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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 14574 Segunda edição 15.05.2012 Válida a partir de 15.06.2012 Embarcações de recreio em plástico reforçado com fibra de vidro - Requisitos para construção Pleasure boats on fiberglass reinforced plastic - Construction requirements ICS 03.220.40; 47.020.01; 47.080 ISBN 978-85-07-03414-8 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS Número de referência ABNT NBR 14574:2012 45 páginas © ABNT 2012 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 © ABNT 2012 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av.Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ TeL: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnl.org.br www.abnl.org.br ii © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] Sumário ABNT NBR 14574:2012 Página Prefácio viii Introdução ix 1 Escopo 1 2 Referências normativas 1 3 Termos e definições 2 4 Requisitos gerais de fabricação 10 4.1 Matérias-primas 10 4.1.1 Aquisição 10 4.1.2 Armazenamento 10 4.2 Laminado estrutural 11 4.2.1 Resinas 11 4.2.2 Fibras de reforço 12 4.2.3 Cálculo da espessura 13 4.2.4 Propriedades mecânicas do laminado estrutural 13 4.3 Laminados diferentes do laminado estrutural 13 4.3.1 Laminados unidirecionais e bidirecionais 13 4.3.2 Laminados com tecidos biaxiais e triaxiais 14 4.4 Madeiras para uso estrutural 14 5 Requisitos de fabricação em plástico reforçado com fibra de vidro (PRFV) 14 5.1 Áreas de laminação 14 5.2 Processos de fabricação 14 5.2.1 Aplicação manual 14 5.2.2 Aplicação por pistola (spray-up) 15 5.2.3 Laminação pelo processo de infusão a vácuo e RTM 15 5.3 Laminação secundária 15 5.4 Laminados sanduíche 16 5.5 Inspeções 16 5.6 Controle de qualidade 17 5.7 Métodos de ensaio 17 5.7.1 Resistência à água 17 5.7.2 Dureza Barcol 17 5.7.3 Teor de fibra de vidro 17 5.7.4 Propriedades mecânicas dos laminados 18 6 Arranjo estrutural em PRFV 18 6.1 Estruturas em laminados sólidos 18 6.1.1 Quantidade de reforços de tecidos 18 6.1.2 Ortotropia do laminado 18 6.1.3 Tensão e deflexão relativa máximas admissíveis 18 6.2 Estrutura do laminado tipo sanduíche 19 6.2.1 Quantidade de reforços de tecidos 19 6.2.2 Material de núcleo tipo sanduíche 19 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados iii Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 6.2.3 Tensões e deflexão relativa máximas admissíveis 20 6.3 Elementos estruturais 20 6.3.1 Fundo 20 6.3.2 Longitudinais, cavernas ou anéis transversais 20 6.3.3 Costado 20 6.3.4 Espelho de popa 20 6.3.5 Convés principal 21 6.3.6 Superestrutura 21 6.3.7 Anteparas 21 6.4 Detalhes construtivos 21 6.4.1 Continuidade estrutural 21 6.4.2 Furos e aberturas 22 6.4.3 Reforços utilizando geometria de forma 22 6.4.4 Reforços localizados 22 6.4.5 Jazentes 22 6.4.6 Base de mastros 22 6.4.7 Quilhas e lastros 22 6.4.8 Ferragens 22 6.4.9 Fixações metálicas 23 7 Sistemas de alimentação de combustível e de óleo lubrificante 23 7.1 Seleção de materiais 23 7.2 Sistema de alimentação de combustível 23 7.2.1 Generalidades 23 7.2.2 Tubulação, mangueiras e conexões 23 7.3 Sistema de óleo lubrificante 24 7.4 Filtros 24 7.5 Tanques 24 7.5.1 Localização 24 7.5.2 Espessuras 24 7.5.3 Dispositivo de medição 24 7.5.4 Quebra-ondas 24 7.5.5 Tampas de inspeção 25 7.6 Métodos de ensaio 25 7.6.1 Ensaios de qualificação 25 7.6.2 Ensaio da tubulação de bordo 25 8 Sistemas de redes e tubulações 25 8.1 Seleção de materiais 25 8.2 Sistemas de água doce e água potável 26 8.3 Sistema de água salgada de refrigeração 26 8.4 Sistema de ventilação do compartimento de máquinas 26 8.5 Sistemas de esgoto e dreno 26 8.5.1 Bombas de porão 26 8.5.2 Pontos de drenagem 26 iv © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] 8.5.3 8.5.4 8.6 9 9.1 9.2 9.2.1 9.2.2 9.2.3 9.2.4 9.3 9.4 9.5 9.6 9.7 9.8 10 11 11.1 11.2 11.3 12 12.1 12.2 13 13.1 13.1.1 13.1.2 13.1.3 13.1.4 13.1.5 14 14.1 14.1.1 14.1.2 14.2 14.3 14.3.1 14.3.2 14.3.3 14.3.4 14.3.5 14.4 ABNT NBR 14574:2012 Tubulação 26 Saídas no costado 26 Ensaios nas tubulações de bordo 27 Sistema elétrico 27 Esquema elétrico 27 Condutores 27 Dimensionamento 27 Identificação 27 Instalação 27 Conexões 28 Baterias 28 Fontes de corrente alternada 28 Proteção dos circuitos 28 Proteção do sistema elétrico 28 Aterramento 28 Luzes de navegação 29 Sistema de governo 29 Segurança e salvatagem 29 Compartimento de máquinas 29 Rotas de fuga 29 Equipamentos de segurança e salvatagem 29 Número de identificação do casco (NIC) 29 Composição do número de identificação do casco 30 Requisitos adicionais para o NIC 31 Características principais da embarcação 32 Metodologia de medições 32 Medidas longitudinais 32 Medidas transversais 35 Medidas verticais 36 Ângulo do fundo 37 Ângulo do fundo no espelho de popa 37 Manual do proprietário 38 Informação sobre nível de segurança e alertas feitos no manual... 38 Atenção 38 Aviso 38 Informações necessárias no manual 38 Formato e linguagem 39 Abrangência do manual 39 índice 39 Ilustrações e tabelas 39 Unidades e definições 39 Ilustrações 39 Conteúdo do manual 39 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados v Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 14.4.1 Introdução do manual 39 14.4.2 Informações gerais e dados da embarcação 39 14.4.3 Número máximo de tripulantes e/ou passageiros .40 14.4.4 Informações sobre garantia 40 14.4.5 Normas e padrões de construção 40 14.4.6 Carregamento 40 14.4.7 Informações do motor 40 14.5 Informações relacionadas com o risco de estabilidade e alagamento 41 14.5.1 Aberturas no casco 41 14.5.2 Bombas de porão e esgotamento 41 14.5.3 Estabilidade e flutuação 41 14.5.4 Recuperação de emborcamento ou capotagem .41 14.6 Informações relacionadas a risco de incêndio ou explosão .41 14.6.1 Abastecimento 41 14.6.2 Linhas de combustível 42 14.6.3 Sistema de gás GLP 42 14.6.4 Outros sistemas que utilizem combustíveL.42 14.6.5 Equipamentos de prevenção e combate a incêndios .42 14.6.6 Rotas de fuga 42 14.7 Sistema elétrico 42 14.8 Condições de operação 43 14.8.1 Partida do motor 43 14.8.2 Sistema de manobra de emergência .43 14.8.3 Resgate de homem ao mar 43 14.8.4 Armazenamento de materiais de salvatagem .43 14.8.5 Fixação de equipamentos soltos 43 14.8.6 Respeito ao meio ambiente 43 14.8.7 Utilização de tanques de retenção de esgoto 44 14.8.8 Ancoragem, amarração e reboque 44 14.9 Outras informações 44 15 Sistema de combate a incêndio 44 Bibliografia 45 Figuras Figura 1 - Medidas de comprimento para embarcações monocascos 33 Figura 2 - Medidas de comprimento para embarcações multicascos 35 Figura 3 - Determinação da Bmáx, BH, D e T 36 Figura 4 - Medidas de ângulos de fundo 38 Tabelas Tabela 1 - Propriedades e tolerâncias das resinas líquida 11 Tabela 2 - Propriedades das resinas curadas 12 vi © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Tabela 3 - Propriedades e tolerâncias das fibras de vidro 12 Tabela 4 - Propriedades mecânicas do laminado estrutural - Valores mínimos 13 Tabela 5 - Tensão normal e deflexão relativa máximas admissíveis para estruturas em laminados sólidos 18 Tabela 6 - Propriedades mecânicas do material de núcleo tipo sanduíche 19 Tabela 7 - Tensões e deflexão máximas admissíveis para estruturas construídas em laminados tipo sanduíche 20 Tabela 8 - Espessuras mínimas para espelho de popa com utilização de motores de popa 21 Tabela 9 - Espessuras mínimas para construção de tanques 24 Tabela 10 - Código de meses 30 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados vii Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes. A ABNT NBR 14574 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Navios, Embarcações e Tecnologia Marítima (ABNT/CB-07), pela Comissão de Estudo de Pequenas Embarcações (CE-07:100.15). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 02, de 24.02.2012 a 23.04.2012, com o número de Projeto ABNT NBR 14574. Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 14574:2000), a qual foi tecnicamente revisada. O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte: Scope This Standard establishes requirements for pleasure boats construction on fiberglass reinforced plastic with length less than 24 m. viii © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Introdução A construção e a operação de embarcações de recreio em plástico reforçado com fibra de vidro vêm crescendo bastante nos últimos anos. A segurança dessas embarcações está diretamente relacionada aos cuidados tomados durante a sua construção, assim como à segurança individual de todas as pessoas envolvidas e à proteção do meio ambiente. A publicação desta Norma é um passo adiante para a construção de embarcações seguras, uma vez que ela estabelece importantes requisitos que foram aperfeiçoados em função da experiência em serviço de embarcações de recreio em plástico reforçado em fibra de vidro. Assim sendo, cresce de importância a sua utilização por parte de todas as pessoas envolvidas na cadeia de produção, comercialização e utilização de embarcações de recreio. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados ix Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 14574:2012 Embarcações de recreio em plástico reforçado com fibra de vidro - Requisitos para construção 1 Escopo Esta Norma estabelece os requisitos para construção de embarcação de recreio em plástico reforçado com fibra de vidro, com comprimento igualou inferior a 24 m. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe- rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR ISO 80000-1, Grandezas e unidades - Parte 1: Generalidades ISO 62, Plastics - Determination of water absorption ISO 75-1, Plastics - Determination of temperature of deflection under load - Part 1: General test method ISO 75-2, Plastics - Determination of temperature of deflection under load - Part 2: Plastics and ebonite ISO 178, Plastics - Determination of flexural properties ISO 527-1, Plastics - Determination of tensile properties - Part 1: General principIes ISO 527-4, Plastics - Determination of tensile properties - Part 4: Test conditions for isotropic and orthotropic fibre-reinforced plastic composites ISO 1675, Plastics - Liquid resins - Determination of density by the pyknometer method ISO 1889, Reinforcement yarns - Determination of linear density ISO 2535, Plastics - Unsaturated-polyester resins - Measurement of gel time at ambient temperature ISO 2811-1, Paints and varnishes - Determination of density - Part 1: Pyknometer method ISO 2884-1, Paints and varnishes - Determination of viscosity using rotary viscometers - Part 1: Cone- and-plate viscometer operated at a high rate of shear ISO 3344, Reinforcement products - Determination of moisture content ISO 3374, Reinforcement products - Mats and fabrics - Determination of mass per unit area ISO 4901, Reinforced plastics based on unsaturated-polyester resins - Determination of the residual styrenemonomer content, as well as the content of other volatile aromatic hydrocarbons, by gas chromatography © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 ASTM C 273, Standard test method for shear properties of sandwich core materiais ASTM C 581, Standard practice for determining chemical resistance of thermosetting resins used in glass fiber reinforced structures intended for Iiquid service ASTM D 570, Standard test method for water absorption of plastics ASTM D 638, Standard test method of tensile properties of plastics ASTM D 695, Standard test method for compressive properties of rigid plastics ASTM D 790, Standard test methods for flexural properties of unreinforced and reinforced plastic and electrical insulating materiais ASTM D 2583, Standard test method for indentation hardness of rigid plastics by means of barcol impressor ASTM D 2584, Standard test method for ignition loss of cured reinforced resins ASTM D 3846, Standard test method of n-plane shear strength of reinforced plastics EN 59, Glass reinforced plastics - Measurement of hardness by means of a barcol impressor NORMAM 03, Normas da Autoridade Marítima para amadores, embarcações de esporte e/ou recreio e para cadastramento e funcionamento das marinas, clubes e entidades desportivas náuticas 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições. 3.1 embarcações 3.1.1 convés principal maior convés contínuo que possui meios de prover estanqueidade à embarcação 3.1.2 embarcação de recreio veículo aquaviário destinado ao esporte e recreio, para a locomoção segura dos tripulantes, propulsionado a remo, vela ou motor NOTA Nesta categoria não estão incluídas as embarcações para utilização comercial ou transporte de passageiros. 