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Glut e Glicólise Prof. Michelle Faria O transporte de glicose é fundamental para manutenção do nosso corpo, visto que essa molécula é responsável por grande parte da energia que utilizamos. A glicose não pode difundir-se através dos poros da membrana, já que seu peso molecular é de 180, e o máximo das partículas permeáveis é cerca de 100. Existem dois mecanismos de transporte de glicose através da membrana celular: transporte facilitado, mediado por transportadores de membrana específicos (GLUT) e o co-transporte com o íon Sódio (SGLT). GLUT – Transportadores de Glicose Em todas as células a glicose é transportada através de transportadores, de uma área de maior concentração para uma de menor, por difusão facilitada Isso é possível através de transportadores de membrana específicos – os GLUTs A velocidade de transporte é aumentada em 10 a 20 vezes, em relação à velocidade observada na ausência da secreção de insulina O transporte de glicose é bidirecional A quantidade de glicose passível de se difundir para o interior da maioria das células, na ausência de insulina, a exceção dos hepatócitos e neurônios, é insuficiente para o metabolismo energético. Logo, nestas células o transporte de glicose não é dependente da insulina Atualmente se propõe 14 tipos de GLUTs diferentes, porém nos ateremos a 4 tipos Estrutura geral do GLUT. Em roxo, aminoácidos conservados. São 12 segmentos transmembrânicos hidrofóbicos. Cada alça forma um canal por onde a glicose passa GLUT 1: Largamente difundido pelo corpo, responsável pelo metabolismo basal celular. Não depende de insulina. Possui alta capacidade de transporte e de afinidade pela glicose. Sua expressão aumenta em casos de hipoglicemia. GLUT 1 e 3: Presentes no cérebro, tecido que depende somente de glicose para obtenção de energia. Não são transportadores dependentes de insulina GLUT 1: células endoteliais da barreira hemato encefálica. Presente em maior quantidade na infância GLUT 3: proporciona o transporte da glicose do astrócito ao neurônio. Presente em maior quantidade na vida adulta GLUT 2: Presente nos hepatócitos, células β pancreáticas, mucosa intestinal e rins Tem alta afinidade com a glicose, fazendo com que o transporte seja proporcional à glicemia Não tem atividade dependente da insulina São as células β que detectam as alterações de glicose no sangue e secretam insulina de acordo. Defeitos nesse GLUT levam a problemas na secreção de insulina. Expressão de GLUT2 é estimulada pela hiperglicemia, dietas ricas em carboidratos e suprimida pela hiperinsulinemia. GLUT 4: são os transportadores insulina-dependente, mais abundante nas membranas celulares do músculo esquelético, cardíaco e tecido adiposo. Está presente na membrana plasmática em vesículas citoplasmáticas A contração muscular aumenta a formação de AMP, o que estimula a transcrição e translocação do GLUT 4. Exercícios extenuantes e dietas ricas em gorduras diminuem a expressão de GLUT 4 No fígado: a insulina inibe glicogenólise e gliconeogênese e estimula síntese de glicogênio No músculo esquelético: estimula a: captação de glicose e síntese de glicogênio No tecido adiposo: estimula a captação de glicose e redução da liberação de ácidos graxos e síntese de triglicerídeos. Também estimula a entrada de aminoácidos nas células para promover a síntese protéica. O transportador possui a menor cinética da família dos GLUT, mas grande afinidade. Como acontece a translocação do GLUT mediada por insulina? Sinalização pela AKT Ativação da AMPK – proteína quinase ativada por AMP (contração muscular – sem ativação por insulina) AMPK: importante enzima envolvida na homeostasia energética do nosso corpo É ativada quando a energia celular é depletada, através do aumento de AMP, ou quando é fosforilada pela AMPK cinase. Induz aumento no ATP por estimular a glicólise e a oxidação de ácidos graxos Simultaneamente inibe vias que consomem ATP (como síntese de colesterol, ácidos graxos e triacilgliceróis) Regula a sinalização de insulina, induzindo a translocação do GLUT4 O que a metformina faz: induz a expressão de Rab4 pela via da AMPK A Regulação de Rab4 está relacionada com a AKT e com a AS160 Prof. Michelle Castro 1) Fosforilação da glicose: Ela é ativada para as reações subsequentes. ∆G’0 = -16,7 kJ/mol 2) Conversão da glicose 6-fosfato em frutose-6-fosfato ∆G’0 = -1,7 kJ/mol 3) Fosforilação da frutose-6-fosfato em frutose 1,6-bifosfato Primeira reação que compromete a molécula com a via glicolítica ∆G’0 = -14,2 kJ/mol 4) Clivagem da frutose 1,6-bifosfato 5) Interconversão das trioses fosfato ∆G’0 = 23,8kJ/mol Fase de Pagamento Produção de NADH e ATP 6) Oxidação do gliceraldeído 3-fosfato em 1,3 bifosfoglicerato A quantidade de NAD+ em uma célula é muito menor que a quantidade de glicose. Logo, o NAD+ deve ser reoxidado e reciclado continuamente. 7) Transferência do fosfato em 1,3 bifosfoglicerato para o ADP Essa formação de ATP é chamada de fosforilação no nível do substrato, para distinguir do mecanismo de fosforilação ligada à respiração 8) Conversão do 3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato 9) Desidratação do 2-fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato 10) Transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP E se não tiver oxigênio???? A Gliconeogênese e a glicólise são reciprocamente reguladas Em uma escala um pouco maior, a glicólise é regulada por glucagon, adrenalina e insulina, e por variações na expressão de genes de várias enzimas glicolíticas 1) Hexocinase Humanos tem 4 tipos de hexocinases, designadas de I a IV A I (músculo) e a II (miócitos) são inibidas alostericamente por seu produto. A III também é encontrada no tecido muscular. Funcionam com baixa concentração de glicose, saturando com cerca de 0,1µm Tipo IV: presente no fígado, também chamada de glicocinase. Tem alto Km (10mM). Ela não é inibida por glicose 6 fosfato. Ela é inibida por uma proteína reguladora específica do fígado. Quando tem pouca glicose, a frutose 6 fosfato atua como efetor alostérico dessa proteína, que sequestra a hexocinase para o nucleo. Quando a concentração de glicose aumenta, ela compete com a frutose 6 fosfato e a proteína libera a hexocinase. A tipo IV também é regulada ao nível de síntese proteica. Condições que aumentam a transcição do gene: baixa ATP, alta AMP, contração muscular vigorosa ou maior consumo de glicose 2) Fosfofrutoquinase (ou PFK1) Etapa que compromete a glicose com a glicólise ATP inibe a PFK1, porque reduz sua afinidade por frutose 6 fosfato; ADP e AMP estimulam; Citrato aumenta o efeito inibidor de ATP; 3) Piruvato cinase Nos vertebrados são encontradas 3 isoenzimas da piruvato cinase, que diferem na distribuição tecidual e na resposta aos moduladores ↑ATP, ↑acetil coA e ácidos graxos de cadeia longa inibem todas as isoenzimas. A isoenzima do fígado é inibida por fosforilação. Frutose 1,6 bifosfato estimula