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4 
 
 
Faculdade Regional de Alagoinhas – FARAL 
Bacharelado em Farmácia 
 
 
 
 
 
 
 
ANDERSON DE OLIVEIRA SANTANA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATLAS DE PARASITOLOGIA: Protozoários e Helmintos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alagoinhas - BA 
 2018 
 
5 
 
 
ANDERSON DE OLIVEIRA SANTANA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATLAS DE PARASITOLOGIA: Protozoários e Helmintos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atlas apresentado à orientadora Jéssica 
Vasconcelos, professora da disciplina 
Parasitologia do curso Bacharelado em 
Farmácia – UNIRB/FARAL como 
instrumento parcial de avaliação desta 
disciplina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alagoinhas - BA 
 2018 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Aquele que não tem tempo para cuidar da 
saúde vai ter que arrumar tempo para 
cuidar da doença.” 
 Lair Ribeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alagoinhas - BA 
2018 
7 
 
 
SUMÁRIO: 
 
1. INTRODUÇÃO____________________________________09 
2. PROTOZOÁRIOS__________________________________10 
2.1 Giardia lamblia ___________________________________11 
 2.1.1 Ciclo Biológico ________________________________11 
 2.2. Entamoeba histolytica_____________________________12 
 2.2.1 Ciclo Biológico _______________________________12 
 2.3. Trichomonas vaginalis____________________________14 
 2.3.1 Ciclo Biológico _______________________________14 
 2.4. Toxoplasma gondii_______________________________15 
 2.4.1 Ciclo Biológico ______________________________15 
 2.5. Balantidium coli_________________________________16 
 2.5.1 Ciclo Biológico ______________________________16 
 2.6. Trypanossoma cruzi_____________________________17 
 2.6.1 Ciclo Biológico ______________________________17 
 2.7. Sarcocystis hominis/suihominis ___________________19 
 2.7.1 Ciclo Biológico ______________________________19 
 2.8. Isospora belli ___________________________________20 
 2.8.1 Ciclo Biológico ______________________________20 
 2.9. Cryptosporidium muris __________________________21 
 2.9.1 Ciclo Biológico ______________________________21 
 2.10. Plasmodium __________________________________22 
 2.10.1 Ciclo Biológico _____________________________23 
 2.11. Leishmaniose _________________________________24 
 2.11.1 Ciclo Biológico _____________________________24 
3. HELMINTOS_____________________________________25 
 3.1. Schistosoma mansoni_________________________26 
 3.1.1 Ciclo Biológico _____________________________26 
 3.2. Fasciola hepática____________________________27 
 3.2.1 Ciclo Biológico ____________________________27 
 3.3. Ascaris lumbricoides ________________________28 
 3.3.1 Ciclo Biológico ____________________________28 
 3.4. Ancylostoma duodenale______________________29 
 3.4.1 Ciclo Biológico ____________________________30 
 3.5. Enterobius vermicularis ______________________31 
 3.5.1 Ciclo Biológico ____________________________31 
 3.6. Strongyloides stercoralis _____________________32 
 3.6.1 Ciclo Biológico ____________________________32 
 3.7. Larva migrans ______________________________33 
 3.7.1 Ciclo Biológico ____________________________33 
 3.8. Hymenolepis nana __________________________34 
 3.8.1 Ciclo Biológico ____________________________34 
 3.9. Trichuris trichiura ___________________________35 
8 
 
 3.9.1 Ciclo Biológico ____________________________35 
 3.10. Onchocerca volvulus _______________________36 
 3.10.1 Ciclo Biológico ___________________________36 
 3.11. Wuchereria bancroft ________________________37 
 3.11.1 Ciclo Biológico ___________________________37 
 3.12. Taenia____________________________________38 
 3.12.1 Ciclo Biológico ___________________________38 
 3.13. Echinococcus granulosus______________________39 
 3.13.1 Ciclo Biológico ___________________________39 
4. DIAGNÓSTICO__________________________________40 
 PROTOZOÁRIOS________________________________40 
4.1 Giardia lamblia _________________________________40 
 4.2. Entamoeba histolytica___________________________40 
 4.3. Trichomonas vaginalis___________________________40 
 4.4. Toxoplasma gondii______________________________41 
 4.5. Balantidium coli_________________________________41 
 4.6. Trypanossoma cruzi_____________________________42 
 4.7. Sarcocystis hominis/suihominis ___________________42 
 4.8. Isospora belli ___________________________________43 
 4.9. Cryptosporidium muris ___________________________43 
 4.10. Plasmodium ___________________________________44 
 4.11. Leishmaniose _________________________________44 
 HELMINTOS_____________________________________44 
 4.12. Schistosoma mansoni________________________44 
 4.13. Fasciola hepática____________________________45 
 4.14. Ascaris lumbricoides ________________________45 
 4.15. Ancylostoma duodenale______________________45 
 4.16. Enterobius vermicularis ______________________46 
 4.17. Strongyloides stercoralis _____________________46 
 4.18. Larva migrans _______________________________46 
 4.19. Hymenolepis nana ___________________________47 
 4.20. Trichuris trichiura ____________________________47 
 4.21. Onchocerca volvulus _________________________47 
 4.22. Wuchereria bancroft __________________________47 
 4.23. Taenia solium/T. saginata _____________________48 
5. TRATAMENTO___________________________________48 
 5.1 Albendazol_____________________________________48 
 5.2 Metronidazol___________________________________48 
 5.3 Nitazoxanida (Annita) ___________________________49 
 5.4 Secnidazol ____________________________________49 
 5.5 Mebendazol ___________________________________50 
 5.6 Helmizol ______________________________________50 
 5.7 Pyr-Pam_______________________________________50 
 REFERÊNCIAS__________________________________51 
 
 
9 
 
1- INTRODUÇÃO 
 A distribuição dos seres vivos na natureza apresenta uma grande interação que varia 
desde a colaboração mútua (simbiose) até o predatismo e canibalismo. O parasitismo 
seguramente ocorreu quando na evolução de uma destas associações um organismo 
menor se sentiu beneficiado, quer pela proteção, quer pela obtenção de alimento 
(NEVES, 2011). 
A parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, as doenças parasitárias 
humanas, seus métodos de diagnóstico e controle. O surgimento e a implantação das 
doenças parasitárias estão diretamente associados com o modo de vida dos indivíduos, 
bem como ao seu higiene e nível de desenvolvimento das regiões dos países que 
influenciam diretamente no perfil de adoecimento dos habitantes. 
Logo, a presença de uma parasitose está associada a diversos fatores que 
servirão de base à contaminação, como por exemplo, questões ambientais, higiene 
inadequada, hábitos de vida, padrões de vida, assim como questões religiosas e 
sociais. Outro fator importante no que tange às parasitoses é o nível de conhecimento 
dos indivíduos, que quanto menos informações tiverem, mais tendem a apresentar 
infecção por parasitas. 
 
Portanto, neste atlas, pretende-se discutir os principais parasitas humanos, bem 
como suas Parasitoses com enfoque na prevenção e no tratamento. Pretende-se 
descrever os protozoários e helmintos, identificando seus vetores e agentes etiológicos, 
métodos diagnósticos clínicos e laboratoriais, medidas profiláticas,bem como seu 
tratamento medicamentoso ou não de modo a gerar um material de consulta rápida e 
prática, mas sem abrir mão da qualidade nas informações prestadas. 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
2. PROTOZOÁRIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
2.1- Giardia lamblia 
 
 
 
 
 
Tabela 01: Classificação Taxonômica Giardia Figura 01: Giardia lamblia 
 Fonte: www.k-state.edu 
 
 
2.1.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 02: Ciclo biológico Giardia lamblia 
Fonte: www.k-state.edu 
 
A infecção ocorre pela ingestão de cistos em água ou alimentos contaminados. No 
intestino delgado, os trofozoítos sofrem divisão binária e chegam à luz do intestino, 
onde ficam livres ou aderidos à mucosa intestinal, por mecanismo de sucção. A 
formação do cisto ocorre quando o parasita transita o cólon, e neste estágio os cistos 
REINO Protozoa 
FILO Sarcomastigophora 
CLASSE Mastigophora 
ORDEM Diplomonadida 
FAMÍLIA Hexamitidae 
GÊNERO Giardia 
ESPÉCIE G. lamblia 
12 
 
são encontrados nas fezes (forma infectante). No ambiente podem sobreviver meses na 
água fria, através de sua espessa camada. 
 