3.2 dimensões principais 3.2.1 boca (B) medida da maior distância transversal externa do casco 2 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.2.2 calado (7) distância vertical medida no meio do comprimento, entre a linha de base do casco e o plano de linha d'água na condição de carga máxima 3.2.3 comprimento (L) medida externa longitudinal que vai da parte mais a vante da roda de proa à parte mais a ré do espelho de popa e que determina o maior comprimento longitudinal da embarcação, excluídos acessórios como púlpitos de proa e popa, lançadores de âncora e plataformas 3.2.4 comprimento de linha d'água (Lwl) medida externa longitudinal que determina o maior comprimento do casco, na linha d'água de flutuação em condição de carga máxima 3.2.5 dimensões moldadas dimensões de uma embarcação medidas entre as superfícies mais externas do casco 3.2.6 linha de base (LB) linha imaginária horizontal que passa pela região inferior do casco 3.2.7 pontal (D) distância vertical medida no meio do comprimento, entre a linha de base do casco e o primeiro convés externo 3.2.8 linha da borda interseção entre o convés e o casco NOTA Para convés de bordas arredondadas, considerar a interseção natural entre os planos ou, no caso do casco se estender acima do piso, considerar a borda superior do casco da embarcação. 3.2.9 linha d'água (WL) interseção entre o plano da superfície da água e o casco, que aparece como uma linha reta horizontal nos planos de linhas do casco 3.2.10 linha d'água de referência (WLret> linha de flutuação na condição de carga total 3.3 massas 3.3.1 deslocamento massa da embarcação na condição específica de carga, expressa em quilogramas ou toneladas © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 3 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.3.2 deslocamento máximo massa da embarcação na condição máxima de carga onde estão incluídos o total de consumíveis, combustível, líquidos e tripulação, expressa em quilogramas ou toneladas 3.3.3 deslocamento a meia carga massa da embarcação na condição de meia carga onde estão incluídos a metade do total de con- sumíveis, a metade do total de combustível, os líquidos e a tripulação, expressa em quilogramas ou toneladas 3.3.4 deslocamento leve massa da embarcação sem qualquer tipo de consumíveis NOTA 1 No deslocamento leve, devem estar incluídos todos os equipamentos fixos a bordo, incluindo motores de centro ou centro rabeta, expresso em quilogramas ou toneladas. NOTA 2 Nos cascos propulsionados com motores de popa o deslocamento leve deve ser considerado sem a massa dos motores, entretanto será declarado o deslocamento leve máximo que inclui a maior opção de potência e massa especificadas pelo fabricante. 3.3.5 carga máxima massa total de consumíveis, líquidos, combustível, tripulação e pertences NOTA Este valor normalmente pode ser considerado como a diferença entre o deslocamento máximo e o deslocamento leve. 3.3.6 massa e volume de combustível massa do total de combustível para preencher o volume total dos tanques, expressa em quilogramas ou toneladas NOTA O volume de combustível é calculado através da densidade de cada tipo de combustível e especi- ficado em litros. 3.3.7 massa e volume de água massa do total de água expressa em quilogramas ou toneladas, para preencher o volume total dos tanques NOTA Estes tanques podem conter água doce para consumo ou água salgada para uso de lastro. O volume de água, em litros, deve ser calculado considerando a densidade de cada tipo de líquido. 3.4 boca na seção do espelho de popa (8t) largura máxima do casco na popa, acima ou abaixo da linha da borda, sem extensões e ferragens externas NOTA Onde qualquer dispositivo que atua como superfície extra de planeio no fundo ou no costado será incluído na medição da boca de popa. 4 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.5 laminados 3.5.1 laminação processo de aplicação das camadas de fibra de vidro e resina em um molde, seguido de compactação com rolo, pincelou espátula, para a dispersão da resina e retirada de bolhas de ar 3.5.2 laminação por pistola aplicação simultânea de resina e fibra de vidro picada, por meio de uma pistola 3.5.3 laminação por infusão laminado fabricado com impregnação de resina líquida através da diferença de pressão produzida pelo uso de bolsa de vácuo 3.5.4 laminação por RTM laminado fabricado com impregnação de resina líquida através da diferença de pressão produzida pelo uso de um contramolde 3.5.5 laminação secundária laminação sobre um laminadocurado 3.5.6 laminado material de plástico reforçado com fibra de vidro, construído pelo sucessivo agrupamento de camadas de fibra de vidro e resina termofixa 3.5.7 laminado bidirecional laminado em que as camadas de fibra de vidro são orientadas em duas direções principais 3.5.8 laminado com resistência química laminado que apresenta a característica de não perder as suas propriedades mecanlcas ou ser atacado quimicamente, quando em contato com produtos corrosivos, água ou combustível 3.5.9 laminado estrutural conjunto de camadas de fibra de vidro para proporcionar resistência estrutural ao laminado 3.5.10 laminado externo conjunto de camadas de fibra de vidro que protegem e fornecem acabamento externo ao laminado 3.5.11 laminado intermediário conjunto de camadas de fibra de vidro aplicadas sobre o laminado interno, construídas com mantas e resina termofixa © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 5 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.5.12 laminado interno conjunto de camadas de fibra de vidro internamente a um laminado com resistência química, construídas com véu e resina termofixa 3.5.13 laminado tipo sanduíche laminado com uma ou mais camadas de fibra de vidro laminadas de cada lado de um material de núcleo de baixa densidade 3.5.14 laminado sólido laminado cuja espessura é obtida a partir de camadas de fibra de vidro e resina termofixa 3.5.15 laminado unidirecional laminado no qual as fibras de vidro são depositadas em uma única direção 3.6 reforços de fibra de vidro 3.6.1 fio roving conjunto de filamentos de fibra de vidro agrupados paralelamente em um único fio 3.6.2 manta conjunto de filamentos de fibra de vidro cortados em comprimentos predeterminados e aleatoriamente agrupados através de um ligante químico 3.6.3 tecido reforço bidirecional produzido por fios de fibra de vidro em direções ortogonais 3.6.4 tecido biaxial tecido não tramado, costurado, produzido pela superposição de dois tecidos unidirecionais em direções ortogonais ou oblíquas 3.6.5 tecido combinado tecido obtido a partir de um tecido e uma manta, produzido por meio de costura ou através de um ligante químico 3.6.6 tecido woven roving tecido bidirecional produzido pela trama de fios roving 3.6.7 tecido triaxial tecido não tramado, costurado, produzido pela superposição de três tecidos unidirecionais em dire- ções distintas 6 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.6.8 tecido unidirecional tecido em que a maior quantidade de fibras de vidro segue uma determinada direção 3.6.9 trama direção secundária, ou transversal, de construção do tecido 3.6.10 urdume direção principal de construção do tecido 3.6.11 véu de superfície conjunto de filamentos de fibra de vidro agrupados através de um ligante químico 3.7 resina composto termofixo no estado líquido, que muda para o estado sólido com a adição de catalisadores 3.7.1 acelerador material que ativa o catalisador e promove a cura da resina à temperatura ambiente 3.7.2 carga material sólido que se destina a modificar as propriedades iniciais da resina 3.7.3 catalisador material que se destina a promover o endurecimento ou a cura da resina acelerada 3.7.4 cura processo pelo qual a resina passa do estado líquido para o estado sólido 3.7.5 dureza Barcol medida de dureza utilizada para verificar o grau de cura 3.7.6 gel resina no estado semissólido, com consistência similar à da gelatina 3.7.7 gelcoat mistura de resina poliéster, cargas minerais e pigmentos, destinada a servir como uma barreira externa contra a água e a produzir o acabamento superficial, quando aplicada sobre o molde 3.7.8 inibidor material que se destina a retardar o tempo de cura da resina © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 7 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.7.9 tempo de armazenamento período durante o qual a resina não catalisada mantém as suas propriedades originais 3.7.10 polimerização reação química que ocorre quando a resina muda de estado 3.7.11 tempo de cura tempo necessário para a cura da resina 3.7.12 tempo de gel (geltime) tempo para a gelificação da resina, ou seja, quando a sua viscosidade não permite mais a impregnação das fibras de vidro 3.7.13 tixotropia propriedade que algumas resinas possuem de não escorrerem quando aplicadas na posição vertical 3.8 defeitos visuais 3.8.1 área seca manchas brancas no laminado, indicando falta de impregnação das fibras de vidro pela resina 3.8.2 bolha aprisionamento de ar dentro do laminado 3.8.3 casca de laranja rugosidade na superfície do laminado ou gelcoat, com a aparência de casca de laranja 3.8.4 cratera cavidade na superfície interna do laminado, cuja profundidade não ultrapassa a metade da espessura do laminado 3.8.5 delaminação separação das camadas que constituem o laminado 3.8.6 fibras brancas segmentos de fibras de vidro aparentes em laminados construídos com tecidos ou fibras contínuas 3.8.7 fibras expostas fibras de vidro na superfície do laminado, não impregnadas de resina 8 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.8.8 fissura ruptura no laminado 3.8.9 inclusão estranha partículas ou objetos presentes no laminado, estranhos à sua composição 3.8.10 lasca pequeno fragmento quebrado de uma extremidade, borda ou superfície do laminado 3.8.11 ondulação saliência na superfície interna do laminado, com aparência de ruga 3.8.12 porosidade conjunto de pequenas bolhas, presente no laminado interno 3.8.13 protuberância elevação na superfície externa do laminado 3.9 propriedades mecânicas dos laminados 3.9.1 módulo de elasticidade à compressão propriedade de um laminado cujo valor expressa a razão entre a tensão mecânica normal devida à compressão a que está submetido e a deformação linear 3.9.2 módulo de elasticidade à flexão propriedade de um laminado cujo valor expressa a razão entre a tensão mecânica normal devida à flexão a que está submetido e a deformação linear 3.9.3 módulo de elasticidade à tração propriedade de um laminado cujo valor expressa a razão entre a tensão mecânica normal devida à tração a que está submetido e a deformação linear 3.9.4 módulo de cisalhamento propriedade de um laminado cujo valor expressa a razão entre a tensão mecânica de cisalhamento a que está submetido e a distorção angular 3.9.5 resistênciaà compressão valor máximo de tensão mecânica normal a que um laminado é capaz de resistir sem romper, quando submetido a esforços de compressão © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 9 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 3.9.6 resistência à tração valor máximo de tensão mecânica normal a que um laminado é capaz de resistir sem romper, quando submetido a esforços de tração 3.9.7 resistência à flexão valor máximo de tensão mecânica normal a que um laminado é capaz de resistir sem romper, quando submetido a esforços de flexão 3.9.8 resistência ao cisalhamento valor máximo de tensão mecânica de cisalhamento a que um laminado é capaz de resistir, quando submetido a esforços de cisalhamento 3.9.9 resistência ao cisalhamento interlaminar valor máximo de tensão mecânica de cisalhamento a que a linha de colagem entre dois planos de um laminado é capaz de resistir, quando submetida a esforços de cisalhamento 4 Requisitos gerais de fabricação 4.1 Matérias-primas 4.1.1 Aquisição As matérias-primas básicas para construção em plástico reforçado com fibra de vidro (PRFV), como fibras de reforço e resinas termofixas, devem ser adquiridas com certificado de análise do fabricante quanto à qualidade, manuseio e tolerância do material. 