Administração financeira e orçamentaria AFO 2018 Prof Leandro Ravyelle
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Administração financeira e orçamentaria AFO 2018 Prof Leandro Ravyelle

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VERSÃO - JAN/2018 TEORIA E EXERCÍCIOS 
 
ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA E 
ORÇAMENTÁRIA 
AFO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROFESSOR 
LEANDRO 
RAVYELLE 
\u2714 TEORIA 
\u2714 QUESTÕES 
\u2714 ESQUEMAS 
\u2714 MAPAS MENTAIS 
\u2714 LEGISLAÇÃO 
ORÇAMENTÁRIA 
(AFO) 
 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Leandro 
Ravyelle 
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SUMÁRIO 
 
Capítulo 1- Introdução .............................................................................................. 4 
Capítulo 2 \u2013 Princípios Orçamentários ........................................................... 20 
Capítulo 3 \u2013 Leis Orçamentárias ........................................................................ 33 
Capítulo 4 \u2013 Ciclo Orçamentário ........................................................................ 56 
Capítulo 5 \u2013 Receitas Públicas ............................................................................ 66 
Capítulo 6 \u2013 Despesa Pública............................................................................. 110 
Capítulo 7 \u2013 Créditos Adicionais ...................................................................... 143 
Capítulo 8 \u2013 Restos a Pagar ................................................................................ 158 
Capítulo 9 \u2013 Despesas de Exercícios Anteriores (DEA) .......................... 173 
Capítulo 10 \u2013 Suprimento de Fundos (regime de aditamento) ........... 180 
Capítulo 11 \u2013 Descentralização de Créditos e Recursos......................... 191 
Capítulo 12 \u2013 Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ................................ 207 
Capítulo 13 \u2013 Novo Regime Fiscal ................................................................... 283 
Legislação Aplicada ............................................................................................... 297 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Capítulo 1 
Introdução 
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O Direito financeiro compreende a disciplina jurídica da atividade 
financeira do Estado, envolvendo receita, despesa, orçamento e crédito público. Ele 
disciplina a organização e a administração das finanças públicas, ou seja, disciplina 
a atividade financeira do Estado: é mais amplo que o Direito tributário. Já o Direito 
tributário trata da disciplina jurídica apenas dos tributos (receitas tributárias: 
impostos, taxas e contribuições). Compreende o conjunto de normas que regulam a 
instituição e arrecadação desses tributos e a relação jurídica do Estado com os 
contribuintes. 
A atividade pública é aplicada no âmbito Federal, estadual e municipal, e, 
segundo Aliomar Baleeiro (1973), consiste em: 
 
Dimensão jurídica- o Orçamento Público tem caráter e força de lei, e enquanto tal 
define limites a serem respeitados pelos governantes e agentes públicos, no 
tocante à realização de despesas e à arrecadação de receitas. A elaboração e a 
aprovação do Orçamento Público seguem o processo legislativo de discussão, 
emenda, votação e sanção presidencial como qualquer outra lei. 
 
Dimensão econômica - o Orçamento Público é basicamente o instrumento por 
meio do qual o Governo extrai recursos da sociedade e os injeta em áreas 
selecionadas. Esse processo redistributivo não é neutro do ponto de vista da 
eficiência econômica e da trajetória de desenvolvimento de longo prazo. Tanto os 
\u2022 obter recursos: receita pública; 
\u2022 despender os recursos: despesa pública; 
\u2022 gerir e planejar os recursos: Orçamento Público; 
\u2022 criar crédito: empréstimo público. 
1.1Dimensões do Orçamento 
Segundo a Consultoria de Orçamento do Senado Federal, o Orçamento Público 
apresenta três importantes dimensões, todas de interesse direto para a sociedade: 
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incentivos microeconômicos e setoriais quanto as variáveis macroeconômicas 
relativas ao nível de inflação, endividamento e emprego na economia são 
diretamente afetados pela gestão orçamentária. 
 
Dimensão política- é corolário da dimensão econômica. Se o Orçamento Público 
tem um inequívoco caráter redistributivo, o processo de elaboração, aprovação e 
gestão do orçamento embute, necessariamente, perspectivas e interesses 
conflitantes que se resolvem em última instância no âmbito da ação política dos 
agentes públicos e dos inúmeros segmentos sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atualmente, o orçamento deixou de ser mera peça orçamentária e tornou -se 
um poderoso instrumento de intervenção na economia e na sociedade. O 
orçamento tem aspecto político, porque revela ações sociais e regionais na 
destinação das verbas. Tem também características econômicas, porque manifesta 
a realidade da economia. É técnico, porque utiliza cálculos de receita e despesa e 
tem, ainda, aspectos jurídicos, porque atende às normas da Constituição 
Federal e de leis infraconstitucionais. 
 
1.2 Natureza jurídica 
 
A Lei Orçamentária Anual é uma lei formal ou material? Não há consenso entre 
os doutrinadores com relação à natureza jurídica do orçamento. Segundo 
Paludo (2017), a o orçamento é uma lei no que se refere ao aspecto formal, visto 
que passa por todo o processo legislativo (discussão, votação, aprovação, 
publicação), mas não o é em sentido material. Esse posicionamento é coerente com 
a maioria dos autores e com o entendimento do próprio STF, assim 
resumido: "o orçamento é lei formal que apenas prevê receitas e autoriza 
gastos, sem criar direitos subjetivos e sem modificar as leis tributárias e 
financeiras". 
 
1.3 Orçamento autorizativo x impositivo 
 
No Brasil, o Orçamento Público tem caráter autorizativo, e não impositivo. 
Quando o orçamento anual é aprovado, transformando -se na Lei Orçamentária 
Anual (LOA), apenas contém a autorização do Poder Legislativo para que, no 
decorrer do exercício financeiro, o gestor público verifique a real necessidade e 
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utilidade de realização da despesa autorizada, e, sendo ela necessária, proceda a 
sua execução. Portanto, ele não é obrigatório, visto que compete ao gestor 
público analisar a conveniência e oportunidade de realização da despesa 
autorizada pela LOA. Com relação às despesas obrigatórias estabelecidas pela 
Constituição ou mediante lei, no entanto, não há falar em caráter autorizativo do 
orçamento. Para essas, o caráter será sempre obrigatório, e, portanto, impositivo. 
Mas com relação às despesas não obrigatórias, a sua execução insere -se na 
discricionariedade do gestor. 
 
Cuidado!!! No geral, mesmo depois da EC-86/2015 (execução obrigatória de 1,2% 
da RCL), o Orçamento Público brasileiro ainda é considerado autorizativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.4 Funções do orçamento público 
 
Por meio do Orçamento Público e das funções orçamentárias o Governo 
intervém na economia para conseguir estabilidade, crescimento e correção das 
falhas de mercado. As três funções orçamentárias clássicas apontadas pelos 
autores (PALUDO, 2013) são: 
 
1) Função alocativa 
2) Função distributiva 
3) Função estabilizadora 
 
A função alocativa está ligada à