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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Sumário
Apresentação.......................................................................................................................................5
Objetivo...............................................................................................................................................5
01 - Pontuação.....................................................................................................................................7
01.1 - Revisão......................................................................................................................................7
01.2 - Sinais de Pontuação..................................................................................................................9
01.2.1 - Os essencialmente separadores.........................................................................................10
01.2.2 - Os de comunicação e mensagem......................................................................................10
01.3 - A pontuação e o entendimento do texto................................................................................12
02 - Sinais de Pontuação – parte 1..................................................................................................13
02.1 - Vírgula.....................................................................................................................................13
02.1.1 - Para separar termos que exercem a mesma função sintática – sujeito, complementos,
adjuntos, predicativos –, quando não estiverem unidos por meio de “e”, “ou” e “nem”..............14
02.1.2 - Para isolar o aposto...........................................................................................................14
02.1.3 - Para isolar o vocativo.......................................................................................................14
02.1.4 - Para isolar o adjunto adverbial, quando este é extenso ou quando se quer destacá-lo.....15
02.1.5 - Para isolar expressões explicativas, como isto é, por exemplo, ou melhor, a saber, ou
seja etc............................................................................................................................................15
02.1.6 - Para isolar nomes de lugares nas datas e nos endereços..................................................16
02.1.7 - Para separar as orações coordenadas assindéticas............................................................16
02.1.8 - Para separar as orações coordenadas sindéticas (adversativas, explicativas e conclusivas)
.......................................................................................................................................................16
02.1.9 - Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas da oração principal............17
02.1.10 - Quando as orações subordinadas adverbiais..................................................................18
02.1.11 - Para separar os pleonasmos e as repetições (quando não têm efeito superlativante como
em “b”)...........................................................................................................................................19
02.1.12 - Para separar o pronome relativo de oração adjetiva restritiva do termo mais próximo, já
que seu antecedente é o termo mais distante.................................................................................19
02.1.13 - Para separar as conjunções e os advérbios adversativos (porém, todavia, contudo,
entretanto), principalmente quando pospostos...............................................................................20
02.1.14 - Para indicar, às vezes, a elipse do verbo.........................................................................20
02.1.15 - Para assinalar a interrupção de um seguimento natural das ideias e se intercalar um
juízo de valor ou uma reflexão subsidiária....................................................................................20
02.1.16 - Para desfazer possível má interpretação resultante da distribuição irregular dos termos
da oração, separa-se por vírgula a expressão deslocada................................................................20
02.2 - Ponto e vírgula........................................................................................................................22
02.2.1 - Num trecho longo, onde já existam vírgulas, para enunciar pausa mais forte.................22
02.2.2 - Para separar orações coordenadas de certa extensão........................................................22
02.2.3 - Para separar orações coordenadas assindéticas de sentido contrário...............................23
02.2.4 - Para separar orações coordenadas adversativas e conclusivas com conectivo deslocado23
02.2.5 - Para separar os diversos itens de uma lei, de uma exposição de motivos etc..................23
02.3 - Ponto........................................................................................................................................24
02.3.1 - Sem ter relação com a pausa oracional, para acompanhar muitas palavras abreviadas...24
02.4 - Ponto de Interrogação............................................................................................................25
02.4.1 - Após as interrogações diretas...........................................................................................26
02.5 - Ponto de exclamação..............................................................................................................27
02.5.1 - No fim da oração enunciada com entonação exclamativa................................................27
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.5.2 - Após uma interjeição........................................................................................................28
02.5.3 - Em frases imperativas (substituindo o ponto)..................................................................28
02.5.4 - Em algumas frases optativas (substituindo o ponto)........................................................28
02.5.5 - Após alguns vocativos (substituindo a vírgula)................................................................28
02.6 - Reticências..............................................................................................................................29
02.6.1 - Em citações não completas...............................................................................................30
02.6.2 - Para indicar uma interrupção brusca da frase...................................................................30
02.6.3 - Para indicar que o término da frase deve ser imaginado pelo leitor.................................30
02.6.4 - Para indicar ironia.............................................................................................................30
03 - Sinais de Pontuação – parte 2..................................................................................................30
03.1 - Dois-pontos..............................................................................................................................31
03.1.1 - Antes de uma citação (letra maiúscula após a pontuação)...............................................31
03.1.2 - Antes de uma enumeração (letra minúscula após a pontuação).......................................31
03.1.3 - Antes de uma explicação (letra minúscula, após a pontuação)........................................32
03.1.4 - Antes de uma complementação (letra minúscula, após a pontuação)..............................33
03.1.5 - Antes de uma conclusão (letra minúscula após a pontuação)...........................................33
03.1.6 - Nas expressões que seguem aos verbos dizer, retrucar, responder e semelhantes e que
encerram a declaração textual, ou que assim julgamos, de outra pessoa.......................................34
03.2 - Aspas simples eAspas duplas................................................................................................34
03.2.1 - Em citações ou transcrições literárias...............................................................................35
03.2.2 - Em palavras ou expressões estrangeiras...........................................................................35
03.2.3 - Para realçar uma expressão com ironia............................................................................36
03.2.4 - Para assinalar um termo que precisa ser realçado............................................................36
03.2.5 - Para gírias e expressões de nível vulgar...........................................................................36
03.3 - Travessão.................................................................................................................................37
03.3.1 - Para indicar, nos diálogos, mudança de interlocutor........................................................38
03.3.2 - Para isolar termos ou orações intercaladas (como desempenha função sintática análoga à
dos parênteses, usa-se geralmente o travessão duplo)...................................................................38
03.4 - Parênteses................................................................................................................................41
03.4.1 - Quando uma pausa coincide com o início de uma construção parentética, o respectivo
sinal de pontuação deve ficar depois dos parênteses, mas estando a proposição ou a frase inteira
encerrada pelos parênteses, dentro deles se põe a competente notação.........................................41
03.5 - Colchetes.................................................................................................................................42
03.5.1 - Quando já se acham empregados os parênteses, para introduzir uma nova inserção.......43
03.5.2 - Para preencher lacunas de textos ou ainda para introduzir, principalmente em citações,
adendos ou explicações que facilitam o entendimento do texto....................................................43
03.5.3 - Nos dicionários e gramáticas, para explicitar informações como a ortoépia, a prosódia
etc., no que também podem ser usados os parênteses...................................................................43
03.5.4 - Para indicar omissões de partes na transcrição de um texto.............................................44
03.5.5 - Com a palavra latina sic, em transcrições, para identificar erros no texto original. Além
de aparecer entre colchetes, a palavra sic também costuma aparecer em itálico, levemente
inclinada para a direita...................................................................................................................44
03.6 - Chave aberta e fechada.........................................................................................................44
03.6.1 - A chave tem aplicação maior em obras de caráter científico............................................45
03.7 - Barra oblíqua [/].....................................................................................................................45
03.8 - Parágrafo [§]...........................................................................................................................46
03.9 - Alínea [a)]................................................................................................................................46
04 - Uso da Crase – parte 1..............................................................................................................47
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.1 - Casos em que o uso da crase é obrigatório..........................................................................48
04.1.1 - Sempre existirá crase em locuções prepositivas, locuções adverbiais ou locuções
conjuntivas que tenham enquanto núcleo um substantivo feminino.............................................48
04.1.2 - Quando a expressão “à moda de” estiver subentendida (nesse caso, mesmo se a palavra
subsequente for masculina, haverá crase)......................................................................................49
04.1.3 - Quando as expressões “rua”, "avenida", “loja”, “estação de rádio” etc. estiverem
subentendidas.................................................................................................................................49
04.1.4 - Quando está implícita uma palavra feminina...................................................................49
04.2 - Casos em que o uso da crase é facultativo............................................................................51
04.2.1 - Antes de nomes próprios femininos.................................................................................51
04.2.2 - Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular................................................51
04.2.3 - O caso abaixo não é propriamente facultativo.................................................................52
04.3 - Casos em que o uso da crase torna-se especial....................................................................52
04.3.1 - Nomes de localidades.......................................................................................................52
04.3.2 - Pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo....................................................54
04.3.3 - Sobre a palavra “casa”......................................................................................................55
04.3.4 - Sobre a palavra “terra”.....................................................................................................55
04.3.5 - Sobre a palavra “distância”..............................................................................................56
04.4 - Casos em que não existe o uso da crase................................................................................57
04.4.1 - Antes de palavra masculina, o "a" é apenas uma preposição...........................................57
04.4.2 - Antes de verbo, o "a" é apenas uma preposição...............................................................57
04.4.3 - Antes de artigo indefinido, o "a" é apenas uma preposição..............................................57
04.4.4 - Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos “vossa” ou
“sua” ou ainda a expressão “você” (forma reduzida de Vossa Mercê), o “a” é apenas uma
preposição......................................................................................................................................57
04.4.5 - Antes dos pronomes demonstrativos “esta” e “essa”, o "a" é apenas uma preposição.....58
04.4.6 - Antes dos pronomes pessoais, o “a” é apenas uma preposição........................................58
04.4.7 - Antes dos pronomes indefinidos com exceção de “outra”, o “a” é apenas uma preposição
.......................................................................................................................................................58
04.4.8 - Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural, o "a" é apenas
uma preposição..............................................................................................................................59
04.4.9 - Quando antes do “a” existir preposição o “a” é apenas um artigo...................................59
04.4.10 - Com expressões repetitivas, o "a" é apenas uma preposição.........................................60
04.4.11 - Com expressões tomadas de maneira indeterminada o "a" é apenas uma preposição. . .60
Referências........................................................................................................................................61
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Apresentação
Esta aula refere-se ao estudo da Pontuação e da Crase. Este conteúdo
faz-se misterpara o aluno, no momento da construção de textos, haja vista
ser impossível a compreensão de um material escrito que esteja desprovido,
totalmente, de pontuação.
