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Roteiro Teórico 
OSTEOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
2016 
 
 
Medicina Veterinária 
Disciplina – Anatomia Geral 
Prof. Ms. Fernando Garbelotti 
 
 
Conceitos Básicos 
 
Anatomia é o estudo das estruturas que compõem o organismo e a sua 
disposição conforme os tecidos e os órgãos existentes. A anatomia vem do 
Grego “cortar em partes”, sendo assim o método de dissecação em 
cadáveres proporciona um maior conhecimento das estruturas anatômicas, 
essencial para o aprendizado do acadêmico de Medicina Veterinária, 
segundo (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
Anatomia (história) 
 
A anatomia é um ramo da ciência que trata da estrutura arquitetônica dos 
seres vivos. A ciência anatômica teve os seus primeiros relatos na época 
das cavernas, no início da civilização do homem. A partir da identificação 
do corpo e das estruturas que os compõe. Os estudos anatômicos foram 
aparecendo, através de dissecações (cortar em partes). Portanto a anatomia 
tornou-se o princípio da prática na área da saúde. Na realidade, a história da 
anatomia na Medicina Veterinária, Medicina e demais áreas da saúde se 
fizeram juntas de certa forma independentes (DYCE 2004, KONIG 2004, 
GUETTY 1983). 
 
De acordo com os fatos, a anatomia teve seu inicio histórico na Grécia 
Antiga por intermédio de Alcmenon em 500 a.C, que descobriu o nervo 
óptico e a tuba auditiva através de dissecações em animais, além destes 
relatos, afirmava que o cérebro era o comando de todas as partes do corpo. 
Hipócrates em 460 – 377 a.C. assim considerado o pai da medicina, 
demonstrou com base nos seus estudos e escritos a importância da 
osteologia, em algumas vezes pouco erronias e superficiais (DYCE 2004, 
KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
Aristóteles foi o primeiro anatomista a definir a localização dos vasos 
sanguíneos, usar a palavra aorta e descrever as quatro cavidades do 
estômago do Ruminante (bovino). Até então as dissecações eram proibidas 
no governo de Alexandre o Grande. Após a sua morte as velhas 
superstições acabaram, e formou-se a primeira escola de Alexandria, 
permitindo assim aos médicos dissecar cadáveres, um grande avanço nas 
áreas das ciências anatômicas (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983). 
 
No Brasil a anatomia também teve a sua marca influenciada pela escola de 
Turim (Itália) de onde veio o professor Afonso Bovero, em 1914. 
 
 
 
 
 
Divisões da Anatomia 
 
Embriologia: encarregada pela anatomia do embrião, ou seja, o 
estudo de toda formação dos sistemas que compõe o organismo em 
geral. 
 
Microscópica: estudo realizado através de instrumentos auxiliares de 
resolução como microscópio (luz e varredura). Pode ser dividido em 
histologia e citologia. 
 
Macroscópica: estudo da anatomia observado a olho nu. 
 
 Anatomia comparada: correlação anatômica entre as 
espécies; 
 Anatomia especial: descrição de uma única espécie 
como – Hipotomia (estuda somente a anatomia do 
cavalo) 
 Anatomia geral: descreve os sistemas e aparelhos 
constituídos pelos seus respectivos órgãos; 
 Anatomia topográfica: demonstra de forma sintética os 
órgãos, estruturas e aspectos anatômicos de uma 
determinada região do corpo do animal; 
 Anatomia aplicada: atua na anatomia sistemática e 
topográfica relacionando a cirurgia, radiologia, inspeção 
de carcaças e outros métodos de estudos (palpação, 
percussão, auscultação, mensuração, radiologia e 
dissecação); 
 
 
 
Termos de direção e posição 
 
“O corpo dos vertebrados é constituído pela reunião de unidades 
morfológicas de natureza diferente, que se separam às custas de planos 
de delimitação e eixos de construção do corpo animal.” 
 
 
A maioria destes termos (adjetivos) utiliza-se o sufixo “mente”. 
 
Posição dorsal – direção das costas (dorso) do tronco ou, na direção 
correspondente da cabeça e cauda. 
Posição ventral – direção do abdome (ventre) ou da superfície da cabeça e 
cauda. 
Posição cranial – direção da cabeça (crânio), caudais, na direção da cauda. 
Estrutura na direção do focinho (rostro) são denominados de rostrais. 
Posição medial – direção do plano mediano (meio) antímero direito e 
esquerdo. 
Posição lateral – Direção do lado (flanco) do animal. 
 
