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Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Com certificado online 120 horas Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos Denise Santana Silva dos Santos Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos Denise Santana Silva dos Santos 120 horas Com certificado online SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .............................................................................................................. 7 1.1 OBJETIVOS ................................................................................................................ 7 1.2 PREMISSAS ............................................................................................................... 7 PELE: MAIOR ÓRGÃO DO CORPO .............................................................................. 9 2.1 CAMADAS DA PELE ................................................................................................ 9 2.1.1 Epiderme ............................................................................................................... 9 2.1.2 Derme ................................................................................................................. 10 2.1.3 Hipoderme .......................................................................................................... 10 2.2 FUNÇÕES VITAIS DA PELE.................................................................................. 11 CARACTERIZAÇÃO DAS FERIDAS ........................................................................... 12 3.1 DEFINIÇÃO DE FERIDA ........................................................................................ 12 3.2 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS DE ACORDO COM A ETIOLOGIA ............... 12 3.3 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO AO ROMPIMENTO DAS ESTRUTURAS ............................................................................................................... 12 3.4 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO À PROFUNDIDADE: COMPROMETIMENTO ESTRUTURAL ..................................................................... 13 3.5 CLASSIFICAÇÃO GERAL DE FERIDAS ............................................................. 13 3.6 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS: PRESENÇA OU AUSÊNCIA DO EXSUDATO (ASPECTO) ..................................................................................................................... 13 3.7 FORMATO E TAMANHO DA FERIDA................................................................. 14 3.8 LOCALIZAÇÃO DA FERIDA................................................................................. 14 3.9 APARÊNCIADA FERIDA ....................................................................................... 14 FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO ............................................................................. 15 4.1 TIPOS DE CICATRIZAÇÃO ................................................................................... 16 TRATAMENTO DE PACIENTES COM FERIDAS .................................................... 17 5.1 DENTRE OS CUIDADOS FÍSICOS ESTÃO .......................................................... 17 5.2 DENTRE OS CUIDADOS PSICOLÓGICOS ESTÃO ............................................ 18 5.3 CUIDADOS ESPIRITUAIS...................................................................................... 18 O AMBIENTE IDEAL PARA CICATRIZAÇÃO ......................................................... 19 CURATIVOS ..................................................................................................................... 21 PRODUTOS MAIS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DAS FERIDAS ................. 22 8.1 ALGINATOS ............................................................................................................ 22 8.2 PAPAÍNA .................................................................................................................. 23 8.3 HIDROCOLÓIDE ..................................................................................................... 23 8.4 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGES) ............................................................. 23 8.5 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS, LIPÍDIOS INSATURADOS RICOS EM ÁCIDO LINOLÉICO ...................................................................................................... 24 8.6 CURATIVO DE CARVÃO ATIVADO ................................................................... 24 8.7 SULFADIAZINA DE PRATA ................................................................................. 25 8.8 MEMBRANAS OU FILMES SEMIPERMEÁVEIS ................................................ 25 8.9 HIDROGEL ............................................................................................................... 26 8.10 PROTETORES CUTÂNEOS PARA OSTOMIAS ................................................ 26 8.11 POMADAS ENZIMÁTICAS ................................................................................. 26 8.12 CURATIVO ADESIVO COM HIDROPOLIMEROS ........................................... 27 OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS ............ 28 9.1 APLICAÇÕES CLÍNICAS ....................................................................................... 28 ATENÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM VITILIGO .......................... 30 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM DOENÇA FALCIFORME E PORTADOR DE ÚLCERA DE PERNA ........................................................................ 31 CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES POR PRESSÃO ...................................................... 32 12.1 LESÃO POR PRESSÃO ......................................................................................... 32 12.2 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 1: PELE ÍNTEGRA COM ERITEMA QUE NÃO EMBRANQUECE ................................................................................................. 33 12.3 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 2: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA PARCIAL COM EXPOSIÇÃO DA DERME ................................................................. 33 12.4 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 3: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA TOTAL ............................................................................................................................ 33 12.5 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 4: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA TOTAL E PERDA TISSULAR ...................................................................................... 33 12.6 LESÃO POR PRESSÃO NÃO CLASSIFICÁVEL: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA TOTAL E PERDA TISSULAR NÃO VISÍVEL ..................................... 34 12.7 LESÃO POR PRESSÃO TISSULAR PROFUNDA: DESCOLORAÇÃO VERMELHA ESCURA, MARROM, PÚRPURA, PERSISTENTE QUE NÃO EMBRANQUECE ........................................................................................................... 34 12.8 DEFINIÇÕES ADICIONAIS ................................................................................. 34 12.8.1 Lesão por Pressão relacionado a Dispositivo Médico ...................................... 34 12.8.2 Lesão por Pressão em Membranas Mucosas .................................................... 34 APRESENTAÇÃO ............................................................................................................ 36 1.2 OBJETIVOS .............................................................................................................. 36 1.3 PREMISSAS .............................................................................................................36 O HISTÓRICO DOS CURATIVOS ................................................................................ 38 A IMPORTÂNCIA DA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DAS FERIDAS ................................................................................................................... 39 A PELE ............................................................................................................................... 40 4.1 DEFINIÇÃO .............................................................................................................. 40 4.2 ANATOMIA DA PELE ............................................................................................ 41 4.2.1 Camadas da Pele ................................................................................................. 41 CARACTERIZAÇÃO DAS FERIDAS ........................................................................... 43 5.1 DEFINIÇÃO DE FERIDA ........................................................................................ 43 5.2 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS DE ACORDO COM A ETIOLOGIA ............... 43 5.3 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO AO ROMPIMENTO DAS ESTRUTURAS ............................................................................................................... 44 5.4 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO À PROFUNDIDADE / COMPROMETIMENTO ESTRUTURAL ..................................................................... 44 5.5 CLASSIFICAÇÃO GERAL DE FERIDAS ............................................................. 44 5.6 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS: PRESENÇA OU AUSÊNCIA DO EXSUDATO (ASPECTO) ..................................................................................................................... 45 5.7 FORMATO E TAMANHO DA FERIDA................................................................. 45 5.8 LOCALIZAÇÃO DA FERIDA................................................................................. 46 5.9 APARÊNCIA DA FERIDA ...................................................................................... 46 5.10 CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES POR PRESSÃO .............................................. 46 5.10.1 Lesão por Pressão ............................................................................................. 46 5.10.2 Lesão por Pressão Estágio 1: Pele íntegra com eritema que não embranquece 47 5.10.3 Lesão por Pressão Estágio 2: Perda da Pele em sua espessura parcial com exposição da derme ..................................................................................................... 47 5.10.3 Lesão por Pressão Estágio 3: Perda da pele em sua espessura total ................. 48 5.10.5 Lesão por Pressão Estágio 4: Perda da pele em sua espessura total e perda tissular .......................................................................................................................... 48 5.10.6 Lesão por Pressão Não Classificável: perda da pele em sua espessura total e perda tissular não visível ............................................................................................. 48 5.10.7 Lesão por pressão Tissular Profunda: descoloração vermelha escura, marrom, púrpura, persistente que não embranquece .................................................................. 49 5.10.8 Lesão por Pressão relacionado a Dispositivo Médico ...................................... 49 5.10.9 Lesão por Pressão em Membranas Mucosas .................................................... 49 5.10.10 Requisitos para estadiar uma lesão por pressão.............................................. 49 FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO ............................................................................. 50 6.1 TIPOS DE CICATRIZAÇÃO ................................................................................... 51 TRATAMENTO DE PACIENTES COM FERIDAS .................................................... 52 7.1 DENTRE OS CUIDADOS FÍSICOS ESTÃO .......................................................... 52 7.2 DENTRE OS CUIDADOS PSICOLÓGICOS ESTÃO ............................................ 53 7.3 CUIDADOS ESPIRITUAIS...................................................................................... 53 PREVENÇÃO DA ÚLCERA POR PRESSÃO .............................................................. 54 O AMBIENTE IDEAL PARA CICATRIZAÇÃO ......................................................... 56 PRINCÍPIOS PARA REALIZAÇÃO DO CURATIVO ................................................ 57 10.1 LIMPEZA ................................................................................................................ 57 10.2 PELE ÍNTEGRA ..................................................................................................... 57 CURATIVOS ..................................................................................................................... 