Prova 1 - Uro
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Prova 1 - Uro


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Sarah L. K. Moser MED XLIII Página 1
U R O L O G I A
A N A T O M I A U R O L Ó G I C A A U L A 0 1
O sistema urinário é formado por dois rins, dois ureteres,
uma bexiga urinária e a uretra. Todo o sistema é
retroperitoneal.
Após filtrare m o sangue, os rins restituem a maior parte da
água e muitos soluto s à corrente sanguínea. Os prin cipais
solutos são: Na +, Ca2+, Cl- e HP O42- e Hidrogenofosfato).
Os rins ajudam a excretar os resíduos:
Amônia e uréia da degradaçã o de aminoácidos
Bilirrubina da degradaçã o da hemoglobina
Creatinina da degradação do fosfato de creatinina
Ácido úrico da degrad ação de ácidos nucléico s
Substâncias estranhas p rovenientes da dieta etc.
O excesso de águ a e algumas excretas são
armazenadas na bexiga, até serem eliminadas
através da uretra.
Regulação de volum e e pressão n os vasos: reg ulado através
da reabsorção de volume feita pelos rins, este também é
responsável p ela excreção d e RENIN A, do sistema renina-
angiotensina-angiot ensinogênio (SRAA).
Regulação do pH: regula concentração de H+ no sangue e
conservando no san gue o íon bicarbon ato (tampão).
Endocrinologia Renal: o Rim é responsável pela produção de
dois hormônios, são eles calcitr ol, um dos principais
metabólitos ativos da vita mina D3, está associado ao
metabolismo ósseo (doente renal repõem vita mina D); e a
eritropoietina , responsável pelo estímulo de produção de
células vermelhas na medula óssea .
R I N S
Sistema renal é retroperitonial. Está a direita e a esquerd a
da coluna vertebral no nível de T12 (E) a L3 (D , de vido
presença do fígado).
Um par de ó rgãos a vermelhados em forma d e
feijão.
Situados ao lado da coluna vertebral, entre o
peritônio e a parede po sterior
A veia renal direita é muito menor, a esquerda é
maior e mais longa, i sso porq ue a v eia cava e stá
localizada mais a direita.
A veia gonad al direita desemb oca na cava, do lado
esquerdo ela ch ega na renal esquerda.
A veia suprarrenal do lado esquerdo chega na renal
esquerda, do lado d ireito chega direto na cava.
A artéria renal direita é mais l onga que a e squerda,
isso porque a aorta está localizada mais a e squerda.
A adrenalina e cortisol são distribuídos pela
corrente sanguínea a partir das veias.
*Ao escolher um rim p ara transplante se escolhe o com
a maior veia, devido a realizaç ão de anastomose, logo é
o rim E.
Relações anatômicas renai s:
O duodeno está intima mente relacionado a gordura
peritoneal, é o que mais preo cupa em relação a ser
lesado durante atos cir úrgicos.
No lado direito: Duodeno, fígado, colo transverso
(passa por cima dos d ois rins).
No lado esquerdo: Preocu pa o baço, parte do
pâncreas e colo trans verso.
Anatomia Externa:
Dimensões: 10c m-12 Comprimento; 5cm L argura;
2,5cm Espessura
Faces: anterior (voltada p/ peritônio) e posterior
(voltada p/ músculos d orsais)
Extremidades ou p olos: inferior e superior (glân dula
Supra-renal)
Margens: Lateral (con vexa); Medial (cô ncava)
Hilo pedículo renal: urete r, artéria renal, veia
renal, nervos e vasos lin fáticos.
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Anatomia Renal Interna:
Internamente, os rins têm duas regiões principais:
uma região externa, de cor vermelho-clara,
denominada CÓRTEX RENAL, e uma região interna,
marrom-avermelhado escura, denominad a
MEDULA RENAL dentro dela existem regiõ es
denominadas de pirâmides e regiõe s q ue são
projeções d o córt ex deno minadas de colunas
renais, es sas estrutu ras for mam o cálice renal, por
onde a urina é eliminada para a p elve renal.
Acesso Cirúrgico:
Apresenta diversas p osições para acesso, sendo
cada uma mais dire cionada para cada tipo d e
tratamento, por exemplo litíase renal (percutânea),
ou transplante.
Proteção dos Rins:
Cápsula renal, gordu ra renal, fáscia renal (ou de
Gerotta), corpo adipo so pararenal.
O rim é recoberto por uma cápsula fibro sa, uma
bainha de tecido conjuntivo, lisa e transparente,
que ajuda a manter sua forma servindo como uma
barreira contra os trau mas.
N É F R O N
Néfron é a unidade funcional do rim. Totaliza m
aproximadamente um milhã o em cad a rim. Consiste e m
duas partes:
Corpúsculo renal: onde o plasma sangu íneo é
filtrado.
