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4 Faculdade Regional de Alagoinhas – FARAL Bacharelado em Farmácia ANDERSON DE OLIVEIRA SANTANA ATLAS DE PARASITOLOGIA: Protozoários e Helmintos Alagoinhas - BA 2018 5 ANDERSON DE OLIVEIRA SANTANA ATLAS DE PARASITOLOGIA: Protozoários e Helmintos Atlas apresentado à orientadora Jéssica Vasconcelos, professora da disciplina Parasitologia do curso Bacharelado em Farmácia – UNIRB/FARAL como instrumento parcial de avaliação desta disciplina. Alagoinhas - BA 2018 6 “Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença.” Lair Ribeiro. Alagoinhas - BA 2018 7 SUMÁRIO: 1. INTRODUÇÃO____________________________________09 2. PROTOZOÁRIOS__________________________________10 2.1 Giardia lamblia ___________________________________11 2.1.1 Ciclo Biológico ________________________________11 2.2. Entamoeba histolytica_____________________________12 2.2.1 Ciclo Biológico _______________________________12 2.3. Trichomonas vaginalis____________________________14 2.3.1 Ciclo Biológico _______________________________14 2.4. Toxoplasma gondii_______________________________15 2.4.1 Ciclo Biológico ______________________________15 2.5. Balantidium coli_________________________________16 2.5.1 Ciclo Biológico ______________________________16 2.6. Trypanossoma cruzi_____________________________17 2.6.1 Ciclo Biológico ______________________________17 2.7. Sarcocystis hominis/suihominis ___________________19 2.7.1 Ciclo Biológico ______________________________19 2.8. Isospora belli ___________________________________20 2.8.1 Ciclo Biológico ______________________________20 2.9. Cryptosporidium muris __________________________21 2.9.1 Ciclo Biológico ______________________________21 2.10. Plasmodium __________________________________22 2.10.1 Ciclo Biológico _____________________________23 2.11. Leishmaniose _________________________________24 2.11.1 Ciclo Biológico _____________________________24 3. HELMINTOS_____________________________________25 3.1. Schistosoma mansoni_________________________26 3.1.1 Ciclo Biológico _____________________________26 3.2. Fasciola hepática____________________________27 3.2.1 Ciclo Biológico ____________________________27 3.3. Ascaris lumbricoides ________________________28 3.3.1 Ciclo Biológico ____________________________28 3.4. Ancylostoma duodenale______________________29 3.4.1 Ciclo Biológico ____________________________30 3.5. Enterobius vermicularis ______________________31 3.5.1 Ciclo Biológico ____________________________31 3.6. Strongyloides stercoralis _____________________32 3.6.1 Ciclo Biológico ____________________________32 3.7. Larva migrans ______________________________33 3.7.1 Ciclo Biológico ____________________________33 3.8. Hymenolepis nana __________________________34 3.8.1 Ciclo Biológico ____________________________34 3.9. Trichuris trichiura ___________________________35 8 3.9.1 Ciclo Biológico ____________________________35 3.10. Onchocerca volvulus _______________________36 3.10.1 Ciclo Biológico ___________________________36 3.11. Wuchereria bancroft ________________________37 3.11.1 Ciclo Biológico ___________________________37 3.12. Taenia____________________________________38 3.12.1 Ciclo Biológico ___________________________38 3.13. Echinococcus granulosus______________________39 3.13.1 Ciclo Biológico ___________________________39 4. DIAGNÓSTICO__________________________________40 PROTOZOÁRIOS________________________________40 4.1 Giardia lamblia _________________________________40 4.2. Entamoeba histolytica___________________________40 4.3. Trichomonas vaginalis___________________________40 4.4. Toxoplasma gondii______________________________41 4.5. Balantidium coli_________________________________41 4.6. Trypanossoma cruzi_____________________________42 4.7. Sarcocystis hominis/suihominis ___________________42 4.8. Isospora belli ___________________________________43 4.9. Cryptosporidium muris ___________________________43 4.10. Plasmodium ___________________________________44 4.11. Leishmaniose _________________________________44 HELMINTOS_____________________________________44 4.12. Schistosoma mansoni________________________44 4.13. Fasciola hepática____________________________45 4.14. Ascaris lumbricoides ________________________45 4.15. Ancylostoma duodenale______________________45 4.16. Enterobius vermicularis ______________________46 4.17. Strongyloides stercoralis _____________________46 4.18. Larva migrans _______________________________46 4.19. Hymenolepis nana ___________________________47 4.20. Trichuris trichiura ____________________________47 4.21. Onchocerca volvulus _________________________47 4.22. Wuchereria bancroft __________________________47 4.23. Taenia solium/T. saginata _____________________48 5. TRATAMENTO___________________________________48 5.1 Albendazol_____________________________________48 5.2 Metronidazol___________________________________48 5.3 Nitazoxanida (Annita) ___________________________49 5.4 Secnidazol ____________________________________49 5.5 Mebendazol ___________________________________50 5.6 Helmizol ______________________________________50 5.7 Pyr-Pam_______________________________________50 REFERÊNCIAS__________________________________51 9 1- INTRODUÇÃO A distribuição dos seres vivos na natureza apresenta uma grande interação que varia desde a colaboração mútua (simbiose) até o predatismo e canibalismo. O parasitismo seguramente ocorreu quando na evolução de uma destas associações um organismo menor se sentiu beneficiado, quer pela proteção, quer pela obtenção de alimento (NEVES, 2011). A parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, as doenças parasitárias humanas, seus métodos de diagnóstico e controle. O surgimento e a implantação das doenças parasitárias estão diretamente associados com o modo de vida dos indivíduos, bem como ao seu higiene e nível de desenvolvimento das regiões dos países que influenciam diretamente no perfil de adoecimento dos habitantes. Logo, a presença de uma parasitose está associada a diversos fatores que servirão de base à contaminação, como por exemplo, questões ambientais, higiene inadequada, hábitos de vida, padrões de vida, assim como questões religiosas e sociais. Outro fator importante no que tange às parasitoses é o nível de conhecimento dos indivíduos, que quanto menos informações tiverem, mais tendem a apresentar infecção por parasitas. Portanto, neste atlas, pretende-se discutir os principais parasitas humanos, bem como suas Parasitoses com enfoque na prevenção e no tratamento. Pretende-se descrever os protozoários e helmintos, identificando seus vetores e agentes etiológicos, métodos diagnósticos clínicos e laboratoriais, medidas profiláticas,bem como seu tratamento medicamentoso ou não de modo a gerar um material de consulta rápida e prática, mas sem abrir mão da qualidade nas informações prestadas. 