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� PAGE \* MERGEFORMAT �24� FAEC - Instituto Atitude de Educação ALINE APARECIDA RODRIGUES POLICENA AUTISMO: SUPERANDO A INDIFERENÇA. FERNANDÓPOLIS - SP 2019 ALINE APARECIDA RODRIGUES POLICENA AUTISMO: SUPERANDO A INDIFERENÇA Monografia apresentada à Faculdade como requisito parcial para obtenção do título de especialista em: Educação Inclusiva. Orientador (a): Eduardo Silva Pedrozo FERNANDÓPOLIS - SP 2019 � Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada à fonte. Catalogação na publicação Serviço de Documentação Universitária � FOLHA DE APROVAÇÃO ALINE APARECIDA RODRIGUES POLICENA AUTISMO: SUPERANDO A INDIFERENÇA. Monografia apresentada à Faculdade como requisito parcial para obtenção do título de especialista em: Educação Inclusiva. Aprovada em: ___/___/2019 Examinadores: ___________________________________________ Prof. Coordenador ___________________________________________ Prof. Orientador ___________________________________________ Prof. Co-Orientador� RESUMO POLICENA, Aline Aparecida Rodrigues. AUTISMO: SUPERENDO A INDIFERENÇA. 2019, 27 f. Monografia – PEDAGOGIA – Fernandópolis/2019. O objetivo desse projeto é propor uma reflexão acerca do autismo, apontando a importância de discutir o tema no universo escolar, pelo fato de que precisa haver uma aceitação da pessoa com autismo dentro da escola, assim será abordado o conceito e a definição do transtorno do espectro autista além de questões que remetem a inclusão e apresentando atividades integradoras que são imprescindíveis ao trabalho com o autista, todavia esse projeto se torna importante pelo fato de propor ações, que despertem o interesse sobre o tema, além de levar o conhecimento e informações sobre o transtorno do espectro do autismo, ao universo da sala de aula. Assim acredita-se, que é cada vez mais importante se discutir sobre a inclusão de pessoas com autismo na escola, pois o número dessa clientela tem aumentado consideravelmente, e faz-se necessário discutir a temática levando informação para que as barreiras do preconceito sejam vencidas. Palavras-chave: Autismo. Inclusão. Preconceito. ABSTRACT POLICENA, Aline Aparecida Rodrigues. AUTISM: SUPERENDO INDIFFERENCE. 2019, 27 f. Monograph-PEDAGOGY - Fernandópolis/2019. The goal of this project is to propose a reflection about autism, pointing the importance of discussing the topic in the universe, that there must be an acceptance of the person with autism within the school, so it will be discussed the concept and the definition of autistic spectrum disorder in addition to issues which refer to inclusion and integrative activities that are essential to work with the autistic, all via this project becomes important by the fact that propose actions that awaken the interest in the theme, besides taking the knowledge and information about the autism spectrum disorder, to the universe of the classroom. So it is believed, which is increasingly important to discuss about the inclusion of people with autism in school, because the number of this clientele has increased considerably, and it is necessary to discuss the subject leading to information that the boundaries of prejudice are won. Keywords: Autism. Inclusion. Prejudice. SUMÁRIO INTRODUÇÃO.................................................................................................08 DESENVOLVIMENTO.....................................................................................09 CONCLUSÃO..................................................................................................24 CRONOGRAMA..............................................................................................25 REFERÊNCIAS...............................................................................................26 INTRODUÇÃO O transtorno do espectro autista nos últimos anos tem levantado importantes questionamentos, em relação não só a conceituação do termo como também o processo de aprendizagem, desses alunos no ambiente escolar, muitas dessas crianças estão inseridas em escolas especiais, outras estão no sistema regular de ensino, e permeia junto aos profissionais que atuam na área indagações que se referem a como esses alunos adquirem conhecimento. Diante disso, com