SOCIEDADE EM NOME COLETIVO NP2
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SOCIEDADE EM NOME COLETIVO NP2


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SOCIEDADE EM NOME COLETIVO
Origem: Idade Média. A s pessoas se associavam para o exercício de suas
atividades e o patrimônio da sociedade se confundia com o patrimônio dos
membros da família. Todos respondiam pelas dívidas da sociedade.
Sociedade constituída mediante contrato escrito e formada somente por
pessoas naturais, inclusive um empresário individual, na qual todos os sócios
têm responsabilidade solidária e ilimitada pelas obrigações sociais. Esse
tipo societário não aceita pessoas jurídicas como sócios.
POUCO USADO NA PRÁTICA.
Arts. 1.039 a 1.044.
Entre os sócios pode haver a limitação de responsabilidade caso exista
previsão contratual, muito embora tal pacto não tenha valor perante
terceiros.
Nome empresarial: admitida apenas a firma social, devendo conter o nome
dos sócios ou de alguns deles com poderes de gerência, seguido da expressão
“& Companhia” ou ”& Cia.”.
Somente sócios podem administrar a sociedade, cujo contrato deve prever
os limites de seus poderes de gestão, não sendo, portanto, permitida a figura
do administrador não sócio.
As quotas dos sócios na sociedade em nome col etivo, sendo a sociedade por
tempo indeterminado, não são sujeitas à liquidação para pagamento de dívidas
particulares dos sócios. Único atrativo para a constituição de uma sociedade
em nome coletivo, haja vista que, estando as quotas livres de liquidação em
decorrência de dívidas pessoais dos sócios, dependendo das circunstâncias e
não estando sujeita a desconsideração da pessoa jurídica, poderá ser
utilizado esse tipo societário como proteção ou blindagem patrimonial de
sócios de boa-fé, sujeito a dificuldade potencial.
Aplica-se subsidiariamente as regras da Sociedade Limitada.
SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES
Tipo societário com duas espécies de sócios: os comanditados ( pessoas físicas
com r esponsabilidade solidária e ilimitada pelas obrigações sociais, que,
além de administrar, contratam pela sociedade) e os comanditários (pessoas
físicas ou jurídicas com r esponsabilidade limitada ao valor de su a quota,
que são meros inv estidores de capital, não participando de sua administração)
Art. 1.045 a 1.051 do Código Civil.
Possui natureza contratual e de pessoas, apresentando natureza mista, que
coexistem sócios de responsabilidade limitada, aqueles que respondem
conforme o capital e outros de característica ilimitada, respondendo com o
patrimônio pessoal.
SÓCIOS: Nem todos os sócios podem ser gerentes. A gerência da empresa
fica a cargo dos sócios comanditados ou, dentre eles, ao que for ou aos qu e
forem designados no contrato social. Se o sócio comanditário intervier na
administração da sociedade ou se seu nome constar na firma social,
responderá solidariamente com o sócio comanditado, sendo -lhe facultado,
porém, fiscalizar as operações e ser nomeado procurador da sociedade para
fim específico (art. 1.047 e parágrafo único). A firma social é representada
pelo nome do sócio comanditado.
Não confere qualquer proteção ao patrimônio pessoal dos sócios.
SOCIEDADE SIMPLES
Arts. 997 a 1.038.
Associação entre dois ou mais profissionais que exercem a mesma atividade,
na qu al eles se juntam e formam uma sociedade de modo a prestar serviços
de natureza intelectual (científica, literária, artística) ou cooperativa.
Os sócios, no mínimo dois, são a base da sociedade. São pessoas que se reúnem
para atingir fins comuns, podem ser pessoas físicas ou jurídicas, brasileiros
ou estrangeiros, residentes no país ou no exterior. Sendo que aos
estrangeiros é vedada a pr opriedade e a direção de empresas de jornalismo
ou radiodifusão, sendo vedada inclusive a condição de sócio ou acionista de
pessoa jurídica que detenha a propriedade de tais empresas (artigo 222 da
Constituição Federal).
