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Exercicios de Portugues - Verbo

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A frase acima permanecerá correta caso se substitua o elemento sublinhado por 
(A) o de que aqui me referirei. 
(B) aquilo que irei aludir. 
(C) o que aqui me reportarei. 
(D) àquilo de que aqui exporei. 
(E)) o de que aqui me ocuparei. 
 
Gabarito: E 
 
Comentário. 
Pode parecer estranha num primeiro momento, mas está perfeita a construção “Para entender 
o de que vou tratar”. Alguém entende alguma coisa. O objeto direto do verbo “entender” é o 
pronome demonstrativo “o”. Para ter certeza de que esse “o” é mesmo um pronome 
demonstrativo, tente trocá-lo por “aquele” (outro demonstrativo): “Para entender aquilo de que 
vou tratar”. Deu certo! 
Então é demonstrativo mesmo. Só para lembrar, esse “o” não poderia ser de maneira alguma 
um artigo definido (costumo brincar dizendo que “artigo” é como ARROZ – só serve para 
acompanhar. Ele só pode ser usado ao lado de um substantivo ou pronome substantivo, 
implícito ou explícito: O meu carro é mais bonito que o seu [carro].). 
De volta à questão, vimos que “o” é objeto direto de “entender”. O pronome relativo “que”, 
acompanhado da preposição “de” (exigida pelo verbo “tratar”), se refere a esse pronome 
demonstrativo. Por isso, coloquialmente, ocorre essa contração – “Para entender do que vou 
tratar”. 
O que o examinador busca nessa questão é saber em qual das construções apresentadas 
também está correto o emprego do pronome relativo. 
Uma boa maneira de analisar é a partir da regência verbal da oração subordinada adjetiva 
(para simplificar, retire o “aqui” de todas as opções): 
(A) “Alguém se refere a alguma coisa” (transitivo indireto com a preposição “a”) – assim, “Para 
entender o a que me referirei” – é indevida o emprego da preposição “de”; 
(B) “Alguém alude a alguma coisa” (transitivo indireto com a preposição “a”) – a troca seria, 
então, “Para entender aquilo a que irei aludir”; 
(C) “Alguém se reporta a alguma coisa” (transitivo indireto com a preposição “a”) – a 
substituição seria “Para entender o a que me reportarei”; 
(D) “Alguém expõe alguma coisa” (transitivo direto) – a nova construção seria “Para entender 
o que irei expor”; 
(E) “Alguém se ocupa com ou de alguma coisa” (no sentido de “tratar”, o verbo ocupar-se é 
transitivo indireto com as preposições “com” ou “de”, indistintamente – “Ocupou-se dos/com os 
problemas domésticos”) – como há a possibilidade de usar a preposição “de”, está correta a 
resposta: “Para entender o de que me ocuparei”. 
 
4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
 
 
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas... 
A frase cujo verbo, também grifado, apresenta regência idêntica à do grifado na frase acima é: 
(A) ...que fez uma viagem de exploração à América do Sul... 
(B)...que sabem reduzir a cabeça de um morto... 
(C) Queria assistir a uma dessas operações... 
(D) ...que ele tinha contas a acertar... 
(E) Ele não me fez nenhum mal! 
 
Gabarito: E 
 
Comentário. 
O que será analisado, a partir dessa questão, é a transitividade do verbo, que, como vimos, se 
refere à regência do verbo em determinada construção. 
O verbo dizer, na estrutura oracional apresentada, é transitivo direto e indireto (objeto direto: 
“que também se caçam borboletas e andorinhas” e objeto indireto: “lhe”). 
Vamos analisar a transitividade de cada um dos verbos apresentados nas opções: 
(A) transitivo direto (“fez uma viagem de exploração à América do Sul” – objeto direto 
sublinhado); 
(B) transitivo direto (objeto direto oracional sublinhado: sabem reduzir a cabeça de um morto); 
(C) transitivo indireto (objeto indireto regido pela preposição “a”: “uma dessas operações”); 
(D) transitivo direto (objeto direto: “contas a acertar”); 
(E) transitivo direto e indireto (GABARITO) – objeto direto: “nenhum mal”; objeto indireto “me”. 
Aproveitamos para lembrar que os pronomes oblíquos me, te, se, nos e vos podem atuar 
tanto como objetos diretos quanto como objetos indiretos. 
Para a análise, não vai adiantar nada trocar o “me” pelo “a mim”, ou o “nos” pelo “a nós”. Esses 
pronomes oblíquos (mim, ti, ele, ela, nós, vós, eles, elas) devem estar sempre acompanhados 
de preposição. 
Você estaria trocando seis por meia dúzia. 
A melhor forma é trocar o ‘pronome’ pelo ‘nome’ (substantivo). Assim, no exemplo: “Ele não me 
fez mal” – no lugar do pronome (“me”) devemos usar um substantivo – “menino”: “Ele não fez 
mal ao menino”. Ficou clara a necessidade da preposição antes do nome. 
Assim, o pronome “me” é mesmo o objeto indireto da construção. 
 
