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Disciplina: Mecânica dos Sólidos II Prof. Walter dos Santos Sousa Universidade Federal do Pará Campus Universitário de Tucuruí Curso de Engenharia Mecânica Bibliografia Recomendada 2 Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí HIBBELER, R.C. Resistência dos Materiais, 5.º Ed., Editora Pearson, 2006. Demais Bibliografias Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí3 1.Popov, E.P.: Introdução à mecânica dos sólidos, Edgard Blücher, 1978. 2.Shames, I.H.: Introdução à mecânica dos sólidos, Prentice-Hall do Brasil, 1983. 3.Riley, W.F., Sturges, L.D., Morris, D.H.: Mecânica dos Materiais, LTC, Rio de Janeiro, 2003. 4.Thimoshenko, S.P., Gere, J.E.: Mecânica dos sólidos, LTC, Rio de Janeiro, 1994. 5.Arrivabene, V.: Resistência dos materiais, Makron Books, 1994. 6.Beer, F.P., Johnston Jr., E.R.: Resistência dos Materiais, Makron Books, 1995. 7. Pereira, J. C. Curso de Mecânica dos Sólidos B. Apostila, Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Engenharia Mecânica, Grupo de Análise e Projeto Mecânico. 2003. Ementa Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí4 1.Transformação de Tensão. 2.Critério de Escoamento e de Fratura. 3.Vasos de Pressão. 4.Deflexão de Vigas. 5.Métodos de Energia. 6.Flambagem de Colunas. 7.Método de Elementos Finitos. Pré-requisito para: As disciplinas Elementos de Máquinas I e II, Vibrações Mecânicas, Dinâmica das Máquinas. A Área de Projetos de Máquinas e de Manutenção Mecânica. Aplicações em Engenharia Mecânica Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí5 Aplicações em Engenharia Mecânica Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí6 Aplicações em Engenharia Mecânica Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí7 Aula 1: Transformação de Tensão Objetivo: Transformar os componentes de tensão, associados a um sistema de coordenadas particular, em componentes associados a um sistema de coordenadas que tenha orientação diferente. Estado de Tensão Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí9 = Transformação de Tensão Estado de Tensão Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí10 Estado Triplo ou Tri-Axial – As tensões que atuam nas faces do paralelepípedo elementar admitem componentes nas direções de todas as suas arestas; Estado Plano, Duplo, ou Bi-Axial – As tensões no paralelepípedo apresentam componentes paralelas a apenas dois eixos; Estado Simples ou uniaxial – Nas faces do paralelepípedo atuam tensões na direção de uma única aresta; Estado de Cisalhamento Puro – Nas faces do paralelepípedo atuam apenas tensões tangenciais. Equações Gerais de Transformação de Tensão para o Estado Plano Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí11 Convenção de sinais Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí12 Procedimento de análise Equações Gerais de Transformação de Tensão para o Estado Plano Equações Gerais de Transformação de Tensão para o Estado Plano Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí13 ' ' 2 2 ' 0 cos cos cos cos 0 cos 2 cos x x xy y xy x x x y xy F A Asen Asen sen A sen A sen sen ' ' ' 2 2 ' ' 0 cos cos cos cos 0 cos cos y x y xy y xy x x y y x xy F A Asen sen Asen A A sen sen sen Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí14 Considerando as seguintes relações trigonométricas: 2 21 cos 2 1 cos 22 2 cos ; ; cos 2 2 sen sen sen ' cos 2 2 2 2 x y x y x xysen ' ' 2 cos 2 2 x y x y xysen (1) (2) Para calcular a tensão normal que atua na direção de y’ basta substituir na Eq. 1 (θ= θ+90º) ' cos 2 2 2 2 x y x y y xysen ' cos 2 90º 2 90º 2 2 x y x y x xysen (3) Exemplo Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí15 O estado de tensão em certo ponto de um componente é mostrado no elemento. Determinar os componentes de tensão que atuam sobre o plano inclinado AB (exercício 9.5). 