Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

IST/HIV
Aline Resende Galhano
Evelyn Lara Carvalho
Ingrid Frazão Martins
Larissa Fernanda Figueiredo
Manoela Corrêa
Marselha Alberti
Natália Gomes Pereira
IST ou DST?
A denominação ‘’D’’ de DST vem de doença, que implica em sintomas e sinais visíveis no organismo do indivíduo.
Já infecções podem ter períodos assintomáticos (sífilis, herpes genital, condiloma acuminado, por exemplo) ou se mantém assintomáticas durante toda a vida do indivíduo (casos da infecção pelo HPV e vírus Herpes) e são somente detectadas por meio de exames laboratoriais.
O termo IST é mais adequado e já utilizado pela OMS pelos principais Órgãos que lidam com a temática de IST ao redor do mundo.
Fisiopatologia
HIV é um retrovírus que ataca seletivamente os linfócitos T CD4+, que são as células do sistema imunológico responsáveis pela orquestração e coordenação da resposta imune à infecção.
No processo de assumir o controle das células T CD4+, o vírus se liga nos receptores na célula CD4+, funde-se e entra na célula, incorpora seu RNA ao DNA da célula, e usa o DNA das células CD4+ para reproduzir grandes quantidades de HIV, que são, então, liberadas para o sangue. 
À medida que a contagem de células T CD4+ diminui, o organismo se torna suscetível a infecções oportunistas.
Começam a ocorrer infecções oportunistas à medida que o sistema imunológico vai sendo gravemente comprometido.
O número de células T CD4+ está diretamente relacionada com o risco de desenvolvimento de infecções oportunistas.
Por quê o HIV atinge mais os homens?
Os homens não possuem o costume de procurar os serviços de saúde;
A geração mais nova perdeu o medo do HIV/AIDS;
Os homens se expõem mais a situação de risco;
Pouca valorização do uso de preservativos;
Deficiência na educação sexual;
Quem o HIV mais ameaça
31,2% das mulheres trans no Rio de Janeiro.
15% dos homens que fazem sexo com homens em São Paulo.
Há 21 novos casos em homens para cada 10 entre mulheres.
65% dos diagnósticos ocorreram em homens. Destes, 45% fazem sexo com outros homens.
52% das infecções entre 2007 e 2016 ocorreram entre 20 e 34 anos de ambos os sexos.
A taxa de detecção entre homens jovens (20 a 24 anos) saltou de 15,9 a cada 100 mil habitantes em 2006 para 33,1 em 2015.
Observou-se que a maioria dos casos de infecção pelo HIV encontra-se nas faixas de 20 a 34 anos;
Dados de 2006-2015
INDETECTÁVEL = INTRANSMISSÍVEL 
Quando uma pessoa vivendo com HIV está sob terapia antirretroviral eficaz, a carga viral torna-se tão baixa que é indetectável;;
O indivíduo com carga viral indetectável diminui as chances de transmissão para outras pessoas por via sexual;
Carga viral é o termo usado para descrever a quantidade de HIV no sangue de uma pessoa;
Preservativos masculinos e feminino e outras estratégias de prevenção combinada continuam a ser parte fundamental da resposta ao HIV como ferramentas de prevenção primária. 
Prevenção combinada
Prevenção combinada se refere à estratégia adotada por uma pessoa para se prevenir do HIV, associando diferentes ferramentas ou métodos conforme situação, risco ou escolha;
Preservativos;
Testagem para o HIV;
PrEP;
PEP;
Estamos próximos de uma cura para o HIV?		
Um ‘’paciente de Londres’’ está aparentemente curado do HIV há 18 meses;
Outro caso relatado foi o ‘’caso de Berlin’’ que está curado do HIV há 12 anos;
Os pesquisadores envolvidos no caso reforçam que ainda está longe de haver uma cura viável para a população, mas esse caso abre novas linhas de pesquisa;
Sabendo que o vírus precisa do receptor CCR5 para entrar na célula e se reproduzir, uma possibilidade seria modificar as células das pessoas com engenharia genética;
Sabe-se que eliminando o receptor CCR5, o paciente pode ser efetivamente curado;
Como a cura do HIV funciona?
O receptor usado pelo vírus do HIV para entrar na célula se chama CCR5;
O doador terá que possuir uma mutação genética no receptor CCR5 que o torna imune ao vírus do HIV;
O paciente fazia tratamento com os antirretrovirais e, portanto, possuía uma carga viral baixa;
O paciente teve seu sistema imune destruído através de quimioterapia para poder receber as células tronco do doador;
Com o transplante feito, o paciente passa a ser imune ao vírus do HIV e então esse não poderá se reproduzir;
Esse tratamento usado nos dois casos relatados é extremamente agressivo pela toxicidade da quimioterapia, que só deve ser usada em casos de câncer.