5 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005) 
... os portos da Amazônia têm um sistema de braços flutuantes... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase: 
(A) ... choveu menos na Amazônia. 
(B) ... assim como aconteceu no início do século XX. 
(C)) ... duplicando o impacto sobre o ambiente. 
(D) ... que se trata de variações médias ao longo de três décadas. 
(E) ... a atual seca se torna mais relativa. 
 
Comentário. 
 
O verbo ter, na construção, é transitivo direto (objeto direto é “um sistema de braços 
flutuantes”). 
Vamos verificar a transitividade dos demais verbos: 
 
 
(A) intransitivo – A expressão “na Amazônia” apresenta valor circunstancial de lugar – é um 
advérbio e, portanto, exerce a função sintática de adjunto adverbial. 
(B) intransitivo – O mesmo ocorre com a expressão adverbial “no início do século XX”, que 
apresenta um valor circunstancial de tempo/momento. 
(C) transitivo direto – O objeto direto é “o impacto sobre o ambiente”. 
ESSA É A RESPOSTA CERTA! 
(D) transitivo indireto – Esse é um emprego clássico de sujeito indeterminado. Como vimos na 
aula sobre concordância, o sujeito indeterminado se constrói de duas formas: com verbos 
transitivos indiretos, intransitivos ou de ligação, na 3ª pessoa do singular acompanhado do 
índice de indeterminação do sujeito “se”; com verbos de qualquer transitividade, na 3ª pessoa 
do plural (sem o pronome). 
Foi apresentada a primeira forma: “que se trata de variações médias ao longo de três 
décadas” (objeto indireto sublinhado). 
(E) Essa foi a opção mais difícil. O verbo tornar, na construção apresentada, além do objeto 
direto (representado pelo pronome “se”), exige também um outro complemento – o predicativo 
do objeto direto:“mais relativa”. Esse é um verbo transobjetivo, que requer dois complementos 
– objeto direto e predicativo do objeto direto. 
 
 
6 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
... é que elas não têm cheiro, nem temperaturas, nem ruídos, nem mosquitos... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase: 
(A) Nada, enfim, do que acontece nas desconfortáveis paisagens reais. 
(B) Agradeci-lhe, horrorizado. 
(C) Porque a poesia não é apenas a verdade... 
(D) Jamais acreditei em observação direta... 
(E)) Não se pode conhecer nada num minuto... 
 
Gabarito: E 
 
Comentário. 
Novamente, foi exigida a transitividade do verbo ter, que, na estrutura, é direta. 
Os demais verbos têm a seguinte transitividade: 
(A) acontecer - intransitivo 
(B) O verbo agradecer é, na oração, transitivo indireto (objeto indireto: “lhe”). 
Esse é um verbo especial que merece alguns comentários. Constrói-se com objeto direto para 
coisa e indireto para pessoa (Agradeço a Deus [O.I.] sua salvação [O.D].). Também ocorre a 
sintaxe agradecer-lhe por algo, por causa da significação “motivo ou causa” (verbo + objeto 
indireto + adjunto adverbial de causa). 
Na questão, foi dispensado o objeto direto, mantendo-se, somente, o indireto (“lhe”). 
(C) ser - verbo de ligação. 
(D) acreditar – transitivo indireto, com a preposição “em”. 
(E) Esse foi o gabarito. O verbo conhecer é transitivo direto (Alguém conhece alguma coisa). 
Note que a estrutura apresentada possibilita duas análises: 
1 – Não se pode conhecer nada – o sintagma sublinhado é o sujeito oracional do verbo “poder” 
– o verbo poder,