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EDUCACIONAL S2 S1 DS 0 t1 t2 S O (t) P FísicaFísicaFísicaFísicaFísica FISINT0103 1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS A Cinemática é a parte da Mecânica que estuda os movimentos, sem se importar com suas causas. Ponto material é um corpo cujas dimensões podem ser desprezadas. Quando um ponto material está em movimento, costuma ser chamado de móvel. A linha geométrica que se obtém ligando os pontos por onde o móvel passa denomina- se trajetória, que pode ser retilínea, curvilínea ou mesmo reduzir-se a um único ponto (se não houver movimento). Para se dizer se uma partícula está em movimento ou em repouso é indispensável adotar um referencial. Os conceitos de movimento e repouso são relativos, pois dependem sempre do referencial escolhido. Em condições normais, os prédios estão parados (em repouso) em relação à Terra, porém estão em movimento em relação ao Sol ou em relação à Lua. Após um referencial ter sido escolhido, para se dizer se uma partícula está em movimento ou em repouso, basta verificar se a posição dessa partícula em relação ao referencial permanece a mesma (repouso) ou se modifica (movimento) no decorrer do tempo. VELOCIDADE ESCALAR MÉDIA (VM) Quando se estuda o movimento sobre a trajetória, o referencial pode ser um ponto da mesma, chamado origem dos espaços O. Orientando-se a trajetória, o valor algébrico (positivo ou negativo) da distância entre a posição P da partícula e a origem O corresponde ao espaço ou abscissa S da partícula num dado instante de tempo t. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade utilizada para espaço é o metro (m) e para o tempo é o segundo (s). Essas unidades, juntamente com a unidade de massa chamada quilograma (kg), constituem as unidades fundamentais de toda a Mecânica no SI. Variação de espaço DDDDDS ou deslocamento escalar é a diferença entre a posição ou espaço final S2 no instante t2 e o espaço inicial S1 no instante t1. DDDDDS = S2 – S1 Intervalo de tempo DDDDDt é a diferença entre o instante de tempo final t2 e o instante de tempo inicial t1. DDDDDt = t2 – t1 Distância percorrida d é a medida de quanto realmente anda um corpo, não importanto o sentido do movimento. d = | D| D| D| D| DS1 | + |D|D|D|D|DS2| + ... Velocidade escalar média (ou velocidade média) é a razão ou quociente entre a variação de espaço DS e o correspondente intervalo de tempo Dt: V S tM = ∆ ∆ V S S t tM = − − 2 1 2 1 Se a variação de espaço for medida para um intervalo de tempo muito pequeno (tendendo ao valor zero), o quociente será denominado velocidade instantânea. É o caso da velocidade fornecida pelos velocímetros dos veículos em geral. Decorre da definição que a velocidade é medida em m/s, embora também possa ser medida em km/h ou cm/s no S.I.. 1 km = 1000 m 1 h = 60 min = 3600 s 1 10003600 1 3 6 km h m s = = , m/s Þ 1 m/s = 3,6 km/h CinemáticaCinemáticaCinemáticaCinemáticaCinemática EDUCACIONAL 2 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 O intervalo de tempo é uma grandeza sempre positiva (Dt > 0), pois o tempo jamais volta. Já as variações de espaço podem ser positivas (DS > 0), negativas (DS < 0) ou nulas (DS = 0), dependendo da posição final da partícula comparada com a posição inicial da mesma. Se o movimento ocorre no mesmo sentido da orientação da trajetória (movimento progressivo), S2 é sempre maior que S1 e a variação de espaço (assim como a velocidade média) é positiva (DDDDDS > 0 Þ Þ Þ Þ Þ VM > 0). Se o movimento ocorre em sentido oposto ao da orientação da trajetória (movimento retrógrado), S2 é sempre menor que S1 e a variação de espaço (assim como a velocidade média) é negativa (DDDDDS < 0 Þ Þ Þ Þ Þ VM < 0). Após uma sucessão de movimentos, se a posição final coincidir com a posição inicial, tudo terá se passado como se a partícula não tivesse saído do lugar, isto é, a variação de espaço (assim como a velocidade média) será nula (DDDDDS = 0 Þ Þ Þ Þ Þ VM = 0). ACELERAÇÃO ESCALAR MÉDIA (aaaaaM) Suponha uma partícula em movimento, de modo que no instante t1 ela possua velocidade escalar V1 e no instante posterior t2 ela possua velocidade escalar V2. No intervalo de tempo Dt = t2 – t1 houve uma correspondente variação da velocidade escalar dada por DV = V2 – V1. Aceleração escalar média (ou simplesmente aceleração média) é a razão ou quociente entre a variação de velocidade DV e o correspondente intervalo de tempo Dt. α αM M V t V V t t = = − − ∆ ∆ ou 2 1 2 1 Se a variação de velocidade for medida num intervalo de tempo muito pequeno (tendendo a zero), o quociente será denominado aceleração instantânea a a a a a . Decorre da definição que a aceleração é medida em m/s por s, ou seja, m/s2, embora também possa ser medida em km/h2, cm/s2, pol/min2 no SI . As variações de velocidade D D D D DV e conseqüentemente as acelerações a a a a a podem ser positivas (se V2 > V1), negativas (se V2 < V1) ou nulas (se V2 = V1). CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS Dependendo de como a velocidade se comporta, os movimentos podem ser classificados como acelerados ou retardados. Considere um veículo em movimento ao longo de uma estrada. Se o velocímetro indicar sempre o mesmo valor da velocidade, o movimento é dito uniforme e não apresenta aceleração escalar. Se o velocímetro indicar valores diferentes a cada instante, o movimento é considerado variado e, neste caso, a velocidade pode estar aumentando (figura A) ou diminuindo (figura B). O velocímetro de um veículo só consegue marcar o valor absoluto (módulo) da velocidade escalar. Se a velocidade aumenta em valor absoluto o movimento é acelerado (figura A). Se a velocidade diminui em valor absoluto o movimento é retardado (figura B). Algebricamente, pode-se constatar se o movimento é ou não acelerado: quando a velocidade e a aceleração têm o mesmo sinal algébrico, o movimento é acelerado; se os sinais algébricos da velocidade e da aceleração forem opostos, o movimento é retardado. Resumindo: Acelerado: | V | crescente Û Û Û Û Û V e a a a a a têm mesmo sinal Retardado: | V | decrescente ÛÛÛÛÛ V e a a a a a têm sinais opostos Movimento Acelerado Progressivo Movimento Acelerado Retrógrado Movimento Retardado