Fonte: www.ibb.unesp.br 
 
 
2.2 Entamoeba histolytica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 02: Classificação Taxonômica Entamoeba Figura 04: Entamoeba histolytica 
 Fonte: www.k-state.edu 
2.2.1 Ciclo Biológico 
 
Neste ciclo, não há hospedeiro intermediário e o hospedeiro definitivo é o homem. O 
local do parasitismo é normalmente o intestino grosso, mas podem ser afetados 
também o fígado, os pulmões e o cérebro. 
REINO Protozoa 
FILO Sarcomastigophora 
CLASSE Sarcodina 
SUB-CLASSE Lobosea 
ORDEM Amoebida 
FAMÍLIA Entamoebidae 
GÊNERO Entamoeba 
ESPÉCIE E. histolytica 
13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parasitismo no intestino grosso 
 
Figura 05: Ciclo biológico Entamoeba histolytica 
 Fonte: www.k-state.edu 
 
 
 
 
14 
 
2.3 Trichomonas vaginalis 
 Figura 06: Trichomonas vaginalis 
 Fonte: https://www.std.uw.edu 
 
2.3.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 08: Ciclo biológico Trichomonas vaginalis 
Fonte: http://www.ufrgs.br 
 
O parasito tem como habitat a vagina, bem como a uretra e a próstata do homem. 
O Trichomonas vaginalis não possui a forma cística, apenas a trofozoítica, e é 
transmitido durante o ato sexual e através de fômites, já que o protozoário pode 
sobreviver durante horas em uma gota de secreção vaginal ou na água. O trofozoíto 
REINO Protozoa 
FILO Sarcomastigophora 
CLASSE Trichomonadae 
SUB-CLASSE Mastigophora 
ORDEM Trichomonadida 
FAMÍLIA Trichomonadidae 
GÊNERO Trichomonas 
ESPÉCIE T. vaginalis 
Tabela 03: Classificação Taxonômica Trichomonas 
TrEntamoeba 
15 
 
alimenta-se de açúcares em anaerobiose e produz ácidos que irritam a mucosa 
vaginal. Os sintomas aparecem entre três e nove dias após o contato com o parasito. 
 
2.4 Toxoplasma gondii 
 
 
 
 
 Figura 07: Toxoplasma gondii 
 Fonte: https://www.std.uw.edu 
2.4.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 09: Ciclo biológico Toxoplasma gondii 
Fonte: https://www.thinglink.com 
Um hospedeiro intermediário suscetível, como por exemplo, o ser humano, outros 
mamíferos ou aves, podem ingerir água ou alimentos contaminados com oocistos 
REINO Protista 
FILO Apicomplexa 
CLASSE Sporozoasida 
ORDEM Eucoccidiorida 
FAMÍLIA Sarcocystidae 
GÊNERO Toxoplasma 
ESPÉCIE T. gondii 
Tabela 04: Classificação Taxonômica Toxoplasma 
TrEntamoeba 
16 
 
maduros (contendo os esporozoítos), ou carne crua ou má cozida contendo bradizoítos 
ou leite contaminado contendo taquizoítos. 
O oocisto se rompe no intestino, liberando os esporozoítos que invadem os enterócitos. 
Dentro dessas células, cada parasito é denominado taquizoíto. O taquizoíto se divide 
várias vezes, de forma assexuada até o rompimento da célula hospedeira. Esse 
processo se repete várias vezes, liberando grande número de taquizoítos para a 
invasão de novas células, no sangue e nos tecidos parenquimatosos. 
 
2.5 Balantidium coli 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 10: Balantidium coli 
 Fonte: https://www.std.uw.edu 
2.5.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 11: Ciclo biológico Balantidium coli 
Fonte: http://www.ebah.com.br 
REINO Protista 
FILO ciliophora 
CLASSE litostomatea 
ORDEM vestibuliferida 
FAMÍLIA balantiididae 
GÊNERO Balantidium 
ESPÉCIE B. coli 
Tabela 05: Classificação Taxonômica Balantidium 
17 
 
O Balantidium coli se instala no intestino grosso onde sofre desencistamento e 
liberação dos trofozoítos – forma infectante do parasita. É geralmente comensal a luz 
do intestino de suínos, obtendo sua nutrição por absorção de matéria orgânica 
dissolvida e se reproduzindo de modo sexuado ou assexuado. Além disso, pode ainda 
invadir a mucosa intestinal, caso esteja lesada. 
Com o desenvolvimento e multiplicação destes protozoários no hospedeiro, novos 
cistos são liberados ao meio ambiente através das suas fezes contaminadas. Os cistos 
são considerados como uma resistência às adversidades do meio. E caso o homem 
possua carências nutricionais, ausência de condições sanitárias adequadas ou falta de 
higiene com sua alimentação e principalmente com as mãos, facilmente contamina-se o 
solo, a água, e consequentemente, outros homens e também animais; em especial os 
porcos, por serem os hospedeiros naturais do Balantidium. Outros animais também 
podem ser atingidos, como os macacos, chimpanzés, cães, ratos e cobaias. 
 
2.6. Trypanossoma cruzi 
 
 
 
 
 Figura 12: Trypanosoma cruzy 
 Fonte: https://www.std.uw.edu 
2.6.1 Ciclo Biológico 
 
O ciclo de vida do T. cruzi inicia quando o barbeiro, ao se alimentar do hospedeiro 
vertebrado, elimina suas fezes e urina, onde podem estar presentes as formas 
tripomastigotas. Os parasitas tripomastigotas penetram na pele e infectam as células do 
hospedeiro, onde transformam-se para a forma amastigota. 
Quando as células estão repletas de parasitos, eles novamente mudam para a forma 
tripomastigotas. Por estarem com grande quantidade de parasitos, as células se 
rompem e os protozoários atingem a corrente sanguínea, atingindo outros órgãos. 
REINO Protista 
FILO Sarcomastigophora 
CLASSE Zoomastigophorea 
ORDEM Kinetoplastida 
FAMÍLIA Trypanosomatidae 
GÊNERO Trtpanosoma 
ESPÉCIE T. cruzy 
Tabela 06: Classificação Taxonômica Trypanosoma 
18 
 
Nessa fase, se o hospedeiro vertebradofor picado pelo barbeiro, os protozoários serão 
transmitidos ao inseto. No intestino do barbeiro, mudam sua forma para epimastigotas, 
onde multiplicam-se e tornam-se novamente tripomastigotas, as formas infectantes aos 
vertebrados. 
Figura 13: Ciclo biológico Trypanosoma cruzy 
Fonte: http://www.abcdamedicina.com.br 
 
 
 
 
 
 
19 
 
2.7. Sarcocystis hominis/suihominis 
 
 
 
 
 Figura 14: Sarcocystis 
 Fonte: https://www.std.uw.edu 
 
2.7.1 Ciclo Biológico 
 
Figura 15: Ciclo biológico Sarcocystis hominis 
Fonte: https://www.infoescola.com 
O ciclo biológico do gênero Sarcocystis é heteróxeno obrigatório, envolvendo uma 
relação presa-predador. O homem é o hospedeiro definitivo do S. hominis e do S. 
suihominis, cujos hospedeiros intermediários são, respectivamente, os bovinos e suínos 
que se infectam ao ingerir oocistos esporulados ou esporocistos que são eliminados 
com as fezes do homem. 
Os esporozoítos são liberados no intestino delgado, atravessam a parede intestinal e 
penetram em células endoteliais de veias do fígado, onde evoluem para merontes 
REINO Protista 
FILO Apicomplexa 
CLASSE Conoidasida 
ORDEM Eucoccidiorida 
FAMÍLIA Sarcocystidae 
GÊNERO Sarcocystis 
ESPÉCIE S. hominis/S.suihominis 
Tabela 07: Classificação Taxonômica Sarcocystis 
20 
 
primários. Estes, quando maduros, liberam merozoítos que penetram em células 
endoteliais de veias de qualquer órgão para dar origem aos merontes secundários. Os 
merozoítos secundários são liberados e penetram em células musculares para formar a 
terceira geração de merontes ou sarcocistos. O homem se infecta ao ingerir sarcocistos 
maduros contendo bradizoítos. Estes, no intestino delgado, dão origem diretamente a 
gametas. Há fecundação do macrogameta pelo microgameta formando-se oocisto que 
esporula na própria parede intestinal. Os oocistos esporulados ou esporocistos são 
eliminados nas fezes. 
 
