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Fortaleza – CE 
Abril - 2017 
 
 
UNICE – ENSINO SUPERIOR 
IESF – INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE FORTALEZA 
GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE PESQUISA 
A ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA INTEGRADA COMO ESTRATÉGIA 
NA PREVENÇÃO DA AUTOMEDICAÇÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LUCIANA ANDRÉ DA SILVA
Fortaleza – CE 
Abril - 2017 
 
 
 
 
LUCIANA ANDRÉ DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE PESQUISA 
A ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA INTEGRADA COMO ESTRATÉGIA 
NA PREVENÇÃO DA AUTOMEDICAÇÃO. 
 
 
 
 
 
 
Projeto de pesquisa apresentado a UNICE – 
Ensino Superior / IESF – Instituto Superior de 
Fortaleza, como requisito para obtenção de 
nota parcial na disciplina Metodologia do 
Trabalho Cientifico, do curso de Farmácia, sob 
orientação da Professora Dra. Terezinha de J. 
Afonso Tartuce.
3 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO.......................................................................................4 
 
 
 
1. JUSTIFICATIVA.................................................................................6 
 
 
 
2. PROBLEMÁTICA...............................................................................7 
 
 
 
3. HIPÓTESES.......................................................................................8 
 
 
 
4. OBJETIVOS.......................................................................................9 
 
4.1 Objetivo Geral................................................................................9 
 
4.2 Objetivos Específicos....................................................................9 
 
 
5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA........................................................10 
 
 
 
6. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .......................................13 
 
 
 
7.CRONOGRAMA ................................................................................14 
 
 
 
8. DESENHO DA PESQUISA .............................................................15 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA.....................................................................................16 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Atualmente a automedicação no Brasil é um caso de saúde 
pública. Sabemos que os medicamentos são produzidos com o intuito de beneficiar 
as pessoas. O uso de uma medicação sem prescrição e de forma incorreta pode 
acarretar o agravamento de uma doença, mascarando alguns sintomas, anulando ou 
potencializando seu o efeito. Pode causar reações alérgicas, dependência e até 
mesmo a morte. O farmacêutico entra nesse processo como o profissional 
especializado capaz de minimizar e até barrar esses riscos através de um trabalho 
correto de assistência farmacêutica. 
 
A automedicação é um problema antigo, que envolve questões 
culturais, sociais e econômicas. Com o poder financeiro da indústria farmacêutica, ela 
encontra como parceira a mídia de massa, que faz altos investimentos em marketing 
e propaganda, divulgando muitas vezes, sem responsabilidade, medicamentos a 
leigos, estimulando assim o consumo irracional. 
 
A incansável busca da conscientização da população quanto ao 
perigo da automedicação pelos profissionais de saúde é de suma importância para 
que nos tornemos país modelo em utilização de medicamentos de forma responsável, 
ou seja, sob orientação médica. O farmacêutico dentro de suas habilitações é o 
profissional capacitado para prestar assistência farmacêutica, cujo objetivo principal é 
conscientizar o paciente que os medicamentos utilizados corretamente e sob 
orientação médica, propiciam alívio de males que afetam a sua saúde. É claro que 
acabar com a automedicação é impossível, contudo é possível minimizá-la, fazendo 
que haja uma estreita relação entre profissional e paciente, de modo a garantir o bem-
estar da população de modo geral. 
 
Diante desse quadro, este Projeto de Pesquisa apresentará um 
planejamento da monografia, que será realizada para a conclusão do Curso Superior 
de Farmácia, na qual pretende apontar estratégias de como o farmacêutico pode estar 
preparado para atender esse indivíduo que busca na farmácia à automedicação e 
através da assistência farmacêutica, conscientizar, alertar sobre os perigos e instruir 
5 
 
 
a forma correta de utilização do medicamento, sendo assim uma medida preventiva 
no combate do uso irracional de medicação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
1. JUSTIFICATIVA 
 
 
 Diante da grande procura nas farmácias pela auto prescrição, 
sem nenhum tipo de auxilio medico, tornam-se necessárias medidas preventivas para 
diminuir a automedicação e o seu uso irracional, numa tentativa de conscientização 
da população quanto ao perigo e os efeitos adversos que o uso de medicamentos sem 
prescrição médica podem causar. O farmacêutico é o profissional que conhece os 
aspectos do medicamento e, portanto, ele pode dar uma informação privilegiada às 
pessoas que o procuram, na farmácia. 
 
