Prévia do material em texto
Biguaçu 2019 CURSO TECNICO EM ENFERMAGEM Adriana Valgas Cleverton Mais Carsten Cristiane Maria Joice Cristina Roecker de Abreu Samantha Mara de Andrade Thaylla O.C. da Silva POSICIONAMENTO CIRURGICO Biguaçu 2019 Adriana Valgas Cleverton Mais Carsten Cristiane Maria dos Santos Joice Cristina Roecker de Abreu Samantha Mara de Andrade Thaylla O.C. da Silva POSICIONAMENTO CIRURGICO Trabalho de conclusão de fim específico, com finalidade complementar para obtenção do título de Técnico em Enfermagem da Escola Técnica OGW. Professor Orientador: Tatiane Martins Biguaçu 2019 Este trabalho foi julgado adequado como complementar para a conclusão e obtenção do título de Técnico de Enfermagem, e aprovado pelo Curso Técnico de Enfermagem da Escola Técnica OGW Tatiana Martins Biguaçu 2019 RESUMO Nos dias de hoje percebemos muitos casos de traumas por pressão no pós- cirúrgico devido à falta de atenção e cuidado dos profissionais muitos desatualizados e centros cirúrgicos sem equipamentos adequados, este trabalho destinasse a demostrar de forma específica, os variados posicionamentos cirúrgicos e suas finalidades onde serão abordados assuntos relacionados a importância que cada posição traz para o melhor desempenho do profissional e comodidade do paciente na intervenção cirúrgica, priorizando a segurança e tranquilidade do paciente e evitando intercorrências como traumas por pressão, a importância de uma equipe treinada e atenta ao manejo de cada posicionamento para o ato cirúrgico e aos cuidados da enfermagem como um todo proporcionando um pós-operatório tranquilo para o paciente. Palavra Chave: Posicionamento Cirúrgico, intervenção operatória, cuidados. 1 INTRODUÇÃO Este trabalho de posicionamento cirúrgico traz as diversas posições cirúrgicas de cada procedimento mostrando de forma específica e individual a posição correta para desempenhar cada cirurgia com sucesso, tendo em vista o bom posicionamento do paciente para seu conforto descartando assim possíveis traumas ao paciente relacionados com a pressão de sustentação e desalinhamento de áreas corporais especificas durante a cirurgia, a cada posicionamento cirúrgico a enfermagem tem seu papel fundamental proporcionando conforto e inspecionando possíveis traumas para um cuidado de reversão imediata ou pós traumática. Biguaçu 2019 1.1 Justificativa do trabalho Analisar de forma geral os posicionamentos cirúrgicos para cada procedimento de cirurgia e seus cuidados em relação as ulceras de pressão causadas por um posicionamento inadequado, o amparo da enfermagem em conjunto com o cirurgião pode evitar traumas com posicionamentos corretos e com os devidos cuidados. 1.2 OBJETIVO 1.2.1 GERAL O estudo teve como objetivo buscar e avaliar a importância dos cuidados de enfermagem, recursos e tipos, relacionados ao posicionamento cirúrgico do paciente no período intraoperatório. Biguaçu 2019 1.2.2 EXPECIFICO ➢ Explicar o que são os posicionamentos cirúrgicos; ➢ Trazer qual a importância do posicionamento cirúrgico; ➢ Identificar quais os tipos de posicionamentos cirúrgicos; ➢ Descrever os recursos de proteção a serem utilizados; ➢ Apresentar os cuidados de enfermagens relacionados ao posicionamento cirúrgico; ➢ Ética profissional; 2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA 2.1 Posicionamento Cirúrgico São técnicas de posicionamento no intraoperatorio no qual é colocado o paciente após devidamente anestesiado com a área operatória exposta para facilitar o procedimento, munidas de cuidados e atenção por parte do cirurgião e equipe de enfermagem para a realização do ato cirúrgico a fim de evitar complicações. 2.2 Atenção da enfermagem na preparação de cada procedimento ➢ Estar atento a temperatura da sala, e oferecer cobertor se necessário. ➢ O paciente não deve ter contato direto com partes metálicas da mesa. ➢ Quando a posicionadores, atenção com olhos, orelhas e nariz. ➢ Uso de coxins para melhor conforto do paciente. ➢ O anestesista deve virar a cabeça do paciente a cada 30 minutos, para evitar alopecia local em região occipital. ➢ Mesas de operação – são especialmente desenhadas para atender as exigências da terapia cirúrgica. ➢ Mudança de posição com atenção e cuidado. Biguaçu 2019 2.2.1 Recursos de proteção O uso dos recursos de proteção no posicionamento do paciente no intraoperatório assegura a manutenção da integridade da pele e das pressões osteoarticulares e neuromusculares, tendo como