4.1.2 Armazenamento Os locais e instalações para armazenamento de matérias-primas devem ser equipados e arranjados de tal maneira que as recomendações dos fabricantes quanto à guarda e ao manuseio possam ser seguidas, observando-se o seguinte: a) um arquivo com informação técnica dos fabricantes quanto à utilização, guarda e manuseio seguro de todas as matérias-primas deve ser mantido em local de fácil acesso e consulta; b) o local de armazenamento das fibras de vidro deve ser mantido limpo para que o material não seja contaminado, sendo que as fibras de vidro embaladas também devem estar protegidas contra umidade; c) gelcoat, resinas termofixas, catalisadores, endurecedores, promotores e aceleradores devem ser armazenados em local ventilado, à temperatura situada dentro dos limites recomendados pelos fabricantes, sendo que os recipientes de resina e gelcoatdevem ser arranjados de forma a facilitar a agitação e a aeração da resina, à frequência e tempo recomendados pelos fabricantes, para manter homogêneas as suas propriedades químicas e físicas. O tempo de armazenamento deve respeitar o prazo de validade do produto; 10 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 d) cargas, adesivos e aditivos devem ser mantidos em embalagens fechadas, livres do ataque de umidade e poeira, sendo que produtos químicos suscetíveis de reação devem ser armazena- dos a distâncias seguras uns dos outros; e) material de núcleo tipo sanduíche deve ser armazenado em área seca e protegida de danos mecânicos e deve ser mantido dentro de sua embalagem protetora até o uso. 4.2 Laminado estrutural o laminado estrutural é composto por resinas termofixas e reforços intercalados ou costurados de manta e tecido, com um teor de vidro de 30 % em massa, no mínimo. Materiais diferentes daqueles que constam nesta subseção podem ser aceitos, caso comprovem as propriedades mecânicas míni- mas do laminado, incluindo laminados fabricados por moldagem sob pressão e temperatura. 4.2.1 Resinas As resinas que compõem o laminado estrutural, com exceção do gelcoat, podem ser de poliéster, estervinílicas ou epóxi, adicionadas ou não com produtos retardantes de chamas, aceleradas e cata- lisadas estritamente de acordo com as recomendações do fabricante. As propriedades da resina devem ser comprovadas por meio de de ensaios mecânicos, utilizando os aditivos ou cargas que eventualmente possam ser adicionados. A quantidade de material tixotrópico adicionado à resina deve ser a mínima necessária para impedir o escorrimento. Todos os aditivos que possam ser adicionados à formulação básica do material devem estar de acordo com as recomendações dos fabricantes. Resinas para gelcoat e laminação devem ter baixa absorção de água. No caso de tanques de água, combustível ou outro tipo de tanque construído em plástico reforçado com fibra de vidro, a resina deve ser compatível quimicamente com o líquido a ser armazenado, o qual não pode afetar de maneira drástica as propriedades mecânicas da resina curada. O laminado curado deve ter alta resistência à absorção de líquido e resistência química que impeça a sua deterioração com o tempo. As propriedades e tolerâncias das resinas termofixas líquidas utilizadas para a fabricação devem obedecer aos valores da Tabela 1. Tabela 1 - Propriedades e tolerâncias das resinas líquida Métodos de ensaio Tolerâncias Propriedades % Viscosidade (Brookfield) ISO 255 ou ISO 2884-1 ± 20 Teor de monomero ISO 4901 ±5 Tempo de gel (geltime) ISO 2535 ± 20 Densidade ISO 1675 ou ISO 2811-1 ±5 As propriedades e tolerâncias das resinas termofixas curadas utilizadas para a fabricação, e ensaiadas conforme o método de ensaio especificado, devem obedecer aos valores da Tabela 2. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 11 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Tabela 2 - Propriedades das resinas curadas Propriedade Método de ensaio Requisitos Resistência a tração ISO 527-1, 45 MPa minoISO 527-4 Elongação ISO 527-1, 1,5 % minoISO 527-4 Resistência a flexão ISO 178 80 MPa mino Módulo de elasticidade à flexão ISO 178 2700 MPa min Temperatura de distorção térmica ISO 75-1, ISO 75-2 60 °e minoMétodo A Absorção de água ISO 62 80 mg máx. Volume total de contração ISO 527-1, Valor nominal + 5 %ISO 527-4 Dureza Barcol EN 59 35 mino 4.2.2 Fibras de reforço Esta Seção trata do uso de laminados que utilizem fibras de vidro do tipo E. Ligantes químicos utilizados nos reforços de fibra de vidro devem ser compatíveis com resinas de poliéster, estervinílicas e epóxi, e não podem ser solúveis em água. O acabamento superficial dos tecidos deve ser compatível com a resina de laminação e os produtos de acabamento superficial também não podem ser solúveis em água. Gelcoat e quaisquer reforços de fibra de vidro com menos de 30 g/m2 não podem ser considerados estruturais. As fibras de vidro utilizadas na fabricação devem seguir os padrões de tolerância apresentados na Tabela 3. Tabela 3 - Propriedades e tolerâncias das fibras de vidro Propriedades Método de ensaio Requisitos Teor máximo percentual de umidade Fio roving contínuo 0,20 % Mantas de fibra de vidro ISO 3344 0,50 % Tecidos 0,20 % Tolerância percentual dos reforços ISO 1889 -5%a+10% Fio roving contínuo (comprimento) Mantas de fibra de vidro (área) ISO 3374 -5%a+10% Tecidos (área) ISO 3374 -5%a+10% 12 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de uso e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 4.2.3 Cálculo da espessura A espessura de um laminado curado contendo mantas e tecidos pode ser calculada através da equação a seguir: t = W x (2,56 _136) K tv ' onde é a espessura do laminado, expressa em milímetros (mm); W é a massa dos reforços de fibra por unidade de área, expressa em gramas por metro quadrado (g/m 2 ); K é a constante, igual a 3 072; tv é o teor de vidro do laminado, em fração decimal. NOTA A equação acima é baseada em espessuras médias dos reforços e não inclui gelcoat e quaisquer reforços de fibra de vidro com menos de 30 g/m2 , 4.2.4 Propriedades mecânicas do laminado estrutural As propriedades mecânicas do laminado estrutural na direção do urdume, para efeito de projeto, construção e controle de qualidade, devem ser verificadas por meio de ensaios mecânicos cujos resultados devem ser iguais ou superiores aos valores. Tabela 4 - Propriedades mecânicas do laminado estrutural - Valores mínimos Propriedades mecânicas Valores MPa Resistência à flexão (F) 172 Módulo de elasticidade à flexão (Ef) 7590 Resistência à tração (T) 124 Módulo de elasticidade à tração (Et) 6900 Resistência à compressão (c) 117 Módulo de elasticidade à compressão (Ec) 6900 Resistência ao cisalhamento 62,1 Módulo ao cisalhamento 3100 Resistência ao cisalhamento interlaminar 17,2 4.3 Laminados diferentes do laminado estrutural 4.3.1 Laminados unidirecionais e bidirecionais Nos locais onde forem utilizados laminados unidirecionais, deve ser previsto um balanceamento das pro- priedades mecânicas na trama e no urdume, para prevenir fraturas na direção secundária do laminado. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 13 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Nos locais onde forem utilizados laminados bidirecionais, devem ser realizados ensaios para a deter- minação das propriedades mecânicas. No caso de laminados construídos com reforços unidirecionais ou bidirecionais de forma desbalance- ada, a variação de resistência nas duas direções principais não pode ser superior a 20 % para Iami- nados sólidos e a 30 % para laminados tipo sanduíche. 4.3.2 Laminados com tecidos biaxiais e triaxiais Laminados com tecidos biaxiais ou triaxiais podem ter a sua espessura reduzida proporcional- mente à variação da resistência à flexão obtida em relação ao laminado estrutural, desde que limitada a 30 % de redução. 4.4 Madeiras para uso estrutural Todas as madeiras utilizadas na construção náutica devem ser livres de defeitos, devendo ser tratadas e impregnadas com resina. Compensados navais devem utilizar adesivos para colagem ou impregna- ção de madeiras que sejam comprovadamente à prova d'água. 5 Requisitos de fabricação em plástico reforçado com fibra de vidro (PRFV) Nesta Seção são descritos os requisitos de fabricação de embarcação de recreio em plástico reforçado com fibra de vidro. O construtor deve possuir todos os procedimentos de construção devidamente registrados, os quais sempre devem estar disponíveis para consulta. 5.1 Áreas de laminação As áreas de laminação devem ser projetadas e equipadas de modo que as recomendações dos fabricantes das matérias-primas utilizadas na fabricação e os padrões do construtor para manuseio, segurança, laminação e cura possam ser seguidos. Na área de laminação, a temperatura e a umidade devem ser controladas por instrumentos de medição apropriados ou pelo menos registradas diariamente em três horários, antes, durante e após a laminação, e esses registros devem ficar arquivados por um período mínimo de dois anos. Devem ser tomadas precauções para que os operadores não pisem diretamente sobre os laminados ou nas superfícies em que a laminação esteja sendo executada. Não pode haver incidência direta de luz solar sobre os laminados. Deve também a área de laminação ser provida de meios de exaustão dos gases de produtos químicos ou voláteis. O local de laminação, sempre que possível, deve estar isento de poeira ou qualquer outro tipo de contaminação. 5.2 Processos de fabricação Os laminados de plástico reforçado com fibra de vidro, sejam estes laminados sólidos ou tipo sandu- íche, devem ser fabricados pelos processos de aplicação manual, pistola do tipo spray-up ou infusão a vácuo. O tempo de gel (geltime) da resina líquida e o perfil de cura devem estar dentro dos limites recomendados pelo fabricante da resina ou outros estabelecidos nesta Norma. 5.2.1 Aplicação manual O material de reforço deve ser aplicado na sequência e direção recomendadas no projeto de constru- ção. O primeiro reforço a ser laminado sobre o molde, após o gelcoat, deve ser uma manta ou material 14 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 equivalente, de modo a reduzir a possibilidade de falhas de laminação na superfície externa do casco, observando-se que: a) o intervalo de tempo entre a execução de cada camada de reforço deve estar dentro dos limites recomendados pelos fabricantes de matérias-primas, sendo que para os laminados mais espes- sos deve ser permitido um intervalo de tempo suficiente para evitar a geração excessiva de calor; b) os sistemas de cura devem ser selecionados de acordo com as recomendações do fabricante da resina, sendo que a quantidade de agentes de curae a relação entre eles sempre devem ser mantidas dentro dos limites especificados. O tempo de cura antes da desmoldagem das peças deve ser determinado pela taxa de cura do laminado; c) as transições na espessura do laminado devem ser graduais ao longo de um comprimento ou de uma distância não inferior a oito vezes a espessura do laminado mais espesso; d) as mantas e tecidos devem ser laminados com uma superposição mínima de 50 mm, para assegurar a continuidade das camadas, sendo que nenhuma superposição das várias camadas de um laminado deve estar mais próxima do que 100 mm uma da outra. 5.2.2 Aplicação por pistola (spray-up) Neste processo deve ser dada especial atenção ao arranjo da produção, aos equipamentos de ventilação e ao controle de qualidade das espessuras do laminado. A aplicação por pistola em partes estruturais deve ser realizada por operadores qualificados, de acordo com procedimentos estabelecidos pelo construtor, observando-se que: a) o equipamento utilizado deve proporcionar um laminado nivelado e homogêneo, sendo que o sis- tema de dosagem do catalisador deve assegurar uma alimentação homogênea da resina utilizada e as fibras picadas não podem ter menos de 20 mm de comprimento; b) as camadas devem ser roletadas imediatamente após a aplicação, para assegurar a compactação adequada e a remoção de bolhas. 5.2.3 Laminação pelo processo de infusão a vácuo e RTM Neste processo as fibras são depositadas sobre o molde junto com o material tipo sanduíche e, somente após serem compactadas, através de uma bolsa de vácuo ou molde flexível, devem ser impregnadas com resina liquida. O processo de transferênciada resina é feito através da diferença de pressão entre as faces da bolsa de vácuo ou molde flexível que reveste o laminado. A resina preferencialmente utiliza ranhuras inseridas no material tipo sanduíche ou outro tipo de meio permeável para impregnar o laminado. A quantidade de resina dentro do laminado deve estar de acordo com as especificações do fabricante, de modo que as propriedades mecânicas não sofram redução devido à variação das quantidades de resina no laminado. 