59 PRODUTOS MAIS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DAS FERIDAS ................. 60 12.1 ALGINATOS .......................................................................................................... 60 12.2 PAPAÍNA ................................................................................................................ 61 12.3 HIDROCOLÓIDE ................................................................................................... 62 12.4 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGEs) ............................................................ 63 12.5 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS LIPÍDIOS INSATURADOS RICOS EM ÁCIDO LINOLÉICO ...................................................................................................... 63 12.6 CURATIVO DE CARVÃO ATIVADO ................................................................. 64 12.7 SULFADIAZINA DE PRATA ............................................................................... 64 12.8 MEMBRANAS OU FILMES SEMIPERMEÁVEIS .............................................. 65 12.9 HIDROGEL ............................................................................................................. 66 12.10 PROTETORES CUTÂNEOS PARA OSTOMIAS .............................................. 66 12.10.1 Apresentações ................................................................................................. 66 12.11 POMADAS ENZIMÁTICAS ............................................................................... 67 12.12 CURATIVO ADESIVO COM HIDROPOLIMEROS ......................................... 67 12.13 CURATIVOS IMPREGNADOS COM PRATA .................................................. 68 12.14 CURATIVOS COM DRENO ............................................................................... 69 CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DOS CURATIVOS ..................................... 70 CUIDADOS BÁSICOS DE ASSEPSIA NO CURATIVO ............................................. 71 CURATIVOS DE CATETERES, INTRODUTORES, FIXADORES EXTERNOS .. 72 CURATIVOS EM DRENOS ............................................................................................ 73 CURATIVOS EM FERIDAS ........................................................................................... 74 DESBRIDAMENTO ......................................................................................................... 75 LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DE FERIDAS ................................................ 77 19.1 INDICAÇÃO ........................................................................................................... 77 19.2 CONTRAINDICAÇÃO .......................................................................................... 78 19.3 EFEITOS TERAPÊUTICOS DA LASERTERAPIA ............................................. 78 19.4 TÉCNICAS DE APLICAÇÃO ............................................................................... 78 OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS ............ 79 20.1 APLICAÇÕES CLÍNICAS .....................................................................................79 20.2 CARACTERÍSTICAS DO TRATAMENTO DE FERIDAS COM OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA .......................................................................... 80 ATENÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM VITILIGO .......................... 82 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM DOENÇA FALCIFORME E PORTADOR DE ÚLCERA DE PERNA ........................................................................ 83 AVALIAÇÃO .................................................................................................................... 85 REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 89 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Tratamento de Feridas Unidade 1 – Apresentação 7 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 01 APRESENTAÇÃO O tratamento de feridas é um assunto importante no cotidiano da enfermagem. À medida que a medicina avança os cuidados no tratamento das feridas também evoluem. Portanto, fazem-se necessário a compreensão do processo de cicatrização visto à vasta gama de opções disponíveis para o tratamento das feridas. 1.1 OBJETIVOS Atualizar o profissional de enfermagem acerca do tratamento de feridas. Explicar a fisiologia normal permitindo que a (o) enfermeira (o) reconheça o anômalo. Favorecer o reconhecimento dos estágios da cicatrização permitindo selecionar o curativo adequado. Esclarecer dúvidas a cerca dos produtos mais utilizado no tratamento de feridas. 1.2 PREMISSAS Cada conduta é específica para cada cliente no tratamento de feridas. Devemos sempre fazer, juntamente com o médico, um estudo das causas da lesão. Quem cicatriza uma ferida é o organismo, uma lesão irrigada, sem infecção e sem edema cura-se naturalmente. Unidade 1 – Apresentação 8 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Depois de cicatrizada uma lesão, o paciente necessita continuar o tratamento daquilo que levou àquela lesão. Sempre devemos pensar no lado estético da cicatrização Unidade 2 – Pele: Maior Órgão do Corpo 9 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 02 PELE: MAIOR ÓRGÃO DO CORPO Definição: A pele ou cútis é o manto de revestimento do organismo, indispensável à vida e que isola os componentes orgânicos do meio externo. A pele apresenta grandes variações ao longo de sua extensão, sendo ora mais elástica e flexível, ora mais rígida. Anatomia e Fisiologia: A transição da vida embrionária para a vida fetal ocorre no final do segundo mês do primeiro trimestre. Este ponto é definido pelo início do funcionamento da medula óssea e da estratificação da epiderme, que deixa de possuir apenas duas camadas (basal e epiderme), para apresentar também camadas intermediárias. 2.1 CAMADAS DA PELE 2.1.1 Epiderme Éum epitélio estratificado pavimentoso queratinizado de origem ectodérmica. Composta por cinco camadas: Camada Basal: É também chamada germinativa, apresenta intensa atividade mitótica, sendo responsável pela constante renovação da epiderme. Forma uma membrana que separa a epiderme da derme. Camada Espinhosa: Suas células possuem ramificações que saem do citoplasma. Possui tonofibrilas e desmossomas que tem função de na manutenção da coesão das Unidade 2 – Pele: Maior Órgão do Corpo 10 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). células da epiderme e consequentemente na sua resistência ao atrito. Quanto maior a exposição ao atrito maior será esta camada. Camada granulosa: Célula em cujo citoplasma são observados os grânulos grosseiros e basófilos (grânulos de querato-hialina que vão contribuir para a constituição do material interfilamento da camada córnea. Camada Lúcida: Células achatadas, hialinas e eosinófilos, cujo núcleo e organelas desapareceram. O citoplasma consiste em numerosos filamentos compactados e envolvidos por material elétron denso. Ainda se podem ver desmossomas entre as células. Camada Córnea: Constituída por células achatadas mortas e sem núcleo. Citoplasma com grande quantidade de substancias córnea, uma escleroproteína chamada queratina. 2.1.2 Derme É o tecido conjuntivo sobre o qual se apoia a epiderme. Espessura máxima de 3 mm na região plantar. Camada Papilar: Delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo, ela penetra nas papilas dérmicas. Nesta camada foram descritas fibrilas especiais de colágeno, que se inserem na membrana basal e penetra profundamente na derme com a função de prender a derme a epiderme. Camada Reticular: Mais espessa constituída por tecido conjuntivo denso. Apresenta menos células e fibras colágenas mais abundantes e espessas do que a camada papilar. 2.1.3 Hipoderme Camada subcutánea: É formada por tecido conjuntivo frouxo que une de maneira pouco firme a derme aos órgãos subjacentes. A hipoderme poderá ter uma camada variável de tecido adiposo, dependendo da região e nutrição, formando uma camada chamada Panículo Adiposo o mesmo proporciona isolamento térmico, com isso confere proteção contra o frio. Unidade 2 – Pele: Maior Órgão do Corpo 11 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 2.2 FUNÇÕES VITAIS DA PELE Proteção: barreira Proteção: frio, calor, radiação. Proteção: pressão, fricção e traumas. Proteção: contra substâncias químicas. Proteção: contra penetração de germes, sobremodo a formação do manto ácido protetor. Proteção: contra a perda de calor. A importância da preservação da pele: Preservar a integridade da pele é um fator importante para a enfermagem ao longo da estadia do paciente, sendo ainda mais significativo, pois está é uma barreira natural contra a entrada de microorganismos. O profissional deve está atento aos riscos de desenvolvimento de traumas e rupturas da barreira da pele, decorrentes de cuidados rotineiros como banho, desinfecção da pele e remoção de adesivos. Unidade 3 – Caracterização das Feridas 12 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 03 CARACTERIZAÇÃO DAS FERIDAS3.1 DEFINIÇÃO DE FERIDA Toda e qualquer ruptura da integridade de um tecido ou órgão, podendo atingir desde a epiderme até estruturas mais profundas como fáscias, músculos e órgãos cavitários. 3.2 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS DE ACORDO COM A ETIOLOGIA Agudas: incisões cirúrgicas, traumas, térmicas e infecciosas. Crônicas: Feridas ulcerativas (úlcera por pressão) Enfermidades dermatológicas (psoríase) Drenantes: fístulas, drenos e estomas. 3.3 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO AO ROMPIMENTO DAS ESTRUTURAS Abertas: sem aproximação de bordas. Fechadas: com aproximação e sutura de bordas Unidade 3 – Caracterização das Feridas 13 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 3.4 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO À PROFUNDIDADE: COMPROMETIMENTO ESTRUTURAL Superficial: até a derme Profunda Superficial: até o subcutâneo Profunda Total: músculo e estruturas adjacentes 3.5 CLASSIFICAÇÃO GERAL DE FERIDAS Feridas Abertas que cicatrizam por 2ª intenção, são classificadas segundo aparência em: Necrótica: presença de placa necrótica dura (escara) ou tecida necrosado. Infectada: presença de processo inflamatório e exsudação supurativa Com crosta: exsudação que solidificou. Granulada: formação de tecido novo (angiogênese) e matriz do colágeno. Epitelizada: formação e migração de células epiteliais sobre a superfície durante o processo de cicatrização. 3.6 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS: PRESENÇA OU AUSÊNCIA DO EXSUDATO (ASPECTO) Exsudato fibrinoso: passagem de proteínas plasmática pela parede do vaso. Fibrina: é uma proteína insolúvel, que se forma durante o processo de coagulação. Na ferida se apresenta aderida aos tecidos e tem cor esbranquiçada ou amarelada. Padrões Mistos: serosanguinolento, seropurulento, serofibrinoso e fibrinopurulento. Coloração: Esbranquiçada, amarelada e esverdeada. Unidade 3 – Caracterização das Feridas 14 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Odor: Inodoro, fétido e pútrido. Derivados de fístulas: biliar, entérica, urinária, pancreática e fecalóide. 3.7 FORMATO E TAMANHO DA FERIDA O formato e tamanho da ferida podem mudar durante o processo de cicatrização. No início quando retiram os tecidos necróticos e/ou desvitalizado, a ferida parece aumentar de tamanho. Isso ocorre porque a dimensão real da ferida era mascarada pelo tecido necrótico. É importante realizar a monitorização do formato e tamanho da ferida para definir o curativo ideal. 3.8 LOCALIZAÇÃO DA FERIDA No exame físico do paciente se identifica a localização da ferida e evidenciam-se áreas com grandes possibilidades para contaminação, por exemplo, em região sacra. 