Progressivo Movimento Retardado Retrógrado V<0 a < 0 DS4 DS3 DS2 DS1 + a > 0 V>0 DS1 DS2 DS3 DS4 + a < 0 V>0 + DS1 DS2 DS3 DS4 a > 0 V< 0 + DS4 DS3 DS2 DS1 0 10 20 50 30 70 80 90 100 40 60 Figura A km/h 50 60 100 Figura Bkm/h 70 80 90 0 10 20 30 40 V > 0 + progressivo V < 0 + retrógrado (t1) (t2) V1 V2 EDUCACIONAL 3CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 01. Com base na trajetória de um móvel dada abaixo, determine os deslocamentos escalares a seguir: a) quando o móvel se desloca de A para C b) quando o móvel se desloca de B para E c) quando o móvel se desloca de E para A d) quando o móvel se desloca de C até E e volta ao ponto C e) quando o corpo permanece em repouso sobre o ponto A Resolução: a) DS = SC - SA = 2 - (-3) = 5 m b) DS = SE - SB = 5 - 0 = 5 m c) DS = SA - SE = -3 - 5 = - 8 m d) DS = SC – SC = 2 – 2 = 0 e) DS = SA - SA = -3 - (-3) = 0 02. As anotações feitas por um motorista ao longo de uma viagem são mostradas no esquema: Analisando as informações contidas neste esquema, calcule a velocidade média entre as cidades A e D, em km/h. Resolução: VM = S S t t D A D A – – = 540 200 13 9 340 4 85 − − = = km h/ 03. Em relação ao exercício 02, o motorista passa pela cidade B novamente às 15h. Calcule a velocidade média do móvel e a distância percorridaentre A e B. Resolução: VM = S S t t km hB A B A − − = − − = = ' /380 20015 9 180 6 30 Distância percorrida = dA ® D + dD ® B = 340 + 160 A distância percorrida foi de 500 km. 04. Um ônibus faz o trajeto entre duas cidades em duas etapas. Na primeira, percorre uma distância de 150 km em 90 minutos. Na segunda, percorre 220 km em 150 minutos. Calcule a velocidade média do ônibus durante a viagem. Resolução: DS1 = 150 km; Dt1 = 1,5 h DS2 = 220 km; Dt2 = 2,5 h VM = ∆ ∆ ∆ ∆ S S t t 1 2 1 2 150 220 15 2 5 370 4 + + = + + = , , VM = 92,5 km/h A velocidade média do ônibus na viagem foi 92,5 km/h. 05. Seja a função horária espaço x tempo, que representa o movimento de uma partícula: S = 2t2 + 6t – 3 (SI). a) Calcule a posição da partícula nos instantes: t1 = 0 Þ Resolução: S = 2 . 02 + 6 . 0 – 3 Þ S = – 3 m t2 = 1s Þ Resolução: S = 2 . 12 + 6 . 1 – 3 Þ S = 5 m t3 = 2s Þ Resolução: S = 2 . 22 + 6 . 2 – 3 Þ S = 17m b) Calcule a velocidade média da partícula entre os instantes t1 = 0 e t3 = 2s Resolução: VM = f i f i S SS t t t −∆ =∆ − = 17 – (–3) 2 – 0 = 10 m/s A velocidade média da partícula foi de 10 m/s. 2 m 4 m 5 m B C D EA -3 m A B C D 200 km 9,0 h 380 km 11,0 h 420 km 12,0 h 540 km 13,0 h EDUCACIONAL 4 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 EXERCÍCIOS 06. A velocidade de propagação do som no ar (VS), em determinadas condições, é 1224 km/h, enquanto nas mesmas condições a velocidade da luz (VL) é 3,0 . 105 km/s. Neste caso, podemos afirmar que a relação aproximada de VS e VL é: a) VL = 4,08 . 10-2 VS b) VL = 2,45 . 102 VS c) VL = 8,8 . 104 VS d) VL = 2,45 . 105 VS e) VL = 8,8 . 105 VS 07. O gráfico representa aproximadamente a velocidade de um carro durante uma viagem. A velocidade escalar média desse carro durante as 10 horas de viagem é: a) 21 km/h b) 26,2 km/h c) 5 km/h d) 6,25 km/h e) 15 km/h 08. O desenho abaixo corresponde ao esboço das anotações feitas por um motorista ao longo de uma viagem. Analisando as afirmações contidas neste esboço, podemos concluir que a velocidade escalar média desenvolvida pelo motorista entre as cidades A e D foi, em km/h: a) 90 REPETIDO = EX 2 b) 85 c) 80 d) 70 e) 60 V (km/h) 30 20 0 5 7 10 t (h) A B C D 200 km 9 h 380 km 11 h 420 km 12 h 540 km 13 h 09. Em relação ao exercício anterior, se o motorista passar novamente pela cidade B às 15 h, a sua velocidade escalar média, bem como a distância percorrida entre A e B, serão: a) 83 km/h; 580 km b) 30 km/h; 500 km c) 83 km/h; 500 km d) 20 km/h; 580 km e) 90 km/h; 180 km 10. (UF-RN) Um móvel, em movimento retilíneo, está com aceleração constante de 2 m/s2. Isso significa que: a) o móvel percorre 2 m em cada segundo b) o móvel percorre 22m em cada segundo c) a velocidade do móvel varia 2 m/s em cada segundo d) a velocidade do móvel varia 22 m em cada segundo e) a velocidade do móvel também é constante 11. (PUC-MG) Um objeto movendo-se em linha reta tem, no instante 4,0 s, velocidade 6,0 m/s e, no instante 7,0 s, velocidade 12,0 m/s. Sua aceleração média nesse intervalo de tempo é, em m/s2: a) 1,6 b) 2,0 c) 3,0 d) 4,2 e) 6,0 12. (FUVEST) Partindo do repouso, um avião percorre a pista com aceleração constante e atinge a velocidade de 360 km/h em 25 segundos. Qual o valor da aceleração, em m/s2 ? a) 9,8 b) 7,2 c) 6,0 d) 4,0 e) 2,0 EDUCACIONAL 5CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 V t t0 S0 SV S S0 0 t V > 0 S S0 0 t V < 0 V V > 0 0 t V 0 tV < 0 MOVIMENTO UNIFORME (M. U.) Movimento uniforme é aquele em que a velocidade permanece constante (não-nula) no decorrer do tempo: o móvel apresenta variações de espaço iguais em intervalos de tempos iguais. Como conseqüência, no M.U. a velocidade média coincide com a velocidade em cada instante. M.U. ÛÛÛÛÛ VM = V = constante (¹(¹(¹(¹(¹ 0) FUNÇÃO HORÁRIA DOS ESPAÇOS Função horária é aquela em que uma das variáveis é o tempo (t). Em Cinemática é comum trabalhar-se com a função horária dos espaços S = f(t), a função horária das velocidades V = f(t) e a função horária das acelerações a = f(t), que relacionam com o tempo respectivamente o espaço S, a velocidade V e a aceleração a. Quando um movimento é uniforme, sua função horária dos espaços é de 1o grau (função linear). Considere que o móvel da figura abaixo realiza um movimento uniforme sobre a trajetória desenhada. Nos instantes t0 e t ele ocupa respectivamente os espaços S0 e S. A função horária dos espaços no Movimento Uniforme é: S = S0 + V . t As unidades utilizadas devem ser sempre especificadas. Muitas vezes, indica-se apenas o sistema de unidades. Por exemplo, se a função horária do movimento de um móvel é dada pela expressão: S = 10 + 5 . t (S.I.) isto significa que os espaços estão sendo medidos em metros e os instantes de tempo em segundos. Neste caso, o espaço inicial vale S0 = 10 m e a velocidade vale V = 5 m/s e é possível dizer, a cada instante de tempo t, onde se localiza o móvel na trajetória S, ou vice-versa. A