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Raimunda Silva d’Alencar
Evani Moreira Pedreira dos Santos
Joelma Batista Tebaldi Pinto
CONHECENDO A DOENÇA DE
UMA CONTRIBUIÇÃO PARA
FAMILIARES E CUIDADORES
A preocupação com a questão do 
envelhecimento na Universidade 
Estadual de Santa Cruz teve 
início em 1997 com uma 
pesquisa cujo objetivo foi avaliar 
o conhecimento da sociedade 
de Ilhéus e Itabuna em torno 
da questão. Já em 1998 e em 
função dos resultados dessa 
pesquisa, iniciamos um programa 
de extensão com um elenco 
de atividades que incluíam 
ofi cinas, cursos de curta duração 
e atividades corporais. Em 1999 
realizamos o VI Fórum Nacional 
de Coordenadores de Projetos da 
Terceira Idade e o V Encontro 
Nacional de Estudantes da 
Terceira Idade nas Instituições 
de Ensino Superior. Nesse 
mesmo ano foi empreendido um 
Programa Permanente de Extensão 
voltado para o segmento idoso 
da população dos municípios do 
entorno da UESC. Em 2002 esse 
Programa foi transformado em 
Universidade Aberta à Terceira 
Idade, vinculado ao Núcleo, logo 
transferida para a Pró-Reitoria 
de Extensão. O propósito da 
UnATI era abrir mais espaço para 
a inclusão dessas pessoas idosas 
no contexto da Universidade, 
possibilitando-lhes uma 
convivência menos segmentada, 
vez que os idosos poderiam cursar 
disciplinas em diferentes áreas, 
com alunos da graduação, utilizar 
a biblioteca e participar de outras 
atividades (seminários, encontros) 
como qualquer outro aluno. 
Além disso, o Núcleo buscou 
afi rmação com quatro linhas de 
pesquisas, apesar da pequena 
equipe de trabalho efetivo. 
Criou em 2004 a Revista 
MEMORIALIDADES, para 
divulgar trabalhos diversos na área 
do envelhecimento humano. Junto 
com essa preocupação, o Núcleo 
também se voltou à formação de 
profi ssionais para atuarem nos 
municípios que compõem a área 
de atuação da UESC, oferecendo 
Especialização em Gerontologia 
Social, cursos para cuidadores de 
idosos, ações com lideranças de 
grupos da terceira idade, além de 
assessoramento a municípios na 
criação de Conselhos do Idoso. 
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CONHECENDO A DOENÇA DE
UMA CONTRIBUIÇÃO PARA
FAMILIARES E CUIDADORES
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Universidade Estadual de Santa Cruz
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
JAQUES WAGNER - GOVERNADOR
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
OSVALDO BARRETO FILHO - SECRETÁRIO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
ANTONIO JOAQUIM BASTOS DA SILVA - REITOR
ADÉLIA MARIA CARVALHO DE MELO PINHEIRO - VICE-REITORA
DIRETORA DA EDITUS
MARIA LUIZA NORA
Conselho Editorial:
Maria Luiza Nora – Presidente
Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro
Antônio Roberto da Paixão Ribeiro
Dorival de Freitas
Fernando Rios do Nascimento
Jaênes Miranda Alves
Jorge Octavio Alves Moreno
Lino Arnulfo Vieira Cintra
Marcelo Schramn Mielke
Maria Laura Oliveira Gomes
Marileide Santos Oliveira
Paulo Cesar Pontes Fraga
Raimunda Alves Moreira de Assis
Ricardo Matos Santana
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Raimunda Silva d’Alencar
Evani Moreira Pedreira dos Santos 
Joelma Batista Tebaldi Pinto
DFCH – NÚCLEO DE ESTUDOS
DO ENVELHECIMENTO
CONHECENDO A DOENÇA DE
UMA CONTRIBUIÇÃO PARA
FAMILIARES E CUIDADORES
Ilhéus - BA
2010
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©2010 by RAIMUNDA SILVA D’ALENCAR
EVANI MOREIRA PEDREIRA DOS SANTOS
JOELMA BATISTA TEBALDI PINTO
Direitos desta edição reservados à
EDITUS - EDITORA DA UESC
Universidade Estadual de Santa Cruz
Rodovia Ilhéus/Itabuna, km 16 - 45662-000 Ilhéus, Bahia, Brasil
Tel.: (73) 3680-5028 - Fax: (73) 3689-1126
http://www.uesc.br/editora e-mail: editus@uesc.br
PROJETO GRÁFICO E CAPA
Álvaro Coelho
REVISÃO
Jorge Moreno
Aline Nascimento
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
A368 d’Alencar, Raimunda Silva.
