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Aula 14
Administração Financeira e Orçamentária e Direito Financeiro p/ TCM-RJ - Técnico de
Controle Externo
Professores: Sérgio Mendes, Vinícius Nascimento
Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS
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 AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ 
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Teoria e Questões Comentadas 
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AULA 14: Lei de Responsabilidade Fiscal - Parte V 
APRESENTAÇÃO DO TEMA 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO DO TEMA ........................................................................ 1 
1. EMPRÉSTIMOS ................................................................................... 3 
1.1 Empréstimos Compulsórios ............................................................ 3 
1.2 Empréstimos Voluntários ............................................................... 4 
1.3 Outras Informações ........................................................................... 4 
2. DÍVIDA PÚBLICA ................................................................................. 6 
2.1. Definições ........................................................................................ 6 
2.2. Competências ................................................................................. 12 
2.3. Limites ao Endividamento ................................................................. 13 
2.4. Recondução da Dívida aos Limites ..................................................... 14 
2.5. Exceções aos Prazos para Recondução da Dívida aos Limites................. 15 
3. OPERAÇÕES DE CRÉDITO .................................................................... 19 
3.1. Regras Gerais para as Operações de Crédito ....................................... 19 
3.2. Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária ...... 20 
4. VEDAÇÕES ........................................................................................ 25 
5. BANCO CENTRAL DO BRASIL ............................................................... 29 
5.1. BACEN e suas Operações na LRF ....................................................... 29 
5.2. Outras Considerações sobre o BACEN ................................................. 29 
6. GARANTIA E CONTRAGARANTIA ........................................................... 32 
7. REGRA DE OURO ................................................................................ 35 
8. PRECATÓRIOS ................................................................................... 39 
MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES ........................................ 43 
MEMENTO XIV ....................................................................................... 71 
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ...................................... 78 
GABARITOS ........................................................................................... 97 
 
 
 
 
 
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Olá amigos! Como é bom estar aqui! 
 
Nesta última aula sobre LRF abordaremos os tópicos que eu, particularmente, 
considero a parte mais difícil do curso. 
 
Entretanto, isso não é motivo para desistirmos. Vamos com tudo pra cima da 
LRF! O ponto positivo é que nessa parte impera a letra fria da Lei, ou seja, as 
bancas cobram exatamente como está escrito na LRF, sem muitos rodeios. 
 
Estudaremos nesta aula os temas da Lei de Responsabilidade Fiscal que ainda 
não foram abordados ao longo do nosso curso, relacionados à dívida pública. 
 
Ao final deste encontro chegaremos a impressionante marca de centenas de 
questões DSHQDV�GH�/5)��e�WHRULD�FRPSOHWD�H�PXLWD�SUiWLFD��9DL�HVWDU�³DILDGR´�
para a prova! 
 
Aproveito a oportunidade para informar sobre a 5ª edição do meu livro: 
Administração Financeira e Orçamentária, Teoria e Questões, Sérgio 
Mendes, Editora Método, 2015. O livro já está disponível nas melhores 
livrarias de todo o país. 
 
 
 
 
E vamos começar nossa aula! 
 
 
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1. EMPRÉSTIMOS 
 
O crédito público é uma das formas que o Estado dispõe para obter 
ingressos financeiros visando cobrir as despesas de sua responsabilidade. 
No entanto, os recursos deverão ser devolvidos, acrescidos de juros e 
encargos correspondentes. Assim, ao captar os recursos, é gerada uma 
obrigação correspondente ao endividamento. Os empréstimos do Estado 
podem ser compulsórios ou voluntários. 
 
1.1 Empréstimos Compulsórios 
 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a competência para instituir 
empréstimos compulsórios é da União, cabendo sua instituição e disciplina 
dependente de lei complementar. Consiste na tomada compulsória de uma 
certa importância do particular, a título de empréstimo, com promessa de 
resgate em certo prazo, e em determinadas condições prefixadas em lei, 
para atender situações excepcionais ali estabelecidas. Os recursos 
arrecadados terão sua aplicação vinculada à despesa que fundamentou sua 
instituição. De acordo com o STF, a restituição do empréstimo compulsório 
deverá ser feita em moeda corrente. 
 
Segundo o art. 148 da CF/1988, a União, mediante lei complementar, poderá 
instituir empréstimos compulsórios: 
x Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade 
pública, de guerra externa ou sua iminência. 
x No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional. Neste caso deve ser observado o princípio tributário 
da anterioridade, o qual veda a cobrança de tributos no mesmo exercício 
financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 
 
Os empréstimos compulsórios são considerados de natureza tributária por 
grande parte da doutrina e pela jurisprudência. No entanto, apenas para efeito 
das classificações orçamentárias, os empréstimos compulsórios pertencem 
à categoria econômica receitas de capital e sua origem são operações de 
crédito. 
 
A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e as condições de seu 
resgate, observando, no que for aplicável, o disposto nesta Lei (art. 15, 
parágrafo único, do Código Tributário Nacional). 
 
São considerados créditos públicos impróprios, já que não há o caráter 
voluntário de emprestar os recursos. Não há a manifestação livre da vontade 
do investidor. 
 
 
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1.2 Empréstimos Voluntários 
 
Os empréstimos voluntários são contraídos pelo estado de forma contratual, 
pela livre manifestação da vontade do investidor. Desta forma, são 
considerados créditos próprios. 
 
1.3 Outras Informações 
 
Os próximos tópicos raramente caem em prova. O motivo é que não há 
consenso por parte da doutrina. Vamos apenas resumi-los por meio de 
quadros, trazendo as informações que possuem menos divergência. 
 
Classificação quanto à origem 
Interno 
Obtido dentro do território nacional 
(seja de nacionais ou estrangeirosno país) 
Externo Obtido no exterior 
 
 
Classificação quanto ao prazo 
Perpétuo Sem previsão de data de pagamento do principal. Há apenas o 
pagamento indefinidamente de juros ao credor. 
Temporário Com data prevista de pagamento. Podem ser de curto ou longo 
prazo: 
Curto Prazo Pagamento do Estado no mesmo exercício financeiro da aquisição 
Longo Prazo 
Pagamento do Estado em exercício financeiro diferente ao da 
aquisição 
 
Classificação quanto à competência 
Federal Tomado pela União 
Estadual Tomado pelas unidades federativas 
Municipal Tomados pelos municípios 
 
Fases 
Emissão O Estado se propõe a obter o crédito e explicita as condições. 
Dívida Pública Flutuante ou Fundada (próximos tópicos) 
 
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Garantias 
Garantia da devolução da 
quantia emprestada 
Exemplo: indicação de fiadores, vinculações de receita. 
Garantia contra a 
desvalorização da moeda 
Exemplos: vinculação ao valor da moeda estrangeira 
ou ao padrão ouro. 
 
 
Principais formas de Extinção da Dívida Pública 
Amortização Feita por compra no mercado, sorteio ou junto ao credor. 
Compensação Compensação dos débitos com os créditos devidos ao Estado. 
Conversão 
Estado altera condições anteriores, geralmente por meio de redução de 
juros. 
Repúdio 
O Estado cancela a dívida por falta de legitimidade, como as dívidas 
assumidas por atos de corrupção ou regime políticos não reconhecidos. 
 
 
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2. DÍVIDA PÚBLICA 
 
2.1. Definições 
 
A dívida pública é a decorrência natural dos empréstimos. São consideradas 
fundamentais para o equilíbrio entre receitas e despesas, em virtude de seu 
potencial para causar danos às contas públicas. O assunto é tão importante 
que o art. 34 da CF/1988 dispõe que a União não intervirá nos estados nem 
no Distrito Federal, exceto, entre outros motivos, para reorganizar as finanças 
da unidade da Federação que suspender o pagamento da dívida fundada 
por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; ou deixar 
de entregar aos municípios receitas tributárias fixadas na Constituição, dentro 
dos prazos estabelecidos em lei. 
 
Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida 
externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada. Esta 
última classificação que mais interessa ao Direito Financeiro/Orçamento 
Público, por terem definições na Lei 4320/1964 e na Lei de Responsabilidade 
Fiscal. 
 
De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: 
x Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
x Os serviços da dívida a pagar (parcelas de amortização e juros da dívida 
fundada não pagas no momento aprazado). 
x Os depósitos. 
x Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de 
receita). 
 
Consoante o art. 98, a dívida fundada compreende os compromissos de 
exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender o desequilíbrio 
orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos. 
O Decreto 93.872/1986 é mais abrangente. Segundo o art. 115, a dívida 
pública abrange a dívida flutuante e a dívida fundada ou consolidada. 
 
A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento 
independe de autorização orçamentária, assim entendidos: 
x Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
x Os serviços da dívida. 
x Os depósitos, inclusive consignações em folha. 
x As operações de crédito por antecipação de receita. 
x O papel-moeda ou moeda fiduciária. 
 
Já a dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de 
exigibilidade superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou 
celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a 
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financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de autorização 
legislativa para amortização ou resgate. 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu regras mais rígidas para o 
endividamento público, até mesmo redefinindo conceitos da Lei 4.320/1964 
e do Decreto 93.872/1986. A LRF adota no art. 29 as definições relacionadas 
ao crédito público e ao endividamento. 
 
A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, 
apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, 
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização 
de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses. 
Também será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à 
emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e as 
operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham 
constado do orçamento. 
 
Ainda, para fins de aplicação dos limites ao endividamento, os precatórios 
judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido 
incluídos integram a dívida consolidada. 
 
Integram a Dívida 
Pública Consolidada 
ou Fundada 
¾ Amortização em prazo superior a 12 meses; 
¾ A relativa à emissão de títulos de responsabilidade 
do BACEN e as operações de crédito de prazo 
inferior a 12 meses cujas receitas tenham constado 
da LOA; 
¾ Para fins de aplicação dos limites ao endividamento, 
os precatórios judiciais não pagos durante a 
execução do orçamento em que houverem sido 
incluídos. 
 
A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela 
União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É 
uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior 
controle. 
 
Considera-se operação de crédito o compromisso financeiro assumido em 
razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição 
financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda 
a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações 
assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. Equiparam-se à 
operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas 
pelo ente da Federação, sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. 
15 e 16 da LRF, relacionados à geração de despesa. 
 
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A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de 
obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou 
entidade a ele vinculada. 
 
O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de títulos 
para pagamento do principal acrescido da atualização monetária. 
O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término 
de cada exercício financeiro, o montantedo final do exercício anterior, somado 
ao das operações de crédito autorizadas no orçamento para este efeito e 
efetivamente realizadas, acrescido de atualização monetária. 
 
Nas restrições às despesas de pessoal, se não alcançada a redução no prazo 
estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá contratar, 
entre outros, operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao 
refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das 
despesas com pessoal. 
 
A Resolução do Senado Federal 43/2001 acrescenta que a dívida consolidada 
líquida é a dívida pública consolidada deduzidas as disponibilidades de caixa, 
as aplicações financeiras e os demais haveres financeiros. 
 
 
1) (CESPE ± Analista Administrativo ± Direito - ANTT ± 2013) São 
consideradas no montante da dívida pública consolidada ou fundada as 
obrigações financeiras do ente da Federação assumidas por contrato 
ou convênio, cuja amortização deve se dar em até doze meses. 
 
A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, 
apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, 
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização 
de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses 
(art. 29, I, da LRF). 
Resposta: Errada 
 
2) (CESPE ± Analista - Planejamento e Orçamento - MPU ± 2013) 
Integra a dívida pública consolidada da União a dívida relativa à 
emissão de títulos de responsabilidade do BACEN. 
 
Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de 
títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil (art. 29, § 2º, da LRF). 
Resposta: Certa 
 
3) (CESPE ± Analista ± Finanças e Controle - MPU ± 2013) Para fins de 
ajustes da dívida pública consolidada aos limites fixados, os 
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precatórios liquidados durante a previsão do orçamento bem como os 
precatórios não pagos não devem ser incluídos no montante da dívida 
consolidada. 
 
Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que 
houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para fins de aplicação 
dos limites (art. 30, § 7º, da LRF). 
Resposta: Errada 
 
4) (CESPE ± Técnico Científico ± Direito ± Banco da Amazônia - 2012) 
Define-se dívida pública consolidada ou fundada como o montante 
total das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em 
virtude de abertura de crédito, para amortização em prazo inferior a 
doze meses. 
 
A dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de exigibilidade 
superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de 
contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a financiamento de 
obras e serviços públicos, e que dependam de autorização legislativa para 
amortização ou resgate. 
Resposta: Errada 
 
5) (CESPE ± Técnico ± FNDE ± 2012) Os restos a pagar, assim como os 
serviços da divida a pagar, integra a divida flutuante. 
 
De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: 
_ Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
_ Os serviços da dívida a pagar. 
_ Os depósitos. 
_ Os débitos de tesouraria. 
 
Resposta: Certa 
 
6) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A dívida ativa contém as 
obrigações financeiras da fazenda pública e classifica-se, quanto à 
origem, em interna ou externa e, quanto à duração, em flutuante ou 
fundada. 
 
Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida 
externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada. 
A dívida ativa não se confunde com a dívida pública (passiva), que representa 
as obrigações do ente público para com terceiros. A dívida ativa abrange os 
créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram apuradas, 
por não terem sido efetivamente recebidos nas datas aprazadas. 
Resposta: Errada 
 
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7) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A Lei n.º 4.320/1964, diploma 
legal sobre normas gerais de direito financeiro, recepcionada pela CF 
como lei complementar até a edição da norma prevista em seu art. 
165, § 9.º, teve alguns de seus conceitos e procedimentos alterados ou 
acrescidos pela LRF. Nesse sentido, é correto afirmar que a LRF incluiu 
no conceito de dívida fundada não só as dívidas com prazo de resgate 
superior a doze meses, como conceituado pela Lei n.º 4.320/1964, 
mas também aquelas inferiores a doze meses cujas receitas tenham 
constado do orçamento. 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu regras mais rígidas para o 
endividamento público, até mesmo redefinindo conceitos da Lei 4.320/1964 e 
do Decreto 93.872/1986. 
De acordo com a LRF, a dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao 
montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente 
da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados 
e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 
12 meses. Também será incluída na dívida pública consolidada da União a 
relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e 
as operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham 
constado do orçamento. 
Resposta: Certa 
 
8) (CESPE ± Consultor do Executivo ± SEFAZ/ES ± 2010) A dívida 
fundada refere-se ao montante, apurado sem duplicidade, das 
obrigações financeiras do estado do Espírito Santo, assumida em 
virtude de leis, contratos, convênios ou tratados. Refere-se, também, 
às obrigações decorrentes de operações de crédito, para amortização 
em prazo superior a 12 meses. 
 
A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, 
apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação 
(como o Estado do Espírito Santo), assumidas em virtude de leis, contratos, 
convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para 
amortização em prazo superior a doze meses. 
Segundo a LRF, são entes da federação: a União, cada Estado, o Distrito 
Federal e cada Município. 
Resposta: Certa 
 
9) (CESPE ± Auditor de Controle Externo ± TCDF ± 2012) A dívida 
pública, que representa o montante das obrigações financeiras do 
Estado, pode ser classificada quanto à origem em fundada e flutuante. 
 
Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida 
externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada. 
Resposta: Errada 
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10) (CESPE ± Consultor de Orçamentos ± Câmara dos Deputados ± 
2014) A emissão de títulos de responsabilidade do Banco do Brasil S. 
A. será incluída na dívida pública consolidada da União. 
 
Também será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à 
emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e as 
operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham 
constado do orçamento. 
O Banco Central do Brasil (BACEN), criado pela Lei 4.595, de31 de dezembro 
de 1964, é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem 
por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um 
sistema financeiro sólido e eficiente. Não se confunde com o Banco do Brasil 
S.A. (BB), que é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de 
economia mista. 
Resposta: Errada 
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2.2. Competências 
 
Sobre o montante da dívida pública brasileira, a CF/1988 atribuiu 
competências ao Congresso Nacional e separadamente ao Senado Federal. 
 
Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, 
dispor sobre matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e 
suas operações; bem como sobre moeda, seus limites de emissão, e 
montante da dívida mobiliária federal. 
 
Atenção: é da competência exclusiva do Congresso Nacional julgar 
anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os 
relatórios sobre a execução dos planos de governo (art. 49, IX, da CF/1988). 
 
 Compete privativamente ao Senado Federal: 
 (por meio de resolução) 
x Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da 
União, dos estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos municípios. 
x Fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o 
montante da dívida consolidada da União, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios. 
x Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito 
externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo 
Poder Público federal. 
x Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União 
em operações de crédito externo e interno. 
x Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida 
mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. 
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2.3. Limites ao Endividamento 
 
Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia 
serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de 
governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, 
constituindo, para cada um deles, limites máximos. Para fins de verificação do 
atendimento do limite, a apuração do montante da dívida consolidada será 
efetuada ao final de cada quadrimestre. Exceção se dá para os municípios 
com população inferior a 50 mil habitantes, que podem usufruir de regras 
especiais de aplicação das determinações constantes na LRF, entre as quais se 
inclui a apuração semestral dos limites da dívida consolidada. A mesma 
exceção ocorre na apuração das despesas com pessoal. 
 
Serão estabelecidos pelo Senado Federal por proposta do Chefe do Poder 
Executivo da União, enviada 90 dias após a publicação da LRF (art. 30, I, da 
LRF): 
x Limites globais para o montante da dívida consolidada da União, Estados 
e Municípios e de limites e condições relativos às operações de crédito 
externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo 
Poder Público federal. 
x Concessão de garantia da União em operações de crédito externo e 
interno e montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e 
dos municípios. 
 
Os limites para o montante da dívida mobiliária federal serão estabelecidos 
pelo Congresso Nacional, mediante projeto de lei encaminhado pelo Chefe do 
Poder Executivo da União, enviado também 90 dias após a publicação da LRF 
(art. 30, II, da LRF). 
 
As propostas também poderão ser apresentadas em termos de dívida líquida, 
evidenciando a forma e a metodologia de sua apuração. 
 
Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado 
Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do 
art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas 
políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar 
solicitação de revisão dos limites. 
 
As propostas enviadas e suas alterações conterão: 
x Demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as 
normas estabelecidas na LRF e com os objetivos da política fiscal. 
x Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três 
esferas de governo. 
x Razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de 
governo. 
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x Metodologia de apuração dos resultados primário e nominal. 
 
Vale ressaltar que a LRF traz diversas regras sobre a dívida pública, porém, 
diferentemente das despesas com pessoal, não determina quais são os limites 
do endividamento, pois tais definições cabem ao Senado Federal. 
 
As Resoluções do Senado 40/2001, 43/2001 e 48/2007 dispõem sobre os 
limites dos entes em relação à Receita Corrente Líquida: 
 
LIMITES EM RELAÇÃO À RCL 
Objeto União Estados/DF Municípios 
Dívida consolidada Não há 200% 120% 
Contratação de operações de crédito 60% 16% 
Concessão de garantias 60% 22% 
Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5% 
Contratação de operações por ARO Não há 7% 
 
2.4. Recondução da Dívida aos Limites 
 
 
Recondução da dívida 
(art. 31 da LRF) 
 
Se a dívida consolidada de um ente da Federação 
ultrapassar o respectivo limite ao final de um 
quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término 
dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo 
menos 25% no primeiro. 
 
 
Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se submeterá 
às seguintes sanções: 
I ± estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive 
por antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do principal 
atualizado da dívida mobiliária. 
II ± obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite, 
promovendo, entre outras medidas, limitação de empenho. 
 
Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite, e enquanto perdurar o 
excesso, o ente ficará também impedido de receber transferências voluntárias 
da União ou do estado. Ressalto que, para fins da aplicação das sanções de 
suspensão de transferências voluntárias constantes da LRF, excetuam-se 
aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social. 
 
As normas serão observadas nos casos de descumprimento dos limites da 
dívida mobiliária e das operações de crédito internas e externas. 
 
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2.5. Exceções aos Prazos para Recondução da Dívida aos Limites 
 
Estas são as exceções aos prazos do art. 31 da LRF para recondução da dívida 
aos limites: 
 
Aplicaçãoimediata: as restrições são aplicadas imediatamente se o 
montante da dívida exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano 
do mandato do Chefe do Poder Executivo. 
 