partir da função horária, é possível obter uma tabela ou um diagrama (gráfico) do espaço em função do tempo que represente o movimento, como será visto adiante. DIAGRAMAS HORÁRIOS DO MOVIMENTO UNIFORME DIAGRAMA HORÁRIO DOS ESPAÇOS Como a função horária dos espaços é do 1o grau em t, o gráfico correspondente será uma reta oblíqua, que poderá ser crescente ou decrescente, dependendo do movimento ser progressivo (V > 0) ou retrógrado (V < 0). DIAGRAMA HORÁRIO DAS VELOCIDADES Sendo a velocidade constante e não-nula, seu gráfico será uma reta paralela ao eixo dos tempos. Ficará acima do eixo t se o movimento for progressivo (V > 0). Ficará abaixo do eixo t se o movimento for retrógrado (V < 0). DIAGRAMA HORÁRIO DAS ACELERAÇÕES Como no movimento uniforme a velocidade não varia, então a aceleração será constantemente nula e seu gráfico será uma reta coincidente com o eixo dos tempos. a 0 a = 0 t EDUCACIONAL 6 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 S S0 t0 t t – t0 S – S0 q S t PROPRIEDADES DOS DIAGRAMAS DIAGRAMA HORÁRIO DOS ESPAÇOS No diagrama horário dos espaços, a velocidade escalar é numericamente igual à tangente do ângulo formado entre o gráfico e o eixo t. tg S t V N θ = =∆∆ DIAGRAMA HORÁRIO DAS VELOCIDADES O diagrama horário das velocidades apresenta duas propriedades importantes: ¬¬¬¬¬ a aceleração escalar é numericamente igual à tangente do ângulo formado entre o gráfico e o eixo t a área compreendida entre o gráfico e o eixo t representa numericamente a variação de espaço entre os instantes de tempo considerados. A t1 t2 t V tg V t N θ α= =∆∆ A S N = ∆ DIAGRAMA HORÁRIO DAS ACELERAÇÕES No diagrama horário das acelerações, a área compreendida entre o gráfico e o eixo t representa numericamente a variação de velocidade entre os instantes de tempo considerados. A V N = ∆ A a t1 t2 t V V0 q t0 t t – t0 t V – V0 V EXERCÍCIO RESOLVIDO 13. Um móvel percorre uma trajetória retilínea, obedecendo à seguinte função horária: S = –3 + 3t (SI). Determine: a) a posição do móvel no instante t = 0 b) a velocidade do móvel c) o espaço do móvel no instante t = 5s d) o instante em que o móvel passa pela origem da trajetória e) o instante em que o móvel passa pela posição 24m Resolução: a) S = -3 + 3 . 0 = -3m \ S0 = - - - - -3m b) V = 3m/s c) S = -3 + 3 .5 = -3 + 15 \ S5 = 12 m d) Na origem S = 0 0 = -3 + 3t Þ 3t = 3 Þ t = 1s e) S = 24 m temos: 24 = –3 + 3t Þ 7 = 3t Þ t = 9s EXERCÍCIOS 14. Uma partícula em movimento retilíneo tem suas posições variando com o tempo, de acordo com o gráfico abaixo. No instante t = 1,0 minuto, sua posição x será: a) 5,0 m b) 1,2 . 101 m c) 2,0 . 101 m d) 3,0 . 102 m e) 1,2 . 103 m 15. Um móvel A, de pequenas dimensões, descreve um movimento retilíneo uniforme quando um outro B, de 150 m de comprimento, deslocando-se paralelamente a A, passa por ele no mesmo sentido, com velocidade também constante de 108 km/h. O tempo de ultrapassagem de B por A foi de 7,5 s. A velocidade do móvel A (em m/s) é: a) 50 b) 40 c) 30 d) 20 e) 10 16. (UF-PI) Dois móveis A e B obedecem às funções horárias SA= 90 – 2 t e SB = 4 t, com unidades no SI. Podemos afirmar que o encontro dos móveis se dá no instante: a) 0 s b) 15 s c) 30 s d) 45 s e) 90 s 17. (ESPM) Dois carros A e B, de dimensões desprezíveis, movem-se em movimento uniforme e no mesmo sentido. No instante t = 0, os carros encontram-se nas posições indicadas na figura. Determine depois de quanto tempo A alcança B. a) 200 s b) 100 s c) 50 s d) 28,6 s e) 14,3 s x (m) 10 0 0,5 t (s) A B 20m/s 1 000 m 15m/s t EDUCACIONAL 7CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 t + V0 t0 V V 0 a > 0 ac ele rad o re tar da do t V0 acelerado retardado VV0 0 a < 0 t V < 0 M S 0 V = 0 t1 t V > 0 a > 0 retrógrado retardado progressivo acelerado a < 0 tt10 S M V > 0 V < 0 V = 0 retrógrado aceleradoprogressivo retardado MOVIMENTO UNIFORMEMENTE VARIADO (M.U.V.) Movimento uniformemente variado é aquele em que a aceleração permanece constante (não nula), isto é, o móvel apresenta variações de velocidade iguais em intervalos de tempo iguais. Como conseqüência, no M.U.V. a aceleração média coincide com a aceleração em cada instante. M.U.V. ÛÛÛÛÛ a a a a aM = aaaaa = constante ¹¹¹¹¹ 0 FUNÇÃO HORÁRIA DAS VELOCIDADES Quando um movimento é uniformemente variado, sua função horária das velocidades é do 1o grau em t (função linear). Considere o móvel da figura abaixo, realizando um M.U.V. sobre a trajetória desenhada. Nos instantes t0 e t ele apresenta respectivamente as velocidades V0 e V. Portanto, a função horária da velocidade é: V = V0 + aaaaa . t DIAGRAMA HORÁRIO DAS VELOCIDADES Como a função horária das velocidades é do 1o grau em t, o gráfico correspondente será uma reta oblíqua, que poderá ser crescente ou decrescente, dependendo da aceleração ser respectivamente positiva (a > 0) ou negativa (a < 0). O movimento poderá ser classificado como: progressivo (V > 0) ou retrógrado (V < 0). Observando simultaneamente os sinais da velocidade e da aceleração, o gráfico permite classificar o movimento como acelerado (V . a a a a a > 0) ou retardado (V . a a a a a < 0). No M.U.V. a velocidade média entre dois instantes é igual à média aritmética dos valores algébricos das velocidades nesses mesmos instantes. VM = +V V0 2 FUNÇÃO HORÁRIA DOS ESPAÇOS Quando um movimento é uniformemente variado, sua função horária dos espaços é do 2o grau em t (função quadrática). Para: t0 = 0 Þ S S V t 2 t0 0 2 = + + α DIAGRAMA HORÁRIO DOS ESPAÇOS Como a função horária dos espaços é do 2o grau em t, o gráfico correspondente será um arco de parábola, podendo apresentar concavidade voltada para cima ou para baixo, dependendo da aceleração ser respectivamente positiva (a > 0) ou negativa (a < 0). No instante t1 correspondente ao vértice do arco de parábola a velocidade é nula, pois o movimento muda de sentido, passando de progressivo para retrógrado, ou vice-versa. DIAGRAMA HORÁRIO DAS ACELERAÇÕES Sendo a aceleração constante e não-nula, seu gráfico será uma reta paralela ao eixo dos tempos. Ficará acima do eixo t se a aceleração for positiva (a > 0). Ficará abaixo do eixo t se a aceleração for negativa (a < 0). a a > 0 t 0 a t 0 a < 0 EDUCACIONAL 8 