Percebendo a importância e relevância do assunto nos dias 
atuais e entendendo que é necessário que o Farmacêutico esteja preparado para essa 
situação rotineira no cotidiano da Farmácia, é importante entender os motivos que 
levam ao indivíduo a auto prescrição, os efeitos negativos que isso causa e como a 
assistência farmacêutica pode auxiliar de maneira preventiva na automedicação e no 
uso racional de medicamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
 
 
2. PROBLEMÁTICA 
 
 
 
 
 
Como o profissional farmacêutico pode contribuir diante dos 
altos índices na prática da automedicação e quais estratégias utilizar diante dessa 
situação? 
 
 
 
 
8 
 
 
 
3. HIPÓTESES 
 
 
A dificuldade de atendimento em postos de saúde e hospitais por 
causa do pouco contingente médico diante da grande demanda faz com que o 
paciente se automedique. 
 
A questão cultural que trata com normalidade o uso de 
medicamentos através de indicações de amigos e familiares que já tiveram o mesmo 
problema. 
 
O grande investimento em marketing feito pelos laboratórios, 
visando maiores lucros, divulgando informações resumidas, faz com que o paciente 
opte por medicamentos sem consulta do médico. 
 
O desconhecimento do paciente que a automedicação aumenta 
o risco das interações medicamentosas, reações alérgicas, intoxicação entre outros. 
 
O problema da automedicação está diretamente relacionado a 
crise do sistema de saúde brasileiro, favorecendo que o paciente se automedique. 
 
O atendimento farmacêutico especializado, pode ser fator 
decisivo na conscientização do paciente que é importante a indicação do medico na 
escolha da medicação a ser utilizada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
4. OBJETIVOS 
 
 
 
 
 
4.1 OBJETIVO GERAL 
 
 
 
 
Pretende-se investigar o problema da automedicação, e como 
uma assistência farmacêutica pode agir como medida preventiva estimulando o uso 
racional de medicamentos. 
 
 
 
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
 
 
 
▪ Investigar e entender as motivações e demandas na procura da 
automedicação. 
 
▪ Esclarecer os perigos do uso irracional e da automedicação. 
 
▪ Entender o posicionamento do farmacêutico diante a automedicação.10 
 
 
5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
 
A automedicação é uma prática comum no Brasil. ARRAES1 
comenta que estudos indicam, que pelo menos 35% dos medicamentos são 
adquiridos sem prescrição médica. No entanto, poucos sabem que isto pode causar 
problemas de saúde, como reações alérgicas, intoxicações, dependência química e 
alguns casos pode ser fatal. Em boa parte dos casos, a indicação vem de familiares 
ou amigos, que já tiveram quadro clínico parecido e que desconhecem o fato de que 
cada organismo reage de forma diferente aos remédios. Ou seja, não é porque uma 
medicação teve efeitos positivos em alguém conhecido que trará benefícios à pessoa 
que apresenta um problema semelhante. 
 
De acordo com KATZUNG2, alguns medicamentos, como 
analgésicos, vitaminas, antiácidos, laxantes e descongestionantes nasais, são 
vendidos sem prescrição médica, isso não significa que não façam mal à saúde. Eles 
podem agravar doenças, mascarar sintomas ou até mesmo ter efeitos colaterais 
gravíssimos. 
 