2.8. Isospora belli 
 
 
 
 
 Figura 16: Isospora belli 
 Fonte: www.phsource.us 
 2.8.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17: Ciclo biológico Isospora 
Fonte: https://pt.scribd.com 
REINO Protista 
FILO Apicomplexa 
CLASSE Sporozoea 
ORDEM Eucoccidiida 
FAMÍLIA Eimeriidae 
GÊNERO Isospora 
ESPÉCIE I. belli 
Tabela 08: Classificação Taxonômica Isospora 
21 
 
 
No período de excreção, o oocisto imaturo contendo usualmente um esporoblastos 
(mais raramente dois) . Após excreção com maturação, os esporoblastos dividem-se 
em dois (o oocistos agora contendo dois esporocistos); os esporocistos saem pela 
parede do cisto, assim vêm a ser esporocistos, e os esporocistos de dividem duas 
vezes e produzem quatro esporozoítos cada Infecção ocorre pela ingestão de 
esporozoítos; o esporozoítos infectam o intestino ,os quais invadem as células epiteliais 
e inicia esquizogonia . Na ruptura dos esquizontes, os merozoítos são libertados, 
invadem novas células epiteliais, e continuam o ciclo assexuado de multiplicação. 
Esporozoítos desenvolvem-se a partir de esquizontes os quais contêm múltiplos 
merozoítos. Após no mínimo uma semana, o estágio sexual começa com o 
desenvolvimento do gametócito feminino e masculino. O resultado da fertilização é o 
desenvolvimento de oocistos os quais são excretados no solo. 
 
2.9. Cryptosporidium muris 
 
 
 
 
 
 
 Figura 18: Cryptosporidium muris 
 Fonte: www.phsource.us 
2.9.1 Ciclo Biológico 
De acordo com as constatações nos diferentes hospedeiros acometidos por 
Cryptosporidium spp., o ciclo de vida é do tipo monoxeno, com seis estágios de 
desenvolvimento no organismo hospedeiro: excistação, merogonia, gametogonia, 
fertilização, formação da parede do oocisto e esporogonia. No transcorrer destes 
estágios, dois tipos de oocistos são formados, sendo um destes de parede espessa, 
eliminados na forma infectante através das fezes e resistentes às condições ambientais, 
sendo responsável pela transmissão do parasito para outros animais; e aqueles de 
parede delgada, os quais se rompem no hospedeiro e liberam esporozoítos que 
REINO Protista 
FILO Apicomplexa 
CLASSE Conoidasida 
ORDEM Eucoccidiorida 
FAMÍLIA Cryptosporidiiae 
GÊNERO Cryptosporidium 
ESPÉCIE C. muris 
Tabela 09: Classificação Taxonômica Cryptosporidium 
22 
 
invadem células epiteliais não infectadas, responsáveis por auto-infecções. A liberação 
de oocistos presentes nas fezes dos hospedeiros infectados pode acarretar na 
contaminação de águas superficiais ou reservatórios, os quais têm sido reconhecidos 
como maiores veiculadores do patógeno pela possibilidade de atingir um imenso 
contingente de hospedeiros, incluindo as diferentes espécies de mamíferos aquáticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 19: Ciclo biológico Cryptosporidium 
Fonte: http://www.academia.edu 
 
 
2.10 Plasmodium 
 
 
 
 
 
 
 Figura 20: Plasmodium 
 Fonte: http://www.ufrgs.br 
 
REINO Protista 
FILO Apicomplexa 
CLASSE Sporozoa 
ORDEM Eucoccidiida 
FAMÍLIA Plasmodidae 
GÊNERO Plasmodium 
ESPÉCIE P. falciparum, P. vivax, 
P. malariae e P. ovale 
Tabela 10: Classificação Taxonômica Plasmodium 
23 
 
2.10.1 Ciclo Biológico 
 
Figura 21: Ciclo biológico do Plasmodium 
Fonte: https://planetabiologia.com 
Quando pica uma pessoa infectada, junto com o sangue a fêmea de Anopheles ingere 
gametócitos. No tubo digestório do mosquito, os gametócitos diferenciam-se em 
gametas, que se unem, formando um zigoto. O mosquito é considerado seu hospedeiro 
definitivo. O zigoto invade a parede do tubo digestório do mosquito e converte-se 
em oocisto, que se divide em esporozoítos que migram para as glândulas salivares do 
mosquito e são por ele inoculados na corrente sanguínea de outra pessoa. Os 
esporozoítos, então, alcançam o fígado da pessoa, e realizam múltiplas divisões. 
Os merozoítos atingem a corrente sanguínea e invadem hemácias, onde se modificam 
e se replicam, o que lhes permite invadir outras hemácias, em episódios cíclicos. Alguns 
parasitas sofrem diferenciação celular dentro das hemácias, originando os gametócitos, 
que são transferidos para outro mosquito e nele iniciam a fase sexuada do ciclo. 
24 
 
2.11 Leishmaniose 
 
 Figura 22: Leishmania 
 Fonte: http://www.ufrgs.br 
 
2.11.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 23: Ciclo biológico da Leishmaniose 
Fonte: https://planetabiologia.com 
O mosquito palha fémea, da familia dos flebotomíneos, é o vetor transmissor do 
protozoário Leishmaniachagasi para os hospedeiros, dentre eles destacam-se os cães 
e o homem. Através da picada, são inoculados parasitas na forma Promastigota os 
quais invadem os macrófagos. No ambiente intracelular, o parasita assume a forma 
amastigota (sem flagelo) e inicia uma replicação binária (assexuada). Quando as 
células rompem, são liberados promastigotas os quais podem infectar novos 
REINO Protista 
FILO Sarcomastigophora 
CLASSE Zoomastigophora 
ORDEM Kinetoplastida 
FAMÍLIA Trypanosomatidae 
GÊNERO Leishmania 
ESPÉCIE No Brasil: L. braziliensis, 
L. guyanensis, L. 
chagasi, L. lainsoni 
Tabela 11: Classificação Taxonômica LTA 
25 
 
macrófagos ou inocular um mosquito palha, fechando o ciclo. No interior do mosquito 
palha, o Leishmania também realiza reprodução assexuada, alternando entre 
amastigota e promastigota. 
 
