A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
209 pág.
livro_04_precos_e_servicos_de_engenharia_e_arquitetura_consultiva

Pré-visualização | Página 21 de 42

Paulo Roberto Vilela Dias 95
• Lucro Real
• Lucro Presumido
• Lucro Arbitrado
• Simples
Simples
Existe, neste momento, prerrogativa para que empresas de engenharia se enquadrem nesta forma de 
tributação. Algumas entidades de classe de construtoras têm obtido mandados de segurança garantindo 
esta modalidade de regime tributário aos seus associados.
Lucro Presumido ou Arbitrado
Os percentuais fixados no artigo 15 da Lei 9249/95, para quem optar pelo Lucro Presumido ou Arbitrado, 
são os seguintes:
A) 8% Venda de mercadorias e produtos;
B) 1,6% Revenda, para consumo, de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico 
 carburante e gás natural;
C) 16% Prestação de serviços de transporte, exceto o de carga que é de 8%;
D) 32% Prestação de demais serviços;
E) 8%, Atividades imobiliárias;
F) 8% Empreitada global;
G) 32% Administração de obras.
Por exemplo, empresas de engenharia de construção que optem por esta modalidade de tributação pa-
garão 1,2% de IR sobre o valor da nota fiscal, da seguinte maneira:
Considerando-se o percentual como igual a 8% (letra F, acima) e sendo a alíquota do IR de 15%, temos: 
IR: 8% x 15% = 1,2% 
Para empresas de engenharia consultiva o IR é igual a 4,8%, quando tributado sobre o lucro presumido 
(letra D = 32%).
Preços de Serviços de Engenharia e Arquitetura Consultiva 96
Lucro Real
Como o próprio título define, a tributação incidirá sobre o lucro efetivo da empresa (ajustado pelas adi-
ções e exclusões permitidas na lei).
Alíquota
• 15% para lucro da empresa até R$ 20.000,00 por mês;
• 25% para o lucro excedente a R$ 20.000,00 por mês.
Obs: A Lei define apenas o lucro anual R$ 240.000,00. Considera-se a conversão mensal porque o cálculo 
do IR é processado mensalmente.
O pagamento do IR é trimestral, seguindo os semestres civis.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO
A base de cálculo da Contribuição Social sobre o lucro das pessoas jurídicas com fins lucrativos é:
• 12% sobre a Receita Bruta quando tributada pelo Lucro Presumido ou Arbitrado e 100% sobre as 
demais Receitas Operacionais (Financeiras e etc).
Alíquota
A alíquota é de 9%, assim temos:
Base de Cálculo:
Receita Bruta das obras por empreitada
Receita Financeira
12% sobre R$ 1.000.000,00
100% sobre R$ 500.000,00
Total
Alíquota da CSLL
Valor da CSLL a pagar
R$ 1.000.000,00
R$ 500.000,00
R$ 120.000,00
R$ 500.000,00
R$ 620.000,00
9%
R$ 55.800,00
Paulo Roberto Vilela Dias 97
• 9% quando tributada pelo Lucro Real de acordo com a MP 1858-10 de 26/10/99, lembrando que a 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido não pode mais ser deduzida do COFINS.
Exemplo de Cálculo:
O pagamento da CSLL é trimestral, seguindo os semestres civis, da mesma forma que o IR.
Desta maneira, a forma correta de se calcular a incidência de impostos nos custos dos serviços de enge-
nharia é a seguinte:
(1) Cálculo da percentagem considerando-se o lucro igual a 10%
OBS: A vantagem de se adotar o cálculo dos impostos conforme exposto anteriormente é que o lucro pre-
visto, no caso 10%, corresponderá efetivamente ao lucro real, o que permite a provisão para pagamento 
do IR e da CSLL. 
Lucro do exercício 
Alíquota da CSLL
Valor da CSLL a pagar
R$ 1.000.000,00
9%
R$ 90.000,00
Serviços de Engenharia
DESCRIÇÃO %
ISS
COFINS
PIS
CSLL (1) ( 10% x 9% )
IR (1) ( 10% x 15% )
TOTAL
5,00
3,00
0,65
0,90
1,50
11,05%
Preços de Serviços de Engenharia e Arquitetura Consultiva 98
10
EXEMPLOS PRÁTICOS 
EXERCÍCIO Nº 1:
Calcular o orçamento de um projeto básico, por preço global, sendo que todas as despesas decorrentes 
do contrato correrão por conta do licitante. O regime tributário da empresa é o de lucro presumido.
Considerar os seguintes dados:
• encargos sociais = 87%
• administração central = 10%
• encargos financeiros = 1%
• impostos: ISS = 4%
- COFINS = 3%
- PIS = 0,65%
- IR = 4,8%, lucro presumido para projetos. 
- CSLL = 1,08%
• lucro = 10%
1. PLANILHA DE QUANTIDADES
a. Mão de Obra
Paulo Roberto Vilela Dias 99
b. Despesas Gerais
c. Ensaios Tecnológicos
2. FÓRMULAS DE CÁLCULO DO K
a) K sobre a mão de obra
K mo = (1 + ES) (1 + EC + AC + EF)
1 – (I + L)
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	C usto
Unitá rio Tota l
Coordenador	de	contrato 0,25 6
E ngº	médio 0,5 6
E ngº	junior 1 6
Técnico	médio 1 6
Topógrafo 1 2
Auxiliar	de	topografia 2 2
C adis ta 1 6
Operador	de	micro 1 6
S ecretária 1 6
Mens ageiro 1 6
TOTAL 	DE 	CUS TO	DE 	MÃO	DE 	OBRA
Descrição Quantidade Meses
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	C usto
Unitário Tota l
Veículo	de	pas s eio 1 6
Microcomputador	e	impres s ora 2 6
Teodolito,	trena	e	etc 1 2
P lotagens 15 6
C ópias 	A1 25 6
C ópias 	xerox 	A4 200 6
F otos 36 6
E ncadernações 3 6
TOTAL 	DE 	CUS TO	DAS 	DES P ES AS 	GERAIS
Descrição Quantidade Meses
	