10 2. PROTOZOÁRIOS 11 2.1- Giardia lamblia Tabela 01: Classificação Taxonômica Giardia Figura 01: Giardia lamblia Fonte: www.k-state.edu 2.1.1 Ciclo Biológico Figura 02: Ciclo biológico Giardia lamblia Fonte: www.k-state.edu A infecção ocorre pela ingestão de cistos em água ou alimentos contaminados. No intestino delgado, os trofozoítos sofrem divisão binária e chegam à luz do intestino, onde ficam livres ou aderidos à mucosa intestinal, por mecanismo de sucção. A formação do cisto ocorre quando o parasita transita o cólon, e neste estágio os cistos REINO Protozoa FILO Sarcomastigophora CLASSE Mastigophora ORDEM Diplomonadida FAMÍLIA Hexamitidae GÊNERO Giardia ESPÉCIE G. lamblia 12 são encontrados nas fezes (forma infectante). No ambiente podem sobreviver meses na água fria, através de sua espessa camada. Fonte: www.ibb.unesp.br 2.2 Entamoeba histolytica Tabela 02: Classificação Taxonômica Entamoeba Figura 04: Entamoeba histolytica Fonte: www.k-state.edu 2.2.1 Ciclo Biológico Neste ciclo, não há hospedeiro intermediário e o hospedeiro definitivo é o homem. O local do parasitismo é normalmente o intestino grosso, mas podem ser afetados também o fígado, os pulmões e o cérebro. REINO Protozoa FILO Sarcomastigophora CLASSE Sarcodina SUB-CLASSE Lobosea ORDEM Amoebida FAMÍLIA Entamoebidae GÊNERO Entamoeba ESPÉCIE E. histolytica 13 Parasitismo no intestino grosso Figura 05: Ciclo biológico Entamoeba histolytica Fonte: www.k-state.edu 14 2.3 Trichomonas vaginalis Figura 06: Trichomonas vaginalis Fonte: https://www.std.uw.edu 2.3.1 Ciclo Biológico Figura 08: Ciclo biológico Trichomonas vaginalis Fonte: http://www.ufrgs.br O parasito tem como habitat a vagina, bem como a uretra e a próstata do homem. O Trichomonas vaginalis não possui a forma cística, apenas a trofozoítica, e é transmitido durante o ato sexual e através de fômites, já que o protozoário pode sobreviver durante horas em uma gota de secreção vaginal ou na água. O trofozoíto REINO Protozoa FILO Sarcomastigophora CLASSE Trichomonadae SUB-CLASSE Mastigophora ORDEM Trichomonadida FAMÍLIA Trichomonadidae GÊNERO Trichomonas ESPÉCIE T. vaginalis Tabela 03: Classificação Taxonômica Trichomonas TrEntamoeba 15 alimenta-se de açúcares em anaerobiose e produz ácidos que irritam a mucosa vaginal. Os sintomas aparecem entre três e nove dias após o contato com o parasito. 2.4 Toxoplasma gondii Figura 07: Toxoplasma gondii Fonte: https://www.std.uw.edu 2.4.1 Ciclo Biológico Figura 09: Ciclo biológico Toxoplasma gondii Fonte: https://www.thinglink.com Um hospedeiro intermediário suscetível, como por exemplo, o ser humano, outros mamíferos ou aves, podem ingerir água ou alimentos contaminados com oocistos REINO Protista FILO Apicomplexa CLASSE Sporozoasida ORDEM Eucoccidiorida FAMÍLIA Sarcocystidae GÊNERO Toxoplasma ESPÉCIE T. gondii Tabela 04: Classificação Taxonômica Toxoplasma TrEntamoeba 16 maduros (contendo os esporozoítos), ou carne crua ou má cozida contendo bradizoítos ou leite contaminado contendo taquizoítos. O oocisto se rompe no intestino, liberando os esporozoítos que invadem os enterócitos. Dentro dessas células, cada parasito é denominado taquizoíto. O taquizoíto se divide várias vezes, de forma assexuada até o rompimento da célula hospedeira. Esse processo se repete várias vezes, liberando grande número de taquizoítos para a invasão de novas células, no sangue e nos tecidos parenquimatosos. 2.5 Balantidium coli Figura 10: Balantidium coli Fonte: https://www.std.uw.edu 2.5.1 Ciclo Biológico Figura 11: Ciclo biológico Balantidium coli Fonte: http://www.ebah.com.br REINO Protista FILO ciliophora CLASSE litostomatea ORDEM vestibuliferida FAMÍLIA balantiididae GÊNERO Balantidium ESPÉCIE B. coli Tabela 05: Classificação Taxonômica Balantidium 17 O Balantidium coli se instala no intestino grosso onde sofre desencistamento e liberação dos trofozoítos – forma infectante do parasita. É geralmente comensal a luz do intestino de suínos, obtendo sua nutrição por absorção de matéria orgânica dissolvida e se reproduzindo de modo sexuado ou assexuado. Além disso, pode ainda invadir a mucosa intestinal, caso esteja lesada. Com o desenvolvimento e multiplicação destes protozoários no hospedeiro, novos cistos são liberados ao meio ambiente através das suas fezes contaminadas. Os cistos são considerados como uma resistência às adversidades do meio. E caso o homem possua carências nutricionais, ausência de condições sanitárias adequadas ou falta de higiene com sua alimentação e principalmente com as mãos, facilmente contamina-se o solo, a água, e consequentemente, outros homens e também animais; em especial os porcos, por serem os hospedeiros naturais do Balantidium. Outros animais também podem ser atingidos, como os macacos, chimpanzés, cães, ratos e cobaias. 2.6. Trypanossoma cruzi Figura 12: Trypanosoma cruzy Fonte: https://www.std.uw.edu 2.6.1 Ciclo Biológico O ciclo de vida do T. cruzi inicia quando o barbeiro, ao se alimentar do hospedeiro vertebrado, elimina suas fezes e urina, onde podem estar presentes as formas tripomastigotas. Os parasitas tripomastigotas penetram na pele e infectam as células do hospedeiro, onde transformam-se para a forma amastigota. Quando as células estão repletas de parasitos, eles novamente mudam para a forma tripomastigotas. Por estarem com grande quantidade de parasitos, as células se rompem e os protozoários atingem a corrente sanguínea, atingindo outros órgãos. REINO Protista FILO Sarcomastigophora CLASSE Zoomastigophorea ORDEM Kinetoplastida FAMÍLIA Trypanosomatidae GÊNERO Trtpanosoma ESPÉCIE T. cruzy Tabela 06: Classificação Taxonômica Trypanosoma 18 Nessa fase, se o hospedeiro vertebradofor picado pelo barbeiro, os protozoários serão transmitidos ao inseto. No intestino do barbeiro, mudam sua forma para epimastigotas, onde multiplicam-se e tornam-se novamente tripomastigotas, as formas infectantes aos vertebrados. Figura 13: Ciclo biológico Trypanosoma cruzy Fonte: http://www.abcdamedicina.com.br 19 2.7. Sarcocystis hominis/suihominis