3. HELMINTOS 
 
 
 
 
26 
 
3.1 Schistosoma mansoni 
 
 
 
 
 
 
 Figura 24: Leishmania 
 Fonte: http://www.geocities.ws 
 
3.1.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 25: Ciclo biológico do Schistosoma 
Fonte: https://planetabiologia.com 
Inicia-se em um caramujo que vivem em ambiente aquático (água doce). No caramujo 
multiplicam-se assexuadamente os esporocistos, depois esses amadurecem e se 
transformam em cercárias (pluricelular). Que abandonam o caramujo e caem na água. 
As cercárias ao encontrarem o Homem, entram pela pele ou mucosas e viajam pelas 
veias até o coração. Passam para os pulmões e se fixam lá. 
REINO Animalia 
FILO Platyhelminthes 
CLASSE Trematoda 
ORDEM Strigeidida 
FAMÍLIA Schistosomatidae 
GÊNERO Schistosoma 
ESPÉCIE S. mansoni 
Tabela 12: Classificação Taxonômica Schistosoma 
27 
 
Após alguns dias se desenvolvem em sua forma jovem, liberam-se e migram pelas 
veias pulmonares, coração e artéria Aorta e depois se alojam no fígado. Lá elas 
amadurecem para as formas sexuais – masculina e feminina em indivíduos separados. 
Ocorre então o acasalamento (reprodução sexuada). Assim, depois do acasalamento, a 
fêmea e o macho migram juntos (a fêmea no canal ginecóforo do macho), contra o fluxo 
sanguíneo (migração retrógrada). Acabam nas veias mesentéricas do fígado, onde 
passam anos colocando os seus ovos, que fazem uma viagem de volta para o intestino 
e são lançados ao meio ambiente, com as fezes. Na água doce, encontram o caramujo, 
reiniciando assim o Ciclo. 
 
3.2 Fasciola hepática 
 
 
 
 
 
 
 Figura 26: Fascíola hepática 
 Fonte: https://www.sciencesource.com 
3.2.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 27: Ciclo biológico Fascíola hepática 
Fonte: https://planetabiologia.com 
REINO Animalia 
FILO Platyhelminthes 
CLASSE Trematoda 
ORDEM Echinostomida 
FAMÍLIA Fascioladae 
GÊNERO Fasciola 
ESPÉCIE F. hepática 
Tabela 13: Classificação Taxonômica Fascíola hepática 
28 
 
 Os ovos eliminados pelas fezes, liberam na água miracídios, que infectarão caramujos 
do gênero Lymnaea (hospedeiros intermediários); no interior do molusco, o miracídio 
transforma-se em esporocistos e, depois, em rédias. Essas produzirão as cercárias que 
serão liberadas na água.. As cercárias fixam-se à vegetação aquática das margens de 
rios e lagos e perdem a cauda, originando as metacercárias. O hospedeiro definitivo 
(ruminantes ou o homem) infecta-se ao ingerir as metacercárias presentes nessa 
vegetação e, eventualmente, livres na água. No intestino, ocorre desencistamento das 
metacercárias e liberação das larvas que migram até os canalículos biliares. Nesse 
local, evoluem até vermes adultos, com cerca de 3 cm de comprimento . Os ovos 
produzidos pelas fêmeas são eliminados pelo ducto colédoco e liberados no ambiente 
através das fezes. 
 
3.3 Ascaris lumbricoides 
 
 
 
 
 
 
 Figura 28: Ascaris lumbricoides 
 Fonte: https://www.sciencesource.com 
3.3.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 29: Ciclo biológico Ascaris lumbricoides 
Fonte: https://biomedparasito.wordpress.com 
REINO Animalia 
FILO Aschelminthes 
CLASSE Nematoda 
ORDEM Ascaridida 
FAMÍLIA Ascarididae 
GÊNERO Ascares 
ESPÉCIE A. lumbricoides 
Tabela 14: Classificação Taxonômica Ascaris lumbricoides 
29 
 
A ingestão de água ou alimento contaminado pode introduzir ovos de lombriga no tubo 
digestório humano. No intestino delgado, cada ovo se rompe e libera uma larva. 
Cada larva penetra no revestimento intestinal e cai na corrente sanguínea, atingindo 
fígado, coração e pulmões, onde sofre algumas mudanças de cutícula e aumenta de 
tamanho. Ao abandonar os alvéolos passam para os brônquios, traqueia, laringe (onde 
provocam tosse com o movimento que executam) e faringe. Em seguida, são deglutidas 
e atingem o intestino delgado, onde crescem e se transformam em vermes adultos. 
Após o acasalamento, a fêmea inicia a liberação dos ovos. Cerca de 15.000 por dia. 
Todo esse ciclo que começou com a ingestão de ovos, até a formação de adultos, dura 
cerca de 2 meses. Os ovos são eliminados com as fezes. Dentro de cada ovo, dotado 
de casca protetora, ocorre o desenvolvimento de um embrião que, após algum tempo, 
origina uma larva. Ovos contidos nas fezes contaminam a água de consumo e os 
alimentos utilizados pelo homem. 
 
3.4 Ancylostoma duodenale 
 
 
 
 
 
 Figura 30: Ancylostoma duodenale 
 Fonte: http://nemaplex.ucdavis.edu 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REINO Animalia 
FILO Aschelminthes 
CLASSE Secernentea 
ORDEM Strongiloidae 
FAMÍLIA Ancylostomatidae 
GÊNERO Ancylostoma 
ESPÉCIE A. duodenale 
Tabela 15: Classificação Taxonômica Ancylostoma duodenale 
30 
 
3.4.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 31: Ciclo biológico Ancylostoma duodenale 
Fonte: https://www.todamateria.com.br 
As formas adultas dos vermes vivem no intestino delgado da pessoa infectada, onde 
machos e fêmeas copulam e dão origem aos ovos que são eliminados com as fezes. 
Caso as fezes entrem em contato com o solo e encontrem condições adequadas, como 
elevada umidade e temperatura, os ovos eclodem e liberam pequenas larvas. Estas 
podem viver até 7 dias no ambiente, quando amadurecem e são capazes de infectar 
um hospedeiro. As larvas atravessam a pele e entram na corrente sanguínea, até 
chegar aos pulmões, onde perfuram os alvéolos e sobem pela traqueia. Daí passam a 
faringe, são engolidas e chegam aos intestinos. 
No intestino delgado se estabelecem definitivamente e atingem a maturidade sexual. 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
3.5 Enterobius vermicularis 
 
 
 
 
 
 Figura 32 Enterobius vermicularis 
 Fonte: https://br.pinterest.com 
 
3.5.1 Ciclo BiológicoFigura 33: Ciclo biológico Enterobius vericularis 
Fonte: https://www.todamateria.com.br 
Apresenta ciclo monoxênico. Após a cópula, os machos morrem e são eliminados junto 
com as fezes. As fêmeas com ovos vão para o ânus para ovoposição, pricipalmente à 
noite (causando o prurido anal noturno), pois esperam diminuir o metabolismo do 
hospedeiro para a liberação dos ovos. O tegumento da fêmea fica bem fino. Os ovos se 
tornam infectantes em 6h e são ingeridos pelo hospedeiro. As larvas rabditóides 
eclodem no intestino delgado, sofrendo 2 metamorfoses até o ceco, onde se 
transformam em adultos. Depois de 1 a 2 meses as fêmeas vão para a região perianal e 
se não houver reinfecção, o parasitismo se extingue aí. 
REINO Animalia 
FILO Aschelminthes 
CLASSE Secernentea 
ORDEM Rhabditida 
FAMÍLIA Oxyuridae 
GÊNERO Enterobius 
ESPÉCIE E. vermiculares 
Tabela 16: Classificação Taxonômica E. vermicularis 
32 
 
3.6 Strongyloides stercoralis 
 
 
 
 
 
 
 Figura 34 Strongyloides stercoralis 
 Fonte: https://br.pinterest.com 
3.6.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 35: Ciclo biológico S. stercoralis 
Fonte: http://www.ufrgs.br 
Ciclo (Monoxênico) • DIRETO – Fêmeas realizam a ovipostura e, ainda no intestino 
ocorre a eclosão, com liberação de larvas rabditóides; – Larvas rabditóides podem se 
desenvolver de duas maneiras: » Transformarem-se em machos e fêmeas de vida livre 
no solo (CICLO INDIRETO); » Transformarem-se em larvas filarióides (infectantes) no 
hospedeiro ou no solo; – As larvas filarióides desenvolvem ciclo pulmonar e as fêmeas 
adultas completam o desenvolvimento mergulhadas na mucosa de jejuno ou íleo; – A 
ovipostura ocorre por partenogênese. • INDIRETO – Fêmeas realizam a ovipostura e, 
ainda no intestino ocorre a eclosão, com liberação de larvas rabditóides; – Larvas 
rabditóides são eliminadas pelas fezes e transformam-se em machos e fêmeas de vida 
livre (solo); – Da ovipostura, originam-se larvas rabditóides que, após alguns dias, 
passam a filarióides; – As larvas filarióides continuam seu desenvolvimento somente 
após penetração cutânea e ciclo pulmonar; – O desenvolvimento completa-se na 
mucosa do intestino delgado. 
REINO Animalia 
FILO Aschelminthes 
CLASSE Nematoda 
ORDEM Rhabditida 
FAMÍLIA Strongyloididae 
GÊNERO Enterobius 
ESPÉCIE S. stercoralis 
Tabela 17: Classificação Taxonômica S. stercoralis 
33 
 