5.3 Laminação secundária Entende-se como laminação secundária a laminação de uma ou mais camadas de um laminado novo sobre outro já curado ou parcialmente curado, ou a laminação de um laminado novo para unir dois laminados curados ou parcialmente curados. Nas laminações secundárias, caso aplicável, as primei- ras camadas sempre devem ser de mantas de fibra de vidro. Superfícies devem ser tratadas de modo que fiquem livres de poeira ou qualquer outro tipo de contaminação. Se a resina a ser utilizada contiver parafina, o Iixamento é obrigatório. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 15 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 5.4 Laminados sanduíche Os laminados tipo sanduíche podem ser fabricados pela laminação direta de camadas de fibra de vidro sobre o material de núcleo, pela aplicação do material de núcleo contra um laminado de fibra de vidro ainda não curado ou ainda pela colagem do material de núcleo por meio de um adesivo em laminados curados, observando-se que: a) sempre deve haver adesão eficiente entre os laminados e o material de núcleo tipo sanduíche; b) todas as juntas entre laminados e material de núcleo sanduíche, e entre os elementos indivi- duais do material de núcleo tipo sanduíche, devem ser completamente preenchidas com resina ou adesivo apropriado; c) materiais de núcleo tipo sanduíche com células abertas, que apresentem propriedades mecâni- cas compatíveis com os requisitos listados na Seção 6, devem ser impregnados com resina antes da sua utilização; d) o material de núcleo deve estar isento de poeira e contaminações antes de sua adesão ao lami- nado, sendo que a resina deve ter compatibilidade com o material de núcleo; e) a temperatura máxima de processamento do material de núcleo sanduíche deve deve ser compatível com o valor especificado pelo fabricante do material de núcleo; f) adesivos utilizados para colagem do material de núcleo tipo sanduíche devem possuir baixa exotermia e ter alongamento maior do que o alongamento das faces do laminado tipo sanduíche e menor do que o alongamento do material de núcleo. 5.5 Inspeções As inspeções no laminado estrutural devem ser realizadas pelo fabricante conforme os procedimentos de construção da embarcação. O processo de laminação deve ser submetido a inspeção visual freqüente, sendo que no caso de cura inadequada ou formação de bolhas, ações corretivas devem ser tomadas imediatamente. Os seguintes parâmetros e etapas devem ser verificados: a) a superfície do molde, antes da aplicação do agente desmoldante e do gelcoat, b) a espessura, uniformidade de aplicação e cura do gelcoat, antes da aplicação da primeira camada de laminado, sendo que a espessura do filme de gelcoat deve ser controlada com instrumento adequado; c) a formulação e mistura da resina, quantidade e tipo de resina de laminação, catalisador, acelera- dor e aditivos; d) se os reforços estão convenientemente impregnados e se a sequência de laminação está de acordo com o projeto e com as larguras de superposição; e) a proporção de fibra e resina; f) se a cura está ocorrendo como recomendado pelo fabricante da resina; 16 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 g) a dureza Barcol, que deve ser medida e registrada; h) a superfície do laminado através de inspeção visual depois de concluída a laminação, para detectar defeitos aparentes no laminado que possam ser corrigidos antes da desmoldagem. 5.6 Controle de qualidade o construtor deve estabelecer um sistema de controle de qualidade para assegurar que todas as etapas do processo de construção satisfaçam os requisitos especificados no projeto. O objetivo desse sistema é medir e verificar a obediência aos planos e processos construtivos, incluindo o seguinte: a) inspeção das matérias-primas à medida em que os materiais sejam recebidos, para assegurar a conformidade com as especificações de compra; b) controle do tempo de gel (geltime), que deve ficar dentro da faixa recomendada pelo fabri- cante da resina, sendo que a temperatura e a umidade durante a laminação devem ser registra- das regularmente; c) a quantidade de catalisador deve ser ajustada em função das variações de temperatura da lami- nação das camadas de PRFV e do material de núcleo tipo sanduíche de acordo com os planos de construção; d) registro da quantidade de resina e reforços de fibra de vidro utilizados na laminação; e) medição da espessura do laminado curado, que não pode ser menor do que a espessura especificada no projeto; f) registro das propriedades mecânicas do laminado deve seguindo os requisitos de 5.7.4; g) relatórios de controle de qualidade, que devem estar disponíveis para consultas e verificações de rotina a qualquer momento. 5.7 Métodos de ensaio 5.7.1 Resistência à água Os ensaios de resistência à absorção de água de resinas para gelcoat e laminação devem ser executados conforme ASTM D 570, com corpos-de-prova de dimensões 50 mm x 50 mm e 4 mm de espessura. 5.7.2 Dureza Barcol Antes da desmoldagem do casco, a dureza do laminado deve ser verificada em alguns pontos para a determinação do grau de cura, conforme ASTM D 2583. O valor de dureza medido na superfície, sem gelcoat, deve seguir as recomendações do fabricante para cada tipo de resina. A dureza Barcol do laminado curado, após 72 h, deve ser no mínimo igual a 90 % do valor recomendado pelo fabricante da resina. 5.7.3 Teor de fibra de vidro Durante a construção devem ser executados ensaios para a determinação do teor de fibra de vidro do laminado, conforme ASTM D 2584. As amostras retiradas do casco podem ser provenientes dos furos para instalação de saídas do casco. Os corpos de prova devem ser identificados pela sua loca- © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 17 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 lização e devem ter no mínimo 12 mm de diâmetro, sendo que as espessuras do casco podem ser verificadas nesses mesmos corpos de prova. A espessura e a proporção de fibra de vidro e resina devem ser determinadas em amostras retiradas do laminado estrutural. 5.7.4 Propriedades mecânicas dos laminados A determinação das propriedades mecânicas dos laminados deve ser realizada por meio de ensaios destrutivos de corpos de prova a partir de laminados fabricados nas mesmas condições do casco, preferivelmente a partir de um prolongamentodo laminado do casco, a cada período de 12 meses, conforme as normas indicadas a seguir: a) resistência à flexão e módulo de elasticidade à flexão: ASTM D 790; b) resistência à tração e módulo de elasticidade à tração: ASTM D 638; c) resistência à compressão e módulo de elasticidade à compressão: ASTM D 695; d) resistência ao cisalhamento: ASTM D 3846; e) cisalhamento no núcleo tipo sanduíche: ASTM C 273. 6 Arranjo estrutural em PRFV Nesta Seção são descritos os requisitos para as estruturas construídas em laminados sólidos e tipo sanduíche. 6.1 Estruturas em laminados sólidos Estruturas em laminados sólidos são formadas por uma superfície em PRFV compreendida entre reforços longitudinais e transversais de PRFV. 6.1.1 Quantidade de reforços de tecidos Reforços de fibras de vidro em laminados sólidos devem conter no mínimo 30 % em massa de tecidos. Estes tecidos podem ser tramados do tipo woven roving, biaxial, triaxial ou unidirecional. 6.1.2 Ortotropia do laminado A diferença entre as propriedades mecânicas nas duas direções principais paralelas às bordas do laminado, conhecido como ortotropia, não pode ser maior do que 20 %. 6.1.3 Tensão e deflexão relativa máximas admissíveis A tensão normal máxima atuante nas estruturas em laminados sólidos e a deflexão relativa máxima dos elementos da estrutura não podem superar os valores indicados na Tabela 5. Tabela 5 - Tensão normal e deflexão relativa máximas admissíveis para estruturas em laminados sólidos Elemento da estrutura Tensão normal a Deflexão relativa (w/b) Fundo 0,25 Tu 1 % Costado 0,25 Tu 0,9% Convés 0,25 Tu 0,9% 18 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Tabela 5 (continuação) Elemento da estrutura Tensão normal a Deflexão relativa (w/b) Superestrutura 0,25 Tu 0,9% Anteparas 0,25 Tu 0,9% a Tu é a tensão de ruptura do material do laminado sólido, wé a deflexão, em milímetros, e b é a menor dimensão do laminado sólido em milímetros. 6.2 Estrutura do laminado tipo sanduíche As estruturas em laminados tipo sanduíche são formadas por três partes, sendo duas camadas de PRFV laminadas em ambas as faces de um material de núcleo de baixa densidade. As propriedades mecânicas e as proporções dos componentes da estrutura devem ser tais que, estando o laminado tipo sanduíche submetido a uma carga lateral, as forças normais sejam suportadas pelas faces de PRFV e as forças de cisalhamento pelo material de núcleo. Deve haver uma colagem eficiente entre as faces e o material do núcleo. Para aplicações de uso externo como casco, conveses, superestruturas e casarias o material de núcleo tipo sanduiche deve ter resistência à temperatura de no mínimo 80°C e para as demais partes do interior deve ter resistência de no mínimo 60 oCo 6.2.1 Quantidade de reforços de tecidos Reforços de laminados tipo sanduíche devem conter no mínimo 40 % em massa de tecidos. 6.2.2 Material de núcleo tipo sanduíche As propriedades mecânicas mínimas do material de núcleo de laminados tipo sanduíche devem ser as indicadas na Tabela 6. Tabela 6 - Propriedades mecânicas do material de núcleo tipo sanduíche Propriedades do núcleo MPa Localização estrutural Resistência ao Resistência à cisalhamento compressão Casco abaixo da WLref 0,90 1,20 Costado e espelho abaixo da WLref 0,90 1,20 Convés externo 0,70 0,85 Convés interno 0,70 0,85 Convés de acomodações 0,70 0,85 Anteparas estruturais 0,70 0,85 Superestrutura e casaria 0,70 0,85 Divisórias internas 0,60 0,70 NOTA WLref é a linha d'agua na condição de carga máxima. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 19 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 6.2.3 Tensões e deflexão relativa máximas admissíveis A tensão normal máxima atuante nas faces do laminadotipo sanduíche, a tensão máxima de cisalha- mento atuante no material de núcleo e a deflexão relativa máxima dos elementos da estrutura não podem superar os valores indicados na Tabela 7. Tabela 7 - Tensões e deflexão máximas admissíveis para estruturas construídas em laminados tipo sanduíche Elemento da Tensão normal a Tensão de Deflexão relativa estrutura cisalhamento b (w/b) c Fundo 0,30 Tu 0,35 Vc 1% Costado 0,30 Tu 0,40 Vc 1% Convés 0,30 Tu 0,40 Vc 1% Superestrutura 0,30 Tu 0,40 Vc 1% Anteparas 0,30 Tu 0,40 Vc 1% a Tu é a tensão de ruptura do material das faces do laminado tipo sanduíche. b Vc é a tensão de cisalhamento do material de núcleo. c wé a deflexão, em milímetros, e b é a menor dimensão da placa em laminado tipo sanduíche, em milímetros. 6.3 Elementos estruturais 6.3.1 Fundo o fundo construído em laminados sólidos ou laminados tipo sanduíche deve ser reforçado longitudinal ou transversalmente, ou pela combinação dos dois. Os reforços longitudinais devem ser contínuos, cruzando os reforços transversais, e as suas extremidades devem ser laminadas a outros elementos estruturais do casco. Reforços longitudinais devem ser suportados pelas anteparas ou cavernas. Nenhum elemento estrutural, seja ele longitudinal ou transversal, pode terminar de forma abrupta sobre o laminado do casco ou do costado. Sempre deve haver outro elemento estrutural que distribua as tensões relativas aos outros elementos da estrutura. Os laminados devem sempre terminar em forma de escala para permitir uma transição suave entre espessuras e elementos estruturais. 6.3.2 Longitudinais, cavernas ou anéis transversais As longitudinais, cavernas ou anéis transversais do casco devem ser contínuos e as suas extremidades devem ser laminadas a outros elementos do casco. 6.3.3 Costado O costado construído em laminados sólidos ou tipo sanduíche pode ser reforçado transversal ou longitudinalmente, ou pela combinação dos dois. A continuidade dos reforços deve ser mantida atra- vés dos reforços do fundo e do convés principal. Não pode haver descontinuidade estrutural entre os reforços. 