objetivo evitar atritos, prevenindo lesões da pele ou estiramentos neuromusculares, contato com o metal da mesa que pode ocasionar e outros danos. São utilizados como recurso de proteção: colchonetes, braçadeiras, travesseiros, perneiras, fixadores de braços e pernas, colchão piramidal (caixa de ovo), protetores de calcâneo, protetores crânio – faciais Na opinião de (LOPES & GALVÂO 2010) (LOPES & GALVÃO, 2010). Ressalta-se que os pacientes passam um longo tempo sobre a mesa cirúrgica, submetidos aos efeitos de anestésicos e relaxantes musculares, que trazem ao paciente uma condição de fragilidade e dependência física. Desta forma, ainda existe a necessidade de mantê-lo em variadas posições que atendam às exigências da técnica operatória, para que se obtenha sucesso no procedimento anestésico-cirúrgico (GRIGOLETO, et. al. 2011; LOPES & GALVÃO, 2010; MATOS; PICOLLI, 2004). 3 TIPOS DE POSICIONAMENTO CIRURGICO Biguaçu 2019 3.1 Posição supina ou decúbito dorsal Indicada para indução anestésica geral e acesso às cavidades maiores do corpo (craniana, torácica e peritoneal). O paciente fica deitado sobre o dorso, braços e pernas em posição anatômica. As palmas das mãos voltadas para o corpo. A posição da cabeça deve manter as vértebras cervicais, torácicas e lombares numa linha reta. Os quadris e pernas paralelos, as pernas ficam descruzadas para prevenir traumas os nervos peroneais, tibial atrito e comprometimento circulatório. 3.1.2 Posição prona ou decúbito ventral Indicada para cirurgias da região dorsal, lombar, sacro coccígea e occipital. Obs.: ➢ Necessidade de expansão pulmonar ➢ Liberação das mamas no sexo feminino➢ Uso de coxins e travesseiros. ➢ Cabeça lateralizada e braços no suporte. Biguaçu 2019 3.1.3 Posição decúbito lateral ou de Sims. Indicada para toracotomias e cirurgias renais. Nessa posição o paciente fica deitado sobre um dos lados, para obter seu equilíbrio pela flexão da perna inferiormente colocada a extensão da superior, fixando-o transversalmente pelo quadril a mesa operatória. O paciente fica deitado sobre o lado não afetado, oferecendo acesso a parte superior do tórax, na região dos rins, na seção superior do ureter. O posicionamento das extremidades e do tronco facilita a exposição desejada. Essa posição também permite visualizar a região dos rins, a ponte da mesa de operação é levantada (Pilet) e a mesa é flexionada, de modo que a áreas entre a 12º costela e a crista ilíaca seja elevada. 3.1.4 Posição de Trendelemburg Oferece melhor visualização dos órgãos pélvicos durante a abertura ou cirurgia laparoscópica no abdome inferior ou pelve. Nessa posição o paciente ficará em posição dorsal com elevação da pelve e membros inferiores, por inclinação da mesa cirúrgica, a cabeça fica mais baixa que os pés. Pode ser utilizada também para melhorar a circulação no córtex cerebral e gânglio basal quando a PA cai repentinamente e aumenta o fluxo sanguínea arterial para o crânio. Biguaçu 2019 3.1.5 Posição de Trendelemburg Reverso ou Proclive. Usada frequentemente para oferecer acesso a cabeça e pescoço para facilitar o deslocamento da víscera para adiante do diafragma e na direção dos pés. Indicada para manter as alças intestinais na parte inferior do abdome e reduzir a pressão sanguínea. Nessa posição o paciente estará em decúbito dorsal com elevação da cabeça e tórax e abaixamento do MMII. Quando a modificação desta posição é usada para cirurgia da tireoide, o pescoço pode ser hiperestendido pela elevação dos ombros do paciente. 3.1.7 Posição de Litotomia ou ginecológica Indicada para exames urinários, endoscópicos, cirurgias ginecológicas por via baixa e anorretais. Essa posição é derivada do decúbito dorsal, na qual se elevam os MMII, que ficam elevados em suportes especiais, denominados perneiras e fixados com correias. Biguaçu 2019 3.1.8 Posição de Fowler Modificada Indicada: neurocirurgias, mamoplastias e abdominoplastias. Essa é a posição sentada propriamente dita, isto é, em ângulo de 90º. Flexiona-se a parte dos MMII para prevenção de quedas. Ocorre o aumento do peso da paciente no dorso do corpo. O repouso do dorso é elevado, os joelhos são flexionados, e o suporte de pé é mantido no lugar. 