Convenções diferentes: proximal e distal utiliza-se para os membros 
torácico e pélvico. 
 
Proximal – fica na direção do corpo (próximo). 
Distal – fica distante da direção do corpo (afastado). 
 
Termos adicionais: axial e abaxial. 
Axial – fica próximo ao eixo de um dedo central. 
Abaxial – fica distante do eixo de referencia. 
 
Utiliza-se o termo palmar (palma da mão) membro torácico e plantar 
(planta do pé) membro pélvico. 
 
Os termos: externo ou interno, superficial ou profundo apenas de 
necessitam de explicação ou definição(DYCE 2004, KONIG 2004, 
GUETTY 1983) . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Planos Anatômicos 
 
“Os planos são áreas imaginárias que traçamos a partir de quatro 
pontos que unidos determinam as faces que passam limitando o corpo. 
Quando externamente são chamados de planos de delimitação, e 
quando passam pelo interior do corpo são chamados de planos de 
construção e planos de secção.” 
 
Plano mediano – divide o corpo em metades iguais “direita e esquerda”. 
Plano sagital – fica paralelo ao plano mediano. 
Plano dorsal – secciona o tronco ou outra parte paralela à superfície dorsal. 
Plano transverso – transecciona o tronco, a cabeça, o membro ou outro 
apêndice perpendicular a seu próprio eixo maior (longitudinal). 
 
 
 
 
 
 
 
Terminologia Geral 
 
O corpo dos animais quadrúpedes segue uma descrição que dá origem aos 
seguintes termos: 
 
Corpo 
 
 Cabeça: crânio, face; 
 Pescoço, tronco, dorso, abdome e pelve cauda; 
 membro (torácico e pélvico) 
 
Cavidades: 
 
 craniana; 
 torácica; 
 abdominal; 
 pélvica; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Sistema esquelético 
 
 
O estudo dos ossos que formam o esqueleto, ou a estrutura do corpo, é 
chamado de osteologia. O esqueleto de um animal vivo é constituído de 
ossos que são por sua vez estruturas vivas. Eles possuem vasos sanguíneos, 
vasos linfáticos e nervos, são sujeitos a doenças, podem restabelecer-se, e 
se adaptam a alterações de tensão (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983). 
 
Ossos 
 
Os ossos têm como função manter o corpo, fornecer o sistema de 
alavancas usado na locomoção e proteger como arcabouço para as 
partes moles. O principal tecido esquelético, o osso, desempenha um 
papel secundário na homeostase mineral, fornecendo uma reserva de 
cálcio, fosfato e outros íons. 
 
Nos vertebrados, a locomoção, a defesa, o ataque, a força de pegar e 
segurar e outras atividades deste tipo dependem amplamente da ação 
dos músculos integrados (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983). 
 
Classificação óssea 
 
Formas 
 
Esqueleto axial – cabeça, vértebras, costelas e esterno. 
Esqueleto apendicular – membros 
 
 
 
 
 
 
Ossos individuais 
 
Ossos longos – ossos dos membros, cilíndricos e atuam como 
alavancas. Possuem centros de ossificação, um para o corpo (diáfise) 
e outro para a sua extremidade (epífise) (DYCE 2004, KONIG 
2004, GUETTY 1983). 
 
 Fêmur 
 
 
Ossos curtos – estão na maioria das vezes agrupados juntos no carpo 
e no tarso, onde multiplicidade de articulações favorece movimentos 
complexos. 
 
 Carpos 
 
Ossos planos – expandem-se em duas direções, as superfícies ósseas 
amplas proporcionam inserção de grandesmassas musculares e 
proteção para as partes moles subjacentes (DYCE 2004, KONIG 
2004, GUETTY 1983). 
 
 Escápula 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ossos irregulares – sem uma forma definida. 
 
 
 Vértebras 
 
 
 
 
Ossos pneumáticos – possuem ar no seu interior. Exemplos, interior 
do crânio. 
 
 
 
 
 
 
Crânio (ave) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ossos esplâncnicos – desenvolvem-se em órgãos moles, distantes do 
resto do esqueleto. Exemplos: ossos penianos (cão e gato) e ossos 
cardíacos encontrados no coração dos ruminantes (DYCE 2004, 
KONIG 2004, GUETTY 1983) . 
 
