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ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL – ESAB 
CURSO DE MBA EXECUTIVO EMPRESARIAL EM GESTÃO DE 
LOGÍSTICA EMPRESARIAL 
 
 
EDSON RENATO PRIEBERNOW LETTNIN 
 
 
 
 
 
 
 
 
GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS COM ÊNFASE NO CÁLCULO DO 
QUILÔMETRO RODADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VILA VELHA - ES 
2011 
 
 
EDSON RENATO PRIEBERNOW LETTNIN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS COM ÊNFASE NO CÁLCULO DO 
QUILÔMETRO RODADO 
 
 
Monografia apresentada ao Curso de MBA 
Executivo Empresarial em Gestão de 
Logística Empresarial da Escola Superior 
Aberta do Brasil como requisito para 
obtenção do título de Especialista em 
Logística Empresarial, sob orientação da 
Prof. Ms Janaina Costa Binda. 
 
 
 
 
 
 
VILA VELHA - ES 
2011 
 
 
EDSON RENATO PRIEBERNOW LETTNIN 
 
 
 
 
GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS COM ÊNFASE NO CÁLCULO DO 
QUILÔMETRO RODADO 
 
 
 
 
Monografia aprovada em de 2011. 
 
 
Banca Examinadora 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VILA VELHA - ES 
2011 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
Dedico este trabalho à minha família e a todos profissionais que atuam no ramo da 
Logística, em especial aos caminhoneiros que participam com dedicação da atividade 
de transporte rodoviário, superando as dificuldades do setor. 
 
 
RESUMO 
 
 
Palavras-chave: Logística. Custos. Quilômetro. 
 
O maior custo na logística pertence ao transporte, sendo um tema que gera dúvidas na 
metodologia a ser utilizada. O setor logístico está em expansão em empresas que 
buscam qualidade no atendimento à seus clientes, seja na prestação de serviços ou 
satisfação direta aos consumidores. Na busca por essa qualidade são necessários 
investimentos em processos e equipamentos que geram custos adicionais 
representativos na avaliação final. Para demonstrar o custo do transporte, realizou-se 
uma avaliação das metodologias de gestão de custos logísticos com enfoque no custo 
do quilômetro rodado e aplicado o método dos custos desagregados na empresa Costa 
Sul Transporte e Logística Ltda. Utilizou-se como referência o veículo de transporte 
rodoviário da empresa, sendo identificados os custos diretos e indiretos inerentes à 
atividade, realizado um levantamento dos valores dos componentes necessários para a 
conservação e utilização do veículo e por meio de um software, realizado uma planilha 
demonstrativa do custo do quilômetro rodado. Isso possibilita à empresa uma análise 
completa da atividade, pois ao prestar um serviço, tem condições de presumir seu lucro 
real, além da identificação dos insumos pertencentes ao custo final. 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1: Composição Percentual de Cargas no Brasil – 2000 .................................... 14 
Figura 2: Custo do quilômetro rodado ........................................................................... 45 
Figura 3: Custo fixo mensal ........................................................................................... 46 
Figura 4: Custo variável por quilômetro rodado ............................................................ 47 
Figura 5: Custo indireto mensal ..................................................................................... 48 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
 
Tabela 1: Cálculo do custo fixo mensal do veículo ....................................................... 32 
Tabela 2: Preço dos itens que compõem os custos variáveis ....................................... 37 
Tabela 3: Cálculo do custo variável por quilômetro rodado .......................................... 38 
Tabela 4: Cálculo do custo indireto por quilômetro rodado ........................................... 42 
Tabela 5: Custo total do quilômetro rodado .................................................................. 43 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 9 
CAPÍTULO 1 REVISÃO DA LITERATURA .................................................................. 13 
1.1 SISTEMA DE TRANSPORTE ................................................................................. 13 
1.2 MODALIDADES DE TRANSPORTE .......................................................................13 
1.2.1 Transferência ...................................................................................................... 14 
1.2.2 Distribuição ......................................................................................................... 15 
1.3 GESTÃO EMPRESARIAL .................................................................................... 15 
1.4 GESTÃO DE FROTAS ............................................................................................ 16 
1.5 GESTÃO DE CUSTOS ............................................................................................ 17 
1.5.1 Gestão de custos logísticos............................................................................... 19 
1.5.2 Metodologias de gestão de custos.................................................................... 20 
1.5.2.1 Método do Comprimento Virtual......................................................................... 21 
1.5.2.2 Método do HDM-Q............................................................................................. 21 
1.5.2.3 Custos Desagregados........................................................................................ 22 
1.5.2.3.1 Custos diretos e indiretos................................................................................ 23 
1.5.2.3.2 Custo fixo e custo variável............................................................................... 23 
1.6 CUSTOS DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO........................................................... 25 
1.6.1 Custos diretos..................................................................................................... 25 
1.6.1.1 Custos variáveis................................................................................................. 26 
1.6.1.2 Custos fixos........................................................................................................ 27 
1.6.2 Custos indiretos.................................................................................................. 30 
CAPÍTULO 2 ANÁLISE E DESCRIÇÃO DOS DADOS................................................. 31 
2.1 CUSTOS DIRETOS.................................................................................................. 31 
2.1.1 Custos fixos......................................................................................................... 31 
2.1.1.1 Demonstração dos cálculos do custo fixo mensal do veículo............................ 32 
2.1.1.1.1 Cálculo do custo de capital.............................................................................. 32 
2.1.1.1.2 Cálculo dos itens 2 a 4.................................................................................... 35 
2.1.2 Custos variáveis.................................................................................................. 36 
 
 
2.1.2.1 Cálculo do custo variável.................................................................................... 37 
2.1.2.1.1 Demonstração dos cálculos presentes na figura 4.......................................... 39 
2.2 CUSTOS INDIRETOS.............................................................................................. 41 
2.2.1 Demonstração dos cálculos presentes na figura 5.......................................... 42 
2.2.1.1 Item 1 – Pró-labore............................................................................................. 42 
2.3 CUSTO DO QUILÔMETRORODADO..................................................................... 43 
2.4 DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS................................................................. 44 
2.4.1 Custo total do quilômetro rodado...................................................................... 44 
2.4.1.1 Custo fixo mensal............................................................................................... 45 
2.4.1.2 Custo variável ................................................................................................... 46 
2.4.1.3 Custo indireto..................................................................................................... 47 
CONCLUSÃO................................................................................................................ 49 
REFERÊNCIAS.............................................................................................................. 51 
 
 
 
 
 
 
9
INTRODUÇÃO 
 
 
A gestão de custos está presente nas empresas que buscam os melhores resultados 
em sua atividade, sendo indispensável para tomada de decisão, controle das operações 
e apuração do lucro. Neste contexto, estão empresas de transporte rodoviário que 
atuam no setor logístico e geralmente não possuem um controle de custos apurado que 
possibilite determinar com precisão o lucro do serviço prestado. 
 
Em consequência a esse fato, o referente trabalho expõe a importância da gestão de 
custos utilizando-se de metodologias para o cálculo do custo do quilômetro rodado dos 
veículos da Empresa Costa Sul Transporte e Logística Ltda. 
 
 
 
PROBLEMA 
 
 
Qual a metodologia adequada para o cálculo do custo do quilômetro rodado dos 
veículos da empresa Costa Sul Transporte e Logística? 
 
 
 
JUSTIFICATIVA 
 
 
O mercado de transporte rodoviário exige uma série de ações e uma delas é a gestão 
dos custos operacionais. Mais importante do que implantar um sistema de apropriação 
de custos operacionais é a capacidade do gestor lidar com os números ou relatórios 
gerados pela metodologia de custeio implantada na empresa. 
 
10 
Desse modo, a mensuração do custo do quilômetro rodado pelo veículo de transporte 
rodoviário da empresa possibilita a avaliação do valor do frete oferecido pelo mercado, 
bem como auxilia na análise para a aquisição de insumos com valores mais acessíveis. 
 
