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Apostila sobre trauma: cinemática (colisões automobilísticas e de motocicleta, capotamento, atropelamento, queda, ferimentos penetrantes), avaliação primária e secundária do paciente (segurança, vias aéreas, respiração, circulação, SAMPLA), escala de Glasgow, questões e gabarito.

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SUMÁRIO 
 
1. Introdução......................................................................................................................................3 
2. Cinemática do Trauma..................................................................................................................4 
2.1. Colisões automobilísticas.............................................................................................................4 
2.1.1 Impacto frontal...........................................................................................................................5 
2.1.2 Impacto lateral............................................................................................................................8 
2.1.3 Impacto traseiro.........................................................................................................................8 
2.1.4. Capotamento ............................................................................................................................9 
2.1.5 Atropelamento............................................................................................................................9 
2.2. Colisões de motocicleta.............................................................................................................10 
2.3. Queda........................................................................................................................................10 
2.4. Ferimentos penetrantes.............................................................................................................11 
3. Avaliação primária do paciente com suspeita de trauma.......................................................15 
3.1. Segurança do local....................................................................................................................15 
3.2. Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e executar simultaneamente a estabilização 
manual da coluna cervical e iniciar verificação da respiração..........................................................15 
3.3. Avaliar as vias aéreas................................................................................................................19 
3.4. Avaliar a presença de boa respiração e oxigenação.................................................................19 
3.5. Avaliar a circulação (presença de hemorragia e avaliação da perfusão)..................................20 
3.6. Avaliar o estado neurológico......................................................................................................21 
3.7. Expor com prevenção e controle da hipotermia.........................................................................22 
3.8. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada..........22 
3.9. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade 
de saúde...........................................................................................................................................22 
4. Avaliação secundária do paciente com suspeita de trauma..................................................24 
4.1. Sinais vitais e entrevista SAMPLA.............................................................................................26 
4.2. Avaliação complementar............................................................................................................28 
4.3. Exame da cabeça aos pés, frente e dorso.................................................................................28 
5. Escala de Glasgow......................................................................................................................31 
QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS.................................................................................................38 
GABARITO .......................................................................................................................................47 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Olá Alunos, como estão os estudos? Nessa aula iniciaremos o estudo sobre traumas. 
Abordaremos inicialmente a cinemática do trauma. Posteriormente, na próxima aula, 
vamos estudar sobre traumatismo de crânio, coluna e tórax. 
 
Os traumas podem ocorrer por acidentes automobilísticos, queda, principalmente em 
idosos, violência urbana, desastres naturais entre outros. 
Vamos nessa? 
 
Trauma é a principal causa de morte do indivíduo jovem; Cerca de 100.000 
brasileiros morrem por causa de acidente; “Mais de 90% das lesões." De qualquer 
vítima de acidente podem ser sugeridos a partir da observação e interpretação dos 
mecanismos que as produziram. Por isso, são necessários serviços eficazes de 
atendimento pré-hospitalar e tratamento definitivo adequado. 
 
É importante avaliar o impacto e o evento! Observe o que deve ser avaliado: 
 
 
 Colisão automobilística? Atropelamento? 
 Tipo de colisão automobilística (frontal, lateral, traseira); 
 Grau de deformidade do veículo; 
 
 Queda? Ferimento penetrante? 
 A altura da queda; 
 A velocidade dos corpos; 
 O tipo e calibre da arma, etc. 
 
 Estimar quantidade de energia trocada 
 
 
 
4 
 
 
2. CINEMÁTICA DO TRAUMA 
 
Para estudar traumas é importante entender a cinemática do trauma, que nos 
direciona para o atendimento, para isso, vamos entender essa temática com base no 
Manual do SAMU. 
 
Em toda abordagem de pacientes de trauma com o objetivo de relacionar o 
mecanismo do trauma e a presença de lesões específicas, amplia a capacidade 
de suspeição para a presença de lesões e a tomada de decisão. 
 
 
 
Dessa forma a nossa Conduta diante de um trauma é avaliar aspectos de cada tipo 
de trauma. 
2.1. COLISÕES AUTOMOBILÍSTICAS 
 
Avaliar aspectos gerais: 
 
• Como se apresenta o local? 
• Número de veículos? 
• Tipo de veículo? 
• Número de pacientes envolvidos? 
• Adultos? Crianças? 
• Quem atingiu o que? 
• Direção do impacto? 
• Houve frenagem? 
 
5 
 
• Velocidade aproximada? 
• Pacientes utilizavam dispositivos de segurança? Airbag acionado? Capacete? 
• Ocupantes foram ejetados? Colidiram com algo? 
• Estragos no carro? 
 
Considere os padrões de lesão esperadas segundo os diferentes tipos de impacto: 
 
2.1.1 Impacto frontal 
 
Lesões esperadas: 
• fratura de coluna cervical; 
• tórax instável anterior; 
• contusão miocárdica; 
• pneumotórax; 
• secção de aorta; 
• lesão de baço ou fígado; 
• fratura ou luxação de quadril e/ou de joelho e tornozelo; 
• ejeção. 
Obs: Considerar a trajetória possível: por cima do volante (cabeça em direção ao 
parabrisa) ou por baixo do volante (cabeça em direção ao painel). 
 
Achados no veículo: 
• deformidade na parte anterior; 
• deformidade no volante; 
• marcas no painel; 
• parabrisa em “olho de boi”; 
• airbag acionado 
 
6 
 
 
 
 
 
(FUNDEP CISSUL – MG 2013) A cinemática do trauma possibilita a 
suspeita de algumas lesões e contribui para que se evitem lesões 
despercebidas. Sobre esse tema é CORRETO afirmar que: 
 
a) através da análise do tipo de impacto é possível determinar qual era a 
posição do ocupante no veículo. 
b) a tatuagem traumática é um sinal de que o ocupante do veículo não 
estava usando o cinto de segurança. 
c) a “fratura em olho de touro” surge na região frontal de vítimas que 
estavam sem uso do cinto de segurança e foram lançadas contra o para-
brisa. 
d) naavaliação de vítimas de acidentes automobilísticos o enfermeiro deve 
considerar dois aspectos importantes: velocidade aproximada no momento 
do acidente e tipo de veículo envolvido no acidente. 
 
Comentários: Letra D. 
A cinemática ou biomecânica do trauma são princípios que envolvem a 
energia física presente no momento do trauma. Para que as equipes que 
prestam atendimento pré-hospitalar possam dimensionar as possíveis 
lesões e a gravidade provocadas pela transferência de energia, algumas 
informações referentes à cinemática são importantes como, por exemplo, 
velocidade aproximada no momento do acidente e tipo de veículo 
envolvido no acidente. 
 