Sífilis
 Infecção bacteriana geralmente transmitida pelo contato sexual. Ela pode evoluir durante anos de forma assintomática, mas é muito contagiosa e possui 3 fases:
ferida indolor
irritação na pele
pode causar danos para cérebro, 
nervos, olhos ou coração.
Epidemia
Desde os anos 80 e 90, o número de infectados tem aumentado a nível mundial;
De 2016 para 2017, o número de casos da infecção entre adultos subiu 27,8%;
A maior incidência de novos casos ocorre no sexo masculino (cerca de 6 vezes mais que no sexo feminino);
No grupo etário dos 25-34 anos;
Homem que fazem sexo com homens;
Resultado: o Ministério da Saúde decretou epidemia e veicula atualmente a campanha Teste, Trate e Cure para alertar sobre os riscos dessa infecção.
Estatísticas 2010 - 2016
O que levou a epidemia 
De acordo com o Ministério da Saúde, um dos motivos para o aumento dos casos de sífilis é a escassez de penicilina (medicamento utilizado para tratar a doença).
 Já que por ser barato, desestimula a empresa farmacêutica a fabricá-lo. E quando tinha o remédio, ninguém na rede pública queria aplicá-lo.
Até julho de 2015 era proibida a aplicação do medicamento pela equipe de enfermagem de locais que não estivessem equipados para evitar um choque anafilático.
É cerca de quatro vezes mais provável, que um paciente com sífilis tem maior probabilidade de contrair HIV.
Isso ocorre porque a barreira cutâneo-mucosa está alterada pelas úlceras mas também porque a resposta inflamatória estimula o sistema imunitário e a replicação do HIV.
TRICOMONÍASE
 É provocada por um parasita;
 Curto prazo: resolve-se em dias ou semanas;
 Fatores de risco: vários parceiros sexuais e não utilizar preservativos durante as relações sexuais;
 Provoca corrimento vaginal de odor desagradável, coceira genital e dor ao urinar nas mulheres. Os homens não costumam apresentar sintomas, as complicações incluem o risco de parto prematuro em gestantes.
NOVOS ESTUDOS SOBRE A TRICOMONÍASE
 Pesquisadores vem desenvolvendo 2 linhas envolvendo o Trichomonas Vaginalis. A 1ª é uma pesquisa básica sobre os aspectos biológicos desse parasita, onde busca compreender como ele funciona e interage com a célula do hospedeiro. A 2ª linha de pesquisa desenvolvida investiga compostos capazes de matar a T. vaginalis, a partir do conhecimento das plantas usada na medicina tradicional. Nesta 2ª linha, o pesquisador já obteve resultados significativos com o uso de moléculas presentes no chá verde.
 Já foi comprovado que essa molécula, na forma de composto solúvel, mata as trichomonas sem afetar as células do hospedeiro, mas mata também outros microrganismos naturalmente encontrados na flora vaginal e que são fundamentais para a homeostase.
NOVOS ESTUDOS SOBRE A TRICOMONÍASE
 O desafio agora é utilizar micropartículas que possam levar a molécula do chá verde no seu interior. Como as Trichomonas, ao contrário de outros microrganismos da flora vaginal, costumam ingerir tudo que encontram pela frente, essas micropartículas funcionarão como o “cavalo-de-tróia”, matando apenas os parasitas causadores da tricomoníase;
 Atualmente existem 84 testes clínicos no US National Institute of Health fazendo o uso dessa molécula. Não será necessário fazer o teste em animais;
OBS.: Vale ressaltar que ingerir o chá verde não evita e nem trata a doença!!!
“Prevalência e fatores de risco independentes à tricomoníase em mulheres assistidas na AB”:
 A divergência de prevalência de T. Vaginalis varia consideravelmente com as características da população em estudo e ométodo diagnóstico utilizado;
 A adesão das mulheres com atividade sexual ativa é precária na AB. Os resultados sugerem que esse comportamento inadequado envolvem a baixa escolaridade associada a falta de conhecimentos em relação a parasitose no âmbito das ISTs e a falácia de que relações sexuais com parceiro fixo impediria a aquisição do parasita;
 Mulheres que apresentaram hipertensão arterial estiveram com risco maior de terem o T. Vaginalis, esse achado pode estar relacionado com descrições morfofisiológicas que favorecem o estabelecimento do patógeno.