3.9 APARÊNCIADA FERIDA A aparência da ferida está relacionada com a etapa de cicatrização ou com uma complicação. As feridas abertas podem ser classificadas como: necróticas, infectadas, com crosta, granuladas e epitelizadas. Ressalta-se que algumas feridas podem pertencer a mais de uma categoria denominada ferida mista. Unidade 4 – Fisiologia da Cicatrização 15 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 04 FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO O processo de cicatrização de feridas é composto por várias etapas tais como: inflamação, reconstrução, epitelização e maturação. Inflação: A reação inflamatória é uma reação local não-especificada a danos no tecido e/ou invasão bacteriana. Ela é uma parte importante dos mecanismos de defesa do corpo e é a parte fundamental no processo de cicatrização. Os sinais de infamação são: dor, rubor, calor e edema. Esta etapa dura de quatro a cinco dias e requer recursos energéticos e nutricionais. Reconstrução: Nesta fase o oxigênio tecidual estimula os macrófagos para criar fatores de angiogênese que instiga o processo de angiogênese. Os capilares não danificados estimulam a germinação de células que crescem na direção da superfície formando uma rede dentro da ferida fornecendo nutrientes e oxigênio (tecido de granulação). Epitelização: Trata-se da fase em que a ferida é coberta por células epiteliais. Nas feridas fechadas essa fase começa logo no segundo dia. No entanto, nas feridas abertas, é necessário que a cavidade da ferida seja preenchida com tecido de granulação antes da epitelização poder começar. Maturação: Durante a fase da maturação, a ferida se torna menos vascularizada. As fibras de colágeno são reorganizadas de forma que formam ângulos com as margens da ferida. O tecido da cicatriz presente é remodelado e lentamente fica igual ao tecido normal. Unidade 4 – Fisiologia da Cicatrização 16 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 4.1 TIPOS DE CICATRIZAÇÃO Dependendo da maneira com foi produzida a lesão, podemos classificar o processo cicatricial em: Cicatrização por primeira intenção: Ocorre quando há perda mínima de tecido e as bordas são passiveis de ajuste por sutura. Neste tipo de lesão o curativo e utilizado apenas para proteção não havendo necessidade de manutenção do meio úmido. O curativo pode ser removido ate apos 48 horas. Cicatrização por segunda intenção: Ocorre quando há perda acentuada do tecido e não há possibilidade de fechamento dos bordos. O tempo de cicatrização será invariavelmente superior e o curativo deve ser utilizado com tratamento da lesão, havendo necessidade de manutenção do meio úmido. Cicatrização por terceira intenção ou mista: Ocorre quando há fatores que retardam o processo cicatricial por primeira intenção e há necessidade de deixar a lesão aberta para drenagem ou para debelar uma Infecção. Posterior ao tratamento a lesão poderá ser fechada por primeira intenção. Unidade 5 – Tratamento de Pacientes com Feridas 17 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 05 TRATAMENTO DE PACIENTES COM FERIDAS Na assistência ao paciente portador de feridas se faz necessário uma abordagem holística, com um levantamento do histórico do paciente e a avaliação das condições atuais, incluindo o físico, psicológico e o espiritual. 5.1 DENTRE OS CUIDADOS FÍSICOS ESTÃO Idade Estado Nutricional Patologias de base: diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia Infecções Mobilidade no leito Duração da internação hospitalar Incontinência urinária Higiene Unidade 5 – Tratamento de Pacientes com Feridas 18 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcialou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 5.2 DENTRE OS CUIDADOS PSICOLÓGICOS ESTÃO Medo Estresse Impotência 5.3 CUIDADOS ESPIRITUAIS A espiritualidade tem conceitos divergentes no campo da saúde. Todavia ela pode ser compreendida com um sentido dentro de nós que responde a realidades infinitas da vida. Unidade 6 – O Ambiente Ideal para Cicatrização 19 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 06 O AMBIENTE IDEAL PARA CICATRIZAÇÃO Atualmente, há uma vasta gama de curativos utilizados no tratamento de feridas no mercado. Esses curativos foram elaborados para ter um efeito funcional possuindo algumas características tais como: manter a alta umidade da interface ferida/curativo, permitir trocas gasosas, remover o excesso de exsudato, impermeável a bactéria, fornecer isolamento pérvio, ser isento de partículas e tóxicos contaminadores das feridas e permitir sua remoção sem causar trauma na ferida. Manter a umidade da ferida: Deve-se manter o leito da ferida úmido, permitindo assim que as células epiteliais deslizem pela superfície da ferida. Portanto na limpeza das feridas abertas, não há a necessidade de secar a superfície da ferida. Deve-se secar a pela ao redor da ferida para ajudar manter o novo curativo fixado. Retirar o excesso de exsudato: O curativo deve ter um pouco de absorvência. Em algumas situações serão necessários a utilização de curativo secundário. Permitir trocas gasosas: A hipóxia do tecido é fundamental para estimular a angiogênese na ferida em processo de cicatrização. Pois, a falta de oxigênio estimula o crescimento de arcos capilares na ferida que trazem oxigênio com eles. Isolamento térmico: Pesquisas evidenciaram que leva três horas para a atividade mitótica retornar a sua velocidade normal. Portanto, as feridas não devem ser limpas com soluções frias e sim mornas. Impermeável à bactéria: um dos objetivos do curativo é criar uma barreira entre a ferida e o ambiente. Isento de partículas e tóxicos contaminadores de feridas: AS partículas prolongam a reação inflamatória afetando a velocidade da cicatrização. Unidade 6 – O Ambiente Ideal para Cicatrização 20 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Retirar sem traumas: a utilização de curativos secos diretamente na superfície da ferida é a causa principal de trauma. Unidade 7 – Curativos 21 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 07 CURATIVOS Por definição, curativo é todo material colocado diretamente por sobre uma ferida, cujos objetivos são: evitar a contaminação de feridas limpas; facilitar a cicatrização; reduzir a infecção nas lesões contaminadas; absorver secreções, facilitar a drenagem de secreções, promoverem a hemostasia com os curativos compressivos, manter o contato de medicamentos junto à ferida e promover conforto ao paciente. Os curativos podem ser abertos ou fechados, sendo que os fechados ou oclusivos são subdivididos em úmidos e secos. Os curativos úmidos têm por finalidade: reduzir o processo inflamatório por vasoconstricção; limpar a pele dos exsudatos, crostas e escamas; manter a drenagem das áreas infectadas e promover a cicatrização pela facilitação do movimento das células. Unidade 8 – Produtos mais Utilizados no Tratamento das Feridas 22 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 08 PRODUTOS MAIS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DAS FERIDAS As soluções mais utilizadas nos curativos são: Soro fisiológico para limpeza e como emoliente; Atualmente, a solução mais utilizada para limpeza da ferida é o soro fisiológico 0,9%. 8.1 ALGINATOS São sais de polímero natural acido algínico derivado de algas marinhas marrons. Estes curativos apresentam-se em embalagens individuais estéreis. Mecanismo de ação: o sódio presente no exsudato e no sangue interage com o cálcio presente no curativo promovendo uma troca iônica que auxilia no desbridamento autolítico, tem alta capacidade de absorção e resulta na formação de um gel que mantêm o meio úmido para cicatrização. Indicações: feridas abertas altamente exsudativas com ou sem infecção e lesões cavitárias com necessidade de estimulo rápido de do tecido de granulação. Contraindicações: lesões por queimaduras ou lesões superficiais e feridas sem ou com pouca exsudação. Unidade 8 – Produtos mais Utilizados no Tratamento das Feridas 23 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 8.2 PAPAÍNA É uma enzima proteolítica extraída do látex da caricapapaya. Indicação: em todo tecido necrótico, particularmente naqueles com crosta. Mecanismo de ação: ação antiinflamatória, bactericida e cicatricial; atua como desbridante. Modo de usar: preparar a solução em frasco de vidro, irrigar a lesão e deixar gaze embebida na solução. Observações: a diluição é feita de acordo com a ferida: 10% em tecido necrosado, 6% nas com exsudato purulento e 2% naquelas com pouco exsudato. 8.3 HIDROCOLÓIDE Partículas hidroativas em polímero inerte impermeável. Indicação: lesões não infectadas com ou sem exsudato, áreas doadoras e incisões cirúrgicas. Mecanismo de ação: promove barreira protetora, isolamento térmico, meio úmido, prevenindo o ressecamento, desbridamento autolítico, granulação e epitelização. Modo de usar: irrigar a lesão com soro fisiológico, secar as bordas e aplicar hidrocolóide e fixar o curativo à pele. Observações: não deve ser utilizado para feridas infectadas. 8.4 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGES) São óleos derivados dos vegetais poli-insaturados. A composição do produto comercializado para o tratamento de feridas e: Ácido Linoléico, Ácido Caprilíco, Ácido Capríco, Vitaminas 'A' e 'E' e Lecitina de Soja. Indicações: Prevenção e tratamento de ulceras de pressão e tratamento de lesões abertas com ou sem infecção. Unidade 8 – Produtos mais Utilizados no Tratamento das Feridas 24 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Contraindicações: Lesões com necrose tecidual sem desbridamento. Mecanismo de ação: Os AGEs possuem ação quimiotática. São precursores de substancias farmacologicamente ativas envolvidas no processo de divisão celular e diferenciação epidérmica (tromboxanes e prostaglandinas- e possui capacidade demodificar reações inflamatórias e imunológicas, alterando funções leucocitárias e acelerando o processo de granulação tecidual. 8.5 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS, LIPÍDIOS INSATURADOS RICOS EM ÁCIDO LINOLÉICO Indicação: todos os tipos de lesões, infectadas ou não, desde que desbridadas previamente. Mecanismo de ação: promove quimiotaxia para leucócitos, facilita a entrada de fatores de crescimento nas células, promove proliferação e mitose celular, acelerando as fases da cicatrização. Modo de usar: irrigar a lesão com soro fisiológico, aplicar AGE por toda a área da ferida e cobrir. Observações: não é agente desbridante, porém estimula o desbridamento autolítico. 8.6 CURATIVO DE CARVÃO ATIVADO Uma cobertura estéril para ferimentos, de baixa aderência, envolto por uma camada de tecido selado em toda sua extensão, com uma almofada impregnada por carvão ativado e prata a 0,15%. Mecanismo de Ação: o carvão ativado adsorve o exsudato e filtra o odor enquanto a prata exerce poder bactericida local pela liberação de prata. Contraindicações: Não deve ser utilizado em queimaduras, pois a prata pode provocar dor. O curativo não deve ser cortado para não ocorrer liberação do carvão ativado na lesão. Unidade 8 – Produtos mais Utilizados no Tratamento das Feridas 25 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 8.7 SULFADIAZINA DE PRATA É um composto solúvel e com ação adstringente derivado de sais de prata com propriedades antisséptica local. Mecanismo de ação: o íon prata causa precipitação de proteínas e age diretamente na parede celular e membrana citoplasmática da célula bacteriana, exercendo ação bactericida imediata e ação bacteriostática residual pela liberação de pequenas quantidades de prata iônica. Indicações: prevenção de colonização e tratamento de queimaduras. 8.8 MEMBRANAS OU FILMES SEMIPERMEÁVEIS É um material estéril com possibilidade de uso como cobertura primaria ou secundaria indicado principalmente para oclusão de lesões planas pouco exsudativas. São transparentes, facilitando a visualização das características da lesão e permitindo maior mobilidade ao paciente. Composição: filme de poliuretano, transparente, elástico, semipermeável, aderente a superfícies secas. Mecanismo de ação: Proporciona ambiente úmido, favorável a cicatrização permeabilidade seletiva, permitindo a difusão gasosa e evaporação de água. Impermeável a fluidos e microorganismos. Indicação: Fixação de cateteres vasculares; proteção de pele integra e escoriações; prevenção de ulceras de pressão por fricção, cobertura de incisões cirúrgicas limpas com pouco ou nenhum exsudato; cobertura de queimaduras de 1 e 2 grau; cobertura de áreas doadoras de enxerto. Contra indicações: Feridas com muito exsudato; Feridas infectadas. Trocar quando perder a transparência. Unidade 8 – Produtos mais Utilizados no Tratamento das Feridas 26 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 8.9 HIDROGEL É um composto de água, carboximetil-celulose (CMC- e propileno-glicol (PPG- que forma um hidrogel transparente e incolor com função de remover tecidos necróticos através do desbridamento autolítico. Mecanismo de ação: a água (77,7%)- mantém o meio úmido, a CMC (2,3%)- facilita as propriedades reidratantes e de desbridamento e o PPG (20%)- estimula a liberação do exsudato. Indicação: remoção de tecido necrótico em lesões cavitárias. 8.10 PROTETORES CUTÂNEOS PARA OSTOMIAS Descrição: São compostos de gelatina, pectina, carboximentilcelulose sódica e polisobutileno de uso tópico com a mesma função de proteger e regenerar a epiderme Peri - ostomias e Peri - fístulas. Apresentações: Pó - indicado em lesões úmidas e escoriadas da pele Peri-ostomal. Sua função é secar e forma uma película protetora para fixação da placa. Pasta - indicada para correção de imperfeições do estoma. Sua função é de selante da pele com o estoma através da formação de um anel ao redor do estoma. Placa - indicada para a proteção e regeneração da pele Peri-ostomal e fixação da bolsa. Indicações: Peri-fístulas ou Peri-ostomias. 