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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM COMÉRCIO EXTERIOR LAILA CAROLINE FERREIRA RA 1886425 MARCEL RABELO MELLO RA 1864748 PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM IV TECNO MACCH INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS DE MÁQUINAS EIRELI – ME SÃO PAULO 2018 LAILA CAROLINE FERREIRA RA 1886425 MARCEL RABELO MELLO RA 1864748 PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM IV TECNO MACCH INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS DE MÁQUINAS EIRELI - ME Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM IV, apresentado como um dos pré-requisitos para aprovação do bimestre vigente, no Curso Superior de Tecnologia em Comércio Exterior Orientadores: Prof. José Frota Prof. Marcelo Mello Prof. Gustavo Nascimento SÃO PAULO 2018 Ferreira, Laila Caroline. ....Projeto Integrado Multidiciplinar – PIM IV : Tecno Macch Ind, Com e Serviços de Máquinas / Laila Caroline Ferreira, Marcel Rabelo Mello. - 2018. ....47 f. : il. color. ....Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) apresentado ao curso de Comercio Exterior da Universidade Paulista, Monte Sião, 2018. ....Orientador: Prof. Esp. Marcelo Marcondes de Mello. ....1. Teoria e Pratica Cambial. 2. Sistemática da Importação e Exportação. 3. Dinâmica das Relações Interpessoais. I. Mello, Marcel Rabelo. II. Mello, Prof. Esp. Marcelo Marcondes de (orientador). III. Título. Elaborada de forma automática pelo sistema da UNIP com as informações fornecidas pelo(a) autor(a) LAILA CAROLINE FERREIRA RA 1886425 MARCEL RABELO MELLO RA 1864748 PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM IV TECNO MACCH INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS DE MÁQUINAS EIRELI - ME Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM IV, apresentado como um dos pré-requisitos para aprovação do bimestre vigente, no Curso Superior de Tecnologia em Comércio Exterior Aprovado em: BANCA EXAMINADORA _______________________/__/___ Prof. Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP _______________________/__/___ Prof. Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP _______________________/__/___ Prof. Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP RESUMO Por meio do processo de globalização houve o desencadeamento da valorização da abertura comercial no Brasil, ocorrendo enormes investimentos nas áreas de produção, importação e exportação, mas ainda há vários aspectos que tornam esse processo mais difícil aqui do que em outros países. O conhecimento do comércio exterior brasileiro é precário e ainda não está enraizado em todas as empresas, pois é um procedimento complexo, que exige atenção em inúmeros detalhes. Veremos como estratégias nas áreas de Sistemática de Exportação e Importação, Teoria e Prática Cambial e Dinâmica das Relações Interpessoais contribuem nos negócios internacionais por meio de maior agilidade, facilidade e financiamento para empresas exportadoras. Palavras chaves: Investimentos, Conhecimento, estratégias. ABSTRACT Through the process of globalization was the triggering of trade liberalization in Brazil, suffering from investments in the areas of production, import and export, but there are still several aspects that make the process more difficult to happen in other countries. The knowledge of the Brazilian foreing trade is precarious and is not yet rooted in all companies, as it is a complex procedure that requires attention in every detail. The areas of Import and Export Intelligence, Foreign Exchange Theory and Practice, and Dynamics of Interpersonal Public and Financial Relationships and Contributions to exporting companies. Keywords: Investments, Knowledge, strategies. LISTA DE IMAGENS Imagem 1 – Loja ........................................................................................................................4 Imagem 2 – Planta ......................................................................................................................4 Imagem 3 – Planta ......................................................................................................................5 Imagem 4 – Organograma do Comércio Exterior Brasileiro....................................................13 Imagem 5 – Crescimento de Importação..................................................................................14 Imagem 6 – Organograma Importação.....................................................................................18 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ........................................................................................................................1 CAPITULO 1 - ANÁLISE GLOBAL DA EMPRESA ........................................................ 