Já no que concerne ao uso da crase, o que se faz interessante é que o
aluno aprenda de fato quando utilizar o acento grave (`) para marcar que
houve um procedimento de crase na escrita, ou seja, a contração de dois
fonemas /a/.
Objetivo
Levantar informações necessárias e conhecer o roteiro de elaboração
de projetos sociais que atendam de forma efetiva às necessidades do
cidadão.
Por meio das aulas sobre pontuação, você deverá estar apto a:
identificar problemas de pontuação em um texto;
produzir textos fazendo uso das regras de pontuação previstas na
gramática;
associar alguns sinais de pontuação às suas principais funções;
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
reconhecer a importância da pontuação num texto escrito;
comparar os resultados obtidos a partir da marcação de pausas com a
pontuação de um excerto textual;
refletir sobre as relações que os sinais de pontuação estabelecem com
a leitura oral;
conhecer alguns sinais de pontuação;
identificar os sinais de pontuação e sua função no texto;
desenvolver a interpretação e a leitura.
Por meio das aulas sobre crase, você deverá ser:
compreender o processo de formação da crase;
identificar situações em que haja contração de dois fonemas /a/,
tornando-se necessário, assim, utilizar o acento grave para marcar tal
manifestação;
utilizar o acento grave para marcar a presença da crase.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Curso: Língua Portuguesa
Autoria: Karine Alves David
Aula: 02
01 - Pontuação
OBJETIVO:O objetivo desta aula é apresentar-lhe as mais variadas
estratégias para a composição de textos, ao utilizar a norma culta da língua
portuguesa, por meio dos mais variados mecanismos de pontuação e
também apresentar estratégias para a composição de textos ao utilizar a
norma culta da língua portuguesa, por meio de mecanismos de pontuação.
01.1 - Revisão
Leia a tira abaixo:
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Imagem 01 - Tira
Fonte: iturrusgarai.com.br
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Pratique
Responda corretamente:
1) No 1º e no 2º quadrinhos da tira:
a) Quais são as duas frases em que o adulto faz
um questionamento ao jovem?
Resposta:
b) Qual sinal de pontuação foi empregado
nessas falas? Por que ele foi utilizado?
Resposta:
c) Os questionamentos indicam indignação,
sugestão, curiosidade, convite ou surpresa?
Resposta:
d) Crie uma fala que poderia ter sido dita pelo
adulto no último quadrinho. Uma das frases
deve ser interrogativa.
Resposta:
2) Observe as falas do jovem.
a) Nas frases ditas por ele, que sinal de
pontuação foi empregado?
Resposta:
b) Essas frases indicam surpresa, alegria,
entusiasmo, espanto ou indiferença?
Resposta:
3) No 2º quadrinho, o adulto diz: "Nossa!!"
a) Com que intenção foi repetido o ponto de
exclamação?
Resposta:
b) O que indica o ponto de exclamação nessa
ocorrência?
Resposta:
c) Na tira, há palavras que foram escritas com
letras maiores e em negrito. Quais são elas? De
acordo com o contexto, por que foram escritas
assim?
Resposta:
d) Justifique o emprego da vírgula na fala: "É o
“kindle”, um leitor de “e-books".
Resposta:
Resposta:
1)
a) “Que treco é esse?” / “E quantos você já leu?”
b) O ponto de interrogação. Trata-se de uma interrogação direta.
c) Os questionamentos indicam curiosidade.
2)
a) O ponto de exclamação.
b) As duas primeiras indicam entusiasmo. As duas últimas indicam indiferença.
3)
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
a) Foi repetido para marcar um reforço na intensidade da voz.
b)Indica espanto.
c)As palavras são kindle, 3.500, leu e exibindo. Elas foram escritas assim para mostrar que
a personagem destacou essas palavras, falando-as em um tom mais alto, com mais
ênfase.
d) A vírgula foi empregada para isolar o aposto, "um leitor de e-books".
Saiba Mais
Ao ler a tirinha, você observou que existem diferentes entonações
nas vozes das personagens, que na escrita, por sua vez, são marcadas
pela pontuação. Além da entonação, a pontuação marca a coesão entre
as palavras e partes do texto, tornando-o mais preciso. Como se vê os
sinais de pontuação estão relacionados diretamente com a sintaxe das
orações e das frases. Por isso, e pelo fato de indicarem pausas e
entonação, eles facilitam a leitura e tornam mais claro e mais preciso o
sentido pretendido pelo locutor de um texto. (Adaptado de Cereja e
Magalhães, 2005, p. 33).
01.2 - Sinais de Pontuação
Do mesmo modo como os demais signos linguísticos, os sinais de
pontuação são constituídos de um significante (o pontuante) e de um
significado (o pontuado). O mesmo significante (a maiúscula, por exemplo)
pode ter vários significados – começo de frase, nome próprio, valorização
etc.
Usamos os sinais de pontuação, no geral, para representar pausas na
fala, no caso do ponto, da vírgula, do ponto e vírgula; ou para marcar
entonações, no caso do ponto de exclamação e de interrogação, por
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
exemplo. Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuação
reproduzem, na escrita, nossas emoções, intenções e anseios.
De acordo com Bechara (2015, p.624), a pontuação pode ser entendida
de duas maneiras: numa acepção larga e numa acepção restrita. Para esta
aula, interessar-nos-á o que concerne à acepção restrita.
Na acepção restrita, a pontuação é constituída por uns tantos sinais
gráficos assim distribuídos:
01.2.1 - Os essencialmente separadores
01.2.2 - Os de comunicação e mensagem
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Imagem 02 - Pontuação
Fonte: CEDIS
Imagem 0 3 - Pontuação
Fonte: CEDIS
Síntese
A pontuação marca, na escrita, as diferenças de entonação e
contribui para tornar mais preciso o sentido que se quer dar ao texto.
Curiosidade
A primeira palavra depois de um sinal de pausa conclusa é escrita
com letra inicial maiúscula; se a oração seguinte constitui novo
conjunto de ideias, ou mudança de interlocutor de diálogo, será escrito
na outra linha e terá o seu final marcado pelo ponto parágrafo.
Pratique
A língua falada dispõe de recursos muito variados para exprimir suas
pausas e entonações. Na língua escrita, essas pausas e entonações são
representadas pelos sinais de pontuação.
Atribua, a cada umas dessas faces, uma frase, fazendo uso dos
sinais de pontuação que você conhece!
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Imagem 04 - Caras
Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?
aula=54738
01.3 - A pontuação e o entendimento do texto
Observe os comandos a seguir:
- Não podem atirar!
- Não, podem atirar
Qual a diferença existente entre esses dois comandos? O que
difere, sintática e semanticamente, um do outro?
Um enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e
orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e
independência sintática e semântica, recobertos por unidades melódicas e
rítmicas que sedimentam esses princípios. Proferidas as palavras e orações
sem tais aspectos melódicos e rítmicos, o enunciado estaria prejudicado na
sua função comunicativa. Os sinais de pontuação, que já vêm sendo
empregados há muito tempo, têm a finalidade de garantir no texto escrito a
solidariedade sintática e semântica. Por isso, uma pontuação usada de forma
incorreta produz efeitos bastante desastrosos à comunicação tanto quanto
o desconhecimento dessa solidariedade a que nos referimos. (Adaptado de
Bechara, 2015, p.625).
Observe as três construções a seguir:12
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Levar uma pedra para Europa uma andorinha não faz verão.
Um fazendeiro tinha um bezerro e a mãe do fazendeiro era também o pai
do bezerro.
Maria toma banho porque sua mãe disse ela pegue a toalha.
Essas três construções estão totalmente desintegradas, causando,
assim, um caos linguístico.
