até atingir seu nível mais baixo em 1995, 13% 
como se observa na tabela a seguir. 
Alíquotas Nominais Médias de Importação
1988 41,0 %
1989 35,5
1990 32,2
1991 25.3
1992 21,1
1993 16,5
1994 14,3
1995 11,2
1996 11,1
1997 13,8
1998 13,8
1999 13,7
2000 13,8
2001 12,8
2002 11,7
2003 11,5
2004 10,8
2005 10,7
2006 10,5
2007 11,4
2008 11,4
2009 11,4
2010 11,6
2011 11,6
2012 11,6
2013 11,6
2014 11,6
2015 11,6
2016 11,6
Em paralelo à questão conjuntural, a liberalização e a abertura econômica que se ini-
ciavam na política econômica do governo Collor, implicaram uma forte necessidade 
de ajuste, por parte das empresas, para sobreviver à nova realidade. 
Fonte: Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo.
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ECONOMIA
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Em função do quadro de instabilidade reinante em praticamente toda década de 
1980, a maior parte dos setores da economia brasileira encontrava-se em atraso tec-
nológico, em comparação com os padrões internacionais. 
A carência dos serviços de infraestrutura econômica, principalmente nas áreas de ener-
gia e telecomunicações, transportes e portos. A crise fiscal do Estado também repercu-
tia na qualidade insuficiente do sistema educacional básico e na ausência de desenvol-
vimento de programas de treinamento profissional especializado. Essa carência, além 
de gerar ineficiências e custos elevados, dificultava adaptação da força de trabalho a 
padrões tecnológicos avançados, concorrendo para estagnação da produtividade.
6.7.6 FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL – FMI
A conferência de Bretton Woods realizada depois da segunda guerra, estabeleceu 
normas e princípios que necessitavam de órgãos executores. Assim, nasceu o Fundo 
MonetárioInternacional em julho de 1944. 
Temia-se que a desorganização mundial decorrente da guerra levasse o mundo a 
novos conflitos. Era necessária uma instituição que contribuísse para a estabilidade 
financeira e econômica mundial.
Objetivos do FMI:
- Estabelecer paridades monetárias rígidas (abandonada após a crise do dólar em 
1973);
- Eliminar os controles cambiais;
- Dar assistência aos países com problemas nos balanços de pagamentos;
- Fornecer recursos monetários aos países membros, quando justificáveis.
O Brasil e o FMI 
O relacionamento do Brasil com o FMI sempre foi muito tumultuado. Havia sempre 
a oposição das correntes nacionalistas e da esquerda. Entretanto, vários governos 
negociaram com o fundo, como podemos ver:
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Juscelino Kubitschek 
Em 1958 negociou um empréstimo de US$200 milhões. 
Como não aceitou as condições do FMI, o empréstimo não foi 
concedido e, em 1959, o Brasil rompeu as negociações com 
o Fundo. Posteriormente, voltou a negociar e recebeu um 
empréstimo de US$37milhões. 
João Figueiredo 
Em 1982 ocorreu a primeira crise mexicana. Os efeitos sobre 
o Brasil foram muito grandes. O Brasil negociou com o FMI e 
apresentou a carta de intenções. Inicialmente, ela não foi aceita. 
Depois de várias reformulações, em 1983, o Fundo emprestou 
US$1,6 milhões. 
José Sarney 
Em 1987 o governo decretou moratória unilateral, o que 
dificultou entendimentos com o Fundo. Entretanto, em 1988, 
com a nomeação de Mailson da Nóbrega para ministro da 
fazenda, a situação alterou-se. Após ajustes econômicos, o Brasil 
solicitou um empréstimo de US$1,4bilhão.
Jânio Quadros
Em seu governo, 
o Brasil recebeu 
US$2,1bilhões.
Esses recursos 
vieram do FMI, 
Tesouro Americano e 
bancos particulares.
Castelo Branco 
Reestruturou 
a economia 
e obteve 
financiamentos. 
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ECONOMIA
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Fernando Collor de Mello
Na gestão do ministro Marcílio Marques Moreira, o governo 
brasileiro apresentou nova carta de intenções e, em 1992, o 
Fundo abriu uma linha de crédito de US$2bilhões. 