2,71 ksi 1,71 ksi 4,17 ksi 2,71 ksi 4,17 ksi Na face AB Todo Elemento Considerações Importantes sobre a Transformação de Tensão Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí16 As expressões acima, no entanto, não são muito práticas, já que não nos fornecem nenhuma informação relevante, pelo menos à primeira vista. Afinal, tudo o que elas fornecem são os infinitos valores das tensões normais e tangenciais em um ponto para uma infinidade de valores de ângulos de rotação possíveis do sistema de coordenadas. No entanto, é natural que, da infinidade de valores a serem encontrados com estas expressões, haja valores máximos e mínimos associados. Estes valores, sim, são importantes e podem ser encontrados ao se trabalhar um pouco mais estas expressões. Tensões Principais Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí17 Derivando a Eq. 1 em relação a θ e igualar a zero, temos: ' 0 2 2 2 cos 2 0 2 x yx xy d sen d tan 2 2 xy p x y Resolvendo (sendo θ= θp): A solução tem duas raízes: θp1 e θp2. (4) Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí18 Para θp1: 1 2 2 2 2 xy p x y xy sen 1 2 2 2 cos 2 2 x y p x y xy Para θp2: 2 2 2 2 2 xy p x y xy sen 2 2 2 2 cos 2 2 x y p x y xy Se qualquer um desses conjuntos de relações trigonométricas for substituído na Eq. 1, obteremos: Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí19 2 2 1,2 2 2 x y x y xy Dependendo do sinal escolhido, esse resultado revelará a tensão normal máxima ou a mínima no plano a qual atua sobre um ponto em que . Esse conjunto de valores é denominado Tensões Principais no Plano. Ressalta-se que nenhuma tensão de cisalhamento atua sobre os planos principais 1 2 (5) Tensão de Cisalhamento Máxima no Plano Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí20 Para determinar a orientação de um elemento sobre cujas faces atua a tensão de cisalhamento máxima, deriva-se a Eq. 2 em relação a θ e iguala-se a zero o resultado (semelhante ao cálculo das tensões principais).Temos então: 2 tan 2 x y c xy (6) Tensão de Cisalhamento Máxima no Plano Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí21 Usando qualquer uma das raízes θc1 e θc2, determina-se a tensão de cisalhamento máxima calculando os valores de sen 2θc e cos 2θc da figura anterior e substituindo-se na Eq. 2: 2 2 max 2 x y xy (7) Tensão de Cisalhamento Máxima no Plano Substituindo os valores de sen 2θc e cos 2θc na Eq. 1, vemos que também há uma tensão normal nos planos da tensão de cisalhamento máxima. Obtém- se: 2 x y méd (8) Exemplo 9.3 (Cisalhamento puro) Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí22 2 2 22 max 0 2 x y xy 0; 0;x y xy Tensão de CisalhamentoMáxima no Plano Tensão Principal 2 1 2 1 tan 2 2 90º 2 270º 02 45º 135º xy p p p x y p p e e 2 2 1,2 2 2 x y x y xy Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí23 Se substituirmos θp2 = 45º na Eq. 1, temos: ' 2cos 2 2 45º 2 2 x y x y x xsen Logo, conclui-se que para θp1 = 135º : 1 Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí24 Falha de uma barra de “aço doce” (dúctil) sujeita a torção (Cisalhamento Puro) Falha de uma barra de “ferro fundido” (frágil) sujeita a torção (Cisalhamento Puro) Barra sujeita à carga axial (Tração) Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí25 Experimentos mostram que a tensão normal provoca a falha em materiais frágeis. Se a barra for feita de material dúctil, o efeito de cisalhamento provoca o “deslizamento” ao longo da vizinhança cristalina do aço. Problemas Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí26 Questão 9.15 (Livro texto): A barra de aço tem espessura de 0,5 pol e está submetida a carga na região mostrada. Determinar as tensões principais desenvolvidas na barra. Resp: 1 2 40 40 psi psi Problemas (Livro texto) Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí27 Questão 9.25: A placa de aço de seção quadrada tem espessura de 10 mm e está sujeita a carga na região mostrada. Determinar a tensão de cisalhamento máxima no plano e a tensão normal média desenvolvidas no aço. Resp: max 5 0med kPa Problemas (Livro texto) Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí28 Questão 9.22: A viga de madeira está sujeita a uma carga de 12 kN. Determinar as tensões principais no ponto A e especificar a orientação do elemento. Resp: 1 2 2,29 7,20 3,21ºp MPa kPa Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí29 Questão 9.23: O fixador força a superfície lisa em E quando se aperta o parafuso. Supondo que a força de tração no parafuso seja de 40 kN, determinar as tensões principais nos pontos A e B e mostrar os resultados em elementos localizados em cada um desses pontos. 