Suspensão: na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso 
Nacional, no caso da União, ou pelas Assembleias Legislativas, na hipótese dos 
estados e municípios; e em caso de estado de defesa ou de sítio decretado na 
forma da constituição, enquanto perdurar a situação, serão suspensas a 
contagem dos prazos e as disposições estabelecidas no artigo. 
 
Duplicação: já em caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto 
Interno Bruto (PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior 
a quatro trimestres, os prazos do artigo serão duplicados. Entende-se por 
baixo crescimento a taxa de variação real acumulada do PIB inferior a 1%, no 
período correspondente aos quatro últimos trimestres. 
 
Ampliação: ainda, na hipótese de se verificarem mudanças drásticas na 
condução das políticas monetária e cambial, reconhecidas pelo Senado Federal, 
o prazo poderá ser ampliado em até quatro quadrimestres. 
 
 
11) (CESPE ± Analista ± Finanças e Controle - MPU ± 2013) Os limites 
globais para o montante da dívida consolidada da União, estados e 
municípios propostos pelo presidente da República poderão ser 
verificados a partir de percentual da receita corrente líquida (RCL). 
 
Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia 
serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de 
governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, 
constituindo, para cada um deles, limites máximos. 
Resposta: Certa 
 
12) (CESPE ± Analista ± Finanças e Controle - MPU ± 2013) Se 
ultrapassar o respectivo limite ao final de um bimestre, a dívida 
fundada de um ente da Federação deverá ser a ele reconduzida até o 
término do bimestre subsequente, reduzindo-se o excedente em pelo 
menos 25%. 
 
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Consoante o art. 31 da LRF, se a dívida consolidada de um ente da Federação 
ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele 
reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente 
em pelo menos 25% no primeiro 
Resposta: Errada 
 
13) (CESPE ± Analista Judiciário - Administrativa ± STF ± 2013) 
Sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária 
ou cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da 
República, em atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes, 
poderá encaminhar ao Congresso Nacional proposta de revisão dos 
limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos 
estados e dos municípios. 
 
Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado 
Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do 
art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas 
políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar 
solicitação de revisão dos limites. 
 
Assim, sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou 
cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da República, em 
atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao 
Senado Federal proposta de revisão dos limites globais para o montante da 
dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios. O encaminhamento 
ao Congresso Nacional seria no caso de dívida mobiliária federal. 
 
Resposta: Errada 
 
14) (CESPE ± Analista Judiciário ± Contabilidade ± TRT/10 ± Prova 
cancelada - 2013) No caso de crescimento real baixo ou negativo do 
Produto Interno Bruto (PIB), será suspenso o prazo para que o ente da 
Federação reconduza a divida consolidada que ultrapassar o respectivo 
limite ao final de um quadrimestre. 
 
Em caso de crescimento real baixo ou negativo do PIB nacional, regional ou 
estadual por período igual ou superior a quatro trimestres, os prazos 
previstos serão duplicados. Entende-se por baixo crescimento a taxa de 
variação real acumulada do PIB inferior a 1%, no período correspondente aos 
quatro últimos trimestres. 
Resposta: Errada 
 
15) (CESPE ± Auditor Substituto de Conselheiro ± TCE/ES ± 2012) 
Compete exclusivamente ao Congresso Nacional dispor sobre limites e 
condições para a concessão de garantia da União em operações de 
crédito externo e interno. 
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Compete privativamente ao Senado Federal dispor sobre limites e condições 
para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e 
interno. 
Resposta: Errada 
 
16) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Os limites globais 
para o montante da dívida consolidada da União e para o montante da 
dívida mobiliária federal devem ser fixados, em percentual da receita 
corrente líquida, para cada esfera de governo. 
 
Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia 
serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de 
governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, 
constituindo, para cada um deles, limites máximos. 
Resposta: Certa 
 
17) (CESPE ± Consultor do Executivo ± SEFAZ/ES ± 2010) Se o estado 
do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no 
último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas 
imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de 
2010, enquanto perdurasse o excesso, as operações de crédito 
ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita. 
 
Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo 
limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término 
dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no 
primeiro. Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se 
submeterá a sanções, entre elas, a proibição de realizar operação de crédito 
interna ou externa, inclusive por antecipação de receita, ressalvado o 
refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. 
Logo, se o estado do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de 
endividamento no último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar 
medidas imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de 
2010, ou seja, até o término dos três quadrimestres subsequentes. Enquanto 
perdurasse o excesso, como regra geral, entre outras sanções, as operações 
de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita. 
Resposta: Certa 
 
18) (CESPE ± AUFC ± TCU ± 2009) Compete a lei complementar dispor 
sobre finanças públicas e sobre os limites globais e condições para o 
montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal (DF) e 
dos municípios. 
 
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Compete privativamente ao Senado, por meio de resolução, estabelecer 
limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, 
do DistritoFederal e dos municípios. 
Resposta: Errada 
 
19) (CESPE ± Consultor de Orçamentos ± Câmara dos Deputados ± 
2014) É competência da Câmara dos Deputados dispor a respeito dos 
limites globais e das condições para o montante da dívida mobiliária 
dos estados, do DF e dos municípios. 
 
É competência do Senado Federal dispor a respeito dos limites globais e das 
condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do DF e dos 
municípios. 
Resposta: Errada 
 
20) (CESPE ± Administrador ± Polícia Federal ± 2014) Se o presidente 
da República pretender modificar os limites globais para o montante 
da dívida pública consolidada, deverá enviar proposta ao Poder 
Legislativo que contenha a metodologia de apuração dos resultados 
primário e nominal. 
 
Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado 
Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do 
art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas 
políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar 
solicitação de revisão dos limites. 
As propostas enviadas e suas alterações conterão: 
_ Demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as 
normas estabelecidas na LRF e com os objetivos da política fiscal. 
_ Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas 
de governo. 
_ Razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de 
governo. 
_ Metodologia de apuração dos resultados primário e nominal. 
Resposta: Certa 
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3. OPERAÇÕES DE CRÉDITO 
 
3.1. Regras Gerais para as Operações de Crédito 
 
O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites e das condições 
relativos à realização de operações de crédito de cada ente da Federação, 
inclusive das empresas por eles controladas, direta ou indiretamente. O ente 
interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em parecer de seus 
órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o 
interesse econômico e social da operação e o atendimento das seguintes 
condições: 
 
I ± existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto 
da lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica. 
II ± inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos recursos 
provenientes da operação, exceto no caso de operações por antecipação de 
receita. 
III ± observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal. 
IV ± autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de operação 
de crédito externo. 
V ± atendimento da regra de ouro (inciso III do art. 167 da CF/1988). 
VI ± observância das demais restrições estabelecidas na LRF. 
 
Vale ressaltar que os contratos de operação de crédito externo não conterão 
cláusula que importe na compensação automática de débitos e créditos. 
 
A instituição financeira que contratar operação de crédito com ente da 
Federação, exceto quando relativa à dívida mobiliária ou à externa, deverá 
exigir comprovação de que a operação atenda às condições e limites 
estabelecidos. 
 
A operação realizada com infração do disposto na LRF será considerada nula, 
procedendo-se ao seu cancelamento, mediante a devolução do principal, 
vedados o pagamento de juros e demais encargos financeiros. Se a devolução 
não for efetuada no exercício de ingresso dos recursos, será consignada 
reserva específica na lei orçamentária para o exercício seguinte. 
 
Enquanto não efetuado o cancelamento, a amortização, ou constituída a 
reserva, aplicam-se as sanções previstas nos incisos do § 3º do art. 23 (as 
mesmas para despesas com pessoal). Também se constituirá reserva, no 
montante equivalente ao excesso, se não atendido o disposto na LRF sobre a 
regra de ouro. 
 
Relembro que a CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a 
concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos 
Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento 
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de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios. 
 
3.2. Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita 
Orçamentária 
 
Um tipo destacado de operação de crédito é o que ocorre por antecipação de 
receita orçamentária (ARO). Em geral, o primeiro contato com o termo 
acontece quando se estuda o princípio orçamentário da exclusividade, previsto 
na CF/1988, pois ele determina que a lei orçamentária não poderá conter 
matéria estranha à previsão das receitas e à fixação das despesas. Exceção se 
dá para as autorizações de créditos suplementares e operações de crédito, 
inclusive por ARO. 
 
De acordo com o art. 7º da Lei 4.320/1964: 
³$Ut. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para: 
II ± Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito 
SRU�DQWHFLSDomR�GD�UHFHLWD��SDUD�DWHQGHU�D�LQVXILFLrQFLDV�GH�FDL[D�´ 
 
De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a LOA poderá conter autorização ao 
Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de 
crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa. 
No entanto, esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura 
combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. 
 
 
Segundo o art. 38 da LRF, a operação de crédito por antecipação de receita destina-
se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e cumprirá as 
exigências para as operações de crédito (tópico anterior) e as seguintes: 
I ± realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício. 
II ± deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de 
dezembro de cada ano. 
III ± não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de 
juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira, 
ou à que vier a esta substituir. 
IV ± estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não 
integralmente resgatada, bem como no último ano de mandato do Presidente, 
Governador ou Prefeito Municipal. 
 
As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária compõem a 
dívida flutuante; logo, não compõem a dívida fundada do ente, tampouco 
entram nos limites ao endividamento público. As operações de crédito por ARO 
também não serão computadas para efeito do que dispõe a regra de ouro, 
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desde que liquidadas com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de 
dezembro de cada ano. 
 
As AROs realizadas por estados ou municípios serão efetuadas mediante 
abertura de crédito junto à instituição financeira vencedora em processo 
competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil, o qual manterá 
um sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e, no 
caso de inobservância dos limites, aplicará as sanções cabíveis à instituição 
credora. 
 
 
21) (CESPE± Administrador ± Ministério da Integração - 2013) 
Considere que determinado município contrate empréstimo com 
instituição financeira que consista na antecipação de parte de seus 
tributos para pagamento da folha de salários de seus funcionários. 
Nessa situação, deve-se considerar essa operação dívida flutuante. 
 
As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária compõem a 
dívida flutuante. 
Resposta: Certa 
 
22) (CESPE ± Analista - Planejamento e Orçamento - MPU ± 2013) A 
LRF proíbe que, nos dois últimos anos do mandato, governadores e 
prefeitos antecipem receitas tributárias por meio de empréstimos de 
curto prazo, concedam aumento de salários e contratem novos 
servidores públicos. 
 
Questão que mistura Dívida Pública e Despesas com Pessoal (outro tema da 
LRF). 
 
A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária estará proibida 
no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. 
 
NR�TXH�WDQJH�DR�WHPD�³'HVSHVDV�FRP�3HVVRDO´��é nulo de pleno direito o ato 
de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias 
anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão (art. 21, 
parágrafo único, da LRF). Seria o caso da concessão de aumento de salários e 
da contratação de novos servidores públicos. 
 
A questão está incorreta porque em ambos os casos afirma que a proibição 
abrange os últimos dois anos do mandato. 
Resposta: Errada 
 
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23) (CESPE ± Analista Judiciário ± Contabilidade - TRE/RJ ± 2012) 
Caso, em 2012, os municípios realizem operações de crédito por 
antecipação de receita orçamentária, essas operações deverão ser 
incluídas em suas respectivas leis orçamentárias, em obediência ao 
princípio da universalidade. 
 
As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária destinam-se 
a insuficiência de caixa e são receitas extraorçamentárias. 
Resposta: Errada 
 
24) (CESPE - Advogado ± AGU ± 2012) Em determinadas situações 
previstas em lei, o governo federal poderá conceder empréstimos para 
pagamento de despesas com pessoal dos estados, do DF e dos 
municípios. 
 
A CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de 
empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos 
Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de 
despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios (art. 167, X, da CF/1988). 
Resposta: Errada 
 
25) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A LRF restringiu a realização 
das operações de crédito por antecipação de receita, antes permitidas 
a qualquer tempo pela Lei n.º 4.320/1964, para somente após o 
segundo mês do início do exercício financeiro. 
 
De acordo com o art. 7º da Lei 4.320/1964: 
³$UW���ž�$�/HL�GH�2UoDPHQWR�SRGHUi�FRQWHU�DXWRUL]DomR�DR�([HFXWLYR�SDUD� 
II ± Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito 
SRU�DQWHFLSDomR�GD�UHFHLWD��SDUD�DWHQGHU�D�LQVXILFLrQFLDV�GH�FDL[D�´ 
 
De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a LOA poderá conter autorização ao 
Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de 
crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa. 
 
No entanto, esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura 
combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. Uma das regras é que as 
operações de crédito por antecipação de receita realizar-se-ão somente a 
partir do décimo dia do início do exercício. Logo, não são permitidas 
apenas após o segundo mês do início do exercício financeiro, como afirma o 
item. 
 
Resposta: Errada 
 
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26) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Acerca da elaboração 
e do controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos 
municípios e do Distrito Federal, julgue o item. 
A lei de orçamento pode conter autorização ao Poder Executivo para 
que este realize, em qualquer mês do exercício financeiro, operações 
de crédito por antecipação da receita, para atender insuficiências de 
caixa. 
 
A questão pede a resposta apenas de acordo com a elaboração e o controle 
dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito 
Federal, ou seja, de acordo com a Lei 4320/1964. De acordo apenas com a Lei 
4.320/1964, a qual estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para 
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos 
Municípios e do Distrito Federal, a LOA poderá conter autorização ao Executivo 
para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito 
por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa. 
 
Relembro que esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua 
leitura combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. 
Resposta: Certa 
 
27) (CESPE ± Analista Judiciário ± Administrativa ± TRE/MT ± 2010) 
Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser 
feita nos últimos quatro meses do exercício financeiro. 
 
Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita a 
partir do décimo dia do início do exercício, desde que cumpra as demais 
exigências legais. 
 
Resposta: Errada 
 
28) (CESPE ± Analista ± Administração - EMBASA - 2010) É permitida a 
contratação da antecipação de receita orçamentária, desde que não 
ocorra no último ano de mandato. 
 
É vedada a contratação da antecipação de receita orçamentária no último ano 
de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. Logo, é 
permitida nos demais anos, desde que obedeça às demais regrais legais. 
Resposta: Certa 
 
29) (CESPE ± Economista - DPU - 2010) Conforme a LRF, no último ano 
de mandato, é permitido aos prefeitos firmar, pela prefeitura, 
operação de crédito por antecipação de receita, em meados de janeiro 
desse ano, desde que a liquide até o último dia de novembro do 
mesmo ano. 
 
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De acordo com a LRF, a operação de crédito por antecipação de receita estará 
proibida no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito 
Municipal. 
Resposta: Errada 
 
30) (CESPE ± Analista Técnico-Administrativo ± MDIC ± 2014) As 
dívidas realizadas para atender a insuficiências de caixa ou de 
tesouraria constituem dívida flutuante. 
 
As operações de crédito por antecipação de receita (débitos de tesouraria), 
destinadas à insuficiência de caixa, compõem a dívida flutuante. 
Resposta: Certa 
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4. VEDAÇÕES 
 
Vamos falar das vedações previstas na LRF. 
Segundo o art. 34 da LRF, o Banco Central do Brasil não emitirá títulos da 
dívidapública a partir de dois anos após a publicação da LRF, o que significa 
que tal determinação já está produzindo efeitos há vários anos. 
 
O art. 35 da LRF veda a realização de operações de crédito entre entes da 
Federação, sob qualquer forma, seja diretamente ou por intermédio de fundo, 
autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, ainda que sob a forma 
de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída 
anteriormente. Essa vedação não impede estados e municípios de comprar 
títulos da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades. 
 
No entanto, excetuam-se da vedação citada as operações entre 
instituição financeira estatal e outro ente da Federação, inclusive suas 
entidades da Administração indireta, que não se destinem a financiar, 
direta ou indiretamente, despesas correntes; e que não se destinem a 
refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição 
concedente. Ou seja, são permitidas para refinanciar dívidas contraídas 
junto à instituição concedente. 
 
De acordo com Nascimento e Debus (2002), ao discorrerem sobre a vedação à 
realização de operações de crédito entre entes da Federação prevista na LRF, 
³WHQGH� D� HQFHUUDU-se um longo capítulo em que a União seguidamente 
refinanciou dívidas de Estados e Municípios, assumiu dívidas de Estados 
recém-criados, bem como de órgãos que foram extintos, sendo esse 
procedimento responsável, em boa parte, pelo crescimento vertiginoso do 
estoque da dívida do Governo Central. Para lembrar, somente em 1996/97 a 
União refinanciou, com juros subsidiados, dívidas de Estados no montante de 
R$ 103,0 bilhões e, nas vésperas da sanção da LRF, a Prefeitura do município 
de São Paulo teve a sua dívida renegociada em mais de R$ 10,0 bilhões, com 
SUD]R�GH����DQRV�´� 
 
Segundo o art. 36, é proibida a operação de crédito entre uma instituição 
financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de 
beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição financeira 
controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender 
investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para 
DSOLFDomR�GH�UHFXUVRV�SUySULRV��7DPEpP�VHJXQGR�1DVFLPHQWR�H�'HEXV��³GHVVD 
forma, estão vedadas as operações envolvendo os bancos estaduais e os 
respectivos governos, onde proliferaram, durante muito tempo, práticas 
HVFXVDV��TXH�D�QRUPD�EXVFD�DEROLU�GHILQLWLYDPHQWH´�� 
 
Ainda, de acordo com o art. 37, I a IV, da LRF: 
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³$UW����� Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados: 
I ± captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição 
cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7º do art. 
150 da Constituição; 
II ± recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha, 
direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e 
dividendos, na forma da legislação; 
III ± assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, 
com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval 
de título de crédito, não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes; 
IV ± assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para 
pagamento a posteriori GH�EHQV�H�VHUYLoRV�´ 
 
Note que o art. 37 equipara diversos mecanismos a operações de crédito e 
também os proíbe, a fim de evitar que sejam utilizados para burlar as 
vedações. 
 
O inciso I veda antecipações de receitas antes da ocorrência do fato gerador do 
tributo ou contribuição. Ainda, faz referência ao § 7o do art. 150 da CF/1988, o 
qual dispõe que a lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a 
condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato 
gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial 
restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. 
 
O inciso II veda antecipações de receitas das empresas estatais, excetuando, 
na forma da legislação, os lucros e dividendos. 
 
Já os incisos III e IV vedam a assunção de compromissos de quaisquer formas 
com fornecedores, excetuando as empresas estatais dependentes; e de 
obrigação sem autorização orçamentária, ainda que para pagamento posterior. 
 
 
31) (CESPE ± Analista Técnico-Administrativo ± Ministério da 
Integração - 2013) Uma instituição financeira estatal não pode obter 
empréstimos junto ao ente da Federação que a controla, mas poderá 
adquirir no mercado títulos da dívida pública para atender às 
necessidades de investimentos de seus clientes. 
 
Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma 
instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na 
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição 
financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para 
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atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da 
União para aplicação de recursos próprios. 
Resposta: Certa 
 
32) (CESPE ± Especialista ± FNDE ± 2012) Proíbe-se aos estados e 
municípios a compra de títulos de dívida da União como forma de 
aplicação de suas disponibilidades. 
 
O art. 35 da LRF veda a realização de operações de crédito entre entes da 
Federação, sob qualquer forma, seja diretamente ou por intermédio de fundo, 
autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, ainda que sob a forma de 
novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. 
Entretanto, essa vedação não impede estados e municípios de comprar títulos 
da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades. 
Resposta: Errada 
 
33) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A LRF veda a aquisição por 
instituição financeira estatal de títulos da dívida pública emitidos por 
seu ente público controlador. 
 
Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma 
instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na 
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição 
financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para 
atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da 
União para aplicação de recursos próprios. 
Resposta: Errada 
 
34) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) À instituição 
financeira controlada pela União é permitida a aquisição de títulos da 
dívida pública para atender investimentos de seus clientes. 
 
Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma 
instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na 
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe, ou seja, 
permite a instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, 
títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou 
títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. 
Resposta: Certa 
 
35) (CESPE - Procurador - PGE/PE - 2009) Não se admite a realização 
de operações de crédito entre uma instituição financeira estatal e o 
ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do 
empréstimo, mesmo nos casos de aquisiçãode títulos da dívida pública 
para atender a investimento de seus clientes. 
 
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Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma 
instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na 
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição 
financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para 
atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da 
União para aplicação de recursos próprios. 
Resposta: Errada 
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5. BANCO CENTRAL DO BRASIL 
 
5.1. BACEN e suas Operações na LRF 
 
O Banco Central do Brasil (BACEN), criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro 
de 1964, é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem 
por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um 
sistema financeiro sólido e eficiente. Não se confunde com o Banco do Brasil 
S.A. (BB), que é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de 
economia mista. 
 
Quanto às operações com o Banco Central do Brasil, a LRF dispõe que nas suas 
relações com ente da Federação, o BACEN está sujeito às vedações do art. 35 
(estudamos no tópico sobre vedações) e às seguintes: 
x Emissão de títulos da dívida pública. 
x Compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado. Só 
poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar 
a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira. Ainda, 
tal operação deverá ser realizada à taxa média e condições alcançadas 
no dia, em leilão público. 
x Permuta, ainda que temporária, por intermédio de instituição financeira 
ou não, de título da dívida de ente da Federação por título da dívida 
pública federal, bem como a operação de compra e venda, a termo, 
daquele título, cujo efeito final seja semelhante à permuta. Não se aplica 
ao estoque de Letras do Banco Central do Brasil, Série Especial, 
existente na carteira das instituições financeiras, que pode ser 
refinanciado mediante novas operações de venda a termo. 
x Concessão de garantia. 
 
É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública federal 
existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula de 
reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária. 
 
O Tribunal de Contas da União acompanhará o cumprimento de tal vedação e 
da determinação que o BACEN só poderá comprar diretamente títulos emitidos 
pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na 
sua carteira, bem como que a operação deverá ser realizada à taxa média e 
condições alcançadas no dia, em leilão público. 
 
5.2. Outras Considerações sobre o BACEN 
 
A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo 
banco central. 
 
É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao 
Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição 
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financeira. No entanto, o BACEN poderá comprar e vender títulos de emissão 
do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de 
juros. 
 
Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na LOA, as despesas do 
Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio 
administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos 
servidores, e a investimentos. 
 
O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou 
reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido 
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O 
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central 
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. Assim, o 
Tesouro Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN, apurados 
após a constituição ou a reversão de reservas, bem como é devedor de 
eventuais resultados negativos da mesma instituição. 
 
O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco Central do 
Brasil serão demonstrados trimestralmente, nos termos em que dispuser a lei 
de diretrizes orçamentárias da União. Os balanços trimestrais do BACEN 
conterão notas explicativas sobre os custos da remuneração das 
disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e 
a rentabilidade de sua carteira de títulos, destacando os de emissão da União. 
 
 
36) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência - Administração - ABIN - 
2010) O resultado positivo do Banco Central, apurado após a 
constituição ou reversão de reservas, constitui receita do Tesouro 
Nacional; o resultado negativo, obrigação do Tesouro para com o 
Banco Central, devendo ser consignado em dotação específica no 
orçamento. 
 
O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou 
reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido 
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O 
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central 
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. 
Resposta: Certa 
 
37) (CESPE - TFCE - TCU - 2009) Veda-se ao Banco Central conceder, 
direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a 
qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. 
 
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É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao 
Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição 
financeira. 
Resposta: Certa 
 
38) (CESPE ± Analista ± Administração - FINEP - 2009) Integram as 
despesas da União e são incluídas na lei orçamentária as despesas do 
Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais e custeio 
administrativo, excluídas as destinadas a benefícios e assistência aos 
servidores. 
 
Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na LOA, as despesas do 
Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio 
administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos 
servidores, e a investimentos. 
Resposta: Errada 
 
39) (CESPE ± Analista ± Finanças e Contabilidade - FINEP - 2009) O 
Tesouro Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN, 
apurados após a constituição ou a reversão de reservas, assim como 
devedor de eventuais resultados negativos da mesma instituição. 
 
O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou 
reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido 
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais.O 
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central 
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. 
Resposta: Certa 
 
40) (CESPE ± Analista Técnico-Administrativo - SUFRAMA ± 2014) Se o 
Banco Central do Brasil apresentar resultado negativo em determinado 
semestre, o Tesouro Nacional ficará responsável pela cobertura do 
prejuízo, utilizando para tanto dotação específica no orçamento. 
 
O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou 
reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido 
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O 
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central 
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. 
Resposta: Certa 
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6. GARANTIA E CONTRAGARANTIA 
 
A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de 
obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou 
entidade a ele vinculada. 
 
Consoante o art. 40 da LRF, os entes poderão conceder garantia em operações 
de crédito internas ou externas, observados o disposto neste artigo, as normas 
do art. 32 (são as normas sobre operações de crédito previstas na LRF) e, no 
caso da União, também os limites e as condições estabelecidos pelo Senado 
Federal. 
 
O § 1º do art. 40 determina que a garantia estará condicionada ao 
oferecimento de contragarantia, em valor igual ou superior ao da garantia a 
ser concedida, e à adimplência da entidade que a pleitear relativamente a 
suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas, 
observado o seguinte: 
_ Não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente. 
_ A contragarantia exigida pela União a estado ou município, ou pelos estados aos 
municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente 
arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de 
poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da 
dívida vencida. 
 
No caso de operação de crédito junto a organismo financeiro internacional, ou 
a instituição federal de crédito e fomento para o repasse de recursos externos, 
a União só prestará garantia a ente que atenda, além do disposto no § 1º, as 
exigências legais para o recebimento de transferências voluntárias. Ainda, é 
nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Senado Federal. 
 
Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a 
União e os estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao 
ressarcimento daquele pagamento. O ente da Federação cuja dívida tiver sido 
honrada pela União ou por estado, em decorrência de garantia prestada em 
operação de crédito, terá suspenso o acesso a novos créditos ou 
financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida. 
 
É vedado às entidades da Administração indireta, inclusive suas empresas 
controladas e subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de 
fundos. Tal vedação não se aplica à concessão de garantia por: 
I ± empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à prestação de 
contragarantia nas mesmas condições; 
II ± instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei. 
 
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Excetua-se das regras dispostas na LRF a garantia prestada por instituições 
financeiras estatais, que se submeterão às normas aplicáveis às instituições 
financeiras privadas, de acordo com a legislação pertinente; bem como a 
prestada pela União, na forma de lei federal, a empresas de natureza 
financeira por ela controladas, direta e indiretamente, quanto às operações de 
seguro de crédito à exportação. 
 
 
41) (CESPE - Advogado ± AGU ± 2012) Tratando-se de empréstimo a 
estado ou município, a União poderá conceder garantia, mediante o 
oferecimento de contragarantia consistente na vinculação de receitas 
tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências 
constitucionais. 
 
De acordo com o art. 40, II, da LRF, a contragarantia exigida pela União a 
Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na 
vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de 
transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para 
retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida. 
Resposta: Certa 
 
(CESPE ± Analista Judiciário ± Administrativo ± STM - 2011) Com 
relação ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal acerca das 
garantias e contragarantias em operações de crédito internas e 
externas, julgue os itens a seguir. 
42) O ente da Federação que tiver a sua dívida honrada pela União em 
decorrência de garantia prestada em operação de crédito não terá 
acesso a novos créditos ou financiamentos até que a respectiva dívida 
seja totalmente liquidada. 
 
Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a 
União e os Estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao 
ressarcimento daquele pagamento. O ente da Federação cuja dívida tiver 
sido honrada pela União ou por Estado, em decorrência de garantia prestada 
em operação de crédito, terá suspenso o acesso a novos créditos ou 
financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida. 
Resposta: Certa 
 
43) É vedado às entidades da administração indireta e suas 
respectivas empresas controladas e subsidiárias conceder garantia 
com recursos de seus próprios fundos. 
 
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A LRF veda às entidades da administração indireta, inclusive suas empresas 
controladas e subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de 
fundos. 
Resposta: Certa 
 
44) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) A operação de 
crédito consiste no compromisso de adimplência de obrigação 
financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a 
ele vinculada. 
 
A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de 
obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou 
entidade a ele vinculada. 
Resposta: Errada 
 
45) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) A vinculação de 
receitas tributárias diretamente arrecadadas por um estado pode ser 
legalmente oferecida como contragarantia à União. 
 
De acordo com o art. 40, II, da LRF, a contragarantia exigida pela União a 
Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na 
vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de 
transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para 
retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida. 
Resposta: Certa 
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7. REGRA DE OURO 
 
A legislação atual atribui uma série de restrições para a aplicação de 
determinadas origens da receita de capital em despesas correntes. A CF/1988, 
em seu art. 167, III, estabelece: 
 
³$UW�������6mR�YHGDGRV� 
III ± a realização de operações de créditos que excedam o montante das 
despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos 
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder 
/HJLVODWLYR�SRU�PDLRULD�DEVROXWD�´ 
 
(VVD� QRUPD�� FRQKHFLGD� FRPR� ³regra de ouro´�� REMHWLYD� GLILFXOWDU� D�
contratação de empréstimos para financiar gastos correntes, evitando que o 
ente público tome emprestado de terceiros para pagar despesas de pessoal, 
juros ou custeio. 
 
De acordo com esta regra, cada unidade governamental deve manter o seu 
endividamento vinculado à realização de investimentos e não à manutenção da 
máquina administrativa e demais serviços. Não deve haver endividamento 
público para fins não relevantes. É necessário haver critério para a realização 
de operações de créditos. 
 
 
 
Regra de Ouro 
No que se tange às receitas, não são todas as receitas 
de capital que entram na apuração da regra de ouro, 
são apenas as operações de crédito. Por outro lado, no 
que tange às despesas, são todas as despesas de 
FDSLWDO��³����� realização de operações de créditos que 
excedam o montante das despesas de capital �����´� 
 
Vale destacar que segundo o § 2º do art. 12 da LRF: 
³†��ž�2�PRQWDQWH�SUHYLVWR�SDUD�DV�UHFHLWDV�GH�RSHUDo}HV�GH�FUpGLWR�QmR�SRGHUi�
ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei 
RUoDPHQWiULD�´ 
 
Repare que tal parágrafo da LRF descarta as exceções constitucionais. Por isso, 
foi proposta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo 
Tribunal Federal, o qual suspendeu liminarmente a eficácia deste dispositivo. 
Porém, a regra de ouro e suas exceções continuam em pleno vigor 
devido ao dispositivo constitucional. 
 
A LRF também traz os critérios para a apuração das operações de crédito e das 
despesas de capital para efeito da regra de ouro. Segundo o § 3º do art. 32, 
considerar-se-á, em cada exercício financeiro, o total dos recursos de operações 
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de crédito nele ingressados e o das despesas de capital executadas, observado 
o seguinte: 
I ± não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a forma 
de empréstimo ou financiamento a contribuinte, com o intuito de promover 
incentivo fiscal, tendo por base tributo de competência do ente da Federação, 
se resultar a diminuição, direta ou indireta, do ônus deste. 
II ± se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for concedido 
por instituição financeira controlada pelo ente da Federação, o valor da 
operação será deduzido das despesas de capital. 
 
O art. 6º da Resolução do Senado Federal 43/2001 trata do cumprimento do 
limite da regra de ouro, o qual deverá ser comprovado mediante apuração das 
operações de crédito e das despesas de capital conforme os critérios definidos 
na LRF e citados acima. Acrescenta também que se verificarão, 
separadamente, o exercício anterior e o exercício corrente, tomando-se por 
base: 
I ± no exercício anterior, as receitas de operações de crédito nele realizadas e 
as despesas de capital nele executadas. 
II ± no exercício corrente, as receitas de operação de crédito e as despesas de 
capital constantes da lei orçamentária. 
 
Ainda, ressalta que se entende por operação de crédito realizada em um 
exercício o montante de liberação contratualmente previsto para o mesmo 
exercício. Nas operações de crédito com liberação prevista para mais de um 
exercício financeiro, o limite computado a cada ano levará em consideração 
apenas a parcela a ser nele liberada. 
 
Vale ressaltar que, consoante a LRF, as operações de crédito por 
antecipação de receita não serão computadas para efeito da regra de ouro, 
desde que liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de 
dezembro. 
 
Como se observa, a Legislação procura restringir a aplicação de receitas de 
capital no financiamento de despesas correntes. No entanto, o gestor público 
ainda encontra espaço para custear seus gastos correntes utilizando receitas 
de operações de crédito, desde que o total não ultrapasse as despesas de 
capital ou sejam autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais, 
com finalidade específica e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria 
absoluta. 
 
 
46) (CESPE ± Analista Administrativo - IBAMA ± 2013) Considere que 
o montante total dos empréstimos realizados por determinado 
município tenha sido igual às despesas de capital fixadas no 
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orçamento municipal para o exercício financeiro em execução. Nessa 
situação, caso o município precise realizar mais uma operação de 
crédito, sem alterar o total das despesas de capital, somente poderá 
fazê-la se for aprovado pela câmara de vereadores, por maioria 
absoluta, um crédito suplementar ou especial com finalidade precisa. 
 
6HJXQGR� D� ³UHJUD� GH� RXUR´�� p� YHGDGD� D� UHDOL]DomR� GH� RSHUDo}HV� GH� FUpGLWRV�
que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas 
mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, 
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da 
CF/1988). 
 
Assim, caso o município precise realizar mais uma operação de crédito, sem 
alterar o total das despesas de capital, somente poderá fazê-la se for aprovado 
pela câmara de vereadores (Poder Legislativo municipal), por maioria absoluta, 
um crédito suplementar ou especial com finalidade precisa. 
 
Resposta: Certa 
 
47) (CESPE ± Auditor Substituto de Conselheiro ± TCE/ES ± 2012) É 
conhecida como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização 
de operações de créditos que excedam o montante das despesas de 
capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares, 
ou especiais, com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, 
por maioria absoluta. 
 
6HJXQGR� D� ³UHJUD� GH� RXUR´�� p� YHGDGD� D� UHDOL]DomR� GH� RSHUDo}HV� GH� FUpGLWRV�
que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas 
mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, 
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da 
CF/1988). 
Resposta: Certa 
 
48) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A regra de ouro presente na 
CF e nas constituições estaduais prescreve que as operações de crédito 
não poderão exceder as despesas com investimentos realizadas no 
exercício financeiro, ressalvadas as autorizadas mediante créditos 
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo 
Poder Legislativo por maioria absoluta. 
 
6HJXQGR� D� ³UHJUD� GH� RXUR´�� p� YHGDGD� D� UHDOL]DomR� GH� RSHUDo}HV� GH� FUpGLWRV�
que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as 
autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade 
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, 
da CF/1988). 
 
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No que se refere às receitas, não são todas as receitas de capital que entram 
na apuração da regra de ouro, são apenas as operações de crédito. Por outro 
ODGR�� QR� TXH� WDQJH� jV� GHVSHVDV�� VmR� WRGDV� DV� GHVSHVDV� GH� FDSLWDO�� ³����� 
realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas 
de capital �����´� 
 
O erro da questão foi considerar apenas os investimentos e não todas as 
despesas de capital. 
Resposta: Errada 
 
49) (CESPE ± Analista Judiciário ± Administração ± STM - 2011) 
Mesmo que, em determinado exercício financeiro, as despesas de 
capital fixadas no orçamento sejam integralmente financiadas com 
recursos de operações de crédito, novos empréstimos poderão ser 
realizados, desde que autorizados por maioria absoluta do respectivo 
Poder Legislativo. 
 
A Legislação procura restringir a aplicação de receitas de capital no 
financiamento de despesas correntes. No entanto, o gestor público ainda 
encontra espaço para custear seus gastos correntes utilizando receitas de 
operações de crédito, desde que o total não ultrapasse as despesas de capital 
ou sejam autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais, com 
finalidade específica e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. 
Resposta: Certa 
 
50) (CESPE ± Agente Administrativo - MTE ± 2014) A Constituição 
Federal de 1988 (CF) permite a realização de operação de crédito que 
exceda o montante das despesas de capital, se essa operação for 
aprovada pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. 
 
É vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das 
despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos 
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder 
Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da CF/1988). 
Resposta: Certa 
 
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8. PRECATÓRIOS 
 
Os precatórios são pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, 
estaduais, Distrital e municipais, em virtude de sentença judicial. Decorrem de 
situações em que a Administração não reconhece uma dívida na esfera 
administrativa e o credor ingressa com uma ação no Poder Judiciário. Em caso 
de vitória do credor, haverá um procedimento diferenciado para o pagamento, 
já que os bens públicos são impenhoráveis. A Emenda Constitucional 62, de 9 
de dezembro de 2009, alterou o dispositivo constitucional dos precatórios. 
 
O atual art. 100 da CF/1988 determina que os pagamentos far-se-ão 
exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à 
conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas 
nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. 
São preferências à ordem cronológica: 
x O § 2º dispõe que os débitos de natureza alimentícia cujos titulares 
tenham 60 anos de idade ou mais1, ou sejam portadores de doença 
grave, definidos na forma da lei, serão pagos com preferência sobre 
todos os demais débitos, até o valor equivalente ao triplo do fixado em 
lei para os fins do disposto no § 3º (obrigações definidas em lei como de 
pequeno valor), admitido o fracionamento para essa finalidade, sendo 
que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação do 
precatório. 
x Os débitos de natureza alimentícia serão pagos com preferência sobre 
todos os demais débitos, excetuados os citados acima. Poderão ser 
fixados, por leis próprias, valores distintos às entidades de direito 
público, segundo as diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo 
igual ao valor do maior benefício do regime geral de previdência social. 
x Exceção: o § 3º dispõe que a expedição de precatórios não se aplica aos 
pagamentos de obrigações definidas em leis como de pequeno valor que 
as Fazendas referidas devam fazer em virtude de sentença judicial 
transitada em julgado. 
 
Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de 
salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, benefícios 
previdenciários e indenizações por morte ou por invalidez, fundadas em 
responsabilidade civil, em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 
 
Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública, em virtude de sentença 
judiciária, far-se-ão na ordem de apresentação dos precatórios e à conta dos 
 
1 O § 2º dispõe: ³Rs débitos de natureza alimentícia cujos titulares tenham 60 (sessenta) anos 
de idade ou mais na data de expedição do SUHFDWyULR´ (...). Entretanto, o STF declarou a 
inconstitucionalidade da H[SUHVVmR� µQD� GDWD� GD� H[SHGLomR� GR� SUHFDWyULR¶�� (ntendeu-se haver 
transgressão ao princípio da igualdade, porquanto a preferência deveria ser estendida a todos 
credores que completassem sessenta anos de idade na pendência de pagamento de 
precatório de natureza alimentícia. 
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créditos respectivos, sendo proibida a designação de casos ou de pessoas nas 
dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim (art. 67 
da Lei 4320/1964). 
 
É vedada a expedição de precatórios complementares ou suplementares de 
valor pago, bem como o fracionamento, repartição ou quebra do valor da 
execução para fins de enquadramento de parcela do total em obrigações 
definidas em leis como de pequeno valor. 
 
O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a 
terceiros, independentemente da concordância do devedor, não se aplicando 
ao cessionário o disposto nos já citados §§ 2º (preferência para maiores de 
60 anos ou com doenças graves) e 3º (obrigações definidas em lei como de 
pequeno valor). No entanto, a cessão de precatórios somente produzirá 
efeitos após comunicação, por meio de petição protocolizada, ao tribunal de 
origem e à entidade devedora. 
 
Relembro que os passivos contingentes podem ser definidos como dívidas cuja 
existência dependa de fatores imprevisíveis, como os processos judiciais em 
curso e dívidas em processo de reconhecimento. Assim, os precatórios não se 
HQTXDGUDP�QR�FRQFHLWR�GH�5LVFR�)LVFDO�SRU�VH�WUDWDUHP�GH�SDVVLYRV�³HIHWLYRV´�H�
não de passivos contingentes, pois, conforme estabelecido pelo art. 100, § 5º 
da Constituição Federal, é obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades 
de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, 
oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios 
judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o 
final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados 
monetariamente. Com base nesse mesmo dispositivo, os precatórios não se 
enquadram nos conceitos de ³LPSUHYLVtYHO�H�XUJHQWH´��DOLFHUFHV�SDUD�D�DEHUWXUD�
de créditos adicionais extraordinários. Logo, o Poder Executivo não poderá 
abrir credito extraordinário com o objetivo de realizar o pagamento de 
precatórios. 
 