No Brasil, onde o acesso à assistência médica pública é difícil e 
onde há uma grande parcela da sociedade na faixa de pobreza, a prática da 
automedicação tornou-se bastante comum. Mas somente o fator financeiro não basta 
para explicar a prática da automedicação, fatores como escolaridade, classe social, 
acesso a informações sobre os medicamentos, e também o fator cultural auxilia nesse 
contexto. 
 
Percebe-se que a automedicação no Brasil vem se destacando 
principalmente por causa da crise, no setor da saúde. Sendo que a automedicação 
também aumenta o risco das interações medicamentosas, as quais podem reduzir o 
efeito terapêutico ou aumentar a toxicidade do medicamento. A forte tendência à 
automedicação, justificada pelas condições socioeconômicas de grande parte da 
 
1 Paulo Sergio Arraes. Perfil da automedicação no Brasil. 1997, p.71 
2 Bertram G. Katzung. Farmacologia Básica e Clinica. 2005, p.102 
11 
 
população, colocam o País ainda na perspectiva da busca de soluções. Sabendo da 
precariedade de órgãos de fiscalização, que não conseguem êxito em coibir tal prática 
que acontece indiscriminadamente no dia a dia da farmácia, vejo como importante a 
discursão desse tema e como o farmacêutico deve se preparar para agir diante dessa 
problemática. 
 
Pesquisas mostram que o Brasil tem números alarmantes 
quanto ao consumo de medicamentos e percebe-se que está estreitamente 
relacionado ao forte marketing exercido pelo mercado da indústria farmacêutica, que 
através de várias ferramentas divulgam e facilitam o acesso a medicamentos. 
Drogarias vem se tornando supermercados, favorecendo cada vez mais a auto 
prescrição, favorecido pela facilidade e um suposto esclarecimento que induz a 
compra de medicamento sem nenhuma prescrição medica induzindo a um consumo 
excessivo que acarreta uma série de problemas para a saúde. De acordo com 
STORPIRTIS et al. “A promoção comercial inadequada de produtos farmacêuticos 
tem influído negativamente nos hábitos de prescrição, dispensa e uso”.3 
 
Sabe-se que o medicamento está em primeiro lugar como 
principal agente tóxico, que causa intoxicação em seres humanos no Brasil ocupando 
assim o primeiro lugar nas estatísticas do Sistema Nacional de Informações Tóxico-
Farmacológicas (SINITOX) que tem como principal atribuição coordenar a coleta, a 
compilação, a análise e a divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento 
notificados no país. Como o farmacêutico pode se posicionar diante dessa situação? 
 
Conforme STORPIRTIS et al. 
Enquanto futuros profissionais, devem estar 
aptos a atuar na (re)organização dos serviços 
farmacêuticos, integrados aos demais serviços 
e de acordo com o modelo de saúde 
estabelecido no país, com a apropriação dos 
conceitos chaves de Assistência 
Farmacêutica, Atenção Farmacêutica, 
Medicamentos Essenciais, Uso Racional de 
Medicamentos e termos relacionados, de 
forma a atingir a integralidade e resolutividade 
das ações de saúde.4 
 
3 Sílvia Storpirtis. Farmácia clínica e atenção farmacêutica. 2013, p. 16. 
4 Idem. Ibidem. p.328. 
12 
 
 
De acordo com KATZUNG5 a assistência farmacêutica 
caracteriza-se como um conjunto de ações relacionadas à dispensação de 
medicamentos, enfatizando a orientação, com o objetivo de contribuir para o sucesso 
da terapêutica. O farmacêutico deve exercer assistência auxiliando o paciente quanto 
ao modo de usar e ao armazenamento, alertando dos prováveis efeitos colaterais e 
interações. Informando para não usar medicamentos sem orientação médica ou por 
conta própria, principalmente no caso da mulher estiver grávida ou amamentando, a 
menos que o conheça muito bem ou que tenha orientação médica. Informar na 
importância em seguir as orientações médicas sobre o horário de administração e as 
restrições na alimentação, porque os alimentos modificam os seus efeitos. Observar 
se a embalagem está intacta, se o rótulo está em perfeitas condições, data de validade 
e informar o paciente se o medicamento que ele vai usar causa hábito ou vício. 
Informar os perigos da automedicação, diante disso conscientizando o paciente na 
importância do auxílio médico, e no caso de auto prescrição, que o paciente possua 
todas as informações necessárias para uma melhor escolha e utilização, tendo assim 
um uso racional do medicamento, além de tratamentos alternativos não científicos 
dentre outras orientações. 
 