1 2 0 192MPa Resposta: PONTO A 1 2 1 2 24 24 45º 45º p p MPa MPa Resposta: PONTO B Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí30 Questão 9.34:A roda dianteira de um avião está submetida a uma carga de projeto de 12 kN. Determinar as tensões principais que atuam no ponto A do suporte de Alumínio da roda. 1 2 4,33 13 MPa MPa Resposta: PONTO A Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí31 Questão 9.35: As cargas internas na seção da viga estão mostradas. Determinar as tensões principais no ponto A. Calcular também a tensão de cisalhamento máxima no plano nesse ponto. Façam o mesmo procedimento para o ponto C (0,5 Pt). 1 2 max 0 77,4 38,7 MPa MPa Resposta: PONTO A 1 2 max 54,6 59,8 57,2 MPa MPa MPa Resposta: PONTO C Círculo de Mohr – Estado Plano de Tensões Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí32 1. Estabelecer um sistema de coordenadas tal que a abscissa represente a tensão normal σ, com sentido positivo para a direita, e a ordenada represente a tensão de cisalhamento τ, com sentido positivo para baixo. 2. Marcamos o centro do círculo, localizado no eixo σ a uma distância σmed = (σx+ σy)/2 da origem. 3. Marcar o “ponto de referência” A de coordenadas A(σx, τxy). Esse ponto representa os componentes das tensões normal e de cisalhamento na face vertical direita do elemento e, como nesse caso o eixo x’ coincide com o eixo x, isso significa que θ = 0º. 4. Unir o ponto A ao centro C e determinar CA usando trigonometria. Essa distância representa o raio R do círculo. 5. Traçar o círculo Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí33 Círculo de Mohr – Estado Plano de Tensões Sobre as Tensões Principais Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí34 Pontos B e D da figura anterior definem as tensões normais extremas, σ1 e σ2 (σ1 ≥σ2 ). Observe as tensões de cisalhamento que são nulas nesses pontos. Essas tensões atuam sobre os planos definidos pelos ângulos θp1 e θp2 , como na figura anterior. Eles são representados no círculo pelos ângulos 2θp1 (mostrado) e 2θp2 e medidos da linha de referência radial CA para as linhas CB e CD, respectivamente. Apenas um desses ângulos precisa ser calculado pelo círculo, usando-se trigonometria, uma vez que θp1 e θp2 , estão 90º afastados. Tensão de Cisalhamento Máxima Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí35 Os ângulos θc1 e θc2 dão a orientação dos planos que contém os componentes. O ângulo 2θc1 é determinado por trigonometria. Nesse caso a rotação ocorre no sentido horário e, desse modo, θc1 deve estar no sentido horário no elemento. Exemplos Resolvidos Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí36 ; 0; 0x y xy 2 2 x y med Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí37 Exemplos Resolvidos 0; 0;x y xy 02 x y med 1 2 1; ; 45ºp Exemplos Resolvidos Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí38 Ex 9.11: O estado de tensões em determinado ponto é mostrado no elemento. Representar o estado de tensão em um elemento orientado a 30º no sentido anti-horário. 8 ; 12 ; 6x y xyksi ksi ksi 8 12 2 2 med ksi 2 28 12 6 11,66 2 R Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí39 1 6tan 30,96º 10 60º 30,96º 29,04º ' ' ' 2 11,66cos 29,04º 8,20 11,66 29,04º 5,66 x x y ksi sen ksi ' 2 11,66cos 29,04º 12,2y ksi Círculo de Mohr para o Estado Geral de Tensões Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí40 Admitindo que 1 2 3 0 temos: Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí41 Recomendações Finais Mecânica dos Sólidos II - UFPA - FEM - Tucuruí42 Leiam a bibliografia recomendada; Estudem os exercícios resolvidos do Hibbeler; Resolvam os exercícios do livro texto (Hibbeler), principalmente as questões: 9.3, 9.5, 9,7, 9.9, 9.10, 9.13, 9.18, 9.22, 9.23, 9.25, 9.26, 9.27,9.34,9.35, 9.37,9.41, 9.49, 9.50, 9.55,9.73.