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FÁRMACOS OPIOIDES 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ 
FACULDADE DE MEDICINA 
DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA E FARMACOLOGIA 
 
TERESINHA BRITO 
DOR 
“Experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou 
relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos”. (IASP - International 
Association for the Study of Pain) 
Componente sensorial 
Componente emocional 
+ 
TRANSMISSÃO DA DOR 
MODULAÇÃO DA DOR 
O controle da dor é uma das mais importantes prioridades terapêuticas 
FÁRMACOS UTILIZADOS PARA O 
CONTROLE DA DOR: 
Analgésicos Opioides 
Anti-inflamatórios 
Anestésicos Locais 
Diversos fármacos de ação central: 
• Antidepressivos (Amitriptilina) 
• Fármacos para dores específicas: 
– Carbamazepina (Neuralgia do Trigêmio) 
– Ergotaminas (Enxaqueca) 
 
 
ESCALA DE DOR 
ESCADA ANALGÉSICA DA OMS 
ESCADA ANALGÉSICA DA OMS 
A estes analgésicos podem ser associados fármacos adjuvantes 
como os antidepressivos, anticonvulsivantes, dentre outros. 
FÁRMACOS ANALGÉSICOS 
 ANALGÉSICOS NÃO-OPIOIDES: Caracterizam-se por 
diminuir a produção dos mediadores da dor local. 
 
 ANALGÉSICOS OPIOIDES: Caracterizam-se por bloquear 
os sinais nociceptivos e os centros cerebrais superiores, 
controlando os componentes afetivos da dor. 
ANALGÉSICOS OPIOIDES? 
 Opioides: são substâncias naturais, semi-sintéticas ou 
sintéticas que agem nas estruturas do SNC promovendo 
alívio da dor sem provocar perda da consciência. Possuem 
propriedades similares às dos opioides endógenos. 
 
 
 Opiáceos: compostos naturais derivados do 
ópio (extrato da seiva da papoula, 
Papaver somniferum, que contém morfina 
e outros alcaloides relacionados). 
 Analgésicos narcóticos: termo antigo para 
opioides. 
 
HISTÓRICO DO ÓPIO 
  Obtido da planta denominada Papaver somniferum, por incisão da bolsa 
de sementes após as pétalas terem caído. O látex branco, torna-se 
marrom e endurece. Esta goma marrom é o ópio (agente produtor de 
euforia, analgesia, sono e antidiarreico). 
 Utilizado a mais de 6.000 anos, pelos egípcios, gregos e romanos. 
 Contém cerca de 20 alcaloides, incluindo morfina, codeína, tebaína e 
papaverina. 
 Em 1803, Sertürner, farmacêutico alemão, isolou o principal alcaloide do 
ópio - a MORFINA, em homenagem à Morfeu, Deus do sono, na Mitologia 
grega 
Todas as drogas, naturais e sintéticas, com 
propriedades semelhantes às da morfina, incluindo 
peptídeos endógenos. 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
 Peptídeos opioides endógenos (ligantes naturais dos receptores 
opioides): 
• Endorfinas 
• Encefalinas 
• Dinorfinas 
Mediação do estresse e ansiedade 
Produção de analgesia 
A inibição descendente é mediada principalmente pelas encefalinas, 5-
HT e noradrenalina. Os opioides causam analgesia parcialmente por 
ativarem essas vias descendentes e parcialmente por inibirem a 
transmissão no corno dorsal da medula 
MECANISMOS ENDÓGENOS DE ANALGESIA 
 São indicados no tratamento das dores agudas 
moderadas a intensas. Também na dor crônica, porém há 
risco de tolerância e dependência; 
 Redução da transmissão medular de impulsos periféricos; 
 Reforço de sistemas inibitórios; 
 Interferência na interpretação afetiva da dor. 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
Uso como droga de abuso: 
• Sensação de bem-estar, euforia e prazer 
• Tranquilidade, sonolência, letargia 
• Isolamento da realidade 
• Estado sem sofrimento, embotamento mental 
• Alívio da dor e ansiedade 
 Tradicional: baseada na potência analgésica. 
 Origem da droga: quanto à etiologia natural ou sintética. 
 Funcional: quanto à ação no receptor opioide. 
CLASSIFICAÇÃO DOS OPIOIDES 
ANALGÉSICOS 
OPIOIDES 
Katzung, 2014 
RECEPTORES OPIOIDES 
 Os opioides atuam a nível celular ligando-se aos receptores opioides 
presentes em todo sistema nervoso central (SNC); 
 Especialmente no núcleo do trato solitário, área cinzenta 
periaquedutal, córtex cerebral, regiões límbicas, tálamo, hipotálamo, 
substância gelatinosa da medula espinhal. 
 Receptores opioides podem também estar presentes em terminações 
nervosas aferentes periféricas, em diversos outros órgãos (TGI, 
bexiga), células imunológicas (linfócitos, macrófagos e monócitos). 
 Inflamação: aumento de receptores opioides em tecidos periféricos. 
RECEPTORES 
OPIOIDES 
Rang & Dale, 2006 
RECEPTORES OPIOIDES 
 Receptor µ (mu): 
 Responsável pela maioria dos efeitos analgésicos e adversos dos opioides 
(analgesia supra-espinhal, depressão respiratória, euforia, dependência) 
 A maioria dos opioides são agonistas dos receptores µ. 
 Subtipos: µ1 – Efeito analgésico 
 µ2 - Depressão respiratória 
 Receptor κ (capa): 
 Tem menor efeito adverso e não contribuem para a dependência; 
 Analgesia no nível espinhal, sedação, miose e disforia. 
 Geralmente não são usados no tratamento de longa duração por que produzem 
efeitos disfóricos e psicomiméticos. 
 Receptor δ (delta): 
 Modulam efeitos disfóricos, alucinatórios e de estimulação respiratória 
 Efeitos periféricos dos opióides 
 Alteração no comportamento afetivo 
 