Figura 14: Sarcocystis Fonte: https://www.std.uw.edu 2.7.1 Ciclo Biológico Figura 15: Ciclo biológico Sarcocystis hominis Fonte: https://www.infoescola.com O ciclo biológico do gênero Sarcocystis é heteróxeno obrigatório, envolvendo uma relação presa-predador. O homem é o hospedeiro definitivo do S. hominis e do S. suihominis, cujos hospedeiros intermediários são, respectivamente, os bovinos e suínos que se infectam ao ingerir oocistos esporulados ou esporocistos que são eliminados com as fezes do homem. Os esporozoítos são liberados no intestino delgado, atravessam a parede intestinal e penetram em células endoteliais de veias do fígado, onde evoluem para merontes REINO Protista FILO Apicomplexa CLASSE Conoidasida ORDEM Eucoccidiorida FAMÍLIA Sarcocystidae GÊNERO Sarcocystis ESPÉCIE S. hominis/S.suihominis Tabela 07: Classificação Taxonômica Sarcocystis 20 primários. Estes, quando maduros, liberam merozoítos que penetram em células endoteliais de veias de qualquer órgão para dar origem aos merontes secundários. Os merozoítos secundários são liberados e penetram em células musculares para formar a terceira geração de merontes ou sarcocistos. O homem se infecta ao ingerir sarcocistos maduros contendo bradizoítos. Estes, no intestino delgado, dão origem diretamente a gametas. Há fecundação do macrogameta pelo microgameta formando-se oocisto que esporula na própria parede intestinal. Os oocistos esporulados ou esporocistos são eliminados nas fezes. 2.8. Isospora belli Figura 16: Isospora belli Fonte: www.phsource.us 2.8.1 Ciclo Biológico Figura 17: Ciclo biológico Isospora Fonte: https://pt.scribd.com REINO Protista FILO Apicomplexa CLASSE Sporozoea ORDEM Eucoccidiida FAMÍLIA Eimeriidae GÊNERO Isospora ESPÉCIE I. belli Tabela 08: Classificação Taxonômica Isospora 21 No período de excreção, o oocisto imaturo contendo usualmente um esporoblastos (mais raramente dois) . Após excreção com maturação, os esporoblastos dividem-se em dois (o oocistos agora contendo dois esporocistos); os esporocistos saem pela parede do cisto, assim vêm a ser esporocistos, e os esporocistos de dividem duas vezes e produzem quatro esporozoítos cada Infecção ocorre pela ingestão de esporozoítos; o esporozoítos infectam o intestino ,os quais invadem as células epiteliais e inicia esquizogonia . Na ruptura dos esquizontes, os merozoítos são libertados, invadem novas células epiteliais, e continuam o ciclo assexuado de multiplicação. Esporozoítos desenvolvem-se a partir de esquizontes os quais contêm múltiplos merozoítos. Após no mínimo uma semana, o estágio sexual começa com o desenvolvimento do gametócito feminino e masculino. O resultado da fertilização é o desenvolvimento de oocistos os quais são excretados no solo. 2.9. Cryptosporidium muris Figura 18: Cryptosporidium muris Fonte: www.phsource.us 2.9.1 Ciclo Biológico De acordo com as constatações nos diferentes hospedeiros acometidos por Cryptosporidium spp., o ciclo de vida é do tipo monoxeno, com seis estágios de desenvolvimento no organismo hospedeiro: excistação, merogonia, gametogonia, fertilização, formação da parede do oocisto e esporogonia. No transcorrer destes estágios, dois tipos de oocistos são formados, sendo um destes de parede espessa, eliminados na forma infectante através das fezes e resistentes às condições ambientais, sendo responsável pela transmissão do parasito para outros animais; e aqueles de parede delgada, os quais se rompem no hospedeiro e liberam esporozoítos que REINO Protista FILO Apicomplexa CLASSE Conoidasida ORDEM Eucoccidiorida FAMÍLIA Cryptosporidiiae GÊNERO Cryptosporidium ESPÉCIE C. muris Tabela 09: Classificação Taxonômica Cryptosporidium 22 invadem células epiteliais não infectadas, responsáveis por auto-infecções. A liberação de oocistos presentes nas fezes dos hospedeiros infectados pode acarretar na contaminação de águas superficiais ou reservatórios, os quais têm sido reconhecidos como maiores veiculadores do patógeno pela possibilidade de atingir um imenso contingente de hospedeiros, incluindo as diferentes espécies de mamíferos aquáticos. Figura 19: Ciclo biológico Cryptosporidium Fonte: http://www.academia.edu 2.10 Plasmodium Figura 20: Plasmodium Fonte: http://www.ufrgs.br REINO Protista FILO Apicomplexa CLASSE Sporozoa ORDEM Eucoccidiida FAMÍLIA Plasmodidae GÊNERO Plasmodium ESPÉCIE P. falciparum, P. vivax, P. malariae e P. ovale Tabela 10: Classificação Taxonômica Plasmodium 23 2.10.1 Ciclo Biológico Figura 21: Ciclo biológico do Plasmodium Fonte: https://planetabiologia.com Quando pica uma pessoa infectada, junto com o sangue a fêmea de Anopheles ingere gametócitos. No tubo digestório do mosquito, os gametócitos diferenciam-se em gametas, que se unem, formando um zigoto. O mosquito é considerado seu hospedeiro definitivo. O zigoto invade a parede do tubo digestório do mosquito e converte-se em oocisto, que se divide em esporozoítos que migram para as glândulas salivares do mosquito e são por ele inoculados na corrente sanguínea de outra pessoa. Os esporozoítos, então, alcançam o fígado da pessoa, e realizam múltiplas divisões. Os merozoítos atingem a corrente sanguínea e invadem hemácias, onde se modificam e se replicam, o que lhes permite invadir outras hemácias, em episódios cíclicos. Alguns parasitas sofrem diferenciação celular dentro das hemácias, originando os gametócitos, que são transferidos para outro mosquito e nele iniciam a fase sexuada do ciclo. 24 2.11 Leishmaniose Figura 22: Leishmania Fonte: http://www.ufrgs.br 2.11.1 Ciclo Biológico Figura 23: Ciclo biológico da Leishmaniose Fonte: https://planetabiologia.com O mosquito palha fémea, da familia dos flebotomíneos, é o vetor transmissor do protozoário Leishmaniachagasi para os hospedeiros, dentre eles destacam-se os cães e o homem. Através da picada, são inoculados parasitas na forma Promastigota os quais invadem os macrófagos. No ambiente intracelular, o parasita assume a forma amastigota (sem flagelo) e inicia uma replicação binária (assexuada). Quando as células rompem, são liberados promastigotas os quais podem infectar novos REINO Protista FILO Sarcomastigophora CLASSE Zoomastigophora ORDEM Kinetoplastida FAMÍLIA Trypanosomatidae GÊNERO Leishmania ESPÉCIE No Brasil: L. braziliensis, L. guyanensis, L. chagasi, L. lainsoni Tabela 11: Classificação Taxonômica LTA 25 macrófagos ou inocular um mosquito palha, fechando o ciclo. No interior do mosquito palha, o Leishmania também realiza reprodução assexuada, alternando entre amastigota e promastigota. 