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Aula 9 - Moldes refratários diferentes da Areia

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Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
FUNDIÇÃO EM MOLDES REFRATÁRIOS DIFERENTES DE AREIA 
 
 Moldes cerâmicos 
 Moldes de gesso 
 Moldes de grafite 
 Moldes de carboneto de silício 
1 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
FUNDIÇÃO EM MOLDES CERÂMICOS 
 
 Pastas cerâmicas de elevada fluidez 
 Altíssima precisão dimensional 
 Altíssima qualidade de acabamento 
 Um vazamento por molde 
2 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
FUNDIÇÃO EM MOLDES CERÂMICOS 
 
 Considerados processos de fundição de precisão 
 Cera perdida 
 CLA 
 CLV 
 Replicast 
 SHAW 
3 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO DE FUNDIÇÃO EM CERA PERDIDA 
 Por volta do 4 milênio A.C em várias regiões do 
Oriente médio, surgiu-se a ideia da cera perdida. 
Ideia provavelmente vinda de oleiros e ferreiros. 
 
 Inicialmente era utilizado modelos feitos em cera 
de abelha recobertos com barro/argila. 
 
 China, 1.700 A.C. (esculturas, ornamentos e jóias) 
 
 Importância comercial e industrial: década de 40, 
fabricação de componentes de precisão para a 
indústria aeronáutica 
4 
Vaso Zun- China-433 AC 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
5 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
6 
Mina: medida de massa antiga de cerca de 600g. 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO DE FUNDIÇÃO EM CERA PERDIDA 
 Moldes metálicos, usinados com grande precisão. 
 Aquecimento em forno para remoção da cera. 
 Vazamento por gravidade, pressão ou centrifugação. 
 Desmoldagem por quebra dos moldes. 
7 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO DE FUNDIÇÃO EM CERA PERDIDA 
 Aplicável a qualquer tipo de liga 
 Geometrias complexas e seções reduzidas são possíveis 
 Restrições ao peso dos produtos: poucos quilos 
 Elevado custo de equipamentos, ferramental e mão de obra 
8 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
9 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
10 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
VANTAGENS 
 Este processo permite a produção em 
massa de peças com formas difíceis ou 
impossíveis de replicar por outros 
processos de fundição; 
 A reprodução das peças, em relação à 
original, é bastante fiável; 
 Possibilidade de obtenção de maior 
precisão dimensional e superfícies com 
melhor acabamento; 
 Permite a utilização de praticamente 
qualquer metal/liga, mesmo as mais 
difíceis de trabalhar 
 É possível o controlo rigoroso da estrutura 
do material fundido de modo a garantir as 
propriedades desejadas da peça produzida 
11 
 
DESVANTAGENS 
 
 As dimensões e o peso das peças 
são limitados (~5kg), devido ao 
custo elevado e à capacidade dos 
equipamentos disponíveis; 
 
 Para peças maiores (entre 5 e 25 
kg), o investimento inicial é muito 
elevado; 
 
 É necessário quebrar o molde 
externo. Isto não permite o seu 
reaproveitamento; 
 
 É um processo de produção mais 
caro, comparativamente com 
outros. 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
12 
 
https://www.youtube.com/watch?v=7HIce3YqUDU 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO CLA 
 
 Counter gravity Low pressure of Air melted alloys 
 Modelos de cera perdida 
 Preenchimento do molde por aspiração 
 Semelhante a CLAS 
 Aplicado a metais e ligas reativas. Porquê? 
 
13 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO CLAS Vs. CLA 
 CLAS usa uma casca feita de areia com resinas polimerizáveis ao calor. 
 CLA modelos de cera perdida 
14 
 Aspiração do metal 
líquido para o interior 
do molde por vácuo; 
 
 Contra a gravidade; 
 
 Fluxo suave, sem 
turbulências (evita 
absorção de gases e 
inclusões) 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
15 
https://www.youtube.com/watch?v=B81JDdUhYTw 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO CLV 
 
 Semelhante ao CLA, com exceção do metal ser preparado em 
câmara de vácuo 
 Duas câmaras comunicantes superpostas 
 Inferior: forno 
 Superior: molde 
 Metal aspirado por vácuo, com injeção de argônio na câmara 
inferior. 
 Aspiração suave proporciona redução na turbulência durante o 
vazamento: redução de porosidade e inclusões 
16 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO REPLICAST 
 
 Diferencia-se de processo cera perdida no material do modelo 
consumível: poliestireno expandido 
 Poliestireno é mais resistente que cera: moldes com cascas mais 
finas e de maiores dimensões 
 Fundidos de 50 a 100 Kg 
 Aplicados a aços em geral e inoxidáveis. 
 Assim como na cera perdida o modelo é aquecido até a sua 
evaporação. 
 17 
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Fundição 
PROCESSO SHAW 
 
 Lama cerâmica composta por diversos agregados finos: alumina, 
mulita, sílica coloidal (baixa condutividade térmica) 
 
 Ligantes: etil-silicatos líquidos (álcoois) 
 
 Pasta vazada sobre o modelo em caixas 
 
 Elevada fluidez dispensa qualquer método de compactação 
 
 Cura em 3 a 7 minutos 
18 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO SHAW 
 
 Desmoldagem, seguida de queima por maçaricos, o que gera 
microtrincas na superfície interna do molde e aumenta a 
permeabilidade do mesmo, permitindo o escape de gases 
gerados 
 
 Molde é levado à estufas, para eliminação de materiais voláteis 
 
 Processo de precisão que permite os maiores tamanhos de 
fundidos 
 
19 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO SHAW 
 
 
20 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO SHAW 
 
 
21 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSOS COM MOLDES DE GESSO 
 
 Gesso (CaSO4.H2O), água e aditivos (sílica, asbestos, talco, etc.) 
 
 Mistura tem alta fluidez, compactado por vibração (eliminação 
de bolhas) 
 
 Modelos metálicos, plásticos ou de borracha flexível (grande 
quantidade de água na mistura de moldagem). 
 
 Baixa condutividade térmica: preenchimento de seções finas, 
mínimas tensões residuais e distorções e tamanhos de grãos 
elevados. 
22 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSOS COM MOLDES DE GESSO 
 
 Fundição artesanal de jóias e peças ornamentais 
 
 Aplicação industrial para ligas de alumínio e, com menor 
frequência, ligas de cobre. 
 
 Presença de enxofre não permite aplicação para metais ferrosos 
 
 Fundição convencional em gesso 
 
 Processo Antioch 
 
 Fundição de precisão 
23 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
FUNDIÇÃO CONVENCIONAL EM GESSO 
 
 Molde tratado a 200 ºC para desidratação 
 
 Moldes de alta resistência mecânica e baixa permeabilidade 
 
 Baixa permeabilidade exige cuidados adicionais: preenchimento 
lento e/ou presença de respiros para prevenir a retenção de 
gases 
24 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
25 
https://www.youtube.com/watch?v=iG9tFJ5Bgj8 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
26 
https://www.youtube.com/watch?v=GMIysbl9Smc 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
PROCESSO ANTIOCH 
 
 Semelhante à fundição em gesso convencional 
 
 Difere quanto ao método de secagem do molde: secagem ao ar, 
autoclave à pressão de 2 bar, ar novamente e estufa 
 
 Procedimentode secagem produz cristais globulares de gesso: 
maior permeabilidade do molde(saída de gases). 
 
 Melhor acabamento superficial 
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Fundição 
FUNDIÇÃO DE PRECISÃO EM MOLDES DE GESSO 
 
 Modelos de cera(ou PLA), recobertos com gesso. 
 
 Remoção da cera por aquecimento 
 
 Requer vácuo para evitar óxidos e porosidade. 
28 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
FUNDIÇÃO DE PRECISÃO EM MOLDES DE GESSO 
29 
https://www.youtube.com/watch?v=TYHwJguXLYY 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
FUNDIÇÃO EM MOLDES DE GRAFITE 
 
 Podem ser utilizados para qualquer metal, inclusive reativos. . Muito 
usado em ligas de Zinco e Alumínio. 
 
 Colapsáveis ou permanentes (menor durabilidade do que moldes 
metálicos) 
 
 Oxidação a altas temperaturas e abrasão das paredes (pode ser 
minimizado por revestimentos à base de etil-silicatos). 
 
 A grafite é extremamente estável: não irá deformar quando o metal 
líquido é introduzido. As peças podem ser moldadas com maior 
precisão do que nos processos de areia. 
 
 Mais barato que aços ferramentas e não quer tratamento térmico 30 
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Fundição 
31 
https://www.youtube.com/watch?v=MCwKsSMqkfw 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Fundição 
32 
https://www.youtube.com/watch?v=ok79tUZhNCE 
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Fundição 
MOLDES DE CARBONETO DE SILÍCIO 
 
 Misturas contendo grãos do material, argila, água e carbonato de 
sódio 
 
 Moldagem semelhante à areia verde, com aquecimento posterior a 
800 ºC. 
 
 Maior condutividade térmica (molde resfria mais rapidamente). 
 
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