8.11 POMADAS ENZIMÁTICAS São compostos de enzimas especificas para determinados substratos com o objetivo de auxiliar no desbridamento da lesão, entretanto não ha dados conclusivos sobre sua ação como estimulador do processo cicatricial. Composição: colagenase lostridiopeptidase. A e enzimas proteolíticas. Mecanismo de ação: age seletivamente degradando o colágeno nativo da ferida. Unidade 8 – Produtos mais Utilizados no Tratamento das Feridas 27 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Indicação: desbridamento enzimático suave e não invasivo de lesões. Contraindicação: Feridas com cicatrização por primeira intenção. Não utilizar por mais de 15 dias. Trocar o curativo a cada 8 horas. Observações: há controvérsias quanto à eficácia das pomadas enzimáticas como estimulador da granulação e epitelização, visto que com o aumento dos níveis de ação das proteinases, temos a degradação dos fatores de crescimento e dos receptores de membrana celular, que são importantes para o processo de cicatrização. 8.12 CURATIVO ADESIVO COM HIDROPOLIMEROS É um curativo altamente absorvente para feridas com baixa a moderada exsudação e que proporciona um ambiente úmido facilitador do processo de granulação. Este curativo é mais aderente devido à presença de uma camada de hidropolímero com capacidade de expansão e manutenção da adesão do curativo a lesão. Mecanismo de ação: Proporciona um ambiente úmido e estimula o desbridamento autolítico. Absorve o exsudato e expande-se delicadamente à medida que absorve o exsudato. Indicações: Tratamento de feridas abertas não infectadas. Contraindicações: Queimadura de 3º grau; lesões com vasculite ativa; Feridas colonizadas e infectadas, com tecido desvitalizado. Unidade 9 – Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas 28 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 09 OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS A medicina hiperbárica possui dois grandes ramos de atividade: Dedicado à atividade profissional de mergulhadores, aeronautas e trabalhadores sob ar-comprimido, prevalecendo uma abordagem voltada à saúde ocupacional; Referente às aplicações clinicas da oxigenoterapia hiperbárica (OHB). O tratamento é efetuado em varias sessões, cujo nível de pressão, duração, intervalos e numero total de aplicações são variáveis de acordo com as enfermidades. A OHB consiste na inalação de oxigênio puro com a pressão do ambiente aumentada de duas a três vezes acima de seu valor normal, estando o cliente no interior de uma câmara hiperbárica. Durante as sessões ocorre um aumento de 10 a 20 vezes na quantidade de oxigênio dissolvido nostecidos. 9.1 APLICAÇÕES CLÍNICAS Inúmeras são as indicações da OHB determinadas por vários protocolos aceitos internacionalmente: Embolias gasosas. Doença descompressiva. Unidade 9 – Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas 29 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Embolia traumática pelo ar. Envenenamento por monóxido de carbono ou intoxicação por fumaça. Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos. Gangrena gasosa clostridiana. Doença de Fournier. Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasciíte e miosites, deiscência de sutura. Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplante de extremidades amputadas e outras. Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco. Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos. Queimadura complexa. Lesões refratárias: úlceras de pressão, vasculogênica, neuropática (pé diabético e outras). Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas. Osteomielite crônica. Hipoacusia por ototoxidade a agentes quimioterápicos. Anemia aguda nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea. Unidade 9 – Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas 30 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 10 ATENÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM VITILIGO A assistência de enfermagem ao paciente com vitiligo incluem alguns cuidados tais como: É fundamental o atendimento ao cliente portador de vitiligo com a maior brevidade possível, avaliando com a equipe do serviço a aplicação de protocolos de atendimento, buscando reduzir e recuperar a cor da pele nas regiões detectadas. Conhecer as condições socioeconômicas e culturais em que vive o paciente observando para as condições físicas, de sustento financeiro da família, suas crenças, seus hábitos culturais e valores associados aos fatores afetivos-culturais e sociais. Ter na família os elementos facilitadores do processo de cuidar do paciente, por isso envolvê-lo na consulta favorecendo a promoção da saúde ao paciente. Uma vez diagnosticado vitiligo, (busque manter os pressupostos teóricos, metodológicos e filosófico que fundamentaram sua prática) oferecendo suporte que garanta a família e ao paciente, o atendimento, acesso ao serviço de saúde, com um sistema de referência que dê respostas eficazes e eficientes à família e ao paciente. Implementar Grupo Terapêuticos de Auto- ajuda, estimulando e incentivando o uso das terapêuticas alternativas junto com uma equipe multidisciplinar, para orientação e apoio ao paciente com vitiligo e o uso de fitoterapia, homeopatia, pseudocatalase, helioterapia, UVB, extrato de placenta humana, kuva, fenilalanina tópica e sistêmicas e antioxidantes. Unidade 11 – Atuação do Enfermeiro ao Paciente com Doença Falciforme e Portador de Úlcera de Perna 31 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 11 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM DOENÇA FALCIFORME E PORTADOR DE ÚLCERA DE PERNA As úlceras de perna estão presentes em 8% a 10% das pessoas com Doença Falciforme (DF), principalmente nos adolescentes e nos adultos jovens. Ocorrem em geral no terço inferior da perna, sobre e ao redor dos maléolos medial ou lateral e em algumas ocasiões sobre a tíbia ou o dorso do pé. Um percentual de 75% das pessoas com úlcera de perna tem genótipo SS. Sua etiologia pode ser traumática, por contusões ou picadas de inseto, espontânea e por hipóxia tissular devido à crise vaso-oclusiva crônicas. São lesões exsudativas, de tamanho variável, com margem definida, bordas em relevo, recoberta por película amarela e susceptível a infecção. São extremamente dolorosas, de difícil tratamento e com alto índice de recorrência. Deve-se fazer o diagnóstico diferencial com úlcera venosa, úlcera diabética, úlcera isquêmica, úlcera neuropática, úlcera por pressão e outras. O envolvimento da pessoa com o estímulo do autocuidado é de essencial importância, não somente na prevenção, como no sucesso do tratamento. Unidade 12 – Classificação das Lesões por Pressão 32 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12 CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES POR PRESSÃO O National Pressure Ulcer Advisory Pane (NPUAP), que é uma organização norte- americana sem fins lucrativos, dedicada a prevenção e ao tratamento das lesões por pressão. Formado em 1986, o conselho diretor é Multidisciplinar, composto de especialistas em lesões por pressão e líderes de diversas áreas da saúde que compartilham o compromisso da organização. No dia 13 de Abril de 2016, o NPUAP anunciou uma mudança na terminologia ÚLCERA POR PRESSÃO para LESÃO POR PRESSÃO e a atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação. Segundo o NPUAP, a expressão descreve de forma mais precisa esse tipo de lesão, tanto na pele intacta como na pele ulcerada. As Lesões por Pressão são categorizadas para indicar a extensão do dano tissular. O sistema de classificação atualizado inclui as seguintes definições: 12.1 LESÃO POR PRESSÃO É um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou como úlcera aberta e pode ser dolorosa. A lesão ocorre como resultado da pressão intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento. Unidade 12 – Classificação das Lesões por Pressão 33 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). A tolerância do tecido mole à pressão e ao cisalhamento pode também ser afetada pelo microclima, nutrição, perfusão, comorbidades e pela sua condição. 12.2 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 1: PELE ÍNTEGRA COM ERITEMA QUE NÃO EMBRANQUECE Pele integra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele escura. 12.3 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 2: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA PARCIAL COM EXPOSIÇÃO DA DERME Perda da pele em espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmida e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. O tecido adiposo e tecidos profundos não são visíveis. 12.4 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 3: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA TOTAL Perda de pele de espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação está presente. Esfacelo e tecidodesvitalizado pode está presente. A profundidade do dano tissular varia conforme a localização anatômica, áreas com adiposidade significativa podem desenvolver lesões profundas. Podem ocorrem descolamento e formação de túneis. 12.5 LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 4: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA TOTAL E PERDA TISSULAR Perda de pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. Unidade 12 – Classificação das Lesões por Pressão 34 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12.6 LESÃO POR PRESSÃO NÃO CLASSIFICÁVEL: PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA TOTAL E PERDA TISSULAR NÃO VISÍVEL Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada porque está encoberta pelo esfacelo ou escara. Ao ser removido (esfacelo ou escara), Lesão por pressão grau 3 ou grau 4 ficará aparente. 12.7 LESÃO POR PRESSÃO TISSULAR PROFUNDA: DESCOLORAÇÃO VERMELHA ESCURA, MARROM, PÚRPURA, PERSISTENTE QUE NÃO EMBRANQUECE Pele intacta ou não, com área localizada e persistente de descoloração vermelha escura, marrom ou púrpura que não embranquece ou separação epidérmica que mostra lesão com leito escurecido ou bolha com exsudato sanguinolento. Dor e mudança na temperatura frequentemente precedem as alterações de coloração de pele. Essa lesão resulta de pressão intensa e/ou prolongada de cisalhamento na interface osso- músculo. 12.8 DEFINIÇÕES ADICIONAIS 12.8.1 Lesão por Pressão relacionado a Dispositivo Médico Essa terminologia descreve a etiologia da lesão. A lesão por pressão relacionada a dispositivo médico resulta do uso de dispositivo criados e aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos. 12.8.2 Lesão por Pressão em Membranas Mucosas A lesão por pressão em membranas mucosas é encontrada quando há histórico de uso de dispositivo médico no local do dano. Devido à anatomia do tecido, essas lesões não podem ser categorizadas. 35 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Curativos Unidade 1 – Apresentação 36 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 01 APRESENTAÇÃO A saúde é uma área de trabalho no qual a pesquisa científica é sempre ativa; os constantes progressos permitem melhorar a conduta clínico-cirúrgica e consequentemente a possibilidade de reparação dos clientes. Portanto, o crescente avanço científico na área de curativos tem favorecido o processo cicatricial e melhorado a qualidade de vida dos pacientes portadores de feridas. 1.2 OBJETIVOS Atualizar o profissional de enfermagem e estudantes de enfermagem acerca dos mecanismos de cicatrização das feridas e sobre os curativos mais modernos utilizado no tratamento de feridas. Possibilitar ao aluno o conhecimento teórico sobre os estágios da cicatrização de feridas permitindo-o selecionar o curativo adequado. Esclarecer dúvidas a cerca dos produtos mais utilizados no tratamento de feridas, seus benefícios, mecanismo de ação e contraindicações. 