3 1.1 - Denominação e forma de constituição ...........................................................................3 1.2 - Origem da organização ...................................................................................................3 1.3 - Natureza e ramo de atuação............................................................................................3 1.4 - Porte da empresa .............................................................................................................4 1.5 - Força de trabalho..............................................................................................................5 1.6 - Principais produtos...........................................................................................................5 1.7 - Principais concorrentes da organização ........................................................................5 1.8 - Organograma da organização ........................................................................................6 1.9 – Endomarketing.................................................................................................................6 CAPÍTULO 2 – TEORIA E PRÁTICA CAMBIAL..............................................................9 2.1 - Informações que devem constar na Proforma Invoice..................................................9 2.1.1 - Do Exportador...............................................................................................................9 2.1.2 - Do Importador...............................................................................................................9 2.1.3 - Do Produto.....................................................................................................................92.1.4 - Transporte....................................................................................................................10 2.1.5 - Modalidade De Pagamento.........................................................................................10 2.1.6 - Dos Prazos....................................................................................................................10 2.1.7 - Do Representante/Agente............................................................................................10 2.2 – Contrato de Cambio.......................................................................................................10 2.2.1 – Informações do Contrato de Cambio........................................................................10 CAPITULO 3 – SISTEMÁTICA DE IMPORTAÇAO E EXPORTAÇÃO.....................13 3.1 – Documentos Necessáios para Importação....................................................................14 3.1.1 - Certificado de origem..................................................................................................14 3.1.2 - Packing list ou Romaneio............................................................................................15 3.1.3 - Conhecimento de embarque BL.................................................................................15 3.1.4 - Licenciamento de Importação....................................................................................15 3.1.5 - Declaração de importação...........................................................................................16 3.1.6 - Comprovante de Importação......................................................................................16 3.1.7 - Outros documentos......................................................................................................16 3.2 – Isenções...........................................................................................................................16 3.3 – Despacho Aduaneiro de Importação............................................................................17 3.3.1 – Documentos de Instrução...........................................................................................17 3.3.2 – Nota Fiscal de Entrada...............................................................................................17 CAPITULO 4 – DINÂMICA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS..............................19 4.1 – Clima organizacional.....................................................................................................19 CONCLUSÃO ........................................................................................................................21 REFERENCIAS .....................................................................................................................23 ANEXO 1 – Contrato de Cambio..........................................................................................25 ANEXO 2 – Proforma Invoice...............................................................................................27 ANEXO 3 – Packing List........................................................................................................29 