6.3.4 Espelho de popa O espelho de popa para as configurações de propulsão com motores de popa ou de centro rabeta deve ser construído em laminados tipo sanduíche, com material de núcleo de alta resistência à compressão, 20 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 cisalhamento e comprovada resistência à água. O construtor deve assegurar a planicidade de toda a área de montagem do sistema propulsivo. As camadas interna e externa devem ser superpostas à laminação do costado e fundo em todo o perímetro do espelho de popa. No caso de utilização de motores de popa, a espessura do espelho de popa não pode ser menor do que a indicada na Tabela 8 e, alternativamente, se forem utilizados motores de centro rabeta, deve ser observado o paralelismo entre as faces interna e externa do laminado e a espessura total deve ser de no mínimo 51 mm. Tabela 8 - Espessuras mínimaspara espelho de popa com utilização de motores de popa Potência do motor Espessura mínima do Hp espelho de popa mm De 3 a 25, inclusive 25 Acima de 25 até 40, inclusive 30 Acima de 40 até 80, inclusive 35 Acima de 80 até 130, inclusive 40 Acima de 130 até 250, inclusive 45 Acima de 250 50 6.3.5 Convés principal O convés principal deve possuir espessura capaz de proporcionar rigidez à flexão necessária ou con- tar com reforços transversais ou longitudinais. Os reforços longitudinais devem ser preferencialmente contínuos, cruzando os reforços transversais. As terminações dos reforços do convés principal devem manter a continuidade com os reforços do costado e anteparas do casco. 6.3.6 Superestrutura As cobertas da superestrutura devem ser reforçadas horizontalmente. Partes verticais em lamina- dos sólidos devem ter reforços verticais que coincidam com os reforços do convés inferior, cavernas ou anteparas. Aberturas de portas e janelas devem ser reforçadas em toda a sua volta. 6.3.7 Anteparas As anteparas devem ser estruturas transversais contínuas fixadas através de laminados ao fundo, cos- tado e convés, de modo a proporcionar resistência transversal e torsional à embarcação. As anteparas estanques devem impedir a passagem de água até a altura da linha d'água de flutuação em condição de carga máxima. 6.4 Detalhes construtivos 6.4.1 Continuidade estrutural A continuidade estrutural deve ser mantida mesmo onde mudanças de espessura ou forma ocorram. Qualquer mudança de espessura deve ser feita de forma gradual. Na transição de laminados tipo © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 21 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 sanduíche para laminados sólidos, o material de núcleo deve ser chanfrado. As terminações de todos os elementos estruturais devem proporcionar efetiva ligação e transmitir as cargas para os demais elementos de suporte. 6.4.2 Furos e aberturas As bordas e arestas de furos e aberturas em laminados tipo sanduíche devem ser seladas com resina e fibra de vidro. Grandes aberturas devem ter cantos arredondados para evitar concentração de tensões. 6.4.3 Reforços utilizando geometria de forma Curvaturas ou vincos em ângulo acentuado podem servir como reforços locais, desde que as tensões locais não superem as tensões e deflexão relativa máximas admissíveis indicadas nas Tabelas 5 e 7. 6.4.4 Reforços localizados Nas regiões onde o laminado esteja exposto a cargas concentradas, devem ser previstas camadas de reforço para aumentar a rigidez local. 6.4.5 Jazentes Os jazentes do motor de combustão principal devem ser suportados por vigas longitudinais, com refor- ços localizados para fixação do bloco do motor e caixa de reversão. No caso dos jazentes serem mon- tados diretamente sobre as longitudinais do fundo, estas devem ser interligadas na direção transversal e ter a sua espessura acrescida. A base dos jazentes deve ser dimensionada de modo que as forças produzidas pelos motores, caixa de reversão e eixo sejam adequadamente transferidas para o casco. 6.4.6 Base de mastros Nos locais onde forem instalados mastros, devem ser providos reforços transversais, cavernas ou anteparas para transmitir as forças dos fuzis laterais para o casco. A área do convés ao redor dos mastros deve ser reforçada, devendo ser utilizados laminados tipo sanduíche com material de núcleo de alta resistência à compressão ou laminados sólidos. 6.4.7 Quilhas e lastros Quilhas e lastros devem ser fixados na estrutura do casco através de parafusos de aço inoxidável ou de material equivalente com comprovada resistência à corrosão. A quantidade de parafusos e respectivos diâmetros devem ser determinados em função da geometria e massa da quilha, assim como as propriedades mecânicas do material dos próprios parafusos. Internamente ao casco, devem ser instaladas arruelas de aço inoxidável e travamento nas porcas. A área do fundo ao longo da qual a quilha é fixada deve ter a sua espessura acrescida e possuir reforços transversais e longitudinais que garantam a resistência local. 6.4.8 Ferragens Nas regiões do casco e convés onde seja necessária a instalação de ferragens, o laminado deve ter a sua espessura acrescida para melhor distribuição de cargas, devendo ser reforçado com camadas extras, compensado naval, espuma de alta densidade ou chapa de metal. Todas as ferragens devem ser fixadas com parafusos passantes e deve ser aplicado material de vedação para impedir a passa- gem de água nesses locais. 22 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 6.4.9 Fixações metálicas As fixações metálicas devem ser aplicadas por meio de parafusos, rebites ou outro tipo de ligação com compatibilidade galvânica e alta resistência à corrosão. 7 Sistemas de alimentação de combustível e de óleo lubrificante Esta Seção estabelece os requisitos mínimos de seleção de materiais, projeto, construção e instala- ção dos sistemas de alimentação de combustível e óleo lubrificante. 7.1 Seleção de materiais Os materiais selecionados devem ser quimicamente resistentes à gasolina, óleo diesel e outros líquidos que entrem em contato com os sistemas, em condições normais de operação. Os tanques podem ser de aço inoxidável, alumínio, PRFV e polietileno. No caso de tanques de com- bustível em PRFV, o laminado interno deve ser construído com véu de vidro tipo C, enquanto que os reforços devem ser de fibra de vidro tipo E, com tratamento superficial compatível com a resina termo- fixa usada na laminação, a qual deve ser previamente qualificada conforme ASTM C 581. Os metais e suas ligas devem ser selecionados de forma que a ocorrência de corrosão galvânica seja minimizada. 7.2 Sistema de alimentação de combustível 7.2.1 Generalidades O sistema de alimentação de combustível deve ser capaz de atender à demanda do motor operando a plena carga, não podendo ter conexões para saída de combustível, exceto as necessárias para drenagem. O sistema deve ser projetado de forma a evitar que a tubulação passe por compartimentos de passageiros, tripulação ou carga. O sistema deve poder operar satisfatoriamente mesmo com a embarcação apresentando banda permanente de no mínimo 15°. Uma placa visível para identificar o tipo de combustível utilizado - diesel ou gasolina - deve ser fixada junto ao bocal de abastecimento. 7.2.2 Tubulação, mangueiras e conexões O diâmetro interno da tubulação do sistema de abastecimento, incluindo as mangueiras, não pode ser inferior a 32 mm. A tubulação pode ser de cobre ou liga níquel-cobre, com espessura mínima de 8 mm. Mangueiras não metálicas devem ter taxa de permeação inferior a 100 g/m2 , em 24 h. O diâme- tro interno da tubulação e das mangueiras dos respiros não pode ser inferior a 12 mm. A tubulação rígida deve ser presa ao casco por meio de fixações que não podem cortar ou esfolar os componentes do sistema e ser fabricadas com materiais resistentes à corrosão. Essa tubulação deve ser ligada ao motor por meio de conexões flexíveis, sendo que a distância da fixação a essas conexões não pode ser inferior a 100 mm. As conexões localizadas nos tanques de gasolina devem ser posicionadas acima do nívelmáximo do fluido com o tanque cheio e devem possuir válvula(s) de fechamento rápido. As conexões localizadas nos tanques de Diesel, quando posicionadas abaixo do nível máximo do combustível, devem possuir válvula(s) de fechamento rápido. A tubulação que atravessar regiões com risco de incêndio deve possuir válvulas localizadas fora dessas regiões ou um arranjo equivalente que evite o escoamento de combustível para essas regiões. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 23 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 A tubulação deve estar protegida contra impactos, vibrações e avarias, devendo ter resistência química ao tipo de combustível utilizado. 7.3 Sistema de óleo lubrificante o sistema de óleo lubrificante deve ser projetado para operar satisfatoriamente mesmo com a embar- cação apresentando banda permanente de no mínimo 15°. 7.4 Filtros Os sistemas de alimentação de combustível e de óleo lubrificante devem ter filtros que possam ser drenados e limpos. O filtro de combustível deve ser construído com material de alta resistência a impactos e deve prever válvulas de bloqueio na entrada e na saída. 7.5 Tanques 7.5.1 Localização Os tanques de gasolina devem ser localizados em compartimentos adjacentes ao compartimento do motor, onde não haja risco de incêndio. Os tanques de gasolina não podem ser integrados ao casco, ou seja, não podem fazer parte da estrutura da embarcação. Esses tanques devem ser firmemente fixados à embarcação, de forma tal que haja circulação de ar ao seu redor e seja facilitada a inspeção, podendo ser removíveis para inspeção ou manutenção. 7.5.2 Espessuras Os tanques têm as suas dimensões determinadas em função do espaçamento entre reforços e da pressão hidrostática, devendo possuir espessuras mínimas de acordo com a Tabela 9. Tabela 9 - Espessuras mínimas para construção de tanques Materiais Volume do tanque L Aço inóxidável Alumínio PRFV Polietileno mm mm mm mm Até 50 inclusive 1,00 2,00 4,00 5,00 Acima de 50 até 100 inclusive 1,00 3,00 4,00 6,00 Acima de 100 até 200 inclusive 2,00 4,00 4,00 8,00 Acima de 200 até 1 000 inclusive 3,00 5,00 5,00 - Acima de 1 000 3,50 6,00 6,00 - 7.5.3 Dispositivo de medição Os tanques devem possuir pelo menos um dispositivo para medir o nível ou o volume dos líquidos neles contidos. 7.5.4 Quebra-ondas Quebra-ondas devem ser instalados nos tanques de combustível de modo a permitir o fluxo do líquido para o fundo do tanque e manter a vazão demandada pelo motor. A área aberta na seção transversal do quebra-ondas não pode exceder 30 % da seção reta do quebra-ondas. 24 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 7.5.5 Tampas de inspeção Os tanques com capacidade até 500 L, inclusive, devem ter uma abertura de inspeção com diâmetro mínimo de 150 mm; os tanques com capacidade superior a 500 L devem ter uma janela de inspeção de 350 mm x 350 mm, no mínimo. 7.6 Métodos de ensaio 7.6.1 Ensaios de qualificação Os métodos de ensaio a seguir devem ser executados em protótipo pelo construtor, para assegurar que projeto, processos e materiais satisfaçam os requisitos desta Norma. Os resultados obtidos devem ser aplicáveis a toda a série de sistemas semelhantes. 7.6.1.1 Estanqueidade Os tanques devem ser submetidos ao ensaio de estanqueidade a uma pressão de 1,5 vez a máxima pressão hidrostática a que eles devem ser submetidos em uso ou 20 kPa (0,2 bar), a que for maior, não podendo apresentar ruptura ou vazamentos. O ensaio deve ser mantido por 5 min para tanques com volume de até 200 L, inclusive; para tanques maiores, a duração do ensaio deve ser aumentada em mais 1 min para cada de 50 L, ou fração, acima daquela capacidade. 7.6.1.2 Resistência química de tanques em PRFV O ensaio de resistência química deve ser realizado com os combustíveis automotivos em uso e o laminado dos tanques em PRFV deve reter pelo menos 70 % de suas propriedades mecânicas iniciais, após ensaio conforme ASTM C 581. A medida da dureza Barcol deve ser no mínimo igual a 90 % do valor recomendado pelo fabricante da resina. 7.6.1.3 Cura total do laminado O grau de cura da resina utilizada na laminação dos tanques em PRFV deve ser estabelecido pela dureza Barco!. As juntas devem ser ensaiadas após terem sido condicionadas no combustível durante 30 dias, à temperatura ambiente, devendo satisfazer os requisitos de 7.6.1.2. 7.6.2 Ensaio da tubulação de bordo As tubulações dos sistemas de alimentação de combustível e de óleo lubrificante devem ser sub- metidas ao ensaio hidrostático após a sua instalação a bordo, a uma pressão de 1,5 vez a pressão máxima de trabalho ou 400 kPa (4 bar), a que for maior, e nessas condições não podem apresentar ruptura ou vazamentos. 8 Sistemas de redes e tubulações Esta Seção estabelece os requisitos para instalação de outros sistemas de redes e tubulações a bordo, além daqueles tratados na Seção 7. 8.1 Seleção de materiais Os materiais selecionados para os sistemas de redes e tubulações devem estar de acordo com as especificações dos fabricantes. Tubulações de material plástico podem ser usadas apenas nos sistemas de água doce, água potável, água salgada de refrigeração, esgoto e dreno. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 25 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 8.2 Sistemas de água doce e água potável Os tanques de água doce e água potável podem ser de aço inoxidável, alumínio, PRFV e polietileno. No caso de tanques de água potável em PRFV, a resina utilizada nas camadas interna e intermediária devem atender às legislações sanitárias em vigor. Os tanques devem ser localizados em locais de fácil acesso para limpeza e manutenção, podendo, preferencialmente possuir uma abertura para inspeção com 150 mm de diâmetro, no mínimo. As espessuras mínimas dos tanques estão listadas na Tabela 9. 8.3 Sistema de água salgada de refrigeração O sistema de água salgada de refrigeração dos motores deve ser conectado a tomadas de água posicionadas em locais que possibilitem um fluxo contínuo de água, mesmo que a embarcação apresente trim e banda. As tomadas de entrada de água devem ter comprovada resistência à corrosão e sistema de abertura e fechamento rápido, além de estar localizadas em áreas de fácil acesso para inspeção, operação e manutenção. 8.4 Sistema de ventilação do compartimento de máquinas O compartimento de máquinas deve contar com sistema de ventilação natural ou forçada. A quantida- de de ar requerida deve ser igual à demanda de ar para os motores, acrescida à dissipação de calor dos motores, equipamentos elétricos, aquecedores, tubos de descarga e tanques, não podendo ser menor que 1,5 vez o total necessário para combustão. 8.5 Sistemas de esgoto e dreno 8.5.1 Bombas de porão Um arranjo satisfatório de bombas de porão deve ser previsto para a drenagemefetiva de qualquer compartimento. Ao menos uma bomba deve estar disponível para cada compartimento e, no caso de instalação de duas bombas, uma delas deve ser reservada exclusivamente para o serviço de esgoto. Qualquer outra bomba pode ser utilizada como bomba auxiliar, exceto no caso das bombas de transferência de óleo. As bombas podem ser fixas ou portáteis e só devem ser manuais se a vazão for menor que 1 500 Uh. As bombas manuais devem ser operadas no primeiro convés estanque. As bombas de porão devem estar localizadas em áreas de fácil acesso para inspeção, operação e manutenção. O sistema de tubulação de drenagem das bombas de porão deve ser independente de qualquer outro sistema de drenagem. 8.5.2 Pontos de drenagem Em cada compartimento deve existir pelo menos um ponto de drenagem que assegure o escoamento da água para o exterior do barco. Todo compartimento que for drenado por meio de bomba portátil deve permitir fácil acesso para a sua conexão e operação. Compartimentos fechados, externos ou acima da linha d'água de referência devem ter escoamento direto para fora do casco. 8.5.3 Tubulação O diâmetro interno das tubulações de esgoto e dreno não pode ser menor do que 25 mm. Todas as válvulas devem possuir indicações de seus controles no local de operação, incluindo as posições aberta e fechada. 8.5.4 Saídas no costado As saídas de água no costado devem ficar posicionadas pelo menos 20 cm acima da linha d'água de flutuação da embarcação com carga máxima. As válvulas de retenção ou outros dispositivos que 26 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 impeçam o retorno da água drenada podem ser instalados entre as bombas e as saídas no costado ou espelho de popa. 8.6 Ensaios nas tubulações de bordo Os sistemas de redes e tubulações devem ser submetidos aos seguintes ensaios após a sua instalação a bordo, não podendo apresentar ruptura ou vazamentos: a) sistemas de esgoto e dreno: ensaio hidrostático a pressão igual à 1,5 vez a pressão máxima de trabalho ou 400 kPa (4 bar), a que for maior; b) sistema de ar comprimido: ensaio pneumático a pressão igual à 1,5 vez a pressão máxima de trabalho ou 400 kPa (4 bar), a que for maior; c) sistemas hidráulicos: ensaio hidrostático a pressão igual a 1,5 vez à pressão máxima de trabalho, limitada a 7 MPa (70 bar); d) sistemas de tubulação em material plástico: ensaio hidrostático a pressão igual à 1,5 vez a pressão máxima de trabalho ou 600 kPa (6 bar), a que for maior, com a duração de 1 h no mínimo; 9 Sistema elétrico Os critérios desta Seção se aplicam aos sistemas elétricos de embarcações que operam com tensão de até 50 V em corrente contínua e de até 300 V em corrente alternada. 9.1 Esquema elétrico A embarcação deve possuir um esquema elétrico que represente fielmente a instalação existente a bordo. Este esquema deve ser impresso pelo menos no manual do proprietário da embarcação, não sendo exigido para embarcações menores que 4 m de comprimento total. 9.2 Condutores Os condutores a serem utilizados nas instalações elétricas devem ser dos tipos não propagante de chama e impermeável à água e óleo, em função dos locais onde serão aplicados e da carga a ser alimentada. Cabos com blindagem devem ser utilizados em locais sujeitos a interferências eletromag- néticas que possam acarretar efeitos nocivos à instalação elétrica. 9.2.1 Dimensionamento O dimensionamento dos condutores deve garantir sempre a alimentação de cada equipamento com a tensão necessária ao seu funcionamento e à capacidade de condução da corrente elétrica, de forma compatível com o circuito. 9.2.2 Identificação Todos os condutores utilizados nos circuitos elétricos devem ser identificados com a colocação de anilhas nas extremidades ou por código de cores. 9.2.3 Instalação Os condutores elétricos devem ser reunidos em chicotes abrigados em calhas e eletrodutos, sempre que possível, ou fixados firmemente à embarcação por meio de braçadeiras intercaladas a intervalos © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 27 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 não maiores que 25 cm. Condutores que não possuam isolamento adequado aos ambientes que atravessam, como porões e compartimentos de máquinas, devem ser protegidos por eletrodutos totalmente estanques, cujas aberturas nas extremidades devem se encontrar em locais completamente livres da presença de água. 9.2.4 Conexões As conexões de condutores, se necessárias, devem ser realizadas de maneira que as extremidades sejam firmemente fixadas, não permitindo mau contato ou centelhamento e devem ser eletricamente isoladas. As conexões por terminais e barras de ligação devem ser utilizadas preferivelmente em conexões por solda, devendo ser posicionadas em locais isentos de umidade e de fácil acesso para inspeção e manutenção. 9.3 Baterias Os sistemas elétricos de corrente contínua devem ser alimentados por baterias ou acumuladores. Quando necessário, deve haver um grupo de baterias de capacidade compatível para cada motor de combustão principal e outro para os demais equipamentos de bordo. As baterias devem ser sempre montadas em caixas de material resistente e fixadas em locais bem ventilados. O comprimento dos cabos que interligam as baterias, das chaves gerais e dos motores de combustão principal deve ser o menor possível. 9.4 Fontes de corrente alternada Os sistemas elétricos de corrente alternada são normalmente alimentados por grupo gerador ou ener- gia de terra. O grupo gerador deve ser instalado conforme as instruções do fabricante. A alimentação por tomada de terra deve garantir um bom aterramento e evitar inversão de polaridade, entre outros cuidados. Se ambas as fontes forem disponíveis, deve haver uma chave de transferência entre elas e o quadro principal. 9.5 Proteção dos circuitos Todos os circuitos elétricos, excetuando-se os de partida, devem possuir uma proteção eficiente contra curto-circuito e sobrecarga, instalada em local de fácil acesso. O projeto da instalação elétrica deve garantir a seletividade da proteção dos circuitos. 9.6 Proteção do sistema elétrico O sistema elétrico deve ser dotado de equipamento que possibilite a total desenergização da instala- ção, não só para o caso de pane como também para manutenção, reparos e períodos de inatividade da embarcação. Bombas de porão automáticas podem ter circuitos independentes. 9.7 Aterramento Os componentes metálicos da embarcação devem ser ligados a um condutor metálico submerso, com área suficiente para a total descarga elétrica na água, de forma a manter todas as massas metálicas com o mesmo potencial elétrico. Uma prática recomendável consiste em instalar internamente uma barra de cobre ao longo de toda a embarcação e nela conectar os condutores às massas metálicas. A ligação da barra à chapa-terra deve ser realizada com a própria barra ou com um condutor de seção transversal maior do que a da barra. 28 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IVEI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Quando a embarcação possuir equipamentos que exijam o negativo isolado, outros cujas massas sejam aterradas e, também, equipamentos com negativos ligados ao terra, o seu aterramento deve ser efetuado em duas placas-terra distintas e distantes uma da outra o máximo possível. 9.8 Luzes de navegação o sistema elétrico e as conexões das luzes de navegação devem garantir a passagem de corrente para os condutores e sistemas de alimentação. As luzes e conexões devem ser instaladas devidamente protegidas contra penetração de água. 10 Sistema de governo o sistema de governo deve permitir manobras contínuas e seguras da embarcação, na potência máxima para a qual foi projetado. Os seus componentes devem ser fabricados com materiais de alta resistência e não podem sofrer corrosão. As fixações devem ser realizadas de modo a absorver tanto as forças resultantes dos movimentos da embarcação como aquelas geradas pelo funcionamento do próprio sistema de governo. Todos os locais de passagem através do casco, como eixo do leme, cabos de direção e outros componentes do sistema de governo, devem ser vedados de modo a impedir a penetração de água. Embarcações com motor de popa com potência acima de 18,64 kW (25 Hp) devem ter sistema de direção e volante fixados no painel de instrumentos. 11 Segurança e salvatagem 11.1 Compartimento de máquinas Todo o revestimento utilizado no compartimento de máquinas deve ser retardante à chama. Todos os equipamentos localizados no seu interior e que necessitem inspeção e manutenção a bordo devem estar instalados em locais de fácil acesso. 11.2 Rotas de fuga As rotas de fuga devem estar localizadas em compartimentos com acesso restrito. 11.3 Equipamentos de segurança e salvatagem A embarcação deve ser dotada de equipamentos de segurança e salvatagem dos tipos homologados pela Autoridade Marítima (NORMAM), em função do seu porte e da região de navegação. Esses equi- pamentos devem se encontrar em bom estado de conservação e dentro dos prazos de validade. 12 Número de identificação do casco (NIC) Esta Seção determina os critérios para codificação e numeração para todos os cascos de embar- cações de recreio menores que 24 m de comprimento, no que se refere ao código de identificação do país, código de identificação do fabricante, número de série do casco, mês e ano de fabricação e ano do modelo. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 29 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 12.1 Composição do número de identificação do casco 12.1.1 O numero de identificação do casco (NIC) consiste em 14 caracteres alfanuméricos consecu- tivos mais um hífen sem qualquer tipo de espaçamento, vírgulas ou barras. 12.1.2 Os primeiros dois caracteres seguidos de um hífen se referem ao código do país onde o casco foi fabricado. Para o Brasil, o código a ser usado é BR. NOTA Para códigos do país pode ser consultada a ISO 3166-1. 12.1.3 Os próximos três caracteres se referem ao código do fabricante. Cada fabricante deve possuir uma codificação única, de modo que não exista duplicidade. Esta codificação deve ser aprovada, registrada e reconhecida por autoridade nacional ou associação de classe competente. Estes caracteres devem ser somente letras. 12.1.4 Os próximos cinco caracteres devem indicar o número de série do casco. Este número deve ser fornecido pelo fabricante. Esta sequência pode ser preenchida com números ou letras, exceto pelas letras I, O e O. 12.1.5 Os últimos quatro caracteres se referem ao mês e ano de construção e ano do modelo. O mês de construção deve ser codificado de acordo com a Tabela 10. Tabela 10 - Código de meses Mês Código Mês Código Janeiro A Julho G Fevereiro B Agosto H Março C Setembro I Abril D Outubro J Maio E Novembro K Junho F Dezembro L 12.1.6 O ano de produção do casco deve ser identificado pelo último algarismo do ano de fabricação. 