7 
 
 
É importante considerar, na admissão do cliente na urgência e emergência, que a 
equipe de saúde, seja o técnico de enfermagem, enfermeiro ou médico, busque o 
máximo de informações sobre o mecanismo do trauma. Todas as informações 
referentes ao mecanismo do trauma são importantes, devendo ser associadas às 
alterações identificadas na avaliação. 
Em relação ao mecanismo, vários fatores vão determinar a gravidade das lesões, 
como o tipo de colisão e posição do cliente no veículo, extensão do dano no veículo, 
deformidade do volante, dispositivos de segurança (cinto, air bags, criança contida 
em cadeirinha), altura da queda, tipo de arma usada na agressão, quantidade de 
sangue no local e outros. A avaliação é dirigida a fim de identificar a lesão antes 
mesmo de sua manifestação ou, ainda, tentar relacionar a história com os achados 
do exame físico e dos parâmetros vitais apresentados. 
Logo, na avaliação de vítimas de acidentes automobilísticos o enfermeiro deve 
considerar dois aspectos importantes: velocidade aproximada no momento do 
acidente e tipo de veículo envolvido no acidente. 
Alguns pacientes apresentam trauma em várias partes do corpo e são chamados de 
politraumatizado, como está nessa questão, observe. 
 
(IF TO 2015 IF TO) Deve ser considerado como um paciente prioritário, pela 
potencialidade de sua gravidade, pois pode ter suas funções vitais deterioradas em 
curto período de tempo, uma vez que o trauma grave frequentemente produz lesões 
em vários órgãos dependendo do mecanismo de acidente e da região anatômica do 
organismo que foi atingida. 
 
 a) Politraumatismo. 
 b) Trauma obstétrico. 
 c) TCE. 
 d) Trauma de face. 
 e) Trauma de extremidades. 
 
Comentários: Letra A. Observe que as palavras-chave: vários órgãos foram atingidos, 
sendo chamado de politrauma. 
 
8 
 
2.1.2 Impacto lateral 
 
Lesões esperadas: 
• Fratura de clávicula; 
• Fratura de costelas; 
• Contusão pulmonar; 
• Pneumotórax; 
• Compressão de órgãos sólidos; 
• Entorse contralateral do pescoço; 
• Fratura de coluna cervical; 
• Fratura de pelve ou acetábulo. 
 
Achados no veículo: 
• Intrusão da porta 
• Intrusão de painel lateral 
 
 
 
2.1.3 Impacto traseiro 
 
Lesões esperadas: 
• lesão de coluna por hiperextensão (chicote). 
 
Achados no veículo: 
• intrusão da parte posterior do veículo alvo. 
 
Obs: Avaliar posição do encosto de cabeça. 
 
9 
 
 
2.1.4. Capotamento 
 
Lesões esperadas: 
• Lesões variadas derivadas dos diferentes impactos sofridos; 
• Lesões de órgãos internos mesmo com uso de restritores de segurança; 
• Ejeção. 
 
Achados no veículo: 
• Impactos de ângulos diferentes 
 
Obs: A ejeção coloca o paciente no grupo de risco de praticamente todo tipo de lesão 
E a mortalidade aumenta consideravelmente. 
 
2.1.5 Atropelamento 
 
Avaliar: 
• 3 impactos no adulto: 
1. Contra MMII e quadris; 
2. Tronco contra o capô; 
 
10 
 
3. Paciente contra o chão; 
• Peso e altura do paciente em relação à altura do veículo. 
 
Lesões esperadas: 
• traumatismo craniano; 
• traumatismo raquimedular; 
• lesões torácicas e abdominais; 
• fraturas das extremidades inferiores; 
• ejeção. 
 
Achados no veículo: 
• Intrusão da parte anterior. 
• Parabrisa quebrado. 
2.2. COLISÕES DE MOTOCICLETA 
 
Lesões esperadas: 
• traumatismo craniano; 
• traumatismo raquimedular; 
• lesão de MMII; 
• lesões torácicas e abdominais; 
• fraturas das extremidades inferiores; 
 
Obs: Por não haver contenção, há alto risco de ejeção e suas lesões decorrentes. 
Pode ser achado sinais de impacto no capacete e no guidão. 
 
2.3. QUEDA 
 
Avaliar aspectos gerais: 
• estimar a altura da queda, superfície sobre a qual o paciente caiu e qual a primeira 
parte do corpo que entrou em contato com a superfície; 
• alturas superiores a 3 vezes a altura do paciente são graves. 
 
11 
 
 
Lesões esperadas: 
• síndrome de Don Juan: quando as primeiras partes a atingirem o solo forem os pés 
(lesão de calcâneos, tornozelos, tíbias, fíbulas, joelhos, ossos longos e quadril); 
• traumatismo craniano; 
• lesões torácicas e abdominais. 
• se o paciente cair para a frente sobre as mãos espalmadas: Fratura de 
extremidades superiores. 
• se cair de cabeça: Traumatismo raquimedular (TRM). 
 
2.4. FERIMENTOS PENETRANTES 
 
Avaliar aspectos gerais: 
 
 
 
12 
 
 
 
 
(CESGRANRIO- CEFET-RJ -2014) Identifica-se como uma doença pulmonar 
ocupacional: 
 
a) Asbestose 
b) Micose fungoide 
c) Doença de Hodgkin 
d) Linfoma de Burkitt 
e) Carcinoma ductal infiltrante 
 
Comentário: Letra A. 
 
 
 
(FUNDEP 2013) Sobre o atendimento pré-hospitalar de vítimas de trauma é 
INCORRETO afirmar que: 
 
 
13 
 
 a) as lesões ameaçadoras da vida devem ser abordadas na cena do acidente. 
 b) o hospital de destino deve ser o mais próximo; o fato de não estar devidamente preparado 
com profissionais e equipamentos, não é fator que determine a escolha. 
 c) a equipe de pré-hospitalar deve estimar a direção e a velocidade de impacto do veículo no 
corpo da vítima em caso de atropelamento. 
 d) o uso do cinto de segurança impede muitas lesões graves, mas pode causar outras. 
 
Comentários: 
Letra C, para socorrer uma vítima de trauma é importante encaminhar ao hospital com 
equipamentos e centro-cirúrgico para que seja instituído um tratamento definitivo correto e 
completo. 
 
 
Com relação a avaliação do politrauzamitizado, após a avaliação secundária e 
estabilização hemodinâmica, o cliente é encaminhado para a realização de exames e 
procedimentos diagnósticos, como será discutido em cada trauma. Se o hospital não 
oferecer recursos necessário para o diagnóstico e tratamento definitivo do cliente 
traumatizado, todos os esforços deverão ser feitos para que a transferência seja 
realizada o mais rápido possível, utilizando a regulação de vagas. 
Ou seja, o hospital de destino deve ser o mais próximo que atenda às necessidades 
da vítima. 
Após a análise da cena do acidente é fundamental garantir a segurança da cena 
durante o atendimento. Esse tópico é bastante cobrado em provas, observe: 
 
 
(FCC TRT 9ª 2015) Em uma situação de atendimento de vítima de atropelamento em 
uma avenida de grande circulação, a primeira preocupação que um indivíduo leigo 
deve ter ao se aproximar da cena é: 
 
 a) avaliar a segurança do local. 
 b) procurar por hemorragia na vítima. 
 c) iniciar a coleta de informações sobre a causa do acidente. 
 d) imobilizar a coluna cervical da vítima. 
 
