POLITRAUMA- ABCDE-ASSISTÊNCIA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
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POLITRAUMA- ABCDE-ASSISTÊNCIA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA


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POLITRUMATISMO-ATENDIMENTO DO POLITRAUMATIZADO 
A, B, C, D,E- ATENDIMENTO NAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NOS 
DISTÚRBIOS 
 
 
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POLITRUMATISMO-ATENDIMENTO DO POLITRAUMATIZADO 
A, B, C, D,E- ATENDIMENTO NAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NOS 
DISTÚRBIOS 
 
 
1- CONCEITOS: 
O trauma (do grego trauma,atos: "ferida") físico é uma lesão ou ferida mais ou 
menos extensa, produzida por ação violenta, de natureza física ou química, externa ao 
organismo. 
O termo "traumatismo" refere-se às consequências locais e gerais do trauma para 
a estrutura e o funcionamento do organismo. Em geral usa-se o termo, "traumatismo" como 
sinônimo de trauma físico. 
Politraumatizado é o paciente que tem inúmeros traumas. 
O ATLS (Advanced Trauma Life Support, ou Suporte Avançado de Vida no Trauma \u2013 SAVT) e 
o Committee on Trauma sugerem que o trauma deve ser pensado como uma PATOLOGIA, 
não como um acidente,pois a maioria das lesões por trauma poderiam ser evitadas. 
EMERGÊNCIA: ocorrência ou situação perigosa, de aparecimento súbito e imprevisto, 
necessitando de imediata solução. - NÃO PODE ESPERAR. 
 
 URGÊNCIA: ocorrência ou situação perigosa, de aparecimento rápido, mas não 
necessariamente imprevisto e súbito, necessitando de solução em curto prazo. 
2-CINÉTICA DO TRAUMA: 
A avaliação do traumatizado começa na cena do acontecimento, antes mesmo da 
visualização da vítima, observa-se as circunstâncias do acontecimento. 
Avalia-se: tipo de trauma, o que causou grau de deformidade do veículo, se caso for 
arma: calibre, tipo e outros, danos no veículo para ter uma idéia da lesão ocasionada. 
 
3-TRABALHO EM EQUIPE: 
A equipe que atende o Politraumatizado deve ter dois tipos de lesão em mente: 
 Facilmente identificáveis ao exame físico: 
 Lesões Potenciais : não obtidas em exame físico, podem passar 
desapercebidas, mas dependendo dos mecanismos do trauma sofrido pelo 
paciente, incluindo lesões graves, devemos fazer avaliações do todo. 
 A história do acidente , deve ser levada em conta , assim como a indicações 
e suspeitas de traumas graves. 
 
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4-MECANISMO DO TRAUMA: 
1- TRAUMATISMO CONFUSO: Não deixa marcas visíveis, o tamanho da cavitação se dá 
pelo tamanho da energia aplicada durante o trauma. Pode passar desapercebida. 
2- CAVIDADE PERMANENTE: São causadas pelo impacto e compressão dos tecidos 
pode ser vista no trauma. Ex: Afundamento do crânio 
A diferença deste tipo de lesão vai depender do grau do tamanho da energia transferida. 
5- TIPOS DE TRAUMA; 
1- CONTUSÕES; 
2- LESÕES PERMANENTES; 
3- POR EXPLOSÃO. 
LEIS DA FÍSICA QUE SE DEVE CONSIDERAR: 
\uf076 A ENERGIA NUNCA É CRIADA OU DESTRUÍDA, PODE PORÉM MUDAR DE 
FFORMA; 
\uf076 A ENÉRGIA CINÉTICA É IGUAL A MASSA MULTIPLICADA PELO QUADRADO DA 
VELOCIDADE DIVIDIDA POR DOIS; 
\uf076 UMA FORÇA É IGUAL A MASSA MULTIPLICADA PELA DESACELERAÇÃO ( OU 
ACELERAÇÃO); 
 
6-O atendimento ao paciente com múltiplos ferimentos (politraumatizado) conserva a 
regra mnemônica do ABCDE: 
\uf0a7 A - Airway \u2013Via aérea e controle da coluna cervical : Proteção da via aérea contra 
obstrução (vômito, corpo estranho, desabamento da língua etc.) e controle da coluna 
cervical (imobilização temporária, que pode ser realizado simplesmente segurando a 
cabeça do paciente). 
\uf0a7 B - Breathing \u2013Respiração e Ventilação : Avaliação da expansibilidade pulmonar, que 
pode estar prejudicada por hemotórax ou pneumotórax fraturas múltiplas de costelas (tórax 
instável) etc.. 
\uf0a7 C - Circulation \u2013 Circulação Sangüínea e controle da Hemorragia: Avaliação e (se 
possível) controle de perda sangüínea por hemorragias, lesões cardíacas e outras causas 
de baixo débito cardíaco. 
 