Fernando Henrique Cardoso
Em decorrência da crise asiática e moratória russa, o Brasil passou 
por muitas dificuldades. Por isso, solicitou um financiamento 
do FMI, que foi concedido. O valor do empréstimo era de 
US$41bilhões, que seria se desembolsado em diversas parcelas. 
Em 2002, a crise de crédito internacional e a crise eleitoral 
levaram a um novo empréstimo de US$ 30 bilhões.
A Dívida Externa Brasileira
Dívidas não se pagam, se rolam 
Delfim Netto
“A moratória é sólida tradição nacional. O primeiro debate no Congresso sobre a dívida 
externa foi em junho de 1831. Havia os “contratualistas” que queriam pagar, e os calo-
teiros, que consideravam a dívida espoliativa. Desde então houve 14 moratórias, entre 
formais e informais. Sob Getúlio Vargas, nada menos que quatro. Sarney contentou-se 
com duas...”
Roberto Campos, artigo publicado no Estado de São Paulo, 19-7-92
SUGESTÃO DE LEITURA
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ECONOMIA
SUMÁRIO
Os choques dos anos 80: 
A tabela a seguir, apresenta os choques adversos que atingiram as economias em 
desenvolvimento no começo dos anos 80.
PERÍODOS
1970-1979 
Média Anual
1981
1983
1980
1982
CRESCIMENTO DO 
PIB NOS PAÍSES 
INDUSTRIALIZADOS 
(%) 
3,4
1,5
2,3
1,3
-0,5
PREÇO 
REAL DO 
PETRÓLEO
45
117
113
100
126
PREÇO REAL 
DOS PRODUTOS 
PRIMÁRIOS
109
87
89
100
81
TAXA REAL 
DE JUROS
-2,5
22
12
6
23
Fonte: Rudiger Dornbusch e Stanley Fischer, “The World Debt Problem”, MIT, 1984.
Observe-se, em primeiro lugar, como as taxas de juros, que tinham sido negativas 
durante a década de 70, se tornaram positivas e altas. Isto fez com que os pagamen-
tos dos juros sobre os empréstimos contraídos em circunstâncias favoráveis se trans-
formassem num verdadeiro pesadelo. 
Além disso o preço real do petróleo subiu em relação à década passada. Isto é agra-
vado pelo fato de que os preços das mercadorias exportadas pelos países em de-
senvolvimento estavam caindo. Soma-se a isso a queda do crescimento das econo-
mias industrializadas, e teremos uma aproximação das dificuldades que os países 
em desenvolvimento estavam enfrentando para gerar superávits nas suas balanças 
comerciais. Tais superávits tornaram-se necessários, uma vez que os empréstimos 
internacionais se contraíram, assim que os banqueiros se amedrontaram com o cres-
cimento da razão dívida/exportação dos países em desenvolvimento. 
O Brasil não foi o único país a ser atingido por acontecimentos tão desfavoráveis. A 
crise nos países latinos – americanos, assim como no Brasil, se deveu a uma combina-
ção de fatores. Por um lado, ela foi o resultado de políticas expansionistas, financia-
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das com endividamento externo. Por outro lado, tal curso de desenvolvimento ficou 
difícil de ser corrigido com a escalda dos juros nos anos 80 e a queda dos preços dos 
produtos primários.
No caso brasileiro, a dívida refletia em grande parte a acomodação dos choques do 
petróleo de 1973 e 1979, aos programas de Investimentos das estatais e a escalada 
dos juros internacionais. 
De acordo com o FMI, 30 países em desenvolvimento se 
encontravam em processo de renegociação de suas dívidas 
em 1983. 
- Em 1897, por decisão do ministro da fazenda Dílson Funaro, o Brasil decretou a 
moratória; ainda em 1987, o novo ministro da fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, 
suspendeu a moratória e iniciou entendimentos com nossos credores. 
- Em 1988, houve nova moratória, com suspensão de pagamentos, incluindo nossos 
débitos com o clube de Paris. 
- Em 1990, a ministra da fazenda Zélia Cardoso de Mello, reiniciou as negociações 
com nossos credores e apresentou a décima carta de intenções ao FMI. 
- Seu sucessor, ministro Marcílio Marques Moreira, tentou novamente negociar com o 
FMI, e apresentou a décima primeira carta de intenções; fez acordos com os bancos 
privados e com o clube de Paris. 