14 
 
 e) verificar se a vítima está respirando adequadamente. 
 
Comentários: Letra A. Essa questão é bastante cobrada, o foco inicial do socorrista é 
avaliar a cena, situação e a segurança daquele socorro, para evitar novo acidente. 
O local estando sem problemas com relação a segurança do paciente,é importante se 
aproximar da vítima para que seja feito a avaliação primária e secundária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
3. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DO PACIENTE 
COM SUSPEITA DE TRAUMA 
 
Vamos analisar as condutas no atendimento do paciente com trauma na avaliação 
primária! 
3.1. Segurança do local 
 
Esse tópico, já comentamos e fique atento, pois é muito cobrado! 
Após avaliar a cena, o socorrista deverá iniciar o gerenciamento dos riscos e o 
controle da situação, acionando, se necessário, recursos adicionais para as 
medidas de sinalização do local, isolamento da cena, estabilização de veículos 
(calçamento e amarras se necessário), controle de tráfego, desligamento de motores 
automotivos, desativação de cabos elétricos energizados, remoção de pacientes em 
situação de risco iminente, entre outros. 
3.2. Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e executar simultaneamente a 
estabilização manual da coluna cervical e iniciar verificação da respiração 
 
Nesse aspecto quero ressaltar algumas mudanças de atendimento ao trauma quando 
feito por socorrista leigos e por profissionais de saúde. 
As novas diretrizes de 2015 da Associação Americana de Cardiologia não 
recomenda o uso do colar cervical para imobilização da coluna dos pacientes 
visando evitar o risco de aumento da pressão intracraniana e piora do padrão 
respiratória. 
 
Prioriza-se a primeira hora do acontecimento como “Momento de Ouro”, 
sendo reconhecidas nesta hora, as maiores chances de sobrevida da 
vítima de trauma, os pacientes que receberam tratamento definitivo e 
precoce dos traumas tiveram um indicie de sobrevivência muito maior 
do que aqueles onde houve atraso no atendimento. 
Quando a vítima passa da primeira hora depois do acidente, ela entra 
em uma curva descendente de possibilidades terapêuticas o que 
aumenta consideravelmente sua morbimortalidade. 
 
16 
 
Veja como esse tema (colar cervical) é cobrado em provas! 
 
 
(CIAS-MG Iniciativa Global 2016) Colares cervicais rígidos são bastante utilizados em 
vítimas de trauma. A sua finalidade principal e específica é proteger a coluna cervical 
de compressão. Todas as afirmativas abaixo fazem parte das diretrizes para utilização 
de colares cervicais rígidos, EXCETO: 
 
a) Seu uso isoladamente garante a imobilização adequada da coluna cervical do paciente. 
b) Devem ser de tamanho adequado para cada paciente. 
c) Não devem impedir a abertura da boca do paciente, espontânea ou realizada pelo 
socorrista caso ocorra vômito. 
d) Não devem obstruir ou dificultar a ventilação. 
 
Comentários: Letra A, o uso do colar de forma isolada não garante a imobilização 
adequada, ele deve ser bem posicionado e o paciente precisa ser imobilizado com outros 
dispositivos que alinhem a coluna torácica e lombar como o KED. 
 
Observe o Manual do SAMU sobre essa temática! 
 
O uso isolado do colar não imobiliza adequadamente, portanto, o profissional deverá manter 
a imobilização e o alinhamento da cervical até a colocação do paciente na prancha rígida e a 
fixação dos estabilizadores de cabeça. 
Os colares devem ser de tamanho adequado para cada paciente e não devem impedir a 
abertura da boca do paciente, espontânea ou realizada pelo profissional caso ocorra vômito. 
Sempre deve ser observado se após a colocação do colar houve uma obstrução ou uma 
dificuldade de ventilação. 
O uso do colar tem sido contra indicado por apresentar riscos de aumento da pressão 
intracraniana e dificuldades ventilatórias. A imobilização deve ser manual com movimento em 
bloco. 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
 
(FCC 2013) Uma vítima de atropelamento por carro está sendo transportada em 
prancha longa para a ambulância. Observa-se que foi aplicado na vítima colar cervical 
com o objetivo principal de: 
 
a) evitar o deslocamento da articulação temporomandibular. 
b) facilitar a respiração. 
c) prevenir a formação de úlcera de pressão. 
d) estabilizar a formação de coágulos sanguíneos. 
e) imobilizar a coluna cervical. 
 
Comentários: 
Letra E 
O uso do colar cervical é indicado para imobilizar a coluna cervical e evitar danos 
neurológicos na medula. Porém as novas recomendações das diretrizes de 2015 não 
recomendam mais o uso desse instrumento para socorristas leigos. 
 
 
 
(FCC 2015) Ao prestar cuidados à vítima de queda do andaime, com parestesia nos 
membros superiores e inferiores, no cuidado imediato para mobilização e transporte 
requer o controle da coluna cervical e: 
 
a) posicionamento em decúbito dorsal horizontal para facilitar a rotação da cabeça. 
b) instalação de colar cervical e elevação do decúbito a 90 graus para melhorar a 
permeabilidade da via aérea. 
c) estabilização manual da cabeça e instalação de colar cervical, em decúbito dorsal 
horizontal em prancha rígida. 
d) posicionamento do tronco, pescoço e cabeça, lateralizados à esquerda. 
e) extensão do pescoço e elevação do mento para colocação de coxim para estabilidade 
cervical. 
 
Comentários: 
Letra C. 
A queixa de parestesia evidencia que houve um comprometimento neurológico e, por isso, 
deve-se ter o cuidado de imobilizar a coluna cervical do paciente. Porém, esse procedimento 
deve ser feito com cuidado e por pessoa treinada para evitar danos ao paciente. 
 
 
(VUNESP 2013) O técnico de enfermagem se depara com indivíduo caído próximo a 
uma escada móvel em ambiente extra-hospitalar, e o indivíduo apresenta-se 
consciente, referindo dor em região cervical e formigamento em membros superiores e 
inferiores. Na chegada do serviço móvel de urgência, com a suspeita de lesão medular, 
o posicionamento adequado no transporte do indivíduo requer: 
 
18 
 
 
a) instalar o colar cervical e sentá-lo na cadeira de rodas, encaminhando-o até a ambulância 
de suporte avançado. 
b) utilizar lençol ou toalha para transferência até a maca de transporte, mantendo-o em 
decúbito elevado. 
c) ficar de frente para esse indivíduo, e orientá-lo a colocar as mãos sobre o seu ombro para 
que ele possa ficar em posição ereta. 
d) auxiliar a equipe de resgate, acomodando-o na maca de transporte, sentando-o 
lentamente. 
e) colocar o colar cervical, efetuar mobilização em bloco e manter em posição dorsal, na 
prancha rígida. 
 