1.3 PREMISSAS Historicamente, o tratamento de feridas tem como filosofia, a proteção das lesões contra a ação de agentes externos físicos, mecânicos ou biológicos. A preocupação com a contaminação exógena por microrganismos fez com que fossem instituídas técnicas de curativo, onde o princípio básico era a manutenção do curativo limpo e seco. Atualmente, Unidade 1 – Apresentação 37 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). após a realização de estudos científicos que comprovaram os benefícios do meio úmido para a cicatrização das feridas, foram desenvolvidos diversos curativos biocompatíveis que possibilitam a cicatrização da ferida de maneira mais rápida e eficiente. Nos últimos anos houve uma explosão na quantidade de novos produtos de tratamento das feridas. Estes produtos foram elaborados para ter um efeito funcional. Unidade 2 – O Histórico dos Curativos 38 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 02 O HISTÓRICO DOS CURATIVOS Desde a era pré-histórica eram preparadas cataplasmas de folhas e ervas com o intuito de estancar a hemorragia e facilitar a cicatrização. Com o passar do tempo e evolução das civilizações foram aperfeiçoados vários métodos como emplastros de ervas, mel, cauterização das feridas com óleos ferventes ou ferro quente, desinfecção com álcool proveniente do vinho, utilização de banha de origem animal, cinzas, incenso, mirra dentre outros. Os egípcios eram habilidosos no processo de embalsamento, para o tratamento de feridas utilizavam o conceito de ferida limpa, com a utilização de óleos vegetais, e ocluída com cataplasmas e faixas de algodão. Winter em 1962 demonstrou que o meio úmido, enzimas como as colagenases e proteinases capacitam as células para migrarem através da ferida para as áreas úmidas onde há fibrina. Como a epitelização significa migração celular, o meio úmido favorece condições fisiológicas para a cicatrização. Quando permitimos a uma ferida secar e formar uma crosta, as células epiteliais necessitam penetrar mais profundamente na lesão para encontrar um plano de umidade que permita sua proliferação. Assim sendo, uma ferida seca exigirá maior atividade metabólica e necessitará de mais tempo para a cura. A crosta também é um fator que prejudica a visualização da evolução do processo cicatricial e muitas vezes impedem o diagnóstico precoce de complicações infecciosas. Unidade 3 – A Importância da Abordagem Interdisciplinar no Tratamento das Feridas 39 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 03 A IMPORTÂNCIA DA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DAS FERIDAS A formação de um grupo interdisciplinar para avaliar as feridas é importante, pois cada profissional abordará uma área específica e ao mesmo tempo se preocupará com a outra área que paralelamente está sendo tratada por outro profissional, de forma que o tratamento seja integral, global, possibilitando a troca deinformações entre os profissionais. É necessária a avaliação inicial abrangente com todos os profissionais para traçarem um plano de cuidado adequado a esse paciente portador de ferida, compreendendo assim as questões biopsicossociais da doença. Unidade 4 – A Pele 40 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 04 A PELE 4.1 DEFINIÇÃO A pele ou cútis é o manto de revestimento do organismo, indispensável à vida e que isola os componentes orgânicos do meio externo. A pele apresenta grandes variações ao longo de sua extensão, sendo ora mais elástica e flexível, ora mais rígida. Unidade 4 – A Pele 41 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 4.2 ANATOMIA DA PELE 4.2.1 Camadas da Pele Epiderme: é um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado de origem ectodérmica. Composta por cinco camadas: Camada Basal: É também chamada germinativa, apresenta intensa atividade mitótica, sendo responsável pela constante renovação da epiderme. Forma uma membrana que separa a epiderme da derme. Camada Espinhosa: Suas células possuem ramificações que saem do citoplasma. Possui tonofibrilas e desmossomas que tem função de na manutenção da coesão das células da epiderme e consequentemente na sua resistência ao atrito. Quanto maior a exposição ao atrito maior será esta camada. Camada granulosa: Célula em cujo citoplasma são observado os grânulos grosseiros e basófilos (grânulos de querato-hialina que vão contribuir para a constituição do material interfilamento da camada córnea. Camada Lúcida: Células achatadas, hialinas e eosinófilos, cujo núcleo e organelas desapareceram. O citoplasma consiste em numerosos filamentos compactados e envolvidos por material elétron denso. Ainda se podem ver desmossomas entre as células. Camada Córnea: Constituída por células achatadas mortas e sem núcleo. Citoplasma com grande quantidade de substâncias córnea, uma escleroproteína chamada queratina. Unidade 4 – A Pele 42 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Derme: É o tecido conjuntivo sobre o qual se apoia a epiderme. Espessura máxima de 3 mm na região plantar. Camada Papilar: Delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo, ela penetra nas papilas dérmicas. Nesta camada foram descritas fibrilas especiais de colágeno, que se inserem na membrana basal e penetra profundamente na derme com a função de prender a derme a epiderme. Camada Reticular: Mais espessa constituída por tecido conjuntivo denso. Apresenta menos células e fibras colágenas mais abundantes e espessas do que a camada papilar. Hipoderme: (camada subcutânea): É formada por tecido conjuntivo frouxo que une de maneira pouco firme a derme aos órgãos subjacentes. A hipoderme poderá ter uma camada variável de tecido adiposo, dependendo da região e nutrição, formando uma camada chamada Panículo Adiposo o mesmo proporciona isolamento térmico, com isso confere proteção contra o frio. Unidade 5 – Caracterização das Feridas 43 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 05 CARACTERIZAÇÃO DAS FERIDAS 5.1 DEFINIÇÃO DE FERIDA Toda e qualquer ruptura da integridade de um tecido ou órgão, podendo atingir desde a epiderme até estruturas mais profundas como fáscias, músculos e órgãos cavitários. 5.2 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS DE ACORDO COM A ETIOLOGIA Agudas: incisões cirúrgicas, traumas, térmicas e infecciosas. Crônicas: Feridas ulcerativas (úlcera por pressão). Enfermidades dermatológicas (psoríase) Drenantes: fístulas, drenos e estomas. Unidade 5 – Caracterização das Feridas 44 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 5.3 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO AO ROMPIMENTO DAS ESTRUTURAS Abertas: sem aproximação de bordas. Fechadas: com aproximação e sutura de bordas. 5.4 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS QUANTO À PROFUNDIDADE / COMPROMETIMENTO ESTRUTURAL Superficial: até a derme Profunda Superficial: até o subcutâneo Profunda Total: músculo e estruturas adjacentes 5.5 CLASSIFICAÇÃO GERAL DE FERIDAS Feridas Abertas que cicatrizam por 2ª intenção, são classificadas segundo aparência em: Necrótica: presença de placa necrótica dura (escara) ou tecida necrosado. Infectada: presença de processo inflamatório e exsudação supurativa. Com crosta: exsudação que solidificou. Granulada: formação de tecido novo (angiogênese) e matriz do colágeno. Epitelizada: formação e migração de células epiteliais sobre a superfície durante o processo de cicatrização. Unidade 5 – Caracterização das Feridas 45 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 5.6 CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS: PRESENÇA OU AUSÊNCIA DO EXSUDATO (ASPECTO) Exsudato fibrinoso: passagem de proteínas plasmática pela parede do vaso. Fibrina: é uma proteína insolúvel, que se forma durante o processo de coagulação. Na ferida se apresenta aderida aos tecidos e tem cor esbranquiçada ou amarelada. Padrões Mistos: serosanguinolento, seropurulento, serofibrinoso e fibrinopurulento. Coloração: Esbranquiçada, amarelada e esverdeada. Odor: Inodoro, fétido e pútrido. Derivados de fístulas: biliar, entérica, urinária, pancreática e fecalóide. 5.7 FORMATO E TAMANHO DA FERIDA O formato e tamanho da ferida podem mudar durante o processo de cicatrização. No início quando retiram os tecidos necróticos e/ou desvitalizado, a ferida parece aumentar de tamanho. Isso ocorre porque a dimensão real da ferida era mascarada pelo tecido necrótico. É importante realizar a monitorização do formato e tamanho da ferida para definir o curativo ideal. Unidade 5 – Caracterização das Feridas 46 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 5.8 LOCALIZAÇÃO DA FERIDA No exame físico do paciente se identifica a localização da ferida e evidenciam-se áreas com grandes possibilidades para contaminação, por exemplo, em região sacra. 5.9 APARÊNCIA DA FERIDA A aparência da ferida está relacionada com a etapa de cicatrização ou com uma complicação. As feridas abertaspodem ser classificadas como: necróticas, infectadas, com crosta, granuladas e epitelizadas. Ressalta-se que algumas feridas podem pertencer a mais de uma categoria denominada ferida mista. 5.10 CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES POR PRESSÃO O National Pressure Ulcer Advisory Pane (NPUAP), que é uma organização norte- americana sem fins lucrativos, dedicada a prevenção e ao tratamento das lesões por pressão. Formado em 1986, o conselho diretor é Multidisciplinar, composto de especialistas em lesões por pressão e líderes de diversas áreas da saúde que compartilham o compromisso da organização. No dia 13 de Abril de 2016, o NPUAP anunciou uma mudança na terminologia ÚLCERA POR PRESSÃO para LESÃO POR PRESSÃO e a atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação. Segundo o NPUAP, a expressão descreve de forma mais precisa esse tipo de lesão, tanto na pele intacta como na pele ulcerada. As Lesões por Pressão são categorizadas para indicar a extensão do dano tissular. O sistema de classificação atualizado inclui as seguintes definições: 5.10.1 Lesão por Pressão É um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou como úlcera aberta e pode ser dolorosa. Unidade 5 – Caracterização das Feridas 47 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). A lesão ocorre como resultado da pressão intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento. A tolerância do tecido mole à pressão e ao cisalhamento pode também ser afetada pelo microclima, nutrição, perfusão, comorbidades e pela sua condição. 5.10.2 Lesão por Pressão Estágio 1: Pele íntegra com eritema que não embranquece Pele integra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele escura. 5.10.3 Lesão por Pressão Estágio 2: Perda da Pele em sua espessura parcial com exposição da derme Perda da pele em espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmida e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. O tecido adiposo e tecidos profundos não são visíveis. Unidade 5 – Caracterização das Feridas 48 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 5.10.3 Lesão por Pressão Estágio 3: Perda da pele em sua espessura total Perda de pele de espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação está presente. Esfacelo e tecido desvitalizado pode está presente. A profundidade do dano tissular varia conforme a localização anatômica, áreas com adiposidade significativa podem desenvolver lesões profundas. Podem ocorrem descolamento e formação de túneis. 5.10.5 Lesão por Pressão Estágio 4: Perda da pele em sua espessura total e perda tissular Perda de pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. 5.10.6 Lesão por Pressão Não Classificável: perda da pele em sua espessura total e perda tissular não visível Unidade 5 – Caracterização das Feridas 49 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada porque está encoberta pelo esfacelo ou escara. Ao ser removido (esfacelo ou escara), Lesão por pressão grau 3 ou grau 4 ficará aparente. 5.10.7 Lesão por pressão Tissular Profunda: descoloração vermelha escura, marrom, púrpura, persistente que não embranquece Pele intacta ou não, com área localizada e persistente de descoloração vermelha escura, marrom ou púrpura que não embranquece ou separação epidérmica que mostra lesão com leito escurecido ou bolha com exsudato sanguinolento. Dor e mudança na temperatura frequentemente precedem as alterações de coloração de pele. Essa lesão resulta de pressão intensa e/ou prolongada de cisalhamento na interface osso- músculo. 5.10.8 Lesão por Pressão relacionado a Dispositivo Médico Essa terminologia descreve a etiologia da lesão. A lesão por pressão relacionada a dispositivo médico resulta do uso de dispositivo criados e aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos. 5.10.9 Lesão por Pressão em Membranas Mucosas A lesão por pressão em membranas mucosas é encontrada quando há histórico de uso de dispositivo médico no local do dano. Devido à anatomia do tecido, essas lesões não podem ser categorizadas. 