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 EQUAÇÃO DE TORRICELLI É possível relacionar o espaço e a velocidade no M.U.V. através de uma equação não-horária, isto é, independente da variável tempo. Tal equação é denominada equação de Torricelli, mostrada a seguir: V2 = V0 2 + 2aaaaa DDDDDS EXERCÍCIO RESOLVIDO 18. Utilizando os dados da tabela abaixo, determine: a) a aceleração do móvel no intervalo de tempo dado; b) o gráfico V x t; c) o instante em que a velocidade se anula; d) se o movimento é progressivo ou retrógrado e acelerado ou retardado. Resolução: a) a = 6 ( 2) 4 0 − − − = 2m/s2 b) c) Observando a tabela ou o gráfico, verificamos que a velocidade se anula para t = 1s. d) O movimento inicialmente é retrógrado (V < 0) e retardado, pois | V | diminui até t = 1s; após este instante, passa a ser progressivo (V > 0) e acelerado, pois | V | aumenta. EXERCÍCIOS 19. (PUC) As pessoas que viajam pela Rodovia dos Bandeirantes, no trecho São Paulo — Campinas, passam por dois pedágios. O primeiro localiza-se no km 39 e o segundo, no km 78. Quando passou pelo primeiro pedágio, uma pessoa recebeu um comprovante indicando o horário 10h30min e, quando passou no segundo pedágio, um comprovante indicando 11h. Determine: a) a velocidade média do veículo entre os dois pedágios b) a velocidade máxima do veículo entre os dois pedágios, sabendo que a velocidade do veículo variou com o tempo, de acordo com o gráfico V x t abaixo. 20. (MACK) O recordista mundial dos 100m rasos cumpriu o percurso num intervalo de tempo próximo a 10s. Admitindo que o movimento do corredor seja uniformemente acelerado a partir do repouso, durante toda a corrida, sua velocidade no instante da chegada é próxima de: a) 72 km/h b) 54 km/h c) 36 km/h d) 18 km/h e) 10 km/h 21. (MACK) Admitindo que um certo corredor, na disputa dos 200m rasos, cumpra o percurso em aproximadamente 20s e que sua velocidade varie com o tempo segundo o gráfico abaixo, sua velocidade no instante da chegada será aproximadamente: a) 15 km/h b) 20 km/h c) 36 km/h d) 54 km/h e) 72 km/h 22. (UEL-PR) Uma partícula executa movimento uniformemente variado, em trajetória retilínea, obedecendo à função horária S = 16 – 40t + 2,5t2 , com o espaço S medido em metros e o tempo t, em segundos. O movimento da partícula muda de sentido no instante t, em segundos, igual a: a) 4,0 b) 8,0 c) 10 d) 12 e) 16 23. (UEL-PR) No exercício anterior, a velocidade escalar média (em m/s) da partícula entre t1 = 2,0s e t2 = 6,0s é: a) – 15 b) 15 c) – 20 d) 20 e) – 40 V (m/s) t (s) – 2 0 2 4 6 0 1 2 3 4 – 2 6 4 2 V (m/s) 1 3 4 0 t (s) –2 2 V (km/h) V máx 0 0,5 t (h) V (m/s) 10 0 5,0 10 15 20 t (s) EDUCACIONAL 9CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 ®®®®® V B extremidade origemA AB → = ® V Vetor AB = vetor V ®®®®® a ®®®®®b ®®®®® c ®®®®®d ®®®®® e ®®®®® x sentido direção módulo 1 cm ®f ®g ®h ®i ®j VETORES GRANDEZAS FÍSICAS ESCALARES E VETORIAIS Grandeza física é tudo aquilo que pode ser medido. Para cada grandeza física, existem várias unidades de medida. Grandezas escalares são as que ficam bem caracterizadas apenas pelo conhecimento de seu valor numérico e da respectiva unidade de medida. Exemplos de grandezas escalares: comprimento, área, volume, tempo, temperatura, densidade, energia etc. Grandezas vetoriais são as que só ficam bem caracterizadas através do conhecimentode sua direção e de seu sentido, além de seu valor numérico e respectiva unidade de medida. Exemplos de grandezas vetoriais: velocidade, aceleração, força, impulso, campo elétrico etc. As grandezas vetoriais são representadas matematicamente através de vetores, isto é, números associados a uma direção e a um sentido. Os vetores são representados geometricamente através de segmentos de reta orientados que permitem a visualização de seu módulo ou intensidade (valor numérico), de sua direção e de seu sentido. Por exemplo, observe o segmento orientado AB: Na figura abaixo, o vetor ® x apresenta: módulo: 5 unidades (na escala 1 unidade = 1 cm) direção: inclinada sentido: para baixo à esquerda Quando o vetor representa uma grandeza vetorial, usa-se o nome intensidade para o módulo do vetor com a respectiva unidade de medida. Assim, se o vetor ®®®®®x representar uma aceleração e sendo 1cm equivalente a 2m/s2, escrevemos: | ®x | = | ®a | = 10 m/s2 ou simplesmente a = 10 m/s2 Dois ou mais vetores são iguais quando apresentam o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido: ®a = ®b = ®c Dois vetores são opostos entre si quando apresentam o mesmo módulo e a mesma direção, porém sentidos opostos: ® d = – ®e ou ® e = – ® d Um vetor pode ser multiplicado por um número real n, obtendo-se um vetor com a mesma direção e módulo n vezes maior. O sentido será o mesmo se n for positivo e o oposto se n for negativo. ®g = 2 ®f ®h = 3 ®f ® i = – ® g = – 2 ® f ®j = 1/3 ®f ADIÇÃO DE VETORES Há basicamente dois métodos equivalentes para somar vetores: · o da linha poligonal (regra do polígono) e · o do paralelogramo (regra do paralelogramo). Método do Polígono É aplicado quando dois vetores são representados de tal forma que a extremidade do primeiro coincide com a origem do segundo. Vetor soma ou resultante é o vetor com origem na origem do primeiro e extremidade na extremidade do segundo. Método conveniente para vários vetores desenhados em escala. ®®®®® a ®®®®®b ®®®®®b ®®®®® a ®®®®® S ®®®®® S = ®®®®®a + ®®®®®b EDUCACIONAL 10 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 S0 S DS D ® r Método do Paralelogramo É aplicado quando dois vetores são representados de forma que suas origens coincidam. Vetor soma ou resultante é a diagonal do paralelogramo obtido traçando retas paralelas aos vetores. Se o ângulo entre os vetores for qqqqq, o módulo ou intensidade do vetor resultante é dado pela expressão obtida da lei dos cossenos: | ®®®®®S | = 2 2a + b + 2ab cos Ł SUBTRAÇÃO DE VETORES É a soma de um vetor com o vetor oposto ao segundo vetor. Vetor Oposto é um vetor que tem a mesma direção e módulo do vetor origem, porém tem sentido oposto. PROJEÇÃO ORTOGONAL DE VETORES Dado um vetor qualquer ®®®®®v, as projeções ortogonais (perpendiculares) sobre os eixos cartesianos x e y são os vetores ® vx e ® vy representados a