Comentários: 
Letra E 
Letra A, C e D. Errada, o paciente não poderá sentar na cadeira e nem ficar de pé, devendo 
ser conduzido deitado na prancha rígida. 
Letra B. Errada, o decúbito deverá ser dorsal para evitar TRM. 
 
 
 
(CESGRANRIO PETROBRÁS 2011) A primeira etapa de avaliação, na abordagem primária 
completa à vítima de trauma, é a de verificação de: 
 
 a) vias aéreas com controle cervical. 
 b) exposição da vítima. 
 c) estado neurológico. 
 d) respiração. 
 e) circulação com controle de hemorragias. 
 
Comentários: 
Letra A. Conforme vimos no Manual do SAMU, a primeira etapa da avaliação primária ao 
abordar a vítima é verificar a via aérea e estabilizar a coluna cervical. 
 
 
 
 
A avaliação do trauma consiste em analisar ABCDE, porém o atendimento das 
emergências clínicas quando o paciente apresenta PCR o atendimento deve ser 
CAB, começando pelas compressões torácicas. Tem sido recomendado, para 
socorristas treinados, análise simultânea do pulso e da respiração. Conforme as 
novas diretrizes da AHA. 
 
19 
 
 
 
 
3.3. Avaliar as vias aéreas 
 
• manter as vias aéreas pérvias através de manobras de abertura das vias aéreas 
para o trauma, retirar secreções e corpo(s) estranho(s)da cavidade oral; 
• considerar o uso de cânula orofaríngea; 
• oximetria e O2 por máscara facial, 10 a 15 l/min se SatO2 < 94%; 
• estabilizar manualmente a cabeça com alinhamento neutro da coluna cervical; 
• colocar o colar cervical assim que possível; 
 
3.4. Avaliar a presença de boa respiração e oxigenação 
 
• avaliar o posicionamento da traqueia e presença ou não de turgência jugular; 
• expor o tórax e avaliar a ventilação; 
• avaliar a simetria na expansão torácica; 
• observar presença de sinais de esforço respiratório ou uso de musculatura 
acessória; 
• avaliar a presença de lesões abertas e/ou fechadas no tórax; 
• no paciente com ventilação anormal, realizar a palpação de todo o tórax; 
 
20 
 
• considerar a necessidade de ventilação assistida através de BVM com reservatório, 
caso a frequência respiratória seja inferior a 8 mrm, ou não mantenha ventilação ou 
oxigenação adequadas. 
 
3.5. Avaliar a circulação (presença de hemorragia e avaliação da perfusão) 
 
• controlar sangramentos externos com compressão direta da lesão e/ou torniquete 
(conforme indicado); 
• avaliar reenchimento capilar (normal até 2 segundos); 
• avaliar características da pele (temperatura, umidade e coloração); 
• avaliar pulso central e radial: 
• Pulso radial ausente e pulso central presente, seguir Protocolo de Choque; 
• Pulso radial ausente e pulso central ausente, seguir com Protocolo de PCR; 
• se possível, aferir a pressão arterial precocemente. 
 
 
 
Nesse tópico é importante destacar que o PHTLS contraindica a elevação do 
membro e compressão indireta para controle de hemorragias. Sendo 
recomendado o uso de torniquetes com recomendações específicas que estudamos 
na aula de choque. 
 
21 
 
3.6. Avaliar o estado neurológico 
 
• Aplicar AVDI ou a Escala de Coma de Glasgow (que estudaremos na próxima aula); 
 
 
 
• Avaliar pupilas; 
 
 
 
10. (VUNESP 2012) No controle do uso de drogas causadoras de dependência, em um 
exame clínico, é comum observar-se, como efeito imediato após a utilização de cocaína, a 
presença de: 
 
a) pupilas normais. 
b) miose. 
c) midríase. 
d) nistagmos. 
e) ptose palpebral unilateral. 
 
Comentários: 
Letra C. Midríase 
Após o uso de drogas ocorre a dilatação da pupila, também chamada de midríase. 
 
22 
 
 
11. (CESPE 2008) Miose é a denominação dada ao aumento do diâmetro da pupila. 
 
Comentários: 
Errado. O Aumento do diâmetro da pupila é midríase. A miose é o inverso, refere-se à 
redução do diâmetro da pupila. 
 
 
3.7. Expor com prevenção e controle da hipotermia 
 
• cortar as vestes do paciente sem movimentação excessiva e somente das partes 
necessárias; 
• proteger o paciente da hipotermia com auxílio de manta aluminizada; 
• utilizar outras medidas para prevenir a hipotermia (ex: desligar o ar condicionado da 
ambulância); 
 
 
3.8. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma 
sistematizada 
 
 
 
3.9. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou 
transporte para a unidade de saúde 
 
A regulação médica faz parte da rede de urgências e emergências fazendo o papel 
de coordenação das ações. Após o atendimento inicial é importante conduzir esse 
paciente para um hospital com estrutura para o atendimento definitivo. 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
4. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DO PACIENTE 
COM SUSPEITA DE TRAUMA 
 
Em toda abordagem de pacientes com suspeita de trauma ou em situação ignorada 
após a realização da Avaliação Primária deve ser feito a Avaliação Secundária e em 
seguida a Avaliação Continuada. 
 
 
 
A avaliação continuada é realizada durante o transporte do paciente, devendo 
o socorrista reavaliar constantemente os sinais vitais e o aspecto geral do 
paciente. 
 
 
 
Veja essa questão! 
 
 
(COVEST-COPSET 2010) Quanto ao traumatismo, agravo inserido dentre os 
atendimentos de Urgência e Emergência, leia as alternativas abaixo e assinale V 
(verdadeiro) ou F (falso): 
 
( ) Diante do atendimento pré-hospitalar, pode-se afirmar que o tratamento inicial determina 
o prognóstico final. 
 
( ) Na chegada ao hospital, a avaliação e os cuidados podem ser divididos em 4 fases: 
avaliação primária, reanimação, avaliação secundária e cuidados definitivos. 
 
Avaliação da 
cena 
Avaliação 
inicial 
Avaliação 
dirigida 
Avaliação 
física 
Avaliação 
continuada 
 
25 
 
( ) Na avaliação primária, detectam-se problemas de: vias aéreas, respiração, circulação e 
membros assim como exame físico e neurológico completo. 
 