ANEXO 4 – Extrato de DI......................................................................................................31 1 INTRODUÇÃO Com a intensificação do processo de globalização econômica e a revolução das telecomunicações, o mundo ficou menor e as fronteiras nacionais se tornaram mais abertas nas duas últimas décadas. Atualmente, qualquer empresa tem acesso a produtos e serviços de todos os cantos do planeta, podendo comercializá-los diretamente ou incorporá-los no seu processo, o que permite reduzir os custos e ampliar os lucros. A principal receita da exportação ainda vem da indústria do agronegócio, da mineração e de derivados do petróleo, enquanto a da importação provém majoritariamente de produtos manufaturados, medicamentos e partes e peças para automóveis e tratores, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os principais parceiros comerciais do Brasil para ambas as operações são os Estados Unidos e a China. O negócio é mesmo promissor, desde que sejam ponderadas algumas questões importantes, como a elaboração de um plano de negócios, a avaliação do momento internacional e das cotações cambiais, a escolha assertiva do produto ou serviço, conhecer bem a legislação vigente, simular os custos operacionais e os prazos para cumprir com os compromissos e obter credibilidade, entre outras variáveis que este artigo irá desenvolver. Afinal, neste setor, a burocracia e a falta de informação podem inviabilizar o sucesso do negócio. 2 3 CAPITULO 1 - ANÁLISE GLOBAL DA EMPRESA 1.1 - Denominação e forma de constituição: Tecno Macch Indústria, Comércio e serviço de maquinas Eireli – ME. Empresa que atua como capital fechado. 1.2 - Origem da organização: A empresa iniciou suas atividades em 12 de setembro de 2001, no munícipio de Teresópolis – RJ, inicialmente planejada para atender aos clientes importadores de máquinas de malharia de uma empresa italiana para o Estado do Rio de Janeiro, mas com o crescimento e expansão das importações por outros estados e a falta de assistência técnica em cada região a empresa expandiu também sua área de atendimento dando suporte a toda Região Sudeste e Nordeste. Em 20 de outubro de 2009, a Tecno Macch mudou sua sede para Monte Sião-MG. Devido à crise no setor e o fechamento de muitas empresas no estado do Rio, Belo Horizonte e São Paulo e a concentração dos clientes restantes em Monte Sião - MG se tornou economicamente viável e extremamente necessária à transferência da empresa para esta região. Com a retomada das atividades, as empresas restantes no mercado, não queriam mais importar direto do fabricante, se tornando assim a Tecno Macch uma empresa importadora e revendedora dos equipamentos no país. Em final de 2010, devido o alto custo dos equipamentos italianos, deu-se inicio a pesquisa de novos fornecedores, em visita à fabricantes similares na China, diversificou a lista de produtos passando a importar também equipamentos daquele país. 1.3 - Natureza e ramo de atuação: A empresa atua na indústria, comércio e serviços e o seu objeto social é o comercio atacadista de máquinas, equipamentos, peças e partes pra uso em malharias e confecções, inclusive importação e exportação das mesmas; manutenção e reparação de maquinas e equipamentos para a indústria têxtil; fabricação de maquinas, peças e acessórios para a indústria têxtil e o comercio varejista de artigos do vestuário e acessórios, facção de peças do 4 vestuário, comercio varejista de equipamentos e suprimentos de informática e serviços de manutenção e reparação em equipamentos de informática. 1.4 - Porte da empresa: Para o SEBRAE, os pequenos negócios são divididos em quatros segmentos pela faixa de faturamento da empresa. Esses segmentos seguem a Lei Complementar 123/2006, chamada de Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, seguindo essa linha a Tecno Macch é uma empresa de pequeno porte, que consegue faturar um pouco mais de trezentos e sessenta mil reais por ano. Atualmente atende a uma carteira de 488 clientes e utiliza uma área de 450 m2, ocupados com: loja, estoque de peças, equipamentos para pronta entrega e área de oficina. Imagem 1 – Loja Rabelo, Marcel. Tecno Macch. 2018. Imagem 2 – Planta Rabelo, Marcel. Tecno Macch. 2018. 5 Imagem 3 – Planta Rabelo, Marcel.Tecno Macch. 2018. 1.5 - Força de trabalho: No momento a empresa conta com quatro funcionários e dois free lances, sendo uma vendedora interna, dois técnicos externos, um interno e dois free lances em outros estados. A Empresa em questão tenta manter uma boa relação no clima organizacional, sempre desenvolvendo planos para melhorar o ambiente de trabalho e a percepção dos colaboradores para que como um time, avaliem pontos em que possa haver uma melhoria na estrutura, promovendo um ambiente tranquilo para que tenham mais ânimo e um ótimo bem-estar no dia a dia, se relacionando bem em equipe. 