A sociedade simples responde ilimitadamente perante terceiros, não pode
invocar a limitação da responsabilidade para justificar o seu inadimplemento.
Porém, a responsabilidade dos sócios irá depender do tipo societário adotado,
pode ser limitada ou ilimitada, dependendo do que declararem no contrato
social. A r egra geral é que os sócios respondem subsidiariamente, na
proporção de sua participação no capital social. O patrimônio pessoal do sócio
r esponde na insuficiência do patrimônio social, e pela parte da dívida
equivalente a parte do mesmo no capital social, após executados os bens
sociais. (artigos 1.023 e 1.024 CC).
“Não incorrendo nos impedimentos legais, os administradores, que podem ser
sócios ou não sócios, devem ser indicados no contrato social, ou em
instrumento separado que deverá ser averbado a margem do r egistro da
sociedade, para assegurar ao público em geral o conhecimento de qu em pode
praticar atos pela sociedade.”[8] Antes da averbação, o administrador
responde pessoal e solidariamente com a sociedade pelos atos que praticar.
DA SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES
A sociedade em comandita por ações tem o capital dividido em ações,
regendo-se pelas normas relativas à sociedade anônima, sem prejuízo das
normas especificadas no Código Civil, e opera sob firma ou denominação.
Somente o acionista tem qualidade para administrar a sociedade e, como
diretor, responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade.
Os diretores serão nomeados no ato constitutivo da sociedade, sem limitação
de tempo, e somente poderão ser destituídos por deliberação de acionistas
que representem no mínimo dois terços do capital social.
O diretor destituído ou exonerado continua, dura nte dois anos, responsável
pelas obrigações sociais contraídas sob sua administração.
Se houver mais de um diretor, serão solidariamente r esponsáveis, depois de
esgotados os bens sociais.
A assembleia geral não pode, sem o consentimento dos diretores, mudar o
objeto essencial da sociedade, prorrogar-lhe o prazo de duração, aumentar
ou diminuir o capital social, criar debêntures, ou partes beneficiárias.
Artigos 1.090 a 1.092 do Código Civil.
DA SOCIEDADE COOPERATIVA
Sócios ilimitados: Conforme determinação do ar tigo 4º, I, da Lei 5764/71,
as sociedades cooperativas têm número ilimitado de associ ados; todo aquele
que queira aderir à instituição, contribuir com seus esforços e beneficiar-se
de sua atuação poderá fazê-lo, desde que preencha os requisitos necessários
para tanto: não sendo lícito, por exemplo, o ingresso numa cooperativa de
médicos, sem ser um médico.
Características: “I variabilidade, ou dispensa do capital social; II
concurso de sócios em número mínimo necessário a compor a administração
da sociedade, sem limitação de número máximo; III limitação do valor da
soma de quotas do capital social que cada sócio poderá tomar;IV
intransferibilidade das quotas do capital a terceiros estran hos à sociedade,
ainda qu e por herança; V quorum, par a a assembleia geral funcionar e
deliberar, fundado no número de sócios presentes à reunião, e não no capital
social representado; VI direito de cada sócio a um v oto nas
deliberações, tenha ou não capital a sociedade, e qualquer que seja o valor de
sua participação; VII distribuição dos resultados, proporcionalmente ao
valor das operações efetuadas pelo sócio com a sociedade, podendo ser
atribuído juro fi xo ao capital realizado; VIII indivisibilidade do fundo de
reserva entre os sócios, ainda que em caso de dissolução da sociedade”.
É sociedade simples, conforme preceitua o parágrafo único do art. 982, não
possuindo a estrutura organizacional da sociedade empresária. De acordo com
o art. da Lei n. 5.764/71, a cooperativa é uma sociedade de pessoas, de
natureza civil, não sujeita à falência, sendo sua dissolução e liquidação
realizada conforme os arts. 63 a 78 da mesma Lei.