( ) Em se tratando de cuidados definidos, a monitorização e a avaliação constantes são 
indispensáveis para facilitar o tratamento de problemas existentes. 
 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
 
a) F, F, F, V. 
b) V, V, F, V. 
c) V, V, F, F. 
d) F, V, F, V. 
e) V, F, V, F. 
 
Comentários: 
Letra B 
A primeira alternativa está correta, pois a avaliação inicial bem conduzida aumenta as 
chances de sobrevivência do paciente. 
A segunda alternativa está correta, pois a sequência do atendimento hospitalar consiste na 
avaliação primária, reanimação, avaliação secundária e cuidados definitivos. 
A terceira alternativa está errada porque o atendimento pré-hospitalar não deve ser 
detalhado. O exame físico e neurológico deverá ser objetivo e não completo como afirma a 
alternativa. 
A quarta alternativa está correta, pois a avaliação e monitorização continua deverão ser 
instituídas, nos pacientes graves a cada 5 minutos e nos pacientes estáveis a cada 15 
minutos. Vale lembrar que após um trauma o paciente pode instabilizar rapidamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
Antes de qualquer coisa, vale esquematizar a diferença entre sinais e sintomas: 
 
 
 
Vamos esquematizar essas condutas: 
 
4.1. Sinais vitais e entrevista SAMPLA (com o paciente, familiares ou terceiros) 
 
 
 
Obs: Em pacientes inconscientes ou impossibilitados de responder, buscar 
informações com circundantes ou familiares. 
 
 
 
 
27 
 
Levando em conta essa avaliação, vale destacar os valores de normalidade dos 
sinais vitais (SSVV): 
 
 
Além da avaliação dos sinais vitais, também é realizada a avaliação da coloração da 
pele que conduz a um melhor atendimento. Convém recordar que a pele é a grande 
responsável pela regulação da temperatura e poderá apresentar-se normal, quente 
ou fria, úmida ou seca. 
 
Avaliação da pele: Em atendimento pré-hospitalar, o socorrista verifica a 
temperatura relativa da pele colocando o dorso da sua mão sobre a pele do paciente 
(na testa, no tórax ou no abdômen). O socorrista estima a temperatura relativa da 
pele pelo tato. 
 
Com relação à coloração, a pele poderá estar: 
 Pálida 
 Ruborizada 
 Cianótica. 
 
28 
 
4.2. Avaliação complementar 
 
• oximetria de pulso se disponível 
• glicemia capilar se disponível 
 
4.3. Exame da cabeça aos pés, frente e dorso 
 
Objetivo específico é localizar ferimentos, sangramentos, afundamentos, desvios, 
hematomas, alterações na cor da pele ou mucosas, assimetrias, instabilidades, 
alterações de motricidade e sensibilidade. Os métodos propedêuticos a serrem 
utilizados a inspeção seguida de palpação. 
 
Cabeça e face: 
• inspecionar e palpar o couro cabeludo, orelhas, ossos da face, olhos, pupilas 
(verificar diâmetro, reação à luz e simetria pupilar) nariz e boca; 
• observar alteraçõesna coloração e temperatura da pele. 
 
Pescoço: 
• avaliar região anterior e posterior; 
• avaliar em especial se há distensão das veias e/ou desvio de traqueia. 
 
Tórax: 
• observar em especial se há uso de musculatura acessória, tiragem intercostal, 
movimentos assimétricos, afundamentos, ferimentos incluindo o sinal do cinto de 
segurança etc. 
 
Abdome: 
• observar contusões ou lesões abertas, distensão abdominal, dor à palpação e ao 
rechaço, abdome em tábua e sinal do cinto de segurança. 
 
 
 
 
29 
 
Pelve: 
• observar sangramentos, contusões ou lesões abertas, realizar palpação das cristas 
ilíacas na busca de dor e/ou instabilidade realizando compressão látero-medial e 
ântero-posterior. 
 
Membros: 
• observar em especial a palpação de pulsos distais e perfusão dos membros 
(reenchimento capilar) 
• avaliar a força motora, solicitando que o paciente movimente os pés e/ou eleve uma 
perna de cada vez, aperte a mão do profissional e/ou eleve um braço de cada vez, se 
não houver suspeita de lesão; 
• avaliar a sensibilidade; 
• sempre realizar a avaliação comparando um membro com o outro. 
 
Dorso (se possível): 
• inspecionar a presença de deformidades, contusões, hematomas, ferimentos; 
• palpar processos espinhosos durante o posicionamento na prancha longa em busca 
de dor. 
 
 
(CESPE 2013) Um homem de quarenta e sete anos de idade deu entrada em uma 
unidade de pronto- socorro após sofrer trauma automobilístico. O paciente chegou 
acompanhado de uma equipe de atendimento especializado pré-hospitalar que, após 
empregar as medidas de avaliação primária, fez imobilização cervical completa e 
controle ventilatório com máscara facial. Na admissão, foi realizada avaliação do 
paciente e confirmado traumatismo craniencefálico (TCE). Após algumas horas, o 
paciente evoluiu com perda da consciência (escore 5 na escala de coma de Glasgow) e 
instabilidade hemodinâmica. 
Considerando o caso clínico acima apresentado e os cuidados devidos em casos de trauma, 
julgue o item. 
 
 
30 
 
 
As medidas de avaliação primária instituídas durante o atendimento pré-hospitalar 
constituem-se de exame físico detalhado da cabeça aos pés e reavaliações dos sinais vitais. 
Comentário: 
Errado. 
O erro da questão está em instituir exame físico detalhado no paciente grave no atendimento 
pré-hospitalar. O paciente em questão encontra-se grave (Glasgow 5), nesse caso o exame 
físico deve ser direcionado e rapidamente deve-se encaminhar para o hospital. No contexto 
hospitalar, após estabilizar este paciente será feito a avaliação do exame físico detalhado. 
Além disso, na avaliação primária não tem exame físico detalhado, na avaliação secundária é 
necessário fazer o exame físico, mas não detalhado ao ponto de perder tempo no socorro. 
A escala de Glasgow é um instrumento para avaliação neurológica do paciente após um 
traumatismo craniano. Através dessa escala é avaliado o nível de consciência com 3 
parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e motora. Vamos estudar essa escala de forma 
detalhada a seguir quando tratarmos de trauma craniano (ainda nessa aula). 
Após a avaliação secundária e durante o transporte do paciente para o hospital, deve ser 
feito avaliações continuas e monitoramento da evolução dos sinais e sintomas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
5. ESCALA DE GLASGOW 
 
 
A Escala de Glasgow é uma escala neurológica que permite medir/avaliar o nível 
de consciência de uma pessoa que tenha sofrido um traumatismo crânio-
encefálico. 
É usada durante as primeiras 24 horas posteriores ao trauma e avalia três 
parâmetros: 
1. A abertura ocular; 
2. A resposta motora; e 
3. A resposta verbal. 
 