Assim, o estudo é condizente com as necessidades da empresa, pois possibilita a 
análise financeira de sua atividade, evidenciando os prováveis riscos financeiros e 
auxiliando em futuras tomadas de decisões. 
 
 
 
OBJETIVO GERAL 
 
 
Analisar as metodologias de gestão de custos logísticos com enfoque no cálculo do 
custo do quilômetro rodado dos veículos da empresa. 
 
 
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
 
a) Descrever gestão de custos logísticos; 
 
b) Listar as metodologias para cálculo de quilometragem; 
 
c) Indicar a metodologia cálculo de quilometragem mais adequada para a Empresa 
objeto de estudo. 
 
 
 
 
11 
METODOLOGIAS 
 
 
 
Tipo de Pesquisa 
 
 
Conforme Vianna (2001), a pesquisa será aplicada, pois proporcionará conhecimentos 
para aplicação prática dirigidos à solução dos problemas específicos. 
 
Será realizada uma pesquisa bibliográfica para descrever a gestão de custos com 
enfoque na identificação das diversas metodologias existentes para o cálculo do custo 
do quilômetro rodado dos veículos da empresa. 
 
Também será utilizada a pesquisa documental com abordagem quantitativa, pois 
envolve dados numéricos que serão trabalhados e tem como finalidade a mensuração e 
ou comparação das informações. 
 
 
 
 Coleta de Dados 
 
 
Os dados serão coletados nos relatórios, tabelas, notas fiscais da empresa e 
levantamento dos preços dos insumos nas concessionárias dos veículos de transporte, 
caracterizando uma análise documental. 
 
 
 
 
 
 
12 
 Análise dos Dados 
 
 
Os dados serão tabulados em software Excell e serão apresentados em forma de 
tabelas e gráficos, possibilitando a identificação dos principais insumos que compõem o 
custo do quilômetro rodado dos veículos da empresa. 
 
 
 
13 
CAPÍTULO 1 REVISÃO DA LITERATURA 
 
 
 
1.1 SISTEMA DE TRANSPORTE 
 
 
O transporte é o meio de suprimento e abastecimento de bens e insumos que as 
regiões necessitam, como também permite a exportação de seus produtos, 
desempenhando um papel importante no desenvolvimento econômico do país. 
 
Segundo Alvarenga e Novaes (2000), o sistema de transporte refere-se a todo conjunto 
de trabalhos, facilidades e recursos que compõem a capacidade de movimentação na 
economia. Esta capacidade implica o movimento de cargas e de pessoas, tornando-se 
importantíssimo no sistema de logística em razão dos impactos que produz nos custos, 
no nível de serviço e nas demais variáveis que compõem o sistema. 
 
 
 
1.2 MODALIDADES DE TRANSPORTE 
 
 
Segundo Valente, Passaglia e Novaes (1997), a maior parte da movimentação de 
cargas é realizada por cinco modos básicos de transporte: rodoviário, ferroviário, 
dutoviário, aquaviário e aeroviário. Esses meios de transporte normalmente são 
coordenados por agentes de transporte (pessoas que agenciam as cargas), 
transportadoras ou associações de transportadores. 
 
A figura 1 demonstra a participação dos modos de transporte na movimentação de 
cargas no Brasil, evidenciando a alta representatividade do sistema rodoviário. 
 
 
14 
 
Figura1: Composição Percentual das Cargas no Brasil - 2000 
Fonte: GEIPOT (2000) 
 
Conforme Valente, Passaglia e Novaes (1997), o modo rodoviário é o mais expressivo 
meio de transporte de cargas do Brasil e atinge praticamente todos os pontos do 
território nacional. Com a implantação da indústria automobilística na década de 50 e a 
pavimentação das principais rodovias, o sistema expandiu-se de tal forma que hoje 
domina amplamente o transporte de mercadorias do país. 
 
Como o trabalho refere-se ao transporte rodoviário de cargas, foi abordada somente 
essa modalidade, sendo que existem dois tipos de transporte de produtos: a 
transferência e a distribuição ou entrega. 
 
 
 
1.2.1 Transferência 
 
 
Para Alvarenga e Novaes (2000), a transferência corresponde ao deslocamento de 
produtos entre um único ponto de origem e um único ponto de destino da rede logística. 
Normalmente os carregamentos são plenos, ou seja, o veículo transporta uma carga 
completa entre dois pontos. 
 
 
15 
Quando a intensidade de fluxos comporta esse tipo de transporte, há vantagens em 
adotá-lo, como mencionado a seguir: 
 
a) Utilização de veículos maiores, de custo unitário mais baixo; 
b) Melhor uniformidade da carga, levando a um melhor arranjo da mesma; e 
c) A velocidade comercial entre a origem e o destino é maior (ALVARENGA; 
NOVAES, 2000). 
 
 
 
1.2.2 Distribuição 
 
 
Conforme Alvarenga e Novaes (2000, p. 86), “distribuição é o deslocamento de 
produtos a partir de um único ponto da rede (armazém, centro de distribuição), 
destinada a diversos clientes e executada numa única viagem ou roteiro”. Há roteiros 
de entregas regionais, servindo cidades de certa região, bem como os roteiros urbanos, 
em que o veículo visita uma determinada parte de uma cidade (bairro, associação de 
bairros, etc.) (ALVARENGA; NOVAES, 2000) 
 
O processo de coleta de mercadorias é inverso ao da entrega, ou seja, a partir de dois 
ou mais pontos de origem são apanhados os produtos, que vão para um depósito ou 
armazém para transferência e/ou distribuição. (ALVARENGA: NOVAES, 2000) 
 
 
 
1.3 GESTÃO EMPRESARIAL 
 
 
A gestão empresarial baseia-se nos conjuntos de ações e procedimentos 
administrativos que tem como objetivoo cumprimento das metas da organização. 
 
16 
 
Conforme Costa (2007, p.55),: 
 
gestão é a forma de acrescentar novos elementos de reflexão e ação 
sistemática e continuada, conduzida e suportada pelos administradores da 
organização, a fim de avaliar a situação, elaborar projetos, acompanhar e 
gerenciar. 
 
Desse modo a gestão possui como referência as funções da Administração, que são o 
Planejamento, Controle, Organização, Coordenação e Liderança. No âmbito 
empresarial a função que se relaciona com o assunto em questão é o Controle, pois 
acompanha, compara e toma decisões para a correção dos problemas. 
 
Para a logística, a gestão do transporte está relacionada com o controle, pois é um dos 
pontos estratégicos que devem ser considerados para a eficácia da empresa. 
 
 
 
1.4 GESTÃO DE FROTAS 
 
 
O termo gestão de frotas representa a atividade de reger, administrar ou gerenciar um 
conjunto de veículos pertencentes a uma mesma empresa. Esta tarefa tem uma 
abrangência que envolve o dimensionamento, especificações de equipamentos, 
roteirização, custos, manutenção e renovação de veículos. (SEST SENAT, 2008) 
 
Segundo Bertaglia (2003), a gestão de frotas é um componente importante no processo 
de administração dos transportes, já que a movimentação de carga tem um peso 
significativo na formação de custos logísticos e na qualidade do serviço, uma vez que é 
atividade final da cadeia de abastecimento e reflete a imagem da empresa aos clientes. 
 
O mercado de prestação de serviços no transporte está em ascensão, o que causa um 
crescimento no número de empresas, ocasionando a transformação do proprietário 
 
17 
autônomo do veículo de transporte em empresas familiares sem o conhecimento dos 
conceitos administrativos para a gestão de sua frota. 
 
Sendo assim, a gestão de custos é um dos conceitos mais importantes que as 
empresas, independente de seu porte, devem aplicar em sua metodologia de trabalho. 
 
 
 
1.5 GESTÃO DE CUSTOS 
 
 
Segundo Ludícibus (1998, p.113), a palavra custos na linguagem comercial significa 
“quanto foi gasto para adquirir certo bem, objeto, propriedade ou serviço. A noção de 
custo, portanto, está ligada à consideração que se dá em troca de um bem recebido.” 
 