1.6 - Principais produtos: Máquinas e equipamentos para indústria têxtil, peças e acessórios, serviço de manutenção para equipamentos, serviço de desenvolvimento e elaboração de mostruários, programação de desenhos para produção, treinamentos operacionais, treinamento para manutenção preventiva e treinamento para programação. 1.7 - Principais concorrentes da organização: Importadores e representantes do setor em abrangência nacional: - Paramalhas, representante de equipamento têxtil alemão, - Sell Mac, representante de equipamento têxtil japonês, - Mecatex, representante de equipamento têxtil suíço. 6 Mesmo as empresas acima oferecendo produtos/serviços semelhantes, a empresa Tecno Macch busca sempre alternativas para conduzir um melhor posicionamento no mercado principalmente com sua experiência, desenvolvimento de treinamentos técnico, conta com uma boa infraestrutura, possui agilidade na assistência aos clientes mesmo os mais distantes, com suporte telefônico, estoque de peças suficiente para imediato atendimento, cordialidade e preço justo. 1.8 - Organograma da organização: 1.9 - Endomarketing. O endomarketing é uma estratégia de marketing interno, que desempenha papel importante no planejamento e execução de ações que melhoram o clima organizacional e promovem a satisfação dos funcionários. Isso impacta diretamente no aumento da motivação interna e melhora o engajamento dos colaboradores, o que interfere diretamente na redução da rotatividade e na atração e retenção de novos talentos. Marcel Rabelo Administrador Alexandre Silva Técnico e programador Carlos Renato Técnico e programador (free lance - RJ) Wesly Vitor Técnico Geraldo Magela Reis Técnico (free lance - BH) Celso Ricardo Programador Tainá Ramos Aux. Addministrativa e vendedora interna 7 O Endomarketing é uma das maneiras mais eficazes para reduzir o turnover (índice de rotatividade de funcionários) e atrair profissionais altamente qualificados para a empresa. A estratégia ajuda a criar e desenvolver uma imagem de bom lugar para se trabalhar a acaba se tornando o emprego dos sonhos para muita gente. (GABRIEL, Lucas – Marketing de conteúdo, https://marketingdeconteudo.com/endomarketing/, em 30 de setembro de 2015). Por ter iniciado suas atividades em torno de um grupo familiar, a Tecno Macch sempre deu grande importância a qualidade do seu ambiente de trabalho e como seus colaboradores se sentiam dentro da empresa, a preocupação com a equipe e seu bem estar renderam bons frutos na medida em que todos se preocupavam e buscavam um bem comum: a satisfação dos seus clientes com um atendimento de primeira linha somado a qualidade de seus produtos e um preço justo. Reuniões frequentes onde todos podem dar suas opiniões e em equipe tomam as decisões de melhor estratégia para a próxima temporada de trabalho. A certeza de fazerem parte de uma equipe onde suas opiniões e tarefas fazem a diferença faz com que cada colaborador busque para empresa novas oportunidades de negócio e assim o crescimento e segurança de sua estabilidade. Assim, juntar forças e trabalhar em cima da interação do colaborador com a empresa, desenvolvendo atividades no dia a dia que resultam em uma maior motivação da equipe são ações que estimulam a participação da família junto à empresa, treinamentos para capacitar os funcionários e os tornarem cada vez mais hábeis e preparados para encarar as atividades do dia a dia, troca de experiências entre os colaboradores e administradores, valorização do desempenho individual e da união da equipe, mostra a percepção positiva da empresa a respeito do bom trabalho desenvolvido pelo time. 8 9 CAPÍTULO 2 – TEORIA E PRÁTICA CAMBIAL. O mercado cambial compreende, além dos exportadores e importadores, também bolsas de valores, bancos, corretores e outros elementos que, por qualquer motivo, tenham transações com o exterior. Eventualmente, poderá abranger as chamadas autoridades monetárias como Tesouro e Bancos Centrais. As taxas de câmbio são agrupadas em tabelas de cotações, as quais são afixadas nos bancos para conhecimento do público, tabelas essas que contêm dois valores para a moeda estrangeira: um de compra (bid rate) e outro de venda (offer rate). A diferença entre esses dois valores (spread) representa o ganho do banco. A empresa Tecno Macch, por se tratar apenas de uma importadora de máquinas e equipamentos da área têxtil, tem em resumo poucos fornecedores do exterior, sendo alguns europeus, como italianos e turcos, e outros chineses. Ao formalizar seus pedidos, o importador receberá do fornecedor estrangeiro a Proforma Invoice (PI), nela constará as informações necessárias para emissão de uma carta de crédito por exemplo. A Fatura Proforma é emitida pelo próprio exportador, a pedido do importador, em papel timbrado da empresa com a descrição Fatura Pro-Forma (português), ou Pro-forma Invoice (inglês). 2.1 - Informações que devem constar na Proforma Invoice. 