3. HELMINTOS 26 3.1 Schistosoma mansoni Figura 24: Leishmania Fonte: http://www.geocities.ws 3.1.1 Ciclo Biológico Figura 25: Ciclo biológico do Schistosoma Fonte: https://planetabiologia.com Inicia-se em um caramujo que vivem em ambiente aquático (água doce). No caramujo multiplicam-se assexuadamente os esporocistos, depois esses amadurecem e se transformam em cercárias (pluricelular). Que abandonam o caramujo e caem na água. As cercárias ao encontrarem o Homem, entram pela pele ou mucosas e viajam pelas veias até o coração. Passam para os pulmões e se fixam lá. REINO Animalia FILO Platyhelminthes CLASSE Trematoda ORDEM Strigeidida FAMÍLIA Schistosomatidae GÊNERO Schistosoma ESPÉCIE S. mansoni Tabela 12: Classificação Taxonômica Schistosoma 27 Após alguns dias se desenvolvem em sua forma jovem, liberam-se e migram pelas veias pulmonares, coração e artéria Aorta e depois se alojam no fígado. Lá elas amadurecem para as formas sexuais – masculina e feminina em indivíduos separados. Ocorre então o acasalamento (reprodução sexuada). Assim, depois do acasalamento, a fêmea e o macho migram juntos (a fêmea no canal ginecóforo do macho), contra o fluxo sanguíneo (migração retrógrada). Acabam nas veias mesentéricas do fígado, onde passam anos colocando os seus ovos, que fazem uma viagem de volta para o intestino e são lançados ao meio ambiente, com as fezes. Na água doce, encontram o caramujo, reiniciando assim o Ciclo. 3.2 Fasciola hepática Figura 26: Fascíola hepática Fonte: https://www.sciencesource.com 3.2.1 Ciclo Biológico Figura 27: Ciclo biológico Fascíola hepática Fonte: https://planetabiologia.com REINO Animalia FILO Platyhelminthes CLASSE Trematoda ORDEM Echinostomida FAMÍLIA Fascioladae GÊNERO Fasciola ESPÉCIE F. hepática Tabela 13: Classificação Taxonômica Fascíola hepática 28 Os ovos eliminados pelas fezes, liberam na água miracídios, que infectarão caramujos do gênero Lymnaea (hospedeiros intermediários); no interior do molusco, o miracídio transforma-se em esporocistos e, depois, em rédias. Essas produzirão as cercárias que serão liberadas na água.. As cercárias fixam-se à vegetação aquática das margens de rios e lagos e perdem a cauda, originando as metacercárias. O hospedeiro definitivo (ruminantes ou o homem) infecta-se ao ingerir as metacercárias presentes nessa vegetação e, eventualmente, livres na água. No intestino, ocorre desencistamento das metacercárias e liberação das larvas que migram até os canalículos biliares. Nesse local, evoluem até vermes adultos, com cerca de 3 cm de comprimento . Os ovos produzidos pelas fêmeas são eliminados pelo ducto colédoco e liberados no ambiente através das fezes. 3.3 Ascaris lumbricoides Figura 28: Ascaris lumbricoides Fonte: https://www.sciencesource.com 3.3.1 Ciclo Biológico Figura 29: Ciclo biológico Ascaris lumbricoides Fonte: https://biomedparasito.wordpress.com REINO Animalia FILO Aschelminthes CLASSE Nematoda ORDEM Ascaridida FAMÍLIA Ascarididae GÊNERO Ascares ESPÉCIE A. lumbricoides Tabela 14: Classificação Taxonômica Ascaris lumbricoides 29 A ingestão de água ou alimento contaminado pode introduzir ovos de lombriga no tubo digestório humano. No intestino delgado, cada ovo se rompe e libera uma larva. Cada larva penetra no revestimento intestinal e cai na corrente sanguínea, atingindo fígado, coração e pulmões, onde sofre algumas mudanças de cutícula e aumenta de tamanho. Ao abandonar os alvéolos passam para os brônquios, traqueia, laringe (onde provocam tosse com o movimento que executam) e faringe. Em seguida, são deglutidas e atingem o intestino delgado, onde crescem e se transformam em vermes adultos. Após o acasalamento, a fêmea inicia a liberação dos ovos. Cerca de 15.000 por dia. Todo esse ciclo que começou com a ingestão de ovos, até a formação de adultos, dura cerca de 2 meses. Os ovos são eliminados com as fezes. Dentro de cada ovo, dotado de casca protetora, ocorre o desenvolvimento de um embrião que, após algum tempo, origina uma larva. Ovos contidos nas fezes contaminam a água de consumo e os alimentos utilizados pelo homem. 3.4 Ancylostoma duodenale Figura 30: Ancylostoma duodenale Fonte: http://nemaplex.ucdavis.edu REINO Animalia FILO Aschelminthes CLASSE Secernentea ORDEM Strongiloidae FAMÍLIA Ancylostomatidae GÊNERO Ancylostoma ESPÉCIE A. duodenale Tabela 15: Classificação Taxonômica Ancylostoma duodenale 30 3.4.1 Ciclo Biológico Figura 31: Ciclo biológico Ancylostoma duodenale Fonte: https://www.todamateria.com.br As formas adultas dos vermes vivem no intestino delgado da pessoa infectada, onde machos e fêmeas copulam e dão origem aos ovos que são eliminados com as fezes. Caso as fezes entrem em contato com o solo e encontrem condições adequadas, como elevada umidade e temperatura, os ovos eclodem e liberam pequenas larvas. Estas podem viver até 7 dias no ambiente, quando amadurecem e são capazes de infectar um hospedeiro. As larvas atravessam a pele e entram na corrente sanguínea, até chegar aos pulmões, onde perfuram os alvéolos e sobem pela traqueia. Daí passam a faringe, são engolidas e chegam aos intestinos. No intestino delgado se estabelecem definitivamente e atingem a maturidade sexual. 31 3.5 Enterobius vermicularis Figura 32 Enterobius vermicularis Fonte: https://br.pinterest.com 3.5.1 Ciclo BiológicoFigura 33: Ciclo biológico Enterobius vericularis Fonte: https://www.todamateria.com.br Apresenta ciclo monoxênico. Após a cópula, os machos morrem e são eliminados junto com as fezes. As fêmeas com ovos vão para o ânus para ovoposição, pricipalmente à noite (causando o prurido anal noturno), pois esperam diminuir o metabolismo do hospedeiro para a liberação dos ovos. O tegumento da fêmea fica bem fino. Os ovos se tornam infectantes em 6h e são ingeridos pelo hospedeiro. As larvas rabditóides eclodem no intestino delgado, sofrendo 2 metamorfoses até o ceco, onde se transformam em adultos. Depois de 1 a 2 meses as fêmeas vão para a região perianal e se não houver reinfecção, o parasitismo se extingue aí. REINO Animalia FILO Aschelminthes CLASSE Secernentea ORDEM Rhabditida FAMÍLIA Oxyuridae GÊNERO Enterobius ESPÉCIE E. vermiculares Tabela 16: Classificação Taxonômica E. vermicularis 32 3.6 Strongyloides stercoralis Figura 34 Strongyloides stercoralis Fonte: https://br.pinterest.com 3.6.1 Ciclo Biológico Figura 35: Ciclo biológico S. stercoralis Fonte: http://www.ufrgs.br Ciclo (Monoxênico) • DIRETO – Fêmeas realizam a ovipostura e, ainda