3.7 Larva migrans 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 36: Larva migrans 
 Fonte: https://www.mdsaude.com 
 
3.7.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 37: Ciclo biológico L. migrans 
Fonte: http://www.ufrgs.br 
O ciclo de vida do bicho geográfico começa quando animais domésticos ingerem 
alimentos contaminados com o parasita Larva migrans. Em seguida, essas larvas se 
reproduzem no intestino do animal e liberam ovos que são eliminados nas fezes e que 
contaminam o solo onde são depositados. 
No solo, as larvas são liberadas do solo e contaminam o homem quando a pele ferida 
do corpo entra em contato direto com estas larvas, o que vai causar a infecção por 
bicho geográfico. 
34 
 
3.8 Hymenolepis nana 
 
 
 
 
 
 
 Figura 38 Strongyloides stercoralis 
 Fonte: https://br.pinterest.com 
 
3.8.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 39: Ciclo biológico Hymenolepis nana 
 Fonte: www.parasitandonaweb.xpg.com.br 
 
Monoxênico: Após ingestão pelo homem dos ovos contidos nas fezes, há semidigestão 
dos embrióforos. O embrião hexacanto (oncosfera) é liberado no intestino, penetra nas 
vilosidades intestinais e forma a larva cisticercóide. Essa larva se fixa na mucosa 
intestinal pelo escólex. 
Heteroxênico: Os ovos das fezes são ingeridos pelas larvas de insetos. No intestino do 
inseto, oo embrião hexacanto é liberado e se transforma em larvas cisticercóides. O 
homem ingere acidentalmente um coleóptero contendo larvas cisticercóides, podendo 
causar hiperinfecção, pois não forma imunidade e milhares de ovos podem ser 
liberados no intestino. As larvas então desenvaginam-se no intestino, se fixando à 
mucosa e transformando-se em vermes adultos. 
 
REINO Animalia 
FILO Aschelminthes 
CLASSE Nematoda 
ORDEM Rhabditida 
FAMÍLIA Strongyloididae 
GÊNERO Enterobius 
ESPÉCIE S. stercoralis 
Tabela 18: Classificação Taxonômica H. nana 
35 
 
3.9 Trichuris trichiura 
 Figura 40: Trichuris trichiura 
 Fonte: https://obgynkey.com 
 
3.9.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 41: Ciclo biológico Trichuris trichiura 
 Fonte: www.parasitandonaweb.xpg.com.br 
 
Ciclo monoxênico. A pessoa ingere ovos com larvas (L2 - infectante). Esses ovos 
embrionados liberam as larvas no intestino delgado e depois as larvas migram para o 
ceco. Durante esse trajeto a larva sofre metamorfoses até virar adulto. O verme pode 
viver no organismo humano por 5 a 8 anos. Como os ovos são muito resistentes no 
meio ambiente, podem ser disseminados pelo vento, água e contaminar alimentos. 
 
REINO Animalia 
FILO Nematoda 
CLASSE Adenophorea 
ORDEM Trichurida 
FAMÍLIA Trichuridae 
GÊNERO Trichuris 
ESPÉCIE T. trichiura 
Tabela 19: Classificação Taxonômica T. trichiura 
36 
 
3.10 Onchocerca volvulus 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 42: Onchocerca volvulus 
 Fonte: https://www.researchgate.net 
3.10.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 43: Ciclo biológico Onchocerca volvulus 
 Fonte: http://www.mcdinternational.org 
 
– Ciclo (Heteroxênico) • O borrachudo (HI) infecta-se com microfilárias, que evoluem na 
cavidade geral de mosquito; • Infecção do HD durante a hematofagia; – Ao deixarem o 
HI as L3 infectantes procuram o local da picada do inseto, pois não realizam penetração 
ativa pela pele; • As L3 transformam-se em L4 em até uma semana e, finalmente, a 
fase adulta completa-se em mais 4-6 semanas; • Segue-se a eliminação de microfilárias 
em pouco mais de um ano. 
 
 
REINO Animalia 
FILO Nematoda 
CLASSE Secernentea 
ORDEM Spirurida 
FAMÍLIA Falariidae 
GÊNERO Onchocerca 
ESPÉCIE O. volvulus 
Tabela 20: Classificação Taxonômica O. volvulus 
37 
 
3.11 Wuchereria bancroft 
 
 
 
 
 
 Figura 44: Wuchereria bancroft 
 Fonte: estudeparasitologia.wordpress.com3.11.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 45: Ciclo biológico Wuchereria bancroft 
 Fonte: http://biologymais.blogspot.com 
 A fêmea do mosquito do gênero Culex ingere a forma microfilária durante a picada da 
pessoa infectada. As microfilárias, na cavidade geral do mosquito (sofrem mudas até 
larvas infectantes), dirigem-se para a probóscide, rasgando-a e penetrando a pele do 
hospedeiro por alguma abrasão. Atingem a circulação, permanecendo aí até a fase de 
L5, quando dirigem-se para os linfáticos e começa a liberação de microfilárias, se 
houver acasalamento. Se não, a forma adulta provoca obstrução linfática. O período 
pré-patente é de um ano. 
 
REINO Animalia 
FILO Aschelminthes 
CLASSE Nematoda 
ORDEM Spirurida 
FAMÍLIA Onchocercidae 
GÊNERO Wechereria 
ESPÉCIE W. bancroft 
Tabela 21: Classificação Taxonômica W. bancroft 
38 
 
3.12 Taenia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 46: Taenias 
 Fonte: www.saudedescomplicada.com 
 
3.12.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 47: Ciclo biológico Taenia 
 Fonte: https://www.todoestudo.com.br 
 
1.Ao se alimentar de carnes cruas ou mal passadas, o homem pode ingerir 
cisticercos (lasvas de tênia); 2.No intestino, a larva se liberta, fixa o escólex, cresce 
e origina a tênia adulta; 3.Proglotes maduras, contendo testículos e ovários, 
reproduzem entre si e originam proglotes grávidas, cheias de ovos. Proglotes 
grávidas despremdem-se unidas em grupos de 2 a 6 e são liberados durante ou 
após as evacuações; 4.No solo, rompem-se e liberam ovos. Cada ovo é esférico, 
mede cerca de 30 mm de diâmetro, possui 6 pequenos ganchos e é conhecido 
como oncosfera. Espalha-se pelo meio e podem ser ingeridos pelo hospedeiro 
intermediário; 5. No intestino do animal, os ovos penetram no revestimento intestinal 
e cae no sangue. Atingem principalmente a musculatura sublingual, diafragma, 
sistema nervoso e coração; 6.Cada ovo se transforma em uma larva, uma tênia em 
REINO Animalia 
FILO Platelmintos 
CLASSE Cestoda 
ORDEM Cyclophylidea 
FAMÍLIA Taenidae 
GÊNERO Taenia 
ESPÉCIE T. saginata, T. solium 
Tabela 22: Classificação Taxonômica Taenia 
39 
 
miniatura, chamada cisticerco, cujo tamanho lembra o de um pequeno grão de 
canjica. Essa larva contém escólex e um curto pescoço, tudo envolto por uma 
vesícula protetora; 7.Por autoinfestação, ovos passam para a corrente sanguínea e 
desenvolvem-se em cisticercos (larvas) em tecidos humanos, causando uma 
doenças - a cisticercose que pode ser fatal. 
 