- Em 1993, o então ministro da fazenda Paulo Haddad, voltou a negociar com a Su-
écia, com o Japão e com o FMI.
- Em 1994, após o plano Brady que permitiu um desconto nos passivos dos países 
devedores, assim como uma redução no fluxo de pagamentos de principal e juros, 
um acordo foi assinado solucionando o problema e regularizando a situação brasi-
leira frente ao mercado financeiro internacional.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
CONCLUSÃO
Você está prestes a finalizar o estudo da disciplina Economia. Ao longo dessa apostila 
aprofundamos os seguintes assuntos:
• Evolução do Pensamento Econômico;
• Oferta, Demanda e Equilíbrio de Mercado;
• Estruturas de Mercado;
• O Produto Interno Bruto;
• Sistema Monetário e Política Macroeconômica;
• O Setor Externo;
Tenho certeza que após se dedicar aos estudos dessa disciplina a sua forma de ver 
o mundo foi modificada. A partir de agora você possui uma maior compreensão das 
notícias econômicas divulgadas nos meios de comunicação e maior entendimento, 
tanto dos mecanismos de mercado quanto do papel do governo, ao promover polí-
ticas macroeconômicas.
Modificar a forma de ver o mundo, reflete em atitudes diferentes transforma o am-
biente no qual estamos inseridos.Espero que tenha gostado da disciplina.
Sucesso a todos!
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REFERÊNCIAS
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COLÉGIO WEB. Disponível em https://www.colegioweb.com.br/historia/qual-relacao-
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DORNBUSCH, Rudige e FISHER, Stanley. Macroeconomia. 2 Ed., São Paulo: Makron, 
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GREMAUD, Amaury P. et al. Manual de Economia. 4 ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
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MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS. Disponível em: 
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MONTORO Filho, André Franco, et al, Manual de Economia: Organizadores, Diva Be-
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NOGAMI, Otto. Economia. - 1.ed. rev. - Curitiba, PR : IESDE Brasil, 2012. 
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RESUMOESCOLAR.Disponívelem:<https://www.resumoescolar.com.br/historia/resu-
mo-da-alta-idade-media/>. Acesso em 03 de setembro de 2017.
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ECONOMIA
SUMÁRIO
ROSSETTI, J. P. Introdução à Economia: 14º Edição Ampliada e atualizada. São Pau-
lo. Atlas, 1997.
SHAPIRO, Edward. Análise Macroeconômica. 2 Ed., São Paulo: Atlas, 1992.
SOUZA, Ubiratan Jorge Iório de. Macroeconomia e Política macroeconômica. Rio de 
Janeiro: Ibmec, 1984.
SOUZA, Nali de J. de. Curso de Economia. São Paulo: Atlas, 2000.
VANCONCELLOS, Marco Antônio Sandoval de, GARCIA, Manuel Enriquez, Funda-
mentos de Economia: São Paulo, Saraiva, 2008.
VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval. Economia: micro e macro. 4. ed. São Pau-
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VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval; GARCIA, Enriquez Garcia. Fundamentos 
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ECONOMIA
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	Gráfico 1: Curva de Demanda
