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LESÃO RAQUIMEDULAR TRAUMATISMO RAQUIMDULAR ■ Chamamos de lesão medular toda injúria às estruturas contidas no canal medular; ■ Medula, cone medular e cauda eqüina; ■ Podendo levar a alterações motoras, sensitivas, autonômicas e psicoafetivas. Epidemiologia ■ 15 a 40 casos por milhão de habitante; ■ 80% das vítimas são homens; ■ 60% se encontram entre os 10 e 30 anos de idade. ETIOLOGIA ■ Acidentes automobilísticos; ■ Acidentes motociclistas. ■ Ferimentos por projétil; ■ Quedas MECANISMO DE LESÃO: HIPERFLEXÃO HIPEREXTENSÃO CARGA AXIAL CARGA LATERAL FERIMENTOS PENETRANTES Causas não Traumáticas ■ Processos Compressivos (Tumor, Hérnia de disco). ■ Lesões Vasculares (AVM, Vasculites); ■ Processos inflamatórios (Aracnoides); ■ Processos degenerativos (EM); ■ Alterações congênitas (mielomeningocele); Lesão total ou completa ■ Envolve uma desconexão entre o cérebro e a medula ■ Todas as funções motoras, sensitivas e vegetativas estarão alteradas ■ Abaixo do nível da lesão: paralisia, anestesia, perda de sensibilidade, incontinência profunda, urinária e fecal com disfunção sexual Lesão incompleta ■ Implica na lesão de alguns elementos da medula. • Lesão medular anterior • Lesão central espinhal • Hemissecção (Brown-sequard) • Lesão Medular posterior ÁREAS MAIS VULNERÁVEIS ■ Cervical inferior (C5 – C7); ■ Torácica média (T4 – T7); ■ Toracolombar (T10 – L2); QUADRO CLÍNICO ■ Paralisia ou paresia dos membros; ■ Alteração de tônus muscular; ■ Alteração dos reflexos superficiais e profundos; ■ Alteração ou perda das diferentes sensibilidades (tátil, dolorosa, de pressão, vibratória e proprioceptiva); ■ Perda de controle esfincteriano; ■ Disfunção sexual; ■ Alteração de sudorese; ■ Controle de temperatura corporal entre outras. NÍVEL DA LESÃO ■ Plegia: ausência de movimento; ■ Paresia: diminuição de movimento; ■ Paraparesia: diminuição do mov. de tronco e/ou MMII. ■ Paraplegia: ausência do mov. de tronco e/ou MMII. ■ Tetraparesia: diminuição de MMSS, tronco e/ou MMII; ■ Tetraplegia: Ausência de movimento de MMSS, tronco e/ou MMII ESCALA DE FRANKEL MOTOR SENSITIVO A 0 0 B 0 + C + NÃO ÚTIL + D ÚTIL + E NORMAL NORMAL AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE ■ São avaliados pontos chaves dos dermátomos dando notas de: – (0)para ausência de sensibilidade, – (1 )para sensibilidade alterada (diminuição ou aumento) – (2) para sensibilidade normal AVALIAÇÃO DE FORÇA ■ O nível motor é determinado pela avaliação do grau de força muscular (Tabela 1) ■ Nos grupos musculares correspondentes aos miótomos (Tabela 2). Esta gradação não é aplicada aos músculos do tronco. Grau 0 Paralisia total Grau 1 Contração visível ou palpável Grau 2 Movimentação ativa sem vencer a força da gravidade Grau 3 Vence a gravidade, mas não vence qualquer resistência Grau 4 Não vence a resistência do examinador Grau 5 Normal C4 C5 C6 C7 T1 T6 T12 L4 Miótomos e testes musculares correspondentes. Nível Motor Ação C5 Flexão do cotovelo C6 Extensão do cotovelo C7 Extensão do punho C8 Flexão das falanges distais T1 Abdução do quinto dedo T2 - L1 Não é possível quantificar L2 Flexão do quadril L3 Extensão do joelho L4 Dorsiflexão do pé L5 Extensão do hálux S1 Plantiflexão A Escala de Comprometimento da ASIA (American Spinal Injury Association), baseada na completude da lesão (grau de transecção da medula) e na função sensorial / motora. ORTESES Swivel walker Para walker COLETE Tutor Longo