3.9.1 Posição Canivete (Kraske) É a posição derivada da ventral, na qual os MMII, tórax e MMSS são baixados de forma que o corpo fique fletido sobre a mesa, mantendo-se a região a ser operada em plano mais elevado. Utilizada para cirurgias da região proctológicas e coluna lombar Biguaçu 2019 4 Cuidados de enfermagem relacionados ao posicionamento cirúrgico 4.1 Cuidados no intraoperatório ➢ Não comprimir e hiperestender terminações nervosas. ➢ Proteger proeminências ósseas. ➢ Não deixar pendentes MMSS e MMII. ➢ Aplicar movimentos firmes, delicados e seguros. ➢ Evitar contato com partes metálicas. ➢ Registar intercorrências. ➢ Considerar anatomia e fisiologia. 4.2 Intervenções de Enfermagem ➢ Verifique a mesa de operação quanto ao funcionamento adequado. ➢ Reunir auxílios de posicionamento. ➢ Mantendo o alinhamento corporal adequado. ➢ Coloque faixas de segurança 5 cm acima dos joelhos, com a fivela na lateral do paciente. ➢ Acolchoar e proteger as proeminências ósseas, pontos de pressão e ➢ nervos vulneráveis. ➢ Registrar com detalhes a posição do paciente, incluindo, tipo e localização da contenção, posição das extremidades, tipo e localização dos auxiliares de posicionamento, ponto da placa eletrocirúrgica. Biguaçu 2019 ➢ Mudanças de posições feitas durante o procedimento. ➢ Uso do aquecimento ou resfriamento do cobertor 4.2.1 Cuidados após procedimento cirúrgico ➢ Retirar alternadamente as pernas da perneira. ➢ Manipular lentamente, pois a mudança repentina de posição pode provocar a queda da pressão arterial. ➢ Manter cabeça lateralizada, a fim de prevenir aspirações de secreções. 5 Ética na Enfermagem (MOTTA 2004) Ética no centro cirúrgico O cuidado é o desenvolvimento de ações, atitudes e comportamentos, com base em conhecimento científico, experiência, intuição e pensamento crítico, despendido ao paciente, com vistas à promoção, manutenção e/ou recuperação de sua dignidade. As atividades de enfermagem, no centro cirúrgico, muitas vezes, podem ser limitadas a segurar a mão do paciente na indução anestésica, ouvi-lo, confortá-lo e posicioná-lo na mesa cirúrgica. A importância e a responsabilidade da enfermagem quanto à observação e ao atendimento das necessidades psicossomáticas do paciente cirúrgico devem ser detectadas, uma vez que possui função específica na eficácia da terapêutica de seus pacientes. Dependendo de sua atitude, na qualidade de profissional da saúde, pode-se facilitar ou impedir um programa de recuperação, visto que esse paciente é invadido por medo do desconhecido em um ambiente estranho (MOTTA, 2004) Biguaçu 2019 CONCLUSÃO Concluímos que é de vital importância os cuidados de enfermagem no posicionamento do paciente e os cuidados para cada cirurgia, seja na prevenção de complicações de traumas por pressão decorrentes desse procedimento, na avaliação das necessidades de cada paciente e na disponibilização de profissionais habilitados equipamentos e dispositivos adequados para garantir a qualidade do procedimento. A Enfermagem, como profissional responsável pelo paciente no centro cirúrgico, deve garantir a sua proteção e segurança, habilidades para melhor avaliação, bem como uma assistência holística. METODOLOGIA O presente trabalho trata-se de uma pesquisa bibliográfica realizada em livros, sites e artigos da internet. Biguaçu 2019 REFERENCIAS 1.ALVES, Giovanna, Posicionamentos cirúrgicos, ebah, 2014(acesso em 04 mar 2019) Disponível em: https://www.ebah.com.br/content/ABAAAe5K0AF/posicionamentos-cirurgicos 2. Kalincka Gramont Enfermagem cirúrgica 2016 (acesso em 05 mar 2019) disponível em: https://avant.grupont.com.br/dirVirtualLMS/arquivos/texto/baef70db4e3fb0599a aa68caacc6d480.pdf 3.Galvão CM, Sawada NO, Rossi LA. A prática baseada em evidências: consideraçõesteóricas para sua implementação na enfermagem perioperatória. Rev. Latino-am Enfermagem 2002; 10(5):690-5(acesso em 04 mar 2019) Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v10n5/v10n5a10 4.Citação-LOPES, C.M.M; GALVÃO, C.M. Posicionamento cirúrgico: evidências para o cuidado de enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem. v. 18, n. 2, [08 telas], 2010. 5. MIRANDA, Amanda Braz, FOGAÇA, Amanda Rosa, RIZZETTO, Mariane, LOPES, Laura Cristina Cuvello, Posicionamento cirúrgico: cuidados de enfermagem no transoperatório. Rev. Sobe, São Paulo. Jan./Mar. 2016; 21(1): 52-58.. (acesso em 04 mar 2019) Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/1414-4425/2016/v21n1/a5578.pdf 6. Lopes CMM, Galvão CM. Posicionamento cirúrgico: evidências para o cuidado de enfermagem. Rev. Latino-Am Enferm. 2010;18(2): [08 telas].. (acesso em 04 mar 2019) Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/rlae/v18n2/pt_21.pdf Biguaçu 2019