5.10.10 Requisitos para estadiar uma lesão por pressão Enfermeiro deve saber avaliar: epiderme, derme, tecido subcutâneo. Enfermeiro deve saber diferenciar: tecido granulado, músculos, tendões e ossos. As características lesionam devem ser observadas, pois influenciam diretamente na conduta e escolha do tratamento adequado: localização, dimensões da ferida, tipo e quantidade de exsudatos, condições do leito da lesão (tipo de tecido), conteúdo microbiano, pele Perilesional. Unidade 6 – Fisiologia da Cicatrização 50 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 06 FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO O processo de cicatrização de feridas é composto por várias etapas tais como: inflamação, reconstrução, epitelização e maturação. Inflamação: A reação inflamatória é uma reação local não-especificada a danos no tecido e/ou invasão bacteriana. Ela é uma parte importante dos mecanismos de defesa do corpo e é a parte fundamental no processo de cicatrização. Os sinais de inflamação são: dor, rubor, calor e edema. Esta etapa dura de quatro a cinco dias e requer recursos energéticos e nutricionais. Reconstrução: Nesta fase o oxigênio tecidual estimula os macrófagos para criar fatores de angiogênese que instiga o processo de angiogênese. Os capilares não danificados estimulam a germinação de células que crescem na direção da superfície formando uma rede dentro da ferida fornecendo nutrientes e oxigênio (tecido de granulação). Epitelização: Trata-se da fase em que a ferida é coberta por células epiteliais. Nas feridas fechadas essa fase começa logo no segundo dia. No entanto, nas feridas abertas, é necessário que a cavidade da ferida seja preenchida com tecido de granulação antes da epitelização poder começar. Maturação: Durante a fase da maturação, a ferida se torna menos vascularizada. As fibras de colágeno são reorganizadas de forma que formam ângulos com as margens da ferida. O tecido da cicatriz presente é remodelado e lentamente fica igual ao tecido normal. Unidade 6 – Fisiologia da Cicatrização 51 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reproduçãototal e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 6.1 TIPOS DE CICATRIZAÇÃO Dependendo da maneira com foi produzida a lesão, podemos classificar o processo cicatricial em: Cicatrização por primeira intenção: Ocorre quando há perda mínima de tecido e as bordas são passiveis de ajuste por sutura. Neste tipo de lesão o curativo é utilizado apenas para proteção não havendo necessidade de manutenção do meio úmido. O curativo pode ser removido até após 48 horas. Cicatrização por segunda intenção: Ocorre quando há perda acentuada do tecido e não há possibilidade de fechamento dos bordos. O tempo de cicatrização será invariavelmente superior e o curativo deve ser utilizado com tratamento da lesão, havendo necessidade de manutenção do meio úmido. Cicatrização por terceira intenção ou mista: Ocorre quando há fatores que retardam o processo cicatricial por primeira intenção e há necessidade de deixar a lesão aberta para drenagem ou para debelar uma Infecção. Posterior ao tratamento a lesão poderá ser fechada por primeira intenção. Unidade 7 – Tratamento de Pacientes com Feridas 52 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 07 TRATAMENTO DE PACIENTES COM FERIDAS Na assistência ao paciente portador de feridas se faz necessário uma abordagem holística, com um levantamento do histórico do paciente e a avaliação das condições atuais, incluindo o físico, psicológico e o espiritual. 7.1 DENTRE OS CUIDADOS FÍSICOS ESTÃO Idade Estado Nutricional Patologias de base: diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia Infecções Mobilidade no leito Duração da internação hospitalar Incontinência urinária Higiene Unidade 7 – Tratamento de Pacientes com Feridas 53 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 7.2 DENTRE OS CUIDADOS PSICOLÓGICOS ESTÃO Medo da morte Estresse Impotência Baixa auto-estima Desânimo 7.3 CUIDADOS ESPIRITUAIS A espiritualidade tem conceitos divergentes no campo da saúde. Todavia ela pode ser compreendida com um sentido dentro de nós que responde a realidades infinitas da vida. Unidade 8 – Prevenção da Úlcera por Pressão 54 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 08 PREVENÇÃO DA ÚLCERA POR PRESSÃO É o melhor remédio para o problema da úlcera de pressão e deve ser compartilhada entre os profissionais de saúde, pacientes e familiares. Mudar de decúbito e redistribuir o peso a cada 2 horas. Alivia a pressão e aumenta a resistência da pele a lesões. Diminuir o tempo se houver hiperemia ou lesão instalada. Elevar o decúbito em no máximo 30º. Evita a fricção e principalmente o cisalhamento. Elevar o decúbito do cliente em mais de 30º somente por 2 horas, incluir esta posição na mudança rotineira de decúbito. Unidade 8 – Prevenção da Úlcera por Pressão 55 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Solicitar avaliação nutricional Uma nutrição adequada aumenta a tolerância dos tecidos à pressão. Prover líquidos e dieta conforme prescrição médica Importante oferecer o aporte calórico descrito pelo médico ou nutricionista para um melhor desempenho na prevenção da úlcera de pressão. Atenção! NUNCA: Utilize boias, almofadas, luvas e colchões de água. Pastas e cremes que aderem à pele e que sejam de difícil remoção. Boias com furo no centro. (exceto para proteger a cadeira higiênica) Panos juntamente com a fralda. Deixe restos de alimentos caídos na cama do paciente. Deixe o lençol ou camisola do paciente dobrada sob a pele. Utilize placas hidrocolóides grossas e opacas. Deixe o paciente em uma posição que você não gostaria de estar. Unidade 9 – O Ambiente Ideal para Cicatrização 56 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 09 O AMBIENTE IDEAL PARA CICATRIZAÇÃO Atualmente, há uma vasta gama de curativos utilizados no tratamento de feridas no mercado. Esses curativos foram elaborados para ter um efeito funcional possuindo algumas características tais como: manter a alta umidade da interface ferida/curativo, permitir trocas gasosas, remover o excesso de exsudato, impermeável a bactéria, fornecer isolamento pérvio, ser isento de partículas e tóxicos contaminadores das feridas e permitir sua remoção sem causar trauma na ferida. 1. Manter a umidade da ferida: Deve-se manter o leito da ferida úmido, permitindo assim que as células epiteliais deslizem pela superfície da ferida. Portanto na limpeza das feridas abertas, não há a necessidade de secar a superfície da ferida. Deve-se secar a pela ao redor da ferida para ajudar manter o novo curativo fixado. 2. Retirar o excesso de exsudato: O curativo deve ter um pouco de absorvência. Em algumas situações serão necessários a utilização de curativo secundário. 3. Isolamento térmico: Pesquisas evidenciaram que leva três horas para a atividade mitótica retornar a sua velocidade normal. Portanto, as feridas não devem ser limpas com soluções frias e sim mornas. 4. Impermeável à bactéria: um dos objetivos do curativo é criar uma barreira entre a ferida e o ambiente. 5. Isento de partículas e tóxicos contaminadores de feridas: As partículas prolongam a reação inflamatória afetando a velocidade da cicatrização. 6. Retirar sem traumas: a utilização de curativos secos diretamente na superfície da ferida é a causa principal de trauma. Unidade 10 – Princípios para Realização do Curativo 57 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 10 PRINCÍPIOS PARA REALIZAÇÃO DO CURATIVO Atentar para a Dor: medicar se necessário. Curativo anterior: observar aspecto, quantidade do exsudato e odor. 10.1 LIMPEZA Usar SF 0,9% morno Lavar sempre com seringa de 20 mL e agulha 40x12 Irrigar a ferida de cima para baixo. Se houver necrose esfregar uma gaze úmida ao mesmo tempo em que irrigamos. Se houver granulação, nunca esfregamos. 10.2 PELE ÍNTEGRA Manter borda o mais íntegra possível. Manter a pele seca ao redor da lesão. Unidade 10 – Princípios para Realização do Curativo 58 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conformea lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Proteger efeitos danosos como maceração, fitas adesivas, dermatites químicas. Preencher espaços mortos. Unidade 11 – Curativos 59 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 11 CURATIVOS Por definição, curativo é todo material colocado diretamente por sobre uma ferida, cujos objetivos são: evitar a contaminação de feridas limpas; facilitar a cicatrização; reduzir a infecção nas lesões contaminadas; absorver secreções, facilitar a drenagem de secreções, promoverem a hemostasia com os curativos compressivos, manter o contato de medicamentos junto à ferida e promover conforto ao paciente. Os curativos podem ser abertos ou fechados, sendo que os fechados ou oclusivos são subdivididos em úmidos e secos. Os curativos úmidos têm por finalidade: reduzir o processo inflamatório por vasoconstricção; limpar a pele dos exsudatos, crostas e escamas; manter a drenagem das áreas infectadas e promover a cicatrização pela facilitação do movimento das células. alginatos hidrocolóides hidrogel espumas películas exsudação; feridas contaminadas exsudação; granulação; epitelização granulação,feri das secas, epitelização exsudação; granulação epitelização curativo; tiras curativo; pasta; curativo; gel Curativo curativo (secundário) Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 60 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12 PRODUTOS MAIS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DAS FERIDAS As soluções mais utilizadas nos curativos são: Soro fisiológico para limpeza e como emoliente; Atualmente, a solução mais utilizada para limpeza das lesões/ feridas é solução fisiológica 0,9%. 12.1 ALGINATOS Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 61 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). São sais de polímero natural acido algínico derivado de algas marinhas marrons. Estes curativos apresentam-se em embalagens individuais estéreis. Mecanismo de ação: o sódio presente no exsudato e no sangue interage com o cálcio presente no curativo promovendo uma troca iônica que auxilia no desbridamento autolítico, tem alta capacidade de absorção e resulta na formação de um gel que mantêm o meio úmido para cicatrização. Indicações: feridas abertas altamente exsudativas com ou sem infecção e lesões cavitárias com necessidade de estimulo rápido de do tecido de granulação. Contraindicações: lesões por queimaduras ou lesões superficiais e feridas sem ou com pouca exsudação. 12.2 PAPAÍNA É uma enzima proteolítica extraída do látex da caricapapaya. Indicação: em todo tecido necrótico, particularmente naqueles com crosta. Mecanismo de ação: ação antiinflamatória, bactericida e cicatricial; atua como desbridante. Modo de usar: preparar a solução em frasco de vidro, irrigar a lesão e deixar gaze embebida na solução. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 62 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Observações: a diluição é feita de acordo com a ferida: 10% em tecido necrosado, 6% nas com exsudato purulento e 2% naquelas com pouco exsudato. 12.3 HIDROCOLÓIDE Partículas hidroativas em polímero inerte impermeável. Indicação - lesões não infectadas com ou sem exsudato, áreas doadoras e incisões cirúrgicas. Mecanismo de ação - promove barreira protetora, isolamento térmico, meio úmido, prevenindo o ressecamento, desbridamento autolítico, granulação e epitelização. Modo de usar - irrigar a lesão com soro fisiológico, secar as bordas e aplicar hidrocolóide e fixar o curativo à pele. Observações: não deve ser utilizado para feridas infectadas. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 63 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12.4 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGEs) São óleos derivados dos vegetais poli-insaturados. A composição do produto comercializado para o tratamento de feridas e: Ácido Linoléico, Ácido Caprilíco, Ácido Capríco, Vitaminas A e Ee Lecitina de Soja. Indicações: Prevenção e tratamento de lesão por pressão e tratamento de lesões abertas com ou sem infecção. Contraindicações: Lesões com necrose tecidual sem desbridamento. Mecanismo de ação: Os AGEs possuem ação quimiotática. São precursores de substâncias farmacologicamente ativas envolvidas no processo de divisão celular e diferenciação epidérmica (tromboxanes e prostaglandinas- e possui capacidade de modificar reações inflamatórias e imunológicas, alterando funções leucocitárias e acelerando o processo de granulação tecidual. 12.5 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS LIPÍDIOS INSATURADOS RICOS EM ÁCIDO LINOLÉICO Indicação- todos os tipos de lesões, infectadas ou não, desde que desbridadas previamente. Mecanismo de ação - promove quimiotaxia para leucócitos, facilita a entrada de fatores de crescimento nas células, promove proliferação e mitose celular, acelerando as fases da cicatrização. Modo de usar - irrigar a lesão com soro fisiológico, aplicar AGE por toda a área da ferida e cobrir. Observações - não é agente desbridante, porém estimula o desbridamento autolítico. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 64 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12.6 CURATIVO DE CARVÃO ATIVADO Uma cobertura estéril para ferimentos, de baixa aderência, envolto por uma camada de tecido selado em toda sua extensão, com uma almofada impregnada por carvão ativado e prata a 0,15%. Mecanismo de Ação: o carvão ativado adsorve o exsudato e filtra o odor enquanto a prata exerce poder bactericida local pela liberação de prata. Contraindicações: Não deve ser utilizado em queimaduras, pois a prata pode provocar dor. O curativo não deve ser cortado para não ocorrer liberação do carvão ativado na lesão. 12.7 SULFADIAZINA DE PRATA É um composto solúvel e com ação adstringente derivado de sais de prata com propriedades antisséptica local. Mecanismo de ação: o íon prata causa precipitação de proteínas e age diretamente na parede celular e membrana citoplasmática da célula bacteriana, exercendo ação bactericidaimediata e ação bacteriostática residual pela liberação de pequenas quantidades de prata iônica. Indicações: prevenção de colonização e tratamento de queimaduras. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 65 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12.8 MEMBRANAS OU FILMES SEMIPERMEÁVEIS É um material estéril com possibilidade de uso como cobertura primária ou secundária indicado principalmente para oclusão de lesões planas poucoexsudativas. São transparentes, facilitando a visualização das características da lesão e permitindo maior mobilidade ao paciente. Composição: filme de poliuretano, transparente, elástico, semipermeável, aderente a superfícies secas. Mecanismo de ação - Proporciona ambiente úmido, favorável a cicatrização permeabilidade seletiva, permitindo a difusão gasosa e evaporação de água. Impermeável a fluidos e microorganismos. Indicação - Fixação de cateteres vasculares; proteção de pele íntegra e escoriações; prevenção de lesão por pressão por fricção, cobertura de incisões cirúrgicas limpas com pouco ou nenhum exsudato; cobertura de queimaduras de 1º e 2º grau; cobertura de áreas doadoras de enxerto. Contra indicações - Feridas com muito exsudato; Feridas infectadas. Trocar quando perder a transparência. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 66 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12.9 HIDROGEL É um composto de água, carboximetil-celulose (CMC) e propileno-glicol (PPG) que forma um hidrogel transparente e incolor com função de remover tecidos necróticos através do desbridamento autolítico. Mecanismo de ação: a água (77,7%)- mantém o meio úmido, a CMC (2,3%)- facilita as propriedades reidratantes e de desbridamento e o PPG (20%)- estimula a liberação do exsudato. Indicação: remoção de tecido necrótico em lesões cavitárias. 12.10 PROTETORES CUTÂNEOS PARA OSTOMIAS Descrição: São compostos de gelatina, pectina, carboximentilcelulose sódica e polisobutileno de uso tópico com a mesma função de proteger e regenerar a epiderme Peri- ostomias e Peri-fístulas. 12.10.1 Apresentações Pó - indicado em lesões úmidas e escoriado da pele Peri-ostomal. Sua função é secar e forma uma película protetora para fixação da placa. Pasta - indicada para correção de imperfeições do estoma. Sua função é de selante da pele com o estoma através da formação de um anel ao redor do estoma. Placa - indicada para a proteção e regeneração da pele Peri-ostomal e fixação da bolsa. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 67 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Indicações: Peri-fístulas ou Peri-ostomias. 12.11 POMADAS ENZIMÁTICAS São compostos de enzimas especificas para determinados substratos com o objetivo de auxiliar no desbridamento da lesão, entretanto não ha dados conclusivos sobre sua ação como estimulador do processo cicatricial. Composição - colagenaselostridiopeptidase A e enzimas proteolíticas. Mecanismo de ação - age seletivamente degradando o colágeno nativo da ferida. Indicação - desbridamento enzimático suave e não invasivo de lesões. Contraindicação - Feridas com cicatrização por primeira intenção. Não utilizar por mais de 15 dias. Trocar o curativo a cada 8 horas. Observações: há controvérsias quanto à eficácia das pomadas enzimáticas como estimulador da granulação e epitelização, visto que com o aumento dos níveis de ação das proteinases, temos a degradação dos fatores de crescimento e dos receptores de membrana celular, que são importantes para o processo de cicatrização. 12.12 CURATIVO ADESIVO COM HIDROPOLIMEROS É um curativo altamente absorvente para feridas com baixa a moderada exsudação e que proporciona um ambiente úmido facilitador do processo de granulação. Este curativo é mais aderente devido à presença de uma camada de hidropolímero com capacidade de expansão e manutenção da adesão do curativo a lesão. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 68 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Mecanismo de ação: Proporciona um ambiente úmido e estimula o desbridamento autolítico. Absorve o exsudato e expande-se delicadamente à medida que absorve o exsudato. Indicações: Tratamento de feridas abertas não infectadas. Contraindicações: Queimadura de 3º grau; lesões com vasculite ativa; Feridas colonizadas e infectadas, com tecido desvitalizado. 12.13 CURATIVOS IMPREGNADOS COM PRATA Mecanismo de Ação: Os íons de prata destroem a parede celular da bactéria, interagem com o DNA inibindo a divisão celular e interferem na função celular da bactéria. Indicações: Feridas com risco ou sinais clínicos de infecção Feridas com retardo no processo de cicatrização. Observações: Curativos com prata não são eficazes contra biofilme. Necrose e película protegem a bactéria. A eficácia dos íons de prata por isto é altamente limitada. Curativos com prata não podem realizar a limpeza da ferida (desbridamento). A limpeza da ferida é necessária quando a ferida está coberta com necrose, fibrina e pus. Nestes casos é necessário uma limpeza cirúrgica, enzimática ou auto-lítica. Curativos contendo prata não podem ser considerados como terapia antibiótica, só podem ser considerados como terapia complementar. Unidade 12 – Produtos Mais Utilizados no Tratamento das Feridas 69 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 12.14 CURATIVOS COM DRENO Atualmente, devido ao avanço nas terapias de tratamento e cuidados ao paciente portador de feridas, foram criados os curativos com drenos. Nesses curativos o exsudato é drenado para um recipiente e pode ser quantificado e avaliado com relação ao seu aspecto e coloração. Utilizado para permitir a saída de fluídos (sangue, linfa, fluidos intestinais), secreções que estão ou podem estar presentes na ferida. Unidade 13 – Características Importantes dos Curativos 70 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 13 CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DOS CURATIVOS Capacidade de absorção. Que permitaintercâmbio gasoso e passagem do vapor de água. Que seja uma barreira efetiva frente aos microorganismos. Que seja um isolante térmico Que seja uma barreira mecânica. Capacidade demanter o meio úmido, de forma adequada para o processo de epitelização. Que não seja irritante e nocivo para a pele ao redor da lesão. Que não seja aderente ao leito da ferida. Que seja estéril. Unidade 14 – Cuidados Básicos de Assepsia no Curativo 71 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 14 CUIDADOS BÁSICOS DE ASSEPSIA NO CURATIVO Lavar as mãos com água e sabão antes e após a realização do curativo. Utilizar instrumento estéril. Obedecer aos princípios da assepsia para evitar a contaminação do material. Utilizar luvas estéreis (se for utilizar pinças estéreis não é necessário). Curativos removidos para a inspeção da lesão devem ser obrigatoriamente trocados. No caso de vários curativos, sempre realize o curativo menos contaminados antes do mais contaminado. Unidade 15 – Cuidados de Catetes, Introdutores, Fixadores Externos 72 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 15 CURATIVOS DE CATETERES, INTRODUTORES, FIXADORES EXTERNOS O processo de limpeza é fundamental na realização de qualquer curativo, entretanto nem todos os procedimentos de curativos visam à cicatrização da ferida, pois há lesões realizadas intencionalmente para inserções de dispositivos com fins diagnósticos e terapêuticos, cujo cuidado é o de manutenção do curativo seco, com a finalidade de prevenir a colonização. Estes dispositivos devem permanecer limpos e o uso de solução antisséptica de PVPI ou clorexidina, minimiza a colonização bacteriana. A área de inserção deve ser inspecionada diariamente para a detecção precoce de sinais de infecção. Unidade 16 – Curativos em Drenos 73 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 16 CURATIVOS EM DRENOS No curativo do dreno deve ser realizada limpeza com solução salina 0,9% separado do curativo da incisão cirúrgica, e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. O curativo com dreno deve ser mantido limpo. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. Locais de inserção dos drenos devem ser protegidos no horário do banho. Devem ser utilizadas bolsas coletoras para controle de débito nos casos de drenagem aberta (penrose ou tubular). Unidade 17 – Curativos em Feridas 74 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 17 CURATIVOS EM FERIDAS Em feridas abertas o curativo deve ser mantido limpo, ocluído e com manutenção do meio úmido. Não é recomendado o uso de curativo seco. Deve-se umidificar a ferida com soro fisiológico a 0,9% e secar somente a bordas da ferida. Indica-se a limpeza de feridas por meio de irrigação com solução fisiológica morna e sob pressão. Essa irrigação é capaz de remover partículas, bactérias e exsudato. Não recomendar esfregar o leito da ferida, pois causa destruição do tecido neoformado. O tipo do tratamento local depende do tipo e das condições da ferida. O número de troca do curativo está relacionado à quantidade de drenagem e às características da secreção, devendo ser trocado sempre que o curativo secundário estiver saturado. A troca de curativos pode baixar a temperatura da superfície em vários graus. Por isso, não se deve limpá-las com solução fria nem deixá-las expostas por períodos prolongados. Unidade 18 – Desbridamento 75 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 18 DESBRIDAMENTO Desbridamento é o ato de remover da ferida o tecido desvitalizado e/ou material estranho ao organismo. Ele é essencial para o tratamento de feridas, pois para que haja reparação tecidual, o tecido necrótico deve ser removido. Sempre antes de iniciar um desbridamento devemos: Avaliar se o paciente tem prognóstico Avaliar condição vascular do paciente Observar se há sinais flogísticos no local. Somente o profissional enfermeiro e médico podem legalmente realizar um desbridamento mecânico com material pérfuro-cortante. Realizar cursos e praticar com um Enfermeiro que tenha prática antes de realizar um desbridamento Deve-se desbridar a lesão sempre que esta apresentar tecido desvitalizado: Necrose de coagulação – caracterizada pela presença de crosta preta e/ou escura. Necrose de liquefação – caracterizada pelo tecido amarelo/esverdeado. Quando a lesão apresentar infecção e/ou presença de secreção purulenta. Técnicas de desbridamento: Mecânico Cirúrgico Unidade 18 – Desbridamento 76 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Químico 1. Desbridamento cirúrgico: consiste na remoção do tecido necrótico através de procedimento cirúrgico. É a técnica mais rápida e efetiva para a remoção da necrose, principalmente quando o cliente necessita de intervenção urgente, como nos casos em que há presença de celulite ou sepse. O desbridamento cirúrgico deverá ser realizado como técnica rigorosa asséptica. 2. Desbridamento Mecânico: Consiste na aplicação de força mecânica diretamente sobre o tecido necrótico a fim de facilitar sua remoção, promovendo um meio ideal para a ação de coberturas primárias. 3. Desbridamento Enzimático: consiste na aplicação tópica de enzimas desbridantes diretamente no tecido necrótico. É um método prático, seguro e pode também ser associado ao desbridamento cirúrgico ou mecânico. Unidade 19 – Laserterapia no Tratamento de Feridas 77 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 19 LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DE FERIDAS A partir da década de 1960 foram realizados estudos sobre os efeitos biológicos da laserterapia na reparação tecidual, sucessivamente outras pesquisas demonstraram a aplicabilidade clínica e hoje a laserterapia é aplicada no tratamento de feridas. Para ser utilizado na reparação tecidual o raio laser deve possuir ótima interação com o tecido cutâneo. O laser pode ser composto de vários gases, tais como: CO2, Diodo, Neodímio (Nd) e Hélio- Neônio (HeNe). O laser HeNe é o mais empregado na reparação tecidual. Durante o tratamento da laserterapia, o leito da lesão deve ser úmido, como porexemplo, com ácido graxo essencial (AGE) e hidrogel. O curativo deve ser substituído, em média, a cada 12 ou 24 horas e toda vez que for contaminado. 19.1 INDICAÇÃO Atua como coadjuvante no tratamento de feridas superficiais e profundas, limpas ou infectadas. Unidade 19 – Laserterapia no Tratamento de Feridas 78 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 19.2 CONTRAINDICAÇÃO Tratamento de lesões neoplásicas, já que pode estimular seu desenvolvimento. Clientes portadores de retinopatias 19.3 EFEITOS TERAPÊUTICOS DA LASERTERAPIA Proliferativo: aumenta a neoangiogênese, a síntese de fibroblastos, colágeno e ATP (adenosina Trifosfato). Fibrinolítico: facilita fibrinólise. Antiedematogênico: facilita o retorno venoso linfático, devido à ação vasodilatadora dos capilares. Antiinflamatória: interfere na síntese de prostaglandina, aumentando a permeabilidade capilar. Analgésico: libera substâncias quimiotáxicas, que estimulam a liberação de endorfinas, normalizando o potencial elétrico da membrana celular. Bactericida: aumenta a quantidade de interferon, potente agente natural. 