Psicopatologia. Semiologia Psiquiátrica. Exame do estado mental.14 p
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PSICOPATOLOGIA 
(semiologia psiquiátrica) 
Maristela da Costa Sousa- Médica Psiquiatra 
(maristelacsousa@gmail.com) 
 
EXAME DO ESTADO MENTAL 
A mente humana é uma integridade indivisível, mas o funcionamento psíquico 
pode ser analisado em diversas FUNÇÕES MENTAIS 
 
FUNÇÕES MENTAIS 
\u2022Consciência 
\u2022Atenção 
\u2022Sensopercepção 
\u2022Orientação 
\u2022Memória 
\u2022Inteligência 
\u2022Afetividade 
\u2022Pensamento 
\u2022 Conduta 
\u2022Linguagem 
 
DADOS VISÍVEIS NA SIMPLES OBSERVAÇÃO 
\u2022 aparência 
\u2022expressão 
\u2022atitude 
\u2022comportamento/atividade Psicomotora 
 
DADOS VISÍVEIS NA ENTREVISTA 
\u2022discurso 
\u2022mímica 
\u2022consciência e orientação 
\u2022percepção 
\u2022ideação 
\u2022afetividade 
\u2022memória 
\u2022inteligência e nível intelectual 
\u2022crítica e juízo 
\u2022compreensão 
\u2022vontade 
\u2022psicodinâmica 
\u2022atenção 
 
 
 
 
 2 
 
 
 
 
 
I. CONSCIÊNCIA 
 
ESTADO DE CONSCIÊNCIA 
 
DISTÚRBIO QUANTITATIVO DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA 
(DIMENSÃO VERTICAL) 
 
AUMENTO DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA 
 
DIMINUIÇÃO DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA 
 
LUCIDEZ 
OBNUBILAÇÃO 
SONOLÊNCIA 
TORPOR 
COMA 
 
DISTÚRBIO QUALITATIVO DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA 
(DIMENSÃO HORIZONTAL) 
 
ESTREITAMENTO DA CONSCIÊNCIA 
ESTADO CREPUSCULAR (ONIRICO, FUGA) 
ESTUPOR DEPRESSIVO OU CATATÔNICO 
DELIRIUM 
(Estado Confusional Agudo) 
 
II. ATENÇÃO 
 
PROPRIEDADES DA ATENÇÃO 
\u2022Tenacidade 
\u2022Vigilância 
 
\u2022HIPERVIGILÂNCIA 
\u2022HIPOVIGILÂNCIA 
\u2022HIPOTENACIDADE 
\u2022HIPERTENACIDADE 
 
PROSEXIA 
 
\u2022Normoprosexia 
\u2022Aprosexia 
\u2022Hipoprosexia 
 3 
\u2022Hiperprosexia 
\u2022Paraprosexia 
\u2022Disprosexia 
 
 
III. SENSOPERCEPÇÃO 
 
ILUSÃO 
ALUCINAÇÃO 
PSEUDOALUCINAÇÃO 
ALUCINOSE 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS ALUCINAÇÕES 
 
RELATIVO À NATUREZA 
 
 SIMPLES OU ELEMENTAR 
COMPLEXO 
 
RELATIVO AO ESTADO DO OBJETO 
FISIOLÓGICO 
PATOLÓGICA 
 
RREELLAATTIIVVOO AAOO PPEERRÍÍOODDOO DDOO DDIIAA 
\u2022Diurna 
\u2022Noturnas (menor intensidade luminosa) 
\u2022Hipnagógicas (antes do adormecer) 
\u2022Hipnopômpicas (logo ao acordar) 
 
 
RELATIVO À MODALIDADE OU SISTEMA SENSORIAL 
 
AUDITIVA 
VISUAIS 
OLFATIVA, 
GUSTATIVA 
TÁTIL 
CINESTÉSICA 
CENESTÉSICA 
PSIQUICAS 
NEGATIVAS 
 
 
 
 
 
 
 4 
 
 
 
 
 
IV. ORIENTAÇÃO 
 
Tipos de Orientação 
 
\u2022AUTOPSÍQUICA 
 
\u201c\u2022ALOPSÍQUICA 
\u201d 
Principais Alterações 
 
\u2022ORIENTADO 
\u2022DESORIENTADO 
\u2022PARCIALMENTE ORIENTADO\u2022 
\u2022DESORIENTAÇÃO COMPLETA 
\u2022DESORIENTAÇÃO PARCIAL 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS DESORIENTAÇÕES 
 