seguir. No triângulo retângulo temos: sen q = v v y \\\\\ vy = v . sen q cos q = v v x \\\\\ vx = v . cos q Note que ®v = ®vx + ® vy e que | ®v | = v vx y 2 2+ (Pitágoras) VETOR DESLOCAMENTO ( D D D D D ® r ) É a linha reta que une o ponto de partida ao ponto de chegada. O deslocamento vetorial independe do sistema de referência. Observamos em destaque o seu deslocamento vetorial D®r e o seu deslocamento escalar DS. Como o deslocamento escalar é sempre medido sobre a trajetória, podemos concluir que: | DDDDD®®®®®r | £££££ | DDDDDS | | D®r | = | DS | ocorre apenas quando a trajetória for retilínea. ®®®®® a ®®®®® a ®®®®®b ®®®®®b ®®®®® S = ®®®®®a + ®®®®®b ®®®®® S qqqqq A ® –A ® ®®®®® a ®®®®® a ®®®®®b ®®®®® –b ®®®®® D ®®®®® D = ®®®®®a – ®®®®®b = ®®®®®a + (– ®®®®®b ) ®®®®® vy ®®®®® vy ®®®®® v ®®®®® vx qqqqq ®®®®® v qqqqq ®®®®® vx x y EDUCACIONAL 11CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 movimento retardado ®®®®® v ®®®®® at ®®®®® acp ®®®®® a ®®®®® a = ®®®®® at + ®®®®® an movimento acelerado ®®®®® v ®®®®® at ®®®®® a = ®®®®® at + ®®®®® acp ®®®®® a ®®®®® acp Observe que ®®®®®a = ®®®®®at + ®®®®® acp e que a2 = a2t + a2cp FA aceleração tangencial ®®®®®at varia apenas o módulo do vetor velocidade e apresenta as seguintes características: módulo: igual ao da aceleração escalar; direção: tangente à trajetória; sentido: a) o mesmo do movimento, se este for acelerado: ®®®®®v e ®®®®®at têm o mesmo sentido; b) o oposto ao do movimento, se este for retardado: ®®®®®v e ®®®®®at têm sentidos opostos. FA aceleração normal ou centrípeta ®®®®®acp varia apenas a direção do vetor velocidade e apresenta as seguintes características: módulo: | ®acp | = V R 2 , onde V é o módulo da velocidade instantânea e R é o raio de curvatura da trajetória; direção: normal (perpendicular) à trajetória; sentido: dirigido para “dentro” da trajetória. reta tangente trajetória reta normal ®®®®® at ®®®®® acp ®®®®® a ®®®®® V 1 ®®®®® V 2 ®®®®® V 3 ®®®®® V 4 ®®®®® V 1 ®®®®® V 2 ®®®®®V 3 VETOR VELOCIDADE MÉDIA Assim como a velocidade escalar média, o vetor velocidade média é a razão ou o quociente entre o vetor deslocamento DDDDD ®®®®® r e o intervalo de tempo DDDDDt correspondente. O vetor ® VM tem sempre a mesma direção e o mesmo sentido do vetor D®r , pois Dt é uma grandeza escalar sempre positiva. Para um intervalo de tempo muito pequeno, a velocidade vetorial média denomina-se velocidade vetorial instantânea, indicada por ® V. A velocidade vetorial instantânea ® V caracteriza-se por ter: direção: tangente à trajetória; sentido: igual ao sentido do movimento; módulo: igual ao módulo da velocidade instantânea (escalar). Nos movimentos retilíneos, uniformes ou não, a direção do vetor velocidade permanece constante. Nos movimentos curvilíneos, ainda que uniformes, a direção da velocidade vetorial varia a cada instante. VETOR ACELERAÇÃO MÉDIA Assim como a aceleração escalar média, o vetor aceleração média é a razão ou quociente entre a variação do vetor velocidade DDDDD ®®®®® V e o intervalo de tempo DDDDDt correspondente, isto é: ®®®®® am = ∆ ∆ V t → Num intervalo de tempo muito pequeno, o vetor aceleração vetorial média denomina-se aceleração vetorial instantânea ®®®®®a. COMPONENTES DA ACELERAÇÃO VETORIAL A aceleração vetorial pode ser decomposta em: aceleração tangencial ®at, com direção tangente à trajetória; aceleração normal ou centrípeta ®acp, com direção normal à trajetória, ou seja, perpendicular à tangente. M rV t → → ∆ = ∆ EDUCACIONAL 12 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 P EXERCÍCIO RESOLVIDO 24. Dados os vetores ® A, ® B, ® C e ® D, efetue as operações abaixo. a) ®A + ®B b) ®C + ®D c) ®A + C + B d) ®A – ®D e) ®X = 2 ®C f) ®Y = 45 ® A Resolução: 25. No sistema em equilíbrio abaixo, a intensidade da força ® F1 é 100N. A soma das forças ® F2 e ® F1 tem intensidade igual a: a) 137 N b) 100 N c) 50 N d) 50 N e) 37 N a) b) c) 0 ®®®®® B ®®®®® A ®®®®® C ®®®®® C ®®®®® B ®®®®® A + ®®®®® C + ®®®®® B ®®®®® A ®®®®® C + ®®®®® D ®®®®® D ®®®®® A + ®®®®® B d) e) f) ®®®®® D ®®®®® A ®®®®® Y ®®®®® A – ®®®®® D ®®®®® X 26. Dos grupos de grandezas físicas abaixo, aqueleque apresenta apenas grandezas vetoriais é: a) força, massa e aceleração. b) força, trabalho e quantidade de movimento. c) velocidade, aceleração e quantidade de movimento. d) energia, trabalho e impulso. e) velocidade, impulso e energia. 27. (PUC) Quantas direções e quantos sentidos uma reta determina no espaço? a) Duas direções e dois sentidos. b) Duas direções e um sentido. c) Uma direção e um sentido. d) Uma direção e dois sentidos. e) Uma direção e nenhum sentido. 28. (UF-MG) Um ventilador acaba de ser desligado e está parando vaga- rosamente, girando no sentido horário. A direção e o sentido da aceleração da pá do ventilador no ponto P é: a) b) c) d) e) 29. (UF-PB) Assinale as afirmativas corretas: I. Grandezas vetoriais sempre podem ser somadas. II. Grandezas vetoriais e escalares podem ser somadas. III. Pode-se multiplicar grandeza vetorial por escalar. IV. Apenas grandezas escalares têm unidades. a) I e II b) I c) IV d) I e IV e) III 30. (UF-RS) Os lados dos quadrados abaixo são formados por vetores de módulos iguais. A resultante do sistema de vetores é nula na figura: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 31. (UCS) Uma pessoa sai de sua casa e percorre as seguintes distâncias em qualquer ordem possível: I. 30 metros para leste II. 20 metros para norte III. 30 metros para oeste No final das três caminhadas, a distância a que ela se encontra do ponto de partida é: a) 80 m b) 50 m c) 20 m d) 40 m e) 60 m F → 1 F → 2 F → 3 150º P PP P P (1) (2) (3) (4) (5) ®®®®® D ®®®®® B ®®®®® A ®®®®® C EDUCACIONAL 13CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 R S T S = R Þ j = 1 rad S = R 1 rad R CINEMÁTICA ANGULAR CONCEITOS BÁSICOS Uma partícula realiza um movimento circular quando sua trajetória é uma circunferência ou um arco de circunferência. Na trajetória circular de raio R e centro O da figura, uma partícula ocupa a posição P0 no instante t0 = 0 e a posição P no instante t. O espaço S no instante t é a medida do arco P0P, onde P0 corresponde à origem dos espaços. Observe que o arco de circunferência S corresponde ao ângulo