À medida que as atividades empresariais tornaram-se complexas seus gestores 
prescindiam de informações disponíveis e precisas para subsidiarem o processo 
decisório. A contabilidade, fonte fiel do registro dos fatos contábeis, não espelhava a 
dinâmica dos acontecimentos tanto econômicos quanto financeiros. Assim o gestor 
necessitava de dados estruturados de forma a lhe fornecer informações precisas sobre 
os resultados da atividade e dos projetos da organização. 
 
Segundo Martins (2003) a Contabilidade de Custos surge como uma forma de 
solucionar os problemas e avaliar os investimentos e os resultados proporcionados 
pelos projetos, relacionados às empresas industriais. 
 
Entretanto com o avanço e a multiplicidade de negócios em todas as vertentes 
econômicas, como na prestação de serviços, na área bancária, em seguros, hospitais e 
em transportes onde não há estoque para se mensurar o lucro da atividade, assume a 
contabilidade de custo um papel relevante no processo decisório, onde se avalia a 
receita auferida com os custos incorridos. (MARTINS, 2003) 
 
18 
 
No âmbito organizacional as empresas necessitam um controle de suas atividades 
financeiras para projetar o seu futuro e demonstrar a seus proprietários a situação em 
que se encontra no contexto global. Desse modo, podem tomar as decisões que são 
necessárias para o crescimento da empresa. Esse controle deve ser exercido pelo 
administrador financeiro da organização. 
 
Conforme Masakazu (2001), o administrador financeiro tem as seguintes funções: 
 
a) Análise, planejamento e controle financeiro; 
b) Tomadas de decisões de investimentos; e 
c) Tomadas de decisões de financiamentos. 
 
Através desses procedimentos é possível o administrador financeiro decidir sobre o 
melhor método de gerenciar os recursos da organização, pois a área de finanças é 
fundamental para o alcance dos objetivos econômicos da empresa, que é a 
maximização de seu valor de mercado em longo prazo. 
 
Segundo Gitman (2004, p. 04), finanças são: 
 
a arte e a ciência de administrar os recursos financeiros de uma organização, 
preocupando-se com os processos, os mercados e os instrumentos necessários 
para a movimentação de dinheiro entre indivíduos, empresas ou órgãos 
governamentais. 
 
Para isso necessita informações para avaliar o destino do investimento e de que modo 
será esse processo. Dentre algumas informações, estão os custos que compõem a 
atividade da organização 
 
Em todas as organizações o controle dos custos deve ser realizado para projetar os 
lucros, pois está diretamente relacionado com a execução da atividade. 
 
 
19 
Conforme Alvarenga e Novaes (2000), os custos constituem a soma dos insumos, ou 
seja, todos os recursos necessários para a execução de uma atividade, como por 
exemplo, a mão-de-obra, energia, peças, manutenção, equipamentos, instalações fixas, 
etc. Estes insumos devem ser avaliados monetariamente para compor o custo total. 
 
Dependendo do método, da sua composição e de outros fatores, podem-se definir 
diversos tipos de custo, cujos conceitos são importantes para a solução de problemas 
logísticos. 
 
 
 
1.5.1 Gestão de custos logísticos 
 
 
Os custos logísticos estão relacionados a todas atividades de uma empresa, ou seja, 
fazem parte do custo final do produto, por esse motivo existe a constante busca pela 
excelência na prestação dos serviços de maneira a atender eficientemente os clientes. 
Desse modo, conforme Castiglione (2008), a logística agrega valor aos produtos e bens 
de uma empresa, utilizando para isso a redução do prazo de entrega, a disponibilidade 
de produtos, cumprimento do horário determinado e facilidade de colocação de 
pedidos. 
 
Para atender os clientes em todos estes itens a logística possui quatro elementos que 
compõe os custos logísticos, descritos a seguir. (CASTIGLIONE, 2008). 
 
a) Custos com processamento de pedidos: a apuração dos custos com 
processamento de pedidos é realizada com base na atividade de ressuprimento 
e venda, ou seja, na compra de matéria-prima e nos pedidos dos clientes, sendo 
também importante para o feedback pelo serviço prestado ao consumidor; 
b) Custos com armazenagem: o armazém cumpre a função de fornecimento de 
matéria-prima ao fabricante e serve de elo entre o fabricante e o consumidor, 
 
20 
pois em alguns casos, não se conhece o consumo exato de um produto em 
determinado período. Esse período e a quantidade de produtos armazenados em 
conjunto com seu acondicionamento e movimentação geram à empresa um 
custo adicional que deve ser mensurado para compor o custo total logístico. 
c) Custos com estocagem: os custos de estocagem estão relacionados ao nível de 
consumo de matéria-prima para o produto final, ocorrendo uma oscilação 
proporcional ao nível de segurança mínima, até um valor máximo de estoque, 
podendo prejudicar o capital de giro da empresa. 
d) Custos com transporte: o transporte é responsável por grande parte dos custos 
logísticos, sendo que as organizações podem possuir sua frota própria ou 
terceirizar o serviço de modo a atender as exigências dos clientes. No Brasil o 
transporte cargas é realizado, em sua grande maioria, pelo modal rodoviário, em 
decorrência da quantidade de rodovias existentes. Para mensurar os custos 
deste modal, existem diversas metodologias, como mencionadas na sequência. 
 
 
 
1.5.2 Metodologias de gestão de custos 
 
 
Atualmente o mercado determina o preço, exigindo que as empresas previnam e 
controlem os seus custos em buscade maior competitividade. Desta forma, é 
indispensável desenvolver um sistema eficaz de orçamento, para que a empresa possa 
obter o máximo rendimento dos recursos empregados e o equilíbrio de suas finanças. 
 
È através do sistema de orçamento que o gestor irá fixar e definir as metas a atingir. 
Portanto, é imprescindível que se faça uma boa previsão dos custos de operação dos 
veículos, utilizando métodos de cálculo do custo do quilômetro rodado. 
 
Valente, Passaglia e Novaes (1997) mencionam que os métodos mais utilizados são os 
seguintes: 
 
21 
1.5.2.1 Método do Comprimento Virtual 
 
 
Este método utiliza resultados de testes de fábrica e levantamentos realizados no Brasil 
e exterior, utilizando fórmulas mecanísticas e empíricas da literatura técnica, que 
permite o cálculo para cada tipo de veículo, com base em rodovias com condições 
ideais de tráfego, comprimento virtual, características condicionantes de uma rodovia e 
fatores virtuais (VALENTE; PASSAGLIA; NOVAES, 1997). 
 
Para Valente, Passaglia e Novaes (1997) o método do comprimento virtual é 
consagrado, mas sua utilização é destinada para cálculos de projetos de rodovias, pois 
foi elaborado tendo como base veículos que não estão mais em circulação ou com 
tecnologias ultrapassadas, o que ocasiona imprecisão nos cálculos. 
 
Como pode-se observar, sua utilização está voltada para órgãos rodoviários e não para 
empresas de transporte que necessitam constante atualização nos métodos de 
cálculos. 
 