12.1.7 O ano do modelo deve ser identificado pelos dois últimos números do ano em questão. 12.1.8 O exemplo do NIC é dado a seguir: EXEMPLO: Código do País 8- ~-----' _____t 5 06 Identificação do fabricante Numero de série Mês de fabricação Ano de fabricação Ano do modelo 30 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 12.1.9 O número do NIC é apresentado conforme a seguir: BR-HXAB7A33G506 12.1.10 Os caracteres alfanuméricos devem ter pelo menos 6 mm de altura. 12.1.11 O número de identificação do casco (NIC) deve ser moldado, estampado ou fixado de modo que sua remoção seja impossibilitada ou deixe marcas visíveis de adulteração. 12.1.12 O NIC deve ser localizado externamente no espelho de popa do lado de boreste, a cerca de 50 mm da linha de união entre o convés e o espelho de popa. 12.1.13 No caso de barcos com espelho de popa, o NIC deve ser localizado no lado de boreste do espelho de popa. 12.2 Requisitos adicionais para o NIC 12.2.1 Para barcos sem espelho de popa ou com impossibilidade de fixar o NIC no espelho de popa, este deve ser localizado no máximo a 300 mm da popa. 12.2.2 Nos multicascos, o NIC deve ser instalado na seguinte posição: a) para catamarãs com cascos estruturalmente fixado, o NIC deve ser instalado no espelho de popa do casco de boreste; b) para cascos que possam ser desmontados, o NIC deve ser instalado nos dois cascos; c) para catamarãs que tenham os cascos removíveis, o NIC deve ser instalado na travessa de popa do lado de boreste. 12.2.3 Em trimarãs, o NIC deve ser instalado no espelho de popa do casco central do lado de boreste. 12.2.4 Em embarcações com casco inflável, o NIC deve ser instalado na parte rígida do espelho de popa a 300 mm do local de fixação do casco. Se este local for impossível de receber o NIC, este deve ser colocado em outro local de fácil visibilidade, como no console central. 12.2.5 Nenhum equipamento da embarcação deve impedir a visibilidade do NIC. Caso isto aconteça, o NIC deve ser instalado no local mais perto do espelho de popa. 12.2.6 No caso de instalação de um segundo NIC, na mesma embarcação, este deve ser colocado em local, não removível e de difícil acesso, como, por exemplo, sob os painéis ou dentro de armários. 12.2.7 O NIC deve ser fixado ao casco no momento de sua fabricação. A embarcação não pode deixar o local de fabricação sem o NIC, sob qualquer hipótese. 12.2.8 Caso o fabricante deseje incluir alguma informação adicional, esta deve ser instalada a pelo menos 50 mm do NIC e possuir aparência diferente, não podendo ser interpretada como parte do NIC. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 31 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 13 Característicasprincipais da embarcação Esta Seção estabelece a uniformidade das dimensões principais e outras especificações relacionadas com a massa e carregamento de uma embarcação. Todas as medidas referentes às áreas devem ser expressas em metros quadrados (m2), as medidas de comprimentos e distâncias devem ser expressas em metros (m), as massas em quilogramas (kg) ou toneladas (t), e os volumes em metros cúbicos (m3). 13.1 Metodologia de medições As medições devem ser feitas com a embarcação em repouso na linha d'água de referência, que é a linha de flutuação na condição de carga total, salvo indicação contrária. 13.1.1 Medidas longitudinais Os comprimentos de uma embarcação devem ser medidos paralelamente à linha d'água de referência e ao eixo central da embarcação que estão entre dois planos verticais, perpendiculares ao plano horizontal. 13.1.1.1 Comprimento máximo (Lmáx) O comprimento máximo deve ser medido sobre um plano que passa pela parte mais a vante e outro pela parte mais a ré da embarcação. Esta medida inclui todas as peças estruturais e integrantes da embarcação, como madeira, plástico ou metal, púlpitos ou estrados de popa, guarda-mancebo e verdugos da ligação entre casco e convés. Esta medida inclui peças que normalmente são fixas, como mastros fixos, gurupés, púlpitos em cada extremidade da embarcação, lemes, suportes de motor de popa, rabetas, jatos d'água e as unidades de propulsão que avançam além da popa, plataformas de mergulho e de embarque e defensas permanentes. Rabetas, jatos de água, outras unidades de propulsão e todas as suas partes móveis devem ser medidas em seu funcionamento normal na condição da sua máxima extensão longitudinal, quando a embarcação estiver em operação. Este comprimento não inclui motores de popa ou qualquer outro tipo de equipamento que possa ser retirado sem o uso de ferramentas. 13.1.1.2 Comprimento do casco (LH) O comprimento do casco deve ser medido sobre um plano vertical que passa pela parte mais avante na embarcação e outro mais a ré da embarcação. Este comprimento inclui todas as peças estruturais e integrantes da embarcação, como madeira, plástico ou metal fixados na popa e na proa e verdugos de montagem entre o casco e convés. Este comprimento exclui as peças removíveis que podem ser destacadas de forma não destrutiva e sem afetar a integridade estrutural da embarcação, como, por exemplo, vergas, gurupés, púlpitos em cada extremidade da embarcação, lemes, rabetas, motores de popa e seus suportes de montagem, plataformas de mergulho, plataformas de embarque e defensas. Em embarcações do tipo multicasco, o comprimento de cada casco deve ser medido individualmente. O comprimento do casco, LH, deve ser tomado como a maior das medições individuais. As Figuras 1 e 2 apresentam as medidas de comprimento para embarcações monocascos e a Figura 3 apresenta as medidas de comprimento de embarcações multicascos. 32 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 L Max L Max L H ~ L H ~~ L -~W;-----If---?J- L Max 'I L Máx L H L H L H 0 Figura 1 - Medidas de comprimento para embarcações monocascos © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 33 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 a 34 LMax Figura 1 (continuação) © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 x .'" rJ:l'::ii I I LM,;x / LH I Figura 2 - Medidas de comprimento para embarcações multicascos 13.1.1.3 Comprimento da linha d'água (Lwl) o comprimento de linha d'água para a condição designada de carga deve ser medido entre dois planos verticais mais distantes e paralelos que interceptam o plano de flutuação. 13.1.2 Medidas transversais As medidas transversais devem ser obtidas entre dois planos verticais paralelos ao plano da linha de centro da embarcação. As medidas transversais estão referenciadas na Figura 4. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 35 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 I ~J-!---x-tt~ I I -:->-~I I Figura 3 - Determinação da Bmáx, BH, De T 13.1.2.1 Boca máxima (Bmáx) A boca máxima deve ser medida entre os planos que passam pela parte mais externa da embarcação. A boca máxima inclui todas as partes estruturais ou integrais da embarcação, como extensões do casco e convés, além de todas as peças permanentes ou removíveis, como balaustrada, púlpitos e defensas que se estendam do lado da embarcação. 13.1.2.2 Boca moldada do casco (BH) A boca moldada do casco deve ser medida entre as partes mais externas fixas do casco. A boca do casco inclui todas as partes estruturais ou integrais da embarcação, como extensões da junção do casco e convés. A boca do casco exclui as peças removíveis que podem ser destacadas de forma não destrutiva e sem afetar a integridade da embarcação, como por exemplo, defensas, grades e escoras laterais que se estendem para além da embarcação, e outros equipamentos similares. Para multicascos, a boca do casco deve ser medida individualmente para cada casco e para o conjunto entre os dois cascos na condição de operação. 13.1.2.3 Boca na linha d'água (Bwl) A boca na linha d'água deve ser medida como a distância máxima entre a interseção da superfície do casco e da linha d'água para uma condição de carga específica. Para multicascos, a boca na linha d'água deve ser estabelecida para cada casco individualmente. 13.1.3 Medidas verticais As medidas verticais devem ser obtidas entre dois planos horizontais paralelos ao plano da linha d'água da embarcação. 36 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 13.1.3.1 Pontal máximo (Dmáx) o pontal máximo deve ser medido através da distância vertical entre a linha da borda, na metade do comprimento da linha d'água, e o ponto mais baixo da quilha. 13.1.3.2 Borda livre (F) A altura da borda livre em uma determinada seção é a medida da distância entre a linha da borda e o plano da linha d'água na condição de carga especificada. 13.1.3.2.1 Borda livre na popa (Fa) A altura da borda livre na popa é medida na interseção da linha daborda e do espelho de popa. 13.1.3.2.2 Borda livre na meia nau (Fm) A altura da borda livre na meia nau é medida na metade do comprimento do casco. 13.1.3.2.3 Borda livre na proa (Ft> A altura da borda livre na proa é medida na interseção da linha da borda e da roda de proa. 13.1.3.3 Calado do casco (7) o calado é a distância vertical entre o plano da linha d'água com o barco totalmente carregado e o ponto do casco mais abaixo da linha d'água. 13.1.3.4 Calado máximo (Tmáx) o calado máximo é a distância vertical entre o plano da linha d'água com o barco totalmente carregado e o ponto mais baixo do casco, incluindo lemes, hélices ou qualquer outro apêndice. 13.1.3.5 Pé-direito Medida vertical entre a face superior do piso da cabine e a face inferior da estrutura do teto em uma posição determinada. 13.1.4 Ângulo do fundo Medida angular, em uma determinada seção, entre o plano do fundo do casco e o plano da linha d'água. NOTA 1 Nesta medida não podem ser considerados apêndices e defletores do fundo. NOTA 2 Para cascos com fundo côncavo, a medida deve ser tomada a partir do prolongamento da linha que liga a parte mais baixa do casco até o ponto mais externo do chine. Para cascos com fundo convexo a medida deve ser tomada a partir do prolongamento da linha que liga a parte mais baixa do casco até o ponto mais externo e mais baixo do chine. 13.1.5 Ângulo do fundo no espelho de popa o ângulo do fundo é a medida angular, na seção do espelho de popa, entre o plano do fundo do casco e o plano da linha d'água. O ângulo do fundo deve ser medido através do cálculo da tangente entre as medidas 1 e 2. Assim o ângulo do fundo deve ser determinado pelo arco da tangente entre o cateto 1 e cateto 2 nos triângulos retâangulos da Figura 5. As medidas referentes ao ângulo de fundo estão mos- tradas na Figura 5. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 37 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 2 1 I. 2I 1 1M 1M 1M 1M 2 1 Figura 4 - Medidas de ângulos de fundo 14 Manual do proprietário Esta Seção estabelece requisitos para confecção do manual do proprietário, que deve ser entregue juntamente com a embarcação. NOTA O manual do proprietário é denominado doravante simplesmente por manual. 14.1 Informação sobre nível de segurança e alertas feitos no manual 14.1.1 Atenção Indica que um perigo extremo existe e que pode resultar em alta probabilidade de lesão irreparável se as devidas precauções não forem tomadas. 14.1.2 Aviso Indica um lembrete das práticas de segurança ou chama a atenção para práticas inseguras que podem resultar em ferimentos pessoais, danos à embarcação ou componentes dela ou ao meio ambiente. 14.2 Informações necessárias no manual o manual deve fornecer as informações necessárias para a operação segura da embarcação, equipa- mentos e sistemas, mantendo a preservação do meio ambiente. As informações não precisam incluir instruções de uso que sejam verificações de rotina destinadas às manobras da embarcação. O manual pode conter uma lista de verificação das ações a serem tomadas antes do uso. 38 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 14.3 Formato e linguagem o manual deve ser apresentado em cópia impressa, no idioma português, corrente na República Federativa do Brasil. O manual pode também ser editado em mais de uma língua, sendo, entretanto, obrigatória a edição na língua portuguesa. 14.3.1 Abrangência do manual Um manual genérico pode ser usado por mais de um modelo ou tipo de embarcação, desde que modificado, se necessário, para atender aos requisitos desta Norma para cada tipo de embarcação. Isso pode ser feito com adição de suplementos. 14.3.2 índice O manual deve conter um índice, ou sumário, referenciado com os números das páginas, se superior a quatro páginas. 14.3.3 Ilustrações e tabelas Informações podem ser apresentadas com palavras, símbolos ou ilustrações. Sempre que possível, textos e ilustrações devem ser dispostos de modo que possam ser visualizados em conjunto. 