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Resistência dos Materiais II Prof. Bernardes 2019 Resistência dos Materiais I Orientações Objetivos da aula: Conhecer o professor; Conhecer o plano de ensino; Conhecer o sistema virtual; Tomar ciência do processo de avaliação; Estabelecer as formas de contato; Observar o calendário; Breve revisão de conceitos básicos. 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (comunicação) Luander Bernardes http://lattes.cnpq.br/2072553793311132 Contato: luander.bernardes@live.estacio.br Identificação na apresentação de trabalhos: - Aluno: Cássio Beltrano; - Curso: Eng. Civil; - RA: 13982020. 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (acesso ao sistema) Entre no SIA CAMPUS VIRTUAL MINHAS DISCIPLINAS PRESENCIAIS Clique no NOME DA DISCIPLINA Selecione PLANO DE ENSINO POR FAVOR !!!!! 2019 Resistência dos Materiais I O processo de avaliação oficial será composto de três etapas: Avaliação 1 (AV1); Avaliação 2 (AV2); Avaliação 3 (AV3). A AV1 contemplará o conteúdo da disciplina até a sua realização. As AV2 e AV3 abrangerão todo o conteúdo da disciplina. Orientações (Avaliações) 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (Avaliações) Para aprovação na disciplina o aluno deverá: Atingir resultado igual ou superior a 6,0, calculado a partir da média aritmética entre os graus das avaliações, sendo consideradas apenas as duas maiores notas obtidas dentre as três etapas de avaliação (AV1, AV2 e AV3). A média aritmética obtida será o grau final do aluno na disciplina; Obter grau igual ou superior a 4,0 em, pelo menos, duas das três avaliações; Frequentar, no mínimo, 75% das aulas ministradas. 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (Avaliações) No dia da avaliação, todo material diferente de lápis, caneta, borracha, régua, calculadora, etc., devem ficar alocados na frente da sala de aula; É proibido o uso de celular; A folha de rascunho deverá ser fornecida pelo docente responsável pela aplicação do exame; O quadro pode ser usado para inserção de fórmulas, sendo que o aluno será o responsável pelo preenchimento. O professor não deve tirar dúvidas com relação ao conteúdo da prova. 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (Trabalhos) Os trabalhos serão compostos por listas de exercícios, relatórios de atividades experimentais, visitas técnicas, produção de artigos, vídeos, etc. A nota máxima atribuída será de: 2,0 pontos que serão acrescidos à nota das avaliações, quando houver possibilidades. Cada grupo deverá conter no máximo 5 alunos. Trabalhos incompletos, fora dos padrões estabelecidos ou entregues fora do prazo não receberão a nota máxima. 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (arredondamentos) Alunos com notas próximas à média para aprovação (por exemplo, 5.8 e 5.9) terão suas notas arredondadas somente se fizeram as seguintes atividades: Avaliando a Aprendizagem; Acesso ao Sava; Nova Chance; Presença igual a 75 %. 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (dicas) Façam as tarefas diariamente para evitar acúmulos de conteúdos!Façam as tarefas diariamente e estudem em grupo !!! 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (calendário) Fiquem de olho no calendário !!! 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (dicas) Pesquisa Científica; Leitura de artigos; Normas ABNT; Biblioteca Virtual; Biblioteca Física; Plataformas e planos para melhoria da aprendizagem; Iniciação Científica; ENADE. Fiquem de olho nas oportunidades !!! 2019 Resistência dos Materiais I Orientações (dicas) Fiquem de atentos ao plano de ensino e à bibliografia. Física Aplicada Unidade 1 Introdução a Física A Física é uma das ciências que estudam a natureza. Mecânica Termologia Óptica Geométrica e Ondulatória Eletromagnetismo Física Moderna RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Teorema de Fubini: Se f(x,y) for contínua em uma região retangular R: a ≤ x ≤ b, c ≤ y ≤ d, então f x, y( )dA R ∫∫ = c d ∫ a b ∫ f x, y( )dxdy = a b ∫ c d ∫ f x, y( )dydx. O que estamos fazendo? dx dy A x y 0 0 dx Objetivos da aula: a b x Sn = f xk , yk( )ΔAk k=1 n ∑ , Se dividirmos a região R em pequenos retângulos de área ∆A = ∆x∆y, podemos escrever f x, y( )dA R ∫∫ = limΔA→0 f xk , yk( )ΔAkk=1 n ∑ . • Apresentar o conceito de integrais duplas e sua interpretação geométrica; • Resolver integrais duplas a partir dos conceitos de integrais simples; • Calcular áreas utilizando integrais duplas; • Propor a resolução de uma situação problema utilizando os conceitos aprendidos na aula. Introdução: Integrais Simples 1dx∫ = dx∫ = x cf x( )dx = c f x( )dx∫∫ f x( )± g x( )⎡⎣ ⎤⎦ = f x( )dx∫ ± g x( )dx∫∫ xn dx∫ = xn+1 n +1 x y 0 Área a b R RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Cálculo de Área: x y 0 x0 1 1 x + y = 1 x2 + y2 = 1 R Esboce a região de integração e identifique as curvas limitantes. Cálculo da área da região R, integrando primeiro em relação a y e depois em relação a x: x y 0 1 1 R sai y = 1− x2 y = 1− x Cálculo da área da região R, integrando primeiro em relação a x e depois em relação a y: f x, y( )dA = x=0 x=1 ∫ f x, y( )dydx. y=1−x y= 1−x2 ∫ R ∫∫ Então, x0 1 1 R entra sai x = 1− y2 x = 1− y Então, 1 5 2 4 R Teorema de Fubini (Forte): Se f(x,y) for contínua em uma região retangular R. a ≤ x ≤ b, g1 x( ) ≤ y ≤ g2 x( ), com g1 e g2 contínuas em [a, b], então f x, y( )dA