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- A indústria de laminação - Características da madeira Preparo da madeira Resíduos HISTÓRICO 1. Início � 3000 a.c. para a confecção de móveis no Antigo Egito. As lâminas eram obtidas através de serras manuais, cujo processo apresentava algumas vantagens: p.e. o não aquecimento da madeira; lâminas de mesma qualidade nas duas faces e condições mais favoráveis para obtenção de lâminas espessas; 2. Desenvolvimento industrial a partir de 1818 (laminação em torno) � produção contínuas � 1ª foi instalada na Alemanha: sec. XX; 3. 1ª faqueadeira � França em 1834; 4. No Brasil � a partir de 1928 (SP) com equipamentos importados da Alemanha � No BR, em Curitiba � primeira laminadora industrial; 5. Maior concentração de destas indústrias � PR, SC e PR � recentemente na Amazônia. � Matéria prima • Características desejáveis para a escolha das espécies destinadas ao processo de laminação: – densidade, cor, facilidade de desenrolamento ou faqueamento, secagem sem deformação e capacidade de adesão; • Problemas: Poucas espécies possuem um volume suficiente e contínuo de toras disponíveis no mercado (dimensão e forma adequada) � mercado externo • Espécies para laminação tendem a apresentar densidades entre 0,38 e 0,70 g.cm-3 (melhor próximas à 0,50 g.cm-3); • Madeiras de baixa densidade apresentam maior facilidade ao corte e à secagem (menor tendência à defeitos) e produzem painéis mais leves � mas podem oferecer uma superfície felpuda; • Madeiras de alta densidade oferecem maior resistência ao corte e maior desgaste de equipamentos, maior dificuldade de secagem, tendem a desenvolver fendas profundas durante o corte e necessitam de adesivos de excelente qualidade já que madeiras mais densas trabalham mais. • Teor de umidade � madeira saturadas ou abaixo do PSF, geram lâminas de menor qualidade � ideal entre 50 e 60% (facilita o corte) • Permeabilidade � o processo de laminação e a qualidade da lâmina melhoram para madeiras mais permeáveis (porosas - inerente a espécie); • A variação na permeabilidade ocorre entre o alburno e o cerne; e os lenhos inicial e tardio. • Toras para o processo de desenrolamento devem apresentar um formato cilíndrico (faqueamento é aceitável toras com um certo grau de irregularidade); • Toras excêntricas e tortuosas resultam na produção de lâminas estreitas durante o desenrolamento e indicam a presença de lenho de reação. • O lenho de compressão em coníferas com sua alta retração longitudinal (>1%) pode causar um desequilíbrio e alterações dimensionais no painel de madeira compensada, enquanto que, o lenho de tração em folhosas pode resultar em uma superfície felpuda após o lixamento, característica indesejável para lâminas decorativas. Lâmina de Madeira • Um material produzido pela ação de corte através de uma “faca” em peças variando entre 0,13 e 6,35 mm de espessura; • As lâminas ideais devem apresentar uma espessura uniforme, ausência de fendas em ambas as faces, aparência desejável (cor e figura), entre outras características • Aglomerado � torno • Compensado � faqueadeira Processo de Laminação Lâminas de qualidade � depende de alguns fatores no processo: (a) condições de armazenamento, conversão e aquecimento das toras; (b) seleção, preparação e ajuste, operação e manutenção dos equipamentos; � As fases do processo de laminação de madeira englobam: - o recebimento e armazenamento das toras; - descascamento das toras (?!?!?!); - seccionamento e desdobro das toras; - aquecimento das toras; - laminação (desenrolamento e/ou faqueamento); - transporte de lâminas e guilhotinagem; - secagem, classificação e armazenamento das lâminas secas OBS.: - Toras com grandes dimensões permite minimizar os efeitos do fendilhamento de topo; - Para folhosas � mais propensas ao fendilhamento de topo � sequência: descascamento, aquecimento das toras em comprimento maiores e conversão em toras menores. - Para coníferas � menor propensão ao fendilhamento � sequência: descascamento, conversão em toras menores e aquecimento. � Armazenamento - As toras devem ser armazenadas em condições adequadas, por um período mínimo de tempo para evitar ou minimizar alguns problemas: (a) fendilhamento de topo, que ocorre devido à insolação direta, alta temperatura ambiente e alternância de sol e chuva; (b) ocorrência de mancha azul, principalmente em espécies de madeira branca e de baixa