RECEPTORES OPIOIDES 
Katzung, 2014 
Os opioides variam não somente em sua especificidade para receptores, mas 
também em sua eficácia nos diferentes tipos de receptor. 
RECEPTORES OPIOIDES 
Rang & Dale, 2012 
 MECANISMO DE AÇÃO: 
 Receptores opioides são acoplados a proteínas G inibitória 
 Inibem a adenilil ciclase →↓Conteúdo de AMPc intracelular 
 Abrem os canais de potássio (causando hiperpolarização) – pós-sináptico 
 Inibem a abertura dos canais de cálcio (inibem a liberação do transmissor) 
- pré-sináptico 
 Estes efeitos de membrana reduzem a excitabilidade neuronal (porque o 
aumento da condutância de K+ causa hiperpolarização da membrana, 
fazendo que seja menos provável que a célula dispare potenciais de 
ação) e reduzem a liberação de transmissores (pela inibição da entrada 
de Ca2+) 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
ANALGÉSICOS 
OPIOIDES 
MECANISMO DE AÇÃO 
Interferem na transmissão da dor nas vias 
aferentes do SNC, impedindo a passagem 
do impulso nervoso nas sinapses. 
 Evidências sugerem que a analgesia supra-espinhal dos opioides 
envolve a liberação de peptídeos opioides endógenos, tanto dos 
locais supra-espinhais, quanto dos espinais, e que, no nível 
espinhal, existe também um componente da analgesia que é 
resultado da liberação de serotonina (5-HT) das fibras inibitórias 
descendentes. 
 
 A dor consiste em componentes sensitivos e afetivos (emocionais). 
Os analgésicos opioides são singulares em virtude de sua capacidade 
de reduzir ambos os aspectos da experiência da dor, em particular o 
afetivo. 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
 Os agonistas semelhantes à morfina mais importantes 
incluem a diamorfina, a oxicodona e a codeína. 
 Os principais grupos de análogos sintéticos são as 
piperidinas (petidina e fentanila), os fármacos 
semelhantes à metadona, os benzomorfanos 
(pentazocina), os derivados da tebaína (buprenorfina) e o 
tramadol*. 
 Os analgésicos opioides podem ser administrados por via 
oral, parenteral ou intratecal, para produzir analgesia. 
 Sistema Nervoso Central: 
 Analgesia: 
• Ocorre sem perda de consciência; 
• Dor presente, mas com percepção diminuída (alteração da percepção da 
dor e da reação do paciente a esta dor); 
 Euforia: 
• Sensação agradável de flutuar e de estar livre da ansiedade e do 
desconforto(principalmente em pacientes sem dor); 
• µ= Euforia, κ = Disforia; 
• Codeína e Pentazocina: Grau mínimo de euforia; 
 Sedação: 
• Sonolência e turvação da consciência; 
• Efeito mais frequente em idosos; 
• Crises epilépticas geralmente ocorrem em doses bem acima das 
necessárias para produzir analgesia. 
 
