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02 e ar comprimido acoplados à incubadora.
•	Ventilador eletrônico ou sistema de ventilação manual.
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 Transporte Seguro 8 Capítulo
•	Material para fixação da cânula.
•	Halo.
•	Drenos de tórax números 12 e14 (opção: cateteres intravenosos flexíveis números 12 e 14)
•	Umidificador-condensador higroscópico neonatal.
•	 Caixa de pequena cirurgia (com uma pinça, uma tesoura, uma pinça tipo Kelly e porta-agulha).
•	Luvas estéreis.
Material para coleta de exames:
•	Agulhas 25/7 e 20/5 (três de cada).
•	Cateteres intravenosos agulhados números 25 e 27 (dois de cada).
•	Seringas de 1, 3, 5 e 10mL (duas de cada).
•	Tubos secos, frascos com EDTA e frascos de hemocultura (dois de cada).
•	Coletor de urina.
•	Álcool, algodão e gaze.
•	Luvas estéreis.
Medicações:
•	Medicamentos para reanimação: adrenalina diluída 1/10.000; (1mL da solução 1/1.000 
diluída em 9mL de soro fisiológico).
•	Aporte hidroeletrolítico: cloreto de sódio a 10% ou 20%, glicose a 10% e 50%, cloreto de 
potássio a 19,1%, gluconato de cálcio a 10% (dois frascos de cada), 2 soros de 250mL de 
SF 0,9% e 2 de SG 5%.
•	Suporte cardiovascular: dopamina (1mL = 5mg), dobutamina (1mL = 12,5mg), furosemida 
(1mL = 10mg).
•	Anticonvulsivantes*: fenobarbital (1mL = 100mg), difenil-hidantoína (1mL = 50mg), mi-
dazolam (1mL = 5 mg).
•	Antibióticos: ampicilina (1fr = 500mg) e gentamicina (1mL = 10mg) (se estiver usando 
outro antibiótico, ver horário de administração e, se necessário, levar já diluído).
•	Analgésicos: fentanil (1mL = 50µg)*.
•	Diversos: hidrocortisona (1fr = 100mg), vitamina K (1mL = 10mg) protegida da luz, hepari-
na (1mL = 5.000UI), aminofilina (1mL = 24mg), bicarbonato de sódio 8,4% (1mL = 1mEq) 
ou 10% (1mL = 1,2mEq), água destilada para diluição de medicamentos e lidocaína 2%.
•	Prostagladina E1 e outros medicamentos devem ser solicitados, quando necessário.
* Devem ser colocados na mala imediatamente antes do transporte (drogas de uso controlado).
As seguintes observações sobre os equipamentos, os materiais e as medicações são importantes:
•	 Os materiais eletrônicos necessários para o transporte, tais como incubadora de dupla pare-
de, oxímetro de pulso, monitor cardíaco, ventilador eletrônico e bomba de infusão devem 
ser portáteis, duráveis, leves, de fácil manutenção e estarem sempre prontos e disponíveis.
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Estes equipamentos devem possuir bateria própria e recarregável, com 
autonomia de funcionamento de, no mínimo, o dobro do tempo previsto para 
o transporte.
•	Além disso, os materiais não podem sofrer interferência eletromagnética e devem possuir 
um módulo de fixação adequado, suportar a descompressão aguda e as mudanças de 
temperatura e vibração, devem ser compatíveis com outros equipamentos de transporte 
e passar pelas portas de tamanho padrão dos hospitais.
•	É importante ressaltar que toda medicação necessária para a reanimação deve estar pre-
parada previamente ao início do deslocamento do paciente. Os medicamentos devem 
estar adequadamente identificados e bem acondicionados. Toda medicação utilizada 
deve ser reposta logo após o término do transporte.2,3,4
8.2 Preparação para o transporte neonatal
8.2.1 Solicitação de vaga em outro hospital
Para a transferência do RN, é necessária a comunicação do profissional solicitante com uma 
central reguladora de vagas ou, eventualmente, diretamente com o hospital de destino. Em 
qualquer uma das situações o profissional solicitante deverá fornecer, por escrito, à equipe 
de transporte e ao hospital de destino, dados detalhados da avaliação e da evolução clínica 
do paciente, bem como os resultados de exames e cópia de prescrições. A responsabilidade 
pela assistência ao paciente é do profissional solicitante, até que o mesmo seja recebido 
pelo profissional da unidade responsável pelo transporte.3,4,11
8.2.2 Solicitação do consentimento para transferência ao responsável legal
Deve-se pedir autorização escrita ao responsável legal pelo RN, para a remoção. A mãe é a 
responsável pelo RN, exceto em situações de doença psíquica.
