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Português Questão 195: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Procuradoria/2016 Assunto: Concordância (Verbal e Nominal) Texto CB5A1AAA Tratando-se do dever de prestar contas anuais, cabe, inicialmente, verificar como tal obrigação está preceituada no ordenamento jurídico. A Constituição Federal prevê que cabe ao presidente prestar contas anualmente ao Poder Legislativo. Por simetria, tal obrigação estende-se ao governador do estado e aos prefeitos municipais. O dever anual de prestar contas é da pessoa física. Assim sendo, no nível municipal, esse dever é do prefeito, que, nesse caso, age em nome próprio, e não em nome do município. Tal obrigação se dá em virtude de força da lei. O povo, que outorgou mandato ao prefeito para gerir seus recursos, exige do prefeito — por meio de norma editada pelos seus representantes — a prestação de contas. Sendo tal prestação obrigação personalíssima, não se pode admitir que seja executada por meio de pessoa interposta. Isso quer dizer que o tribunal de contas deve recusar, por exemplo, a prestação de contas apresentada por uma prefeitura referente à obrigação de um ex-prefeito. Quer dizer também que o ex-prefeito continua sujeito a todas as sanções previstas para aqueles que não prestam contas. Por essa razão, é necessário que haja a separação das contas — que devem, inclusive, ser processadas em autos distintos — quando ocorrer de o cargo de prefeito ser ocupado por mais de uma pessoa durante o exercício financeiro. Nesse caso, cada um será responsável pelo período em que ocupou o cargo. Ailana Sá Sereno Furtado. O dever de prestar contas dos prefeitos. Internet: < https://jus.com.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto CB5A1AAA. Sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, o trecho “é necessário que haja a separação das contas” poderia ser reescrito da seguinte forma: é necessário que hajam contas separadas. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/386470 Questão 196: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Concordância (Verbal e Nominal) Texto CB8A1AAA A democracia participativa pressupõe várias formas de atuação do cidadão na condução política e administrativa do Estado. No Brasil, destacam-se as audiências públicas previstas constitucionalmente e em diversas normas infraconstitucionais. As audiências públicas constituem um importante instrumento de abertura participativa que proporciona legitimidade e transparência às decisões tomadas pelas diferentes esferas de poder. Tal instituto possui raízes no direito anglo-saxão e fundamenta-se no princípio da justiça natural. Esse princípio atualmente se traduz no dever de escutar-se o público antes da edição de normas administrativas ou legislativas de caráter geral, ou de decisões de grande impacto para a comunidade. As audiências públicas integram o perfil dos Estados democráticos de direito, modelados pelo constitucionalismo europeu do pós-guerra, segundo o qual o poder político não apenas emana do povo, sendo em nome dele exercido, mas comporta a participação direta do povo. É por meio dessas audiências que o responsável pela decisão tem acesso às diversas opiniões sobre a matéria debatida e abre a oportunidade para as pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se manifestarem antes de seu desfecho. Janaína de Carvalho Pena Souza. A realização de audiências públicas como fator de legitimação da jurisdição constitucional. In: De Jure – Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, v.10, n.º 17, jul.-dez./2011, p. 392 (com adaptações). Em relação aos elementos linguísticos do texto CB8A1AAA, julgue o item a seguir. A forma verbal “manifestarem” está flexionada no plural para concordar com “as pessoas”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390263 Questão 197: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016 Assunto: Concordância (Verbal e Nominal) Texto para o item Ao combater a febre amarela, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método então tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 1 de 76 21/05/2017 18:44 Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seu ápice. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga Contra a Vacinação Obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou a rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O governo derrotou a rebelião, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, uma epidemia de varíola levou a população aos postos de vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do sanitarista. Osvaldo Cruz. Internet: <http://portal.fiocruz.br/ptbr/content/oswaldo-cruz> (com adaptações). Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item. A forma verbal “acreditava” está flexionada no singular para concordar com a palavra “parte”, mas poderia ser substituída sem prejuízo à correção gramatical pela forma verbal acreditavam, que estabeleceria concordância com o termo composto “dos médicos e da população”. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/419630 Questão 198: CESPE - Diplomata/IRBr/2016 Assunto: Concordância (Verbal e Nominal) Texto O índio não teve muita sorte na literatura brasileira, depois do Romantismo. Enquanto nas letras hispano-americanas viceja um esplêndido indigenismo pelo século XX adentro, com tantos e tão importantes criadores dedicando-se a transpor o índio para a ficção, no Brasil se podem contar nos dedos das mãos os casos. Torna a trazer o assunto à baila o aparecimento e grande vendagem de Maíra, romance de Darcy Ribeiro. O renomado antropólogo já tinha em seu acervo de realizações uma respeitável brasiliana, incluindo vários trabalhos sobre os índios, um dos quais, a história de Uirá, fora transformado em filme no início da década de 70. Maíra é, portanto, a primeira incursão do autor pelo épico, a menos que se considere a história de Uirá como uma primeira aproximação ao gênero. O relato, como o filme, dá conta do trágico percurso de Uirá, da tribo Urubu-Kaapor, no Maranhão deste século, o qual um dia fica iñaron quando, após muitas desgraças comuns ao destino dos índios brasileiros, como fome, espoliação, epidemias, perseguições, perde também um dos filhos. A palavra tupi iñaron designa um estado de fúria sagrada, associado ao sofrimento excessivo, não deixando de lembrar as famosas fúrias dos heróis gregos: Hércules, uma vez acometido por um desses acessos, enviado pela vingativa Hera, matou, sem o saber, seus três filhos e esposa, tal como vem narrado na tragédia Héracles Furioso, de Eurípedes. Nas Bacantes, do mesmo autor, Agave, fora de si, participa do desmembramento de seu filho adulto, Penteu, rei de Tebas. E talvez o mais formidável exemplo seja o da cólera de Aquiles, que dá nascimento à inteira composição da Ilíada, desencadeada por sua recusa a continuar lutando. Devido à recusa deAquiles, quase foi perdida a guerra de Troia e, não fosse sua fúria, o poema não teria sido composto. Em meio ao furacão histórico da fase do capitalismo selvagem no país, quando o acirramento da acumulação leva multinacionais e suas cabeças-de-ponte nacionais a apropriar-se dos mais recônditos confins com vistas ao lucro, encontram-se, estonteados, os índios. O único problema dos Mairum — nome inventado, tribo arquetípica de todas as tribos, povo de Maíra — é como sobreviver e como fazer sua cultura sobreviver, com crescente dificuldade. O romance inteiro soa como uma lamentação, um carpir sobre o fim de uma civilização das mais admiráveis. Seus trechos mais bem realizados são aqueles nos quais uma espécie de narrador coletivo índio dá conta de sua maneira de ver o mundo, de como compreende e interpreta seus hábitos e tradições; e, o que é mais importante, franqueia para o leitor seu tremendo desejo de sobrevivência e alegria de viver. A produção e publicação de um romance como esse, agora, mostra como o índio está mais vivo do que nunca em sua conexão com a literatura brasileira. Tampouco deve ser uma coincidência que, neste exato momento, outras ficções, filmes, romances, peças de teatro, novelas de televisão, canções, estejam sendo feitos, todos sobre os índios, todos lutando em defesa de sua preservação para a História. Quando há tanta desconfiança em relação à pulsão destrutiva da civilização ocidental e entre nós é tão escandaloso o capitalismo selvagem, isso pode vir a significar alguma coisa. Talvez uma postura mais cautelosa e menos arrogante, de quem está aprendendo a perceber que outras civilizações encontraram saídas melhores e, sobretudo, não suicidas para males que hoje parecem irremediáveis, como o problema do poder, da proliferação e potenciação dos armamentos, da destruição da natureza, do Estado e de seu aparelho, da igualdade nunca encontrada. A alegoria da moça branca morta ao parir mestiços mortos poderá significar também o caráter heteroletal e autoletal da etnia branca? Pode ser que a importância da civilização indígena esteja, final e penosamente, penetrando na consciência do corpo social brasileiro. Walnice Nogueira Galvão. Indianismo revisitado. In: Esboço de figura – Homenagem a Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1979, p. 379-89 (com adaptações). Acerca das relações semântico-sintáticas e do vocabulário do texto, julgue o item seguinte. Na oração que inicia o segundo parágrafo, o verbo concorda com o primeiro núcleo do sujeito posposto, concordância verbal abonada pela gramática normativa. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/422451 Questão 199: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Pontuação O surgimento da Internet remonta à década de 60 do século passado, em um projeto do governo norte-americano no combate à guerra, pelo qual as comunicações intragovernamentais passaram a ser internalizadas, para evitar a publicação de dados relevantes à segurança nacional. Posteriormente, na década de 70, foi criado o protocolo Internet, que permitiu a comunicação entre os seus poucos usuários até então, uma vez que ela ainda estava restrita aos centros de pesquisa dos Estados Unidos da América. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 2 de 76 21/05/2017 18:44 Na década de 80, foi ampliado o uso da Internet para a forma comercial e, finalmente, na década de 90, a Internet alcançou o seu auge, pois atingiu praticamente todos os meios de comunicação. O histórico dos crimes cibernéticos, por sua vez, remonta à década de 70, quando, pela primeira vez, foi definido o termo hacker, como sendo aquele indivíduo que, dotado de conhecimentos técnicos, promove a invasão de sistemas operacionais privados e a difusão de pragas virtuais. Artur Barbosa da Silveira. Os crimes cibernéticos e a Lei n.o 12.737/2012. In: Internet: <www.conteudojuridico.com.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, acerca das ideias, das estruturas linguísticas e da tipologia do texto. As vírgulas empregadas nas linhas 4 e 5 isolam oração de natureza condicional. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258009 Questão 200: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Pontuação Texto I Os primeiros anos que se seguiram à Proclamação da República foram de grandes incertezas quanto aos trilhos que a nova forma de governo deveria seguir. Em uma rápida olhada, identificam-se dois grupos que defendiam diferentes formas de se exercer o poder da República: os civis e os militares. Os civis, representados pelas elites das principais províncias — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul —, queriam uma república federativa que desse muita autonomia às unidades regionais. Os militares, por outro lado, defendiam um Poder Executivo forte e se opunham à autonomia buscada pelos civis. Isso sem mencionar as acirradas disputas internas de cada grupo. Esse era um quadro que demonstrava a grande instabilidade sentida pelos cidadãos que viveram naqueles anos. Mas havia cidadãos? Formalmente, a Constituição de 1891 definia como cidadãos os brasileiros natos e, em regra, os naturalizados. Podiam votar os cidadãos com mais de vinte e um anos de idade que tivessem se alistado conforme determinação legal. Mas o que, exatamente, significava isso? Em 1894, na primeira eleição para presidente da República, votaram 2,2% da população. Tudo indica que, apesar de a República ter abolido o critério censitário e adotado o voto direto, a participação popular continuou sendo muito baixa em virtude, principalmente, da proibição do voto dos analfabetos e das mulheres. No que se refere à legislação eleitoral, alguns instrumentos legais vieram a público, mas nenhum deles alterou profundamente o processo eleitoral da época. As principais alterações promovidas na legislação contemplaram o fim do voto censitário e a manutenção do voto direto. Essas modificações, embora importantes, tiveram pouca repercussão prática, já que o voto ainda era restrito — analfabetos e mulheres não votavam — e o processo eleitoral continuava permeado por toda sorte de fraudes. Ane Ferrari Ramos Cajado, Thiago Dornelles e Amanda Camylla Pereira. Eleições no Brasil: uma história de 500 anos. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, 2014, p. 27-8. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, acerca das estruturas linguísticas do texto I. Caso as vírgulas que isolam o trecho “representados (...) do Sul —” (l. de 3 a 4) fossem suprimidas, a correção gramatical do texto seria mantida, mas o seu sentido original seria alterado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258318 Questão 201: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Pontuação Texto I Os primeiros anos que se seguiram à Proclamação da República foram de grandes incertezas quanto aos trilhos que a nova forma de governo deveria seguir. Em uma rápida olhada, identificam-se dois grupos que defendiam diferentes formas de se exercer o poder da República: os civis e os militares. Os civis, representados pelas elites das principais províncias — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul —, queriam uma república federativa que desse muita autonomia às unidades regionais. Os militares, por outro lado, defendiam um Poder Executivo forte e se opunham à autonomia buscada pelos civis. Isso sem mencionar as acirradas disputas internas de cada grupo. Esse era um quadro que demonstrava a grande instabilidade sentida pelos cidadãos que viveram naqueles anos. Mas havia cidadãos? Formalmente, a Constituição de 1891 definia como cidadãos os brasileirosnatos e, em regra, os naturalizados. Podiam votar os cidadãos com mais de vinte e um anos de idade que tivessem se alistado conforme determinação legal. Mas o que, exatamente, significava isso? Em 1894, na primeira eleição para presidente da República, votaram 2,2% da população. Tudo indica que, apesar de a República ter abolido o critério censitário e adotado o voto direto, a participação popular continuou sendo muito baixa em virtude, principalmente, da proibição do voto dos analfabetos e das mulheres. No que se refere à legislação eleitoral, alguns instrumentos legais vieram a público, mas nenhum deles alterou profundamente o processo eleitoral da época. As principais alterações promovidas na legislação contemplaram o fim do voto censitário e a manutenção do voto direto. Essas modificações, embora importantes, tiveram pouca repercussão prática, já que o voto ainda era restrito — analfabetos e mulheres não votavam — e o processo eleitoral continuava permeado por toda sorte de fraudes. Ane Ferrari Ramos Cajado, Thiago Dornelles e Amanda Camylla Pereira. Eleições no Brasil: uma história de 500 anos. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, 2014, p. 27-8. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, acerca das estruturas linguísticas do texto I. A inserção de vírgula logo após “Mas” (l.6) não prejudicaria a correção gramatical do texto, pois, nesse caso, a utilização da vírgula é de caráter facultativo. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258319 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 3 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 202: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Pontuação Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º 3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se. Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no município e no distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse possível afixar nelas — como locais públicos que eram — editais informando eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos. Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009, p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com relação às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte. Caso a vírgula que sucede o vocábulo “eleitoral” fosse suprimida, o sentido do texto seria preservado, mas não a sua correção gramatical. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258354 Questão 203: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Pontuação Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º 3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se. Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no município e no distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse possível afixar nelas — como locais públicos que eram — editais informando eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos. Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009, p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com relação às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte. Nas linhas 11 e 12, as vírgulas empregadas após os vocábulos “provincial” e “geral” evitam a repetição da expressão “tinham apenas de comprovar”, já expressa na linha 11. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258355 Questão 204: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Pontuação O Decreto n.º 1 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, primeiro Código Eleitoral pátrio, instituiu a justiça eleitoral no Brasil, com funções contenciosas e administrativas. Eram seus órgãos: um Tribunal Superior (de justiça eleitoral — o decreto não menciona justiça eleitoral), na capital da República; um tribunal regional, na capital de cada estado, no DF e na sede do governo do território do Acre, além de juízes eleitorais nas comarcas e nos distritos. O Tribunal Superior — de justiça eleitoral — com jurisdição em todo o território nacional,compunha-se de oito membros efetivos e oito substitutos, e era presidido pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A ele se somavam dois membros efetivos e dois substitutos, sorteados dentre os ministros do STF, além de dois efetivos e dois substitutos, sorteados dentre os desembargadores da Corte de Apelação do DF. Por fim, integravam a Corte três membros efetivos e quatro substitutos, escolhidos pelo chefe do governo provisório dentre quinze cidadãos, indicados pelo STF, desde que atendessem aos requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral. Dentre seus membros, elegia o Tribunal Superior, em escrutínio secreto, por meio de cédulas com o nome do juiz e a designação do cargo, um vice-presidente e um procurador para exercer as funções do Ministério Público, tendo este último a denominação de procurador-geral da justiça eleitoral. Em relação a esse cargo, nota-se uma peculiaridade, à época da criação do TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 4 de 76 21/05/2017 18:44 Tribunal Superior: o procurador-geral da justiça eleitoral não era o procurador-geral da República, mas sim um membro do próprio tribunal. As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias atuais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2008, p. 11. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. Caso a vírgula que sucede o nome “cidadãos” fosse suprimida, a correção gramatical do texto seria mantida. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258492 Questão 205: CESPE - Ana MPU/MPU/Apoio Técnico Administrativo/Atuarial/2015 Assunto: Pontuação Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”. Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos. Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p. 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações). Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas do texto. A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas, caso a vírgula empregada logo após o vocábulo “que” fosse eliminada. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258809 Questão 206: CESPE - Aud Gov (CGE PI)/CGE PI/Geral/2015 Assunto: Pontuação Texto II Uma casa tem muita vez as suas relíquias, lembranças de um dia ou de outro, da tristeza que passou, da felicidade que se perdeu. Supõe que o dono pense em as arejar e expor para teu e meu desenfado. Nem todas serão interessantes, não raras serão aborrecidas, mas, se o dono tiver cuidado, pode extrair uma dúzia delas que mereçam sair cá fora. Chama-lhe à minha vida uma casa, dá o nome de relíquias aos inéditos e impressos que aqui vão, ideias, histórias, críticas, diálogos, e verás explicados o livro e o título. Possivelmente não terão a mesma suposta fortuna daquela dúzia de outras, nem todas valerão a pena de sair cá fora. Depende da tua impressão, leitor amigo, como dependerá de ti a absolvição da má escolha. Machado de Assis. Advertência. In: Relíquias da casa velha. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. Julgue o item que se segue, relativo às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto II. A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso se inserisse uma vírgula logo após o termo “delas” (l.3). Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/259726 Questão 207: CESPE - Aud Gov (CGE PI)/CGE PI/Geral/2015 Assunto: Pontuação Texto II Uma casa tem muita vez as suas relíquias, lembranças de um dia ou de outro, da tristeza que passou, da felicidade que se perdeu. Supõe que o dono pense em as arejar e expor para teu e meu desenfado. Nem todas serão interessantes, não raras serão aborrecidas, mas, se o dono tiver cuidado, pode extrair uma dúzia delas que mereçam sair cá fora. Chama-lhe à minha vida uma casa, dá o nome de relíquias aos inéditos e impressos que aqui vão, ideias, histórias, críticas, diálogos, e verás explicados o livro e o título. Possivelmente não terão a mesma suposta fortuna daquela dúzia de outras, nem todas valerão a pena de sair cá fora. Depende da tua impressão, leitor amigo, como dependerá de ti a absolvição da má escolha. Machado de Assis. Advertência. In: Relíquias da casa velha. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 5 de 76 21/05/2017 18:44 Julgue o item que se segue, relativo às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto II. O emprego de dois-pontos em substituição à vírgula logo após a expressão “suas relíquias” (l.1) não geraria erro gramatical. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/259731 Questão 208: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015 Assunto: Pontuação Neste ano, em especial, alguns cargos que tradicionalmente já são valorizados devem ficar ainda mais requisitados. São promissores cargos ligados à ciência de dados, em especial ao big data e aos dispositivos móveis, como celulares e tablets. Os novos profissionais da área de tecnologia ganham relevância pela capacidade de aprofundar a análise de informações e pela criação de estratégias dentro de empresas. A tendência é que, à medida que esse mercado se desenvolva no Brasil, aumentem as oportunidades nos próximos anos. Em momentos de incerteza econômica, buscar soluções para aumentar a produtividade é uma escolha certeira para sobreviver e prosperar: nesse sentido, as empresas brasileiras estão fazendo o dever de casa. Veja, 7/1/2015, p. 55 (com adaptações). Com referência aos sentidos e às estruturas do texto acima, julgue o item a seguir. Preservam-se as relações sintáticas e a correção gramatical entre as orações ao substituir o sinal de dois-pontos (l.5) por ponto e vírgula ou vírgula. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/276687 Questão 209: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015 Assunto: Pontuação Se observarmos as nações desenvolvidas, verificaremosque elas se destacam em termos de produtividade total dos fatores, ou seja, são países que tornaram as economias mais eficientes e produtivas e contam não só com a eficácia das máquinas e dos equipamentos de seu parque industrial, mas também com o acesso a insumos mais sofisticados e adequados, com mão de obra bem educada e formada, infraestrutura adequada e custos justos de transação. Cledorvino Belini. O Brasil depois das eleições. In: Correio Braziliense, 2/1/2015 (com adaptações). Julgue o próximo item, relacionado às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima. Para a retomada de ideias na organização das orações do texto, admite-se, após “fatores” (l.1), a substituição da vírgula por ponto e vírgula. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/276694 Questão 210: CESPE - Ass Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Pontuação Sustentabilidade, crise econômica mundial, mudanças climáticas, escassez de mão de obra, inovação — essas são as palavras-chaves que compõem o vocabulário das mudanças pelas quais passa o mundo e que, inevitavelmente, impõem a cada um de nós a busca por um novo modelo de vida no planeta. Nesse cenário, a educação tem peso de ouro e as universidades passam a assumir um papel fundamental no processo reflexivo da sociedade. Internet: <www.techoje.com.br> (com adaptações). Julgue o item a seguir, relativo à tipologia e aos aspectos linguísticos do texto acima. No início do texto (l. 1), as vírgulas são utilizadas para isolar elementos de mesma função sintática que compõem uma enumeração. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277581 Questão 211: CESPE - Ass Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Pontuação A entrada da iniciativa privada no ensino superior deu-se primeiramente por meio de uma ampliação das atividades que os empresários da educação já exerciam na esfera do ensino básico. Assim, a mesma mentalidade organizacional que fez as empresas de ensino fundamental e médio expandirem e se consolidarem passou a reger as iniciativas privadas no ensino universitário. A ideia era trazer a eficiência empresarial, que já era comprovada no ensino básico, para o ensino universitário e marcar, também nesse nível, a superioridade organizacional da empresa particular. Franklin Leopoldo e Silva. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações). Julgue o próximo item, no que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto acima. Na linha 4, as vírgulas são utilizadas para separar oração de natureza explicativa — “que já era comprovada no ensino básico”. Certo TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 6 de 76 21/05/2017 18:44 Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277584 Questão 212: CESPE - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2015 Assunto: Pontuação Estação do ano mais aguardada pelos brasileiros, o verão não é sinônimo apenas de praia, corpos à mostra e pele bronzeada. O calor extremo provocado por massas de ar quente ― fenômeno comum nessa época do ano, mas acentuado na última década pelas mudanças climáticas ― traz desconfortos e riscos à saúde. Não se trata somente de desidratação e insolação. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública de Harvard (EUA), o maior a respeito do tema feito até o momento, mostrou que as temperaturas altas aumentam hospitalizações por falência renal, infecções do trato urinário e até mesmo sepse, entre outras enfermidades. “Embora tenhamos feito o estudo apenas nos EUA, as ondas de calor são um fenômeno mundial. Portanto, os resultados podem ser considerados universais”, diz Francesca Domininci, professora de bioestatística da faculdade e principal autora do estudo, publicado no jornal Jama, da Associação Médica dos Estados Unidos. No Brasil, não há estudos específicos que associem as ondas de calor a tipos de internações. “Não é só aí. No mundo todo, há pouquíssimas investigações a respeito dessa relação”, afirma Domininci. “Precisamos que os colegas de outras partes do planeta façam pesquisas semelhantes para compreendermos melhor essa importante questão para a saúde pública”, observa. Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações). Com relação às ideias e às estruturas do texto acima, julgue o item que se segue. O emprego da vírgula após “momento” (l.4) explica-se por isolar o adjunto adverbial, que está anteposto ao verbo, ou seja, deslocado de sua posição padrão. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277793 Questão 213: CESPE - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2015 Assunto: Pontuação “O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura brasileira: o linguístico”. A redação acima poderia ter sido extraída do editorial de uma revista, mas é parte do texto O oxente e o ok, primeiro lugar na categoria opinião da 4.ª Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada pelo Ministério da Educação em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC). A autora do artigo é estudante do 2.º ano do ensino médio em uma escola estadual do Ceará, e foi premiada ao lado de outros dezenove alunos de escolas públicas brasileiras, durante um evento em Brasília, no último mês de dezembro. Como nos três anos anteriores, vinte alunos foram vencedores ― cinco em cada gênero trabalhado pelo projeto. Além de opinião (2.º e 3.º anos do ensino médio), a olimpíada destacou produções em crônica (9.º ano do ensino fundamental), poema (5.º e 6.º anos) e memória (7.º e 8.º anos). Tudo regido por um só tema: “O lugar em que vivo”. Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações). No que se refere aos sentidos, à estrutura textual e aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. Na linha 8, caso o travessão fosse substituído por dois-pontos, não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277806 Questão 214: CESPE - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2015 Assunto: Pontuação O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura brasileira: o linguístico”. A redação acima poderia ter sido extraída do editorial de uma revista, mas é parte do texto O oxente e o ok, primeiro lugar na categoria opinião da 4.ª Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada pelo Ministério da Educação em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC). A autora do artigo é estudante do 2.º ano do ensino médio em uma escola estadual do Ceará, e foi premiada ao lado de outros dezenove alunos de escolas públicas brasileiras, durante um evento em Brasília, no último mês de dezembro. Como nos três anos anteriores, vinte alunos foram vencedores ― cinco em cada gênero trabalhado pelo projeto. Além de opinião (2.º e 3.º anos do ensino médio), a olimpíada destacou produções em crônica (9.º ano do ensino fundamental), poema (5.º e 6.º anos) e memória (7.º e 8.º anos). Tudo regido por um só tema: “O lugar em que vivo”. Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações). No que se refere aos sentidos, à estrutura textual e aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. A inserção de vírgulaantes do “que” (l.1) provocaria alteração de sentido no texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277811 Questão 215: CESPE - APF (DEPEN)/DEPEN/Área 1/2015 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 7 de 76 21/05/2017 18:44 Assunto: Pontuação É preciso compreender que o preso conserva os demais direitos (educação, integridade física, segurança, saúde, assistência jurídica, trabalho e outros) adquiridos como cidadão, uma vez que a perda temporária do direito de liberdade em decorrência dos efeitos de sentença penal refere-se tão somente à liberdade de ir e vir. Isso, geralmente, não é o que ocorre. O que se constata é que, na prática, o cidadão preso perde muito mais do que sua liberdade. Perde sua dignidade, é submetido a humilhação e acaba se sentindo um nada. Internet: <www.lfg.jusbrasil.com.br> (com adaptações). Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item que se segue. No trecho entre parênteses no início do primeiro parágrafo, as vírgulas foram empregadas para isolar elementos de mesma função sintática em uma enumeração. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/280245 Questão 216: CESPE - APF (DEPEN)/DEPEN/Área 1/2015 Assunto: Pontuação Os condenados no Brasil são originários, na maioria das vezes, das classes menos favorecidas da sociedade. Esses indivíduos, desde a mais tenra infância, são pressionados e oprimidos pela sociedade, vivem nas favelas, nos morros, nas regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio ao esgoto, à discriminação social, à completa ausência de informações e de escolarização. Sem o repertório de uma mínima formação educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um delinquente, já ocupa uma posição social inferior. O regime penitenciário deve empregar os meios curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as formas de assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o máximo possível as condições que enfraquecem o sentido de responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua pessoa e a sua capacidade de readaptação social. Internet: <www.joaoluizpinaud.com> (com adaptações). Julgue o próximo item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto. O segmento “na maioria das vezes” está entre vírgulas porque constitui expressão de natureza explicativa. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/280314 Questão 217: CESPE - TEFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Técnica Administrativa/2015 Assunto: Pontuação Nas sociedades antigas, tanto as leis quanto os códigos eram considerados expressões da vontade divina, revelada mediante a imposição de legisladores que dispunham de privilégios dinásticos e de uma legitimidade garantida pela casa sacerdotal. As leis eram objeto de respeito e veneração, e, por serem asseguradas por sanções sobrenaturais, dificilmente o homem primitivo questionava sua validez e sua aplicabilidade. Escreve H. Summer Maine que algumas experiências societárias, ao permitirem o declínio do poder real e o enfraquecimento de monarcas hereditários, acabaram por favorecer a emergência de aristocracias, depositárias da produção legislativa, com capacidade de julgar e de resolver conflitos. Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado, expressão das divindades, desenvolveu-se na direção de práticas normativas consuetudinárias. À época do direito consuetudinário, largo período em que não se conheceu a invenção da escrita, uma casta, ou aristocracia, investida do poder judicial, era o único meio que poderia conservar, com algum rigor, os costumes da raça ou da tribo. O costume aparece como expressão da legalidade, de forma lenta e espontânea, instrumentalizada pela repetição de atos, usos e práticas. A invenção e a difusão da técnica da escritura, somadas à compilação de costumes tradicionais, proporcionaram os primeiros códigos da Antiguidade, como o de Hamurábi, o de Manu, o de Sólon e a Lei das XII Tábuas. Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram melhores depositários do direito e meios mais eficazes para conservá-lo que a memória de certo número de pessoas, por mais força que tivessem em função de seu constante exercício. Esse direito antigo, tanto no Oriente quanto no Ocidente, não diferenciava, na essência, prescrições civis, religiosas e morais. Somente em tempos mais avançados da civilização é que se começou a distinguir o direito da moral e a religião do direito. Certamente, de todos os povos antigos, foi com os romanos que o direito avançou para uma autonomia diante da religião e da moral. Antônio C. Walker. O direito nas sociedades primitivas. In: Antônio C. Walker (Org.) Fundamentos de história do direito. Belo Horizonte: Del Rey, 2006, p. 19-20 (com adaptações). Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item. Na linha 4, o emprego de vírgula logo após “H. Summer Maine” prejudicaria a correção gramatical do período. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/283993 Questão 218: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/Auditoria Governamental/2015 Assunto: Pontuação Os tribunais de contas, de modo geral, são acionados pelo cidadão por meio de denúncias. Quando o caso que der origem à denúncia envolver dinheiro federal, a denúncia deve ser feita ao TCU, que possui unidades em cada um dos estados do Brasil. As TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 8 de 76 21/05/2017 18:44 irregularidades que envolvam recursos públicos estaduais ou municipais devem ser levadas ao conhecimento do tribunal de contas do estado ou do município correspondente. A denúncia deve ser apresentada, pessoalmente ou por via postal, no edifício sede, em Brasília, ou nas secretarias do TCU localizadas nos estados. Em caso de urgência, a denúncia poderá ser encaminhada ao TCU por telegrama, fac-símile (fax) ou outro meio eletrônico, sempre com confirmação de recebimento e posterior remessa da documentação original em dez dias, contados a partir da data da confirmação do recebimento. A denúncia será dirigida ao ministro-presidente do TCU. Deverá conter relato detalhado dos fatos irregulares com o maior número possível de informações e de documentos (quando houver), de modo a proporcionar ao tribunal os elementos mínimos necessários à realização do trabalho de fiscalização. Brasil. Tribunal de Contas da União. Orientações para conselheiros de saúde. 2.ª ed. Brasília: TCU, Secretaria de Controle Externo da Saúde, 2015, p. 10. Internet: <http://portal3.tcu.gov.br> (com adaptações). Em relação ao texto acima apresentado, julgue o item que se segue. O emprego das vírgulas no primeiro período do segundo parágrafo do texto justifica-se por regras distintas. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/284235 Questão 219: CESPE - Op Cam TV (FUB)/FUB/2015 Assunto: Pontuação Constitui alento a informação de que sete universidades brasileiras figuram entre as doze melhores da América Latina. Duas ocupam o pódio: em primeiro lugar, está a Universidade de São Paulo (USP); em segundo, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Universidade de Brasília (UnB) ocupa a décima posição, seguida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Elaborada pela Quacquarelli Symonds (QS), entre 400 instituições, a pesquisa leva em consideração sete critérios, dois dos quais têm pesomaior: reputação acadêmica e reconhecimento no mercado de trabalho. Os demais — relação entre número de funcionários e alunos, citações na Internet, volume de informações na Web, professores com doutorado e presença online — têm peso igual na ponderação. O levantamento mostra significativo avanço da UnB. No ano passado, a instituição brasiliense aparecia na 17.ª posição. O salto qualitativo deve-se a três fatores: o corpo docente, o impacto na Internet e a reputação acadêmica. Chama atenção a baixa pontuação no parâmetro citações na Internet, que tem custado alto preço às universidades brasileiras. De zero a cem, a UnB ficou com 44,6. Ser objeto de referência, seja na Web, seja em publicações científicas, constitui fator importante em avaliações globais. Ana Dubeux. Universidade além da fronteira regional. In: Correio Braziliense. Caderno Economia, 14/6/2015, p. 12 (com adaptações). A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsecutivo. O sinal de dois-pontos empregado logo após “fatores” introduz uma enumeração. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/287214 Questão 220: CESPE - Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Pontuação Texto II A originalidade e a capacidade de enxergar o mundo sob diferentes perspectivas são, sem dúvida, características dos maiores pensadores. Exemplo disso é o romeno Serge Moscovici, um dos grandes nomes da psicologia. Quando os olhares na psicologia social estavam voltados para o indivíduo, ele desenvolveu, em 1961, uma teoria que enxerga as representações sociais e as ideias a partir do coletivo e dos grupos sociais. A Teoria das Representações Sociais, como é chamada, revolucionou a ciência nessa área e, até hoje, repercute nos campos da sociologia, da comunicação e da antropologia. A importância de Moscovici para a ciência mundial foi reconhecida por dez universidades da Europa e da América do Norte, que lhe conferiram o título de Doutor Honoris Causa. Em julho de 2007, a UnB tornou-se a primeira instituição de ensino superior da América Latina a homenagear o especialista com a honraria, outorgando-lhe o título durante a V Jornada Internacional e III Conferência Brasileira sobre Representação Social, em Brasília – DF. Camila Rabelo. Moscovici é Doutor Honoris Causa. Internet: <www.secom.unb.br> (com adaptações). A respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. Sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos do texto, a vírgula empregada logo após “Norte” (l.6) poderia ser omitida. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/288319 Questão 221: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Pontuação Celso Cunha tinha, na minha geração literária, a posição que, na geração anterior à nossa, coube a Souza da Silveira. Ou seja: a do mestre que, conhecendo profundamente a língua portuguesa, nas suas minúcias e no seu conjunto, associou a esse saber admirável a sensibilidade de quem nascera para apreciá-la na condição TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 9 de 76 21/05/2017 18:44 de obra de arte. Antes do mestre das Lições de Português, tivéramos aqui as sucessivas gerações dos professores que se consideravam exímios na colocação dos pronomes, na guerra sistemática aos galicismos, na sujeição aos modelos clássicos, e, com isto, impunham mais o terror gramatical que o saber verdadeiro. Houve quem passasse a escrever registo, em vez de registro, e preguntar, em vez de perguntar, porque assim se escrevia em Portugal. Já ao tempo de José de Alencar, um publicista ríspido, José Feliciano de Castilho, viera de Lisboa para o Rio de Janeiro, com a missão de ensinar-nos a escrever como se escrevia em Portugal. Daí a reação do romancista cearense no prefácio de seus Sonhos d’Ouro, em 1872: “Censurem, piquem, ou calem-se, como lhes aprouver. Não alcançarão jamais que eu escreva, neste meu Brasil, coisa que pareça vinda em conserva lá da outra banda, como a fruta que nos mandam em lata.” Josué Montello. Mestre Celso Cunha. In: Cilene da Cunha Pereira, Paulo Roberto Dias Pereira (Orgs.). Miscelânea de estudos linguísticos, filológicos e literários in memoriam Celso Cunha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995, p. 57-8 (com adaptações). Com relação a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) o próximo item. O emprego da expressão explicativa “Ou seja” no início de período revela que, em 1995, ano de publicação do texto, já estava em curso essa variante sintática — substituição da vírgula que deveria isolar essa expressão por ponto final —, a qual só recentemente foi abonada nas gramáticas normativas, desde que, no período assim construído, esteja explícita a oração principal. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/293991 Questão 222: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Pontuação Texto para a questão. Nestes quatrocentos anos de colonização literária, recebemos a influência de muitos países. Sempre tentamos reproduzir, com todas as minudências, a língua, as ideias, a vida de outras terras. Não sei donde vem esse medo que temos de sermos nós mesmos. Queremos que nos tomem por outros. (...) Na literatura de ficção é que a falta de caráter dos brasileiros se revelou escandalosamente. Em geral, os nossos escritores mostraram uma admirável ignorância das coisas que estavam perto deles. Tivemos caboclos brutos semelhantes aos heróis cristãos e bem-falantes em excesso. Os patriotas do século passado, em vez de estudar os índios, estudaram tupi nos livros e leram Walter Scott. Tivemos damas das camélias em segunda mão. Tivemos paisagens inúteis em linguagem campanuda, pores do sol difíceis, queimadas enormes, secas cheias de adjetivos. José Veríssimo construiu um candeeiro em não sei quantas páginas. Muito pouco — rios, poentes cor de sangue, incêndios, candeeiros. Os ficcionistas indígenas engancharam-se regularmente na pintura dos caracteres. Não mostraram os personagens por dentro: apresentaram o exterior deles, os olhos, os cabelos, os sapatos, o número de botões. Insistiram em pormenores desnecessários, e as figuras ficaram paradas. Os diálogos antigos eram uma lástima. Em certos romances, os indivíduos emudeciam, em outros, falavam bonito demais, empregavam linguagem de discurso. Dois estrangeiros, perdidos nas brenhas, discutiam política, sociologia, trapalhadas com pedantismo horrível, que se estiravam por muitas dezenas de folhas. Via-se perfeitamente que o autor nunca tinha ouvido nada semelhante ao palavrório dos seus homens. Felizmente, vamo-nos afastando dessa absurda contrafação de literaturas estranhas. Os romancistas atuais compreenderam que, para a execução de obra razoável, não bastam retalhos de coisas velhas e novas importadas da França, da Inglaterra e da Rússia. (...) O que é certo é que o romance do Nordeste existe e vai para diante. As livrarias estão cheias de nomes novos. Não é razoável pensarmos que toda essa gente escreva porque um dia o Sr. José Américo publicou um livro que foi notado com espanto no Rio: — Um romance do Nordeste! Que coisa extraordinária! Graciliano Ramos. In: Thiago Mio Salla (Org.). Garranchos/Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 138-9 (com adaptações). Julgue (C ou E) o próximo item, relativo a aspectos gramaticais do texto de Graciliano Ramos. Dada a posição que ocupa na oração, o termo adverbial “Na literatura de ficção” deveria estar isolado por vírgula, se atendido o rigor gramatical. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294015 Questão 223: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: PontuaçãoSei que fazer o inconexo aclara as loucuras. Sou formado em desencontros. A sensatez me absurda. Os delírios verbais me terapeutam. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 10 de 76 21/05/2017 18:44 Posso dar alegria ao esgoto (palavra aceita tudo). (E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso porque não encontrava um título para os seus poemas. Um título que harmonizasse os seus conflitos. Até que apareceu Flores do mal. A beleza e a dor. Essa antítese o acalmou.) As antíteses congraçam. Manoel de Barros. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 49. Julgue (C ou E) o item seguinte, relativo ao poema de Manoel de Barros. No trecho “E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso”, a omissão da vírgula necessária para isolar a oração adjetiva explicativa introduzida pelo pronome “que” é desvio da norma gramatical circunscrito à denominada licença poética. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294021 Questão 224: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Pontuação Texto para a questão. No modesto apartamento em que mora na rua Conde de Bonfim, Graciliano Ramos mostrou-me alguns originais dos seus trabalhos. Via de regra, escreve em papel sem pautas, de um só golpe, ao calor da composição. A forma definitiva vem depois. Emenda muito. E até mesmo quando passa a limpo, com sua letra explicativa de escrevente de cartório, corta muita coisa, tudo o que depois vai achando ruim. Às vezes risca linhas inteiras. As palavras morrem sob o traço forte de tinta de uma igualdade assombrosa, como feito à régua. Graciliano guarda os originais dos livros já publicados. Assim pude verificar um curioso detalhe da feitura de Vidas Secas. Os capítulos, datados, indicaram-me a ausência de seguimento na elaboração da narrativa. “Baleia”, o nono capítulo, foi o primeiro a ser escrito, em 4 de maio de 1937. Um mês e pouco depois, precisamente no dia 18 de 16 junho, escreveu o quarto capítulo, “Sinha Vitória”. E assim todo o livro, que não obedeceu a nenhum plano antecipado. — Escrevi a história de um cachorro de meu avô — conta o romancista, cigarro Selma com ponta de cortiça entre os dedos queimados de fumo. — Os episódios foram-se amontoando. O livro foi crescendo. E assim arrumei Vidas Secas, que pensei em chamar “O mundo coberto de penas”, título de um dos capítulos do livro. A vida de Graciliano Ramos está sempre presente na sua obra, no que ela tem de mais humano e doloroso. — Caetés é uma história de Palmeira dos Índios. São Bernardo se passa em Viçosa. Angústia tem um pouco do Rio, um pouco de Maceió e muito de mim mesmo. Vidas Secas são cenas da vida de Buíque [Pernambuco]. Todos esses romances exigiram do autor um longo e penoso trabalho de composição. — Não sou como José Américo — disse —, que primeiro escreve na cabeça e depois transporta o livro para o papel. A obra de criação, para mim, é quase sempre imprevista. E espontânea. Refaço tudo, depois. Escrever dá muito trabalho. A gente muitas vezes não sabe o que vai fazer. Sai tudo diverso do que se imaginou. Francisco de Assis Barbosa. Graciliano Ramos, aos cinquenta anos. Reportagem biográfica. In: jornal Diretrizes, Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional RJ, 1942. Apud: Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla (Orgs.). Conversas – Graciliano Ramos. 3.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2014, p. 119 - 20. Julgue (C ou E) o item, a propósito das ideias e de aspectos morfossintáticos do texto de Francisco de Assis Barbosa. A supressão da vírgula empregada logo após “livro” atenderia às normas gramaticais, porém violaria a coerência do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294068 Questão 225: CESPE - TJ STJ/STJ/Administrativa/2015 Assunto: Pontuação O termo justiça expressa o que se faz conforme o direito ou segundo as regras prescritas em lei. Desse modo, o termo justiça como conformidade da conduta a uma norma é empregado para julgar o comportamento da pessoa humana diante de uma norma, seja esta moral, seja de direito natural ou de direito positivo. Já o termo justiça como eficiência de uma norma (ou de um sistema de normas), no sentido de se possibilitar as relações entre os homens, é empregado para julgar a própria norma que regula o comportamento humano. Carlos Henrique Bezerra Leite et al. A validade e a eficácia das normas jurídicas. (Coord. Renan Lotufo). Barueri/SP: Manole, 2005, p. 7 (com adaptações). Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto A validade e a eficácia das normas jurídicas, julgue o item a seguir. Em “seja esta moral, seja de direito natural” (l.2 e 3), é obrigatório o emprego da vírgula para indicar a relação de alternância entre os elementos de orações de mesmo nível sintático. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/306191 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 11 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 226: CESPE - AJ STJ/STJ/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Pontuação A história da responsabilidade civil entrelaça-se com a história da sanção. O homem primitivo atribuía (e algumas tribos indígenas ainda o fazem) a fenômenos da natureza caráter punitivo, cominado por espíritos ou deuses. Nas relações entre os homens, à ofensa correspondia a vingança privada, brutal e ilimitada, como se esta desfizesse a ofensa praticada. No período pré-romano da história ocidental, a sanção tinha fundamento religioso e pretensão de satisfação da divindade ofendida pela conduta do ofensor. Nesse período, surgiu a chamada Lei do Talião, do latim Lex Talionis — Lex significando lei e Talionis, tal qual ou igual. É de onde se extraiu a máxima “Olho por olho, dente por dente”, encontrada, inclusive, na Bíblia. Embora hoje possa parecer pouco razoável a ideia de sanção baseada na retaliação ou na prática pelo ofendido de ato da mesma espécie da que o ofensor praticou contra ele, a Lex Talionis, em verdade, representou grande avanço, pois, da vingança privada, passou-se a algo que se pode chamar de justiça privada. Com a justiça privada, o tipo de pena ou sanção deixou de ser uma surpresa para seu destinatário, e não mais correspondia a todo e qualquer ato que o ofendido pretendesse; ao contrário, a punição do ofensor passou a sofrer os limites da extensão e da intensidade do dano causado. Obviamente, isso quer dizer que, se o dano fosse físico, a retaliação também o seria; por outro lado, fosse a ofensa apenas moral, não poderia ser de outra natureza o ato do ofendido contra o originário ofensor. Carlos B. I. Silva e Cynthia L. Costa. Evolução histórica da responsabilidade civil e efetivação dos direitos humanos. In: Renata F. de Barros e Paula Maria T. Lara (Orgs.). Direitos humanos: um debate contemporâneo. Raleigh, Carolina do Norte, EUA: Lulu Publishing, 2012, p. 69-70. Internet: <https://books.google.com.br> (com adaptações). Acerca das estruturas linguísticas do texto Evolução histórica da responsabilidade civil e efetivação dos direitos humanos, julgue o item a seguir. Na linha 5, a vírgula que se segue ao vocábulo “Talionis” representa a elipse da forma verbal “significando” Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/306553 Questão 227: CESPE - AJ STJ/STJ/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Pontuação A história da responsabilidade civil entrelaça-se com a história da sanção. O homem primitivo atribuía (e algumas tribos indígenas ainda o fazem) a fenômenos da natureza caráter punitivo, cominado por espíritos ou deuses. Nas relações entre os homens, à ofensacorrespondia a vingança privada, brutal e ilimitada, como se esta desfizesse a ofensa praticada. No período pré-romano da história ocidental, a sanção tinha fundamento religioso e pretensão de satisfação da divindade ofendida pela conduta do ofensor. Nesse período, surgiu a chamada Lei do Talião, do latim Lex Talionis — Lex significando lei e Talionis, tal qual ou igual. É de onde se extraiu a máxima “Olho por olho, dente por dente”, encontrada, inclusive, na Bíblia. Embora hoje possa parecer pouco razoável a ideia de sanção baseada na retaliação ou na prática pelo ofendido de ato da mesma espécie da que o ofensor praticou contra ele, a Lex Talionis, em verdade, representou grande avanço, pois, da vingança privada, passou-se a algo que se pode chamar de justiça privada. Com a justiça privada, o tipo de pena ou sanção deixou de ser uma surpresa para seu destinatário, e não mais correspondia a todo e qualquer ato que o ofendido pretendesse; ao contrário, a punição do ofensor passou a sofrer os limites da extensão e da intensidade do dano causado. Obviamente, isso quer dizer que, se o dano fosse físico, a retaliação também o seria; por outro lado, fosse a ofensa apenas moral, não poderia ser de outra natureza o ato do ofendido contra o originário ofensor. Carlos B. I. Silva e Cynthia L. Costa. Evolução histórica da responsabilidade civil e efetivação dos direitos humanos. In: Renata F. de Barros e Paula Maria T. Lara (Orgs.). Direitos humanos: um debate contemporâneo. Raleigh, Carolina do Norte, EUA: Lulu Publishing, 2012, p. 69-70. Internet: <https://books.google.com.br> (com adaptações). Acerca das estruturas linguísticas do texto Evolução histórica da responsabilidade civil e efetivação dos direitos humanos, julgue o item a seguir. Do ponto de vista sintático, as vírgulas que isolam a frase “se o dano fosse físico” são de emprego facultativo, razão por que a correção do texto seria preservada caso se eliminassem ambas ou se apenas uma delas — seja a primeira, seja a segunda — fosse eliminada. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/306554 Questão 228: CESPE - Adm (MPOG)/MPOG/2015 Assunto: Pontuação As mudanças políticas, sociais e culturais, nos últimos vinte anos, fizeram-se sentir no âmbito do direito administrativo e, mais especificamente, na forma de administrar a coisa pública. Diante dessa nova realidade, para atender às necessidades fundamentais da sociedade de forma eficaz e com o menor custo possível, a administração pública precisou aperfeiçoar sua atuação, afastando-se da administração burocrática e adotando uma administração gerencial. A antiga forma de administrar empregada pela administração pública calcava-se essencialmente em uma gestão eivada de processos burocráticos, criados para evitar desvios de recursos públicos, o que a tornava pouco ágil, pouco econômica e ineficiente. A nova administração gerencial tende a simplificar a atividade do gestor público sem afastá-lo, porém, da legalidade absoluta, uma vez que dispõe de valores públicos que devem ser bem empregados para garantir que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam atendidos. Assim, implementou-se a administração gerencial e, para isso, foi necessário que os agentes públicos mudassem suas posturas e se adequassem para desenvolver a nova gestão pública. O novo gestor público precisou lançar mão de técnicas de gestão utilizadas pela iniciativa privada e verificou, ainda, que era necessário o acompanhamento constante da execução das atividades propostas, para que efetivamente se chegasse a uma gestão eficiente, uma gestão por resultados. Para levar a cabo o novo modelo de gestão pública, será preciso adotar novas tecnologias e promover condições de trabalho adequadas, assim como mudanças culturais, desenvolvimento pessoal dos agentes públicos, planejamento de ações e controle de resultados. Maria Denise Abeijon Pereira Gonçalves. A gestão pública adaptada ao novo paradigma da eficiência. Internet: <www.egov.ufsc.br> (com adaptações). TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 12 de 76 21/05/2017 18:44 Acerca das estruturas linguísticas do texto A gestão pública adaptada ao novo paradigma da eficiência, julgue o item subsecutivo. As vírgulas empregadas nas linhas 2 e 3 isolam segmento de natureza adverbial: “para atender (...) custo possível”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/312078 Questão 229: CESPE - Aud (TCE-RN)/TCE-RN/2015 Assunto: Pontuação O poder político é dividido entre órgãos independentes e autônomos, aos quais são atribuídas funções típicas. Ao Poder Legislativo é conferida a função de elaborar a lei; ao Poder Executivo, a função de administrar a aplicação da lei; e, ao Poder Judiciário, a função de dirimir os conflitos legais surgidos entre pessoas ou entre estas e o Estado. Esquece-se, no entanto, que o Poder Legislativo possui outras funções típicas, das quais o poder financeiro e o controle político são exemplos. A função de poder financeiro nasceu em 1215 com a inserção do princípio do no taxation without representation (em tradução livre, tributação só com representação) na Carta Magna da Inglaterra. Esse princípio vinculava a cobrança de tributos à existência de uma lei elaborada por representantes do povo. Foi a partir daí que apareceu a função legislativa — esta mais conhecida que aquela. Mais tarde, a função de poder financeiro ganhou outra conotação: a de controlar o uso e a destinação do dinheiro público pelo detentor do Poder Executivo. Assim, passou a existir a função de controle financeiro dos atos praticados pelo governo, isto é, passou o Poder Legislativo a controlar os gastos do Poder Executivo mediante a fiscalização da matéria orçamentária. É o caso, por exemplo, da elaboração, pelo Poder Legislativo, da lei orçamentária que aprova o orçamento a ser utilizado pelo chefe do Poder Executivo para implantar as políticas públicas necessárias ao desenvolvimento do país. Tatiana Penharrubia Fagundes. O controle das contas municipais. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações). Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto O controle das contas municipais, julgue o item que se segue. As vírgulas empregadas logo após os nomes “Executivo” (l.2) e “Judiciário” (l.2) indicam a elisão da forma verbal composta que as precede no texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/312257 Questão 230: CESPE - AJ TJDFT/TJDFT/Apoio Especializado/Análise de Sistemas/2015 Assunto: Pontuação O Programa de Responsabilidade Socioambiental Viver Direito do TJDFT foi instituído por meio da Portaria GPR n.º 1.313/2012. As bases do Programa Viver Direito, seus objetivos e sua meta permanente são apresentados, respectivamente, nos artigos 1.º, 2.º e 3.º da referida portaria, os quais são transcritos abaixo: Art. 1.º Reeditar o Programa de Responsabilidade Socioambiental do TJDFT Viver Direito, cuja base é a Agenda Socioambiental do TJDFT que, em permanente revisão, estabelece novas ações sociais e ambientais e as integra às existentes no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, visando à preservação e à recuperação do meio ambiente, por meio de ações sociais sustentáveis, a fim de torná-lo e mantê-lo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Art. 2.º O Programa de Responsabilidade Socioambiental Viver Direito objetiva indicar e programar ações bem como sensibilizar os públicos interno e externo quanto ao exercício dos direitos sociais, à gestão adequada dos resíduos gerados pelo órgão, ao combate a todas as formas de desperdício dos recursos naturais e à inclusão de critérios socioambientais nos investimentos,nas construções, nas compras e nas contratações de serviços da instituição. Art. 3.º Define-se como meta permanente do Viver Direito a gestão ambientalmente saudável, caracterizada pela adoção de práticas ecologicamente eficientes, que visem poupar matéria-prima, água e energia, bem como enfatizem a reciclagem de resíduos e a promoção da cidadania e da paz social, com base no desenvolvimento do ser humano e na preservação da vida. Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações). A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item subsequente. A correção gramatical do texto seria mantida caso a vírgula empregada logo após a palavra “sustentáveis” fosse suprimida. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/317829 Questão 231: CESPE - TJ TJDFT/TJDFT/Administrativa/2015 Assunto: Pontuação Texto para o item. Ouro em FIOS A natureza é capaz de produzir materiais preciosos, como o ouro e o cobre — condutor de ENERGIA ELÉTRICA. O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso. Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT: — Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a iluminação natural. — Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado. — Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do ambiente. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 13 de 76 21/05/2017 18:44 — Utilize o computador no modo espera. Fique ligado! Evite desperdícios. Energia elétrica. A natureza cobra o preço do desperdício. Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações). Tendo como referência os aspectos gramaticais do texto, julgue o próximo item. A vírgula empregada logo depois de “sustentáveis” é obrigatória, e sua supressão prejudicaria a correção gramatical do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/319652 Questão 232: CESPE - Ana (FUNPRESP)/FUNPRESP/Administrativa/2016 Assunto: Pontuação O meu antigo companheiro de pensão Amadeu Amaral Júnior, um homem louro e fornido, tinha costumes singulares que espantavam os outros hóspedes. Amadeu Amaral Júnior vestia-se com sobriedade: usava uma cueca preta e calçava medonhos tamancos barulhentos. Alimentava-se mal, espichava-se na cama, roncava o dia inteiro e passava as noites acordado, passeando, agitando o soalho, o que provocava a indignação dos outros pensionistas. Quando se cansava, sentava-se a uma grande mesa ao fundo da sala e escrevia o resto da noite. Leu um tratado de psicologia e trocou-o em miúdo, isto é, reduziu-o a artigos, uns quarenta ou cinquenta, que projetou meter nas revistas e nos jornais e com o produto vestir-se, habitar uma casa diferente daquela e pagar ao barbeiro. Mudamo-nos, separamo-nos, perdemo-nos de vista. Creio que os artigos de psicologia não foram publicados, pois há tempo li este anúncio num semanário: “Intelectual desempregado. Amadeu Amaral Júnior, em estado de desemprego, aceita esmolas, donativos, roupa velha, pão dormido. Também aceita trabalho”. O anúncio não produziu nenhum efeito. Muita gente se espanta com o procedimento desse amigo. Não sei por quê. Eu, por mim, acho que Amadeu Amaral Júnior andou muito bem. Todos os jornalistas necessitados deviam seguir o exemplo dele. O anúncio, pois não. E, em duros casos, a propaganda oral, numa esquina, aos gritos. Exatamente como quem vende pomada para calos. Graciliano Ramos. Um amigo em talas. In: Linhas tortas. Rio de Janeiro: Record, 1983, p. 125 (com adaptações). Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um amigo em talas, julgue o item que se segue. As vírgulas em “Amadeu Amaral Júnior, em estado de desemprego, aceita esmolas, donativos, roupa velha, pão dormido” foram todas empregadas para separar itens de uma enumeração. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/339051 Questão 233: CESPE - Ana (FUNPRESP)/FUNPRESP/Administrativa/2016 Assunto: Pontuação O homem que só tinha certezas quase nunca usava ponto de interrogação. Em seu vocabulário, não constavam as expressões: talvez, quiçá, quem sabe, porventura. Parece que foi de nascença. Ele já teria vindo ao mundo assim, com todas as certezas junto, pulou a fase dos porquês e nunca soube o que era curiosidade na vida. Cresceu achando natural viver derramando afirmações pela boca. A notícia espalhou-se rapidamente. Não demorou muito para se tornar capa de todas as revistas e personagem assíduo dos programas de TV. Para cada pergunta havia uma só resposta certa e era essa que ele dava, invariavelmente, exterminando aos pouquinhos todas as dúvidas que existiam, até que só restou uma dúvida no mundo: será que ele não vai errar nunca? Mas ele nunca errava, e já nem havia mais o que errar, uma vez que não havia mais dúvidas. Um dia aconteceu um imprevisto, e o homem que só tinha certezas, quem diria, acordou apaixonado. Para se assegurar de que aquela era a mulher certa para ele, formulou cento e vinte perguntas, as quais ela respondeu sem vacilar. Os dois se amaram noites adentro, foram a Barcelona, tiraram fotos juntos, compraram álbuns, porta-retratos... Desde então, por alguma razão desconhecida, o homem que só tinha certezas foi perdendo todas elas, uma por uma. No início ainda tentou disfarçar. Mas as dúvidas multiplicavam-se como praga, espalhavam-se pelo mundo, e agora, meu Deus? Deus existe? Existe sim. Ou será que não? Ele não estava bem certo. Adriana Falcão. O homem que só tinha certezas. In: O doido da garrafa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p. 75 (com adaptações). Julgue o item seguinte, referente aos aspectos linguísticos e às ideias do texto O homem que só tinha certezas. O sentido original do texto seria alterado caso a oração “que só tinha certezas” fosse isolada por vírgulas. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/339064 Questão 234: CESPE - Tec GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Assistente Técnico/2015 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 14 de 76 21/05/2017 18:44 Assunto: Pontuação A revolução digital está relacionada à nossa capacidade de conhecer determinadas informações e delas dispor, bem como de agir procurando a compreensão simples de fenômenos complexos. A nova sociedade do conhecimento requer acesso fácil à informação e ao saber. A “nuvem” — tecnologia capaz de gerenciar de forma inteligente enormes quantidades de dados —, a conectividade móvel e as redes sociais levam alguns especialistas a afirmar que estamos no início da quarta revolução digital. Esse é um avanço de maior transcendência que o das três revoluções anteriores (os primeiros computadores empresariais, o computador pessoal e a Internet). Os territórios inteligentes apostam em uma tecnologia digital mais adequada e que esteja a serviço da qualidade de vida, do acesso à informação e da potencialização da economia criativa. O desenvolvimento das tecnologias da informação, das telecomunicações e da Internet tem facilitado o nascimento de fluxos e redes que favorecem a conexão entre pessoas, instituições e empresas, apesar da distância física entre elas. No futuro, a revolução digital poderá ser o detonador da economia criativa e de uma melhora substancial da competitividade das cidades. Alfonso Vegara. Os territórios inteligentes. Internet: <http://bibliotecadigital.fgv.br> (com adaptações). Julgue o próximo item, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto Os territórios inteligentes. No primeiro parágrafo do texto, os travessões foram utilizados para separar informação de caráter explicativoe, sem prejuízo da correção gramatical, podem ser substituídos por parênteses, desde que suprimida a vírgula empregada logo após o segundo travessão. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/340268 Questão 235: CESPE - Esp GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Advogado/2015 Assunto: Pontuação A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil veio acompanhada da privatização do Sistema TELEBRAS — operado pela Telecomunicações Brasileiras S.A. (TELEBRAS) —, monopólio estatal verticalmente integrado e organizado em diversas subsidiárias, que prestava serviços por meio de uma rede de telecomunicações interligada, em todo o território nacional. A ideia básica do novo modelo era a de adequar o setor de telecomunicações ao novo contexto de globalização econômica, de evolução tecnológica setorial, de novas exigências de diversificação e modernização das redes e dos serviços, além de permitir a universalização da prestação de serviços básicos, tendo em vista a elevada demanda reprimida no país. A privatização, ao contrário do que ocorreu em diversos países em desenvolvimento e mesmo em outros setores de infraestrutura do Brasil, foi precedida da montagem de detalhado modelo institucional, dentro do qual se destaca a criação de uma agência reguladora independente e autônoma, a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Além disso, a reestruturação do setor de telecomunicações brasileiro foi precedida de reformas setoriais em vários outros países, o que trouxe a possibilidade de aprendizado com as experiências anteriores. José Claudio Linhares Pires. A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil. Internet: <www.bndespar.com.br> (com adaptações). No que se refere às estruturas linguísticas e às ideias do texto A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil, julgue o item seguinte. A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam preservados se, no primeiro parágrafo, todas as vírgulas fossem eliminadas e a forma verbal “prestava” fosse substituída por prestavam. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/340442 Questão 236: CESPE - TJ (TRE PE)/TRE PE/Apoio Especializado/Operação de Computadores/2016 Assunto: Pontuação Texto para a questão O dever dos partidos políticos de prestar contas à justiça eleitoral está previsto na Constituição Federal de 1988 (CF). A obrigatoriedade de prestação de contas anualmente é imposta aos partidos políticos e encontra-se disciplinada na Lei n.º 9.096/1995, também(d) conhecida como Lei dos Partidos Políticos, que trata das finanças e da contabilidade dos partidos políticos. Até a publicação da Lei n.º 12.034/2009, as prestações de contas partidárias eram consideradas um procedimento administrativo de controle, que assumia caráter jurisdicional apenas na fase recursal. Após a alteração legislativa de 2009, o processo de prestação de contas dos órgãos partidários passou a assumir natureza jurisdicional desde a sua fase inicial, nos termos da Lei n.º 9.096/1995. Antes da edição da Res.-TSE n.º 23.432/2014, a Res.-TSE n.º 21.841/2004 disciplinava os processos de prestação de contas dos partidos políticos(e) e a tomada de contas especial, sendo esta última um procedimento administrativo de controle, de caráter excepcional, instaurado contra os partidos políticos que, tendo recebido(a) recursos oriundos do Fundo Partidário, não apresentassem suas contas ou não comprovassem a aplicação regular dos recursos após trânsito em julgado da decisão(b) que julgasse as contas irregulares ou as considerasse não prestadas. Haja vista as disposições contidas na Res.-TSE n.º 21.841/2004, no processo de prestação de contas partidárias, apreciava-se a regularidade da captação e dos gastos dos recursos(c) sem a aferição de eventual responsabilidade do ordenador de despesas incumbido de controlar a gestão das finanças. Esse procedimento era relegado ao processo de tomada de contas especial, em atenção à previsão contida em artigo da Lei dos Partidos Políticos, o qual, entre outros aspectos, determina a caracterização da responsabilidade civil e criminal dos dirigentes do partido e dos comitês, inclusive do tesoureiro, por quaisquer irregularidades. Daiane Mello Piccoli. Aspectos polêmicos das novas regras sobre prestação de contas partidárias: aplicabilidade da Resolução n.º 23.432/2014 do Tribunal Superior Eleitoral. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 15 de 76 21/05/2017 18:44 A correção gramatical e o sentido original do texto Aspectos polêmicos das novas regras... seriam mantidos caso fosse inserida vírgula imediatamente após a) “recebido”. b) “decisão”. c) “recursos”. d) “também”. e) “políticos”. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/346514 Questão 237: CESPE - Tec (INSS)/INSS/2016 Assunto: Pontuação Texto Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros. Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante onde caberiam todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia D’Ávila com Barão da Torre. O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de Moraes. Estava ali havia uma semana e nem decorara ainda o número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227”. Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na numeração. ― Visconde de Pirajá, 127 ― respondi, e seu Joaquim desenhou o endereço na nota. ― Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá sua estante. ― Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo. ― A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos, três semanas. Ferreira Gullar. A estante. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (com adaptações). Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto. No período “Tanto que, quando (...) momento de hesitação”, o emprego de todas as vírgulas deve-se à mesma regra de pontuação. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/354178 Questão 238: CESPE - Tec (INSS)/INSS/2016 Assunto: Pontuação Bibliotecas sempre deram muito o que falar. Grandes monarquias jamais deixaram de possuir as suas, e cuidavam delas estrategicamente. Afinal, dotes de princesas foram negociados tendo livros como objetos de barganha; tratados diplomáticos versaram sobre essas coleções. Os monarcas portugueses, após o terremoto que dizimou Lisboa, se orgulhavam de, a despeito dos destroços, terem erguido uma grande biblioteca: a Real Livraria. D. José chamava-a de joia maior do tesouro real. D. João VI, mesmo na correria da partida para o Brasil, não se esqueceu dos livros. Em três diferentes levas, a Real Biblioteca aportou nos trópicos, e foi até mesmo tema de disputa. Internet: <http://observatoriodaimprensa.com.br> (com adaptações). Acerca de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto acima, julgue o item que se segue. O sinal de dois-pontos empregado imediatamente após “biblioteca” introduz um termo de natureza explicativa. Certo Errado Esta questãopossui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/354189 Questão 239: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle Externo/Administração/2016 Assunto: Pontuação Texto CB2A2BBB O fenômeno da corrupção, em virtude de sua complexidade e de seu potencial danoso à sociedade, exige, além de uma atuação repressiva, também uma ação preventiva do Estado. Portanto, é preciso estimular a integridade no serviço público, para que seus agentes sempre atuem, de fato, em prol do interesse público. Entende-se que a integridade pública representa o estado ou condição de um órgão ou entidade pública que está “completa, inteira, perfeita, sã”, no sentido de uma atuação que seja imaculada ou sem desvios, conforme as normas e valores públicos. De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a integridade é mais do que a ausência de corrupção, pois envolve aspectos positivos que, em última análise, influenciam os resultados da administração, e não apenas seus processos. Além disso, a OCDE compreende um sistema de integridade como um conjunto de arranjos institucionais, de gerenciamento, de controle e de regulamentações que visem à promoção da integridade e da transparência e à redução do risco de atitudes que violem os princípios éticos. Nesse sentido, a gestão de integridade refere-se às atividades empreendidas para estimular e reforçar a integridade e também para prevenir a corrupção e outros desvios dentro de determinada organização. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 16 de 76 21/05/2017 18:44 Internet: <www.cgu.gov.br> (com adaptações). Ainda com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A2BBB, julgue o item subsequente. O trecho “e também” poderia ser corretamente isolado por vírgulas, recurso que lhe conferiria ênfase. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/359058 Questão 240: CESPE - Ag Pol (PC PE)/PC PE/2016 Assunto: Pontuação Texto CG1A01AAA O crime organizado não é um fenômeno recente. Encontramos indícios dele nos grandes grupos contrabandistas do antigo regime na Europa, nas atividades dos piratas e corsários e nas grandes redes de receptação da Inglaterra do século XVIII. A diferença dos nossos dias é que as organizações criminosas se tornaram mais precisas, mais profissionais. Um erro na análise do fenômeno é a suposição de que tudo é crime organizado. Mesmo quando se trata de uma pequena apreensão de crack em um local remoto(d), alguns órgãos da imprensa falam em crime organizado. Em muitos casos(e), o varejo do tráfico é um dos crimes mais desorganizados que existe. É praticado por um usuário que compra de alguém umas poucas pedras de crack e fuma a metade. Ele não tem chefe, parceiros, nem capital de giro. Possui apenas a necessidade de suprir o vício. No outro extremo, fica o grande traficante(a), muitas vezes um indivíduo que nem mesmo vê a droga. Só utiliza seu dinheiro para financiar o tráfico ou seus contatos para facilitar as transações. A organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas fica, na maior parte das vezes(b), entre esses dois extremos. É constituída de pequenos e médios traficantes e uns poucos traficantes de grande porte. Nas outras atividades criminosas, a situação é a mesma. O crime pode ser praticado por um indivíduo(c), uma quadrilha ou uma organização. Portanto, não é a modalidade do crime que identifica a existência de crime organizado. Guaracy Mingardi. Inteligência policial e crime organizado. In: Renato Sérgio de Lima e Liana de Paula (Orgs.). Segurança pública e violência: o Estado está cumprindo seu papel? São Paulo: Contexto, 2006, p. 42 (com adaptações). No texto CG1A01AAA, isola um trecho de natureza explicativa a vírgula empregada logo após a) “traficante”. b) “vezes”. c) “indivíduo”. d) “remoto”. e) “casos”. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/364126 Questão 241: CESPE - Med Leg (PC PE)/PC PE/2016 Assunto: Pontuação Texto CG1A1AAA Em julho de 1955, Bertrand Russell e Albert Einstein lançaram um inusitado apelo aos povos do mundo, pedindo-lhes que “pusessem de lado” seus fortes sentimentos a respeito de uma série de questões e se vissem “exclusivamente como membros de uma espécie biológica que traz consigo uma história extraordinária e cujo desaparecimento ninguém pode desejar”. O dilema com que se defronta o mundo é “claro, aterrador e incontornável: poremos fim à espécie humana ou a humanidade renunciará à guerra?” O mundo não renunciou à guerra. Muito pelo contrário. Hoje, a potência mundial hegemônica se dá o direito de fazer a guerra ao seu arbítrio, segundo uma doutrina de “autodefesa antecipada” sem limites conhecidos. Com uma postura essencialmente farisaica, os Estados Unidos da América (EUA) são implacáveis na imposição do direito internacional e de tratados e regras da ordem mundial aos outros países, mas rejeitam-nos como irrelevantes quando se trata de si mesmos — uma prática antiga, levada a limites inauditos pelos governos de Reagan e Bush II. Noam Chomsky. Estados fracassados: o abuso do poder e o ataque à democracia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009 (com adaptações). No texto CG1A1AAA, o sinal de dois-pontos empregado logo após ‘incontornável’ introduz a) uma expressão que o autor desejou realçar. b) uma enumeração. c) uma citação. d) um esclarecimento acerca do que foi enunciado anteriormente no período. e) uma exemplificação. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/367075 Questão 242: CESPE - AJ TRE RS/TRE RS/Administrativa/2015 Assunto: Pontuação Uma vez declarada, a ilicitude de algumas relações entre empresas e poder público e partidos políticos, ao contrário do que se diz, certamente diminuirá o fluxo de dinheiro clandestino. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou inclusive a possibilidade de que empresas possam doar a partidos em anos não eleitorais enquadra-se em um esforço saneador(a) cujo efeito imediato será obrigar as legendas e seus candidatos a buscar recursos legais. Esse novo cenário levou os críticos da decisão do STF a argumentar também que, agora, somente os candidatos mais conhecidos terão visibilidade eleitoral(d), TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 17 de 76 21/05/2017 18:44 inviabilizando-se a construção de candidaturas de gente comum. Mais uma vez, trata-se de uma falácia(e): desde sempre, figuras notórias puxam votos, sem que isso represente prejuízo irremediável para a democracia ou impeça a renovação da representação popular. O grande prejuízo se dá quando os partidos se viciam em dinheiro farto, transformando as campanhas eleitorais em espetáculos dirigidos por “marqueteiros” que hoje são, na prática, os responsáveis por formular o programa dos candidatos. Assim, não será surpresa se(c), para substituir a fartura das “doações(b)” empresariais, os partidos pleitearem ainda mais dinheiro do Fundo Partidário e a ampliação da propaganda eleitoral dita “gratuita(b)”, que de gratuita não tem nada, pois é financiada por meio de renúncia fiscal. Em ambos os casos, o contribuinte banca as despesas de partidos com os quais não tem necessariamente alguma afinidade. Pelo fim do doping eleitoral. In: O Estado de S.Paulo, out./2015. Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adaptações). A respeito do emprego dos sinais de pontuação no texto Pelo fim do doping eleitoral, assinale a opção correta. a) O emprego de vírgula logo após “saneador” preservaria o sentido original do período. b) As aspas foram empregadas tanto em ‘doações’ quanto em ‘gratuita’ coma mesma finalidade. c) A supressão da vírgula empregada logo após “se” manteria a correção gramatical do texto. d) Caso a vírgula empregada logo após “eleitoral” fosse substituída por ponto final, a correção gramatical do texto seria mantida. e) Os dois-pontos empregados logo após “falácia” introduzem uma enumeração. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/374348 Questão 243: CESPE - TJ TRE RS/TRE RS/Administrativa/2015 Assunto: Pontuação No Brasil, as discussões sobre reforma política têm sido frequentes nos últimos anos(c). O debate engloba uma ampla gama de projetos referentes a vários itens, como sistema eleitoral e métodos de votação, sistema de governo, obrigatoriedade do voto, legislação partidária, disciplina partidária e trocas de legenda, coligações e financiamento político, entre outros. O problema é que sob o termo “reforma política”(d) se abrigam muitas concepções diferentes a respeito do modelo político mais adequado ao país — e, consequentemente, a respeito do modelo mais apropriado de financiamento dos partidos e das campanhas. O financiamento público é uma das medidas mais mencionadas quando se fala em reforma política no Brasil. A partir da segunda metade do século XX, um grande número de países passou a adotar esse tipo de financiamento. Segundo o estudo Political Finance Database(e), divulgado em 2012 pela ONG Idea International, 66% dos 175 países estudados adotam financiamento público. Mas esse número deve ser lido com cuidado. Em nenhum país democrático, o financiamento político é exclusivamente público, isto é, realizado apenas com recursos do Estado. O cientista político alemão Karl-Heinz Nassmacher(a) estima que os percentuais de financiamento público em relação ao financiamento total variem de 2% (no Reino Unido) e 3% (nos Estados Unidos da América) a 65% (na Suécia) e 68% (na Áustria). No Brasil, o financiamento público está previsto na legislação desde 1971, mas só passou a ser significativo a partir de 1995, com a instituição do Fundo Partidário. Não há estimativas confiáveis do percentual que esse fundo representa na receita total de cada partido — inclusive porque esse percentual pode variar bastante de partido para partido(b) —, mas os altos montantes distribuídos por ele (aproximadamente R$ 270 milhões, em 2011) dão indicações de que o percentual de financiamento público em relação ao financiamento total deve ser alto, pelo menos para os grandes partidos. A responsabilidade das empresas no processo eleitoral. SP: Instituto Ethos e Transparency International, set./2012, p. 10-1. Internet: <http://www3.ethos.org.br> (com adaptações). Seriam preservados o sentido original e a correção gramatical do texto A responsabilidade das empresas no processo eleitoral caso a) o nome próprio “Karl-Heinz Nassmacher” fosse isolado por vírgulas. b) o travessão utilizado logo após o trecho “de partido para partido” fosse suprimido. c) o ponto empregado logo após “anos” fosse substituído por dois-pontos. d) o trecho “sob o termo ‘reforma política’” fosse isolado por vírgulas. e) a vírgula empregada logo após “Political Finance Database” fosse suprimida. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/375291 Questão 244: CESPE - AGPP I (Pref SP)/Pref SP/Gestão Administrativa/2016 Assunto: Pontuação Texto IV A metrópole de São Paulo vem se tornando mais heterogênea econômica, social e espacialmente e menos desigual quanto a renda, inserção no mercado de trabalho e condições de vida de seus habitantes, mesmo nas áreas mais precárias. A imagem emerge dos treze ensaios que compõem o livro A Metrópole de São Paulo no Século XXI – Espaços, Heterogeneidades e Desigualdades, os quais abordam temas específicos, a partir de um diagnóstico comum, para construir um panorama atual da região metropolitana. Tal retrato resulta das mudanças de diversas dimensões pelas quais a metrópole passou na última década, do perfil da pobreza às dinâmicas migratórias e ligadas ao crescimento demográfico, dos moldes de segregação social à produção habitacional e à mobilidade urbana. A fisionomia da metrópole, central na economia do país, reflete a conjuntura de modo especial, segundo o organizador. Assim, tiveram impactos particulares na região metropolitana a redemocratização, na década de 80 do século XX (com a volta das eleições regulares e com a constituição de sistemas nacionais de políticas públicas), a estabilização econômica, a abertura do mercado interno da década de 90 e o crescimento econômico vigoroso da primeira década do século XXI. Internet: <www.fflch.usp.br> (com adaptações). Seriam mantidos o sentido original e a correção gramatical do texto IV caso fosse suprimida a vírgula empregada logo após a) “demográfico” b) “renda” c) “comum”. d) “metrópole” e) “redemocratização” Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/383098 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 18 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 245: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Educacional/2016 Assunto: Pontuação Texto CB1A1AAA O tenente Antônio de Souza era um desses moços que se gabam de não crer em nada, que zombam das coisas mais sérias e que riem dos santos e dos milagres. Costumava dizer que isso de almas do outro mundo era uma grande mentira, que só os tolos temem a lobisomem e feiticeiras. Jurava ser capaz de dormir uma noite inteira dentro do cemitério. Eu não lhe podia ouvir tais leviandades em coisas medonhas e graves sem que o meu coração se apertasse, e um calafrio me corresse a espinha. Quando a gente se habitua a venerar os decretos da Providência, sob qualquer forma que se manifestem, quando a gente chega à idade avançada em que a lição da experiência demonstra a verdade do que os avós viram e contaram, custa ouvir com paciência os sarcasmos com que os moços tentam ridicularizar as mais respeitáveis tradições, levados por uma vaidade tola, pelo desejo de parecerem espíritos fortes, como dizia o Dr. Rebelo. Peço sempre a Deus que me livre de semelhante tentação. Acredito no que vejo e no que me contam pessoas fidedignas, por mais extraordinário que pareça. Sei que o poder do Criador é infinito e a arte do inimigo, vária. Mas o tenente Souza pensava de modo contrário! Apontava à lua com o dedo, deixava-se ficar deitado quando passava um enterro, não se benzia ouvindo o canto da mortalha, dormia sem camisa, ria-se do trovão! Alardeava o ardente desejo de encontrar um curupira, um lobisomem ou uma feiticeira. Ficava impassível vendo cair uma estrela, e achava graça ao canto agoureiro do acauã, que tantas desgraças ocasiona. Enfim, ao encontrar um agouro, sorria e passava tranquilamente sem tirar da boca o seu cachimbo de verdadeira espuma do mar. Inglês de Sousa. A feiticeira. São Paulo: Ed. Difusão Cultural do Livro, 2008, p. 7-8 (com adaptações). Julgue o item que se segue, referente aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA. A supressão da vírgula empregada no trecho “a arte do inimigo, vária” prejudicaria o sentido original do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/386260 Questão 246: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Procuradoria/2016 Assunto: Pontuação Texto CB5A1AAA Tratando-se do dever de prestar contas anuais, cabe, inicialmente, verificar como tal obrigação está preceituada no ordenamento jurídico. A Constituição Federal prevê que cabe ao presidente prestar contas anualmente ao Poder Legislativo. Por simetria, tal obrigação estende-se ao governador do estado e aos prefeitos municipais. O dever anual de prestar contas é da pessoa física. Assim sendo, no nível municipal, esse dever é do prefeito, que, nesse caso, age em nomepróprio, e não em nome do município. Tal obrigação se dá em virtude de força da lei. O povo, que outorgou mandato ao prefeito para gerir seus recursos, exige do prefeito — por meio de norma editada pelos seus representantes — a prestação de contas. Sendo tal prestação obrigação personalíssima, não se pode admitir que seja executada por meio de pessoa interposta. Isso quer dizer que o tribunal de contas deve recusar, por exemplo, a prestação de contas apresentada por uma prefeitura referente à obrigação de um ex-prefeito. Quer dizer também que o ex-prefeito continua sujeito a todas as sanções previstas para aqueles que não prestam contas. Por essa razão, é necessário que haja a separação das contas — que devem, inclusive, ser processadas em autos distintos — quando ocorrer de o cargo de prefeito ser ocupado por mais de uma pessoa durante o exercício financeiro. Nesse caso, cada um será responsável pelo período em que ocupou o cargo. Ailana Sá Sereno Furtado. O dever de prestar contas dos prefeitos. Internet: < https://jus.com.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto CB5A1AAA. A supressão da vírgula empregada logo após a expressão “Assim sendo” prejudicaria a correção do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/386468 Questão 247: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Pontuação Texto CB8A1BBB Passados os atropelos da chegada de D. João ao Brasil, era hora de colocar mãos à obra. Os planos eram grandiosos e havia tudo por fazer. A colônia precisava de estradas, escolas, tribunais, fábricas, bancos, moeda, comércio, imprensa, biblioteca, hospitais, comunicações eficientes. Em especial, necessitava de um governo que se responsabilizasse por tudo isso. D. João não perdeu tempo. No dia 10 de março de 1808, quarenta e oito horas depois de desembarcar no Rio de Janeiro, organizou seu novo gabinete. Caberia a esse gabinete criar um país a partir do nada. Havia duas frentes de ação. A primeira, interna, incluiu as inúmeras decisões administrativas que D. João tomou, logo ao chegar, para melhorar a comunicação entre as províncias, estimular o povoamento e o aproveitamento das riquezas da colônia. A outra frente era externa. Visava ampliar as fronteiras do Brasil, em uma tentativa de aumentar a influência portuguesa na América. Era também uma forma de punir os adversários europeus de Portugal, ocupando seus territórios e ameaçando seus interesses americanos. Nesse caso, os avanços foram precários e sem consequências duradouras. No final de 1808, uma tropa de quinhentos soldados brasileiros e portugueses, escoltada por uma pequena força naval, invadiu a Guiana Francesa e sitiou a capital, Caiena, cujo governador se rendeu sem resistência no dia 12 de janeiro. Era uma retaliação à invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Uma segunda ofensiva seria TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 19 de 76 21/05/2017 18:44 a anexação da chamada Banda Oriental do Rio da Prata, atual território do Uruguai, em represália à aliança da Espanha com a França napoleônica. Foram ambas conquistas efêmeras. A Guiana se livrou das tropas de D. João oito anos mais tarde. O Uruguai conseguiria sua independência em 1828. Com os planos de expansão territorial fracassados, restou a D. João se concentrar na primeira — e mais ambiciosa — de suas tarefas: mudar o Brasil para reconstruir nos trópicos o sonhado império americano de Portugal. Laurentino Gomes. 1808. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2007 (com adaptações). Com relação a aspectos linguísticos do texto CB8A1BBB, julgue o item subsequente. No início do último parágrafo do texto, os travessões foram empregados para isolar informação adicional que se intercala no discurso. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390271 Questão 248: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Pontuação Texto CB8A1BBB Passados os atropelos da chegada de D. João ao Brasil, era hora de colocar mãos à obra. Os planos eram grandiosos e havia tudo por fazer. A colônia precisava de estradas, escolas, tribunais, fábricas, bancos, moeda, comércio, imprensa, biblioteca, hospitais, comunicações eficientes. Em especial, necessitava de um governo que se responsabilizasse por tudo isso. D. João não perdeu tempo. No dia 10 de março de 1808, quarenta e oito horas depois de desembarcar no Rio de Janeiro, organizou seu novo gabinete. Caberia a esse gabinete criar um país a partir do nada. Havia duas frentes de ação. A primeira, interna, incluiu as inúmeras decisões administrativas que D. João tomou, logo ao chegar, para melhorar a comunicação entre as províncias, estimular o povoamento e o aproveitamento das riquezas da colônia. A outra frente era externa. Visava ampliar as fronteiras do Brasil, em uma tentativa de aumentar a influência portuguesa na América. Era também uma forma de punir os adversários europeus de Portugal, ocupando seus territórios e ameaçando seus interesses americanos. Nesse caso, os avanços foram precários e sem consequências duradouras. No final de 1808, uma tropa de quinhentos soldados brasileiros e portugueses, escoltada por uma pequena força naval, invadiu a Guiana Francesa e sitiou a capital, Caiena, cujo governador se rendeu sem resistência no dia 12 de janeiro. Era uma retaliação à invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Uma segunda ofensiva seria a anexação da chamada Banda Oriental do Rio da Prata, atual território do Uruguai, em represália à aliança da Espanha com a França napoleônica. Foram ambas conquistas efêmeras. A Guiana se livrou das tropas de D. João oito anos mais tarde. O Uruguai conseguiria sua independência em 1828. Com os planos de expansão territorial fracassados, restou a D. João se concentrar na primeira — e mais ambiciosa — de suas tarefas: mudar o Brasil para reconstruir nos trópicos o sonhado império americano de Portugal. Laurentino Gomes. 1808. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2007 (com adaptações). Com relação a aspectos linguísticos do texto CB8A1BBB, julgue o item subsequente. Seriam mantidas a correção gramatical e as informações veiculadas no texto caso o ponto final empregado logo após “tempo” fosse substituído por dois-pontos, da seguinte forma: D. João não perdeu tempo: no dia 10 de março (...). Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390273 Questão 249: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016 Assunto: Pontuação Texto para o item Os medicamentos dividem-se em duas categorias: medicamentos de referência e medicamentos genéricos. Os de referência são desenvolvidos e comercializados por determinado laboratório farmacêutico, público ou privado, enquanto seus genéricos são produzidos por outros laboratórios, geralmente após o fim da patente exclusiva. Do ponto de vista de médicos e pacientes, não importa se os medicamentos são de referência ou genéricos, eles devem ser eficientes, conter as doses do princípio químico ativo exatamente como divulgado na caixa, e ser livres de impurezas tóxicas. Para farmácias, hospitais e órgãos governamentais, ambos devem ser estáveis e suportar armazenamento em condições normais. Além disso, espera-se que os genéricos sejam bem mais baratos. Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os preceitos citados, adquiriram fama e distribuição ampla em todo o mundo. Milhões de pessoas com baixo poder aquisitivo tiveram acesso a medicamentos pela primeira vez. No entanto, estudos e escândalos têm alertado a comunidade médica para o risco da disseminação descontrolada de medicamentos de qualidade questionável. Um dos perigos desse comércio ilícito, além dos maus-tratos aos doentes,é a difamação dos genéricos. Riad Younes. Genéricos de má fama. In: CartaCapital,13/4/2014. Internet: <www.cartacapital.com.br> (com adaptações). Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o próximo item. A supressão das vírgulas logo após “genéricos” e “citados”, no trecho “Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os preceitos citados, adquiriram fama e distribuição ampla em todo o mundo”, não incorreria em erro gramatical, mas, sem elas, a interpretação do termo “Os genéricos” seria restringida. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/419639 Questão 250: CESPE - Ag Pol (PC GO)/PC GO/2016 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 20 de 76 21/05/2017 18:44 Assunto: Pontuação Texto CB1A1AAA Na Idade Média, durante o período feudal, o príncipe era detentor de um poder conhecido como jus politiae — direito de polícia —, que designava tudo o que era necessário à boa ordem da sociedade civil sob a autoridade do Estado, em contraposição à boa ordem moral e religiosa, de competência exclusiva da autoridade eclesiástica. Atualmente, no Brasil, por meio da Constituição Federal de 1988, das leis e de outros atos normativos, é conferida aos cidadãos uma série de direitos, entre os quais os direitos à liberdade e à propriedade, cujo exercício deve ser compatível com o bem-estar social e com as normas de direito público. Para tanto, essas normas especificam limitações administrativas à liberdade e à propriedade, de modo que, a cada restrição de direito individual — expressa ou implícita na norma legal —, corresponde equivalente poder de polícia administrativa à administração pública, para torná-la efetiva e fazê-la obedecida por todos. Internet: <www.ambito-juridico.com.br> (com adaptações). No que se refere aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, assinale a opção correta. a) A supressão da vírgula empregada logo após “normativos” manteria a coesão e a correção textual, uma vez que, no contexto dado, seu emprego é facultativo. b) A coesão textual seria mantida se a expressão “os quais” fosse substituída por aqueles. c) No primeiro parágrafo, a substituição do par de travessões por um par de parênteses preservaria a coesão textual. d) A substituição de “sob” por pela manteria a coesão textual. e) O elemento “à”, introduz complementos da forma verbal “designava”. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/420966 Questão 251: CESPE - Ag Pol (PC GO)/PC GO/2016 Assunto: Pontuação Texto CB1A2AAA Em linhas gerais, há na literatura econômica duas explicações para a educação ser tida como um fator de redução da criminalidade. A primeira é que a educação muda as preferências intertemporais, levando o indivíduo a ter menos preferência pelo presente e a valorizar mais o futuro, isto é, a ter aversão a riscos e a ter mais paciência. A segunda explicação é que a educação contribui para o combate à criminalidade porque ensina valores morais, tais como disciplina e cooperação, tornando o indivíduo menos suscetível a praticar atos violentos e crimes. Há outras razões pelas quais se podem associar educação e redução da criminalidade. Quanto maior o nível de escolaridade do indivíduo, maior será para ele o retorno do trabalho lícito (isto é, o salário), e isso eleva o custo de oportunidade de se cometer crime. Além disso, há uma questão relacionada à possibilidade do estado de dependência do crime: a probabilidade de se cometerem crimes no presente está relacionada à quantidade de crimes que já se cometeram. Dessa forma, manter as crianças na escola, ocupadas durante o dia, contribuiria a longo prazo para a redução da criminalidade. Acredita-se, por essa razão, que haja uma relação entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade. A criminalidade é uma externalidade negativa com enormes custos sociais e, se a educação consegue diminuir a violência, o retorno social pode ser ainda maior que o retorno privado. R. A. Duenhas, F. O. Gonçalves e E. Gelinski Jr. Educação, segurança pública e violência nos municípios brasileiros: uma análise de painel dinâmico de dados. UEPG Ci. Soc. Apl., Ponta Grossa, 22 (2):179-91, jul.-dez./2014. Internet: <www.revistas2.uepg.br> (com adaptações). As opções subsequentes apresentam propostas de reescrita do seguinte período do texto CB1A2AAA: “Acredita-se, por essa razão, que haja uma relação entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade.” Assinale a opção que apresenta proposta de reescrita que preserva a correção gramatical e o sentido original do texto. a) Acredita-se que haja, por essa razão, uma relação, entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade. b) Acredita-se por essa razão, que haja uma relação entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade. c) Por essa razão, acredita-se, que haja uma relação entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade. d) Acredita-se que haja por essa razão, uma relação, entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade. e) Por essa razão, acredita-se que haja uma relação entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/420972 Questão 252: CESPE - TGE (SEDF)/SEDF/Apoio Administrativo/2017 Assunto: Pontuação Texto As críticas à extrema confiança que demos à ciência como forma única de conhecimento são muitas e espalham-se em diversas frentes. Embora não possamos desconsiderar o avanço científico a que os últimos séculos assistiram — as revoluções consideráveis no campo da medicina, da física, da química e das próprias ciências sociais e humanas —, essa ciência capitalista, androcêntrica e colonial não tem conseguido dar conta de resolver o problema que ela própria ajudou a construir. Atualmente há uma grande preocupação quanto à capacidade dessa ciência, criada pelos interesses do desenvolvimento e da exploração da natureza, de oferecer soluções para lidar com a crise ambiental, social e econômica. Pensar a crise socioambiental no contexto da razão moderna é pensar que essa crise é o resultado do triunfo do capitalismo e da racionalidade técnico-científica. Falamos não só de uma crise ecológica, mas também de uma crise civilizatória de amplas dimensões, do funcionamento de um sistema que destrói e ameaça as suas próprias bases de sobrevivência, sustentado pela separação homem/natureza, com repercussões para toda a vida social. J. Dourado et al. Escolas sustentáveis. São Paulo: Oficina de Textos, 2015, p. 25-6 (com adaptações). Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. Mantém-se a correção gramatical do período caso os travessões empregados no primeiro parágrafo sejam substituídos por parênteses. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 21 de 76 21/05/2017 18:44 Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/460154 Questão 253: CESPE - AGE (SEDF)/SEDF/Administração/2017 Assunto: Pontuação Texto CB1A1BBB Pedir ao educador que situe o centro de gravidade na própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi situado fora dela. É essa revolução — exigência fundamental do movimento da educação nova — que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com tanta felicidade, nas seguintes linhas: “são os métodos e os programas que gravitam em torno da criança e não mais a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela. Essa é a revolução copernicana à qual a psicologiaconvida o educador”. M. A. Bloch. Filosofia da educação nova. Paris: PUF, 1973, p. 33 (com adaptações). Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir. Os travessões foram empregados no texto para isolar uma expressão de natureza explicativa. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/460546 Questão 254: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Atividades/2017 Assunto: Pontuação Um estudo coordenado pela Fundação Getúlio Vargas aponta que, enquanto 80% dos professores de educação infantil da rede pública do país têm nível superior completo, 65,6% dos docentes dessa mesma etapa na rede privada têm igual escolaridade. Os dados correspondem ao ano de 2014 e mostram que a formação dos professores das instituições públicas continua melhor que a dos professores da rede privada nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais dessa etapa, a proporção de docentes com formação adequada muda: 92% dos docentes na rede privada e 89% na pública. No ensino médio, a formação é praticamente igual. Deve-se ressaltar que o fato de que o nível superior completo, sem se considerar a qualidade do conteúdo aprendido nas licenciaturas, não garante excelência no trabalho docente e, consequentemente, no ensino. Internet: <www.revistaeducacao.com.br> (com adaptações). Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o item que se segue. A correção gramatical do texto seria mantida caso a vírgula empregada logo depois de “que” fosse suprimida. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/461256 Questão 255: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do Estado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada por processos que culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação. No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito lusitano. Não havia o Ministério Público como instituição. Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordenações Filipinas de 1603 já faziam menção aos promotores de justiça, atribuindo-lhes o papel de fiscalizar a lei e de promover a acusação criminal. Existiam ainda o cargo de procurador dos feitos da Coroa (defensor da Coroa) e o de procurador da Fazenda (defensor do fisco). Só no Império, em 1832, com o Código de Processo Penal do Império, iniciou-se a sistematização das ações do Ministério Público. Na República, o Decreto n.º 848/1890, ao criar e regulamentar a justiça federal, dispôs, em um capítulo, sobre a estrutura e as atribuições do Ministério Público no âmbito federal. Foi na área cível, com a Constituição Federal de 1988, que o Ministério Público adquiriu novas funções, com destaque para a sua atuação na tutela dos interesses difusos e coletivos. Isso deu evidência à instituição, tornando-a uma espécie de ouvidoria da sociedade brasileira. Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações). Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item que se segue. Na linha 1, a expressão “A sua história” refere-se ao antecedente “democracia”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/257991 Questão 256: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 22 de 76 21/05/2017 18:44 O surgimento da Internet remonta à década de 60 do século passado, em um projeto do governo norte-americano no combate à guerra, pelo qual as comunicações intragovernamentais passaram a ser internalizadas, para evitar a publicação de dados relevantes à segurança nacional. Posteriormente, na década de 70, foi criado o protocolo Internet, que permitiu a comunicação entre os seus poucos usuários até então, uma vez que ela ainda estava restrita aos centros de pesquisa dos Estados Unidos da América. Na década de 80, foi ampliado o uso da Internet para a forma comercial e, finalmente, na década de 90, a Internet alcançou o seu auge, pois atingiu praticamente todos os meios de comunicação. O histórico dos crimes cibernéticos, por sua vez, remonta à década de 70, quando, pela primeira vez, foi definido o termo hacker, como sendo aquele indivíduo que, dotado de conhecimentos técnicos, promove a invasão de sistemas operacionais privados e a difusão de pragas virtuais. Artur Barbosa da Silveira. Os crimes cibernéticos e a Lei n.o 12.737/2012. In: Internet: <www.conteudojuridico.com.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, acerca das ideias, das estruturas linguísticas e da tipologia do texto. Mantêm-se a correção gramatical e o sentido original do período ao se substituir a expressão “uma vez que” por qualquer um dos seguintes termos: porque, já que, pois, por conseguinte. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258005 Questão 257: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto II Segundo a Constituição Federal, todo poder emana do povo e por ele será exercido, quer de maneira direta, quer por intermédio de representantes eleitos. Essa afirmação, dentro do espírito do texto constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro dogma estabelecido pelo constituinte originário, mormente quando nos debruçamos sobre o cenário político dos anos anteriores à eleição dos membros que comporiam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber que, após longo período de repressão à manifestação do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer o direito de eleger os seus representantes com o objetivo de participar direta ou indiretamente da formação da vontade política da nação. Dentro desse contexto, impende destacar que os movimentos populares que ocorreram a partir do ano de 1984, que deram margem ao início do processo de elaboração da nova Carta, deixaram transparecer de maneira cristalina aos então governantes que o coração da nação brasileira estava palpitante, quase que exageradamente acelerado, tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercício do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário, foi elaborado o texto constitucional, que, desde então, recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art. 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu direito de participar da formação da vontade política. Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de campanha do candidato – avanço da legislação para as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n.o 2, 2014, p. 52-3. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com referência às estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. As formas verbais “ocorreram” (l.8), “deram” (l.8) e “deixaram transparecer” (l.9) estão ligadas ao mesmo termo, que, nos dois primeiros casos, é retomado pelo pronome “que”: “os movimentos populares” (l.8). Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258325 Questão 258: CESPE- AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto II Segundo a Constituição Federal, todo poder emana do povo e por ele será exercido, quer de maneira direta, quer por intermédio de representantes eleitos. Essa afirmação, dentro do espírito do texto constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro dogma estabelecido pelo constituinte originário, mormente quando nos debruçamos sobre o cenário político dos anos anteriores à eleição dos membros que comporiam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber que, após longo período de repressão à manifestação do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer o direito de eleger os seus representantes com o objetivo de participar direta ou indiretamente da formação da vontade política da nação. Dentro desse contexto, impende destacar que os movimentos populares que ocorreram a partir do ano de 1984, que deram margem ao início do processo de elaboração da nova Carta, deixaram transparecer de maneira cristalina aos então governantes que o coração da nação brasileira estava palpitante, quase que exageradamente acelerado, tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercício do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário, foi elaborado o texto constitucional, que, desde então, recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art. 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu direito de participar da formação da vontade política. Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de campanha do candidato – avanço da legislação para as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n.o 2, 2014, p. 52-3. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com referência às estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 23 de 76 21/05/2017 18:44 A forma verbal “deixando transparecer” (l.14) retoma o sujeito “O art. 14 desse texto” (l.12- 13). Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258328 Questão 259: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto II Segundo a Constituição Federal, todo poder emana do povo e por ele será exercido, quer de maneira direta, quer por intermédio de representantes eleitos. Essa afirmação, dentro do espírito do texto constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro dogma estabelecido pelo constituinte originário, mormente quando nos debruçamos sobre o cenário político dos anos anteriores à eleição dos membros que comporiam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber que, após longo período de repressão à manifestação do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer o direito de eleger os seus representantes com o objetivo de participar direta ou indiretamente da formação da vontade política da nação. Dentro desse contexto, impende destacar que os movimentos populares que ocorreram a partir do ano de 1984, que deram margem ao início do processo de elaboração da nova Carta, deixaram transparecer de maneira cristalina aos então governantes que o coração da nação brasileira estava palpitante, quase que exageradamente acelerado, tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercício do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário, foi elaborado o texto constitucional, que, desde então, recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art. 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu direito de participar da formação da vontade política. Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de campanha do candidato – avanço da legislação para as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n.o 2, 2014, p. 52-3. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com referência às estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. O termo “cenário” (l.12) alude ao “longo período de repressão à manifestação do pensamento” (l.5). Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258329 Questão 260: CESPE - Ana MPU/MPU/Apoio Técnico Administrativo/Atuarial/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”. Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos. Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p. 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações). Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas do texto. O pronome “eles” faz referência a “ramos diversos”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258807 Questão 261: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Se observarmos as nações desenvolvidas, verificaremos que elas se destacam em termos de produtividade total dos fatores, ou seja, são países que tornaram as economias mais eficientes e produtivas e contam não só com a eficácia das máquinas e dos equipamentos de seu parque industrial, mas também com o acesso a insumos mais sofisticados e adequados, com mão de obra bem educada e formada, infraestrutura adequada e custos justos de transação. Cledorvino Belini. O Brasil depois das eleições. In: Correio Braziliense, 2/1/2015 (com adaptações). Julgue o próximo item, relacionado às ideias e às estruturaslinguísticas do texto acima. No desenvolvimento textual, subentende-se que a forma verbal “são” (l.1) remete a “elas” (l.1), ou seja, “as nações desenvolvidas” (l.1). TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 24 de 76 21/05/2017 18:44 Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/276691 Questão 262: CESPE - Ass Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) A entrada da iniciativa privada no ensino superior deu-se primeiramente por meio de uma ampliação das atividades que os empresários da educação já exerciam na esfera do ensino básico. Assim, a mesma mentalidade organizacional que fez as empresas de ensino fundamental e médio expandirem e se consolidarem passou a reger as iniciativas privadas no ensino universitário. A ideia era trazer a eficiência empresarial, que já era comprovada no ensino básico, para o ensino universitário e marcar, também nesse nível, a superioridade organizacional da empresa particular. Franklin Leopoldo e Silva. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações). Julgue o próximo item, no que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto acima. A expressão “nesse nível” (l.4) é elemento coesivo que retoma o antecedente “ensino básico” (l. 4). Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277585 Questão 263: CESPE - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) “O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura brasileira: o linguístico”. A redação acima poderia ter sido extraída do editorial de uma revista, mas é parte do texto O oxente e o ok, primeiro lugar na categoria opinião da 4.ª Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada pelo Ministério da Educação em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC). A autora do artigo é estudante do 2.º ano do ensino médio em uma escola estadual do Ceará, e foi premiada ao lado de outros dezenove alunos de escolas públicas brasileiras, durante um evento em Brasília, no último mês de dezembro. Como nos três anos anteriores, vinte alunos foram vencedores ― cinco em cada gênero trabalhado pelo projeto. Além de opinião (2.º e 3.º anos do ensino médio), a olimpíada destacou produções em crônica (9.º ano do ensino fundamental), poema (5.º e 6.º anos) e memória (7.º e 8.º anos). Tudo regido por um só tema: “O lugar em que vivo”. Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações). No que se refere aos sentidos, à estrutura textual e aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. O elemento coesivo “mas” (l.3) inicia uma oração coordenada que exprime a ideia de concessão em uma sequência de fatos. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277801 Questão 264: CESPE - TEFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Técnica Administrativa/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Nas sociedades antigas, tanto as leis quanto os códigos eram considerados expressões da vontade divina, revelada mediante a imposição de legisladores que dispunham de privilégios dinásticos e de uma legitimidade garantida pela casa sacerdotal. As leis eram objeto de respeito e veneração, e, por serem asseguradas por sanções sobrenaturais, dificilmente o homem primitivo questionava sua validez e sua aplicabilidade. Escreve H. Summer Maine que algumas experiências societárias, ao permitirem o declínio do poder real e o enfraquecimento de monarcas hereditários, acabaram por favorecer a emergência de aristocracias, depositárias da produção legislativa, com capacidade de julgar e de resolver conflitos. Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado, expressão das divindades, desenvolveu-se na direção de práticas normativas consuetudinárias. À época do direito consuetudinário, largo período em que não se conheceu a invenção da escrita, uma casta, ou aristocracia, investida do poder judicial, era o único meio que poderia conservar, com algum rigor, os costumes da raça ou da tribo. O costume aparece como expressão da legalidade, de forma lenta e espontânea, instrumentalizada pela repetição de atos, usos e práticas. A invenção e a difusão da técnica da escritura, somadas à compilação de costumes tradicionais, proporcionaram os primeiros códigos da Antiguidade, como o de Hamurábi, o de Manu, o de Sólon e a Lei das XII Tábuas. Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram melhores depositários do direito e meios mais eficazes para conservá-lo que a memória de certo número de pessoas, por mais força que tivessem em função de seu constante exercício. Esse direito antigo, tanto no Oriente quanto no Ocidente, não diferenciava, na essência, prescrições civis, religiosas e morais. Somente em tempos mais avançados da civilização é que se começou a distinguir o direito da moral e a religião do direito. Certamente, de todos os povos antigos, foi com os romanos que o direito avançou para uma autonomia diante da religião e da moral. Antônio C. Walker. O direito nas sociedades primitivas. In: Antônio C. Walker (Org.) Fundamentos de história do direito. Belo Horizonte: Del Rey, 2006, p. 19-20 (com adaptações). Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item. Sem prejuízo do sentido do texto, o termo “destarte” poderia ser substituído por contudo ou todavia. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/283998 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 25 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 265: CESPE - Op Cam TV (FUB)/FUB/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Queria falar da felicidade, do desejo consciente e inconsciente de ser feliz. É algo que se traz da infância, do companheirismo com a meninada, dos jogos de rua, da molecagem diária. Quanto mais o tempo passa para mim, mais me convenço de como é necessário que todos busquemos ser felizes. São sentimentos para guardar por todo o nosso tempo. A vida real, com suas tragédias e guerras, com o ódio e a competição sem freios, parece nos levar para longe desse objetivo. Não que se diga “dane-se” ao mundo. Vivemos nele e não devemos nos eximir de responsabilidades, mas a bandeira que carrego, e vejo que muitos dos que amo e admiro também a empunham, é a procura de harmonia na vida pessoal, familiar e social. Fernando Brant. Para a boa nova se espalhar. In: Correio Braziliense. Caderno Economia, 14/6/2015, p. 7 (com adaptações). A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsecutivo. O elemento “desse”, em “desse objetivo”, retoma a oração “que todos busquemos ser felizes”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/287222 Questão 266: CESPE - Op Cam TV (FUB)/FUB/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Queria falar da felicidade, do desejo consciente e inconsciente de ser feliz. É algo que se traz da infância, do companheirismo com a meninada, dos jogos de rua, da molecagem diária. Quanto mais o tempo passa para mim, mais me convenço de como é necessário que todos busquemosser felizes. São sentimentos para guardar por todo o nosso tempo. A vida real, com suas tragédias e guerras, com o ódio e a competição sem freios, parece nos levar para longe desse objetivo. Não que se diga “dane-se” ao mundo. Vivemos nele e não devemos nos eximir de responsabilidades, mas a bandeira que carrego, e vejo que muitos dos que amo e admiro também a empunham, é a procura de harmonia na vida pessoal, familiar e social. Fernando Brant. Para a boa nova se espalhar. In: Correio Braziliense. Caderno Economia, 14/6/2015, p. 7 (com adaptações). A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsecutivo. No trecho “também a empunham”, o elemento “a” foi empregado em substituição ao termo “responsabilidades”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/287224 Questão 267: CESPE - Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto I Anísio Spínola Teixeira nasceu no dia 12 de julho de 1900, em Caetité – BA, onde passou os primeiros anos de vida sob os cuidados da mãe, Anna Spínola Teixeira. O pai, Deocleciano Pires Teixeira, sonhava que o filho fosse político e o mandou estudar no Rio de Janeiro. Anísio diplomou-se na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro em 1922. Como educador, Teixeira viajou para a Europa e os Estados Unidos da América para observar os sistemas escolares. No Brasil, defendeu o conceito de escola única, pública e gratuita como forma de garantir a democracia e foi o primeiro a tratar a educação com base filosófica. Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque, que procurava oferecer à criança uma escola integral, que cuidasse da alimentação, da higiene, da socialização, além do preparo para o trabalho. Nas escolas-parques, os alunos ainda tinham contato com as artes plásticas. Naquela época, essas aulas eram orientadas por profissionais de renome, como Caribé e Mário Cravo. Sempre brigou pela democracia na educação. Publicou vários livros defendendo a educação e a cultura para todos. Foi um dos fundadores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Universidade de Brasília (UnB), da qual foi reitor em 1963. Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, em 1971, mas faleceu antes da eleição, ao cair no poço do elevador de seu prédio, em 11 de março de 1971, quando saía para visitar Aurélio Buarque de Holanda. Internet: <www.unb.br> (com adaptações). Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo. A forma nominal “filho” (l.3) e a forma pronominal “se” (l.3 e 12) referem-se a Anísio Spínola Teixeira. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/288316 Questão 268: CESPE - Ana TI (FUB)/FUB/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 26 de 76 21/05/2017 18:44 Texto I Anísio Spínola Teixeira nasceu no dia 12 de julho de 1900, em Caetité – BA, onde passou os primeiros anos de vida sob os cuidados da mãe, Anna Spínola Teixeira. O pai, Deocleciano Pires Teixeira, sonhava que o filho fosse político e o mandou estudar no Rio de Janeiro. Anísio diplomou-se na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro em 1922. Como educador, Teixeira viajou para a Europa e os Estados Unidos da América para observar os sistemas escolares. No Brasil, defendeu o conceito de escola única, pública e gratuita como forma de garantir a democracia e foi o primeiro a tratar a educação com base filosófica. Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque, que procurava oferecer à criança uma escola integral, que cuidasse da alimentação, da higiene, da socialização, além do preparo para o trabalho. Nas escolas-parques, os alunos ainda tinham contato com as artes plásticas. Naquela época, essas aulas eram orientadas por profissionais de renome, como Caribé e Mário Cravo. Sempre brigou pela democracia na educação. Publicou vários livros defendendo a educação e a cultura para todos. Foi um dos fundadores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Universidade de Brasília (UnB), da qual foi reitor em 1963. Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, em 1971, mas faleceu antes da eleição, ao cair no poço do elevador de seu prédio, em 11 de março de 1971, quando saía para visitar Aurélio Buarque de Holanda. Internet: <www.unb.br> (com adaptações). Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo. Na linha 9, a expressão “essas aulas” retoma, semanticamente, “artes plásticas”, razão por que se pode inferir que Caribé e Mário Cravo orientavam aulas de artes plásticas nas escolas-parques. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/288550 Questão 269: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Celso Cunha tinha, na minha geração literária, a posição que, na geração anterior à nossa, coube a Souza da Silveira. Ou seja: a do mestre que, conhecendo profundamente a língua portuguesa, nas suas minúcias e no seu conjunto, associou a esse saber admirável a sensibilidade de quem nascera para apreciá-la na condição de obra de arte. Antes do mestre das Lições de Português, tivéramos aqui as sucessivas gerações dos professores que se consideravam exímios na colocação dos pronomes, na guerra sistemática aos galicismos, na sujeição aos modelos clássicos, e, com isto, impunham mais o terror gramatical que o saber verdadeiro. Houve quem passasse a escrever registo, em vez de registro, e preguntar, em vez de perguntar, porque assim se escrevia em Portugal. Já ao tempo de José de Alencar, um publicista ríspido, José Feliciano de Castilho, viera de Lisboa para o Rio de Janeiro, com a missão de ensinar-nos a escrever como se escrevia em Portugal. Daí a reação do romancista cearense no prefácio de seus Sonhos d’Ouro, em 1872: “Censurem, piquem, ou calem-se, como lhes aprouver. Não alcançarão jamais que eu escreva, neste meu Brasil, coisa que pareça vinda em conserva lá da outra banda, como a fruta que nos mandam em lata.” Josué Montello. Mestre Celso Cunha. In: Cilene da Cunha Pereira, Paulo Roberto Dias Pereira (Orgs.). Miscelânea de estudos linguísticos, filológicos e literários in memoriam Celso Cunha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995, p. 57-8 (com adaptações). Com relação a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) o próximo item. Os elementos semântico-sintáticos do fragmento de texto apresentado são insuficientes para se depreender a referência da expressão “mestre das Lições de Português”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/293994 Questão 270: CESPE - TJ STJ/STJ/Administrativa/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) O problema da justiça refere-se à correspondência, ou não, entre a norma e os valores supremos ou finais que inspiram determinado ordenamento jurídico. Não importa comentar se existe um ideal de bem comum, idêntico para todos os tempos e para todos os lugares. Todo ordenamento jurídico persegue certos fins e esses representam os valores a cuja realização o legislador, mais ou menos conscientemente e adequadamente, dirige sua própria atividade. Quando se considera que há valores absolutos, objetivamente evidentes, a pergunta acerca de se uma norma é justa ou injusta equivale a perguntar se esta é apta ou não a realizaraqueles valores. No caso de não se acreditar em valores absolutos, o problema da justiça ou da injustiça de uma norma tem um sentido: equivale a perguntar se essa norma é apta ou não a realizar os valores históricos que inspiram esse ordenamento jurídico, concreta e historicamente determinado. Norberto Bobbio. Teoría general del derecho. Bogotá/CO: Temis S.A., 1999, p. 20-2 (tradução livre, com adaptações). Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas do texto Teoría general del derecho. Na estrutura textual, o vocábulo “esta” (l.5) e a expressão “aqueles valores” (l.5) fazem referência, respectivamente, ao termo “norma” (l.6) e à expressão “valores absolutos” (l.6). Certo Errado TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 27 de 76 21/05/2017 18:44 Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/306186 Questão 271: CESPE - Ass Jur (TCE-RN)/TCE-RN/Técnico de Informática/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Os primeiros vestígios de atividade contábil foram encontrados na Mesopotâmia, por volta de 4.000 a.C. Inicialmente, eram utilizadas fichas de barro para representar a circulação de bens, logo substituídas por tábuas gravadas com a escrita cuneiforme. Portanto, os registros contábeis não só antecederam o aparecimento da escrita como subsidiaram seu surgimento e sua evolução. Embora a fiscalização de contas conste de registros mais antigos, prática já exercida por escribas egípcios durante o reinado do faraó Menés I, foi na Grécia que se configurou o primeiro esboço de um tribunal de contas, formado por dez tesoureiros, guardiões da administração pública. Contudo, somente em Roma, a contabilidade atingiu sua mais alta expressão com a sistematização de mecanismos de controle que, por gozarem de estatuto jurídico preeminente, influenciaram todo o Ocidente e as civilizações modernas. Cristina Britto. Uma breve história do controle.Salvador: P55 edições, 2015, p. 15. Internet: <www.tce.ba.gov.br> (com adaptações). Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto Uma breve história do controle, julgue o próximo item. Os advérbios “Inicialmente” (l.1) e “logo” (l.2) atuam como sequenciadores textuais cuja função é organizar a sequência temporal relativa ao registro das atividades contábeis na Mesopotâmia. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/316026 Questão 272: CESPE - Ass Jur (TCE-RN)/TCE-RN/Técnico de Informática/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Os primeiros vestígios de atividade contábil foram encontrados na Mesopotâmia, por volta de 4.000 a.C. Inicialmente, eram utilizadas fichas de barro para representar a circulação de bens, logo substituídas por tábuas gravadas com a escrita cuneiforme. Portanto, os registros contábeis não só antecederam o aparecimento da escrita como subsidiaram seu surgimento e sua evolução. Embora a fiscalização de contas conste de registros mais antigos, prática já exercida por escribas egípcios durante o reinado do faraó Menés I, foi na Grécia que se configurou o primeiro esboço de um tribunal de contas, formado por dez tesoureiros, guardiões da administração pública. Contudo, somente em Roma, a contabilidade atingiu sua mais alta expressão com a sistematização de mecanismos de controle que, por gozarem de estatuto jurídico preeminente, influenciaram todo o Ocidente e as civilizações modernas. Cristina Britto. Uma breve história do controle.Salvador: P55 edições, 2015, p. 15. Internet: <www.tce.ba.gov.br> (com adaptações). Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto Uma breve história do controle, julgue o próximo item. O emprego do modo subjuntivo na forma verbal “conste” (l.4) depende sintaticamente da presença da conjunção “Embora” (l.3). Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/316027 Questão 273: CESPE - Ass Jur (TCE-RN)/TCE-RN/Técnico de Informática/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Os primeiros vestígios de atividade contábil foram encontrados na Mesopotâmia, por volta de 4.000 a.C. Inicialmente, eram utilizadas fichas de barro para representar a circulação de bens, logo substituídas por tábuas gravadas com a escrita cuneiforme. Portanto, os registros contábeis não só antecederam o aparecimento da escrita como subsidiaram seu surgimento e sua evolução. Embora a fiscalização de contas conste de registros mais antigos, prática já exercida por escribas egípcios durante o reinado do faraó Menés I, foi na Grécia que se configurou o primeiro esboço de um tribunal de contas, formado por dez tesoureiros, guardiões da administração pública. Contudo, somente em Roma, a contabilidade atingiu sua mais alta expressão com a sistematização de mecanismos de controle que, por gozarem de estatuto jurídico preeminente, influenciaram todo o Ocidente e as civilizações modernas. Cristina Britto. Uma breve história do controle.Salvador: P55 edições, 2015, p. 15. Internet: <www.tce.ba.gov.br> (com adaptações). Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto Uma breve história do controle, julgue o próximo item. É possível identificar no trecho “foi na Grécia que se configurou o primeiro esboço de um tribunal de contas” (l. 4 e 5) duas orações, sendo uma delas de natureza restritiva. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/316028 Questão 274: CESPE - TJ TJDFT/TJDFT/Administrativa/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto para o item. Ouro em FIOS A natureza é capaz de produzir materiais preciosos, como o ouro e o cobre — condutor de ENERGIA ELÉTRICA. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 28 de 76 21/05/2017 18:44 O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso. Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT: — Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a iluminação natural. — Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado. — Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do ambiente. — Utilize o computador no modo espera. Fique ligado! Evite desperdícios. Energia elétrica. A natureza cobra o preço do desperdício. Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações). Tendo como referência os aspectos gramaticais do texto, julgue o próximo item. O pronome “isso” retoma a ideia expressa no primeiro período do parágrafo, ou seja, refere-se ao fato de o ouro ser escasso. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/319653 Questão 275: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Apoio Especializado/Taquigrafia/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto Internet: <bdtd.biblioteca.ufpb.br> (com adaptações). Na história em quadrinhos, a coesão e a coerência textuais são estabelecidas por meio a) da retomada do termo “informação”, no último quadrinho. b) da explicitação das formas existentes no mundo que, em tese, poderiam equivaler a vida. c) do questionamento acerca do que vem a ser vida. d) da resposta ao próprio questionamento do indivíduo do primeiro quadrinho. e) das formas alfabéticas do segundo quadrinho. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/328877 Questão 276: CESPE - Tec GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AssistenteTécnico/2015 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Apesar de motivar uma revolução econômica sem precedentes na história mundial, a instalação das primeiras máquinas a vapor nas fábricas inglesas no início do século XIX gerou polêmica. Revoltados contra a mecanização, que diminuiria empregos e pioraria as condições de trabalho, movimentos organizados de trabalhadores ingleses calcularam que o melhor a fazer era destruir as máquinas das indústrias. Mais de um século depois, analistas de uma empresa de consultoria inglesa relacionaram a expansão tecnológica com a criação de postos de trabalho. Dessa relação, concluíram que, na realidade, o desenvolvimento de recursos para dinamizar a produção não só melhorou a qualidade de vida dos trabalhadores e expandiu a economia, como também criou mais ofertas de emprego. A partir de dados coletados com base em censos do Reino Unido, os pesquisadores verificaram diminuição de empregos que envolviam grande esforço, como trabalho em minas de carvão e agricultura, e crescimento nas profissões ligadas a serviços e conhecimento, como magistério e medicina. “Historicamente, a tecnologia destrói empregos em um momento para reconstruí-los em uma segunda etapa, mas esse não é um processo rápido nem simpático”, afirma um dos pesquisadores. Tecnologia gera emprego. Revista Galileu, out./2015 (com adaptações). Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto Tecnologia gera emprego, julgue o item subsequente. No trecho ‘esse não é um processo’, o elemento ‘esse’ faz referência ao processo de extinção e ressurgimento de empregos que decorre da expansão tecnológica. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/340131 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 29 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 277: CESPE - Tec (INSS)/INSS/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Bibliotecas sempre deram muito o que falar. Grandes monarquias jamais deixaram de possuir as suas, e cuidavam delas estrategicamente. Afinal, dotes de princesas foram negociados tendo livros como objetos de barganha; tratados diplomáticos versaram sobre essas coleções. Os monarcas portugueses, após o terremoto que dizimou Lisboa, se orgulhavam de, a despeito dos destroços, terem erguido uma grande biblioteca: a Real Livraria. D. José chamava-a de joia maior do tesouro real. D. João VI, mesmo na correria da partida para o Brasil, não se esqueceu dos livros. Em três diferentes levas, a Real Biblioteca aportou nos trópicos, e foi até mesmo tema de disputa. Internet: <http://observatoriodaimprensa.com.br> (com adaptações). Acerca de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto acima, julgue o item que se segue. A expressão “essas coleções” retoma, por coesão, o termo “Bibliotecas”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/354188 Questão 278: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle Externo/Administração/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) É inegável que o Estado representa um ônus para a sociedade, já que, para assegurar o seu funcionamento, consome riquezas da sociedade. Representa, porém, um mal necessário, pois até agora não se conseguiu arquitetar mecanismo distinto para catalisar a vida em comunidade. Então, se do Estado ainda não pode prescindir a civilização, cabe-lhe aprimorá-lo, buscando otimizar o seu funcionamento, de modo a torná-lo menos oneroso, mais eficiente e eficaz. O bom funcionamento do Estado, que inclui também o bom funcionamento de suas estruturas encarregadas do controle público (Ministério Público, Poder Legislativo e tribunais de contas, entre outros), vem sendo alçado à condição de direito fundamental dos indivíduos. Pressupõe, notadamente sob as luzes do princípio constitucional da eficiência, os deveres de cuidado e de cooperação. O dever de cuidado é consequência direta do postulado da indisponibilidade do interesse público. Em decorrência desse postulado, todo agente público tem o dever de, no cumprimento fiel de suas atribuições, perseguir o interesse público manifesto na Constituição Federal e nas leis. Conduz, portanto, à ideia de vedação da omissão, já que deixar de cumprir tais atribuições evidenciaria conduta ilícita. O dever de cuidado conduz, ainda, a uma ampla interação entre as estruturas públicas de controle, ou seja, é um dever de cooperação, não como faculdade, mas como obrigação que, em regra, dispensa formas especiais, como previsões normativas específicas, convênios e acordos. Sob essa perspectiva, o controle público do Estado deve incorporar à sua cultura institucional o compromisso com o direito fundamental ao bom funcionamento do Estado. Nesse contexto, os deveres de cuidado e de cooperação se impõem a todas as estruturas do Estado destinadas a promover o controle da máquina estatal. A observância do dever de cuidado e do de cooperação — traduzida, portanto, na atuação comprometida e concertada das estruturas orientadas para a função de controle da gestão pública — deve promover, entre os agentes e órgãos de controle, comportamentos de responsabilidade e responsividade. Por responsabilidade entenda-se o genuíno compromisso com a integralidade do ordenamento jurídico, o que pressupõe, acima de tudo, o reconhecimento de um regime de vedação da omissão. Responsividade, por sua vez, traduz o comportamento orientado a oferecer respostas rápidas e proativas, impregnadas de verdadeiro compromisso com a ideia-chave de promover o bom funcionamento do Estado. Diogo Roberto Ringenberg. Direito fundamental ao bom funcionamento do controle público. In: Controle Público, n.º 10, abr./2011, p. 55 (com adaptações). Com relação às estruturas linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item a seguir. No terceiro período do texto, as formas pronominais “lo”, em suas duas ocorrências — “aprimorá-lo” e “torná-lo” —, e “seu” referem-se a “Estado”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/359048 Questão 279: CESPE - AGPP I (Pref SP)/Pref SP/Gestão Administrativa/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto III A história do grafite no Brasil iniciou-se na década de 70 do século XX, precisamente na cidade de São Paulo, em uma época conturbada da história do Brasil, época essa silenciada pela censura resultante da chegada dos militares ao poder. Paralelamente ao movimento que despontava em Nova York, o grafite surgiu no cenário da metrópole brasileira como uma arte transgressora, a linguagem da rua, da marginalidade, que não pedia licença e que gritava nas paredes da cidade os incômodos de uma geração. A partir disso, a arte de grafitar se transformou em um importante veículo de comunicação urbano, corroborando, de alguma maneira, a existência de outras vozes, de outros sujeitos históricos e ativos que participam da cidade. É importante ressaltar que o grafite, inicialmente, foi uma arte caracterizada pela autoria anônima, por meio da qual o grafiteiro transformava a cidade em um importante suporte de comunicação artística sem delimitação de espaço, de mensagem ou de mensageiro. Portanto, o que importava naquele momento era a arte em si e não o nome de seu autor. Por esse motivo, os ditos “cânones” são retirados de sua posição central e imperativa para dar lugar a uma arte de todos e para todos; arte da rua, na rua e para a rua; arte da cidade, na cidade e para a cidade: o grafite. Nesse sentido, a arte se funde com a vida do cidadão da metrópole por meio do movimento mútuo de transformação e de identificação de seus sujeitos. Internet:<www.todamateria.com.br> (com adaptações). TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 30 de 76 21/05/2017 18:44 No texto III, o pronome isso, em “A partir disso”, refere-se a) à história do surgimento do grafite no Brasil. b) ao contexto histórico brasileiro na década de 70 do século XX. c) a “arte transgressora”. d) às características do grafite. e) a “paredes da cidade” Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/383096 Questão 280: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Educacional/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto CB1A1BBB Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria legislação destinada a assegurar, como alegam, maior rigor na gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de responsabilidade fiscal para, segundo argumentam, fortalecer a estrutura legal que protege o dinheiro público do mau uso por gestores irresponsáveis. Examinando-se a situação financeira dos estados que preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000, quando entrou em vigor a LRF, esses estados, como os demais, estão sujeitos a regras precisas para a gestão do dinheiro público, para a criação de despesas e, em particular, para os gastos com pessoal. Por que, tendo descumprido algumas dessas regras, estariam interessados em torná-las ainda mais rigorosas? Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cumpriram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigorosa, se nem nas condições atuais esses responsáveis estão sendo capazes de cumpri-la? O problema não está na lei. Mudá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais rigorosa, mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que a desfigure. O verdadeiro problema é a dificuldade do setor público de adaptar suas despesas às receitas em queda por causa da crise. Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adaptações). Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue o seguinte item. O pronome “que” refere-se a “despesas”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/386277 Questão 281: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Comunicação/Publicidade/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto 19A2AAA A maioria dos historiadores, pesquisadores e estudiosos considera que o imposto de renda surgiu em 1799, na Inglaterra, quando o governo inglês necessitava de recursos extras para custear a guerra contra a França, governada por Napoleão Bonaparte. No Brasil, as primeiras tentativas de implementação do tributo ocorreram em 1843, no reinado de D. Pedro II, por meio da edição da Lei n.º 317, de 21 de outubro. No início da República, esforços foram realizados para instituir o imposto de renda no Brasil. Rui Barbosa, primeiro ministro da Fazenda da República, foi um árduo defensor desse tributo. A Assembleia Constituinte de 1891 discutiu a introdução do imposto de renda, mas a proposta não logrou êxito. Por meio da Lei n.º 4.625, de 31 de dezembro de 1922, o governo instituiu o imposto geral sobre a renda, que passou a ser devido, anualmente, por toda pessoa física ou jurídica residente/sediada no território do país, incidindo, em cada caso, sobre o conjunto líquido dos rendimentos de qualquer origem. Em 1923, o governo iniciou o estudo para elaborar o regulamento e organizar o sistema arrecadador do imposto de renda, que, finalmente, seria implementado em 1924. Exposição histórica do imposto de renda. Internet: <http://idg.receita.fazenda.gov.br> (com adaptações). Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto 19A2AAA, julgue o item que se segue. No primeiro parágrafo, estabelece-se uma relação anafórica entre as expressões “recursos extras”e “imposto de renda”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/388544 Questão 282: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto CB8A1AAA A democracia participativa pressupõe várias formas de atuação do cidadão na condução política e administrativa do Estado. No Brasil, destacam-se as audiências públicas previstas constitucionalmente e em diversas normas infraconstitucionais. As audiências públicas constituem um importante instrumento de abertura participativa que proporciona legitimidade e transparência às decisões tomadas pelas diferentes esferas de poder. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 31 de 76 21/05/2017 18:44 Tal instituto possui raízes no direito anglo-saxão e fundamenta-se no princípio da justiça natural. Esse princípio atualmente se traduz no dever de escutar-se o público antes da edição de normas administrativas ou legislativas de caráter geral, ou de decisões de grande impacto para a comunidade. As audiências públicas integram o perfil dos Estados democráticos de direito, modelados pelo constitucionalismo europeu do pós-guerra, segundo o qual o poder político não apenas emana do povo, sendo em nome dele exercido, mas comporta a participação direta do povo. É por meio dessas audiências que o responsável pela decisão tem acesso às diversas opiniões sobre a matéria debatida e abre a oportunidade para as pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se manifestarem antes de seu desfecho. Janaína de Carvalho Pena Souza. A realização de audiências públicas como fator de legitimação da jurisdição constitucional. In: De Jure – Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, v.10, n.º 17, jul.-dez./2011, p. 392 (com adaptações). No que se refere à tipologia e aos sentidos do texto CB8A1AAA, julgue o item que se segue. As expressões “Tal instituto” e “Esse princípio” retomam, pelo sentido, a expressão “As audiências públicas”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390260 Questão 283: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto CB8A1AAA A democracia participativa pressupõe várias formas de atuação do cidadão na condução política e administrativa do Estado. No Brasil, destacam-se as audiências públicas previstas constitucionalmente e em diversas normas infraconstitucionais. As audiências públicas constituem um importante instrumento de abertura participativa que proporciona legitimidade e transparência às decisões tomadas pelas diferentes esferas de poder. Tal instituto possui raízes no direito anglo-saxão e fundamenta-se no princípio da justiça natural. Esse princípio atualmente se traduz no dever de escutar-se o público antes da edição de normas administrativas ou legislativas de caráter geral, ou de decisões de grande impacto para a comunidade. As audiências públicas integram o perfil dos Estados democráticos de direito, modelados pelo constitucionalismo europeu do pós-guerra, segundo o qual o poder político não apenas emana do povo, sendo em nome dele exercido, mas comporta a participação direta do povo. É por meio dessas audiências que o responsável pela decisão tem acesso às diversas opiniões sobre a matéria debatida e abre a oportunidade para as pessoas que irão sofrer os reflexosda deliberação se manifestarem antes de seu desfecho. Janaína de Carvalho Pena Souza. A realização de audiências públicas como fator de legitimação da jurisdição constitucional. In: De Jure – Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, v.10, n.º 17, jul.-dez./2011, p. 392 (com adaptações). Em relação aos elementos linguísticos do texto CB8A1AAA, julgue o item a seguir. O pronome ele, em “dele”, refere-se a “o poder político”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390264 Questão 284: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto CB8A1AAA A democracia participativa pressupõe várias formas de atuação do cidadão na condução política e administrativa do Estado. No Brasil, destacam-se as audiências públicas previstas constitucionalmente e em diversas normas infraconstitucionais. As audiências públicas constituem um importante instrumento de abertura participativa que proporciona legitimidade e transparência às decisões tomadas pelas diferentes esferas de poder. Tal instituto possui raízes no direito anglo-saxão e fundamenta-se no princípio da justiça natural. Esse princípio atualmente se traduz no dever de escutar-se o público antes da edição de normas administrativas ou legislativas de caráter geral, ou de decisões de grande impacto para a comunidade. As audiências públicas integram o perfil dos Estados democráticos de direito, modelados pelo constitucionalismo europeu do pós-guerra, segundo o qual o poder político não apenas emana do povo, sendo em nome dele exercido, mas comporta a participação direta do povo. É por meio dessas audiências que o responsável pela decisão tem acesso às diversas opiniões sobre a matéria debatida e abre a oportunidade para as pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se manifestarem antes de seu desfecho. Janaína de Carvalho Pena Souza. A realização de audiências públicas como fator de legitimação da jurisdição constitucional. In: De Jure – Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, v.10, n.º 17, jul.-dez./2011, p. 392 (com adaptações). Em relação aos elementos linguísticos do texto CB8A1AAA, julgue o item a seguir. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 32 de 76 21/05/2017 18:44 No trecho “segundo o qual o poder político não apenas emana do povo (...) mas comporta a participação direta do povo” , a locução “não apenas (...) mas” introduz no período ideia de adição. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390265 Questão 285: CESPE - Ag Pol (PC GO)/PC GO/2016 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto CB1A1AAA Na Idade Média, durante o período feudal, o príncipe era detentor de um poder conhecido como jus politiae — direito de polícia —, que designava tudo o que era necessário à boa ordem da sociedade civil sob a autoridade do Estado, em contraposição à boa ordem moral e religiosa, de competência exclusiva da autoridade eclesiástica. Atualmente, no Brasil, por meio da Constituição Federal de 1988, das leis e de outros atos normativos, é conferida aos cidadãos uma série de direitos, entre os quais os direitos à liberdade e à propriedade, cujo exercício deve ser compatível com o bem-estar social e com as normas de direito público. Para tanto, essas normas especificam limitações administrativas à liberdade e à propriedade, de modo que, a cada restrição de direito individual — expressa ou implícita na norma legal —, corresponde equivalente poder de polícia administrativa à administração pública, para torná-la efetiva e fazê-la obedecida por todos. Internet: <www.ambito-juridico.com.br> (com adaptações). Com referência aos mecanismos de coesão e aos tempos e modos verbais empregados no texto CB1A1AAA, assinale a opção correta. a) A substituição da forma verbal “designava” por chamava manteria a coesão e o sentido original do texto. b) O antecedente do pronome “cujo” pode ser o vocábulo "direitos”, do trecho “uma série de direitos” ou a expressão “os direitos à liberdade e à propriedade”. c) A coesão textual seria mantida caso a expressão “Para tanto” fosse substituída pelo vocábulo Porquanto. d) As formas pronominais em “torná-la” e “fazê-la” referem-se ao termo “administração pública”. e) A substituição da forma verbal “era” pela forma verbal foi geraria problema no sequenciamento textual, uma vez que tais formas verbais de passado possuem funções diferentes. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/420967 Questão 286: CESPE - PNS (Pref SL)/Pref SL/1º ao 5º ano/2017 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto CB1A1AAA Vez por outra, Damião deixava-se ficar, madrugada adentro, na Casa-Grande das Minas, vendo as danças, ouvindo as cantigas, atraído pelo bater dos tambores. A sensação íntima de derrota pessoal, que sentia aprofundar-se na sua consciência, levava-o a isolar-se num canto do terreiro, metido consigo. Com a morte recente do Dr. Sotero dos Reis, tinha tido a esperança de que viriam chamá-lo para ocupar-lhe o lugar no Liceu. Esperara em vão: já outro professor fora nomeado. Agora, nem sequer com o apoio do velho mestre, que ainda lhe tinha um pouco de amizade, podia mais contar. Por outro lado, continuava a ver os negros maltratados, sem que nada pudesse fazer em seu favor. Não fazia duas semanas tinha ouvido na rua um tilintar de correntes, à altura do Largo do Quartel, e vira uma fila de pretos, uns amarrados aos outros, submissos, descendo a Rua do Sol. Nas conversas do Largo do Carmo, perto da coluna do Pelourinho, contavam-se novos casos de mortes violentas de escravos, ali mesmo em São Luís. A Lei do Ventre Livre, que a imprensa da Corte havia recebido com muita festa, não merecera o mais breve registro da imprensa de São Luís. No fundo, pensando bem, que era essa lei senão uma burla? Os negros nasceriam e cresceriam nas senzalas, debaixo do chicote dos senhores, e só aos vinte e um anos seriam livres. Ao fim de tanto tempo de sujeição, que iriam fazer cá fora, sem saber em que se ocupar? E Damião sentia renascer no seu espírito o impulso da revolta, querendo denunciar a burla e protestar contra o novo engodo à liberdade dos negros. Mas vinha-lhe o desânimo. De que adiantava o seu protesto, se não dispunha de um jornal, se não tinha uma tribuna? Ao mesmo tempo arriava os ombros, curvando a espinha, esmagado pela convicção de sua inutilidade e de sua derrota. Se protestasse, como ia fazer depois para educar os filhos e sustentar a família? Além do mais, embora desempregado havia muito tempo, não perdera a esperança de colocar-se a qualquer momento, quer de novo no Liceu, quer no Seminário de Santo Antônio. Josué Montello. Os tambores de São Luís. 5.ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, p. 374-5 (com adaptações). No texto CB1A1AAA, refere-se ao “Dr. Sotero dos Reis” a forma pronominal empregada em a) “lhe tinha um pouco de amizade”. b) “outro professor”. c) “em seu favor”. d) “viriam chamá-lo”. e) “para ocupar-lhe” Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/448477 Questão 287: CESPE - TGE (SEDF)/SEDF/Apoio Administrativo/2017 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Não têm conta entre nós os pedagogos da prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se abrigam verdades parciais, transformam-nas em requisito obrigatório e único de todo progresso. É bem característico, para citar um exemplo, o que ocorrecom a miragem da alfabetização. Quanta inútil retórica se tem desperdiçado para provar que todos os nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas primárias e o conhecimento do abc. A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é condição obrigatória nem sequer para o tipo de cultura técnica e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da educação, que a completem, é comparável, em certos casos, a uma arma de fogo posta nas mãos de um cego. Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 27.ª ed. São Paulo: TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 33 de 76 21/05/2017 18:44 Companhia das Letras, 2015 (com adaptações). Julgue o item a seguir, que trata de aspectos gramaticais do texto. A forma pronominal “nas”, em “transformam-nas”, refere-se a “verdades parciais”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/460234 Questão 288: CESPE - AGE (SEDF)/SEDF/Administração/2017 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto CB1A1BBB Pedir ao educador que situe o centro de gravidade na própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi situado fora dela. É essa revolução — exigência fundamental do movimento da educação nova — que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com tanta felicidade, nas seguintes linhas: “são os métodos e os programas que gravitam em torno da criança e não mais a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela. Essa é a revolução copernicana à qual a psicologia convida o educador”. M. A. Bloch. Filosofia da educação nova. Paris: PUF, 1973, p. 33 (com adaptações). Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir. O pronome “ele” tem como referente o nome “Copérnico”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/460538 Questão 289: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Atividades/2017 Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) As duas questões mais profundas sobre a mente são: “O que possibilita a inteligência?” e “O que possibilita a consciência?”. Com o advento da ciência cognitiva, a inteligência tornou-se inteligível. Talvez não seja tão chocante afirmar que, em um nível de análise muito abstrato, o problema foi resolvido. Entretanto, a consciência ou a sensibilidade, a sensação nua e crua da dor de dente, do rubor, do salgado, continua sendo um enigma embrulhado em um mistério dentro do impenetrável. Quando nos perguntamos o que é a consciência, não temos melhor resposta que a de Louis Armstrong quando uma repórter perguntou-lhe o que era o jazz : “Moça, se você precisa perguntar, nunca saberá”. Steven Pinker. Como a mente funciona. 2.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002 (com adaptações). A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o próximo item. Há termos da oração elípticos nos seguintes trechos, que compõem o último período do texto: “não temos melhor resposta que a de Louis Armstrong” e ‘se você precisa perguntar, nunca saberá’. A referência desses termos pode ser recuperada nesse próprio período. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/461265 Questão 290: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Semântica O surgimento da Internet remonta à década de 60 do século passado, em um projeto do governo norte-americano no combate à guerra, pelo qual as comunicações intragovernamentais passaram a ser internalizadas, para evitar a publicação de dados relevantes à segurança nacional. Posteriormente, na década de 70, foi criado o protocolo Internet, que permitiu a comunicação entre os seus poucos usuários até então, uma vez que ela ainda estava restrita aos centros de pesquisa dos Estados Unidos da América. Na década de 80, foi ampliado o uso da Internet para a forma comercial e, finalmente, na década de 90, a Internet alcançou o seu auge, pois atingiu praticamente todos os meios de comunicação. O histórico dos crimes cibernéticos, por sua vez, remonta à década de 70, quando, pela primeira vez, foi definido o termo hacker, como sendo aquele indivíduo que, dotado de conhecimentos técnicos, promove a invasão de sistemas operacionais privados e a difusão de pragas virtuais. Artur Barbosa da Silveira. Os crimes cibernéticos e a Lei n.o 12.737/2012. In: Internet: <www.conteudojuridico.com.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, acerca das ideias, das estruturas linguísticas e da tipologia do texto. Na linha 1, a expressão “remonta à” está sendo empregada com o sentido de deu-se na ou de ocorreu na. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258008 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 34 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 291: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Semântica Segundo a doutrina nacional, os crimes cibernéticos (também chamados de eletrônicos ou virtuais) dividem-se em puros (ou próprios) ou impuros (ou impróprios). Os primeiros são os praticados por meio de computadores e se realizam ou se consumam também em meio eletrônico. Os impuros ou impróprios são aqueles em que o agente se vale do computador como meio para produzir resultado que ameaça ou lesa outros bens, diferentes daqueles da informática. É importante destacar que o art. 154-A do Código Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo de “invasão de dispositivo informático”, que consiste na conduta de invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. Quanto à culpabilidade, a conduta criminosa do delito cibernético caracteriza-se somente pelo dolo, não havendo a previsão legal da conduta na forma culposa. Idem, ibidem. Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. A palavra “adulterar” está sendo empregada com o sentido de alterar prejudicando. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258023 Questão 292: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Semântica Texto II Segundo a Constituição Federal, todo poder emana do povo e por ele será exercido, quer de maneira direta, quer por intermédio de representantes eleitos. Essa afirmação, dentro do espírito do texto constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro dogma estabelecido pelo constituinte originário, mormente quando nos debruçamos sobre o cenário político dos anos anteriores à eleição dos membros que comporiam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber que, após longo período de repressão à manifestação do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer o direito de eleger os seus representantes com o objetivo de participar direta ou indiretamente da formação da vontade política da nação. Dentro desse contexto, impende destacar que os movimentos populares que ocorreram a partir do ano de 1984,que deram margem ao início do processo de elaboração da nova Carta, deixaram transparecer de maneira cristalina aos então governantes que o coração da nação brasileira estava palpitante, quase que exageradamente acelerado, tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercício do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário, foi elaborado o texto constitucional, que, desde então, recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art. 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu direito de participar da formação da vontade política. Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de campanha do candidato – avanço da legislação para as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n.o 2, 2014, p. 52-3. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com referência às estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. A substituição da expressão “mormente” (l.3) por sobretudo manteria a correção e o sentido do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258324 Questão 293: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Semântica Texto II Segundo a Constituição Federal, todo poder emana do povo e por ele será exercido, quer de maneira direta, quer por intermédio de representantes eleitos. Essa afirmação, dentro do espírito do texto constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro dogma estabelecido pelo constituinte originário, mormente quando nos debruçamos sobre o cenário político dos anos anteriores à eleição dos membros que comporiam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber que, após longo período de repressão à manifestação do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer o direito de eleger os seus representantes com o objetivo de participar direta ou indiretamente da formação da vontade política da nação. Dentro desse contexto, impende destacar que os movimentos populares que ocorreram a partir do ano de 1984, que deram margem ao início do processo de elaboração da nova Carta, deixaram transparecer de maneira cristalina aos então governantes que o coração da nação brasileira estava palpitante, quase que exageradamente acelerado, tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercício do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário, foi elaborado o texto constitucional, que, desde então, recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art. 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu direito de participar da formação da vontade política. Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de campanha do candidato – avanço da legislação para as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n.o 2, 2014, p. 52-3. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Com referência às estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 35 de 76 21/05/2017 18:44 O trecho “a possibilidade de se recuperar” (l.10) equivale, em sentido, ao trecho seguinte: a possibilidade de que se recuperasse. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258326 Questão 294: CESPE - Ana MPU/MPU/Apoio Técnico Administrativo/Atuarial/2015 Assunto: Semântica Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”. Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos. Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p. 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações). Com base nas ideias contidas no texto, julgue o item a seguir. A conquista da liberdade humana pressupõe a distribuição do poder em ramos diversos. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258802 Questão 295: CESPE - Ana MPU/MPU/Apoio Técnico Administrativo/Atuarial/2015 Assunto: Semântica A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa, de inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal. Assim, nada mais é o inquérito policial que um procedimento administrativo destinado a reunir elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um procedimento policial que tem por finalidade construir um lastro probatório mínimo, ensejando justa causa para que o titular da ação penal possa formar seu convencimento, a opinio delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível. Nessa linha, percebe-se que o destinatário imediato do inquérito policial é o Ministério Público, nos casos de ação penal pública, e o ofendido, nos casos de ação penal privada. De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação penal possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa, identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma, consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato. Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que serão coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos apurados no inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de justa causa para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase administrativada persecução penal. Hálinna Regina de Lira Rolim. A possibilidade de investigação do Ministério Público na fase pré-processual penal. Artigo científico. Rio de Janeiro: Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, 2010, p. 4. Internet : <www.emerj.tjrj.jus.br>. (com adaptações). Conforme as ideias contidas no texto. a fase do inquérito policial em que são coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular da ação penal é denominada opinio delecti. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258814 Questão 296: CESPE - TEFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Técnica Administrativa/2015 Assunto: Semântica Nas sociedades antigas, tanto as leis quanto os códigos eram considerados expressões da vontade divina, revelada mediante a imposição de legisladores que dispunham de privilégios dinásticos e de uma legitimidade garantida pela casa sacerdotal. As leis eram objeto de respeito e veneração, e, por serem asseguradas por sanções sobrenaturais, dificilmente o homem primitivo questionava sua validez e sua aplicabilidade. Escreve H. Summer Maine que algumas experiências societárias, ao permitirem o declínio do poder real e o enfraquecimento de monarcas hereditários, acabaram por favorecer a emergência de aristocracias, depositárias da produção legislativa, com capacidade de julgar e de resolver conflitos. Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado, expressão das divindades, desenvolveu-se na direção de práticas normativas consuetudinárias. À época do direito consuetudinário, largo período em que não se conheceu a invenção da escrita, uma casta, ou aristocracia, investida do poder judicial, era o único meio que poderia conservar, com algum rigor, os costumes da raça ou da tribo. O costume aparece como expressão da legalidade, de forma lenta e espontânea, instrumentalizada pela repetição de atos, usos e práticas. A invenção e a difusão da técnica da escritura, somadas à compilação de costumes tradicionais, proporcionaram os primeiros códigos da Antiguidade, como o de Hamurábi, o de Manu, o de Sólon e a Lei das XII Tábuas. Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram melhores depositários do direito e meios mais TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 36 de 76 21/05/2017 18:44 eficazes para conservá-lo que a memória de certo número de pessoas, por mais força que tivessem em função de seu constante exercício. Esse direito antigo, tanto no Oriente quanto no Ocidente, não diferenciava, na essência, prescrições civis, religiosas e morais. Somente em tempos mais avançados da civilização é que se começou a distinguir o direito da moral e a religião do direito. Certamente, de todos os povos antigos, foi com os romanos que o direito avançou para uma autonomia diante da religião e da moral. Antônio C. Walker. O direito nas sociedades primitivas. In: Antônio C. Walker (Org.) Fundamentos de história do direito. Belo Horizonte: Del Rey, 2006, p. 19-20 (com adaptações). Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item. Seriam mantidos o sentido e a correção do texto caso o termo “instrumentalizada” fosse empregado no masculino: instrumentalizado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/283989 Questão 297: CESPE - TEFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Técnica Administrativa/2015 Assunto: Semântica A dimensão “ético-filosófica” do liberalismo denota afirmação de valores e direitos básicos atribuíveis à natureza moral e racional do ser humano. Suas diretrizes se assentam nos princípios da liberdade pessoal, do individualismo, da tolerância, da dignidade e da crença na vida. Já o aspecto “econômico” refere-se, sobretudo, às condições que abrangem a propriedade privada, a economia de mercado, a ausência ou minimização do controle estatal, a livre empresa e a iniciativa privada. Ainda como parte integrante desse referencial, encontram-se os direitos econômicos, representados pelo direito de propriedade, o direito de herança, o direito de acumular riqueza e capital. Por último, a perspectiva “político-jurídica” do liberalismo está calcada em princípios básicos como: consentimento individual, representação política, divisão dos poderes e descentralização administrativa, entre outros. Tendo presente essas asserções genéricas, podemos compreender melhor as ambiguidades e os limites do liberalismo brasileiro, porquanto, desde os primórdios, ele teve de conviver com uma estrutura político-administrativa patrimonialista e com uma dominação econômica escravista das elites agrárias. Emília Viotti da Costa defende que não se deve realçar em demasia a importância das ideias liberais europeias nas convulsões sociais ocorridas no Brasil (Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana etc.) desde fins do século XVIII, pois tais movimentos não chegaram a ter grande alcance ideológico. Para a autora, a nova doutrina era de conhecimento limitado entre determinados segmentos revolucionários. O que importa ter em vista é essa distinção entre o liberalismo europeu, como ideologia revolucionária articulada por novos setores emergentes e forjados na luta contra os privilégios da nobreza, e o liberalismo brasileiro, uma versão mais restrita do liberalismo europeu. Antonio Wolkmer. História do direito no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003, p. 63-4 (com adaptações). A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue. No texto, o vocábulo “calcada” está empregado com o sentido de fundamentada, apoiada. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/284009 Questão 298: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Semântica Texto para a questão. A distinção entre espetáculo (manifestação legítima da cultura) e simulacro (entretenimento da indústria cultural) tornou-se corrente entre os analistas que se ancoram nos valores modernistas para a compreensão da pós-modernidade. Segundo eles, no campo da produção simbólica e da produção propriamente cultural, a pós-modernidade estaria se manifestando e se definindo pela proliferação abusiva e avassaladora de imagens eletrônicas, de simulacros, e mais e mais estaria privilegiando-os. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta e deve ser acatada, pois ajuda a melhor compreender o universo simbólico e cultural dos nossos dias. Como quer Fredric Jameson em Pós-modernidade e sociedade de consumo, o campo da experiência do homem atual se circunscreve às paredes da caverna de Platão: o sujeito pós-moderno já não fita diretamente, com seus próprios olhos, o mundo real à procura do referente, da coisa em si, mas é forçado a buscar as suas imagens mentais do mundo nas paredes do seu confinamento. Para ele, permanece a concepção triádica que temos do signo (significante, significado e referente). No entanto, em lugar de se privilegiar o referente, como acontece nas teorias clássicas e modernistas do realismo, afirma-se a onipresença da imagem, isto é, da cadeia significante. A realidade (se não for abusivo o uso desse conceito neste contexto) se dá a ver mais e mais em representações de representações, como querem ainda os teóricos da pós-modernidade. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta; no entanto, em mãos de teóricos modernos, traz em si uma estratégia de avaliação negativa da pós-modernidade, muitas vezes pouco discreta. Ela visa privilegiar o reino da experiência viva, in corpore, e desclassificar a experiência pela imagem, in absentia. Visa também classificar o espetáculo (que se dá em museus, salas de teatro, de concerto etc.) como forma autêntica de cultura e desclassificar o simulacro (que se dá sobretudopelo cinema ou vídeo e pela televisão) como arremedo bastardo produzido pela indústria cultural. O primeiro leva à reflexão e o outro serve para matar o tempo. Visa ainda e finalmente a qualificar os meios de comunicação de massa como os principais responsáveis pelo aviltamento da vida pública. Para os idealizadores da distinção e defensores do espetáculo está em jogo preservar a todo custo, numa sociedade que se quer democrática, a possibilidade de uma opinião pública, e esta só pode se dar plena em uma crítica avassaladora dos meios de comunicação de massa, que divulgam à exaustão imagens e mais imagens simulacros — para o consumo indigesto das massas. Nos países avançados, o jogo entre espetáculo e simulacro, se não tem como vencedor o espetáculo, termina certamente pelo empate. Bibliotecas, museus, salas de teatro, de concerto, competem — e mais importante: convivem —, com as salas de cinema, as locadoras de vídeo e a televisão. Existe público pagante para o espetáculo caríssimo da encenação de uma grande ópera em Berlim, Paris ou Nova Iorque, e existe um grande público não privilegiado (economicamente, geograficamente, culturalmente etc.) para a retransmissão pela TV desse espetáculo ou de outros. Certos “espetáculos” já nem existem como tal, já surgem como simulacros, isto é, produzidos só para a transmissão eletrônica. No Brasil, a disputa entre espetáculo e simulacro, entre modernidade cultural e sociedade de massa, já tem a sua história. Começa e passa pela discussão em torno do consumo extremamente restrito do produto literário — o livro — pelo mercado brasileiro. Antonio Candido, em ensaio de 1973, publicado em plena ditadura militar e em época de alfabetização pelo Mobral, discutia a relação entre literatura e subdesenvolvimento e chamava a atenção para o fato de que, nos países latino-americanos, TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 37 de 76 21/05/2017 18:44 criava-se uma “condição negativa prévia” para a fruição de obras literárias — essa condição era o número restrito de alfabetizados. O escritor moderno, da periferia subdesenvolvida, estava fadado a ser “um produtor para minorias”, já que as grandes massas estavam “mergulhadas numa etapa folclórica de comunicação oral”. Entre parênteses, lembre-se de que, para os pensadores do iluminismo, o acesso à obra de arte e a subsequente fruição dela significavam um estágio superior no processo de emancipação do indivíduo. Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações). Com relação aos sentidos e ao emprego de palavras e expressões no texto de Silviano Santiago, julgue (C ou E) o item seguinte. Dados os sentidos do texto e o sentido de oni-, a expressão “a onipresença da imagem” deve ser interpretada, no texto, como a presença da imagem em todos os lugares e dimensões. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/293907 Questão 299: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Semântica Texto para a questão. A distinção entre espetáculo (manifestação legítima da cultura) e simulacro (entretenimento da indústria cultural) tornou-se corrente entre os analistas que se ancoram nos valores modernistas para a compreensão da pós-modernidade. Segundo eles, no campo da produção simbólica e da produção propriamente cultural, a pós-modernidade estaria se manifestando e se definindo pela proliferação abusiva e avassaladora de imagens eletrônicas, de simulacros, e mais e mais estaria privilegiando-os. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta e deve ser acatada, pois ajuda a melhor compreender o universo simbólico e cultural dos nossos dias. Como quer Fredric Jameson em Pós-modernidade e sociedade de consumo, o campo da experiência do homem atual se circunscreve às paredes da caverna de Platão: o sujeito pós-moderno já não fita diretamente, com seus próprios olhos, o mundo real à procura do referente, da coisa em si, mas é forçado a buscar as suas imagens mentais do mundo nas paredes do seu confinamento. Para ele, permanece a concepção triádica que temos do signo (significante, significado e referente). No entanto, em lugar de se privilegiar o referente, como acontece nas teorias clássicas e modernistas do realismo, afirma-se a onipresença da imagem, isto é, da cadeia significante. A realidade (se não for abusivo o uso desse conceito neste contexto) se dá a ver mais e mais em representações de representações, como querem ainda os teóricos da pós-modernidade. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta; no entanto, em mãos de teóricos modernos, traz em si uma estratégia de avaliação negativa da pós-modernidade, muitas vezes pouco discreta. Ela visa privilegiar o reino da experiência viva, in corpore, e desclassificar a experiência pela imagem, in absentia. Visa também classificar o espetáculo (que se dá em museus, salas de teatro, de concerto etc.) como forma autêntica de cultura e desclassificar o simulacro (que se dá sobretudo pelo cinema ou vídeo e pela televisão) como arremedo bastardo produzido pela indústria cultural. O primeiro leva à reflexão e o outro serve para matar o tempo. Visa ainda e finalmente a qualificar os meios de comunicação de massa como os principais responsáveis pelo aviltamento da vida pública. Para os idealizadores da distinção e defensores do espetáculo está em jogo preservar a todo custo, numa sociedade que se quer democrática, a possibilidade de uma opinião pública, e esta só pode se dar plena em uma crítica avassaladora dos meios de comunicação de massa, que divulgam à exaustão imagens e mais imagens simulacros — para o consumo indigesto das massas. Nos países avançados, o jogo entre espetáculo e simulacro, se não tem como vencedor o espetáculo, termina certamente pelo empate. Bibliotecas, museus, salas de teatro, de concerto, competem — e mais importante: convivem —, com as salas de cinema, as locadoras de vídeo e a televisão. Existe público pagante para o espetáculo caríssimo da encenação de uma grande ópera em Berlim, Paris ou Nova Iorque, e existe um grande público não privilegiado (economicamente, geograficamente, culturalmente etc.) para a retransmissão pela TV desse espetáculo ou de outros. Certos “espetáculos” já nem existem como tal, já surgem como simulacros, isto é, produzidos só para a transmissão eletrônica. No Brasil, a disputa entre espetáculo e simulacro, entre modernidade cultural e sociedade de massa, já tem a sua história. Começa e passa pela discussão em torno do consumo extremamente restrito do produto literário — o livro — pelo mercado brasileiro. Antonio Candido, em ensaio de 1973, publicado em plena ditadura militar e em época de alfabetização pelo Mobral, discutia a relação entre literatura e subdesenvolvimento e chamava a atenção para o fato de que, nos países latino-americanos, criava-se uma “condição negativa prévia” para a fruição de obras literárias — essa condição era o número restrito de alfabetizados. O escritor moderno, da periferia subdesenvolvida, estava fadado a ser “um produtor para minorias”, já que as grandes massas estavam “mergulhadas numa etapa folclórica de comunicação oral”. Entre parênteses, lembre-se de que, para os pensadores do iluminismo, o acesso à obra de arte e a subsequente fruição dela significavam um estágio superior no processo de emancipação do indivíduo. Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações). Com relação aos sentidos e ao emprego de palavras e expressões no texto de Silviano Santiago, julgue (C ou E) o item seguinte. As expressões latinas “in corpore” e “in absentia” são utilizadas, no texto, com sentido antitético. Certo Errado Esta questão possui comentáriodo professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/293914 Questão 300: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Semântica Texto para a questão. A distinção entre espetáculo (manifestação legítima da cultura) e simulacro (entretenimento da indústria cultural) tornou-se corrente entre os analistas que se ancoram nos valores modernistas para a compreensão da pós-modernidade. Segundo eles, no campo da produção simbólica e da produção propriamente cultural, a pós-modernidade estaria se manifestando e se definindo pela proliferação abusiva e avassaladora de imagens eletrônicas, de simulacros, e mais e mais estaria privilegiando-os. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta e deve ser acatada, pois ajuda a melhor compreender o universo simbólico e cultural dos nossos dias. Como quer Fredric Jameson em Pós-modernidade e sociedade de consumo, o campo da experiência do homem atual se circunscreve às paredes da caverna de Platão: o sujeito pós-moderno já não fita diretamente, com seus próprios olhos, o mundo real à procura do referente, da coisa em si, mas é forçado a buscar as suas TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 38 de 76 21/05/2017 18:44 imagens mentais do mundo nas paredes do seu confinamento. Para ele, permanece a concepção triádica que temos do signo (significante, significado e referente). No entanto, em lugar de se privilegiar o referente, como acontece nas teorias clássicas e modernistas do realismo, afirma-se a onipresença da imagem, isto é, da cadeia significante. A realidade (se não for abusivo o uso desse conceito neste contexto) se dá a ver mais e mais em representações de representações, como querem ainda os teóricos da pós-modernidade. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta; no entanto, em mãos de teóricos modernos, traz em si uma estratégia de avaliação negativa da pós-modernidade, muitas vezes pouco discreta. Ela visa privilegiar o reino da experiência viva, in corpore, e desclassificar a experiência pela imagem, in absentia. Visa também classificar o espetáculo (que se dá em museus, salas de teatro, de concerto etc.) como forma autêntica de cultura e desclassificar o simulacro (que se dá sobretudo pelo cinema ou vídeo e pela televisão) como arremedo bastardo produzido pela indústria cultural. O primeiro leva à reflexão e o outro serve para matar o tempo. Visa ainda e finalmente a qualificar os meios de comunicação de massa como os principais responsáveis pelo aviltamento da vida pública. Para os idealizadores da distinção e defensores do espetáculo está em jogo preservar a todo custo, numa sociedade que se quer democrática, a possibilidade de uma opinião pública, e esta só pode se dar plena em uma crítica avassaladora dos meios de comunicação de massa, que divulgam à exaustão imagens e mais imagens simulacros — para o consumo indigesto das massas. Nos países avançados, o jogo entre espetáculo e simulacro, se não tem como vencedor o espetáculo, termina certamente pelo empate. Bibliotecas, museus, salas de teatro, de concerto, competem — e mais importante: convivem —, com as salas de cinema, as locadoras de vídeo e a televisão. Existe público pagante para o espetáculo caríssimo da encenação de uma grande ópera em Berlim, Paris ou Nova Iorque, e existe um grande público não privilegiado (economicamente, geograficamente, culturalmente etc.) para a retransmissão pela TV desse espetáculo ou de outros. Certos “espetáculos” já nem existem como tal, já surgem como simulacros, isto é, produzidos só para a transmissão eletrônica. No Brasil, a disputa entre espetáculo e simulacro, entre modernidade cultural e sociedade de massa, já tem a sua história. Começa e passa pela discussão em torno do consumo extremamente restrito do produto literário — o livro — pelo mercado brasileiro. Antonio Candido, em ensaio de 1973, publicado em plena ditadura militar e em época de alfabetização pelo Mobral, discutia a relação entre literatura e subdesenvolvimento e chamava a atenção para o fato de que, nos países latino-americanos, criava-se uma “condição negativa prévia” para a fruição de obras literárias — essa condição era o número restrito de alfabetizados. O escritor moderno, da periferia subdesenvolvida, estava fadado a ser “um produtor para minorias”, já que as grandes massas estavam “mergulhadas numa etapa folclórica de comunicação oral”. Entre parênteses, lembre-se de que, para os pensadores do iluminismo, o acesso à obra de arte e a subsequente fruição dela significavam um estágio superior no processo de emancipação do indivíduo. Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações). Com relação aos sentidos e ao emprego de palavras e expressões no texto de Silviano Santiago, julgue (C ou E) o item seguinte. A expressão “concepção triádica”, extratextualmente, poderia também ser utilizada para representar a Santíssima Trindade, doutrina acolhida pela maioria das igrejas cristãs. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/293923 Questão 301: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Semântica Texto para a questão. A distinção entre espetáculo (manifestação legítima da cultura) e simulacro (entretenimento da indústria cultural) tornou-se corrente entre os analistas que se ancoram nos valores modernistas para a compreensão da pós-modernidade. Segundo eles, no campo da produção simbólica e da produção propriamente cultural, a pós-modernidade estaria se manifestando e se definindo pela proliferação abusiva e avassaladora de imagens eletrônicas, de simulacros, e mais e mais estaria privilegiando-os. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta e deve ser acatada, pois ajuda a melhor compreender o universo simbólico e cultural dos nossos dias. Como quer Fredric Jameson em Pós-modernidade e sociedade de consumo, o campo da experiência do homem atual se circunscreve às paredes da caverna de Platão: o sujeito pós-moderno já não fita diretamente, com seus próprios olhos, o mundo real à procura do referente, da coisa em si, mas é forçado a buscar as suas imagens mentais do mundo nas paredes do seu confinamento. Para ele, permanece a concepção triádica que temos do signo (significante, significado e referente). No entanto, em lugar de se privilegiar o referente, como acontece nas teorias clássicas e modernistas do realismo, afirma-se a onipresença da imagem, isto é, da cadeia significante. A realidade (se não for abusivo o uso desse conceito neste contexto) se dá a ver mais e mais em representações de representações, como querem ainda os teóricos da pós-modernidade. A distinção entre espetáculo e simulacro é correta; no entanto, em mãos de teóricos modernos, traz em si uma estratégia de avaliação negativa da pós-modernidade, muitas vezes pouco discreta. Ela visa privilegiar o reino da experiência viva, in corpore, e desclassificar a experiência pela imagem, in absentia. Visa também classificar o espetáculo (que se dá em museus, salas de teatro, de concerto etc.) como forma autêntica de cultura e desclassificar o simulacro (que se dá sobretudo pelo cinema ou vídeo e pela televisão) como arremedo bastardo produzido pela indústria cultural. O primeiro leva à reflexão e o outro serve para matar o tempo. Visa ainda e finalmente a qualificar os meios de comunicação de massa como os principais responsáveis pelo aviltamento da vida pública. Para os idealizadores da distinção e defensores do espetáculo está em jogo preservar a todo custo, numa sociedade que se quer democrática, a possibilidade de uma opinião pública, e esta só pode se dar plena em uma crítica avassaladora dos meios de comunicação de massa, que divulgam à exaustão imagens e mais imagens simulacros — para oconsumo indigesto das massas. Nos países avançados, o jogo entre espetáculo e simulacro, se não tem como vencedor o espetáculo, termina certamente pelo empate. Bibliotecas, museus, salas de teatro, de concerto, competem — e mais importante: convivem —, com as salas de cinema, as locadoras de vídeo e a televisão. Existe público pagante para o espetáculo caríssimo da encenação de uma grande ópera em Berlim, Paris ou Nova Iorque, e existe um grande público não privilegiado (economicamente, geograficamente, culturalmente etc.) para a retransmissão pela TV desse espetáculo ou de outros. Certos “espetáculos” já nem existem como tal, já surgem como simulacros, isto é, produzidos só para a transmissão eletrônica. No Brasil, a disputa entre espetáculo e simulacro, entre modernidade cultural e sociedade de massa, já tem a sua história. Começa e passa pela discussão em torno do consumo extremamente restrito do produto literário — o livro — pelo mercado brasileiro. Antonio Candido, em ensaio de 1973, publicado em plena ditadura militar e em época de alfabetização pelo Mobral, discutia a relação entre literatura e subdesenvolvimento e chamava a atenção para o fato de que, nos países latino-americanos, criava-se uma “condição negativa prévia” para a fruição de obras literárias — essa condição era o número restrito de alfabetizados. O escritor moderno, da periferia subdesenvolvida, estava fadado a ser “um produtor para minorias”, já que as grandes massas estavam “mergulhadas numa etapa folclórica de comunicação oral”. Entre parênteses, lembre-se de que, para os pensadores do iluminismo, o acesso à obra de arte e a subsequente fruição dela significavam um estágio superior no processo de emancipação do indivíduo. Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações). TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 39 de 76 21/05/2017 18:44 Com relação aos sentidos e ao emprego de palavras e expressões no texto de Silviano Santiago, julgue (C ou E) o item seguinte. O verbo circunscrever foi empregado no primeiro período do segundo parágrafo com o sentido de originar, ser a causa de, derivar. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/293925 Questão 302: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Semântica Texto para a questão. Distingo, no português histórico, dois períodos principais: o português antigo, que se escreveu até os primeiros anos do século XVI, e o português moderno. Robustecida e enriquecida de expressões novas, a linguagem usada nas crônicas desse segundo período, que relatam os descobrimentos em África e Ásia e os feitos das armas lusitanas no Oriente, culmina no apuro e no gosto do português moderno d’Os Lusíadas (1572). É o século da Renascença literária, e tudo quanto ao depois se escreve é a continuação da linguagem desse período. E como não ficou estacionário o português moderno, denominou-se quinhentista, seiscentista, setecentista a linguagem própria a cada era. Reservo a denominação de português hodierno para as mudanças características do falar atual criadas ou fixadas recentemente, ou recebidas do século XIX, ou que por ventura remontam ao século XVIII. Limites entre os diversos períodos não podem ser traçados com rigor. Ignoram-se a data ou o momento exato do aparecimento de qualquer alteração linguística. Neste ponto, nunca será a linguagem escrita, dada a sua tendência conservadora, espelho fiel do que se passa na linguagem falada. Surge a inovação, formulada acaso por um ou poucos indivíduos; se tem a dita de agradar, não tarda a generalizar-se o seu uso no falar do povo. A gente culta e de fina casta repele-a, a princípio, mas, com o tempo, sucumbe ao contágio. Imita o vulgo, se não escrevendo com meditação, em todo o caso no trato familiar e falando espontaneamente. Decorrem muitos anos, até que por fim a linguagem literária, não vendo razão para enjeitar o que todo o mundo diz, se decide a aceitar a mudança também. Tal é, a meu ver, a explicação não somente de fatos isolados, mas ainda do aparecimento de todo o português moderno. Não é de crer que poucos anos depois de 1500, quase que bruscamente e sem influxo de idioma estranho, cessassem em Portugal inveterados hábitos de falar e se trocasse o português antigo em português moderno. Nem podemos atribuir a escritores, por muito engenho artístico que tivessem, aptidões e autoridade para reformarem, a seu sabor, o idioma pátrio e sua gramática. Consistiria a sua obra antes em elevar à categoria de linguagem literária o falar comum, principalmente o das pessoas educadas, tornando-o mais elegante e desterrando locuções que lhe dessem aspecto menos nobre. Mas os escritores antigos evitavam afastar-se da prática recebida de seus avós e, posto que muitas concessões tivessem de fazer ao uso para serem entendidos, propendiam mais a utilizar-se de recursos artificiais que dessem ao estilo certo ar de gravidade e acima do vulgar. O século XVI, descerradas as cortinas que encobriam o espetáculo de novos mundos, e dada a facilidade de pôr a leitura das obras literárias ao alcance de todos, graças ao desenvolvimento da imprensa, devia fazer cessar a superstição do passado, mostrar o caminho do futuro e ditar a necessidade de se exprimirem os escritores em linguagem que todos entendessem. Resolveram-se a fazê-lo. Serviram-se da linguagem viva de fato, como o demonstram os diálogos das comédias de então, que reproduzem o falar tradicional da gente do povo. Trariam estes diálogos os característicos gramaticais do português antigo, se fosse este ainda o idioma corrente. M. Said Ali. Prólogo da Lexeologia do português histórico, 1.ª ed. 1921. In: Gramática histórica da língua portuguesa. 8.ª ed. rev. e atual. por Mário Eduardo Viaro. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 17-8 (com adaptações). Julgue (C ou E) o item a seguir, a respeito de elementos coesivos e do vocabulário do texto de M. Said Ali. Em textos contemporâneos, a expressão “por ventura” tem como variante o vocábulo porventura, cujo sentido equivale a talvez. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294055 Questão 303: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Semântica Texto para a questão. No modesto apartamento em que mora na rua Conde de Bonfim, Graciliano Ramos mostrou-me alguns originais dos seus trabalhos. Via de regra, escreve em papel sem pautas, de um só golpe, ao calor da composição. A forma definitiva vem depois. Emenda muito. E até mesmo quando passa a limpo, com sua letra explicativa de escrevente de cartório, corta muita coisa, tudo o que depois vai achando ruim. Às vezes risca linhas inteiras. As palavras morrem sob o traço forte de tinta de uma igualdade assombrosa, como feito à régua. Graciliano guarda os originais dos livros já publicados. Assim pude verificar um curioso detalhe da feitura de Vidas Secas. Os capítulos, datados, indicaram-me a ausência de seguimento na elaboração da narrativa. “Baleia”, o nono capítulo, foi o primeiro a ser escrito, em 4 de maio de 1937. Um mês e pouco depois, precisamente no dia 18 de 16 junho, escreveu o quarto capítulo, “Sinha Vitória”. E assim todo o livro, que não obedeceu a nenhum plano antecipado. — Escrevi a história de um cachorro de meu avô — conta o romancista, cigarro Selma com ponta de cortiça entre os dedos queimados de fumo. — Os episódios foram-se amontoando. O livro foi crescendo. E assim arrumei Vidas Secas, que pensei em chamar “O mundo coberto de penas”, título de um dos capítulos do livro. A vida de Graciliano Ramos está sempre presente na sua obra, no que ela tem de mais humano e doloroso. — Caetés é uma história de Palmeira dos Índios.São Bernardo se passa em Viçosa. Angústia tem um pouco do Rio, um pouco de Maceió e muito de mim mesmo. Vidas Secas são cenas da vida de Buíque [Pernambuco]. Todos esses romances exigiram do autor um longo e penoso trabalho de composição. — Não sou como José Américo — disse —, que primeiro escreve na cabeça e depois transporta o livro para o papel. A obra de criação, para mim, é quase sempre imprevista. E espontânea. Refaço tudo, depois. Escrever dá muito trabalho. A gente muitas vezes não sabe o que vai fazer. Sai tudo diverso do que se imaginou. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 40 de 76 21/05/2017 18:44 Francisco de Assis Barbosa. Graciliano Ramos, aos cinquenta anos. Reportagem biográfica. In: jornal Diretrizes, Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional RJ, 1942. Apud: Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla (Orgs.). Conversas – Graciliano Ramos. 3.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2014, p. 119 - 20. A respeito da linguagem e do vocabulário empregados no texto anterior, julgue (C ou E) o item seguinte. No primeiro parágrafo, o emprego, em sentido figurado, do substantivo “calor” e da forma verbal “morrem” contribuiu para a expressividade da linguagem dos segmentos em que esses vocábulos se inserem. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294064 Questão 304: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016 Assunto: Semântica Texto para o item. No Brasil, pode-se considerar marco da história da assistência jurídica, ou justiça gratuita, a própria colonização do país, ainda no século XVI. O surgimento de lides provenientes das inúmeras formas de relação jurídica então existentes — e o chamamento da jurisdição para resolver essas contendas — já dava início a situações em que constantemente as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis custos judiciais das demandas. A partir de então, a chamada assistência judiciária praticamente evoluiu junto com o direito pátrio. Sua importância atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas constitucionais. No século XX, o texto constitucional de 1934, no capítulo II, “Dos direitos e das garantias individuais”, em seu art. 113, fez menção a essa proteção, ao prever que “A União e os estados concederão aos necessitados assistência judiciária, criando para esse efeito órgãos especiais e assegurando a isenção de emolumentos, custas, taxas e selos”. Por sua vez, a Constituição de 1946 previu, no mesmo capítulo que a de 1934, em seu art. 141, § 35, que “O poder público, na forma que a lei estabelecer, concederá assistência judiciária aos necessitados”. A lei extravagante veio em 1950, materializada na Lei n.º 1.060, que especifica normas para a concessão de assistência judiciária aos necessitados. No art. 4.º dessa lei, havia menção ao “rendimento ou vencimento que percebe e os encargos próprios e os da família” e constava a exigência de atestado de pobreza, expedido pela autoridade policial ou pelo prefeito municipal. Foi o art. 1.º, § 2.º, da Lei n.º 5.478/1968 que criou a simples afirmação (da pobreza), ratificado pela Lei n.º 7.510/1986, que deu nova redação a dispositivos da Lei n.º 1.060/1950. Em 1988, a Carta Cidadã ampliou o escopo da assistência judiciária ao empregar o termo assistência jurídica integral e gratuita, que é mais abrangente e que abarca o termo usado anteriormente, restrito apenas à assistência de demanda judicial já proposta ou a ser interposta. O termo atual também engloba atos jurídicos extrajudiciais, aconselhamento jurídico, patrocínio da causa, além de ações coletivas e mediação. Hoje, portanto, alguém que se vê incapaz de arcar com os custos que uma lide judicial impõe, mas necessita da imediata prestação jurisdicional, pode, mediante simples afirmativa, postular as benesses dessa prerrogativa, garantida pela Constituição Federal vigente. Uma história para a gratuidade jurídica no Brasil. Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações) Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsecutivo. O vocábulo “patrocínio” foi empregado no texto no sentido de apoio, geralmente financeiro, concedido, como estratégia de marketing, por uma organização a determinada atividade. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/324071 Questão 305: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016 Assunto: Semântica No início da colonização portuguesa no Brasil, a defesa das pessoas pobres perante os tribunais era considerada uma obra de caridade, com fortes traços religiosos. Anteriormente à primeira Constituição pátria, a de 1824, vigoraram as Ordenações Afonsinas, as Manuelinas e as Filipinas. Destas, somente as Ordenações Filipinas, sancionadas em 1595 e que construíram a base do direito português até o século XIX, com vigência de 1603 até o Código Civil brasileiro de 1916, trazem, em seu texto, algo que remete ao entendimento de concessão de justiça gratuita, prevendo que, se o agravante fosse tão pobre que jurasse não ter bens móveis, nem bens de raiz, nem como pagar o agravo e se rezasse, na audiência, uma vez, a oração do Pai-Nosso pela alma do rei de Portugal, seria considerado quitado o pagamento das custas de então. Ainda com relação ao aspecto da gratuidade, em particular, o colonizador português trouxe para o território brasileiro a praxe forense de acordo com a qual os advogados deveriam assistir, de maneira gratuita e voluntária, pro bono, os pobres que a solicitassem. Essa obrigação era admitida como um dever moral do ofício, diferenciando-se do voluntariado por ser exercida com caráter e competência profissionais, embora fosse uma atividade não remunerada. Essas duas formas de gratuidade no acesso à justiça não se confundem. A advocacia pro bono é definida como a prestação gratuita de serviços jurídicos na promoção do acesso à justiça, ao passo que a assistência jurídica pública gratuita, atualmente prevista na Constituição Federal, no artigo 5.º, inciso LXXIV, e no artigo 134, é um dever intransferível do Estado e, na maior parte das vezes, é realizada na atuação das Defensorias Públicas da União e dos estados e por meio de convênios entre esses órgãos e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Enfim, a importância dessas duas formas de assistência jurídica gratuita reside no fato de que o maior beneficiário dessa prerrogativa é a pessoa com insuficiência de recursos que tenha de demandar em juízo. Internet: <www.ambito-juridico.com.br> e <www.probono.org.br> (com adaptações). Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 41 de 76 21/05/2017 18:44 O vocábulo “sancionadas” é, no texto, sinônimo de promulgadas. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/324082 Questão 306: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Apoio Especializado/Taquigrafia/2016 Assunto: Semântica Texto A CF assegura os direitos do cidadão e faz da cidadania a manifestação mais nobre da democracia, dado que, no processo eleitoral, é o cidadão que tem o papel central de titular insubstituível do poder. Somente com a sua participação efetiva, sensível, engajada e responsável é que se tem a democracia operante. Não se há de frustrar esse direito, seja como for. Qualquer tentativa ou consumação desse aniquilamento importa violação do princípio da cidadania e não pode ser considerada lícita, legítima e fundada no sistema constitucional democrático. Há de se respeitar, irrestritamente, a Constituição e as leis que lhe dão eficácia, mas é preciso lembrar o papel essencial de cada um e de todos os cidadãos para queessa efetividade deixe de ser sonho e se torne realidade. Afinal, os costumes não se corrigem tão prontamente como se alteram as leis; o resultado, pois, será lento — 16 mesmo com a introdução das mudanças —, mas infalível, e o povo não passará pela decepção, sempre perigosa, de esperar da lei o que essa não pode realizar. Compete a cada um de nós, cidadãos, o dever de sermos solidários e responsáveis uns com os outros. A democracia não prescinde de ninguém, nem é propriedade do Estado, nem sua única, conquanto necessária, responsabilidade. Cármen Lúcia Antunes Rocha. O processo eleitoral como instrumento para a democracia. In: Resenha eleitoral. Nova Série, v. 5, n.º 1, jan.-jun./1998. Internet: <www.tre-sc.jus.br> (com adaptações) . Acerca da adequação da linguagem empregada no texto O processo eleitoral..., assinale a opção correta. a) O vocábulo “aniquilamento” foi empregado em sentido conotativo, com o significado de abatimento. b) O vocábulo “fundada” foi empregado com sentido coloquial. c) O elemento “conquanto” , cujo sentido é o mesmo de embora, expressa a ideia de concessão. d) A forma “operante” foi empregada com o significado de reluzente. e) A palavra “consumação” foi empregada, no texto, no sentido de mortificação. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/328870 Questão 307: CESPE - Tec (INSS)/INSS/2016 Assunto: Semântica Texto Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros. Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante onde caberiam todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia D’Ávila com Barão da Torre. O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de Moraes. Estava ali havia uma semana e nem decorara ainda o número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227”. Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na numeração. ― Visconde de Pirajá, 127 ― respondi, e seu Joaquim desenhou o endereço na nota. ― Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá sua estante. ― Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo. ― A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos, três semanas. Ferreira Gullar. A estante. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (com adaptações). No que se refere aos sentidos do texto, julgue o próximo item. A expressão “armar ali a minha tenda” foi empregada no texto em sentido figurado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/354161 Questão 308: CESPE - Tec (INSS)/INSS/2016 Assunto: Semântica Texto Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros. Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante onde caberiam todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia D’Ávila com Barão da Torre. O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de Moraes. Estava ali havia uma semana e nem decorara ainda o número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 42 de 76 21/05/2017 18:44 em frente, deve ser 227”. Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na numeração. ― Visconde de Pirajá, 127 ― respondi, e seu Joaquim desenhou o endereço na nota. ― Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá sua estante. ― Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo. ― A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos, três semanas. Ferreira Gullar. A estante. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (com adaptações). No que se refere aos sentidos do texto, julgue o próximo item. O verbo dever foi empregado no sentido de ser provável. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/354168 Questão 309: CESPE - Ana (INSS)/INSS/2016 Assunto: Semântica Texto para o item Levantou-se da cama o pobre namorado sem ter conseguido dormir. Vinha nascendo o Sol. Quis ler os jornais e pediu-os. Já os ia pondo de lado, por haver acabado de ler, quando repentinamente viu seu nome impresso no Jornal do Comércio. Era um artigo a pedido com o título de Uma Obra-Prima. Dizia o artigo: Temos o prazer de anunciar ao país o próximo aparecimento de uma excelente comédia, estreia de um jovem literato fluminense, de nome Antônio Carlos de Oliveira. Este robusto talento, por muito tempo incógnito, vai enfim entrar nos mares da publicidade, e para isso procurou logo ensaiar-se em uma obra de certo vulto. Consta-nos que o autor, solicitado por seus numerosos amigos, leu há dias a comédia em casa do Sr. Dr. Estêvão Soares, diante de um luzido auditório, que aplaudiu muito e profetizou no Sr. Oliveira um futuro Shakespeare. O Sr. Dr. Estêvão Soares levou a sua amabilidade ao ponto de pedir a comédia para ler segunda vez, e ontem ao encontrar-se na rua com o Sr. Oliveira, de tal entusiasmo vinha possuído que o abraçou estreitamente, com grande pasmo dos numerosos transeuntes. Da parte de um juiz tão competente em matérias literárias este ato é honroso para o Sr. Oliveira. Estamos ansiosos por ler a peça do Sr. Oliveira, e ficamos certos de que ela fará a fortuna de qualquer teatro. O amigo das letras. Machado de Assis. A mulher de preto. In: Contos fluminenses. São Paulo: Globo, 1997 (com adaptações). No que se refere aos sentidos e às características tipológicas do texto, julgue o item que se segue. No texto, a palavra “fortuna” pode ser interpretada tanto como sucesso quanto como riqueza. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/354385 Questão 310: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle Externo/Administração/2016 Assunto: Semântica É inegável que o Estado representa um ônus para a sociedade, já que, para assegurar o seu funcionamento, consome riquezas da sociedade. Representa, porém, um mal necessário, pois até agora não se conseguiu arquitetar mecanismo distinto para catalisar a vida em comunidade. Então, se do Estado ainda não pode prescindir a civilização, cabe-lhe aprimorá-lo, buscando otimizar o seu funcionamento, de modo a torná-lo menos oneroso, mais eficiente e eficaz. O bom funcionamento do Estado, que inclui também o bom funcionamento de suas estruturas encarregadas do controle público (Ministério Público, Poder Legislativo e tribunais de contas, entre outros), vem sendo alçado à condição de direito fundamental dos indivíduos. Pressupõe, notadamente sob as luzes do princípio constitucional da eficiência, os deveres de cuidado e de cooperação. O dever de cuidado é consequênciadireta do postulado da indisponibilidade do interesse público. Em decorrência desse postulado, todo agente público tem o dever de, no cumprimento fiel de suas atribuições, perseguir o interesse público manifesto na Constituição Federal e nas leis. Conduz, portanto, à ideia de vedação da omissão, já que deixar de cumprir tais atribuições evidenciaria conduta ilícita. O dever de cuidado conduz, ainda, a uma ampla interação entre as estruturas públicas de controle, ou seja, é um dever de cooperação, não como faculdade, mas como obrigação que, em regra, dispensa formas especiais, como previsões normativas específicas, convênios e acordos. Sob essa perspectiva, o controle público do Estado deve incorporar à sua cultura institucional o compromisso com o direito fundamental ao bom funcionamento do TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 43 de 76 21/05/2017 18:44 Estado. Nesse contexto, os deveres de cuidado e de cooperação se impõem a todas as estruturas do Estado destinadas a promover o controle da máquina estatal. A observância do dever de cuidado e do de cooperação — traduzida, portanto, na atuação comprometida e concertada das estruturas orientadas para a função de controle da gestão pública — deve promover, entre os agentes e órgãos de controle, comportamentos de responsabilidade e responsividade. Por responsabilidade entenda-se o genuíno compromisso com a integralidade do ordenamento jurídico, o que pressupõe, acima de tudo, o reconhecimento de um regime de vedação da omissão. Responsividade, por sua vez, traduz o comportamento orientado a oferecer respostas rápidas e proativas, impregnadas de verdadeiro compromisso com a ideia-chave de promover o bom funcionamento do Estado. Diogo Roberto Ringenberg. Direito fundamental ao bom funcionamento do controle público. In: Controle Público, n.º 10, abr./2011, p. 55 (com adaptações). A respeito das ideias veiculadas no texto CB2A2AAA, julgue o item que se segue. O termo “responsividade” foi empregado com o sentido de qualidade de quem responde pelos próprios atos, ou pelos de outrem, em situação jurídica passível de punição. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/359035 Questão 311: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle Externo/Administração/2016 Assunto: Semântica É inegável que o Estado representa um ônus para a sociedade, já que, para assegurar o seu funcionamento, consome riquezas da sociedade. Representa, porém, um mal necessário, pois até agora não se conseguiu arquitetar mecanismo distinto para catalisar a vida em comunidade. Então, se do Estado ainda não pode prescindir a civilização, cabe-lhe aprimorá-lo, buscando otimizar o seu funcionamento, de modo a torná-lo menos oneroso, mais eficiente e eficaz. O bom funcionamento do Estado, que inclui também o bom funcionamento de suas estruturas encarregadas do controle público (Ministério Público, Poder Legislativo e tribunais de contas, entre outros), vem sendo alçado à condição de direito fundamental dos indivíduos. Pressupõe, notadamente sob as luzes do princípio constitucional da eficiência, os deveres de cuidado e de cooperação. O dever de cuidado é consequência direta do postulado da indisponibilidade do interesse público. Em decorrência desse postulado, todo agente público tem o dever de, no cumprimento fiel de suas atribuições, perseguir o interesse público manifesto na Constituição Federal e nas leis. Conduz, portanto, à ideia de vedação da omissão, já que deixar de cumprir tais atribuições evidenciaria conduta ilícita. O dever de cuidado conduz, ainda, a uma ampla interação entre as estruturas públicas de controle, ou seja, é um dever de cooperação, não como faculdade, mas como obrigação que, em regra, dispensa formas especiais, como previsões normativas específicas, convênios e acordos. Sob essa perspectiva, o controle público do Estado deve incorporar à sua cultura institucional o compromisso com o direito fundamental ao bom funcionamento do Estado. Nesse contexto, os deveres de cuidado e de cooperação se impõem a todas as estruturas do Estado destinadas a promover o controle da máquina estatal. A observância do dever de cuidado e do de cooperação — traduzida, portanto, na atuação comprometida e concertada das estruturas orientadas para a função de controle da gestão pública — deve promover, entre os agentes e órgãos de controle, comportamentos de responsabilidade e responsividade. Por responsabilidade entenda-se o genuíno compromisso com a integralidade do ordenamento jurídico, o que pressupõe, acima de tudo, o reconhecimento de um regime de vedação da omissão. Responsividade, por sua vez, traduz o comportamento orientado a oferecer respostas rápidas e proativas, impregnadas de verdadeiro compromisso com a ideia-chave de promover o bom funcionamento do Estado. Diogo Roberto Ringenberg. Direito fundamental ao bom funcionamento do controle público. In: Controle Público, n.º 10, abr./2011, p. 55 (com adaptações). Com relação às estruturas linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item a seguir. A coerência do texto seria preservada caso os vocábulos “comprometida” e “concertada” fossem substituídos, respectivamente, por responsável e reparada. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/359044 Questão 312: CESPE - AGPP I (Pref SP)/Pref SP/Gestão Administrativa/2016 Assunto: Semântica Texto II Os lixões são depósitos sem qualquer controle, fontes de enormes impactos ambientais, causadores de contaminações — como, por exemplo, contaminações do solo, dos lençóis freáticos, das fontes de água — e lugares responsáveis pela proliferação de insetos transmissores de inúmeras doenças. São, portanto, um perigo constante à saúde e à qualidade de vida de todos. Os lixões deverão dar lugar a aterros sanitários, que, se não representam uma solução perfeita, ao menos são locais mais adequados para o depósito dos rejeitos, uma vez que evitam problemas como os citados anteriormente. As cidades precisam se comprometer a dar cumprimento à Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Uma maneira de fazer isso é adotar políticas de gestão eficiente dos resíduos a fim de que a menor quantidade possível desses materiais precise ser encaminhada para os aterros. Para que isso seja possível, será necessária a implantação ou a ampliação da coleta seletiva de lixo, além de apoio efetivo ao trabalho desenvolvido pelas cooperativas de catadores. Capacitar essas pessoas e dar-lhes condições dignas de trabalho são requisitos fundamentais para o sucesso da lei e para a melhoria das condições de vida e de trabalho desses profissionais. Mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem, muitas delas em condições bastante precárias. O Brasil produz mais de 220 mil toneladas de lixo domiciliar por dia, o que resulta em mais de um quilo de lixo por pessoa. Ao menos 90% de todo esse material poderia ser reaproveitado, reutilizado ou reciclado. Apenas 3% acabam sendo efetivamente reciclados, um destino mais nobre do que o de se degradar e contaminar o nosso ambiente. Os especialistas calculam que o Brasil deixa de ganhar ao menos 8 bilhões de reais por ano por não reciclar toda essa grande quantidade de resíduos gerados no país. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 44 de 76 21/05/2017 18:44 Reinaldo Canto. As cidades brasileiras conseguirão tratar seu lixo? Internet: <www.cartacapital.com.br> (com adaptações). Levando em conta os sentidos do texto II, assinale a opção correta. a) O trecho “Capacitar essas pessoas” foi empregado com o sentido de Conferir capacidade a esses empregados. b) No trecho “em condições bastante precárias”, a palavra “bastante” pode ser corretamentesubstituída por muito. c) O trecho “depósitos sem qualquer controle” tem significado equivalente ao de depósitos descontrolados. d) Em “lugares responsáveis”, a palavra “responsáveis” pode ser substituída adequadamente por que se responsabilizam. e) No trecho “coleta seletiva de lixo”, a palavra “seletiva” significa capaz de efetuar seleção. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/383084 Questão 313: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Educacional/2016 Assunto: Semântica Texto CB1A1BBB Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria legislação destinada a assegurar, como alegam, maior rigor na gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de responsabilidade fiscal para, segundo argumentam, fortalecer a estrutura legal que protege o dinheiro público do mau uso por gestores irresponsáveis. Examinando-se a situação financeira dos estados que preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000, quando entrou em vigor a LRF, esses estados, como os demais, estão sujeitos a regras precisas para a gestão do dinheiro público, para a criação de despesas e, em particular, para os gastos com pessoal. Por que, tendo descumprido algumas dessas regras, estariam interessados em torná-las ainda mais rigorosas? Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cumpriram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigorosa, se nem nas condições atuais esses responsáveis estão sendo capazes de cumpri-la? O problema não está na lei. Mudá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais rigorosa, mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que a desfigure. O verdadeiro problema é a dificuldade do setor público de adaptar suas despesas às receitas em queda por causa da crise. Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adaptações). Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue o seguinte item. A construção “Não foi a lei que não funcionou” está associada a uma interpretação de contraste, significando que outro elemento — e não a lei — não funcionou. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/386273 Questão 314: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Educacional/2016 Assunto: Semântica Texto CB1A1BBB Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria legislação destinada a assegurar, como alegam, maior rigor na gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de responsabilidade fiscal para, segundo argumentam, fortalecer a estrutura legal que protege o dinheiro público do mau uso por gestores irresponsáveis. Examinando-se a situação financeira dos estados que preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000, quando entrou em vigor a LRF, esses estados, como os demais, estão sujeitos a regras precisas para a gestão do dinheiro público, para a criação de despesas e, em particular, para os gastos com pessoal. Por que, tendo descumprido algumas dessas regras, estariam interessados em torná-las ainda mais rigorosas? Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cumpriram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigorosa, se nem nas condições atuais esses responsáveis estão sendo capazes de cumpri-la? O problema não está na lei. Mudá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais rigorosa, mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que a desfigure. O verdadeiro problema é a dificuldade do setor público de adaptar suas despesas às receitas em queda por causa da crise. Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adaptações). Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue o seguinte item. A conjunção “se” introduz uma oração interpretada como a condição para tornar a LRF mais rigorosa. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/386275 Questão 315: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016 Assunto: Semântica Texto para o item Ninguém escreveu um romance sobre um personagem cujo característico maior é ser sadio. Há um silêncio literário a respeito, contrapartida ao silêncio dos órgãos — uma das definições que já foram dadas à saúde. Teoricamente, a higidez não tem voz. Para muitas pessoas, estar sadio é simplesmente, e ao contrário do que pretende TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 45 de 76 21/05/2017 18:44 a OMS, não estar doente. Mas será que isso é suficiente? Para falar de saúde, precisamos aprender o idioma da saúde. Não é fácil. A própria palavra “saúde”, que usamos sobretudo para alguém que espirra, soa prosaica, convencional, babaca até. “É o mais tolo vocábulo em nosso idioma”, disse, com desprezo, o iconoclasta Oscar Wilde. Mudar o jeito que falamos de saúde significa mudar o nosso estilo de vida. No começo, lutamos contra a inércia. Mas então vem aquilo que poderíamos chamar de “salto de qualidade” e passamos a um novo patamar de nossa existência. Passamos a dialogar com nosso corpo e, para nossa surpresa, descobrimos que esse é um diálogo gratificante. Sabem-no bem as pessoas que embarcam em um programa de exercício. A sensação de bem-estar que se tem depois é algo extraordinário. São as endorfinas? Bem, então são as endorfinas. Se o corpo se expressa através delas, tudo bem. Às vezes, a voz da saúde é a voz do corpo grato. Moacir Scliar. O idioma da saúde. In: Almanaque Visa É, ano II, n.º 2. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009, p. 7. Internet: <http://portal.anvisa.gov.br> (com adaptações). No que se refere às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte. A palavra “até”, que denota o posicionamento do autor frente a um dos usos da palavra “saúde”, pode ser substituída por sobretudo sem que isso prejudique a correção e o sentido original do texto. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/419623 Questão 316: CESPE - TA (ANVISA)/ANVISA/2016 Assunto: Semântica Texto para o item Ninguém escreveu um romance sobre um personagem cujo característico maior é ser sadio. Há um silêncio literário a respeito, contrapartida ao silêncio dos órgãos — uma das definições que já foram dadas à saúde. Teoricamente, a higidez não tem voz. Para muitas pessoas, estar sadio é simplesmente, e ao contrário do que pretende a OMS, não estar doente. Mas será que isso é suficiente? Para falar de saúde, precisamos aprender o idioma da saúde. Não é fácil. A própria palavra “saúde”, que usamos sobretudo para alguém que espirra, soa prosaica, convencional, babaca até. “É o mais tolo vocábulo em nosso idioma”, disse, com desprezo, o iconoclasta Oscar Wilde. Mudar o jeito que falamos de saúde significa mudar o nosso estilo de vida. No começo, lutamos contra a inércia. Mas então vem aquilo que poderíamos chamar de “salto de qualidade” e passamos a um novo patamar de nossa existência. Passamos a dialogar com nosso corpo e, para nossa surpresa, descobrimos que esse é um diálogo gratificante. Sabem-no bem as pessoas que embarcam em um programa de exercício. A sensação de bem-estar que se tem depois é algo extraordinário. São as endorfinas? Bem, então são as endorfinas. Se o corpo se expressa através delas, tudo bem. Às vezes,a voz da saúde é a voz do corpo grato. Moacir Scliar. O idioma da saúde. In: Almanaque Visa É, ano II, n.º 2. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009, p. 7. Internet: <http://portal.anvisa.gov.br> (com adaptações). No que se refere às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte. Caso se alterasse a ordem dos termos em “o iconoclasta Oscar Wilde” para o Oscar Wilde iconoclasta, haveria mudança do significado original do texto, mas as funções sintáticas de “Oscar Wilde” e de “iconoclasta” permaneceriam inalteradas. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/419625 Questão 317: CESPE - Ag Pol (PC GO)/PC GO/2016 Assunto: Semântica Texto CB1A2AAA Em linhas gerais, há na literatura econômica duas explicações para a educação ser tida como um fator de redução da criminalidade. A primeira é que a educação muda as preferências intertemporais, levando o indivíduo a ter menos preferência pelo presente e a valorizar mais o futuro, isto é, a ter aversão a riscos e a ter mais paciência. A segunda explicação é que a educação contribui para o combate à criminalidade porque ensina valores morais, tais como disciplina e cooperação, tornando o indivíduo menos suscetível a praticar atos violentos e crimes. Há outras razões pelas quais se podem associar educação e redução da criminalidade. Quanto maior o nível de escolaridade do indivíduo, maior será para ele o retorno do trabalho lícito (isto é, o salário), e isso eleva o custo de oportunidade de se cometer crime. Além disso, há uma questão relacionada à possibilidade do estado de dependência do crime: a probabilidade de se cometerem crimes no presente está relacionada à quantidade de crimes que já se cometeram. Dessa forma, manter as crianças na escola, ocupadas durante o dia, contribuiria a longo prazo para a redução da criminalidade. Acredita-se, por essa razão, que haja uma relação entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade. A criminalidade é uma externalidade negativa com enormes custos sociais e, se a educação consegue diminuir a violência, o retorno social pode ser ainda maior que o retorno privado. R. A. Duenhas, F. O. Gonçalves e E. Gelinski Jr. Educação, segurança pública e violência nos municípios brasileiros: uma análise de painel dinâmico de dados. UEPG Ci. Soc. Apl., Ponta Grossa, 22 (2):179-91, jul.-dez./2014. Internet: <www.revistas2.uepg.br> (com adaptações). No texto CB1A2AAA, a palavra “aversão” foi empregada no sentido de a) pavor. b) repugnância. c) intolerância. d) indiferença. e) atração. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/420970 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 46 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 318: CESPE - Del Pol (PC GO)/PC GO/2017 Assunto: Semântica Texto CB1A1BBB A principal finalidade da investigação criminal, materializada no inquérito policial (IP), é a de reunir elementos mínimos de materialidade e autoria delitiva antes de se instaurar o processo criminal, de modo a evitarem-se, assim, ações infundadas, as quais certamente implicam grande transtorno para quem se vê acusado por um crime que não cometeu. Modernamente, o IP deixou de ser o procedimento absolutamente inquisitorial e discricionário de outrora. A participação das partes, pessoalmente ou por seus advogados ou defensores públicos, vem ganhando espaço a cada dia, com o objetivo de garantir que o IP seja um instrumento imparcial de investigação em busca da verdade dos fatos. Acrescente-se que o estigma provocado por uma ação penal pode perdurar por toda a vida e, por isso, para ser promovida, a acusação deve conter fundamentos fáticos e jurídicos suficientes, o que, em regra, se consegue por meio do IP. Carlos Alberto Marchi de Queiroz (Coord.). Manual de polícia judiciária: doutrina, modelos, legislação. 6.ª ed. São Paulo: Delegacia Geral de Polícia, 2010 (com adaptações). Nas orações em que ocorrem no texto CB1A1BBB, os elementos “assim” e “por isso” expressam, respectivamente, as ideias de a) consequência e consequência. b) finalidade e proporcionalidade. c) causa e consequência. d) conclusão e conclusão. e) restrição e conformidade. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/442438 Questão 319: CESPE - PNS (Pref SL)/Pref SL/1º ao 5º ano/2017 Assunto: Semântica Texto CB1A1AAA Vez por outra, Damião deixava-se ficar, madrugada adentro, na Casa-Grande das Minas, vendo as danças, ouvindo as cantigas, atraído pelo bater dos tambores. A sensação íntima de derrota pessoal, que sentia aprofundar-se na sua consciência, levava-o a isolar-se num canto do terreiro, metido consigo. Com a morte recente do Dr. Sotero dos Reis, tinha tido a esperança de que viriam chamá-lo para ocupar-lhe o lugar no Liceu. Esperara em vão: já outro professor fora nomeado. Agora, nem sequer com o apoio do velho mestre, que ainda lhe tinha um pouco de amizade, podia mais contar. Por outro lado, continuava a ver os negros maltratados, sem que nada pudesse fazer em seu favor. Não fazia duas semanas tinha ouvido na rua um tilintar de correntes, à altura do Largo do Quartel, e vira uma fila de pretos, uns amarrados aos outros, submissos, descendo a Rua do Sol. Nas conversas do Largo do Carmo, perto da coluna do Pelourinho, contavam-se novos casos de mortes violentas de escravos, ali mesmo em São Luís. A Lei do Ventre Livre, que a imprensa da Corte havia recebido com muita festa, não merecera o mais breve registro da imprensa de São Luís. No fundo, pensando bem, que era essa lei senão uma burla? Os negros nasceriam e cresceriam nas senzalas, debaixo do chicote dos senhores, e só aos vinte e um anos seriam livres. Ao fim de tanto tempo de sujeição, que iriam fazer cá fora, sem saber em que se ocupar? E Damião sentia renascer no seu espírito o impulso da revolta, querendo denunciar a burla e protestar contra o novo engodo à liberdade dos negros. Mas vinha-lhe o desânimo. De que adiantava o seu protesto, se não dispunha de um jornal, se não tinha uma tribuna? Ao mesmo tempo arriava os ombros, curvando a espinha, esmagado pela convicção de sua inutilidade e de sua derrota. Se protestasse, como ia fazer depois para educar os filhos e sustentar a família? Além do mais, embora desempregado havia muito tempo, não perdera a esperança de colocar-se a qualquer momento, quer de novo no Liceu, quer no Seminário de Santo Antônio. Josué Montello. Os tambores de São Luís. 5.ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, p. 374-5 (com adaptações). No texto CB1A1AAA, a palavra “burla” foi empregada no sentido de a) honra ou glória. b) transgressão ou ofensa. c) ilusão ou fraude. d) compaixão ou piedade. e) afronta ou agressão. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/448481 Questão 320: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Administração/2017 Assunto: Semântica Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista naturalista, não faz sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores. Não é certo, por exemplo, dizer que a gramática que produz Os meninos saíram é melhor do que a que produz Os menino saiu. Ambas as frases cumprem a sua função, que é transmitir um certo conteúdo. São duas maneiras de chegar ao mesmo lugar. São duas gramáticas distintas, uma em que a pluralidade é marcada em todos os termos da oração, outra em que o plural aparece marcado apenas no artigo. Mas esses dois modos de falar não são avaliados socialmente da mesma maneira. O valor social de cada um deles é muito diferente. Aquele que fala Os menino saiu sabe falar, diz a voz que define qual variedade está correta. Só que há línguas, como o inglês, em que o plural só ocorre em umdos termos: The tall boys left (tradução literal possível, desconsiderada a marca de plural: O alto meninos saiu). É claro que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português, mas o nosso ponto é que o plural só está em um lugar na oração do inglês e isso não recebe uma avaliação negativa. No português do dia a dia, é possível marcar o plural em apenas um dos elementos, mas isso é avaliado negativamente. Roberta Pires de Oliveira e Sandra Quarezemin. Gramáticas na escola. Petrópolis: Vozes, 2016, p. 44 (com adaptações). Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 47 de 76 21/05/2017 18:44 A palavra “Qualquer” foi empregada no texto no sentido de toda. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/460833 Questão 321: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Atividades/2017 Assunto: Semântica Um estudo coordenado pela Fundação Getúlio Vargas aponta que, enquanto 80% dos professores de educação infantil da rede pública do país têm nível superior completo, 65,6% dos docentes dessa mesma etapa na rede privada têm igual escolaridade. Os dados correspondem ao ano de 2014 e mostram que a formação dos professores das instituições públicas continua melhor que a dos professores da rede privada nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais dessa etapa, a proporção de docentes com formação adequada muda: 92% dos docentes na rede privada e 89% na pública. No ensino médio, a formação é praticamente igual. Deve-se ressaltar que o fato de que o nível superior completo, sem se considerar a qualidade do conteúdo aprendido nas licenciaturas, não garante excelência no trabalho docente e, consequentemente, no ensino. Internet: <www.revistaeducacao.com.br> (com adaptações). Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o item que se segue. A substituição do vocábulo “mostram” por demonstram prejudicaria o sentido original do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/461253 Questão 322: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Atividades/2017 Assunto: Semântica As duas questões mais profundas sobre a mente são: “O que possibilita a inteligência?” e “O que possibilita a consciência?”. Com o advento da ciência cognitiva, a inteligência tornou-se inteligível. Talvez não seja tão chocante afirmar que, em um nível de análise muito abstrato, o problema foi resolvido. Entretanto, a consciência ou a sensibilidade, a sensação nua e crua da dor de dente, do rubor, do salgado, continua sendo um enigma embrulhado em um mistério dentro do impenetrável. Quando nos perguntamos o que é a consciência, não temos melhor resposta que a de Louis Armstrong quando uma repórter perguntou-lhe o que era o jazz : “Moça, se você precisa perguntar, nunca saberá”. Steven Pinker. Como a mente funciona. 2.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002 (com adaptações). A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o próximo item. No texto, tanto a palavra “inteligível” quanto a palavra “impenetrável” têm sentido negativo. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/461266 Questão 323: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Denotação e Conotação Texto para a questão. Distingo, no português histórico, dois períodos principais: o português antigo, que se escreveu até os primeiros anos do século XVI, e o português moderno. Robustecida e enriquecida de expressões novas, a linguagem usada nas crônicas desse segundo período, que relatam os descobrimentos em África e Ásia e os feitos das armas lusitanas no Oriente, culmina no apuro e no gosto do português moderno d’Os Lusíadas (1572). É o século da Renascença literária, e tudo quanto ao depois se escreve é a continuação da linguagem desse período. E como não ficou estacionário o português moderno, denominou-se quinhentista, seiscentista, setecentista a linguagem própria a cada era. Reservo a denominação de português hodierno para as mudanças características do falar atual criadas ou fixadas recentemente, ou recebidas do século XIX, ou que por ventura remontam ao século XVIII. Limites entre os diversos períodos não podem ser traçados com rigor. Ignoram-se a data ou o momento exato do aparecimento de qualquer alteração linguística. Neste ponto, nunca será a linguagem escrita, dada a sua tendência conservadora, espelho fiel do que se passa na linguagem falada. Surge a inovação, formulada acaso por um ou poucos indivíduos; se tem a dita de agradar, não tarda a generalizar-se o seu uso no falar do povo. A gente culta e de fina casta repele-a, a princípio, mas, com o tempo, sucumbe ao contágio. Imita o vulgo, se não escrevendo com meditação, em todo o caso no trato familiar e falando espontaneamente. Decorrem muitos anos, até que por fim a linguagem literária, não vendo razão para enjeitar o que todo o mundo diz, se decide a aceitar a mudança também. Tal é, a meu ver, a explicação não somente de fatos isolados, mas ainda do aparecimento de todo o português moderno. Não é de crer que poucos anos depois de 1500, quase que bruscamente e sem influxo de idioma estranho, cessassem em Portugal inveterados hábitos de falar e se trocasse o português antigo em português moderno. Nem podemos atribuir a escritores, por muito engenho artístico que tivessem, aptidões e autoridade para reformarem, a seu sabor, o idioma pátrio e sua gramática. Consistiria a sua obra antes em elevar à categoria de linguagem literária o falar comum, principalmente o das pessoas educadas, tornando-o mais elegante e desterrando locuções que lhe dessem aspecto menos nobre. Mas os escritores antigos evitavam afastar-se da prática recebida de seus avós e, posto que muitas concessões tivessem de fazer ao uso para serem entendidos, propendiam mais a utilizar-se de recursos artificiais que dessem ao estilo certo ar de gravidade e acima do vulgar. O século XVI, descerradas as cortinas que encobriam o espetáculo de novos mundos, e dada a facilidade de pôr a leitura das obras literárias ao alcance de todos, graças ao desenvolvimento da imprensa, devia fazer cessar a superstição do passado, mostrar o caminho do futuro e ditar a necessidade de se exprimirem os escritores em TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 48 de 76 21/05/2017 18:44 linguagem que todos entendessem. Resolveram-se a fazê-lo. Serviram-se da linguagem viva de fato, como o demonstram os diálogos das comédias de então, que reproduzem o falar tradicional da gente do povo. Trariam estes diálogos os característicos gramaticais do português antigo, se fosse este ainda o idioma corrente. M. Said Ali. Prólogo da Lexeologia do português histórico, 1.ª ed. 1921. In: Gramática histórica da língua portuguesa. 8.ª ed. rev. e atual. por Mário Eduardo Viaro. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 17-8 (com adaptações). Julgue (C ou E) o item a seguir, a respeito de elementos coesivos e do vocabulário do texto de M. Said Ali. As formas verbais “sucumbe” e “desterrando”, que poderiam ser corretamente substituídas, respectivamente, por não resiste e livrando-se de, foram assim empregadas no texto: a primeira, em sentido denotativo, e a segunda, em sentido conotativo. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294054 Questão 324: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Apoio Especializado/Taquigrafia/2016 Assunto: Denotação e Conotação Com as ações do Programade Desenvolvimento do Artesanato Piauiense, o estado almeja avanços na arrecadação anual do setor, a qual se aproximou de R$ 1 milhão em 2015. O índice, ladeado pelos incentivos dispostos aos profissionais, corrobora o esforço das entidades no fortalecimento da área, o que inclui a divulgação das peças produzidas na região. Jornal Meio Norte. Teresina – PI, 23/11/2015 (com adaptações). No texto acima, foi empregado em sentido conotativo o vocábulo a) “ladeado”. b) “dispostos”. c) “fortalecimento”. d) “peças”. e) “almeja”. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/328914 Questão 325: CESPE - Esp (FUNPRESP)/FUNPRESP/Jurídica/2016 Assunto: Denotação e Conotação Luís Fernando Veríssimo diz que o cronista é como uma galinha, bota seu ovo regularmente. Carlos Eduardo Novaes diz que crônicas são como laranjas, podem ser doces ou azedas e podem ser consumidas em gomos ou pedaços, na poltrona de casa ou espremidas na sala de aula. Já andei dizendo que o cronista é um estilita. Não confundam, por enquanto, com estilista. Estilita era o santo que ficava anos e anos em cima de uma coluna, no deserto, meditando e pregando. São Simeão passou trinta anos assim, exposto ao sol e à chuva. Claro que, de tanto purificar seu estilo diariamente, o cronista estilita acaba virando um estilista. O cronista é isso: fica pregando lá em cima de sua coluna no jornal. Por isso, há uma certa confusão entre colunista e cronista, assim como há outra confusão entre articulista e cronista. O articulista escreve textos expositivos e defende temas e ideias. O cronista é o mais livre dos redatores de um jornal. Ele pode ser subjetivo. Pode (e deve) falar na primeira pessoa sem envergonhar-se. O cronista é crônico, ligado ao tempo, deve estar encharcado, doente de seu tempo e ao mesmo tempo pairar acima dele. Affonso Romano de Sant’Anna. O que é um cronista? In: O Globo. 12/6/1988 (com adaptações). Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto O que é um cronista?, julgue o item a seguir. No período “O cronista é isso: fica pregando lá em cima de sua coluna no jornal”, o verbo pregar foi empregado em sentido figurado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/339152 Questão 326: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Sinônimos e Antônimos O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do Estado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada por processos que culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação. No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito lusitano. Não havia o Ministério Público como instituição. Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordenações Filipinas de 1603 já faziam menção aos promotores de justiça, atribuindo-lhes o papel de fiscalizar a lei e de promover a acusação criminal. Existiam ainda o cargo de procurador dos feitos da Coroa (defensor da Coroa) e o de procurador da Fazenda (defensor do fisco). Só no Império, em 1832, com o Código de Processo Penal do Império, iniciou-se a sistematização das ações do Ministério Público. Na República, o Decreto n.º 848/1890, ao criar e regulamentar a justiça federal, dispôs, em um capítulo, sobre a estrutura e as atribuições do Ministério Público no âmbito federal. Foi na área cível, com a Constituição Federal de 1988, que o Ministério Público adquiriu novas funções, com destaque para a sua atuação na tutela dos interesses difusos e coletivos. Isso deu evidência à instituição, tornando-a uma espécie de ouvidoria da sociedade brasileira. Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações). TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 49 de 76 21/05/2017 18:44 Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item que se segue. O adjetivo “lusitano” diz respeito a português, ou seja, originário de Portugal. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/257992 Questão 327: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Sinônimos e Antônimos A partir de uma ação do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 2.a Região (TRF2) determinou que a Google Brasil retirasse, em até 72 horas, 15 vídeos do YouTube que disseminam o preconceito, a intolerância e a discriminação a religiões de matriz africana, e fixou multa diária de R$ 50.000,00 em caso de descumprimento da ordem judicial. Na ação civil pública, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC/RJ) alegou que a Constituição garante aos cidadãos não apenas a obrigação do Estado em respeitar as liberdades, mas também a obrigação de zelar para que elas sejam respeitadas pelas pessoas em suas relações recíprocas. Para a PRDC/RJ, somente a imediata exclusão dos vídeos da Internet restauraria a dignidade de tratamento, que, nesse caso, foi negada às religiões de matrizes africanas. Corroborando a visão do MPF, o TRF2 entendeu que a veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão. O tribunal considerou que a liberdade de expressão não se pode traduzir em desrespeito à diferentes manifestações dessa mesma liberdade, pois ela encontra limites no próprio exercício de outros direitos fundamentais. Internet: <http://ibde.org.br> (com adaptações). A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsequente. Altera-se totalmente a informação original do período ao se substituir a palavra “Corroborando” por Confirmando. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258003 Questão 328: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Sinônimos e Antônimos Segundo a doutrina nacional, os crimes cibernéticos (também chamados de eletrônicos ou virtuais) dividem-se em puros (ou próprios) ou impuros (ou impróprios). Os primeiros são os praticados por meio de computadores e se realizam ou se consumam também em meio eletrônico. Os impuros ou impróprios são aqueles em que o agente se vale do computador como meio para produzir resultado que ameaça ou lesa outros bens, diferentes daqueles da informática. É importante destacar que o art. 154-A do Código Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo de “invasão de dispositivo informático”, que consiste na conduta de invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. Quanto à culpabilidade, a conduta criminosa do delito cibernético caracteriza-se somente pelo dolo, não havendo a previsão legal da conduta na forma culposa. Idem, ibidem. Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. Prejudicam-se a correção gramatical e as informações originais do período ao se substituir “ilícita” por ilegal. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258024 Questão 329: CESPE - TEFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Técnica Administrativa/2015 Assunto: Sinônimos e Antônimos A dimensão “ético-filosófica” do liberalismo denota afirmação de valores e direitos básicos atribuíveis à natureza moral e racional do ser humano. Suas diretrizes se assentam nos princípios daliberdade pessoal, do individualismo, da tolerância, da dignidade e da crença na vida. Já o aspecto “econômico” refere-se, sobretudo, às condições que abrangem a propriedade privada, a economia de mercado, a ausência ou minimização do controle estatal, a livre empresa e a iniciativa privada. Ainda como parte integrante desse referencial, encontram-se os direitos econômicos, representados pelo direito de propriedade, o direito de herança, o direito de acumular riqueza e capital. Por último, a perspectiva “político-jurídica” do liberalismo está calcada em princípios básicos como: consentimento individual, representação política, divisão dos poderes e descentralização administrativa, entre outros. Tendo presente essas asserções genéricas, podemos compreender melhor as ambiguidades e os limites do liberalismo brasileiro, porquanto, desde os primórdios, ele teve de conviver com uma estrutura político-administrativa patrimonialista e com uma dominação econômica escravista das elites agrárias. Emília Viotti da Costa defende que não se deve realçar em demasia a importância das ideias liberais europeias nas convulsões sociais ocorridas no Brasil (Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana etc.) desde fins do século XVIII, pois tais movimentos não chegaram a ter grande alcance ideológico. Para a autora, a nova doutrina era de conhecimento limitado entre determinados segmentos revolucionários. O que importa ter em vista é essa distinção entre o liberalismo europeu, como ideologia revolucionária articulada por novos setores emergentes e forjados na luta contra os privilégios da nobreza, e o liberalismo brasileiro, uma versão mais restrita do liberalismo europeu. Antonio Wolkmer. História do direito no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003, p. 63-4 (com adaptações). Julgue o item que se segue, referente aos sentidos e a aspectos gramaticais do texto. A forma verbal “denota” poderia ser corretamente substituída, no texto, pelo seu sinônimo manifesta. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 50 de 76 21/05/2017 18:44 Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/284011 Questão 330: CESPE - Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Sinônimos e Antônimos Texto II A originalidade e a capacidade de enxergar o mundo sob diferentes perspectivas são, sem dúvida, características dos maiores pensadores. Exemplo disso é o romeno Serge Moscovici, um dos grandes nomes da psicologia. Quando os olhares na psicologia social estavam voltados para o indivíduo, ele desenvolveu, em 1961, uma teoria que enxerga as representações sociais e as ideias a partir do coletivo e dos grupos sociais. A Teoria das Representações Sociais, como é chamada, revolucionou a ciência nessa área e, até hoje, repercute nos campos da sociologia, da comunicação e da antropologia. A importância de Moscovici para a ciência mundial foi reconhecida por dez universidades da Europa e da América do Norte, que lhe conferiram o título de Doutor Honoris Causa. Em julho de 2007, a UnB tornou-se a primeira instituição de ensino superior da América Latina a homenagear o especialista com a honraria, outorgando-lhe o título durante a V Jornada Internacional e III Conferência Brasileira sobre Representação Social, em Brasília – DF. Camila Rabelo. Moscovici é Doutor Honoris Causa. Internet: <www.secom.unb.br> (com adaptações). A respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. Sem prejuízo para o sentido original do texto, a forma verbal “repercute” (l.4) poderia ser substituída por reflete. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/288322 Questão 331: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Sinônimos e Antônimos Texto para a questão. Distingo, no português histórico, dois períodos principais: o português antigo, que se escreveu até os primeiros anos do século XVI, e o português moderno. Robustecida e enriquecida de expressões novas, a linguagem usada nas crônicas desse segundo período, que relatam os descobrimentos em África e Ásia e os feitos das armas lusitanas no Oriente, culmina no apuro e no gosto do português moderno d’Os Lusíadas (1572). É o século da Renascença literária, e tudo quanto ao depois se escreve é a continuação da linguagem desse período. E como não ficou estacionário o português moderno, denominou-se quinhentista, seiscentista, setecentista a linguagem própria a cada era. Reservo a denominação de português hodierno para as mudanças características do falar atual criadas ou fixadas recentemente, ou recebidas do século XIX, ou que por ventura remontam ao século XVIII. Limites entre os diversos períodos não podem ser traçados com rigor. Ignoram-se a data ou o momento exato do aparecimento de qualquer alteração linguística. Neste ponto, nunca será a linguagem escrita, dada a sua tendência conservadora, espelho fiel do que se passa na linguagem falada. Surge a inovação, formulada acaso por um ou poucos indivíduos; se tem a dita de agradar, não tarda a generalizar-se o seu uso no falar do povo. A gente culta e de fina casta repele-a, a princípio, mas, com o tempo, sucumbe ao contágio. Imita o vulgo, se não escrevendo com meditação, em todo o caso no trato familiar e falando espontaneamente. Decorrem muitos anos, até que por fim a linguagem literária, não vendo razão para enjeitar o que todo o mundo diz, se decide a aceitar a mudança também. Tal é, a meu ver, a explicação não somente de fatos isolados, mas ainda do aparecimento de todo o português moderno. Não é de crer que poucos anos depois de 1500, quase que bruscamente e sem influxo de idioma estranho, cessassem em Portugal inveterados hábitos de falar e se trocasse o português antigo em português moderno. Nem podemos atribuir a escritores, por muito engenho artístico que tivessem, aptidões e autoridade para reformarem, a seu sabor, o idioma pátrio e sua gramática. Consistiria a sua obra antes em elevar à categoria de linguagem literária o falar comum, principalmente o das pessoas educadas, tornando-o mais elegante e desterrando locuções que lhe dessem aspecto menos nobre. Mas os escritores antigos evitavam afastar-se da prática recebida de seus avós e, posto que muitas concessões tivessem de fazer ao uso para serem entendidos, propendiam mais a utilizar-se de recursos artificiais que dessem ao estilo certo ar de gravidade e acima do vulgar. O século XVI, descerradas as cortinas que encobriam o espetáculo de novos mundos, e dada a facilidade de pôr a leitura das obras literárias ao alcance de todos, graças ao desenvolvimento da imprensa, devia fazer cessar a superstição do passado, mostrar o caminho do futuro e ditar a necessidade de se exprimirem os escritores em linguagem que todos entendessem. Resolveram-se a fazê-lo. Serviram-se da linguagem viva de fato, como o demonstram os diálogos das comédias de então, que reproduzem o falar tradicional da gente do povo. Trariam estes diálogos os característicos gramaticais do português antigo, se fosse este ainda o idioma corrente. M. Said Ali. Prólogo da Lexeologia do português histórico, 1.ª ed. 1921. In: Gramática histórica da língua portuguesa. 8.ª ed. rev. e atual. por Mário Eduardo Viaro. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 17-8 (com adaptações). Julgue (C ou E) o item a seguir, a respeito de elementos coesivos e do vocabulário do texto de M. Said Ali. O vocábulo “inveterados” foi empregado como sinônimo de obsoletos, podendo ser substituído por essa palavra sem prejuízo para o sentido e para a correção gramatical do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294053 Questão 332: CESPE - Adm (MPOG)/MPOG/2015 Assunto: Sinônimos eAntônimos As mudanças políticas, sociais e culturais, nos últimos vinte anos, fizeram-se sentir no âmbito do direito administrativo e, mais especificamente, na forma de administrar a coisa pública. Diante dessa nova realidade, para atender às necessidades fundamentais da sociedade de forma eficaz e com o menor custo possível, a administração TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 51 de 76 21/05/2017 18:44 pública precisou aperfeiçoar sua atuação, afastando-se da administração burocrática e adotando uma administração gerencial. A antiga forma de administrar empregada pela administração pública calcava-se essencialmente em uma gestão eivada de processos burocráticos, criados para evitar desvios de recursos públicos, o que a tornava pouco ágil, pouco econômica e ineficiente. A nova administração gerencial tende a simplificar a atividade do gestor público sem afastá-lo, porém, da legalidade absoluta, uma vez que dispõe de valores públicos que devem ser bem empregados para garantir que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam atendidos. Assim, implementou-se a administração gerencial e, para isso, foi necessário que os agentes públicos mudassem suas posturas e se adequassem para desenvolver a nova gestão pública. O novo gestor público precisou lançar mão de técnicas de gestão utilizadas pela iniciativa privada e verificou, ainda, que era necessário o acompanhamento constante da execução das atividades propostas, para que efetivamente se chegasse a uma gestão eficiente, uma gestão por resultados. Para levar a cabo o novo modelo de gestão pública, será preciso adotar novas tecnologias e promover condições de trabalho adequadas, assim como mudanças culturais, desenvolvimento pessoal dos agentes públicos, planejamento de ações e controle de resultados. Maria Denise Abeijon Pereira Gonçalves. A gestão pública adaptada ao novo paradigma da eficiência. Internet: <www.egov.ufsc.br> (com adaptações). Acerca das estruturas linguísticas do texto A gestão pública adaptada ao novo paradigma da eficiência, julgue o item subsecutivo. Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto, o vocábulo “eivada” poderia ser substituído por repleta. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/312076 Questão 333: CESPE - Ass Jur (TCE-RN)/TCE-RN/Técnico Jurídico/2015 Assunto: Sinônimos e Antônimos Os primeiros vestígios de atividade contábil foram encontrados na Mesopotâmia, por volta de 4.000 a.C. Inicialmente, eram utilizadas fichas de barro para representar a circulação de bens, logo substituídas por tábuas gravadas com a escrita cuneiforme. Portanto, os registros contábeis não só antecederam o aparecimento da escrita como subsidiaram seu surgimento e sua evolução. Embora a fiscalização de contas conste de registros mais antigos, prática já exercida por escribas egípcios durante o reinado do faraó Menés I, foi na Grécia que se configurou o primeiro esboço de um tribunal de contas, formado por dez tesoureiros, guardiões da administração pública. Contudo, somente em Roma, a contabilidade atingiu sua mais alta expressão com a sistematização de mecanismos de controle que, por gozarem de estatuto jurídico preeminente, influenciaram todo o Ocidente e as civilizações modernas. Cristina Britto. Uma breve história do controle. Salvador: P55 edições, 2015, p. 15. Internet:<www.tce.ba.gov.br> (com adaptações). Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto Uma breve história do controle, julgue o próximo item. O adjetivo “preeminente” (l.7) pode ser substituído pelo adjetivo proeminente. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/316561 Questão 334: CESPE - Ag Adm (DPU)/DPU/2016 Assunto: Sinônimos e Antônimos Saúde: direito de todos e dever do Estado. É assim que a Constituição Federal de 1988 inicia a sua seção sobre o tema. Uma vez que muitas ações ou omissões vão de encontro a essa previsão, cotidianamente é possível observar graves desrespeitos à Carta Magna. A Defensoria Pública, importante instituição garantida por lei assim como a saúde, busca sanar o problema por meio da via judicial quando a mediação não produz resultados. Recentemente, a Defensoria Pública em Foz do Iguaçu, por exemplo, obteve três decisões liminares garantindo o direito à saúde a três pessoas por ela assistidas. Em todos os casos, a Defensoria Pública fez intervenção judicial para suprir a negativa ou a má prestação do serviço público de saúde na localidade. Em um dos casos, atendeu uma gestante com histórico de abortos decorrentes de doença trombofílica e que necessitava de uma medicação diária de alto custo. A medicação, única opção na manutenção da gestação, havia sido negada pelo município e pelo estado, o que colocava a gestante em sério risco de sofrer mais um aborto. Em mais uma intervenção judiciária do defensor público, foi deferida liminar em favor da assistida, tendo o estado e o município sido obrigados a fornecer o medicamento necessário durante toda a sua gestação e enquanto houver prescrição médica, sob pena de multa diária. Internet: <www.defensoriapublica.pr.gov.br> (com adaptações). Com relação às informações e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item a seguir. Seria mantida a coerência do texto caso “cotidianamente” (l.2) fosse substituído por habitualmente. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/325452 Questão 335: CESPE - TJ (TRE PE)/TRE PE/Apoio Especializado/Operação de Computadores/2016 Assunto: Sinônimos e Antônimos Texto para à questão. Com o apoio de 1,3 milhão de assinaturas, a Lei Complementar n.º 135/2010 surgiu como fruto de iniciativa popular e, posteriormente, acabou aprovada, a uma só voz, TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 52 de 76 21/05/2017 18:44 nas duas Casas do Poder Legislativo. Essa lei veio dezesseis anos após terem sido introduzidos outros elementos no parágrafo 9.º do art. 14 da CF, visando preservar, acima de tudo, a coisa pública. Com a Emenda Constitucional de Revisão n.º 4, de 1994, inseriu-se, no referido parágrafo 9.º, a previsão de que lei complementar trataria das exigências voltadas a proteger — vocábulo empregado pelo legislador — a probidade administrativa e a moralidade para o exercício do mandato. Assim, incluiu-se algo que apresenta conceito aberto: a vida pregressa, que tem como sinônimo “idoneidade” e que, na maioria das vezes, é definida no campo administrativo. Tudo se dá a partir do bom senso, da ordem natural das coisas, da razoabilidade, da proporcionalidade, considerando-se esse conceito aberto — o alusivo(c) à vida pregressa, ou seja, ao que vem antes, e também o referente à idoneidade. O propósito moralizante(c) da nova legislação — digno de elogio — não impediu que brotassem questionamentos jurídicos, os quais chegaram à Corte Constitucional — o Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro caso envolveu a pretensão de aplicação imediata da Lei Complementar n.º 135. Após precedente no qual se assentou(a) o contrário, prevaleceu, no STF, o entendimento de que a norma tem impactos no processo eleitoral, daí porque não poderia valer para as eleições do ano de 2010, em razão do disposto no art. 16 da CF. A postergação(b) da eficácia da nova lei atrasou debate ainda mais importante: a compatibilidade com os dispositivos da CF, em especial com os princípios da irretroatividade e da presunção(c) de inocência. Marco Aurélio Mendes de Farias Mello. Ficha limpa e o Supremo Tribunal Federal – notas sobre o julgamento das ações declaratórias de constitucionalidade n.º 29 e 30 e açãodireta de inconstitucionalidade n.º 4.578. Internet: <www.tre-se.jus.br> (com adaptações). O sentido original e a correção gramatical do texto Ficha limpa e o Supremo Tribunal Federal... seriam preservados caso se substituísse a) “assentou” por discutiu. b) “postergação” por prorrogação. c) “presunção” por comprovação. d) “alusivo” por referente. e) “moralizante” por regulador. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/346524 Questão 336: CESPE - AGPP I (Pref SP)/Pref SP/Gestão Administrativa/2016 Assunto: Sinônimos e Antônimos Texto II Os lixões são depósitos sem qualquer controle, fontes de enormes impactos ambientais, causadores de contaminações — como, por exemplo, contaminações do solo, dos lençóis freáticos, das fontes de água — e lugares responsáveis pela proliferação de insetos transmissores de inúmeras doenças. São, portanto, um perigo constante à saúde e à qualidade de vida de todos. Os lixões deverão dar lugar a aterros sanitários, que, se não representam uma solução perfeita, ao menos são locais mais adequados para o depósito dos rejeitos, uma vez que evitam problemas como os citados anteriormente. As cidades precisam se comprometer a dar cumprimento à Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Uma maneira de fazer isso é adotar políticas de gestão eficiente dos resíduos a fim de que a menor quantidade possível desses materiais precise ser encaminhada para os aterros. Para que isso seja possível, será necessária a implantação ou a ampliação da coleta seletiva de lixo, além de apoio efetivo ao trabalho desenvolvido pelas cooperativas de catadores. Capacitar essas pessoas e dar-lhes condições dignas de trabalho são requisitos fundamentais para o sucesso da lei e para a melhoria das condições de vida e de trabalho desses profissionais. Mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem, muitas delas em condições bastante precárias. O Brasil produz mais de 220 mil toneladas de lixo domiciliar por dia, o que resulta em mais de um quilo de lixo por pessoa. Ao menos 90% de todo esse material poderia ser reaproveitado, reutilizado ou reciclado. Apenas 3% acabam sendo efetivamente reciclados, um destino mais nobre do que o de se degradar e contaminar o nosso ambiente. Os especialistas calculam que o Brasil deixa de ganhar ao menos 8 bilhões de reais por ano por não reciclar toda essa grande quantidade de resíduos gerados no país. Reinaldo Canto. As cidades brasileiras conseguirão tratar seu lixo? Internet: <www.cartacapital.com.br> (com adaptações). No texto II, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do trecho “Para que isso seja possível, será necessária a implantação ou a ampliação da coleta seletiva de lixo, além de apoio efetivo ao trabalho desenvolvido pelas cooperativas de catadores” as palavras “possível” e “efetivo” poderiam ser substituídas, respectivamente, por a) frustrado e real. b) realizável e verdadeiro. c) factível e duvidoso. d) imaginável e completo. e) exequível e iminente. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/383087 Questão 337: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Sinônimos e Antônimos Texto CB8A1BBB Passados os atropelos da chegada de D. João ao Brasil, era hora de colocar mãos à obra. Os planos eram grandiosos e havia tudo por fazer. A colônia precisava de estradas, escolas, tribunais, fábricas, bancos, moeda, comércio, imprensa, biblioteca, hospitais, comunicações eficientes. Em especial, necessitava de um governo que se responsabilizasse por tudo isso. D. João não perdeu tempo. No dia 10 de março de 1808, quarenta e oito horas depois de desembarcar no Rio de Janeiro, organizou seu novo gabinete. Caberia a esse gabinete criar um país a partir do nada. Havia duas frentes de ação. A primeira, interna, incluiu as inúmeras decisões administrativas que D. João tomou, logo ao chegar, para melhorar a comunicação entre as províncias, estimular o povoamento e o aproveitamento das riquezas da colônia. A outra frente era externa. Visava ampliar as fronteiras do Brasil, em uma tentativa de aumentar a influência portuguesa na América. Era também uma forma de punir os adversários europeus de Portugal, ocupando seus territórios e ameaçando seus interesses americanos. Nesse caso, os avanços foram precários e sem consequências duradouras. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 53 de 76 21/05/2017 18:44 No final de 1808, uma tropa de quinhentos soldados brasileiros e portugueses, escoltada por uma pequena força naval, invadiu a Guiana Francesa e sitiou a capital, Caiena, cujo governador se rendeu sem resistência no dia 12 de janeiro. Era uma retaliação à invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Uma segunda ofensiva seria a anexação da chamada Banda Oriental do Rio da Prata, atual território do Uruguai, em represália à aliança da Espanha com a França napoleônica. Foram ambas conquistas efêmeras. A Guiana se livrou das tropas de D. João oito anos mais tarde. O Uruguai conseguiria sua independência em 1828. Com os planos de expansão territorial fracassados, restou a D. João se concentrar na primeira — e mais ambiciosa — de suas tarefas: mudar o Brasil para reconstruir nos trópicos o sonhado império americano de Portugal. Laurentino Gomes. 1808. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2007 (com adaptações). Julgue o item subsecutivo, referente aos sentidos do texto CB8A1BBB. Sem prejuízo do sentido do texto, a palavra “retaliação” poderia ser substituída por revide, desforra. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390269 Questão 338: CESPE - Del Pol (PC GO)/PC GO/2017 Assunto: Sinônimos e Antônimos Texto CB1A2AAA O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de redes sociais para designar fotos íntimas que retratam a pessoa sem roupa. O envio e a troca de nudes são facilitados em aplicativos de celular, o que torna essa prática popular entre seus usuários, incluindo-se menores de idade, e facilita o compartilhamento das fotos. Havendo vazamento de fotos íntimas, há violação do direito de imagem da pessoa prejudicada, que, por isso, terá amparo do Estado. A pena para o acusado de vazar as fotos ainda pode ser considerada branda, sendo um pouco mais severa quando se trata de um crime contra a infância. “Quando se trata de crianças e adolescentes, há um agravante, pois, no art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, é qualificada como crime grave a divulgação de fotos, gravações ou imagens de crianças ou adolescentes, sendo prevista a pena de três a seis anos de prisão, além de pagamento de multa, para os que cometem esse crime”, diz a advogada presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AC. Para combater o compartilhamento de fotos íntimas por terceiros, são necessárias ações preventivas, afirma a advogada. Jovens e adolescentes devem ser educados, de forma que tenham dimensão do problema que a divulgação desse tipo de imagem pode acarretar. Internet: <https://jornaldosdez.wordpress.com> (com adaptações). Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto CB1A2AAA, a forma verbal “afirma” poderia ser substituída por a) prescreve. b) propõe. c) destaca. d) participa. e) assevera. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/442443 Questão 339: CESPE - MGE (SEDF)/SEDF/2017 Assunto: Sinônimos e Antônimos Texto O monitor — também chamado, em algumas instituições, de inspetor e bedel — é um dos profissionais mais atuantes na esfera educacional. Ele transita por toda a escola, em geral conhece os alunos pelo nome e é um dos primeiros a ser procurado quando há algum problema que precisaser solucionado rapidamente. Contudo, ele nem sempre é valorizado como deveria. Infelizmente, muitos diretores entendem que quem atua nessa função deve apenas controlar os espaços coletivos para impedir a ocorrência de agressões, depredações e furtos, vigiar grupos de alunos, observar comportamentos suspeitos e até mesmo revistar armários e mochilas. Esse tipo de controle, além de perigoso — pois os conflitos abafados por ações repressoras acabam se manifestando com mais violência —, contribui para reforçar a desconfiança entre a instituição e os estudantes. E uma relação fundada na insegurança fragiliza a construção de valores democráticos, que deveria ser um dos objetivos de todas as escolas. Como qualquer profissional do ambiente escolar, os monitores também são educadores, e cabe à equipe gestora realizar ações formativas para que eles saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços (como o pátio, os corredores, as quadras, a cantina, o banheiro etc.). Com uma boa formação, eles serão capazes de trazer informações importantes sobre a convivência entre os alunos e que poderão ser objeto de análise para que o orientador educacional, juntamente com o diretor e a equipe docente, planeje e execute intervenções. O papel do monitor na formação dos alunos. Internet: <http://gestaoescolar.org.br> (com adaptações). A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item. A forma verbal “transita” foi empregada para transmitir a ideia de que o monitor muda constantemente de função na escola. Certo Errado Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/460419 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 54 de 76 21/05/2017 18:44 Questão 340: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Sentidos A partir de uma ação do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 2.a Região (TRF2) determinou que a Google Brasil retirasse, em até 72 horas, 15 vídeos do YouTube que disseminam o preconceito, a intolerância e a discriminação a religiões de matriz africana, e fixou multa diária de R$ 50.000,00 em caso de descumprimento da ordem judicial. Na ação civil pública, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC/RJ) alegou que a Constituição garante aos cidadãos não apenas a obrigação do Estado em respeitar as liberdades, mas também a obrigação de zelar para que elas sejam respeitadas pelas pessoas em suas relações recíprocas. Para a PRDC/RJ, somente a imediata exclusão dos vídeos da Internet restauraria a dignidade de tratamento, que, nesse caso, foi negada às religiões de matrizes africanas. Corroborando a visão do MPF, o TRF2 entendeu que a veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão. O tribunal considerou que a liberdade de expressão não se pode traduzir em desrespeito à diferentes manifestações dessa mesma liberdade, pois ela encontra limites no próprio exercício de outros direitos fundamentais. Internet: <http://ibde.org.br> (com adaptações). A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsequente. A substituição da palavra “alegou” por argumentou prejudicaria o sentido original do texto. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258001 Questão 341: CESPE - Aud Gov (CGE PI)/CGE PI/Geral/2015 Assunto: Sentidos Texto I Talvez o distinto leitor ou a irresistível leitora sejam naturais, caso em que me apresso a esclarecer que nada tenho contra os naturais, antes pelo contrário. Na verdade, alguns dos meus melhores amigos são naturais. Como, por exemplo, o festejadíssimo cineasta patrício Geraldo Sarno, que é baiano e é natural — pois neste mundo as combinações mais loucas são possíveis. Certa feita, estava eu a trabalhar em sua ilustre companhia quando ele me convidou para almoçar (os cineastas, tradicionalmente, têm bastante mais dinheiro do que os escritores; deve ser porque se queixam muito melhor). Aceito o convite, ele me leva a um restaurante que, apesar de simpático, me pareceu um pouco estranho. Por que a maior parte das pessoas comia com ar religioso e contrito? Que prato seria aquele que, olhos revirados para cima, mastigação estoica, e expressão de quem cumpria dever penosíssimo, um casal comia, entre goles de uma substância esverdeada e viscosa que lentamente se decantava — para grande prejuízo de sua já emética aparência — numa jarra suspeitosa? Logo fui esclarecido, quando meu companheiro e anfitrião, os olhos cintilantes e arregalados, me anunciou: — Surpresa! Vais comer um almoço natural! João Ubaldo Ribeiro. A vida natural. In: Arte e ciência de roubar galinha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto I, julgue o item a seguir. O adjetivo “estoica” (l.7) contraria, em termos semânticos, o “ar religioso e contrito” (l.6) das pessoas no restaurante. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/259721 Questão 342: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015 Assunto: Sentidos Se observarmos as nações desenvolvidas, verificaremos que elas se destacam em termos de produtividade total dos fatores, ou seja, são países que tornaram as economias mais eficientes e produtivas e contam não só com a eficácia das máquinas e dos equipamentos de seu parque industrial, mas também com o acesso a insumos mais sofisticados e adequados, com mão de obra bem educada e formada, infraestrutura adequada e custos justos de transação. Cledorvino Belini. O Brasil depois das eleições. In: Correio Braziliense, 2/1/2015 (com adaptações). Julgue o próximo item, relacionado às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima. Depreende-se das ideias do texto que, para uma nação ser considerada desenvolvida, sua economia deve basear-se na otimização de seu parque industrial, mão de obra gentil e bem formada, infraestrutura apropriada e justiça do mercado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/276693 Questão 343: CESPE - Ass Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Sentidos A entrada da iniciativa privada no ensino superior deu-se primeiramente por meio de uma ampliação das atividades que os empresários da educação já exerciam na esfera do ensino básico. Assim, a mesma mentalidade organizacional que fez as empresas de ensino fundamental e médio expandirem e se consolidarem passou a reger as iniciativas privadas no ensino universitário. A ideia era trazer a eficiência empresarial, que já era comprovada no ensino básico, para o ensino universitário e marcar, também nesse nível, a superioridade organizacional da empresa particular. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 55 de 76 21/05/2017 18:44 Franklin Leopoldo e Silva. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações). Julgue o próximo item, no que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto acima. Mantém-se o sentido original do texto ao se substituir “na esfera” (l. 2) por no âmbito. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277587 Questão 344: CESPE - Ass Adm (FUB)/FUB/2015 Assunto: Sentidos Por não estar limitada pelas injunções do mercado é que a universidade pública pode cumprir o seu papel histórico e social de produção e disseminação do conhecimento. Pode também manter com a cultura uma relação intrínseca que semanifesta numa possibilidade de reflexão alheia aos moldes do compromisso imediatamente definido pelas pressões de demanda e de consumo. As universidades públicas que atingiram altos padrões de ensino e pesquisa foram aquelas que optaram pela valorização da dedicação exclusiva e da pesquisa básica, isto é, exatamente aquelas que mantêm, em meio a todas as dificuldades, um grau elevado de independência em relação às injunções imediatas do mercado. Idem, ibidem. Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do fragmento de texto acima, julgue o item que se segue. Seria mantido o sentido original do texto caso se substituísse a palavra “moldes” (l.3) por modelo. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277594 Questão 345: CESPE - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2015 Assunto: Sentidos A língua que falamos, seja qual for (português, inglês...), não é uma, são várias. Tanto que um dos mais eminentes gramáticos brasileiros, Evanildo Bechara, disse a respeito: “Todos temos de ser poliglotas em nossa própria língua”. Qualquer um sabe que não se deve falar em uma reunião de trabalho como se falaria em uma mesa de bar. A língua varia com, no mínimo, quatro parâmetros básicos: no tempo (daí o português medieval, renascentista, do século XIX, dos anos 1940, de hoje em dia); no espaço (português lusitano, brasileiro e mais: um português carioca, paulista, sulista, nordestino); segundo a escolaridade do falante (que resulta em duas variedades de língua: a escolarizada e a não escolarizada) e finalmente varia segundo a situação de comunicação, isto é, o local em que estamos, a pessoa com quem falamos e o motivo da nossa comunicação ― e, nesse caso, há, pelo menos, duas variedades de fala: formal e informal. A língua é como a roupa que vestimos: há um traje para cada ocasião. Há situações em que se deve usar traje social, outras em que o mais adequado é o casual, sem falar nas situações em que se usa maiô ou mesmo nada, quando se toma banho. Trata-se de normas indumentárias que pressupõem um uso “normal”. Não é proibido ir à praia de terno, mas não é normal, pois causa estranheza. A língua funciona do mesmo modo: há uma norma para entrevistas de emprego, audiências judiciais; e outra para a comunicação em compras no supermercado. A norma culta é o padrão de linguagem que se deve usar em situações formais. A questão é a seguinte: devemos usar a norma culta em todas as situações? Evidentemente que não, sob pena de parecermos pedantes. Dizer “nós fôramos” em vez de “a gente tinha ido” em uma conversa de botequim é como ir de terno à praia. E quanto a corrigir quem fala errado? É claro que os pais devem ensinar seus filhos a se expressar corretamente, e o professor deve corrigir o aluno, mas será que temos o direito de advertir o balconista que nos cobra “dois real” pelo cafezinho? Língua Portuguesa. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações). De acordo com o texto acima, julgue o seguinte item. O vocábulo “indumentárias” (l.10) está empregado em sentido figurado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/277832 Questão 346: CESPE - APF (DEPEN)/DEPEN/Área 1/2015 Assunto: Sentidos Os condenados no Brasil são originários, na maioria das vezes, das classes menos favorecidas da sociedade. Esses indivíduos, desde a mais tenra infância, são pressionados e oprimidos pela sociedade, vivem nas favelas, nos morros, nas regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio ao esgoto, à discriminação social, à completa ausência de informações e de escolarização. Sem o repertório de uma mínima formação educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um delinquente, já ocupa uma posição social inferior. O regime penitenciário deve empregar os meios curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as formas de assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o máximo possível as condições que enfraquecem o sentido de responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua pessoa e a sua capacidade de readaptação social. Internet: <www.joaoluizpinaud.com> (com adaptações). Julgue o próximo item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto. A expressão “a mais tenra infância” tem, no texto, o sentido de infância infeliz. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 56 de 76 21/05/2017 18:44 Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/280315 Questão 347: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Sentidos O subúrbio de S. Geraldo, no ano de 192..., já misturava ao cheiro de estrebaria algum progresso. Quanto mais fábricas se abriam nos arredores, mais o subúrbio se erguia em vida própria, sem que os habitantes pudessem dizer que transformação os atingia. Os movimentos já se haviam congestionado e não se poderia atravessar uma rua sem desviar-se de uma carroça que os cavalos vagarosos puxavam, enquanto um automóvel impaciente buzinava atrás lançando fumaça. Mesmo os crepúsculos eram agora enfumaçados e sanguinolentos. De manhã, entre os caminhões que pediam passagem para a nova usina, transportando madeira e ferro, as cestas de peixe se espalhavam pela calçada, vindas, através da noite, de centros maiores. Dos sobrados desciam mulheres despenteadas com panelas, os peixes eram pesados quase na mão, enquanto os vendedores em mangas de camisa gritavam os preços. E quando, sobre o alegre movimento da manhã, soprava o vento fresco e perturbador, dir-se-ia que a população inteira se preparava para um embarque. Clarice Lispector. A cidade sitiada. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 15-6. Com referência às ideias e às estruturas do texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue. Sem prejuízo para o sentido da oração “que transformação os atingia”, a autora poderia ter optado pelo emprego do artigo a logo após o termo “que”, empregado como conjunção integrante. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294039 Questão 348: CESPE - Ag Adm (DPU)/DPU/2016 Assunto: Sentidos Quino. Toda Mafalda, 2003, p. 349, tira 2. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 57 de 76 21/05/2017 18:44 Julgue o item subsequente, relativo à ideias e aos aspectos alinguísticos da tirinha apresentada, da personagem Mafalda. As palavras “proeza” (terceiro quadrinho) e “façanhas” (quinto quadrinho) são empregadas na tirinha com o sentido de perigo. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/325459 Questão 349: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Apoio Especializado/Taquigrafia/2016 Assunto: Sentidos Texto A história dos partidos políticos no Brasil é marcada por alguns períodos de negação (nos regimes ditatoriais, a existência de partidos políticos era vista como ameaça aos governantes), seguidos de um sistema bipartidário (em que o Estado brasileiro só reconhecia a existência e o funcionamento de dois partidos políticos determinados). Na atualidade, a Constituição Federal de 1988 (CF) adota o pluripartidarismo, permitindo o surgimento de diversas agremiações políticas, desde que atendidos os requisitos previstos em lei. Os partidos representam diferentes ideologias e convicções políticas existentes na sociedade, reunindo, como seus filiados, cidadãos adeptos a sua corrente de pensamento. Por isso, antes de se filiar a um partido político, o eleitor deveria tomar conhecimento do estatuto partidário, norma interna que rege sua organização e seu funcionamento, com o objetivo de verificar sua afinidade com aquele projetopolítico. Esse mesmo cuidado deve ter o eleitor que assina ficha de apoiamento à formação de um novo partido político, pois o apoiamento, condição indispensável para que o partido possa ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), implica a adesão do eleitor àquele programa político. A principal importância dos partidos políticos devidamente registrados no TSE reside no lançamento de candidatos às eleições, uma vez que é proibido, no Brasil, o registro de candidaturas avulsas. Essa premissa foi fundamental para que o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmasse entendimento dado pelo TSE de que os mandatos políticos pertencem aos partidos, e não aos candidatos eleitos sob sua legenda, e que a infidelidade partidária pode ter como consequência a perda do cargo do representante que trocar de partido no curso do mandato. O papel dos partidos políticos no Estado democrático brasileiro. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). O texto O papel dos partidos políticos... é predominantemente a) injuntivo. b) descritivo. c) narrativo. d) preditivo. e) expositivo. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/328854 Questão 350: CESPE - Tec GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Assistente Técnico/2015 Assunto: Sentidos A revolução digital está relacionada à nossa capacidade de conhecer determinadas informações e delas dispor, bem como de agir procurando a compreensão simples de fenômenos complexos. A nova sociedade do conhecimento requer acesso fácil à informação e ao saber. A “nuvem” — tecnologia capaz de gerenciar de forma inteligente enormes quantidades de dados —, a conectividade móvel e as redes sociais levam alguns especialistas a afirmar que estamos no início da quarta revolução digital. Esse é um avanço de maior transcendência que o das três revoluções anteriores (os primeiros computadores empresariais, o computador pessoal e a Internet). Os territórios inteligentes apostam em uma tecnologia digital mais adequada e que esteja a serviço da qualidade de vida, do acesso à informação e da potencialização da economia criativa. O desenvolvimento das tecnologias da informação, das telecomunicações e da Internet tem facilitado o nascimento de fluxos e redes que favorecem a conexão entre pessoas, instituições e empresas, apesar da distância física entre elas. No futuro, a revolução digital poderá ser o detonador da economia criativa e de uma melhora substancial da competitividade das cidades. Alfonso Vegara. Os territórios inteligentes. Internet: <http://bibliotecadigital.fgv.br> (com adaptações). Julgue o próximo item, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto Os territórios inteligentes. Infere-se dos sentidos do texto que a palavra “transcendência” está empregada com o sentido de objetividade. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/340270 Questão 351: CESPE - Med Leg (PC PE)/PC PE/2016 Assunto: Sentidos Texto CG1A1AAA Em julho de 1955, Bertrand Russell e Albert Einstein lançaram um inusitado apelo aos povos do mundo, pedindo-lhes que “pusessem de lado” seus fortes sentimentos a respeito de uma série de questões e se vissem “exclusivamente como membros de uma espécie biológica que traz consigo uma história extraordinária e cujo desaparecimento ninguém pode desejar”. O dilema com que se defronta o mundo é “claro, aterrador e incontornável: poremos fim à espécie humana ou a humanidade renunciará à guerra?” O mundo não renunciou à guerra. Muito pelo contrário. Hoje, a potência mundial hegemônica se dá o direito de fazer a guerra ao seu arbítrio, segundo uma doutrina de TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 58 de 76 21/05/2017 18:44 “autodefesa antecipada” sem limites conhecidos. Com uma postura essencialmente farisaica, os Estados Unidos da América (EUA) são implacáveis na imposição do direito internacional e de tratados e regras da ordem mundial aos outros países, mas rejeitam-nos como irrelevantes quando se trata de si mesmos — uma prática antiga, levada a limites inauditos pelos governos de Reagan e Bush II. Noam Chomsky. Estados fracassados: o abuso do poder e o ataque à democracia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009 (com adaptações). No texto CG1A1AAA, a palavra A “arbítrio” foi empregada no sentido de vontade. a) “inusitado” foi empregada no sentido de corriqueiro. b) ‘extraordinária’ foi empregada no sentido de comezinha. c) ‘aterrador’ foi empregada no sentido de atenuador. d) “dilema” foi empregada no sentido de contraditório. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/367074 Questão 352: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Procuradoria/2016 Assunto: Sentidos Texto CB5A1AAA Tratando-se do dever de prestar contas anuais, cabe, inicialmente, verificar como tal obrigação está preceituada no ordenamento jurídico. A Constituição Federal prevê que cabe ao presidente prestar contas anualmente ao Poder Legislativo. Por simetria, tal obrigação estende-se ao governador do estado e aos prefeitos municipais. O dever anual de prestar contas é da pessoa física. Assim sendo, no nível municipal, esse dever é do prefeito, que, nesse caso, age em nome próprio, e não em nome do município. Tal obrigação se dá em virtude de força da lei. O povo, que outorgou mandato ao prefeito para gerir seus recursos, exige do prefeito — por meio de norma editada pelos seus representantes — a prestação de contas. Sendo tal prestação obrigação personalíssima, não se pode admitir que seja executada por meio de pessoa interposta. Isso quer dizer que o tribunal de contas deve recusar, por exemplo, a prestação de contas apresentada por uma prefeitura referente à obrigação de um ex-prefeito. Quer dizer também que o ex-prefeito continua sujeito a todas as sanções previstas para aqueles que não prestam contas. Por essa razão, é necessário que haja a separação das contas — que devem, inclusive, ser processadas em autos distintos — quando ocorrer de o cargo de prefeito ser ocupado por mais de uma pessoa durante o exercício financeiro. Nesse caso, cada um será responsável pelo período em que ocupou o cargo. Ailana Sá Sereno Furtado. O dever de prestar contas dos prefeitos. Internet: < https://jus.com.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue, a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto CB5A1AAA. A expressão “Por essa razão” introduz no parágrafo em que ocorre uma ideia de finalidade. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/386467 Questão 353: CESPE - Aux Tec CE (TCE-PA)/TCE-PA/Administrativa/2016 Assunto: Sentidos Texto CB8A1AAA A democracia participativa pressupõe várias formas de atuação do cidadão na condução política e administrativa do Estado. No Brasil, destacam-se as audiências públicas previstas constitucionalmente e em diversas normas infraconstitucionais. As audiências públicas constituem um importante instrumento de abertura participativa que proporciona legitimidade e transparência às decisões tomadas pelas diferentes esferas de poder. Tal instituto possui raízes no direito anglo-saxão e fundamenta-se no princípio da justiça natural. Esse princípio atualmente se traduz no dever de escutar-se o público antes da edição de normas administrativas ou legislativas de caráter geral, ou de decisões de grande impacto para a comunidade. As audiências públicas integram o perfil dos Estados democráticos de direito, modelados pelo constitucionalismo europeu do pós-guerra, segundo o qual o poder político não apenas emana do povo, sendo em nome dele exercido, mas comporta a participação direta do povo. É por meio dessas audiências que o responsável pela decisão tem acesso às diversasopiniões sobre a matéria debatida e abre a oportunidade para as pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se manifestarem antes de seu desfecho. Janaína de Carvalho Pena Souza. A realização de audiências públicas como fator de legitimação da jurisdição constitucional. In: De Jure – Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, v.10, n.º 17, jul.-dez./2011, p. 392 (com adaptações). No que se refere à tipologia e aos sentidos do texto CB8A1AAA, julgue o item que se segue. A oração “que irão sofrer os reflexos da deliberação” é indispensável ao sentido do período, pois delimita a referência de “pessoas”. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/390261 Questão 354: CESPE - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Cuidador Escolar/2017 Assunto: Sentidos TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 59 de 76 21/05/2017 18:44 Texto CB3A2AAA Tinha chegado o tempo da colheita, era uma manhã risonha, e bela, como o rosto de um infante, entretanto eu tinha um peso enorme no coração. Sim, eu estava triste, e não sabia a que atribuir minha tristeza. Era a primeira vez que me afligia tão incompreensível pesar. Minha filha sorria para mim, era ela gentilzinha, e em sua inocência semelhava um anjo. Desgraçada de mim! Deixei-a nos braços de minha mãe efui-me à roça colher milho. Ah! Nunca mais devia eu vê-la... Ainda não tinha vencido cem braças de caminho, quando um assobio, que repercutiu nas matas, me veio orientar acerca do perigo iminente que aí me aguardava. E logo dois homens apareceram e me amarraram com cordas. Era uma prisioneira — era uma escrava! Foi embalde que supliquei, em nome de minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros sorriam-se das minhas lágrimas e me olhavam sem compaixão. Julguei enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... a sorte me reservava ainda longos caminhos. Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis tormentos e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura, até que aportamos nas praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé e, para que não houvesse receio de revolta, acorrentados como os animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa. Davam-nos a água imunda, podre e dada com mesquinhez; a comida má e ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos companheiros à falta de ar, de alimento e de água. É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura, asfixiados e famintos. Maria Firmina dos Reis. Úrsula. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2004, p. 116-7 (com adaptações). No texto CB3A2AAA, o trecho “como o rosto de um infante” introduz uma ideia de a) comparação. b) contraste. c) adição. d) compensação. e) intensidade. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/449751 Questão 355: CESPE - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Cuidador Escolar/2017 Assunto: Sentidos Texto CB3A2AAA Tinha chegado o tempo da colheita, era uma manhã risonha, e bela, como o rosto de um infante, entretanto eu tinha um peso enorme no coração. Sim, eu estava triste, e não sabia a que atribuir minha tristeza. Era a primeira vez que me afligia tão incompreensível pesar. Minha filha sorria para mim, era ela gentilzinha, e em sua inocência semelhava um anjo. Desgraçada de mim! Deixei-a nos braços de minha mãe e fui-me à roça colher milho. Ah! Nunca mais devia eu vê-la... Ainda não tinha vencido cem braças de caminho, quando um assobio, que repercutiu nas matas, me veio orientar acerca do perigo iminente que aí me aguardava. E logo dois homens apareceram e me amarraram com cordas. Era uma prisioneira — era uma escrava! Foi embalde que supliquei, em nome de minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros sorriam-se das minhas lágrimas e me olhavam sem compaixão. Julguei enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... a sorte me reservava ainda longos caminhos. Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis tormentos e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura, até que aportamos nas praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé e, para que não houvesse receio de revolta, acorrentados como os animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa. Davam-nos a água imunda, podre e dada com mesquinhez; a comida má e ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos companheiros à falta de ar, de alimento e de água. É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura, asfixiados e famintos. Maria Firmina dos Reis. Úrsula. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2004, p. 116-7 (com adaptações). No texto CB3A2AAA, a palavra “sorte” foi empregada no sentido de a) prêmio. b) felicidade. c) viagem. d) destino. e) sortilégio. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/449759 Questão 356: CESPE - TJ TRE MT/TRE MT/Administrativa/2015 Assunto: Coerência Texto para a questão A realização de eleições periódicas, gerais, livres, iguais e secretas é um elemento-chave do processo democrático. No fundo, as eleições são o mecanismo por meio do qual o povo soberano legitima o exercício do Poder Legislativo e — direta ou indiretamente — do Poder Executivo para um tempo determinado. No entanto, essa legitimação em um regime democrático não é absoluta, devendo os dirigentes prestar contas perante o eleitorado sobre o trabalho desenvolvido. Em uma definição famosa, o acadêmico norte-americano Robert Dahl estabeleceu oito critérios formais mínimos para caracterizar um sistema como democrático, dentre os quais cinco fazem referência direta à realização de eleições, nomeadamente: o direito de voto, a elegibilidade, o direito à concorrência política na busca de apoio e votos, as eleições livres e justas e, por fim, a sujeição das decisões políticas aos resultados de eleições e de outras formas de articulação de preferências. Esse conjunto de critérios, que forma a definição chamada “minimalista” da democracia e que serve basicamente para distinguir os regimes democráticos dos autocráticos, demonstra amplamente a importância desses elementos nas democracias modernas. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 60 de 76 21/05/2017 18:44 Essa definição, porém, é criticada muitas vezes por focar unicamente os aspectos formais e procedurais da democracia. Em sua formulação, ignoram-se aspectos importantes do processo político e do contexto social real. Obviamente, então, a democracia não pode ser limitada ao aspecto eleitoral, sendo necessários outros elementos, tais como a existência de um Estado de direito e de um sistema judicial independente, a existência de uma sociedade política responsável e organizada democraticamente e de uma sociedade civil ativa, que participa de várias formas na articulação da vontade política dos cidadãos. Uma visão eleitoralista ou meramente técnica da democracia não faz jus ao sistema democrático e certamente não resolverá os problemas cada vez mais complexos das nossas sociedades. Sabine Charlotte Fandrych. Sistemas e Processos Eleitorais – funções, implicações e experiências. Luanda: Universidade Católica de Angola, 2002. Internet: <http://library.fes.de> (com adaptações). Seriam preservadas a coerência e a correçãogramatical do texto caso a) a expressão “por meio do qual” (l. 2) fosse substituída por onde. b) o trecho “devendo os dirigentes” (l.3) fosse alterado para e os dirigentes devem. c) o acento grave no “à” em “à realização de eleições” (l. 6) fosse suprimido. d) a vírgula empregada logo após o substantivo “definição” (l.11) fosse suprimida. e) a forma verbal “é” (l.1) fosse flexionada no plural. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/315875 Questão 357: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016 Assunto: Coerência Texto para o item. No Brasil, pode-se considerar marco da história da assistência jurídica, ou justiça gratuita, a própria colonização do país, ainda no século XVI. O surgimento de lides provenientes das inúmeras formas de relação jurídica então existentes — e o chamamento da jurisdição para resolver essas contendas — já dava início a situações em que constantemente as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis custos judiciais das demandas. A partir de então, a chamada assistência judiciária praticamente evoluiu junto com o direito pátrio. Sua importância atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas constitucionais. No século XX, o texto constitucional de 1934, no capítulo II, “Dos direitos e das garantias individuais”, em seu art. 113, fez menção a essa proteção, ao prever que “A União e os estados concederão aos necessitados assistência judiciária, criando para esse efeito órgãos especiais e assegurando a isenção de emolumentos, custas, taxas e selos”. Por sua vez, a Constituição de 1946 previu, no mesmo capítulo que a de 1934, em seu art. 141, § 35, que “O poder público, na forma que a lei estabelecer, concederá assistência judiciária aos necessitados”. A lei extravagante veio em 1950, materializada na Lei n.º 1.060, que especifica normas para a concessão de assistência judiciária aos necessitados. No art. 4.º dessa lei, havia menção ao “rendimento ou vencimento que percebe e os encargos próprios e os da família” e constava a exigência de atestado de pobreza, expedido pela autoridade policial ou pelo prefeito municipal. Foi o art. 1.º, § 2.º, da Lei n.º 5.478/1968 que criou a simples afirmação (da pobreza), ratificado pela Lei n.º 7.510/1986, que deu nova redação a dispositivos da Lei n.º 1.060/1950. Em 1988, a Carta Cidadã ampliou o escopo da assistência judiciária ao empregar o termo assistência jurídica integral e gratuita, que é mais abrangente e que abarca o termo usado anteriormente, restrito apenas à assistência de demanda judicial já proposta ou a ser interposta. O termo atual também engloba atos jurídicos extrajudiciais, aconselhamento jurídico, patrocínio da causa, além de ações coletivas e mediação. Hoje, portanto, alguém que se vê incapaz de arcar com os custos que uma lide judicial impõe, mas necessita da imediata prestação jurisdicional, pode, mediante simples afirmativa, postular as benesses dessa prerrogativa, garantida pela Constituição Federal vigente. Uma história para a gratuidade jurídica no Brasil. Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações) Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsecutivo. A substituição de “ratificado” por confirmada manteria a coerência do texto, embora seu sentido fosse alterado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/324064 Questão 358: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016 Assunto: Coerência Texto para o item. No Brasil, pode-se considerar marco da história da assistência jurídica, ou justiça gratuita, a própria colonização do país, ainda no século XVI. O surgimento de lides provenientes das inúmeras formas de relação jurídica então existentes — e o chamamento da jurisdição para resolver essas contendas — já dava início a situações em que constantemente as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis custos judiciais das demandas. A partir de então, a chamada assistência judiciária praticamente evoluiu junto com o direito pátrio. Sua importância atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas constitucionais. No século XX, o texto constitucional de 1934, no capítulo II, “Dos direitos e das garantias individuais”, em seu art. 113, fez menção a essa proteção, ao prever que “A União e os estados concederão aos necessitados assistência judiciária, criando para esse efeito órgãos especiais e assegurando a isenção de emolumentos, custas, taxas e selos”. Por sua vez, a Constituição de 1946 previu, no mesmo capítulo que a de 1934, em seu art. 141, § 35, que “O poder público, na forma que a lei estabelecer, concederá assistência judiciária aos necessitados”. A lei extravagante veio em 1950, materializada na Lei n.º 1.060, que especifica normas para a concessão de assistência judiciária aos necessitados. No art. 4.º dessa lei, havia menção ao “rendimento ou vencimento que percebe e os encargos próprios e os da família” e constava a exigência de atestado de pobreza, expedido pela autoridade policial ou pelo prefeito municipal. Foi o art. 1.º, § 2.º, da Lei n.º 5.478/1968 que criou a simples afirmação (da pobreza), ratificado pela Lei n.º 7.510/1986, que deu nova redação a dispositivos da Lei n.º 1.060/1950. Em 1988, a Carta Cidadã ampliou o escopo da assistência judiciária ao empregar o termo assistência jurídica integral e gratuita, que é mais abrangente e que abarca o termo usado anteriormente, restrito apenas à assistência de demanda judicial já proposta ou a ser interposta. O termo atual também engloba atos jurídicos extrajudiciais, aconselhamento jurídico, patrocínio da causa, além de ações coletivas e mediação. Hoje, portanto, alguém que se vê incapaz de arcar com os custos que uma lide judicial impõe, mas necessita da imediata prestação jurisdicional, pode, mediante simples TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 61 de 76 21/05/2017 18:44 afirmativa, postular as benesses dessa prerrogativa, garantida pela Constituição Federal vigente. Uma história para a gratuidade jurídica no Brasil. Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações) Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsecutivo. A supressão da vírgula empregada logo após “prerrogativa” manteria a coerência do texto, embora alterasse o seu sentido. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/324065 Questão 359: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle Externo/Administração/2016 Assunto: Coerência Texto CB2A2BBB O fenômeno da corrupção, em virtude de sua complexidade e de seu potencial danoso à sociedade, exige, além de uma atuação repressiva, também uma ação preventiva do Estado. Portanto, é preciso estimular a integridade no serviço público, para que seus agentes sempre atuem, de fato, em prol do interesse público. Entende-se que a integridade pública representa o estado ou condição de um órgão ou entidade pública que está “completa, inteira, perfeita, sã”, no sentido de uma atuação que seja imaculada ou sem desvios, conforme as normas e valores públicos. De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a integridade é mais do que a ausência de corrupção, pois envolve aspectos positivos que, em última análise, influenciam os resultados da administração, e não apenas seus processos. Além disso, a OCDE compreende um sistema de integridade como um conjunto de arranjos institucionais, de gerenciamento, de controle e de regulamentações que visem à promoção da integridade e da transparência e à redução do risco de atitudes que violem os princípios éticos. Nesse sentido, a gestão de integridade refere-se às atividades empreendidas para estimular e reforçar a integridade e também para prevenir a corrupção e outrosdesvios dentro de determinada organização. Internet: <www.cgu.gov.br> (com adaptações). Julgue o item, relativo a aspectos linguísticos e às ideias do texto CB2A2BBB. A coerência e a coesão do texto seriam mantidas caso o seguinte trecho fosse incluso como continuação do segundo parágrafo: Assim sendo, a integridade pública pode ser compreendida como uma virtude ou qualidade dos agentes que atuam, em uma determinada organização, de maneira proba, em favor do interesse público e em conformidade com os princípios, normas ou valores que norteiam a administração pública. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/359055 Questão 360: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Linguagem Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras. Sou formado em desencontros. A sensatez me absurda. Os delírios verbais me terapeutam. Posso dar alegria ao esgoto (palavra aceita tudo). (E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso porque não encontrava um título para os seus poemas. Um título que harmonizasse os seus conflitos. Até que apareceu Flores do mal. A beleza e a dor. Essa antítese o acalmou.) As antíteses congraçam. Manoel de Barros. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 49. Julgue (C ou E) o item seguinte, relativo ao poema de Manoel de Barros. O uso da função fática da linguagem na oração “palavra aceita tudo” ressalta o didatismo que permeia o poema. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294027 Questão 361: CESPE - Aud (TCE-RN)/TCE-RN/2015 Assunto: Linguagem Com referência a aspectos gerais da redação oficial e à adequação da linguagem ao tipo de documento, julgue o item seguinte de acordo com as disposições do Manual TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 62 de 76 21/05/2017 18:44 de Redação da Presidência da República. As comunicações oficiais são remetidas em nome do serviço público ou do próprio público, representado pelo conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/312262 Questão 362: CESPE - TJ TJDFT/TJDFT/Administrativa/2015 Assunto: Linguagem Texto para o item. Ouro em FIOS A natureza é capaz de produzir materiais preciosos, como o ouro e o cobre — condutor de ENERGIA ELÉTRICA. O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso. Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT: — Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a iluminação natural. — Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado. — Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do ambiente. — Utilize o computador no modo espera. Fique ligado! Evite desperdícios. Energia elétrica. A natureza cobra o preço do desperdício. Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações). Considerando as ideias expressas no texto, bem como seus aspectos tipológicos e linguísticos, julgue o item subsequente. Há no texto elementos característicos das tipologias expositiva e injuntiva. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/319640 Questão 363: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Figuras de Linguagem O subúrbio de S. Geraldo, no ano de 192..., já misturava ao cheiro de estrebaria algum progresso. Quanto mais fábricas se abriam nos arredores, mais o subúrbio se erguia em vida própria, sem que os habitantes pudessem dizer que transformação os atingia. Os movimentos já se haviam congestionado e não se poderia atravessar uma rua sem desviar-se de uma carroça que os cavalos vagarosos puxavam, enquanto um automóvel impaciente buzinava atrás lançando fumaça. Mesmo os crepúsculos eram agora enfumaçados e sanguinolentos. De manhã, entre os caminhões que pediam passagem para a nova usina, transportando madeira e ferro, as cestas de peixe se espalhavam pela calçada, vindas, através da noite, de centros maiores. Dos sobrados desciam mulheres despenteadas com panelas, os peixes eram pesados quase na mão, enquanto os vendedores em mangas de camisa gritavam os preços. E quando, sobre o alegre movimento da manhã, soprava o vento fresco e perturbador, dir-se-ia que a população inteira se preparava para um embarque. Clarice Lispector. A cidade sitiada. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 15-6. Com referência às ideias e às estruturas do texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue. Os segmentos “um automóvel impaciente buzinava” e “entre os caminhões que pediam passagem” expressam a mesma figura de linguagem. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294034 Questão 364: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Apoio Especializado/Taquigrafia/2016 Assunto: Figuras de Linguagem Texto TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 63 de 76 21/05/2017 18:44 Internet: <bdtd.biblioteca.ufpb.br> (com adaptações). A respeito da representação dos sons e ruídos, no segundo quadrinho, assinale a opção correta. a) O autor utiliza o recurso denominado onomatopeia, ao empregar caracteres alfabéticos para representar os referidos sons e ruídos. b) Os sons e os ruídos representados indicam que há mais de uma personagem no referido quadrinho. c) A representação adotada pelo autor fortalece as imagens icônicas que ele deseja reforçar. d) A representação adotada reproduz, com exatidão, o som ou o ruído de uma queda. e) São empregados signos linguísticos unificados e invariáveis, adotados pelos autores de histórias em quadrinhos, para representar os referidos sons e ruídos. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/328874 Questão 365: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015 Assunto: Variações linguísticas (forma e informal) O eixo norteador da gestão estratégica de recursos humanos é a ênfase nas pessoas como variável determinante do sucesso organizacional, visto que a busca pela competitividade impõe à organização a necessidade de contar com profissionais altamente qualificados, aptos a fazer frente às ameaças e oportunidades do mercado. Essa construção competitiva sugere que a gestão estratégica de recursos humanos contribui para gerar vantagem competitiva sustentável por promover o desenvolvimento de competências e habilidades, produz e difunde conhecimento, desenvolve as relações sociais na organização. A gestão deve ter como objetivo maior a melhoria das performances profissional e organizacional, principalmente por meio do desenvolvimento das pessoas em um sentido mais amplo. Dessa forma, o conhecimento e o desempenho representam, ao mesmo tempo, um valor econômico à organização e um valor social ao indivíduo. Valdec Romero. Aprendizagem organizacional, gestão do conhecimento e universidade corporativa: instrumentos de um mesmo construto. Internet: <www.administradores.com.br> (com adaptações). Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas e às ideias do texto. As expressões “eixo norteador” (l.1) e “fazer frente” (l.3) demonstram que o texto se afasta do nível de formalidade da linguagem, aproximando-se do registro coloquial ou oral. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/276690 Questão 366: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Variações linguísticas (forma e informal) Texto para a questão. No modesto apartamento em que mora na rua Conde de Bonfim, Graciliano Ramos mostrou-me alguns originais dos seus trabalhos. Via de regra, escreve em papel sem pautas, de umsó golpe, ao calor da composição. A forma definitiva vem depois. Emenda muito. E até mesmo quando passa a limpo, com sua letra explicativa de escrevente de cartório, corta muita coisa, tudo o que depois vai achando ruim. Às vezes risca linhas inteiras. As palavras morrem sob o traço forte de tinta de uma igualdade assombrosa, como feito à régua. Graciliano guarda os originais dos livros já publicados. Assim pude verificar um curioso detalhe da feitura de Vidas Secas. Os capítulos, datados, indicaram-me a ausência de seguimento na elaboração da narrativa. “Baleia”, o nono capítulo, foi o primeiro a ser escrito, em 4 de maio de 1937. Um mês e pouco depois, precisamente no dia 18 de 16 junho, escreveu o quarto capítulo, “Sinha Vitória”. E assim todo o livro, que não obedeceu a nenhum plano antecipado. — Escrevi a história de um cachorro de meu avô — conta o romancista, cigarro Selma com ponta de cortiça entre os dedos queimados de fumo. — Os episódios foram-se amontoando. O livro foi crescendo. E assim arrumei Vidas Secas, que pensei em chamar “O mundo coberto de penas”, título de um dos capítulos do livro. A vida de Graciliano Ramos está sempre presente na sua obra, no que ela tem de mais humano e doloroso. — Caetés é uma história de Palmeira dos Índios. São Bernardo se passa em Viçosa. Angústia tem um pouco do Rio, um pouco de Maceió e muito de mim mesmo. Vidas Secas são cenas da vida de Buíque [Pernambuco]. Todos esses romances exigiram do autor um longo e penoso trabalho de composição. — Não sou como José Américo — disse —, que primeiro escreve na cabeça e depois transporta o livro para o papel. A obra de criação, para mim, é quase sempre imprevista. E espontânea. Refaço tudo, depois. Escrever dá muito trabalho. A gente muitas vezes não sabe o que vai fazer. Sai tudo diverso do que se imaginou. Francisco de Assis Barbosa. Graciliano Ramos, aos cinquenta anos. Reportagem biográfica. In: jornal Diretrizes, Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional RJ, 1942. Apud: Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla (Orgs.). Conversas – Graciliano Ramos. 3.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2014, p. 119 - 20. A respeito da linguagem e do vocabulário empregados no texto anterior, julgue (C ou E) o item seguinte. Embora contenha trechos de fala, o texto está isento de coloquialismo. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 64 de 76 21/05/2017 18:44 Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294063 Questão 367: CESPE - Tec GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Assistente Técnico/2015 Assunto: Variações linguísticas (forma e informal) Tirinha I Tirinha II Internet: <www.willtirando.com.br>. Com relação às tirinhas I e II apresentadas, julgue o seguinte item. No título da tirinha II, a expressão “tivesse bombando” é característica da linguagem informal, típica do gênero textual tirinha. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/340266 Questão 368: CESPE - TJ TJDFT/TJDFT/Administrativa/2015 Assunto: Vícios de Linguagem (pleonasmo, ambiguidade, cacofonia etc) Texto para o item. Ouro em FIOS A natureza é capaz de produzir materiais preciosos, como o ouro e o cobre — condutor de ENERGIA ELÉTRICA. O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso. Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT: — Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a iluminação natural. — Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado. — Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do ambiente. — Utilize o computador no modo espera. Fique ligado! Evite desperdícios. Energia elétrica. A natureza cobra o preço do desperdício. Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações). Tendo como referência os aspectos gramaticais do texto, julgue o próximo item. A substituição da palavra “energia”, em “novas fontes de energia sustentáveis” por energias prejudicaria a clareza do texto, por resultar em ambiguidade em relação ao termo que a palavra “sustentáveis” modifica. Certo TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 65 de 76 21/05/2017 18:44 Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/319655 Questão 369: CESPE - Diplomata/IRBr/2015 Assunto: Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Texto para a questão. No modesto apartamento em que mora na rua Conde de Bonfim, Graciliano Ramos mostrou-me alguns originais dos seus trabalhos. Via de regra, escreve em papel sem pautas, de um só golpe, ao calor da composição. A forma definitiva vem depois. Emenda muito. E até mesmo quando passa a limpo, com sua letra explicativa de escrevente de cartório, corta muita coisa, tudo o que depois vai achando ruim. Às vezes risca linhas inteiras. As palavras morrem sob o traço forte de tinta de uma igualdade assombrosa, como feito à régua. Graciliano guarda os originais dos livros já publicados. Assim pude verificar um curioso detalhe da feitura de Vidas Secas. Os capítulos, datados, indicaram-me a ausência de seguimento na elaboração da narrativa. “Baleia”, o nono capítulo, foi o primeiro a ser escrito, em 4 de maio de 1937. Um mês e pouco depois, precisamente no dia 18 de 16 junho, escreveu o quarto capítulo, “Sinha Vitória”. E assim todo o livro, que não obedeceu a nenhum plano antecipado. — Escrevi a história de um cachorro de meu avô — conta o romancista, cigarro Selma com ponta de cortiça entre os dedos queimados de fumo. — Os episódios foram-se amontoando. O livro foi crescendo. E assim arrumei Vidas Secas, que pensei em chamar “O mundo coberto de penas”, título de um dos capítulos do livro. A vida de Graciliano Ramos está sempre presente na sua obra, no que ela tem de mais humano e doloroso. — Caetés é uma história de Palmeira dos Índios. São Bernardo se passa em Viçosa. Angústia tem um pouco do Rio, um pouco de Maceió e muito de mim mesmo. Vidas Secas são cenas da vida de Buíque [Pernambuco]. Todos esses romances exigiram do autor um longo e penoso trabalho de composição. — Não sou como José Américo — disse —, que primeiro escreve na cabeça e depois transporta o livro para o papel. A obra de criação, para mim, é quase sempre imprevista. E espontânea. Refaço tudo, depois. Escrever dá muito trabalho. A gente muitas vezes não sabe o que vai fazer. Sai tudo diverso do que se imaginou. Francisco de Assis Barbosa. Graciliano Ramos, aos cinquenta anos. Reportagem biográfica. In: jornal Diretrizes, Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional RJ, 1942. Apud: Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla (Orgs.). Conversas – Graciliano Ramos. 3.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2014, p. 119 - 20. A respeito da linguagem e do vocabulário empregados no texto anterior, julgue (C ou E) o item seguinte. No terceiro parágrafo, o repórter abandona a narrativa e, sem intervir, reproduz, em discurso direto, o relato de Graciliano Ramos acerca da produção de Vidas Secas. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/294062 Questão 370: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Segundo a doutrina nacional, os crimes cibernéticos (também chamados de eletrônicos ou virtuais) dividem-se em puros (ou próprios) ou impuros (ou impróprios). Os primeiros são os praticados por meio de computadores e se realizam ou se consumam também em meio eletrônico. Os impuros ou impróprios são aqueles em que o agente se vale do computador como meio para produzir resultado que ameaça ou lesa outros bens, diferentes daqueles da informática.É importante destacar que o art. 154-A do Código Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo de “invasão de dispositivo informático”, que consiste na conduta de invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. Quanto à culpabilidade, a conduta criminosa do delito cibernético caracteriza-se somente pelo dolo, não havendo a previsão legal da conduta na forma culposa. Idem, ibidem. Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. Depreende-se das informações do texto que, nos crimes cibernéticos chamados impuros ou impróprios, o resultado extrapola o universo virtual e atinge bens materiais alheios à informática. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258011 Questão 371: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e Transporte/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Segundo a doutrina nacional, os crimes cibernéticos (também chamados de eletrônicos ou virtuais) dividem-se em puros (ou próprios) ou impuros (ou impróprios). Os primeiros são os praticados por meio de computadores e se realizam ou se consumam também em meio eletrônico. Os impuros ou impróprios são aqueles em que o agente se vale do computador como meio para produzir resultado que ameaça ou lesa outros bens, diferentes daqueles da informática. É importante destacar que o art. 154-A do Código Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo de “invasão de dispositivo informático”, que consiste na conduta de invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. Quanto à culpabilidade, a conduta criminosa do delito cibernético caracteriza-se somente pelo dolo, não havendo a previsão legal da conduta na forma culposa. Idem, ibidem. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 66 de 76 21/05/2017 18:44 Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. Infere-se dos fatos apresentados no texto que a consideração de crime para os delitos cibernéticos foi determinada há várias décadas, desde o surgimento da Internet. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258021 Questão 372: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Texto I Os primeiros anos que se seguiram à Proclamação da República foram de grandes incertezas quanto aos trilhos que a nova forma de governo deveria seguir. Em uma rápida olhada, identificam-se dois grupos que defendiam diferentes formas de se exercer o poder da República: os civis e os militares. Os civis, representados pelas elites das principais províncias — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul —, queriam uma república federativa que desse muita autonomia às unidades regionais. Os militares, por outro lado, defendiam um Poder Executivo forte e se opunham à autonomia buscada pelos civis. Isso sem mencionar as acirradas disputas internas de cada grupo. Esse era um quadro que demonstrava a grande instabilidade sentida pelos cidadãos que viveram naqueles anos. Mas havia cidadãos? Formalmente, a Constituição de 1891 definia como cidadãos os brasileiros natos e, em regra, os naturalizados. Podiam votar os cidadãos com mais de vinte e um anos de idade que tivessem se alistado conforme determinação legal. Mas o que, exatamente, significava isso? Em 1894, na primeira eleição para presidente da República, votaram 2,2% da população. Tudo indica que, apesar de a República ter abolido o critério censitário e adotado o voto direto, a participação popular continuou sendo muito baixa em virtude, principalmente, da proibição do voto dos analfabetos e das mulheres. No que se refere à legislação eleitoral, alguns instrumentos legais vieram a público, mas nenhum deles alterou profundamente o processo eleitoral da época. As principais alterações promovidas na legislação contemplaram o fim do voto censitário e a manutenção do voto direto. Essas modificações, embora importantes, tiveram pouca repercussão prática, já que o voto ainda era restrito — analfabetos e mulheres não votavam — e o processo eleitoral continuava permeado por toda sorte de fraudes. Ane Ferrari Ramos Cajado, Thiago Dornelles e Amanda Camylla Pereira. Eleições no Brasil: uma história de 500 anos. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, 2014, p. 27-8. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). De acordo com as ideias veiculadas no texto I, os instrumentos legais acerca da legislação eleitoral que surgiram logo após a promulgação da Constituição de 1891 tinham os objetivos de ampliar a parcela votante da população e diminuir as fraudes ocorridas durante o processo eleitoral, mas fracassaram nesses aspectos. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258314 Questão 373: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Texto I Os primeiros anos que se seguiram à Proclamação da República foram de grandes incertezas quanto aos trilhos que a nova forma de governo deveria seguir. Em uma rápida olhada, identificam-se dois grupos que defendiam diferentes formas de se exercer o poder da República: os civis e os militares. Os civis, representados pelas elites das principais províncias — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul —, queriam uma república federativa que desse muita autonomia às unidades regionais. Os militares, por outro lado, defendiam um Poder Executivo forte e se opunham à autonomia buscada pelos civis. Isso sem mencionar as acirradas disputas internas de cada grupo. Esse era um quadro que demonstrava a grande instabilidade sentida pelos cidadãos que viveram naqueles anos. Mas havia cidadãos? Formalmente, a Constituição de 1891 definia como cidadãos os brasileiros natos e, em regra, os naturalizados. Podiam votar os cidadãos com mais de vinte e um anos de idade que tivessem se alistado conforme determinação legal. Mas o que, exatamente, significava isso? Em 1894, na primeira eleição para presidente da República, votaram 2,2% da população. Tudo indica que, apesar de a República ter abolido o critério censitário e adotado o voto direto, a participação popular continuou sendo muito baixa em virtude, principalmente, da proibição do voto dos analfabetos e das mulheres. No que se refere à legislação eleitoral, alguns instrumentos legais vieram a público, mas nenhum deles alterou profundamente o processo eleitoral da época. As principais alterações promovidas na legislação contemplaram o fim do voto censitário e a manutenção do voto direto. Essas modificações, embora importantes, tiveram pouca repercussão prática, já que o voto ainda era restrito — analfabetos e mulheres não votavam — e o processo eleitoral continuava permeado por toda sorte de fraudes. Ane Ferrari Ramos Cajado, Thiago Dornelles e Amanda Camylla Pereira. Eleições no Brasil: uma história de 500 anos. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, 2014, p. 27-8. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). De acordo com as ideias veiculadas no texto I, o fim do voto censitário e a manutenção do voto direto foram importantes porque denotaram a preocupação do governo com o povo e constituíramo início do processo democrático no Brasil. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258315 Questão 374: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Texto I TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 67 de 76 21/05/2017 18:44 Os primeiros anos que se seguiram à Proclamação da República foram de grandes incertezas quanto aos trilhos que a nova forma de governo deveria seguir. Em uma rápida olhada, identificam-se dois grupos que defendiam diferentes formas de se exercer o poder da República: os civis e os militares. Os civis, representados pelas elites das principais províncias — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul —, queriam uma república federativa que desse muita autonomia às unidades regionais. Os militares, por outro lado, defendiam um Poder Executivo forte e se opunham à autonomia buscada pelos civis. Isso sem mencionar as acirradas disputas internas de cada grupo. Esse era um quadro que demonstrava a grande instabilidade sentida pelos cidadãos que viveram naqueles anos. Mas havia cidadãos? Formalmente, a Constituição de 1891 definia como cidadãos os brasileiros natos e, em regra, os naturalizados. Podiam votar os cidadãos com mais de vinte e um anos de idade que tivessem se alistado conforme determinação legal. Mas o que, exatamente, significava isso? Em 1894, na primeira eleição para presidente da República, votaram 2,2% da população. Tudo indica que, apesar de a República ter abolido o critério censitário e adotado o voto direto, a participação popular continuou sendo muito baixa em virtude, principalmente, da proibição do voto dos analfabetos e das mulheres. No que se refere à legislação eleitoral, alguns instrumentos legais vieram a público, mas nenhum deles alterou profundamente o processo eleitoral da época. As principais alterações promovidas na legislação contemplaram o fim do voto censitário e a manutenção do voto direto. Essas modificações, embora importantes, tiveram pouca repercussão prática, já que o voto ainda era restrito — analfabetos e mulheres não votavam — e o processo eleitoral continuava permeado por toda sorte de fraudes. Ane Ferrari Ramos Cajado, Thiago Dornelles e Amanda Camylla Pereira. Eleições no Brasil: uma história de 500 anos. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, 2014, p. 27-8. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). De acordo com as ideias veiculadas no texto I, nos primeiros anos após a Proclamação da República, os civis e os militares discordavam quanto à autonomia que deveria ser dada pelo governo às unidades regionais. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258316 Questão 375: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Texto I Os primeiros anos que se seguiram à Proclamação da República foram de grandes incertezas quanto aos trilhos que a nova forma de governo deveria seguir. Em uma rápida olhada, identificam-se dois grupos que defendiam diferentes formas de se exercer o poder da República: os civis e os militares. Os civis, representados pelas elites das principais províncias — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul —, queriam uma república federativa que desse muita autonomia às unidades regionais. Os militares, por outro lado, defendiam um Poder Executivo forte e se opunham à autonomia buscada pelos civis. Isso sem mencionar as acirradas disputas internas de cada grupo. Esse era um quadro que demonstrava a grande instabilidade sentida pelos cidadãos que viveram naqueles anos. Mas havia cidadãos? Formalmente, a Constituição de 1891 definia como cidadãos os brasileiros natos e, em regra, os naturalizados. Podiam votar os cidadãos com mais de vinte e um anos de idade que tivessem se alistado conforme determinação legal. Mas o que, exatamente, significava isso? Em 1894, na primeira eleição para presidente da República, votaram 2,2% da população. Tudo indica que, apesar de a República ter abolido o critério censitário e adotado o voto direto, a participação popular continuou sendo muito baixa em virtude, principalmente, da proibição do voto dos analfabetos e das mulheres. No que se refere à legislação eleitoral, alguns instrumentos legais vieram a público, mas nenhum deles alterou profundamente o processo eleitoral da época. As principais alterações promovidas na legislação contemplaram o fim do voto censitário e a manutenção do voto direto. Essas modificações, embora importantes, tiveram pouca repercussão prática, já que o voto ainda era restrito — analfabetos e mulheres não votavam — e o processo eleitoral continuava permeado por toda sorte de fraudes. Ane Ferrari Ramos Cajado, Thiago Dornelles e Amanda Camylla Pereira. Eleições no Brasil: uma história de 500 anos. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, 2014, p. 27-8. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). De acordo com as ideias veiculadas no texto I, a instabilidade observada nos anos que se seguiram à Proclamação da República deveu-se ao súbito ganho de poder dos civis, o que, de acordo com o texto, gerou acirradas disputas com os militares, tradicionais detentores do poder. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258317 Questão 376: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Texto II Segundo a Constituição Federal, todo poder emana do povo e por ele será exercido, quer de maneira direta, quer por intermédio de representantes eleitos. Essa afirmação, dentro do espírito do texto constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro dogma estabelecido pelo constituinte originário, mormente quando nos debruçamos sobre o cenário político dos anos anteriores à eleição dos membros que comporiam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber que, após longo período de repressão à manifestação do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer o direito de eleger os seus representantes com o objetivo de participar direta ou indiretamente da formação da vontade política da nação. Dentro desse contexto, impende destacar que os movimentos populares que ocorreram a partir do ano de 1984, que deram margem ao início do processo de elaboração da nova Carta, deixaram transparecer de maneira cristalina aos então governantes que o coração da nação brasileira estava palpitante, quase que exageradamente acelerado, tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercício do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário, foi elaborado o texto constitucional, que, desde então, recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art. 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu direito de participar da formação da vontade política. TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 68 de 76 21/05/2017 18:44 Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de campanha do candidato – avanço da legislação para as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n.o 2, 2014, p. 52-3. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Conforme as ideias do texto II, a Constituição Federal de 1988 é denominada de Constituição Cidadã por conferir ênfase à titularidade do exercício do poder pelo povo, como se pode observar no texto do artigo14 da Carta Magna. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258322 Questão 377: CESPE - AJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Texto II Segundo a Constituição Federal, todo poder emana do povo e por ele será exercido, quer de maneira direta, quer por intermédio de representantes eleitos. Essa afirmação, dentro do espírito do texto constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro dogma estabelecido pelo constituinte originário, mormente quando nos debruçamos sobre o cenário político dos anos anteriores à eleição dos membros que comporiam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber que, após longo período de repressão à manifestação do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer o direito de eleger os seus representantes com o objetivo de participar direta ou indiretamente da formação da vontade política da nação. Dentro desse contexto, impende destacar que os movimentos populares que ocorreram a partir do ano de 1984, que deram margem ao início do processo de elaboração da nova Carta, deixaram transparecer de maneira cristalina aos então governantes que o coração da nação brasileira estava palpitante, quase que exageradamente acelerado, tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercício do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário, foi elaborado o texto constitucional, que, desde então, recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art. 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu direito de participar da formação da vontade política. Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de campanha do candidato – avanço da legislação para as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n.o 2, 2014, p. 52-3. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Conforme as ideias do texto II, foi necessária a promulgação da Carta Magna de 1988 para que o exercício do poder pelo povo virasse realidade. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258323 Questão 378: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º 3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se. Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no município e no distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse possível afixar nelas — como locais públicos que eram — editais informando eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos. Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009, p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue com base nas ideias do texto. A partir da entrada em vigor da Lei Saraiva, a Igreja deixou de interferir nas questões de Estado. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258349 Questão 379: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 69 de 76 21/05/2017 18:44 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º 3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se. Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no município e no distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse possível afixar nelas — como locais públicos que eram — editais informando eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos. Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009, p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue com base nas ideias do texto. De acordo com o texto, cartazescom informações eleitorais poderiam ser afixados em locais públicos. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258350 Questão 380: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º 3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se. Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no município e no distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse possível afixar nelas — como locais públicos que eram — editais informando eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos. Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009, p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue com base nas ideias do texto. As eleições diretas no Brasil tiveram início em 1880. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258351 Questão 381: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º 3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se. Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/3455185/imprimir 70 de 76 21/05/2017 18:44 município e no distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse possível afixar nelas — como locais públicos que eram — editais informando eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos. Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009, p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). Julgue o item que se segue com base nas ideias do texto. A possibilidade de eleição direta para o cargo de regente não foi considerada pela Lei Saraiva. Certo Errado Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/258352 Questão 382: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º 3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se. Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no município e no distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora