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divorcio, e os tipos de separação- direito civil V- FAMILIA

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1 IN TR ODU Ç ÃO
O di vó rci o é uma di sso l ução vo l untária do casame nto , co m a e xti nção do
nc ulo co nj ugal. D eco rre da si mples vontade das partes , sem ca usa esp ec ífi ca
(já q ue não se pres ta para di scuti r as ra zões d o fi m do ca sa mento) , p er mitindo,
após sua decre ta ção, a co nsti t ui ção de no vos nc ulos ma tri mo ni ai s. Va le
lembrar , e para q ue se ja fe i to o elo e ntre os ass untos q ue serão abordado s
neste traba l ho, cab e ele ncar a respei to da al te ração tra zida pe la E C 66 ao
ordename nto j ur ídi co brasi le i ro, há di scus es se per manece vi ge nte o mo delo
dual de di ssoluçã o do casame nto no B rasil , ou se ja, separação e do di vó rcio.
D eve -se obser va r, co nt udo, q ue a sepa ração ape na s coloca fi m na soci eda de
conj ug a l, mas não e xting ue /dissol ve o nc ulo mat rimoni al , q ue ape nas oco rrerá
com o di vórcio.
Há, ne sse aspecto, gra ndes d i sc ussõ es, na a t uali d ade, sobre a
manute nção o u nã o desse si stema d ua l. A lg uns e nte ndem q ue com a a lte ração
i ntrod u zi d a pela EC 66 /2 010, ho u ve a derrog ação das di sposi çõ es
i nfraco nsti t uci o nai s cont rári a s, o u se ja , a p arte do C ódi go C i vi l que d i spõe so bre
a d i ssolução do casamento a tra vés d a separação, e s tari a derrog ado . O u tros, no
enta nto, e nte nde m q ue a se paração se ma n té m no si stema j ur ídi co e q ue ca be
às p artes deci d i rem o que pre te ndem: rompe r com a re laçã o matrimo ni al (e ntrar
com separação e respei tar o C C ) ou com o vínc ulo co njug a l (entrar com divórci o,
no s termos da E C 66 /2 010 ).
D i ante deste b reve re lato i remos de sta car alg u ns po ntos re le van te s no
que d i z respei to ao fi m da re la ção mat rimoni al .

2 D IVORC IO
O co nce i to de di vórcio nada mai s é d o que a di ssol uçã o da soci ed ade
conj ug a l. B em como, do nc ulo ma tri mo ni al, ou seja , do casa me nto vali do, q ue
se opera medi a nte a u ma se nte nça j udi ci al, podendo assim , depo i s de de cre ta da,
reali zar um no vo casame nto . O p rocesso de d i vó rcio tem como ob je tivo re sol ver
um co nf li to q ue ca usa m ui to sof rimento e ang us tia aos e nvol vi dos e q ue pod e
gerar pre juízos a todos os e nvo l vi dos, na qua l a ti nge m a s p ar tes, os fi lhos e gera
refle xo s e m o ut ras á reas da vi d a, como o traba l ho, a emp resa e o p atrimô ni o.
Esse ti p o de processo depe nd e de di ve rsos fa tores, como p o r e xe mp lo ,
se va i se r judi ci al, o u ser feito e m car tóri o, se tem me nores de i d ade ou
i ncapaze s e n vo l vi dos, q ua l a si tuação d os be ns que serão p ar ti l hados ( se estão
li vre s e desembara çado s, ou se estão comprome tidos com di vi d as, empresas o u
te rceiros). C ad a ca so é úni co e espe ci al e terá d e se r a va li a do j unto a um
profi ssi o na l, que i defi ni r se u valor de acordo com o t rabal ho q ue for
ne cessário e xec utar e a especi ali zaçã o.
No arti go 1.571 do C ódi go C i vi l, i nci sos I, II, III, IV e parágra fo úni co
retrata q ue ta nto o di vórci o q uanto a separação são ca usas te rmi na ti vas da
soci ed ade conj uga l. Importa n te a na lisar q ue a separação j udi ci al pod e ser
consi derada uma etapa antes do di vó rci o, poi s com a separação o casal não
precisa ma i s ma nte r o s de veres do casame n to , con t udo, após o di vórci o é
que a pessoa poderá se casar no vame nte.
Va le ressal tar que a nte s de 2010, p a ra p oder entrar com um pedi d o de
di vó rcio na j usti ça, era p ré-re q ui si to co mp rova r-se po r mei o de uma cer tidão d e
averbação no a sse nto do casame nto , que se e nco ntra va separado j udi ci alme nte ,
por no m íni mo um ano , o u, sepa rado de fato por no m íni mo doi s anos. S o me nte
em 2010 foi cria da uma eme nda co nsti t uci o na l , n° 66 , q ua l a boli u a
obrig atori e dade d a separação pa ra a rea li zaçã o do divórcio.
C om o fim do i nsti t uto da sepa ração j ud i ci al evi ta -se a d up li ci dade de
processos, te nd o em vi sta q ue o ca sal pod e d i vo rci ar -se de fo rma di reta e
i medi ata e com isso e vi tar ga s to s j udi ci ai s desnece ssário s.
O di vo rcio pode ser co nse ns ual ou li ti gi oso .