densidade; (c) ataque de agentes biodegradadores; (d) ocorrência de bactérias que podem causar odores indesejáveis e aumento da porosidade da madeira; (e) utilizar as toras mais antigas por ordem de chegada; (f) impermeabilizar os topos com produtos químicos para evitar a secagem excessiva; (g) aplicar grampos e/ou cintas metálicas nos topos; (h) manter a casca; (i) manter as toras com alto teor de umidade, através do sistema de aspersão (pátio) ou submersas na água PREPARO DA MADEIRA PARA LAMINAÇÃO � Descascador de tambor • Alimentação contínua, através de correia transportadora, em um cilindro rotativo de aço possuindo fendas longitudinais que permitem a saída da casca. � Descascador fixo – Anel � Descascador móvel - Aquecimento • Finalidade de aumentar a plasticidade da madeira, tornando-a mais flexível; • Minimizar a ocorrência de fendas superficiais na lâmina durante o corte; • Melhorar as condições de laminação em madeiras de densidades mais elevadas; • Madeiras mais densas (folhosas) são aquecidas a 80 -100ºC por até 10 dias; • Temperaturas excessivas causam delaminações entre o lenho tardio e inicial de coníferas resultando em rugosidade excessiva e arrepiamento da grã; • A condução de calor na madeira é diretamente proporcional a sua densidade, porém a a difusibilidade térmica decresce com o aumento da densidade � logo a taxa de aquecimento é maior em madeiras menos densas Propriedades da madeira afetadas pelo aquecimento • Dureza � ↓ densidade � madeira felpuda • Estabilidade dimensional • Cor � elevada temp. • Resistência mecânica parcial ↓) • Contração laminar (↑) • Torque para rotação da tora (↓) • Tensões de crescimento (comprimento > com menor liberação de tensões) SECAGEM DE LÂMINAS A principal finalidade da secagem de lâminas é fornecer melhores condições para sua colagem O objetivo é oferecer condições adequadas para a formação de painéis, onde durante a prensagem, a quantidade de umidade influencia na velocidade de solidificação do adesivo, ou seja, quanto menor o conteúdo de umidade da madeira, maior será a velocidade de solidificação do adesivo. Os principais processos utilizados para a secagem de lâminas são: * Secagem natural; * Secador de câmara convencional; * Secador de prensa; * Secador de placas progressivas; * Secador contínuo de rolos; * Secador contínuo de esteiras; * Secador a jato. � Secagem natural Características: • Algumas regiões do Brasil, como pré-secagem e reduz a susceptibilidade da madeira ao ataque de fungos. • Tem baixo custo inicial de investimento • Limitações: - dependência de condições climáticas; - teor de umidade final atinge 12% impossibilitando a colagem FF; - grandes áreas; - maior tempo de secagem o que significa maior estoque de lâminas no pátio e maior custo de capital imobilizado (custo passivo). � Secagem convencional Características: • São similares as estufas de secagem de madeira serrada � maior capacidade dos ventiladores e sistema de aquecimento; • As lâminas são empilhadas com separadores ou em sistemas de “garfos”. Poderá ser dotado de sistema progressivo (contínuo), ou seja, vários carrinhos sendo introduzidos numa extremidade (lâminas verdes) e retirados na extremidade oposta (lâminas secas); • Sistema emdesuso; • Desvantagens: - maior tempo de carregamento e descarregamento; - baixa qualidade de lâminas secas (empenamento e mancha); - secagem desuniforme. � Secador de prensa Características: • São similares a prensas hidráulicas a quente, para secagem de painéis; • Lâminas em números de até 5 são prensadas por um determinado tempo; • Vantagens: - maior taxa de aproveitamento de lâminas; - menor contração da lâmina no sentido da largura; - menor ondulação da lâmina. • Desvantagens: - desuniformidade de secagem (sentido centro – borda da lâmina) - funcionamento intermitente; - carregamento manual. � Secador de placa progressiva Características: • Derivação do secador de prensa; • Funciona através de uma série de placas perfuradas aquecidas a vapor e um sistema de rolos para o transporte intermitente de lâminas entre as placas no momento da abertura. • A umidade das lâminas é liberada através das perfurações e no momento da abertura das placas. � Secador contínuo de rolo Características: • Contínuos com várias câmaras; • O comprimento dos rolos, está relacionado com a largura da câmara (3,7 a 4,5 m) • Os secadores podem ter de 2 a 6 linhas de alimentação e a