3.13 Echinococcus granulosus 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 48: Echinococcus granulosus 
 Fonte: https://www.turbosquid.com 
 
3.12.1 Ciclo Biológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 49: Ciclo biológico Echinococcus granulosus 
 Fonte: http://www.microbiologybook.org 
Os vermes adultos vivem em animais domésticos e carnívoros selvagens. Os ovos 
eliminados pelos animais infectados são ingeridos pelos animais da fazenda que estão 
pastando ou pelo homem, se localizam em diferentes órgãos e se desenvolvem em 
cistos hidáticos que contém muitas larvas. Quando outros animais consomem órgãos 
infectados desses animais, as proto-escólices escapam do cisto, entram no intestino 
delgado e se desenvolvem em vermes adultos. Ovos de Echinococcus quando 
deglutidos pelo homen, produzem embriões que penetram no intestino delgado, entram 
na circulação e formam cistos no fígado, pulmões, ossos, e às vezes, no cérebro. O 
cisto consiste de uma cutícula hialina anuclear e uma camada incubadora nucleada 
interna que contém um fluido claro amarelo. Cistos-filhos aderem à camada incubadora, 
embora alguns cistos, conhecidos como cistos reprodutivos, podem ter apenas larvas 
(areia hidática). O homem é um hospedeiro terminal. 
REINO Animalia 
FILO Platelmintos 
CLASSE Cestoda 
ORDEM Cyclophylidea 
FAMÍLIA Taenidae 
GÊNERO Echinococcus 
ESPÉCIE E. granulosus 
Tabela 23: Classificação Echinococcus granulosus 
40 
 
4. DIAGNÓSTICO 
 
 Protozoários 
 
4.1 Giardia lamblia 
 
Laboratorial Clínico 
Identificação de cistos ou trofozoítos, no 
exame direto de fezes, pelo método de 
Faust; ou identificação de trofozoítos no 
fluido duodenal, obtido através de 
aspiração. São necessárias, pelo menos, 
três amostras de fezes para obter uma 
boa sensibilidade. A detecção de 
antígenos pode ser realizada pelo Elisa, 
com confirmação diagnóstica. Em raras 
ocasiões, poderá ser realizada biopsia 
duodenal, com identificação de 
trofozoítos. 
Em crianças costuma-se apresentar: 
diarreias, esteatorréia, irritabilidade, 
insônia, náuseas, vômitos e 
emagrecimento. Deve-se, contudo, realizar 
os exames laboratoriais a fim de 
comprovação. 
 
 
4.2 Entamoeba histolytica 
 
Laboratorial Clínico 
Presença de trofozoítos ou cistos do 
parasito encontrados nas fezes; em 
aspirados ou raspados, obtidos através de 
endoscopia ou proctoscopia; ou em 
aspirados de abscesso ou cortes de 
tecido. Os anticorpos séricos podem ser 
dosados e são de grande auxílio no 
diagnóstico de abscesso hepático 
amebiano. A ultra-sonografia e tomografia 
axial computadorizada são úteis no 
diagnóstico de abscessos amebianos 
Pouco eficiente. Necessário os testes 
laboratoriais. 
 
 
4.3 Trichomonas vaginalis 
 
Laboratorial Clínico 
 Para se confirmar a presença 
do Trichomonas vaginalis o ginecologista 
realiza um exame ginecológico, que 
normalmente detecta uma vagina 
inflamada e com pequenas úlceras. 
O quadro clínico das vaginites apenas 
sugerem a causa mais provável, não 
sendo possível estabelecer o diagnóstico 
sem exames complementares 
Tabela 24: Diagnóstico Giardiase 
Tabela 25: Diagnóstico Amebiase 
41 
 
Durante o exame colhe-se uma amostra 
de secreção vaginal para ser estudada no 
microscópio. Em até 70% dos casos é 
possível identificar o protozoário se 
movendo nas secreções. Além disso, 
podem também é possível fazer uma 
cultura da secreção, que costuma dar o 
resultado entre 3 a 7 dias. O exame de 
PCR também pode ser usado. Esse 
exame é mais caro, porém apresenta 
resultados mais rapidamente e com mais 
segurança. 
 
 
4.4 Toxoplasma gondii 
 
Laboratorial Clínico 
 O diagnóstico da Toxoplasmose, na 
rotina da prática clínica, é feito por meio 
da Sorologia, ou seja, pesquisa de 
anticorpos do nosso corpo que aumentam 
em uma infecção por Toxoplasma. O 
diagnóstico sorológico é feito logo após o 
nascimento do bebê, onde um aumento 
de IgM em torno da primeira semana de 
vida indica infecção aguda que deve ser 
tratada. A pesquisa do bebê ainda pode 
ser acrescida de exames dos olhos e do 
cérebro. 
Pouco eficiente. Necessário os testes 
laboratoriais. 
 
 
4.5 Balantidium coli 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico da Balantidiose pode ser 
realizado através do exame de fezes, no 
qual é possível identificar a presença do 
parasita. 
Dificuldade em virtude da semelhança 
com a colite amebiana • Variam entre 
diarréia, disenteria (fezes com muco e 
sangue), dor abdominal, fraqueza, febre 
dentre outros. • Pode ocorrer invasão de 
órgãos extra-intestinais (pulmões) em 
indivíduos imunocomprometidos. 
 
 
 
 
 
Tabela 26: Diagnóstico trichomoniaseTabela 27: Diagnóstico toxoplasmose 
Tabela 28: Diagnóstico Balantidiose 
42 
 
4.6 Trypanossoma cruzy 
 
Laboratorial Clínico 
Fase aguda: 
Exames parasitológicos 
Pesquisa a fresco de tripanossomatídeos 
Métodos de concentração; 
Lâmina corada de gota espessa ou 
esfregaço. 
Exames sorológicos 
As metodologias utilizadas são a 
hemoaglutinação indireta (HAI), a 
imunofluorescência indireta (IFI) e o 
método imunoenzimático (ELISA). 
Diagnóstico molecular 
O diagnóstico molecular da infecção por 
T. cruzi, por meio da reação em cadeia da 
polimerase - PCR é de uso restrito e 
realizado por centros colaboradores em 
caráter experimental, até que se tenham 
protocolos definidos e procedimentos 
operacionais padronizados. 
Fase crônica: 
Exames parasitológicos 
Devido à parasitemia pouco evidente na 
fase crônica, os métodos parasitológicos 
convencionais são de baixa sensibilidade, 
o que implica em pouco valor diagnóstico. 
Exames sorológicos 
O diagnóstico na fase crônica é 
essencialmente sorológico e deve ser 
realizado utilizando-se um teste de 
elevada sensibilidade em conjunto com 
outro de alta especificidade como os de 
HAI, IFI e ELISA. 
 
 
 
 Para a fase aguda, devem ser 
considerados agravos como leishmaniose 
visceral, malária, dengue, febre tifóide, 
toxoplasmose, mononucleose infecciosa, 
esquistossomose aguda, coxsakieviroses. 
Atualmente, cabe acrescentar também 
doenças que podem cursar com eventos 
íctero-hemorrágicos como leptospirose, 
dengue, febre amarela e outras 
arboviroses, meningococcemia, sepse, 
hepatites virais, febre purpúrica brasileira, 
hantaviroses e rickettsioses. 
 