No atendimento do trauma a escala de Glasgow deve ser reavaliada a cada 5 a 10 
min. Atenção pessoal, esse é um tópico que é bastante cobrado nas provas de 
concursos. 
 
 
 
32 
 
A escala é usada para classificar o paciente utilizando pontos como referência. 
Segue abaixo: 
 
 
 
Outras questões para praticar! 
 
 
(Consulplan2015) Escala de coma de Glasgow permite avalia nível de consciência de 
indivíduos que tenham sofrido traumatismo crânio encefálico, definindo a intensidade 
do traumatismo em leve, moderada e grave. Um traumatismo crânioencefálico é 
considerado moderado, quando o escore da escala de coma de Glasgow é de: 
 
a) 7-10. 
b) 6-11. 
c) 5-10. 
d) 9-12. 
 
 
33 
 
Comentários: 
Letra D 
Veja as classificações: 
• 3 - lesão gravíssima. 
• menor que 8 - lesão grave. 
• entre 9 e 12 - lesão moderada 
• entre 13 e 15 - lesão leve 
• 15 - sem lesão. 
 
 
 
(AOCP/2014) Segundo a Escala de Glasgow: 
 
a) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica moderada, apresentando a abertura ocular 
à dor; resposta verbal com palavras inapropriadas e resposta motora com movimentos de 
retirada. 
b) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica mínima com abertura ocular à voz, resposta 
verbal confusa e resposta motora que obedece a comandos. 
c) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave e necessidade de via aérea definitiva; 
abertura ocular à dor; resposta verbal de palavras incompreensíveis e resposta motora de 
flexão anormal. 
d) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica irremediável com abertura ocular à dor; 
resposta verbal nenhuma e resposta motora de extensão anormal. 
e) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave com abertura ocular à voz; resposta 
verbal confusa e resposta motora com movimento de retirada. 
 
Comentários: 
Letra A 
A Letra B está errada porque lesão mínima é quando a pontuação está entre 13 a 15. 
Conforme o quadro do paciente na letra B, realmente ele apresenta lesão mínima (Ocular (3); 
verbal (4); motor (6) = 13), porém a alternativa classificou o Escores de 09 a 12 sendo lesão 
neurológica mínima e sabemos que este índice é lesão moderada. 
 
A Letra C está errada, a classificação do paciente é a seguinte: Ocular (2); verbal (2); motor 
(3) = 7, classificado como grave. 
 
34 
 
 
A Letra D está errada, pois o paciente apresenta lesão grave conforme pontuação: Ocular 
(2); verbal (1); motor (2) = 5 e não entre 9 e 12 como trás a alternativa 
 
Na Letra E o paciente apresenta escorre Ocular (3); verbal (4); motor (4) = 12, ou seja, lesão 
moderada e não grave como mostra a alternativa. 
 
 
(FGV/2014) Um paciente de 30 anos, vítima de acidente automobilístico, foi internado 
na Unidade de Tratamento Intensivo. Ele apresenta abertura ocular ao estímulo 
doloroso, resposta verbal com sons ininteligíveis e flexão ao estímulo doloroso 
(decorticação). De acordo com os parâmetros da escala de coma de Glasgow, o nível 
de consciência desse paciente é compatível com: 
 
a) estado vegetativo. 
b) normalidade. 
c) coma superficial. 
d) coma profundo. 
e) coma intermediário. 
 
Comentários: 
Letra E 
 abertura ocular ao estímulo doloroso 2 
 resposta verbal com sons ininteligíveis 2 
 flexão ao estímulo doloroso 3 
 
 
(CESPE 2013) Considerando o conceito de nível de consciência como o grau de alerta 
comportamental apresentado pelo indivíduo, nota-se uma grande possibilidade de 
variação desse parâmetro em pacientes. No que se refere à avaliação do nível de 
consciência em pacientes vítimas de trauma, assinale a opção correta. 
 
 
35 
 
A) Segundo o indicador melhor resposta motora, os pacientes recebem pontuações que 
variam de 1 a 5 na escala de coma de Glasgow. 
B) Em vítimas de trauma com déficit de consciência, deve-se considerarinicialmente abuso 
de álcool ou outras drogas e, depois de descartadas essas hipóteses, devem-se investigar 
hipoperfusão e hipóxia. 
C) De acordo com o indicador abertura ocular, da escala de coma de Glasgow, o paciente 
recebe pontuação que varia de 1 a 5. Esse indicador está diretamente ligado à aparência de 
vigília, que é um parâmetro de avaliação do funcionamento do mecanismo de ativação do 
córtex cerebral. 
D) Quando presente, a resposta verbal coerente indica o mais alto grau de integração do 
sistema nervoso central, e o paciente pode ser categorizado com pontuação de 1 a 3 na 
escala de coma de Glasgow. 
E) Após a avaliação e correção dos fatores envolvidos na ventilação e oxigenação pulmonar 
e na circulação do sangue, a próxima etapa da avaliação primária do paciente 
politraumatizado é a avaliação da função cerebral. 
 
Comentários: 
Letra E 
Lembre-se que a avaliação da resposta ocular varia de 1 a 4, resposta verbal de 1 a 5 e a 
resposta motora de 1 a 6. 
 
A letra A está errada, pois a Resposta Motora varia de 1 a 6 e não de 1 a 5 conforme relatou 
a alternativa. 
 
A Letra B está errada porque o correto é o inverso: PRIMEIRO AVALIA HIPOPERFUSÃO E 
HIPÓXIA e depois a causa do problema. 
 
A letra C está errada, pois a abertura ocular varia de 1 a 4. 
 
A letra D está errada, pois a resposta verbal varia de 1 a 5. 
 
 
 
(CESPE 2013) Julgue o item seguinte, relativos ao atendimento inicial ao 
politraumatizado e à avaliação de consciência no paciente em estado de coma. 
 
36 
 
 
De acordo com a escala de Glasgow, todos os pacientes cujo somatório de pontos seja igual 
ou menor que oito são considerados em coma. 
 
Comentários: 
Certo. 
 
GRAUS DE COMA 
• escore 11 - Coma superficial 
• escore 7- Coma intermediário 
• escore 4 - Coma profundo. 
• escore 3 – Coma profundo (85% de probabilidade de morte; estado vegetativo) 
 
 
 
(IDECAN 2014) “Um paciente dá entrada no pronto-socorro com história de crise 
convulsiva em casa, rebaixamento do nível de consciência, hipertenso e taquicárdico. 
No exame físico, o enfermeiro aplica a escala de coma de Glasgow, que mostra que o 
paciente apresentava abertura ocular à dor, nenhuma resposta verbal e movimento de 
retirada ao estímulo doloroso.” 
Quanto ao somatório, pode-se encontrar o seguinte valor: 
 
a) 15 (normalidade). 
b) 4 (estado de coma superficial). 
c) 11 (estado de coma profundo). 
d) 12 (estado de coma superficial). 
e) 7 (estado de coma intermediário). 
 