 Conhecendo a doença de Alzheimer : uma contribuição
 para familiares e cuidadores / Raimunda Silva d’Alencar, 
 Evani Moreira Pedreira dos Santos, Joelma Batista Tebaldi
 Pinto. _ Ilhéus : Editus, 2010.
 90p.
 Bibliografi a : p. 83-87
 ISBN 978-85-7455-198-2
 
 Alzheimer, doença de – Pacientes – Cuidado e trata-
 mento. 2. Idosos – Cuidado e tratamento. 3. Idosos – Rela-
 ção com a família. I. Santos, Evani Moreira Pedreira dos. 
 II. Pinto, Joelma Batista Tebaldi. III. DFCH-Núcleo de Estu-
 dos do Envelhecimento. IV. Título.
 CDD – 362.6
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...Encontrar possibilidades de 
humanização do humano entre os 
humanos é uma andança cheia de 
aventuras, tropeços, idas-e-vindas, in-
dignação, alegria, desalentos, êxitos, 
consolo, tensão, derrotas e incertezas. 
Supõe, por isso mesmo, um esforço 
infi nito por energias sempre multipli-
cadas, esforço partilhado por outros 
numa comunhão em luta, sem fi m 
(OLIVEIRA, 1999, p. 58).
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Aos familiares e cuidadores de 
idosos portadores da doença de al-
zheimer, em Itabuna, Bahia, sem os 
quais a motivação para este trabalho 
não existiria.
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Agradecimentos
À Fundação de Amparo à Pesquisa do 
Estado da Bahia (FAPESB), pelo apoio no 
desenvolvimento da pesquisa.
Aos bolsistas Alexsandra, Bárbara e 
Otávio, alunos do Curso de Enfermagem, 
pela colaboração no trabalho de campo.
A UESC, através do PIBIC, pela opor-
tunidade de bolsa para aprendizado discente.
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O envelhecimento da população, situação pre-
sente em todo o mundo e também no Brasil, traz 
consigo a necessidade do reconhecimento e desen-
volvimento de ações concretas para o enfrentamen-
to da nova realidade. Na esfera coletiva e pública e 
no âmbito individual, novos e diferentes desafi os se 
impõem. A proteção e o cuidado ao idoso exigem a 
mudança de paradigmas, que ensejem a atribuição 
de valor positivo ao ser velho, além da garantia de 
direitos na direção da qualidade de vida.
As discussões/construções sobre o idoso no 
campo da ciência não são muito antigas e nem 
conseguem responder a todas as perguntas. As 
políticas públicas, apesar de existentes, são in-
sufi cientes para compreensão, acolhimento e 
cuidado a um grupo social constituído qualita-
tivamente e quantitativamente de forma dife-
renciada.
Por outro lado, o envelhecimento da popula-
ção traz consigo um corolário de formas de viver e 
adoecer que impõem a oferta e disponibilidade de 
Prefácio
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produtos de saúde voltados para o grupo. Desde o 
planejamento do espaço urbano até o apoio à famí-
lia, fazem parte da cesta de consumo e rede de pro-
teção que partem inicialmente do reconhecimento 
da existência e importância do idoso. Parece-me 
oportuno trazer um único exemplo, muito concre-
to, para nossa refl exão: o tempo para atravessar a 
rua é diferente para o idoso, portanto o padrão de 
tempo do semáforo precisa ser adequado à