central jjjjj (letra grega fi). O arco corresponde ao espaço linear S e o ângulo central correspondente é denominado espaço angular jjjjj. jjjjj = SR ou DDDDDjjjjj = ∆ S R Embora possa ser medido em graus (º), o espaço angular geralmente é medido em radianos (rad). Um radiano corresponde ao ângulo central que determina na circunferência um arco S de comprimento igual ao raio R. Quando o comprimento do arco S é igual ao raio R da circunferência, o valor de j é unitário, isto é, vale 1 radiano. A partir do espaço angular é possível definir outras grandezas angulares cinemáticas, tais como a velocidade angular média (w(w(w(w(wm) e a aceleração angular média (gggggm), da mesma forma como foram definidas a velocidade escalar (linear) e a aceleração escalar (linear). Vm = ∆ ∆ S t wwwwwm = ∆ ∆ ϕ t unidade: rad/s aaaaam = ∆ ∆ V t gggggm = ∆ ∆ ω t unidade: rad/s 2 DS = 2 . p . R Para uma volta completa: Dj = 2 . p (rad) Dt = T Portanto: w = ∆ ∆ ϕ t = 2 pi T = 2 . p . f Þ w = 2p f = 2 pi T Como: V = ∆ ∆ S t = 2 pi R T = 2p . f . R Þ V = 2p R . f = 2 pi R T Assim: V = 2 p . f . R = w . R V = wwwww . R ou wwwww = V R De forma semelhante, podemos deduzir que: aaaaa = ggggg . R ou ggggg = α R Resumindo: S = jjjjj . R V = wwwww . R aaaaa = ggggg . R Grandeza Linear = Grandeza Angular ´´´´´ Raio R S P0 (t0 = 0) O j P(t) EDUCACIONAL 14 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME (M.C.U.) Uma partícula realiza movimento circular uniforme quando sua trajetória é uma circunferência (movimento circular) e sua velocidade escalar permanece constante (movimento uniforme). O M.C.U. é periódico: em intervalos de tempos iguais repetem-se as mesmas características do movimento. Embora uniforme, o M.C.U. apresenta aceleração (centrípeta), pois a direção e o sentido do vetor velocidade variam a cada t. | ®V1 | = | ® V2 | = | ® V3 | = ... = cte e | ®acp1| = | ® acp2 | = ... = cte PERÍODO ( T ) E FREQÜÊNCIA ( f ) Período de um M.C.U. é o tempo gasto numa volta completa. Pode ser medido em segundos, minutos, horas etc. O número de voltas que ocorrem na unidade de tempo é denominado freqüência do M.C.U.. Sua unidade de medida no SI denomina-se hertz (Hz) e corresponde ao inverso do segundo (1/s). A freqüência de um M.C.U. também pode ser expressa em rotações por minuto (rpm) ou em ciclos por segundo (cps). 1 Hz = 60 rpm = 1 cps Das definições de período e freqüência, resulta: T f = 1 ACELERAÇÃO NO M.C.U. A velocidade de uma partícula em MCU só varia em direção e sentido. Portanto, não há aceleração tangencial, mas há aceleração centrípeta, cuja equação já conhecida é a V Rcp = 2 . Substituindo a velocidade linear pela angular, obtém-se: a R R R Rcp = = ( . ) .ω ω2 2 2 \\\\\ acp = wwwww2 . R w = constante \\\\\ não há aceleração angular. ®®®®® V2 ®®®®® acp2 ®®®®® acp3 ®®®®® acp5 ®®®®® acp4 ®®®®® acp1 ®®®®®V1 ®®®®® V5 ®®®®® V4 ®®®®® V3 EXERCÍCIO RESOLVIDO 32. Um corpo de massa 2kg executa um M.C.U., descrevendo uma circunferência de raio R = 3m com velocidade escalar 6m/s. a) Represente num ponto qualquer da trajetória os vetores velocidade e aceleração do corpo. b) Determine a velocidade angular do movimento. c) Determine o período e a freqüência do movimento. Resolução: a) b) ω = = =VR rad s 6 3 2 / c) 2 2TT pi pi ω= ⇒ = ω = 2 2 pi = ps e f = 1 1 Hz T = pi EXERCÍCIOS 33. (FUVEST) Um menino está num carrossel que gira com velocidade angular constante, executando uma volta completa a cada 10s. A criança mantém, relativamente ao carrossel, uma posição fixa, a 2m do eixo de rotação. a) Numa circunferência representando a trajetória circular do menino, assinale os vetores velocidade ® V e aceleração ®a correspondentes a uma posição arbitrária do menino. b) Calcule os módulos de ®V e de ®a. 34. (FUVEST) O ponteiro dos minutos de um relógio mede 50 cm. a) Qual a velocidade angular do ponteiro? b) Calcule a velocidade linear da sua extremidade. 35. Duas polias de raios a e b estão acopladas entre si por meio de uma correia. A polia maior, de raio a, gira em torno do seu eixo levando um tempo T para completar uma volta. Supondo que não haja deslizamento entre as polias e a correia, calcule: a) o módulo V da velocidade do ponto P da correia b) o tempo t que a polia menor leva para dar uma volta completa 36. (PUC) Uma correia passa sobre uma roda de 25 cm de raio. Se um ponto da correia tem velocidade 5,0 m/s, a freqüência de rotação da roda é aproximadamente: a) 32 Hz b) 2 Hz c) 0,8 Hz d) 0,2 Hz e) 3,2 Hz 37. (FUVEST) A roda de uma bicicleta tem 25 cm de raio e gira 150 vezes por minuto. A velocidade da bicicleta é, aproximadamente, em km/h: a) 7 b) 14 c) 37,5 d) 62,5 e) 8 ® V ® g = ® ac a P b 25 cm EDUCACIONAL 15CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 MOVIMENTOS SOB AÇÃO DA GRAVIDADE NO VÁCUO QUEDA LIVRE · a partícula abandonada (V0 = 0) ou lançada para baixo (V0 ¹ 0) · a trajetória é orientada para baixo, com origem no ponto onde foi abandonada. · a partícula desce com movimento acelerado e progressivo. · V > 0 e aaaaa = g > 0 Equações: V = V0 + g . t H = h0 + V0 . t + g 2t 2 V2 = V02 + 2 . g . DDDDDH LANÇAMENTO VERTICAL · a trajetóriaé orientada para cima, com origem no solo. · na subida do corpo, há movimento progressivo retardado. V > 0 e aaaaa = g < 0 · na altura máxima, a velocidade é nula: V = 0 · na descida do corpo, há movimento retrógrado acelerado: V < 0 e g < 0 Equações: V = V0 – g . t H = h0 + V0 . t – g 2t 2 V2 = V02 – 2 . g . DDDDDH LANÇAMENTO OBLÍQUO NO VÁCUO Composição de um M.R.U. (horizontal) com um M.R.U.V. (vertical) · ® V = ® Vx + ® Vy x = V0x . t y = V0yt - gt2 2 · ® Vx = ® V cos q V0x cte. Vy = V0y - gt · ® Vy = ® V sen q; | V |2 = | Vx |2 . | Vy |2; V2y = V20y – 2gDy · no ponto mais alto ® Vy = ® 0 Þ ® V = ® Vx · 2 0V sen 2D g θ = · 2 0y máx V h 2g = EXERCÍCIO RESOLVIDO 38. Um corpo é solto do alto de um edifício de altura 45 m, a partir do repouso, num local onde g = 10 m/s2. Desprezando a resistência do ar, determine: a) as funções horárias do movimento b) o tempo de queda c) sua velocidade após ter percorrido 20 m d) sua velocidade ao atingir o solo Resolução: a) H = 5 t2 V = 10 t (SI) V2 = 20 DH b) 45 = 5 t2 Þ t2 = 9 \ t = 3 s c) V2 = 20 x 20 \ V = 20 m/s d) V = 10 x 3 = 30 