 
 
Incidência de Juros de Mora 
 
O STF, por meio da Súmula Vinculante 17, 
dispõe que durante o período previsto no § 
1º do art. 100 da Constituição (atualmente 
é §5°), nãoincidem juros de mora sobre 
os precatórios que nele sejam pagos. 
 
As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados 
diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que 
proferir a decisão exequenda determinar o pagamento integral e autorizar, a 
requerimento do credor e exclusivamente para os casos de preterimento de 
seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária do valor 
necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia respectiva. O 
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Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo, 
retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios, incorrerá em 
crime de responsabilidade e responderá, também, perante o Conselho Nacional 
de Justiça. 
 
 
 
Atos praticados por 
Presidentes de Tribunais 
 
Na linha da firme jurisprudência do STF, os atos 
praticados por Presidentes de Tribunais no 
tocante ao processamento e pagamento de 
precatório judicial têm natureza 
administrativa, não jurisdicional. 
 
Os atos praticados por Presidentes de Tribunais no tocante ao processamento e 
pagamento de precatório judicial têm natureza administrativa, não 
jurisdicional. A função do Presidente do Tribunal é, no caso, meramente 
administrativa. Ele não é Juiz da execução. Juiz da execução é aquele que 
expede o precatório. Pelo nosso sistema, é o Presidente do Tribunal, a cuja 
GLVSRVLomR�HVWmR�³DV�YHUEDV´��TXHP�H[SHGH�D�RUGHP�GH�SDJDPHQWR��(QFHUUD-se 
a execução com a expedição do precatório. Esta é a função executória. 
 
A CF/1988 faculta ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade 
federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra de 
imóveis públicos do respectivo ente federado. 
 
O art. 100 ainda dispõe que a União poderá assumir, a seu critério exclusivo e 
na forma de lei, débitos oriundos de precatórios, de estados, do Distrito 
Federal e de municípios, refinanciando-os diretamente. 
 
 
 
Sociedades de Economia 
Mista e os Precatórios 
De acordo com o STF, os privilégios da Fazenda 
Pública são inextensíveis às sociedades de 
economia mista que executam atividades em 
regime de concorrência ou que tenham como 
objetivo distribuir lucros aos seus acionistas. 
Portanto, tais empresas não podem se beneficiar 
do sistema de pagamento por precatório de 
dívidas decorrentes de decisões judiciais. 
 
O art. 10 da LRF determina que a execução orçamentária e financeira 
identifique os beneficiários de pagamento de sentenças judiciais, por meio de 
sistema de contabilidade e Administração Financeira, para fins de observância 
da ordem cronológica determinada no art. 100 da CF/1988. 
 
Relembro que, de acordo com o art. 30 da LRF, para fins de aplicação dos 
limites ao endividamento, os precatórios judiciais não pagos durante a 
execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida 
consolidada. 
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Finalizando, seguem as decisões do STF no que tangem aos §§ 9º, 10 e 15 do 
art. 100: 
 
§ 9º No momento da expedição dos precatórios, independentemente 
de regulamentação, deles deverá ser abatido, a título de compensação, 
valor correspondente aos débitos líquidos e certos, inscritos ou não em 
dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda 
Pública devedora, incluídas parcelas vincendas de parcelamentos, 
ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa em virtude de 
contestação administrativa ou judicial. (Incluído pela EC 62/2009) 
§ 10. Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à 
Fazenda Pública devedora, para resposta em até 30 (trinta) dias, sob 
pena de perda do direito de abatimento, informação sobre os débitos 
que preencham as condições estabelecidas no § 9º, para os fins nele 
previstos. (Incluído pela EC 62/2009). 
 
STF: ³2�UHJLPH�GH�FRPSHQVDomR�GRV�GpELWRV�GD�)D]HQGD�3~EOLFD�LQVFULWRV�HP�
precatórios, previsto nos § 9º e § 10 do art. 100 da CF, incluídos pela EC 
62/2009, embaraça a efetividade da jurisdição (CF, art. 5º, XXXV), desrespeita 
a coisa julgada material (CF, art. 5º, XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes 
(CF, art. 2º) e ofende a isonomia entre o poder público e o particular (CF, art. 
5º, caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (CF, art. 
1º, caput��´� �ADI 4.425, rel. p/ o ac. min. Luiz Fux, julgamento em 14-3-
2013, Plenário, DJE de 19-12-2013.) 
 
§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei complementar a esta 
Constituição Federal poderá estabelecer regime especial para 
pagamento de crédito de precatórios de Estados, Distrito Federal e 
Municípios, dispondo sobre vinculações à receita corrente líquida e 
forma e prazo de liquidação. (Incluído pela EC 62/2009). 
 
STF: ³2� UHJLPH� µHVSHFLDO¶� GH� SDJDPHQWR� GH� SUHFDWyULRV� SDUD� (VWDGRV� H�
Municípios criado pela EC 62/2009, ao veicular nova moratória na quitação dos 
débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de 
recursos para esse fim, viola a cláusula constitucional do Estado de Direito (CF, 
art. 1º, caput), o princípio da Separação de Poderes (CF, art. 2º), o postulado 
da isonomia (CF, art. 5º), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da 
tutela jurisdicional (CF, art. 5º, XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada 
�&)��DUW���ž��;;;9,��´��ADI 4.425, rel. p/ o ac. min. Luiz Fux, julgamento em 
14-3-2013, Plenário, DJE de 19-12-2013.) 
 
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MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES 
 
51) (IDECAN - Técnico em Contabilidade ± Colégio Pedro II - 2014) 
Nas demonstrações contábeis de órgão da Administração Direta, 
verificou-se a existência de exigibilidades financeiras com prazo 
superior a 12 meses, contraídas mediante emissão de títulos para 
atendimento de desequilíbrio orçamentário. 
Estas exigibilidades são definidas como 
A) dívida ativa. 
B) dívida fundada. 
C) dívida flutuante. 
D) encargos da dívida. 
E) antecipação de receitas. 
 
Consoante o art. 98 da Lei 4320/1964, a dívida fundada compreende os 
compromissos de exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender o 
desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos. 
Resposta: Letra B 
 
52) (IDECAN - Contador ± Prefeitura de Vilhena/RO - 2013) O Decreto 
nº 93.872/86 estabelece, em seu art. 115, que a dívida pública 
classifica-se em: flutuante ou não consolidada; e, fundada ou 
consolidada. É correto afirmar que a dívida flutuante 
A) depende de autorização orçamentária e de ser apresentada nos 
registros contábeis no grupo do passivo não circulante. 
B) é contraída por um período superior a 12 meses e compreende os 
restos a pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e débitos de 
tesouraria. 
C) corresponde aos compromissos de pagamento de longo prazo, para 
atender a desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços 
públicos. 
D) é contraída por um período inferior a 12 meses e pode ter como 
finalidade o financiamentoou custeio de obras ou o equacionamento 
de desequilíbrio orçamentário. 
E) corresponde aos compromissos de pagamento de curto prazo, para 
cobrir necessidades momentâneas de caixa, independentemente de 
autorização orçamentária. 
 
a) Errada. A dívida flutuante independe de autorização orçamentária. 
 
b) Errada. A dívida flutuante é contraída por um período não superior a 12 
meses e compreende os restos a pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e 
débitos de tesouraria. 
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c) Errada. É a dívida consolidada que corresponde aos compromissos de 
pagamento de longo prazo, para atender a desequilíbrio orçamentário ou 
financeiro de obras e serviços públicos. 
 
d) Errada. É a dívida consolidada que visa atender a desequilíbrio 
orçamentário, ou a financiamento de obras e serviços públicos. 
 
e) Correta. A dívida flutuante ou não consolidada corresponde aos 
compromissos de pagamentos, de curto prazo, para cobrir necessidades 
momentâneas de caixa, independente de autorização orçamentária. 
 
Resposta: Letra E 
 
53) (IDECAN - Analista em Orçamento e Finanças - CNEN -2014) 
Relacione as colunas adequadamente. 
 
1. Dívida pública consolidada ou fundada. 
2. Dívida pública mobiliária. 
3. Operação de crédito. 
4. Concessão de garantia. 
5. Refinanciamento da dívida mobiliária. 
 
( ) Compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de 
crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, 
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de 
bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações 
assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. 
( ) Compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. 
( ) Montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações 
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, 
contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de 
crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. 
( ) Dívida pública representada por títulos emitidos pela União, 
inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
( ) Emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da 
atualização monetária. 
 
A sequência está correta em 
A) 3, 4, 1, 2, 5. 
B) 5, 4, 1, 2, 3. 
C) 4, 3, 2, 1, 5. 
D) 2, 4, 5, 3, 1. 
E) 1, 4, 3, 2, 5. 
 
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(3 - Operação de crédito) Compromisso financeiro assumido em razão de 
mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de 
bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de 
bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, 
inclusive com o uso de derivativos financeiros. 
(4 - Concessão de garantia) Compromisso de adimplência de obrigação 
financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele 
vinculada. 
(1 - Dívida pública consolidada ou fundada) Montante total, apurado sem 
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em 
virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações 
de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. 
(2 - Dívida pública mobiliária) Dívida pública representada por títulos emitidos 
pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
(5 - Refinanciamento da dívida mobiliária) Emissão de títulos para pagamento 
do principal acrescido da atualização monetária. 
 
Logo, a sequência correta é 3, 4, 1, 2, 5. 
Resposta: Letra A 
 
54) (IDECAN - Técnico em Contabilidade ± Colégio Pedro II - 2014) 
Administração Pública pode realizar operação de crédito por 
antecipação de receita, para atender insuficiência de caixa durante o 
exercício financeiro. São exigências para este tipo de operação, 
EXCETO: 
A) A liquidação até o dia 10 de dezembro de cada ano. 
B) A realização somente a partir do décimo dia do início do exercício. 
C) A inclusão dos recursos provenientes da operação em créditos 
adicionais. 
D) A realização apenas nos três primeiros anos da gestão do ente da 
federação. 
E) A autorização somente quando os juros forem os indexados à taxa 
básica da economia. 
 
A) Correto. A ARO deverá ser liquidada, com juros e outros encargos 
incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano. 
 
B) Correta. A ARO realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do 
exercício. 
 
C) É a incorreta. Os créditos adicionais são orçamentários, enquanto a ARO é 
extraorçamentária, destinada a insuficiência de caixa. Logo, créditos 
adicionais e ARO não se misturam. 
 
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D) Correta. A ARO estará proibida enquanto existir operação anterior da 
mesma natureza não integralmente resgatada, bem como no último ano de 
mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. 
 
E) Correta. A ARO não será autorizada se forem cobrados outros encargos que 
não a taxa de juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à 
taxa básica financeira, ou à que vier a esta substituir. 
 
Resposta: Letra C 
 
55) (IDECAN ± Técnico de Contabilidade ± Pref. de São Gonçalo do Rio 
Abaixo/MG ± 2010) Um determinado município ultrapassou o limite da 
despesa de pessoal em R$60.000,00 no mês de abril. Sabendo-se que 
a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece um prazo para que o 
excesso seja eliminado, indique o valor a ser eliminado até o mês de 
agosto: 
A) R$30.000,00 
B) R$40.000,00 
C) R$24.000,00 
D) R$ 20.000,00 
E) R$ 60.000,00 
 
Estamos diante da situação de limite ultrapassado. Nesse caso, o percentual 
excedente (60 mil) terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, 
sendo pelo menos um terço no primeiro, ou seja 20 mil. 
Resposta: Letra D 
 
56) (FUNRIO ± Contador - Ministério da Justiça ± 2009) Quanto à 
conta denominada serviços da dívida a pagar, de acordo com a Lei 
Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964, é correto afirmar que 
A) integra o montante da dívida flutuante. 
B) constitui uma obrigação de longo prazo. 
C) representa um dispêndio de natureza orçamentária. 
D) integra a dívida consolidada interna. 
E) seu saldo é evidenciado no balanço financeiro. 
 
De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: 
x Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
x Os serviços da dívida a pagar. 
x Os depósitos. 
x Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de 
receita). 
Resposta: Letra A 
 
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57) (FUNRIO - Auditor ± SUFRAMA ± 2008) De acordo com a Lei 
Federal n° 4.320 de 17 de março de 1964, NÃO pertencem à Dívida 
FlutuanteA) os depósitos. 
B) os serviços da dívida a pagar. 
C) os restos a pagar. 
D) a dívida ativa. 
E) os débitos de tesouraria. 
 
De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: 
x Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
x Os serviços da dívida a pagar. 
x Os depósitos. 
x Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de 
receita). 
 
Logo, não pertence à dívida flutuante a dívida ativa. 
Resposta: Letra D 
 
58) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade ± Pref. de Niterói/RJ ± 2008) 
A dívida pública será considerada consolidada ou fundada, se possuir 
prazo para amortização: 
A) Superior a 12 (doze) meses. 
B) Inferior a 10 (dez) meses. 
C) Inferior a 11(onze) meses. 
D) Igual a 12 (doze) meses. 
E) Inferior a 12 (doze) meses. 
 
A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, 
apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, 
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização 
de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses. 
Resposta: Letra A 
 
59) (FUNRIO - Auditor ± SUFRAMA ± 2008) De acordo com o que 
dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal, considera-se Dívida Pública 
Mobiliária: 
A) a Dívida Pública representada por títulos emitidos pela União, 
inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
B) o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou 
contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele 
vinculada. 
C) a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da 
atualização monetária. 
D) o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações 
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, 
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contratos ou convênios, com prazo de 12 (doze) meses para 
amortização. 
E) os valores relativos a Restos a Pagar Não Processados. 
 
A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos 
pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos 
municípios. É uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra 
um maior controle. 
Resposta: Letra A 
 
60) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade ± SUFRAMA ± 2008) De 
acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a dívida pública 
representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco 
Central do Brasil, Estados e Municípios é definida como 
A) Dívida Pública Consolidada. 
B) Operação de Crédito. 
C) Dívida Pública Mobiliária. 
D) Alienação de Bens. 
E) Concessão de Garantia. 
 
A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela 
União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É 
uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior 
controle. 
Resposta: Letra C 
 
61) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade - Furnas ± 2009) A dívida 
pública representada por títulos emitidos pela União e o compromisso 
de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por 
ente da Federação, são, de acordo com a Lei de Responsabilidade 
Fiscal, respectivamente definidos como: 
A) Dívida pública mobiliária e concessão de garantia. 
B) Concessão de garantia e operação de crédito. 
C) Dívida imobiliária e operação de crédito. 
D) Concessão de garantia e dívida fundada. 
E) Dívida pública mobiliária e dívida ativa. 
 
A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela 
União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. 
A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de 
obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou 
entidade a ele vinculada. 
Resposta: Letra A 
 
62) (FUNRIO ± Contador - SUFRAMA ± 2008) Se a Dívida Consolidada 
de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um 
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quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos 3 (três) 
subsequentes, reduzindo no primeiro o excedente em pelo menos: 
A) 15 (quinze) por cento 
B) 25 (vinte e cinco) por cento 
C) 30 (trinta) por cento 
D) 35 (trinta e cinco) por cento 
E) 40 (quarenta) por cento 
 
Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo 
limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término 
dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% (vinte e 
cinco por cento) no primeiro (art. 31, caput, da LRF). 
Resposta: Letra B 
 
63) (FUNRIO ± Contador - SUFRAMA ± 2008) A operação de crédito por 
antecipação de receita orçamentária se destina a atender insuficiência 
de caixa durante o exercício financeiro e deverá ser liquidada, com 
juros e outros encargos incidentes, até o dia: 
A) 20 (vinte) de novembro de cada ano 
B) 30 (trinta) de novembro de cada ano 
C) 10 (dez) de dezembro de cada ano 
D) 15 (quinze) de dezembro de cada ano 
E) 20 (vinte) de dezembro de cada ano 
 
A operação de crédito por antecipação de receita deverá ser liquidada, com 
juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano. 
Resposta: Letra C 
 
64) (FUNRIO ± Contador - FUNAI ± 2008) A operação de crédito por 
antecipação da receita orçamentária destina-se a atender insuficiência 
de caixa durante o exercício financeiro, sendo correto afirmar que: 
a) deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o 
dia 31 de dezembro de cada ano. 
b) estará proibida nos dois primeiros anos de mandato do Presidente, 
Governador ou Prefeito Municipal. 
c) realizar-se-á somente a partir do quinto dia do início do exercício 
financeiro. 
d) somente será autorizada se forem cobrados outros encargos que 
não a taxa de juros da operação. 
e) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma 
natureza não integralmente resgatada. 
 
a) Errada. A operação de crédito por ARO deverá ser liquidada, com juros e 
outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano. 
 
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b) Errada. A operação de crédito por ARO estará proibida no último ano de 
mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. 
 
c) Errada. A operação de crédito por ARO realizar-se-á somente a partir do 
décimo dia do início do exercício financeiro. 
 
d) Errada. A operação de crédito por ARO não será autorizada se forem 
cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação. 
 
e) Correta. A operação de crédito por ARO estará proibida enquanto existir 
operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada. 
 
Resposta: Letra E 
 
65) (FUNRIO ± Contador - CEITEC ± 2012) De acordo com a Lei 
Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de 2000, e alterações, é 
correto afirmar que: 
a) Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa 
extraorçamentária derivada de lei, que fixe para o ente a obrigação 
legal de sua execução por um período superior a três exercícios. 
b) A despesa total com pessoal da União, em cada período de 
apuração,não poderá exceder a 45% (quarenta e cinco por cento) de 
sua receita corrente líquida. 
c) A existência de dotação específica bem como de previsão 
orçamentária de contrapartida não representa condições para a 
realização de transferências voluntárias. 
d) A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária 
deverá ser liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o 
dia 25 de dezembro de cada ano. 
e) O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a 
consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes 
da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, 
inclusive por meio eletrônico de acesso público. 
 
Questão que mistura diversos pontos da LRF: 
 
a) Errada. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente 
derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem 
para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a 
dois exercícios. 
 
b) Errada. A despesa total com pessoal da União, em cada período de 
apuração, não poderá exceder a 50% (cinquenta por cento) de sua receita 
corrente líquida. 
 
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c) Errada. A existência de dotação específica bem como de previsão 
orçamentária de contrapartida, entre outros, representam condições para a 
realização de transferências voluntárias. 
 
d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária 
deverá ser liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o dia 10 de 
dezembro de cada ano. 
 
e) Correta. O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a 
consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da 
Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por 
meio eletrônico de acesso público. 
 
Resposta: Letra E 
 
66) (FUNRIO ± Contador - Ministério da Justiça ± 2009) De acordo com 
a Lei de Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar que 
A) os créditos adicionais suplementares poderão ser abertos 
independentemente da existência de recursos correspondentes. 
B) as operações de crédito podem ser contratadas por decreto 
executivo, independentemente de prévia e expressa autorização legal. 
C) a comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à 
educação, não constitui exigência para a realização de transferência 
voluntária. 
D) as despesas com a manutenção da unidade administrativa poderão 
ser realizadas mesmo que excedam o montante dos créditos 
orçamentários ou adicionais. 
E) o montante previsto para as receitas de operações de crédito 
poderá ser inferior ao montante das despesas de capital constantes do 
orçamento público. 
 
Questão que mistura diversos tópicos da LRF: 
 
D��(UUDGD�� (QWUHWDQWR�� ³PDLV� HUUDGR�DLQGD´� p� R�HQXQFLDGR�� SRLV� WDO� WHPD�QmR�
está na LRF e sim na CF/1988. É vedada a abertura de crédito suplementar ou 
especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos 
correspondentes (art. 167, V, da CF/1988). 
 
b) Errada. É condição para a realização de operações de crédito, entre outras, 
a existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto da 
lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica. 
 
c) Errada. A comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à 
educação constitui uma das exigências para a realização de transferência 
voluntária. 
 