2.1.1 - Do Exportador. - Nome da empresa, Endereço completo: rua, número, bairro, telefone, e-mail, cidade, país. - Dados Bancários do Exportador: identificaçao do banco, numero Iban, código swift. 2.1.2 - Do Importador. - Nome da empresa, CNPJ, Endereço completo: rua, número, bairro, telefone, e-mail, cidade, país. 2.1.3 - Do Produto. - Descrição detalhada dos produtos item a item, com NCM; 10 - Quantidade dos produtos item a item; - Preço unitário e total dos produtos item a item; - Identificação: Peso bruto, dimensões do volume, tipo, embalagem, etc., - País de origem dos produtos; - Fabricante dos produtos; 2.1.4 - Transporte. - Local de embarque dos produtos (nome do Aeroporto ou Porto, cidade, país); - Destino (nome do Aeroporto ou Porto, cidade, país); - Tipo/modalidade de frete (Incoterms): EXW ex works, FCA free carrier, FOB free on board, CIF cost insurance and freight, entre outros. 2.1.5 - Modalidade De Pagamento. - podem ser: antecipada (pagamento antes do embarque), a vista (mediante documentação com aceite), a prazo (pagamento até 360 dias do embarque sem registro de ROF ou depois desse prazo precisará informar a RFB). 2.1.6 - Dos Prazos: - Prazo de embarque dos produtos; - Prazo de Garantia dos produtos; - Prazo de validade da Proforma Invoice. 2.1.7 - Do Representante/Agente caso haja. - Razão Social, CNPJ, endereço completo, - Dados Bancários - Valor da Comissão. 2.2 – Contrato de Cambio. 2.2.1 – Informações do Contrato de Cambio. 11 - quantidade de operações (para cada moeda e respectiva natureza da operação), no campo "quantidade de diversos" das telas do SISBACEN; - código da moeda estrangeira; - valor em moeda estrangeira (somatório); - o contra valor em moeda nacional (somatório);- taxa cambial média (obtida pela divisão do somatório do contra valor em moeda nacional pelo somatório do valor em moeda estrangeira); - código da natureza da operação - conjunto de doze dígitos; - preenchimento obrigatório da tela complementar, discriminando por CNPJ/CPF os valores das compras ou das vendas realizadas individualmente (“registro de clientes diversos”), observado que na compra ou venda efetuada a turista estrangeiro deve ser registrado. Tendo o Importador recebido do Exportador a Fatura Proforma esse documento é encaminhado à uma corretora de cambio a qual a empresa Tecno Macch trabalha já há alguns anos, Fair Corretora de Cambio – SP, essa lhe informa o valor total correspondente em Reais com a referida taxa de cotação do cambio e o valor cobrado pela corretagem, esse valor deve ser transferido do importador ao corretor de cambio por meio de transferência eletronica. Por se tratar de fornecedores já de longas datas todas as importações são efetuadas e com Pagamento Antecipado, neste caso, de forma pronta, onde o exportador receberá seu pagamento através de um Swift com D+2 dias. O código SWIFT, trata-se de um código gerido pela Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (ou, em tradução direta, “Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais”), cuja sigla é SWIFT. Depois de formalizado o contrato de cambio e recebido o comprovante de pagamento através de uma copia do Swift, o fornecedor estrangeiro estará pronto para providenciar a mercadoria e tramites para embarque. 12 13 CAPITULO 3 – SISTEMÁTICA DE IMPORTAÇAO E EXPORTAÇÃO. O comércio exterior brasileiro é descentralizado, não possuindo um órgão especifico para atividade. Em outros países, como na Itália, existe uma pasta exclusiva para os negócios internacionais, o Ministério do Comércio Exterior. Aqui a gestão se da por áreas de competências, como Politica de Comercio Exterior, Politica Fiscal, Politica Financeira, Politicas Bilaterais de Relações Internacionais, entre outras. Imagem 4 – Organograma do Comercio Exterior Brasileiro Fonte: https://professores.faccat.br/neibrum/ Toda e qualquer empresa que deseja operar no comércio exterior deve se habilitar na Secretária da Receita Federal (SRF). Examinadas as particularidades de cada empresa para saber em qual modalidade de habilitação cada uma vai se enquadrar, essa habilitação permitirá exportar e importar. A Receita Federal também é responsável por controlar todo o fluxo de mercadorias no país, ou seja, nada sai ou entra no país sem a autorização desse órgão. Esse controle é exercido por meio de um Sistema de Comércio Exterior, chamado SISCOMEX. Logicamente, isso só é possível uma vez que a empresa deve, obrigatoriamente, declarar neste sistema ou em formulários próprios, quando necessário, tudo o que está sendo exportado ou importado. 14 As importações de máquinas e equipamentos para área têxtil vêm crescendo a cada ano no Brasil, mas esse crescimento tem sido cada vez menor de acordo com as informações da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o crescimento de 2016 para 2017 foi de 49,97%, enquanto de 2017 para 2018 foi apenas de 16,60% Imagem 5 – Crescimento de Importação Abit - 2018 3.1 – Documentos Necessáios para Importação. Feita a negociação entre importador e exportador e o fechamento de cambio, partiremos aqui para os tramites de importação. 