Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Faculdade de Engenharia Civil 
 
Instalações Hidráulicas Prediais 
 
 
 
 
I – SISTEMA PREDIAL DE ÁGUA FRIA (SPAF) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Alice Venturini 
 
1 
 A norma que fixa as exigências e recomendações 
relativas a projeto, execução e manutenção da instalação 
predial de água fria é a ABNT NBR 5626 de 1998: Instalação 
predial de água fria. 
2 
 De acordo com a norma, as instalações prediais de água 
fria devem ser projetadas de modo que, durante a vida útil do 
edifício que as contém, atendam aos seguintes requisitos: 
Preservar a potabilidade da água. 
Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em 
quantidade adequada e com pressões e velocidades 
compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos 
sanitários, peças de utilização e demais componentes. 
Promover economia de água e energia. 
Possibilitar manutenção fácil e econômica. 
 Evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente. 
Proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de 
utilização adequadamente localizadas, de fácil operação, 
com vazões satisfatórias e atendendo às demais exigências 
do usuário. 
3 
Abastecimento Público de Água 
4 
Instalação Hidráulica Residencial 
Fonte: Carvalho Jr. (2015) 
5 
Instalação Hidráulica Predial 
6 
Tipos de Sistemas Prediais de Suprimento de Água 
I. Sistema Direto 
 
 Aquele em que todas as peças de utilização estão ligadas 
diretamente à rede pública, através de uma rede de 
distribuição. 
7 
Tipos de Sistemas Prediais de Suprimento de Água 
I. Sistema Direto 
 
Vantagens 
Não necessita de reservatório. 
Maior economia de espaço na edificação. 
 Economia de energia elétrica (sem bomba). 
Menor carregamento estrutural. 
 
Desvantagens 
O sistema de fornecimento tem que ser confiável 
garantindo a pressão e a vazão necessária para o 
abastecimento. 
 Interrupção de fornecimento devido a necessidade de 
manutenção. 
8 
Tipos de Sistemas Prediais de Suprimento de Água 
 
II. Sistema Indireto por Gravidade 
 
 No sistema indireto por gravidade a rede de distribuição 
do edifício é alimentada a partir de um reservatório elevado. 
 
 
9 
Tipos de Sistemas Prediais de Suprimento de Água 
 
 
II. Sistema Indireto por gravidade 
 
Vantagens 
Armazenamento de água para suprimento contínuo. 
Minimiza o risco de refluxo e água na rede de 
abastecimento. 
 
Desvantagens 
Maior carregamento estrutural. 
Manutenção periódica do reservatório para limpeza a 
cada seis meses. 
10 
Tipos de Sistemas Prediais de Suprimento de Água 
 
II. Sistema Indireto Hidropneumático 
 
 No sistema hidropneumático, a rede de distribuição é 
pressurizada através de um tanque de pressão que contém 
água e ar. 
11 
Tipos de Sistemas Prediais de Suprimento de Água 
 
II. Sistema Indireto Hidropneumático 
 
 
12 
Esquema de Instalação de um Sistema Hidropneumático 
13 
Tipos de Sistemas Prediais de Suprimento de Água 
 
II. Sistema Indireto Hidropneumático 
 
 
14 
Elementos Constituintes dos Sistemas Prediais Hidráulico 
15 
 
Ramal Predial 
 
 O ramal predial é tratado na NBR 14122:1998 da ABNT. As 
ligações do ramal predial e medidores (hidrômetros) são estudados 
com bastante propriedade por Nogami (1978). 
 A ligação do ramal predial à rede pública de abastecimento 
pode ser efetuada através de três tipos de tomadas: direta, com colar 
e com ferrule. 
 
