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ARTICULAÇÕES DA COLUNA CERVICAL Alunas: Larissa Kaori, Mariani Pegoraro, Mayanara Guaripuna, Rayany Estevão e Rhandra Grubert. Neumann, 2011. (2ª edição) Sobotta, 2000. (21ª edição) ARTICULAÇÕES CRANIOVERTEBRAIS São articulações sinoviais que não possuem discos intervertebrais. Sua arquitetura permite uma amplitude de movimento maior do que o restante da coluna vertebral. As articulações incluem os côndilos occipitais, o atlas e o áxis. Existem dois grupos: Articulações atlantoccipitais Articulações atlantoaxiais Sobotta, 2000. (21ª edição) ARTICULAÇÕES ATLANTOCCIPITAIS São formadas pelas faces articulares superiores das massas laterais do atlas e os côndilos occipitais. Permitem acenar com a cabeça, como na flexão e extensão da cabeça indicativa de aprovação. Essas articulações também possibilitam a inclinação lateral da cabeça. O principal movimento é de flexão, com leve flexão lateral e rotação. Sobotta, 2000. (21ª edição) São articulações sinoviais do tipo elipsoide e têm cápsulas articulares finas e frouxas. O crânio e CI também estão unidos por membranas atlantoccipitais anterior e posterior, que se estendem dos arcos anterior e posterior de CI até as margens anterior e posterior do forame magno. São essenciais para evitar o movimento excessivo das articulações atlantoccipitais. Moore, 2014. ARTICULAÇÕES ATLANTOAXIAIS Entre o atlas e o áxis (vértebra C II). Existem três articulações atlantoaxiais: duas articulações atlantoaxiais laterais (direita e esquerda) entre as faces inferiores das massas laterais de CI e as faces superiores de C II, e uma articulação atlantoaxial mediana entre o dente do áxis de CII e o arco anterior do atlas. As articulações atlantoaxiais laterais são sinoviais planas, enquanto a articulação atlantoaxial mediana é trocóidea. Moore, 2014. O movimento das três articulações atlantoaxiais permite que a cabeça gire de um lado para outro, como ocorre ao girar a cabeça para indicar desaprovação (o movimento de “não”). Durante esse movimento, o crânio e C I giram sobre C II como uma unidade. Durante a rotação da cabeça, o dente de C II é o eixo ou pivô, que é mantido em uma cavidade ou colar formado anteriormente pelo arco anterior do atlas e posteriormente pelo ligamento transverso do atlas, essa faixa resistente estende-se entre os tubérculos nas faces mediais das massas laterais da vértebra C I. Moore, 2014. Além disso, as articulações atlantoaxiais possuem outros componentes: O ligamento cruciforme do atlas, possui esse nome em razão de sua semelhança com uma cruz, é formado pelo ligamento transverso do atlas junto com os fascículos longitudinais. Os ligamentos alares estendem-se das laterais do dente do áxis até as margens laterais do forame magno. Servem como ligamentos de contenção, evitando a rotação excessiva nas articulações. A membrana tectória é a forte continuação superior do ligamento longitudinal posterior que se alarga e segue posteriormente sobre a articulação atlantoaxial mediana e seus ligamentos. Moore, 2014. Sobotta, 2000. (21ª edição) Moore, 2014. ARTICULAÇÕES DOS CORPOS VERTEBRAIS São sínfises destinadas a sustentação de peso e resistência, sendo unidas por discos intervertebrais e ligamentos. Os discos intervertebrais oferecem fixações fortes entre os corpos vertebrais, unindo-os em uma estrutura semirrígida contínua denominada coluna vertebral e formando a metade inferior da margem anterior do forame intervertebral. Possibilitam movimento articular e sua deformabilidade elástica permite que absorvam choques mecânicos. A organização das lamelas permite uma rotação limitada entre as vértebras adjacentes. Moore, 2014. A composição semilíquida do núcleo pulposo é a responsável por grande parte da flexibilidade e resiliência do disco intervertebral. Não há disco intervertebral entre CI e CII. A espessura relativa (comparação do tamanho do disco em relação ao corpo) é maior na região cervical, o que possibilita maior mobilidade. LIGAMENTOS DA ARTICULAÇÃO DOS CORPOS VERTEBRAIS Ligamento longitudinal anterior: estende-se longitudinalmente da face pélvica do sacro até o tubérculo anterior da vértebra CI e impede a hiperextensão da coluna vertebral, mantendo a estabilidade das articulações entre os corpos vertebrais. Ligamento longitudinal posterior: faixa muito mais estreita e um pouco mais fraca do que o ligamento longitudinal anterior. Está fixado principalmente aos discos intervertebrais e ajuda a evitar hérnias posteriores. Sobotta, 2000. (21ª edição) ARTICULAÇÕES DOS ARCOS VERTEBRAIS São articulações sinoviais planas entre os processos articulares superiores e inferiores de vértebras adjacentes. Cada articulação é circundada por uma cápsula articular fina, sendo ainda mais finas e frouxas na região cervical. Movimento de deslizamento. Cada articulação é suprida por dois nervos. Moore, 2014. LIGAMENTOS ACESSÓRIOS DAS ARTICULAÇÕES INTERVERTEBRAIS Ligamentos amarelos: evitam a lesão dos discos intervertebrais. São fortes e elásticos, auxiliando na preservação das curvaturas naturais da coluna vertebral. Além de auxiliarem na extensão. Sobotta, 2000. (21ª edição) Ligamentos interespinhais: unem processos espinhosos adjacentes, fixando-se da raiz até o ápice de cada processo. Ligamento nucal: é o local de fixação dos músculos que se inserem nos processos espinhosos das vértebras. Ligamento supraespinhal Ligamento intertransversários: unem processos transversários adjacentes. Moore, 2014. Sobotta, 2000. (21ª edição) MOVIMENTOS DA COLUNA Os movimentos da coluna vertebral são mais livres na região cervical, devido à: A espessura dos discos intervertebrais em relação ao tamanho das vértebras. As faces articulares são relativamente grandes e os planos quase horizontais. As cápsulas articulares são frouxas. O pescoço é relativamente delgado (com menor volume de tecidos moles adjacente em comparação com o tronco). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MOORE, Keith L.; DALLEY, Arthur F.; AGUR, Anne M.R. Anatomia Orientada para a Clínica. 7ª ed. SOBOTTA, Johannes; PUTZ, Reinhard; PABST, Reinhard. Atlas de anatomia humana, volume 1: cabeça, pescoço e extremidade superior. 23ª. ed. TORTORA, GJ and Nielsen, MT. Princípios de anatomia humana. Guanabara Koogan, 12ª ed.