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Roteiro Teórico OSTEOLOGIA 2016 Medicina Veterinária Disciplina – Anatomia Geral Prof. Ms. Fernando Garbelotti Conceitos Básicos Anatomia é o estudo das estruturas que compõem o organismo e a sua disposição conforme os tecidos e os órgãos existentes. A anatomia vem do Grego “cortar em partes”, sendo assim o método de dissecação em cadáveres proporciona um maior conhecimento das estruturas anatômicas, essencial para o aprendizado do acadêmico de Medicina Veterinária, segundo (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Anatomia (história) A anatomia é um ramo da ciência que trata da estrutura arquitetônica dos seres vivos. A ciência anatômica teve os seus primeiros relatos na época das cavernas, no início da civilização do homem. A partir da identificação do corpo e das estruturas que os compõe. Os estudos anatômicos foram aparecendo, através de dissecações (cortar em partes). Portanto a anatomia tornou-se o princípio da prática na área da saúde. Na realidade, a história da anatomia na Medicina Veterinária, Medicina e demais áreas da saúde se fizeram juntas de certa forma independentes (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). De acordo com os fatos, a anatomia teve seu inicio histórico na Grécia Antiga por intermédio de Alcmenon em 500 a.C, que descobriu o nervo óptico e a tuba auditiva através de dissecações em animais, além destes relatos, afirmava que o cérebro era o comando de todas as partes do corpo. Hipócrates em 460 – 377 a.C. assim considerado o pai da medicina, demonstrou com base nos seus estudos e escritos a importância da osteologia, em algumas vezes pouco erronias e superficiais (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Aristóteles foi o primeiro anatomista a definir a localização dos vasos sanguíneos, usar a palavra aorta e descrever as quatro cavidades do estômago do Ruminante (bovino). Até então as dissecações eram proibidas no governo de Alexandre o Grande. Após a sua morte as velhas superstições acabaram, e formou-se a primeira escola de Alexandria, permitindo assim aos médicos dissecar cadáveres, um grande avanço nas áreas das ciências anatômicas (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). No Brasil a anatomia também teve a sua marca influenciada pela escola de Turim (Itália) de onde veio o professor Afonso Bovero, em 1914. Divisões da Anatomia Embriologia: encarregada pela anatomia do embrião, ou seja, o estudo de toda formação dos sistemas que compõe o organismo em geral. Microscópica: estudo realizado através de instrumentos auxiliares de resolução como microscópio (luz e varredura). Pode ser dividido em histologia e citologia. Macroscópica: estudo da anatomia observado a olho nu. Anatomia comparada: correlação anatômica entre as espécies; Anatomia especial: descrição de uma única espécie como – Hipotomia (estuda somente a anatomia do cavalo) Anatomia geral: descreve os sistemas e aparelhos constituídos pelos seus respectivos órgãos; Anatomia topográfica: demonstra de forma sintética os órgãos, estruturas e aspectos anatômicos de uma determinada região do corpo do animal; Anatomia aplicada: atua na anatomia sistemática e topográfica relacionando a cirurgia, radiologia, inspeção de carcaças e outros métodos de estudos (palpação, percussão, auscultação, mensuração, radiologia e dissecação); Termos de direção e posição “O corpo dos vertebrados é constituído pela reunião de unidades morfológicas de natureza diferente, que se separam às custas de planos de delimitação e eixos de construção do corpo animal.” A maioria destes termos (adjetivos) utiliza-se o sufixo “mente”. Posição dorsal – direção das costas (dorso) do tronco ou, na direção correspondente da cabeça e cauda. Posição ventral – direção do abdome (ventre) ou da superfície da cabeça e cauda. Posição cranial – direção da cabeça (crânio), caudais, na direção da cauda. Estrutura na direção do focinho (rostro) são denominados de rostrais. Posição medial – direção do plano mediano (meio) antímero direito e esquerdo. Posição lateral – Direção do lado (flanco) do animal. Convenções diferentes: proximal e distal utiliza-se para os membros torácico e pélvico. Proximal – fica na direção do corpo (próximo). Distal – fica distante da direção do corpo (afastado). Termos adicionais: axial e abaxial. Axial – fica próximo ao eixo de um dedo central. Abaxial – fica distante do eixo de referencia. Utiliza-se o termo palmar (palma da mão) membro torácico e plantar (planta do pé) membro pélvico. Os termos: externo ou interno, superficial ou profundo apenas de necessitam de explicação ou