R ∫∫ = c d ∫ g1 x( ) g2 x( ) ∫ f x, y( )dydx. i) Se R for definida por c ≤ y ≤ d, h1 x( ) ≤ x ≤ h2 x( ), com h1 e h2 contínuas em [c, d], então ii) Se R for definida por f x, y( )dA R ∫∫ = c d ∫ h1 y( ) h2 y( ) ∫ f x, y( )dxdy. A = 1 5 ∫ dydx 2 4 ∫ = y[ ] 1 5 ∫ 2 4 dx = 2 1 5 ∫ dx = 2x[ ]1 5 = 8u.a f x,y( )dA = f x,y( )dxdy x=1−y x= 1−y 2 ∫ y=0 y=1 ∫ R ∫∫ RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Inércia de um corpo (momento de inércia e raio de giração) RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Centro de Gravidade - Centróide x = Qy A = xdA A∫ dA A ∫ ; y = Qx A = y dA A ∫ dA A ∫ … se a área for composta: x = Qy A = xiΔAi i=1 n ∑ ΔAi i=1 n ∑ ;y = Qx A = y iΔAi i=1 n ∑ ΔAi i=1 n ∑ Exemplificando! A = dA∫ Observações! Área com 1 eixo de simetria. Área com 2 eixos de simetria. Área que é simétrica a um ponto. Calcule o centróide da figura. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 1) Calcule o valor da área da figura em T. x Y R: 2300 cm2. Unidades em cm. 1 2 1060 60 10 100 RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 2) Calcule o centróide da figura. Resolução. x Y 0 R: b/2 e h/2. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 3) Determine a posição do centro de gravidade da figura em T. x Y R: 0 e 186500 cm3. Unidades em cm. 1 2 1060 60 10 100 RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Centro de gravidade de superfícies planas Utilizaremos o bom senso! RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 4) Calcule o centróide da figura. Resolução. R: 16,54 e 26,54 mm. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 5) Calcule o centróide da área hachurada da figura abaixo. Resolução. R: 58,8 e 39,7 mm. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 6) A seção transversal de uma lâminade turbina em uma bomba é mostrada abaixo. Determine as posições xG e yG do centróide. Resolução. R: 10 e 7,5 mm. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Momento Estático (primeira ordem) Momento de uma força Resumo a aula anterior: Centróide: pode ser definido como o centro geométrico de um corpo, de uma superfície, ou de uma linha. Centro de Gravidade: pode ser definido como o ponto de aplicação do peso de um corpo. O que devemos saber: - calcular o centróide de superfícies simples; - calcular o centróide de superfícies compostas. O momento estático de uma força em relação a um plano, eixo ou ponto, é igual ao produto da força pela distância do seu ponto de aplicação à base de referência. M = F × d O momento estático de uma superfície plana difere do conceito geral de momento estático anteriormente definido em dois aspectos: 1) A força F é substituída pela área A da superfície; 2) Relativamente às forças considera-se d como a distância do ponto de aplicação destas à base de referência, enquanto que para as superfícies se considera d como a distância do centróide da superfície à base de referência. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Momento Estático (primeira ordem) Qx = y dA A ∫ Qy = xdA A ∫ … o segredo para se encontrar o ponto de equilíbrio! O momento estático em relação ao eixo de simetria é zero. Sinal do Momento Estático: Qx > 0 Qy < 0 Qx > 0 Qy > 0 Qx < 0 Qy < 0 Qx < 0 Qy > 0 y x Agora, apresenta-se a definição de momento estático de acordo com o t i po de supe rfíc ie cons ide rada . Consideram-se as seguintes duas situações: i) Superfície decomponível em partes finitas (superfícies conhecidas como sejam rectângulos, triângulos, círculos, etc.) de área Ai , tendo como coordenadas do seu ponto de aplicação (centróide). Qx = yiAi i=1 n ∑ Qy = xiAi i=1 n ∑ ii) Superfície só decomponível em parcelas infinitesimais, de área elementar dA, cuja posição é dada pelas coordenadas x e y. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Momento Estático (primeira ordem) - Observação! O momento estático de uma superfície com relação a um eixo que passa pelo seu centro de gravidade é zero, e inversamente se o momento estático de uma superfície com relação a um eixo é zero, este eixo passa pelo seu centro de gravidade. Qx =Mx = y dA A ∫ = b y dy −h 2 h 2 ∫ = b y 2 2 ⎡ ⎣ ⎢ ⎤ ⎦ ⎥ −h 2 h 2 = b 2 h 2 ⎛ ⎝⎜ ⎞ ⎠⎟ 2 − − h 2 ⎛ ⎝⎜ ⎞ ⎠⎟ 2⎡ ⎣ ⎢ ⎢ ⎤ ⎦ ⎥ ⎥ = 0 Qy =My = xdA A ∫ = h xdy −b 2 b 2 ∫ = h x2 2 ⎡ ⎣ ⎢ ⎤ ⎦ ⎥ −b 2 b 2 = h 2 b 2 ⎛ ⎝⎜ ⎞ ⎠⎟ 2 − − b 2 ⎛ ⎝⎜ ⎞ ⎠⎟ 2⎡ ⎣ ⎢ ⎢ ⎤ ⎦ ⎥ ⎥ = 0 Repetindo os cálculos já realizados Logo, x = Qy A = 0 y = Qx A = 0 RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 7) Determine o valor do momento estático da figura em T em relação aos eixos referenciais Y e X. x Y R: 0 e 186500 cm3. Unidades em cm. 1 2 1060 60 10 100 RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Momento Estático (primeira ordem) - Observação! 8) Determinar o centro de gravidade para o perfil T ilustrado na figura abaixo. Neste caso, considera- se o perfil T como constituído dos retângulos 1 e 2 mostrados. Exemplo: R: 0 e 4,65 cm. 9) Determinar o centro de gravidade da superfície ilustrada na figura ao lado. R: 6 cm e 1,5 cm. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 10) Uma chapa metálica foi cortada ao longo da curva y = x2, da recta y = 0 e x = 2 (unidades SI), determine por integração: a) A sua área. b) As coordenadas do baricentro. Resolução. R: 2,67 m2; 1,50 e 1,20 m. RM II Unidade 1 Momento Polar de Inércia Momento de Inércia (momento de segunda ordem) Ix = y 2 A ∫ dA Iy = x 2 A ∫ dA IP = r 2 A ∫ dA = x2 A ∫ dA+ y 2 dA A ∫ Jo = IP = Ix + Iy Momento de Inércia de Área Composta Ix = Ixi i=1 n ∑ Conceitos Básicos o momento de inércia é uma característica geométrica importante no dimensionamento dos e lementos de construção, pois fornece através de valores numéricos, uma noção de resistência da peça. Quanto maior for o momento de inércia da secção transversal de uma peça, maior será a resistência da peça. Também conhecido como momento de inércia à torção, representa a resistência ao giro de uma área em relação ao eixo normal no plano. O momento de inércia de uma área composta é calculado pela soma dos momentos de intricadas diversas subáreas que compões a área, em relação a um determinado eixo. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 1) Calcular os momentos de inércia da área retangular em relação ao eixo da base e em relação ao eixo horizontal que passa pelo centróide. Qual a conclusão que se chega? Resolução. R: bh3/3; bh3/12. x0 b h dA = bdy y 1 x00 b h/2 2 dA = bdy y RM II Unidade 1 Tabelas de Momento de Inércia (momento de segunda ordem) Conceitos Básicos Adotaremos sempre o bom senso! RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 2) Determinar o momento de inércia, o raio de giração e o módulo de resistência, relativos aos eixos baricêntricos x e y do perfil representado na figura. R: 205,5 cm4; 12,64 cm; 10273,9 cm3 Resolução. RM II Unidade 1 Translação de Eixos (Teorema dos Eixos Paralelos) Q ′x = ′y + dy( ) A ∫ Q ′x =Qx + dA I ′x = Ix + d 2 ⋅A I ′P = IP + d 2 ⋅A Raio de Giração rx = Ix A ; ry = Iy A Conceitos Básicos É definido como a distância do eixo de referência a um ponto mater ia l , no qua l toda a áre a concentrada tem o mesmo valor de momento de inércia da área original. Veremos que o raio de geração tem um papel importante no estudo da flambagem. Quanto maior o seu valor, maior será o valor da tensão crítica de flambagem e consequentemente menor será a tendência de perda de estabilidade elástica por compressão na seção. Módulo de Resistência O momento de inércia em relação a um eixo arbitrário x no plano da área A é igual ao momento de inércia em relação a um eixo centroidal x0, paralelo ao eixo arbitrário, somado o termo de transferência constituído pelo produto da área e o quadrado das distâncias entre os eixos. Define-se módulo de resistência de uma superfície plana em relação aos eixos baricêntricos x e y, como sendo a relação entre o momento de i nérc i a re l at i v o ao e i xo baricêntrico e a distância máxima entre o eixo e a extremidade da secção transversal estudada. Wx = Ix ymáx Wy = Iy xmáx RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Calcular os momentos de inércia de uma área retangular, em relação ao eixo da base, usando o teorema dos eixos paralelos. R: bh3/3 cm. x00 b h/2 2 dA = bdy xb Resolução: c RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Momento de Inércia - Observação! Determinar os momentos de in ́ercia IxG e IyG em rela ç ão aos eixos que passam pelo centro de gravidade do perfil T da figuras abaixo: Exemplo: R: 41,6 e 386,7 cm4.R: 101, 6 e 88,6 cm4. 1,50 RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Calcular os momentos de inércia em relação aos eixos cartesianos centroidais, o nomento polar de inércia centroidal e os raios de giração da seção transversal em relação ao centróide da seguinte área. x0 y0 c c2 c1 30 2,5 30 15 2,5 2,5 3,25 1314,25 20,75 c3 19,5 Cotas em [cm]. R: 33410, 6367 e 39777 cm4; 13,35 e 5,83 cm. Resolução RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Produto de Inércia Ixy = xy dA A ∫ … quando um dos eixos é de simetria o momento de inércia será zero! Rotação de Eixos de Inércia I ′x= ′y 2 A ∫ dA I ′y = ′x 2 A ∫ dA ′x = xcos θ( )+ ysen θ( ) ′y = y cos θ( )− xsen θ( ) , mas Então, resolvendo as integrais I ′x = Ix + Iy 2 + Ix − Iy 2 cos 2θ( )− Ixysen 2θ( ) I ′y = Ix + Iy 2 − Ix − Iy 2 cos 2θ( )− Ixysen 2θ( ) I ′x ′y = Ix − Iy 2 sen 2θ( )+ Ixy cos 2θ( ) y Ixy < 0 Ixy > 0 Ixy > 0 Ixy < 0 x RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Transporte de Eixos (Teorema de Steiner) Sejam x e y eixos baricêntricos de superfície A, e os eixos u e v paralelos a x e a y respectivamente. O produto de inércia da superfície em relação aos eixos u e v será determinado através do teorema de Steiner que é definido pela integral: Iuv = y + a( ) x + b( ) A ∫ dA Iuv = xy dA+ a A ∫ xdA+ A ∫ b y dA+ A ∫ ab dA A ∫ Como os eixos x e y são baricêntricos, conclui-se que: a xdA = 0 e b y dA A ∫ = 0 A ∫ , já que a e b são zero (relativo ao eixo baricêntrico). Assim, podemos escrever: Iuv = Ixy + a × b × A Agora, observe a tabela com alguns valores de produto de inércia! RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Tabela com alguns valores de produto de inércia RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Eixos de maior e menor Momento de Inércia … maior momento de inércia é igual a maior resistência (maior a resistência a flexão)! Para um dado centro de inércia O: … existem infinitos pares de eixos; … um deles: máximo e mínimo momentos; … em geral: considera-se o O no centróide. Como encontrá-los? • calcula-se Ix, Iy e Ixy ; • verifica-se o ângulo a seguir: θP = a tan 2Ixy Iy − Ix ⎛ ⎝ ⎜ ⎞ ⎠ ⎟ 2 • se o ângulo for zero, são eixos de máximo ou mínimo (são conhecidos como eixos principais); • se não for zero, o ângulo indica a rotação necessária; • calcula-se os novos valores de Ix, Iy e Ixy ; • se só máximos e mínimos necessários: Imax = Ix + Iy 2 + Ix − Iy 2 ⎛ ⎝ ⎜ ⎞ ⎠ ⎟ 2 + Ixy 2 Imin = Ix + Iy 2 − Ix − Iy 2 ⎛ ⎝ ⎜ ⎞ ⎠ ⎟ 2 + Ixy 2 Se os eixos são centrais e a figura simétrica (Ixy igual a zero): θP = a tan 2Ixy Iy − Ix ⎛ ⎝ ⎜ ⎞ ⎠ ⎟ 2Eixos centrais = Eixos principais Os eixos de momento de inércia máximo e mínimo estarão sempre defasados em 90° entre si. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos Exemplo) Calcular os momentos de inércia e o produto de inércia da seção “L”, em relação aos eixos centroidais paralelos aos lados. Solução: R: 3156, 676, 3832 e -825 cm4. C2 C1 x y y0 x0 C 12 22 2 2 ? ? Cota em cm. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 1) Determinar os momentos principais de inércia e os ângulos que os seus eixos formam com o eixo da secção transversal representada a seguir. O que podemos concluir? Solução: R: πd4/64 - a4/12, πd4/64 - a4/12, 0, 0; 0 e 0. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 2) Considere o perfil a seguir: Calcule: Jmax;Jmin;θmax;θmin. Solução: R: 49.6, 18, 4, 21,8, 60,9 e 7,15 cm4; 27º e 117º . Cota em mm. RM II Unidade 1 Conceitos Básicos 3) Determinar os momentos principais de inércia e os ângulos que os seus eixos formam com x no perfil representado a seguir. Resolução: R: 467, 342, -27, 472 e 336 cm4; 11º e -78º. Cota em mm. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações O nosso principal objetivo é analisar o comportamento de elementos de barra submetidos à torção. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Uma peça é submetida a um esforço de torção, quando atua um torque em uma das suas extremidades e um contratorque na extremidade oposta. Momento Torçor ou Torque O torque atuante é definido através do produto entre a intensidade da carga aplicada e a distância entre o ponto de aplicação da carga e o centro da secção transversal (pólo): MT =T = 2FS Para as transmissões mecânicas c o n s t r u í d a s p o r p o l i a s , engrenagens, rodas de atrito, corrente s, e tc. , o torque é determinado através de: MT =T = FTr Observação! RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Momento Torçor e Potência Denomina-se potência a realização de um trabalho na unidade de tempo. P = Fv P = trabalho tempo = FS t ∴ Nos movimentos circulares, temos: P = FTvP considerando as seguintes relações fundamentais, temos: w = Δφ Δt = 2π T = 2π f V = ΔS Δt = 2πR T = 2πRf V = wR A velocidade angular pode ser expressa por w = Δφ Δt rad / s[ ] , entretanto, e assim, → ∴ S RC 0 (origem) P ∆ø ø P1 P2 φ = SR Logo, P = FTwr =MTw ∴ P =MT 2π f RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Momento Torçor e Potência Movimento Periódico Todas as características do movimento se repetem em tempos iguais. - Período (T) : é o menor intervalo de tempo p a r a q u e h a j a r e p e t i ç ã o d a s características do movimento. - Frequência (f) : é o número de repetições (n) das características do movimento, na unidade de tempo. Unidades: T … [s]; f … [s-1] = [Hz] = [rps]. f = n Δt = n 60 = 1 T 1 Hz = 60 rpm. Sabemos que: P =MT 2π f =MT 2π n 60 , então, P = nπ 30 MT Vale a pena lembrar! A potência no SI é determinada em W (watt). Unidades de potência fora do SI, utilizadas na prática: - cv (cavalo vapor): cv = 735,5 W; - hp (horse power): hp = 745,6 W. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Tensão de Cisalhamento Lei de Hooke τ =Gγ Tensão de cisalhamento aplicada τ = ρ c ⎛ ⎝⎜ ⎞ ⎠⎟ τmax Obs.: cresce linearmente com a posição radial! Cada elemento de área está sujeito a uma força: dF = τdA, logo, dMT = dT = ρ τdA( ) MT =T = ρ τdA( ) = ρ ρc ⎛ ⎝⎜ ⎞ ⎠⎟ τmax dA A ∫ A ∫ Assim, MT =T = τmax c ρ2 dA A ∫ Momento de inércia polar. G é o módulo de elasticidade. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Tensão de Cisalhamento A tensão de cisalhamento atuante na secção transversal da peça é definida através da expressão: τ = MTρ Jp , onde ρ varia de 0 a r. Se observarmos a figura acima atentamente verificaremos que no centro da secção transversal, a tensão é nula.A tensão aumenta à medida que o ponto estudado afasta-se do centro e aproxima-se da periferia. A tensão máxima na secção ocorrerá na distância máxima entre o centro e a periferia, ou seja, quando p = r. Se lembrarmos da definição de módulo de resistência, ainda podemos escrever: Wp = Jp r ∴ τ = MT Wp RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Estudo da Distorção Observe que o torque atuante na peça provoca na secção transversal desta, o deslocamento do ponto A da periferia para uma posição A'. Na longi t ude do e i xo, or igina-se uma deformação de cisalhamento denominada distorção, que é determinada em radianos, através da tensão de cisalhamento atuante e o módulo de elasticidade transversal do material. A distorção pode ser estimada por: γ = τ G G é o módulo de elasticidade. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Estudo da Distorção Observe também que o deslocamento do ponto A para uma posição A’, descrito na distorção, gera, na secção transversal da peça, um ângulo torção. O ângulo de torção pode ser estimado por: θ = MTL GJp Definições importantes: i) eixo: quando funcionar parado, suportando cargas. ii) eixo-árvore: quando girar, com o elemento de transmissão. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações Relação entre momento de inércia polar e tensão de cisalhamento , assim como, os eixos podem ser maciços ou tubulares. Logo, devemos encontrar equações que descrevam os momentos de inércia polarpara os dois casos! Eixo Maciço Equacionamento: se dA = 2πρdρ ,então, Eixo Tubular τmax = Tc Jp ou τ = MTρ Jp Sabemos que Jp = ρ 2 dA A ∫ = ρ2 2πρdρ( ) 0 c ∫ Jp = π 2 c4 Jp = π 2 c0 4 − ci 4( ) Demonstra-se que: , assim como, τmin = ci c0 ⎛ ⎝⎜ ⎞ ⎠⎟ τmáx RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações 1) Uma barra circular vazada de aço cilíndrica tem 1,5 m de comprimento e diâmetros interno e externo, respectivamente, iguais a 40 mm e 60 mm. A) qual é o maior torque que pode ser aplicado à barra circular se a tensão de cisalhamento não deve exceder 120 MPa? B) B) qual é o valor mínimo correspondente da tensão de cisalhamento na barra circular? R: 4,08 KN.m; 80 MPa. 2) A distribuição de tensão de um eixo maciço foi representada em um gráfico ao longo de três linhas radiais arbitrárias. Determine o torque interno resultante na seção. R: 11 KN.m. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações 3) Dimensione um eixo-árvore para um eixo maciço. Considere que o módulo de resistência nesse caso é igual a πd3/16. R : 3,65 P nτ 3 4) Dimensione um eixo-árvore para um eixo não maciço. Considere que o módulo de resistência nesse caso é igual a π(D4-d4)/16D e que d/D = 0.5. R : 0,88 MT τ 3 RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações 5) Uma árvore de aço possui diâmetro igual a 30mm, gira com uma velocidade angular de 20π rad/s, movida por uma força tangencial de 18kN. Determinar para o movimento da árvore: a) rotação (n); b) freqüência (f); c) velocidade periférica (vp); d) potência (P); e) torque (Mt) . R: 600 rpm; 10hz; 0,94 m/s; 16920 w; 270 N.m 6) Dimensionar a árvore maciça de aço, para que transmita com segurança uma potência de 7355 W (~10CV), girando com uma rotação de 800 rpm. O material a ser utilizado é o ABNT 1040L, com tensão de cisalhamento de 50MPa (tensão admissível de cisalhamento na torção). R: 2,1 cm. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações 7) Um eixo-árvore possui d = 80 mm e comprimento igual a 90 cm, transmite uma potência de 15 kW com uma freqüência de 10 Hz. Determine: a) Tensão máxima de cisalhamento atuante; b) A distorção no eixo; c) O ângulo de torção. Dados: Gaço = 80 GPa, J = πd4/32 e W = πd3/16. R: 2,38 MPa; 2,9 x 10-5 rad; 6,69 x 10-4 rad. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações 8) Um motor de potência 100 kW e velocidade angular 40π rad/s aciona duas máquinas através da transmissão por polias representada na figura. A máquina da direita (2), consome 80 kW e a da esquerda (3) 20 kW. Desprezam-se as perdas. O eixo da direita (2), possui di = 80 mm e comprimento igual a 1,2 m, enquanto o eixo da esquerda possui d = 40 mm e comprimento igual a O,8 m. Gaço = 80 GPa. Os diâmetros nominais das polias são: dn1 = 150 mm; dn2 = 450 mm; dn3 = 180 mm; dn4 = 360 mm; dn5 = 200 mm; dn6 = 400 mm. Determine: a) A rotação nos eixos (1), (2) e (3); b) A tensão máxima atuante nos eixos (2) e (3); c) O Ângulo de torção nos e a distorção nos eixos (2) e (3). R: 400, 200 e 200 rpm; 38 e 76 MPa; 1,425 x 10-2 e 3,8 x 10-2 rad; 4,75 x 10-4 e 9,5 x 10-4 rad. RM II Unidade 1 Torção, Tensões e Deformações 9) A figura dada, representa uma transmissão por correias, com as seguintes características: Motor: P=10kW e n = 1140 rpm. Polias: dn1 = 180 mm; dn2 = 450 mm; dn3 = 200 mm; dn1 = 400 mm. Determinar torque e a rotação nos eixos (1) e (2); Desprezar perdas na transmissão. R: 209 e 419 Nm; 456 e 228 rpm. RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Força Cisalhante e Momento Fletor Objeto de estudo: vigas. Vigas são estruturas que suportam cargas perpendiculares ao seu eixo. RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Força cortante: aquela que tende a “fatiar” e é perpendicular ao eixo da barra. P Tensão de Cisalhamento Momento fletor: esforço que enverga a barra e é originado a partir de forças cortantes. P P P P Tensões normais de tração / compressão RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Cálculos (V e M) - Metodologia Nos elementos de uma estrutura qualquer, os pontos internos não estão sempre submetidos somente a forças axiais. Estudaremos a seguir os esforços internos em uma viga submetida a carregamentos não axiais. Considere a viga seguinte: Ao fazermos o corte a-a devemos adicionar as reações que a parte da viga secionada realizava sobre a viga restante. Em geral, a viga secionada resiste à translação em x e y, além de resistir a uma tendência de rotação em relação ao eixo z (perpendicular ao plano xy). RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Cálculos (V e M) - Metodologia As reações N, V e M são explicadas a seguir: • N é conhecida como força normal ou axial e é responsável pela tração ou compressão do elemento; • V é a força cortante ou cisalhante, responsável pela tendência de “corte” da viga; • M é conhecido como momento fletor e é responsável pela flexão da viga. • Em geral, os esforços V e M são mais importantes no projeto de uma estrutura do que N. Basta imaginar uma régua, você conseguiria quebrá-la por tração? Para quebrar a régua, basta entortá-la. Nesse caso, dizemos que a régua quebrou devido ao momento fletor. RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Convenciona-se