TRANSMISSÃO
 Curiosamente, a transmissão só se dá através do sexo entre mulher e homem ou entre 2 mulheres. A transmissão do T. Vaginalis entre homens é pouco comum. Isso ocorre porque o parasita só infecta o pênis ou a vagina, sendo rara a contaminação de outras partes do corpo, tais como as mãos, a boca e o ânus;
 O protozoário causa lesão do epitélio vaginal, levando â formação de úlceras microscópicas que aumentam o risco de contaminação por outras ISTs, HIV, HPV, herpes genital, gonorreia e clamídia;
 O período de incubação varia entre 4 a 28 dias, porém muitas pessoas são assintomáticas por longos períodos.
DIAGNÓSTICO
 É realizado um exame ginecológico, que normalmente detecta uma vagina inflamada e com pequenas úlceras (colhe amostra de secreção);
 O exame de PCR também pode ser usado, mas é muito caro;
 O exame de Papanicolau pode também detectar o T. Vaginalis, mas suas sensibilidade é baixa, deixando passar cerca de 50% dos casos, além de ter alta taxa de falso positivo.
Problemas relacionados com a gravidez
 Estudos têm relatado associação entre tricomoníase e ruptura prematura de membrana, parto prematuro, baixo peso ao nascer, endometrite pós-parto, feto nanimorto e morte neonatal;
 A infecção por T. Vaginalis é comum na gravidez.
Problemas relacionados com a fertilidade
 O T. Vaginalis está relacionado com doença inflamatória pélvica, pois infecta o trato urinário superior, causando resposta inflamatória que destrói a estrutura tubária, e danifica as células ciliadas da mucosa tubária, inibindo a passagem de espermatozoide ou óvulos através da tuba uterina.
 Para mulheres com o 1º episódio de infecção antes dos 21 anos, esse risco é 2X maior do que para aquelas com o 1º episódio depois dos 21 anos de idade.
PREVENÇÃO
 Usar sempre camisinha durante as relações sexuais;
 Evitar ter múltiplos parceiros;
 Evitar relações com pessoas sabiamente contaminadas e ainda não tratadas;
 Se você tem corrimento, evite relações sexuais até ser vista pelo seu ginecologista.
HEPATITE B
 A hepatite B é uma doença transmitida pelo vírus VHB e que causa irritação e inflamação do fígado. Existem cinco tipos de hepatites virais, que são classificadas por letras A, B, C, D e E. 
 É uma doença contagiosa que geralmente é transmitida pelo sangue, seja por meio de compartilhamento de seringas não esterilizadas ou por relações sexuais sem o uso de preservativos. 
 No Brasil, estima-se que 15% da população já foi contaminada e 1% é portadora crônica da doença. A literatura refere a Região Sul como área de baixa endemicidade, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste como áreas de endemicidade intermediária, Amazônia Legal (média de 8% de prevalência de HBsAg), o Estado do Espírito Santo e o oeste do Estado de Santa Catarina são considerados de alta endemicidade.
HEPATITE B
Taxa de detecção de hepatite B (por 100.000 hab.) segundo região de residência por ano de notificação. Brasil, 1999 a 2009
HEPATITE B
 Em Santa Catarina, houve um predomínio de hepatite B em relação às outras hepatites virais de 1997 a 2001. O predomínio da hepatite B nesse estado pode estar relacionado a hábitos que aumentem as chances de infecção e estudos anteriores relataram uma alta prevalência de hepatite B na triagem de doadores de sangue no Município de Chapecó, localizado no Oeste do Estado, onde quase metade das doações testadas foi positiva para o VHB. 
HEPATITE B
Taxa de detecção de hepatite B (por 100.000 hab.) segundo sexo por ano de notificação e razão de sexos. Brasil, 1999 a 2009
HEPATITE B
 O número de pessoas infectadas pelo vírus VHB é maior em homens. Pesquisas apontam que os principais motivos para a alta incidência de hepatite B em homens, são a baixa procura de atendimento médico para o acompanhamento e da prevenção das hepatites virais e ter relações sexuais sem o uso de preservativos.
HEPATITE B
Taxa de detecção de hepatite B (por 100.000 hab.) segundo faixa etária e sexo. Brasil 2009
HEPATITE B 
 A maior incidência de hepatite B acontece entre as idades de 20 a 60 anos, durante a período mais sexualmente ativo.
