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o ponto zero da peça de tal forma que se possam transformar 
facilmente as medidas do desenho da peça em valores de coordenadas 
positivas. No caso do torno é comum estabelecer esse ponto no encosto das 
castanhas da placa ou na face da peça, conforme pode ser visto na figura 22. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 CODIFICAÇÃO ISO PARA SUPORTE E PASTILHAS 
INTERCAMBIÁVEIS 
A cada dia novas tecnologias são apresentadas para diminuir cada vez mais o 
tempo e melhorar a qualidade de usinagem. Uma vantagem que oferece o porta 
ferramenta intercambiável para torno e fresas, é que quando a aresta é trocada, este 
mantém a repetibilidade das dimensões e do acabamento. É verdade que o custo 
inicial de um porta ferramenta intercambiável é maior do que uma ferramenta soldada. 
Porém o porta ferramenta passa a ser um novo equipamento da máquina, ao passo 
que a ferramenta soldada após perder o corte, deva ser retirada para uma nova 
afiação, ocasionando assim outra regulagem da nova ferramenta, e depois da pastilha 
completamente gasta a haste será descartada. 
O código NBR 6450 ISO para pastilhas intercambiáveis inclui 9 símbolos, 
representados por Letras e Números, que definem formas, tipos e parâmetros 
dimensionais das mesmas. O oitavo e nono símbolos são usados somente quando 
necessário, e o fabricante pode ainda adicionar um décimo símbolo opcional, que 
separado por um hífen pode ser usado por opções de simbologia própria, ou seja, 
especificações do fabricante. Alguns fabricantes utilizam as seguintes nomenclaturas: 
• QF – operações de acabamento fino 
• QM- operações de semi-acabado 
• QR – operações de desbaste 
 Um exemplo de especificação de pastilha pode ser visto na figura 23. Na figura 24 
é descrita o detalhamento da codificação. 
 
 
 
 
figura 22 – posições do zero peça no torno 
figura 23 – codificação para pastilhas intercambiáveis 
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O código ISO para suportes porta pastilhas externo inclui 10 símbolos, 
representados por Letras e Números que definem formas, tipos e parâmetros 
dimensionais dos mesmos. O fabricante pode ainda adicionar um décimo primeiro 
símbolo opcional, separado por um hífen, no qual pode fazer uso de opções de 
simbologia própria, ou seja especificação do fabricante. Exemplo de especificação de 
suporte porta pastilha: PCLNR 20 20 K 12. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 figura 24– Detalhamento da codificação para pastilhas intercambiáveis 
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12 MEIOS DE FIXAÇÃO DE PEÇAS E FERRAMENTAS 
A fixação de peças em torno CNC através de placa com 3 castanhas podem ser 
acionadas de forma manual (figura 23) ou de forma automática com abertura e 
fechamento através de comando contido no programa CNC. Quando necessário, 
também podem ser programados posicionamentos da contra-ponta, avanço e 
retrocesso do mangote e luneta, para uma melhor fixação (figura 24). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nos processos de usinagem, poucas as peças podem ser usinadas com uma 
única ferramenta. Por este motivo, o sistema de troca de ferramentas em máquinas 
CNC vem sendo otimizado pelos fabricantes. Nos tornos CNC a troca de ferramentas 
pode ser realizada automaticamente. Numa forma de minimizar os tempos passivos 
durante a execução de um trabalho pode-se utilizar um suporte porta-ferramentas 
capaz de fixar várias ferramentas. Neste sistema, a troca das ferramentas utilizadas é 
comandada pelo programa CNC, necessitando apenas dos posicionamentos corretos 
das ferramentas, evitando assim as paradas no programa para eventuais trocas 
manuais das mesmas. 
 
figura 23 – fixação manual de peças 
figura 24 – fixação de peças com luneta e contra ponta 
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Os tornos possuem dispositivos de concepções que se diferenciam em função 
da quantidade de ferramentas a serem usadas. Podemos assim destacar alguns 
desses dispositivos: 
 
• Gang tools: dispositivo dotado de rasgos T para posicionamento dos suportes de 
ferramentas, oferecendo flexibilidade de montagem de ferramentas para múltiplas 
aplicações. A fixação gang tools pode ser visto na figura 25. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Torre elétrica: Neste sistema a troca automática de ferramentas é realizada através 
do giro da mesma que é comandado pelo programa CNC, deixando a ferramenta na 
posição de trabalho. A fixação através de torre elétrica pode ser visto na figura 26. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Revolver: No sistema de revolver a troca é realizada com o giro ou tombo do mesmo, 
que também é comandado pelo programa CNC, até que a ferramenta desejada fique 
figura 25 – fixação de ferramentas – tipo gang tools 
figura 26 – fixação de ferramentas – tipo torre elétrica 
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na posição de trabalho. A fixação através de dispositivo revolver pode ser visto na 
figura 27. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Magazine: No sistema magazine de modo geral, a troca de ferramentas é realizado 
por um braço com duas garras. O programa posiciona a próxima ferramenta do 
magazine que entra em ação e interrompe a usinagem. Um braço com duas garras 
entra em ação, tirando de um lado a nova ferramenta do magazine e do outro lado a 
ferramenta que estava operando na árvore principal da máquina. As posições das 
ferramentas se invertem pelo giro de 180 graus do braço de garras o qual logo após 
introduz as ferramentas em seus lugares e são de modo geral comandados com lógica 
direcional. A fixação através de dispositivo revolver pode ser visto na figura 28. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 28 – fixação de ferramentas – tipo magazine 
figura 27 – fixação de ferramentas – tipo revolver 
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13 FUNÇÕES PREPARATÓRIAS DE DESLOCAMENTO 
 
13.1 FUNÇÕES PREPARATÓRIAS ( G ) 
 
As funções preparatórias indicam ao comando o modo de trabalho, ou seja, 
indicam à máquina o que fazer, preparando-a para executar um tipo de operação, ou 
para receber uma determinada informação. Essas funções são dadas pela letra G, 
seguida de um número formado por dois dígitos (de 00 a 99 no caso do comando GE 
Fanuc 21i). 
 
As funções podem ser: 
 
MODAIS – São as funções que uma vez programadas permanecem na memória do 
comando, valendo para todos os blocos posteriores, a menos que modificados ou 
cancelados por outra função da mesma família. 
 
NÃO MODAIS – São as funções

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