os inúmeros estudos, notou-se que a melhor forma de tratamento para a criança com autismo é o processo educativo, na qual a criança é preconizada atividades para que venham melhorar a conduta do autismo. Diante disso, com os inúmeros estudos, notou-se que a melhor forma de tratamento para a criança com autismo é o processo educativo, na qual a criança é preconizada atividades para que venham melhorar a conduta do autismo. Muitos autores concordam quando mencionam que o tratamento mais eficaz para o autismo, é o trabalho pedagógico, embora atualmente surgiram os medicamentos, e outros tratamentos terapêuticos, que auxiliam na continuidade do tratamento, ainda acredita-se que a Intervenção pedagógica, é um dos tratamentos mais eficazes, para obtenção de bons resultados, e para minimizar os desconfortos gerados pelo transtorno de espectro autista. Por isso, objetivamos com esse trabalho, influenciar ações que visem o conhecimento e informações referentes ao assunto a fim de minimizar o preconceito que existe nas escolas, comprovando que é possível desenvolver atividades inclusivas para o processo de ensino aprendizagem sobre o tema autismo. DESENVOLVIMENTO Ao adentrarmos nos estudos referentes ao autismo, vemos que investigações psiconeurológicas diagnosticam o distúrbio autista como enormes dificuldades em lidar com situações do dia a dia. Assim, o termo autismo tem sua origem grega: "autos" significa "de si mesmo". Entretanto a definição mais aceita do termo é uma alteração cerebral correspondente a uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico, normalmente surge nos primeiros 3 anos de vida da criança e caracteriza-se por causar um grave prejuízo invasivo em diversas áreas do desenvolvimento. Facion (2007, p.27) sugere sobre a conceituação do autismo: O autismo é uma síndrome, portanto um conjunto de sintomas, presentes desde o nascimento e que se manifestam invariavelmente antes dois três anos de idade. Ele é caracterizado por respostas anormais e estímulos auditivos e ou visuais e por problemas graves na compreensão da linguagem oral, a fala custa a aparecer, e quando, isso acontece, podemos observar ecolalia (repetição das palavras), o uso inadequado de pronomes, estrutura gramatical imatura e grande inabilidade para usar termos abstratos. Embora muitas pesquisas sejam feitas sobre o tema, o termo autismo percorreu um longo caminho e apesar dos avanços, ainda existe muito a ser pesquisado. A palavra autismo foi citada em 1911 por Eugene Breuler, que associou os diagnósticos de esquizofrenia com psicose infantil e autismo. Mas foi só em 1943 que, Leonard Kanner e Hans Asperger analisaram 11 crianças fizeram suas primeiras publicações utilizando-se do termo para descrever crianças com dificuldades de estabelecer contato afetivo e, conseqüentemente, falha na comunicação entre estes (FACION, 2007, p. 17) Para poder diferenciar as características existentes entre autismo e as demais síndrome Kanner, juntamente com Asperger em 1944, tornou público as pesquisas feitas com crianças atendidas noDepartamento de Pedagogia Terapêutica (Heipadagogiche Abteilung) da Clínica pediátrica universitária de Viena. Assim com suas observações comprovaram que essas crianças possuíam limitações de relações sociais, porém que as diferenciava era o desenvolvimento cognitivo. (RIVIÈRE, 2004, pp.234-237). Após o surgimento do termo autismo, inúmeras indagações foram feitas para se descobrir a real causa da síndrome, no entanto para se chegar a uma conclusão, foi preciso muitos anos de estudos e muitos mitos foram criados. Porém, se passaram 20 anos para se chegar à conclusão de que autistas apresentam alterações biologias possivelmente relacionado com a origem do transtorno acompanhado de comprometimento cognitivo. Para Marilene Consiglio Campelo (S.A.) : As possíveis causas de origem do autismo são várias e ocorrem de maneira isolada ou combinada, variam de infecções viróticas, distúrbios metabólicos e epilepsia, até predisposição genética. Pode inclusive ocorrer associado a outros distúrbios que afetam o funcionamento do cérebro ou a síndromes genéticas específicas. Atualmente é considerada uma desordem neurológica complexa de etiologia genética, onde vários gens são afetados, em diferentes