definição(DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983) . Planos Anatômicos “Os planos são áreas imaginárias que traçamos a partir de quatro pontos que unidos determinam as faces que passam limitando o corpo. Quando externamente são chamados de planos de delimitação, e quando passam pelo interior do corpo são chamados de planos de construção e planos de secção.” Plano mediano – divide o corpo em metades iguais “direita e esquerda”. Plano sagital – fica paralelo ao plano mediano. Plano dorsal – secciona o tronco ou outra parte paralela à superfície dorsal. Plano transverso – transecciona o tronco, a cabeça, o membro ou outro apêndice perpendicular a seu próprio eixo maior (longitudinal). Terminologia Geral O corpo dos animais quadrúpedes segue uma descrição que dá origem aos seguintes termos: Corpo Cabeça: crânio, face; Pescoço, tronco, dorso, abdome e pelve cauda; membro (torácico e pélvico) Cavidades: craniana; torácica; abdominal; pélvica; O Sistema esquelético O estudo dos ossos que formam o esqueleto, ou a estrutura do corpo, é chamado de osteologia. O esqueleto de um animal vivo é constituído de ossos que são por sua vez estruturas vivas. Eles possuem vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos, são sujeitos a doenças, podem restabelecer-se, e se adaptam a alterações de tensão (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Ossos Os ossos têm como função manter o corpo, fornecer o sistema de alavancas usado na locomoção e proteger como arcabouço para as partes moles. O principal tecido esquelético, o osso, desempenha um papel secundário na homeostase mineral, fornecendo uma reserva de cálcio, fosfato e outros íons. Nos vertebrados, a locomoção, a defesa, o ataque, a força de pegar e segurar e outras atividades deste tipo dependem amplamente da ação dos músculos integrados (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Classificação óssea Formas Esqueleto axial – cabeça, vértebras, costelas e esterno. Esqueleto apendicular – membros Ossos individuais Ossos longos – ossos dos membros, cilíndricos e atuam como alavancas. Possuem centros de ossificação, um para o corpo (diáfise) e outro para a sua extremidade (epífise) (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Fêmur Ossos curtos – estão na maioria das vezes agrupados juntos no carpo e no tarso, onde multiplicidade de articulações favorece movimentos complexos. Carpos Ossos planos – expandem-se em duas direções, as superfícies ósseas amplas proporcionam inserção de grandesmassas musculares e proteção para as partes moles subjacentes (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Escápula Ossos irregulares – sem uma forma definida. Vértebras Ossos pneumáticos – possuem ar no seu interior. Exemplos, interior do crânio. Crânio (ave) Ossos esplâncnicos – desenvolvem-se em órgãos moles, distantes do resto do esqueleto. Exemplos: ossos penianos (cão e gato) e ossos cardíacos encontrados no coração dos ruminantes (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983) . Osso do coração Organização óssea Osso esponjoso – formam um arranjo tridimensional de espículas, placas e tubos entrelaçados de densidade variável nas extremidades dos ossos longos. Osso esponjoso e compacto Cavidade medular – e os espaços intersticiais dos ossos esponjosos são ocupados por medula óssea (medula óssea vermelha). Animais velhos possuem uma medula óssea amarela, quando o potencial hematopoiético é latente(DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983) . Cavidade medular Membrana fibrosa resistente – “periósteo” superfície mais externa. Membrana fibrosa que recobre a cavidade da medula óssea – endósteo Epífise – refere-se a qualquer extremidade de um osso longo. Epífise proximal e distal. Diáfise – é o eixo (corpo) cilíndrico de um osso longo entre as duas epífises. Metáfise – de um osso maduro é a área adjacente à epífise. Cartilagem epifisária – é uma camada de cartilagem hialina que separa a diáfise e a epífise na metáfise de um osso imaturo. Suprimento sanguíneo dos ossos Os ossos possuem um abundante suprimento sanguíneo. Existem diversos conjuntos de vasos chamados de artérias nutrícias. Geralmente estes vasos são direcionados para uma extremidade e o forame pelo quais estes vasos passam podem simular uma fratura oblíqua quando observada em uma radiografia (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Crânio O esqueleto da cabeça compreende o crânio, mandíbula, o aparelho hióide, os ossículos da orelha média e as cartilagens da orelha externa, do nariz e da laringe (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). O crânio é um mosaico de muitos ossos