m/s 0 V0 ¹¹¹¹¹ 0 0 ® h máx V = V0x ® ® y q D x ® ®® V0x V Vy ® V0 V0y alcance horizontal V0x ® EDUCACIONAL 16 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 EXERCÍCIOS 39. (MACK) Um garoto que se encontra em uma ponte está a 20 m acima da superfície de um rio. No instante em que a proa (frente) de um barco, com movimento retilíneo uniforme, atinge a vertical que passa pelo garoto, ele abandona uma pedra que atinge o barco em um ponto localizado a 180 cm do ponto visado. A velocidade do barco é: Adote g = 10 m/s2 a) 0,90 m/s b) 1,20 m/s c) 1,60 m/s d) 10 m/s e) 20 m/s 40. De um ponto situado a 10 m acima do solo, um corpo é lançado verticalmente para cima e chega ao solo 10 s após. Considerando desprezível a resistência do ar e 10 m/s2 o módulo da aceleração da gravidade no local, a velocidade de lançamento é, em m/s, igual a: a) 10 b) 19 c) 29 d) 39 e) 49 41. (FUVEST) Dois rifles são disparados com os canos na horizontal, paralelos ao plano do solo e ambos à mesma altura acima do solo. À saída dos canos, a velocidade da bala do rifle A é três vezes maior que a velocidade da bala do rifle B. Após intervalos de tempo tA e tB, as balas atingem o solo, respectivamente, às distâncias dA e dB das saídas dos respectivos canos. Desprezando-se a resistência do ar, pode-se afirmar que: a) tA = tB e dA = dB b) tA = 1 3 tB e dA = dB c) tA = 1 3 tB e dA = 3dB d) tA = tB e dA = 3dB e) tA = 3tB e dA = 3dB EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES 42. (FUVEST) Após chover na cidade de São Paulo, as águas da chuva descem o rio Tietê até o rio Paraná, percorrendo cerca de 1 000 km. Sendo 4 km/h a velocidade média das águas, o percurso mencionado é cumprido pelas águas da chuva em, aproximadamente: a) 30 dias b) 10 dias c) 25 dias d) 2 dias e) 4 dias 43. (FUVEST) Uma moto de corrida percorre uma pista que tem o formato aproximado de um quadrado com 5 km de lado. O primeiro lado é percorrido à velocidade média de 100 km/h; o segundo e o terceiro, a 120 km/h, e o quarto, a 150 km/h. Qual é a velocidade média da moto nesse percurso? a) 110 km/h b) 120 km/h c) 130 km/h d) 140 km/h e) 150 km/h 44. (VUNESP) Um motorista pretende percorrer uma distância de 200 km em 2h e 30min, com velocidade escalar constante. Por dificuldades no tráfego, ele teve de percorrer 25 km à razão de 60 km/h e 20 km a 50 km/h. Que velocidade média ele deve imprimir ao veículo no trecho restante para chegar no tempo previsto? a) 92 km/h b) 105 km/h c) 112 km/h d) 88 km/h e) 96 km/h 45. (FATEC) Um elevador movimenta-se no sentido ascen- dente e percorre 40 m em 20 s. Em seguida, ele volta à posição inicial levando o mesmo tempo. A velocidade escalar média do elevador durante todo o trajeto vale: a) 4,0 m/s b) 8,0 m/s c) zero d) 16 m/s e) 2,0 m/s EDUCACIONAL 17CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 46. (MACK) Uma família realiza uma viagem de automóvel que dura exatamente 4 h. O motorista verifica no hodômetro que o espaço total percorrido foi de 144 km. Durante a viagem, o veículo ficou parado 1h para uma refeição. A velocidade escalar média do veículo na viagem toda foi de: a) 6,67 m/s b) 10 m/s c) 13,3 m/s d) 30 m/s e) 40 m/s 47. (MACK) Sejam M e N dois pontos de uma reta e P o ponto médio de MN. Um homem percorre MP com velocidade constante de 4,0 m/s e PN com velocidade constante de 6,0 m/s. A velocidade média do homem entre M e N é de: a) 4,8 m/s b) 5,0 m/s c) 5,2 m/s d) 4,6 m/s e) nda 48. (FUVEST-modificado) Uma formiga caminha com velocidade média de 0,20 cm/s. Determine a distância que ela percorre em 10 minutos. 49. (FUVEST) O radar é um instrumento utilizado para determinar a distância de objetos que refletem ondas eletromagnéticas por ele emitidas. Um radar emite um sinal que atinge um avião e registra seu retorno 0,20 milissegundos após sua emissão. Podemos afirmar que o avião encontrava-se a uma distância do radar de: Adote: V ondas de radar no ar = 300.000 km/s a) 1,5 km b) 10 km c) 20 km d) 30 km e) 60 km 50. (FEI) A luz demora 8,3 minutos para vir do Sol à Terra. Sua velocidade é 3 . 105 km/s. Qual a distância entre o Sol e a Terra? 51. (FAAP) Dois pontos materiais P1 e P2 movem-se em linha reta, com velocidades constantes, ao longo da trajetória. A figura indica as posições que os pontos ocupam a cada instante e suas velocidades. Os pontos materiais irão colidir na posição correspondente a: a) 16 cm b) 18 cm c) 20 cm d) 22 cm e) 25 cm 52. (FUVEST) Um veículo movimenta-se numa pista retilínea de 9,0 km de extensão. A velocidade máxima que ele pode desenvolver no primeiro terço do comprimento da pista é de 15 m/s e, nos dois terços seguintes, é de 20 m/s. O veículo percorreu esta pista no menor tempo possível. Pede-se: a) a velocidade média desenvolvida b) o gráfico V x t deste movimento 53. (FUVEST) A tabela indica as posições S e os correspondentes instantes t de um móvel deslocando- se numa trajetória retilínea. a) Esboce o gráfico S x t desse movimento. b) Calcule a velocidade média do móvel entre os instantes t = 1 s e t = 3 s. 54. (FUVEST) Numa estrada, andando de caminhão com velocidade constante, um motorista leva 4s para ultra- passar um outro caminhão cuja velocidade é também constante. Sendo 10 m o comprimento de cada caminhão, a diferença entre a sua velocidade e a do caminhão que ele ultrapassa é, aproximadamente, igual a: a) 0,2 m/s b) 0,4 m/s c) 2,5 m/s d) 5,0 m/s e) 10 m/s 55. (VUNESP) Um trem e um automóvel caminham paralelamente, e no mesmo sentido, num trecho retilíneo. Seus movimentos são uniformes e a velocidade do automóvel é o dobro da velocidade do trem. Desprezando-se o comprimento do au- tomóvel e sabendo-se que o trem tem 100 m de comprimento, determine o espaço que o automóvel percorre desde que alcança o trem até o instante em que o ultrapassa. 