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28/05/2019 Direito Civil em Prática: Quadro Prático das Principais Ações Reais e dos Interditos Possessórios - Nelson Nery Júnior
direitocivilempratica.blogspot.com/2014/08/quadro-pratico-das-principais-acoes.html?m=1 1/6
Análise de temas atuais do Direito Civil no âmbito dos tribunais.
Direito Civil em PráticaDireito Civil em Prática
QUINTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2014
Quadro Prático das Principais Ações Reais e dos Interditos
Possessórios - Nelson Nery Júnior
Ação Natureza Finalidade Requisitos Rito Remissões
Ação ex empto
(ou ex vendito)
Ação real Entrega da parte faltante
da coisa; complementar a
área dada a menor do
avençado
Venda ad
mensuram
Comum - CC 500
Confessória Ação real
(pe�tória) – tem a
propriedade e o
direito real de
servidão como
causas de pedir
(fundamentos)
Reconhecimento de
servidão; respeitar seu
exercício; perdas e danos;
e demolição de eventual
obra que impeça exercício
da servidão, ou caução de
que não será novamente
impedido de exercer o seu
direito.
É a ação do dono do prédio
dominante, que tem uma
servidão a�va, contra o
dono do prédio serviente
que impede a sua
u�lização.
a) A propriedade;
b) Prova da
existência do
direito de servidão
Comum - CPC 95
2ª Parte
(competência)
- CC 1378 e
1383
Demarcatória Ação real (tem
como fundamento
a propriedade e o
direito de
vizinhança).
Resguardar o direito de
demarcação de prédios
confinantes; aviventar
rumos apagados e renovar
marcos destruídos ou
arruinados.
a) existência de
direito real, de
ambas as partes,
sobre a coisa
demarcante;
b) haver
con�guidade dos
prédios;
c) haver confusão
entre os limites dos
prédios
confinantes ou
perigo de haver.
Especial (CPC
950/966)
- CPC 946 a
966
- CC 1297
Demolitória Ação real (tem por
fundamento a
propriedade e o
direito de
vizinhança)
Visa à demolição de um
prédio construído em
desrespeito às regras de
vizinhança (CC 1277), do
direito de construir (CC
a) A propriedade;
b1) Construção
nova que
desrespeite as
normas rela�vas ao
direito de
Comum
ordinário, ou
especial da
nunciação de
obra nova (CPC
934 a 940).
- CC 188 II,
1277, 1280 e
1312
- CAg 96 a 99
- CPC 888 VIII
28/05/2019 Direito Civil em Prática: Quadro Prático das Principais Ações Reais e dos Interditos Possessórios - Nelson Nery Júnior
direitocivilempratica.blogspot.com/2014/08/quadro-pratico-das-principais-acoes.html?m=1 2/6
1299/1313) ou em ruína
(CC 1280).
Pode ser u�lizada como
medida provisional do
Poder Público (CPC 888 VIII
– v. tb CPC 934 III c/c 936
I).
É possível exigir-se caução
de dano infecto (CPC 826 a
838; CC 1281).
vizinhança ou ao
direito de construir
(daí ser comum vir
acompanhada ou
posteriormente a
ação de nunciação
de obra nova);
b2) Prova da
periculosidade da
subsistência do
prédio em ruína.
Depósito Ação real (tem por
fundamento a
obrigação da
devolução da coisa
de cuja
propriedade o
autor é �tular , e o
direito de seqüela
que dela decorre).
Visa à pretensão à
devolução da coisa dada
em virtude de contrato de
depósito.
Existência de
contrato de
depósito e não
cumprimento
voluntário da
obrigação de
res�tuição.
Especial - CC 627 a 652
(sobretudo os
CC 633 e 638)
- CPC 901 a
906
Discriminatória Ação real Promover a discriminação
de terras devolutas da
União (LAD 18)
a) dispensa ou
interrupção por
presumida
ineficácia do
procedimento
administra�vo
(LAD 19 I); ou
b) não
atendimento do
edital de
convocação ou da
no�ficação (LAD 4º
e 10); ou
c) alteração de
quaisquer divisas
após ter sido
iniciado o
procedimento
discriminatório
(LAD 25 c/c 24 c/c
19 III).
Comum
sumário
- CPC 275 II g e
LAD 20 caput
- LAD 18 a 23
Divisória Ação real (tem por
fundamento a
propriedade
condominial).