unidos por suturas para formar uma única estrutura rígida. No animal jovem estes ossos estão levemente separados um do outro faixas estreitas de tecido fibroso. Crânio de canino Crânio de bovino Crânio de ovino Crânio de suíno Crânio de felino Crânio de eqüino Os aspectos anatômicos aparentes dos ossos do crânio – parte caudal envolvendo o encéfalo e a parte rostral envolvendo a face. As órbitas, as fossas que contem os bulbos dos olhos, fazem parte da face, mas situam-se na face (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). As paredes caudal e dorsal do crânio são formadas pelos ossos occipital, parietal, interparietal e frontal. Órbita (fossa que contém os bulbos dos olhos) Osso parietal Lateral e ventralmente, as paredes são formadas pelos ossos temporais, que contem a orelha média e interna, e pelo osso esfenóide, que suporta o encéfalo e a hipófise (glândula pituitária). Rostralmente, o osso etmóide impar apresenta numerosas aberturas para a passagem dos nervos olfatórios associados com o sentido do olfato (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Osso frontal Osso temporal Osso esfenóide A porção facial ou rostral do crânio pode ser dividida em regiões orbital, nasal e oral. A órbita, cujo significado é círculo, designa a cavidade óssea que protege o olho. A órbita é circundada pelas porções dos ossos frontal, lacrimal e zigomático, formando o arco zigomático (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). As vias aéreas através da parte nasal do crânio são limitadas dorsalmente pelos os ossos nasais, lateralmente pelas maxilas e ossos incisivos e ventralmente pelos processos palatinos. As vias nasais direita e esquerda estão separadas longitudinalmente pelo osso vômer e por um septo cartilagíneo. As conchas nasais (ossos turbinados), que se parecem com rolos, originam-se das paredes laterais da cavidade nasal e se projetam para as vias nasais. As conchas são recobertas com uma membrana mucosa altamente vascularizada que auxilia o aquecimento e umidificação do ar inspirado; as conchas nas partes caudais das cavidade nasal caracterizam o epitélio olfatório, que contém as células nervosas especializadas em detectar odores (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). A maxila e osso zigomático do cavalo caracterizam uma crista proeminente, a crista facial, que é prontamente vista e sentida na Ossos endoturbinados (corte transversal do nariz) face lateral da face lateral da cabeça do cavalo, ventral e rostral ao olho (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Comunicando com a cavidade nasal estão os divertículos, conhecidos como seios, no interior de alguns ossos. Os ossos que podem conter seios incluem o frontal, maxilar, nasal, esfenóide, e palatino. Como eles caracterizam um divertículo que se estende até o processo cornual, o seio frontal no gado pode ficar exposto quando se descorna um animal adulto (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Crista facial A porção oral (boca) do crânio é coberta pelas maxilas e ossos incisivos e pelo osso palatino. As maxilas e os ossos incisivos possuem dentes da arcada dentária superior, embora nos ossos incisivos nos ruminantes faltam dentes (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Ventrolateralmente, a mandíbula completa a porção oral, contendo os dentes da arcada inferior e proporciona fixação de alguns músculos associados a mastigação e deglutição. O aparelho hióide é uma estrutura óssea que dá suporte a faringe (garganta) e fornece fixação para alguns músculos da faringe, da laringe e da língua. Está localizado entre as porções direita e esquerda da mandíbula e é fixada ao processo estilóide de cada osso temporal (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Seio maxilar Osso hióide Coluna Vertebral A coluna vertebral é composta dos ossos irregulares medianos impares chamados de vértebras. As letras a seguir são usadas para designar as respectivas vértebras (regiões): C – vértebras cervicais (pescoço) T – vértebras torácicas (tórax) L – vértebras lombares (lombar) S – vértebras sacrais (pelve) LS – vértebras sacrais e lombares fundidas (pássaro) Cd – vértebras caudais (coccígeas) O corpo da vértebra forma uma massa cilíndrica, forame vertebral e a sua face ventral. Quando as vértebras estão localizadas em série , os arcos adjacentes formam o canal vertebral, através do qual passa a medula espinal (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). O processo espinhoso localizados dorsalmente, forma a espinha da vértebra. Nos eqüinos é chamado de cernelha. O processo transverso projeta-se lateralmente a vertebra. As