 
 
EFEITOS DOS OPIOIDES 
 
 Sistema Nervoso Central: 
 Depressão respiratória - inibição dos mecanismos do tronco cerebral (decresce a 
resposta ao acúmulo de CO2) 
• Evitar em pacientes com lesão no SNC 
• Evitar em pacientes com insuficiência respiratória 
• Causa primária de morte (sobredose). 
 Supressão da tosse -ação direta no centro da tosse no tronco cerebral, mais 
especificamente a codeína (bastante usada em doses subanalgésicas). 
 Rigidez no tronco - aumento do tônus nos grandes músculos do tronco, 
interferindo na ventilação 
 Náuseas e vômitos - Ativação da zona gatilho quimiorreceptora do tronco cerebral 
→ ocorrem em 40% dos pacientes na dose inicial. Desaparece com o uso contínuo. 
 Constrição pupilar (miose): 
• Praticamente todos os agonistas opioides; 
• Efeito útil no diagnóstico da superdosagem. 
 
 
 
 
 
EFEITOS DOS OPIOIDES 
 
 Efeitos Periféricos: 
 Trato Gastrointestinal 
• Constipação → Aumenta o tônus e reduz a motilidade no TGI (redução dos 
movimentos propulsivos) 
• Constipação severa é muito incômoda para o paciente. 
 Trato Biliar 
• Contração do músculo liso biliar, pode ocasionar cólicas biliares. 
 Trato genitourinário 
• Reduz a função renal (redução do fluxo) 
• Aumenta o tono do ureter e retenção de urina na bexiga. 
 Útero 
• Pode haver prolongamento do trabalho de parto 
 Sistema Neuroendócrino 
• Estimula a liberação de ADH, prolactina e somatotropina. 
 
 
 
 
 
 
EFEITOS DOS OPIOIDES 
 
 Sistema Cardiovascular: 
• Inibem os reflexos barorreceptores; 
• Vasodilatação arterial e venosa - Hipotensão - Bradicardia; 
• Liberação de histamina: causando coceira, constrição brônquica e 
hipotensão; 
• A hipotensão e a bradicardia ocorrem com doses elevadas da 
maioria dos opioides, devido à ação sobre a medula; 
• Com a morfina e fármacos similares, a liberação de histamina pode 
contribuir para a hipotensão; 
• Fentanila e sufentanila são muito usados em pacientes com 
instabilidade hemodinâmica por não liberarem histamina. 
 
 
 
EFEITOS DOS OPIOIDES 
 
 Tolerância: é o resultado da administração prolongada de um fármaco 
(dias ou semanas), causando a perda progressiva do efeito do fármaco; 
 É sobrepujável por doses mais altas do opioide; 
 Se estende para a maioria dos efeitos farmacológicos 
 Pode exigir 50 x a dose analgésica normal da morfina 
 A tolerância é resultado, em parte, da dessensibilização dos receptores de 
opioides µ e, em parte, devido às alterações adaptativas em níveis 
celular, sináptico e de rede. 
 É reversível com o tempo, depois da interrupção do uso do fármaco. 
 
TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA 
 
EFEITOS DOS OPIOIDES 
 
 
EFEITOS DOS OPIOIDES 
 
Katzung, 2014 
TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA 
 
A dependência física refere-se a determinado estado em 
que a retirada do fármaco causa efeitos fisiológicos adversos, 
ou seja, a síndrome de abstinência. 
 
Aumento da irritabilidade, perda de peso, agitação, coriza, 
diarreia, tremores e piloereção. 
 
  Os sinais de dependência física serão muito menos intensos se a retirada do 
opioide for gradual; 
 Alguns analgésicos opioides, como codeína, pentazocina, buprenorfina e 
tramadol, têm muito menos probabilidade de causar dependência física. 
 