Resguardar direito do
condomínio de exigir a
divisão da coisa comum,
ou seja, pôr termo ao
condomínio (CC 1320).
a) Propriedade
condominial;
b) Divisibilidade da
coisa (CC 1320 a
contrario sensu).
Especial - CPC 967 a
981.
- LRP 213 §2º,
214 e 216.
- CC 1298,
1320, 1321
Embargos de
terceiro
Ação real (quando
movida pelo
proprietário); ação
possessória
(quando movida
Tendem a livrar o bem ou
direito, de posse ou
propriedade de terceiro,
da constrição judicial que
lhe foi imposta e processo
a) Não ser parte da
ação principal,
salvo nos casos do
CPC 1046 §2º,
Especial - CPC 108
(competência
funcional),
587, 1046,
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por possuidor –
v.g. usufrutuário,
locador). O
fundamento é a
posse ou a
propriedade de
terceiro, alheio à
relação processual.
de que não fez parte.
Podem também ser
opostos em caráter
preven�vo.
b) Insurgir-se
contra a afirmação
de que o bem
constrito está na
esfera de
responsabilidade
patrimonial do
executado.
c) Hipóteses, em
geral, do CPC 1046
e 1047 I e II.
1047 I e II a
1054;
- LF 93,
LF/1945 79;
- CPP 130 II;
- CLT 884.
Imissão na
posse
Ação real (a causa
de pedir –
fundamento – é a
propriedade e o
direito de seqüela
que lhe é inerente
– ius possidendi).
Pretende-se a posse, mas
fundamentada no
domínio.
a) Título da
propriedade (ação
de quem nunca
possuiu a coisa);
b) Nunca ter �do
posse.
Comum - CC 1228
Interdito
proibitório
Interdito
possessório – tem
como pedido e
causa petendi a
posse. Não é ação
real.
Admite-se liminar
na hipótese de
ação de força nova
(CPC 924 e 928).
Nas ações de força
velha apenas é
cabível a tutela
antecipada (CPC
273).
Preven�va (ação de
preceito cominatório) –
evitar turbação ou esbulho
iminentes.
a) A posse,
b) Haver fundado
receio de que o
autor possuidor
será molestado em
sua posse (turbado
ou esbulhado).
a) Comum, se
se tratar de
ação de força
velha:
ordinário,
sumário (CPC
275 I) ou
sumaríssimo
(LJE 3º IV); ou
b) Especial, se
se tratar de
ação de força
nova (CPC
924).
- CPC 95,
(competência
absoluta,
sendo rela�va
apenas
quando se
tratar de ação
cumulada).
- CC 1210
Manutenção
de posse
Interdito
possessório. Não é
ação real. Admite-
se liminar na
hipótese de ação
de força nova (CPC
924 e 928). Nas
ações de força
velha apenas é
cabível a tutela
antecipada (CPC
273).
Normalizador (da posse)
(ação de força turba�va).
a) A posse,
b) Ter havido
turbação (prá�ca
de atos que
jus�fiquem uma
concreta ameaça à
posse);
c) Não pode ter
como fundamento
(causa de pedir) a
propriedade.
Não admite, como
defesa do réu, a
excep�o
proprieta�s (CC
1210).
a) Comum, se
se tratar de
ação de força
velha:
ordinário,
sumário (CPC
275 I) ou
sumaríssimo
(LJE 3º IV); ou
b) Especial, se
se tratar de
ação de força
nova (CPC 924)
- CPC 95, 2ª
parte
(competência
absoluta,
sendo rela�va
apenas
quando se
tratar de ação
cumulada)
- CC 1210
Negatória Ação real
relacionada com o
exercício de
Ação do proprietário do
prédio serviente. Tende a
obstar que a plenitude do
a) O domínio;
b) Prova da
limitação do direito
Comum - CC 1378 e
1385.
28/05/2019 Direito Civil em Prática: Quadro Prático das Principais Ações Reais e dos Interditos Possessórios - Nelson Nery Júnior
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servidões e com a
presunção rela�va
de plenitude do
domínio (CC 1231).
domínio seja violada pela
cons�tuição de injusta
servidão, a que o �tular do
prédio dominante julga ter
direito.
e domínio
(servidão já
cons�tuída ou
não), ou seja, que
o réu disputa
ilegi�mamente de
uma servidão que
não se dispõe
(Serpa Lopes,
Curso, 4, 326, 633).
Nunciação de
obra nova
Ação real (embora
se admita que
possa ter aposse
como causa de
pedir, visa proteger
a propriedade).