cromossomos, incidência maior em famílias com já portadores, em gêmeos idênticos a incidência é de 90%. Um dos gens afetados é o gem transportador da serotonina, e os cromossomo afetados são o 7 e 15. Pesquisas comprovam que o cérebro dos autistas é mais pesado do que as crianças típicas, porém quando adultos o cérebro é mais leve, os neurônios são menores, mas em maior quantidade. Ao analisarmos a história do autismo, veremos que este passou ocasiões que foram de suma importância para compreender a sua definição. Assim destacamos que foi a partir de 1943, que surgiram as primeiras idéias sobre o autismo, embora fossem falsas, influenciariam veementemente o pensamento da sociedade sobre as possíveis causas. Uma dessas idéias é que o autismo era um transtorno emocional, produzido pela falta de afeto dos pais em relação à criança, só em 1969 que Leo Kanner confirma que os pais não são os responsáveis pelo autismo dos filhos, e desde então surgiu uma seguinte hipótese a de que o autismo é um distúrbio inato do desenvolvimento. Para confirmar os dados relatados da história do autismo Facion (2007) irá dizer que desde 1943 duas grandes hipóteses fizeram parte do pensamento dos pesquisadores em relação à origem da síndrome autista, dentre as quais o autor destaca: a teoria de natureza etiológica organicista e a teoria ambientalista ou afetiva. O autor ainda acrescenta que a abordagem organicista que “a criança autista tem uma capacidade inata ara desenvolver o contato afetivo, esse caráter inato poderia estar relacionado a déficits em diferentes níveis comportamentais, afetivos e de linguagem os quais estariam relacionados a alguma disfunção de natureza bioquímica genética ou neuropsicológica”, já a abordagem afetiva considera a refrigeração emocional dos pais como a causa do transtorno (FACION, 2007, p.20). Contudo a hipótese que prevalece é a organicista, e alguns pesquisadores definem as causas do autismo como: Uma desordem neurológica complexa de etiologia genética, onde vários gens são afetados, em diferentes cromossomos, incidência maior em famílias com já portadores, em gêmeos idênticos a incidência é de 90%. Um dos gens afetados é o gem transportador da serotonina, e os cromossomo afetados são o 7 e 15. Pesquisas comprovam que o cérebro dos autistas é mais pesado do que as crianças típicas, porém quando adultos o cérebro é mais leve, os neurônios são menores, mas em maior quantidade (CAMPELO, s/a)� Entretanto, cabe dizer que entender o espectro autista, significa ir além do que indicam as hipóteses, já que, os estudos mostram que o autismo é um distúrbio de desenvolvimento complexo, pois se caracteriza por graus variados de gravidade. Por isso diagnosticar o transtorno autista ainda é uma tarefa difícil, já que são observados diferentes graus na comunicação, nas habilidades sociais e nos comportamentos. Tais graus variados de gravidade posicionam o autismo como um Transtorno Global de Desenvolvimento (TGDs), e nesse sentido se tornou um desafio para o diagnostico do autista. Apontamos para o fato de que o diagnóstico é feito em exame clínico, observando-se os sintomas da criança e a anamnese relatada pelos pais. Quando o diagnóstico é feito na adolescência ou na idade adulta, o relatório fiel da família sobre os sintomas presentes na primeira infância é de extrema importância, uma vez que alguns sintomas mudam ou desaparecem com o tempo. (CAMPELO, s/a). Para traçar um diagnóstico preciso do autismo é preciso considerar as suas causas, fato esse que é difícil já que como visto anteriormente ainda não se definiu uma única causa para o transtorno, esse fato é notoriamente descrito por Laznick (2004) quando traça a multifatoriedade do espectro autista e ainda acrescenta: [...] Assim, não nos interessa saber qual é a causa do autismo, mas saber que algo produz o rompimento de certo tipo de relação pulsional (olhar/ser olhado, etc.), um tipo de jogo pulsional que tem como chave certo momento de gozo materno que se traduz por um riso gostoso para o bebê, por exemplo. Pouco me importa quais sejam as causas, o que sei é que se essa pulsionalidade não se estabelecer, vai haver conseqüências. A minha questão é a de restabelecer a pulsionalidade. [...] O que nóssabemos é que é um defeito