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\uf0a7 D - Disability - Déficit Neurológico- Exame neurológico sumário: Avaliar lesões de 
tecido nervoso (intracraniano prioritariamente). Nessa fase usa-se a 
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Escala de Coma de 
Glasgow. 
\uf0a7 E - Environment - Ambiente e exposição com controle de hipotermia: Avaliar outras 
lesões que ainda não foram avaliadas e proteger o paciente contra hipotermia (retirando 
roupas molhadas, aquecendo,...). 
A \u2013 VIA AÉREAS COM CONTROLE DA COLUNA CERVICAL 
A avaliação das vias aéreas e as condutas que irão garantir a sua 
permeabilização são prioritárias no trauma. 
Causas de obstrução de vias aéreas: 
Queda da língua em pacientes inconscientes; 
- Presença de corpos estranhos, sangue e restos alimentares; 
- Fraturas de face; 
- Traumas cervicais \u2013 ruptura da laringe e traquéia. 
A maneira mais fácil de diagnosticar problema com a perfusão das vias aéreas é por 
meio da resposta verbal da vítima, pois se a mesma respondendo evidencia-se a 
permeabilidade das vias. Sinais como agitação, cianose ou respiração ruidosa podem significar 
obstrução das vias aéreas. 
Outra questão importante neste item refere-se à colocação do colar cervical na vítima, 
pois o Politraumatizado até esclareça o contrário é portador de lesões de coluna cervical. 
B \u2013 RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO 
A primeira etapa do atendimento inicial, em geral vai garantir ao paciente a 
permeabilidade de suas vias aéreas, mas isto não significa que este esteja com ventilação 
adequada. Sendo assim torna-se fundamental a avaliação das condições ventilatórias do 
paciente. A ventilação pode estar prejudicada tanto por obstrução das vias aéreas, como por 
alterações da mecânica ventilatória ou por depressão do sistema nervoso central. 
 
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 A escala de coma de Glasgow (ECG) é uma escala neurológica com é método confiável e cujo objetivo 
de registrar o nível de consciência de uma pessoa, para avaliação inicial e contínua após um 
traumatismo craniano. Seu valor indica eventuais sequelas. 
 
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Formas de diagnosticar problemas de ventilação: 
- Observe as incursões torácicas procurando movimentos simétricos de inspiração e expiração. 
A assimetria irá sugerir fraturas ou tórax flácido; 
- Ausculte ambos os hemitórax. Murmúrio vesicular diminuído ou ausente deve alertar para a 
possibilidade de existir lesão torácica; 
- Frequência respiratória elevada pode indicar dispneia; 
- Oxímetro de pulso pode ser um bom aliado apesar de não garantir que a ventilação seja 
adequada. 
Após o diagnóstico de problemas ventilatórios no paciente medidas corretivas devem ser 
imediatamente tomadas. 
C \u2013 CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DE HEMORRAGIA 
A hipovolemia com consequente choque hemorrágico é a pagina causa de morte nas 
primeiras horas após o trauma. Hipotensão arterial em vítimas de trauma deve ser sempre 
considerada como consequência de hipovolemia. 
Determinados pontos chaves são de fundamental importância na avaliação inicial e na 
determinação da hipovolemia: 
\uf0b7 - Nível de consciência; 
\uf0b7 - Coloração da pele;, 
\uf0b7 - Frequência e amplitude de pulso; 
\uf0b7 - Perfusão periférica \u2013 enchimento capilar menor que 2 segundos é sinal de 
hipovolêmica; 
\uf0b7 - Pressão arterial; 
\uf0b7 - Pressão de pulso; 
\uf0b7 - Sudorese. 
 
Outro fator importante no diagnóstico do choque hipovolêmico é a determinação do 
ponto de sangramento. Após a localização da hemorragia medidas de contenção devem ser 
imediatamente tomadas, para evitar lesões irreversíveis no paciente é até causar seu óbito. 
 
 
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