O que você faria para torná-las inteligíveis?
Vejamos, no próximo tópico, o emprego dos sinais de pontuação.
02 - Sinais de Pontuação – parte 1
OBJETIVO:Fazer com que você compreenda o real uso dos sinais de
pontuação na escrita, valendo-se de algumas regras.
02.1 - Vírgula
A seguir, conheceremos algumas situações em que a vírgula
poderá ser utilizada. Para enaltecer seu aprendizado propomos
que você, além de ler os enunciados dos exemplos, leia também
em voz alta para sentir a entonação que a vírgula vem a exercer
em cada enunciado. Vamos começar?
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Resposta
Para integridade da mensagem, no primeiro basta uma vírgula depois de faz,
sendo verão a forma de futuro do verbo "ver". No segundo, basta colocar
vírgula depois de mãe. Já no último exemplo, coloque-se um ponto e vírgula
depois de sua (do verbo suar), vírgula depois de mãe (vocativo) e vírgula
depois de ela, para separar a oração intercalada.
Atenção
Existe uma orientação a ser seguida quanto ao emprego da vírgula:
ela nunca deve separar o sujeito do verbo e o verbo de seus objetos:
As tardes ensolaradas da primavera traziam doces lembranças ao velhinho.
Sujeito Verbo OD OI
02.1.1 - Para separar termos que exercem a mesma função
sintática – sujeito, complementos, adjuntos, predicativos –,
quando não estiverem unidos por meio de “e”, “ou” e “nem”
Exemplo
Eu, meu irmão, meus primos e Pedro/ fomos ao cinema
Sujeito Composto
ontem.
Exemplo Eu gosto muito/ de você, de sua mãe e de sua irmã. Objeto indireto
02.1.2 - Para isolar o aposto
Exemplo O restante do material, pedra, tijolos, canos, cimento,será entregue à tarde. Aposto enumerativo
02.1.3 - Para isolar o vocativo
Exemplo
Maria, há quanto tempo não te vejo!
Não mexe com teu irmão, João!
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Curiosidade
Quando você for escrever uma redação oficial, poderá usar vírgula
no vocativo, mas também dois pontos:
Exemplo
Prezado Senhor:
Em relação ao ofício SEPLAG 24/2018, informamos
que...
02.1.4 - Para isolar o adjunto adverbial, quando este é
extenso ou quando se quer destacá-lo
Exemplo a) No dia seguinte, ele saiu bem cedo para trabalhar.b) Precisei permanecer ali, por alguns dias.
02.1.5 - Para isolar expressões explicativas, como isto é, por
exemplo, ou melhor, a saber, ou seja etc
Exemplo
a)Combinamos que todos contribuirão com a
campanha. Eu, por exemplo, doarei dez quilos de
alimentos não perecíveis.
b) Iremos passar as férias em São Paulo, isto é, se você
não tiver outra ideia melhor..
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.1.6 - Para isolar nomes de lugares nas datas e nos
endereços
Exemplo
a) Fortaleza, 25 de dezembro de 2001.
b) Rua José Vilar, 256.
c) Brasília, abril de 2004.
d) Iremos passar as férias em São Paulo, isto é, se
você não tiver outra ideia melhor.
02.1.7 - Para separar as orações coordenadas assindéticas
Exemplo
a) Levantava cedo, tomava café, vestia uma roupa, e
saia para trabalhar.
b) Vim, vi, venci.
02.1.8 - Para separar as orações coordenadas sindéticas
(adversativas, explicativas e conclusivas)
Exemplo
a)A leitura está difícil, mas não desanime.
(adversativa)
b)Estudou muito, logo tinha de ser aprovado.
(conclusiva)
c)É necessário que vá logo, pois vai esfriar.
(explicativa)
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Importante
As conjunções "e", "nem" e "ou" normalmente não vêm seguidas de vírgula. No
entanto, a vírgula poderá ser utilizada nos seguintes casos:
a) OU: se houver retificação ou alternativa.
- Ou tudo, ou nada.
- Se precisar de ajuda, ou a dor nas costas exigir massagem, chame um fisioterapeuta.
b) E: se os sujeitos forem diferentes.
- As crianças calaram-se, e o menino gritou.
c) E: se a conjunção vier reiterada.
- Os jovens estão felizes, e jogam, e nadam, e conversam, e riem, e brincam.
02.1.9 - Para separar as orações subordinadas adjetivas
explicativas da oração principal
Exemplo
a)Curitiba, que é a capital do Paraná, apresenta
boas soluções para o problema do transporte
público.
b)A água, que é incolor, tem fórmula H2O.
c)Aqueles homens, que a tudo assistiram com
interesse, ficaram perplexos.
Importante
Não se emprega vírgula para separar as orações subordinadas
adjetivas restritivas.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.1.10 - Quando as orações subordinadas adverbiais
Quando, apesar da etimologia, a sua supressão está inteiramente
consagrada pelo uso.
Exemplo
Os torcedores começaram a algazarra, assim que os jogadores entraram
em campo.
Oração principal I vírgula optativa I Oração subordinada adverbial
temporal
Quando vêm antepostas ou intercaladas à oração principal, é
obrigatório o uso de vírgulas:
Exemplo
a) Assim que os jogadores entraram em campo, os torcedores começaram a
algazarra.
Oração subordinada adverbial temporal I vírgula optativa I Oração principal
b) Os torcedores, assim que os jogadores entraram em campo,começaram a
algazarra.
Oração Principal I vírgula optativa I Or. Sub. Adv. Temporal I vírgula optativa I
Oração Principal
Quando são reduzidas de gerúndio, particípio e infinitivo, a vírgula é
obrigatória:
Exemplo
Pensando desse jeito, jamais conseguiria o apoio de seus colegas de
equipe.
Or. Sub.Adv. Condicional reduzida de gerúndio | vírgula obrigat. | Oração
principal
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.1.11 - Para separar os pleonasmos e as repetições
(quando não têm efeito superlativante como em “b”)
Exemplo
a)Nunca, nunca, meu amor, eu hei de perdê-la.
b)A casa é linda linda linda (Lindíssima).
Importante
É facultativo o emprego da vírgula para marcar o complemento
verbal transposto (topicalizado) quando aparece repetido por pronome
oblíquo
a) O lobo, viu-o o caçador. ou
O lobo viu-o o caçador.
b) Ao rico, não lhe devo nada! ou
Ao rico não lhe devo nada.
02.1.12 - Para separar o pronome relativo de oração adjetiva
restritiva do termo mais próximo, já que seu antecedente é o termo
mais distante
Exemplo
a) O juiz tem que ser pontual no exame dos dados
da informação, que [isto é, os dados] não lhe
permitam erro ao aplicar a sentença.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.1.13 - Para separar as conjunções e os advérbios
adversativos (porém, todavia, contudo, entretanto),
principalmente quando pospostos
Exemplo
a)A proposta, porém, não condizia com o que eu
pensava de fato.
b)Eu paguei a dívida, contudo, não quitei a casa.
02.1.14 - Para indicar, às vezes, a elipse do verbo
Exemplo a) Ela sai agora; eu, logo mais.
02.1.15 - Para assinalar a interrupção de um seguimento
natural das ideias e se intercalar um juízo de valor ou uma
reflexão subsidiária
Exemplo a) Estava tão cansado, e eu não menos, que preferificar mesmo em casa para ler mais um pouco.
02.1.16 - Para desfazer possível má interpretação resultante
da distribuição irregular dos termos da oração, separa-se por
vírgula a expressão deslocada
Exemplo a) De todas as revoluções, para o homem, a morte éa maior e a derradeira.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Pratique
Veja vídeo no link a seguir: (https://www.youtube.com/watch?v=QJ0ii268x7s)
Vírgulapode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro
23,4
2,34
Pode ser autoritária
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
Conforme o vídeo acima, você pode concluir a força que a vírgula possui em mudar o
sentido de uma situação? Seu desafio é em cada situação acima, descrever a significação de
cada um dos enunciados que forma cada par. Vamos lá?
Fonte:http://portaldoprofessor.mec.gov.br/
21
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.2 - Ponto e vírgula
O ponto e vírgula representa uma pausa mais forte que a
vírgula e menos que o ponto.
02.2.1 - Num trecho longo, onde já existam vírgulas, para
enunciar pausa mais forte
Exemplo A vida para uns é bela, é alegre, só traz felicidade; paraoutros, um fardo pesado a carregar.
02.2.2 - Para separar orações coordenadas de certa
extensão
Exemplo
“A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu
numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela
ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse
quebrar o telhado de nossa velha casa.” (Rubem Braga.
O cajueiro).