3.1.1 - Certificado de origem. Quem emite este documento é o agente do qual você comprará as mercadorias. O importador o utiliza para a comprovação de origem do material que está adquirindo e ainda pode conseguir descontos em determinados tributos referentes a ele. 15 Um novo certificado deve ser emitido a cada importação. O importador precisa se certificar de que há um para cada fatura. Se uma importação contém quatro faturas, por exemplo, cada uma deverá ter seu próprio certificado. 3.1.2 - Packing list ou Romaneio. Trata-se de uma listagem de todos os produtos contidos nas embalagens para embarque. Quando as mercadorias passam por conferência, os volumes físicos são confrontados com esse documento. Ele também fornece uma orientação mais direcionada ao importador, que tem acesso a tudo o que está recebendo, ainda que falte um tempo até a chegada. Sendo um dos documentos para importação essenciais para seus processos. 3.1.3 - Conhecimento de embarque BL (bill of lading) Assim como acontece quando recebemos mercadorias de transportadoras locais, a importação também necessita de um conhecimento de embarque. Entretanto, por esta ser uma transação que envolve mais de um país, o documento é um tanto mais complexo. Ele comprova que as mercadorias estão em posse de determinada transportadora, que se compromete a fazer com que elas cheguem ao destinatário. É como se recibo, contrato de entrega e comprovante de posse estivessem em um só documento. Ele pode ser emitido nas modalidades Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Rodoviário. 3.1.4 - Licenciamento de Importação (LI) Trata-se de um dos documentos para importação que deve ser emitido antes do embarque das mercadorias. O modelo do documento é determinado por características legais de cada mercadoria. É emitido por órgãos públicos e tem como base as leis federais. Materiais que necessitam de certificação, como Anvisa ou INMETRO, devem constar em uma modalidade específica. 16 3.1.5 - Declaração de importação (DI) Trata-se de um documento registrado no SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior), que permite que o importador opte pelo despacho aduaneiro simplificado. Normalmente, é preenchido de acordo com os dados informados na obtenção da LI, daí a importância da veracidade e da atualidade desses dados. Após ter registrado a DI, o importador pode (e deve) imprimir um Extrato da Declaração de Importação. Este documento consiste no conjunto de informações digitadas pelo importador no Siscomex, e servirá de base para a conferência documental e aduaneira pela autoridade fiscal. 3.1.6 - Comprovante de Importação (CI) Após a conferência aduaneira pela fiscalização, a comprovação de que todas as informações contidas no Siscomex estavam de acordo com a documentação apresentada e com a conferência aduaneira, e que tudo estava em conformidade com a legislação aduaneira vigente, é processado pelo fiscal o desembaraço aduaneiro daquela DI. Isto significa dizer que foi registrada a conclusão do despacho aduaneiro, e é autorizada a efetiva entrega da mercadoria ao importador. O Desembaraço aduaneiro é o último ato do procedimento do despacho aduaneiro, e o documento que comprova esta situação é o Comprovante de Importação. 3.1.7 - Outros documentos. O universo dos documentos do Siscomex não se restringe aqueles citados acima, e a cada dia novas operações são testadas e implementadas aos importadores e exportadores. Ao olhar para os movimentos que são feitos em torno do sistema, verificamos que caminham para a internet. Em um futuro muito próximo, todo o comércio exterior brasileiro será através da rede mundial de computadores, com a certificação digital. 3.2 – Isenções. Algumas importações podem ter alguns beneficios, para isso precisam fazer uma pesquina e pedir um atestado de inexistência de similaridade nacional que é emitido para as 17 seguintes finalidades: Redução do Imposto de Importação, Ex Tarifário, Importação de máquinas usadas, Suspensão/Isenção do ICMS (Estadual),Isenção do imposto de importação, Obtenção de Financiamento Bancário, Apuração de Similar Nacional. No caso da empresa Tecno Macch, faz suas importações de máquinas retilíneas para malharia utilizando-se do Ex-tarifário e de um atestado de inexistência de similaridade nacional. Assim sendo cai sobre uma tarifação diferenciada de impostos, tais como: - redução de Imposto de Importação (II) de 14% para 0% conforme Ex Tarifario 002; - redução na base de cálculo de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), conforme anexo IV, parte 1, item 16, parte 4, item 36.4 do RICMS/MG, decreto nr 43.080/2002. 