Ponto 3 - Processo Civil
29 pág.

Ponto 3 - Processo Civil

Pré-visualização10 páginas
Federal ainda que a sentença tenha sido proferida por Juízo estadual.
S 505 STJ: A competência para processar e julgar as demandas que têm por objeto obrigações decorrentes dos contratos de planos de previdência privada firmados com a Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social \u2013 REFER é da Justiça estadual.
OBS 10: Intervenção da União spo para protesto de crédito não desloca para Justiça Federal (S. 270 STF). Também não desloca na intervenção anômala (art 5º Lei 9469/97), salvo se recorrer.
OBS 11: Execução fiscal do 114, VIII: Justiça do Trabalho executa de ofício as contribuições do 195, I a, II. Mas atenção! Sucumbência ( JF. Multas MTE ( JT.
OBS 12: BACEN: mera intervenção na liquidação extrajudicial \u2013 JE
OBS 13: ACP na JF: não cabe cumuçação subjetiva de demandas quando só um for da JF.
( ART. 109, II, CF : causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou
pessoa domiciliada ou residente no País;
Em função da pessoa
Situações: 
a) Estado estrangeiro x Município brasileiro;
 b) Estado estrangeiro x pessoa (física ou jurídica) domiciliada ou residente no Brasil; 
 c) Organismo internacional x Município brasileiro;
 d) Organismo internacional x pessoa (física ou jurídica) domiciliada ou residente no
Brasil.
Recurso: ao STJ (art. 105, II, c, da CF/88) e não TRF.
OBS 1: Apesar do inciso II não fazer esta ressalva, se a lide versar sobre relação de trabalho, a competência será da Justiça do Trabalho (e não da Justiça Federal comum), por força do art. 114, I, da CF/88. É o caso, por exemplo, de uma reclamação trabalhista proposta por uma pessoa residente emBrasília e que trabalhava na Embaixada da Colômbia.
OBS 2: Quem julga as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território? Trata-se de competência do STF, nos termos do art. 102, I, e,da CF/88.
( ART. 109, III CF: as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro
ou organismo internacional;
Em função da matéria
A interpretação deste inciso deve ser restritiva. É preciso que a causa se funde exclusivamente em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional.
Exemplos: proteção do nome comercial (são fundamentadas na Convenção de Paris de
1967); ações de ressarcimento de danos causados por vazamento ocorrido em navio de petróleo (Convenção Internacional sobre Responsabilidade Civil por danos causados por poluição de óleo); ações de alimentos internacionais, ou seja, quando o alimentando (credor) residir no exterior e o alimentante (devedor) morar no Brasil. Esta demanda será processada pela Justiça Federal, na Seção ou Subseção Judiciária onde tiver domicílio o devedor. As regras para esta ação estão fundadas na Convenção de Nova Iorque de 1956, promulgada pelo Decreto 56.826/65.
( 109, VIII CF: \u201c os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade 
federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;\u201d
em razão da autoridade (ratione autoritatis).
OBS: \u201cautoridade federal\u201d : em sentido amplo
a) a autoridade pública que integre os quadros da Administração Pública direta, autárquica e
fundacional. Exs: Delegado da Receita Federal; Superintendente do INSS ou do IBAMA.
b) os agentes de pessoas jurídicas de direito privado (sociedades de economia mista, empresas públicas ou empresas privadas), quando estiverem no exercício de atribuições do poder público (exercício de função delegada do poder público). É o caso dos dirigentes de instituição particular de ensino superior.
Resumo das competências no caso de ações questionando atos tipicamente relacionados
com ensino superior:
OBS: Cabe MS contra atos de administradores de sociedade de economia mista federal? Depende:
** Se o ato impugnado for de gestão comercial: não será possível a impetração do writ (art.
1º, § 2º, da Lei n 12.026/2009). É o caso, por exemplo, do ato do administrador que
impõe multa decorrente de descumprimento do contrato (STJ. REsp 1078342/PR);
** Se a autoridade tiver praticado ato administrativo: caberá mandado de segurança. Exs: ato
praticado pela autoridade em licitação promovida por sociedade de economia mista (Súmula 333 do STJ); ato praticado no âmbito de concurso público ou processo seletivo de contratação de pessoal.