 
 
1.5.2.2 Método do HDM-Q 
 
 
O modelo HDM-Q (Highway Design and Maintenance Standards Model) foi 
desenvolvido pelo Banco Mundial em diversos países, entre eles o Brasil com a 
finalidade de determinar os custos operacionais dos veículos. Este método diferencia-
se do método do Comprimento Virtual porque os custos operacionais são determinados 
utilizando como referência as condições reais das rodovias e não as condições ideais 
estipuladas para a realização dos cálculos. (ALVARENGA: NOVAES, 2000) 
 
 
22 
Para determinar as condições reais é necessária a realização de um levantamento das 
características físicas e geométricas das rodovias, o que dificulta a apuração dos 
custos, pois o Brasil possui uma topografia diversificada nas regiões onde o transporte 
está presente. A exemplo do método do comprimento virtual, o modelo HDM-Q também 
tem sua aplicação direcionada para órgãos rodoviários, pois necessita de dados e 
características das rodovias para determinar o cálculo. (ALVARENGA: NOVAES, 2000) 
 
 
 
1.5.2.3 Custos Desagregados 
 
 
Diferentemente dos métodos descritos anteriormente, o método dos custos 
desagregados baseia-se em parâmetros médios de consumo, tendo como base a 
apropriação de cada componente do custo, que podem ser a depreciação, combustível, 
pneus, manutenção, etc.. A aplicação do método dos custos desagregados utiliza 
alguns conceitos financeiros, como custos diretos e indiretos, sendo amplamente 
utilizado para determinar o custo do quilômetro rodado de veículos de transporte. 
(ALVARENGA: NOVAES, 2000) 
 
Desse modo serão abordados a seguir os conceitos pertencentes a esse método, que 
será utilizado neste trabalho. 
 
 
 
23 
1.5.2.3.1 Custos diretos e indiretos 
 
 
Os custos fazem parte do processo produtivo, para Alvarenga e Novaes (2000), a 
indústria ou empresa de serviços apresenta certos tipos de insumos diretamente 
alocados às atividades produtivas. Há, por outro lado, certas despesas que estão 
relacionadas à empresa no seu todo, sendo comuns a diversos setores produtivos. 
 
Para Martins (2003, p.48), “os custos diretos são diretamente apropriados aos produtos, 
bastando haver uma medida de consumo (quilogramas de materiais consumidos, 
embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra utilizadas e até quantidade consumida)”. 
 
Segundo Perez, Oliveira e Costa (2003, p.25), “os custos indiretos não são 
perfeitamente identificados nos produtos ou serviços, não podendo ser apropriados de 
forma direta para as atividades específicas, ordens de serviço ou produto”. 
 
Valente, Passaglia e Novaes (1997) citam como exemplo os custos com os motoristas, 
o combustível gasto, o custo de capital dos caminhões, como itens diretamente 
alocáveis à produção do setor logístico. Já os setores de contabilidade, de vendas e de 
recursos humanos são relacionados com a empresa no seu todo. As despesas geradas 
pelo primeiro tipo de insumo são denominadas de custos diretos; as do segundo tipo 
formam os custos indiretos. 
 
 
 
1.5.2.3.2 Custo fixo e custo variável 
 
 
Os custos fixos e variáveis compõem os custos diretos, já que estão diretamente 
relacionados à produção ou prestação de serviço. 
 
 
24 
Para Masakazu (2001), o custo fixo é aquele que se mantém constante todos os 
meses, não varia conforme a produção e o custo variável é alterado proporcionalmente 
conforme a produção. 
 
Martins (2003, p.50), afirma que “a classificação de custos fixos e variáveis leva em 
consideração a unidade de tempo, o valor total de custos com um item nessa unidade 
de tempo e o volume da atividade”. 
 
Segundo Alvarenga e Novaes (2000), os custos se relacionam com diversas variáveis 
operacionais, mas normalmente uma se destaca em relação às outras. Por exemplo, o 
custo do transporte rodoviário de carga se relaciona fortemente com a distância 
percorrida (quanto mais longe, mais caro será o transporte) e com o tempo de viagem 
(quanto mais demorada a viagem, maior o custo). Assim, as despesas com combustível 
estão fortemente correlacionadas com a distância; o salário do motorista, por sua vez, 
está relacionado ao tempo. 
 
No caso do transporte rodoviário de carga, a quilometragem percorrida, ou seja, a 
distância, explica mais os custos do que o tempo de viagem. Além disso, o tempo de 
viagem e a distância percorrida estão fortemente correlacionados entre si, pois, quando 
a distância é longa o tempo também é longo e vice-versa. Por isso, podemos tomar a 
distância percorrida como variável básica de referência. 
 
Uma vez escolhida a variável que melhor explique as variações de custo, os custos 
diretos poderão ser classificadas em dois grupos. Existem aquelas que praticamente 
não dependem da distância percorrida. Essas formam os custos fixos. As que variam 
diretamente conforme a distância é denominada de custos variáveis. 
 
Como o tema do trabalho é sobre o transporte rodoviário de cargas, a seguir serão 
mencionados os custos relacionados ao assunto. 
 
 
 
25 
1.6 CUSTOS DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO 
 
 
A análise dos custos é importante em qualquer organização, assim como no transporte 
rodoviário, pois está sujeita a despesas previsíveis e não previsíveis em decorrência do 
meio a que está submetida. 
 
Segundo Alvarenga e Novaes (2000) os custos do transporte rodoviário de cargas são 
denominados diretos e indiretos. 
 
 
 
1.6.1 Custos diretos 
 
 
Os custos diretos são aqueles que se relacionam diretamente com a função produtiva, 
no caso, o transporte de mercadorias. (ALVARENGA: NOVAES, 2000). São eles: 
 
a) Depreciação do veículo; 
b) Remuneração do capital; 
c) Salário e gratificação de motoristas e ajudantes; 
d) Cobertura de risco (seguro ou auto-seguro); 
e) Combustível; 
f) Lubrificação; 
g) Pneus; e 
h) Licenciamento (ALVARENGA: NOVAES, 2000) 
 
Os custos diretos podem ser divididos em custos variáveis e fixos. 
 
 
 
26 
1.6.1.1 Custos variáveis 
 
 
Conforme Alvarenga e Novaes (2000, p. 04), “os custos variáveis são aqueles que 
variam de acordo com a distância percorrida pelo veículo, medida através da 
quilometragem registrada no odômetro, instrumento localizado no painel do veículo”. 
 
Os custos variáveis são os seguintes: 
 
a) Combustível; 
b) Lubrificação; 
c) Manutenção;e 
d) Pneus. (VALENTE; PASSAGLIA; NOVAES, 1997) 
 
Prosseguindo com a idéia de Valente, Passaglia e Novaes (1997) é possível definir o 
custo de cada item mencionado, sendo necessário para isso, seguir alguns 
procedimentos descritos na sequência. 
 
Para se determinar o custo de combustível, divide-se a quilometragem percorrida pelo 
total consumido, obtendo-se assim a média de quilômetros por litro. Como exemplo, ao 
percorrer 500 km com um consumo de 250 litros de combustível, obtém-se a média de 
2 Km/l. Se o preço do combustível for de R$ 2,00, o custo do quilômetro rodado para o 
consumo de combustível será de R$ 1,00. 
 
O custo de lubrificação deve ser calculado tomando-se as despesas correspondentes a 
uma operação de lubrificação: mão-de-obra, graxa, óleo lubrificante, filtros, etc., e 
dividindo o total em reais pela quilometragem média entre lubrificações sucessivas. 
(VALENTE; PASSAGLIA; NOVAES, 1997) 
 
A manutenção do veículo se processa de forma variada ao longo de um período de 
tempo. Algumas despesas só vão ocorrer mais tarde, quando o veículo já rodou 
 
27 
bastante, é o caso, por exemplo, da retífica do motor. Será necessário, portanto, 
mensurar a durabilidade dos componentes junto aos fornecedores, que pode ser 
expressa em quilômetros rodados. Com os valores das peças e da mão-de-obra para o 
serviço, calcula-se o custo da manutenção com base na quilometragem mensurada 
anteriormente. 
 
No caso dos pneus, é necessário fazer um levantamento da duração média de um pneu 
correspondente a sua posição de rodagem, em quilômetros, levantando também a 
quilometragem útil adicional que se consegue com uma recapagem. Somam-se, então, 
o preço do pneu com o valor da recapagem, e divide-se pela soma da quilometragem, 
obtendo-se, assim, o custo unitário correspondente. 
 
 
 
1.6.1.2 Custos fixos 
 
 
De acordo com Valente, Passaglia e Novaes (1997), os custos fixos são: 
 
a) Depreciação; 
b) Remuneração de capital; 
c) Cobertura de risco; 
d) Sistemas de rastreamento; 
e) Impostos do veículo; e 
f) Despesas administrativas. 
 
