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Fundamentos da ANTROPOLOGIA FORENSE: Estudo das caract. Humanas morfológicas visando conhecimento de pessoas através da identificação de peças anatômicas ou ossadas.
ANTROPOLOGIA FORENSE: Para se proceder a identificação de um corpo, devem-se utilizar todas as informações disponíveis como sexo, raça e idade
Reconhecimento - antropologia forense: 
Através dos sinais particulares ou individualizantes: Tatuagens, piercings, cicatrizes, marcas de nascença, próteses e órteses. 
Impressão digital ou impressão datiloscópica/dactiloscópica.
Principais ossos utilizados p/ exames laboratoriais: Crânio, fêmur (epífise superior) e esterno. Além dos ossos pode ser utilizado também poupa dentaria. 
Principais ossos utilizados p/ identificação: 
-Crânio (faixa etária, ancestralidade, gênero); 
-Ossos longos – Úmero, Radio, Ulna, Fêmur, Tíbia, Fíbula (estatura estimada do indivíduo – Antropometria: estudo da métrica óssea). Fêmur: 1,70m - ♂46,1cm= 56% / ♀45,3cm=50%. Ex: 50cm 1,70 -- 46,1
 X -- 50,0 - 46,1x = 1,70 * 50
 x = 85/46,1 = 1,84m
-Ossos do quadril: Gênero. ♂ - Mais cumprido do que largo, ou proporção igual / ♀ - Mais largo do que cumprido. Sacro: ♂ - mais cumprido do que largo / ♀ - Mais largo e curto.
	Suturas cranianas
	Idade (apagamento)
	Médio frontal
	Até os 8 anos
	Bi – parietal
	20 – 35 anos
	Fronto – parietal
	25 – 45 anos
	Parieto – occipital
	25 – 50 anos 
	Temporu – parietal
	40 – 80 anos 
Ancestralidade:
Caucasianos (branco europeu): Zigomático proeminente p/ descendentes italianos e gregos. Zigomática variável p/ descendentes de outros países da Europa. Ponte nasal alta e abertura nasal estreita.
Indiano (indígenas e asiáticos): Zigomático acentuado, ponte nasal baixa e abertura nasal mediana.
Negróides ou Africano: Zigomático acentuado, ponte nasal baixa e abertura nasal larga.
Os canais de Havers do tecido ósseo humano têm forma elíptica ou circular, diâmetro superior a 3µm e densidade de 8 a 10 por mm2. Os ossos animais têm forma circular, diâmetro inferior a 25µm e densidade superior a mencionada.
	Estrutura 
	♂
	♀
	Osso Frontal
	+ Inclinado 
	+ Reto
	Arco Supra Ciliar 
	+ Proeminente 
	Liso
	Incisura Supra Orbital 
	+ Proeminente 
	Liso
	Apófise mastoide e estiloide 
	+ Robusta
	+ Curtas e finas (delicadas)
	Mandíbula
	Angulada ou quadrada
	Oval
TANATOLOGIA FORENSE: Estudo dos fenômenos cadavéricos.
Definição de morte: Parada de todos os fenômenos vitais de modo definitivo, total e permanente. É um progressivo desmantelamento até chegar ao nível celular. Demora 24h – início da putrefação. Judicialmente: É considerado morte após parada encefálica.
Morte aparente: Provocado por estados patológicos que simulam a morte.
Morte relativa: Estado temporário de morte.
Momento da morte: Parada cárdio-respiratória irreversível; Morte cerebral ou encefálica.
-Lei nº 10.211/01 – Altera a Lei nº 9434/97 e condiciona a retirada de órgãos à autorização do cônjuge ou parente de maior idade na sucessória reta ou colateral.
Cronotanatognose: Diagnóstico do tempo da morte.
1° Sinais recentes ou imediatos: 1min – 2hrs após a morte.
-Aspecto do corpo: Fácies Hipocrática (cadavérica); Perda da consciência; Perda da sensibilidade; Imobilidade; Arreflexia (relaxamento dos esfíncteres); Parada cardíaca; Parada respiratória; “Silêncio” de aparelhos (eletrocardiograma, eletroencefalograma); Parada de atividade cerebral; Fenômenos oculares.	
2° Sinais mediatos ou consecutivos: 2 – 24hrs após a morte.