vértebras cervicais possuem processos articulares bem desenvolvidos para acomodar a grande musculatura do pescoço. OAtlas é a primeira vértebra cervical. O processo espinhoso esta ausente; o atlas articula-se com os côndilos do osso occipital, e com o Áxis caudalmente. Vertebras cervicais Vertebras torácicas Vertebras lombares Vertebras sacrais Vertebras caudais O áxis é a segunda vértebra cervical, o corpo do áxis caracteriza uma projeção cranial chamada dente (semelhante a um dente). As demais vértebras cervicais são semelhantes uma a outra. As vértebras torácicas caracterizam-se pelo processo espinhoso bem desenvolvido e pelas facetas articulares que articulam com as costelas. Cada processo transverso também esboça uma fóvea para a articulação com o tubérculo da costela do mesmo número de vértebras (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). As vértebras lombares possuem grandes processos transversos. As vértebras sacrais estão fundidas para formar um cuneiforme, o sacro, que se articula cranialmente com as vértebras lombares, caudalmente com as vértebras caudais e craniolateralmente com a asa do ílio. Possuem forames dorsais e ventrais para a passagem dos nervos espinhais. As vértebras caudais (coccígeas) formam a base óssea para a cauda. O tamanho das vértebras decresce rapidamente em direção caudal (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Esterno e costelas O esterno forma o assoalho do tórax ósseo proporciona a articulação com as costelas. A sua extremidade cranial denomina-se manúbrio, parte média o corpo, e extremidade caudal processo xifóide. O esterno consiste de ossos individuais chamados de esternébras que tendem a fundir com a idade avançada. As esternébras podem varias entre as espécies domésticas: porco e carneiro, 6 cada; boi e cabra, 7; cavalo e cão, 8 cada (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). As costelas formam a parede lateral do tórax ósseo. Em geral o número de pares de costelas correspondem ao número de vértebras torácicas. A extremidade vertebral consiste em cabeça esférica conectada à costela por um colo constrito e um tubérculo que se articula com o processo transverso de uma vértebra torácica. As costela caudais às costelas esternais são chamadas costelas asternais (falsas) vistos que elas não estão diretamente conectadas ao esterno (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Esqueleto Apendicular Conceito: constituído pelos ossos dos membros. Membro Torácico Escápula A escápula em todos os animais é um osso triangular relativamente plano. Os pássaros e os primatas têm clavícula, que forma uma articulação com a escápula, mas, em muitos quadrúpedes, a clavícula está representada por um tendão clavicular, uma faixa de tecido conjuntivo dentro do músculo braquiocefálico. As clavículas fundidas são chamadas de fúrcula, ou osso da sorte, em pássaros. As aves têm um coracóide como um osso separado além da escápula e da clavícula. O coracóide no homem e em mamíferos foi reduzido para um processo coracóide (uma proeminência óssea), que se projeta medialmente da escápula próximo do ângulo ventral em muitas espécies (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Na face lateral da escápula encontramos a espinha da escápula. A espinha se divide a face lateral em fossa supra-espinhosa e infra-espinhosa que fica caudal e ventral à espinha. A face medial da escápula proporciona fixação de vários músculos que conectam o membro ao corpo (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Fúrcula das aves Úmero O osso do braço é longo que tem pouca variação de um animal para outro. A extremidade proximal conecta-se com a cavidade glenoidal da escápula para formar a articulação escapuloumeral (ombro), também caracteriza diversas tuberosidades e tubérculos irregulares para inserção muscular do ombro. A extremidade distal do úmero forma a articulação do cotovelo junto ao osso rádio e da ulna (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Bovino Equino Rádio e Ulna São ossos do antebraço, nos mamíferos, o rádio é o maior dos dois, embora nos pássaros seja menor do que a ulna. O rádio esta relacionado com o carpo distalmente e com a articulação do cotovelo proximalmente. A ulna varia em grau de desenvolvimento de espécie para espécie. O proeminente processo do olécrano (ponta do cotovelo) forma uma alavanca para a articulação para a inserção dos músculos que produzem extensão do cotovelo. No cavalo, a parte proximal da haste da ulna é bem desenvolvida, mas funde-se com o rádio. O boi, o carneiro, a cabra e o porco possuem ulna completa, ou seja, até a extremidade distal, más com