Comentários: 
Letra E. 
Vamos classificar esse paciente: 
Abertura ocular à dor2 
Nenhuma resposta verbal 1 
Movimento de retirada ao estímulo doloroso  4 
2 + 1+ 4 = 7, sendo classificado coma intermediário. 
 
37 
 
Finalizamos nossa aula sobre a cinemática do trauma, avaliação primária e 
secundária do paciente após um trauma e escala de Glasgow. Na próxima aula 
abordaremos trauma de crânio (TCE), face, coluna (TRM) e tórax, espero por vocês! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
QUESTÕES PARA PRATICAR 
 
 
1. (FUNDEP CISSUL – MG 2013) A cinemática do trauma possibilita a suspeita 
de algumas lesões e contribui para que se evitem lesões despercebidas. 
Sobre esse tema é CORRETO afirmar que: 
 
a) através da análise do tipo de impacto é possível determinar qual era a posição 
do ocupante no veículo. 
b) a tatuagem traumática é um sinal de que o ocupante do veículo não estava 
usando o cinto de segurança. 
c) a “fratura em olho de touro” surge na região frontal de vítimas que estavam sem 
uso do cinto de segurança e foram lançadas contra o para-brisa. 
d) na avaliação de vítimas de acidentes automobilísticos o enfermeiro deve 
considerar dois aspectos importantes: velocidade aproximada no momento do 
acidente e tipo de veículo envolvido no acidente. 
 
2. (IF-TO 2015 IF-TO) Deve ser considerado como um paciente prioritário, pela 
potencialidade de sua gravidade, pois pode ter suas funções vitais 
deterioradas em curto período de tempo, uma vez que o trauma grave 
frequentemente produz lesões em vários órgãos dependendo do mecanismo 
de acidente e da região anatômica do organismo que foi atingida. 
 
 a) Politraumatismo. 
 b) Trauma obstétrico. 
 c) TCE. 
 d) Trauma de face. 
 e) Trauma de extremidades. 
 
 
 
 
 
39 
 
 
3. (FUNDEP 2013) Sobre o atendimento pré-hospitalar de vítimas de trauma é 
INCORRETO afirmar que: 
 
 a) as lesões ameaçadoras da vida devem ser abordadas na cena do acidente. 
 b) o hospital de destino deve ser o mais próximo; o fato de não estar devidamente 
preparado com profissionais e equipamentos, não é fator que determine a escolha. 
 c) a equipe de pré-hospitalar deve estimar a direção e a velocidade de impacto do 
veículo no corpo da vítima em caso de atropelamento. 
 d) o uso do cinto de segurança impede muitas lesões graves, mas pode causar 
outras. 
 
4. (FCC TRT 9ª 2015) Em uma situação de atendimento de vítima de 
atropelamento em uma avenida de grande circulação, a primeira preocupação 
que um indivíduo leigo deve ter ao se aproximar da cena é: 
 
 a) avaliar a segurança do local. 
 b) procurar por hemorragia na vítima. 
 c) iniciar a coleta de informações sobre a causa do acidente. 
 d) imobilizar a coluna cervical da vítima. 
 e) verificar se a vítima está respirando adequadamente. 
 
5. (CIAS-MG Iniciativa Global 2016) Colares cervicais rígidos são bastante 
utilizados em vítimas de trauma. A sua finalidade principal e específica é 
proteger a coluna cervical de compressão. Todas as afirmativas abaixo fazem 
parte das diretrizes para utilização de colares cervicais rígidos, EXCETO: 
 
a) Seu uso isoladamente garante a imobilização adequada da coluna cervical do 
paciente. 
b) Devem ser de tamanho adequado para cada paciente. 
c) Não devem impedir a abertura da boca do paciente, espontânea ou realizada 
 
40 
 
pelo socorrista caso ocorra vômito. 
d) Não devem obstruir ou dificultar a ventilação. 
 
6. (FCC 2013) Uma vítima de atropelamento por carro está sendo transportada 
em prancha longa para a ambulância. Observa-se que foi aplicado na vítima 
colar cervical com o objetivo principal de: 
 
a) evitar o deslocamento da articulação temporomandibular. 
b) facilitar a respiração. 
c) prevenir a formação de úlcera de pressão. 
d) estabilizar a formação de coágulos sanguíneos. 
e) imobilizar a coluna cervical. 
 
7. (FCC 2015) Ao prestar cuidados à vítima de queda do andaime, com 
parestesia nos membros superiores e inferiores, no cuidado imediato para 
mobilização e transporte requer o controle da coluna cervical e: 
 
a) posicionamento em decúbito dorsal horizontal para facilitar a rotação da cabeça. 
b) instalação de colar cervical e elevação do decúbito a 90 graus para melhorar a 
permeabilidade da via aérea. 
c) estabilização manual da cabeça e instalação de colar cervical, em decúbito 
dorsal horizontal em prancha rígida. 
d) posicionamento do tronco, pescoço e cabeça, lateralizados à esquerda. 
e) extensão do pescoço e elevação do mento para colocação de coxim para 
estabilidade cervical. 
 
8. (VUNESP 2013) O técnico de enfermagem se depara com indivíduo caído 
próximo a uma escada móvel em ambiente extra-hospitalar, e o indivíduo 
apresenta-se consciente, referindo dor em região cervical e formigamento em 
membros superiores e inferiores. Na chegada do serviço móvel de urgência, 
com a suspeita de lesão medular, o posicionamento adequado no transporte 
 
41do indivíduo requer: 
 
a) instalar o colar cervical e sentá-lo na cadeira de rodas, encaminhando-o até a 
ambulância de suporte avançado. 
b) utilizar lençol ou toalha para transferência até a maca de transporte, mantendo-o 
em decúbito elevado. 
c) ficar de frente para esse indivíduo, e orientá-lo a colocar as mãos sobre o seu 
ombro para que ele possa ficar em posição ereta. 
d) auxiliar a equipe de resgate, acomodando-o na maca de transporte, sentando-o 
lentamente. 
e) colocar o colar cervical, efetuar mobilização em bloco e manter em posição 
dorsal, na prancha rígida. 
 
9. (CESGRANRIO PETROBRÁS 2011) A primeira etapa de avaliação, na 
abordagem primária completa à vítima de trauma, é a de verificação de: 
 
 a) vias aéreas com controle cervical. 
 b) exposição da vítima. 
 c) estado neurológico. 
 d) respiração. 
 e) circulação com controle de hemorragias. 
 