movimentação do ar pode ser axial ou transversal (permite melhor controle de secagem); • A temperatura de secagem pode variar de 100 a 165ºC, em função principalmente da espécie. � Secador contínuo de esteiras Características: • O princípio de funcionamento é similar ao secador de rolos, sendo a diferença básica, o sistema de transporte de lâminas que é feita por pares de telas metálicas, superior e inferior, acionadas nas extremidades do secador através de sistemas de correntes ou rodas dentadas; • O sentido de alimentação de lâminas pode ser transversal ou longitudinal, assim como, o sentido de circulação do ar; • A temperatura de secagem pode variar de 80 a 110ºC e o tempo de secagem é de 25 a 100% maior que o secador de rolos. � Secador a jato Características: • Concentração do fluxo de ar através de dutos • Velocidade do ar pode atingir de 15 a 60 m/seg. e temperatura na faixa de 210 a 290ºC; • São construídos em várias secções, normalmente 4, sendo as três primeiras para secagem e a última para resfriamento � cada secção é dotada de controle individualizado. • Vantagens: - maior taxa de secagem e tempo de secagem de 25 a 50% menor que em secadores convencionais; - menor custo de mão-de-obra e de manutenção; - melhor aproveitamento térmico por ser uma construção mais compacta; - secagem extremamente uniforme; - economia de material de 3,5 a 6,5% em função da menor ocorrência de defeitos. • A secagem deve ser o mais breve possível após a laminação, para minimizar a ocorrência de fungos manchadores e oxidação, principalmente em madeiras de coloração clara; • A secagem deve ser conduzida em menor tempo possível com a aplicação de maior temperatura possível, sem prejuízo na qualidade da lâmina seca; • Estudos demonstram que a redução na temperatura de secagem de 177 para 121ºC, dobra o tempo de secagem; • A temperatura na entrada do secador deve ser maior que na saída; Considerações em relação a condução do processo de secagem de lâminas – A secagem deve ser o mais breve possível após a laminação, para minimizar a ocorrência de fungos manchadores e oxidação, principalmente em madeiras de coloração clara; – A secagem deve ser conduzida em menor tempo possível com a aplicação de maior temperatura possível, sem prejuízo na qualidade da lâmina seca; – Estudos demonstram que a redução na temperatura de secagem de 177 para 121ºC, dobra o tempo de secagem; – A temperatura na entrada do secador deve ser maior que na saída; – O controle das “ventas” é importante para evitar a saída de ar quente e permitir a saída de ar úmido da câmara; – Deve-se manter o fluxo contínuo de alimentação de lâminas para evitar a redução no volume efetivo de lâminas no secador, com consequente aumento na taxa de secagem e ocorrência de defeitos; – Para uma secagem homogênea, as lâminas devem ser separadas por espécie, espessura, faixas de teor de umidade inicial e madeiras de cerne/alburno; – Controle da umidade final da lâmina para evitar a supersecagem e ressecagem excessiva. Defeitos na lâmina após a secagem Podem ser decorrentes das condições inadequadas de secagem e incorrer na perda de material e sua desclassificação, ou ainda influir em problemas na colagem 1) Desuniformidade do teor de umidade final – Monitorar a umidade inicial e final das lâminas – Separar lâminas verdes por espécie / espessura / classes umidade inicial / madeiras alburno/cerne – Controlar temperatura, velocidade do ar e umidade relativa na estufa 2) Torções e ondulações – Podem resultar em contrações excessivas e irregularidades na superfície da lâmina – Podem aparecer defeitos típicos da madeira como grã irregular e promover o colapso – Promover a secagem mais branda e utilizar secadores tipo “press dryer” 3) Trincas – Ocorre a separação das fibras longitudinalmente em toda a espessura da lâmina – Defeito ocorre em função das condições inadequadas de armazenamento e secagem e no manuseio lâminas secas 4) Adesividade da superfície – Secagem à alta temperatura com espécies de alto teor extrativos promove sua migração das camadas internas para a superfície da lâmina, prejudicando a adesividade – Recomenda-se a secagem a temperaturas mais baixas 5) Superfície chamuscada – Ocorre devido a ignição espontânea madeira (320° a 350°C) – Devido também a exposição prolongada (150° a 200°C) – Recomenda-se a redução da temperatura de secagem e aumentar a velocidade da passagem das lâminas