 Osso do coração 
 
 
Organização óssea 
 
Osso esponjoso – formam um arranjo tridimensional de espículas, 
placas e tubos entrelaçados de densidade variável nas extremidades 
dos ossos longos. 
 
 
Osso esponjoso e compacto 
 
Cavidade medular – e os espaços intersticiais dos ossos esponjosos 
são ocupados por medula óssea (medula óssea vermelha). Animais 
velhos possuem uma medula óssea amarela, quando o potencial 
hematopoiético é latente(DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983) . 
 
 Cavidade medular 
 
 
 
Membrana fibrosa resistente – “periósteo” superfície mais externa. 
 
Membrana fibrosa que recobre a cavidade da medula óssea – 
endósteo 
 
Epífise – refere-se a qualquer extremidade de um osso longo. Epífise 
proximal e distal. 
 
Diáfise – é o eixo (corpo) cilíndrico de um osso longo entre as duas 
epífises. 
 
Metáfise – de um osso maduro é a área adjacente à epífise. 
 
Cartilagem epifisária – é uma camada de cartilagem hialina que 
separa a diáfise e a epífise na metáfise de um osso imaturo. 
 
 
 
 
Suprimento sanguíneo dos ossos 
 
Os ossos possuem um abundante suprimento sanguíneo. Existem 
diversos conjuntos de vasos chamados de artérias nutrícias. 
Geralmente estes vasos são direcionados para uma extremidade e o 
forame pelo quais estes vasos passam podem simular uma fratura 
oblíqua quando observada em uma radiografia (DYCE 2004, 
KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
 
 
Crânio 
 
O esqueleto da cabeça compreende o crânio, mandíbula, o aparelho 
hióide, os ossículos da orelha média e as cartilagens da orelha 
externa, do nariz e da laringe (DYCE 2004, KONIG 2004, 
GUETTY 1983). 
 
O crânio é um mosaico de muitos ossos unidos por suturas para 
formar uma única estrutura rígida. No animal jovem estes ossos estão 
levemente separados um do outro faixas estreitas de tecido fibroso. 
 
 
 
 
 
 
Crânio de canino 
 
 
 
Crânio de bovino 
 
 
 
 
 
 
 
 Crânio de ovino 
 
 
 
 
 
 
 
 
Crânio de suíno 
 
 
 
 
 
 
Crânio de felino 
 
 
 
 
Crânio de eqüino 
 
 
Os aspectos anatômicos aparentes dos ossos do crânio – parte caudal 
envolvendo o encéfalo e a parte rostral envolvendo a face. As 
órbitas, as fossas que contem os bulbos dos olhos, fazem parte da 
face, mas situam-se na face (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983). 
 
 
 
 
As paredes caudal e dorsal do crânio são formadas pelos ossos 
occipital, parietal, interparietal e frontal. 
 
 
Órbita (fossa que contém os 
bulbos dos olhos) 
Osso parietal 
 
 
 
Lateral e ventralmente, as paredes são formadas pelos ossos 
temporais, que contem a orelha média e interna, e pelo osso 
esfenóide, que suporta o encéfalo e a hipófise (glândula pituitária). 
Rostralmente, o osso etmóide impar apresenta numerosas aberturas 
para a passagem dos nervos olfatórios associados com o sentido do 
olfato (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
 
 
Osso frontal 
Osso temporal 
Osso esfenóide 
A porção facial ou rostral do crânio pode ser dividida em regiões 
orbital, nasal e oral. A órbita, cujo significado é círculo, designa a 
cavidade óssea que protege o olho. A órbita é circundada pelas 
porções dos ossos frontal, lacrimal e zigomático, formando o arco 
zigomático (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
As vias aéreas através da parte nasal do crânio são limitadas 
dorsalmente pelos os ossos nasais, lateralmente pelas maxilas e ossos 
incisivos e ventralmente pelos processos palatinos. 
 