no intestino ocorre a eclosão, com liberação de larvas rabditóides; – Larvas rabditóides podem se desenvolver de duas maneiras: » Transformarem-se em machos e fêmeas de vida livre no solo (CICLO INDIRETO); » Transformarem-se em larvas filarióides (infectantes) no hospedeiro ou no solo; – As larvas filarióides desenvolvem ciclo pulmonar e as fêmeas adultas completam o desenvolvimento mergulhadas na mucosa de jejuno ou íleo; – A ovipostura ocorre por partenogênese. • INDIRETO – Fêmeas realizam a ovipostura e, ainda no intestino ocorre a eclosão, com liberação de larvas rabditóides; – Larvas rabditóides são eliminadas pelas fezes e transformam-se em machos e fêmeas de vida livre (solo); – Da ovipostura, originam-se larvas rabditóides que, após alguns dias, passam a filarióides; – As larvas filarióides continuam seu desenvolvimento somente após penetração cutânea e ciclo pulmonar; – O desenvolvimento completa-se na mucosa do intestino delgado. REINO Animalia FILO Aschelminthes CLASSE Nematoda ORDEM Rhabditida FAMÍLIA Strongyloididae GÊNERO Enterobius ESPÉCIE S. stercoralis Tabela 17: Classificação Taxonômica S. stercoralis 33 3.7 Larva migrans Figura 36: Larva migrans Fonte: https://www.mdsaude.com 3.7.1 Ciclo Biológico Figura 37: Ciclo biológico L. migrans Fonte: http://www.ufrgs.br O ciclo de vida do bicho geográfico começa quando animais domésticos ingerem alimentos contaminados com o parasita Larva migrans. Em seguida, essas larvas se reproduzem no intestino do animal e liberam ovos que são eliminados nas fezes e que contaminam o solo onde são depositados. No solo, as larvas são liberadas do solo e contaminam o homem quando a pele ferida do corpo entra em contato direto com estas larvas, o que vai causar a infecção por bicho geográfico. 34 3.8 Hymenolepis nana Figura 38 Strongyloides stercoralis Fonte: https://br.pinterest.com 3.8.1 Ciclo Biológico Figura 39: Ciclo biológico Hymenolepis nana Fonte: www.parasitandonaweb.xpg.com.br Monoxênico: Após ingestão pelo homem dos ovos contidos nas fezes, há semidigestão dos embrióforos. O embrião hexacanto (oncosfera) é liberado no intestino, penetra nas vilosidades intestinais e forma a larva cisticercóide. Essa larva se fixa na mucosa intestinal pelo escólex. Heteroxênico: Os ovos das fezes são ingeridos pelas larvas de insetos. No intestino do inseto, oo embrião hexacanto é liberado e se transforma em larvas cisticercóides. O homem ingere acidentalmente um coleóptero contendo larvas cisticercóides, podendo causar hiperinfecção, pois não forma imunidade e milhares de ovos podem ser liberados no intestino. As larvas então desenvaginam-se no intestino, se fixando à mucosa e transformando-se em vermes adultos. REINO Animalia FILO Aschelminthes CLASSE Nematoda ORDEM Rhabditida FAMÍLIA Strongyloididae GÊNERO Enterobius ESPÉCIE S. stercoralis Tabela 18: Classificação Taxonômica H. nana 35 3.9 Trichuris trichiura Figura 40: Trichuris trichiura Fonte: https://obgynkey.com 3.9.1 Ciclo Biológico Figura 41: Ciclo biológico Trichuris trichiura Fonte: www.parasitandonaweb.xpg.com.br Ciclo monoxênico. A pessoa ingere ovos com larvas (L2 - infectante). Esses ovos embrionados liberam as larvas no intestino delgado e depois as larvas migram para o ceco. Durante esse trajeto a larva sofre metamorfoses até virar adulto. O verme pode viver no organismo humano por 5 a 8 anos. Como os ovos são muito resistentes no meio ambiente, podem ser disseminados pelo vento, água e contaminar alimentos. REINO Animalia FILO Nematoda CLASSE Adenophorea ORDEM Trichurida FAMÍLIA Trichuridae GÊNERO Trichuris ESPÉCIE T. trichiura Tabela 19: Classificação Taxonômica T. trichiura 36 3.10 Onchocerca volvulus Figura 42: Onchocerca volvulus Fonte: https://www.researchgate.net 3.10.1 Ciclo Biológico Figura 43: Ciclo biológico Onchocerca volvulus Fonte: http://www.mcdinternational.org – Ciclo (Heteroxênico) • O borrachudo (HI) infecta-se com microfilárias, que evoluem na cavidade geral de mosquito; • Infecção do HD durante a hematofagia; – Ao deixarem o HI as L3 infectantes procuram o local da picada do inseto, pois não realizam penetração ativa pela pele; • As L3 transformam-se em L4 em até uma semana e, finalmente, a fase adulta completa-se em mais 4-6 semanas; • Segue-se a eliminação de microfilárias em pouco mais de um ano. REINO Animalia FILO Nematoda CLASSE Secernentea ORDEM Spirurida FAMÍLIA Falariidae GÊNERO Onchocerca ESPÉCIE O. volvulus Tabela 20: Classificação Taxonômica O. volvulus 37 3.11 Wuchereria bancroft Figura 44: Wuchereria bancroft Fonte: estudeparasitologia.wordpress.com3.11.1 Ciclo Biológico Figura 45: Ciclo biológico Wuchereria bancroft Fonte: http://biologymais.blogspot.com A fêmea do mosquito do gênero Culex ingere a forma microfilária durante a picada da pessoa infectada. As microfilárias, na cavidade geral do mosquito (sofrem mudas até larvas infectantes), dirigem-se para a probóscide, rasgando-a e penetrando a pele do hospedeiro por alguma abrasão. Atingem a circulação, permanecendo aí até a fase de L5, quando dirigem-se para os linfáticos e começa a liberação de microfilárias, se houver acasalamento. Se não, a forma adulta provoca obstrução linfática. O período pré-patente é de um ano. REINO Animalia FILO Aschelminthes CLASSE Nematoda ORDEM Spirurida FAMÍLIA Onchocercidae GÊNERO Wechereria ESPÉCIE W. bancroft Tabela 21: Classificação Taxonômica W. bancroft 38 3.12 Taenia Figura 46: Taenias Fonte: www.saudedescomplicada.com 3.12.1 Ciclo Biológico Figura 47: Ciclo biológico Taenia Fonte: https://www.todoestudo.com.br 1.Ao se alimentar de carnes cruas ou mal passadas, o homem pode ingerir cisticercos (lasvas de tênia); 2.No intestino, a larva se liberta, fixa o escólex, cresce e origina a tênia adulta; 3.Proglotes maduras, contendo testículos e ovários, reproduzem entre si e originam proglotes grávidas, cheias de ovos. Proglotes grávidas despremdem-se unidas em grupos de 2 a 6 e são liberados durante ou após as evacuações; 4.No solo, rompem-se e liberam ovos. Cada ovo é esférico, mede cerca de 30 mm de diâmetro, possui 6 pequenos ganchos e é conhecido como oncosfera. Espalha-se pelo meio e podem ser ingeridos pelo hospedeiro intermediário; 5. No intestino do animal, os ovos penetram no revestimento intestinal e cae no sangue. Atingem principalmente a musculatura sublingual, diafragma, sistema nervoso e coração; 6.Cada ovo se transforma em uma larva, uma tênia em REINO Animalia FILO Platelmintos CLASSE Cestoda ORDEM Cyclophylidea FAMÍLIA Taenidae GÊNERO Taenia ESPÉCIE T. saginata, T. solium Tabela 22: Classificação Taxonômica Taenia 39 miniatura, chamada cisticerco, cujo tamanho lembra o de um pequeno grão de canjica. Essa larva contém escólex e um curto pescoço, tudo envolto por uma vesícula protetora; 7.Por autoinfestação, ovos passam para a corrente sanguínea e desenvolvem-se em cisticercos (larvas) em tecidos humanos, causando uma doenças - a cisticercose que pode ser fatal. 