na estrutura, no sentido metapsicológico e psicanalítico, porque tudo o que é entendido por pulsão é do campo da psicanálise. [...] Em resumo, a estigmatização não leva a trabalho psicanalítico nenhum. Diante das controvérsias apresentadas sobre a etiologia do autismo, outro questionamento ainda foi levantado quanto ao seu diagnostico, sobretudo o que se buscava era um consenso quanto aos tipos de diagnósticos realizados por especialista. Entretanto uma proposta bastante inovadora permitiu com que esse consenso ocorresse, e foram nomeados como critérios descritivos e sobre isso Schawartzman, Assumpção JR., (2003, p.10) esclarece: Os critérios descritivos permitiram que o diagnóstico autista, fosse beneficiado em relação a padronização dos mesmos, ou seja haveria uma unificação dos diagnósticos e seria utilizado em varias partes do mundo. Em contrapartida vemos ainda expresso no discurso de Schawartzman, Assumpção JR (2003), que tais diagnósticos tornaram-se muito abrangentes e pouco específicos, possibilitando que outras patologias recebessem o mesmo diagnostico aumentando posteriormente os casos de autismo no mundo. Assim com tais levantamentos feitos para diagnosticar o autismo eis que surge uma difícil tarefa para os estudiosos na área, a de diferenciar o espectro autista da síndrome de Asperger. Assim Facion (2007) irá admitir que: Ainda que o transtorno autista seja considerado uma desordem que pode envolver comprometimento de caráter neurológico, não há ainda um único tipo de exame ou procedimento médico que confirme isoladamente o seu diagnóstico. (p.35). Segundo o autor para chegar à conclusão do autismo precisa ser realizado uma serie de exames dentre os quais a audiometria e a timpanometria, para testar a capacidade auditiva, e exames que indicam a presença de tumores, convulsões ou anormalidades cerebrais. Conforme Facion (2007, p.29-30), o Diagnostic and Statistical Manual of Menthal Disorders propõe alguns critérios para o diagnóstico do espectro autista que são: Apresentação de sintomas que se enquadrem em pelo menos seis (ou mais) itens que avaliam comprometimentos qualitativos nas áreas de interação social, comunicação, padrões de comportamento, interesses ou atividades esteriotipadas; Identificação de um atraso ou funcionamento anormal nas area de interação social e jogos simbólicos antes dos três anos de idade; c) Diferenciação do transtorno autista dos outros, como, por exemplo, o rett, Asperger ou desintegrativo da infância, ainda queele possa ocorrer isoladamente ou vir associado a outros distúrbios que afetam o funcionamento cerebral, tais como a Síndrome de Down, a esclerose tuberosa, fenilcetonúria, ou a eplepsia. Embora ainda não haja cura para o autismo, a intervenção quando feita precocemente e o tratamento adequado pode ajudar os portadores de autismo. Embora não tenha sido inventado, remédios para esse tratamento existem alguns medicamentos que amenizam o comportamento agressivo e a desatenção. Outro fator de suma importância para o autista é as intervenções educativas que fazem grandes diferenças para a melhora do comportamento dessas crianças. Desse modo é desde 1960 após a descoberta do transtorno, o tratamento passa a ser baseado na educação, em que são preconizadas atividades para melhorar a conduta dos autistas, assim surgem às escolas especiais para os autistas fundadas por pais e familiares. A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva ao falar sobre o tratamento do autismo aborda a seguinte questão: Até os anos de 1960 essas crianças eram treinadas para aprender alguns comportamentos: tomar banho, ir ao banheiro sozinhas... Aí com a explosão da psicanálise, tudo o que era treinamento foi descartado, estigmatizado como pavloviano, adestramento. O importante para a psicanálise era descobrir o que motivava certas atitudes para que a criança mudasse de dentro para fora. Mas tudo o que o autista precisa é de treinamento, por que, sabe-se hoje, o cérebro tem plasticidade: em se malhando, ele se desenvolve. Quando ensinamos uma criança autista a se cuidar, damos a ela a oportunidade de levar uma vida mais digna. O tratamento psicoterápico, com técnicas de modificação de comportamento, tem bons resultados. (SILVA, 2012, s/p) Uma das maiores