As vias nasais direita e esquerda estão separadas longitudinalmente 
pelo osso vômer e por um septo cartilagíneo. As conchas nasais 
(ossos turbinados), que se parecem com rolos, originam-se das 
paredes laterais da cavidade nasal e se projetam para as vias nasais. 
As conchas são recobertas com uma membrana mucosa altamente 
vascularizada que auxilia o aquecimento e umidificação do ar 
inspirado; as conchas nas partes caudais das cavidade nasal 
caracterizam o epitélio olfatório, que contém as células nervosas 
especializadas em detectar odores (DYCE 2004, KONIG 2004, 
GUETTY 1983). 
 
 
 
 
A maxila e osso zigomático do cavalo caracterizam uma crista 
proeminente, a crista facial, que é prontamente vista e sentida na 
Ossos endoturbinados (corte 
transversal do nariz) 
face lateral da face lateral da cabeça do cavalo, ventral e rostral ao 
olho (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
 
 
 
Comunicando com a cavidade nasal estão os divertículos, conhecidos 
como seios, no interior de alguns ossos. Os ossos que podem conter 
seios incluem o frontal, maxilar, nasal, esfenóide, e palatino. 
Como eles caracterizam um divertículo que se estende até o processo 
cornual, o seio frontal no gado pode ficar exposto quando se 
descorna um animal adulto (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983). 
 
 
Crista facial 
 
 
 
A porção oral (boca) do crânio é coberta pelas maxilas e ossos 
incisivos e pelo osso palatino. As maxilas e os ossos incisivos 
possuem dentes da arcada dentária superior, embora nos ossos 
incisivos nos ruminantes faltam dentes (DYCE 2004, KONIG 2004, 
GUETTY 1983). 
 
Ventrolateralmente, a mandíbula completa a porção oral, contendo 
os dentes da arcada inferior e proporciona fixação de alguns 
músculos associados a mastigação e deglutição. 
 
O aparelho hióide é uma estrutura óssea que dá suporte a faringe 
(garganta) e fornece fixação para alguns músculos da faringe, da 
laringe e da língua. Está localizado entre as porções direita e 
esquerda da mandíbula e é fixada ao processo estilóide de cada osso 
temporal (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
Seio maxilar 
 
Osso hióide 
 
 
 Coluna Vertebral 
 
A coluna vertebral é composta dos ossos irregulares medianos 
impares chamados de vértebras. As letras a seguir são usadas para 
designar as respectivas vértebras (regiões): 
 
C – vértebras cervicais (pescoço) 
T – vértebras torácicas (tórax) 
 
 
L – vértebras lombares (lombar) 
S – vértebras sacrais (pelve) 
LS – vértebras sacrais e lombares fundidas (pássaro) 
Cd – vértebras caudais (coccígeas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O corpo da vértebra forma uma massa cilíndrica, forame vertebral e 
a sua face ventral. Quando as vértebras estão localizadas em série , 
os arcos adjacentes formam o canal vertebral, através do qual passa a 
medula espinal (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
 
 
O processo espinhoso localizados dorsalmente, forma a espinha da 
vértebra. Nos eqüinos é chamado de cernelha. 
 
O processo transverso projeta-se lateralmente a vertebra. 
 
As vértebras cervicais possuem processos articulares bem 
desenvolvidos para acomodar a grande musculatura do pescoço. 
 
OAtlas é a primeira vértebra cervical. O processo espinhoso esta 
ausente; o atlas articula-se com os côndilos do osso occipital, e com 
o Áxis caudalmente. 
 
Vertebras cervicais 
Vertebras torácicas 
Vertebras lombares 
Vertebras sacrais 
Vertebras caudais 
 
 
 
 
O áxis é a segunda vértebra cervical, o corpo do áxis caracteriza uma 
projeção cranial chamada dente (semelhante a um dente). 
 
 As demais vértebras cervicais são semelhantes uma a outra. 
 
As vértebras torácicas caracterizam-se pelo processo espinhoso 
bem desenvolvido e pelas facetas articulares que articulam com as 
costelas. Cada processo transverso também esboça uma fóvea para a 
articulação com o tubérculo da costela do mesmo número de 
vértebras (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
As vértebras lombares possuem grandes processos transversos. 
 
As vértebras sacrais estão fundidas para formar um cuneiforme, o 
sacro, que se articula cranialmente com as vértebras lombares, 
caudalmente com as vértebras caudais e craniolateralmente com a asa 
do ílio. Possuem forames dorsais e ventrais para a passagem dos 
nervos espinhais. 
 
