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Aranhas do gênero Loxosceles

Ficha sobre aranhas Loxosceles e o loxoscelismo. Apresenta distribuição e espécies de interesse (L. intermedia, L. gaucho, L. laeta), características morfológicas, longevidade, composição do veneno com percentuais (peptídeos 55,9%; astacinas 22,6%; fosfolipases-D 20,2%), evolução clínica, imagens e referências.

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LOXOSCELES
CARACTERÍSTICAS GERAIS
Aproximadamente 30.000 espécies.
De 20 a 30 espécies são as mais importante quanto a sua toxidade para o homem.
Encontra-se tanto no clima tropicais com subtropicais.
Estão distribuída por toda a África, America, Europa e Oceania.
No Brasil encontra-se nos estado do Sul e Sudeste.
São três as principais espécies de interesse médico, Loxosceles intermedia, Loxosceles gaucho e Loxosceles laeta.
FONTE: FURLANETTO et al. 2010.
FONTE: FURLANETTO et al. 2010.
Na seta, desenho de violino no cefalotórax. Pontas de seta indicam os 3 pares de olhos formando semicírculo.
FONTE: FURLANETTO et al. 2010.
Podem viver por 3 a 7 anos.
Esses aracnídeos resistem por meses sem água ou comida.
Ambos os sexos são peçonhentos, porém a fêmea produz uma maior quantidade de veneno.
PROPORÇÃO RELATIVA DE CADA TOXINA
FONTE: GUBERT I.C. 2005
 Considerando apenas o conteúdo de transcritos da glândula produtora do veneno de L.intermedia que codifica toxinas temos uma representação majoritária de peptídeos potencialmente inseticidas (55,9% dos transcritos), metaloproteases do tipo astacina (22,6%) e fosfolipases-D (20,2%). Por outro lado, há proteínas menos expressas, que em conjunto representam menos que 5% dos transcritos que codificam toxinas, como é o caso de serinoproteases, TCTP, alérgenos, hialuronidases e inibidores de serinoproteases.
EFEITOS CLÍNICOS
As picadas das aranhas do gênero Loxosceles provocam um conjunto de sinais e sintomas denominado loxoscelismo. 
O loxoscelismo pode estar relacionado a dois quadros clínicos distintos: 
Quadro cutâneo ou dermonecrótico (até 90% dos casos).
O loxoscelismo cutâneo caracteriza-se classicamente por uma lesão dermonecrótica com espalhamento gravitacional e alto quadro inflamatório.
Nos casos menos graves causa uma reação local leve e indolor, que geralmente passa despercebida.
 Nos casos mais graves, a picada inicial é indolor e, após 2-8 horas a dor se intensifica e os pacientes podem, apresentar febre e cefaleia. 
Após 12-24 horas, observa-se a formação de uma bolha, que pode se tornar hemorrágica.
Após alguns dias, a região da picada fica com uma coloração violeta e, na porção central, observa-se uma consistência endurecida.
A cicatrização ocorre por segunda intenção após 6 a 8 semanas.
Em casos mais graves forma-se uma úlcera de difícil cicatrização, que às vezes pode chegar a 40 cm de diâmetro e atingir a camada muscular. Dependendo de sua extensão pode haver a necessidade de excisão e posterior enxerto da pele.
LESÃO DERMONECRÓTICA DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO (A) Paciente de 6 anos com lesão cutânea típica de acidente loxoscélico. (B) Detalhe da placa marmórea após 36 horas do acidente. (C) Escara necrótica após 8 dias de evolução. (D) Cicatriz com quelóide após 3 meses do acidente.
FONTE: RIBEIRO L.A. et al. 20099.
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Quadro cutâneo-visceral ou sistêmico com menor frequência (até 10% dos casos), é observado apenas nos casos mais graves, no entanto, tem uma alta incidência em crianças.
As manifestações clínicas iniciam 24-72 horas após o acidente e incluem:
 Fraqueza;
Febre;
Vômito;
 Alterações Sensoriais;
 Cefaléia;
 Insônia;
Prurido Generalizado; 
Nos casos mais graves, convulsão e coma.
Pode-se observar também oligúria e urina escura em decorrência de hemólise intravascular, podendo causar anemia intensa e insuficiência renal.
Loxoscelismo - evolução da lesão causada pela picada da aranha Loxosceles em região de coxa esquerda de uma criança de 3 anos e 5 meses.
FONTE: RIBEIRO L.A. et al. 2009.
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REFERÊNCIAS
FURLANETTO et al. Observação dos efeitos do veneno loxoscélico e avaliação de sua atividade. 2010.
GUBERT I.C. Estudos epidemiológicos dos acidentes com a aranha-marrom Loxosceles intermedia em Curitiba, estado do Paraná, e avaliação do método de ELISA como ferramenta de diagnóstico. Belo Horizonte, 2005. Tese de doutorado, Programa de pós-graduação em Farmacologia, Bioquímica e Molecular. Instituto de Ciências Biológicas, UFMG.
RIBEIRO L.A. et al. Epidemiologia do acidente por aranhas do gênero Loxosceles no estado do Paraná (Brasil). 2009.
 OBRIGADA PELA ATENÇÃO!!

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