e Cinto Pélvico C4 ■ Tetraplegia ■ Movimentos de cabeça (n. cranianos) elevação de ombro (trapézio – acessório). ■ Dependente nas AVD`S alimentação (ventilação/ higiêne) e nas transferências. ■ Locomoção: cadeira de rodas elétrica com controle no mov. de cabeça posterior. ■ Atividades realizadas com a boca. C6 ■ Tetraplegia de predomínio crural. ■ Movimento de cabeça, ombro, flexão do cotovelo, prono- supino e extensão de punho. ■ Independente na alimentação – adaptação. ■ Ajuda nas transferências. ■ Cadeira de rodas: terrenos planos e regulares –adaptada. C7 ■ Tetraplegia com predomínio crural. ■ Mov. de C6 (cabeça, ombros, flex. Cotovelo, prono e supino, ext. de punho) + ext. de cotovelo. ■ Independente na alimentação – adaptações ■ Locomoção: terrenos planos, irregulares e inclinados. Sobe e desce rampas com cadeiras de rodas. ■ Pode se locomover com Swivel walker. T1 ■ Paraplegia alta ■ Movimentos: Todos os movimentos de cabeça e MMSS. ■ Independente nas AVD`S. (espasticidade) ■ Transferencia: independente ■ Locomoção: cadeira de rodas em qualquer plano. T6 ■ Paraplegia ■ Movimentos de cabeça, mmss e tronco superior ■ Independente nas AVD`S e transferências. ■ Locomoção: cadeira de rodas em qualquer plano, tutor longo bilateral, muletas bilateralmente, cinto, colete, parawalker. T10 ■ Paraplegia: mov. De cabeça, MMSS, tronco superior e parte de tronco inferior. ■ Independente nas AVD`S e transferências. ■ Sinal de Beevor + ■ Locomoção: rodas em qualquer plano, marcha tutor longo bilateral, cinto, muletas bilaterais e parawalker. ■ Retirou colete (controla todo o tronco) T12 ■ Quadrado lombar ■ Paraplegia ■ Movimentos de cabeça, MMSS, todo o tronco. ■ Independente em AVD`S e transferências. ■ Locomoção: cadeira de rodas todos os planos, marcha por tutor, muletas bilaterais, parawalker. ■ Tirou o cinto (controle de tronco e pelve) L2 ■ Paraplegia ■ Movimentos de cabeça MMSS, tronco e flexão de quadril. ■ Independente nas AVD`S e tranferências. ■ Locomoção: cadeira de rodas qualquer plano, marcha por tutor longo bilateral e muletas bilaterais. ■ Tirou o Parawalker (flexão de quadril) L3 ■ Paraplegia ■ Movimentos de cabeça, MMSS, tronco, flexão de quadril e extensão de joelhos, abdução de quadril. ■ Independente nas AVD`S ■ Locomoção: tutor longo bilateral e muletas bilaterais. COMPLICAÇÕES ■ Contraturas ■ Atrofias ■ Calcificações ■ Escaras ■ Edemas ■ Pulmonares ■ osteoporoses ■ Espasticidade ■ Deformidades da coluna ■ Dor ■ Bexiga neurogênica ■ Urinárias ■ Sexuais FISIOTERAPIA ■ Ganho de força muscular ■ Prevenir deformidades ■ Fisioterapia respiratória ■ AVD`S ■ AVE`S ■ Lazer ■ Acessibilidade TCE Traumatismo Cranioencefálico É um ataque ao cérebro, não de natureza degenerativa ou congênita, mas causada por uma força física externa. ■ Produz alteração ou diminuição do estado mental. ■ Incapacidade cognitiva, comportamental e funcional. EPIDEMIOLOGIA ■ Homens jovens; ■ 15% de óbitos na infância; ■ Quedas, acidentes de carro, esportes e violência urbana. ■ 30 a 80% adolescentes e adultos; ■ Acidentes de carro (abuso se álcool), ferimento com arma de fogo. POPULAÇÃO DE PACIENTES TCE ■ Masculina em relação a feminina ■ 2:1 ■ 15 e 24 anos MECANISMOS DA LESÃO ■ Força externa ■ Sem ou com fratura – (lesões cranianas fechadas). ■ Impactos diretos na cabeça – (golpe súbito no local do impacto). ■ Contragolpes – (distantes do local do impacto). FISIOPATOLOGIA DA LESÃO ■ Aceleração ■ Desaceleração ■ Forças rotacionais – Objetos penetrantes causam: ■ Laceração tecidual ■ Compressão ■ Tensão ■ Ruptura ou uma combinação de danos, resultados na lesão primária. FISIOPATOLOGIA ■ Primaria (agressão direta). – A lesão primáriaé conseqüência do traumatismo inicial direto das estruturas encefálicas decorrentes de forças mecânicas afetando o tecido nervoso. ■ Secundário (causado por efeitos indiretos). – Refere a uma cascata de processos celulares e moleculares iniciados pela lesão primária. Também consiste da lesão do tecido nervoso pela hipoglicemia, hipotensão, hipertermia e hipoxia, além do aumento da pressão intracraniana que como evento final provoca isquemia encefálica. TCE PRIMÁRIO ■ CONTUSÃO – Qualquer área do cérebro – Impactos occipitais ■ LACERAÇÃO – Vasos sanguíneos do próprio cérebro TCE PRIMÁRIO ■ Contusões e lacerações – Lesões nos nervos cranianos ■ Nervos óticos II ■ Oculomotores III ■ Abducentes IV ■ Faciais VII ■ Vestibulococleares VIII TCE PRIMÁRIO ■ LACERAÇÃO do espaço DURAL ou ARACNOIDE – Líquido cefalorraquidiano sai pelo nariz – (rinorreia de líquido cefalorraquidiano aumenta com a flexão cervical, tosse ou esforço). TCE PRIMÁRIO ■ ACELERAÇÃO E DESACELERAÇÃO – Lesão axional difusa. – Alteração no processo químico. ■ Lesão por golpes ou contragolpes: – Quedas – Contusões focais do córtex e também no lado oposto. – Danos vasculares são mais comuns sendo o tamanho desta hemorragia o indicador da gravidade. TCE SECUNDÁRIO ■ Extracrâniano: lesão torácica ou lesões múltiplas que podem levar a parada cardíaca, hipotensão e hipóxia. ■ Intracrâniano: hemorragias traumáticas, infecções e aumento da pressão intracraniana. TCE SECUNDÁRIO As lesões são causadas principalmente pela falta de oxigênio no cérebro TCE SECUNDÁRIO ■ Aumento da pressão craniana – (decorrente de inchaço ou hematoma intracraniano). ■ Hipóxia ou isquemia cerebral – (ocorre quando os vasos sanguíneos são rompidos ou pressionados). ■ Hemorragia intracraniana – ( a morte celular ocorre minutos após a lesão devido isquemia, edema, necrose e efeitos tóxicos nos tecidos neurais). ■ Infecção pele ferida aberta. TRATAMENTO INICIAL ■ Procedimento de emergência; ■ Avaliação; ■ Equilíbrio nutricional ■ Neurocirurgia ■ Equilíbrio hídrico. DECORTICAÇÃO Quadros de trauma, tumores ou de hemorragia que acometam áreas cerebrais localizadas acima do tronco encefálico, de modo a eliminar a influência do córtex sobre os tratos motores, descerebração É uma condição patológica resultante de quadros de trauma, tumores ou de hemorragia que acometam áreas cerebrais acima da região localizada inferior ao tronco encefálico, de modo a eliminar a influência do córtex sobre os tratos motores. FISIOTERAPIA ■ UTI, domiciliar e centro de reabilitação. ■ Deficiência e incapacidade dependem da área da lesão. ■ Espasticidade bastante grave – Melhorar a função motora. – Prevenção de encurtamentos musculares. – Prevenção de dor. FISIOTERAPIA ■ INICIAL PÓS LESÃO: – Promoção de boa função respiratória – Prevenção de encurtamento muscular – Conseqüências da espasticidade – Anormalidades de movimento – Tônus muscular. ■ Precisa ser manipulado ■ Evitar superestimulação ■ Posicionamento no leito ■ Explicações são importantes. FISIOTERAPIA ■ PÓS FASE INICIAL: – Avaliar a incapacidade física – Traçar novos objetivos incorporados ao modo de vida do paciente. – Prevenir alterações secundárias – Potencializar toda e qualquer habilidade motora e cognitiva remanescente.