 
4.7 Sarcocystis hominis/suihominis 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico é dado com a análise dos 
sintomas e a demonstração histológica de 
esquizontes nos vasos sanguíneos e 
Febre, anorexia, prostração, palidez das 
mucosas, corrimento nasal e ocular, 
dispneia, salivação, podendo causar a 
Tabela 29: Diagnóstico do Trypanossoma cruzy 
43 
 
órgão e da presença de cistos nos 
músculos à necropsia ou biópsia. Estes 
métodos não determinam a espécie, pois 
a morfologia do parasito pode ser comum 
a várias espécies. Teste de 
hemaglutinação indireta auxilia no 
diagnóstico, mas não implica a presença 
de lesões ativas. Em cães e gatos, o 
exame de fezes pode ser útil no 
diagnóstico. Como diagnóstico diferencial 
os testes de RIFI e ELISA podem ser 
usados. 
morte. Estes sintomas costumam ser mais 
graves em pacientes 
imunocomprometidos 
 
 
4.8 Isospora belli 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico laboratorial é feito através 
da visualização de oocistos (álcool-ácido-
resistentes) nas fezes. 
A parasitose, na grande maioria dos 
casos, é assintomática e naqueles 
enfermos com manifestações clínicas, em 
geral, a protozoose é autolimitada, isto é, 
benigna, ocorrendo a melhora clínica em 
poucos dias, independente de qualquer 
tratamento. Muito embora a eliminação 
dos oocistos continue por mais de 30 dias. 
Geralmente, os sintomas encontrados 
são: febre de intensidade elevada, cólicas 
intestinais, diarreia alternada com prisão 
de ventre ou apenas surtos, náuseas, 
anorexia, mal estar geral, astenia, 
meteorismo, cefaléía, emagrecimento. 
 
 
4.9 Cryptosporidium muris 
 
Laboratorial Clínico 
Como método de diagnóstico pode ser 
feito exames de fezes, utilizando os 
métodos de concentração ou métodos 
especiais de coloração. Pode-se também 
realizar técnicas sorológicas tais como a 
pesquisa de anticorpos circulantes. O 
PCR também é utilizado. 
Os sintomas consistem principalmente em 
diarréia aquosa, não-sanguinolenta, às 
vezes em conjunto com dor abdominal, 
náuseas, anorexia, febre e/ou perda de 
peso. O acometimento do trato biliar tende 
a manifestar-se como dor no quadrante 
superior direito ou mesoepigástrio. 
 
 
 
Tabela 30: Diagnóstico do Sarcocystis 
Tabela 31: Diagnóstico do Isospora belli 
Tabela 32: Diagnóstico do Cryptosporidium 
44 
 
4.10 Plasmodium 
 
Laboratorial Clínico 
Como método de diagnóstico pode ser 
feito exames de fezes, utilizando os 
métodos de concentração ou métodos 
especiais de coloração. Pode-se também 
realizar técnicas sorológicas tais como a 
pesquisa de anticorpos circulantes. O 
PCR também é utilizado. 
As manifestações clínicas não são 
suficientes para estabelecer o diagnóstico 
de pronto, apesar da forte suspeita que 
inspiram, mesmo que o indivíduo viva em 
áreas endêmicas ou tenha história recente 
de viagem para essas regiões. 
 
 
4.11 Leishmania 
 
Laboratorial Clínico 
Amostras de tecido podem ser 
examinadas para procurar pelo parasita 
sob microscópio, em culturas, ou por 
outros meios. Testes de sangues que 
detectam anticorpos ao parasita podem 
auxiliar no diagnóstico de leishmaniose 
visceral. Algumas vezes os testes 
laboratoriais podem dar negativo, mesmo 
que a pessoa tenha leishmaniose. 
O primeiro passo para o diagnóstico é 
verificar se a pessoa esteve em lugares 
onde a leishmaniose é encontrada e se 
apresenta sinais ou sintomas da doença. 
 
 
 Helmintos 
 
4.12 Schistosoma mansoni 
 
Laboratorial Clínico 
Além do quadro clínico-epidemiológico, 
deve ser realizado exame coprológico, 
preferencialmente com uso de técnicas 
quantitativas de sedimentação, 
destacando-se a técnica de Kato-Katz. A 
ultrassonografia hepática auxilia o 
diagnóstico da fibrose de Symmers e nos 
casos de hepatoesplenomegalia. A 
biopsia retal ou hepática, apesar de não 
recomendada na rotina, pode ser de ser 
útil em casos suspeitos e na presença de 
exame parasitológico de fezes negativo. 
Fibrose hepática, hipertensão portal, 
insuficiência hepática severa, hemorragia 
digestiva, cor pulmonale, glomerulonefrite. 
Podem ocorrer associações com 
infecções bacterianas (salmonelas, 
estafilococos) e virais (hepatites B e C). 
Pode haver comprometimento do sistema 
nervoso central e de outros órgãos 
secundários ao depósito ectópico de ovos. 
 
 
 
 
 
Tabela 33: Diagnóstico do Plasmodium 
Tabela 34: Diagnóstico do Leishmania 
Tabela 35: Diagnóstico do Schistosoma mansoni 
45 
 
4.13 Fasciola hepática 
 
Laboratorial Clínico 
Os exames que podem confirmar a 
infecção incluem a identificação de ovos 
nas fezes e testes de 
sangue imunológicos. 
Além disso, a ultrassonografia ou 
tomografia do abdômen podem ajudar a 
demonstrar os parasitas dentro da árvore 
biliar, além de identificar áreas de 
inflamação e fibrose. Saiba mais sobre 
os exames que avaliam o fígado. 
 
O diagnóstico de fasciolíse é suspeitado 
pelo médico de acordo com a avaliação 
clínica e observação dos hábitos da 
pessoa afetada, como criar animais ou 
comer vegetais crus. 
 
 
4.14 Ascaris lumbricoides 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico da ascaridíase é 
habitualmente feito através da 
identificação de ovos de Ascaris 
lumbricoides nas fezes. O problema 
do exame parasitológico de fezes é que 
os primeiros ovos só aparecem nas fezes 
cerca de 40 dias depois do paciente ter se 
contaminado. Portanto, em fases 
precoces, como durante a infecção 
pulmonar, o exame de fezes costuma ser 
negativo. 
Em casos de eliminação do verme pela 
boca ou fezes, o mesmo deve ser 
recolhido e levado para reconhecimento 
do médico. 
 
 
4.15 Ancylostoma duodenale 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico laboratorial é realizado pelo 
achado de ovos no exame parasitológico 
de fezes, por meio dos métodos de Lutz, 
Willis ou Faust, realizando-se, também, a 
contagem de ovos pelo Kato-Katz. 
Em geral clínico, devido ao prurido 
característico 
 
 
 
 
 
 
Tabela 36: Diagnóstico do Fasciola hepatica 
Tabela 37: Diagnóstico do Ascaris lumbricoides 
Tabela 38: Diagnóstico do Ancylostoma duodenale46 
 
4.16 Enterobius vermicularis 
 
Laboratorial Clínico 
Encostar uma fita adesiva transparente 
na região anal ao amanhecer, para 
coletar possíveis ovos de oxiúro que 
poderão ser observados no microscópio. 
Esse procedimento deve ser repetido 
pelo menos três vezes, assim que a 
pessoa acorda. Se a coceira anal é um 
sintoma, podem ser coletadas amostras 
de pele abaixo das unhas para análise 
em laboratório. 
 
Observar se os vermes aparecem na 
região do ânus cerca de duas a três 
horas após a pessoa dormir 
 
 
 
4.17 Strongyloides stercoralis 
 
Laboratorial Clínico 
Na maioria dos casos, o diagnóstico da 
estrongiloidíase é feito através do exame 
parasitológico de fezes à procura de 
larvas nas fezes. Porém, este teste 
apresenta elevada taxa de falso negativo. 
 Exames de sangue podem ser uma 
alternativa, com taxas de diagnóstico mais 
elevadas 
Através da análise dos sintomas. 
 
 
 
4.18 Larva migrans 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico da larva migrans visceral 
pode ser muito difícil e para confirmação 
dele é necessária uma biópsia do órgão 
para se visualizar as larvas. Testes 
sorológicos como o ELISA também são 
confirmatórios. 
Baseado na observação 
das lesões características na pele, com 
coceira insistente. 
 