As vértebras caudais (coccígeas) formam a base óssea para a cauda. 
O tamanho das vértebras decresce rapidamente em direção caudal 
(DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esterno e costelas 
 
O esterno forma o assoalho do tórax ósseo proporciona a articulação 
com as costelas. A sua extremidade cranial denomina-se manúbrio, 
parte média o corpo, e extremidade caudal processo xifóide. O 
esterno consiste de ossos individuais chamados de esternébras que 
tendem a fundir com a idade avançada. As esternébras podem varias 
entre as espécies domésticas: porco e carneiro, 6 cada; boi e cabra, 7; 
cavalo e cão, 8 cada (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
As costelas formam a parede lateral do tórax ósseo. Em geral o 
número de pares de costelas correspondem ao número de vértebras 
torácicas. A extremidade vertebral consiste em cabeça esférica 
conectada à costela por um colo constrito e um tubérculo que se 
articula com o processo transverso de uma vértebra torácica. As 
costela caudais às costelas esternais são chamadas costelas asternais 
(falsas) vistos que elas não estão diretamente conectadas ao esterno 
(DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
Esqueleto Apendicular 
 
Conceito: constituído pelos ossos dos membros. 
 
Membro Torácico 
 
 
Escápula 
 
A escápula em todos os animais é um osso triangular relativamente plano. 
Os pássaros e os primatas têm clavícula, que forma uma articulação com a 
escápula, mas, em muitos quadrúpedes, a clavícula está representada por 
um tendão clavicular, uma faixa de tecido conjuntivo dentro do músculo 
braquiocefálico. As clavículas fundidas são chamadas de fúrcula, ou osso 
da sorte, em pássaros. As aves têm um coracóide como um osso separado 
além da escápula e da clavícula. O coracóide no homem e em mamíferos 
foi reduzido para um processo coracóide (uma proeminência óssea), que 
se projeta medialmente da escápula próximo do ângulo ventral em muitas 
espécies (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
Na face lateral da escápula encontramos a espinha da escápula. A espinha 
se divide a face lateral em fossa supra-espinhosa e infra-espinhosa que fica 
caudal e ventral à espinha. A face medial da escápula proporciona fixação 
de vários músculos que conectam o membro ao corpo (DYCE 2004, 
KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
 
 
Fúrcula das aves 
 
 
 
 
 
 
Úmero 
 
O osso do braço é longo que tem pouca variação de um animal para outro. 
A extremidade proximal conecta-se com a cavidade glenoidal da escápula 
para formar a articulação escapuloumeral (ombro), também caracteriza 
diversas tuberosidades e tubérculos irregulares para inserção muscular do 
ombro. A extremidade distal do úmero forma a articulação do cotovelo 
junto ao osso rádio e da ulna (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983). 
 
 
 
 Bovino Equino 
 
 
Rádio e Ulna 
 
São ossos do antebraço, nos mamíferos, o rádio é o maior dos dois, 
embora nos pássaros seja menor do que a ulna. O rádio esta relacionado 
com o carpo distalmente e com a articulação do cotovelo proximalmente. 
A ulna varia em grau de desenvolvimento de espécie para espécie. O 
proeminente processo do olécrano (ponta do cotovelo) forma uma alavanca 
para a articulação para a inserção dos músculos que produzem extensão do 
cotovelo. No cavalo, a parte proximal da haste da ulna é bem desenvolvida, 
mas funde-se com o rádio. O boi, o carneiro, a cabra e o porco possuem 
ulna completa, ou seja, até a extremidade distal, más com pouco ou 
nenhum movimento entre a ulna e o rádio. O gato e o cão têm considerável 
movimento entre os ossos completos, mas não como os primatas, que 
podem pronar (face dorsal voltadas para cima) e supinar (face palmar 
voltadas para cima) as mãos (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 
1983). 
 
Carpo 
 
Possui duas fileiras de pequenos ossos (curtos), bem complexa que 
corresponde ao pulso humano e é frequentemente, embora de maneira 
errônea, denominada joelho pelos cavaleiros. Os ossos carpais da fileira 
proximal são chamados radial, intermédio e ulnar (medial a lateral), 
enquanto que aqueles da fileira distal são numerados de 1 a 4 (medial a 
lateral), além do osso acessório do carpo projeta-se caudalmente do lado 
lateral do carpo (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
A numeração dos ossos carpais da fileira distal está baseada, nos seus 
quatro ancestrais, más entre os animais domésticos da fazenda apenas o 
porco verdadeiramente tem quatro ossos carpais nesta fileira distal. 
 