adotar os seguintes sentidos positivos para V e M. (i) Força cisalhante (V > 0): Cálculos (V e M) - Metodologia RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Convenciona-se adotar os seguintes sentidos positivos para V e M. (ii) Momento fletor (M > 0) Cálculos (V e M) - Metodologia RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Relações entre força distribuída, esforço cortante e momento fletor dV dx = −W V = dM dx d 2M dx2 = −W A B dFW=f(x) dx x Equações importantes: RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Exercícios 1) Faça os diagramas de força de cisalhamento e momento fletor da viga abaixo. A B 2m 2m RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Exercícios 2) Traçar os diagramas de força cortante e de momento fletor para a viga e o carregamento apresentados. A D 2,5m B 2,0m3,0m C 40 KN 20 KN RM II Unidade 1 Esforços Internos em Vigas Exercícios 3) Determinar as expressões para a força cortante V e para o momento fletor M e construir os respectivos diagramas na viga biapoiada, solicitada pela ação da carga concentrada P, conforme a figura. a b A B P RM II Unidade 1 Flexão Flexão Pura O esforço de flexão configura-se na peça, quando esta sofre a ação de cargas cortantes, que venham a originar momento fletor significativo. Quando a peça submetida à flexão, apresenta somente momento fletor nas diferentes secções transversais, e não possui força cortante atuante nestas secções, a flexão é denominada pura. Exemplo: No intervalo compreendido entre os pontos C e D, a cortante é nula e o momento fletor atuante é constante. Neste intervalo, existe somente a tensão normal, pois a tensão de cisalhamento é nula, portanto o valor da força cortante é zero. RM II Unidade 1 Flexão Flexão Simples A flexão é denominada simples, quando as secções transversais da peça estiverem submetidas à ação de força cortante e momento fletor simultaneamente. Exemplos: intervalos AC e DB da figura ao lado. Neste caso, atua tensão normal e tensão tangencial. Agora, vamos aprender a calcular a tensão normal e dimensionar uma estrutura submetida a uma flexão! RM II Unidade 1 Flexão Tensão Normal na Flexão Considere uma peça com secção transversal A qualquer e comprimento L que encontra-se submetidaà flexão pela ação das cargas cortantes representadas. Observe que as fibras inferiores da peça encontram-se tracionadas, enquanto as fibras superiores se encontram comprimidas. σ c = Ma J σ t = Mb J Tensão na flexão Convenciona-se que o momento f letor nas f ibras comprimidas é negativo e que o momento fletor nas fibras tracionadas é positivo. RM II Unidade 1 Flexão Dimensionamento na Flexão Para o dimensionamento das peças submetidas a esforço de flexão, utiliza-se a tensão admissível, que será a tensão atuante máxima na fibra mais afastada, não importando se a fibra estiver tracionada ou comprimida. σ x = Mymax Ix Wx = Ix ymax σ x = M Wx Sabemos que , assim como , então, podemos escrever: Observações: σ x = σ : tensão admissível; σ x e σ y : tensão normal atuante na fibra mais afastada; xmax e ymax : distância máxima entre a LN e a extremidade de secção. RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 1) Dimensionar a viga de madeira que deverá suportar o carregamento representado na figura. Utilizar para a tensão admissível o valor de 10MPa e h = 3b. R: aproximadamente 40 x 120 mm. RM II Unidade 1 Flexão Dimensionamento na Flexão - Eixo Maciço 2) Faça o dimensionamento para que um eixo com coeficiente de segurança k = 2 suporte o carregamento representado na figura abaixo. A tensão de escoamento é igual a 280 MPa. R: aproximadamente 57 mm. RM II Unidade 1 Flexão Dimensionamento na Flexão - Eixo Maciço 3) Dimensionar o eixo vazado para que suporte com segurança k = 2 para o carregamento representado na figura. A tensão de escoamento é igual a 400 MPa. A relação entre os diâmetros é 0,6. R: aproximadamente 15 e 25 mm. RM II Unidade 1 Flexão Tensão de Cisalhamento na Flexão Quando uma força cortante atua em uma secção transversal de determinada peça, provoca nesta, uma tensão de cisalhamento, que é determinada através da fórmula de Zhuravski. τ = V bJ y dA 0 h 2 ∫ τ = QMe bJ A tensão de cisalhamento pode ser escrita como: mas, Me = y dA A ∫ , logo τ : tensão de cisalhamento; Q =V : força cortante; Me: momento estático; b: largura da secção; J=I: momento de inércia. Lembre-se que: Na prática, geralmente, a tensão é nula na fibra mais distante, sendo máxima na linha neutra. RM II Unidade 1 Flexão Deformação na Flexão Ao aplicar as cargas na peça, as secções transversais cg e df giram em torno do eixo y, perpendicular ao plano de flexão. As fibras longitudinais do lado côncavo contraem-se e as do lado convexo alongam-se. A origem dos eixos de referência x e y está contida na superfície neutra. deformação transversal , logo Para obter o triângulo dbe, traça-se uma paralela à secção c.g. O lado de do triângulo bde representa o alongamento da fibra localizada a uma distância y da superfície neutra (SN). A seme lhança ent re os triângulos oab e bde fornece a de f o r m ação da fibra longitudinal: ε x = de ab = y r y O alongamento longitudinal das fibras na parte tracionada é acompanhado por uma contração lateral, e a contração das fibras da parte compimida é acompanh ada por uma d is te nsão l ate ra l . A deformação que ocorre na secção transversal é determinada