3.13 Echinococcus granulosus Figura 48: Echinococcus granulosus Fonte: https://www.turbosquid.com 3.12.1 Ciclo Biológico Figura 49: Ciclo biológico Echinococcus granulosus Fonte: http://www.microbiologybook.org Os vermes adultos vivem em animais domésticos e carnívoros selvagens. Os ovos eliminados pelos animais infectados são ingeridos pelos animais da fazenda que estão pastando ou pelo homem, se localizam em diferentes órgãos e se desenvolvem em cistos hidáticos que contém muitas larvas. Quando outros animais consomem órgãos infectados desses animais, as proto-escólices escapam do cisto, entram no intestino delgado e se desenvolvem em vermes adultos. Ovos de Echinococcus quando deglutidos pelo homen, produzem embriões que penetram no intestino delgado, entram na circulação e formam cistos no fígado, pulmões, ossos, e às vezes, no cérebro. O cisto consiste de uma cutícula hialina anuclear e uma camada incubadora nucleada interna que contém um fluido claro amarelo. Cistos-filhos aderem à camada incubadora, embora alguns cistos, conhecidos como cistos reprodutivos, podem ter apenas larvas (areia hidática). O homem é um hospedeiro terminal. REINO Animalia FILO Platelmintos CLASSE Cestoda ORDEM Cyclophylidea FAMÍLIA Taenidae GÊNERO Echinococcus ESPÉCIE E. granulosus Tabela 23: Classificação Echinococcus granulosus 40 4. DIAGNÓSTICO Protozoários 4.1 Giardia lamblia Laboratorial Clínico Identificação de cistos ou trofozoítos, no exame direto de fezes, pelo método de Faust; ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal, obtido através de aspiração. São necessárias, pelo menos, três amostras de fezes para obter uma boa sensibilidade. A detecção de antígenos pode ser realizada pelo Elisa, com confirmação diagnóstica. Em raras ocasiões, poderá ser realizada biopsia duodenal, com identificação de trofozoítos. Em crianças costuma-se apresentar: diarreias, esteatorréia, irritabilidade, insônia, náuseas, vômitos e emagrecimento. Deve-se, contudo, realizar os exames laboratoriais a fim de comprovação. 4.2 Entamoeba histolytica Laboratorial Clínico Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados nas fezes; em aspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou proctoscopia; ou em aspirados de abscesso ou cortes de tecido. Os anticorpos séricos podem ser dosados e são de grande auxílio no diagnóstico de abscesso hepático amebiano. A ultra-sonografia e tomografia axial computadorizada são úteis no diagnóstico de abscessos amebianos Pouco eficiente. Necessário os testes laboratoriais. 4.3 Trichomonas vaginalis Laboratorial Clínico Para se confirmar a presença do Trichomonas vaginalis o ginecologista realiza um exame ginecológico, que normalmente detecta uma vagina inflamada e com pequenas úlceras. O quadro clínico das vaginites apenas sugerem a causa mais provável, não sendo possível estabelecer o diagnóstico sem exames complementares Tabela 24: Diagnóstico Giardiase Tabela 25: Diagnóstico Amebiase 41 Durante o exame colhe-se uma amostra de secreção vaginal para ser estudada no microscópio. Em até 70% dos casos é possível identificar o protozoário se movendo nas secreções. Além disso, podem também é possível fazer uma cultura da secreção, que costuma dar o resultado entre 3 a 7 dias. O exame de PCR também pode ser usado. Esse exame é mais caro, porém apresenta resultados mais rapidamente e com mais segurança. 4.4 Toxoplasma gondii Laboratorial Clínico O diagnóstico da Toxoplasmose, na rotina da prática clínica, é feito por meio da Sorologia, ou seja, pesquisa de anticorpos do nosso corpo que aumentam em uma infecção por Toxoplasma. O diagnóstico sorológico é feito logo após o nascimento do bebê, onde um aumento de IgM em torno da primeira semana de vida indica infecção aguda que deve ser tratada. A pesquisa do bebê ainda pode ser acrescida de exames dos olhos e do cérebro. Pouco eficiente. Necessário os testes laboratoriais. 4.5 Balantidium coli Laboratorial Clínico O diagnóstico da Balantidiose pode ser realizado através do exame de fezes, no qual é possível identificar a presença do parasita. Dificuldade em virtude da semelhança com a colite amebiana • Variam entre diarréia, disenteria (fezes com muco e sangue), dor abdominal, fraqueza, febre dentre outros. • Pode ocorrer invasão de órgãos extra-intestinais (pulmões) em indivíduos imunocomprometidos. Tabela 26: Diagnóstico trichomoniaseTabela 27: Diagnóstico toxoplasmose Tabela 28: Diagnóstico Balantidiose 42 4.6 Trypanossoma cruzy Laboratorial Clínico Fase aguda: Exames parasitológicos Pesquisa a fresco de tripanossomatídeos Métodos de concentração; Lâmina corada de gota espessa ou esfregaço. Exames sorológicos As metodologias utilizadas são a hemoaglutinação indireta (HAI), a imunofluorescência indireta (IFI) e o método imunoenzimático (ELISA). Diagnóstico molecular O diagnóstico molecular da infecção por T. cruzi, por meio da reação em cadeia da polimerase - PCR é de uso restrito e realizado por centros colaboradores em caráter experimental, até que se tenham protocolos definidos e procedimentos operacionais padronizados. Fase crônica: Exames parasitológicos Devido à parasitemia pouco evidente na fase crônica, os métodos parasitológicos convencionais são de baixa sensibilidade, o que implica em pouco valor diagnóstico. Exames sorológicos O diagnóstico na fase crônica é essencialmente sorológico e deve ser realizado utilizando-se um teste de elevada sensibilidade em conjunto com outro de alta especificidade como os de HAI, IFI e ELISA. Para a fase aguda, devem ser considerados agravos como leishmaniose visceral, malária, dengue, febre tifóide, toxoplasmose, mononucleose infecciosa, esquistossomose aguda, coxsakieviroses. Atualmente, cabe acrescentar também doenças que podem cursar com eventos íctero-hemorrágicos como leptospirose, dengue, febre amarela e outras arboviroses, meningococcemia, sepse, hepatites virais, febre purpúrica brasileira, hantaviroses e rickettsioses. 