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um núcleo de comando único, com isso descentralizando 
de forma homogênea as tarefas e atividades para as 
demais pessoas
Hierarquia Trata-se da recompensa pelos esforços que sustentam a 
organização. Tendo que ser justa com o colaborador, não 
se tornando exploração
Iniciativa Procura através dos seus funcionários a resposta aos 
problemas ocorridos no processo mais rapidamente
Ordem Seguimento de tarefas e materiais para o auxilio da 
direção da organização
Equidade É forma da melhora do comportamento dos funcionários 
através da ordem e disciplina
Disciplina Tornando as expectativas claras e punindo as infrações
Divisão
de trabalho Que dividia as tarefas certas a certos executores, evitan-do assim falhas
Segurança
no emprego Através da estabilidade do pessoal as organizações obtém uma redução de custos decorrentes da mini-
mização de novos processos de seleção e treinamentos 
de novos funcionários
Espírito de
equipe (União) É basicamente a interação de todos com os objetivos traçados, o entendimento e consciência dos esforços de 
cada um no processo
Autoridade e
responsabilidade
de todos
A autoridade coordenando e todos os subordinados 
compreendendo as ordens e tarefas pedidas. Responsa-
bilidade da obrigação de prestar contas e deveres
Estabilidade É realizado um controle para a longevidade com satis-
fação do funcionário
Figura 3
Apesar de toda a crítica aos postulados clássicos e aos novos enfoques da organiza-
ção verifica-se que os princípios de administração de maneira geral nunca foram total-
mente substituídos.
 Ou seja, indiretamente a Teoria Clássica da Administração é utilizada como base para 
todas as outras, como ponto de divergência ou mesmo de partida, mas sempre relacionada.
Teoria da Burocracia
Em 1910, O sociólogo Alemão, Max Weber, já promovia um estudo aprofundado 
sobre as Organizações e sua forma racional de administração, entretanto suas ideias só 
foram aplicadas a partir da década de 40.
 Naquele momento havia um crescimento acentuado das organizações que 
necessitavam de modelos organizacionais mais bem definidos e contundentes. Portanto 
Fazia-se necessário a criação de procedimentos explicativos e claros para controle e 
integração de uma massa de operários distribuídos nos diversos setores.
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Mesmo que A teoria da burocracia de Weber tenha surgido no século passado, ela 
gera até os dias atuais uma série de dúvidas e só o termo burocracia já aparece com 
uma conotação depreciativa. Porém, a Teoria da burocracia possui interfaces nas quais 
iremos observar. 
Ainda que os estudos de Weber sejam genéricos e possam ser aplicados a empresas, 
sua abordagem é sociológica e mais facilmente aplicável às administrações públicas.
A burocracia enfatiza a formalização (obediência a normas, rotinas, regras e 
regulamentos), divisão do trabalho, hierarquia (obediência às ordens dos superiores 
e conferência de status às posições hierárquicas elevadas), impessoalidade e 
profissionalização e competência técnica dos funcionários.
Segundo Weber, na Burocracia Ideal a promoção ou escolha do profissional deve ser 
baseada exclusivamente pelo mérito/competência. Na sua visão, a burocracia era o mo-
delo ideal contra as escolhas arbitrarias e pessoais para composição dos cargos públicos. 
A confiança na racionalidade técnica, na especialização funcional, na hierarquia, 
na previsibilidade e na estrutura formal aproxima os aspectos clássicos da burocracia 
weberiana. Mesmo as duas surgindo na mesma época, influenciadas pela realidade 
histórica e científica de seu tempo. Representando assim o ápice do conjunto de 
procedimentos combinados a sociedade industrial. 
No geral, conclui-se que a Teoria Burocrática weberiana se assemelha à Teoria 
Clássica. Porém, existem diferenças.
Weber e seus adeptos analisaram o contexto social mais amplo, identificando o 
fenômeno crescente da autoridade racional-legal nas sociedades modernas.
Por isso, Sua teoria conseguia explicar um novo comportamento social: o burocrático. 
Além disso, enquanto os clássicos pretendiam intervir na organização, aumentando 
sua eficiência, fazendo com que sua orientação fosse predominantemente normativa e 
prescritiva, a weberiana era mais descritiva e explicativa.
A Burocracia funciona e sobrevive por conta de seus regulamentos e normas 
regulamentadas e estabelecidas. Essas normas e regulamentos são escritos e abrangem 
todas as áreas da organização, preveem todas as ocorrências e as enquadra dentro de 
um esquema definido direcionando todas as atividades e procedimentos. Com essas 
normas e regulamentos, a organização se mantem estruturada burocraticamente, pois 
tudo e todos seguem o método adotado. 
Weber identificou três tipos de autoridade, para uma definição melhor sobre a 
burocracia, sendo eles:
• Racional-legal: é baseada na aceitação dos regulamentos e normas prescritas pela 
organização, confirmando assim sua autoridade legal. 
• Tradicional: trata-se da autoridade conquistada por costumes e tradições, no caso 
os subordinados aceitam as ordens das autoridades habituais. 
• Carismática: Se deve a confiança adquirida por lideres dos seus subordinados, 
gerando assim a melhor aceitação da hierarquia.
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UNIDADE 
A Administração e as Principais Escolas
Para Weber, a autoridade racional-legal predomina dentre as sociedades, caracterizados 
por ele, da seguinte forma: 
• A lei representa o ponto de equilíbrio último, na qual se fazem necessárias para que 
sejam compridas as normas e regulamentos impostos. 
• A burocracia, em qualquer organização, é estabelecida através da hierarquia. Seguida 
por todos, desde a produção aos diretores, fazendo-se assimiladas e realizadas. 
• Os funcionários são promovidos e selecionados por conta da avaliação de suas 
competências técnicas. Portanto, são feitas exigências de diplomas, exames para 
que essas admissões e promoções sejam realizadas.
• As relações informais não têm razão de existir. O funcionário burocrático tem que 
ter em mente que é uma peça de um sistema, de forma a cumprir as tarefas e 
funções que lhes estão destinadas durante sua jornada.
Caráter formal das comunicações
Caráter legal das normas e regulamentos
Caráter racional e divisão do trabalho
Impossibilidade nas relações
Hierarquia de autoridade
Rotinas e procedimentos padronizados
Competência técnica e meritrocracia
Especialização da administração
Pro�ssionalização dos participantes
Completa previsibilidade do funcionamento
Figura 4
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Portanto a divisão de tarefas é a responsável pela padronização dos procedimentos 
técnicos, ocasionando na melhor eficiência e aumento de produtividade organizacional. 
Weber descreve uma série de características/princípios do sistema Burocrático:
Com isso, podemos dizer que a burocracia é uma organização que seleciona pessoas 
e suas devidas atividades por um processo de seleção, admissão e posterior promoção 
por competência, por meio de critérios criados e estudados pela instituição. E não por 
motivos particulares, por isso se faz necessário exames e testes para comprovação dos 
méritos e competência do funcionário. 
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UNIDADE 
A Administração e as Principais Escolas
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
As Escolas da Administração
https://goo.gl/kREz6I
Principais Teorias e Escolas da Administração
https://goo.gl/XRaB7G
Principais Escolas da Administração
https://goo.gl/zjo44R
Escolas da Administração
https://goo.gl/9tkhLI
 Livros
Teoria Geral da Administração
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração. São Paulo: 
Atlas, 2012.
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Referências
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 6. ed. Rio 
de Janeiro: Campus, 2000.
DURANT, Will. A História