Tem por
fundamento a
propriedade e as
relações de
vizinhança dela
decorrentes.
Também denominada de
embargo de obra nova,
tem o fim de impedir o
prosseguimento de obras
prejudiciais aos vizinhos
(Hely, Dir. Construir, p.
259). Tem caráter
preven�vo. Admite-se a
concessão liminar do
embargo (CPC 937). Caso
conclua-se a obra, admite-
se a conversão em
demolitória.
a) Tratar-se de obra
nova (não
concluída);
b) Sofrer ou estar
na iminência de
sofrer os efeitos
nega�vos –
prejuízo ou
incômodo – da
construção; e
c) Haver vínculo de
conexão entre o
ato e o prejuízo, ou
incômodo (Gomes,
Dir. Reais, p. 188),
ou seja, estar na
redoma de atuação
da vizinhança.
Especial - CPC 934 a
940
- CC 1310,
1309, 1311.
Passagem
forçada
Ação real. Desencravar prédio que
não tenha acesso à via
pública, fonte ou porto.
Prédio encravado
(sem saída para via
pública, fonte ou
porto).
Comum - CC 1285
Publiciana Ação real (dominial
– por ter como
fundamento a
propriedade, já
adquirida pela
usucapião ainda
não declarada por
sentença).
Retomar a posse por quem
a perdeu, mas com
fundamento no fato de já
haver adquirido (de fato –
já que não há �tulo) a
propriedade pela
usucapião.
É a “reivindicatória” do
proprietário de fato (Nery,
RDPriv 7/107).
a) Ter transcorrido
o lapso temporal
para a aquisição
pela usucapião;
b) Não ter sido
ajuizada a ação de
usucapião;
c) não ter posse
atual, que lhe foi
re�rada por ato
injusto de terceiro.
Comum - CC 1228,
1238 e 1260.
Reintegração
de posse
Interdito
possessório.
Não é ação real.
Admite-se liminar
na hipótese de
ação de força nova
(CPC 924 e 928).
Nas ações de força
velha apenas é
Corre�vo (ação de força
espolia�va).
a) A posse;
b) ter o possuidor
sofrido esbulho em
sua posse (=
privação da posse);
c) não pode ter
como fundamento
(causa de pedir) a
propriedade. Não
a) Comum, se
se tratar de
ação de força
velha:
ordinário,
sumário (CPC
275, I) ou
sumaríssimo
(LJE 3º IV); ou
- CPC 95,
2ª Parte
(competência
absoluta,
sendo rela�va
apenas
quando se
tratar de ação
cumulada).
28/05/2019 Direito Civil em Prática: Quadro Prático das Principais Ações Reais e dos Interditos Possessórios - Nelson Nery Júnior
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Otávio Leal às 06:23
cabível a tutela
antecipada (CPC
273).
admite, como
defesa do réu, a
excep�o
proprieta�s (CC
1210)
b) Especial, se
se tratar de
ação de força
nova (CPC
924).
- CC 1210
Reivindicatória Ação real (o
fundamento do
pedido – posse – é
a propriedade e o
direito de seqüela
inerente a ela).
Visa a res�tuição da coisa
(posse). É a ação do
proprietário que �nha
posse e a perdeu.
Prova da
propriedade e da
posse molestada.
O réu pode alegar,
em defesa, a
excep�o
proprieta�s. V.
Nery-Nery, CC
Comentado,
coments. CC 1210
e STF 487.
Comum
ordinário
- CC 1228
Usucapião Ação real (trata-se
de aquisição
originária da
propriedade pelo
exercício da posse
por determinado
lapso temporal
previsto em lei –
prescrição
aquisi�va).
Converter a posse ad
usucapionem em
propriedade (aquisição do
domínio).
a) Posse ad
usucapionem (v. CC
1196).
b) Transcurso do
prazo legal (após
este, o possuidor já
é dono – v. v.g. STF
237).
Sumário (LUE
5º caput e ECid
14, para a
usucapião
especial rural e
urbana) ou
especial (CPC
941, para a
usucapião
ordinária e
extraordinária).
- CPC 941 a
945;
- CF 183 e
189;
- CC 1238 a
1244
(imóveis) e
1260 a 1262
(móveis).
 
 
 
 
 
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Otávio Leal
Pós-graduando em Direito Civil e Processo Civil pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça de
Pernambuco, Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP (2012).
QUEM SOU EU

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