D IVORC IO C ONS E N SU AL(EX T R AJUD IC IAL)
Aco ntece qua ndo o casal q ue e s tá se separa ndo co ncorda e m t ud o o q ue
se refe re a di vi são de bens , gua rda dos fi lhos , pensão a li ment íci a, etc . nesse
caso o procedi mento é b em si mples, vi sto q ue, o ad vogad o do casal e ntra co m o
pedi do (ação de di vó rcio conse ns ua l) ao j ui z e ele e ncami nha o pedi do para o
mi ni sté rio p úbli co e e s te d á u m parecer .
Se o ca sal não ti ver fi l ho s, pod e se r d i spensada a audi ê nci a e o d i vó rci o é
decretad o pelo j ui z e m po ucos di as. Mas se por vent ura o casal ti ver fi l hos
menores o u i nca p a zes o j ui z obri gatori amente marca uma a udi ênci a e depoi s
decreta o di vórci o.
Esse tip o de di vó rcio fe i to em cartó rio é chamado de e xtraj udi ci a l por não
ser fe i to a t ravés da justi ça , desde q ue seja m de com um acordo (amig áve l) e que
o casal não te nha fil ho s me nores de i dad e ou i ncapa zes. S e ti ver fil hos, eles
precisa m ser mai ores d e i dad e. Ate nde ndo a esses princ ípi os tro na ra o p rocesso
de separação m ui to mai s rápi d o e me nos b uro c ráti co, necessi tando da p resença
de apena s um a d vog ado ju nto ao casa l .
D IVORC IO LITI GIOS O(JU D ICIAL )
Aco ntece q uand o o ca sal não está de acordo sob re a lgum po nto a ser
di scuti do no di vorcio o u q uando uma das par tes nã o p re tende se se pa rar. Nesse
caso, ca da par te de ve ter se u p rópri o ad vo gado , na qua l o a d vog ado de uma
das pa rtes fara o pedi d o (ação de di vórci o li tig i oso) ao jui z e xp o nd o o que se u
cli e nte p rete nde fa zer , p edi ndo assi m, q ue o ou tro nj ug e seja i nfor mado d a
ação (ci tação).
O j ui z re spo n vel abre op ort uni dade p ara a o ut ra p ar te o fere cer a d e fe sa com
seus arg ume nto s e p rovas e de termi nara uma a udi ênci a de conci li ação. Nessa
audi ênci a as p ar tes p ode rão fa lara li vreme nte so b re a si t uação e se nã o ho u ver
acordo será marcado uma nova audi ê nci a para o u vi r as tes tem u nhas e ap urar
mai s i nfo rmaçõ es, e de poi s o j ui z julgara o p rocesso e e n tã o da a s ua
deci são .