4.7 Sarcocystis hominis/suihominis Laboratorial Clínico O diagnóstico é dado com a análise dos sintomas e a demonstração histológica de esquizontes nos vasos sanguíneos e Febre, anorexia, prostração, palidez das mucosas, corrimento nasal e ocular, dispneia, salivação, podendo causar a Tabela 29: Diagnóstico do Trypanossoma cruzy 43 órgão e da presença de cistos nos músculos à necropsia ou biópsia. Estes métodos não determinam a espécie, pois a morfologia do parasito pode ser comum a várias espécies. Teste de hemaglutinação indireta auxilia no diagnóstico, mas não implica a presença de lesões ativas. Em cães e gatos, o exame de fezes pode ser útil no diagnóstico. Como diagnóstico diferencial os testes de RIFI e ELISA podem ser usados. morte. Estes sintomas costumam ser mais graves em pacientes imunocomprometidos 4.8 Isospora belli Laboratorial Clínico O diagnóstico laboratorial é feito através da visualização de oocistos (álcool-ácido- resistentes) nas fezes. A parasitose, na grande maioria dos casos, é assintomática e naqueles enfermos com manifestações clínicas, em geral, a protozoose é autolimitada, isto é, benigna, ocorrendo a melhora clínica em poucos dias, independente de qualquer tratamento. Muito embora a eliminação dos oocistos continue por mais de 30 dias. Geralmente, os sintomas encontrados são: febre de intensidade elevada, cólicas intestinais, diarreia alternada com prisão de ventre ou apenas surtos, náuseas, anorexia, mal estar geral, astenia, meteorismo, cefaléía, emagrecimento. 4.9 Cryptosporidium muris Laboratorial Clínico Como método de diagnóstico pode ser feito exames de fezes, utilizando os métodos de concentração ou métodos especiais de coloração. Pode-se também realizar técnicas sorológicas tais como a pesquisa de anticorpos circulantes. O PCR também é utilizado. Os sintomas consistem principalmente em diarréia aquosa, não-sanguinolenta, às vezes em conjunto com dor abdominal, náuseas, anorexia, febre e/ou perda de peso. O acometimento do trato biliar tende a manifestar-se como dor no quadrante superior direito ou mesoepigástrio. Tabela 30: Diagnóstico do Sarcocystis Tabela 31: Diagnóstico do Isospora belli Tabela 32: Diagnóstico do Cryptosporidium 44 4.10 Plasmodium Laboratorial Clínico Como método de diagnóstico pode ser feito exames de fezes, utilizando os métodos de concentração ou métodos especiais de coloração. Pode-se também realizar técnicas sorológicas tais como a pesquisa de anticorpos circulantes. O PCR também é utilizado. As manifestações clínicas não são suficientes para estabelecer o diagnóstico de pronto, apesar da forte suspeita que inspiram, mesmo que o indivíduo viva em áreas endêmicas ou tenha história recente de viagem para essas regiões. 4.11 Leishmania Laboratorial Clínico Amostras de tecido podem ser examinadas para procurar pelo parasita sob microscópio, em culturas, ou por outros meios. Testes de sangues que detectam anticorpos ao parasita podem auxiliar no diagnóstico de leishmaniose visceral. Algumas vezes os testes laboratoriais podem dar negativo, mesmo que a pessoa tenha leishmaniose. O primeiro passo para o diagnóstico é verificar se a pessoa esteve em lugares onde a leishmaniose é encontrada e se apresenta sinais ou sintomas da doença. Helmintos 4.12 Schistosoma mansoni Laboratorial Clínico Além do quadro clínico-epidemiológico, deve ser realizado exame coprológico, preferencialmente com uso de técnicas quantitativas de sedimentação, destacando-se a técnica de Kato-Katz. A ultrassonografia hepática auxilia o diagnóstico da fibrose de Symmers e nos casos de hepatoesplenomegalia. A biopsia retal ou hepática, apesar de não recomendada na rotina, pode ser de ser útil em casos suspeitos e na presença de exame parasitológico de fezes negativo. Fibrose hepática, hipertensão portal, insuficiência hepática severa, hemorragia digestiva, cor pulmonale, glomerulonefrite. Podem ocorrer associações com infecções bacterianas (salmonelas, estafilococos) e virais (hepatites B e C). Pode haver comprometimento do sistema nervoso central e de outros órgãos secundários ao depósito ectópico de ovos. Tabela 33: Diagnóstico do Plasmodium Tabela 34: Diagnóstico do Leishmania Tabela 35: Diagnóstico do Schistosoma mansoni 45 4.13 Fasciola hepática Laboratorial Clínico Os exames que podem confirmar a infecção incluem a identificação de ovos nas fezes e testes de sangue imunológicos. Além disso, a ultrassonografia ou tomografia do abdômen podem ajudar a demonstrar os parasitas dentro da árvore biliar, além de identificar áreas de inflamação e fibrose. Saiba mais sobre os exames que avaliam o fígado. O diagnóstico de fasciolíse é suspeitado pelo médico de acordo com a avaliação clínica e observação dos hábitos da pessoa afetada, como criar animais ou comer vegetais crus. 4.14 Ascaris lumbricoides Laboratorial Clínico O diagnóstico da ascaridíase é habitualmente feito através da identificação de ovos de Ascaris lumbricoides nas fezes. O problema do exame parasitológico de fezes é que os primeiros ovos só aparecem nas fezes cerca de 40 dias depois do paciente ter se contaminado. Portanto, em fases precoces, como durante a infecção pulmonar, o exame de fezes costuma ser negativo. Em casos de eliminação do verme pela boca ou fezes, o mesmo deve ser recolhido e levado para reconhecimento do médico. 4.15 Ancylostoma duodenale Laboratorial Clínico O diagnóstico laboratorial é realizado pelo achado de ovos no exame parasitológico de fezes, por meio dos métodos de Lutz, Willis ou Faust, realizando-se, também, a contagem de ovos pelo Kato-Katz. Em geral clínico, devido ao prurido característico Tabela 36: Diagnóstico do Fasciola hepatica Tabela 37: Diagnóstico do Ascaris lumbricoides Tabela 38: Diagnóstico do Ancylostoma duodenale46 4.16 Enterobius vermicularis Laboratorial Clínico Encostar uma fita adesiva transparente na região anal ao amanhecer, para coletar possíveis ovos de oxiúro que poderão ser observados no microscópio. Esse procedimento deve ser repetido pelo menos três vezes, assim que a pessoa acorda. Se a coceira anal é um sintoma, podem ser coletadas amostras de pele abaixo das unhas para análise em laboratório. Observar se os vermes aparecem na região do ânus cerca de duas a três horas após a pessoa dormir 4.17 Strongyloides stercoralis Laboratorial Clínico Na maioria dos casos, o diagnóstico da estrongiloidíase é feito através do exame parasitológico de fezes à procura de larvas nas fezes. Porém, este teste apresenta elevada taxa de falso negativo. Exames de sangue podem ser uma alternativa, com taxas de diagnóstico mais elevadas Através da análise dos sintomas. 