por: εz = −νε x deformação longitudinal coeficiente de Poisson εz = −νε x = −ν y r distância da fibra estudada até a linha neutra raio de curvatura RM II Unidade 1 Flexão Deformação na Flexão Através da lei de Hooke, encontra-se a tensão longitudinal das fibras: , logo Observe a figura ao lado. σ x = Eε x σ x = E y r A tensão que atua dA é a tensão longitudinal, portanto, a força que atua em dA pode ser estimada considerando um infinitésimo de área dA, que dista y o eixo z (LN). Assim, podemos escrever: F = σ x A ∫ dA = Ey rA ∫ dA = E r y dA A ∫ Como a resultante das forças distribuídas na secção transversal é igual a zero, pois o sistema de cargas pode ser substituído por um conjugado, tem-se então que: F = E r y dA A ∫ = 0 O momento estático ydA = O em relação à linha neutra, então conclui-se que a linha neutra passa pelo CG da secção. O momento estático de dA em relação à linha neutra é dado por: Ey r = dAy Integrando a expressão, vem: M = E r y 2 dA∫ Como a linha neutra considerada no estudo da secção transversal é Z, conclui-se que Jz = y2 dA, logo, RM II Unidade 1 Flexão Deformação na Flexão F = σ x A ∫ dA = Ey rA ∫ dA = E r y dA A ∫ Como a resultante das forças distribuídas na secção transversal é igual a zero, pois o sistema de cargas pode ser substituído por um conjugado, tem-se então que: F = E r y dA A ∫ = 0 O momento estático ydA = O em relação à linha neutra, então conclui-se que a linha neutra passa pelo CG da secção. O momento estático de dA em relação à linha neutra é dado por: Ey r = dAy Integrando a expressão, vem: M = E r y 2 dA∫ Como a linha neutra considerada no estudo da secção transversal é Z, conclui-se que Jz = y2 dA, logo, M = E r Jz mas, E = σ xr y ,logo, por substituição: M = σ xr yr Jz σ x = My Jz e finalmente, temos: Obs: como trabalhamos no plano xy, Jz = Jx! RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 1) Calcule a tensão de cisalhamento na viga retangular a seguir na seção z e no ponto k. R: aproximadamente 16 k N/m2. 3 m 2 m 420 N 30 cm 50 cmk 1,5 cm Considere que: RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 2) A viga tem seção transversal retangular e está sujeita à um momento interno M=2,88kNm na seção transversal 60x120mm. Determine a distribuição de tensão. R: aproximadamente 20 MPa. RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 3) Um elemento com as dimensões mostradas na figura deverá ser usado para resistir a um momento fletor interno M=2kNm. Determine a tensão máxima no elemento se o momento for aplicado (a) em torno do eixo z e (b) em torno do eixo y. R: aproximadamente 13,9 e 27,8 MPa. RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 4) A viga simplesmente apoiada tem a área de seção transversal mostrada na figura abaixo. Determine a tensão de flexão máxima absoluta na viga. Considere o momento máximo na viga igual a ql2/8. R: aproximadamente 12,7 MPa. RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 5) Uma viga biapoiada com balanço é solicitada por uma força de 4 kN, conforme a figura. Calcular as maiores tensões normais de tração e de compreensão causadas pela flexão. R: aproximadamente R: 132 MPa e 221 MPa. 5 m 3 m 4kN 1 2 z0 zb 4 cm 6 cm 12 cm y0 y 2 cm RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 6) A viga de madeira tem seção transversal retangular. Supondo que sua largura seja 6 pol, determinar a altura h, de modo que ela atinja sua tensão de flexão admissível seja igual a 1,50 ksi. Suponha que a força P seja igual a 3200 lbf. R: 8 pol. RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 7) A peça de máquina de alumínio está sujeita a um momento M = 75 N.m. Determinar as tensões normais de flexão máximas de tração e de compressão na peça. R: 3,612 e 6,709 MPa. RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 8) Para a seção transversal “I” da viga vista na figura ao lado, calcule: o momento de inércia (em relação ao eixo neutro da seção), a tensão máxima normal para um fletor de 66 kN.m e a tensão máxima de cisalhamento para um cortante de 44 kN. Considere Me = 8931 cm3. R: 459148 cm4, 4,456 MPa e 1,426 MPa. RM II Unidade 1 Flexão Exercícios 9) Para a seção transversal “T” de uma viga, vista na figura ao lado, calcule: a) momento de inércia (em relação ao eixo neutro da seção); b)a tensão máxima normal em MPa para um fletor de 5,55 MN.m; c) a tensão máxima de cisalhamento para um cortante de 40,4 kN. R: 8144 cm4, 92 MPa e 4,52 MPa. Considere Me = 546,75 cm3. Aço RM II Unidade 1 Flexão em Vigas Compostas Método da Seção Transformada As vigas compostas são constituídas por dois ou mais materiais. Por exemplo: Madeira Aço M Então, como calcular as tensões nesses casos? Utilizando o MST: Madeira Aço Aço Aço b b’ = n b Seção Original Seção Equivalente n = Etransformada Eintacta Módulo de elasticidade n > 1 ou n < 1 Há uma dependência na escolha do material a ser transformado ! Realizada a escolha, devemos seguir o passos descritos abaixo: b’ < 1 b b’ i) cálculo do n’; ii) Definir um referencial; iii) cálculo das propriedades geométricas (área, centróide, L.N); iv) cálculo do momento de Inércia; v) cálculo das tensões. Aço Aço 0 1 2 y1y2 A1 A2 referencial Aço L.N I2 I1 d1 d2 y = Aiyi∑ Ai∑ I = Ii + Aidi 2∑ Elementos intactos: Elementos transformados: σ = −My I σ = −nMy I RM II Unidade 1 Flexão em Vigas Compostas Exercícios 1) Para reforçar uma viga de aço, uma tábua de