Para obter-se a remuneração de capital, deve-se entender o que é custo de capital. 
 
O conceito de custo de capital é normalmente associado ao retorno que determinado 
investimento deve proporcionar, sendo a taxa de retorno que uma empresa precisa 
 
28 
 
obter sobre seus investimentos para manter inalterado o valor de mercado de suas 
ações. 
 
Para Gitman (2004, p.402), “custo de capital é a taxa de retorno que uma empresa deve 
conseguir nos projetos em que investe para manter o valor de mercado de suas ações. 
Reflete ainda o custo futuro médio de fundos no longo prazo”. Representa assim a 
expectativa de retorno do capital investido em um determinado projeto e está associado 
ao risco econômico e ao risco financeiro do empreendimento. 
 
Gropelli e Nikbakht (1998) mencionam que custo de capital é a taxa de retorno que uma 
empresa deve proporcionar aos investidores de forma que estes venham a investir nas 
ações dessa empresa ou que venham adquirir outros papéis, pois o custo de capital é 
uma referência a ser coberta pela empresa a fim de mantê-la permanentemente 
lucrativa. 
 
Conforme Alvarenga e Novaes (2000), quando a empresa realiza um investimento em 
equipamentos ou outro bem qualquer é necessário calcular um custo mensal 
equivalente ao capital investido. Isso porque o valor total do investimento não pode ser 
apropriado de uma só vez no mês em que foi realizada a operação de compra. O 
correto é estimar a vida útil do bem e calcular a parcela de custo do capital a ser 
alocado a cada período unitário de tempo, o mês, por exemplo. Para isso devem-se 
considerar os custos financeiros incorridos. 
 
Segundo Valente, Passaglia e Novaes (1997), a equação a seguir demonstra a 
depreciação e a remuneração do capital investido em um único cálculo. 
 
C = (I – R) . FRC + R . j 
Onde: 
C : Custo de capital; 
I : Investimento para adquirir um veículo novo; 
R : Valor residual do veículo; 
 
29 
 
FRC : Fator de Recuperação do Capital 
j : Taxa de oportunidade, em porcentagem, dividida por cem. 
 
Esse valor é então somado aos demais custos operacionais, de forma a se chegar ao 
custo total. 
 
O valor residual (R) é o valor de revenda do veículo após um período (n), pois nada é 
jogado fora, se um veículo deixou de ser útil para a empresa, ele poderá ser adquirido 
por outra pessoa ou organização, passando a servir a outro dono. 
 
O Fator de Recuperação de Capital (FRC), segundo Valente, Passaglia e Novaes 
(1997),, é dado por: 
 
 FRC = j . (1+j)n 
 (1+j)n -1 
 
Com relação ao salário e obrigações com o motorista, deve-se acrescentar sobre os 
valores básicos os encargos sociais, tais como: férias, décimo terceiro, fundo de 
garantia, etc. 
 
Para a cobertura de risco, a forma mais comum é o seguro do veículo e da carga. No 
caso do seguro do veículo e do sistema de rastreamento, a empresa paga um prêmio 
anual às companhias, cujos valores devem ser então ser divididos por doze para se 
obter o custo mensal. No seguro da carga, existem empresas que prestam esse serviço 
de acordo com a avaliação do produto a ser transportado, e o seu custo é pago pela 
transportadora. 
 
Para compor o custo do transporte rodoviário de carga, o uso de uma planilha facilita o 
cálculo e a atualização dos valores resultantes, bem como auxilia a avaliação do valor 
oferecido pelo mercado para a prestação do serviço de transporte. 
 
30 
1.6.2 Custos indiretos 
 
 
Para Alvarenga e Novaes (2000), existem outras despesas que não se relacionam 
diretamente com a produção/operação. Por exemplo, a contabilidade da empresa, o 
setor de pessoal, a administração de maneira geral (diretoria, vendas, finanças, 
cobrança, etc.). Os custos dessas atividades são denominados custos indiretos e 
variam de empresa para empresa em função do tamanho, da estrutura empresarial, etc. 
No caso abordado os custos indiretos da atividade de transporte são compostos pelo 
pró-labore, contas telefônicas, encargos sociais, férias, salários dos motoristas e 
contabilidade, já que não existem gastos com aluguel e despesas decorrentes da 
administração de uma empresa maior. 
 
Para a elaboração da planilha de cálculos, realizou-se um levantamento dos preços dos 
insumos dos veículos (pneus, lubrificação, peças de reposição, manutenção, etc.) e as 
despesas administrativas, demonstrados a seguir. 
 
31 
CAPÍTULO 2 ANÁLISE E DESCRIÇÃO DOS DADOS 
 
 
O valor do quilômetro rodado é composto por custos diretos e indiretos. Para a 
realização dos cálculos, elaborou-se uma planilha dos custos, tendo como exemplo os 
veículos da empresa, os quais foram a referência para obtenção dos valores dos 
insumos. Salientamos que a metodologia utilizada para esse cálculo pode ser 
empregada para outros veículos, observando as particularidades de cada caso. Para 
elaboração da planilha, utilizou-se como referência apenas um veículo, sendo que os 
custos indiretos foram rateados entre os veículos pertencentes a empresa. 
 
 
 
2.1 CUSTOS DIRETOS 
 
 
Conforme descrito no item 1.6.1, os custos diretos estão relacionados diretamente à 
atividade produtiva, que no caso abordado é o transporte e são compostos por fixos e 
variáveis. 
 
 
 
2.1.1 Custos fixos 
 
 
Os custos fixos abrangem o custo de capital, IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, 
seguro do veículo, INSS do motorista e sistema de rastreamento do veículo. Esses 
dados foram obtidos por meio de uma pesquisa documental na empresa. A figura a 
seguir demonstra a apuração dos custos fixos para o veículo, objeto do presente 
estudo, com ocorrência mensal. Na sequência são descritos os procedimentos e os 
conceitosadotados para essa apuração, possibilitando o entendimento do processo. 
 
32 
 
Tabela 1: Cálculo do custo fixo mensal do veículo. 
Custo fixo mensal a b c=a*b 
Item Descrição Período (meses) Valor do Coeficiente Custo mensal 
insumo R$ R$ 
1 Custo Capital 60 450.000,00 0,01273984 5.732,93 
2 IPVA,licenc.e seg.obrig. 12 2.748,07 0,08333333 229,01 
3 Reserva p/seguro 12 12.800,04 0,08333333 1.066,67 
4 Rastreamento 12 2.436,00 0,08333333 203,00 
 
Total custo fixo mensal 7.231,61 
Quilometragem média mensal: 11.294 
Custo fixo R$/Km: 0,6403 
Fonte: Costa Sul Transporte e Logística Ltda. 
Nota: Elaborado pelo autor. 
 
 
 
2.1.1.1 Demonstração dos cálculos do custo fixo mensal do veículo 
 
 
Visando uma demonstração didática dos cálculos realizados, a seguir discrimina-se a 
maneira como foram tratados os dados para a obtenção do custo mensal. 
 
 
 
2.1.1.1.1 Cálculo do custo de capital 
 
 
Segundo Valente, Passaglia e Novaes (1997), custo de capital é o valor necessário 
para recuperar o investimento, devido à depreciação e também para remunerá-lo 
adequadamente no período definido, também denominado de custo de oportunidade. 
Conforme descrito no item 1.6.1.2, o custo de capital é a taxa de retorno que uma 
empresa precisa obter sobre seus investimentos para manter inalterado o valor de 
 
33 
 
 
mercado de suas ações. Neste caso, em específico, para manter inalterado o 
investimento realizado na aquisição do veículo. 
 
A equação a seguir demonstra a depreciação e a remuneração do capital investido em 
um único cálculo. 
 