Tratamento
 Hepatite B aguda:
Não há um tratamento específico para hepatite B, mas existem medicamentos que reduzem os sintomas enquanto o sistema imunológico combate o vírus. 
 Hepatite B crônica:
É necessário tratamento específico, com o uso de medicamentos antivirais, que combaterão a ação do vírus VHB e que o impedirão de causar maiores danos ao fígado.
Nos casos de cirrose avançada pode ser necessária a realização de um transplante de fígado: se o seu fígado foi seriamente danificado pela hepatite B, o transplante pode servir como recurso de tratamento.
A cura da hepatite B 
 O tratamento atual da hepatite B requer uma terapia prolongada, na maioria das vezes pelo resto da vida.
 Mas pesquisas atuais descobriram novas drogas que inibem a entrada do vírus na célula, inibem a replicação viral, outras que estudam tratamentos moduladores e imunológicos, estão em fases diversas de pesquisas pela comunidade científica.
 No The Liver Meeting® 2017, foram apresentadas quinze drogas em pesquisa para a cura da hepatite B. 
 SB 9200, ARB-1467, TG1050, CRV431, GSK404, AL-034, GLS4JHS, ABI-H0731, Vesatolimod, Interferon IL-2 , HAP, JNJ-379, TXL e GalXC.
Gonorreia e Clamídia
 São ISTs causadas pelas bactéria Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, respectivamente.
 A Gonorréia é considerada a IST mais comum do mundo.
 A Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-negativo, não flagelado, não formador de esporos, encapsulado.
 A gonorreia é uma doença infecciosa do trato urogenital, transmitida quase que exclusivamente por contato sexual ou perinatal.
 Acomete primariamente as membranas mucosas do trato genital inferior e menos frequentemente aquelas do reto, orofaringe e conjuntiva.
 Apesar de não ser uma doença de notificação obrigatória, estima-se que apareçam 500 mil casos novos de gonorreia por ano - com prevalência de aproximadamente 1,4% na população de 15 a 49 anos.
Gonorréia e Clamídia no homem: Sinais/ Sintomas
 A uretrite aguda representa a manifestação predominante no homem.
 Os principais sintomas incluem o corrimento uretral e a disúria, geralmente sem aumento da frequência ou urgência urinária.
 O corrimento pode ser inicialmente mucóide, mas em 1 a 2 dias, torna-se purulento.
 Em alguns pacientes, pode haver febre e outras manifestações de infecção aguda sistêmica.
 A gonorréia pode apresentar formas diferentes da enfermidade abrangendo regiões não-genitais:(ex.: faringite, osteoartrite, conjuntivite, peri-hepatite etc.)
 Se não houver tratamento, ou se esse for tardio ou inadequado, o processo se propaga ao restante da uretra, com o aparecimento de polaciúria e sensação de peso no períneo; raramente observa-se hematúria no final da micção.
Exame genital masculino
Esse quadro indica que é necessário fazer a anamnese e examinar o paciente para determinar se ele tem corrimento uretral ou outro sinal de DST.
Ao exame físico, com o prepúcio retraído, verificar se o corrimento provém realmente do meato uretral. Se não houver corrimento, solicitar ao paciente que ordenhe a uretra, comprimindo o pênis da base à glande.
Se mesmo assim não se observar o corrimento, sendo a história consistente, mantenha a conduta.
 Esse quadro de decisão indica a possibilidade de se fazer a bacterioscopia durante a consulta, o que poderia auxiliar na decisão sobre os procedimentosa serem seguidos, se esta estiver disponível no momento da consulta.
A Super Gonorreia
A N. gonorrhoeae possui uma grande plasticidade genética. Por isso, nos últimos 80 anos, diferentes classes de antimicrobianos têm sido utilizadas no tratamento, e para todas essas classes o microrganismo desenvolveu diferentes mecanismos de resistência.
No Reino Unido, foi detectado um paciente infectado que não respondeu à combinação de azitromicina e ceftriaxona, sendo considerado o caso mais grave detectado do mundo.
No Brasil há poucos dados disponíveis que demonstram o número de novos casos e a resistência deste microrganismo.
Sabe-se, porém, que a terapia combinada de ciprofloxacina e azitromicina não deve ser utilizada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, devido à alta porcentagem de resistência a ciprofloxacina.
HPV
O vírus do papiloma humano (HPV) pode afetar pessoas de ambos os sexos, mas apresenta riscos diferentes para pacientes masculinos em comparação com femininos.
O que é o HPV no homem?