carvalho foi colocada entre seus flanes, como mostra a figura. Se a tensão normal admissível para o aço é de 168 MPa e para a madeira for 21 MPa, determine o momento fletor máximo que a viga pode suportar com e sem o reforço da madeira. Dados: R: 12, 68 KN.m e 19,17 KN.m. E aço= 200GPa; Emadeira = 12GPa; Iaço = 7,93x10 6mm4; A = 5.493,75mm2. RM II Unidade 1 Flexão em Vigas Compostas Exercícios 2) Uma viga composta é feita de madeira e reforçada com uma tira de aço localizada em sua parte inferior. Ela tem a área de seção transversal mostrada na figura abaixo. Se for submetida a um momento fletor M = 2 kNm, determine a tensão normal nos pontos B e C. Considere Emad = 12 GPa e Eaço = 200 GPa. R: 7,78 MPa e -1,71 MPa. RM II Unidade 1 Flexão Oblíqua Método de estudo da flexão oblíqua A fórmula para a flexão estudada considerava a condição de que a área da seção transversal fosse simétrica em torno de um eixo perpendicular ao eixo neutro e também que o momento interno resultante M agisse ao longo do eixo neutro. Agora veremos como fica a fórmula da flexão para uma viga com momento interno resultante que aja em qualquer direção. Por exemplo: Podemos expressar a tensão normal resultante em qualquer ponto na seção transversal, em termos gerais, como: σ = −Mzy Iz + Myz Iy σ : tensão no ponto; y e z:coordenadas do ponto medidas em relação a x, y e z; My e Mz: componentes do momento interno resultante direcionados ao longo dos eixos y e z; Iy e Iz: momentos principais de inércia calculados em torno dos eixos y e z. RM II Unidade 1 Flexão Oblíqua Método de estudo da flexão oblíqua Orientação do eixo neutro: o ângulo α do eixo neutro pode ser determinado aplicando σ = 0. Logo, temos: σ = −Mzy Iz + Myz Iy 0 = −Mzy Iz + Myz Iy Mzy Iz = Myz Iy y z = MyIz MzIy y z = Msen θ( )Iz M cos θ( )Iy y z = tg θ( )Iz Iy tg α( ) = IzIy ⎛ ⎝ ⎜ ⎞ ⎠ ⎟ tg θ( ) Logo: Observação: utilizar um sistema x, y e z orientado pela regra da mão direita. Ângulo 𝜭 – sentido do +z para +y até encontrar o M ; Ângulo α – sentido do +z para +y até encontrar LN ; Ou seja, horário positivo, anti-horário negativo. RM II Unidade 1 Flexão Oblíqua Exercícios 1) Considere a seção transversal retangular mostrada na figura abaixo está sujeita a um momento fletor M=12kNm. Determine a tensão normal desenvolvida em cada canto da seção. R: 2,25 MPa; ︎4,95 MPa; ︎2,25MPa e 4,95MPa. RM II Unidade 1 Flexão Oblíqua Exercícios 2) Considerando os dados do exercício 1), calcule a orientação da linha neutra. R:︎ -︎79,4 º ︎. RM II Unidade 1 Flexão Oblíqua Exercícios 3) Considere uma viga em T está sujeita a um momento fletor de 15 kNm. Determine a tensão normal máxima na viga. Considere que a maior tensão de tração ocorre em B e a maior tensão de compressão ocorre C. R:︎ 74,8 MPa e ︎90,3 MPa. C B RM II Unidade 1 Flexão Oblíqua Exercícios 4) Considerando os dados do exercício 3), calcule a orientação da linha neutra. R:︎ 68,6 º ︎. B C RM II Unidade 1 Flambagem Carga Crítica (Fcr) A flambagem consiste na deformação de uma peça, causada por uma força de compressão axial. Como conseqüência, a peça pode perder a sua estabilidade (sofrer um colapso) sem que seu material atinja o limite de escoamento. Este colapso sempre ocorrerá na direção do eixo de menor momento de inércia de sua seção transversal. Denomina-se carga crítica, a carga axial que faz com que a peça venha a perder sua estabilidade e comece a flambar. Se F ≤ Fcr , não ocorre flambagem, e se F ≥ Fcr , ocorre flambagem. Euler (1707-1783) foi o primeiro a estudar o fenômeno, e determinou a fórmula da carga crítica nas peças carregadas axialmente. Fcr = π 2EA λ 2 Fcr: Carga critica; E: Módulo de elasticidade; A: área de seção transversal; λ: índice de esbeltez. RM II Unidade 1 Flambagem O índice de esbeltez mede a facilidade ou a dificuldade que um elemento comprimido tem de flambar e é definido como sendo a relação entre o comprimento de flambagem ( l f ) e o raio de giração da seção transversal da peça. Uma peça é esbelta quando seu comprimento é grande perante sua seção transversal. Quanto maior o índice de esbeltez maior a probabilidade do elemento flambar. Índice de Esbeltez λ = Lf r r = Imí n A Lf : comprimento de flambagem; r: raio de giração; Imín: menor momento de inércia da seção; A: área da seção. Carga crítica em função do momento de inércia e do comprimento de flambagem: Fcr = π 2EImín Lf 2 Em função do tipo de fixação das suas extremidades, a peça apresenta d i f e r e n t e s c o m p r i m e n t o s d e flambagens (vide ao lado). RM II Unidade 1 Flambagem Tensão Crítica de Flambagem é a tensão que faz com que a peça perca a sua estabilidade e comece a flambar. Tensão Crítica de Flambagem σ fL = Fcr A ou σ fL = π 2E λ 2 critério: σ fL ≤σ proporcionalidade Para que em uma barra não ocorra a flambagem, o valor de tensão desenvolvido pela força de compressão atuante deve ser menor que o da Tensão Admissível Crítica de Flambagem, isto é: σ c = F A ≤σ fL, onde σ fL = σ fL s RM II Unidade 1 Flexão Oblíqua Exercícios 1) O elemento estrutural A-36 W200 X 46 bi-articulado de aço mostrado na figura ao lado deve ser usado como uma coluna acoplada por pinos. Determine a maior carga axial que ele pode suportar antes de começar a sofrer flambagem ou antes que o aço escoe. R:︎ 1472, 5 kN︎. Dados: A = ︎5890 mm2 Ix = 45,5 ︎ 106 mm4 Iy = 15,3 ︎106 mm4 ︎Tensão de escoamento: 250 MPa E︎ = 200 GPa