22
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.2.3 - Para separar orações coordenadas assindéticas de
sentido contrário
Exemplo
a)João é um ótimo filho; Paulo, ao contrário, é um
péssimo rapaz.
b)Maria adora brincar com suas bonecas; Luiza, ao
contrário, adora jogar futebol com seus irmãos mais
velhos.
02.2.4 - Para separar orações coordenadas adversativas e
conclusivas com conectivo deslocado
Exemplo
a)A avaliação de português foi bem difícil; a de
matemática, entretanto, foi bem melhor.
b)Consegui tirar férias em dezembro; irei, por
conseguinte, visitar meus irmãos na Bahia.
02.2.5 - Para separar os diversos itens de uma lei, de uma
exposição de motivos etc.
Exemplo
“Art. 187. O processo será iniciado:
I.por auto de infração;
II.por petição do contribuinte interessado;
III.por notificação ou representação verbal ou escrita.”
(Código das Penalidades e de Processo Fiscais).
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.3 - Ponto
O ponto final é o sinal que denota pausa maior. Ele serve
para encerrar períodos que terminem por qualquer tipo de
oração, que não seja interrogativa direta, exclamativa ou
reticências.
Saiba Mais
Quando o ponto separa períodos escritos na mesma linha, chama-
se ponto simples. (1)
Quando o ponto separa períodos em linhas diferentes, chama-se
ponto parágrafo.(2)
Quando encerra um enunciado, chama-se ponto final.(3)
Vamos entender isso melhor? Veja o exemplo a seguir:
“ Lá pelas tantas, um de nós encostava a cabeça no companheiro mais
próximo e fechava os olhos cansado.(1) Depois outro; depois outro.(2)
E, quando vovó Candinha acabava a história, todos nós dormíamos uns
encostados aos outros, a sonhar com os palácios do fundo do mar,
com as fadas e as princesas maravilhosas.” (3)
02.3.1 - Sem ter relação com a pausa oracional, para
acompanhar muitas palavras abreviadas
Exemplo
V. S.ª(Vossa Senhoria), V. Ex.as ou V. Exas. (Vossas
Excelências).
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Importante
Quando o período, oração ou frase termina por abreviatura, não
se coloca o ponto final adiante do ponto abreviativo, pois este, quando
coincide com aquele, tem dupla serventia.
Exemplo
a)A mim, impressiona-me as atitudes de V.Sa.
b)Podem partir! Não aguardem pela chegada de
V. Exa.
Curiosidade
Nas abreviaturas, podem-se usar também as últimas letras, em
expoente (ex.: Manuel: M.el ) ou não (ex.: Senhora: Sra.). Por isso,
poder-se-á usar as duas formas abreviadas para Vossa Excelência: V.
Ex.ª ou V. Exa.
02.4 - Ponto de Interrogação
Põe-se ponto de interrogação no fim da oração enunciada
com entonação interrogativa ou de incerteza, real ou
fingida, também chamada retórica.
25
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.4.1 - Após as interrogações diretas
Exemplo a)Que horas são?
b)Quem está aí?
Atenção
A interrogação indireta, não sendo enunciada em entonação
especial, dispensa ponto de interrogação da pergunta de sim ou não da
pergunta total.
Exemplo
a)Ele perguntou que horas são.
b)Maria perguntou quem está aí.
Importante
Sobre maiúsculas e minúsculas iniciais após a interrogação!
A interrogação conclusa no final do enunciado requer maiúscula inicial da
palavra seguinte. Já a interrogativa interna, digamos, quase fictícia, não
exige essa inicial maiúscula da palavra seguinte.
Exemplo
a)Você pensa que o dinheiro entra fácil nesta casa?
Folgado!
b)– Como se chama seu irmão?
– Meu irmão? é o Daniel, aquele que trabalha aos
domingos na feira.
c)– Esqueceu de algo? perguntou Marcelo de pé, ao
olhar para mim.
26
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Curiosidade
O ponto de interrogação, em um determinado diálogo, poderá
aparecer sozinho ou acompanhado do ponto de exclamação para
indicar o estado de dúvida do personagem diante de um fato.
Exemplo
– O dono da casa veio aqui e disse que próximo mês
são mais 100 reais! – Como assim?! disse o inquilino
assustado.
02.5 - Ponto de exclamação
O ponto de exclamação tem pausa e entonação não
uniformes e pertence mais à Estilística que a Gramática.
02.5.1 - No fim da oração enunciada com entonação
exclamativa
Exemplo
a)Que linda, aquela bailarina espanhola!
b)Como você está crescida!
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.5.2 - Após uma interjeição
Exemplo
a)Ah! Que delícia de sorvete!
b)Salve! Salve!
02.5.3 - Em frases imperativas (substituindo o ponto)
Exemplo
a)Amanda! Perdoa tua mãe!
b)“Colombo! Fecha a porta dos teus mares!”
(Castro Alves. O navio negreiro)
02.5.4 - Em algumas frases optativas (substituindo o ponto)
Exemplo
a)Boa viagem!
b)Até mais tarde!
02.5.5 - Após alguns vocativos (substituindo a vírgula)
Exemplo
a)Joana! Isto não está correto!
b)“Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!” (Hino Nacional)
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Importante
As mesmas observações, aplicadas ao ponto de interrogação, no
que se refere ao emprego do ponto final e ao uso da inicial maiúscula
ou minúscula da palavra seguinte aplicam-se ao ponto de exclamação.
02.6 - Reticências
As reticências denotam interrupção ou incompletude
do pensamento (ou porque se quer deixar em
suspenso, ou porque os fatos se dão com breve espaço
de tempo intervalar, ou porque o nosso interlocutor
nos toma a palavra), ou há excitação ao enunciar
nossos pensamentos.
Exemplo
a)Ao proferir tais palavras, havia um tremor na voz
de Marcelo; isso lhe parecia impossível de
acreditar…
b)– Você não imagina do que ele é capaz: fala mal
de todo mundo e aqui fica calado. Ainda ontem…
Posso falar, Diego?
c)– Bem, eu moro na rua…
– Não me interessa onde você mora, menino!
Ainda, podemos empregar as reticências:
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
02.6.1 - Em citações não completas
Exemplo
a)“… Inácio avermelhou de novo e novamente saiu
fora de si.” (Monteiro Lobato. Cidades mortas).
b)“A cara larga do velho, toda raspada, os cabelos
brancos…” (José Lins do Rego. Fogo morto).
02.6.2 - Para indicar uma interrupção brusca da frase
Exemplo
a) “Não… quar… quarent… quar…” (Machado de
Assis).
02.6.3 - Para indicar que o término da frase deve ser
imaginado pelo leitor
Exemplo
a) “Mas um dia… me ausentaram…”(Juvenal Galeno.
Cajueiro pequenino).
02.6.4 - Para indicar ironia
Exemplo
a) Joaquina tinha um “belo perfil”: o que lhe faltava
em queixo, tinha-o em nariz…
03 - Sinais de Pontuação – parte 2
OBJETIVO: Fazer com que o aluno compreenda o real uso dos sinais de
pontuação (os de comunicação e mensagem) na escrita, valendo-se de
algumas regras.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
03.1 - Dois-pontos
É um sinal de pontuação que coresponde a uma pausa breve
da linguagem oral e a uma entoação descendente (ao
contrário da entoação ascendente da pergunta).
Usam-se dois pontos:
03.1.1 - Antes de uma citação (letra maiúscula após a
pontuação)
Exemplo
a) “E o pastor prosseguiu:
– Sois vós realmente os verdadeiros ouvintes do
meu sermão de hoje sobre a mentira.” (João
Ribeiro, Cartas devolvidas).
b) “… mas o baiano repetiu:
– Acuda, seu cadete, que o assado vai de trote!…”
(J. Simões Lopes Neto. Casos do Romualdo)
03.1.2 - Antes de uma enumeração (letra minúscula após a
pontuação)
Exemplo
a)Comprou dois presentes: uma caneta e um livro.
b)Preciso de duas coisas este ano: saúde e paz.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Curiosidade
Segundo Bechara, (2015, p. 631), “a imprensa brasileira usa e
abusa dos dois-pontos para resumir, às vezes numa síntese de
pensamento difícil de ser acompanhada, certas notícias”.
Exemplo a) Verão: cidade desprotegida das chuvas.
03.1.3 - Antes de uma explicação (letra minúscula, após a
pontuação)
Exemplo
a)Não vai haver aula hoje: é feriado nacional.
b)Quando eu o vi, fiquei contente: sabia que me traria
boas notícias.