HPV é um vírus que é transmitido por meio do sexo anal, vaginal, oral ou apenas pelo contato de pele com pele durante a atividade íntima. O problema é tão comum que estima-se que todas as pessoas sexualmente ativas o apresentarão ao longo de suas vidas.
Já o HPV no homem nada mais é do que a presença do vírus no sexo masculino.
Causas
 Homens e mulheres podem contrair HPV por meio do sexo anal, vaginal ou oral com um parceiro infectado.
 O vírus é facilmente disseminado porque a maior parte dos portadores não apresenta sintomas e, portanto, não adota medidas para controle e prevenção da transmissão.
Fatores de risco de HPV no homem
 Há três grupos de homens que têm mais chance de apresentar HPV e suas complicações:
• Não circuncidados
• Imunodepressivos: como aqueles que apresentam HIV ou fizeram transplantes de órgãos
• Homens que praticam sexo anal com outros homens
Sintomas
 Alguns tipos não geram sintomas, outros podem gerar verrugas no homem, as quais podem ser sintomáticas ou não.
Além disso, há tipos mais agressivos que são capazes de gerar alterações celulares que predispõem o aparecimento de câncer.
Assim, busque um médico se as verrugas surgirem nas seguintes regiões:
• Pênis
• Escroto
• Ânus
• Garganta
• Boca
Quais são os sintomas de verrugas no homem?
As verrugas genitais são pequenas ou grandes protuberâncias que podem ser elevadas, planas ou numerosas — em aspecto semelhante a um couve-flor. As lesões ainda podem crescer em tamanho ou número.
Caso o vírus não seja disseminado, as verrugas podem reaparecer mesmo após o tratamento.
Diagnóstico
O rastreamento masculino não é tão visado quanto o feminino devido à relação do vírus com câncer de colo de útero, assim, atualmente não há testes aprovados para detectar o HPV em homens.
Portanto, a maior parte dos pacientes só procura um médico ao notar verrugas genitais ou orais ou ao saber que seu parceiro atual ou antigo tem HPV. O diagnóstico do profissional de saúde basicamente é obtido por meio de análise clínica e biópsia da lesão.
HPV no homem tem cura?
Ainda não existe um tratamento específico para curar HPV, mas sabe-se que é possível eliminar o vírus por meio do fortalecimento do sistema imunológico, o qual pode ser feito com medicamentos que estimulam a resposta do corpo, como o imiquimode, e bons hábitos alimentares.
Tratamento
Não há tratamentos específicos para o HPV no homem, mas a maior parte dos casos tem remissão espontânea.
BIBLIOGRAFIA
SAÚDE. Homens jovens ou homossexuais ainda são as grandes vítimas do HIV. Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/homens-jovens-ou-homossexuais-ainda-sao-as-grandes-vitimas-do-hiv/ > Acesso em 28 de março de 2019;
AIDS. Departamento passa a usar nomenclatura IST no lugar de DST. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/departamento-passa-utilizar-nomenclatura-ist-no-lugar-de-dst > Acesso em 28 de março de 2019;
PORTH, Grossman. Fisiopatologia: 9º edição Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016;
BIBLIOGRAFIA
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442004000300005> Acesso em 29 Mar. 2019.
<https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/dst/tricomoniase-sintomas> Acesso em 29 Mar. 2019.
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002013000400006> Acesso em 29 Mar. 2019.
https://agencia.fiocruz.br/novos-estudos-investigam-aspectos-biol%C3%B3gicos-da-tricomon%C3%ADase Acesso em 29 Mar. 2019.
https://scielosp.org/article/rpsp/2003.v14n2/91-96/pt/
Bibliografia
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/periodicos/boletim_epidemiologico_hepatites_virais_v1_n1.pdf
https://www.hepato.com/2017/08/cura-da-hepatite-b-o-longo-caminho-da-descoberta-ate-a-aprovacao/
https://www.hepato.com/2017/11/o-que-foi-apresentado-de-novidades-na-hepatite-b-no-the-liver-meeting-2017/
Ministério da Saúde. Manual de Bolso das Doenças Sexualmente Transmissíveis / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST e Aids. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/controle_doencas_sexualmente_transmissiveis.pdf > Acesso em 28 de março de 2019;
53
Bibliografia
SAÚDE. Super gonorreia: resistência a antimicrobianos preocupa autoridades mundiais. Disponível em: <http://www.microbiologia.ufrj.br/portal/index.php/pt/graduacao/informe-da-graduacao/441-super-gonorreia-resistencia-a-antimicrobianos-preocupa-autoridades-mundiais > Acesso em 28 de março de 2019;

Mais conteúdos dessa disciplina