Um túbulo renal : no qual passa o líqu ido filtrado,
chamado filtrado glom erular.
À medida que o líquido se move ao lon go dos túbu los renais,
a ele são adicion ados os resíduos e substâncias exc essivas,
enquanto os materiais úteis r etornam ao sangue nos va sos
capilares peritubulares.
Suprimento Sanguíneo Renal :
Cerca de 25% d o débito card íaco em repouso (1.200 ml de
sangue por minuto ) fl uem para o s rins nas artérias renai s,
direita e esquerda.
No interior de cada rim, a artéria divide-se em vasos
cada vez menores (aa. segmentares, interlobares,
arqueadas e in terlobulares), distribuindo o sangue
para as ARTERÍOLA S GLOMERULARES AFEREN TES.
Cada arteríola glomerular aferente divide -se em
uma rede enovelada de vasos capilares, ch amadas
GLOMÉRULO RENAL.
Os vasos capilares do glomérulo se u nem,
formando uma ARTERÍOLA GLOMERULA R
EFERENTE.
Deixando o glomérulo, cada arteríola glomerular
eferente di vide-se e formam uma rede d e vasos
capilares em torno dos túbulos renais
comunicando-se com a s veias glomerular es.
U R E T E R E S
Transportam urina da pelve renal para bexiga urinár ia,
passam por dentro da b exiga urinária por vários centímetros,
o que gera u m me canismo anti-refluxo (musculo dretursor
da bexiga). A parede d o ureter tem três camada s.
1. Túnica mucosa (camada interna), que contém
epitélio de transição co m uma camada subjacente d e tecido
areolar. O epitélio d e tran sição distende. O muco secretad o
pelas células calicifor mes do epitélio impede o contato das
células com a urina.
2. Músculo liso.
3. Tecido Conjuntivo
B E X I G A
Responsável por armazenar a urina até sua excreção.
Composta por:
Óstios dos ureteres
Músculo detrusor
Pregas da túnica mucosa
Esfincter interno da uretra (involuntário)
Uretra
Esfincter externo da uretra
Trígono da bexiga
U R E T R A
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Conduzir a urin a da bexiga até o exterior do corpo,
diferenças entre a feminina (menor ap roximadamente 5 cm,
o que facilita a infecção), e masculina.
Uretra masculina passa pela próstata , recebe além da urina
o sêmen (líquido protático, líquido seminal ,
espermatozóides etc.).
L I T Í A S E U R I N Á R I A A U L A 0 2
Epidemiologia
Afeta mais h omens (12%) do q ue mulheres (7%), em
qualquer faixa etária, principalmente entre os 20-60 anos de
idade, e qu anto mais jovem maior a chan ce de reincidênci a
(14% no primeiro ano ).
Está associada a clima s mais qu entes e distúrb ios
metabólicos como DM e o besidade.
Fisiopatologia
Apresenta diversos fatores cau sais como: hid ratação
inadequada, excreção de subs tâncias litogênica s, redução de
excreção de substâncias inibidoras de litogênese,
modificação do pH urinário, fatores anatômico s e fatores
infecciosos.
Fatores de Risco : hereditariedade, ác. Úrico elevado,
medicamentos, obesida de, ocup ação, dieta, clima.
Composição do Cálculo:
Oxalato de Cálcio (80%)
65% mistos de oxalato e fo sfato d e cálcio.
Embrião de cristais junto a pap ila renal
placa de Randal . Matrix de proteína e
carbohidrato
Perda de balanço entre fatores:
crescimento x fatore s de inibição.
PH baixo + supersaturação = nucleação e
agregação dos cri stais de oxalato d e cálcio,
formando a litíase.
Ácido Úrico (5-10%)
Determinantes:
pH baixo
Pouco volume urinário
Alta excreção de u rato
Consumo alto de proteína animal pr ovoca
redução do pH e au mento da excreção de
urato.
São radiotransparentes.
Estruvita (5-10%)
Cálculos Infecciosos
Determinantes:
Produção bact eriana de urease
Proteus, pseudomona s, klebsiella
Matriz epitelial com cons equente
acúmulo de fosfato-amô nio-
magnésio
Precipitam em urina alcalina
Formam grandes cálculos
coraliformes.
Acometem mais mulheres obesas
com doenças metabólica s (DM).
Quadro Clínico:
Cólica renal, hematúria, infe cção u rinária de repetição ou
assintomáticos (coralifor mes).
Diagnóstico:
RX de Vias urinár ias
Prós: Exame simples, b arato, rápido, b aixa radiação
Contras: Preparo inte stinal e uso de contra ste
USG de vias urinárias
Prós: sem radiaçã o, usado em pcts alérgico s, usado em
grávidas. Visualiza be m rim e ureter inferior
Contra: Operador dependente