14.3.4 Unidades e definições No manual devem ser utilizadas as unidades do Sistema Internacional de medidas conforme a ABNT NBR ISO 80000-1. Caso haja necessidade de serem especificados outros tipos de unidade, elas devem vir entre colchetes. 14.3.5 Ilustrações Os desenhos, esquemas, fotografias e diagramas podem ser usados, sendo dispensado o uso de escala. 14.4 Conteúdo do manual Nas seções a seguir são especificadas as informações que devem ser incluídas no manual. Se qual- quer outra informação já foi fornecida na linguagem apropriada, no manual do(s) equipamento(s), motor(es), e outros, só é necessário fazer referência a esta(s) no manual. 14.4.1 Introdução do manual O manual deve ter uma seção introdutória informando ao proprietário da sua responsabilidade relativa à correta utilização daquele tipo de embarcação, bem como a recomendação para sua leitura integral. Se os sinais de nível de segurança e alertas forem utilizados, os seus significados devem ser explicados no início do manual. 14.4.2 Informações gerais e dados da embarcação As seguintes informações devem constar no início do manual. a) nome do construtor da embarcação; b) nome da empresa ou pessoa responsável por colocar a embarcação no mercado; c) nome do modelo ou tipo; © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 39 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 d) número de identificação do casco (NIC); e) comprimento máximo; f) comprimento do casco; g) boca máxima; h) calado máximo; i) deslocamento máximo; j) deslocamento leve; k) volume de combustível; I) volume de água; m) potência máxima operacional. 14.4.3 Número máximo de tripulantes e/ou passageiros No manual deve ser informado o número máximo de pessoas, em conformidade com a norma da autoridade marítima brasileira (NORMAM). o construtor pode incluir o seguinte: "AVISO - Não ultrapasse o número máximo de passageiros recomendado. Independentemente do número de pessoas a bordo, a massa total de pessoas, em quilogramas (kg), e de equipamentos nunca deve exceder a carga máxima recomendada." 14.4.4 Informações sobre garantia o construtor deve informar os dados gerais sobre a garantia do produto. 14.4.5 Normas e padrões de construção o construtor deve informar qual o tipo de Norma Brasileira, Norma Internacional ou regra de constru- ção na qual o barco foi construído e equipado. 14.4.6 Carregamento o construtor deve fornecer informações de que a carga máxima recomendada inclui a massa total de todas as pessoas a bordo, todas as provisões e bens pessoais, todo o equipamento não incluído na massa total da embarcação leve, bem como todos os líquidos de consumo como água e combustível. o construtor pode incluir na nota o seguinte: "AVISO - Ao carregar a embarcação, nuncaexceda a carga máxima recomendada. Sempre a carregue com cuidado de forma a distribuir adequadamente a carga a bordo para manter o equilíbrio, a estabilidade e a altura da borda livre. Evite colocar grandes massas nas partes altas'. 14.4.7 Informações do motor o construtor deve fazer constar no manual as seguintes informações sobre a motorização: a) local para preenchimento do número de série do(s) motor(es); b) potência máxima recomendada, em quilowatts ou cavalo vapor (kW/Hp); 40 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 c) massa máxima recomendada do motor, se aplicável, em quilogramas (kg); d) tipo de combustível. 14.5 Informações relacionadas com o risco de estabilidade e alagamento As informações de 14.5.1 a 14.5.4 devem constar do manual. 14.5.1 Aberturas no casco No manual devem constar as informações referentes à localização das válvulas e acessórios que atravessem o casco. Também deve ser informada a recomendação de cuidados com válvulas, dre- nos do cockpit e dispositivos de abertura ou fechamento de compartimentos estanques. Se necessá- rio, as instruções de uso para qualquer destes dispositivos. Em adição, deve também ser informado como manter vigias, janelas, portas ou aberturas de ventilação fechadas quando necessário, como, por exemplo, em caso de mau tempo ou com a embarcação em movimento. Se necessário, fornecer instruções de uso. 14.5.2 Bombas de porão e esgotamento No manual devem ser informadas a localização de cada bomba de esgoto e a sua capacidade, conforme especificado pelo fabricante da bomba. Devem ser adicionadas instruções de uso, se necessárias, e instruções de inspeção e rotina de manutenção. o construtor pode incluir na nota o seguinte aviso: "Verifique o funcionamento de todas as bombas de esgoto com intervalos regulares. Limpe detritos nas entradas das bombas." 14.5.3 Estabilidade e flutuação o construtor deve informar detalhes sobre o uso da embarcação em relação à sua estabilidade, incluindo, se necessário, as informações sobre como qualquer mudança na disposição de cargas a bordo (por exemplo, a adição de torre de pesca, radar, mastro, mudança de motor etc.) que podem afetar significativamente a estabilidade, o equilíbrio e o desempenho da embarcação. o construtor pode incluir na nota o seguinte aviso: "Existe a possibilidade de redução da estabilidade a partir de adições de carga a bordo. Em águas agitadas, passagens, armários e portas devem ser fechados para minimizar o risco de inundações. A estabilidade pode ser reduzida quando em reboque ou manuseio de cargas elevadas por turco ou pau de carga. A operação além dos limites de velocidade pode ser um perigo para a estabilidade da embarcação e provocar desgaste prematuro do motor." 14.5.4 Recuperação de emborcamento ou capotagem Caso aplicável, o construtor deve fornecer as informações de 14.9. 14.6 Informações relacionadas a risco de incêndio ou explosão No manual devem constar as instruções para o funcionamento seguro do motor, incluindo, se perti- nente, um requisito para ventilar o compartimento do motor. Também devem constar informações que assegurem o fluxo de água de refrigeração nos motores e equipamentos. 14.6.1 Abastecimento No manual deve informar sobre as precauções durante o abastecimento, como por exemplo, não fumar; bem como os procedimentos para retirada de combustível derramado a bordo da embarcação e meio ambiente. © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 41 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 14.6.2 Linhas de combustível o construtor deve informar sobre a prevenção dos danos nas linhas de combustível e como evitar o contato de materiais inflamáveis com partes quentes do motor. Também devem ser informados os cuidados para não armazenar equipamentos que contenham gasolina (motores de popa, tanques, geradores a gasolina etc.) em compartimentos que não foram concebidos para esta finalidade. 14.6.3 Sistema de gás GLP No manual devem ser fornecidas as instruções para o funcionamento seguro e inspeção do sistema de gás, com descrições incluindo cuidados para o uso de equipamentos que utilizem gás GLP, além de instruções para a inspeção do sistema. o construtor deve mencionar as exigências de que os cilindros de gás só podem ser armazenados em locais especificados, detalhando a sua localização. o construtor deve informar como garantir uma ventilação adequada para evitar asfixia por GLP. 14.6.4 Outros sistemas que utilizem combustível o construtor deve fornecer instruções para uma operação segura e inspeção de sistemas com descri- ções adequadas, incluindo instruções para: a) aparelhos eletrodomésticos; b) aparelhos que necessitem de reabastecimento; c) armazenamento seguro de recipientes de combustível; d) como evitar a exposição de materiais inflamáveis a chamas e faíscas. 14.6.5 Equipamentos de prevenção e combate a incêndios Caso aplicável, detalhar as informações exigidas sobre a utilização dos equipamentos de combate a incêndio pela Norma da Autoridade Marítima - NORMAM. 14.6.6 Rotas de fuga o construtor deve identificar a posição das escotilhas, portas e outras aberturas destinadas ao escape da embarcação, quando exigido pela Norma da Autoridade Marítima (NORMAN). 14.7 Sistema elétrico o construtor deve fornecer informações sobre o risco de incêndio ou explosão em: a) uso indevido de corrente contínua e corrente alternada; b) riscos de choque elétrico que podem resultar do uso inadequado dos sistemas de corrente elétrica alternada; c) operação segura do sistema elétrico, com descrições apropriadas, incluindo as informações necessárias sobre a operação e as posições das chaves seletoras das baterias. Deve também ser informada a descrição do painel de comando, dos interruptores e disjuntores, além do procedimento para troca de fusíveis e diagrama indicando a posição, tipo e capacidade dos referidos fusíveis. 42 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Para as baterias deve haver informações sobre as precauções durante a recarga, para desconectar e reconectar a(s) bateria(s), bem como informações para ligar e desligar tomadas ligadas ao cais. 14.8 Condições de operação o manual deve fornecer detalhes sobre manuseio seguro da embarcação motorizada ou propulsionada por outro meio. Estas informações podem ter, quando pertinentes, avisos de: a) não operar a embarcação com motor de potência nominal superior à potência máxima recomendada; b) evitar manobras repentinas em alta velocidade e como reduzir a velocidade em ondas. Também, caso aplicável, podem ser informados os detalhes de como não se acomodar em áreas desabrigadas de proa ou de popa, quando a embarcação estiver se movendo em alta velocidade. 14.8.1 Partida do motor o construtor deve fornecerinstruções para uma operação segura, quando da partida do(s) motor(es). 14.8.2 Sistema de manobra de emergência o construtor deve indicar a localização e o funcionamento do dispositivo de emergência de manobra e direção, sempre que aplicável. 14.8.3 Resgate de homem ao mar o construtor deve informar dados relativos ao resgate de homem ao mar, segundo a Norma da Autoridade Marítima (NORMAN). 14.8.4 Armazenamento de materiais de salvatagem o construtor deve informar que na embarcação existe uma área de armazenamento para balsa e coletes salva-vidas, especificando sua localização. 14.8.5 Fixação de equipamentos soltos o construtor deve fornecer recomendações para garantir a segurança de equipamentos soltos, quando a embarcação estiver em movimento. 14.8.6 Respeito ao meio ambiente Durante a elaboração do manual, o construtor deve informar que o operador da embarcação deve estar ciente das legislações ambientais locais e respeitar os códigos de tráfego marítimo. Deve acrescentar também instruções para: a) não dar descarga em banheiros ou tanques de esgoto perto da costa ou em qualquer zona proibida; b) usar a bomba aspirante no porto, para esvaziar o tanque antes de sair; c) passar as informações sobre a ciência de convenções internacionais contra a poluição mari- nha - International Convention for the Prevention of Pollution from Ships (MARPOL). © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 43 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 14.8.7 Utilização de tanques de retenção de esgoto o construtor deve fornecer instruções sobre o uso de tanques de retenção de esgoto, caso eles estejam instalados. Estas informações podem incluir a operação e manutenção, utilização da válvula seletora em Y, capacidade de armazenamento dos tanques e produtos químicos aceitos para uso na higienização e limpeza. 14.8.8 Ancoragem, amarração e reboque o construtor deve fornecer a identificação e localização dos pontos projetados para amarração e reboque. Se aplicável, o construtor deve fornecer informação sobre os meios de fundeio e capacidade de âncoras e poitas. No caso de reboque, se necessário, a massa máxima, em quilogramas (kg), da embarcação nesta condição. 14.9 Outras informações Qualquer outra informação que seja relevante para a operação segura da embarcação deve ser inclu- ída no manual. 15 Sistema de combate a incêndio o sistema de combate a incêndio deve atender à NORMAM 3. 44 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07] ABNT NBR 14574:2012 Bibliografia [1] ISO 3166-1, Codes for the representation of names of countries and their subdivisions - Part 1: Country codes © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 45 Ar qu ivo de im pre ss ão ge rad o e m 04 /03 /20 17 13 :07 :35 de us o e xc lus ivo de LU CA S CH AV ES D E OL IV EI RA M AI A [38 8.3 01 .51 8-0 7] Arquivo de impressão gerado em 04/03/2017 13:07:35 de uso exclusivo de LUCAS CHAVES DE OLIVEIRA MAIA [388.301.518-07]