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Aula 4 ­ SISTEMA CUTÂNEO
CARNÍVOROS
COXINS OU TÓRUS OU TÓRULOS: na base encontra­se tecido fibroelástico e adiposo. A epiderme é bastante grossa e queratinizada, sentindo uma aspereza. São as almofadinhas. Existem 3 tipos de tórus:
Tórus cárpico: distal e medialmente ao carpo acessório;
Tórus metacárpico e\ou metatársico: na extremidade distal. É a almofadinha maior.
Tórus digitais: pequeno no 1ºdedo do MT (é o menor nos carnív) e inconstante no 1º dedo do MP (está desaparecendo com a evolução da espécie, a grande maioria dos cães já não têm). Encontra­se glândulas écrinas nos cães e gatos (glandulas sudoríparas verdadeiras).
GLÂNDULA AD­ANAL: formação cutânea encontrada exclusivamente nos carnívoros domésticos na região perineal. Tem 2, uma de cada lado do ânus, recobertas pelo músculo esfincter anal externo. Está relacionada com o sistema de demarcação territorial, produz uma secreção de amarelo até amarronzada, que no momento da defecação é lançada sobre as fezes, demarcando o território com seu odor característico.
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS: São chamadas de gl. Écrinas. Produzem uma secreção muito fluida conhecida como suor, e são as verdadeiras gl. sudoríparas, e está relacionada com o controle da temperatura corporal (termorregulação). Nos carnívoros as gl. Écrinas são as dos coxins. Nas outras espécies, animais de grande e médio porte, também possuem gls écrinas (gls sudoríparas verdadeiras), porém elas se localizam mais na região inguinal, de virilha. Portanto, o “suor”(suor falso) da pelagem, como no equino por exemplo, é secreção da gl apócrina. No caso dos carnívoros, as gl écrinas se localizam apenas nos coxins digitais.
Gl. apócrinas: secretam secreção aquosa e odorífera (odor variando estre espécies), tendo importância na reprodução dos animais domésticos. Serve como um atrativo sexual. Seu ducto excretor sempre se abre no folículo piloso ou próximo a ele, e não existe glândulas apócrinas nos pelos sinusais (pelos táteis, como bigodes, interior de cavidade nasal, orelhas…).
O Dyce é diferentão e diz que as gl écrinas tem pouca importância no controle da temperatura corporal,
já as apócrinas tem importância no metabolismo salino e regulação térmica (mas a professor quer o conceito da maioria)
RUMINANTES
CORNOS: é diferente de chifre, pois estes são descíduos, caem e crescem anualmente. São estruturas queratinizadas que se formam ao redor dos processos cornuais, acidente anatômico localizado desde o seio frontal até o ápice. Dentro deste processo cornual existe o seio que emite cavidades desde a base do corno até o ápice. Variam em tamanho, forma e curvatura de acordo com a idade, sexo e raça dos ruminantes.
Raiz: a borda da raiz dos cornos é bastante fina e se continua com a epiderme, com a pele da cabeça do animal. È recoberta por uma fina camada córnea macia. Próximo a raiz dos cornos encontram­se anéis circulares, que no caso das fêmeas (bovinos) tem a ver com o número de gestações (forma-se um anel de queratina a cada gestação)
Ápice: a espessura aumenta até que se torna uma massa sólida.
MORFOLOGIA DOS CORNOS: nos bovinos tem um formato de circular até oval (varia entre raças), nos ovinos, triangular, já nos caprinos é oval. Nos caprinos encontramos outro anexo cutâneo, as glândulas sebáceas do corno, que se encontram caudomediais à base. Tem tanto no macho quanto na fêmea, mas o odor é mais forte nos machos (também na fêmea, porém menor), serve como um atrativo sexual nesta espécie. Nos pequenos ruminantes, toda a parte queratinizada dos cornos sempre apresenta anéis característicos, que dão aspecto ondulado em ambos os sexos (no caso dos bovinos, os anéis estão mais próximos a base (fêmeas) e já nos pequenos ruminantes, tanto os machos como as fêmeas irão possuir).
Dentro dos cornos há 3 tipos de tecidos dentro dos cornos (porção vermelha da foto), sendo estes tecido conjuntivo fibroso, adiposo e cartilaginoso.
Ex slide: Raça “Merino Australiano”: queratina marcada por anéis da base ao ápice.
OVINOS:
 SEIOS CUTÂNEOS: invaginações de pele.
SEIO INFRAORBITÁRIO\LACRIMAL (abaixo do olho): é uma invaginação de pele de mais ou menos 1,5cm, rostral ao ângulo medial do olho. Dentro dessa invaginação de pele encontramos pelos finos, gl sudoríparas e gl sebáceas, que produzem uma secreção oleosa. Servem como marcadores territoriais.
SEIO INGUINAL\MAMÁRIO: nos machos é chamado só de inguinal, na fêmea se tem as 2 nomenclaturas. Nas femeas se localiza a cada lado das gl mamária e nos machos próximo ao escroto. Também é uma invaginação de pele. Dentro dele se encontra gl sebáceas e sudoríparas produzindo uma secreção oleosa e marrom, que serve como marcação territorial e, no caso dos cordeiros, auxilia o filhote a encontrar a glândula mamária durante a amamentação. 
SEIO INTERDIGITAL: invaginação tubular de pele (que nem todos) que se abre na parte DORSAL* da fenda interdigital (Todos os anteriores também são tubulares). Os ruminantes são biungulados, então nessa fenda é onde tem o seio interdigital, dentro do casco. Dentro da bolsa de pele, abrindo o casco, tem também pelos finos, gl sebáceas e gl sudoríparas que vão produzir uma secreção sebácea que ajuda na lubrificação da parede do casco e como marcador de trilhas.