C = (I – R) x FRC + R x j 
 
Onde: 
C : Custo de capital; 
I : Investimento para adquirir um veículo novo; 
R : Valor residual do veículo após um período “n”; 
FRC : Fator de Recuperação do Capital 
j : Taxa de oportunidade, em porcentagem, dividida por cem. 
 
O investimento inicial (I) para a aquisição de um veículo zero quilômetro em maio de 
2008, marca Scânia, modelo G420, incluindo as carretas denominadas Bitrem, foi de 
R$ 450.000,00, segundo informações obtidas nos documentos da empresa. 
 
O valor residual (R) é o valor de revenda do veículo após um período (n), pois se o 
veículo deixou de ser útil para a empresa, ele poderá ser adquirido por outra pessoa ou 
organização, passando a servir a outro dono. Neste caso corresponde a 76,89% do 
investimento inicial (I) após o período “n” de 60 meses, conforme revistas 
especializadas e concessionárias. 
 
O fator de recuperação de capital (FRC) é dado por: 
 
 FRC = j x (1+j)n 
 (1+j)n -1 
 
 
34 
 
 
Conforme Valente, Passaglia e Novaes (1997), o fator de recuperação de capital (FRC) 
transforma um valor atual (I-R) em quantias iguais para “n” períodos (mensais), a uma 
determinada taxa de juros. No caso em análise, transformará a diferença entre o 
investimento inicial e o valor residual do veículo, após “n” meses, em parcelas mensais 
que, somadas, deverão repor essa desvalorização. 
 
A taxa de juros (j) aplicada para o cálculo foi de 12,55% a.a. (0,9901% a.m.) baseada 
na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), a qual é definida como custo básico dos 
financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento ( BNDES ). 
 
Desenvolvimento do cálculo: 
 
 C = (I – R) x FRC + R x j 
 
 FRC = j x (1+j)n 
 (1+j)n -1 
 
R = 0,7689 x I 
I – R = I x 0,2311 
j = 0,009901 
FRC = 0,009901 x (1+0,009901)60 
 (1 + 0,009901)60 – 1 
FRC = 0,022184 
 
C = (I x 0,2311 x 0,022184) + (0,7689 x I x 0,009901) 
C = I x ((0,2311 x 0,022184) + (0,7689 x 0,009901)) 
C = I x 0,012740 
I : Investimento inicial = R$ 450.000,00 
Coeficiente = 0,012740 
C : Custo de Capital = 450.000 x 0,012740 
C = R$ 5.732,93 
 
35 
2.1.1.1.2 Cálculo dos itens 2 a 4 
 
 
O cálculo do custo mensal dos itens 2 a 4, é realizado da mesma forma, diferenciando-
se apenas no seu valor de insumo. Desse modo será demonstrado apenas o cálculo do 
item 2, ou seja, o IPVA do veículo. 
 
Período: 12 meses; 
Valor do insumo (valor pago em 12 meses): R$ 2.748,07; 
Coeficiente: 
12 meses --- 2.748,07 R$ = 1 mês x 2.748,07 
 1 mês --- R$ 12 meses 
R$ =0,08333333 x 2.748,07; 
Coeficiente: 0,083333333; 
Custo mensal do IPVA: 0,08333333 x 2.748,07= R$ 229,01. 
 
O custo fixo total mensal corresponde à soma dos valores do custo de capital, IPVA, 
reserva para seguro, INSS do motorista e sistema de rastreamento, ou seja, 
R$ 7.231,61. 
 
Para determinar o custo fixo mensal por quilômetro rodado, é necessário utilizar a 
média mensal de quilômetros rodados, obtida por meio da quilometragem total do 
período analisado. 
 
Quilometragem total: 79.060 Km; 
Período: 07 meses; 
Quilometragem média mensal: 79.060 Km / 07 meses = 11.294 km; 
Custo fixo mensal: R$ 7.231,61; 
Custo fixo total R$/Km: 7.231,61/ 11.294 Km = R$ 0,6403. 
 
 
 
36 
2.1.2 Custos variáveis 
 
 
Os custos variáveis são aqueles que variam conforme a distância percorrida pelo 
veículo e compreendem o desgaste de componentes de reposição e despesas 
decorrentes da atividade de transporte, como por exemplo, combustível, imposto de 
renda, pedágio e comissão do motorista. (VALENTE; PASSAGLIA; NOVAES, 1997) 
 
Para o cálculo do preço dos itens de reposição do veículo, ou seja, as peças e 
componentes que necessitam ser substituídos devido ao desgaste natural de 
funcionamento é necessário a obtenção dos preços nas Concessionárias da marca 
Scania 
 
A tabela a seguir demonstra o preço de cada produto específico do caminhão marca 
Scania, modelo G420, ano 2008. 
 
37 
 Tabela 2: Preço dos itens que compõem os custos variáveis. 
Descrição Qtde Unidade 
Preço 
Unitário Total 
Óleo lubrificante 35 litros 9,63 337,17 
Óleo transmissão 32 litros 12,04 385,28 
Filtro óleo combustível 1 - 75,00 75,00 
Filtro óleo lubrif./reparo 1 - 55,17 55,17 
Filtro de ar 1 - 271,42 271,42 
Filtro racor 1 - 63,31 63,31 
Filtro óleo caixa 1 - 104,77 104,77 
Correia 1 - 206,22 206,22 
Pastilha de freio cav. D 1 eixo 140,00 140,00 
Lona de freio cavalo T 2 eixo 147,08 294,16 
Lona de freio carreta 4 eixo 97,00 388,00 
Bateria 1 - 771,45 771,45 
Fluído de freio 1 litros 16,37 16,37 
Pacote reforma motor 1 - 11.893,98 11.893,98 
Pneu dianteiro 2 - 1.106,67 2.213,33 
Pneu tração 4 - 2.413,33 9.653,33 
Pneu truck 4 - 2.156,67 8.626,67 
Pneu carreta 16 - 1.986,67 31.786,67 
 Fonte: Concessionárias da marca Scania e Lojas de Auto Peças. 
 Nota: Elaborado pelo autor. 
 
 
 
2.1.2.1 Cálculo do custo variável 
 
 
A tabela a seguir demonstra a apuração do custo variável, compreendendo os impostos 
da empresa, combustível, pedágio, custos de manutenção e os componentes 
especificados na tabela 2. 
 
 
 
38 
Tabela 3: Cálculo do custo variável por quilômetro rodado. 
Custo variável a b c d=a/b e=c*d 
Item Descrição Quantidade 
Km Valor do 
Coeficiente 
Custo 
percorrida insumo R$ unitário 
1 Impostos (mês) 1 11.294 1.168,00 0,00008854 0,10341774 
2 Pedágio (mês) 1 11.294 333,00 0,00008854 0,02948468 
3 Combustível (litros) 1 2,05 2,15 0,48780488 1,04878049 
4 Manutenção 1 79.060 2.650,00 0,00001265 0,03351885 
5 Óleo lubrificante (litros) 35 15.000 9,63 0,00233333 0,02247778 
6 Óleo transmissão (litros) 32 120.000 12,04 0,00026667 0,00321067 
7 Filtro óleo combustível 1 30.000 75,00 0,00003333 0,00249989 
8 Filtro óleo lubrif./reparo 1 15.000 55,17 0,00006667 0,00367822 
9 Filtro de ar 1 90.000 271,42 0,00001111 0,00301581 
10 Filtro racor 1 15.000 63,31 0,00006667 0,00422044 
11 Filtro óleo caixa 1 120.000 104,77 0,00000833 0,00087306 
12 Correia 1 500.000 206,22 0,00000200 0,00041244 
13 Pastilhade freio cav. D 1 200.000 140,00 0,00000500 0,00070000 
14 Lona de freio cavalo T 2 200.000 147,08 0,00001000 0,00147080 
15 Lona de freio carreta 4 250.000 97,00 0,00001600 0,00155200 
16 Bateria 1 250.000 771,45 0,00000400 0,00308580 
17 Fluído de freio (litros) 1 150.000 30,00 0,00000667 0,00020000 
18 Pacote reforma motor 1 500.000 11.893,98 0,00000200 0,02378796 
19 Pneu dianteiro 2 150.000 1.106,67 0,00001333 0,01475556 
20 Pneu tração 4 350.000 2.413,33 0,00001143 0,02758095 
21 Pneu truck 4 450.000 2.156,67 0,00000889 0,01917037 
22 Pneu carreta 16 450.000 1.986,67 0,00003556 0,07063704 
 
Custo variável R$/Km: 1,41853054 
Fonte: Costa Sul Transporte e Logística, Concessionária Scania e Lojas de Auto Peças 
Nota: Elaborado pelo autor. 
 