dificuldades para o problema no tratamento do autismo diz respeito ao encaminhamento tardio do paciente, o que acentua ainda mais os sintomas, contudo se o tratamento é feito antes dos três anos de idade a chance de essa criança se relacionar com o mundo e com os outros é melhor. Para Laznik (2004, p. 30), melhores resultados clínicos são alcançados quando o tratamento é iniciado antes dos três anos, idade na qual se pode fazer um diagnóstico definitivo. Há um consenso entre os profissionais que tratam da criança autista em considerar que quanto mais precoce iniciamos o atendimento da criança, melhor a evolução do caso. Muitos autores concordam quando mencionam o tratamento mais eficaz para o autismo, como sendo ao trabalho pedagógico, mas Facion (2007) comenta sobre a eficácia de certos medicamentos, e que estes, podem melhorar a convivência familiar, a hiperatividade, os comportamentos auto-agressivos, as obsessões. O autor ainda afirma: Não existem medicamentos específicos para o tratamento do transtorno autista. O objetivo é controlar os comportamentos exacerbados, quando estes não são acentuados por outros procedimentos alternativos. Devemos lembrar que as crianças com autismo é ter como meta principal minimizar sua dependência, garantindo, assim, sua autonomia, e isso ela não consegue sozinha (FACION, 2007, p.54) Embora se tenha bons resultados com os medicamentos, o tratamento tido com mais eficaz é sem dúvidas a intervenção pedagógica como relatado anteriormente, é imprescindível a atuação do profissional da educação, pois é através dele que esse trabalho será efetivado, assim concordamos que a prática do professor deve se embasar na busca para uma melhor capacidade adaptativa dos alunos autista, esta prática poderá estar norteada pelos princípios de compensar a criança da privação cognitiva que elas apresentam a fim de fazê-las perceber o mundo, tendo um bom aproveitamento escolar. Cabe afirmar que o aluno autista precisa de um ambiente adequado, para o processo de aprendizagem, espaço esse que não deve ter muita informação visual, pois o campo perceptivo do autista é muito amplo e ele se distrai com facilidade, por isso deve se oferecer um meio de aprendizagem sem distrações para os alunos. A organização da rotina em sala de aula é também de suma relevância para o trabalho com o aluno autista e deve ser previamente estabelecida, assim como as modificações, devem ser avisadas com antecedência. Assim é importante recorrer a um ensino estruturado, incluindo a utilização de uma rotina de trabalho individualizada procurando compensar os déficits cognitivos, sensórias, sociais, comunicativos e comportamentais. Uma característica bastante peculiar do autista é uma memória seqüencial pobre, não conseguindo manter a sequencia de eventos, mesmo que cotidianos ou não ter certeza quando algo diferente irá acontecer. Geralmente ele se sente mais confortável permanecendo em atividades como de costume resistindo assim a aprender as novas e os mantendo na mesmice. Essas características do autista na educação especial também ocorrem, a repetição das atividades é o princípio fundamental para o andamento da metodologia pedagógica e isso se faz em um meio em que a criança possa reter a sua atenção. Uma questão também relevante a ser apontada é a fixação do autista pelas coisas ao seu meio, e a forma de controlar essa postura é indicada pelo controle de distração do autista, como exemplo o posicionamento da mesa de frente para a parede, ou seja, retirar os estímulos visuais que comprometem a atenção do aluno. O aluno autista tem muita dificuldade em obedecer a ordens simples, isso deixa - o irritado, essa explicação está no fato de que o autista tem uma dificuldade de linguagem receptiva, ou seja, o aluno muitas vezes não entende a mensagem do professor causando assim uma reação de agressividade ou falta de iniciativa. Assim pautados nessas informações, consideramos imprescindível a postura do profissional de educação, que é o agente de promoção do aprendizado do aluno autista, e mais que isso o educador passa a ter uma função essencial, a de subsidiar o tratamento dessas pessoas. Cabe enfim afirmar que o autismo ainda é uma incógnita para muitos pesquisadores, mas lentamente vem se