 
 
adaptador ferrule colar 16 
17 
 
Cavalete 
 O cavalete é o conjunto de tubo, conexões e registros do ramal 
predial, destinado a instalação do hidrômetro. O cavalete é 
constituído, geralmente, por um hidrômetro e um registro de gaveta 
interligado entre o ramal predial e o alimentador predial. 
 A NBR 10925/89, NBR 11304/90 e NBR 14122/98, tratam dos 
cavaletes de PVC DN 20, de polipropileno DN 20, e de aço 
galvanizado, respectivamente, para ramais prediais. A NBR 8193/97 
trata dos hidrômetros taqueométricos para água até 15 m3/hora. 
 O cavalete deve ser instalado em abrigo próprio para proteção 
contra o sol e a intempéries contendo um registro, para o caso 
comum de ramais prediais, com diâmetro de 25mm. Cada 
Concessionária adota o modelo que na prática são muito parecidos 
entre si. 
18 
Cavalete 
Esquema de cavalete modelo 
Fonte: 14122:1998 
19 
Hidrômetro 
 
 Os medidores ou hidrômetros são aparelhos destinados à 
medida e indicação do volume de água escoado da rede de 
abastecimento ao ramal predial de uma instalação. Os hidrômetros 
contêm uma câmara de medição, um dispositivo redutor (trem de 
engrenagem e um mecanismo de relojoaria ligado a um indicador 
que registra o volume escoado). Os hidrômetros são classificados em 
hidrômetros de volume e hidrômetros de velocidade. 
 
 
 
 
20 
Hidrômetros 
 Hidrômetro Mestre (macromedidor): é o hidrômetro instalado no 
ramal predial de alimentação do condomínio medindo toda a água 
fornecida ao mesmo. 
 
 
 
 
 Hidrômetro Individual (micromedidor): é o hidrômetro 
instalado no ramal de alimentação de água do apartamento 
destinado a medir a água, utilizada internamente e subsidiar o 
processo de faturamento dos serviços (Água e Esgoto), sendo o 
hidrômetro, especificado na classe metrológica compatível com seu 
padrão construtivo de fábrica (hidrômetro do tipo H/V com mostrador 
inclinado a 45º). 
21 
 
Pagamento Justo versus Preservação do Sistema Hídrico 
 
 O estado do Paraná foi o pioneiro na obrigatoriedade da 
medição individualizada Lei 10895/1994. 
 O estado de São Paulo promulgou a Lei 12638/1998 que a 
partir de então só seriam aceitos projetos com a 
individualização da medição. 
 A capital do estado de Sergipe, Aracajú, promulga a Lei 
2879 em 2000. 
 Em 2002 o estado do Rio de Janeiro obriga a todas as 
concessionárias de água, luz e gás a medição individualizada. 
 Também em 2002 a Lei 16759 institui a obrigatoriedade de 
hidrômetro nos edifícios residenciais na região metropolitana 
de Recife, tornando obrigatória em todo estado em 2004. 
22 
 Campinas a Lei Municipal 12474/2006 determinou a 
obrigatoriedade de individualização de hidrômetros para 
novas edificações a partir em 6 de maio do mesmo ano. No 
mesmo ano foi a vez de Natal/RN aprovar a lei nº 238/2006 
com teor semelhante ao da lei da cidade de Campinas. 
 O Presidente Temer sancionou a Lei 13.312 que foi 
publicada 11/07/2016 no Diário Oficial da União (DOU). Esta lei 
altera a Lei 11.445, de 2007, que estabelece diretrizes nacionais 
para o saneamento básico. “As novas edificações 
condominiais adotarão padrões de sustentabilidade ambiental 
que incluam, entre outros procedimentos, a medição 
individualizada do consumo hídrico por unidade imobiliária” A 
Lei só entrará em vigor em 2021. 23 
 
Alimentador Predial 
 
 O alimentador predial (ou ramal interno) inicia a partir do 
hidrômetro e se estende até a bóia ou outro componente que cumpra 
a mesma função. Tendo em vista a facilidade de operação do 
reservatório, a NBR 5626/98 recomenda que um registro de 
fechamento seja instalado fora dele, em local de fácil acesso. 
 Ainda segundo a NBR 5626/98, o alimentador predial pode ser 
aparente, enterrado, embutido ou recoberto. Mas alguns cuidados 
devem ser tomados em relação ao alimentador predial. Se o 
alimentador for enterrado deve-se observar uma distância mínima 
horizontal de 3,0 m de qualquer fonte potencialmente poluidora, como 
fossas negras, sumidouros, valas de infiltração, etc.24 
Dimensionamento do Alimentador Predial 
 