 
EFEITOS DOS OPIOIDES 
AÇÕES IMPORTANTES DOS OPIOIDES 
 Analgesia 
 Euforia e sedação 
 Depressão respiratória e supressão da tosse 
 Náuseas e vômitos 
 Constrição pupilar (miose) 
 Redução da motilidade TGI, levando à constipação 
 Liberação de histamina, causando coceira, constrição 
brônquica e hipotensão. 
 Causam tolerância e dependência física 
 
 
EFEITOS INDESEJÁVEIS DOS OPIOIDES 
 Os efeitos colaterais mais problemáticos são náuseas e vômitos, constipação e 
depressão respiratória; 
 A superdosagem aguda com a morfina produz coma e depressão respiratória. 
Katzung, 2014 
 
USO DOS OPIOIDES 
  Analgesia – no tratamento de síndromes dolorosas agudas e crônicas 
• A dor intensa e constante é aliviada com uso de opoides. 
• A dor associada ao câncer e outras doenças terminais 
 Prescrever de acordo com a intensidade da dor: 
• Opioides fracos: codeína, tramadol, propoxifeno 
• Opioides fortes: morfina, oxicodona, metadona, fentanila 
• A administração do opioide a intervalos fixos é mais eficaz no alívio da 
dor do que a quando solicitada. 
• Utilização em obstetrícia - ATENÇÃO - os opioides atravessam a BHE do 
feto, podendo provocar depressão respiratória. 
 
USO DOS OPIOIDES 
 Anestesia 
 medicação pré-anestésica - propriedades sedativas, 
ansiolíticas e analgésicas 
 Podem ser usados como componente primário do 
esquema anestésico (fentanil)- Cirurgia cardio vascular 
 Analgésicos regionais (ação direta sobre a medula 
espinhal) quando administrados nos espaços epidural 
ou subaracnóide da medula espinhal 
 Tratamento da tosse: 
 Particularmente a codeína, folcodina dextrometorfano. 
 Suprimem a tosse em doses sub analgésicas. 
 Tratamento da diarreia: 
 Particularmente a loperamida. 
 Cuidado com diarreias associadas a infecção. 
 
USO DOS OPIOIDES 
 Farmacocinética: 
 Principais locais de absorção: via subcutânea, transdérmica, intramuscular, 
mucosa do nariz, boca e TGI. 
 A maioria dos fármacos semelhantes à morfina passa por considerável 
metabolismo de primeira passagem, e, portanto, eles são menos 
potentes quando usados por via oral. 
 Preparações de liberação lenta; 
 A oxicodona encontra- se amplamente disponível em preparação oral 
deliberação lenta. 
 A codeína é bem absorvida e, habitualmente, administrada por v ia oral. 
 
 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
 Farmacocinética: 
 Distribuídos para todos os componentes do organismo, incluindo o feto; 
 A concentração no SNC é relativamente baixa em relação a outros órgãos, 
devido à barreira hematoencefálica. 
 Distribuição no SNC é variável, com agentes mais lipofílicos tendo maior 
acesso; 
 Compostos como a heroína e codeína atravessam mais facilmente a 
barreira hematoencefálica; 
 Ligam-se a proteínas plasmáticas; 
 Metabolismo: Fígado (glucuronidação); 
 Excreção: metabólitos polares na urina. 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
 Protótipo dos agonistas opioides. 
 Utilizada no tratamento da dor intensa. 
 A dose utilizada deve ser proporcional a dor do paciente. 
 Não deve ser usada na gravidez → transpõe a barreira placentária. 
 Substituída em cirurgias pelo fentanil. 
 Causa liberação de histamina, consequentemente, vasodilatação e 
broncoconstrição; 
 O efeito broncoconstritor pode ter sérias consequências para os 
pacientes asmáticos, aos quais a morfina não deve ser administrada. 
. 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
MORFINA 
 Droga ilícita 
 Derivado diacetílico da morfina 
 Potente e de ação rápida 
 Injetada ou Inspirada 
 Penetra no cérebro e é metabolizado em morfina 
 Interfere nas vias dopaminérgicas mesolímbicas e mesocorticais – 
liberação de DA – ativa vias de recompensa → dependência física e 
psíquica 
 Uso em gestante: baixo peso ao nascer, dependência de lactentes 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
HEROÍNA 
 Antitussígeno; Seu efeito analgésico dá-se por sua conversão em 
morfina; 
 É um alcaloide do ópio natural, usada para efeitos 
analgésicos e antitussígenos; 
 Produz efeitos mais leves que a morfina, com 
menor tendência a abuso e dependência; 
 Utilizada em combinação com outros fármacos 
analgésicos não opioides. 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
CODEÍNA 
 Tem efeito constipante (diminui a motilidade e a 
secreção do TGI); 
 A loperamida é um opioide expelido do SNC pela 
P- glicoproteína e que, por isso, não tem atividade 
analgésica. Ela inibe o peristaltismo e é utilizada 
para o controle de diarreia. 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
LOPERAMIDA 
 Opioide de longa duração sendo usada em pacientes com 
câncer terminal; 
 A metadona é oralmente ativa e farmacologicamente 
semelhante à morfina (meia vida plasmática > 24h); 
 Desintoxicante no tratamento de dependentes, pois reduz 
significativamente os sintomas da síndrome de abstinência. 
 