3.3 – Despacho Aduaneiro de Importação. A importação no Siscomex é processada em diversas etapas a serem executadas pelo importador, pelo depositário, pela fiscalização aduaneira e pelo transportador. Basicamente, cabe ao transportador marítimo internacional, no módulo Siscomex Carga, prestar à RFB informações sobre o veículo e as cargas, nacionais, estrangeiras e de passagem, nele transportadas, para cada escala da embarcação em porto alfandegado. No caso do modal aéreo, o manifesto eletrônico deverá ser informado no sistema Mantra. Cabe ao depositário, informar à RFB, de forma imediata, sobre a disponibilidade da carga recolhida sob sua custódia. Cabe ao importador o registro da DI ou DSI no Sistema. E cabe à fiscalização aduaneira a conferência aduaneira e o desembaraço. 3.3.1 – Documentos de Instrução. - Conhecimento de carga; - Fatura Comercial; - Romaneio; - Outros a serem exigidos exclusivamente em decorrência de Acordos Internacionais ou de legislação específica. 3.3.2 – Nota Fiscal de Entrada. 18 Ela é uma obrigação do importador e, como é um documento de uso interno, não é necessário emitir uma cópia para o exportador, que não tem responsabilidade alguma sobre ela. O momento de emissão da nota fiscal de importação é após o desembaraço aduaneiro e antes do carregamento das mercadorias — o documento serve para liberar as mercadorias para que elas sigam do aeroporto ou do porto para a empresa. A nota fiscal de importação é emitida em português e com valores expressos em reais, utilizando a conversão de moeda da Declaração de Importação. Imagem 6 - Subsecretaria de Aduana e Relações Internacionais - 28/11/2014, última modificação 28/05/2015 19 CAPITULO 4 – DINÂMICA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS. 4.1 – Clima organizacional. A pesquisa de clima organizacional é uma maneira utilizada para coletar diversos tipos de dados, trazendo sempre muitas informações relevantes sobre qual está sendo a percepção dos funcionários ou colaboradores em relação a muitos fatores que podem até mesmo afetar o seu desenvolvimento e motivação dentro de uma empresa, por exemplo: - opinião sobre volume de trabalho, horário e distribuição de tarefas; - satisfação em relação aos salários e benefícios; - avaliação da qualidade da comunicação interna; - checagem do impacto da liderança, até onde ela é efetiva e possíveis descontentamentos; - consideração sobre o espaço físico e as instalações da empresa. A empresa Tecno Macch não tem o hábito de fazer essas pesquisas com regularidade, mas está sempre aberta ao dialogo e atenta ao seu ambiente de convivência. Por se tratar de uma empresa com poucos integrantes o convívio é sempre muito próximo e de relações estreitas. Existe o hábito do café da manhã e da tarde em grupo. O administrador faz também o papel de líder e sai constantemente para acompanhar em serviços externos. A preocupação com o ambiente de trabalho é um compromisso de todos. A rotatividade de empregados é muito rara e o ambiente é bem amigável. 20 21 CONCLUSÃO A pesquisa da organização da Tecno Macch, demonstrou como está sendo explorada as disciplinas estudadas, e a expansão que elas agregam na empresa. Através do conhecimento em Teoria e Prática Cambial, a empresa formaliza o contrato de cambio com o fornecedor, possibilitando que a troca de mercadorias aconteça, e que sua produção esteja sempre atualizada e em constante atividade. Com a Sistemática de Importação e Exportação é possível fazer o controle de todas mercadorias importadas e exportadas, sempre em vigência de todos documentos necessários, analisando possíveis riscos, e tendo garantias que todas normas serão cumpridas. Vemos também que está enraizada na cultura da empresa a Dinâmica das Relações Interpessoais, este processo é fundamental no desenvolvimento profissional de seus colaboradores que está sendo de extrema importância no crescimento de toda a empresa. 22 23 REFERENCIAS Sistemática De Exportação: Conceitos, Operacionalização e Práticas. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/sistematica-de- exportacao-conceitos-operacionalizacao-e-praticas/37309>. Acesso em 15 de nov. 2018. RODRIGUES, Paulo Narcizo. Importação e Exportação. Sem complicação. Disponível em: < http://enciclopediaaduaneira.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Livro- IMPORTACAO-e-EXPORTACAO-SEM-COMPLICACAO.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2018. Dinâmica de grupo e as relações interpessoais. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/dinamicas-de-grupo-e- as-relacoes-interpessoais/48011>. Acesso em 15 de nov. 2018. POHL, Marcos. Teoria e Prática cambial. Santa Rosa, Rio Grande do Sul. 16 de Fevereiro de 2006. Disponível em: < http://teoriapraticacambial.blogspot.com/2006/02/1-risco-de- cmbio-conceito-de-risco_16.html>. Acessado em 16 de nov. 2018. 24 25 ANEXO 1 – Contrato de Cambio. 26 27 ANEXO 2 – Proforma Invoice 28 29 Anexo 3 – Packing List. 30 31 Anexo 4 – Extrato de DI . 32 33