 A vazão a ser considerada no dimensionamento do alimentador 
predial depende do sistema de abastecimento e distribuição utilizado, 
ou seja, sistema de abastecimento e distribuição direto e sem 
reservatório ou sistema de abastecimento e distribuição indireto com 
reservatório. 
 Para sistema de abastecimento e distribuição direto e sem 
reservatório o alimentador predial tem a função de sistema de 
distribuição, devendo ser calculado como barrilete. Já para o sistema 
de distribuição indireto com reservatório tem-se que admitir as 
seguintes premissas: o abastecimento da rede pública ser contínuo e a 
vazão suficiente para suprir o consumo diário por 24 horas e a 
velocidade de escoamento na rede pública de abastecimento deve 
variar de 0,60 a 1,0 m/s. 
25 
Sistema de Medição Coletiva versus Individual 
 
Limitações 
 
 Para sistemas convencionais quanto para sistemas com 
medição individualizada, a utilização de válvula de descarga, 
conforme a NBR 5626 (ABNT, 1998), requer coluna exclusiva. 
 No caso de sistemas de medição individualizada, a 
principal razão em não se utilizar válvula de descarga é que, 
em função da grande diferença de vazão da válvula de 
descarga, em relação aos outros aparelhos sanitários, o 
medidor dimensionado para a vazão da válvula de descarga 
ficaria superdimensionado para as vazões dos outros aparelhos, 
o que resultaria na submedição. 
26 
 
Sistema de Medição Coletiva versus Individual 
 
Quanto ao traçado 
 
 O traçado das instalações hidráulicas é bem 
diferenciado das instalações convencionais. Em vez de 
colunas de água distribuídas em todas as áreas hidráulicas, 
são consideradas colunas de água centralizadas, de forma 
que a distribuição horizontal é feita em cada apartamento, 
gerando a necessidade de rebaixo em gesso ou sancas no 
interior das unidades habitacionais. 
 O traçado da tubulação de água dentro do 
apartamento deve ser estudado pelos profissionais envolvidos 
para minimizar o impacto na estética e custo da instalação. 
27 
As Vantagens da Medição Individualizada 
 
Rateamento justo: Sem a individualização, todos os condôminos 
dividem a mesma conta, independentemente do consumo, o que 
gera injustiças. Com a medição individualizada, cada um paga 
pelo que consome. 
 
Conta menor: Pagar uma conta menor passa a depender apenas 
de cada condômino. Quem mora sozinho e trabalha fora o dia 
todo, provavelmente, pagará a taxa mínima, gerando economia. 
 
Vazamentos: Com a medição coletiva, vazamentos e 
irregularidades são identificados apenas quando o valor da conta 
de água geral vem muito alta, mas não dá para saber de onde 
vem a irregularidade. Com a medição individualizada, identificar 
irregularidades e corrigi-las fica muito mais fácil. 
28 
As Vantagens da Medição Individualizada 
 
Redução do desperdício: Com o pagamento individual da 
conta de água, os "desperdiçadores" de plantão passarão a 
economizar água ao perceber que dói no bolso. Estudos 
mostram que a individualização gera redução média de 30% 
do consumo. 
 
Condomínio barato: Calcula-se que entre 70% e 80% do valor 
das taxas de condomínio corresponda apenas à conta de 
água. Com a redução do consumo, o valor da taxa do 
condomínio cai bastante. 
 
Redução de inadimplência: Com o condomínio mais barato, os 
níveis de inadimplência são reduzidos, o que evita o aumento 
da taxa para suprir despesas não pagas pelos caloteiros. 
29 
As Vantagens da Medição Individualizada 
 
Valorização: O imóvel com medição individual ganha valor de 
mercado. A água individualizada tem se tornado exigência 
de clientes. 
 