-Desidratação; Resfriamento do corpo; Rigidez	cadavérica; Livores ou hipóstases (depósito de matéria orgânica); Mancha verde abdominal.
3° Sinais tardios: 24hrs em diante (até a putrefação). Destrutivo: Putrefação* / Conservativos: Mumificação: pode durar décadas (depende de onde está o corpo).
°Putrefação: Fase de liquefação ou dissolução pútrida.
-Fase cromatida: 24 – 48hrs.
-Fase gasosa expansiva ou enfisematosa: 2° a 8°dia após a morte.
-Fase coliquativa (dissolução pútrida): até 3 meses após a morte.
-Fase esqueletização: Cadáver insepulto – 3 anos/ Cadáver sepultado – até 15 anos.
Fauna Cadavérica – Entomologia Forense: Estudo dos insetos de interesse forense, para a contribuição à resolução de causas na justiça
Aplicações:
1) Urbana: identificação de insetos que infestam e destroem estruturas de sustentação ou outras de imóveis residenciais e comerciais;
2) Produtos Estocados: identificação de insetos que infestam produtos consumíveis em suas diferentes etapas de industrialização;
3) Médico-Legal: identificação e estudo de insetos necrófagos para determinar o IPM (Intervalo Post Mortem) do cadáver, a possível remoção do corpo a partir de local de seu óbito, a utilização de toxicantes pelo indivíduo, momentos antes de sua morte, o contato recente do indivíduo pouco antes de sua morte ou logo depois, com outras pessoas que tenham deixado elementos biológicos em seu corpo.
Instala-se no cadáver que permanece insepulto e abandonado sobre o solo por algum tempo. Representada por insetos necrófagos; 
Ocorre em uma ordem de instalação das espécies destes insetos que segue:
- Moscas comuns; Moscas verdes; Coleópteros; Lepidópteros; entre outros.
1) Insetos da Ordem Diptera: 
Família Muscidae – Musca domestica
Família Calliphoridae – Crysomia sp
Família Sarcophagidae – Sarcophaga sp
2) Insetos da Ordem Coleoptera:
Família Silphidae – vários gêneros e espécies
NECRÓPSIA: Procedimento de abertura do corpo, analise dos órgão e determinação das alteraçãoes que tenham gerado a morte.
Morte natural: Ocorre devido a patologias de etiologia viral, bacteriano, parasitaria ou genética. No caso de ausência de acompanhamento médico, o copo, é necropsiado obrigatoriamente no serviço de verificação de óbito (SVO). Médico patologista.
Morte violenta: Causada por ações traumáticas: Homicídio, suicídio, acidentes. Obrigatório a necropsia – Instituto Médico-Legal (IML). No IML quem assina o atestado de óbito é o médico legista.
Morte suspeita: Morte c/ aspecto natural, porém se faz necessário esclarecer as circunstâncias que levaram o indivíduo a óbito. Quando necessário esclarecer se a causa da morte foi natural ou violenta.
Necropsia hospitalar: Realizada em pacientes hospitalizados que foram a óbito e a equipe medica mantem dúvidas sobre o diagnostico ou o tratamento.
A técnica da necropsia consiste em estudar as alterações de todos os órgãos após a morte:
Exame macroscópico: Observação de cada órgão quanto a cor, textura, formato, vol. E peso.
Exame microscópico: Verificação histológica de tecidos alterados dos órgãos em análise.
HEMATOLOGIA	FORENSE RECONSTRUTORA: A forma como as manchas de sangue estão dispostas no local do crime contribuem com a RECONSTRUÇÃO das ações da vítima e do agressor.
A observação das manchas permite RECONSTRUIR a cena do crime, incluindo a posição da vítima e do agressor, o trajeto de ocultação do cadáver ou de fuga, a arma e a intensidade e distância que ela foi utilizada e até incluir e excluir suspeitos.
Vestígio: Rastro ou a marca deixada por algo ou alguém, por onde passou.
Evidencia: Vestígio que tem co-relação c/ o delito.
Indicio: Fato ou circunstancia revelado pela reunião de vestígios e evencias em um local.
Prova técnica ou material: É a evidencia analisada por método técnico cientifico.
