Provas de Direito Constitucional I
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Provas de Direito Constitucional I

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Considere a seguinte hipótese: o STF decidiu, no dia 01/03/10, em sede de ADIn que o artigo 1723 do Código Civil é inconstitucional (sua decisão seguiu a regra de efeitos \u201cerga omnes\u201d, \u201cex tunc\u201d e vinculante). [1: \u201cArt. 1723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família\u201d.]
a) Caso um juiz hoje diante de uma união estável aplique o referido artigo, há algo que a parte prejudicada possa fazer contra isso? Pode ajuizar uma ação de reclamação direta ao STF \u2013 relacionada ao efeito vinculante
b) Supondo que, ao decidir, o STF tenha estabelecido que os efeitos de sua decisão apenas começariam a partir do dia 01/03/11, um juiz que venha a decidir um processo que envolva a aplicação do art. 1723 no dia 15/08/2010 pode se valer do controle difuso de constitucionalidade para auferir a constitucionalidade daquele dispositivo normativo? Sim, pois o a decisão ainda não tem efeitos
c) Caso o STF tenha declarado a inconstitucionalidade, mas se valendo da técnica da \u201cinterpretação conforme a Constituição\u201d, o art. 1723 poderá ser considerado nulo? \u201cInterpretação conforme a Constituição\u201d não considera nulo, apenas fixa uma interpretação que ele entende correta, ou seja, alargaria o sentido para beneficiar a todos (declarar inconstitucional não beneficiaria nem os casais homoafetivos nem os hetero) 
d) Supondo que: ao invés de ser uma ADIn o caso fosse de uma ADC (Ação Declaratória de Constitucionalidade) sobre o mesmo art. 1723 do CC. e que antes da decisão final, dada em 01/03/10, o STF tenha concedido uma LIMINAR no dia 25/04/2002: como os juízes devem agir quando estiverem diante da aplicação do art. 1723 do CC.? Ao contrario das outras ações de controle concentrado, uma liminar em ADC obriga os juízes a usa a lei
2. Considere os seguintes artigos da Constituição:
	I
	Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
(...)
VII \u2013 assegurar a observância dos seguintes princípios Constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático.
	II 
	Art. 125. Os Estados Organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição.
	III
	Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal... [2: Que trata da organização e funções do Tribunal de Contas da União.]
Agora responda:
Qual(is) desta(a) alternativa(s) corresponde(m) a \u201cnormas de pré-ordenação\u201d? 75
Qual(is) desta(a) alternativa(s) corresponde(m) a \u201cnorma de extensão normativa\u201d? 125
Qual(is) desta(a) alternativa(s) corresponde(m) a \u201cprincípios constitucionais sensíveis\u201d? 34
3. Certa vez o STF considerou inconstitucional lei estadual de São Paulo ao argumento de que, quando o legislador estadual fez uma lei sobre licitações, violou competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Considerando as regras sobre distribuição de competências, tal decisão está correta? A decisão está incorreta, pois os incisos IX, XXI, XXIV, XXVII deveriam estar em competência concorrente já que utiliza as expressões \u201cnorma geral\u201d e diretriz. Então os Estados podem, sim, legislar
4. Na Reclamação 4335 alguns Ministros do STF entenderam que o art. 52, X da Constituição teria sofrido mutação constitucional. Que críticas se pode fazer a tal concepção? O STF não pode aumentar suas próprias competências, pois fere a divisão dos três poderes; a mutação não é algo que pode ser inventada pelo Judiciário, mas apenas reconhecer uma mutação que já existe 
5. Considerando a forma como foram distribuídas as competências na Constituição de 1988 e o que se pretendia (a construção de um \u201cfederalismo de equilíbrio\u201d), pode-se dizer que o constituinte foi bem-sucedido em seu intento? Não, pois a uma grande concentração de poderes competentes na União, deixando pouco aos Estados
6. Suponha que STJ (Superior Tribunal de Justiça) tenha proferido uma importante decisão judicial contra o Governador de Minas Gerais. Essa decisão, no entanto, foi descumprida cabal e notoriamente pelo Executivo local. Diante disso, para garantir o cumprimento da decisão, quer-se iniciar uma intervenção no Estado:
Que tipo de intervenção seria? (considere uma das possibilidades: de ofício, por solicitação, por requisição) Explique. Intervenção por requisição, pois é a decisão judicial descumprida foi feita pelo STJ (toda decisão judicial descumprida feita pelo STJ, STF ou TSE
Qual o procedimento a ser tomado para se encaminhar a intervenção nesse caso? O STJ faz uma requisição ao Presidente da Republica que é obrigado a fazer um decreto, que não passa pelo Congresso, iniciando imediatamente