56. (FUVEST) Dois corredores A e B partem do mesmo ponto de uma pista circular de 120 m de compri- mento com velocidade VA = 8 m/s e VB = 6 m/s. a) Se partirem em sentidos opostos, qual será a menor distância entre eles, medida ao longo da pista, após 20 s? b) Se partirem no mesmo sentido, após quanto tempo o corredor A estará com uma volta de vantagem sobre o B? t (s) s (m) 0 0 1 0,4 2 1,6 3 3,6 4 6,4 ... ... S (m)t (s) V1= 6 cm/s V2= 4 cm/s P1 P 2 EDUCACIONAL 18 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICAFISINT0103 57. (FUVEST) Diante de uma agência do INSS há uma fila de, aproximadamente, 100 m de comprimento, ao longo da qual se distribuem de maneira uniforme 200 pessoas. Aberta a porta, as pessoas entram durante 30 s com uma velocidade média de 1 m/s. Avalie: a) o número de pessoas que entraram na agência; b) o comprimento da fila que restou do lado de fora. 58. (PUC) Dois barcos partem simultaneamente de um mesmo ponto, seguindo rumos perpendiculares entre si. Sendo suas velocidades 30km/h e 40km/h , sua distância após 6 minutos vale: a) 7 km b) 1 km c) 300 km d) 5 km e) 420 km 59. (Metodista) Uma lancha de salvamento, patrulhando a costa marítima com velocidade constante de 20 km/h, recebe um chamado de socorro. Verifica-se que, 10s após, ela atinge velocidade de 128 km/h. Determine a aceleração utilizada pela lancha. a) 3,0 m/s2 b) 3,6 m/s2 c) 10,8 m/s2 d) 12,8 m/s2 e) 30,0 m/s2 60. (FUVEST) Um barco atravessa um rio de margens paralelas de largura d = 4 km. Devido à correnteza, a componente da velocidade do barco ao longo das margens é VA = 0,5 km/h em relação às margens. Na direção perpendicular às margens, a componente da velocidade é VB = 2 km/h. a) Quanto tempo leva o barco para atravessar o rio? b) Ao completar a travessia, qual é o deslocamento do barco na direção das margens? 61. Um automóvel com velocidade constante de 90 km/h é freado e, com aceleração constante, percorre 62,5 m até parar. O módulo da aceleração, em m/s2, é igual a: a) 12,5 b) 5,0 c) 4,0 d) 2,5 e) 2,1 62. (MACK) Um automóvel parte do repouso com MRUV de aceleração 4 m/s2 e, após 10 s, começa a frear uniformemente com aceleração de 2 m/s2. A distância percorrida pelo automóvel, desde o instante inicial até o instante em que ele pára, foi de (em m): a) 200 b) 300 c) 400 d) 500 e) 600 63. (MACK) O movimento retilíneo de uma partícula, dividido nas etapas AB, entre o instante zero e o instante tB, e BC, entre os instantes tB e tC, é ilustrado pelo gráfico do espaço S em função do tempo t abaixo. As curvas são arcos de parábolas. Nestas condições, assinale a alternativa correta. a) No intervalo (0, tB) a partícula diminuiu sua velocidade e no intervalo (tB, tC) ela aumentou sua velocidade. b) No intervalo (0, tC) a partícula só diminuiu sua velocidade. c) No intervalo (0, tC) a partícula só aumentou sua velocidade. d) No intervalo (0, tB) a partícula aumentou sua velocidade e no intervalo (tB, tC) ela diminuiu sua velocidade. e) No intervalo (0, tB) o movimento é progressivo e no intervalo (tB, tC) o movimento é retrógrado. 64. (FUVEST) Os gráficos abaixo referem-se a movimentos unidimensionais de um corpo em três situações diversas, representando a posição como função do tempo. Nas três situações, são iguais: a) as velocidades médias b) as velocidades máximas c) as velocidades iniciais d) as velocidades finais e) os valores absolutos das velocidades máximas C B A 0 tB tC t S x a a/2 b/2 b t x a a/2 b/3 b t x a a/2 2b/3 b t EDUCACIONAL 19CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA FISINT0103 65. (FCC) Na figura estão desenhados os vetores X e Y. Esses vetores representam deslocamentos sucessivos de um corpo. Qual é o módulo do vetor igual a X + Y ? a) 4 cm b) 5 cm c) 8 cm d) 13 cm e) 25 cm 66. (PUC) Nas figuras seguintes, estão representados pares de vetores (x e y), nos quais cada segmento orientado está subdividido em segmentos unitários. Quais destes pares têm a mesma resultante? a) 1 e 5 b) 2 e 4 c) 3 e 5 d) 2 e 3 e) 2 e 5 67. (FATEC) Em um instante genérico, uma partícula tem velocidade V e aceleração a. a) Em movimento uniforme, necessariamente a = 0. b) Em um movimento circular, a aceleração a é necessaria- mente centrípeta. c) Em um movimento reto, V e a são vetores paralelos com sentidos iguais ou opostos. d) Se a é constante não-nula, a trajetória só pode ser reta. e) nda 68. (FUVEST) Uma cinta funciona solidária com dois cilindros de raios r1 = 10 cm e r2 = 50 cm. Supondo que o cilindro maior tenha freqüência de rotação f2 igual a 60 rpm: a) qual é a freqüência de rotação f1 do cilindro menor? b) qual é a velocidade linear da cinta? 69. (FUVEST) Um automóvel percorre uma pista circular de 1 km de raio, com velocidade de 36 km/h. a) Em quanto tempo o automóvel percorre um arco de circunferência de 30°? b) Qual a aceleração centrípeta do automóvel? 70. Um corpo descreve a trajetória plana e horizontal da figura abaixo. Sua velocidade é constante em módulo e igual a 6 m/s. O módulo da aceleração deste corpo nos pontos A e B é: a) 4 m/s2 e 4 m/s2 b) 0 e 4 m/s2 c) 8 m/s2 e 4 m/s2 d) o corpo não apresenta aceleração em nenhum dos pontos, pois sua velocidade é constante 71. Se um corpo descreve trajetória circular efetuando 30 rpm, sua freqüência e período serão, respectivamente: a) 0,5 Hz e 2 s b) 30 rpm e 0,5 s c) 1800 rpm e 2 s d) 2 Hz e 0,5 s r1 r2 ® X ® Y 1 cm 1cm 3. 4. x ® ® y 2. 120° ® x x ® 5. 60° ®y y® ®y ® x 90° y® 1. 90° ° . ® x B 9 m A EDUCACIONAL 20 FÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICAFÍSICA CINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICACINEMÁTICA FISINT0103 GABARITO CINEMÁTICA 01. Resolvido. 02. Resolvido. 03. Resolvido. 04. Resolvido. 05. Resolvido. 06. E 07. A 08. B 09. B 10. C 11. B 12. D 13. Resolvido. 14. C 15. E 16. B 17. A 18. Resolvido. 19. Sf = 78 km tf = 11 h Si = 39 km ti = 10 h 30 min a) V S t V km hm m= = − − ⇒ = ∆ ∆ 78 39 11 10 5 78 , / b) DS N = área sob o gráfico. Como DS = 39 km, temos: ∆S b h= . 2 onde b = Dt e h = Vmáx 39 0 5 2 156= ⇒ = =, . /á h h V km hm x 20. A 21. D 22. B 23. C 24. Resolvido. 25. B 26. C 27. D 28. D 29. E 30. B 31. B 32. Resolvido. 33. a) b) 34. a) p/30 rad/min b) p/60 m/min 35. a) 2pa/T b) Tb/a 36. E 37. B 38. Resolvido 39. A 40. E 41. D 42. B 43. B 44. A 45. C 46. B 47. A 48. 1,2 m 49. D 50. 1,5 . 108 km 51. D 52. a) 18 m/s 53. b) 1,6 m/s 54. D 55. 200 m 56. a) 40 m b) 60 s 57. a) 60 pessoas b) 70 m 58. B 59. A 60. a) Como Dt = ∆SV , vem: ∆t d V h B = = = 4 2 2 . b) DS = VA . Dt = 0,5 x 2 = 1 km 61. B 62. E 63. D 64. A 65. B 66. D 67. C 68. a) 5 Hz b) p m/s 69. a) 52,3 s b) 0,1 m/s2 70. E 71. A