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d) Errada. Outra alternativa que não está na LRF e sim na CF/1988. É vedada 
a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os 
créditos orçamentários ou adicionais (art. 167, II, da CF/1988). 
 
e) Correta. Como regra geral, o montante previsto para as receitas de 
operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital 
constantes do projeto de lei orçamentária. Logo, é correto afirmar que o 
montante previsto para as receitas de operações de crédito poderá ser inferior 
ao montante das despesas de capital constantes do orçamento público. 
 
Resposta: Letra E 
 
67) (FUNRIO ± Contador ± Pref. de Itaboraí/RJ ± 2007) De acordo com 
o que dispõe a Lei Federal n° 4320 de 17/03/1964, a dívida flutuante 
compreende: 
A) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da 
dívida a pagar, os depósitos e os débitos de tesouraria 
B) os restos a pagar, os serviços da dívida a pagar, os bens móveis e 
os débitos de tesouraria 
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da 
dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria 
D) os serviços da dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de 
tesouraria 
E) os serviços da dívida, os serviços da dívida a pagar, os depósitos e a 
dívida ativa 
 
De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: 
x Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
x Os serviços da dívida a pagar. 
x Os depósitos. 
x Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de 
receita). 
Resposta: Letra A 
 
68) (CESGRANRIO - Analista ± Jurídica ± FINEP ± 2014) À luz da Lei 
Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, em se 
tratando das operações de crédito por antecipação de receita 
orçamentária, constata-se que essa operação de crédito 
(A) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, 
com juros e encargos incidentes, em prazo superior a 12 meses. 
(B) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, 
com juros e encargos incidentes, em prazo superior a 24 meses. 
(C) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, 
com juros e encargos incidentes, no último ano do mandato do 
Presidente, do Governador e do Prefeito. 
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(D) poderá ser contratada, ainda que possa existir operação anterior 
da mesma natureza não integralmente resgatada. 
(E) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma 
natureza não integralmente resgatada. 
 
a) b) e c) Erradas. A operação de antecipação de receita orçamentária destina-
se a atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e não 
poderá ser realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador 
ou do Prefeito. Deverá ser liquidada com juros e outros encargos incidentes, 
até o dia 10 de dezembro de cada ano. 
 
d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida 
enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente 
resgatada. 
 
e) Correta. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida 
enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente 
resgatada. 
 
Resposta: Letra E 
 
69) (CESGRANRIO ± Ciências Contábeis - BNDES ± 2009) As operações 
de crédito por antecipação de receita são empréstimos destinados a 
atender momentâneas insuficiências de caixa durante o exercício 
financeiro, e cuja autorização depende do atendimento de diversas 
exigências da: 
(A) Constituição Federal.(B) Lei de Responsabilidade Fiscal. 
(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
(D) Lei Orçamentária Anual. 
(E) Lei n° 4.320 de 1964. 
 
A autorização para as operações de crédito por antecipação de receita 
depende do atendimento de diversas exigências da Lei de 
Responsabilidade Fiscal. 
Resposta: Letra B 
 
70) (CESGRANRIO ± Agente Judiciário - Contador ± TJ/RO ± 2008) O 
artigo 29, Inciso I, da Lei Complementar 101/2000, conhecida como 
Lei de Responsabilidade Fiscal, define dívida pública consolidada ou 
fundada como: 
(A) financiamento da dívida mobiliária com emissão de títulos para 
pagamento do principal acrescido da atualização monetária. 
(B) compromisso financeiro assumido para aquisição financiada de 
bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a 
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termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações 
assemelhadas. 
(C) compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. 
(D) montante representado por títulos emitidos pela União, inclusive 
os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
(E) montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações 
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, 
contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de 
crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. 
 
a) Errado. O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de 
títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária. 
 
b) Errado. Considera-se operação de crédito o compromisso financeiro assumido em 
razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada 
de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e 
serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o 
uso de derivativos financeiros. 
 
c) Errado. A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de 
obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele 
vinculada. 
 
d) Errado. A dívida pública mobiliária é a dívida pública representada por 
títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e 
Municípios. 
 
e) Correto. A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante 
total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, 
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de 
operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. 
 
Resposta: Letra E 
 
71) (CESGRANRIO ± Profissional Básico - Direito - BNDES ± 2010) À 
luz das normas contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, afirma-se 
que: 
a) a empresa pública e a sociedade de economia mista que não se 
configurem como empresas estatais dependentes devem obediência à 
Lei de Responsabilidade Fiscal. 
b) a operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a 
atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e poderá 
ser realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador 
ou do Prefeito. 
c) a dívida pública fundada alcança o montante total, apurado, sem 
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação, 
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assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para 
amortização em prazo superior a 12 (doze) meses. 
d) as despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois 
quadrimestres do término do mandato do titular do poder ou órgão a 
que se refere à Lei de Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas 
em restos a pagar, ainda que haja disponibilidade de caixa suficiente 
para cobri-la. 
e) os repasses de recursos do Poder Executivo Estadual para os 
Poderes Legislativo Estadual e Judiciário são considerados como 
transferências voluntárias. 
 
Questões que mistura diversos tópicos da LRF: 
 
a) Errada. A empresa pública e a sociedade de economia mista que não se 
configurem como empresas estatais dependentes não devem obediência à Lei 
de Responsabilidade Fiscal (art.1º, § 3º, I, b, da LRF). 
 
b) Errada. A operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a 
atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e não poderá ser 
realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador ou do 
Prefeito (art. 38, IV, b, da LRF). 
 
c) Correta. A dívida pública consolidade ou fundada alcança o montante total, 
apurado, sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação, 
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para 
amortização em prazo superior a 12 (doze) meses (art. 29, I, da LRF). 
 
d) Errada. As despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois 
quadrimestres do término do mandato do titular do poder ou órgão a que se 
refere à Lei de Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas em restos a 
pagar, a não ser que haja disponibilidade de caixa suficiente para cobri-la 
(art. 42 da LRF). 
 
e) Errada. Entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos 
correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, 
auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação 
constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (art. 25, 
caput, da LRF). 
 
Resposta: Letra C 
 
72) (CEPERJ ± EPPGG ± SEPLAG/RJ ± ������ ³'tvida Pública de uma 
Nação é a soma de todas as obrigações financeiras resultantes dos 
empréstimos tomados por todas as unidades governamentais (em 
nível nacional, regional e local) ou as obrigações financeiras 
assumidas em virtude de lei, contrato, acordo, FRQYrQLR�RX� WUDWDGR´��
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Considerando essa citação, a dívida pública pode ser classificada 
como: 
A) consolidada ou mobiliaria 
B) operações de crédito por antecipação de receita 
C) restos a pagar processados e não processados 
D) os serviços da dívida a pagar 
E) flutuante ou fundada 
 
Quanto à duração, a dívida pública subdivide-se em flutuante ou fundada. 
Tal classificação é a que mais interessa ao Direito Financeiro/Orçamento 
Público, por terem definições na Lei 4320/1964 e na Lei de Responsabilidade 
Fiscal. 
Resposta: Letra E 
 
73) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas ± SEFAZ/RJ ± 2011) 
Segundo a Lei n.º 4320/64, a dívida flutuante compreende: 
A) os restos a pagar e os débitos de tesouraria, apenas 
B) os restos a pagar e os serviços da dívida a pagar, apenas 
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da 
dívida a pagar; os depósitos; e os débitos de tesouraria 
D) os restos a pagar; os serviços da dívida a pagar; os débitos de 
tesouraria; os serviços da dívida e os encargos financeiros, apenas 
E) os restos a pagar, os serviços da dívida; os depósitos; os débitos de 
tesouraria; e as indenizações a pagar 
 
De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: 
_ Os restos a pagar, excluídos osserviços da dívida; 
_ Os serviços da dívida a pagar; 
_ Os depósitos; 
_ Os débitos de tesouraria. 
 
Resposta: Letra C 
 
74) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas ± SEFAZ/RJ ± 2011) Será 
permitida a realização de operações de crédito que excedam o 
montante das despesas de capital, autorizadas mediante créditos 
suplementares ou especial, com finalidade precisa, se: 
A) autorizada pelo Senado Federal por maioria simples 
B) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria absoluta 
C) autorizada pelo Chefe do Poder Executivo e aprovada pelo Poder 
Legislativo 
D) aprovada pelo Poder Legislativo em votação nominal 
E) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria simples 
 
A regra de ouro veda a realização de operações de créditos que excedam o 
montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante 
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créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo 
Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da CF/1988). 
Resposta: Letra B 
 
 
75) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) As 
dívidas provenientes de operações de crédito para antecipação da 
receita orçamentária na demonstração da dívida flutuante, serão 
representadas pela rubrica: 
A) restos a pagar processados 
B) serviços da dívida a pagar 
C) depósitos 
D) débitos de tesouraria 
E) restos a pagar não processados 
 
De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: 
x Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
x Os serviços da dívida a pagar. 
x Os depósitos. 
x Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de 
receita). 
Resposta: Letra D 
 
76) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) Para a 
contratação de operações de crédito por antecipação da receita 
orçamentária será imprescindível o seguinte procedimento: 
A) ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o fim do 
exercício 
B) estar limitada a 10% da Receita Corrente Líquida anual do ente 
federado 
C) ser liquidada com juros, porém sem outros encargos incidentes, até 
o fim do exercício financeiro 
D) não existirem mais de três operações anteriores da mesma 
Natureza 
E) realizar-se somente a partir do décimo dia do início do exercício 
financeiro 
 
a) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita deverá ser 
liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro 
de cada ano. 
 
b) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita está limitada a 
7% da Receita Corrente Líquida anual do ente federado. 
 
 
 
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LIMITES EM RELAÇÃO À RCL 
Objeto União Estados/DF Municípios 
Dívida consolidada Não há 200% 120% 
Contratação de operações de crédito 60% 16% 
Concessão de garantias 60% 22% 
Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5% 
Contratação de operações por ARO Não há 7% 
 
c) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita deverá ser 
liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de 
dezembro de cada ano. 
 
d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida 
enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente 
resgatada, bem como no último ano de mandato do Presidente, Governador ou 
Prefeito Municipal. 
 
e) Correta. A operação de crédito por antecipação de receita realizar-se-á 
somente a partir do décimo dia do início do exercício. 
Resposta: Letra E 
 
77) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) A 
Receita Corrente Líquida de um determinado Estado em 2012 foi de R$ 
39,532 bilhões e sua Dívida Consolidada Líquida foi de R$ 55,785 
bilhões. Com base nessas informações, é correto afirmar que a Dívida 
Consolidada Líquida desse ente federativo não poderá ultrapassar o 
valor de: 
A) 58,830 bilhões 
B) 59,298 bilhões 
C) 79,064 bilhões 
D) 118,596 bilhões 
E) 138,362 bilhões 
 
LIMITES EM RELAÇÃO À RCL 
Objeto União Estados/DF Municípios 
Dívida consolidada Não há 200% 120% 
Contratação de operações de crédito 60% 16% 
Concessão de garantias 60% 22% 
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Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5% 
Contratação de operações por ARO Não há 7% 
 
Dívida consolidada = 200% da RCL = 200% de R$ 39,532 bilhões = R$ 
79,064 bilhões. 
Resposta: Letra C 
 
78) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) O 
Estado do Rio de Janeiro apurou, em determinado período, o montante 
de R$ 29,532 bilhões a título de Receita Corrente Líquida, e, no mesmo 
período, apurou um montante de 179,014 milhões de operações de 
crédito internas e externas. Com base nessas informações, o limite 
para essas operações não poderá ultrapassar o montante de: 
A) 4,429 bilhões 
B) 4,725 bilhões 
C) 5,906 bilhões 
D) 7,678 bilhões 
E) 8,859 bilhões 
 
LIMITES EM RELAÇÃO À RCL 
Objeto União Estados/DF Municípios 
Dívida consolidada Não há 200% 120% 
Contratação de operações de crédito 60% 16% 
Concessão de garantias 60% 22% 
Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5% 
Contratação de operações por ARO Não há 7% 
 
Limite de Operações de Crédito = 16% da RCL = 16% de R$ 29,532 bilhões = 
R$ 4,725 bilhões 
Resposta: Letra B 
 
79) (CEPERJ - Executivo ± Procon/RJ ± 2012) A exemplo do que foi 
estabelecido para limites da despesa com pessoal, a LRF também 
estabelece critérios para recondução aos limites propostos de 
endividamento. Caso um determinado Estado, ao final de um 
quadrimestre, tenha ultrapassado os limites da dívida consolidada, 
deverá ser a ele reconduzido, até o término dos três quadrimestres 
subsequentes, reduzindo necessariamente, no primeiro quadrimestre, 
pelo menos o seguinte percentual do montante excedente: 
A) 50% 
B) 30% 
C) 25% 
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D) 33% 
E) 40% 
 
Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo 
limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término 
dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% (vinte e 
cinco por cento) no primeiro (art. 31, caput, da LRF). 
Resposta: Letra C 
 
80) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento ± SEPLAG/RJ ± 
2012) A alternativa abaixo que não corresponde a compromissos 
exigíveis provenientes de operações, e que deverão ser pagos 
independentemente de autorização orçamentária e classificados no 
Passivo Financeiro, é: 
A) dívida fundada 
B) restos a pagar 
C) consignações 
D) serviços da dívida a pagar 
E) débitos de tesouraria 
 
A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento 
independe de autorização orçamentária,assim entendidos: 
x Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
x Os serviços da dívida. 
x Os depósitos, inclusive consignações em folha. 
x As operações de crédito por antecipação de receita. 
x O papel-moeda ou moeda fiduciária. 
 
Já a dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de 
exigibilidade superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou 
celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a 
financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de 
autorização legislativa para amortização ou resgate. 
Resposta: Letra A 
 
81) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional ± ITERJ ± 2012) 
Conforme preconizado pela LRF, o limite máximo determinado para o 
endividamento público consolidado dos estados da federação é 
estabelecido pelo seguinte órgão: 
A) Assembleia Legislativa 
B) Tribunal de Contas 
C) Senado Federal 
D) Ministério da Fazenda 
E) Congresso Nacional 
 
Serão estabelecidos pelo Senado Federal por proposta do Chefe do Poder Executivo 
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da União, enviada 90 dias após a publicação da LRF: 
x Limites globais para o montante da dívida consolidada da União, Estados 
e Municípios e de limites e condições relativos às operações de crédito 
externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo 
Poder Público federal. 
x Concessão de garantia da União em operações de crédito externo e 
interno e montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e 
dos municípios. 
Resposta: Letra C 
 
82) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional ± ITERJ ± 2012) As 
operações de crédito por antecipação de receitas orçamentárias, 
conhecidas por ARO, têm por objetivo suprir a necessidade de caixa ou 
de liquidez no curto prazo, para fazer face ao pagamento de 
compromissos que não apresentem cobertura financeira imediata para 
a sua liquidação. Conforme é estabelecido na legislação vigente, essas 
operações só poderão ser efetuadas no exercício financeiro a partir da 
seguinte data: 
A) 1º de janeiro 
B) 15 de abril 
C) 31 de agosto 
D) 10 de janeiro 
E) 30 de junho 
 
Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita a 
partir do décimo dia do início do exercício, desde que cumpra as demais 
exigências. 
Resposta: Letra D 
 
83) (CEPERJ - Advogado ± Procon/RJ ± 2012) Nos termos da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, várias operações entre o Banco Central e 
entes da federação não são possíveis. Dentre as abaixo indicadas, a 
operação permitida ao Banco Central do Brasil é: 
A) captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo 
cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido 
B) recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder 
Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social 
com direito a voto 
C) assunção direta de compromisso com fornecedor de bens mediante 
emissão de título de crédito 
D) compra diretamente de títulos emitidos pela União para refinanciar 
a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira 
E) assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com 
fornecedores para pagamento a posteriori de bens e serviços 
 
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a) Errada. É vedada a captação de recursos a título de antecipação de receita 
de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido. 
 
b) Errada. É vedado o recebimento antecipado de valores de empresa em que 
o Poder Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social 
com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação. 
 
c) Errada. É vedada a assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou 
operação assemelhada, com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, 
mediante emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta 
vedação a empresas estatais dependentes. 
 
d) Correta. É vedada a compra de título da dívida, na data de sua colocação no 
mercado. Entretanto, o BACEN poderá comprar diretamente títulos 
emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que 
estiver vencendo na sua carteira. Ainda, tal operação deverá ser realizada 
à taxa média e condições alcançadas no dia, em leilão público. 
 
e) Errada. É vedada a assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, 
com fornecedores para pagamento a posteriori de bens e serviços. 
 
Resposta: Letra D 
 
84) (CESGRANRIO ± Analista ± Auditoria ± FINEP ± 2011) 
Considerando que o art. 7º da Lei de Responsabilidade Fiscal 
estabeleceu a regra para transferência dos resultados do Banco 
Central para o Tesouro Nacional, o período máximo permitido para a 
referida transferência é o 
(A) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais 
(B) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais 
(C) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços 
semestrais 
(D) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais 
(E) trigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços Anuais 
 
O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou 
reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido 
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. 
Resposta: Letra A 
 
85) (CESGRANRIO - Analista ± Planejamento e Gestão ± IBGE ± 2013) 
Na hipótese de certo Município celebrar contrato de empréstimo por 
antecipação de receita orçamentária ± ARO ± com o Banco JMN S/A, à 
luz das regras previstas na legislação aplicável à espécie, e, ainda, 
nele constatarem, a título de garantia, os recursos da Municipalidade 
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originários de quotas-partes do Fundo de Participação dos Municípios, 
certo é que a respectiva garantia: 
(A) infringiria princípio constitucional o qual veda a vinculação de 
receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. 
(B) infringiria a ordem de pagamento a ser efetuada mediante a 
expedição de precatório requisitório. 
(C) infringiria princípio constitucional o qual veda a concessão e 
utilização de créditos ilimitados. 
(D) encontra-se em conformidade com o texto constitucional em vigor. 
(E) encontra-se apenas em conformidade com os Decretos editados 
pelo Chefe do Executivo local. 
 
A contragarantia exigida pela União a estado ou município, ou pelos estados 
aos municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias 
diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, 
com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo 
valor na liquidação da dívida vencida. 
Assim, não há ilegalidade ou inconstitucionalidade na situação em apreço. 
Resposta: Letra D 
 
86) (CESGRANRIO - Analista ± Planejamento e Gestão ± IBGE ± 2013) 
Determinado Município, em razão de insuficiência de caixa ocorrida no 
último ano do mandato do Prefeito, pretende realizar operação de 
crédito por antecipaçãode receita orçamentária, para pagamento das 
despesas de curto prazo. Observando o exposto à luz da Lei 
Complementar 101/2000, verifica-se que a referida operação de 
crédito é 
(A) legal, desde que seja realizada a partir do décimo dia do início do 
exercício financeiro em pauta. 
(B) legal, desde que seja liquidada, com juros e outros encargos 
incidentes, até o dia dez de dezembro do exercício financeiro em 
pauta. 
(C) legal, desde que a taxa de juros da operação seja prefixada ou 
indexada à taxa básica financeira, ou a que vier a esta substituir. 
(D) ilegal, tendo em vista a ausência de previsão legal para a 
realização de operação de crédito por antecipação de receita. 
(E) ilegal, tendo em vista a vedação contida em lei quando a referida 
operação vier a ocorrer no último ano do mandato do Chefe do 
Executivo Municipal. 
 
É vedada a operação de crédito por antecipação de receita orçamentária no 
último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. 
Resposta: Letra E 
 
87) (VUNESP ± Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças 
Públicas ± SEFAZ/SP ± 2013) Tratando-se de empréstimos públicos, a 
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alteração feita pelo Estado, após a emissão de qualquer das condições 
fixadas para obtenção do crédito público, objetivando diminuir a carga 
anual do encargo que ele tem de suportar, em contrapartida à 
subscrição, denomina-se 
(A) remissão. 
(B) conversão. 
(C) título da dívida pública. 
(D) crédito suplementar. 
(E) restos a pagar. 
 
Principais formas de Extinção da Dívida Pública: 
(...) 
Conversão: estado altera condições anteriores, geralmente por meio de 
redução de juros (encargos). 
 