fortalecendo e cada vez mais são oportunizadas novas formas de lhe dar com essa patologia. Diante das proposições apresentadas a respeito do autismo faz-se pertinente afirmar que o autismo, é um grande desafio para pesquisadores da área até porque apresenta lacunas a ser preenchidas quanto a sua real causa. Entretanto os conhecimentos teóricos e práticos sobre o tema permite que se tenha um a olhar diferenciado, sobretudo cuidadoso em relação as características marcantes nos autistas, embora existam poucos recursos clínicos podemos contar com recursos educacionais que tem demonstrados resultados significativos para a vida dessas pessoas. O universo do autista tem sido cada vez mais alvo de discussões, todavia porque é de interesse das famílias em oferecer qualidade de vida tanto no aspecto social quanto para a sua educação. Embora ainda haja muitos preconceitos na aceitação do autista, as barreiras têm sido vencidas lentamente, já que na atualidade os questionamentos giram em torno da inclusão do aluno autista na escola regular. Todavia entende-se que a educação é uma das ferramentas mais importantes para o tratamento de alunos com autismo por isso a importância de se considerar algumas atividades práticas que além de subsidiar o trabalho do professor, vem favorecer a aprendizagem do aluno autista. A criança com autismo apresenta necessidades educativas especiais que devem ser consideradas e avaliadas para um melhor atendimento a criança. Para a criança com autismo deve ser desenvolvido um programa que atenda as suas necessidades e a faça participar do processo de ensino e aprendizagem. Cada criança possui possibilidades de aprendizagens que são singulares a ela e devem ser valorizadas e exploradas pela escola e pelas tecnicas que serao desenvolvidas para a sua aprendizagem. Tudo aquilo que as outras crianças aprendem espontaneamente tem de lhes ser ensinado e explicado utilizando procedimentos de intervenção que reconheçam e procuremcompensar essas dificuldades muito específicas. Assim, e de acordo com cada criança, deve ser elaborado um programa interventivo baseado numa estrutura externa que lhes proporcione pistas orientadoras do processo de aprendizagem. Esta deverá funcionar como uma estratégia que compense a sua dificuldade para aprender de forma espontânea e auto-orientada. (Monte; Santos 2004, p.95). Os procedimentos que serão utilizados na aprendizagem da criança autista devem ser específicos para a sua aprendizagem, devem atender as suas necessidades, pois cada criança é de um jeito e apresenta especificidades de aprendizagem diferenciadas que demandem técnicas e intervenções diferenciadas. Monte; Santos (2004, p.16) consideram que as possibilidades de desenvolvimento de cada criança são diferentes, e é importante que todos os recursos disponíveis sejam utilizados para facilitar a aprendizagem da criança. O método de aprendizagem que é utilizado pela criança autista não é o caminho da exploração, pois ela possui dificuldades na socialização, e devem ser empregadas técnicas para que ela se tore independente em suas aprendizagens. A independência da criança autista em seus processos de aprendizagem é conquistada através de sistemas de comunicação e estruturação, pois as atividades em que a criança com autismo fica livre tendem a cooperar ainda mais para o seu isolamento, e o ensino organizado e estruturado pode auxiliar a criança no desenvolvimento da sua autonomia em atividades do seu cotidiano. Em relação à aprendizagem da criança autista, Fonseca; Missel (2014, p.96) afirmam que cabe aos professores a organização da sala de aula para que a criança autista possa ter condições de desenvolver suas habilidades as que se encontram mais comprometidas e ainda aperfeiçoar aquelas que já possuem. As atividades que serao passadas em sala de aula devem ser organizadas corretamente, bem como os metodos e tecnicas de ensino tods organizados e bem elaborados para atender a criança com autismo. O professor em sala de aula deve organizar as atividades e o ambiente da sala para que o aluno autista possa encontrar segurança e confiança nas suas aprendizagens. Existem estrategias de organização da sala de aula que contribui para o aprendizado de alunos com autismo, conforme considera Fonse; Missel (2014, p.95), são as seguintes: programação de atividades e tecnicas de ensino, e organização fisica, pois uma aula pois uma aula organizada não trara beneficios aos alunos, a menos que as necessidades de aprendizagens e as suas habilidades forem consideradas no planejamento do professor. Processo de Desenvolvimento do Projeto de Ensino 3.1 Tema e linha de pesquisa Tema: Autismo: superando o preconceito, visa refletir sobre o autismo e dialogar sobre a importância de lutar contra o preconceito de pessoas autistas. 