OBS 2: MS e HD contra autoridades: julgados originalmente pelo TRF (art. 108, I, c), pelo STJ (art. 105, I, b) ou pelo STF (art. 102, I, d). 
( ART. 109, X, CF : \u201c(...) a execução de carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção, e à naturalização\u201d
 Execução de carta rogatória e de sentença estrangeira:
	Carta rogatória é um instrumento de cooperação jurídica internacional por meio do qual uma autoridade judiciária de um Estado estrangeiro solicita que o Poder Judiciário de outro país pratique determinado ato processual em seu território. Ex: um juiz de Berlim (Alemanha) expede uma carta rogatória para que seja ouvida uma testemunha residente em Manaus (Brasil). Neste caso, ela é Competências da Justiça Federal de primeira instância chamada de carta rogatória passiva (a ser cumprida no Brasil). Se o juiz brasileiro é quem tivesse expedido a carta rogatória, seria denominada de ativa. A carta rogatória passiva, em regra, antes de ser cumprida no Brasil precisa receber um exequatur, que é exarado pelo STJ (art. 105, I, i, da CF/88). Por meio do exequatur, o STJ verifica se o ato processual solicitado pela autoridade judiciária estrangeira é compatível com o ordenamento brasileiro. Caso seja, o Tribunal concede o exequatur, que significa \u201ccumpra-se\u201d. Desse modo, após o exequatur concedido pelo STJ à carta rogatória, esta irá ser cumprida por um juiz federal.
	De igual forma, a sentença estrangeira, para que tenha eficácia no Brasil, precisa antes ser homologada também pelo STJ. \u201cO processo de homologação de sentença estrangeira visa aferir a possibilidade de decisões estrangeiras produzirem efeitos dentro da ordem jurídica nacional\u201d (MARINONI, 2008, p. 489). Após esta homologação, caso seja necessária a execução da sentença estrangeira, isso será de competência da Justiça Federal.
 Causas referentes à nacionalidade e à naturalização
Exemplos:
- Ação de opção pela nacionalidade brasileira (art. 12, I, c, parte final, da CF/88);
- Ação de perda da naturalização em caso de prática de ato nocivo ao interesse nacional
(art. 12, § 4º, I, da CF/88).
( ART. 109, XI CF: \u201ca disputa sobre direitos indígenas\u201d
Abrange tanto ações cíveis como criminais. 
É em razão da matéria (direitos indígenas), e não fixada em função da pessoa.
Indígenas coletivamente considerados. É preciso que a causa verse sobre algum dos interesses da coletividade indígena elencados no art. 231 da Constituição Federal, que dispõe sobre os direitos reconhecidos aos índios que devem ser protegidos pela União, a saber: organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam.
( COMPETÊNCIA TERRITORIAL DA JF \u2013 109§§ 1º e 2º, CF
U autora \u2013 seção domicílio réu (foro) \u2013 95 CPC
U ré ( foros concorrentes (escolha autor): (i) próprio domicílo (ii) DF (iii) local situação da coisa (iv) local do ato/fato demanda 
( DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA da JF para JE
Questões previdenciárias
Lei 5010/66: art 15 II \u2013 vistorias e justificações
Lei 6969/81: usucapião especial (S 11 STJ: A presença da União ou de qualquer de seus entes, na ação de usucapião especial, não afasta a competência do foro da situação do imóvel.) 
DL 227/61: mineração: foro do local da lavra
Execução fiscal (ATENÇÃO) \u2013 art 15 I da Lei 5010/66 revogado pela lei 13.043 de /2014: não existe mais a competência delegada!!!
OBS: Competência delegada é opção do particular. Nas