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Ação de Execução de Título Extrajudicial

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�PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS
Núcleo de Prática Jurídica
Campus V 
MM. JUÍZO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE GOIÂNIA, ESTADO DE GOIÁS.
JOÃO BRITO, brasileiro, casado, comerciante, portador da Cédula de Identidade Registro Geral sob o nº 23332.3344 ISS-GO, inscrito no CPF/MF sob nº 071.270.827-82, residente e domiciliado na Rua T-37, Nº 3.177, Apto. nº 301, Setor Bela Vista, na cidade de Goiânia, estado de Goiás, CEP: 74.223-055, endereço eletrônico, por intermédio de seus procuradores regularmente constituídos (documento nº 01), vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 784, incisos V e XII do Código de Processo Civil, propor
AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL
em face de LARISSA MARTINS, brasileira, solteira, professora, portadora da Cédula de Identidade Registro Geral sob o nº 45261 IFP-RJ, inscrita no CPF/MF sob nº 455.466.467-98, residente e domiciliada na Rua 44, Centro, na cidade de Goiânia, estado de Goiás, CEP: 74.000-333, endereço eletrônico, pelos fatos e fundamentos a seguir explanados.
02. BREVE SÍNTESE DOS FATOS.
Em 01 de dezembro de 2018, adquiriu um sofá na loja do Exequente, no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), entregando-lhe dois cheques, sendo um no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), com vencimento para o dia 01 de dezembro de 2018, sendo este devidamente compensado, e outro no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), conforme avença verbal, seriam depositados na conta bancária do Sr. João, ora Exequente, no dia 01 de janeiro de 2019, todavia, o depósito não ocorreu.
Com vistas a receber o débito de modo amigável, evitando a presente ação de execução, após a notificação extrajudicial (documento nº 02), foi celebrado termo de transação e confissão de dívida (documento nº 03), inobstante, a Sra. Larissa novamente descumpriu o que foi avençado. 
Em consequência, além das parcelas vencidas e não pagas, a Executada tornou-se devedor dos encargos contratuais expressamente ajustados, contrato esse vencido antecipadamente com a imposição da multa de 2% (dois por cento) sobre o valor devido além de juros de 1% (um por cento) ao mês e correção monetária de acordo coma variação do IGP, alcançando a dívida a importância total de R$ 2.030,20 (dois mil, trinta reais e vinte centavos), conforme demonstra a planilha abaixo alinhavada:
Diante da situação delineada, não restou alternativa ao Autor senão a propositura da presente demanda, em decorrência do descumprimento das obrigações por parte da Executada.
02. DOS FUNDAMENTOS.
A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível, nas palavras de Marinoni: 
Obrigação certa é aquela que, diante do título, existe – da qual não se duvida a partir do título a respeito da existência. A obrigação é liquida quando determinada quanto ao seu objeto. Não retira a liquidez o fato de estar sujeita a correção monetária ou ao acréscimo de juros. Exigível é a obrigação atual, que pode ser imediatamente imposta. (MARINONI, Código de Processo Civil Comentado. 2016, p. 851). Grifo nosso.
Exatamente como no caso em comento, trata-se de obrigação (i) certa, pois indubitavelmente convalidado, mediante assinatura do termo de transação e confissão de dívida; trata-se de obrigação (ii) líquida, vez que exatamente determinada em seu conteúdo, visando a execução das parcelas não pagas e dos encargos decorrentes da inadimplência pela Executada; e também (iii) exigível, tendo em vista que o contrato expressamente determina a exigência dos valores em atraso, em caso de inadimplemento das prestações contraídas. 
Além do que, o termo de transação e confissão de dívida, assinado por duas testemunhas, trata-se de um título executivo extrajudicial expressamente previsto no inciso III do artigo 784 do Código de Processo Civil, in verbis: 
Art. 784 - São títulos executivos extrajudiciais:
[...]
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas. Grifo nosso
Nesta senda, Corroborando com o alegado, é o entendimento do egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, in verbis:
APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. MULTA MORATÓRIA. REDUÇÃO. RELAÇÃO DE CONSUMO NÃO CONFIGURADA. MATÉRIA JULGADA EM EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. IMPENHORABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. 1- O instrumento particular de confissão de dívida, assinado pelo devedor e duas testemunhas, constitui título executivo extrajudicial, conforme previsão legal do art. 585, II, do CPC/73 e reproduzido no art. 784, III do CPC/2015. 2- O contrato de empréstimo em questão não é regido pela lei consumerista, posto que o combustível é adquirido para implementação da atividade comercial/econômica do devedor, não sendo ele destinatário final do produto. Logo não se pode falar em redução da multa moratória de 10% para 2%. 3- Em face do instituto da coisa julgada e da preclusão (art. 474, CPC/73), é defeso à parte devedora buscar rediscutir em sede de embargos à execução matérias alhures decididas em sede de exceção de pré-executividade. 4- Segundo o artigo 649, IV e X do CPC/73, são impenhoráveis o salário e os valores depositados em conta poupança até o limite de 40 salários-mínimos. Entretanto, o artigo 655-A, § 2º, do CPC/73 atribui aos executados o ônus de comprovar a impenhorabilidade dos valores constritos. 5- RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
(TJGO, APELACAO CIVEL 431463-27.2011.8.09.0051, Rel. DES. KISLEU DIAS MACIEL FILHO, 4A CAMARA CIVEL, julgado em 28/04/2016, DJe 2026 de 12/05/2016). Grifo nosso.
Por oportuno, enquanto título executivo extrajudicial com garantia real (artigo 784, incisos V e XII do Código de Processo Civil), a presente execução deve observar o rito previsto no Livro II, Título I, do Código de Processo Civil, artigos 771 e seguintes, o que desde já requer.
03. DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS.
Ante o exposto, REQUER:
Seja a Executada citada, via Carta com A.R. no endereço apontado para que efetue o pagamento da dívida, no valor de R$ 2.030,20 (Dois mil, trinta reais e vinte centavos), em 03 (três) dias, nos termos do artigo 829 do Diploma Processual Civil, devidamente corrigida a partir da propositura da ação, mais juros moratórios legais, calculados sobre o valor atualizado, custas processuais e honorários advocatícios e demais despesas porventura existentes em decorrência da presente e/ou ofereça embargos à execução;
a.1) Seja expedida a certidão de trâmite da presente execução, em conformidade ao artigo 828 do Código de Processo Civil, para fins de averbação em cartório;
a.2) Requer ainda a inscrição do nome do Executado no rol de devedores SERASAJUD.
Caso a Executada não seja encontrada para citação, tendo a carta com A.R. retornado sem cumprimento, requer seja expedido o Mandado de Citação a ser cumprido por Oficial de Justiça. E caso ainda não seja possível encontrá-los, que lhes sejam arrestados tantos bens quanto bastem para garantir a execução, na forma autorizada pelo artigo 830 do Código de Processo Civil;
Esgotado o prazo inicial de 03 (três) dias sem a realização do pagamento voluntário, que o Sr. Oficial de Justiça, de posse da segunda via do mandado inicial e nos termos do artigo 829, §1º do Código de Processo Civil, proceda de imediato à penhora e avaliação dos bens que encontrar, suficientes à satisfação do crédito;
Que Vossa Excelência fixe de plano, os honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, com fulcro no artigo 827, do Código de Processo Civil, majorando-o para 20% (vinte por cento) nas hipóteses legais;
E ainda, após as diligências acima descritas, caso o débito persista, requer a realização de penhora online, via convênio BACENJUD, até o limite