39 
2.1.2.1.1 Demonstração dos cálculos presentes na tabela 3 
 
Os cálculos dos custos unitários referentes aos impostos, pedágio, combustível e 
manutenção, itens 1 a 4, foram realizados com base na pesquisa documental realizada 
na empresa. 
 
a) Item 1 – Impostos da empresa 
 
Quantidade: 1 (uma unidade); 
Quilometragem média mensal: 11.294 Km; 
Valor do insumo (média mensal paga de impostos): R$ 1.168,00; 
Coeficiente: 
11.294 Km --- 1.168,00 R$ = 1 Km x 1.168,00 
 1 Km --- R$ 11.294 Km 
R$ = 0,00008854 x 1,168,00; 
Coeficiente: 0,00008854; 
Valor unitário do quilômetro rodado: 0,00008854 x 1.168,00 = R$ 0,10341774. 
 
A empresa está isenta do pagamento dos tributos PIS, COFINS, CSSL e ICMS, por ser 
caracterizada como microempresa submetida ao regime do Simples Federal (Lei 
9.317/96) e a partir de 01/07/2007, do Simples Nacional (LC 123/2007). 
 
b) Item 2 – Pedágio 
 
Quantidade: 1 (uma unidade); 
Quilometragem média mensal: 11.294 Km; 
Valor do insumo (média mensal paga de pedágio): R$ 333,00; 
Coeficiente: 1 / 11.294 Km= 0,00008854; 
Valor unitário do quilômetro rodado: 0,00008854 x 333,00 = R$ 0,02948468. 
 
 
40 
c) Item 3 – Combustível 
 
O cálculo do custo unitário do combustível foi realizado por meio da quilometragem 
média percorrida com um litro de óleo Diesel, obtida pela quilometragem total no ano de 
2008 (79.060 Km), a quantidade de combustível utilizado (38.599 litros), e o valor do 
combustível (1 litro: R$ 2,15). 
Preço: R$ 2,15; 
Quantidade: 1litro de combustível; 
Quilometragem média percorrida com um litro de combustível: 79.060 Km / 38.599 litros 
= 2,05 Km/l; 
Valor do insumo (valor de um litro de combustível): R$ 2,15; 
Coeficiente: 1 / 2,05 Km= 0,48780488; 
Valor unitário do quilômetro rodado: 0,48780488 x 2,15 = R$ 1,04878049. 
 
d) Item 4 – Manutenção 
 
O custo de manutenção foi realizado sobre 79.060 quilômetros percorridos, por meio da 
soma dos valores gastos em lubrificação, substituição de periféricos (peças diversas), 
acessórios, lavagem, borracharia e mão de obra das revisões periódicas que compõem 
a garantia do veículo, totalizando o valor de R$ 2.650,00. 
Quantidade: 1 (uma unidade); 
Quilometragem percorrida: 79.060 Km; 
Valor do insumo (valor gasto durante 79.060 Km): R$ 2.650,00; 
Coeficiente: 1 / 79.060 Km= 0,00001265; 
Valor unitário do quilômetro rodado: 0,00001265 x 2.650,00 = R$ 0,03351885. 
 
e) Itens 5 a 22 - Componentes que sofrem desgaste natural 
 
O cálculo do custo unitário dos itens 5 a 22 é realizado da mesma forma, diferenciando-
se apenas na sua quantidade, quilometragem percorrida e seu valor médio. Desse 
modo será demonstrado apenas o cálculo do item 5, ou seja, o óleo lubrificante. 
 
41 
Quantidade: 35 litros; 
Quilometragem percorrida: 15.000 Km; 
Valor do insumo (valor de um litro): R$ 9,63; 
Coeficiente: 
15.000 Km --- 35 L L = 35 L x 1 Km 
 1 Km --- L 15.000 Km 
L = 0,00233333 x 1 
Coeficiente: 0,00233333; 
Valor unitário do quilômetro rodado: 0,00233333 x 9,63 = R$ 0,02247778. 
 
 
 
2.2 CUSTOS INDIRETOS 
 
 
Os custos indiretos são aqueles que não estão diretamente relacionados à atividade de 
transportar, pois referem-se a área administrativa da empresa. (VALENTE; 
PASSAGLIA; NOVAES, 1997) 
 
42 
Tabela 4: Cálculo do custo indireto por quilômetro rodado. 
Custo indireto mensal a b c=a*b 
Item Descrição Período (meses) Valor do Coeficiente Custo mensal insumo R$ R$ 
1 Pró-labore 12 4.800,00 0,08333333 400,00 
2 Salário motorista 12 16.250,00 0,08333333 1.354,16 
3 Encargos sociais 12 3.282,21 0,08333333 273,51 
4 Férias 12 412,50 0,08333333 34,37 
5 Telefone 12 510,00 0,08333333 42,50 
6 Contabilidade 12 1.500,00 0,08333333 125,00 
 
Total custo indireto mensal 2.229,56 
Quilometragem média mensal: 11.294 
Custo indireto R$/Km: 0,1974 
Fonte: Costa Sul Transporte e Logística Ltda. 
Nota: Elaborado pelo autor. 
 
 
 
2.2.1 Demonstração dos cálculos presentes na tabela 4. 
 
 
O cálculo do custo mensal dos itens 1 a 6, é realizado da mesma forma, diferenciando-
se apenas no seu valor de insumo. Desse modo será demonstrado apenas o cálculo do 
item 1, ou seja, o pró-labore. 
 
 
 
2.2.1.1 Ítem 1 – Pró-labore 
 
 
Valor do insumo (valor pago em 12 meses): R$ 4.800,00; 
Coeficiente: 
 
12 meses --- 4.800,00 R$ = 1 mês x 4.800,00 
 1 mês --- R$ 12 meses 
 
43 
R$ =0,08333333 x 4.800,00; 
Coeficiente: 0,08333333; 
Custo mensal do Pró-labore: 0,08333333 x 4.800,00= R$ 400,00. 
 
 
 
2.3 CUSTO DO QUILÔMETRO RODADO 
 
 
O valor total do quilômetro rodado é a somatória do custo fixo total, do custo variável 
total e dos custos indiretos, conforme tabela a seguir: 
 
Tabela 5: Custo total do quilômetro rodado. 
Custo do Quilômetro Rodado R$/Km: 
Custo fixo 0,6403 
Custo variável 1,3668 
Custo indireto 0,1974 
Custo total (fixo + variável + indireto) 2,20 
Fonte: elaborado pelo autor. 
 
Os cálculos realizados determinaram que o custo do quilômetro rodado, incluindo os 
custos fixos, variáveis e indiretos, é de R$ 2,20. Esse valor determina o ponto de 
equilíbrio entre os custos e o lucro que a prestação de serviço deve proporcionar, sendo 
que o excedente a R$ 2,20 por quilômetro rodado será considerado como lucro da 
atividade. Como exemplo, podemos citar a viagem abaixo: 
 
Distância do percurso: 3.800 Km; 
Valor pago pelo transporte: R$ 11.000,00; 
Relação R$/Km rodado: 11.000 / 3.800= 2,89; 
Custo do quilômetro rodado: R$ 2,20; 
Lucro por quilômetro rodado: 2,89 – 2,20= 0,69; 
 
44 
Lucro da viagem: R$ 0,69 x 3.800 Km= R$ 2.622,00. 
 
 
 
2.4 DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS 
 
 
Após a demonstração dos conceitos básicos que nortearam este trabalho e da análise 
detalhada dos custos que compõem o processo de transportes rodoviários de cargas, 
pode-se afirmar que o controle de custos é uma ferramenta que possibilita à empresa a 
otimização dos resultados de suas atividades, além de maior agilidade e segurança nas 
tomadas de decisões. 
 