A população deve ter consciência que o uso irracional de 
medicamentos, sem conhecimento, sem informação e sem orientação, aumenta os 
riscos de reações indesejáveis e pode agravar a doença. Resumindo, a atenção 
farmacêutica pode garantir a qualidade e a eficácia do medicamento. Orientar o 
paciente quanto ao uso correto, aumentar a eficácia do tratamento prescrito e previne 
efeitos colaterais ou interações medicamentosas. Enfim, a assistência farmacêutica é 
essencial para orientar o paciente sobre os cuidados do uso de medicamento, sendo 
essa uma estratégia em relação a automedicação e o uso irracional de medicações. 
 
 
5 Bertram G. Katzung. Farmacologia Básica e Clinica. 2005, p.103 
13 
 
 
 
6. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
 
 
 
 
 
Para a realização da monografia será realizada uma pesquisa 
bibliográfica baseada em várias literaturas, desde livros, revistas e artigos da internet 
relativas ao assunto, qualificando e enriquecendo a pesquisa. 
 
 A pesquisa terá uma abordagem qualitativa, pois iremos obter 
dados para compreender a problemática da automedicação, nos ajudando a 
compreender a questão. A pesquisa terá um cunho exploratório buscando o maior 
número de informações possíveis sobre o assunto investigado. 
 
 Será utilizada a pesquisa de campo, onde será aplicado um 
questionário, que será elaborado posteriormente, numa farmácia previamente 
escolhida. Com o intuito de buscar dados sobre a compra de medicamentos com ou 
sem prescrição medica, a maior procura de medicamentos como analgésicos, 
antigripais, entre outros e a idade do paciente. Esses dados serão confrontados com 
a pesquisa bibliográfica para atingir um melhor resultado na pesquisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
7. CRONOGRAMA 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES/ MESES 2017 
 
 
Maio 
 
Jun 
 
Jul 
 
Ago 
 
Set 
 
Out 
 
Seleção e Leitura do Assunto 
X X X 
Elaboração Projeto X 
 
Início da Monografia 
 
 
X 
Seleção da Amostra 
Elaboração das entrevistas 
 X XEstudos Exploratórios X X 
Aplicação das entrevistas X 
 
Análise dos Dados Coletados 
 
X 
 
 
Organização dos Conteúdos 
 
 
X 
 
X 
 
X 
 
Apresentação do Resultado X 
15 
 
 
 
DESENHO DA PESQUISA 
 
 
 
 
 
Pretende-se para realização da monografia de conclusão do 
Curso de Farmácia, da UNICE - Ensino Superior/ IESF - Instituto de Ensino 
Superior de Fortaleza, organizar a estrutura do trabalho para melhor fundamentar e 
organizar em três capítulos: 
 
Capítulo I: Motivações e demandas na procura da 
automedicação no Brasil. 
 
Capítulo II: Os riscos da automedicação. 
 
Capítulo III: A assistência farmacêutica diante a 
automedicação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
 
 
 
ARRAIS, Paulo Sérgio D., Perfil da automedicação no Brasil. Rev. Saúde Pública, 
31 (1): 71-7, 1997. 
 
KATZUNG, B.G. Farmacologia básica e clínica. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2005. 
 
STORPIRTIS, Sílvia et al. Farmácia clínica e atenção farmacêutica. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2013.

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