Resposta: Letra B 
 
88) (VUNESP ± Economista ± Câmara Municipal de Mauá - 2012) A 
União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos 
compulsórios: 
I. para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade 
pública, de guerra externa ou sua iminência; 
II. no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional; 
III. para honrar compromissos decorrentes de dívida interna ou 
externa. 
Está correto o que se afirma em: 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) I e II, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
 
Segundo o art. 148 da CF/1988, a União, mediante lei complementar, poderá 
instituir empréstimos compulsórios: 
_ Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, 
de guerra externa ou sua iminência; 
_ No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse 
nacional. 
 
Logo, está correto o que se afirma apenas em I e II. 
Resposta: Letra C 
 
89) (FCC ± Auditor Substituto de Conselheiro ± TCE/SP ± 2008) Os 
empréstimos compulsórios: 
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(A) são tributos instituídos pela União, pelos Estados e pelo Distrito 
Federal. 
(B) podem ser criados por lei complementar com a finalidade de 
enxugamento da moeda em circulação na economia, desde que sejam 
restituídos no prazo de dois anos. 
(C) são instituídos por Decreto, para atender a despesas 
extraordinárias decorrentes de calamidade pública ou guerra externa 
ou sua iminência. 
(D) podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que haja 
sido publicada a lei que os houver instituído em casos de despesas 
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública ou guerra externa. 
(E) são tributos instituídos pela União, por meio de lei ordinária, 
observando-se o princípio da anterioridade. 
 
a) Errada. A competência para instituir empréstimos compulsórios é da União, 
cabendo sua instituição e disciplina dependente de lei complementar. 
 
b) Errada. Os empréstimos compulsórios poderão ser instituídos para atender 
a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra 
externa ou sua iminência; e no caso de investimento público de caráter 
urgente e de relevante interesse nacional. Não podem ter como finalidade o 
enxugamento da moeda em circulação na economia. 
 
c) Errada. Os empréstimos compulsórios são instituídos por lei 
complementar, podendo ser destinados a despesas extraordinárias 
decorrentes de calamidade pública ou guerra externa ou sua iminência. 
 
d) Correta. O princípio tributário da anterioridade, o qual veda a cobrança de 
tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os 
instituiu ou aumentou, só precisa ser obedecido caso os empréstimos 
compulsórios sejam destinados a investimento público de caráter urgente e de 
relevante interesse nacional. No caso de despesas extraordinárias, decorrentes 
de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, podem ser 
cobrados no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que 
os houver instituído. 
 
e) Errada. A competência para instituir empréstimos compulsórios é da União, 
cabendo sua instituição e disciplina dependente de lei complementar. Além 
disso, o princípio tributário da anterioridade só precisa ser obedecido caso os 
empréstimos compulsórios sejam destinados a investimento público de caráter 
urgente e de relevante interesse nacional. 
 
Resposta: Letra D 
 
90) (FGV ± Fiscal de Rendas ± ICMS/RJ ± 2010) Com relação aos 
empréstimos compulsórios, assinale a afirmativa incorreta. 
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(A) Os empréstimos compulsórios deverão ser instituídos por meio de 
lei complementar. 
(B) A instituição do empréstimo compulsório se justifica quando, para 
atender a calamidade pública, são necessárias despesas 
extraordinárias. 
(C) A iminência de guerra externa é fundamento suficiente para a 
instituição de empréstimo compulsório. 
(D) Todos os entes da Federação têm competência para a instituição 
do empréstimo compulsório, desde que haja urgência de investimento 
público. 
(E) O empréstimo compulsório poderá ser instituído sob o fundamento 
de relevante interesse nacional. 
 
a) Correta. De acordo com a Constituição Federal, a instituição e disciplina dos 
empréstimos compulsórios dependente de lei complementar. 
 
b) c) Corretas. O empréstimo compulsório pode ser instituído para atender a 
despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra 
externa ou sua iminência. 
 
d) É a incorreta. Consoante a Constituição Federal, a competência para a 
instituição de empréstimos compulsórios é da União. 
 
e) Correta. O empréstimo compulsório pode ser instituído para atender a 
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. 
Neste caso deve ser observado o princípio tributário da anterioridade, o qual 
veda a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 
 
Resposta: Letra D 
 
91) (VUNESP - Contador - TJ/SP ± 2008) Estabelece o art. 100, § 1.º, 
da Constituição Federal, que é obrigatória a inclusão, no orçamento 
das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de 
seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado,constantes 
de precatórios judiciários, para pagamento até o final do exercício 
seguinte, desde que apresentados até: 
(A) 1.º de junho. 
(B) 30 de junho. 
(C) 1.º de julho. 
(D) 30 de julho. 
(E) 1.º de agosto. 
 
Conforme estabelecido pelo art. 100, § 5º da Constituição Federal, é 
obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba 
necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas 
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em julgado, constantes de precatórios judiciários apresentados até 1º de 
julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão 
seus valores atualizados monetariamente. 
Resposta: Letra C 
 
92) (VUNESP ± Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças 
Públicas ± SEFAZ/SP ± 2013) Um Analista em Planejamento, 
Orçamento e Finanças Públicas (APOFP), ao ter conhecimento de que 
haverá um pagamento de débitos oriundos de sentenças transitadas 
em julgado, constante de precatórios judiciários e que foram 
apresentados até 1.º de julho, deverá 
(A) incluir tal valor no orçamento da entidade de direito público. 
(B) provisionar o valor no patrimônio social da entidade, pois se 
tratam de precatórios. 
(C) classificar tal pagamento como restos a pagar. 
(D) preparar o processo para pagamento do valor a ser homologado 
pela receita fazendária. 
(E) transferir tal passivo para a União, uma vez que se tratam de 
precatórios. 
 
É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito 
público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de 
sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários 
apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício 
seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente (art. 100, § 
5º, da CF/1988). 
 
Resposta: Letra A 
 
93) (FCC ± Analista Judiciário ± Administrativa - TRT/19 ± Alagoas ± 
2014) A Sra. Maria da Silva obteve sucesso em pleito judicial em face 
da União, cujo objeto do processo era o pagamento de R$ 
1.000.000,00 em razão da desapropriação de sua casa. Em 
atendimento à ordem geral de apresentação dos precatórios, foi aberto 
crédito adicional para o pagamento, tendo constado na dotação 
RUoDPHQWiULD�UHVSHFWLYD��³3DJDPHQWR�GH�SUHFDWyULR�HP�IDYRU�GH�0DULD�
GD� 6LOYD�� QR� YDORU� GH� 5�� ������������´�� (VVD� VLWXDomR� FRQILUPD�
ilegalidade porque 
(A) não pode ser aberto crédito adicional para o pagamento de 
precatório. 
(B) precatório de R$ 1.000.000,00 ou mais deve integrar lista 
específica e prioritária. 
(C) antes de abrir o crédito adicional, em razão do valor, a União deve 
renegociar o montante do precatório. 
(D) não é permitida a designação expressa do nome do credor na 
dotação orçamentária do precatório. 
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(E) pagamentos relativos à desapropriação independem de precatório. 
 
Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública, em virtude de sentença 
judiciária, far-se-ão na ordem de apresentação dos precatórios e à conta dos 
créditos respectivos, sendo proibida a designação de casos ou de 
pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos 
para esse fim (art. 67 da Lei 4320/1964). 
 
Assim, a situação em apreço confirma ilegalidade porque não é permitida a 
designação expressa do nome do credor na dotação orçamentária do 
precatório. 
Resposta: Letra D 
 
94) (FCC ± Analista de Planejamento e Orçamento ± SEAD/PI - 2013) 
Sobre precatórios, a Constituição Federal dispõe: 
I. A seu critério exclusivo e na forma de lei, a União poderá assumir 
débitos, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e 
Municípios, refinanciando-os diretamente, conforme autoriza a 
Constituição Federal de 1988. 
II. É facultada ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade 
federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra 
de imóveis públicos do respectivo ente federado. 
III. O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou 
omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de 
precatórios incorrerá em crime comum e responderá perante o 
Supremo Tribunal Federal. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) III. 
(B) I e III. 
(C) I. 
(D) I e II. 
(E) II. 
 
I) Correto. O art. 100 da CF/1988 dispõe que a União poderá assumir, a seu 
critério exclusivo e na forma de lei, débitos oriundos de precatórios, de 
estados, do Distrito Federal e de municípios, refinanciando-os diretamente 
(art. 100, § 16, da CF/1988). 
 
II) Correto. A CF/1988 faculta ao credor, conforme estabelecido em lei da 
entidade federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para 
compra de imóveis públicos do respectivo ente federado (art. 100, § 11, da 
CF/1988). 
 
III) Errado. O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou 
omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios, 
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incorrerá em crime de responsabilidade e responderá, também, perante o 
Conselho Nacional de Justiça (art. 100, § 7º, da CF/1988). 
 
Logo, está correto o que se afirma apenas em I e II. 
Resposta: Letra D 
 
95) (FCC ± Analista Judiciário ± Administrativa ±TRT/1ª- 2013) De 
acordo com o regime constitucional dos precatórios judiciais, 
(A) o credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em 
precatórios a terceiros, desde que mediante prévia e expressa 
concordância do devedor. 
(B) os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, 
Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, 
far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de 
precatórios e à conta dos créditos respectivos, independentemente do 
valor do débito. 
(C) é obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito 
público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos 
de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios 
judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até 
o final do mesmo exercício, quando terão seus valores atualizados. 
(D) cabe ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda 
autorizar, exclusivamente, na hipótese de o precatório não ter sido 
pago no prazo constitucional, o sequestro da quantia necessária à 
satisfação do débito. 
(E) a União poderá, a seu critério exclusivo e na forma da lei, assumir 
débitos, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e 
Municípios, refinanciando-os diretamente. 
 
a) Errada. O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em 
precatórios a terceiros, independente concordância do devedor. 
 
b) Errada. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, 
Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão 
exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de precatórios e à 
conta dos créditos respectivos. Entretanto, não se aplica aos pagamentos de 
obrigações definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas referidas 
devam fazer em virtudede sentença judicial transitada em julgado. 
 
c) Errada. É obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito 
público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de 
sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários 
apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício 
seguinte, quando terão seus valores atualizados. 
 
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d) Errada. As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados 
diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que 
proferir a decisão exequenda determinar o pagamento integral e autorizar, a 
requerimento do credor e exclusivamente para os casos de preterimento 
de seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária do 
valor necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia 
respectiva. 
 
e) Correta. A União poderá assumir, a seu critério exclusivo e na forma de lei, 
débitos oriundos de precatórios, de estados, do Distrito Federal e de 
municípios, refinanciando-os diretamente. 
 
Resposta: Letra E 
 
E assim terminamos nossa última aula juntos. E você que chegou aqui já é um 
vitorioso, pela persistência e força de vontade. 
Segui estritamente o edital para o TCM/RJ aprofundando nos temas de acordo 
com o que vem aparecendo nas provas, para levar ao estudante o que há de 
mais importante e as maiores possibilidades de exigências. 
 
Procurei ao longo dessas semanas trazer o que tinha de mais atualizado da 
matéria. Nestas 15 aulas (0 a 14), você teve a oportunidade de aprender a 
teoria e ainda se exercitar com centenas de questões comentadas. É um 
número muito significativo para um curso teórico. Sinta-se realmente confiante 
e preparado! 
 
Agradeço sinceramente os elogios, as críticas e as sugestões. É dessa forma 
que o professor aprimora seu trabalho, enfatizando o que está dando certo e 
melhorando o que não está bom. 
Desejo a você ótimos estudos e excelente prova! 
 
Para aqueles que querem se aprofundar ainda mais nos estudos, indico a 
leitura dos meus artigos na parte aberta do site e os outros 
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3000/). Ainda, indico meu blog www.portaldoorcamento.com.br 
E aguardo você no serviço público, buscando contribuir para o 
desenvolvimento de nosso país. Lembro que estarei com você sempre que 
necessitar no e-mail sergiomendes@estrategiaconcursos.com.br 
 
Estará em ótimas mãos na última aula com o Prof. Vinícius Nascimento. 
 
Forte abraço! 
 
Sérgio Mendes 
 
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MEMENTO XIV 
DÍVIDA PÚBLICA 
A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, apurado sem 
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de 
leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para 
amortização em prazo superior a doze meses. Também será incluída na dívida pública 
consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central 
do Brasil e as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham 
constado do orçamento. Ainda, para fins de aplicação dos limites ao endividamento, os 
precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido 
incluídos integram a dívida consolidada. 
A dívida pública mobiliária corresponde à dívida pública representada por títulos emitidos 
pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, dispor sobre 
matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; bem 
como sobre moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal. 
Compete privativamente ao Senado Federal: 
Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, 
do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; 
Fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida 
consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da 
União, Estados, do DF e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades 
controladas pelo Poder Público federal; 
Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de 
crédito externo e interno; 
Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, 
DF e Municípios. 
Recondução da dívida aos limites: 
Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final 
de um quadrimestre, deverá ser reconduzida até o término dos 3 subsequentes, reduzindo 
o excedente em pelo menos 25% no 1.°. 
Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se submeterá às seguintes 
sanções: 
Estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive por 
antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da dívida 
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mobiliária. 
Obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite, promovendo, entre 
outras medidas, limitação de empenho. 
OPERAÇÕES DE CRÉDITO E VEDAÇÕES 
A LRF define operação de crédito como o compromisso financeiro assumido em razão de 
mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, 
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, 
arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de 
derivativos financeiros. 
É vedada a realização de operação de crédito entre um ente da Federação, diretamente 
ou por intermédio de fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, e outro, 
inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que sob a forma de novação, 
refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. Essa vedação não 
impede Estados e Municípios de comprar títulos da dívida da União como aplicação de 
suas disponibilidades. 
Excetuam-se da vedação citada as operações entre instituição financeira estatal e outro 
ente da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, que não se 
destinem a financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes; e a 
refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente. 
É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da 
Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não 
proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública 
para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para 
aplicação de recursos próprios. 
O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-oem parecer de seus órgãos 
técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o interesse econômico e 
social da operação e o atendimento das seguintes condições: 
Existência de prévia e expressa autorização para contratação, na LOA, em créditos 
adicionais ou lei específica; 
Inclusão na LOA ou em créditos adicionais dos recursos provenientes da operação, exceto 
no caso de ARO; 
Observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal; 
Autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de operação de crédito 
externo; 
Atendimento da regra de ouro (inciso III do art. 167 da CF/1988); 
Observância das demais restrições estabelecidas na LRF. 
Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados: 
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I ± captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo 
fato gerador ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7.o do art. 150 da 
CF/1988; 
II ± recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha, 
direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e 
dividendos, na forma da legislação; 
III ± assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, com 
fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de título 
de crédito, não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes; 
IV ± assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para 
pagamento a posteriori de bens e serviços. 
ARO 
Destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro. 
Apenas poderá ser realizada a partir do décimo dia do início do exercício e deverá ser 
liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada 
ano. 
Não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da 
operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira, ou à que vier 
a esta substituir. 
É proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente 
resgatada e no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. 
BACEN 
Atribuições do BACEN segundo a CF/1988 
A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo BACEN. 
A CF veda ao BACEN conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional 
e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. Porém, faculta ao 
BACEN comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de 
regular a oferta de moeda ou a taxa de juros. 
BACEN nas relações com entes da federação: 
Vedação: emitir títulos da dívida pública. 
Vedação: compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado. 
Exceção: só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a 
dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira. Ainda, tal operação deverá 
ser realizada à taxa média e condições alcançadas no dia, em leilão público. 
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Vedação: permuta, ainda que temporária, por intermédio de instituição financeira ou 
não, de título da dívida de ente da Federação por título da dívida pública federal, bem 
como a operação de compra e venda, a termo, daquele título, cujo efeito final seja 
semelhante à permuta. 
Exceção: não se aplica ao estoque de Letras do BACEN, Série Especial, existente na 
carteira das instituições financeiras, que pode ser refinanciado mediante novas operações 
de venda a termo. 
Vedação: concessão de garantia. 
Vedação ao Tesouro Nacional: adquirir títulos da dívida pública federal existentes na 
carteira do BACEN, ainda que com cláusula de reversão. 
Exceção: poderá adquirir para reduzir a dívida mobiliária. 
CONCESSÃO DE GARANTIA 
Corresponde ao compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. 
A garantia estará condicionada ao oferecimento de contragarantia, em valor igual ou 
superior ao da garantia a ser concedida, e à adimplência da entidade que a pleitear 
relativamente a suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas, 
observado o seguinte: 
Não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente; 
A contragarantia exigida pela União a Estado ou Município, ou pelos Estados aos 
Municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente 
arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de poderes 
ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida 
vencida. 
É vedado às entidades da administração indireta, inclusive suas empresas controladas e 
subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de fundos. Tal vedação não se 
aplica à concessão de garantia por: 
Empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à prestação de contragarantia 
nas mesmas condições. 
Instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei. 
Excetua-se das regras dispostas na LRF a garantia prestada por instituições financeiras 
estatais, que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras privadas, de 
acordo com a legislação pertinente; bem como a prestada pela União, na forma de lei 
federal, a empresas de natureza financeira por ela controladas, direta e indiretamente, 
quanto às operações de seguro de crédito à exportação. 
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REGRA DE OURO 
É vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de 
capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com 
finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da 
&)�������´ 
As operações de crédito por ARO não serão computadas para efeito da regra de ouro, 
desde que liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro. 
A LRF também traz os critérios para a apuração das operações de crédito e das despesas 
de capital para efeito da regra de ouro. Segundo o § 3º do art. 32, considerar-se-á, em 
cada exercício financeiro, o total dos recursos de operações de crédito nele ingressados e 
o das despesas de capital executadas, observado o seguinte: 
I ± não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a forma de 
empréstimo ou financiamento a contribuinte, com o intuito de promover incentivo fiscal, 
tendo por base tributo de competência do ente da Federação, se resultar a diminuição, 
direta ou indireta, do ônus deste. 
II ± se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for concedido por 
instituição financeira controlada pelo ente da Federação, o valor da operação será 
deduzido das despesas de capital. 
 
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS 
Segundo a CF/1988, a União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos 
compulsórios: 
‡�SDUD�DWHQGHU�D�GHVSHVDV�H[WUDRUGLQiULDV��GHFRUUHQWHV�GH�FDODPLGDGH�S~EOLFD��GH�JXHUUD�externa ou sua iminência; 
‡�QR�FDVR�GH� LQYHVWLPHQWR�S~EOLFR�GH�FDUiWHU�XUJHQWH�H�GH�UHOHYDQWH� LQWHUHVVH�QDFLRQDO��
observado o princípio tributário da anterioridade, o qual veda a cobrança de tributos no 
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou. 
Os recursos arrecadados terão sua aplicação vinculada à despesa que fundamentou sua 
instituição. 
Nas classificações orçamentárias os empréstimos compulsórios pertencem à categoria 
econômica receitas de capital e sua origem são operações de crédito. 
PRECATÓRIOS 
Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, 
em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de 
apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de 
casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para 
este fim. 
Preferências à ordem cronológica: 
Os débitos de natureza alimentícia cujos titulares tenham 60 anos ou mais na data de 
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expedição do precatório, ou sejam portadores de doença grave, definidos na forma da lei, 
serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, até o valor equivalente ao 
triplo do fixado em lei para os fins do disposto no § 3.º, admitido o fracionamento para 
essa finalidade, sendo o restante pago na ordem cronológica de apresentação do 
precatório. 
Os débitos de natureza alimentícia que serão pagos com preferência sobre todos os 
demais débitos, excetuados os citados acima. Poderão ser fixados, por leis próprias, 
valores distintos às entidades de direito público, segundo as capacidades econômicas, 
sendo o mínimo igual ao valor do maior benefício do RGPS. 
Exceção: O § 3.º dispõe que o regime de precatórios não se aplica aos pagamentos de 
obrigações definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas devam fazer em 
virtude de sentença judicial transitada em julgado. 
Dotações: 
É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba 
necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, 
constantes de precatórios judiciários apresentados até 1.º de julho, fazendo-se o 
pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados 
monetariamente. 
As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao 
Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda 
determinar o pagamento integral e autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente 
para os casos de preterimento de seu direito de precedência ou de não alocação 
orçamentária do valor necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia 
respectiva. 
 
 
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Complemento do aluno 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 
 
1) (CESPE ± Analista Administrativo ± Direito - ANTT ± 2013) São consideradas 
no montante da dívida pública consolidada ou fundada as obrigações 
financeiras do ente da Federação assumidas por contrato ou convênio, cuja 
amortização deve se dar em até doze meses. 
 
2) (CESPE ± Analista - Planejamento e Orçamento - MPU ± 2013) Integra a 
dívida pública consolidada da União a dívida relativa à emissão de títulos de 
responsabilidade do BACEN. 
 
3) (CESPE ± Analista ± Finanças e Controle - MPU ± 2013) Para fins de ajustes 
da dívida pública consolidada aos limites fixados, os precatórios liquidados 
durante a previsão do orçamento bem como os precatórios não pagos não 
devem ser incluídos no montante da dívida consolidada. 
 
4) (CESPE ± Técnico Científico ± Direito ± Banco da Amazônia - 2012) Define-
se dívida pública consolidada ou fundada como o montante total das 
obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de 
abertura de crédito, para amortização em prazo inferior a doze meses. 
 
5) (CESPE ± Técnico ± FNDE ± 2012) Os restos a pagar, assim como os 
serviços da divida a pagar, integra a divida flutuante. 
 
6) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A dívida ativa contém as obrigações 
financeiras da fazenda pública e classifica-se, quanto à origem, em interna ou 
externa e, quanto à duração, em flutuante ou fundada. 
 
7) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A Lei n.º 4.320/1964, diploma legal 
sobre normas gerais de direito financeiro, recepcionada pela CF como lei 
complementar até a edição da norma prevista em seu art. 165, § 9.º, teve 
alguns de seus conceitos e procedimentos alterados ou acrescidos pela LRF. 
Nesse sentido, é correto afirmar que a LRF incluiu no conceito de dívida 
fundada não só as dívidas com prazo de resgate superior a doze meses, como 
conceituado pela Lei n.º 4.320/1964, mas também aquelas inferiores a doze 
meses cujas receitas tenham constado do orçamento. 
 
8) (CESPE ± Consultor do Executivo ± SEFAZ/ES ± 2010) A dívida fundada 
refere-se ao montante, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras 
do estado do Espírito Santo, assumida em virtude de leis, contratos, convênios 
ou tratados. Refere-se, também, às obrigações decorrentes de operações de 
crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses. 
 
9) (CESPE ± Auditor de Controle Externo ± TCDF ± 2012) A dívida pública, que 
representa o montante das obrigações financeiras do Estado, pode ser 
classificada quanto à origem em fundada e flutuante. 
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10) (CESPE ± Consultor de Orçamentos ± Câmara dos Deputados ± 2014) A 
emissão de títulos de responsabilidade do Banco do Brasil S. A. será incluída 
na dívida pública consolidada da União. 
 
11) (CESPE ± Analista ± Finanças e Controle - MPU ± 2013) Os limites globais 
para o montante da dívida consolidada da União, estados e municípios 
propostos pelo presidente da República poderão ser verificados a partir de 
percentual da receita corrente líquida (RCL). 
 
12) (CESPE ± Analista ± Finanças e Controle - MPU ± 2013) Se ultrapassar o 
respectivo limite ao final de um bimestre, a dívida fundada de um ente da 
Federação deverá ser a ele reconduzida até o término do bimestre 
subsequente, reduzindo-se o excedente em pelo menos 25%. 
 
13) (CESPE ± Analista Judiciário - Administrativa ± STF ± 2013) Sempre que 
forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou cambial em razão 
de instabilidade econômica, o presidente da República, em atendimento aos 
dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao Congresso 
Nacional proposta de revisão dos limites globaispara o montante da dívida 
consolidada da União, dos estados e dos municípios. 
 
14) (CESPE ± Analista Judiciário ± Contabilidade ± TRT/10 ± Prova cancelada - 
2013) No caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto 
(PIB), será suspenso o prazo para que o ente da Federação reconduza a divida 
consolidada que ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre. 
 
15) (CESPE ± Auditor Substituto de Conselheiro ± TCE/ES ± 2012) Compete 
exclusivamente ao Congresso Nacional dispor sobre limites e condições para a 
concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno. 
 
16) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Os limites globais para o 
montante da dívida consolidada da União e para o montante da dívida 
mobiliária federal devem ser fixados, em percentual da receita corrente líquida, 
para cada esfera de governo. 
 
17) (CESPE ± Consultor do Executivo ± SEFAZ/ES ± 2010) Se o estado do 
Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no último 
quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas imperativas de 
recondução ao limite, no máximo até o término de 2010, enquanto perdurasse 
o excesso, as operações de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de 
antecipação de receita. 
 
18) (CESPE ± AUFC ± TCU ± 2009) Compete a lei complementar dispor sobre 
finanças públicas e sobre os limites globais e condições para o montante da 
dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios. 
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19) (CESPE ± Consultor de Orçamentos ± Câmara dos Deputados ± 2014) É 
competência da Câmara dos Deputados dispor a respeito dos limites globais e 
das condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do DF e dos 
municípios. 
 
20) (CESPE ± Administrador ± Polícia Federal ± 2014) Se o presidente da 
República pretender modificar os limites globais para o montante da dívida 
pública consolidada, deverá enviar proposta ao Poder Legislativo que contenha 
a metodologia de apuração dos resultados primário e nominal. 
 
21) (CESPE ± Administrador ± Ministério da Integração - 2013) Considere que 
determinado município contrate empréstimo com instituição financeira que 
consista na antecipação de parte de seus tributos para pagamento da folha de 
salários de seus funcionários. Nessa situação, deve-se considerar essa 
operação dívida flutuante. 
 
22) (CESPE ± Analista - Planejamento e Orçamento - MPU ± 2013) A LRF 
proíbe que, nos dois últimos anos do mandato, governadores e prefeitos 
antecipem receitas tributárias por meio de empréstimos de curto prazo, 
concedam aumento de salários e contratem novos servidores públicos. 
 
23) (CESPE ± Analista Judiciário ± Contabilidade - TRE/RJ ± 2012) Caso, em 
2012, os municípios realizem operações de crédito por antecipação de receita 
orçamentária, essas operações deverão ser incluídas em suas respectivas leis 
orçamentárias, em obediência ao princípio da universalidade. 
 
24) (CESPE - Advogado ± AGU ± 2012) Em determinadas situações previstas 
em lei, o governo federal poderá conceder empréstimos para pagamento de 
despesas com pessoal dos estados, do DF e dos municípios. 
 
25) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A LRF restringiu a realização das 
operações de crédito por antecipação de receita, antes permitidas a qualquer 
tempo pela Lei n.º 4.320/1964, para somente após o segundo mês do início do 
exercício financeiro. 
 
26) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Acerca da elaboração e do 
controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e 
do Distrito Federal, julgue o item. 
A lei de orçamento pode conter autorização ao Poder Executivo para que este 
realize, em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por 
antecipação da receita, para atender insuficiências de caixa. 
 
27) (CESPE ± Analista Judiciário ± Administrativa ± TRE/MT ± 2010) Uma 
operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita nos 
últimos quatro meses do exercício financeiro. 
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28) (CESPE ± Analista ± Administração - EMBASA - 2010) É permitida a 
contratação da antecipação de receita orçamentária, desde que não ocorra no 
último ano de mandato. 
 
29) (CESPE ± Economista - DPU - 2010) Conforme a LRF, no último ano de 
mandato, é permitido aos prefeitos firmar, pela prefeitura, operação de crédito 
por antecipação de receita, em meados de janeiro desse ano, desde que a 
liquide até o último dia de novembro do mesmo ano. 
 
30) (CESPE ± Analista Técnico-Administrativo ± MDIC ± 2014) As dívidas 
realizadas para atender a insuficiências de caixa ou de tesouraria constituem 
dívida flutuante. 
 
31) (CESPE ± Analista Técnico-Administrativo ± Ministério da Integração - 
2013) Uma instituição financeira estatal não pode obter empréstimos junto ao 
ente da Federação que a controla, mas poderá adquirir no mercado títulos da 
dívida pública para atender às necessidades de investimentos de seus clientes. 
 
32) (CESPE ± Especialista ± FNDE ± 2012) Proíbe-se aos estados e municípios 
a compra de títulos de dívida da União como forma de aplicação de suas 
disponibilidades. 
 
33) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A LRF veda a aquisição por 
instituição financeira estatal de títulos da dívida pública emitidos por seu ente 
público controlador. 
 
34) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) À instituição financeira 
controlada pela União é permitida a aquisição de títulos da dívida pública para 
atender investimentos de seus clientes. 
 
35) (CESPE - Procurador - PGE/PE - 2009) Não se admite a realização de 
operações de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da 
Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo, mesmo 
nos casos de aquisição de títulos da dívida pública para atender a investimento 
de seus clientes. 
 
36) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência - Administração - ABIN - 2010) O 
resultado positivo do Banco Central, apurado após a constituição ou reversão 
de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional; o resultado negativo, 
obrigação do Tesouro para com o Banco Central, devendo ser consignado em 
dotação específica no orçamento. 
 
37) (CESPE - TFCE - TCU - 2009) Veda-se ao Banco Central conceder, direta 
ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou 
entidade que não seja instituição financeira. 
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38) (CESPE ± Analista ± Administração - FINEP - 2009) Integram as despesas 
da União e são incluídas na lei orçamentária as despesas do Banco Central do 
Brasil relativas a pessoal e encargos sociais e custeio administrativo, excluídas 
as destinadas a benefícios e assistência aos servidores. 
 
39) (CESPE ± Analista ± Finanças e Contabilidade - FINEP - 2009) O Tesouro 
Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN, apurados após a 
constituição ou a reversão de reservas, assim como devedor de eventuais 
resultadosnegativos da mesma instituição. 
 
40) (CESPE ± Analista Técnico-Administrativo - SUFRAMA ± 2014) Se o Banco 
Central do Brasil apresentar resultado negativo em determinado semestre, o 
Tesouro Nacional ficará responsável pela cobertura do prejuízo, utilizando para 
tanto dotação específica no orçamento. 
 
41) (CESPE - Advogado ± AGU ± 2012) Tratando-se de empréstimo a estado 
ou município, a União poderá conceder garantia, mediante o oferecimento de 
contragarantia consistente na vinculação de receitas tributárias diretamente 
arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais. 
 
(CESPE ± Analista Judiciário ± Administrativo ± STM - 2011) Com relação ao 
disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal acerca das garantias e 
contragarantias em operações de crédito internas e externas, julgue os itens a 
seguir. 
42) O ente da Federação que tiver a sua dívida honrada pela União em 
decorrência de garantia prestada em operação de crédito não terá acesso a 
novos créditos ou financiamentos até que a respectiva dívida seja totalmente 
liquidada. 
43) É vedado às entidades da administração indireta e suas respectivas 
empresas controladas e subsidiárias conceder garantia com recursos de seus 
próprios fundos. 
 
44) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) A operação de crédito 
consiste no compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. 
 
45) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) A vinculação de receitas 
tributárias diretamente arrecadadas por um estado pode ser legalmente 
oferecida como contragarantia à União. 
 
46) (CESPE ± Analista Administrativo - IBAMA ± 2013) Considere que o 
montante total dos empréstimos realizados por determinado município tenha 
sido igual às despesas de capital fixadas no orçamento municipal para o 
exercício financeiro em execução. Nessa situação, caso o município precise 
realizar mais uma operação de crédito, sem alterar o total das despesas de 
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capital, somente poderá fazê-la se for aprovado pela câmara de vereadores, 
por maioria absoluta, um crédito suplementar ou especial com finalidade 
precisa. 
 
47) (CESPE ± Auditor Substituto de Conselheiro ± TCE/ES ± 2012) É conhecida 
como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização de operações de 
créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as 
autorizadas mediante créditos suplementares, ou especiais, com finalidade 
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta. 
 
48) (CESPE ± Procurador ± ALES ± 2011) A regra de ouro presente na CF e nas 
constituições estaduais prescreve que as operações de crédito não poderão 
exceder as despesas com investimentos realizadas no exercício financeiro, 
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com 
finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. 
 
49) (CESPE ± Analista Judiciário ± Administração ± STM - 2011) Mesmo que, 
em determinado exercício financeiro, as despesas de capital fixadas no 
orçamento sejam integralmente financiadas com recursos de operações de 
crédito, novos empréstimos poderão ser realizados, desde que autorizados por 
maioria absoluta do respectivo Poder Legislativo. 
 
50) (CESPE ± Agente Administrativo - MTE ± 2014) A Constituição Federal de 
1988 (CF) permite a realização de operação de crédito que exceda o montante 
das despesas de capital, se essa operação for aprovada pelo Poder Legislativo 
por maioria absoluta. 
 
51) (IDECAN - Técnico em Contabilidade ± Colégio Pedro II - 2014) Nas 
demonstrações contábeis de órgão da Administração Direta, verificou-se a 
existência de exigibilidades financeiras com prazo superior a 12 meses, 
contraídas mediante emissão de títulos para atendimento de desequilíbrio 
orçamentário. 
Estas exigibilidades são definidas como 
A) dívida ativa. 
B) dívida fundada. 
C) dívida flutuante. 
D) encargos da dívida. 
E) antecipação de receitas. 
 
52) (IDECAN - Contador ± Prefeitura de Vilhena/RO - 2013) O Decreto nº 
93.872/86 estabelece, em seu art. 115, que a dívida pública classifica-se em: 
flutuante ou não consolidada; e, fundada ou consolidada. É correto afirmar que 
a dívida flutuante 
A) depende de autorização orçamentária e de ser apresentada nos registros 
contábeis no grupo do passivo não circulante. 
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B) é contraída por um período superior a 12 meses e compreende os restos a 
pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e débitos de tesouraria. 
C) corresponde aos compromissos de pagamento de longo prazo, para atender 
a desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos. 
D) é contraída por um período inferior a 12 meses e pode ter como finalidade o 
financiamento ou custeio de obras ou o equacionamento de desequilíbrio 
orçamentário. 
E) corresponde aos compromissos de pagamento de curto prazo, para cobrir 
necessidades momentâneas de caixa, independentemente de autorização 
orçamentária. 
 
53) (IDECAN - Analista em Orçamento e Finanças - CNEN -2014) Relacione as 
colunas adequadamente. 
 
1. Dívida pública consolidada ou fundada. 
2. Dívida pública mobiliária. 
3. Operação de crédito. 
4. Concessão de garantia. 
5. Refinanciamento da dívida mobiliária. 
 
( ) Compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, 
emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento 
antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, 
arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso 
de derivativos financeiros. 
( ) Compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. 
( ) Montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do 
ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou 
tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo 
superior a doze meses. 
( ) Dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do 
Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
( ) Emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização 
monetária. 
 
A sequência está correta em 
A) 3, 4, 1, 2, 5. 
B) 5, 4, 1, 2, 3. 
C) 4, 3, 2, 1, 5. 
D) 2, 4, 5, 3, 1. 
E) 1, 4, 3, 2, 5. 
 
54) (IDECAN - Técnico em Contabilidade ± Colégio Pedro II - 2014) 
Administração Pública pode realizar operação de crédito por antecipação de 
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receita, para atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro. São 
exigências para este tipo de operação, EXCETO: 
A) A liquidação até o dia 10 de dezembro de cada ano. 
B) A realização somente a partir do décimo dia do início do exercício. 
C) A inclusão dos recursos provenientes da operação em créditos adicionais. 
D) A realização apenas nos três primeiros anos da gestão do ente da 
federação.E) A autorização somente quando os juros forem os indexados à taxa básica da 
economia. 
 
55) (IDECAN ± Técnico de Contabilidade ± Pref. de São Gonçalo do Rio 
Abaixo/MG ± 2010) Um determinado município ultrapassou o limite da despesa 
de pessoal em R$60.000,00 no mês de abril. Sabendo-se que a Lei de 
Responsabilidade Fiscal estabelece um prazo para que o excesso seja 
eliminado, indique o valor a ser eliminado até o mês de agosto: 
A) R$30.000,00 
B) R$40.000,00 
C) R$24.000,00 
D) R$ 20.000,00 
E) R$ 60.000,00 
 
56) (FUNRIO ± Contador - Ministério da Justiça ± 2009) Quanto à conta 
denominada serviços da dívida a pagar, de acordo com a Lei Federal n° 4.320, 
de 17 de março de 1964, é correto afirmar que 
A) integra o montante da dívida flutuante. 
B) constitui uma obrigação de longo prazo. 
C) representa um dispêndio de natureza orçamentária. 
D) integra a dívida consolidada interna. 
E) seu saldo é evidenciado no balanço financeiro. 
 
57) (FUNRIO - Auditor ± SUFRAMA ± 2008) De acordo com a Lei Federal n° 
4.320 de 17 de março de 1964, NÃO pertencem à Dívida Flutuante 
A) os depósitos. 
B) os serviços da dívida a pagar. 
C) os restos a pagar. 
D) a dívida ativa. 
E) os débitos de tesouraria. 
 
58) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade ± Pref. de Niterói/RJ ± 2008) A dívida 
pública será considerada consolidada ou fundada, se possuir prazo para 
amortização: 
A) Superior a 12 (doze) meses. 
B) Inferior a 10 (dez) meses. 
C) Inferior a 11(onze) meses. 
D) Igual a 12 (doze) meses. 
E) Inferior a 12 (doze) meses. 
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59) (FUNRIO - Auditor ± SUFRAMA ± 2008) De acordo com o que dispõe a Lei 
de Responsabilidade Fiscal, considera-se Dívida Pública Mobiliária: 
A) a Dívida Pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os 
do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
B) o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. 
C) a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização 
monetária. 
D) o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do 
ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos ou convênios, com 
prazo de 12 (doze) meses para amortização. 
E) os valores relativos a Restos a Pagar Não Processados. 
 
A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela 
União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É 
uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior 
controle. 
Resposta: Letra A 
 
60) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade ± SUFRAMA ± 2008) De acordo com a 
Lei de Responsabilidade Fiscal, a dívida pública representada por títulos 
emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e 
Municípios é definida como 
A) Dívida Pública Consolidada. 
B) Operação de Crédito. 
C) Dívida Pública Mobiliária. 
D) Alienação de Bens. 
E) Concessão de Garantia. 
 
61) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade - Furnas ± 2009) A dívida pública 
representada por títulos emitidos pela União e o compromisso de adimplência 
de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação, são, de 
acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, respectivamente definidos como: 
A) Dívida pública mobiliária e concessão de garantia. 
B) Concessão de garantia e operação de crédito. 
C) Dívida imobiliária e operação de crédito. 
D) Concessão de garantia e dívida fundada. 
E) Dívida pública mobiliária e dívida ativa. 
 
62) (FUNRIO ± Contador - SUFRAMA ± 2008) Se a Dívida Consolidada de um 
ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, 
deverá ser a ele reconduzida até o término dos 3 (três) subsequentes, 
reduzindo no primeiro o excedente em pelo menos: 
A) 15 (quinze) por cento 
B) 25 (vinte e cinco) por cento 
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C) 30 (trinta) por cento 
D) 35 (trinta e cinco) por cento 
E) 40 (quarenta) por cento 
 
63) (FUNRIO ± Contador - SUFRAMA ± 2008) A operação de crédito por 
antecipação de receita orçamentária se destina a atender insuficiência de caixa 
durante o exercício financeiro e deverá ser liquidada, com juros e outros 
encargos incidentes, até o dia: 
A) 20 (vinte) de novembro de cada ano 
B) 30 (trinta) de novembro de cada ano 
C) 10 (dez) de dezembro de cada ano 
D) 15 (quinze) de dezembro de cada ano 
E) 20 (vinte) de dezembro de cada ano 
 
64) (FUNRIO ± Contador - FUNAI ± 2008) A operação de crédito por 
antecipação da receita orçamentária destina-se a atender insuficiência de caixa 
durante o exercício financeiro, sendo correto afirmar que: 
a) deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 31 
de dezembro de cada ano. 
b) estará proibida nos dois primeiros anos de mandato do Presidente, 
Governador ou Prefeito Municipal. 
c) realizar-se-á somente a partir do quinto dia do início do exercício financeiro. 
d) somente será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa 
de juros da operação. 
e) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não 
integralmente resgatada. 
 