Metacarpo 
 
Este osso representa a canela representada pelo terceiro dedo nos eqüinos 
(dedo médio). O segundo osso metacarpal está no lado medial, e o quarto, 
na lateral. O osso da canela do bovino e dos ovinos é a fusão do terceiro 
com o quarto osso metacarpal.um sulco vertical no dorso do osso da canela 
indica a linha embrionária de fusão (DYCE 2004, KONIG 2004, 
GUETTY 1983). 
O suíno tem quatro ossos metacarpais, o segundo e o quinto estão 
reduzidos, e o terceiro e o quarto sustentam a maior parte do peso. 
 
Falanges (dedos) 
 
Variam de um a cinco, dependendo da espécie. O cavalo possui um dedo 
apenas, literalmente caminha na ponta do dedo (dedo médio). Entre o 
metacarpo e a primeira falange (proximal) chamadas de boleto pelos 
cavaleiros, a parte do dedo entre o boleto e o casco (quartela). Além da 
falange proximal existe a falange média e distal. O boi, carneiro e as cabras 
possuem dois dedos principais e os outros dois rudimentares atrás da 
quartela (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983) . 
 
 
Membro torácico (bovino) 
 
 
Membro Pélvico 
 
Consiste de um circulo (cíngulo pélvico), pelos quais os ossos do membro 
pélvico se articulam com a coluna vertebral. 
 
Ossos do 
carpo 
Ossos do 
metacarpo 
falanges 
Suíno 
 
Equino 
 
 
 
 
Osso Coxal 
 
Os dois ossos coxais estão firmemente ligados por uma sínfise pélvica e 
unidos ao sacro do esqueleto axial por duas fortes articulações sacroilíacas. 
Os três ossos que compõem o osso coxal são ílio, o ísquio e o púbis. Todos 
fazem parte do acetábulo para sua formação, da articulação coxofemoral. O 
púbis e o ílio formam o forame obturado (DYCE 2004, KONIG 2004, 
GUETTY 1983). 
 
 
Osso coxal 
 
 
 
Osso Fêmur 
 
Chamado de osso da coxa, o fêmur estende-se da articulação coxofemoral(quadril) até a soldra (joelho), denominado nos humanos. Existem varias 
proeminências ósseas (trocanteres) para a inserção da musculatura da 
coxa e do quadril. A extremidade dista aonde esta localizada os côndilos 
serve de articulação com a tíbia e a patela (articulação do joelho) (DYCE 
2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
Membro pélvico (bovino) 
 
 
 
 
 
Osso Tíbia e Fíbula 
 
São ossos da perna entre a soldra (joelho) e o tarso (jarrete). A tíbia é o 
maior dos dois, é palpável pela pele medialmente. A fíbula é um osso bem 
menor, localizado na face lateral da perna. 
 No cão, porco e no homem a fíbula se estende até a extremidade distal da 
tíbia, a face lateral do jarrete. Todas as espécies possuem uma extremidade 
distal da fíbula, formando um osso proeminente, maléolo lateral do jarrete. 
O maléolo lateral está fundido com a tíbia nos eqüinos, más é um osso 
separado que se articula com a tíbia distalmente nos ruminantes (DYCE 
2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
Osso sacro 
Osso coxal 
Osso fêmur 
Tíbia 
de equino 
 
 
Ossos do Tarso 
 
Composto por pequenos ossos (curtos), correspondente aos ossos do 
tornozelo no humano. A fileira proximal consiste de dois grandes ossos 
(calcâneo e tálus), o osso calcâneo representa o calcanhar humano, atua 
como alavanca para os músculos extensores do jarrete. A fileira centra dos 
ossos do tarso corresponde ao osso central do tarso, e os da fileira distal 
estão numerados de 1 a 4, de medial a lateral. No bovino os ossos tarsais 
estão fundidos 2 e 3, da mesma maneira o central do tarso e o 
quarto(DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
O metatarso e as falanges do membro pélvico são semelhantes com os 
metacarpos e falanges do membro torácico. Além da superfície proximal do 
metacarpo e metatarso apresentar uma conformação diferenciada (DYCE 
2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). 
 
 
 
 
 
Ossos do tarso e falanges (equino)

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