pouco ou nenhum movimento entre a ulna e o rádio. O gato e o cão têm considerável movimento entre os ossos completos, mas não como os primatas, que podem pronar (face dorsal voltadas para cima) e supinar (face palmar voltadas para cima) as mãos (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Carpo Possui duas fileiras de pequenos ossos (curtos), bem complexa que corresponde ao pulso humano e é frequentemente, embora de maneira errônea, denominada joelho pelos cavaleiros. Os ossos carpais da fileira proximal são chamados radial, intermédio e ulnar (medial a lateral), enquanto que aqueles da fileira distal são numerados de 1 a 4 (medial a lateral), além do osso acessório do carpo projeta-se caudalmente do lado lateral do carpo (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). A numeração dos ossos carpais da fileira distal está baseada, nos seus quatro ancestrais, más entre os animais domésticos da fazenda apenas o porco verdadeiramente tem quatro ossos carpais nesta fileira distal. Metacarpo Este osso representa a canela representada pelo terceiro dedo nos eqüinos (dedo médio). O segundo osso metacarpal está no lado medial, e o quarto, na lateral. O osso da canela do bovino e dos ovinos é a fusão do terceiro com o quarto osso metacarpal.um sulco vertical no dorso do osso da canela indica a linha embrionária de fusão (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). O suíno tem quatro ossos metacarpais, o segundo e o quinto estão reduzidos, e o terceiro e o quarto sustentam a maior parte do peso. Falanges (dedos) Variam de um a cinco, dependendo da espécie. O cavalo possui um dedo apenas, literalmente caminha na ponta do dedo (dedo médio). Entre o metacarpo e a primeira falange (proximal) chamadas de boleto pelos cavaleiros, a parte do dedo entre o boleto e o casco (quartela). Além da falange proximal existe a falange média e distal. O boi, carneiro e as cabras possuem dois dedos principais e os outros dois rudimentares atrás da quartela (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983) . Membro torácico (bovino) Membro Pélvico Consiste de um circulo (cíngulo pélvico), pelos quais os ossos do membro pélvico se articulam com a coluna vertebral. Ossos do carpo Ossos do metacarpo falanges Suíno Equino Osso Coxal Os dois ossos coxais estão firmemente ligados por uma sínfise pélvica e unidos ao sacro do esqueleto axial por duas fortes articulações sacroilíacas. Os três ossos que compõem o osso coxal são ílio, o ísquio e o púbis. Todos fazem parte do acetábulo para sua formação, da articulação coxofemoral. O púbis e o ílio formam o forame obturado (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Osso coxal Osso Fêmur Chamado de osso da coxa, o fêmur estende-se da articulação coxofemoral(quadril) até a soldra (joelho), denominado nos humanos. Existem varias proeminências ósseas (trocanteres) para a inserção da musculatura da coxa e do quadril. A extremidade dista aonde esta localizada os côndilos serve de articulação com a tíbia e a patela (articulação do joelho) (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Membro pélvico (bovino) Osso Tíbia e Fíbula São ossos da perna entre a soldra (joelho) e o tarso (jarrete). A tíbia é o maior dos dois, é palpável pela pele medialmente. A fíbula é um osso bem menor, localizado na face lateral da perna. No cão, porco e no homem a fíbula se estende até a extremidade distal da tíbia, a face lateral do jarrete. Todas as espécies possuem uma extremidade distal da fíbula, formando um osso proeminente, maléolo lateral do jarrete. O maléolo lateral está fundido com a tíbia nos eqüinos, más é um osso separado que se articula com a tíbia distalmente nos ruminantes (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Osso sacro Osso coxal Osso fêmur Tíbia de equino Ossos do Tarso Composto por pequenos ossos (curtos), correspondente aos ossos do tornozelo no humano. A fileira proximal consiste de dois grandes ossos (calcâneo e tálus), o osso calcâneo representa o calcanhar humano, atua como alavanca para os músculos extensores do jarrete. A fileira centra dos ossos do tarso corresponde ao osso central do tarso, e os da fileira distal estão numerados de 1 a 4, de medial a lateral. No bovino os ossos tarsais estão fundidos 2 e 3, da mesma maneira o central do tarso e o quarto(DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). O metatarso e as falanges do membro pélvico são semelhantes com os metacarpos e falanges do membro torácico. Além da superfície proximal do metacarpo e metatarso apresentar uma conformação diferenciada (DYCE 2004, KONIG 2004, GUETTY 1983). Ossos do tarso e falanges (equino)