	Gráfico 2: Curva de Demanda
	Gráfico 3: Deslocamentos da Curva de Demanda
	Gráfico 4: Curva de Oferta
	Gráfico 5: Equilíbrio de Mercado
	1 EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO
	1.1 INTRODUÇÃO A ECONOMIA
	1.1.1 A Ciência Economia
	1.1.2 Evolução Histórica do Pensamento Econômico
	1.1.2.1 Antiguidade Clássica (1ª. Fase)
	1.1.2.2 Antiguidade Clássica (2ª. Fase)
	1.1.2.3 Idade Média (500 a 1500)
	1.1.2.4 Mercantilismo (Séculos XVI a XVIII)
	1.1.2.5 Mercantilismo Espanhol
	1.1.2.6 Mercantilismo Inglês 
	1.1.2.7 Mercantilismo Francês
	1.1.2.8 Revolução Filosófica e Industrial (1750 a 1850)
	1.1.2.9 Revolução/teoria Neoclássica
	1.1.3 Revolução Keynesiana e Grande Depressão de 1929.
	1.1.3.1	Revolução/Teoria Neoliberal:
	1.1.4 Modelos econômicos
	1.1.4.1 Primeiro modelo: Diagrama de Fluxo Circular da Renda Simplificado
	1.1.4.2 Segundo Modelo: Fronteira de Possibilidade de Produção (FPP)
	1.1.4.3 Setores da Economia
	1.1.4.4 Organização da Atividade Econômica
	1.1.4.5 Características das economias liberais de mercado
	1.1.4.6 As economias centralmente planificadas
	1.1.4.7 Economias sociais de mercado (mistas)
	2 OFERTA, DEMANDA E EQUILÍBRIO DE MERCADO
	2.1 MICROECONOMIA
	2.1.1 Introdução à Microeconomia
	2.1.1.1 Teoria Elementar da Demanda 
	2.1.1.1.1 Conceito
	2.1.1.1.2 Lei Geral da Demanda
	2.1.1.2 Função da Demanda
	2.1.1.3 Tipos de bens X Preço do Bem
	2.1.1.4 Distinção entre Demanda e Quantidade Demandada
	2.1.2	A Teoria da Firma / Teoria da Produção
	2.1.3 Teoria dos Custos Econômicos 
	2.1.4 Teoria dos Rendimentos
	3 ESTRUTURAS DE MERCADO
	3.1 ESTRUTURAS DE MERCADO
	3.1.1.1	 Concorrência Pura ou Perfeita
	3.1.1.2 Monopólio 
	3.1.1.3 Oligopólio
	3.1.1.4 Concorrência Monopolista
	3.1.2 Estrutura do Mercado de fatores de produção
	3.1.2.1 Concorrência Perfeita no Mercado de Fatores
	3.1.2.2 Monopsônio
	3.1.2.3 Oligopsônio
	3.1.2.4 Monopólio bilateral 
	3.1.3 As empresas e o mercado
	3.1.3.1 Concentração econômica no Brasil - o Cade
	3.1.3.2 O que faz o Cade
	4 O PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB)
	4.1 MACROECONOMIA
	4.1.1 Mensuração da Atividade Econômica 
	4.1.2 Fluxo Circular de Renda e Produto
	4.1.3 Produto Nacional
	4.1.4 Despesa Nacional
	4.1.5 Poupança e Investimentos Agregados
	4.1.6 Análise de Cenários da Atividade Econômica 
	4.1.7 Renda Nacional
	4.1.8 PIB per Capita
	4.1.9 PIB Nominal e PIB Real
	5 SISTEMA MONETÁRIO E POLÍTICAS MACROECONÔMICAS
	5.1 O SISTEMA MONETÁRIO 
	5.1.1 Funções da moeda
	5.1.2 Tipos de moeda
	5.1.3 A moeda na economia
	5.1.4 O Banco Central
	5.1.4.1 O Banco Central e a Política Monetária 
	5.1.5	Política Fiscal Como Instrumento de Macroeconomia 
	5.1.6 Política Comercial Como Instrumento de Macroeconomia 
	5.1.7 Política Cambial Como Instrumento de Macroeconomia 
	5.1.8 Política Brasileira de Combate à Inflação
	5.1.9 O que determina o valor da moeda?
	5.1.10 Fato Histórico
	5.1.11	O Imposto Inflacionário
	5.1.12 Custos da Inflação 
	5.1.13	O Plano Real
	6 O SETOR EXTERNO 
	6.1 Os Fluxos Internacionais de Bens e Capitais
	6.2 Risco País
	6.3 Poupança, Investimento e sua relação com os Fluxos Internacionais
	6.4 Taxa de Câmbio Real e Taxa de Câmbio Nominal
	6.5 A Inflação e as Taxas de Câmbio Nominais 
	6.6 Como as Forças Atuam no Mercado de Câmbio
	6.7 Regimes Cambiais
	6.7.1 Regime de Câmbio Fixo
	6.7.2 O Regime de Câmbio Flutuante
	6.7.3 Regime de Câmbio Brasileiro: Flutuação Suja (Dirty Floating)
	6.7.4 O Padrão Ouro
	6.7.5 Abertura Comercial
	6.7.6 Fundo Monetário Internacional – FMI
	Conclusão
	REFERÊNCIAS

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