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UNIDADE CURRICULAR: Comunicação Intercultural 
CÓDIGO: 41016 
DOCENTE: Natália Ramos 
A preencher pelo estudante 
NOME: Ana Margarida Cabral Ferreira da Silva 
N.º DE ESTUDANTE: 1400609 
CURSO: Ciências Sociais 
DATA DE ENTREGA: 11/04/2019 
 
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TRABALHO / RESOLUÇÃO: 
A globalização tem contribuído para a movimentação das populações quer 
numa perspetiva económica, quer numa perspetiva social, diversificando as etnias e 
as culturas entre as cidades e proporcionando uma alteração quer a nível demográfico 
quer económico social e político. Mas quando se fala neste intercâmbio populacional 
distinto não podemos nunca esquecer sobretudo de comunicação verbal como meio 
privilegiado existente nas relações entre os diferentes países, pois sem a comunicação 
não existiria interligações culturais e sociais. O homem é um ser social e necessita de 
comunicar com o seu semelhante, não só transmitindo as suas ideias como também 
exprimir os seus sentimentos e transcrever tudo aquilo que lhe rodeia. Tal ideia é 
transmitida no texto fornecido para este trabalho: “(…) o diálogo não é meramente 
uma discussão, (…) e sim conhecer o outro, seus pensamentos, sua cultura.” (Vicente 
& Ferreira, 2016, p. 121) 
Esse processo de interação cultural faz com que haja diferentes formas de 
pensar, diferentes formas de agir como também de comunicar. A globalização 
possibilitou que as pessoas se conectem umas com as outras em diferentes nações e 
que conseguissem difundir a sua arte, a sua cultura pelos quatro cantos do mundo, 
conforme salienta no texto “ … a alteridade é um elemento fundamental, visto que é no 
confronto com o outro que se conhece suas opiniões … formando, como pressupõe o 
modelo participativo, uma nova mensagem a ser compartilhada.” (Vicente & Ferreira, 
2016, p. 123) 
O facto de haver um confronto de crenças e opiniões diversificados, torna o 
aparecimento de uma pluralização de ideias, o que contribui para que a comunicação 
se diversifique e multiplique. O que torna a interação entre os interlocutores dinâmica 
contribuindo para a evolução de cada nação. No texto, Kaplún refere esta ideia 
quando “considera que sem participação não há desenvolvimento, porque, por meio 
dela, os indivíduos assumem seu papel de protagonistas e criam soluções para os 
próprios problemas.” (Vicente & Ferreira, 2016, p. 123) 
Por outro lado, a globalização também contribuiu para o avanço tecnológico e 
das a evolução das telecomunicações. Deste modo, a internet, contribuiu para as 
pessoas se conseguissem se conectar com os outros em qualquer parte do mundo 
sem precisarem de se deslocarem. Por essa razão, possibilitou que as relações se 
tornassem mais diversificadas e as conexões entre nações cada vez mais importantes 
e benéficas. 
Mas será que foi só com a globalização e com a evolução dos meios de 
comunicação que se intensificou a difusão das culturas, das suas crenças e dos 
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costumes? Podemos chegar à conclusão de que com os Descobrimentos já os 
diferentes povos se comunicavam uns com os outros, nas suas viagens e por 
consequentemente depositavam e difundiam a sua cultura, ideais e costumes nos 
diferentes continentes. Assim, não podemos falar de Comunicação Intercultural como 
uma interação social nova, mas que sempre existiu durante toda a História. As 
guerras, as rotas comerciais entre os diferentes povos e a expansão dos territórios, 
tudo contribuiu para o alargamento da cultura entre os povos. 
Mas será que só a comunicação verbal difunde as ideias e transmite opiniões? 
Podemos falar numa comunicação não verbal que será tão importante quanto a verbal. 
Ao comunicar também exprimirmos sentimentos e a maneira como expressamos 
corporalmente também é uma forma de comunicação. Neste caso, a forma como 
expressamos corporalmente contribui para dar credibilidade à mensagem que estamos 
a tentar fornecer ao outro, uma vez que tudo o que fazemos, no nosso dia a dia, é 
tentar dialogar com o outro de forma a que a nossa mensagem seja recebida de uma 
forma objetiva, direta e clara e que bem percebida no recetor. 
Hoje em dia estamos a assistir a um intercâmbio cultural e social em massa, 
proveniente não só pela tentativa de procurar melhores condições económicas noutros 
países como também procurado refúgio e melhores condições de vida noutras cidades 
e noutros países. 
 Mas as culturas diversificadas que cada país acolhe poderá causar grandes 
problemas, quer a nível social quer a nível lusófonos, uma vez que as pessoas que 
imigram para outros países poderão ter problemas de integração. Embora a língua 
seja uma das formas de expressão cultural por excelência poderá traduzir numa 
dificuldade acrescida quando se imigra para um outro país. Este facto é salientado por 
Ramos quando diz que: “A multiculturalidade crescente no tecido social faz com que 
as cidades, as sociedades, os estados e as diferentes instâncias sociais sejam 
confrontadas com uma grande heterogeneidade linguística, cultural e comportamental 
dos seus (…) cidadãos, assim como com atitudes e comportamentos nacionalistas, 
racistas e xenófobos.” (Ramos, 2013, p. 345).. Muito embora que o grande entrave na 
interação entre duas pessoas poderá existir numa deficiência de comunicação 
resultando no aparecimento da discriminação e da insegurança entre as culturas. 
 Para concluir, poderemos dizer que o ser humano necessita de se comunicar 
com o seu semelhante, para se fazer entender e para entender os outros. Só pelo 
simples facto de comunicar, o individuo construi oportunidades de transmitir ideias, 
factos, informações importantes e dispersas possibilitando evoluir e aprender em 
conjunto. 
 
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BIBLIOGRAFIA 
Ramos, N. (2013). Interculturalidade(s) e mobilidade (s) no espaço europeu: viver e 
comunicar entre culturas, pp 343 - 360. Porto: Faculdade Letras Universidade do 
Porto. Acedido em 09 de Abril de 2019, de 
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/12349.pdf 
 
Vicente, M. M., & Ferreira, M. F. (Setembro de 2016). Eu e os outros em diálogo:revisitando 
conceitos sobre comunicação e alteridade. Revista de Estudos da Comunicação, v 
17 (43) pp. 119-131. Acedido em 9 de abril de 2019, de 
https://periodicos.pucpr.br/index.php/estudosdecomunicacao/article/download/22556/21
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