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APONTAMENTOS DE REGIMES E SISTEMAS POLÍTICOS

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pela                     
divisão do número de votantes pelo número de deputados. Os votos sobrantes desse                         
deputado eleito transitavam para o segundo nome das preferências. Foi introduzido                     
na Dinamarca e, tambºem em inglaterra.  
Assim, é uma alternativa ao sistema maioritário, pelo qual haveria vários deputados a                         
eleger (uma lista) numa única circunscrição nacional, dispondo o eleitor apenas de                       
um voto, no qual ordena as suas preferências (voto ordinal). O apuramento far-se-ia                         
pela divisão de todos os sufrágios validamente expressos pelo número de lugares a                         
concurso e, pela divisão dos resultados obtidos pela lista de cada partido por esse                           
quociente, fazendo eleger tantos deputados quantos o quociente dessa segunda                   
divisão. Se o candidato obtiver mais votos que os necessários para ser eleito, os votos                             
excedentários são distribuídos na proporção das segundas preferências.   
 
→ voto único transferível, é um sistema muito semelhante ao do voto alternativo, pois                           
equivale a um sistema de votações sucessivas numa circunscrição unipessoal, mas de                       
uma só vez. Só que, em vez de um só eleito, este método permite a eleição de vários.                                   
Cada eleitor tem um voto, independentemente do número de lugares.  
 
 
Os sistemas de representação proporcional distribuem melhor a representação                 
parlamentar pelas várias forças políticas. Os parlamentos proporcionais espelham                 
mais fielmente a diversidade de opiniões num país Nesse sentido, a representação                       
proporcional é um sistema mais justo e equitativo. A proporcional aumenta a                       
representatividade e, por conseguinte, a legitimidade. Por isso se diz que servem                       
melhor para escolher representantes, embora à custa da obtenção de maiorias, o                       
que dificulta a governabilidade. 
O sistema proporcional leva mais forças políticas ao parlamento, fraciona mais a                       
representação, permitindo que um maior número de partidos tenham assento                   
parlamentar. Desse modo, é um sistema que permite mais facilmente a representação                       
de minorias, e de minorias extremas ou muito radicais.  
Da mesma maneira é um sistema que ideologiza o sistema partidário, favorece a                         
extremação de posição, ou a polarização do espectro partidário, e reduz a                       
maleabilidade negocial dos partidos, rigidifica o sistema de partidos, e enfraquece o                       
pragmatismo.  
Sendo necessariamente sistemas de listas, são sistemas que valorizam os partidos                     
que apresentam essas listas, aumentando assim a partidocracia. Os eleitores votam                     
em partidos, em listas e não em pessoas. O voto é partidarizado e impessoalizado. Os                             
eleitores não escolhem deputados mas limitam-se a homologar as escolhas de nomes                       
feitas pelos partidos, operação que alguém já apelidou de “secret garden of politics”,                         
que resulta de difícil negociação entre o centro e a periferia partidária, entre a                           
direção nacional e as “distritais” dos partidos. 
Esta prevalência dos partidos, faz com que os deputados sejam meros “títulos em                         
carteira” dos partidos, e gozem de muito menor autonomia. Regista-se um muito                       
maior controlo dos deputados pelos partidos. Os próprios partidos são pulverizados                     
e enfraquecidos, até internamente (sobretudo quando vigora o sistema de                   
preferências em lista aberta ou não bloqueada). Os partidos vÊm enfraquecida a sua                         
responsabilidade, e tornam-se muito mais ideológicos e dogmáticos, e por                   
conseguinte menos coligacionáveis.  
Os círculos tendem a ser maiores, o que também afasta mais os cidadãos dos seus                             
eleitos, tornando muito difícil que os eleitores saibam quem foram os que elegeram,                         
sobretudo nas grandes circunscrições e, não consigam desse modo exercer controlo                     
sobre a sua atividade parlamentar. A proporcional afasta cidadãos de deputados. 
Ao reforçar os partidos e a partidocracia, a proporcional promove a oligarquização                       
interna dos partidos, e a sua rigidez organizativa, deteriorando desse modo a sua                         
democracia interna. 
Existem diversos modos de temperar, moderar ou corrigir os efeitos nefastos da                       
proporcionalidade, sobretudo a excessiva dispersão da representação . 
Em primeiro lugar, ​a cláusula de barreira (5% na Alemanha e Rússia, 4% Ucrânia e                             
Bulgária, 3% em Espanha), que impede as mais pequenas formações políticas de                       
aceder ao Parlamento, evitando o efeito fraccionalizador e polarizador da                   
proporcionalidade.  
Em segundo lugar, a “moção de censura construtiva” 
 
 
 
Distribui proporcionalmente, ou seja, um partido que tenha por exemplo, 10% dos 
votos tenha assim 10% das cadeiras (um partido que tenha 10%, elega 10% dos 
deputados)  
Garante que haja uma proporção entre os partidos,  
protege as minorias partidárias  
O sistema eleitoral mais utilizado no mundo.  
SÍNTESE:  
O sistema eleitoral proporcional, que usamos em Portugal e Espanha, está                     
caracterizado pela representação parlamentar com base na relação que os eleitores                     
podem estabelecer com os membros do partido da sua escolha. Os deputados são                         
apresentados em listas de partidos, que podem ser fechadas ou desbloqueadas, e                       
são eleitos por um círculo eleitoral, mas é tão ampla e há tantos deputados eleitos                             
que a representação directa própria dos sistemas majoritários esvaece-se.  
A grande vantagem do sistema proporcional é a garantia que adquirem os partidos                         
concorrentes nas eleições pela que a percentagem de deputados obtidos será                     
semelhante à porcentagem de voto. Isso resulta em parlamentos ideologicamente                   
muito equilibrados, com vários partidos representados neles. Num sistema                 
proporcional são escassos os eleitores que não encontram um partido no Parlamento                       
que não se adapte às suas preferências ideológicas. 
O problema é que os sistemas proporcionais tendem a gerar partidos fechados cuja                         
direcção tem um grande poder. Este facto anula o papel da maioria dos deputados. 
O sistema eleitoral proporcional é utilizado em muitos países da Europa continental.                       
Alguns exemplos são a Itália, Espanha, Portugal, Holanda, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
C)SISTEMAS MISTOS  
 
Sistemas Mistos: ​São sistemas mistos os que tentam conciliar as vantagens dos                       
anteriores, minorando os correspondentes defeitos. “Empregam pelo menos duas                 
diferentes fórmulas - maioritário e proporcional - simultaneamente numa mesma                   
eleição, na condição de os representantes eleitos graças a uma delas serem pelo                         
menos 5% dos eleitos graças à outra (Chiaromonte). Têm vindo a crescer em todo o                             
mundo, sobretudo nas novas democracias.  
Na maioria dos casos, sobrepõem dois níveis de atribuição de lugares, sendo um                         
nominal ou pessoal e outro de