Para uma análise geral do tema, os custos estão representados graficamente a seguir: 
 
 
 
2.4.1 Custo total do quilômetro rodado 
 
 
Conforme análise efetuada sobre os custos, demonstra-se graficamente o custo total do 
quilômetro rodado, sendo assim, o custo fixo representa 26%, o custo variável 70% e o 
custo indireto 4% do custo total. 
 
 
 
 
45 
R$ 0,66 - 26%
R$ 1,72 - 70%
R$ 0,10 - 4%
R$ 2,20
0
0,5
1
1,5
2
2,5
Custo fixo Custo variável Custo indireto Custo total (f ixo +
variável + indireto)
 
 Figura 2:Custo do quilometro rodado 
Fonte: Elaborado pelo autor. 
 
 
 
2.4.1.1 Custo fixo mensal 
 
 
A figura 3 representa a participação dos itens que compõe o custo fixo mensal. 
Observa-se que o custo de capital é responsávelpelo maior índice, com 79%, seguido 
pela reserva para seguro com 15%. 
 
O alto percentual do custo de capital e da reserva de seguro é atribuído ao valor do 
veículo, por este ter sido adquirido em 2008 e possuir maior capacidade de carga. 
 
 
46 
Rastreamento
3%
Reserva p/seguro
15%
IPVA,licenc.e 
seg.obrig.
3%
Custo Capital
79%
 
 Figura 3: Custo fico mensal 
Fonte: Elaborado pelo autor. 
 
 
 
2.4.1.2 Custo variável. 
 
 
O custo variável é composto de diversos itens conforme demonstração na figura 4, 
sendo que as maiores fatias estão representadas pelo combustível, com 77%, e os 
pneus da carreta que atinge 5%. 
 
 
 
 
 
 
 
47 
Pneu carreta
5%
Pneu truck
1%
 Óleo lubrif icante
2%
 Óleo transmissão
0%
Pneu tração
2%
Impostos
4%
 Pedágio
2%
Combustível
77%
Manutenção
2%
 
 Figura 4: Custo variável por quilômetro rodado 
 Fonte: Elaborado pelo autor. 
 
 
 
2.4.1.3 Custo indireto 
 
 
Os custos indiretos da empresa representam 4% do custo total do quilômetro rodado 
pelo veículo da empresa, sendo que o salário do motorista representa 60% desses 
custos conforme demonstrado no gráfico abaixo. 
 
 
48 
Contabilidade
6%
Telefone
2%
Salário do motorista
60%
Pró-labore
18%
Férias
2%
Encargos sociais
12%
 
 Figura 5: Custo indireto mensal 
 Fonte: Elaborado pelo autor. 
 
49 
CONCLUSÃO 
 
 
Este trabalho foi realizado com o objetivo de identificar a metodologia adequada para 
gestão de custos logísticos com enfoque no cálculo do custo do quilômetro rodado dos 
veículos da empresa. A metodologia determinada foi o método dos custos 
desagregados, que consiste em parâmetros médios de consumo, tendo como base a 
apropriação de cada componente do custo, que podem ser a depreciação, combustível, 
pneus, manutenção, etc. Com base neste método conceituou-se a gestão de custos 
abrangendo os custos diretos e indiretos da atividade de transporte, efetuou-se um 
levantamento dos preços dos insumos que compõem esses custos e, por meio dos 
dados coletados, desenvolveu-se uma planilha que demonstrou o valor do quilômetro 
rodado pelo mesmo. 
 
Os custos diretos e indiretos mencionados no trabalho são integrantes da atividade de 
transporte, sendo que a sua análise foi importante na definição dos processos utilizados 
para sua identificação. 
 
Os custos diretos são aqueles que estão diretamente alocáveis à atividade de 
transporte, como o combustível; os custos indiretos são aqueles que não dependem da 
atividade para existir, como por exemplo, o pró-labore do proprietário. 
 
Para analisar os custos diretos, os mesmos foram divididos em variáveis e fixos. Os 
custos variáveis são aqueles que mudam conforme a distância percorrida pelo veículo, 
e representam 70% do custo total do quilômetro rodado. Os custos fixos são aqueles 
que mensalmente permanecem constantes, pois independem do deslocamento do 
veículo para existir. Esses dados podem ser verificados na figura 2. 
 
Foi possível observar que o custo de capital representou 79% dos custos fixos em 
consequência do elevado valor do veículo, pois o mesmo foi adquirido no ano de 2008, 
elevando o custo mensal. 
 
50 
 
Os custos indiretos são compostos pelo pró-labore, encargos sociais, contabilidade, 
conta telefônica, férias e salário do motorista, pois não existem gastos com aluguel, 
energia elétrica e despesas de uma empresa de maior porte, pois a mesma está 
localizada na residência do proprietário e é caracterizada como microempresa. 
 
Muitas empresas de transporte rodoviário mantêm o modelo tradicional de 
gerenciamento familiar, tornando-as ultrapassadas e sem condições de competir no 
mercado atual, o que pode ser evitado por meio de procedimentos gerenciais modernos 
e profissionalizados, como a utilização deste método de cálculo do quilômetro rodado, 
onde a empresa pode avaliar o frete oferecido pelo mercado e, desse modo, direcionar 
sua atividade para regiões onde o retorno financeiro é mais favorável, além da 
obtenção de insumos com preços acessíveis para a diminuição do custo do quilômetro 
rodado. 
 
Por este motivo a metodologia do cálculo dos custos desagregados é passível de ser 
utilizada pelas empresas de transporte rodoviário, bem como para proprietários 
autônomos de caminhões, pois possibilita o aprofundamento do conhecimento de todos 
os elementos que compõem os custos do transporte, o monitoramento e o controle dos 
mesmos, proporcionando uma visão real dos lucros, facilitando a tomada de decisões 
que estarão baseadas em dados concretos e confiáveis. 
 
Desta maneira poderão ser adotadas estratégias para a redução dos custos, seja na 
busca de novos fornecedores, adoção de novas práticas na gestão dos resultados, 
como controles e melhoria da frota. 
 
51 
REFERÊNCIAS 
 
 
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Suprimento e Distribuição Física. 3. ed. São Paulo: Edgard Blücher Ltda., 2000. 
 
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Abastecimento. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2003 
 
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Érica Ltda, 2008. 
 
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Duplicadora, 2004. 
 
GITMAN, Lawrence J.. Princípios de Administração Financeira. 10. ed. São Paulo: 
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MASAKAZU, Hoji. Administração Financeira: Uma Abordagem Prática, Matemática 
Financeira Aplicada, Estratégias Financeiras, Análise, Planejamento e Controle 
Financeiro. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 
 
PEREZ JR., José Hernandez; OLIVEIRA, Luís Martins de; COSTA Rogério Guedes. 
Gestão Estratégica de Custos. 3.ed. São Paulo: Atlas, 2003. 
 
SEST SENAT. Curso para Responsável Técnico de Empresa de Transporte Rodoviário 
de Carga.1.ed. Brasília: 2008. 
 
VIANNA, Ilca Oliveira de A. Metodologia do Trabalho Científico: Um enfoque didático 
da Produção Científica. 1. ed. São Paulo: E.P.U., 2001. 
 
VALENTE, Amir Mattar; PASSAGLIA, Eunice; NOVAES, Antônio Galvão. 
Gerenciamento de Transporte de Cargas. 1.ed. São Paulo: Pioneira, 1997.

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