Unitário Tota l
E ns aios 	tecnológicos 1 3
TOTAL 	GERAL 	DO	ORÇAMENTO
Custo
Descrição Quantidade Meses
Preços de Serviços de Engenharia e Arquitetura Consultiva 100
b) K sobre Despesas Gerais
KDG = Multiplicador de Despesas Gerais, corresponde ao multiplicador referente aos custos indiretos inci-
dentes sobre as despesas gerais, ou seja, qualquer item de custo direto exceto salários.
Exemplo:
KDG = 1,45
K DG = (1 + AC + EF)
K mo = (1 + 0,87) (1 + 0,10 + 0,01) = 2,0757 = 2,7144
K mo = (1 + 0,10 + 0,01) = 1,11 = 1,4514
K mo = 2,7144
K mo = 2,71
1 – (I + L)
 1 – (0,1353 + 0,10) 0,7647 
1 – (0,1353 + 0,10) 0,7647
Exemplo do cálculo do K:
ES = 87,00%
AC = 10,00%
EF = 1,00%
I = 13,53%
 ISS = 4,00%
 COFINS = 3,00%
 PIS = 0,65%
 IR = 4,80%
 CSLL = 1,08%
 Total = 13,53%
L = 10,00%
Paulo Roberto Vilela Dias 101
3. PLANILHA DE CUSTO
a) Mão de obra
b) Despesas Gerais
c) Ensaios Tecnológicos
Preços de Serviços de Engenharia e Arquitetura Consultiva 102
b) Despesas Gerais
c) Ensaios Tecnológicos
4. PLANILHA DE VENDA
a) Mão de obra
Paulo Roberto Vilela Dias 103
EXERCÍCIO Nº 2:
Calcular o orçamento de um projeto básico, por preço global, sendo as despesas de pessoal e gerais por 
conta do licitante, enquanto que as demais serão reembolsadas pelo contratante (ensaios tecnológicos).
Considerar as mesmas condições do exercício anterior.
1. PLANILHA DE QUANTIDADES
a) Mão de Obra
b) Despesas Gerais
Preços de Serviços de Engenharia e Arquitetura Consultiva 104
c) Ensaios Tecnológicos
2.. FÓRMULAS DE CÁLCULO DO K
a) K sobre a mão de obra
Exemplo do cálculo do K:
ES = 87,00%
AC = 10,00%
EF = 1,00%
I = 13,53%
 ISS = 4,00%
 COFINS = 3,00%
 PIS = 0,65%
 I R = 4,80%
 CSLL = 1,08%
 TOTAL = 13,53%
L = 10,00%
K mo = (1 + ES) (1 + EC + AC + EF)
1 – (I + L)
K mo = (1 + 0,87) (1 + 0,10 + 0,01) = 2,0757 = 2,7144
K mo = 2,7144
K mo = 2,71
 1 – (0,1353 + 0,10) 0,7647 
Paulo Roberto Vilela Dias 105
b) K sobre Despesas Gerais
2.3) K sobre Despesas Efetuadas pelo Cliente
KDG = Multiplicador de Despesas Gerais, corresponde ao multiplicador referente aos custos indiretos inci-
dentes sobre as despesas gerais, ou seja, qualquer item de custo direto exceto salários.
Exemplo:
KDC = Multiplicador de Despesas do Cliente, corresponde ao multiplicador referente aos custos indiretos 
incidentes sobre as despesas efetuadas diretamente pelo cliente, ou seja, qualquer item de custo direto 
exceto salários, pagos pelo próprio cliente.
KDG = 1,45
K DC = 1,222222
K DC = 1,22
K DG = (1 + AC + EF)
K DC = (1 + AC)
K mo = (1 + 0,10) = 1,1
K mo =