19.4 TÉCNICAS DE APLICAÇÃO Técnica Pontual: é aplicado em determinados pontos da borda da ferida. Técnica de varredura externa: é aplicada em toda a borda da ferida. Técnica de varredura interna: é aplicada dentro da própria lesão. Técnica de varredura mista: são aplicadas, de forma conjunta, as varreduras internas e externas. Técnica associada: são aplicadas, de forma conjunta, a pontual e a varredura mista. Unidade 20 – Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas 79 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 20 OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS A medicina hiperbárica possui dois grandes ramos de atividade: a. Dedicadoa atividade profissional de mergulhadores, aeronautas e trabalhadores sob ar-comprimido, prevalecendo uma abordagem voltada à saúde ocupacional; b. Referente às aplicações clinicas da oxigenoterapia hiperbárica (OHB). O tratamento é efetuado em varias sessões, cujo nível de pressão, duração, intervalos e número total de aplicações são variáveis de acordo com as enfermidades. A OHB consiste na inalação de oxigênio puro com a pressão do ambiente aumentada de duas a três vezes acima de seu valor normal, estando o cliente no interior de uma câmara hiperbárica. Durante as sessões ocorre um aumento de 10 a 20 vezes na quantidade de oxigênio dissolvido nos tecidos. 20.1 APLICAÇÕES CLÍNICAS Inúmeras são as indicações da OHB determinadas por vários protocolos aceitos internacionalmente: 1. Embolias gasosas. 2. Doença descompressiva. Unidade 20 – Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas 80 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 3. Embolia traumática pelo ar. 4. Envenenamento por monóxido de carbono ou intoxicação por fumaça. 5. Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos. 6. Gangrena gasosa clostridiana. 7. Doença de Fournier. 8. Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasceíte e miosites, deiscência de sutura. 9. Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, re-implante de extremidades amputadas e outras. Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco. 10. Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos ofídios e insetos). 11. Queimadura complexa. 12. Lesões refratárias: úlceras de pressão, vasculogênica, neuropática (pé diabético e outras). 13. Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actinicas de mucosas. 14. Osteomielite crônica. 15. Hipoacusia por ototoxidade a agentes quimioterápicos. 16. Anemia aguda nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea. 20.2 CARACTERÍSTICAS DO TRATAMENTO DE FERIDAS COM OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA Na OHB o cliente deve estar dentro da câmara hiperbárica. Estas podem ser multiclientes ou monoclientes. As multiclientes comportam simultaneamente várias pessoas. Ela é despressurizada com ar comprimido, sendo que nesta situação o oxigênio é respirado através das máscaras ou capuzes especiais. As câmaras monoclientes permitem a acomodação apenas do próprio cliente, é pressurizada diretamente com oxigênio puro não havendo necessidade de dispositivos especiais para a inalação deste gás. Antes de ser iniciada a terapia, o cliente deverá ser submetido à anamnese e exame clínico completo, com particular atenção ao tímpano e sistema pulmonar. Ele deverá Unidade 20 – Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas 81 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). ser informado sobre todas as medidas de segurança como: utilização de vestimenta adequada fornecida, retirar todo objeto de uso pessoal que possa originar fagulhas elétricas, pois o oxigênio é altamente inflamável. A OHB atua acelerando a formação do tecido de granulação e como coadjuvante no controle de infecção. Seus resultados são evidentes no tratamento de fascites necrotizantes extensas e síndrome de Fournier. Em condições hiperbáricas a ação do oxigênio possui alguns mecanismos de particular interesse fisiológico, como: 1. Efeito antiedematogênico facilitando o retorno venoso. 2. Ação microbicida através da inibição da biossíntese de aminoácidos, do transporte através da membrana bacteriana e da síntese e degradação do DNA da bactéria. 3. Ação bioquímica oxidativa deslocando substâncias tóxicas. 4. Efeito sinérgico com outras drogas, como antibióticos sistêmicos. 5. Efeito regenerativo facilitando a neoangiogênese e a formação de colágeno. Unidade 21 – Atenção do Enfermeiro ao Paciente com Vitiligo 82 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 21 ATENÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM VITILIGO A assistência de enfermagem ao paciente com vitiligo incluem alguns cuidados tais como: É fundamental o atendimento ao cliente portador de vitiligo com a maior brevidade possível, avaliando com a equipe do serviço a aplicação de protocolos de atendimento, buscando reduzir e recuperar a cor da pele nas regiões detectadas. Conhecer as condições socioeconômicas e culturais em que vive o paciente observando para as condições físicas, de sustento financeiro da família, suas crenças, seus hábitos culturais e valores associados aos fatores afetivos-culturais e sociais. Ter na família os elementos facilitadores do processo de cuidar do paciente, por isso envolvê-lo na consulta favorecendo a promoção da saúde ao paciente. Uma vez diagnosticadovitiligo, (busque manter os pressupostos teóricos, metodológicos e filosófico que fundamentaram sua prática) oferecendo suporte que garanta a família e ao paciente, o atendimento, acesso ao serviço de saúde, com um sistema de referência que dê respostas eficazes e eficientes à família e ao paciente. Implementar Grupo Terapêuticos de Auto- ajuda, estimulando e incentivando o uso das terapêuticas alternativas junto com uma equipe multidisciplinar, para orientação e apoio ao paciente com vitiligo e o uso de fitoterapia, homeopatia, pseudocatase, helioterapia, UVB, extrato de placenta humana, kuva, fenilalanina tópica e sistêmicas e antioxidantes. Unidade 22 – Atuação do Enfermeiro ao Paciente com Doença Falciforme e Portador de Úlcera de Perna 83 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 22 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM DOENÇA FALCIFORME E PORTADOR DE ÚLCERA DE PERNA As úlceras de perna estão presentes em 8% a 10% das pessoas com Doença Falciforme (DF), principalmente nos adolescentes e nos adultos jovens. Ocorrem em geral no terço inferior da perna, sobre e ao redor dos maléolos medial ou lateral e em algumas ocasiões sobre a tíbia ou o dorso do pé. Um percentual de 75% das pessoas com úlcera de perna tem genótipo SS. Sua etiologia pode ser traumática, por contusões ou picadas de inseto, espontânea e por hipóxia tissular devido a crise vaso-oclusiva crônicas. São lesões exsudativas, de tamanho variável, com margem definida, bordas em relevo, recoberta por película amarela e susceptível a infecção. São extremamente dolorosas, de difícil tratamento e com alto índice de recorrência. Deve-se fazer o diagnóstico diferencial com úlcera venosa, úlcera diabética, úlcera isquêmica, úlcera neuropática, úlcera por pressão e outras. O envolvimento da pessoa com o estímulo do autocuidado é de essencial importância, não somente na prevenção, como no sucesso do tratamento. Tratamento preventivo: inspecionar a pele diariamente, higiene corporal adequada, evita traumatismo e picadas de insetos, usar calçados adequados, hidratar a pele com creme a base de ureia, com óleo mineral ou vegetal; ingerir bastante líquido; fazer repouso com as pernas elevadas e manter acompanhamento médico regular. Unidade 22 – Atuação do Enfermeiro ao Paciente com Doença Falciforme e Portador de Úlcera de Perna 84 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Tratamento tópico: 1. Limpeza da lesão com soro fisiológico em jato não gelado. 2. Métodos desbridamento autolítico ou enzimático para retirada do tecido necrótico e evitar o desbridamento mecânico. 3. Utilizar coberturas interativas, com alginato de cálcio, hidrofibra, conforme as características apresentadas pela lesão. 4. Em algumas situações utilizar bandagens elásticas (Bota de Unna) para o retorno venoso e aquecimento do membro. 5. Coberturas interativas com prata devem ser utilizadas para tratar feridas infectadas ou criticamente colonizadas. Avaliação 85 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). AVALIAÇÃO Responda a avaliação abaixo em sua conta, no site www.enfermagemadistancia.com.br. Você precisa atingir um aproveitamento igual ou superior a 60% para poder emitir o seu certificado. 1. A pele é composta por camadas. Sobre essas estratificações assinale a alternativa errada: a. A epiderme é composta por cinco camadas denominadas: basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea. b. A derme é um epitélio estratificado, pavimentoso, queratinizado de origem ectodérmica. c. A derme é composta pela camada papilar e reticular. d. A hipoderme é formada por tecidos conjuntivos pouco frouxos que une de maneira pouco firmea derme aos órgãos subjacentes. 2. As feridas podem ser classificadas de acordo com sua etiologia em: a. Aberta b. Fechada c. Superficial d. Crônicas 3. Quanto à presença de exsudato assinale a alternativa errada: Avaliação 86 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). a. Fibrina é a passagem de proteína plasmática pela parede do vaso. b. Exsudato fibrinoso é a passagem da proteína plasmática pela parede do vaso. c. A fibrina na ferida se apresenta aderida aos tecidos e tem cor esbranquiçada ou amarelada. d. Os padrões mistos incluem: serosanguinolenta, seropurulenta, serofibrinoso, fibrinopurulenta. 4. O processo de cicatrização de feridas é composta por várias etapas, assinale a alternativa errada: a. Inflamação b. Reconstrução c. Epiderme d. Maturação. 5. Dependendo da maneira com foi produzida as lesões podem classificar o processo cicatricial. Assinale a alternativa errada: a. Cicatrização por primeira intenção b. Cicatrização por segunda intenção c. Cicatrização por terceira intenção ou mista d. Cicatrização por quarta intenção 6. Assinale a alternativa errada com relação às indicações da Oxigenoterapia Hiperbárica. a. Embolias gasosas. b. Doença descompressiva. Avaliação 87 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). c. Intoxicação alimentar d. Embolia traumática pelo ar. 7. As feridas podem ser classificadas de acordo com profundidade / comprometimento estrutural, exceto em: a. Necrótica b. Profunda superficial c. Superficial d. Profunda total 8. Antes de iniciar um desbridamento devemos realizar alguns procedimentos, exceto: a. Avaliar se o paciente tem prognóstico b. Avaliar condição neurológica do paciente c. Avaliar condição vascular do paciente d. Observar se há sinais flogísticos no local 9. Quanto à presença de exsudato assinale a alternativa errada: a. Fibrina é a passagem de proteína plasmática pela parede do vaso. b. Exsudato fibrinoso é a passagem da proteína plasmática pela parede do vaso. c. A fibrina na ferida se apresenta aderida aos tecidos e tem cor esbranquiçada ou amarelada. d. Os padrões mistos incluem: serosanguinolenta, seropurulenta, serofibrinoso, fibrinopurulenta. Avaliação 88 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 10. O processo de cicatrização de feridas é composto por várias etapas, assinale a alternativa errada: a. Inflamação b. Reconstrução c. Derme d. Maturação Referência 89 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). REFERÊNCIAS Aproveite para estudar também as referências bibliográficas e ampliar ainda mais o seu conhecimento. BARROS, Alba Lucia Bottura Leite de e cols. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enefermagem no adulto. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. BRUNNER/SUDDARTH. Tratado Médico-Cirúrgico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. CARPENITO, Lynda Jual. Manual de Diagnósticos de Enfermagem. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda, 2010. CARMAGNANI, Maria Isabel Sampaio; FAKIH, Flávio Trevisani; CANTERAS, Lígia Mara da Silva; LABBADIA, Lilian Lestingi; TANAKA, Luiza Hiromi. Procedimentos de Enfermagem: Guia Prático. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 236 p. CIANCIARULLO, Tâmara Wanow. Instrumento Básicos para o cuidar: Um desafio para a qualidade da assistência, São Paulo: Atheneu, 2006. CINTRA, Eliane Araújo e Cols. 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É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). SOBEST. Associação Brasileira de Estomoterapia. SOBENDE . Associação Brasileira de Enfermagem em Dermatologia. Publicação oficial da Classificação das lesões por Pressão. Consenso NPUAP 2016. WALDOW, Vera Regina. Cuidado Humano: o resgate necessário. Porto Alegre: Sagra Luzzato, 2007. contato@enfermagemadistancia.com.br 91 Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Tratamento de Feridas e Curativos" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). Quer nos contar o que achou do curso ou tirar alguma dúvida sobre o material? Envie um e-mail para contato@enfermagemadistancia.com.br para que possamos melhorar nossos cursos cada vez mais. 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