3.2 Justificativa Essa pesquisa se justifica por entender a importância de propor puma conscientização sobre o autismo no contexto escolar, dialogando sobre as questões que levam ao conhecimento de todos sobre o que é o autismo e como intervir diante de pessoas que apresentam a síndrome, cabendo ressaltar que o transtorno de espectro do autismo deve ser amplamente discutido para que se desfaça o preconceito em relação a essas pessoas. 3.3 Problematização Um das principais problemáticas em relação ao tema inclusão é a falta de conhecimento, sobre o transtorno do espectro do autismo, havendo a necessidade de conscientização de todo o sistema escolar sobre o tema. 3.4 Objetivos -Pesquisar na literatura disponível e apresentar dados essenciais para a compreensão sobre o autismo; -Refletir sobre o processo de inclusão na sala de aula; -Oferecer mecanismos para a conscientização sobre o autismo; 3.5 Conteúdos Cidadania; Diversidade; Socialização; Percepção de si e dos outros; Leitura; Jogos e brincadeira; 3.6 Processos de desenvolvimento Realizar pesquisa sobre o tema autismo na internet, posteriormente debater sobre o tema, apresentando o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto. Apresentação da Dinâmica: FIGURA HUMANA ( Cada aluno é convidado a realizar o desenho da figura humana (inteira) em folha de sulfite e a fixá-la com fita crepe na lousa; ( São realizados alguns questionamentos: “São iguais ou diferentes?”, “Por quê?”, “E nós, somos iguais ou diferentes?”, “Em que somos iguais?”, “Em que somos diferentes?”; ( Busca-se enfocar neste primeiro dia a importância em aceitar as diferenças nos grupos que participamos em nosso cotidiano. Assistir ao vídeo da Turma da Mônica: Autismo/ conscientização, discutindo sobre o tema e enfatizando as diferenças individuais. Abertura para comentários a cada imagem apresentada, os alunos irão responder aos questionamentos: Qual a diferença em foco?”, “Quantas vezes usamos estas diferenças para excluir as pessoas?”, “Quais deficiências vocês conhecem?”, “Quais recursos podem facilitar o dia a dia da pessoa com deficiência?”, “Como vocês podem auxiliar o colega com necessidades especiais em sua sala de aula? Realização da Atividade: QUEM SOU EU Cada aluno desenha a si mesmo a partir do carimbo de seu polegar; Escreva sua identificação (nome, idade, data de nascimento, filiação e endereço); Escreva ou desenha 3 coisas que gosta e 3 que não gosta; Escreva ou desenha o que deseja ser quando crescer; Socialização/ apresentar aos colegas as suas características individuais Roda de conversa sobre a atividade, a professora irá dirigir os questionamentos. Assistir ao filme: Farol das orcas, que trata sobre o autismo, posteriormente discutir sobre o filme; Realização de uma entrevista com a família de um autista, Apresentação dos resultados e pesquisas feita com as famílias; Para finalizar, proporcionar o dia da família, convidar os pais e familiares de autistas para relatar suas experiências diárias com os filhos com autismo. Disponível em:http://cape.edunet.sp.gov.br/cape_arquivos/BoasPraticas/SOMOSIGUAISDIFERENTES.pdf Acesso em: 23/09/2018. 3.7 Tempo para a realização do projeto Agosto Pesquisa sobre o tema autismo; (vídeos, artigos, revistas eletrônicas) Debate sobre o tema; Apresentação da Dinâmica: FIGURA HUMANA Setembro Vídeo turma da Mônica: autismo conscientização, enfocando algumas diferenças, tais como: altura, peso, cor, raça, sexo e deficiências; Abertura para comentários a cada imagem apresentada; Outubro Atividade: QUEM SOU EU Cada aluno desenha a si mesmo a partir do carimbo de seu polegar; Escreva sua identificação (nome, idade, data de nascimento, filiação e endereço); Escreva ou desenha 3 coisas que gosta e 3 que não gosta; Escreva ou desenha o que deseja ser quando crescer; Socialização/ apresentar aos colegas as suas características individuais Roda de conversa sobre a atividade; Novembro Assistir ao filme: Farol das orcas, que trata sobre o autismo. Discussão sobre o filme; Dezembro Realizar entrevista com a família de um autista Apresentação dos resultados e pesquisas feita com as famílias; Proporcionar o dia da família/ convidar os pais e familiares de famílias autistas para relatar suas experiências diárias com os filhos com autismo. 