65) (FUNRIO ± Contador - CEITEC ± 2012) De acordo com a Lei Complementar 
Federal nº 101, de 4 de maio de 2000, e alterações, é correto afirmar que: 
a) Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa extraorçamentária 
derivada de lei, que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução por um 
período superior a três exercícios. 
b) A despesa total com pessoal da União, em cada período de apuração, não 
poderá exceder a 45% (quarenta e cinco por cento) de sua receita corrente 
líquida. 
c) A existência de dotação específica bem como de previsão orçamentária de 
contrapartida não representa condições para a realização de transferências 
voluntárias. 
d) A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária deverá ser 
liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o dia 25 de dezembro 
de cada ano. 
e) O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a 
consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da 
Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por 
meio eletrônico de acesso público. 
 
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66) (FUNRIO ± Contador - Ministério da Justiça ± 2009) De acordo com a Lei 
de Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar que 
A) os créditos adicionais suplementares poderão ser abertos 
independentemente da existência de recursos correspondentes. 
B) as operações de crédito podem ser contratadas por decreto executivo, 
independentemente de prévia e expressa autorização legal. 
C) a comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à 
educação, não constitui exigência para a realização de transferência voluntária. 
D) as despesas com a manutenção da unidade administrativa poderão ser 
realizadas mesmo que excedam o montante dos créditos orçamentários ou 
adicionais.E) o montante previsto para as receitas de operações de crédito poderá ser 
inferior ao montante das despesas de capital constantes do orçamento público. 
 
67) (FUNRIO ± Contador ± Pref. de Itaboraí/RJ ± 2007) De acordo com o que 
dispõe a Lei Federal n° 4320 de 17/03/1964, a dívida flutuante compreende: 
A) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da dívida a 
pagar, os depósitos e os débitos de tesouraria 
B) os restos a pagar, os serviços da dívida a pagar, os bens móveis e os 
débitos de tesouraria 
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da dívida a 
pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria 
D) os serviços da dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria 
E) os serviços da dívida, os serviços da dívida a pagar, os depósitos e a dívida 
ativa 
 
68) (CESGRANRIO - Analista ± Jurídica ± FINEP ± 2014) À luz da Lei 
Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, em se tratando 
das operações de crédito por antecipação de receita orçamentária, constata-se 
que essa operação de crédito 
(A) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, com 
juros e encargos incidentes, em prazo superior a 12 meses. 
(B) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, com 
juros e encargos incidentes, em prazo superior a 24 meses. 
(C) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, com 
juros e encargos incidentes, no último ano do mandato do Presidente, do 
Governador e do Prefeito. 
(D) poderá ser contratada, ainda que possa existir operação anterior da 
mesma natureza não integralmente resgatada. 
(E) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não 
integralmente resgatada. 
 
69) (CESGRANRIO ± Ciências Contábeis - BNDES ± 2009) As operações de 
crédito por antecipação de receita são empréstimos destinados a atender 
momentâneas insuficiências de caixa durante o exercício financeiro, e cuja 
autorização depende do atendimento de diversas exigências da: 
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(A) Constituição Federal. 
(B) Lei de Responsabilidade Fiscal. 
(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
(D) Lei Orçamentária Anual. 
(E) Lei n° 4.320 de 1964. 
 
70) (CESGRANRIO ± Agente Judiciário - Contador ± TJ/RO ± 2008) O artigo 29, 
Inciso I, da Lei Complementar 101/2000, conhecida como Lei de 
Responsabilidade Fiscal, define dívida pública consolidada ou fundada como: 
(A) financiamento da dívida mobiliária com emissão de títulos para pagamento 
do principal acrescido da atualização monetária. 
(B) compromisso financeiro assumido para aquisição financiada de bens, 
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e 
serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas. 
(C) compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. 
(D) montante representado por títulos emitidos pela União, inclusive os do 
Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. 
(E) montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do 
ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou 
tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo 
superior a doze meses. 
 
71) (CESGRANRIO ± Profissional Básico - Direito - BNDES ± 2010) À luz das 
normas contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, afirma-se que: 
a) a empresa pública e a sociedade de economia mista que não se configurem 
como empresas estatais dependentes devem obediência à Lei de 
Responsabilidade Fiscal. 
b) a operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a atender à 
insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e poderá ser realizada no 
último ano de mandato do Presidente, do Governador ou do Prefeito. 
c) a dívida pública fundada alcança o montante total, apurado, sem 
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação, assumidas em 
virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para amortização em prazo 
superior a 12 (doze) meses. 
d) as despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois quadrimestres 
do término do mandato do titular do poder ou órgão a que se refere à Lei de 
Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas em restos a pagar, ainda que 
haja disponibilidade de caixa suficiente para cobri-la. 
e) os repasses de recursos do Poder Executivo Estadual para os Poderes 
Legislativo Estadual e Judiciário são considerados como transferências 
voluntárias. 
 
72) (CEPERJ ± EPPGG ± SEPLAG/RJ ± ������³'tYLGD�3~EOLFD�GH�XPD�1DomR�p�D�
soma de todas as obrigações financeiras resultantes dos empréstimos tomados 
por todas as unidades governamentais (em nível nacional, regional e local) ou 
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as obrigações financeiras assumidas em virtude de lei, contrato, acordo, 
FRQYrQLR� RX� WUDWDGR´�� &RQVLGHUDQGR� HVVD� FLWDomR�� D� GtYLGD� S~EOLFD� SRGH� VHU�
classificada como: 
A) consolidada ou mobiliaria 
B) operações de crédito por antecipação de receita 
C) restos a pagar processados e não processados 
D) os serviços da dívida a pagar 
E) flutuante ou fundada 
 
73) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas ± SEFAZ/RJ ± 2011) Segundo a 
Lei n.º 4320/64, a dívida flutuante compreende: 
A) os restos a pagar e os débitos de tesouraria, apenas 
B) os restos a pagar e os serviços da dívida a pagar, apenas 
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da dívida a 
pagar; os depósitos; e os débitos de tesouraria 
D) os restos a pagar; os serviços da dívida a pagar; os débitos de tesouraria; 
os serviços da dívida e os encargos financeiros, apenas 
E) os restos a pagar, os serviços da dívida; os depósitos; os débitos de 
tesouraria; e as indenizações a pagar 
 
74) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas ± SEFAZ/RJ ± 2011) Será 
permitida a realização de operações de crédito que excedam o montante das 
despesas de capital, autorizadas mediante créditos suplementares ou especial, 
com finalidade precisa, se: 
A) autorizada pelo Senado Federal por maioria simples 
B) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria absoluta 
C) autorizada pelo Chefe do Poder Executivo e aprovada pelo Poder Legislativo 
D) aprovada pelo Poder Legislativo em votação nominal 
E) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria simples 
 
75) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) As dívidas 
provenientes de operações de crédito para antecipação da receita orçamentária 
na demonstração da dívida flutuante, serão representadas pela rubrica: 
A) restos a pagar processados 
B) serviços da dívida a pagar 
C) depósitos 
D) débitos de tesouraria 
E) restos a pagar não processados 
 
76) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) Para a 
contratação de operações de crédito por antecipação da receita orçamentária 
será imprescindível o seguinte procedimento: 
A) ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o fim do exercício 
B) estar limitada a 10% da Receita Corrente Líquida anual do ente federado 
C) ser liquidada com juros, porém sem outros encargos incidentes, até o fim 
do exercício financeiro 
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D) não existirem mais de três operações anteriores da mesma 
Natureza 
E) realizar-se somente a partir do décimo dia do início do exercício financeiro 
 
77) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) A Receita 
Corrente Líquida de um determinado Estado em 2012 foi de R$ 39,532 bilhões 
e sua Dívida Consolidada Líquida foi de R$ 55,785 bilhões. Com base nessas 
informações, é correto afirmar que a Dívida Consolidada Líquida desse ente 
federativo não poderá ultrapassar o valor de: 
A) 58,830 bilhões 
B) 59,298 bilhões 
C) 79,064 bilhões 
D) 118,596 bilhões 
E) 138,362 bilhões 
 
78) (CEPERJ ± Analista de Controle Interno ± SEFAZ/RJ ± 2013) O Estado do 
Rio de Janeiro apurou, em determinado período, o montante de R$ 29,532 
bilhões a título de Receita Corrente Líquida, e, no mesmo período, apurou um 
montante de 179,014 milhões de operações de crédito internas e externas. 
Com base nessas informações, o limite para essas operações não poderá 
ultrapassar o montante de: 
A) 4,429 bilhões 
B) 4,725 bilhões 
C) 5,906 bilhões 
D) 7,678 bilhões 
E) 8,859 bilhões 
 
79) (CEPERJ - Executivo ± Procon/RJ ± 2012) A exemplo do que foi 
estabelecido para limites da despesa com pessoal, a LRF também estabelece 
critérios para recondução aos limites propostos de endividamento. Caso um 
determinado Estado, ao final de um quadrimestre, tenha ultrapassado os 
limites da dívida consolidada, deverá ser a ele reconduzido, até o término dos 
três quadrimestres subsequentes, reduzindo necessariamente, no primeiro 
quadrimestre, pelo menos o seguinte percentual do montante excedente: 
A) 50% 
B) 30% 
C) 25% 
D) 33% 
E) 40% 
 
80) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento ± SEPLAG/RJ ± 2012) A 
alternativa abaixo que não corresponde a compromissos exigíveis provenientes 
de operações, e que deverão ser pagos independentemente de autorização 
orçamentária e classificados no Passivo Financeiro, é: 
A) dívida fundada 
B) restos a pagar 
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C) consignações 
D) serviços da dívida a pagar 
E) débitos de tesouraria 
 
81) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional ± ITERJ ± 2012) Conforme 
preconizado pela LRF, o limite máximo determinado para o endividamento 
público consolidado dos estados da federação é estabelecido pelo seguinte 
órgão: 
A) Assembleia Legislativa 
B) Tribunal de Contas 
C) Senado Federal 
D) Ministério da Fazenda 
E) Congresso Nacional 
 
82) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional ± ITERJ ± 2012) As operações 
de crédito por antecipação de receitas orçamentárias, conhecidas por ARO, 
têm por objetivo suprir a necessidade de caixa ou de liquidez no curto prazo, 
para fazer face ao pagamento de compromissos que não apresentem cobertura 
financeira imediata para a sua liquidação. Conforme é estabelecido na 
legislação vigente, essas operações só poderão ser efetuadas no exercício 
financeiro a partir da seguinte data: 
A) 1º de janeiro 
B) 15 de abril 
C) 31 de agosto 
D) 10 de janeiro 
E) 30 de junho 
 
83) (CEPERJ - Advogado ± Procon/RJ ± 2012) Nos termos da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, várias operações entre o Banco Central e entes da 
federação não são possíveis. Dentre as abaixo indicadas, a operação permitida 
ao Banco Central do Brasil é: 
A) captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo cujo fato 
gerador ainda não tenha ocorrido 
B) recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder 
Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com 
direito a voto 
C) assunção direta de compromisso com fornecedor de bens mediante emissão 
de título de crédito 
D) compra diretamente de títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida 
mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira 
E) assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores 
para pagamento a posteriori de bens e serviços 
 
84) (CESGRANRIO ± Analista ± Auditoria ± FINEP ± 2011) Considerando que o 
art. 7º da Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu a regra para 
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transferência dos resultados do Banco Central para o Tesouro Nacional, o 
período máximo permitido para a referida transferência é o 
(A) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais 
(B) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais 
(C) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais 
(D) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais 
(E) trigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços Anuais 
 
85) (CESGRANRIO - Analista ± Planejamento e Gestão ± IBGE ± 2013) Na 
hipótese de certo Município celebrar contrato de empréstimo por antecipação 
de receita orçamentária ± ARO ± com o Banco JMN S/A, à luz das regras 
previstas na legislação aplicável à espécie, e, ainda, nele constatarem, a título 
de garantia, os recursos da Municipalidade originários de quotas-partes do 
Fundo de Participação dos Municípios, certo é que a respectiva garantia: 
(A) infringiria princípio constitucional o qual veda a vinculação de receita de 
impostos a órgão, fundo ou despesa. 
(B) infringiria a ordem de pagamento a ser efetuada mediante a expedição de 
precatório requisitório. 
(C) infringiria princípio constitucional o qual veda a concessão e utilização de 
créditos ilimitados. 
(D) encontra-se em conformidade com o texto constitucional em vigor. 
(E) encontra-se apenas em conformidade com os Decretos editados pelo Chefe 
do Executivo local. 
 
86) (CESGRANRIO - Analista ± Planejamento e Gestão ± IBGE ± 2013) 
Determinado Município, em razão de insuficiência de caixa ocorrida no último 
ano do mandato do Prefeito, pretende realizar operação de crédito por 
antecipação de receita orçamentária, para pagamento das despesas de curto 
prazo. Observando o exposto à luz da Lei Complementar 101/2000, verifica-se 
que a referida operação de crédito é 
(A) legal, desde que seja realizada a partir do décimo dia do início do exercício 
financeiro em pauta. 
(B) legal, desde que seja liquidada, com juros e outros encargos incidentes, 
até o dia dez de dezembro do exercício financeiro em pauta. 
(C) legal, desde que a taxa de juros da operação seja prefixada ou indexada à 
taxa básica financeira, ou a que vier a esta substituir. 
(D) ilegal, tendo em vista a ausência de previsão legal para a realização de 
operação de crédito por antecipação de receita. 
(E) ilegal, tendo em vista a vedação contida em lei quando a referida operação 
vier a ocorrer no último ano do mandato do Chefe do Executivo Municipal. 
 
87) (VUNESP ± Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas ± 
SEFAZ/SP ± 2013) Tratando-se de empréstimos públicos, a alteração feita pelo 
Estado, após a emissão de qualquer das condições fixadas para obtenção do 
crédito público, objetivando diminuir a carga anual do encargo que ele tem de 
suportar, em contrapartida à subscrição, denomina-se 
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(A) remissão. 
(B) conversão. 
(C) título da dívida pública. 
(D) crédito suplementar. 
(E) restos a pagar. 
 
88) (VUNESP ± Economista ± Câmara Municipal de Mauá - 2012) A União, 
mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: 
I. para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, 
de guerra externa ou sua iminência; 
II. no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse 
nacional; 
III. para honrar compromissos decorrentes de dívida interna ou externa. 
Está correto o que se afirma em: 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) I e II, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
 
89) (FCC ± Auditor Substituto de Conselheiro ± TCE/SP ± 2008) Os 
empréstimos compulsórios: 
(A) são tributos instituídos pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal. 
(B) podem ser criados por lei complementar com a finalidade de enxugamento 
da moeda em circulação na economia, desde que sejam restituídos no prazo de 
dois anos. 
(C) são instituídos por Decreto, para atender a despesas extraordinárias 
decorrentes de calamidade pública ou guerra externa ou sua iminência. 
(D) podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que os houver instituído em casos de despesas extraordinárias, 
decorrentes de calamidade pública ou guerra externa. 
(E) são tributos instituídos pela União, por meio de lei ordinária, observando-
se o princípio da anterioridade. 
 
90) (FGV ± Fiscal de Rendas ± ICMS/RJ ± 2010) Com relação aos empréstimos 
compulsórios, assinale a afirmativa incorreta. 
(A) Os empréstimos compulsórios deverão ser instituídos por meio de lei 
complementar. 
(B) A instituição do empréstimo compulsório se justifica quando, para atender 
a calamidade pública, são necessárias despesas extraordinárias. 
(C) A iminência de guerra externa é fundamento suficiente para a instituição 
de empréstimo compulsório. 
(D) Todos os entes da Federação têm competência para a instituição do 
empréstimo compulsório, desde que haja urgência de investimento público. 
(E) O empréstimo compulsório poderá ser instituído sob o fundamento de 
relevante interesse nacional. 
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91) (VUNESP - Contador - TJ/SP ± 2008) Estabelece o art. 100, § 1.º, da 
Constituição Federal, que é obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades 
de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos 
de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários, 
para pagamento até o final do exercício seguinte, desde que apresentados até: 
(A) 1.º de junho. 
(B) 30 de junho. 
(C) 1.º de julho. 
(D) 30 de julho. 
(E) 1.º de agosto. 
 
92) (VUNESP ± Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas ± 
SEFAZ/SP ± 2013) Um Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças 
Públicas (APOFP), ao ter conhecimento de que haverá um pagamento de 
débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado, constante de 
precatórios judiciários e que foram apresentados até 1.º de julho, deverá 
(A) incluir tal valor no orçamento da entidade de direito público. 
(B) provisionar o valor no patrimônio social da entidade, pois se tratam de 
precatórios. 
(C) classificar tal pagamento como restos a pagar. 
(D) preparar o processo para pagamento do valor a ser homologado pela 
receita fazendária. 
(E) transferir tal passivo para a União, uma vez que se tratam de precatórios. 
 
93) (FCC ± Analista Judiciário ± Administrativa - TRT/19 ± Alagoas ± 2014) A 
Sra. Maria da Silva obteve sucesso em pleito judicial em face da União, cujo 
objeto do processo era o pagamento de R$ 1.000.000,00 em razão da 
desapropriação de sua casa. Em atendimento à ordem geral de apresentação 
dos precatórios, foi aberto crédito adicional para o pagamento, tendo constado 
QD� GRWDomR� RUoDPHQWiULD� UHVSHFWLYD�� ³3DJDPHQWR� GH� SUHFDWyULR� HP� IDYRU� GH�
0DULD� GD� 6LOYD�� QR� YDORU� GH� 5�� ������������´�� (VVD� VLWXDomR� FRQILUPD�
ilegalidade porque 
(A) não pode ser aberto crédito adicional para o pagamento de precatório. 
(B) precatório de R$ 1.000.000,00 ou mais deve integrar lista específica e 
prioritária. 
(C) antes de abrir o crédito adicional, em razão do valor, a União deve 
renegociar o montante do precatório. 
(D) não é permitida a designação expressa do nome do credor na dotação 
orçamentária do precatório. 
(E) pagamentos relativos à desapropriação independem de precatório. 
 
94) (FCC ± Analista de Planejamento e Orçamento ± SEAD/PI - 2013) Sobre 
precatórios, a Constituição Federal dispõe: 
I. A seu critério exclusivo e na forma de lei, a União poderá assumir débitos, 
oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios, 
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refinanciando-os diretamente, conforme autoriza a Constituição Federal de 
1988. 
II. É facultada ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade federativa 
devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra de imóveis 
públicos do respectivo ente federado. 
III. O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo, 
retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios incorrerá em 
crime comum e responderá perante o Supremo Tribunal Federal. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) III. 
(B) I e III. 
(C) I. 
(D) I e II. 
(E) II. 
 
95) (FCC ± Analista Judiciário ± Administrativa ±TRT/1ª- 2013) De acordo com 
o regime constitucional dos precatórios judiciais, 
(A) o credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios 
a terceiros, desde que mediante prévia e expressa concordância do devedor. 
(B) os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, 
Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão 
exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de precatórios e à 
conta dos créditos respectivos, independentemente do valor do débito. 
(C) é obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito público, de 
verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças 
transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários apresentados até 
1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do mesmo exercício, quando 
terão seus valores atualizados. 
(D) cabe ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda autorizar, 
exclusivamente, na hipótese de o precatório não ter sido pago no prazo 
constitucional, o sequestro da quantia necessária à satisfação do débito. 
(E) a União poderá, a seu critério exclusivo e na forma da lei, assumir débitos, 
oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios, 
refinanciando-os diretamente. 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITOS 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
E C E E C E C C E E 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20C E E E E C C E E C 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
C E E E E C E C E C 
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 
C E E C E C C E C C 
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 
C C C E C C C E C C 
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 
B E A C D A D A A C 
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 
A B C E E E A E B E 
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 
C E C B D E C B C A 
81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 
C D D A D E B C D D 
91 92 93 94 95 
C A D D E 
 
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