\u2022DELIRANTE 
Secundária a pensamento delirante 
\u2022DUPLA ORIENTAÇÃO 
Orientação anormal coexiste com a adequada 
\u2022APÁTICA 
Desinteresse extremo pelo mundo externo 
\u2022AMNÉSICA 
Devido a prejuízo da memória 
\u2022AMENCIAL OU CONFUSIONAL 
Secundária à turvação da consciência 
\u2022OLIGOFRÊNICA 
Secundária a déficit intelectual 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
 
 
VV.. MMEEMMÓÓRRIIAA 
 
Fases da Memória 
 
\u2022FIXAÇÃO 
\u2022CONSERVAÇÃO 
\u2022EVOCAÇÃO 
\u2022RECONHECIMENTO 
 
Tipos de Memória 
 
\u2022MEMÓRIA DE TRABALHO (IMEDIATA) 
Memória de poucos segundos (permite a compreensão de uma frase, p.ex.) 
 
\u2022MEMÓRIA DE CURTO PRAZO (RECENTE) 
Permite a retenção de informações de alguns minutos a algumas semanas 
 
\u2022MEMÓRIA DE LONGO PRAZO (REMOTA) 
Em que estão registradas informações antigas, referentes a infância ou ao 
passado de vários anos do indivíduo 
 
DISMNÉSIAS 
(ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA) 
 
QUANTITATIVAS 
\u2022AMNÉSIAS ( RETRÓGRADA, ANTERÓGRADA) 
\u2022HIPERMNÉSIAS 
 
QUALITATIVAS 
\u2022ILUSÃO DE MEMÓRIA (falsificação retrospectiva) 
\u2022ALUCINAÇÃO DE MEMÓRIA 
\u2022CONFABULAÇÃO 
\u2022PSEUDOLOGIA FANTÁSTICA 
\u2022DEJÀ VU E JAMAIS VU 
\u2022ECMNÉSIA 
\u2022RECORDAÇÃO OBSIDENTE (idéia obssessiva) 
 
Tipos de Amnésias 
\u2022AMNÉSIAS ELETIVAS 
\u2022AMNÉSIAS PSICOGÊNICAS 
\u2022AMNÉSIAS DE IDENTIDADE 
\u2022AMNÉSIA ANTERÓGRADA 
\u2022AMNÉSIAS RETRO-ANTERÓGRADA 
\u2022AMNÉSIA LACUNAR OU BLECAUTE 
\u2022HIPERMNÉSIAS (HEPERTROFIA E SELETIVA) 
 6 
 
 
VI. INTELIGÊNCIA 
A inteligência pode ser definida como a totalidade das habilidades cognitivas do 
indivíduo. 
Será tanto mais inteligente o indivíduo quanto melhor e mais rapidamente pode 
compreender o que sucede; quanto maior for o campo de informações que 
consegue integrar;quanto maior for o número de conceitos e juízos que consegue 
adquirir e utilizar;e quanto mais rápida e adequadamente pode adaptar-se a 
situações existencias novas\u201d ( Nobre de Melo, 1979) 
Um prejuízo na inteligência pode ser considerado tanto um sintoma como um 
diagnóstico. 
CID \u201310 
Retardo mental (F70-79) 
Demências (F00-03) 
 
CLASSIFICAÇÃO \u201cCLÍNICA\u201d DA INTELIGÊNCIA 
\u201caparentemente na média clínica\u201d 
\u201caparentemente inferior à média\u201d 
\u201caparentemente superior à média\u201d 
 
VII. AFETO 
 
TIPOS BÁSICOS DE VIVÊNCIAS AFETIVAS 
 
HHUUMMOORR// 
EESSTTAADDOO DDEE ÂÂNNIIMMOO 
Disposição afetiva básica, subjetiva e duradoura, que penetra o psiquismo dando 
colorido particular às vivências 
EEMMOOÇÇÕÕEESS 
Reação afetiva aguda e momentânea desencadeadas por estímulos significativos 
externos ou internos, conscientes ou inconscientes 
SSEENNTTIIMMEENNTTOO 
Estado afetivo estável associados a conteúdos intelectuais, valores. Fenômeno 
mais mental do que somático. 
AAFFEETTOO 
Vivência subjetiva imediata geralmente provocada por um estímulo externo que dá 
o tônus emocional de uma ídéia. Designa qualquer estado de humor. 
TTEEMMPPEERRAAMMEENNTTOO 
Humor fundamental associado ao tipo de personalidade 
 