Em caso de risco iminente de vida, o profissional está autorizado a transferir o 
neonato sem a autorização do responsável.3,4,11
8.2.3 Cálculo do índice de risco para o transporte
O ideal é que no início e ao final de cada transporte, seja calculado o índice de risco para 
o procedimento Transport Risk Index of Physiologic Stability (TRIPS). O TRIPS é um escore útil 
na predição da mortalidade no sétimo dia pós-transporte e na ocorrência de hemorragia 
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peri-intraventricular grave. Além disso, o TRIPS contribui para avaliar como foi realizado o 
transporte e sua influência no quadro clínico do RN. Também permite identificar potenciais 
problemas passíveis de prevenção (exemplo: hipotermia).
O TRIPS também pode ser usado para avaliar a qualidade do atendimento em hospitais de 
nível primário e secundário antes do transporte dos pacientes e sugerir protocolos para me-
lhorar a estabilização antes do transporte, mediante capacitação dos profissionais envolvi-
dos nesses cuidados.12 O TRIPS compreende quatro itens: temperatura, padrão respiratório, 
pressão arterial e estado neurológico4,12 (Tabela 2).
Tabela 2 – Calculo de índice de risco para o tranporte – TRIPS 4,12
Temperatura ºC Pontuação
<36,1ºC ou >37,6ºC 8
Entre 36,1ºC e 36,5ºC ou entre 37,2ºC e 37.6ºC 1
Entre 36,6ºC e 37,1ºC 0
Padrão respiratório Pontuação
Apneia, gasping, intubado 14
Frequência respiratória >60IRM e/ou saturação de oxigênio <85% 5
Frequência respiratória ≤60IRM e/ou saturação de oxigênio ≥85% 0
Pressão arterial sistólica (mmHg)
<20 26
Entre 20 e 40 16
>40 0
Estado neurológico Pontuação
Sem resposta a estímulos, com convulsões ou em uso de relaxante muscular 17
Letárgico, não chora 6
Ativo, chorando 0
O valor obtido pode ser utilizado como base de comparação para condições antes e após 
o transporte.
8.2.4 Estabilização clínica antes do transporte
Para que o transporte neonatal seja feito com segurança é imprescindível, além de uma equi-
pe de transporte bem treinada, a adequada estabilização clínica do RN antes do transporte.
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Quanto à estabilização do RN, os seguintes cuidados devem ser considerados, independen-
temente da distância a ser percorrida:
•	Manutenção da temperatura corporal.
•	Estabilização respiratória.
•	Manutenção do acesso venoso.
•	Suporte metabólico e ácido-básico.
•	Monitorização hemodinâmica.
•	Controle da infecção.
•	Avaliação da dor.
8.2.4.1 Manutenção da temperatura corporal
É um ponto crucial, pois a hipotermia está associada ao aumento da morbimortalidade.3,4,13 A 
temperatura é medida na região axilar do RN e, idealmente, o transporte só deve ser iniciado 
se estiver acima de 36ºC. A manutenção da temperatura poderá ser atingida por meio de:
•	Secagem adequada do RN quando o transporte ocorrer logo após o nascimento.
•	Utilização de incubadora de transporte de dupla parede com a temperatura regulada de 
acordo com o peso do paciente.
•	Envolvimento do corpo e membros do RN, mas não a cabeça, em filme transparente de 
PVC para diminuir a perda de calor por evaporação e convecção.
•	Uso de toucas de algodão, principalmente em RNs prematuros e RN com hidrocefalia.
8.2.4.2 Estabilização respiratória
Inclui cuidados apropriados de reanimação e manutenção de vias aéreas pérvias por meio de:
•	Aspiração de vias aéreas superiores, incluindo boca, nariz e hipofaringe.
•	Verificação do posicionamento do RN, se adequado, com