30 
Implantação da Medição Individualizada 
31 
Colocação de hidrômetros em condomínio vertical. 
32 
Medição Individualizada 
 
 Instalação dos Medidores no Térreo 
 
 Instalação incorreta Instalação correta 
33 
 Tipos de Implantação da Medição Individualizada 
 
 
34 
Medição Individualizada 
 
 Instalação dos Medidores no Barrilete 
35 
Medição Individualizada para Água Quente 
 
 
 Instalação dos Medidores no Hall Social 
 
36 
Medição Individualizada e Remota de Consumo de Água 
37 
Medição Individualizada e Remota de Consumo de Água 
38 
Especificações a respeito das tubulações 
 
 De acordo com a NBR 5626/98, tanto os tubulações como as 
conexões, constituintes de uma instalação predial de água fria, 
podem ser de aço galvanizado, cobre, ferro fundido, PVC rígido ou de 
outros materiais, de tal modo que satisfaçam a condição de que a 
pressão de serviço não deva ser superior a pressão estática, no ponto 
considerado, somada à sobre pressão devido a golpes de aríete. 
 Segundo a mesma Norma, o fechamento de qualquer peça de 
utilização não pode provocar sobre pressão, em qualquer ponto da 
instalação, que supere mais de 200kPa (20mca) a pressão estática 
neste ponto. A máxima pressão estática permitida é de 40mca (400 
kPa) e a mínima pressão de serviço é de 0,5mca (5kPa). 
 
39 
 
Consumo 
Provável 
(m3/dia) até 
 
Ramal Predial 
 
Hidrômetro 
 
Cavalete 
 
Abrigo 
Diâmetro 
externo (mm) 
 
Material 
Consumo 
provável 
(m3/dia) 
até 
Vazão 
caracterist. 
(m3/dia) 
até 
 
Diâmetro (mm) 
 
Material 
 
Dimensões internas (m) 
 
16 
 
20 
 
PEAD 
5 3 19 
 FoGo PVC 
 
0,85 X 0,65 X 0,30 
8 5 19 
11 7 25 
16 10 25 
30 20 PEAD 30 20 38 FoGo 0,85 X 0,65 X 0,30 
50 32 PEAD 50 30 50 FoGo 2,00 X 0,90 X 0,40 
100 32 PEAD 
300 
 
50 
 
FoGo 
 
2,00 X 0,90 X 0,40 50 FoFo 
300 50 FoFo 
1100 75 FoFo 1100 75 FoGo 2,30 X 1,10 X 0,50 
1800 100 FoFo 1800 100 FoFo 3,00 X 1,25 X 0,80 
4000 130 FoFo 4000 150 FoFo 3,20 X 1,50 X 0,80 
6500 200 FoFo 6500 200 FoFo 3,20 X 1,50 X 0,80 
 Dimensionamento do ramal predial e medição 
Fonte: SABESP 
40 
...Sempre existe uma saída para qualquer 
problema, por mais complexo e difícil que nos 
pareça..." 
Provérbio Chinês 
41 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 5626/1998 
– Instalação predial de água fria. 
 
BOTELHO, Manoel Henrique Campos. Instalações hidráulicas 
prediais. 3 ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2010. 
 
CARVALHO JR., Roberto de. Instalações Prediais Hidráulico-
Sanitárias: Princípios Básicos Para Elaboração de Projetos. Blücher, 
2015. 
 
42 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
CREDER, H. Instalações hidráulicas e sanitárias. Rio de Janeiro: LTC, 
1974. 
 
MANCINTYRE, A. J. Manual de Instalações Hidráulicas e Sanitárias. 
Rio de Janeiro: LTC, 2012. 
 
SALGADO, Júlio Cesar Pereira. Instalação hidráulica residencial: a 
prática do dia a dia. São Paulo: Érica, 2013. 
 
SANTOS, Sérgio Lopes dos. Bombas & Instalações Hidráulicas. LCTE, 
2007. 
43

Mais conteúdos dessa disciplina