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA AFETIVIDADE 
 
EUTIMIA 
 
EEUUFFOORRIIAA 
DDEEPPRREESSSSÃÃOO 
 7 
LLAABBIILLIIDDAADDEE AAFFEETTIIVVAA 
AANNSSIIEEDDAADDEE 
EEMMBBOOTTAAMMEENNTTOO 
AAMMBBIIVVAALLÊÊNNCCIIAA 
IINNAADDEEQQUUAAÇÇÃÃOO 
NNEEOOTTIIMMIIAA 
FFRRIIEEZZAA AAFFEETTIIVVAA 
IINNDDIIFFEERREENNÇÇAA 
IIRRRRIITTAABBIILLIIDDAADDEE PPAATTOOLLÓÓGGIICCAA 
PPUUEERRIILLIISSMMOO 
SSUUGGEESSTTIIBBIILLIIDDAADDEE 
IINNCCOONNTTIINNÊÊNNCCIIAA EEMMOOCCIIOONNAALL 
AANNEEDDOONNIIAA 
DDIISSFFOORRIIAA 
TTEENNAACCIIDDAADDEE 
SSEENNTTIIMMEENNTTOO DDEE FFAALLTTAA DDEE SSEENNTTIIMMEENNTTOO 
DDEESSPPEERRSSOONNAALLIIZZAAÇÇÃÃOO 
DDEESSRREEAALLIIZZAAÇÇÃÃOO 
 
ANSIEDADE NORMAL 
Ativação normal e generalizada dos recursos psicofísicos do indíviduo frente a um 
estímulo real, de conteúdo potencialmente perigoso para o indivíduo 
ANSIEDADE PATOLÓGICA 
Ativação generalizada dos recursos psicofísicos, quantitativamente e 
qualitativamente exagerada em relação ao estímulo e como que decorrente de 
uma condição de inibição ou limitação psicológica e física 
PÂNICO 
Um período preciso de intenso medo, durante o qual se somam: palpitação ou 
taquicardia, sudorese, tremor fino a grosseiro, dispnéia ou sensação de 
sufocação, náusea ou distúrbio abdominal,desrealização,despersonalização, 
medo de morrer etc 
FOBIA 
É o temor patológico, reconhecido como tal pelo paciente, de situação ou objeto, 
por sí próprio não perigoso ou só potencialmente perigoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8 
 
 
VVIIIIII.. PPEENNSSAAMMEENNTTOO 
 
PSICOPATOLOGIA DO PENSAMENTO 
 
SEMIOLOGIA 
\u2022 PRODUÇÃO 
\u2022CURSO 
\u2022 CONTEÚDO 
 
PRODUÇÃO 
 
HÁ DUAS MODALIDADES DISTINTAS 
 
PENSAMENTO LÓGICO: 
 
PENSAMENTO MÁGICO (AUTÍSTICO): 
 
 
CURSO DO PENSAMENTO 
 
ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS 
 
FIO ASSOCIATIVO 
 
ALTERAÇÕES DO CURSO 
 
 
\u2022INIBIÇÃO DO PENSAMENTO 
\u2022PERSEVERAÇÃO 
\u2022ACELERAÇÃO DO PENSAMENTO 
\u2022FUGA DE IDÉIAS 
\u2022PROLIXIDADE 
\u2022DESAGREGAÇÃO E INCOERÊNCIA 
\u2022INTERCEPTAÇÃO OU BLOQUEIO 
 
CONTEÚDO 
 
 
IIDDÉÉIIAASS DDEELLIIRRÓÓIIDDEESS((SSUUPPEERRVVAALLOORRIIZZAADDAASS)) 
IIDDÉÉIIAASS DDEELLIIRRAANNTTEESS EE DDEELLÍÍRRIIOOSS 
IIDDÉÉIIAASS OOBBSSSSEESSSSIIVVAASS EE FFOOBBIIAASS 
IIDDEEAAÇÇÃÃOO SSUUIICCIIDDAA EE HHOOMMIICCIIDDAA 
 
 
IDÉIAS DELIRANTES 
 9 
 
PPEERRSSEECCUUTTÓÓRRIIAASS 
DDEE PPRREEJJUUÍÍZZOO 
IIDDÉÉIIAASS DDEELLIIRRAANNTTEESS