*OBS.: Ao nível de mão, uso DORSAL e palmar.
EQUINO, SUÍNO E RUMINANTE:
ÚNGULA OU CASCO: é uma adaptação dos artiodáctilos (apresentam nº par de digitos, nesse caso os suínos e ruminantes) e perissodáctilos (impar. Equinos) aos deslocamentos apoiados nos dígitos.
OBS.: Animais UNGULADOS: apresentam casco.
O casco é formado por um envoltório córneo de queratina e pouco elástico. Encontra­se, dentro do casco as seguintes estruturas: derme, coxim digital, falange distal, extremidade distal da falange média, sesamoide distal, bursa do navicular, ligamentos (devido à existência das a. interfalângicas), tendões (extensor digital comum e flexor digital profundo), vasos e nervos.
Bursa do navicular: anexo muscular. Bolsa sinovial bem pequena, derivada de periósteo, dentro tem
líquido sinovial que impede o atrito entre o tendão do flexor digital profundo e o sesamóide distal (ou osso navicular).
CASCO DO EQUINO:
Se diferencia em 3 partes (diferenciar o que é parte do que é região): a parede, a sola e a ranilha, nos equídeos. Rumin. e suínos só tem a parede e a sola.
PAREDE: parte visível na fase de apoio do membro no solo. Se divide em 3 partes:
Parte dorsal\ponta\pinça: porção mais alta da parede do casco.
Parte colateral\quartos (lateral e medial): quando a altura da parede decresce, são as laterais do casco.
Ângulos\talões\calcanhares: parte posterior do casco, são arredondados.
A face externa da parte do casco, no MT, tem de 45 a 50º, e no MP, 50 a 55º. Já a face interna é despigmentada e possui cerca de 600 lamelas epidérmicas, que marcam a parede região do casco.
SOLA: tecido córneo de superfície côncava, junto à borda solear (bordo da parede que encosta no solo), internamente. Preenche o espaço entre a parede e a ranilha e forma a maior parte da superfície interior do casco. Por ser côncava, participa apenas com sua margem externa no apoio ao solo, porém, encosta quando em solo macio. NÃO APRESENTA TELA SUBCUTÂNEA. Com relação ao formato, a sola do MT tem formato circular, já a do MP, elíptica. Existe uma linha de transição entre a parede e a sola, chamada de linha branca, de queratina.
RANILHA\CUNHA DA ÚNGULA/CORAÇÃO DO CASCO: tem forma de cunha, projeta­se na sola, possui base larga e fecha o espaço entre os talões (calcanhares da parede), é a estrutura amortecedora mais importante do órgão digital. Apresenta uma tela subcutânea bastante espessa, o coxim digital, e é limitada por dois sulcos: os sulcos paracuneais lateral e medial (para ao lado e cuteais de cunha). Em corte transversal a ranilha tem formato da letra W.
É formada por algumas estruturas anatômicas: o sulco central da ralinha (ou sulco médio), pedúnculos paracuneaislateral e medial, e uma última estrutura, o ápice da ranilha.
A ranilha é mais macia que o restante do casco por possuir um coxim digital bem desenvolvido, tecido adiposo, fibroelástico… e possui gl apócrinas em sua superfície, que dão 50% a mais de umidade e serve como um marcador de trilha para os equídeos. 
REGIÕES DO CASCO: Após a exungulação (retirada do casco - estojo córneo, a parte queratinizada), no lado interno do estojo córneo, limitam­se 3 segmentos: limbo, coroa e parede do casco. 
(Então tem parede parte e parede região). Entre o limbo e a coroa encontra­se um sulco, o sulco do limbo, sendo que, ambos circundam em faixa e em forma de semicircunferência.
Limbo: faixa de poucos milímetros, abaixo da inserção dos pelos. Para ser visualizado não precisa de exungulação, só levantar os pelos próximos acima do casco (é uma faixa de pele antes da queratinização). Tem
função de reservatório de umidade (pro casco não ficar seco) e uma função seladora, pois suas células produzem um aglutinante lipídico, que conserva a umidade da região e lubrifica a parede do casco. 
­ Coroa : faixa de aprox 15mm de largura, que se localiza distalmente ao limbo. Também chamada de camada de proteção , pois possui céls muito forte e unidas, faz com que o casco tenha resistência mecânica às forças de pressão e tração. 
	­	Parede (região do casco): porção interna ao estojo córneo, parte da parede. É coberta no terço proximal pelo limbo. 
 
CASCOS ACESSÓRIOS: os dedos atrofiados, em ruminantes e suínos apresentam esses cascos. No caso dos suínos (terceiro e quinto), os cascos possuem uma base óssea complete no caso de suínos, enquanto nos ruminantes, pelo fato do dedo ser mais proximal (mais para cima), o casco sai da ponta do dedo. Os cascos acessórios laterais são mais compridos (quinto dedo) – BLENDA ESCREVEU “V DEDO”, ACHO QUE É 5º DEDO kk”, e os do MP posicionam­se mais altos que os do MT. Funções: dar mais apoio em solos muito macios apenas.
 
CASTANHAS: anexos de pele que ocorrem nos equinos, é como se fosse uma calosidade, tem um formato oval e alongado. Localiza­se no palmo proximal ao c arpo\tarso, pela face medial. É queratinizado, sendo sulcado, variando individualmente, podendo servir para identificação dos animais, suspeitando-se que é um vestígio de um dedo dos equídeos, na forma de calosidade, podendo aparecer nos 4 membros ou só em alguns.

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