Corpo de delito: Próprio corpo ou matéria que sofreu a ação violenta passível de exame pericial.
Seleção dos tipos de manchas ou crostas: Através de Exames Macroscópicos e Microscópicos; Coloração da mancha – 3 tons: Vermelho vivo (recente até 12hrs), vermelho acastanhado (2 – 12hrs) castanho (após 12hrs); Forma da mancha; Avaliação do tamanho; Identificação das impregnações de substância sólida, líquida ou gasosa.
Exames de Hematologia Forense:
1° Teste de Orientações: Teste indicativo, não da certeza. 
-Luminol; H2O2 + Heme; Kastle – Meyer.
2° Testede Certeza:
-Teste de Teichmann; Teste de Takayama.
3° Teste Específico Humano:
-Teste de Coombs.
4°Tipagem Sanguínea:
-Sistema ABO e Rh.
5° Vinculo genético (se necessário):
- DNA
- Reação p/ saliva: Reação química – sulfocianeto de potássio;
SEXOLOGIA FORENSE: Em direito, crimes sexuais são denominados crimes contra liberdade sexual.
Estupro: Conjunção carnal, feita de maneira violenta e ñ consentida (penetração vaginal). A partir de 2009 – vaginal, anal e oral.
Atentado violento ao pudor: Ato libidinoso diverso ao estupro.
Violência: Concurso de força física e de emprego de meios capazes de privar ou perturbar o entendimento da vítima impossibilitando-a de reagir ou de se defender
Efetiva:	
-Física: Agressão de forma violenta que anula ou enfraquece a oposição;
-Psíquica: Inibição ou enfraquecimento das faculdades mentais.
Presumida (3 situações): Menor de 14 anos; Vítima alienada ou débil mental; Qualquer causa que impeça a vítima de resistir.
Parafilia: Padrão de comportamento sexual perverso ou anormal.
Sadismo: Prazer sexual ao ver a dor e sofrimento do outro no ato.
Exames forenses p/ crimes sexuais e p/ detecção 
Lesão corporal: Enumeração de lesões (agressões). Comprovar a cópula vaginal: o hímen pode estar integro, c/ rotura completa, c/ rotura incompleta, c/ agenesia, complacente, reduzido a carúnculas mitriformes.
Laboratoriais:
Orientação: 
-Macroscópico: Visualização da mancha em luz UV.
-Bioquímico: Dosagem de Fosfatase acida.
Certeza:
-Microscópico: Pesquisa de SPTZ – Corantes: Eosina (alaranjado) e Cristmas Tree (verde claro).
-Bioquímico: Pesquisa de P30/PSA
VERIFICAÇÃO POR DNA: Identificação humana por análise comparativa de DNA. O objetivo da análise	de DNA é diferenciar um indivíduo de outro, através de	 um grande número de características, dando-lhe uma identidade absoluta como pessoa, podendo assim ser diferenciado dentre bilhões de	outras;		
Objetivos de estudo:
- DNA nuclear ou genômico;
- DNA mitocondrial (materno);
- DNA do cromossomo Y (paterno).
TRICOLOGIA MOLECULAR FORENSE: Exame de pelos e cabelos p/ identificação humana pela morfologia do fio e pelo.
Tipos de medula de fios humanos: Continua, descontinua ou tracejada. 
Tipos de medula de fios de animais: Globosa (canídeos) e rajada (felinos).
Ciclo de crescimento do fio: Anágena, catágena e telógena.
	BULBO
	CONSERVAÇÃO DAS CÉLS.
	DNA NUCLEAR 
	DNA MITOCONDRIAL
	ANÁGENO 
	Preservadas 
	Íntegro 
	Íntegro
	CATÁGENO 
	Em degradação
	Em degradação
	Íntegro
	TELÓGENO 
	Degradado
	Degradado
	Íntegro
	BULBO
	TIPO DE DNA VIVÁVEL P/ EXAMES
	HERANÇA P/ VÍNCULO GENÉTICO 
	ANÁGENO 
	Total (Nuclear e mitocondrial)
	Paterno – Cromossômico
Materno – Mitocondrial 
 
	CATÁGENO 
	Mitocondrial
	Materno – Mitocondrial 
	TELÓGENO 
	Mitocondrial
	Materno – Mitocondrial

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