3.8 Recursos humanos e materiais Professor regente; Televisão; Dvd; Computador; Internet; Vídeo: Autismo/ conscientização Folha A4; Lápis de cor; Filme: Farol das orcas 3.9 Avaliação A avaliação ocorrerá em um processo continuo, buscando avaliar o interesse e participação dos alunos nas atividades propostas. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Vale ressaltar, a respeito do autismo, que muitas indagações ainda são levantadas a respeito do tema, mas é pertinente essa discussão pois tem havia um crescente números de alunos com esse transtorno nas escolas e por isso a importância de se discutir e levar informaçõesaos alunos e as famílias sobre essa problemática. Assim, a partir desse trabalho pode-se refletir sobre a temática de forma que pudesse ser propostas atividades de informação e conscientização sobre o que é o autismo e como agir diante de crianças autistas. O papel da escola, como transmissora de conhecimento é oportunizar experiências necessárias para que os alunos possam obter informações sobre o tema, possibilitando o respeito às diferenças existentes na escola. Sabendo que o tema autismo é alvo de importantes discussões vale levar até o espaço das salas de aulas esses questionamentos para que os alunos possam adquirir aprendizagens significativas e oportunizando a sua formação enquanto cidadão. Para finalizar acreditamos que esse trabalho é extremante importante para esclarecer e oportunizar a busca por novos estudos, já que o tema autismo vem crescendo cada vez mais seja no aspecto clinico como no aspecto educacional. 4 CRONOGRAMA Atividades JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO Elaboração do projeto x x X Entrega do projeto x Pesquisa bibliográfica x x Coleta dos dados x x x Apresentação e discussão dos dados X x x x Conclusão x x Entrega da monografia x REFERÊNCIAS CAMPELO, Marilene Consiglio. Transtornos invasivos de desenvolvimento. Disponível em: http//: www. Indianapolis.com.br Acesso em: 23 mar de 2019. CUNHA, Izabela Assaiante Moreira da, ZINO, Nataly Melo Alcantara, MARTIN Rosana Cristina de Oliveira A INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM ESPECTRO AUTISTA: A PERCEPÇÃO DO PROFESSOR. Lins – SP 2015 FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do comportamento. 3. Ed. Curitiba: Ibpex, 2007. FERNANDES, Claudia Mascarenhas. A história do autismo. s/a. Disponível em:http://vivainfancia.org.br/A%20hist%C3%B3ria%20do%20autismo.pdf Acesso em 18/03/2019 GAUDERER, E. Christian. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento: guia prático para pais e profissionais. Rio de Janeiro: Revinter; 1997. pg 3. GIARDINETTO, Andréa R. dos S. B. Comparando a interação social de crianças autistas: as contribuições do programa teacch e do currículo funcional natural. 2005. 135 f. Dissertação (Mestrado em Educação Especial) - Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2005. GONÇALVES, Mariana. Compreendendo o autismo a partir de diferentes olhares. Faculdade Cenesista de Capivari: Capivari, 2010. GRANDIN, Temple; SCARIANO, Margaret M. Uma menina estranha: autobiografia de uma autista. São Paulo: Cia. das Letras, 1999. LAZNIK, Marie-Christine. A voz da sereia: O autismo e os impasses na constituiçãodo sujeito. Salvador: Ágalma, 2004. LIRA, Solange M. de. 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Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Autismo Acesso em: 23 mar de 2019 NOME DO ALUNO: Policena, Aline Aparecida Rodrigues. AUTISMO: SUPERANDO A INDIFERENÇA. / ALINE APARECIDA RODRIGUES POLICENA – FERNANDÓPOLIS - 2019 79 p.; 30 cm Monografia – Disciplina de Metodologia do Trabalho Científico Orientador: Eduardo Silva Pedrozo 1. Escola 2. Criança. 3. Igualdade.