Dica
Para saber se é uma explicação, substitua os dois-pontos por um
“porque”.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Imagem 05 - Jornal
Fonte: Googl e
03.1.4 - Antes de uma complementação (letra minúscula,
após a pontuação)
Exemplo
a)A mãe sempre está preocupada com uma coisa:
a segurança dos filhos.
b)“O fígado só tem uma ideologia: cuidado com as
imitações.” (Luís Fernando Veríssimo)
Dica
Para saber se é uma complementação, faça a seguinte pergunta
depois dos dois-pontos: Qual?
03.1.5 - Antes de uma conclusão (letra minúscula após a
pontuação)
Exemplo
a)O apartamento tinha poucos móveis e esses
eram velhos e quebrados: uma droga!
b)As passagens para Paris estão bem baratas: não
podemos perder esta oportunidade!
Dica
Para saber se é uma conclusão, substitua os dois-pontos por
“logo”.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Importante
Nos vocativos de cartas e há três possibilidades de uso da
pontuação:
a.Senhor Diretor (ausência: versão moderna, mais limpa e
econômica)
b.Senhor Diretor: (com dois pontos)
c.Senhor Diretor, (com vírgula)
03.1.6 - Nas expressões que seguem aos verbos dizer,
retrucar, responder e semelhantes e que encerram a declaração
textual, ou que assim julgamos, de outra pessoa
Exemplo
a)O apartamento tinha poucos móveis e esses
eram velhos e quebrados: uma droga!
b)As passagens para Paris estão bem baratas: não
podemos perder esta oportunidade!
03.2 - Aspas simples e Aspas duplas
De um modo geral, usamos as
aspas duplas, porém, pode haver,
para empregos diferentes, o uso das
aspas simples. Em trabalhos
científicos sobre línguas, as aspas
simples se referem a significados ou sentidos: amare, lat. ‘amar’ port.
Às vezes, utiliza-se o itálico ou o sublinhado para tal aplicação, porém,
vemos isso cada vez menos frequente no texto impresso.
34
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
As aspas também são empregadas:
a)para dar a certa expressão sentido particular (na linguagem
falada é, em geral, proferida com entonação especial);
b)para ressaltar uma expressão dentro de um determinado
contexto;
c)ou para apontar uma palavra como estrangeirismo ou gíria.
Vamos às regras?
As aspas são empregadas nos seguintes casos:
03.2.1 - Em citações ou transcrições literárias
Exemplo
a)De acordo com Martins (2010, p. 197), “declaração é
um documento que se assemelha ao atestado, mas que
não deve ser expedido por órgãos públicos.”
b)“Concluindo, fortalecei-vos no Senhor e na força do
seu poder!” (Efésios, 6:10).
03.2.2 - Em palavras ou expressões estrangeiras
Exemplo
a)Quero uísque “on the rocks”.
b)Eu diria que estou “busy” demais por hoje!
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Importante
Se o termo estrangeiro já foi incorporado à língua portuguesa na
sua forma original, use-o sem itálico. Em geral, esses termos estão
registrados nos dicionários e no Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras. São palavras de uso
amplo, como: marketing, office boy, blog, royalty, commodity, design,
download, free shop, on-line, iceberg.
Fonte: https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/redacao-e-estilo/estilo/
estrangeirismo
Veja na biblioteca listas de palavras que já foram dicionarizadas.
(https://drive.google.com/file/d/1Hl2ZndUErSmIZsMX8Hopnu4EELuAWGb6/view)
03.2.3 - Para realçar uma expressão com ironia
Exemplo
a)João, com seus 90 quilos, está tão “magrinho”.
b)Ele contou apenas uma “mentirinha”.
03.2.4 - Para assinalar um termo que precisa ser realçado
Exemplo
a) A palavra “q” pode ser analisada de diversas formas.
b) Antes de “p” e “b” só se escreve “m”.
03.2.5 - Para gírias e expressões de nível vulgar
Exemplo
a) Ela acabou se apaixonando por um “sordado”.
b) O espetáculo de música estava a maior “curtição”.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Importante
Quando as aspas abrangem parte do período, o sinal de pontuação é colocado
depois delas.
a.Foi para o Caribe a bordo do navio “Explorer of the Seas”.
2.Quando as aspas abrangem todo o período, o sinal de pontuação é colocado
antes delas.
a.“Nem tudo que reluz é ouro.”
3.Quando já há aspas numa transcrição ou numa citação, empregam-se as aspas
simples ou o negrito (ou o itálico).
a.“Também foi aprovada uma recomendação para que os estados-partes
promovam estudos destinados a implementar um ‘cluster’ embrionário do
Mercosul, considerado imperioso para a melhoria genética das raças
bovinas dos países que integram o bloco econômico.”
b.“O substitutivo permite que a exportação possa ser viabilizada por meio
de tradings (empresas que fazem a intermediação entre o exportador e o
importador).”
03.3 - Travessão
Você não deve confundir o travessão com o traço de união
ou hífen e com o traço de divisão empregado na partição
de sílabas (ab-so-lu-ta-men-te) e de palavras no fim de
linha.
O travessão pode substituir vírgulas, parênteses, colchetes para
assinalar uma expressão intercalada.
Vamos às regras?
Usa-se o travessão:
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
03.3.1 - Para indicar, nos diálogos, mudança de interlocutor
Exemplo
a) “ – Por que você não toca?
– Eu queria, mas tenho medo.
– Medo de quê?
– Dos bichos-feras.
–Que bichos-feras?” (José J. Veiga. Os cavalinhos de
Platiplanto) Platiplanto)
03.3.2 - Para isolar termos ou orações intercaladas (como
desempenha função sintática análoga à dos parênteses, usa-se
geralmente o travessão duplo)
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Imagem 06 - Blah!
Fonte: https://ultimapaginadorascunho.wordpress.com
Exemplo
a) “Eles eram muitos cavalos,
– rijos, destemidos, velozes –
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.” (Cecília Meireles,
Romanceiro da Inconfidência)
b)“Chamei Diadorim – e era um chamado com
remorso – e ele veio, se chegou.” (J. Guimarães.
Grande sertão: veredas)
Importante
Às vezes, substituem-se os dois pontospelo travessão:
Exemplo
a) “Era mesmo o meu quarto – a roupa da
escola no prego atrás da porta, o quadro da santa
na parede, os livros na estante de caixote que eu
mesmo fiz, aliás, precisava de pintura.” (José J.
Veiga. Os cavalinhos de Platiplanto)
Dica
Como se faz o travessão no teclado do computador?
Existem três formas diferentes para fazer o travessão no teclado do
computador.
Opção 1 Alt + 0151 Opção 2 Ctrl + Alt + -
(teclado numérico)
Opção 3 AltGr - (teclado
numérico)
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Saiba Mais
Pode haver vírgula após o travessão:
Exemplo
“Duas, três vezes por semana, havia de lhe deixar na
algibeira das calças – umas largas calças de enfiar – , ou
na gaveta da mesa, ou ao pé do tinteiro, uma barata
morta.” (Machado de Assis)
Curiosidade
A meia-risca ou meio-traço
Muito confundido com o hífen e com o travessão, a meia-risca ou meio-
traço é um sinal gráfico usado para unir elementos enumerados em série,
como letras ou números, separando as extremidades de um intervalo e
indicando ausência.
Exemplos de uso da meia-risca:
Exemplo
a)1983–2013;
b)J–M;
c)a ponte aérea São Paulo–Manaus.
Como se faz a meia-risca?
Existem duas formas diferentes para fazer a meia-risca no teclado do
computador.
Opção 1 Alt + 0150
Opção 2 Ctrl + - (teclado numérico)
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Meia-risca, hífen e travessão
A meia-risca apresenta um tamanho intermediário entre o hífen e o
travessão.
- hífen
– meia-risca
— travessão
Fonte: https://www.normaculta.com.br/meia-risca-ou-meio-traco/
03.4 - Parênteses
Os parênteses assinalam um isolamento sintático e
semântico mais completo dentro do enunciado, além de
estabelecerem maior intimidade entre o autor e seu leitor.
Em geral, a inserção de parênteses é assinalada por uma
entonação especial.
03.4.1 - Quando uma pausa coincide com o início de uma
construção parentética, o respectivo sinal de pontuação deve
ficar depois dos parênteses, mas estando a proposição ou a
frase inteira encerrada pelos parênteses, dentro deles se põe a
competente notação
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Exemplo
a)Não, filhos meus (deixai-me experimentar, uma
vez que seja, convosco, este suavíssimo nome);
não: o coração não é tão frívolo, tão exterior, tão
carnal, quanto se cuida. (Rui Barbosa).
b)A imprensa (quem a contesta?) é o mais
poderoso meio inventado para a divulgação do
pensamento. (Carta inserta nos Anais da Biblioteca
Nacional, vol I).
Saiba Mais
Parênteses quebrados ou angulares [< >]
Os parênteses quebrados ou angulares são usados, principalmente, na
representação dos grafemas de uma palavra. São também utilizados em
bibliografias e na indicação das fontes de uma consulta na Internet.
Exemplos de parênteses quebrados ou angulares:
1.O grafema < x > representa diversos fonemas.
2.Aliteração, <http://www.normaculta.com.br/aliteracao/>, com
acesso em 25 de julho de 2017.
03.5 - Colchetes
Os colchetes estão intimamente ligados aos parênteses por sua
função discursiva.
42
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Utilizam-se os colchetes:
03.5.1 - Quando já se acham empregados os parênteses,
para introduzir uma nova inserção
Exemplo
a) Existem dois tipos de orações coordenadas: as
sindéticas [ligadas através de uma conjunção] e as
assindéticas [ligadas através de uma pausa
(normalmente simbolizada pela vírgula)].
03.5.2 - Para preencher lacunas de textos ou ainda para
introduzir, principalmente em citações, adendos ou
explicações que facilitam o entendimento do texto
Exemplo
a) Machado de Assis escreveu muitas cartas a Sílvio
Dinarte [pseudônimo de Visconde de Taunay,
autor de “Inocência”].
03.5.3 - Nos dicionários e gramáticas, para explicitar
informações como a ortoépia, a prosódia etc., no que também
podem ser usados os parênteses
Exemplo
a) amor- (ô). [Do lat. amore.] 1. Sentimento que
predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou
de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao
patrimônio artístico de sua terra. (Novo Dicionário
Aurélio)
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
03.5.4 - Para indicar omissões de partes na transcrição de
um texto
Exemplo
a) “É homem de sessenta anos feitos [...]corpo antes
cheio que magro, ameno e risonho.” (Machado de
Assis)
03.5.5 - Com a palavra latina sic, em transcrições, para
identificar erros no texto original. Além de aparecer entre
colchetes, a palavra sic também costuma aparecer em itálico,
levemente inclinada para a direita
Exemplo
a) “Todos queriam saber se o concerto [sic] da
televisão era fácil.”
b) “Foi quando el [sic] rei chegou ao Brasil.”
03.6 - Chave aberta e fechada
Chaves são sinais gráficos usados para indicar a
reunião de diversos itens relacionados que formam
um grupo, bem como a reunião das diversas
divisões de um assunto.
44
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
03.6.1 - A chave tem aplicação maior em obras de caráter
científico
Exemplo
a)O radical do verbo encontrar é {encontr-}.
b)Múltiplos de 3: {0, 3, 6, 9, 15, 18, 21, 24,… }
Saiba Mais
Sobre o asterisco (*)
O asterisco é colocado depois e em cima de uma palavra do trecho para se fazer
uma citação ou comentário qualquer sobre o termo ou o que é tratado no trecho
(nesse caso, o asterisco se põe no final do período).
Emprega-se ainda um ou mais asteriscos depois de uma inicial para indicar uma
pessoa cujo nome não se quer ou não se pode declinar.
Exemplo
a)O Dr. * conversou com a paciente sobre seu
problema.
b)O jornal ** não quis se manifestar sobre o assunto.
Fonte: Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
Saiba Mais
Acesse: https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao
03.7 - Barra oblíqua [/]
A barra oblíqua é usada tanto para separar como para juntar conceitos
relacionados. Pode ser usada para separar tanto palavras como números, em
situações específicas.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Exemplo
a)Você pode escolher carne e/ou peixe.
b)Não ultrapasse 120km/h.
c)07/07/2014.
03.8 - Parágrafo [§]
Um parágrafo é uma unidade de sentido inserida dentro de um texto.
Engloba um conjunto de frases que se estruturam em torno de um grupo de
ideias.
Num texto, os parágrafos são identificados com um espaçamento na
sua primeira linha, não sendo usado o sinal gráfico de parágrafo. Esse sinal
tem pouco uso, sendo usado majoritariamente na designação de artigos de
leis.
Exemplo
“Art. 33. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime
fechado, semiaberto ou aberto. A de detenção, em regime
semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a
regime fechado.
§ 1.º Considera-se:
a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de
segurança máxima ou média;
b) regime semiaberto a execução da pena em colônia agrícola,
industrial ou estabelecimento similar;
c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado
ou estabelecimento adequado.[…]”
03.9 - Alínea [a)]
A alínea é uma forma de estruturação da informação. Através do seu
uso, a informação fica dividida em subtópicos.
46
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Exemplo
Os termos acessórios da oração são:
a) Adjunto adnominal;
b) Adjunto adverbial;
c) Aposto.
04 - Uso da Crase – parte 1
OBJETIVO:é fazer com que você, ao final, esteja apto a:
compreender o processo de formação da crase;
identificar situações em que haja contração de dois fonemas /a/,
tornando-se necessário, assim, utilizar o acento grave para marcar esse
processo;
utilizar o acento grave para marcar a presença da crase.
Definindo!
A crase é a superposiçãode dois fonemas /a/. Geralmente, a
preposição "a" e o (s) artigo(s) "a(s)", ou a preposição "a" inicial dos
pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo. Essa superposição é
marcada por um acento chamado grave ( ` ).
Importante
1.O acento grave que aparece sobre o "a" não constitui, pois, a crase,
mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido uma união de dois /a/
(crase).
2. Para haver crase, é indispensável a presença da preposição "a", que
está relacionada a uma questão de regência. Por isso, quanto mais você
conhecer a regência de certos verbos e nomes, mais fácil será para você ter
o domínio sobre a crase. Estudaremos sobre esse assunto na aula 3.
47
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Antes de começar, gostaríamos de dividir nossa aula em quatro partes.
1ª: casos em que a crase é obrigatória;
2ª: casos em que a crase é facultativa;
3ª: casos especiais sobre o uso da crase; e
4ª: casos em que não existe crase.
Acreditamos que, desse modo, ficará mais fácil você internalizar o uso
da crase, okay?
Vamos começar?
04.1 - Casos em que o uso da crase é obrigatório
04.1.1 - Sempre existirá crase em locuções prepositivas,
locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham
enquanto núcleo um substantivo feminino
Exemplo
a) À queima-roupa, às vezes, às oito horas, à custa
de, às cegas, à medida que, às mil maravilhas, às
escuras, às tontas etc.
Importante
Não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer
as vezes de, em que não há crase, pois o as é artigo definido puro.
a.Ele se aborrece às vezes. (de vez em quando)
b.Quando o maestro falta aos ensaios, o violinista faz as vezes de
regente. (substituir)
48
Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.1.2 - Quando a expressão “à moda de” estiver
subentendida (nesse caso, mesmo se a palavra subsequente
for masculina, haverá crase)
Exemplo
a)No banquete, serviram lagosta à Termidor.
b)Os homens que tinham olhos à Alain Delon eram
os mais bonitos.
04.1.3 - Quando as expressões “rua”, "avenida", “loja”,
“estação de rádio” etc. estiverem subentendidas
Exemplo
a) Dirigiu-se à Santos Dumont. (Avenida).
b) Fomos à Atlântico Sul. (Estação de rádio).
c) Gosto de ir à Riachuelo (Loja).
04.1.4 - Quando está implícita uma palavra feminina
Exemplo
a) Esta religião é semelhante à dos evangélicos. (à
religião dos…)
Importante
Excluída a hipótese de qualquer um dos casos anteriores, devemos
substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática.
Se ocorrer “ao” para a palavra masculina, haverá crase no “a” para o
feminino. Se, na substituição, ocorrer “a” ou “o” no masculino, não haverá crase
no “a” do feminino.
O problema consiste em descobrir o masculino de certas palavras, como
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
conclusão, vezes, certeza, morte etc.
Faz-se importante frisar que não há necessidade alguma de que a palavra
masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve
apenas ter a mesma função sintática!
Exemplo
a)Fomos à cidade comprar pão. → ao supermercado.
b)Pedi um favor à diretoria do time → ao diretor.
c)Ela é insensível à dor dos outros. → ao sofrimento.
d)O perfume cheira a rosa → a cravo.
e)O professor chamou a aluna. → o aluno.
Atenção
1. Não confundir devido com dado (a, os, as)
A primeira expressão pede preposição "a", havendo crase antes de
palavra feminina determinada pelo artigo definido.
a) Devido à discussão de ontem, houve um mal estar no ambiente.
(devido ao barulho de ontem...)
A segunda expressão não aceita preposição a ( o “a” que aparece é
artigo definido).
a) Dada a questão que envolve o rapaz... (dado o problema...)
b) Dadas as respostas, o aluno conferiu o gabarito. (dados os
resultados...)
2. Antes de pronome interrogativo, não ocorre crase.
a) A que professor você está se referindo?
3. Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício, o esforço)
não ocorre crase, pois o “a” é artigo definido.
a) Tudo vale a pena quando é por amor.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.2 - Casos em que o uso da crase é facultativo
04.2.1 - Antes de nomes próprios femininos
Exemplo
a)Enviei uma carta à Lúcia.
b)Enviei uma carta a Lúcia.
Na língua portuguesa, pode-se ou não empregar artigo antes de
nomes de pessoas. Por isso, mesmo que a crase esteja presente, a
preposição é facultativa.
Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão
que o determine, haverá crase porque o artigo definido estará presente.
Exemplo
Dedico esta canção à Ely, minha amiga. [A (artigo
definido) Ely adora MPB.]
04.2.2 - Antes de pronome adjetivo possessivo feminino
singular
Exemplo
a)Eu pedi um café à minha secretária.
b)Eu pedi um café a minha secretária.
A explicação é a mesma no que concerne ao item anterior: o pronome
adjetivo possessivo aceita um artigo antes dele, mas não o exige. (Minha
secretária viajou. / A minha secretária viajou). Assim, mesmo com a
presença da preposição, a crase é facultativa.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.2.3 - O caso abaixo não é propriamente facultativo
Diante desse caso, os gramáticos se dividem em duas correntes:
2.3.1. Uma que proíbe o uso do acento indicativo de crase, alegando
que, no masculino, a expressão não aceita o artigo, mas somente a
preposição “a” pura e simples; outra que preconiza o uso do acento
indicativo de crase por motivo de clareza. Isso acontece em expressões do
tipo:
Exemplo
a)O ladrão foi ferido a faca (ou à faca). No
masculino, o a fica inalterado; diz-se: O ladrão foi
ferido a facão (ou a revólver).
b)Comprei a bicicleta a vista (ou à vista). No
masculino, o a contínua inalterado: Comprei a
prazo.
c)Ela escreve a máquina (ou à máquina). No
masculino, diz-se: Escreve a lápis.
04.3 - Casos em que o uso da crase torna-se especial
04.3.1 - Nomes de localidades
No que se refere a localidades, há as que admitem artigo antes destas e
as que não admitem. Ou seja, diante das primeiras, desde que se comprove
a presença da preposição, haverá crase, e diante das segundas, não.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Dica
Para saber se o nome de uma localidade aceita artigo, deve-se
substituir o verbo da frase pelos verbos estar e vir. Se ocorrer a
combinação “na” com o verbo estar os “da” com o verbo "VIR",
haverá crase com o “a” da frase original. Se ocorrer “em” ou “de”,
não haverá crase.
Exemplo
a)Enviou seus representantes à Paraíba (estou na
Paraíba; vim da Paraíba).
b)O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em
Santa Catarina; vim de Santa Catarina).
c)Pretendo ir à Europa (estou na Europa; vim da
Europa).
Importante
Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-
lo, quando vierem determinados:
a) Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo:
➔ Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre; vim de Porto Alegre).
Mas, acompanhado de uma expressão que a determine, passará a admiti-
lo:
➔Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre, vim da
grande Porto Alegre).
b) Vejamos este caso com Madri
Iremos a Madri para ficar três dias.
Iremos à Madri das touradas para ficar três dias.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.3.2 - Pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s),
aquilo
Quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos, devemos
sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o
fenômeno mediante um acento grave.
Exemplo
a)Enviei convites àquela senhora (a+ aquela).
b)A solução não se relaciona àqueles problemas (a
+ aqueles).
c)Não dei atenção àquilo (a + aquilo).
Dica
Pode-se, ainda, substituir os demonstrativosaquele(s), aquela
(s), aquilo pelos demonstrativos este (s), esta (s), isto,
respectivamente. Se, antes destes últimos, surgir a preposição “a”,
estará comprovada a hipótese do acento grave para marcar a crase
sobre o a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. Se não
surgir a preposição a, estará negada a hipótese da crase.
Exemplo
a)Enviei cartas àquela moça.
Enviei cartas a esta moça.
b)A solução não se relaciona àqueles problemas.
A solução não se relaciona a estes problemas.
c)Não prestei atenção àquilo.
Não prestei atenção a isto.
d)A solução era aquela apresentada ontem.
A solução era esta apresentada ontem.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.3.3 - Sobre a palavra “casa”
Quando a expressão casa significa “lar”, “domicílio” e não vem
acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva, não há crase:
Exemplo
a)Chegamos alegres a casa.
b)Assim que saiu do escritório, dirigiu-se a casa.
c)Iremos a casa à noitinha
Importante
Este tipo de construção é mais comum em Portugal. No Brasil,
utiliza-se geralmente “para casa”.
Se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução
adjetiva, então haverá crase:
Exemplo
a)Levaram-me à casa de Lúcia.
b)Dirigiram-se à casa das máquinas.
c)Iremos à encantadora casa de campo da família
Souza.
04.3.4 - Sobre a palavra “terra”
Não há crase quando a palavra "terra" significa oposto a “mar”, “ar”
ou “bordo”:
Exemplo
a) Os marinheiros ficaram felizes, pois resolveram ir a
terra.
b) Os astronautas desceram a terra na hora prevista.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Há crase, quando a palavra significa “solo”, “planeta”, ou “lugar onde
a pessoa nasceu”:
Exemplo
a) O colono dedicou à terra os melhores anos de sua
vida.
b) Voltei à terra onde nasci.
c) Viriam à Terra os marcianos?
04.3.5 - Sobre a palavra “distância”
Não se usa crase diante da palavra distância, a menos que se trate de
distância determinada:
Exemplo
a) Via-se um monstro marinho à distância de
quinhentos metros.
b) Estávamos à distância de uma milha de Los
Angeles.
Atenção
Mas, não há crase, nos seguintes contextos:
Exemplo
a)A distância, via-se a praia.
b)Olhava para mim a distância.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.4 - Casos em que não existe o uso da crase
04.4.1 - Antes de palavra masculina, o "a" é apenas uma
preposição
Exemplo
a) Chegou a tempo no aeroporto.
b) Eu vim a pé.
c) Vende a prazo naquela loja.
04.4.2 - Antes de verbo, o "a" é apenas uma preposição
Exemplo a) Fiquei a admirar João.
b) Ela começou a ter alucinações.
04.4.3 - Antes de artigo indefinido, o "a" é apenas uma
preposição
Exemplo a) Levamos a mercadoria a uma firma.
b) Refiro-me a uma pessoa educada.
04.4.4 - Antes de expressão de tratamento introduzida
pelos pronomes possessivos “vossa” ou “sua” ou ainda a
expressão “você” (forma reduzida de Vossa Mercê), o “a” é
apenas uma preposição
Exemplo
a) Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria.
b) Traremos a Vossa Majestade, o rei Hubertus, uma
mensagem de paz.
c) Eles queriam oferecer flores a você.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.4.5 - Antes dos pronomes demonstrativos “esta” e
“essa”, o "a" é apenas uma preposição
Exemplo a) Eu me refiro a esta carta.
b) Os críticos não deram importância a essa obra.
04.4.6 - Antes dos pronomes pessoais, o “a” é apenas uma
preposição
Exemplo a) Nada revelei a ela.
b) Dirigiu-se a mim com ironia.
04.4.7 - Antes dos pronomes indefinidos com exceção de
“outra”, o “a” é apenas uma preposição
Exemplo a) Direi isso a qualquer pessoa.
b) A entrada é vedada a toda pessoa estranha.
Importante
Com o pronome indefinido outra(s) pode haver crase porque este,
às vezes, aceita o artigo definido a(s).
Exemplo
a) As cartas estavam coladas umas às outras (no
masculino, ficaria “os cartões estavam colados
uns aos outros”).
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.4.8 - Quando o “a” estiver no singular e a palavra
seguinte estiver no plural, o "a" é apenas uma preposição
Exemplo
a) Falei a vendedoras desta empresa.
b) Refiro-me a pessoas curiosas.
04.4.9 - Quando antes do “a” existir preposição o “a” é apenas
um artigo
Exemplo
a) Ela compareceu perante a direção da empresa.
b) Os papéis estavam sob a mesa.
Importante
Exceção feita, às vezes, para “até a”, por motivo de clareza.
Exemplo
a) A água inundou a rua até à casa de Maria (= a
agua chegou perto da casa); se não houvesse o
sinal da crase, o sentido ficaria ambíguo; a água
inundou a rua até a casa de Maria(=inundou
inclusive a casa de Maria). Quando “até” significa
“perto de”, é preposição; quando significa
“inclusive”, é partícula de inclusão.
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
04.4.10 - Com expressões repetitivas, o "a" é apenas uma
preposição
Exemplo
a) Tomamos o remédio gota a gota.
b) Enfrentaram-se cara a cara.