 
 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
METADONA 
 Ação mais rápida e menos duradoura 
 75 a 100 vezes mais potente que a morfina (agonista forte). 
 Anestésico; 
 Analgésico - dores graves; 
 Uso clínico como adesivo transdérmico (dor crônica grave) 
 Lipossolúvel, ação curta no SNC; 
 Causa rigidez, que pode ser controlada com bloqueadores 
neuromusculares; 
 Não liberam histamina, por isso muito utilizado em pacientes 
com instabilidade hemodinâmica 
 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
FENTANILA 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
 Estrutura ≠ da morfina, análogo sintético da codeína 
 Analgésico agonista parcial dos receptores opioides – ação central 
 É amplamente usado como analgésico para dor pós- operatória. 
 É agonista fraco nos receptores de opioides (µ, κ e δ) e também um fraco inibidor 
da recaptação de noradrenalina e serotonina. 
 Melhor perfil de efeitos adversos que a maioria dos opioides. 
 É administrado por VO, IM ou EV para dor moderada a intensa. 
 Dores do parto - ↓depressão respiratória 
 Traumatologia 
 Implantodontia 
 Pode causar convulsões – fatores predisponentes 
 Tem baixo potencial de produzir tolerância e abuso, podendo ser usado a longo 
prazo. 
 Efeitos adversos: sonolência, náusea, constipação, prurido, cefaleia 
 
 
TRAMADOL 
 Antagonistas opioides: 
 Protótipo: Naloxona 
 Reverte a ação ou bloqueia a ação de agonistas; 
 Útil na superdosagem por opioides; 
 Precipita síndrome de abstinência em usuários crônico de opioides; 
 A naloxona foi o primeiro antagonista puro de opioides, tendo 
afinidade pelos três receptores de opioides clássicos (µ > κ ≥ δ) 
 Os principais usos clínicos da naloxona são para tratar a depressão 
respiratória causada por superdosagem de opioides e, 
ocasionalmente, reverter o efeito dos analgésicos opioides usados 
durante o trabalho de parto sobre o recém- nascido. 
 Geralmente, é administrada por via intravenosa e seus efeitos são 
produzidos imediatamente. 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
 Antagonistas opioides: 
 Naltrexona: 
 Usada no tratamento do alcoolismo e dependência de 
opioides ; 
 Maior eficácia por administração oral; 
 Ação longa; 
 Aumenta a secreção dos hormônios 
LH, FHS, ACTH, ADH, somatotropina e prolactina 
 
 
 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 
A analgesia e os efeitos depressores podem ser acentuados por 
interações com outras drogas 
Katzung, 2014 
Estados dolorosos e/ou inflamatórios agudos (dor 
já instalada) 
Dores pós operatórias (edema e dor) 
Lesões traumáticas 
Luxações/disfunções ATM 
 
PRINCIPAIS USOS DOS OPIOIDES NA 
ODONTOLOGIA 
 
 
USO DOS OPIOIDES 
 
 Alguns questionamentos... 
 É necessária a analgesia? 
 O analgésico opioide vai obscurecer os sinais e 
sintomas? 
 Os analgésicos opioides podem agravar a situação 
do paciente? 
 Há possibilidade de interações medicamentosas 
significativas? 
 
O motivo por trás da coadministração de dois fármacos que produzem analgesia através de 
diferentes mecanismos é que, se os efeitos forem aditivos, podem- se administrar quantidades 
menores de ambos os fármacos e, ainda assim, produzir o mesmo grau de analgesia. 
COMBINAÇÕES ANALGÉSICAS 
Katzung, 2014 
 
PRINCIPAIS ANALGÉSICOS OPIÓIDES 
EMPREGADOS EM ODONTOLOGIA 
 
Tylex ®→ mais utilizado na pós cirurgia odontológica 
REFERÊNCIAS

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