Ponto 4 - Processo Civil
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Ponto 4 - Processo Civil

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tiver significativo impacto ambiental, deverá haver o estudo prévio: conjunto de estudos técnicos que irão monitorar os possíveis impactos. Ela foi além: este estudo técnico será transferido para um relatório, mais acessível ao leigo, ao qual se dará publicidade (RIMA). Permite-se assim a participação efetiva da população, por meio de controle.
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; 
	Aqui está o princípio do limite: controle real, estabelecimento de níveis.
	
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
A educação ambiental é fundamental para contrapor-se à visão corrente da cultura do consumo exacerbado. Isso altera os aspectos negativos da cultura de um povo. Esse dispositivo foi regulamentado pela Lei nº 9.795 (Política Nacional de Educação Ambiental).
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
Consequência disso é, por exemplo, a proibição do tráfico de animais silvestres. Outro exemplo foi decidido pelo STF: briga de galo, farra do boi.
8.1.4. JURISPRUDÊNCIA TRF2:	
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DANO AMBIENTAL. DECLÍNIO DE COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA ESTADUAL. DECISÃO MANTIDA. Admitida que a questão não tem abrangência apta, no momento, a afetar interesse jurídico de União, autarquia federal ou empresa pública federal - e de que não se trata de tema de vulto nacional - e sim claramente local e circunscrito - o Ministério Público Federal é parte ilegítima para figurar como autor de ação civil pública. Pleito de sustar edital de obra de futura unidade prisional, com a alegação de necessidade de solucionar danos ambientais com o lançamento de esgoto da unidade anterior. Como o MP estadual já está no polo ativo, correta a decisão do magistrado, que excluiu o Parquet federal e remeteu os autos para a Justiça estadual. Agravo interno não provido. (Origem: TRF-2 - Classe: AG - AGRAVO DE INSTRUMENTO \u2013 240286 - Processo: 201402010024238	UF: RJ	Orgão Julgador: SEXTA TURMA ESPECIALIZADA Data Decisão: 19/05/2014	Documento: TRF-200290010 Fonte
E-DJF2R - Data:: 28/05/2014 \u2013 Relator Desembargador Federal GUILHERME COUTO DE CASTRO)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DEMOLITÓRIA. CONSTRUÇÕES SEM A DEVIDA LICENÇA MUNICIPAL. DANO AMBIENTAL. APELAÇÃO. TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA. HOMOLOGAÇÃO. I - Não se conhece do agravo retido, interposto pelo Município de Angra dos Reis contra a r. decisão que, fundada na estabilização objetiva da demanda, indeferiu o requerimento do autor-agravante, no qual se pretendia "a alteração do pedido, a fim de que seja reparado o dano ambiental ocorrido na área, convertendo assim a presente Ação Demolitória em Ação Civil Pública", haja vista que o recorrente deixou de observar o disposto no § 1º do art. 523 do CPC. II - Ação demolitória ajuizada pela Municipalidade, objetivando compelir o réu a demolir várias construções por ele realizadas, sem a devida licença municipal, na Ilha da Caieira sobre o espelho d'água e sobre o costão rochoso, e proceder à remoção dos destroços. III - A demanda foi ajuizada, originariamente, na Justiça Estadual do Estado do Rio de Janeiro, tendo o MM. Juiz de direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Angra dos Reis proferido a r. sentença de procedência do pedido, da qual o réu apelou. IV - Em segundo grau de jurisdição, a União Federal manifestou o seu interesse no feito, razão por que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua Colenda Décima Sexta Câmara Cível, declinou da competência para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região. V - A propósito da controvérsia existente no presente feito, o próprio réu-apelante formulou pedido de homologação de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, celebrado entre o Município de Angra dos Reis e o ora recorrente, com a intervenção da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano do Município de Angra dos Reis, datado de 16/03/2012, após a interposição do apelo (08/02/2010). VI - O laudo elaborado pelo Perito do Juízo é no sentido de que "a demolição dos muros, deck, píer e retirada de aterro hidráulico ocasionará, obviamente, impactos ambientais, que não serão irreversíveis", destacando, entretanto, que, no presente caso, "aconteceram impactos ambientais de média intensidade quando da construção dos muros de contenção e da greide, de decks e píer, além da suposta dragagem, atos provavelmente acontecidos no ano de 2000, portanto há aproximadamente 08 (oito) anos e estes impactos podem ser considerados hoje como absorvidos pelo meio ambiente". VII - Diante do laudo do perito do juízo, da manifestação do Ministério Público Federal e do Termo de Ajustamento de Conduta no sentido de que se revela difícil e inclusive prejudicial ao ecossistema adaptado o retorno ao status quo ante, merece acolhida o pedido de homologação do referido Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, devendo ser extinto o processo, com exame de mérito, na forma do art. 269, III, do CPC. VIII - Condenado o réu no pagamento das despesas processuais e honorários advocatícios, fixados em R$ 1.000,00 (mil reais), nos termos do artigo 20, § 4º, do Código de Processo Civil, tendo em vista o princípio da causalidade. IX - Agravo retido da parte autora não conhecido. Termo de Ajustamento de Conduta - TAC homologado. Apelação prejudicada. (Origem: TRF-2 Classe: AC - APELAÇÃO CÍVEL \u2013 571495 Processo: 201202010203513	UF: RJ	Orgão Julgador: SÉTIMA TURMA ESPECIALIZADA Data Decisão: 28/08/2013	Documento: TRF-200284529 Fonte E-DJF2R - Data:: 06/09/2013 - Relator Desembargador Federal JOSÉ ANTONIO NEIVA)
ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. AMBIENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER. DESCUMPRIMENTO DA LIMINAR. MULTA COMINATÓRIA. POSSIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 644 DO CPC. 1. Trata-se de apelação em ação civil pública, proposta pelo Ministério Público Federal contra o Município de Armação dos Búzios, na qual objetivava a defesa do meio ambiente e do patrimônio público federal, em razão da construção e ocupação irregular na faixa de areia da praia de Geribá. O objeto do recurso do Municipio de Armações dos Búzios cinge-se à possibilidade de suspensão de pagamento de multa cominatória. 2. Descumprimento da liminar quanto à determinação de abster-se da concessão de autorizações ou licenças para a instalação de novos quiosques na Praia de Geribá; assim como fiscalizá-la, a fim de evitar novas degradações ambientais, apresentando à Justiça Federal o relatório de atividades. 3. Competência absoluta da Justiça Federal para processar e julgar a presente ação civil pública (art. 109, inc. I, da Constituição da República). 4. A liminar na ação civil pública, em se tratando de obrigação de fazer e de não fazer tem natureza jurídica diversa da liminar prevista no processo cautelar do Código de Processo Civil. 5. Descumprimento da decisão judicial quanto à abstenção de concessão de autorizações ou licenças para a instalação de novos quiosques na Praia de Geribá; assim como com relação à sua fiscalização, a fim de evitar novas degradações ambientais, apresentando à Justiça Federal o relatório de atividades, de janeiro a dezembro de 2005; de fevereiro a setembro de 2006, voltando a descumpri-la desde janeiro deste ano. 6. Não se pode conferir ao Ofício administrativo acostado aos autos, efeitos dos próprios atos negociais nele mencionados e, ainda, que assim fosse considerado, inafastável seria o reconhecimento da nulidade de tais atos administrativos, eis que portadores de insanáveis vícios de forma. 7. A disciplina processual instituída pela ação civil pública (Lei nº 7.347/85, art. 12, § 2º) c/c os dispositivos do Código de Processo Civil que regulam a aplicação e execução das astreintes, não exigem que a sentença