 
 
Tabela 39: Diagnóstico do Enterobius vermicularis 
Tabela 40: Diagnóstico do Strongyloides stercoralis 
Tabela 41: Diagnóstico do Larva migrans 
47 
 
4.19 Hymenolepes nana 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico é feito pelo achado de ovos 
em amostras de fezes. Através da análise dos sintomas. 
 
 
 
4.20 Trichuris trichiura 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico é feito habitualmente pelo 
exame parasitológico de fezes, no qual é 
possível identificar a presença de ovos 
do Trichuris trichiura. Em alguns casos, o 
diagnóstico pode ser feito durante a 
realização de uma colonoscopia, pois os 
vermes são facilmente encontrados 
aderidos à mucosa do intestino grosso. 
Através da análise dos sintomas. 
 
 
 
4.21 Onchocerca volvulus 
 
Laboratorial Clínico 
Os nódulos de parasitas adultos são 
identificados por exames de imagem 
(Tomografia computadorizada ou 
ecografia) ou por análise microscópica de 
amostra de biópsia. As microfilárias são 
detectadas em biópsias da pele, assim 
como frequentemente vistas diretamente 
pela observação do fundo do olho com 
um oftalmoscópio. Existe ainda uma 
técnica de detecção do DNA do parasita 
por PCR. 
Através da análise dos sintomas. 
 
 
 
4.22 Wuchereria bancroft 
 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico é complexo e precisa ser 
realizado por profissionais competentes, 
como clínico geral e infectologista. 
Normalmente, o médico solicita exames de 
sangue, biópsia dos tecidos afetados, 
ultrassom ou sorologia por ELISA. 
Através da análise dos sintomas e de 
manifestações clínicas como quilúria 
e elefantíase de membros, mamas e 
órgãos genitais. 
 
Tabela 42: Diagnóstico do Hymenolepes nana 
Tabela 43: Diagnóstico do Trichuris trichiura 
Tabela 44: Diagnóstico do Onchocerca volvulus 
Tabela 45: Diagnóstico do W. bancroft 
48 
 
4.23 Taenia solium e T. saginata 
Laboratorial Clínico 
O diagnóstico da teníase é feito através 
do exame parasitológico de fezes, pela 
identificação dos ovos ou da proglote da 
tênia. 
No caso da cisticercose, o diagnóstico 
costuma ser feito através de exames de 
imagem, como a tomografia 
computadorizada ou a ressonância 
magnética do crânio, que conseguem 
identificar os cisticercos alojados no 
sistema nervoso central. 
Manifesta-se por dor abdominal, sensação 
de fome, astenia, perda de peso mesmo 
na vigência de bom apetite, náuseas, 
diarréia. 
 
 
5. TRATAMENTO 
 
5.1 Albendazol 
 
USO AÇÃO 
Albendazol está indicado no tratamento 
das infecções por parasitas intestinais 
como Ascaris lumbricoides, Trichuris 
trichiura, Enterobius vermiculares, 
Ancylostoma duodenale, Necator 
americanus, Taenia spp e Strongyloides 
stercoralis. 
O modo de uso do Albendazol varia de 
acordo com o verme intestinal, sendo que 
o recomendado é: 
 Teníase ou estrongiloidíase: 400 
mg em dose única diária, durante 3 
dias; 
 Giardíase: 400 mg em dose única 
diária, durante 5 dias. 
Este medicamento deve ser ingerido com 
alimentos, pois assim aumenta em até 5 
vezes o seu grau de absorção, 
especialmente se a refeição for rica em 
gordura. 
. 
 
 
5.2 Metronidazol 
USO AÇÃO 
Metronidazol é indicado para o tratamento 
de infecções causadas por vermes, como 
giardíase, amebíase e tricomoníase, no 
tratamento de vaginites e uretrites 
causadas por Gardnerella vaginalis, e no 
tratamento de outras infecções causadas 
por bactérias anaerobias 
como Bacteroides fragilis, Fusobacterium 
Metronidazol é um composto com 
propriedades anti-infecciosas e atividade 
antimicrobiana, contra microorganismos 
anaeróbios, ou seja, microorganismos que 
crescem na presença de baixas 
concentrações ou completa ausência de 
oxigênio. Além disso, Metronidazol possui 
também uma atividade antiparasitária, 
Tabela 46: Diagnóstico do Taenia 
Tabela 47: Albendazol 
https://www.tuasaude.com/ 
49 
 
sp, Clostridium sp, Eubacterium sp e 
cocos anaeróbios, em adultos e crianças. 
 
 
 
 
 
 
eliminando vermes e parasitas do corpo. 
 
 
5.3 NITAZOXANIDA (Annita) 
USO AÇÃO 
Helmintíases causadas por Enterobius 
vermiculares, Ascaris lumbricoides, 
Strongyloides stercolaris, Ancilostomíase, 
Trichuris trichiura, Taenia sp ou 
Hymenolepis nana. 
Amebíases causadas por Entamoeba 
histolytica ou Entamoeba díspar. 
Giardíase (Criptosporidíase. 
Infecções por Blastocistis hominis, 
Balantidium coli ou Isospora belli. 
 
 
 
 
 
Annita® age contra protozoários por meio 
da inibição de uma enzima indispensável 
à vida do parasita. O mesmo parece 
ocorrer em relação aos vermes, embora 
outros mecanismos, ainda não totalmente 
esclarecidos, possam estar envolvidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.4 SECNIDAZOL 
USO AÇÃO 
Amebíase intestinal, 
Giardíase, 
Amebíase hepática e 
Tricomoníase. 
 
 
Existem infecções onde esse 
medicamento atua diretamente no 
problema, ou seja, no verme e no 
parasita, alterando o DNA do mesmo. 
 
 
 
 
 
 
https://www.tuasaude.com/ 
Tabela 48: Metronidazol 
https://www.tuasaude.com/ 
Tabela 49: Annita 
https://www.tuasaude.com/ 
 
50 
 
5.5 MEBENDAZOL 
USO AÇÃO 
Mebendazol suspensão oral ou 
comprimidos 500 mg é indicado para 
verminoses e parasitoses, no tratamento 
de infestações simples ou mistas 
causadas por Enterobius 
vermicularis,Trichuris trichiura, Ascaris 
lumbricoides, Ancylostoma duodenale, 
Necator americanus, Taenia solium e 
Taenia saginata, em crianças com mais 
de 1 ano de idade e adultos. 
Mebendazol é um composto com 
propriedades anti-helmínticas, capaz de 
atuar sobre os principais vermes que 
parasitam adultos e crianças, provocando 
a sua desintegração e eliminação nas 
fezes. 
 
 
 
 
 
 
 
5.6 HELMIZOL 
USO AÇÃO 
Helmizol® suspensão está indicado no 
tratamento de giardíase e amebíase. 
 
 
 
 
 
atua diretamente no problema, ou seja, no 
verme e no parasita, alterando o DNA do 
mesmo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.7 PYR-PAM 
USO AÇÃO 
Indicado no tratamento de oxiúrase ou 
enterobíase, uma doença infecciosa 
causada por parasitas. 
 
 
 
 
Pyr-pam contém na sua fórmula pamoato 
de pirvínio, uma substância que impede 
que o parasita se alimente e, por isso, 
cresça e se reproduza, eliminando-o do 
organismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.tuasaude.com/ 
Tabela 51: mebendazol 
https://www.tuasaude.com/ 
Tabela 52: Helmizol 
https://www.tuasaude.com/Tabela 53: Pyr-Pam 
51 
 
REFERENCIAS 
 
 
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junho de 2018. 
 
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9788575412435-20.pdf >. Acesso em 17 de Junho de 2018. 
 
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comprimido>. Acesso em 16 de junho de 2018. 
 
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site/siteantigo/Imagensatlas/Protozoa/Isospora.htm>. Acesso em 16 de junho de 2018. 
 
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site/siteantigo/Imagensatlas/Protozoa/Leishmania.htm >.Acesso em 16 de Junho de 2018.

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