04.4.11 - Com expressões tomadas de maneira
indeterminada o "a" é apenas uma preposição
Exemplo
a) O doente foi submetido a dieta leve (no
masculino= foi submetido a repouso, a
tratamento prolongado etc.)
b) Prefiro terninho a saia e blusa (no masculino =
prefiro terninho a vestido).
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Referências
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa: nova edição revista
e ampliada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
______. A nova ortografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
______. O que muda com o novo acordo ortográfico. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2008.
CEREJA, William e MAGALHÃES, Thereza. Gramática: texto, reflexão e uso.
São Paulo: Atual, 2004.
MARTINS, D.; ZILBERKNOP, L. Português Instrumental. São Paulo: Atlas,
2010.
NOGUEIRA, Duda. Revisaço: Língua Portuguesa. Salvador: Juspodivm,
2015.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e Interação: uma proposta para o
ensino de gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 1997.
SITES CONSULTADOS
www.academia.org.br
http://educador.brasilescola.uol.com.br/
www.portaldoprofessor.mec.gov.br
www.normaculta.com.br
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Aula 02 – Uso da Pontuação e da Crase
Apresentação
Objetivo
01 - Pontuação
01.1 - Revisão
01.2 - Sinais de Pontuação
01.2.1 - Os essencialmente separadores
01.2.2 - Os de comunicação e mensagem
01.3 - A pontuação e o entendimento do texto
02 - Sinais de Pontuação – parte 1
02.1 - Vírgula
02.1.1 - Para separar termos que exercem a mesma função sintática – sujeito, complementos, adjuntos, predicativos –, quando não estiverem unidos por meio de “e”, “ou” e “nem”
02.1.2 - Para isolar o aposto
02.1.3 - Para isolar o vocativo
02.1.4 - Para isolar o adjunto adverbial, quando este é extenso ou quando se quer destacá-lo
02.1.5 - Para isolar expressões explicativas, como isto é, por exemplo, ou melhor, a saber, ou seja etc
02.1.6 - Para isolar nomes de lugares nas datas e nos endereços
02.1.7 - Para separar as orações coordenadas assindéticas
02.1.8 - Para separar as orações coordenadas sindéticas (adversativas, explicativas e conclusivas)
02.1.9 - Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas da oração principal
02.1.10 - Quando as orações subordinadas adverbiais
02.1.11 - Para separar os pleonasmos e as repetições (quando não têm efeito superlativante como em “b”)
02.1.12 - Para separar o pronome relativo de oração adjetiva restritiva do termo mais próximo, já que seu antecedente é o termo mais distante
02.1.13 - Para separar as conjunções e os advérbios adversativos (porém, todavia, contudo, entretanto), principalmente quando pospostos
02.1.14 - Para indicar, às vezes, a elipse do verbo
02.1.15 - Para assinalar a interrupção de um seguimento natural das ideiase se intercalar um juízo de valor ou uma reflexão subsidiária
02.1.16 - Para desfazer possível má interpretação resultante da distribuição irregular dos termos da oração, separa-se por vírgula a expressão deslocada
02.2 - Ponto e vírgula
02.2.1 - Num trecho longo, onde já existam vírgulas, para enunciar pausa mais forte
02.2.2 - Para separar orações coordenadas de certa extensão
02.2.3 - Para separar orações coordenadas assindéticas de sentido contrário
02.2.4 - Para separar orações coordenadas adversativas e conclusivas com conectivo deslocado
02.2.5 - Para separar os diversos itens de uma lei, de uma exposição de motivos etc.
02.3 - Ponto
02.3.1 - Sem ter relação com a pausa oracional, para acompanhar muitas palavras abreviadas
02.4 - Ponto de Interrogação
02.4.1 - Após as interrogações diretas
02.5 - Ponto de exclamação
02.5.1 - No fim da oração enunciada com entonação exclamativa
02.5.2 - Após uma interjeição
02.5.3 - Em frases imperativas (substituindo o ponto)
02.5.4 - Em algumas frases optativas (substituindo o ponto)
02.5.5 - Após alguns vocativos (substituindo a vírgula)
02.6 - Reticências
02.6.1 - Em citações não completas
02.6.2 - Para indicar uma interrupção brusca da frase
02.6.3 - Para indicar que o término da frase deve ser imaginado pelo leitor
02.6.4 - Para indicar ironia
03 - Sinais de Pontuação – parte 2
03.1 - Dois-pontos
03.1.1 - Antes de uma citação (letra maiúscula após a pontuação)
03.1.2 - Antes de uma enumeração (letra minúscula após a pontuação)
03.1.3 - Antes de uma explicação (letra minúscula, após a pontuação)
03.1.4 - Antes de uma complementação (letra minúscula, após a pontuação)
03.1.5 - Antes de uma conclusão (letra minúscula após a pontuação)
03.1.6 - Nas expressões que seguem aos verbos dizer, retrucar, responder e semelhantes e que encerram a declaração textual, ou que assim julgamos, de outra pessoa
03.2 - Aspas simples e Aspas duplas
03.2.1 - Em citações ou transcrições literárias
03.2.2 - Em palavras ou expressões estrangeiras
03.2.3 - Para realçar uma expressão com ironia
03.2.4 - Para assinalar um termo que precisa ser realçado
03.2.5 - Para gírias e expressões de nível vulgar
03.3 - Travessão
03.3.1 - Para indicar, nos diálogos, mudança de interlocutor
03.3.2 - Para isolar termos ou orações intercaladas (como desempenha função sintática análoga à dos parênteses, usa-se geralmente o travessão duplo)
03.4 - Parênteses
03.4.1 - Quando uma pausa coincide com o início de uma construção parentética, o respectivo sinal de pontuação deve ficar depois dos parênteses, mas estando a proposição ou a frase inteira encerrada pelos parênteses, dentro deles se põe a competente notação
03.5 - Colchetes
03.5.1 - Quando já se acham empregados os parênteses, para introduzir uma nova inserção
03.5.2 - Para preencher lacunas de textos ou ainda para introduzir, principalmente em citações, adendos ou explicações que facilitam o entendimento do texto
03.5.3 - Nos dicionários e gramáticas, para explicitar informações como a ortoépia, a prosódia etc., no que também podem ser usados os parênteses
03.5.4 - Para indicar omissões de partes na transcrição de um texto
03.5.5 - Com a palavra latina sic, em transcrições, para identificar erros no texto original. Além de aparecer entre colchetes, a palavra sic também costuma aparecer em itálico, levemente inclinada para a direita
03.6 - Chave aberta e fechada
03.6.1 - A chave tem aplicação maior em obras de caráter científico
03.7 - Barra oblíqua [/]
03.8 - Parágrafo [§]
03.9 - Alínea [a)]
04 - Uso da Crase – parte 1
04.1 - Casos em que o uso da crase é obrigatório
04.1.1 - Sempre existirá crase em locuções prepositivas, locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham enquanto núcleo um substantivo feminino
04.1.2 - Quando a expressão “à moda de” estiver subentendida (nesse caso, mesmo se a palavra subsequente for masculina, haverá crase)
04.1.3 - Quando as expressões “rua”, "avenida", “loja”, “estação de rádio” etc. estiverem subentendidas
04.1.4 - Quando está implícita uma palavra feminina
04.2 - Casos em que o uso da crase é facultativo
04.2.1 - Antes de nomes próprios femininos
04.2.2 - Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular
04.2.3 - O caso abaixo não é propriamente facultativo
04.3 - Casos em que o uso da crase torna-se especial
04.3.1 - Nomes de localidades
04.3.2 - Pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo
04.3.3 - Sobre a palavra “casa”
04.3.4 - Sobre a palavra “terra”
04.3.5 - Sobre a palavra “distância”
04.4 - Casos em que não existe o uso da crase
04.4.1 - Antes de palavra masculina, o "a" é apenas uma preposição
04.4.2 - Antes de verbo, o "a" é apenas uma preposição
04.4.3 - Antes de artigo indefinido, o "a" é apenas uma preposição
04.4.4 - Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos “vossa” ou “sua” ou ainda a expressão “você” (forma reduzida de Vossa Mercê), o “a” é apenas uma preposição
04.4.5 - Antes dos pronomes demonstrativos “esta” e “essa”, o "a" é apenas uma preposição
04.4.6 - Antes dos pronomes pessoais, o “a” é apenas uma preposição
04.4.7 - Antes dos pronomes indefinidos com exceção de “outra”, o “a” é apenas uma preposição
04.4.8 - Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural, o "a" é apenas uma preposição
04.4.9 - Quando antes do “a” existir preposição o “a” é apenas um artigo
04.4.10 - Com expressões repetitivas, o "a" é apenas uma preposição
04.4.11 - Com expressões tomadas de maneira indeterminada o "a" é apenas uma preposição
Referências