10. (VUNESP 2012) No controle do uso de drogas causadoras de 
dependência, em um exame clínico, é comum observar-se, como efeito 
imediato após a utilização de cocaína, a presença de: 
 
a) pupilas normais. 
b) miose. 
c) midríase. 
d) nistagmos. 
e) ptose palpebral unilateral. 
 
42 
 
 
11. (CESPE 2008) Miose é a denominação dada ao aumento do diâmetro da 
pupila. 
 
12. (COVEST-COPSET 2010) Quanto ao traumatismo, agravo inserido dentre 
os atendimentos de Urgência e Emergência, leia as alternativas abaixo e 
assinale V (verdadeiro) ou F (falso): 
( ) Diante do atendimento pré-hospitalar, pode-se afirmar que o tratamento inicial 
determina o prognóstico final. 
( ) Na chegada ao hospital, a avaliação e os cuidados podem ser divididos em 4 
fases: avaliação primária, reanimação, avaliação secundária e cuidados definitivos. 
 ( ) Na avaliação primária, detectam-se problemas de: vias aéreas, respiração, 
circulação e membros assim como exame físico e neurológico completo. 
( ) Em se tratando de cuidados definidos, a monitorização e a avaliação constantes 
são indispensáveis para facilitar o tratamento de problemas existentes. 
 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
 
a) F, F, F, V. 
b) V, V, F, V. 
c) V, V, F, F. 
d) F, V, F, V. 
e) V, F, V, F. 
 
 
43 
 
 
13. (CESPE 2013) Um homem de quarenta e sete anos de idade deu entrada 
em uma unidade de pronto- socorro após sofrer trauma automobilístico. O 
paciente chegou acompanhado de uma equipe de atendimento especializado 
pré-hospitalar que, após empregar as medidas de avaliação primária, fez 
imobilização cervical completa e controle ventilatório com máscara facial. Na 
admissão, foi realizada avaliação do paciente e confirmado traumatismo 
craniencefálico (TCE). Após algumas horas, o paciente evoluiu com perda da 
consciência (escore 5 na escala de coma de Glasgow) e instabilidade 
hemodinâmica. 
Considerando o caso clínico acima apresentado e os cuidados devidos em 
casos de trauma, julgue o item. 
 
As medidas de avaliação primária instituídas durante o atendimento pré-hospitalar 
constituem-se de exame físico detalhado da cabeça aos pés e reavaliações dos 
sinais vitais. 
 
14. (Consulplan2015) Escala de coma de Glasgow permite avaliar o nível 
de consciência de indivíduos que tenham sofrido traumatismo crânio 
encefálico, definindo a intensidade do traumatismo em leve, moderada e 
grave. Um traumatismo crânioencefálico é considerado moderado, quando o 
escore da escala de coma de Glasgow é de: 
 
a) 7-10. 
b) 6-11. 
c) 5-10. 
d) 9-12. 
 
 
44 
 
 
15. (AOCP/2014) Segundo a Escala de Glasgow: 
 
a) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica moderada, apresentando a 
abertura ocular à dor; resposta verbal com palavras inapropriadas e resposta 
motora com movimentos de retirada. 
b) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica mínima com abertura ocular à 
voz, resposta verbal confusa e resposta motora que obedece a comandos. 
c) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave e necessidade de via aérea 
definitiva; abertura ocular à dor; resposta verbal de palavras incompreensíveis e 
resposta motora de flexão anormal. 
d) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica irremediável com abertura ocular 
à dor; resposta verbal nenhuma e resposta motora de extensão anormal. 
e) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave com abertura ocular à voz; 
resposta verbal confusa e resposta motora com movimento de retirada. 
 
 
16. (FGV/2014) Um paciente de 30 anos, vítima de acidente automobilístico, 
foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo. Ele apresenta abertura 
ocular ao estímulo doloroso, resposta verbal com sons ininteligíveis e flexão 
ao estímulo doloroso (decorticação). De acordo com os parâmetros da escala 
de coma de Glasgow, o nível de consciência desse paciente é compatível 
com: 
 
a) estado vegetativo. 
b) normalidade. 
c) coma superficial. 
d) coma profundo. 
e) coma intermediário. 
 
 
 
45 
 
 
17. (CESPE 2013) Considerando o conceito de nível de consciência como o 
grau de alerta comportamental apresentado pelo indivíduo, nota-se uma 
grande possibilidade de variação desse parâmetro em pacientes. No que se 
refere à avaliação do nível de consciência em pacientes vítimas de trauma, 
assinale a opção correta. 
 
A) Segundo o indicador melhor resposta motora, os pacientes recebem pontuações 
que variam de 1 a 5 na escala de coma de Glasgow. 
B) Em vítimas de trauma com déficit de consciência, deve-se considerar 
inicialmente abuso de álcool ou outras drogas e, depois de descartadas essas 
hipóteses, devem-se investigar hipoperfusão e hipóxia. 
C) De acordo com o indicador abertura ocular, da escala de coma de Glasgow, o 
paciente recebe pontuação que varia de 1 a 5. Esse indicador está diretamente 
ligado à aparência de vigília, que é um parâmetro de avaliação do funcionamento 
do mecanismo de ativação do córtex cerebral. 
D) Quando presente, a resposta verbal coerente indica o mais alto grau de 
integração do sistema nervoso central, e o paciente pode ser categorizado com 
pontuação de 1 a 3 na escala de coma de Glasgow. 
E) Após a avaliação e correção dos fatores envolvidos na ventilação e oxigenação 
pulmonar e na circulação do sangue, a próxima etapa da avaliação primária do 
paciente politraumatizado é a avaliação da função cerebral. 
 
18. (CESPE 2013) Julgue o item seguinte, relativos ao atendimento inicial ao 
politraumatizado e à avaliação de consciência no paciente em estado de 
coma. 
 
De acordo com a escala de Glasgow, todos os pacientes cujo somatório de pontos 
seja igual ou menor que oito são considerados em coma. 
 
 
 
46 
 
 
19. (IDECAN 2014) “Um paciente dá entrada no pronto-socorro com história 
de crise convulsiva em casa, rebaixamento do nível de consciência, 
hipertenso e taquicárdico. No exame físico, o enfermeiro aplica a escala de 
coma de Glasgow, que mostra que o paciente apresentava abertura ocular à 
dor, nenhuma resposta verbal e movimento de retirada ao estímulo 
doloroso.” 
 
Quanto ao somatório, pode-se encontrar o seguinte valor: 
 
a) 15 (normalidade). 
b) 4 (estado de coma superficial). 
c) 11 (estado de coma profundo). 
d) 12 (estado de coma superficial). 
e) 7 (estado de coma intermediário). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
 
GABARITO 
 
 
1 D 
2 A 
3 C 
4 A 
5 A 
6 E 
7 C 
8 E 
9 A 
10 C 
11 Errado 
12 B 
13 Errado 
14 D 
15 A 
16 E 
17 E 
18 Certo 
19 E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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