4.18 Larva migrans Laboratorial Clínico O diagnóstico da larva migrans visceral pode ser muito difícil e para confirmação dele é necessária uma biópsia do órgão para se visualizar as larvas. Testes sorológicos como o ELISA também são confirmatórios. Baseado na observação das lesões características na pele, com coceira insistente. Tabela 39: Diagnóstico do Enterobius vermicularis Tabela 40: Diagnóstico do Strongyloides stercoralis Tabela 41: Diagnóstico do Larva migrans 47 4.19 Hymenolepes nana Laboratorial Clínico O diagnóstico é feito pelo achado de ovos em amostras de fezes. Através da análise dos sintomas. 4.20 Trichuris trichiura Laboratorial Clínico O diagnóstico é feito habitualmente pelo exame parasitológico de fezes, no qual é possível identificar a presença de ovos do Trichuris trichiura. Em alguns casos, o diagnóstico pode ser feito durante a realização de uma colonoscopia, pois os vermes são facilmente encontrados aderidos à mucosa do intestino grosso. Através da análise dos sintomas. 4.21 Onchocerca volvulus Laboratorial Clínico Os nódulos de parasitas adultos são identificados por exames de imagem (Tomografia computadorizada ou ecografia) ou por análise microscópica de amostra de biópsia. As microfilárias são detectadas em biópsias da pele, assim como frequentemente vistas diretamente pela observação do fundo do olho com um oftalmoscópio. Existe ainda uma técnica de detecção do DNA do parasita por PCR. Através da análise dos sintomas. 4.22 Wuchereria bancroft Laboratorial Clínico O diagnóstico é complexo e precisa ser realizado por profissionais competentes, como clínico geral e infectologista. Normalmente, o médico solicita exames de sangue, biópsia dos tecidos afetados, ultrassom ou sorologia por ELISA. Através da análise dos sintomas e de manifestações clínicas como quilúria e elefantíase de membros, mamas e órgãos genitais. Tabela 42: Diagnóstico do Hymenolepes nana Tabela 43: Diagnóstico do Trichuris trichiura Tabela 44: Diagnóstico do Onchocerca volvulus Tabela 45: Diagnóstico do W. bancroft 48 4.23 Taenia solium e T. saginata Laboratorial Clínico O diagnóstico da teníase é feito através do exame parasitológico de fezes, pela identificação dos ovos ou da proglote da tênia. No caso da cisticercose, o diagnóstico costuma ser feito através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética do crânio, que conseguem identificar os cisticercos alojados no sistema nervoso central. Manifesta-se por dor abdominal, sensação de fome, astenia, perda de peso mesmo na vigência de bom apetite, náuseas, diarréia. 5. TRATAMENTO 5.1 Albendazol USO AÇÃO Albendazol está indicado no tratamento das infecções por parasitas intestinais como Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermiculares, Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Taenia spp e Strongyloides stercoralis. O modo de uso do Albendazol varia de acordo com o verme intestinal, sendo que o recomendado é: Teníase ou estrongiloidíase: 400 mg em dose única diária, durante 3 dias; Giardíase: 400 mg em dose única diária, durante 5 dias. Este medicamento deve ser ingerido com alimentos, pois assim aumenta em até 5 vezes o seu grau de absorção, especialmente se a refeição for rica em gordura. . 5.2 Metronidazol USO AÇÃO Metronidazol é indicado para o tratamento de infecções causadas por vermes, como giardíase, amebíase e tricomoníase, no tratamento de vaginites e uretrites causadas por Gardnerella vaginalis, e no tratamento de outras infecções causadas por bactérias anaerobias como Bacteroides fragilis, Fusobacterium Metronidazol é um composto com propriedades anti-infecciosas e atividade antimicrobiana, contra microorganismos anaeróbios, ou seja, microorganismos que crescem na presença de baixas concentrações ou completa ausência de oxigênio. Além disso, Metronidazol possui também uma atividade antiparasitária, Tabela 46: Diagnóstico do Taenia Tabela 47: Albendazol https://www.tuasaude.com/ 49 sp, Clostridium sp, Eubacterium sp e cocos anaeróbios, em adultos e crianças. eliminando vermes e parasitas do corpo. 5.3 NITAZOXANIDA (Annita) USO AÇÃO Helmintíases causadas por Enterobius vermiculares, Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercolaris, Ancilostomíase, Trichuris trichiura, Taenia sp ou Hymenolepis nana. Amebíases causadas por Entamoeba histolytica ou Entamoeba díspar. Giardíase (Criptosporidíase. Infecções por Blastocistis hominis, Balantidium coli ou Isospora belli. Annita® age contra protozoários por meio da inibição de uma enzima indispensável à vida do parasita. O mesmo parece ocorrer em relação aos vermes, embora outros mecanismos, ainda não totalmente esclarecidos, possam estar envolvidos. 5.4 SECNIDAZOL USO AÇÃO Amebíase intestinal, Giardíase, Amebíase hepática e Tricomoníase. Existem infecções onde esse medicamento atua diretamente no problema, ou seja, no verme e no parasita, alterando o DNA do mesmo. https://www.tuasaude.com/ Tabela 48: Metronidazol https://www.tuasaude.com/ Tabela 49: Annita https://www.tuasaude.com/ 50 5.5 MEBENDAZOL USO AÇÃO Mebendazol suspensão oral ou comprimidos 500 mg é indicado para verminoses e parasitoses, no tratamento de infestações simples ou mistas causadas por Enterobius vermicularis,Trichuris trichiura, Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Taenia solium e Taenia saginata, em crianças com mais de 1 ano de idade e adultos. Mebendazol é um composto com propriedades anti-helmínticas, capaz de atuar sobre os principais vermes que parasitam adultos e crianças, provocando a sua desintegração e eliminação nas fezes. 5.6 HELMIZOL USO AÇÃO Helmizol® suspensão está indicado no tratamento de giardíase e amebíase. atua diretamente no problema, ou seja, no verme e no parasita, alterando o DNA do mesmo 5.7 PYR-PAM USO AÇÃO Indicado no tratamento de oxiúrase ou enterobíase, uma doença infecciosa causada por parasitas. Pyr-pam contém na sua fórmula pamoato de pirvínio, uma substância que impede que o parasita se alimente e, por isso, cresça e se reproduza, eliminando-o do organismo. https://www.tuasaude.com/ Tabela 51: mebendazol https://www.tuasaude.com/ Tabela 52: Helmizol https://www.tuasaude.com/Tabela 53: Pyr-Pam 51 REFERENCIAS AMEBÍASE. Disponível em: http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/amebiase.htm>. Acesso 15 de junho de 2018. As Tênias e a Teníase. “Só Biologia”. 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